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DIREITO OBRIGACIONAL
AULA 6
Obrigação Divisível e Indivisível 
Conceito
Para Caio Mário, a classificação das obrigações em divisíveis e indivisíveis não tem em vista o objeto, mas sim aos sujeitos, já que seu interesse somente se manifesta quando ocorre pluralidade subjetiva. Daí, serem divisíveis as obrigações suscetíveis de fracionamento e indivisíveis as que somente podem cumprir-se na sua integralidade. 
Arts. 257 e 258, CC
Art. 257: Diante de uma obrigação divisível, existe a presunção relativa de que esta seja dividida em partes iguais.
Art. 258: A obrigação indivisível decorre de sua própria natureza, da lei ou do contrato.
* É possível ocorrer em relação à obrigação de dar ou de fazer;
* Não se confunde com a obrigação solidária passiva (art. 265).
Pluralidade de devedores e responsabilidade (art. 259, CC)
A regra é de que todos os devedores são responsáveis pela dívida toda – ex.: barco.
Pelo § único do art. 259, o devedor que paga a dívida, sub-rogasse nos direitos do credor. Trata-se, pois, de sub-rogação legal, nos moldes do art. 346, III. 
A título de exemplo, imagine-se que há um credor “A” e três devedores “B”, “C” e “D”, que devem entregar um touro reprodutor, cujo valor é de 30.000,00. Se “B” entrega o touro, poderá exigir, em sub-rogação, 10.000,00 de cada um dos demais devedores, ou seja, as suas quotas partes correspondentes – Maria Helena Diniz.
Pluralidade de credores e exoneração do devedor (art. 260)
O devedor somente será considerado exonerado, quando:
* Entregar a coisa, diante da reunião dos credores;
* Entregar a coisa a um dos credores, exigindo deste caução de ratificação. Tal caução é uma garantia, que deve ser celebrada por escrito, datada e assinada pelas partes, devendo ser levantada por aquele que a forneceu, após o repasse devido aos demais co-credores. 
Art. 261, CC
Diante da pluralidade de credores, aquele que recebe a coisa fica responsável pelo pagamento da cota aos demais credores. Tal regra conspira contra a essência da obrigação indivisível, pois se três pessoas se unem para a compra de uma casa de praia, os três tornam-se proprietários da coisa, não assistindo direito a uma parcela monetária. Caso contrário estar-se-ia diante de uma obrigação de dar, em que o devedor apenas contraiu um empréstimo.
Pluralidade de credores 
(art. 262, CC)
Não se trata de descontar a cota do credor remitente, mas sim de reembolsar o devedor das cotas do credor remitente.
“A”, “B” e “C” são credores de “D”, devedor de um cavalo, que vale 30.000,00. “A” perdoa a sua parte na dívida, que corresponde a 10.000,00. “B” e “C” ainda podem exigir o cavalo, desde que paguem a “D” os 10.000,00, que foram perdoados. Quem responde por tal valor é “A”. A lei visa não prejudicar o devedor.
Art. 263, CC
Conversão da obrigação indivisível em perdas e danos.
A obrigação indivisível perde a sua qualidade de indivisível, diante da conversão em perdas e danos, transformando-se em divisível. Diferente ocorre com a obrigação solidária ativa, que não perde a sua qualidade (art. 271).
Em relação ao culpado:
Se todos forem culpados, todos responderão pelo equivalente, mais perdas e danos (§ 1º);
Se apenas um for culpado (§ 2º), apresentam-se duas correntes:
 Para Tartuce e Tepedino só o culpado responde pelo equivalente, mais perdas e danos, pois o “equivalente” insere-se no conceito de danos emergentes. A melhor resposta seria a de que todos são credores da coisa e o cancelamento do negócio por culpa de um dos credores prejudicaria os demais;
 Para Álvaro Villaça o culpado responde pelas perdas e danos, mas pelo equivalente todos respondem. Com isso, tenta evitar o enriquecimento sem causa. O mesmo entendimento é observado em relação à obrigação solidária passiva (art. 279), em que apenas o culpado é responsável pelas perdas e danos.
Enunciado 540
Havendo perecimento do objeto da prestação indivisível por culpa de apenas um dos devedores, todos respondem, de maneira divisível, pelo equivalente e só o culpado, pelas perdas e danos.
Mesma interpretação da segunda corrente.

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