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IMUNOLOGIA: estudo do sistema imunológico e suas respostas aos M.O invasores. SISTEMA IMUNOLÓGICO: células, órgãos e moléculas que são responsáveis pela imunidade, atores da respostas imuno, reconhecem e eliminam agentes estranhos. RESPOSTA IMUNOLÓGICA: resposta coletiva e coordenada à entrada de substâncias estranhas. Respostas essas que desenvolvemos contra infecções por patógenos. FUNÇÃO FISIOLÓGICA DO SISTEMA IMUNO: defesa contra M.O infecciosos. DOENÇAS AUTOIMUNE: o próprio organismo ataca suas células saudáveis. Inúmeros fatores podem causar. Ex.: estresse pós-traumático, pode estar relacionada com emocional, alimentação, rotina cansativa etc. Imunologia Clínica SUBDIVIDE EM 2 HUMORAL: mediada por linfócitos B, que produzem anticorpos (contra patógenos extracelulares) CELULAR: mediada por linfócitos T, que destroem células infectadas (intracelulares) Leucócitos são glóbulos brancos (neutrófilos, linfócito, monócito, eosinófilo e basófilo – ordem do que temos mais para menos) Célula que faz FAGOCITOSE: neutrófilo e monócito/macrófago. Engole, ingere M.O ou partículas grandes para limpeza do organismo. Macrófago fica no tecido, monócito fica no sangue ESPECIFICIDADE: cada linfócito B ou T é programado para reconhecer um antígeno específico. Isso garante que a resposta não seja aleatória, mas sim direcionada exatamente contra aquele invasor LINFÓCITOS B: produz e secreta anticorpos LINFÓCITOS T CD4+: coordenam a resposta imune LINFÓCITOS T CD8+: destroem células infectadas CELULAS NK: matam células tumorais ou infectadas de forma inespecífica IMUNIDADE ATIVA: é quando tenho contato com o vírus, o meu organismo que produziu o anticorpo. Tem especificidade e memória imunológica Natural: após infeção / Artificial: após vacina IMUNIDADE PASSIVA: é transferida entre indivíduos, como picada de cobra. É aquela que administra o anticorpo no indivíduo. Tem especificidade mas não tem memória IMUNIDADE INATA: está desde o nascimento, linha de defesa inicial. Reconhece e reage a determinados M.O, mas não reagem a moléculas estranhas não infecciosas. Ela estimula a imunidade adaptativa. Ex.: pele, mucosa, secreções e microbiota normal. IMUNIDADE ADAPTIVA: mais lenta, é estimulada pela exposição a agentes agressores, tem especificidade (cada linfócito reconhece um antígeno diferente) e memória imunológica (respostas futuras contra o mesmo antígeno são mais rápidas e eficazes) NEUTRÓFILOS: são polimorfonucleares (3 a 5 lóbulos), são os mais abundantes, citoplasma tem grânulos primários azulados. Participam da fase inicial das reações inflamatórias. MONÓCITOS E MACRÓFAGOS: possuem um único núcleo (feijão), citoplasma finamente granular, maior que o linfócito. Importante na defesa e inflamação crônica BASÓFILO E EUSINÓFILO: extremamente importante em processos alérgicos, eosinófilo está relacionada com doenças parasitárias. Possuem grânulos do citoplasma bem evidentes contendo mediadores anti-inflamatório etc. FAGÓCITOS: fazem fagocitose, princip. neutrófilos e macrófagos. Sua função é ingerir e destruir MO, se livrar dos tecidos danificados. PASSOS PARA DESTRUIR OS MO: recrutamento das células para o local de infeção, reconhecimento e ativação pelos fagócitos, ingestão e destruição dos M.O Imunologia Clínica aula 2 CARACTERÍSTICAS: AFINIDADE: do antígeno e do anticorpo, força de ligação entre eles, quando só tem 1 sítio de ligação AVIDEZ: força total, quando tem mais de um sítio de ligação VALÊNCIA: número de sítios de ligação que ele possui Anticorpo parece um Y. Possuem duas cadeias leves idênticas e duas cadeias pesadas idênticas, a ligação com antígeno muda a porção Fab. Porção Fc faz ação efetora, se liga a célula Porção Fab se liga ao antígeno EPÍTOPO: menor porção do antígeno que é capaz de gerar uma resposta imune IMUNOGLOBULINA: proteína plasmática efetoras da resposta imune. Anticorpos possuem estruturas básicas semelhantes, mas a região variável é onde o antígeno se liga ORGÃOS E TECIDOS LINFÓIDES ANTÍGENOS: substância estranhas capazes provocar resposta imunológica/defesa. ANTIGENICIDADE: capacidade que um antígeno tem de se ligar/reconhecer ao anticorpo (de maneira específica) CÉLULAS DENDRÍTICAS: possuem detritos, migram da medula óssea para o sangue. Captura e apresenta Ag IMUNOGENICIDADE: capacidade desse antígeno que se ligou de induzir/estimular uma resposta imune BASÓFILOS: grânulos grandes, azul. Liberam histamina (alergias) e heparina. EOSINÓSILO: grânulos laranja-avermelhado, esses grânulos contêm enzimas que danificam a parede celu de parasitas. Núcleo 2 lobos conect LINFÓCITOS: depois do neutrófilo são os mais abundantes, núcleo circular e pouco citoplasma. Principal c da imunidade adaptativa ESTÁGIO TERCIÁRIO: é o efeito biológico da interação entre Ag-Ac no organismo, que pode ser benéfico ou prejudicial. Não é só ver a reação, mas sim o que causa no corpo CLASSES DE IMUNOGLOBULINA: IgG: atravessa a placenta, proporciona uma imunidade para o feto, proteção. Facilita fagocitose IgM: primeiro anticorpo que surge, é na fase aguda. Auxilia aglutinação. IgD: receptor de antígeno para o linfócito B REAÇÃO CRUZADA: Não é uma ligação específica, é a habilidade do anticorpo de interagir com mais de um antígeno. Quando dois antígenos diferentes possuem epítopos semelhantes FATORES QUE AFETAM RELAÇÃO AG-AC: Afinidade, avidez, forma física do AG, pH, temperatura, tempo Quanto maior a afinidade, maior a estabilidade. Anticorpos de baixa afinidade acaba caindo na questão de REAÇÃO CRUZADA. Consequentemente tem espaço para reagir com outras moléculas INTERAÇÃO ANTÍGENO-ANTICORPO “in vitro”: ESTÁGIO PRIMÁRIO: interação epítopo – parátopo ESTÁGIO SECUNDÁRIO: conseguimos ver essa ligação in vitro, no laboratório. Precipitação, ELISA, imunofluorescência IgA: imunidade de mucosas, encontramos no leite materno (proteção do recém-nascido), proteção do trato respiratório e gastrointestinal IgE: quando está aumentado, relacionamos com alergia ou parasita. Auxilia na liberação de histamina Imunologia Clínica aula 3 CONTROLE DE QUALIDADE NO LAB IMUNO/SOROLOGIA: sistemas para reconhecer e minimizar erros analíticos, a finalidade é obtenção de resultados confiáveis e seguros SISTEMA GARANTIA DE QUALIDADE treinamento dos funcionários, coleta, como recebe as amostras, manutenção dos equipamentos (prevenção), assistência Fatores extrínsecos Precisão: concordância dos resultados obtidos quando um mesmo teste é feito várias vezes. Mede o erro acidental. Faz o teste várias vezes e obtém o mesmo resultado Exatidão: resultados muito próximos ao verdadeiro valor Reprodutibilidade: resultados iguais/muito próximos, realizados por pessoas e locais diferentes Duas afirmativas são verdadeiras. Para fins de diagnóstico temos que ter mais especificidade. Para banco de sangue a questão da sensibilidade é mais importante. Mais especificidade reduz FP e aumenta VN Sensibilidade e especificidade são valores que influenciam nos valores preditivos. Prevalência da doença: proporção de indivíduos na população que tem a doença. Quanto menor, menor VPP - Prevalência maior: ↑VPP ↓VPN - Prevalência menor: ↓VPP ↑VPN VPN altíssimo em doenças raras Prevalência sorológica: porcentagem de resultados positivos encontrados com o teste utilizado. Sensibilidade: resultados positivos de doentes S=VP / VP+FN Resultado mede a capacidade do teste em detectar corretamente quem realmente tem a doença Especificidade: resultados negativos em não doentes E=VN / VN+FP Resultado mede a capacidade do teste em detectar corretamente quem realmente não tem a doença Eficiência: somatório dos verdadeiros positivos com os verdadeiros negativos E=VP+VN / VP+VN+FP+FN Resultado é quando o teste acerta em % de todas as pessoas testadas Imunologia Clínica aula 4 Valores preditivos: probabilidade de o indivíduo ter ou não uma doença, com base no resultado. VPP: probabilidade de ele ter a doença, dado resultado positivo. Ou seja, de todos os que tiveram um resultado positivo, quantos realmente tem a doença VP / (VP + FP) VPN: probabilidade de ele nãoter a doença, dado resultado negativo. Ou seja, de todos os que tiveram resultado negativo, quantos realmente não tem a doença VN / (VN + FN) Testes sorológicos: exame que usa soro do paciente, identifica e quantifica Ag e Ac relacionados a uma doença. Podendo ver se a pessoa está infectada ou se já teve contato com a doença. Nesses testes utilizamos Ac como reagentes, podem ser MARCADOS Ac com marcador. Eu consigo detectar menor concentrações, são mais específicos, são melhores. NÃO MARCADOS Ac puro Técnicas não marcadas 1. Aglutinação: interação Ag Ac onde Ac reconhece e se liga a Ag presente na superfície de bactérias ou hemácias, formando agregados. Existem fatores que podem interferir na formação desses agregados como tipo de anticorpo, eletrólitos, pH, tempo e temperatura Prozona: aumento de anticorpo em relação ao antígeno Pószona: aumento do antígeno em relação ao anticorpo Aglutinação direta: reação de Ac específico com Ag naturais presentes na superfície de células ou hemácias. Pesquisa Ac. Aglutinação indireta: reação de anticorpos com antígenos adicionados artificialmente em partículas de látex inertes. Partícula de látex é revestida (sensibilizada) junto ao antígeno partícula sensibilizada + anticorpo específico aglutinação. Pesquisa Ac. Fator reumatoide: é um anticorpo que pode atacar outros, especialmente da classe IgG, muito relevante em doenças autoimunes como artrite reumatoide. O fator reumatoide pode fazer com que as partículas de látex, em exames, se aglutinem, formando complexo aglomerado. Esse teste serve para detectar presença do fator reumatoide no sangue. Aglutinação reversa: há excesso de anticorpos, ao invés de ocorrer a aglutinação desejada, elas acabam ficando dispersas. Então ao invés de ter resultado positivo, pode dar negativo. Proteína C-Reativa (PCR): indica processos inflamatórios de modo geral como artrite reumatoide, dengue, covid, obesidade. Não é um exame específico, mas o médico pede para ver como está o estado inflamatório do indivíduo como um todo Hemaglutinação passiva: técnica onde usamos hemácias como suporte (ao invés de látex), Ag fixados na sua superfície. Quando colocamos essas hemácias em contato com o soro do paciente, se houver Ac específicos, ocorre aglutinação visível. 2-mercapto-etanol ajuda a diferenciar se os Ac são IgG ou IgM. Usado para compatibilidade sanguínea, presença de Ac irregular, diagnóstico de infecção viral. Floculação: variante da aglutinação indireta. Ocorre quando há formação de complexo Ag+Ac em meio líquido. VDRL: exame para diagnóstico de sífilis, médico não fecha diagnóstico, mas se der positivo ele pede um exame confirmatório. Busco anticorpo na amostra do paciente. Preciso de Ac anti-cardiolipina. Formam flocos com resultado positivo. FTA-Abs: exame confirmatório para sífilis. Alta S e baixa E. Pode ocorrer nesse teste o efeito prozona, causando um falso negativo pela elevada concentração de anticorpos Precipitação: formação de um agregado insolúvel pela reação de Ag + Ac solúveis. Imunodifusão: difusão de moléculas solúveis em um meio como ágar, onde Ag + Ac forma precipitado. Simples: apenas um deles se move, outro fica fixo no ágar. Dupla: os dois se movem em direção ao outro Turbidimetria: se está turva, é um método de medida da redução da intensidade da luz transmitida por meio da suspensão das partículas, por causa de reflexo, absorção ou espalhamento que suspendeu as partículas. Mede a luz que passou. Imunoturbidimetria: mede a luz dispersada, que não passou. Nefelometria: mede a quantidade de luz espalhada pela presença de partículas. Cut-Off: limiar de reatividade. Tem um ponto da curva que tem uma interferência, esse valor é usado para diferenciar amostras reagentes ou não reagentes PRINCÍPIO: Antígeno: qualquer substância estranha ao organismo que pode provocar resposta do sistema imuno. Bactérias, vírus, toxinas etc. É o invasor. Anticorpo: proteína de defesa produzida pelos linfócitos B. Ele se liga especificamente ao Ag como uma chave na fechadura. Função é neutralizar ou marcar o Ag para ser destruído. O nome técnico dos anticorpos é imunoglobulina IgG, IgM, IgA, IgE, IgD. Em relação aos exames, se eu quero saber se uma pessoa tem determinado anticorpo coloco antígeno correspondente e vejo se há reação. E vice-versa. Muitas vezes essa reação aparece em forma de aglutinação Por que pesquisar anticorpo: diagnósticos de doenças infecciosas (IgM é infecção recente, IgG já teve a doença ou foi vacinada), avaliar resposta a vacina (depois de vacinar, medem os Ac IgG para ver se a pessoa ficou imune), doenças autoimunes (alguns exames buscam anticorpos anormais, que atacam o próprio corpo) Por que pesquisar antígenos: para saber se o M.O ou substância está presente no corpo. Ex.: teste rápido de antígeno para Covid, se tiver o antígeno, tem o anticorpo. Exemplo: se a reação ocorre até a diluição 1:1256, o título do Ac é 1:1256. Diluição seriada: feita em etapas sucessivas, em que cada tubo contém parte da diluição anterior + solvente. 1:2 1 parte soluto + 1 parte solvente 1:10 1 parte soluto + 9 partes solvente 1: soluto (amostra) : para frente é a diluição final (soluto + solvente) Título de anticorpo: maior diluição de um soro que ainda apresente reação de Ag Ac Diluição de soluções: processo de reduzir a concentração de uma solução adicionando solvente. Usado em testes sorológicos para determinar a concentração mínima de anticorpo (título de Ac) Imunologia Clínica aula prática Ex.: volume inicial de 4ml, diluição 1:4 (1+3). Coloca-se 3ml de solvente em cada tubo. No 1º tubo misturamos 1ml de soluto. Do 1º tubo transferimos 1ml total para o 2º tubo nova diluição 1:16. Repetir o processo até o último tubo (descartar 1 ml final), até dar diluição 1:256 O título será definido pelo último tubo em que ocorrer reação Ag Ac. Obs.: sempre colocar solvente primeiro nos tubos, homogeneizar bem cada solução após a diluição Aglutinação indireta em látex: método qualitativo (resultado apenas como reagente/não reagente) e semiquantitativo (permite estimar a concentração de PCR por meio de diluições seriadas). Látex é sensibilizado com Ac anti-PCR. Se a amostra do paciente tiver, ocorre aglutinação visível. Pesquiso na amostra do paciente a proteína PCR, o “Ag” Cálculo concentração PCR: C (concentração): FD (fator de diluição) x S (sensibilidade do kit) Ex.: S 6UI/ml Última diluição que aglutinou 1:2 2x6= 12UI/ml PCR: objetivo da prática foi detectar a presença de PCR no soro do paciente. PCR é um marcador inflamatório, níveis elevados indicam infecções, doenças autoimunes, inflamações etc. Imunologia Clínica aula 5 REAGENTES MARCADOS Utilização de conjugados. CONJULGADOS: ligação de uma subst. em outra. Ac conjugado é quando ele foi ligado a uma substância, onde os dois continuam com suas funções, seus papéis. O conjugado está no Kit, não em nós O Ag da amostra está fixado, ocorre ligação com Ac do paciente lavagem + Ac conjugado com Fluorocromo ele se liga e ocorre mais uma lavagem fluorescência (reação) Imunofluorescência: usamos um conjugado com fluorocromo. Método direto: pesquiso a presença de Ag na amostra do paciente, esse é o princípio. Método indireto: pesquiso Ac. Aumenta sensibilidade, o Ac não marcado tem mais sítios de ligação, porém é mais demorado, possui 2 incubações e 2 lavagens Elisa: o conjugado é uma enzima, esse teste é usado para uma infinidade de exames. Tem que ter reação Ag e Ac, mas a forma que monitora isso é diferente, é muito mais sensível do que uma aglutinação, por exemplo. Elisa indireto: pesquiso anticorpo na amostra do paciente. Ag está fixado, Ac da amostra é adicionado, ... Ac ligados a enzima reagem com Ac capturados da amostra, é adicionado um substrato na enzima adicionada e catalisa uma reação que produz mudança de cor, e ocorre a leitura. Elisa direto: pesquiso o Ag. Elisa Sanduiche: também pesquiso Ag, é muito mais sensível e específico que o direto. Já vem uma plaquinhapronta com Ag de captura, ocorre a ligação ... ligação com Ac e depois é adicionado mais um Ac. Ac + Ag + Ac. Tenho dois Ac ligados, são dois sítios de ligações por isso mais sensível. Os 2 Ac são o Kit. O 1º já vem na plaquinha, coloco o Ag e se liga, depois coloco o Ac conjugado. ... Ac ligados a enzima reagem com Ac capturados da amostra, é adicionado um substrato na enzima adicionada e catalisa uma reação que produz mudança de cor, e ocorre a leitura. Elisa direto: pesquiso o Ag. Elisa Sanduiche: também pesquiso Ag, é muito mais sensível e específico que o direto. Já vem uma plaquinha pronta com Ag de captura, coloco amostra do ... Ac ligados a enzima reagem com Ac capturados da amostra, é adicionado um substrato na enzima adicionada e catalisa uma reação que produz mudança de cor, e ocorre a leitura. Elisa direto: pesquiso o Ag. Elisa Sanduiche: também pesquiso Ag, é muito mais sensível e específico que o direto. Já vem uma plaquinha pronta com Ag de captura, coloco amostra do Imunohistoquímica: falamos sobre reação imunológica, usa Ac conjugados com enzimas para identificar Ag específicos em tecidos. Direto: detecta Ag. Indireto: detecta Ac Imunocromatografia: teste rápido utilizado como triagem. Radioimunoensaio: não é utilizado como o Elisa. Trabalhamos com Ag marcado. Immunoblot: primeira coisa que fazemos é uma eletroforese, separação de proteínas, é uma outra técnica que faz parte do blot. Consigo saber o tipo do vírus, por exemplo Elisa indireto pesquisa Ac, então o Ag vem no kit. O Elisa direto pesquisa Ag, então o Ac já vem no kit. Citometria de fluxo: técnica utilizada para analisar características físicas e químicas de células (eritrócito, leucócito, plaquetas) em suspensão, no sangue ou outros fluídos. As células passam por um feixe de laser, uma a uma. Detectores captam a luz dispersa e a fluorescência emitida. Esses sinais são transformados em dados quanti e qualitativos. Analisa tamanho da célula etc. Usado para diagnósticos de doenças hematológicas, subpopulação de linfócitos etc. Imunofluorescência: baseia-se na reação Ag-Ac. O Ac é conjugado a um fluorocromo, quando ele se liga ao Ag presente na amostra (que vem fixada na plaquinha do kit). A fluorescência pode ser visualizada. Método direto tem o Ag fixado na lâmina da amostra. Coloco o Ac marcado com fluorocromo, ele se liga ao Ag, ocorre a lavagem e a imunofluorescência. Método indireto o Ag está fixado na amostra de lâmina do kit, ocorre a ligação com Ac do paciente lavagem + associar Ac conjugado com fluorocromo ele se liga a amostra de Ag lavagem e ocorre a fluorescência. Elisa é baseado na utilização de um conjugado ligado a uma enzima, possui reação Ag-Ac. Ag está na lâmina do kit, administramos Ac que reage com o Ag, adicionamos Ac ligados a enzima que reagem com Ac capturados da amostra, depois o substrato é adicionado, ele catalisa uma reação e ocorre mudança de cor. Np2 Np2 Np2 Np2 Np2 Np2 Np2 Np2 Np2 Np2 Np2 Np2 Imunologia Clínica aula 6 HIV: não é a mesma coisa que falar que a pessoa tem AIDS, contrair o vírus quer dizer que é portadora do vírus HIV, a longo prazo que vai ter AIDS. A pessoa muitas vezes morre de doenças oportunistas, difícil a pessoa morrer de AIDS, porque tinha uma imunossupressão envolvida. HIV é o agente causador da AIDS, é o retrovírus. A pessoa tem AIDS quando o número de CD4⁺ cai abaixo de 200 células/mm³ou quando surgem infecções oportunistas graves (pneumocistose, toxoplasmose, candidíase sistêmica etc.). Caracteriza-se pela diminuição dessas células. HIV-1 é a maioria, mais agressivo, evolução... ...mais rápida, período de latência 10 anos. HIV-2 é endêmico na África e Índia, menos agressivo, evolução lenta, período de latência 30 anos Desde então a medicina e a indústria farmacêutica tem evoluído muito para o tratamento dessa doença. Vai ter que cuidar para o resto da vida. Questão estrutural diferencia tipo 1 e tipo 2. Estrutura: GP120 e GP41 HIV1 GP 130 e GP 36 HIV2 (glicoproteínas) A partir delas que tudo começa, sobre a replicação Ele possui um 1. envelope viral (parte externa), é uma membrana e na sua superfície estão as glicoproteínas (uma na superfície e uma transmembrana). Possui 2. Capsídeo, dentro ficam as enzimas essenciais para replicação. 3. Material genético, o HIV contém duas fitas simples de RNA Transmissão: relação sexual, sangue (transfusão contaminada, agulhas, seringas), transmissão vertical pelo leite materno ou no parto. O leite materno precisa passar pela mucosa do bebê para contaminar, por exemplo algum... - A enzima transcriptase reversa converte RNA de fita simples em DNA de fita dupla - O DNA viral entra no núcleo da célula e é integrado ao DNA do hospedeiro - Produção de RNA e proteínas virais - Ocorre novo ciclo Ciclo viral: - HIV se aproxima a célula T e ocorre a ligação da proteína viral gp120 ao receptor CD4 na sua superfície do linfócito. - Ela se liga também ao correceptor CCR5 que reforça sua fixação, isso permite a ação da gp41 que causa fusão do envelope viral com a membrana celular e o vírus entra no citoplasma - HIV entra na célula pela membrana celular que se fundiu ...machucado na gengiva ou até mesmo pela mucosa do intestino. Profilaxia: evitar acidentes, contato, usar preservativos, fazer testes. Patogenia: HIV tem uma imunodeficiência acentuada, queda dos linfócitos TCD4. Fazer a contagem de linfócitos e ver como está a imunidade da pessoa com HIV. Infecção primária: se infecta com o vírus, começa a cair os linfócitos (azul) Em vermelho mostra a cópias do vírus, se infectou começa aumentar a carga viral. Esse é o período inicial, aguda. Morre por doenças oportunistas e não pela aids. Fase aguda: pode ou não ter sintomas, se tiver, são inespecíficos, dor de cabeça, febre, dor no corpo etc. Carga viral está lá em cima. Latência clínica: geralmente assintomático, exame físico do paciente da normal, pode ter linfadenopatia. Exames laboratoriais podem aparecer anemia, ...leucopenia, plaquetopenia, mesmo assim não dá para saber se é HIV. AIDS: aqui a carga viral sempre tende a subir, poque a quantidade dos linfócitos estão cada vez mais baixa. A pessoa pega gripe com muita facilidade, é como se ela não tivesse sistema imune. Aumenta processo inflamatório e danos aos órgãos Manifestações: candidíase, úlcera, herpes zoster, candidíase oral, dores de cabeça, letargia – precisa fazer testes porque só pelo sintoma não dá para saber do que se trata. Soroconversão: quando conseguimos detectar os anticorpos, começa a produzir. Se a pessoa fez o exame, em 1 semana não vai ter ainda Ac, pode levar de 1 a 10 semanas. Soroconversão é o momento que detecta o anticorpo, que não detectou há um tempo Imunologia Clínica aula 7 Existem exames para triagem e confirmatórios para HIV. Como triagem fazemos Elisa 4ª geração, que é quando pesquisa tanto antígeno quanto anticorpo. Precisa saber quais exames são cobrados. Como confirmatório seria o Western Blotting, imunofluorescência indireta e os imunoensaios de diferenciação – dá para saber se é HIV1 ou HIV2, são mais elaborados. Terapia antiretroviral: é o coquetel, veio para aumentar a sobrevida do indivíduo, veio para inibir a replicação do vírus e consequentemente aumentam os linfócitos T CD4+. Inibe a replicação do vírus, reduzindo RNA viral e aumenta os linfócitos T CD4+. Essa terapia funciona para a grande maioria, mas infelizmente algumas pessoas têm falha imunológica... ...e acontece de os linfócitos não aumentarem, existem inúmeras funções para que isso ocorra. Ver caso clínico para prova. Candidíase oral, corrimento, verrugas, úlcera, foliculite, psoríase são sinais de que está com imunossupressão. Já é um sinal que a pessoal está com algo. HEPATITES VIRAIS Processo inflamatório do fígado - mas existem outros tipos como hepatite medicamentosa. É um problema de saúde pública a nível mundial. Transmissão entérica (predomina nos casos) correlacionamos Hepatite A e E. Transmissão sanguínea e sexual... ...relacionamos Hepatite B, C e D.Não são só vírus que causa hepatite, muitas coisas podem causar. HEPATITE A: qual material genético que tem nesse vírus? Como é sua estrutura? O genoma viral é RNA de fita simples, sua partícula é simples e pequena, tem capsídeo e o RNA viral, estrutura mais simples em relação a outros vírus de hepatite. Transmissão: principalmente oro-fecal/fecal-oral. Transmissão entérica, alimentos contaminado com fezes infectadas também transmite, lugares com saneamento... Vacina, melhorar higiene, cuidados com água, verdura podem impedir a disseminação. Vírus resiste ao pH ácido do estomago, então lavar verduras com vinagre não adianta. ...precário, práticas sexuais oral/anal. HAV é a sigla do vírus da Hepatite A. Efeito prodrômico: é quando estão pipocando a replicação viral, então para pegar via sangue tem que estar nesse momento, por isso as outras transmissões (fezes) são mais comuns. Crianças são mais susceptíveis. Pode ter icterícia, dependendo da lesão. Os sintomas são muito comuns de outras doenças, diarreia, dores, vômitos etc. O vírus é excretado pelas fezes o final do período de incubação e na 1ª semana da doença, e ele fica por dias nas fezes. Existe sim vacina para HEPATITE A. Precisa saber interpretar os resultados sorológicos. Janela imunológica: período inicial da infecção pelo HAV em que o vírus já esta presente e detectavel por PCR, mas ainda não há anticorpos suficientes pra os testes sorológicos (ELISA e WB) Medidas para tentar eliminar são ferver verduras, legumes etc. Raios de micro-ondas podem inativar o vírus, cloro, água sanitária (na quantidade certa). Principais exames: pesquisa de anticorpo (IgM e IgG) – anti-HAV IgG / anti-HAV IgM. A teoria é o IgM aparecer primeiro. Imunologia Clínica Hepatite B: em relação a A é mais preocupante, pois evolui cronicamente, pode evoluir para uma doença mais grave, como por exemplo cirrose. O vírus é HBV. Ele é envelopado e tem o DNA circular. Partícula de Dane: partícula infectante (pois é completa). ...dependendo da fase, se está acontecendo a replicação, podemos quantificar ele. HBsAg: primeiro marcador que aparece após a infecção, mas não significa que está na infecção aguda, significa que está ativa. Dar reagente HBsAg pode ser crônica (se detectado há 6 meses) Encontramos essa partícula completa na pessoa que possui HBV. 1. Envelope externo / 2. Envoltório externo: Ag na superfície do HBV (HBsAg – proteína da superfície) / 3. Envoltório interno: DNA polimerase (HBcAg – está no centro) Ag solúvel: HBeAg – ele aparece... HBcAg: encontramos na parte central da est. do vírus não encontramos no soro do paciente (só biópsia), detectamos o Ac (Anti-HBcAg) e não o Ag. – esquece esse HBeAg: da reagente quando existe uma replicação ativa/viral Ac anti HBs: pode existir imunidade. Para ser só da vacina tem que ser... DNA HBV PCR: detecta e quantifica material genético, técnica sensível, consegue detectar entes de um Ac. Transmissão: via sanguínea contaminada, sexual, pessoa-pessoa (ferida, corte), manicure, via vertical etc. Vírus da hepatite mais infeccioso... ...esse anti HBs. Se der Ac IgM anti-HBc: fase aguda, pessoal realmente infectada Ac IgG anti-HBc: aparece em seguida ao IgM e pode ficar a vida toda. Ac anti-HBe: produzido para neutralizar o HBeAg indica diminuição da replicação viral. ...que são enzimas do fígado (TGO e TGP) indicando inflamação hepática. 1º período de janela imunológica é no começo quando só detectamos o DNA e mais nada. Infecção crônica: fica por muito tempo alguns marcadores (mais 6 meses). Período de incubação: tempo entre o contato com o vírus e o início dos sintomas. Média 75 dias. No final, o HBsAg já é detectável no sangue, mesmo sem sintomas. Anti-HBc: (tem o IgG e o IgM) aparece poucos dias após o HBsAg. No início, os sintomas são inespecíficos, pode haver elevação das transaminases... ...que o vírus da HIV. Prevenção: vacina!!! É essencial, segura e eficaz. Diagnóstico: quando alguém é infectado, o DNA viral aparece no sangue antes dos outros marcadores – 23 dias antes do HBsAg. 2 marcadores para um primeiro diagnóstico: HBsAg e anti-HBc. Marcadores utilizados na triagem: ELISA Imunologia Clínica ...esteticista. Transmissão sexual e vertical menos comum. Patogênese: boa parte apresenta icterícia. Infecção aguda é autolimitada, quando seu organismo pode dar conta de se curar. Detectado em 2 semanas, a carga viral detectada em 7 dias (PCR). Hepatite C: transmissão por objetos compartilhados contaminados, contato direto com sangue infectado. Por via parenteral, lesão da pele. Através de transfusão de sangue também, bolsas fracionadas. Procedimentos invasivos que perfuram a pele, ... Após 6 meses é infecção crônica, significa o vírus estar replicando e você transmite, maioria vai para fase crônica e depois desenvolve outras doenças (cirrose hepática). Anticorpo utilizado para triagem e diagnóstico da hepatite C – Anti-HCV. Material genético: RNA Fatores que influenciam cirrose: +40 anos, masculino, uso de álcool, imunossupressão, ter esteatose hepática. Diagnóstico lab.: maioria não tem sintomas e evolui para a forma crônica. 1º marcador detectado é RNA viral, por PCR. O antígeno é... ...Ag core HCV. A busca pelo Anti-HCV fazemos por Elisa. Sororeversão: quando passa a não detectar mais os Ac, pode acontecer de forma total ou parcial. Pode não ficar a cicatriz sorológica, como nas outras hepatites ou doenças. Anti HCV positivo ou tem ou vírus... ...ou teve contato e eliminou, para saber precisa fazer PCR. Tabela laranja ver. SÍFILIS: infecção sexualmente transmissível. Evolução crônica, é um problema de saúde pública (negligenciada). Treponema pallidum – bactéria. Agente é treponema pálido ...se enxerga após 1 mês praticamente. É indolor, bordas endurecidas e cheia de bactéria. Pode ocorrer a resolução espontânea (lesão some) em 4 a 6 semanas (pessoa saudável). Ac aparecem em 1 a 4 semanas após aparecimento da lesão. Penetração dele é através de atrito durante a relação sexual onde tem lesões. Doença que também tem uma resolução espontânea na fase primária. Contato sexual é o principal, por lesões nos órgãos genitais (mais comum), lábios, seios etc. Transfusão de sangue é raro. Adquirida: contato sexual Congênita: mãe-feto Sífilis recente diagnóstico até 1 ano, sífilis tardia diagnóstico após 1 ano. Sífilis primária: quando teve atrito, contato (protossifiloma – lesão primária), pode acontecer disseminação da bactéria. A lesão... ...em mucosas. Aqui já dá positivo os exames. Período de latência é quando não possui sintomas. Ai entra na fase terciária. Se você tiver organismo bom a lesão some e vai para Sífilis secundária: manifestações de 6-8 semanas aparecem, depois que desaparece o protossifiloma. Sintomas inespecíficos, a manifestação clínica característica é ter erupções avermelhadas, linfadenopatia, lesão... Imunologia Clínica Diagnóstico: o médico ve a lesão característica, faz uma coleta na secreção e faz exames, principalmente na fase primária (bactéria e replicação). Ou pode fazer a sorologia (mais comum) após 2ª ou 3ª semana – pois detecta os Ac. ...dos sintomas na terciária após muitos anos. É uma doença inflamatória nessa fase, pode haver lesões na pele ainda, no coração, SNC (pode causar demência, psicose). A sífilis terciária afeta vários orgaõs. Sífilis congênita: de mãe para bebê. Fase terciária: latente recente que é quanto tem menos de 1 ano de infecção, e tardia que é mais de 1 ano. A fase primária que é a que mais transmite, depois a segundária, e na terciária é a mais difícil, não tem mais lesão com bactéria. Ocorre o reaparecimento... dos sintomas, Exames diretos: detectam a bactéria (treponema pálido), elimina os falsos positivos. Se eu quiser pesquisar Ag eu faço imunofluorescência indireta. PROVAS SOROLÓGICAS Não treponêmico: VDRL. Pesquisa Ac Anti-Cardiolipina. Usado para... Qual a técnica utilizada para fazer VDRL? Floculação Qual a técnica utilizada para fazer FTA-ABS? Imunofluorescência indireta. Quandochega uma amostra no lab. pedindo VDRL, como devo proceder? Coloco no poço sem... ...triagem na população e monitoramento do tratamento. Treponêmico: FTA-ABS, teste confirmatório. Pesquisa Ac específico Anti-Treponêma Pallidum, contra a bactéria. Quando posso fazer pesquisa direta do T. pallidum? Na fase primária ...diluir e diluída também. Título de Ac é a última diluição que ainda apresente a floculação. Tratamento: penicilina, não existe vacina para sífilis. BANCO DE SANGUE: Deve ter alta sensibilidade e boa especificidade. Quais exames feitos? Poque é importante fazer toda essa triagem no banco de sangue? Técnica de Nat: detecto tanto RNA quanto DNA (material genético). Não detecta Ac. Reduz janela imunológica image1.png image2.png