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Autofagia e Envelhecimento Celular É caracterizado pela formação de autofagolisossomos com estruturas lesadas, envelhecidas ou agregados proteicos (Brasileiro, 2013) Podem ser de 3 tipos: Macroautofagia: Forma-se uma vesícula com o material a ser degradado que se une ao lisossomo (professora disse que essa é a autofagia propriamente dita, não vi essa afirmação em material nenhum mas ela disse). Microautofagia: A membrana dos lisossomos capta o material a ser degradado. Autofagia mediada por Chaperonas (HSP): As chaperonas (principalmente HSP 70 em associação ao hsp fator 40) se unem a proteínas equivocadas para direcionamento à autofagia da mesma pelos lisossomos. É restrita aos mamíferos. Em períodos de privação de nutrientes, a célula utiliza a autofagia como mecanismo de sobrevivência. Isso ocorre através de sinais intracelulares que levam à formação de um fagóforo (membrana bicamada de isolamento). O complexo de iniciação (que inicia a autofagia) pode ser ativado por estímulos ambientais, privação dentre outros. Uma proteína que marca o fechamento dessas membranas é a LC3 que também é um marcador para células em processo de autofagia. Todo esse processo é importante para a reciclagem de componentes celulares, sejam organelas, proteínas avulsas e manutenção de células atróficas. Doenças Humanas Câncer Relação BECN1\ Bcl-2 (genes que promovem autofagia) x supressão de células cancerosas; Células neoplásicas podem permanecer “dormentes” utilizando a autofagia para sobreviver e depois voltarem a ativa, a chamada recidiva após tratamento. Doenças neurodegenerativas Doenças de Alzheimer – Formação acelerada de autofagolisossomos. Doença de Huntington – A huntingtina mutante prejudica a autofagia (acúmulo de organelas e proteínas não funcionais). Doenças Infecciosas (ela passou bem rápido por isso) Patógenos são degradados por autofagia, antígenos são degradados por autofagia e apresentados, deleção de proteína relacionadas ao processo autofágico indicam suscetibilidade à Tuberculose. Doença de Cronh\ Colite ulcerativa - relação com genes de autofagia. Envelhecimento Celular O envelhecimento celular é resultado do declínio progressivo da função e viabilidade celulares causado por anomalias genéticas e acúmulo de danos moleculares e celulares devido aos efeitos da exposição a influencias exógenas(Robbins,2010). Reflete o acúmulo de lesões subletais celulares e moleculares. O processo de envelhecimento é influenciado por vários fatores (genéticos, hábitos alimentares, existência de comorbidades, condição financeira\social...) Mecanismos Gerais: Para entender o processo de envelhecimento é importante esclarecer os conceitos de senescência celular e dano celular. A Senescência celular é a característica que as células possuem de ter um número limitado de replicações, já o conceito de dano aborda as alterações metabólicas e genéticas que agridem o funcionamento celular e que é constantemente contrabalanceado por mecanismos de reparo. O artigo que a prof. Trouxe dizia que o limite arredondado de divisões das células era de 50 (limite de Hayflick). Existem componentes que aumentam e outras que diminuem nos fibroblastos do artigo em questão conforme estas células chegavam próximos deste número de divisões. Senescência O telômero é uma fita simples que protege o DNA de fusões equivocadas. A medida em que as replicações ocorrem esse telômero vai diminuindo, funciona como um “relógio mitótico” Enzima Telomerase: Nas células germinativa e células tronco ela adiciona bases na extremidade do telômero, ou seja, p telômero é sempre constante. Na célula neoplásica, essa enzima volta a ser ativa, ou seja, ocorre a imortalização desta célula, fazendo com que esta célula mutada continue se proliferando. Danos Metabólicos e Genéticos Acumulados ERO - Advem da exposição à radiação ou disfunção mitocondrial. - Modifica proteínas, lipídeos e principalmente ácidos nucleicos (estes danos ao DNA se acumulam com a idade). - Diminuição da produção de antioxidantes com a idade (glutationa peroxidase, superóxido dismutase). Reconhecimento e reparo do DNA - Síndrome de Werner: Indivíduo com defeito na helicase (não abre eficientemente o DNA) indivíduo acumula irregularidades no genoma, acaba envelhecendo de forma precoce. - Ataxia\Telangiectasia: Decorre de reparo defeituoso do DNA, é raro e ligado ao cromossomo 11, atinge ambos os sexos, atinge principalmente sistema nervoso e imunológico. Ataxia decorre da diminuição de coordenação e a telangiectasia da vasodilatação de pequenos vasos. Diminuição do Complexo proteassoma - Com a idade as células diminuem a produção deste complexo, logo organelas e proteínas velhas se acumulam nas células. Detecção desregulada de nutrientes - IGF1: Produzido em resposta à secreção do GH promovendo um estado anabólico, crescimento e replicação, agindo sobre AKT e mTOR. Sirtuínas (de um à 7) - Relacionadas a DCV, neoplasias ... - Reduzem apoptose. - Aumentam sensibilidade à insulina. - Reduzem ERRO. - Aumentam metabolismo. - Podem ser induzidas por restrição calórica em ratos ao passo em que uma dieta calórica pode reduzir essa expressão (correlação com a obesidade no homem?). - O aumento de sirtuínas em ratos está sendo relacionado á redução de diabetes e outras comorbidades. - O aumento de SIRT6 está relacionado à estabilidade genômica. - RESVERATROL: presente na uva e no vinho estimula SIRT1.