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DIREITO DAS OBRIGAÇÕES 
@elaborado por @fred.cezar 
1. RELAÇÃO JURÍDICO OBRIGACIONAL .................................................................................................................................................... 4 
1.1 RELAÇÃO JURÍDICA REAL x RELAÇÃO JURÍDICA OBRIGACIONAL x OBRIGAÇÃO PROPTER REM .............................................. 4 
1.2 SUJEITO (SUB.) ........................................................................................................................................................................... 5 
1.3 OBJETO (OBJ.) ............................................................................................................................................................................ 5 
1.4 VÍNCULO JURÍDICO ENTRE CREDOR DE DEVEDOR (IDEAL/IMATERIAL) .................................................................................... 5 
1.4.1 TEORIA MONISTA/UNITÁRIA x DUALISTA .......................................................................................................................... 5 
1.5 RESPONSABILIDADE PATRIMONIAL ........................................................................................................................................... 6 
1.6 TUTELA DO PATRIMONIO MÍNIMO ............................................................................................................................................. 6 
2. OBRIGAÇÃO PERFEITA x OBRIGAÇÃO IMPERFEITA .............................................................................................................................. 6 
2.1 DÍVIDAS DE JOGOS ..................................................................................................................................................................... 7 
3. TEORIA DA OBRIGAÇÃO COMO PROCESSO ......................................................................................................................................... 7 
4. FONTES................................................................................................................................................................................................. 7 
5. MODALIDADES OBRIGACIONAIS .......................................................................................................................................................... 7 
6. OBRIGAÇÃO DE DAR............................................................................................................................................................................. 8 
6.1 COISA CERTA OU OBRIGAÇÃO ESPECÍFICA ................................................................................................................................ 8 
6.1.1 DA PERDA DA COISA CERTA .............................................................................................................................................. 8 
6.1.2 DA DETERIORAÇÃO DA COISA CERTA ............................................................................................................................... 8 
6.1.3 MELHORAMENTOS E ACRESCIDOS ................................................................................................................................... 9 
6.2 DAS OBRIGAÇÕES DE DAR COISA INCERTA (DÍVIDA DE GÊNERO ou OBRIGAÇÃO GENÉRICA) ................................................. 9 
6.2.1 PERDA DO OBJETO .......................................................................................................................................................... 10 
6.2.2 OBRIGAÇÃO QUASE GENÉRICA ........................................................................................................................................ 10 
6.3 RESTITUIÇÃO DE COISA ............................................................................................................................................................ 10 
6.3.1 PERDA DO OBJETO NA RESTITUIÇÃO .............................................................................................................................. 10 
7. OBRIGAÇÃO DE FAZER ....................................................................................................................................................................... 12 
7.1 PERDA DO OBJETO ................................................................................................................................................................... 12 
8. OBRIGAÇÃO DE NÃO FAZER ............................................................................................................................................................... 13 
8.1 PERDA DO OBJETO ................................................................................................................................................................... 13 
9. OBRIGAÇÃO SIMPLES E COMPOSTAS ............................................................................................................................................... 14 
10. OBRIGAÇÕES ALTERNATIVAS ........................................................................................................................................................ 15 
10.1 DA PERDA DO OBJETO.............................................................................................................................................................. 15 
11. OBRIGAÇÕES CUMULATIVAS......................................................................................................................................................... 16 
12. OBRIGAÇÕES FACULTATIVAS ........................................................................................................................................................ 16 
12.1 PERDA DO OBJETO ................................................................................................................................................................... 16 
13. OBRIGAÇÃO DIVISÍVEL .................................................................................................................................................................. 16 
14. OBRIGAÇÃO INDIVISÍVEL ............................................................................................................................................................... 16 
14.1 CAUSAS DE INDIVISIBILIDADE .................................................................................................................................................. 16 
14.2 PLURALIDADE DE DEVEDORES ................................................................................................................................................. 16 
14.3 PLURALIDADE DE CREDORES ................................................................................................................................................... 17 
14.3.1 REMISSÃO ........................................................................................................................................................................ 17 
14.4 PERDAS E DANOS ..................................................................................................................................................................... 17 
15. OBRIGAÇÕES SOLIDÁRIAS............................................................................................................................................................. 19 
15.1 DISPOSIÇÕES GERAIS ............................................................................................................................................................... 19 
15.2 DA SOLIDARIEDADE ATIVA ....................................................................................................................................................... 19 
15.2.1 FALECIMENTO DE UM CREDOR SOLIDÁRIO .................................................................................................................... 19 
15.2.2 REMISSÃO DADÍVIDA ...................................................................................................................................................... 20 
15.2.3 DAS EXCEÇÕES ................................................................................................................................................................ 20 
15.2.4 COISA JULGADA NA SOLIDARIEDADE ATIVA ................................................................................................................... 20 
15.3 SOLIDARIEDADE PASSIVA......................................................................................................................................................... 20 
15.3.1 DAS CLÁUSULAS ADICIONAIS ......................................................................................................................................... 21 
15.3.2 DAS EXCEÇÕES ................................................................................................................................................................ 21 
15.3.3 MORA ............................................................................................................................................................................... 21 
15.3.4 FALECIMENTO DE UM DEVEDOR SOLIDÁRIO .................................................................................................................. 21 
15.3.5 EXONERAÇÃO OU RENÚNCIA À SOLIDARIEDADE ............................................................................................................ 21 
15.3.6 DAS PERDAS E DANOS .................................................................................................................................................... 22 
15.3.7 DA SATISFAÇÃO INTEIRA DA DÍVIDA E DO DEVEDOR INSOLVENTE................................................................................ 22 
15.4 PRESCRIÇÃO x SOLIDARIEDADE ............................................................................................................................................... 22 
15.5 OBRIGAÇÃO SOLIDÁRIA x OBRIGAÇÃO IN SOLIDUM ................................................................................................................ 23 
16. TRANSMISSÃO DAS OBRIGAÇÕES ................................................................................................................................................ 24 
17. CESSÃO DE CRÉDITO (art. 286 – 298) ........................................................................................................................................... 24 
17.1 CRÉDITOS INSUCETÍVEIS DE CESSÃO ...................................................................................................................................... 24 
17.2 CESSÃO DE CRÉDITO E SEUS ACESSÓRIOS ............................................................................................................................. 24 
17.3 EFICÁCIA PERANTE TERCEIROS: INSTRUMENTO PÚBLICO OU REGISTRO EM CARTÓRIO ....................................................... 25 
17.4 CRÉDITO HIPOTECÁRIO E O DIREITO DE AVERBAÇÃO.............................................................................................................. 25 
17.5 DA NOTIFICAÇÃO ....................................................................................................................................................................... 25 
17.6 MÚTIPLAS CESSÕES DO MESMO CRÉDITO .............................................................................................................................. 25 
17.7 PAGAMENTO AO CREDOR PRIMITIVO ANTES DO CONHECIMENTO DA CESSÃO ..................................................................... 25 
17.8 ATOS DE CONSERVAÇÃO .......................................................................................................................................................... 26 
17.9 EXCEÇÕES ................................................................................................................................................................................. 26 
17.10 CESSÃO PRO SOLUTO x PRO SOLVENDO ............................................................................................................................ 26 
17.11 DO RESSARCIMENTO DAS DESPESAS COM A COBRANÇA .................................................................................................. 27 
17.12 CRÉDITO PENHORADO: IMPOSSIBILIDADE DE TRANSFERERÊNCIA .................................................................................... 27 
18. ASSUNÇÃO DE DÍVIDA – CESSÃO DE DÉBITO (art. 299 – 303) ..................................................................................................... 28 
18.1 DA EXTINÇÃO DAS GARANTIAS ................................................................................................................................................ 29 
18.2 DAS EXCEÇÕES ......................................................................................................................................................................... 29 
18.3 IMÓVEL HIPOTECADO ............................................................................................................................................................... 30 
19. CESSÃO DE CONTRATO ................................................................................................................................................................. 30 
20. EXTINÇÃO DAS OBRIGAÇÕES ....................................................................................................................................................... 31 
21. DO PAGAMENTO (arts. 304 - 333) ................................................................................................................................................. 31 
21.1 DE QUEM DEVE PAGAR ............................................................................................................................................................. 31 
21.2 DAQUELES A QUEM SE DEVE PAGAR ....................................................................................................................................... 33 
21.3 DO OBJETO DO PAGAMENTO E SUA PROVA ............................................................................................................................ 34 
21.4 DO LUGAR DO PAGAMENTO ..................................................................................................................................................... 35 
21.5 DO TEMPO DO PAGAMENTO ..................................................................................................................................................... 36 
22. CONSIGNAÇÃO EM PAGAMENTO (art. 334 - 345) ......................................................................................................................... 37 
23. DO PAGAMENTO COM SUB-ROGAÇÃO (art. 346 - 351) ................................................................................................................ 38 
23.1 SUB-ROGAÇÃO LEGAL .............................................................................................................................................................. 38 
23.1.1 SOLIDARIEDADE E INDIVISIBILIDADE (ART. 346, III) ....................................................................................................... 39 
23.2 SUB-ROGAÇÃO CONVENCIONAL ............................................................................................................................................... 40 
23.3 TRANSFERÊNCIA DE DIREITOS E GARANTIAS .......................................................................................................................... 40 
23.4 DIFERENÇA ENTRE CESSÃO DE CRÉDITO E SUB-ROGAÇÃO (DANIEL CARNACCHIONI) ........................................................... 40 
24. IMPUTAÇÃO AO PAGAMENTO (art. 352 - 355) ..............................................................................................................................40 
25. DAÇÃO EM PAGAMENTO (art. 356 - 359) ...................................................................................................................................... 41 
26. NOVAÇÃO (art. 360 - 367) ............................................................................................................................................................. 42 
27. COMPENSAÇÃO (art. 368 - 380) .................................................................................................................................................... 44 
28. CONFUSÃO (art. 381 - 384) ........................................................................................................................................................... 45 
29. REMISSÃO (art. 385 - 388) ............................................................................................................................................................ 46 
29.1 REMISSÃO NA SOLIDARIEDADE PASSIVA ................................................................................................................................ 46 
29.2 REMISSÃO NA SOLIDARIEDADE ATIVA ..................................................................................................................................... 46 
29.3 REMISSÃO NA OBRIGAÇÃO INDISÍVEL ..................................................................................................................................... 47 
30. DO ADIMPLEMENTO SUBSTANCIAL .............................................................................................................................................. 48 
31. DO INADIMPLEMENTO DAS OBRIGAÇÕES (art. 389 a 420)........................................................................................................... 50 
31.1 DISPOSIÇÕES GERAIS (389 - 393) ............................................................................................................................................ 50 
31.1.1 CASO FORTUITO E FORÇA MAIOR ................................................................................................................................... 50 
31.1.2 RUPTURA ANTECIPADA (ANTICIPATORY BREACH) – INADIMPLEMENTO ANTECIPADO ................................................. 51 
31.2 DA MORA (394 - 401) ............................................................................................................................................................... 51 
31.2.1 ENCARGOS ESSENCIAIS x ENCARGOS ACESSÓRIOS x MORA ........................................................................................ 53 
31.3 DAS PERDAS E DANOS (402 - 405) .......................................................................................................................................... 54 
31.4 DOS JUROS LEGAIS (406 – 407)............................................................................................................................................... 55 
31.5 DA CLÁUSULA PENAL (408 - 416) ............................................................................................................................................ 55 
31.5.1 CUMULAÇÃO DA CLÁUSULA PENAL ................................................................................................................................ 58 
31.5.2 INVERSÃO DA CLÁUSULA PENAL .................................................................................................................................... 58 
31.5.3 JURISPRUDÊNCIA ............................................................................................................................................................ 59 
31.6 DAS ARRAS OU SINAL (417 - 420) ........................................................................................................................................... 61 
31.6.1 ESPÉCIES DE ARRAS ........................................................................................................................................................ 62 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
1. RELAÇÃO JURÍDICO OBRIGACIONAL 
Entendida a obrigação, em sentido mais abrangente, como a relação jurídica pessoal por meio da qual uma parte (devedora) 
fica obrigada a cumprir, espontânea ou coativamente, uma prestação patrimonial em proveito da outra (credora), faz-se necessário 
analisar a sua constituição estrutural.1 
RELAÇÃO 
OBRIGACIONAL 
SUBJETIVO / PESSOAL 
SUJEITO ATIVO (CREDOR) 
SUJETIO PASSIVO (DEVEDOR) 
OBJETIVO / MATERIAL: PRESTAÇÃO 
IDEAL / IMATERIAL: VÍNCULO JURÍDICO 
Manual de Direito Civil, 6ª ed., 2022, p. 322; Rodolfo Pamplona Filho e Pablo Stolze. 
1.1 RELAÇÃO JURÍDICA REAL x RELAÇÃO JURÍDICA OBRIGACIONAL x OBRIGAÇÃO PROPTER REM 
NATUREZA DA 
RELAÇÃO JURÍDICA 
REAL 
Real é o direito que traduz o poder jurídico direto de uma pessoa sobre uma coisa, submetendo-a em 
todos (propriedade) ou em alguns de seus aspectos (usufruto, servidão, superfície etc.). Para o seu 
exercício, portanto, prescinde-se de outro sujeito.2 
NATUREZA DA 
RELAÇÃO JURÍDICA 
PESSOAL 
Obrigação significa a própria relação jurídica pessoal que vincula duas pessoas, credor e devedor, em 
razão da qual uma fica “obrigada” a cumprir uma prestação patrimonial de interesse da outra. 3 
OBRIGAÇÕES 
PROPTER REM 
Obrigações propter rem ou próprias da coisa – situam-se em uma zona intermediária entre os direitos 
reais e os direitos patrimoniais, sendo ainda denominadas obrigações híbridas ou ambulatórias, pois 
perseguem a coisa onde quer que ela esteja.4 
Nas obrigações propter rem, o abandono da coisa extingue a obrigação. (errada) CESPE - 2012 - MPE-RR 
As obrigações ambulatórias são as que incidem sobre uma pessoa em decorrência de sua vinculação a um direito pessoal REAL, 
haja vista que da própria titularidade lhe advém a obrigação. (errada) CESPE - 2015 - DPE-RN 
A obrigação propter rem é aquela que recai sobre uma pessoa, por força de determinado direito real, existindo em razão da 
situação jurídica do obrigado, de titular do domínio ou de detentor de determinada coisa. (certa) 2014 - PGE-MS 
O promitente comprador passa a ser responsável pelo pagamento das despesas condominiais a partir da entrega das chaves, 
tendo em vista ser o momento em que tem a posse do imóvel. A recusa em receber as chaves constitui, em regra, comportamento 
contrário aos princípios contratuais, principalmente à boa-fé objetiva, desde que não esteja respaldado em fundamento legítimo. 
A rejeição em tomar a posse do imóvel, sem justificativa adequada, faz com que o adquirente das unidades imobiliárias passe 
a ser responsável pelas taxas condominiais. STJ. 3ª Turma. REsp 1847734-SP, 29/03/2022 (Info 731).5 
Ex.: A obrigação imposta aos proprietários e inquilinos de um prédio de não prejudicarem a segurança, o sossego e a saúde 
dos vizinhos (art. 1.277 do CC). Por se transferir a eventuais novos ocupantes do imóvel, é também denominada obrigação 
ambulatória.6 
Ex.: A necessidade de reparação integral da lesão causada ao meio ambiente permite a cumulação de obrigações de fazer, não 
fazer e indenizar, que tem natureza propter rem. (certa) 2015 - PGR - PROCURADOR DA REPÚBLICA 
Ex.: O contrato de fornecimento de água vincula apenas a concessionária e o solicitante do abastecimento, de modo que a 
contraprestação pela oferta do serviço não tem natureza jurídica de obrigação propter rem, na medida em que não se vincula à 
titularidade do imóvel. (certa) CESPE - 2014 - TJ-DFT – JUIZ 
• O dever de pagar pelo serviço de fornecimento de água tem a natureza jurídica de obrigação propter rem, uma vez que se vincula a titularidade 
do bem. (errada) 2015 - PGR - PROCURADOR DA REPÚBLICA 
 
 
1 Manual de Direito Civil, 6ª ed., 2022, p. 320, Rodolfo Pamplona Filho e Pablo Stolze 
2 Manual de Direito Civil, 6ª ed., 2022, p. 1.359; Rodolfo Pamplona Filho e Pablo Stolze. 
3 Manual de Direito Civil, 6ª ed., 2022, p. 322, Rodolfo Pamplona Filho e Pablo Stolze4 Tartuce 1.493 
5 CAVALCANTE, Márcio André Lopes. O adquirente de imóvel deve pagar as taxas condominiais desde o recebimento das chaves ou, em caso de recusa ilegítima, a partir do momento no qual as chaves estavam à 
sua disposição. Buscador Dizer o Direito, Manaus. Disponível em: <https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/8386fa112ba70c3f60b6907d3812bb9e>. Acesso em: 23/06/2022 
6 (GONÇALVES, Carlos Roberto. Direito civil brasileiro, volume 2: teoria geral das obrigações. 13ª ed. São Paulo: Saraiva, 2016, p. 27). 
 
https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/8386fa112ba70c3f60b6907d3812bb9e
1.2 SUJEITO (SUB.) 
ATIVO CREDOR - direito subjetivo de receber a prestação. 
PASSIVO DEVEDOR - dever de cumprir com a prestação ajustada. 
1.3 OBJETO (OBJ.) 
OBJETO DIRETO 
OU IMEDIATO 
O objeto imediato da obrigação é a própria atividade 
positiva ou negativa do devedor, satisfativa do 
interesse do credor. 
POSITIVA 
DE DAR 
COISA CERTA 
COISA INCERTA 
DE FAZER 
NEGATIVA DE NÃO FAZER 
OBJETO 
INDIRETO OU 
MEDIATO 
Trata-se, no caso, do objeto da própria prestação de dar, fazer ou não fazer, ou seja, do próprio bem da 
vida posto em circulação jurídica. (...) poderíamos afirmar que o caminhão e o café são os objetos indiretos 
da obrigação. A prestação deverá ser lícita, possível e determinável. 
Manual de Direito Civil, 6ª ed., 2022, p. 322; Rodolfo Pamplona Filho e Pablo Stolze. 
1.4 VÍNCULO JURÍDICO ENTRE CREDOR DE DEVEDOR (IDEAL/IMATERIAL)7 
A obrigação só poderá ser compreendida, em todos os seus aspectos, se a considerarmos como uma verdadeira relação pessoal 
— originada de um fato jurídico (fonte) —, por meio da qual fica o devedor obrigado (vinculado) a cumprir uma prestação 
patrimonial de interesse do credor. 
O fato jurídico, fonte da obrigação, por sua vez, não deverá integrar esse elemento ideal, uma vez que, por imperativo de 
precedência lógica, é anterior à relação jurídica obrigacional. Aliás, a obrigação é a própria consequência jurídica do fato, com ele 
não se confundindo. Assim, o contrato de compra e venda, por exemplo, é o fato jurídico determinante do vínculo obrigacional 
existente entre credor e devedor. É, portanto, a causa genética da obrigação em si. 
1.4.1 TEORIA MONISTA/UNITÁRIA x DUALISTA8 
MONISTA/UNITÁRIA 
A obrigação essa seria consubstanciada por um único elemento: o vínculo jurídico que une a prestação 
e os elementos subjetivos. 
DUALISTA/BINÁRIA 
Prevalece atualmente na doutrina contemporânea a teoria dualista ou binária, de origem alemã, pela 
qual a obrigação é concebida por uma relação débito/crédito. (Alois Brinz, final séc. XIX) 
A superação daquela velha teoria pode ser percebida a partir do estudo dos dois elementos básicos da obrigação: 
DÉBITO SCHULD DEBITUM 
RESPONSABILIDADE HAFTUNG (obligatio) *lembrar “have to” OBLIGATIO 
Inicialmente, o SCHULD é o dever legal de cumprir com a obrigação, o dever existente por parte do devedor. Mas, por outro 
lado, se a obrigação não é cumprida, surgirá a responsabilidade, o HAFTUNG. Didaticamente, pode-se utilizar a palavra Schuld 
como sinônima de debitum e Haftung, de obligatio.9 
• Em relação ao elemento imaterial da obrigação, prevalece, atualmente, na doutrina contemporânea a teoria dualista, que a divide em dois 
elementos básicos, o débito (schuld) e a responsabilidade (haftung), de modo que é possível existir responsabilidade sem débito, a exemplo 
do que ocorre nas obrigações naturais. (errada) CESPE - 2013 - TRF - 5ª REGIÃO - JUIZ FEDERAL 
• A responsabilidade civil contratual compõe o dualismo das obrigações pois é garantia do débito. (certa) 2021 - MPDFT 
A Teoria Dualista, referente ao vínculo obrigacional, dispõe que a obrigação é composta por SCHULD (responsabilidade) (DÉBITO) 
e HAFTUNG (débito)(RESPONSABILIDADE). Contudo, a doutrina entende que é possível haver situações em que há o débito sem 
responsabilidade, como no caso das obrigações naturais, mas não se admite responsabilidade sem a existência do débito por ferir 
o elemento subjetivo da relação obrigacional. (errada) 2015 - MPE-MS 
 
 
7 Manual de Direito Civil, 6ª ed. (2022), p. 333, Rodolfo Pamplona Filho e Pablo Stolze. 
8 Tartuce, 9ª ed. (2019), p. 568 
9 Tartuce, 9ª ed. (2019), p. 568 
SCHULD SEM HAFTUNG 
Dívida prescrita → A dívida existe, mas não é exigível. 
CC. art. 882. Não se pode repetir o que se pagou para solver dívida prescrita, ou cumprir obrigação judicialmente inexigível. 
HAFTUNG SEM SCHULD 
O fiador tem responsabilidade ainda que não haja débito de sua parte. 
Art. 820. Pode-se estipular a fiança, ainda que sem consentimento do devedor ou contra a sua vontade. 
 
UMA DÍVIDA PRESCRITA OBRIGAÇÃO COM SCHULD SEM HAFTUNG certa 
O PENHOR OFERECIDO POR TERCEIRO OBRIGAÇÃO COM HAFTUNG SEM SCHULD PRÓPRIO certa 
UMA DÍVIDA DE JOGO OBRIGAÇÃO COM SCHULD SEM HAFTUNG certa 
FIANÇA OBRIGAÇÃO COM HAFTUNG SEM SCHULD ATUAL. certa 
VUNESP - 2019 - TJ-RJ - JUIZ SUBSTITUTO 
Justamente por tais possibilidades é que se entende, como parte da doutrina, que a teoria monista ou unitária encontra-se 
superada, prevalecendo atualmente a teoria dualista ou binária. A última visão, mais completa, acaba sendo a mais adequada para 
explicar o fenômeno contemporâneo obrigacional, principalmente nos casos descritos.10 
1.5 RESPONSABILIDADE PATRIMONIAL 
CF. Art. 5º LXVII - não haverá prisão civil por dívida, salvo a do responsável pelo inadimplemento voluntário e inescusável de 
obrigação alimentícia e a do depositário infiel; 
1.6 TUTELA DO PATRIMONIO MÍNIMO 
CPC. Art. 789. O devedor responde com todos os seus bens presentes e futuros para o cumprimento de suas obrigações, salvo as 
restrições estabelecidas em lei. 
2. OBRIGAÇÃO PERFEITA x OBRIGAÇÃO IMPERFEITA 
 
PERFEITA é aquela em que existe o débito e a responsabilidade. Estes elementos recaem sobre o mesmo devedor. 
IMPERFEITA 
é aquela em que existe o débito, mas não há responsabilidade. Ou ainda, quando há responsabilidade sem o 
débito ou recai sobre outra pessoa que não o responsável. 
As obrigações naturais são exemplos de obrigações imperfeitas. Há débito, mas não responsabilidade. O CC utiliza o termo de 
obrigação judicialmente inexigível. O devedor pode adimplir uma obrigação natural, mas não poderá repeti-la. 
CC. art. 882. Não se pode repetir o que se pagou para solver dívida prescrita, ou cumprir obrigação judicialmente inexigível. 
[SCHULD sem HAFTUNG] → A dívida prescrita é um exemplo onde a pretensão está extinta, mas não o direito. Logo, há o débito, 
mas não há responsabilidade. 
Uma das características da obrigação natural é a inadmissibilidade de repetição em caso de pagamento voluntário. Assim, apesar 
da inexistência do dever de quitar o débito, se for procedida a sua prestação de forma espontânea e por pessoa capaz, não poderá 
repetir o que se pagou. (certa) 2009 – MPDFT 
A obrigação natural é judicialmente inexigível, mas se for paga, não comporta repetição. (certa) FCC - 2015 - TJ-SC - JUIZ SUBSTITUTO 
O crédito resultante de mútuo a menor sem prévia autorização daquele sob cuja guarda estiver é exemplo de uma obrigação 
natural. (certa) 2022 - MPE-RJ // Art. 588 CC 
CC. art. 588. O mútuo feito a pessoa menor, sem prévia autorização daquele sob cuja guarda estiver, não pode ser reavido nem do 
mutuário, nem de seus fiadores. 
 
 
 
10 Tartuce, 9ª ed. (2019), p. 568 
2.1 DÍVIDAS DE JOGOS 
As dívidas de jogo ou aposta também são exemplos onde existe o débito, mas não há responsabilidade. O contrato de jogo é 
contrato típico previsto art. 814 CC. 
Art. 814. As dívidas de jogo ou de aposta não obrigam a pagamento; mas não se pode recobrar a quantia, que voluntariamente 
se pagou, SALVO SE foi ganha por dolo, ou se o perdente é menor ou interdito. 
DÍVIDA DE JOGO CONTRAÍDA NO EXTERIOR PODERÁ ser cobrada no Brasil desde que o local onde foi celebrado o contrato 
tenha sido válido. (Art. 9 LINDB) INFO 610 STJ 
Conformea jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça (STJ), cassino que funcione no exterior de forma legal poderá cobrar, 
no Brasil, por dívida de jogo contraída por brasileiro no exterior. (certa) CESPE - 2018 - MPE-PI 
LINDB, Art. 9º Para QUALIFICAR e REGER as obrigações, aplicar-se-á a lei do país em que se constituírem. 
§ 1º Destinando-se a obrigação a ser executada no Brasil e dependendo de forma essencial, será esta observada, admitidas as 
peculiaridades da lei estrangeira quanto aos requisitos extrínsecos do ato. 
Ex.: Fátima Aparecida, brasileira, viaja a Las Vegas, a passeio. Vai a um cassino, no qual perde no jogo valor em dólares 
equivalente a R$ 20.000,00. Volta ao Brasil sem pagar a dívida e é acionada judicialmente. Considerada a legalidade da cobrança no 
país estrangeiro, aplica-se a lei norte-americana, no tocante ao direito material, uma vez que a obrigação foi constituída nos Estados 
Unidos, examinando-se sua compatibilidade ou não com a lei brasileira no exame dos conceitos de ordem pública, soberania e bons 
costumes. (certa) FCC - 2018 - DPE-AM 
3. TEORIA DA OBRIGAÇÃO COMO PROCESSO 
A obrigação deve ser vista como uma relação complexa, formada por um conjunto de direitos, obrigações e situações jurídicas, 
compreendendo uma série de deveres de prestação, direitos formativos e outras situações jurídicas. A obrigação é tida como um 
processo – uma série de atos relacionados entre si –, que desde o início se encaminha a uma finalidade: a satisfação do interesse 
na prestação. Hodiernamente, não mais prevalece o status formal das partes, mas a finalidade à qual se dirige a relação dinâmica. 
Para além da perspectiva tradicional de subordinação do devedor ao credor existe o bem comum da relação obrigacional, voltado 
para o adimplemento, da forma mais satisfativa ao credor e menos onerosa ao devedor. O bem comum na relação obrigacional 
traduz a solidariedade mediante a cooperação dos indivíduos para a satisfação dos interesses patrimoniais recíprocos, sem 
comprometimento dos direitos da personalidade e da dignidade do credor e devedor11. 
Dado o conceito de obrigação como processo e de acordo com os princípios da boa-fé objetiva e da função social dos negócios 
jurídicos, incumbe ao credor colaborar para um adimplemento menos gravoso do devedor. (certa) 2012 - TJ-MS – JUIZ DE DIREITO SUBSTITUTO 
Quando o doutrinador faz menção à obrigação como um processo, está fazendo referência ao trabalho de Clóvis do Couto e 
Silva. Esse jurista, inspirado na doutrina alemã, ensina que a obrigação deve ser encarada como um processo de colaboração 
contínua e efetiva entre as partes, a conduzir ao adimplemento ou ao cumprimento da obrigação. Com tais premissas teóricas deve 
ser encarada a obrigação. 
4. FONTES 
 
ATOS JURÍDICOS NEGOCIAIS o contrato, o testamento, as declarações unilaterais de vontade 
ATOS JURÍDICOS NÃO NEGOCIAIS o ato jurídico stricto sensu, os fatos materiais — como a situação fática de vizinhança etc. 
ATOS ILÍCITOS no que se incluem o abuso de direito e o enriquecimento ilícito 
. 
5. MODALIDADES OBRIGACIONAIS 
PARTE ESPECIAL / LIVRO I: DO DIREITO DAS OBRIGAÇÕES / TÍTULO I: DAS MODALIDADES DAS OBRIGAÇÕES 
DAR (CAP. I) 
FAZER (CAP. II) 
NÃO FAZER (CAP. III) 
ALTERNATIVAS (CAP. IV) 
DIVISÍVEIS E INDIVÍSIVEIS (CAP. V) 
SOLIDÁRIAS (CAP. VI) 
 
11 Nelson Rosenvald citado por Tartuce 9ª ed. (2019), p. 562 
6. OBRIGAÇÃO DE DAR 
6.1 COISA CERTA OU OBRIGAÇÃO ESPECÍFICA 
O bem é delimitado quanto ao GÊNERO QUALIDADE QUANTIDADE 
Art. 233. A obrigação de dar coisa certa abrange os acessórios dela embora não mencionados, salvo se o contrário resultar do 
título ou das circunstâncias do caso. 
2009 - PC-PI - DELEGADO DE POLÍCIA / 2010 - PGE-GO / 2012 - AGE-MG / 2013 - TJ-SC – JUIZ 
• A obrigação de dar coisa certa não abrange os acessórios, ainda que resulte do título ou das circunstâncias do caso. (errada) CESPE - 2009 - PC-
RN - DELEGADO DE POLÍCIA 
• A obrigação de dar coisa certa abrange os acessórios dela embora não mencionados, mesmo se o contrário resultar do título ou das 
circunstâncias do caso. (errada) FCC - 2011 - MPE-CE 
• A obrigação de dar coisa certa sempre abrange os acessórios dela. (errada) 2013 - MPE-PR 
• A obrigação de dar coisa certa não abrange os acessórios da coisa, salvo se o contrário resultar do título ou das circunstâncias do caso. 
(errada) CESPE - 2013 - DPE-DF 
• Como regra geral, a obrigação de dar coisa certa não abrange os acessórios, salvo se o contrário resultar do título ou das circunstâncias do 
caso. (errada) FCC - 2019 - MPE-MT 
6.1.1 DA PERDA DA COISA CERTA 
Art. 234. Se, no caso do artigo antecedente, a coisa se perder, SEM CULPA do devedor, antes da tradição, ou pendente a condição 
suspensiva, fica RESOLVIDA a obrigação para AMBAS as PARTES; 
2014 - TRF - 4ª REGIÃO - JUIZ FEDERAL SUBSTITUTO / 
se a perda resultar de CULPA DO DEVEDOR, responderá este pelo equivalente e mais perdas e danos. 
• Na obrigação de dar coisa certa, se a coisa se perder sem culpa do devedor antes da tradição, este fica obrigado a ressarcir ao credor as 
perdas e os danos, sem prejuízo da eventual restituição do preço recebido. (errada) CESPE - 2009 - MPE-RN 
• Se determinada coisa se perder por culpa do devedor, este responderá pelo equivalente, mais perdas e danos. (certa) CESPE - 2009 - PC-RN - 
DELEGADO DE POLÍCIA 
• Se antes da tradição, a coisa se perder por culpa do devedor, responderá este somente pelas perdas e danos. (errada) 2010 - PGE-GO 
• Se a coisa se perder, por culpa do devedor, responderá este pelo equivalente, mais perdas e danos. (certa) 2011 - PC-MG - DELEGADO DE POLÍCIA 
• Em caso de obrigações de dar coisa certa, se a coisa perecer antes do cumprimento da obrigação, o devedor, ainda que não tenha concorrido 
para o seu perecimento, responderá pelo equivalente, mais perdas e danos. (errada) CESPE - 2012 - DPE-SE 
• Havendo perda do objeto da prestação, antes da tradição, caso em que a inutilização da coisa deu-se por circunstâncias alheias à diligência 
do devedor, a solução será a resolução contratual pela falta superveniente do objeto, sem ônus para a parte alienante. (certa) 2013 - PC-GO - 
DELEGADO DE POLÍCIA 
• Na obrigação de dar coisa certa, se a coisa se perder sem culpa do devedor antes da tradição resolve-se a obrigação. (certa) 2014 - PGE-AC 
Ex.: Antônio obrigou-se a entregar a Benedito, Carlos, Dario e Ernesto um determinado touro reprodutor, avaliado em R$ 
80.000,00 (oitenta mil reais). Embora bem guardado e bem tratado em lugar apropriado e seguro, o animal morreu afogado em 
inundação causada por fortes chuvas. Nesse caso, a obrigação é de dar coisa certa, indivisível, resolvida para ambas as partes com 
ausência de culpa do devedor, ante o perecimento do objeto. (certa) FCC - 2012 - TJ-GO – JUIZ 
6.1.2 DA DETERIORAÇÃO DA COISA CERTA 
SEM CULPA DO DEVEDOR 
Art. 235. Deteriorada a coisa, NÃO sendo o DEVEDOR CULPADO, 
PODERÁ O CREDOR: 
- RESOLVER A OBRIGAÇÃO, OU 
- ACEITAR A COISA, ABATIDO DE SEU PREÇO O VALOR QUE PERDEU. 
• Deteriorada a coisa, sendo o devedor culpado, poderá o credor resolver a obrigação, ou aceitar a coisa, abatido de seu preço o valor que 
perdeu. (errada) 2010 - PGE-GO 
• Deteriorada a coisa, sem culpa do devedor, poderá o credor resolver a obrigação, ou aceitar a coisa, nesse caso sem abatimento do preço 
pela referida ausência de culpa do devedor. (errada) FCC - 2019 - MPE-MT 
 
 
COM CULPA DO DEVEDOR 
Art. 236. Sendo CULPADO O DEVEDOR, 
2011 - PC-MG - DELEGADO DE POLÍCIA 
PODERÁ O CREDOR: 
(com direito a reclamar, em um ou em outro caso, indenização das perdas e danos) 
- EXIGIR O EQUIVALENTE, OU 
- ACEITAR A COISA NO ESTADO EM QUE SE ACHA 
Ex.: Carlos obrigou-se a entregar uma bicicleta a Paulo. Antes da tradição, porém, Carlos se acidentou, por dirigir 
negligentemente, causando danos à bicicleta. Paulo poderá aceitar a bicicleta no estado em que se encontra, ou o equivalente em 
dinheiro,mais indenização por perdas e danos, em um ou em outro caso. (certa) FCC - 2014 - MPE-PA 
Ex.: Ângela firmou contrato com Ana Lúcia obrigando-se a entregar-lhe um vestido. Antes da tradição, porém, utilizou o vestido 
em uma festa e derrubou vinho sobre o tecido, causando manchas no bem. Ana Lúcia poderá aceitar o vestido, ou o equivalente em 
dinheiro, além de postular perdas e danos. (certa) FCC - 2014 - DPE-PB 
• Sendo culpado o devedor, poderá o credor exigir o equivalente, ou aceitar a coisa no estado em que se acha, sendo que apenas nesta última 
hipótese, com direito a reclamar indenização das perdas e danos. (errada) 2010 - PGE-GO 
• Na obrigação de dar coisa certa, havendo deterioração da coisa por culpa do devedor, antes da tradição, poderá o credor exigir o valor 
equivalente à coisa ou aceitar a coisa no estado em que se achar, com direito a reclamar indenização de perdas e danos em ambos os casos. 
(certa) CESPE - 2021 - PGE-AL 
6.1.3 MELHORAMENTOS E ACRESCIDOS 
Art. 237. Até a tradição pertence ao devedor a coisa, com os seus melhoramentos e acrescidos, pelos quais poderá exigir 
aumento no preço; se o credor não anuir, poderá o devedor resolver a obrigação. 
2009 - PC-PI - DELEGADO DE POLÍCIA / 2009 - TJ-SC – JUIZ DE DIREITO SUBSTITUTO / FCC - 2009 - TJ-AP - JUIZ DE DIREITO SUBSTITUTO / 2010 - PGE-GO / 
• Enquanto não ocorrer a tradição, a coisa pertencerá ao devedor, mas os melhoramentos e acrescidos pertencerão ao credor. (errada) CESPE - 
2009 - PC-RN - DELEGADO DE POLÍCIA 
• Até a tradição, pertence a coisa ao credor, com seus acréscimos, pelos quais poderá exigir aumento do preço, com ou sem anuência do 
devedor. (errada) FCC - 2019 - MPE-MT 
Parágrafo único. Os frutos percebidos são do devedor, cabendo ao credor os pendentes. 
• Até a tradição, os frutos percebidos são do devedor, cabendo ao credor os pendentes. (certa) 2010 - PGE-GO 
Art. 242. Se para o melhoramento, ou aumento, empregou o devedor trabalho ou dispêndio, o caso se regulará pelas normas 
deste Código atinentes às benfeitorias realizadas pelo possuidor de boa-fé ou de má-fé. 
Parágrafo único. Quanto aos frutos percebidos, observar-se-á, do mesmo modo, o disposto neste Código, acerca do possuidor de 
boa-fé ou de má-fé. 
PERDA ANTES 
DE TRADIÇÃO 
S/ CULPA DEVEDOR FICA RESOLVIDA PARA AMBAS AS PARTES. 
PERDA ANTES 
DE TRADIÇÃO 
C/ CULPA DEVEDOR RESPONDE EQUIVALENTE + PERDAS E DANOS 
DETERIORAÇÃO S/ CULPA DEVEDOR 
CREDOR PODERÁ RESOLVER A OBRIGAÇÃO OU ACEITAR A COISA C/ PREÇO 
ABATIDO 
DETERIORAÇÃO C/ CULPA DEVEDOR 
CREDOR PODERÁ EXIGIR O EQUIVALENTE + PERDAS E DANOS OU ACEITAR A 
COISA NO ESTADO EM QUE SE ENCONTRA + PERDAS E DANOS 
6.2 DAS OBRIGAÇÕES DE DAR COISA INCERTA (DÍVIDA DE GÊNERO ou OBRIGAÇÃO GENÉRICA) 
O bem é delimitado quanto ao GÊNERO QUALIDADE QUANTIDADE 
Art. 243. A coisa incerta será indicada, ao menos, pelo gênero e pela quantidade. 
2013 - MPE-PR 
• A coisa certa será indicada, ao menos, pelo gênero e pela quantidade. (errada) 2009 - PC-PI - DELEGADO DE POLÍCIA 
Art. 244. Nas coisas determinadas pelo gênero e pela quantidade, a escolha pertence ao devedor, se o contrário não resultar do 
título da obrigação; mas não poderá dar a coisa pior, nem será obrigado a prestar a melhor. 
2010 - MPE-PB / FCC - 2011 - MPE-CE / FCC - 2012 - DPE-PR / CESPE - 2012 - DPE-SE 
• Nas obrigações de dar coisa incerta, determinada pelo gênero e pela qualidade, a escolha pertence ao credor. (errada) CESPE - 2009 - PC-RN - 
DELEGADO DE POLÍCIA 
• Nas coisas determinadas pelo gênero e pela quantidade, a escolha pertence ao credor, se o contrário não resultar do título da obrigação; 
mas não poderá dar a coisa pior, nem será obrigado a prestar a melhor. (errada) FCC - 2011 - MPE-CE 
• As obrigações de dar coisa incerta, a escolha cabe sempre ao devedor. (errada) FUNDATEC - 2016 - PROCURADOR MUNICIPAL 
Ex.: Determinada fabricante de erva-mate vende a lojista de grande porte uma tonelada do produto, sem que as partes tenham 
especificado no contrato qual qualidade específica de erva-mate deverá ser entregue. Com base nesses dados, a escolha da erva-
mate específica caberá ao devedor, mas este não poderá dar a de pior qualidade, nem será obrigado a prestar a de melhor qualidade. 
(certa) 2021 - MPE-RS 
Art. 245. Cientificado da escolha o credor, vigorará o disposto na SEÇÃO ANTECEDENTE. (OBRIGAÇÃO DE DAR COISA CERTA) 
A desconcentração é característica das obrigações de dar coisa incerta. É configurada pela escolha, ato pelo qual o objeto ou 
prestação se tornam certos e determinados, sendo necessário, para que possa produzir efeitos, que o credor seja disso cientificado. 
(errada) CESPE - 2015 - DPE-RN 
6.2.1 PERDA DO OBJETO 
Se a coisa é genérica não há como o devedor alegar a perda do bem. GENUS NUNQUAM PERIT 
Art. 246 . Antes da escolha, não poderá o devedor alegar perda ou deterioração da coisa, ainda que por força maior ou caso 
fortuito. 
FCC - 2012 - MPE-AL 
• Tratando-se de coisas determinadas pelo gênero e quantidade, antes de cientificado da concentração, não poderá o devedor alegar perda ou 
deterioração da coisa, ainda que por força maior ou caso fortuito, salvo se o objeto da dívida for limitado. (certa) CESPE - 2009 - MPE-RN 
• Nas obrigações de dar coisa incerta, não poderá o devedor, antes da escolha, alegar a perda ou deterioração da coisa, ainda que por força 
maior ou caso fortuito. (certa) 2015 - MPE-SP 
• Na obrigação de dar coisa incerta, antes da escolha, não poderá o devedor alegar perda ou deterioração da coisa, ainda que por força maior 
ou caso fortuito. (certa) 2018 - PC-MG - DELEGADO DE POLÍCIA SUBSTITUTO 
“(...) não há a possibilidade de perecimento, e, portanto, subsiste a obrigação, cabendo, ao devedor, o direito de escolha, se 
outra coisa não for convencionada. Este seu direito, porém, não poderá ir ao ponto de preferir a coisa pior da espécie, assim como 
não terá o credor a faculdade de exigir o melhor, quando lhe for conferido o direito de escolha”. (Clóvis Bevilaqua. Direito das 
Obrigações. p. 56. 9ª ed. Livraria Francisco Alves, 1957) A conclusão a que acima se chegou pode ter como antecedente o seguinte 
texto: se o objeto a dar for incerto, isto é, apenas determinado pelo gênero. (certa) FCC - 2018 - PGE-AP 
6.2.2 OBRIGAÇÃO QUASE GENÉRICA 
É também conhecida como obrigação de gênero limitado. Ex. 50 unidades do queijo minas do Serro. A doutrina que a perda 
do objeto na obrigação quase genérica deve ser resolvida nos termos da obrigação de dar coisa certa. 
6.3 RESTITUIÇÃO DE COISA 
É uma obrigação de dar coisa certa. O devedor deverá restituir ao credor o exato bem que já lhe pertence. A restituição é 
apenas da posse direta ao credor. Não há propriamente uma tradição, apesar do CC utilizar essa terminologia. 
6.3.1 PERDA DO OBJETO NA RESTITUIÇÃO 
Na restituição nunca houve a transmissão da propriedade, apenas transmissão da posse. Ex. Tanto no comodato, como na 
locação, deve se restituir o exato bem que foi objeto do contrato. 
Art. 238. Se a obrigação for de RESTITUIR coisa certa, e esta, sem culpa do devedor, se perder antes da tradição, sofrerá o credor 
a perda, e a obrigação se resolverá, ressalvados os seus direitos até o dia da perda. 
2017 - PGE-AC 
• Na obrigação de restituir, deteriorada a coisa sem culpa do devedor, o credor é obrigado a recebê-la tal como se encontra, sem direito a 
indenização. (certa) 2012 - AGE-MG 
• Destruindo-se totalmente e sem culpa do devedor a coisa certa, objeto de obrigação de restituir, o credor sofrerá a perda. (certa) FUNDATEC - 
2016 - PROCURADOR MUNICIPAL 
• Se a obrigação for de restituir coisa certa, e esta, sem culpa do devedor, se perder antes da tradição, sofrerá o credor a perda, e a obrigação 
se resolverá, ressalvados os seus direitos até o dia da perda. (certa) FCC - 2019 - MPE-MT 
Art. 239. Se a coisa se perder por culpa do devedor, responderá este pelo equivalente, mais perdas e danos. 
2010 - MPE-PB/ 2010 - PGE-GO / 2012 – PGFN / 2012 - AGE-MG 
• Se determinada coisa se perder por culpa do devedor, este responderá pelo equivalente, mais perdas e danos. (certa) CESPE - 2009 - PC-RN - 
DELEGADO DE POLÍCIA 
• Se determinada coisa restituível se deteriorar, o credor terá direito a indenização, mesmo sem a culpa do devedor. (errada) CESPE - 2009 - PC-RN 
- DELEGADO DE POLÍCIA 
• Na obrigação de restituir coisa certa, o credor está obrigado a receber a coisa de volta, ainda que deteriorada por culpa do devedor sem 
direito a indenização em razão da regra “res perit domino”. (errada) 2009 - PC-RJ - DELEGADO DE POLÍCIA 
Art. 240. Se a coisa restituível se deteriorar sem culpa do devedor, recebê-la-á o credor, tal qual se ache, sem direito a indenização; 
se por culpa do devedor, observar-se-á o disposto no art. 239. 
• Em relação às obrigações de dar coisa certa, é correto afirmar que, se a obrigação for de restituir coisa certa, e esta, sem culpa do devedor, 
se perder antes da tradição, sofrerá o credor a perda, e a obrigação se resolverá, ressalvados os seus direitos até o dia da perda. (certa) FCC - 
2019 - MPE-MT 
Art. 241. Se, no caso do art. 238, sobrevier melhoramento ou acréscimo à coisa, sem despesa ou trabalho do devedor, lucrará o 
credor, desobrigado de indenização. 
 
ANTES DE TRADIÇÃO A COISA SE PERDEU (S/ 
CULPA DEVEDOR 
SOFRERÁ O CREDOR A PERDA, OBRIGAÇÃO SE RESOLVERÁ, RESSALVADOS OS 
SEUS DIREITOS ATÉ O DIA DA PERDA. 
COISA SE PERDEU (C/ CULPA DEVEDOR DEVEDOR RESPONDERÁ ESTE PELO EQUIVALENTE + PERDAS E DANOS. 
DETERIORAÇÃO (S/ CULPA DEVEDOR RECEBÊ-LA-Á O CREDOR SEM DIREITO A INDENIZAÇÃO 
DETERIORAÇÃO (C/ CULPA DEVEDOR DEVEDOR RESPONDERÁ ESTE PELO EQUIVALENTE + PERDAS E DANOS. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
7. OBRIGAÇÃO DE FAZER 
As obrigações de fazer são, pela natureza da prestação, sempre fungíveis. (errada) FUNDATEC - 2016 - PROCURADOR MUNICIPAL 
FUNGÍVEL 
Pode ser executada por qualquer devedor. 
Ex.: As obrigações de fazer fungíveis reclamam o adimplemento pessoal do devedor. (errada) 2016 - PGE-MS 
INFUNGÍVEL 
Atributos especiais do devedor. O próprio contrato pode atribuir essa qualidade de infungibilidade. Obrigação 
personalíssima. 
Ex.: A celebração de contrato oneroso, no qual a arquiteta Marina, contraiu obrigação intuitu personae de decorar 
o imóvel de Celeste é exemplo de uma obrigação de fazer infungível. (certa) 2014 - PC-PI - DELEGADO DE POLÍCIA 
Art. 247. Incorre na obrigação de indenizar perdas e danos o devedor que recusar a prestação a ele só imposta, ou só por ele 
exeqüível. 
FCC - 2009 - DPE-PA / CESPE - 2012 - DPE-SE / 2016 - MPE-SC / 2017 - PGE-AC 
• Aquele que se recusar ao cumprimento de uma obrigação de fazer instituída em caráter personalíssimo, incorre na obrigação de indenizar 
perdas e danos. (certa) 2015 - PGE-RS 
• Não incorre na obrigação de indenizar perdas e danos o devedor que recusar a prestação a ele só imposta, ou só por ele exequível. (errada) 
2018 - PC-MG - DELEGADO DE POLÍCIA SUBSTITUTO 
7.1 PERDA DO OBJETO 
S/ CULPA DO DEVEDOR Retorna-se ao “STATUS QUO” 
C/ CULPA DO DEVEDOR PERDA E DANOS 
Art. 248. Se a prestação do fato tornar-se impossível sem culpa do devedor, resolver-se-á a obrigação; se por culpa dele, 
responderá por perdas e danos. 
Art. 249. Se o fato puder ser executado por terceiro, será livre ao credor mandá-lo executar à custa do devedor, havendo recusa 
ou mora deste, sem prejuízo da indenização cabível. 
2009 - TJ-SC – JUIZ DE DIREITO SUBSTITUTO 
• O credor pode exigir o desfazimento de obrigação realizada por devedor a cuja abstenção se obrigou. (certa) 2015 - PGE-RS 
Parágrafo único. Em caso de URGÊNCIA, pode o credor, independentemente de autorização judicial, executar ou mandar executar 
o fato, sendo depois ressarcido. 
• Nas obrigações de não fazer, quando praticado pelo devedor o ato a cuja abstenção se obrigara, o credor pode exigir dele que o desfaça, sob 
pena de se desfazer à sua custa, ressarcindo o culpado perdas e danos; e em caso de urgência, poderá o credor desfazer ou mandar desfazer, 
ainda que sem autorização judicial, e sem prejuízo do ressarcimento devido. (certa) 2013 - TJ-SC – JUIZ DE DIREITO SUBSTITUTO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
8. OBRIGAÇÃO DE NÃO FAZER 
Abstenção voluntária por parte do devedor em relação a uma atividade que a lhe permitia executar. Ex. cláusula de exclusividade. 
Professor que não poderá lecionar em outro curso. SEMPRE TERÁ CARATER DE INFUNGIBILIDADE. Uma pessoa não pode cumprir 
a abstenção por outra. 
A mora é INCOMPATÍVEL com a obrigação de não fazer. É TUDO OU NADA. Se o devedor fizer aquilo que se comprometeu em 
se abster já é inadimplente. 
Nas obrigações negativas, o devedor é considerado inadimplente desde o dia em que executou o ato de que se devia abster. 
(certa) 2018 - PC-MG - DELEGADO DE POLÍCIA SUBSTITUTO 
• Nas obrigações de não fazer a mora ocorrerá pelo simples descumprimento da obrigação. [adaptada] (errada) FCC - 2009 - MPE-CE 
8.1 PERDA DO OBJETO 
Art. 250. Extingue-se a obrigação de não fazer, desde que, sem culpa do devedor, se lhe torne impossível abster-se do ato, que 
se obrigou a não praticar. 
• Extingue-se a obrigação de não fazer, desde que sem culpa do devedor, se lhe torne impossível abster-se do ato que se obrigou a não 
praticar. (certa) 2017 - PGE-AC 
Art. 251. Praticado pelo devedor o ato, a cuja abstenção se obrigara, o credor pode exigir dele que o desfaça, sob pena de se 
desfazer à sua custa, ressarcindo o culpado perdas e danos. 
Parágrafo único. Em caso de URGÊNCIA, poderá o credor desfazer ou mandar desfazer, independentemente de autorização 
judicial, sem prejuízo do ressarcimento devido. 
2015 - PGE-RS 
• Nas obrigações de não fazer se descumprida, em caso de urgência poderá o credor desfazer ou mandar desfazer, independentemente de 
autorização judicial, sem prejuízo do ressarcimento devido. (certa) FCC - 2009 - MPE-CE 
• Em se tratando de obrigações de não fazer, caso o devedor pratique o ato a cuja abstenção se tenha obrigado, o credor poderá exigir que 
ele o desfaça, sob pena de se desfazer à sua custa, obrigando-se o culpado a ressarcir perdas e danos. (certa) CESPE - 2012 - DPE-SE 
• Se o devedor que assumiu obrigação de abster-se da prática de determinado ato vier a praticá-lo, o credor poderá exigir que ele o desfaça, 
sob pena de se desfazer à sua custa, ressarcindo o culpado perdas e danos. No entanto, extingue-se a obrigação de não fazer, desde que, 
sem culpa do devedor, se lhe torne impossível abster-se do ato que se obrigou a não praticar. (certa) CESPE - 2013 - DPE-DF 
• O credor pode, em caso de urgência, desfazer ou mandar desfazer, independentemente de autorização judicial, ato, a cuja abstenção se 
obrigara, praticado pelo devedor. (certa) FUNDEP - 2014 - DPE-MG 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
9. OBRIGAÇÃO SIMPLES E COMPOSTAS 
SIMPLES: Unicidade de sujeito e objeto. 
COMPOSTA/COMPLEXA/MÚLTIPLA: Pluralidade de sujeitos e/ou objetos. 
A obrigação pode ser objetiva ou subjetivamente composta. 
OBRIGAÇÃO COMPOSTA 
OBJETIVA CUMULATIVA OU 
CONJUNTIVA 
Na obrigação composta objetiva cumulativa ou conjuntiva (ou tão somente obrigação cumulativa) 
o sujeito passivo deve cumprir todas as prestações previstas, sob pena de inadimplemento total 
ou parcial. 
A obrigação composta cumulativa ou conjuntiva não está tratada pelo Código Civil. 
As obrigações conjuntivas possuem múltiplas prestações ou objetos, de tal modo que seu cumprimento 
será dado como efetivado quando todas as obrigações forem realizadas. (certa) CESPE - 2015 - DPE-RN 
OBRIGAÇÃO COMPOSTA 
OBJETIVA ALTERNATIVA OU 
DISJUNTIVA 
Normalmente, a obrigação alternativa é identificada pela conjunção ou, que tem natureza 
disjuntiva, justificando a outra nomenclatura dada pela doutrina. Para Tartuce, o exemplo típico 
em que está presente a obrigaçãoalternativa envolve o contrato estimatório, também conhecido 
como contrato de venda em consignação, negócio que recebeu tipificação pelo atual Código Civil. 
Tartuce, p. 604 
Ex.: João e Maria firmaram contrato de compra e venda, nos moldes do Código Civil. Ficou estipulado, em uma das cláusulas do 
referido contrato, que João pagará a dívida perante Maria, mediante a entrega de R$ 400.000,00 ou um apartamento devidamente 
cientificado nesse valor. Assim, tem-se que a categoria das obrigações plurais ou compostas é formada pelas obrigações 
cumulativas, facultativas e alternativas, no caso do exemplo acima, tem-se um exemplo típico da modalidade das obrigações 
facultativas ALTERNATIVAS. (errada) 2013 - PC-GO - DELEGADO DE POLÍCIA 
ELEMENTO OBJETIVO (PRESTAÇÃO) 
ALTERNATIVAS 
Aquelas que têm por objeto duas ou mais prestações, sendo que o devedor exonera-se cumprindo 
apenas uma delas. 
FACULTATIVAS 
Aquelas que têm um único objeto e o devedor tem a faculdade de substituir a prestação devida 
por outra de natureza diversa. 
CUMULATIVAS Aquelas que têm por objeto uma pluralidade de prestações a serem cumpridas conjuntamente. 
DIVISÍVEIS Aquelas que admitem o cumprimento fracionado ou parcial da prestação. 
INDIVISÍVEIS Aquelas que só podem ser cumpridas por inteiro. 
LÍQUIDAS Aquelas certas quanto à existência e determinadas quanto ao objeto. 
ILÍQUIDAS Não há especificação do quantum para o seu cumprimento. 
Manual de Direito Civil, 6ª ed., 2022, p. 401; Rodolfo Pamplona Filho e Pablo Stolze 
. 
ELEMENTO SUBJETIVO (SUJEITOS) 
FRACIONÁRIAS Pluralidade de devedores ou credores, cada um deles responde apenas por parte da dívida. 
CONJUNTAS 
Pluralidade de devedores ou credores, impondo-se a todos o pagamento conjunto de toda a 
dívida, não se autorizando aos credores exigi-la individualmente. 
DISJUNTIVAS 
Devedores se obrigam alternativamente ao pagamento da dívida. Se um cumpre a obrigação, os 
demais são exonerados. 
SOLIDÁRIAS 
Solidariedade ativa: pluralidade de credores, cada um com direito à dívida toda. 
Solidariedade passiva: pluralidade de devedores, cada um obrigado à dívida por inteiro. 
Manual de Direito Civil, 6ª ed., 2022, p. 385; Rodolfo Pamplona Filho e Pablo Stolze 
Ex.: A doação de determinado bem a mais de uma pessoa é denominada conjuntiva. (certa) CESPE - 2019 - TJ-SC - JUIZ SUBSTITUTO 
 
 
10. OBRIGAÇÕES ALTERNATIVAS 
Art. 252. Nas obrigações ALTERNATIVAS, a escolha cabe ao DEVEDOR, se outra coisa não se estipulou. 
2011 - TJ-PR – JUIZ / CESPE - 2012 - DPE-SE / 2012 - AGE-MG / FCC - 2014 - TJ-AP – JUIZ / 2014 - MPE-SC / CESPE - 2016 - TJ-AM - JUIZ SUBSTITUTO / 2016 - PGE-MS / 2017 - PGE-AC 
• Nas obrigações alternativas, a escolha cabe ao devedor, mesmo se outra coisa se estipulou. (errada) FCC - 2009 - DPE-PA 
• Diante de uma obrigação alternativa, deve-se respeitar a vontade dos contratantes e, na falta de estipulação ou de presunção contrária, a 
escolha entre as alternativas caberá ao credor. (errada) CESPE - 2012 - TJ-AC - JUIZ SUBSTITUTO 
• Em se tratando de obrigação alternativa, silente o contrato, cabe ao credor determinar o modo de cumprir a obrigação. (errada) CESPE - 2014 - 
TJ-DFT - JUIZ DE DIREITO SUBSTITUTO 
§ 1º Não pode o devedor obrigar o credor a receber parte em uma prestação e parte em outra. 
FCC - 2014 - TJ-AP - JUIZ 
§ 2º Quando a obrigação for de prestações periódicas, a faculdade de opção poderá ser exercida em cada período. 
2010 - MPE-SC / 2014 - MPE-SC 
§ 3º No caso de pluralidade de optantes, não havendo acordo unânime entre eles, decidirá o JUIZ, findo o prazo por este assinado 
para a deliberação. 
• Em obrigação alternativa, no caso de pluralidade de optantes, havendo divergência entre estes, prevalecerá a deliberação da maioria quanto 
à concentração da prestação que vai ser adimplida. (errada) 2012 - PGE-PA 
• Nas obrigações alternativas, não poderá haver pluralidade de optantes, cabendo a escolha a apenas uma pessoa. (errada) FCC - 2014 - TJ-AP - 
JUIZ 
§ 4º Se o título deferir a opção a terceiro, e este não quiser, ou não puder exercê-la, CABERÁ AO JUIZ a escolha se não houver 
acordo entre as partes. 
• Nas obrigações alternativas, se o título deferir a opção a terceiro e este não quiser, ou não puder exercê-la, a escolha passará automaticamente 
ao devedor. (errada) CESPE - 2013 - TJ-RN - JUIZ 
10.1 DA PERDA DO OBJETO 
Art. 253. Se uma das duas prestações não puder ser objeto de obrigação ou se tornada inexequível, subsistirá o débito quanto à 
outra. 
FCC - 2014 - TJ-AP - JUIZ 
• Nas obrigações alternativas, caso uma das prestações torne-se inexequível antes da concentração, sem culpa do devedor, este poderá 
escolher entre adimplir com a prestação restante ou pagar em dinheiro o valor daquela que pereceu. (errada) FCC - 2015 - DPE-SP 
Art. 254. Se, por culpa do devedor, não se puder cumprir nenhuma das prestações, não competindo ao credor a escolha, ficará 
aquele obrigado a pagar o valor da que por último se impossibilitou, mais as perdas e danos que o caso determinar. 
 
Art. 255. Quando a escolha couber ao credor e uma das prestações tornar-se impossível por culpa do devedor, o credor terá 
direito de exigir a prestação subsistente ou o valor da outra, com perdas e danos; se, por culpa do devedor, ambas as prestações 
se tornarem inexeqüíveis, poderá o credor reclamar o valor de qualquer das duas, além da indenização por perdas e danos. 
 
Art. 256. Se todas as prestações se tornarem impossíveis sem culpa do devedor, EXTINGUIR-SE-Á A OBRIGAÇÃO. 
• Nas obrigações alternativas, se todas as prestações se tornarem impossíveis em razão de força maior, ainda assim subsistirá a obrigação 
pactuada originariamente. (errada) CESPE - 2009 - TRF - 1ª REGIÃO - JUIZ FEDERAL 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/provas/fcc-2015-dpe-sp-defensor-publico
11. OBRIGAÇÕES CUMULATIVAS 
É também conhecida como obrigação aditiva. O devedor somente se desobriga se ele cumprir todas as obrigações. Não está 
expressamente prevista no CC. 
12. OBRIGAÇÕES FACULTATIVAS12 
Também não está expressamente prevista no CC. 
A obrigação é considerada facultativa quando, tendo um único objeto, o devedor tem a faculdade de substituir a prestação 
devida por outra de natureza diversa, prevista subsidiariamente. Exemplo: o devedor “A” obriga-se a pagar a quantia de R$ 10.000,00, 
facultando-se-lhe, todavia, a possibilidade de substituir a prestação principal pela entrega de um carro usado. 
12.1 PERDA DO OBJETO 
Note-se que se trata de obrigação com objeto único, não obstante se reconheça ao devedor o poder de substituição da prestação. 
Por isso, se a prestação inicialmente prevista se impossibilitar sem culpa do devedor, a obrigação extingue-se, não tendo o credor 
o direito de exigir a prestação subsidiária. 
13. OBRIGAÇÃO DIVISÍVEL 
Art. 257. Havendo mais de um devedor ou mais de um credor em obrigação divisível, esta presume-se dividida em tantas 
obrigações, iguais e distintas, quantos os credores ou devedores. 
2010 - PGE-GO 
• A obrigação é divisível quando a prestação tem por objeto uma coisa ou um fato suscetíveis de divisão, por sua natureza, por motivo de 
ordem econômica, ou dada a razão determinante do negócio jurídico. (certa) FCC - 2011 - MPE-CE 
Nas obrigações divisíveis no que tange ao pagamento o recebimento é a regra do princípio do CONCURSUS PARTS FIUT . (certa) 
2011 - TJ-PR - JUIZ DE DIREITO SUBSTITUTO 
Obs.: As obrigações INDIVISÍVEIS e SOLIDÁRIAS são as EXCEÇÕES e assim devem ser interpretadas RESTRITIVAMENTE. 
14. OBRIGAÇÃO INDIVISÍVEL 
Art. 258. A obrigação é indivisível quando a prestação tem por objeto uma coisa ou um fato não suscetíveis de divisão, por sua 
natureza, por motivo de ordem econômica, ou dada a razão determinante do negócio jurídico. 
2009 - PC-RJ - DELEGADO DE POLÍCIA / FCC - 2009 - DPE-PA / 2010 - PGE-GO / 2017 - PGE-AC 
• Entre os critérios utilizados pela lei para definir o bemindivisível encontra-se o do valor econômico. (certa) CESPE - 2009 - PGE-AL 
14.1 CAUSAS DE INDIVISIBILIDADE 
NATUREZA 
(física) 
Alguns bens se divididos sob pena de perder sua essência. 
LEI 
(legal/jurídica) 
Art. 1.421 (Garantias reais); art. 1.358-D (Condomínio em Multipropriedade); art. 1.791 (Massa 
patrimonial) 
CONTRATO É possível que partes pactuem a indivisibilidade. 
O bem naturalmente divisível só pode se tornar indivisível por disposição legal. (errada) 2009 - TJ-SC – JUIZ DE DIREITO SUBSTITUTO 
14.2 PLURALIDADE DE DEVEDORES 
Havendo mais de um devedor, cada um deles será responsável pela dívida toda se o objeto da prestação for indivisível, mesmo 
que não estipulada a solidariedade passiva no contrato. (certa) 2014 - DPE-PR 
Quando a obrigação é indivisível os devedores são solidários. (errada) 2009 - TJ-SC – JUIZ DE DIREITO SUBSTITUTO 
Art. 259. Se, havendo dois ou mais devedores, a prestação não for divisível, cada um será obrigado pela dívida toda. 
Parágrafo único. O devedor, que paga a dívida, sub-roga-se no direito do credor em relação aos outros coobrigados. 
• Havendo pluralidade de devedores na obrigação indivisível, cada um deles se obriga por toda a dívida, não havendo sub-rogação nos direitos 
do credor, em relação aos demais coobrigados, para o devedor que paga a totalidade do débito. (errada) FCC - 2011 - DPE-RS 
 
12 Manual de Direito Civil, 6ª ed., 2022, p. 395; Rodolfo Pamplona Filho e Pablo Stolze 
• Na obrigação indivisível, o devedor que paga a dívida se sub-roga no direito do credor em relação aos demais coobrigados, porém só poderá 
cobrar dos coobrigados a quota-parte de cada um destes. (certa) FCC - 2014 - DPE-RS 
• Se uma prestação não for divisível e houver dois ou mais devedores, cada um será obrigado pela dívida toda. O devedor, que paga a dívida, 
sub-roga-se no direito do credor em relação aos outros coobrigados. (certa) 2016 - TRF - 4ª REGIÃO - JUIZ FEDERAL SUBSTITUTO 
• Nas obrigações indivisíveis, o codevedor só deve a sua cota-parte, mas poderá ser obrigado pela dívida toda. (certa) CESPE - 2017 - PGE-SE 
Marcos foi contratado, em um mesmo instrumento, para prestar serviços de manutenção de máquinas agrícolas durante o 
período de colheita, simultaneamente, nas fazendas de Lourenço e Sérgio, comprometendo-se estes conjuntamente a pagar os 
serviços, parte em dinheiro e parte com um equino. Não tendo Lourenço e Sérgio cumprido a obrigação assumida e achando-se 
eles em mora, Marcos poderá cobrar a parte de cada um na dívida em dinheiro e a entrega do animal de qualquer dos devedores. 
(certa) FCC - 2015 - TJ-PI - JUIZ SUBSTITUTO 
14.3 PLURALIDADE DE CREDORES 
Havendo pluralidade de credores de obrigação indivisível, cada um deles pode exigir a totalidade da obrigação, exceto se 
convertida em perdas e danos. (certa) FCC - 2012 - PGE-SP // Conforme o art. 263, a obrigação passa a ser divisível. 
Art. 260. Se a pluralidade for dos credores, poderá cada um destes exigir a dívida inteira; mas o devedor ou devedores se 
desobrigarão, pagando: 
I - a TODOS CONJUNTAMENTE; 
II - A UM, DANDO ESTE CAUÇÃO DE RATIFICAÇÃO DOS OUTROS CREDORES 
• Havendo pluralidade de credores de obrigação indivisível, o devedor pode se exonerar pagando a um dos credores, dispensada a ratificação 
dos demais. (errada) FCC - 2012 - PGE-SP 
Art. 261. Se um só dos credores receber a prestação por inteiro, a cada um dos outros assistirá o direito de exigir dele em 
dinheiro a parte que lhe caiba no total. 
Havendo mais de um credor, é vedado a apenas um deles receber a prestação por inteiro. (errada) 2018 - TRF - 3ª REGIÃO - JUIZ FEDERAL 
SUBSTITUTO 
14.3.1 REMISSÃO 
Art. 262. Se um dos credores remitir a dívida, a obrigação não ficará extinta para com os outros; mas estes só a poderão exigir, 
descontada a quota do credor remitente. 
Parágrafo único. O mesmo critério se observará no caso de transação, novação, compensação ou confusão. 
• A remissão da dívida feita por um dos credores em obrigação indivisível extingue esta para com os demais credores. (errada) 2016 - TRF - 3ª 
REGIÃO - JUIZ FEDERAL SUBSTITUTO 
• Sobre as obrigações indivisíveis: A remissão da dívida por um dos credores não extingue a dívida para com os demais. 2018 - TRF - 3ª REGIÃO 
- JUIZ FEDERAL SUBSTITUTO 
14.4 PERDAS E DANOS 
Art. 263. Perde a qualidade de indivisível a obrigação que se resolver em perdas e danos. 
2012 - AGE-MG 
• Na obrigação indivisível, subsiste a indivisibilidade ainda que a obrigação se converta em perdas e danos. (errada) CESPE - 2009 - PC-PB - DELEGADO 
DE POLÍCIA 
• Ainda que a obrigação se resolva em perdas e danos, persistirão a solidariedade e a indivisibilidade da obrigação. (errada) CESPE - 2017 - PGE-SE 
• Perde a qualidade de indivisível a obrigação que se resolver em perdas e danos. (certa) 2016 - TRF - 3ª REGIÃO - JUIZ FEDERAL SUBSTITUTO 
• As obrigações indivisíveis podem se configurar mesmo quando o objeto seja prestação consistente em fazer, e ainda que a obrigação de 
fazer posteriormente se resolva em perdas e danos. (errada) 2018 - TRF - 3ª REGIÃO - JUIZ FEDERAL SUBSTITUTO 
§ 1º Se, para efeito do disposto neste artigo, houver culpa de todos os devedores, responderão todos por partes iguais. 
§ 2º Se for de um só a culpa, ficarão exonerados os outros DAS PERDAS/DANOS, respondendo só esse pelas perdas e danos. 
Ex.: Marcela e Renata contraíram obrigação indivisível cujo cumprimento se tornou impossível por culpa exclusiva da primeira. 
Nesse caso, de acordo com o Código Civil, resolve-se a obrigação em perdas e danos, pelas quais apenas Marcela responderá, 
ficando Renata exonerada. (certa) FCC - 2021 - PGE-GO 
• No inadimplemento de obrigação indivisível, se for de um só devedor a culpa, ficarão os demais codevedores exonerados do cumprimento 
das suas quotas na dívida PERDAS E OS DANOS, ressalvadas as perdas e os danos SUAS QUOTAS NA DÍVIDA. (errada) CESPE - 2009 - MPE-RN 
• Na obrigação indivisível com pluralidade de devedores, ocorrendo o inadimplemento, o credor poderá demandar o cumprimento da obrigação 
por inteiro de qualquer dos devedores, porém pela indenização em dinheiro dos prejuízos que lhe foram causados, responderá somente o 
devedor culpado pela inadimplência. (certa) 2009 - MPDFT 
• Quando uma obrigação indivisível se converte em perdas e danos, ela se torna uma obrigação divisível. Pelo equivalente em dinheiro devido 
em razão do inadimplemento respondem todos os devedores, assim como pelas perdas e danos. (errada) FCC - 2015 - DPE-SP 
NÃO CONFUNDIR 
Art. 263. Perde a qualidade de indivisível a obrigação que se 
resolver em perdas e danos. 
Art. 271. Convertendo-se a prestação em perdas e 
danos, subsiste, para todos os efeitos, a solidariedade. 
• Convertendo-se a prestação em perdas e danos subsiste para todos os efeitos a solidariedade, mas quando a obrigação é 
indivisível, perde esta qualidade. [adaptada] (certa) FCC - 2009 - TJ-GO - JUIZ 
• Convertendo-se a prestação em perdas e danos subsistem para todos os efeitos a solidariedade e a indivisibilidade da obrigação. 
(errada) FCC - 2009 - TJ-GO - JUIZ 
• Quando convertida em perdas e danos, a obrigação solidária conserva sua natureza, enquanto a obrigação indivisível torna-se 
divisível. (certa) FCC - 2014 - DPE-RS 
• Convertendo-se a prestação em perdas e danos, subsiste, para todos os efeitos, a solidariedade. (certa) 2016 - TRF - 3ª REGIÃO - JUIZ FEDERAL 
SUBSTITUTO 
• Ainda que a obrigação se resolva em perdas e danos, persistirão a solidariedade e a indivisibilidade da obrigação. (errada) CESPE - 
2017 - PGE-SE 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/provas/fcc-2015-dpe-sp-defensor-publico
15. OBRIGAÇÕES SOLIDÁRIAS 
Para o Código Civil, a solidariedade não se presume, resulta de lei ou da vontade das partes. Há solidariedade, quando na mesma 
obrigação concorre mais de um credor, ou mais de um devedor, cadaum com seu direito, ou obrigação, à dívida toda. (certa) 2014 - 
MPE-SC 
A solidariedade pode ser ativa ou passiva, mas não se identifica com a indivisibilidade, pois, nesta, a fim de que os devedores 
se exonerem para com todos os credores, exige-se o pagamento conjunto ou mediante caução, enquanto naquela não se exige tal 
cautela; a obrigação indivisível, quando se resolver em perdas e danos, torna-se divisível, enquanto a obrigação solidária conserva 
sua natureza; a remissão de dívida não extingue a obrigação indivisível para com os outros credores, entretanto, extingue-a a 
solidariedade até o montante do que foi pago, e pode a obrigação ser solidária e divisível ou indivisível e não solidária. (certa) VUNESP - 
2018 - TJ-SP - JUIZ SUBSTITUTO 
15.1 DISPOSIÇÕES GERAIS 
Art. 264. Há solidariedade, quando na mesma obrigação concorre mais de um credor, ou mais de um devedor, cada um com 
direito, ou obrigado, à dívida toda. 
2010 - MPE-SC / FCC - 2010 - TJ-MS – JUIZ DE DIREITO SUBSTITUTO / FCC - 2011 - MPE-CE 
 
Art. 265. A solidariedade não se presume; resulta da lei ou da vontade das partes. 
FCC - 2009 - DPE-MA / CESPE - 2009 - DPE-PI / 2010 - MPE-SC / 2010 - TJ-SC - JUIZ DE DIREITO SUBSTITUTO / FCC - 2011 - MPE-CE / 2011 - PC-MG - DELEGADO DE POLÍCIA / 2013 - PGE-GO / CESPE - 2014 - TJ-
DFT - JUIZ DE DIREITO SUBSTITUTO / CESPE - 2015 - TJ-PB - JUIZ SUBSTITUTO / CESPE - 2016 - TJ-AM - JUIZ SUBSTITUTO / 
• A solidariedade não se presume; resulta sempre da lei, jamais da vontade das partes. (errada) 2010 - PGE-GO 
• A solidariedade entre os devedores não pode ser presumida, devendo resultar da lei ou da vontade das partes. (certa) FGV - 2012 - PC-MA - 
DELEGADO DE POLÍCIA 
• Na hipótese de pluralidade de devedores obrigados ao pagamento de objeto indivisível, presume-se a existência de solidariedade passiva. 
(errada) [adaptada] CESPE - 2016 - TJ-AM - JUIZ DE DIREITO SUBSTITUTO 
Art. 266. A obrigação solidária pode ser pura e simples para um dos co-credores ou co-devedores, e condicional, ou a prazo, ou 
pagável em lugar diferente, para o outro. 
FCC - 2009 - DPE-PA / 2009 - TJ-RS - JUIZ DE DIREITO SUBSTITUTO / 2011 - PC-MG - DELEGADO DE POLÍCIA / 2012 - TRF - 4ª REGIÃO - JUIZ FEDERAL 
Havendo vários credores ou vários devedores não significa que ela é idêntica, sendo possível o estabelecimento de termos e/ou 
encargos distintos, por exemplo. 
• Nas obrigações solidárias, é vedada a estipulação de modalidades diversas para algum dos codevedores. (errada) CESPE - 2017 - PGE-SE 
• A solidariedade pode gerar obrigação pura para um dos devedores e condicional para outro. (certa) FUNDATEC - 2021 - PGE-RS 
15.2 DA SOLIDARIEDADE ATIVA 
Art. 268. Enquanto alguns dos credores solidários não demandarem o devedor comum, a qualquer daqueles poderá este pagar. 
 
Art. 269. O pagamento feito a um dos credores solidários extingue a dívida até o montante do que foi pago. 
2013 - MPE-PR 
• O pagamento feito a um dos credores solidários só extingue a dívida, até o montante do que foi pago, se os demais firmarem conjuntamente 
a prova da quitação. (errada) 2014 - DPE-PR 
15.2.1 FALECIMENTO DE UM CREDOR SOLIDÁRIO 
Art. 270 . Se um dos credores solidários falecer deixando herdeiros, cada um destes só terá direito a exigir e receber a quota do 
crédito que corresponder ao seu quinhão hereditário, salvo se a obrigação for indivisível. 
2012 - AGE-MG 
Ex13: A, B e C são credores solidários de D. Como se sabe, qualquer deles pode cobrar toda a soma devida pelo devedor. Pois 
bem. B morre, deixando os seus filhos, E e F, como herdeiros. Nesse caso, cada um destes só terá direito a exigir e receber a 
quota do crédito que corresponder ao seu quinhão hereditário, isto é, a metade (1/2) da quota de B (R$ 50.000,00). Entretanto, se 
a obrigação for indivisível, um cavalo de raça, por exemplo, o herdeiro poderá exigi-lo por inteiro (dada a impossibilidade de fracioná-
lo), respondendo, por óbvio, perante todos os demais pela quota-parte de cada um. 
• Se um dos credores solidários falecer deixando herdeiros, cada um destes só terá direito a exigir a quota do crédito correspondente ao seu 
quinhão hereditário, exceto quando a obrigação for indivisível. (certa) CESPE - 2009 - DPE-ES 
• Na solidariedade ativa, se um dos credores falecer deixando herdeiros, cada um destes terá direito a receber a integralidade do crédito do 
finado. (errada) FCC - 2010 - TJ-MS – JUIZ DE DIREITO SUBSTITUTO 
• Se um dos credores solidários falecer, deixando herdeiros, cada um destes só terá direito a exigir e receber a quota do crédito que 
corresponder ao seu quinhão hereditário, ainda que se trate de obrigação indivisível. (errada) 2012 – PGFN 
 
13 Manual de Direito Civil, 6ª ed., 2022, p. 377; Rodolfo Pamplona Filho e Pablo Stolze. 
https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/provas/vunesp-2018-tj-sp-juiz-substituto
https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/provas/vunesp-2018-tj-sp-juiz-substituto
• Se um dos credores solidários falecer deixando herdeiros, cada um destes só terá direito a exigir e receber a quota do crédito que 
corresponder ao seu quinhão hereditário, o mesmo acontecendo se a obrigação for indivisível. (errada) VUNESP - 2012 - TJ-RJ - JUIZ 
• Na solidariedade passiva, qualquer dos herdeiros do devedor falecido será obrigado a pagar a dívida toda. (errada) 2015 - MPE-MS 
• Caso um credor solidário faleça e seu crédito seja destinado a três herdeiros, cada um destes poderá exigir, por inteiro, a dívida do devedor 
comum, já que a morte não extingue a solidariedade anteriormente estabelecida. (errada) CESPE - 2016 - TJ-AM - JUIZ SUBSTITUTO 
• Se um dos credores solidários falecer, cada qual dos herdeiros só terá direito de exigir e receber a quota do crédito que corresponder ao 
seu quinhão, salvo se a obrigação for indivisível. (certa) 2018 - TRF - 3ª REGIÃO - JUIZ FEDERAL SUBSTITUTO 
15.2.2 REMISSÃO DA DÍVIDA 
Art. 272. O CREDOR que tiver remitido a dívida ou recebido o pagamento responderá aos outros (credores) pela parte que lhes 
caiba. 
2011 - PC-MG - DELEGADO DE POLÍCIA / CESPE - 2017 - TJ-PR - JUIZ SUBSTITUTO / VUNESP - 2018 - TJ-SP - JUIZ SUBSTITUTO 
• Na solidariedade ativa, a remissão da dívida concedida por um dos credores não exonera o devedor da obrigação, ficando este responsável 
quanto às quotas dos outros credores. (errada) 2011 – MPDFT 
• Na solidariedade ativa, extinta a obrigação, quer pelo meio direto do pagamento, quer pelos indiretos, como novação, compensação, transação 
e remissão, responde o credor favorecido, perante os demais, pelas quotas que lhes couberem. (certa) 2012 - MPE-RJ 
• A remissão da dívida feita por um dos credores solidários extingue a obrigação com relação ao devedor, devendo aquele credor responder 
aos outros pela parte que lhes caiba. (certa) 2016 - TRF - 3ª REGIÃO - JUIZ FEDERAL SUBSTITUTO 
15.2.3 DAS EXCEÇÕES 
Art. 273. A um dos credores solidários não pode o devedor opor as exceções pessoais oponíveis aos outros. 
2013 - PGE-GO 
▪ EXCEÇÕES PESSOAIS: apresentadas contra um credor específico. 
▪ EXCEÇÕES COMUNS: apresentadas contra qualquer credor. Ex prescrição. 
15.2.4 COISA JULGADA NA SOLIDARIEDADE ATIVA 
Júlia ajuizou ação contra Ana para cobrar. Se o pedido for julgado procedente gerará um efeito ultra partes. Do contrário, se o 
pedido for julgado improcedente o efeito é inter partes. Isto é, as co-credoras ainda poderão cobrar da devedora. 
Art. 274. O julgamento contrário a um dos credores solidários não atinge os demais, mas o julgamento favorável aproveita-lhes, 
sem prejuízo de exceção pessoal que o devedor tenha direito de invocar em relação a qualquer deles. 
Contudo, a doutrina explica que se uma credora conseguiu vencer com uma exceção pessoal, provar que teve alguma causa 
especial de suspensão da prescrição, por exemplo. As co-credoras não poderiam se aproveitar desse resultado benéfico. 
• Enquanto o julgamento contrário a um dos credores solidários não atingeos demais, o favorável, como regra geral, aproveita-lhes. (certa) FCC 
- 2009 - DPE-MA 
15.3 SOLIDARIEDADE PASSIVA 
João, Antônio e Marcelo são co-devedores de Geraldo no valor de R$ 600. Internamente não há solidariedade. Se João for 
acionado por Geraldo e pagar integralmente, João poderá cobrar as respectivas quotas, por exemplo. 
Art. 275. O credor tem direito a exigir e receber de um ou de alguns dos devedores, parcial ou totalmente, a dívida comum; se o 
pagamento tiver sido parcial, todos os demais devedores continuam obrigados solidariamente pelo resto. 
Parágrafo único. Não importará renúncia da solidariedade a propositura de ação pelo credor contra um ou alguns dos devedores. 
2009 - TJ-RS - JUIZ DE DIREITO SUBSTITUTO / 2013 - PGE-GO 
• A lei admite que o credor exija de um ou de mais de um devedor solidário o pagamento parcial ou total da dívida comum. (certa) CESPE - 2012 - 
TJ-PA - JUIZ DE DIREITO SUBSTITUTO 
• Importa renúncia da solidariedade a propositura de ação pelo credor contra um ou alguns dos devedores. (errada) 2017 - MPE-PR 
Márcia e André são devedores solidários de Joana, da quantia de 20 mil reais. No vencimento da obrigação, Márcia pagou a 
Joana 10 mil reais, restando um saldo remanescente de igual valor para quitação do débito. Considerando essa situação, Márcia 
continuará obrigada solidariamente ao pagamento do saldo remanescente. (certa) FCC - 2022 - DPE-PB 
Art. 277. O pagamento parcial feito por um dos devedores e a remissão por ele obtida não aproveitam aos outros devedores, 
senão até à concorrência da quantia paga ou relevada. 
Ex.: Gabriel Vieira, Paulo Martins, Carlos Andrade e Marcelo Pereira emprestaram de Jorge Manuel a quantia de R$ 400.000,00 
(quatrocentos mil reais) para a compra de um carro esportivo. As partes estabeleceram que o referido valor seria dividido em quatro 
parcelas iguais e sucessivas bem como que todos os devedores ficariam obrigados pelo valor integral da dívida. O pagamento parcial 
feito por Carlos e a remissão dele obtida pelo credor Jorge Manuel não aproveitam aos outros devedores, senão até a concorrência 
da quantia paga ou relevada. (certa) 2019 - MPE-SP 
15.3.1 DAS CLÁUSULAS ADICIONAIS 
Art. 278. Qualquer cláusula, condição ou obrigação adicional, estipulada entre um dos devedores solidários e o credor, não 
poderá agravar a posição dos outros sem consentimento destes. VUNESP - 2014 - TJ-RJ - JUIZ SUBSTITUTO 
15.3.2 DAS EXCEÇÕES 
Art. 281. O devedor demandado pode opor ao credor as exceções que lhe forem pessoais e as comuns a todos; não lhe 
aproveitando as exceções pessoais a outro co-devedor. 
2013 - PGE-GO 
• Caso um dos devedores solidários seja demandado, pode opor ao credor as exceções que lhe forem pessoais e as comuns a todos. (certa) 
FGV - 2012 - PC-MA - DELEGADO DE POLÍCIA 
• O devedor poderá opor a um dos credores solidários exceções pessoais oponíveis a outros credores. (errada) CESPE - 2017 - PGE-SE 
15.3.3 MORA 
Art. 280. Todos os devedores respondem pelos juros da mora, ainda que a ação tenha sido proposta somente contra um; mas o 
culpado responde aos outros pela obrigação acrescida. 
2017 - MPE-PR / 2019 - MPE-SP 
Herculano aceitou figurar como fiador solidário de seus sobrinhos, Enzo e Gabriel, quando eles alugaram um imóvel. O contrato 
previa o pagamento de aluguel mensal de R$ 2.000,00, sob pena de juros. Após um ano de vigência do negócio, os sobrinhos 
começaram a ter dificuldades financeiras e ficaram inadimplentes por dois meses, quando a locadora, Efigênia, passou a cobrar o 
pagamento do total devido, com os encargos, diretamente de Herculano. Sobre o caso, mesmo que reste comprovado que o atraso 
se deu somente por culpa de Enzo, Efigênia pode exigir a totalidade da dívida de Gabriel, mas somente Enzo responderá perante ele 
pelo acrescido. (certa) FGV - 2022 - DPE-MS 
15.3.4 FALECIMENTO DE UM DEVEDOR SOLIDÁRIO 
Art. 276. Se um dos devedores solidários falecer deixando herdeiros, nenhum destes será obrigado a pagar senão a quota que 
corresponder ao seu quinhão hereditário, salvo se a obrigação for indivisível; mas todos reunidos serão considerados como um 
devedor solidário em relação aos demais devedores. 
FCC - 2009 - DPE-MA / 2010 - PGE-GO 
• O falecimento de um dos codevedores solidários determina que cada um dos seus herdeiros responda pela dívida conforme a quota 
hereditária recebida, o que configura o encerramento da solidariedade para os demais devedores. (errada) CESPE - 2009 - DPE-PI 
• Se um dos devedores solidários falecer deixando herdeiros, cada um destes será obrigado a pagar apenas a cota que corresponder ao seu 
quinhão hereditário, se a obrigação for divisível. (certa) CESPE - 2010 - MPE-SE 
• Tratando-se de obrigação divisível, se um dos devedores solidários falecer deixando herdeiros, estes assumirão imediatamente a posição do 
falecido e responderão pela totalidade da dívida perante o credor, mantida a solidariedade. (errada) FCC - 2012 - MPE-AP 
• Se o devedor solidário de uma dívida divisível falecer e deixar três herdeiros legítimos, tais herdeiros, reunidos, serão considerados como 
um devedor solidário em relação aos demais devedores, mas cada um desses herdeiros somente será obrigado a pagar a cota que 
corresponder ao seu quinhão hereditário. (certa) CESPE - 2018 - PROCURADOR MUNICIPAL 
Ex.: João emprestou a José, Joaquim e Manuel o valor de R$ 300.000,00 (trezentos mil reais); foi previsto no instrumento 
contratual a solidariedade passiva. Manuel faleceu, deixando dois herdeiros, Paulo e André. É possível afirmar que João poderá 
cobrar de Paulo e André a totalidade da dívida, tendo em vista que ambos, reunidos, são considerados como um devedor solidário 
em relação aos demais devedores; porém, isoladamente, somente podem ser demandados pelo valor correspondente ao seu 
quinhão hereditário. (certa) VUNESP - 2018 - TJ-RS - JUIZ DE DIREITO SUBSTITUTO 
15.3.5 EXONERAÇÃO OU RENÚNCIA À SOLIDARIEDADE 
Art. 282. O credor pode renunciar à solidariedade em favor de um, de alguns ou de todos os devedores. 
FCC - 2009 - DPE-MA / 2012 - MPE-RJ / 2013 - MPE-PR / CESPE - 2014 - TJ-DFT – JUIZ DE DIREITO SUBSTITUTO 
Parágrafo único. Se o credor exonerar da solidariedade um ou mais devedores, subsistirá a dos demais. 
• Tratando-se de solidariedade passiva legal, admite-se a renúncia tácita da solidariedade pelo credor em relação a determinado devedor. (certa) 
CESPE - 2011 - TJ-PB – JUIZ 
• Se houver renúncia da solidariedade em relação a um dos devedores, persistirá para os demais. (certa) FUNDATEC - 2021 - PGE-RS 
Ex.: A, B, C e D eram devedores solidários de E da quantia de R$ 120.000,00. B faleceu, deixando F e G como herdeiros, cada 
um, de 50% do seu patrimônio. E exonerou C da solidariedade. Caso A pague R$ 90.000,00 para E, poderá cobrar R$ 30.000,00 de 
D, R$ 15.000,00 de F e R$ 15.000,00 de G. (certa) 2017 - MPE-RO 
Art. 285. Se a dívida solidária interessar exclusivamente a um dos devedores, responderá este por toda ela para com aquele que 
pagar. 2013 - MPE-PR / 
• Se a dívida solidária interessar exclusivamente a um dos devedores, responderá este por toda ela para com aquele que pagar. (certa) 2017 - 
MPE-PR 
15.3.6 DAS PERDAS E DANOS 
Art. 271 . Convertendo-se a prestação em perdas e danos, SUBSISTE, para todos os efeitos, a SOLIDARIEDADE. 
CESPE - 2009 - PC-PB - DELEGADO DE POLÍCIA / VUNESP - 2012 - TJ-RJ – JUIZ DE DIREITO SUBSTITUTO / 2013 - PGE-GO / 2014 - MPE-SC / 2016 - TRF - 3ª REGIÃO – JUIZ FEDERAL SUBSTITUTO / CESPE - 2016 - 
TJ-AM - JUIZ SUBSTITUTO / CESPE - 2017 - PGE-SE / VUNESP - 2018 - TJ-SP - JUIZ SUBSTITUTO 
 
Art. 279. Impossibilitando-se a prestação por culpa de um dos devedores solidários, subsiste para todos o encargo de pagar o 
equivalente; MAS PELAS PERDAS E DANOS SÓ RESPONDE O CULPADO. 
FCC - 2009 - DPE-MA / FCC - 2010 - TJ-MS – JUIZ DE DIREITO SUBSTITUTO / 2013 - PGE-GO / CESPE - 2017 - DPE-AL / VUNESP - 2018 - TJ-SP - JUIZ SUBSTITUTO 
• A solidariedadepassiva determina que qualquer um dos devedores responde pelas perdas e pelos danos decorrentes da impossibilidade do 
objeto, mesmo que estes tenham sido causados por apenas um dos devedores, o que se dá em virtude de o instituto servir à proteção do 
credor. (errada) CESPE - 2009 - DPE-PI 
• Na solidariedade passiva, havendo descumprimento da prestação por culpa de um dos devedores, os demais não ficarão liberados da 
responsabilidade de pagar o equivalente, embora pelas perdas e danos só responda o culpado. (certa) VUNESP - 2012 - TJ-RJ – JUIZ DE DIREITO 
SUBSTITUTO 
• Tornando-se impossível a prestação por culpa de um dos devedores solidários, os devedores não culpados respondem solidariamente pelo 
encargo de pagar o equivalente em dinheiro pela prestação que se impossibilitou e pelos juros de mora. (errada) 2013 - MPDFT 
• Em se tratando de solidariedade passiva, impossibilitada a prestação por culpa de um dos devedores solidários, subsiste para todos o encargo 
de pagar o equivalente e as perdas e danos. (errada) CESPE - 2013 - TJ-RN – JUIZ DE DIREITO SUBSTITUTO 
• Impossibilitando-se a prestação por culpa de um dos devedores solidários, subsiste para todos o encargo de pagar o equivalente; mas pelas 
perdas e danos só responde o culpado. (certa) 2017 - MPE-PR 
• Fábio emprestou, mediante contrato escrito, determinada quantia em dinheiro para André e Bruno, que se responsabilizaram pelo pagamento 
da dívida, de forma solidária. Se, por culpa de André, o pagamento da dívida ficar impossível, a solidariedade persiste quanto ao pagamento 
das perdas e danos. (errada) CESPE - 2017 - DPE-AL 
• Impossibilitando-se a prestação por culpa de um dos devedores solidários, só o culpado responderá por eventuais perdas e danos. (certa) 2018 
- TRF - 3ª REGIÃO - JUIZ FEDERAL SUBSTITUTO 
• Se a prestação se converter em perdas e danos, a solidariedade passiva se extingue pelo caráter divisível da prestação. (errada) FUNDATEC - 2021 
- PGE-RS 
15.3.7 DA SATISFAÇÃO INTEIRA DA DÍVIDA E DO DEVEDOR INSOLVENTE 
Art. 283. O devedor que satisfez a dívida por inteiro tem direito a exigir de cada um dos co-devedores a sua quota, dividindo-se 
igualmente por todos a do insolvente, se o houver, presumindo-se iguais, no débito, as partes de todos os co-devedores. 
VUNESP - 2014 - TJ-RJ - JUIZ SUBSTITUTO 
Ex.: Os bens do responsável pela ofensa ou violação do direito de outrem ficam sujeitos à reparação do dano causado e, se a 
ofensa tiver mais de um autor, todos responderão solidariamente pela reparação, podendo o ofendido cobrar de qualquer um deles 
a dívida toda, mas aquele que pagar por inteiro a dívida, salvo as exceções legais, poderá exigir de cada um dos co-devedores a sua 
quota, dividindo-se igualmente por todos a do insolvente, se houver. (certa) FCC - 2015 - TJ-SE - JUIZ SUBSTITUTO 
▪ Quem foi favorecido pela REMISSÃO NÃO ESTÁ NO RATEIO. 
▪ Quem foi favorecido pela EXONERAÇÃO ou RENÚNCIA da solidariedade será chamado a participar. 
Art. 284. No caso de rateio entre os co-devedores, contribuirão também os exonerados da solidariedade pelo credor, pela parte 
que na obrigação incumbia ao insolvente. 
15.4 PRESCRIÇÃO x SOLIDARIEDADE 
Art. 204. § 1º A interrupção por um dos credores solidários aproveita aos outros; assim como a interrupção efetuada contra o 
devedor solidário envolve os demais e seus herdeiros. 
• A interrupção da prescrição, quando efetuada contra o devedor solidário, envolverá os demais, incluindo os seus herdeiros. (certa) CESPE - 2009 
- DPE-ES 
• Caso um dos credores solidários interpele judicialmente o devedor quanto à interrupção da prescrição, tal fato não aproveitará aos demais 
credores que se quedaram inertes. (errada) CESPE - 2009 - TRF - 5ª REGIÃO - JUIZ FEDERAL 
• A interrupção da prescrição efetuada contra o devedor solidário estende-se aos demais, havendo, assim, comunicação dos efeitos 
interruptivos. (certa) 2012 - MPE-RJ 
• A interrupção da prescrição por um dos credores solidários aproveita aos outros. (certa) VUNESP - 2016 - PROCURADOR MUNICIPAL 
§ 2º A INTERRUPÇÃO operada contra um dos herdeiros do devedor solidário não prejudica os outros herdeiros ou devedores, 
senão quando se trate de obrigações e direitos indivisíveis. 
• A interrupção da prescrição operada contra um dos herdeiros do devedor solidário prejudica os outros herdeiros ou devedores, quando se 
trate de obrigações e direitos indivisíveis. (certa) 2014 - MPE-MA 
15.5 OBRIGAÇÃO SOLIDÁRIA x OBRIGAÇÃO IN SOLIDUM14 
O que é uma obrigação in solidum? De início, cumpre ressaltar a obrigação in solidum não é sinônimo de obrigação solidária. 
Além disso, tal espécie de obrigação não se encontra prevista expressamente em nosso ordenamento. Há doutrina especializada 
que diferencia obrigação solidária da obrigação in solidum. Neste tipo de obrigação, os devedores estão vinculados ao mesmo 
fato, embora não exista solidariedade entre eles. Na chamada obrigação in solidum, temos devedores vinculados ao credor pelo 
mesmo fato, mas não há solidariedade entre eles. Se unem pelo mesmo fato, sem solidariedade. 
Exemplo da doutrina argentina, trazida pelo doutrinador Guillermo Borda: imagine que eu tenha feito o seguro da minha casa 
contra danos. Um belo dia, eu viajei, entrou um cidadão na minha casa (terceiro) e ateou fogo nela. Deste fato, que é o incêndio, 
surgem dois devedores nitidamente. Tanto é meu devedor esse terceiro (e posso demandá-lo), como existe o devedor que é a 
companhia de seguros (nada impede que eu a demande). Deste mesmo fato, que é o incêndio, existem dois devedores: o terceiro, 
por conta do ilícito e a seguradora, por força do contrato que ela firmou comigo. Ambas as dívidas decorrem do mesmo fato, mas 
não há solidariedade entre eles. Nesse sentido, Guillermo Borda conclui dizendo que, aqui está um exemplo em que há uma 
obrigação in solidum porque temos devedores que se vinculam a um mesmo fato, embora não exista solidariedade entre eles, pois 
os liames que os unem com o credor são independentes. 
• Nas denominadas obrigações in solidum, embora os liames que unem os devedores aos credores sejam independentes, a remissão da dívida 
feita em favor de um dos credores beneficia os outros. (errada) CESPE - 2011 - TJ-PB – JUIZ 
• Nas obrigações in solidum, todos os devedores, embora estejam ligados ao credor por liames distintos, são obrigados pela totalidade da 
dívida. (certa) CESPE - 2016 - TJ-AM – JUIZ DE DIREITO SUBSTITUTO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
14 Q142765 – COMENTÁRIO – Eduardo Belisário 
16. TRANSMISSÃO DAS OBRIGAÇÕES 
. 
TRANSMISSÃO DAS 
OBRIGAÇÕES 
CESSÃO DE CRÉDITO 
CESSÃO DE DÉBITO (ASSUNÇÃO) 
CESSÃO DE CONTRATO 
 
17. CESSÃO DE CRÉDITO (art. 286 – 298) 
A cessão de crédito consiste em um negócio jurídico por meio do qual o credor (cedente) transmite total ou parcialmente o 
seu crédito a um terceiro (cessionário), mantendo-se a relação obrigacional primitiva com o mesmo devedor (cedido). Em geral, 
é negócio jurídico oneroso, pactuado com propósito lucrativo, embora nada obste a transmissão gratuita do crédito. 15 
Art. 286. O credor pode ceder o seu crédito, se a isso não se opuser a NATUREZA da obrigação, a LEI, ou a CONVENÇÃO com o 
devedor; a cláusula proibitiva da cessão não poderá ser oposta ao cessionário de boa-fé, se não constar do instrumento da 
obrigação. 
• O credor pode ceder o seu crédito, ainda que a isso se oponha a natureza da obrigação, não se admitindo cláusula proibitiva da cessão por 
se tratar de condição protestativa. (errada) FCC - 2009 - DPE-MT 
• A cessão de crédito pode ocorrer independentemente da vontade do devedor, salvo estipulação em contrário no contrato originário. (certa) 
2010 - TRF - 4ª REGIÃO - JUIZ FEDERAL 
• É nula a cessão de crédito celebrada de modo verbal. (errada) 2017 - TRF - 2ª REGIÃO - JUIZ FEDERAL SUBSTITUTO 
Ex.: Suponha que um fazendeiro, mediante contrato escrito, tenha doado 10% da safra produzida emsua fazenda para uma 
instituição de caridade que, posteriormente, havia transferido essa vantagem para terceira pessoa. Nessa situação, o segundo 
negócio se configura como cessão de crédito. (certa) CESPE - 2013 - TRF - 1ª REGIÃO - JUIZ FEDERAL 
17.1 CRÉDITOS INSUCETÍVEIS DE CESSÃO 
Ex.: É o caso do direito aos alimentos. O menor/alimentando não pode “negociar” com um terceiro, e ceder o crédito que tenha 
em face do seu pai/alimentante. Da mesma forma, não se admite a cessão de direitos da personalidade, como a honra, o nome, a 
intimidade etc. 16 
Art. 1.707. Pode o credor não exercer, porém lhe é vedado renunciar o direito a alimentos, sendo o respectivo crédito insuscetível 
de cessão, compensação ou penhora. 
• O crédito decorrente da obrigação alimentar não pode ser objeto de cessão. (certa) 2012 - MPE-RS 
• Os créditos de alimentos podem ser objeto de cessão. (errada) VUNESP - 2015 - TJ-MS - JUIZ SUBSTITUTO 
Outro exemplo é o crédito penhorado que, nos termos do art. 298 do CC, não pode ser cedido. 
Lei 8.213/91. Art. 114. Salvo quanto a valor devido à Previdência Social e a desconto autorizado por esta Lei, ou derivado da 
obrigação de prestar alimentos reconhecida em sentença judicial, o benefício não pode ser objeto de penhora, arresto ou seqüestro, 
sendo nula de pleno direito a sua venda ou cessão, ou a constituição de qualquer ônus sobre ele, bem como a outorga de poderes 
irrevogáveis ou em causa própria para o seu recebimento. 
• A validade da cessão de crédito previdenciário, no plano federal, depende de escritura pública. (errada) 2017 - TRF - 2ª REGIÃO - JUIZ FEDERAL 
SUBSTITUTO 
CC. Art. 426. Não pode ser objeto de contrato a herança de pessoa viva. 
• Sendo negócio jurídico translativo inter vivos, a cessão de herança pode ser avençada, ainda que vivo o hereditando. (errada) 2010 - MPE-PB 
• A cessão de direitos hereditários é um negócio jurídico translativo inter vivos, podendo ser celebrado mesmo antes da abertura da sucessão. 
(errada) FCC - 2014 - DPE-RS 
17.2 CESSÃO DE CRÉDITO E SEUS ACESSÓRIOS 
Art. 287. Salvo disposição em contrário, na cessão de um crédito abrangem-se todos os seus acessórios. 
2013 - MPDFT / 
• Na cessão de um crédito sempre se abrangem todos os seus acessórios. (errada) FCC - 2009 - DPE-MT 
• Salvo disposição em contrário, a cessão de um crédito não abrange seus acessórios. (errada) CESPE - 2015 - TJ-DFT - JUIZ DE DIREITO SUBSTITUTO 
• Salvo disposição em contrário, na cessão de um crédito abrangem-se todos os seus acessórios. (certa) CESPE - 2022 - PC-RJ - DELEGADO DE POLÍCIA 
 
15 Manual de Direito Civil, 6ª ed. (2022), p. 506, Rodolfo Pamplona Filho e Pablo Stolze. 
16 Manual de Direito Civil, 6ª ed. (2022), p. 508, Rodolfo Pamplona Filho e Pablo Stolze. 
17.3 EFICÁCIA PERANTE TERCEIROS: INSTRUMENTO PÚBLICO OU REGISTRO EM CARTÓRIO 
Art. 288. É ineficaz, em relação a terceiros, a transmissão de um crédito, se não celebrar-se mediante instrumento público, ou 
instrumento particular revestido das solenidades do § 1º do art. 654. 
• A cessão de crédito celebrada por escrito particular, para que seja oponível a terceiros, deve ser levada a registro, em regra no Cartório de 
Títulos e Documentos. (certa) 2017 - TRF - 2ª REGIÃO - JUIZ FEDERAL SUBSTITUTO 
17.4 CRÉDITO HIPOTECÁRIO E O DIREITO DE AVERBAÇÃO 
Art. 289. O cessionário de crédito hipotecário tem o direito de fazer averbar a cessão no registro do imóvel. 
• O cessionário de crédito hipotecário tem o direito de fazer averbar a cessão no registro do imóvel, desde que haja autorização do devedor. 
(errada) FCC - 2009 - DPE-MT 
• O cessionário de crédito hipotecário não detém direito de fazer averbar a cessão no registro do imóvel. (errada) CESPE - 2012 - MPE-RR 
• O cessionário de crédito hipotecário só poderá averbar a cessão no registro de imóveis com o consentimento do cedente e do proprietário 
do imóvel. (errada) FCC - 2017 - TJ-SC - JUIZ SUBSTITUTO 
17.5 DA NOTIFICAÇÃO 
É dispensada a notificação da cessão ao devedor que declara, por escrito, ciência da cessão realizada. (certa) VUNESP - 2015 - TJ-MS - 
JUIZ SUBSTITUTO 
Art. 290. A cessão do crédito não tem eficácia em relação ao devedor, senão quando a este notificada; MAS por notificado se 
tem o devedor que, em escrito público ou particular, se declarou ciente da cessão feita. 
• A cessão do crédito tem eficácia em relação ao devedor, independentemente de notificação. (errada) FCC - 2009 - DPE-MT 
• A cessão de crédito não tem eficácia em relação ao devedor, senão quando a este notificada; mas por notificado se tem o devedor que, em 
escrito público ou particular, se declarou ciente da cessão feita. (certa) 2010 - TJ-SC – JUIZ DE DIREITO SUBSTITUTO 
• A cessão de débito só pode ocorrer com a participação do devedor, mesmo que o credor não concorde. (errada) 2010 - TRF - 4ª REGIÃO - JUIZ 
FEDERAL 
• Para que o negócio produza os efeitos desejados, exige-se o consentimento prévio do devedor. (errada) 2013 – MPDFT 
• A validade EFICÁCIA da cessão de crédito depende da regular notificação do devedor. (errada) CESPE - 2014 - TJ-DFT - JUIZ DE DIREITO SUBSTITUTO 
• A cessão de crédito opera-se entre credor cedente e terceiro cessionário, produzindo efeitos entre eles assim que concluído o negócio, 
independentemente do consentimento do devedor. (certa) 2015 - PGE-PR 
• Caso o credor da relação jurídica ceda seu crédito a terceiro, a ausência de notificação do devedor implicará a inexigibilidade da dívida. 
(errada) CESPE - 2015 – DPU 
• Fala-se em ausência de eficácia em relação ao devedor quanto à cessão realizada sem a sua notificação. (certa) 2015 - PGE-RS 
• A cessão de crédito tem plena e imediata eficácia em relação ao devedor, independentemente de este ter sido notificado da cessão feita ou 
ter dado ciência dessa cessão. (errada) CESPE - 2015 - TJ-DFT - JUIZ DE DIREITO SUBSTITUTO 
• A cessão de crédito não depende da anuência do devedor para que seja válida. (certa) FCC - 2016 - DPE-BA 
• Para que ocorra a transmissão de crédito, não é necessário o consentimento do devedor, mas a sua notificação é exigida para a eficácia do 
negócio em relação a ele. (certa) FCC - 2017 - DPE-SC 
. 
O objetivo da notificação é informar ao devedor quem é o seu novo credor, isto é, a quem deve ser dirigida a prestação. A 
ausência da notificação traz essencialmente duas consequências: 
• Em primeiro lugar dispensa o devedor que tenha prestado a obrigação diretamente ao cedente de pagá-la novamente 
ao cessionário. 
• Em segundo lugar permite que devedor oponha ao cessionário as exceções de caráter pessoal que teria em relação ao 
cedente, anteriores à transferência do crédito e também posteriores, até o momento da cobrança (artigo 294 do Código 
Civil). 
(AgRg no REsp n. 1.408.914/PR, relator Ministro Sidnei Beneti, Terceira Turma, julgado em 22/10/2013, DJe de 14/11/2013.) 
17.6 MÚTIPLAS CESSÕES DO MESMO CRÉDITO 
Art. 291. Ocorrendo várias cessões do mesmo crédito, prevalece a que se completar com a tradição do título do crédito cedido. 
CESPE - 2011 - TJ-PB – JUIZ 
• É vedada a realização de mais de uma cessão, tendo por objeto o mesmo crédito. (errada) VUNESP - 2015 - TJ-MS - JUIZ SUBSTITUTO 
17.7 PAGAMENTO AO CREDOR PRIMITIVO ANTES DO CONHECIMENTO DA CESSÃO 
Art. 292. Fica desobrigado o devedor que, antes de ter conhecimento da cessão, paga ao credor primitivo, ou que, no caso de 
mais de uma cessão notificada, paga ao cessionário que lhe apresenta, com o título de cessão, o da obrigação cedida; quando o 
crédito constar de escritura pública, prevalecerá a prioridade da notificação. 
Se o devedor pagar ao cedente antes de ter sido notificado da cessão de crédito, ele ficará desobrigado, já que a cessão de 
crédito não tinha ainda eficácia perante o devedor. (certa) 2015 - PGE-PR 
17.8 ATOS DE CONSERVAÇÃO 
Art. 293. Independentemente do conhecimento da cessão pelo devedor, pode o cessionário exercer os atos conservatórios do 
direito cedido. 
2009 - TJ-SC – JUIZDE DIREITO SUBSTITUTO / 
• Pode o cessionário exercer os atos conservatórios do direito cedido, independentemente do conhecimento da cessão pelo devedor. (certa) 
FCC - 2009 - DPE-MT 
17.9 EXCEÇÕES 
Na cessão de crédito, o devedor pode opor contra o cessionário todas defesas pessoais que detinha contra o cedente à época 
da cessão. (certa) CESPE - 2009 - MPE-RN 
Art. 294. O devedor pode opor ao cessionário as exceções que lhe competirem, bem como as que, no momento em que veio a 
ter conhecimento da cessão, tinha contra o cedente. 
2012 - PGFN / 2015 - PGE-RS / FCC - 2015 - TJ-SE - JUIZ SUBSTITUTO / 2017 - TRF - 2ª REGIÃO - JUIZ FEDERAL SUBSTITUTO 
• No caso da cessão de crédito, o devedor estará impossibilitado de opor ao cessionário as exceções que, no momento em que veio a ter 
conhecimento da cessão, tinha contra o cedente, em razão do fenômeno da preclusão. (errada) 2014 - PGE-MS 
O devedor que, notificado, nada opõe à cessão que o credor faz a terceiros dos seus direitos, não pode opor ao cessionário a 
compensação, que antes da cessão teria podido opor ao cedente. Se, porém, a cessão lhe não tiver sido notificada, poderá opor ao 
cessionário compensação do crédito que antes tinha contra o cedente. (certa) 2015 - PGFN 
Art. 377. O devedor que, notificado, nada opõe à cessão que o credor faz a terceiros dos seus direitos, não pode opor ao 
cessionário a compensação, que antes da cessão teria podido opor ao cedente. Se, porém, a cessão lhe não tiver sido notificada, 
poderá opor ao cessionário compensação do crédito que antes tinha contra o cedente (credor primitivo). 
17.10 CESSÃO PRO SOLUTO x PRO SOLVENDO17 
PRO SOLUTO 
(regra) 
O cedente deverá garantir que o crédito existe, embora não responda pela solvabilidade do devedor. 
PRO SOLVENDO 
(exceção) 
Além de garantir a existência do crédito, torna-se corresponsável pelo pagamento da dívida, até o limite do 
que recebeu do cessionário, ao que se acrescem juros, bem como a obrigação de ressarcimento das 
despesas da cessão e as que o cessionário houver feito para a cobrança da dívida. 
Em regra, o cedente não responde pela solvência do devedor ou cedido (art. 296 do CC). Portanto, para o Direito Civil brasileiro, 
a cessão de crédito é pro soluto, sendo a regra geral. Havendo previsão de responsabilidade pela solvência do cedido no instrumento 
obrigacional, a cessão é denominada pro solvendo.18 
• Na cessão de crédito pro solvendo, o cedente se desonera inteiramente em relação ao cessionário apenas com a própria cessão, ou seja, 
independentemente do recebimento do crédito. (errada) CESPE - 2014 - PGE-PI 
• É nula a cláusula que dispõe que o cedente não responde pela solvência do devedor. (errada) VUNESP - 2015 - TJ-MS - JUIZ SUBSTITUTO 
• Na cessão de crédito pro solvendo, o cedente responde apenas pela existência e validade do crédito cedido. (errada) CESPE - 2022 - PC-RJ - 
DELEGADO DE POLÍCIA 
Art. 295. Na cessão por título oneroso, o cedente, ainda que não se responsabilize, fica responsável ao cessionário pela existência 
do crédito ao tempo em que lhe cedeu; a mesma responsabilidade lhe cabe nas cessões por título gratuito, se tiver procedido de 
má-fé. 
• Na cessão por título oneroso, o cedente, ainda que não se responsabilize, fica responsável ao cessionário pela existência do crédito ao tempo 
em que lhe cedeu; a mesma responsabilidade lhe cabe nas cessões por título gratuito, se tiver procedido de má-fé. (certa) FCC - 2017 - TJ-SC - 
JUIZ SUBSTITUTO 
Art. 296. Salvo estipulação em contrário, o cedente não responde pela solvência do devedor. 
• Na cessão de crédito por título oneroso, o cedente não se responsabiliza pela solvência do devedor, salvo estipulação em contrário. (certa) 
CESPE - 2009 - PC-PB - DELEGADO DE POLÍCIA 
• Na cessão por título oneroso, o cedente fica responsável perante o cessionário pela existência do crédito ao tempo em que lhe cedeu. 
Todavia, salvo estipulação em contrário, o cedente não responde pela solvência do devedor. (certa) 2010 - TJ-SC – JUIZ DE DIREITO SUBSTITUTO 
 
17 Manual de Direito Civil, 6ª ed., 2022, p. 512, Rodolfo Pamplona Filho e Pablo Stolze 
18 Tartuce, 9ª ed. (2019), p. 714 
• Na cessão de crédito, salvo estipulação em contrário, o cedente responde pela existência da dívida e solvência do devedor. (errada) FCC - 2015 
- TJ-SE - JUIZ SUBSTITUTO 
• Na falta de previsão contrária, vige a regra pela qual o cedente do crédito responde pela solvência do devedor. (errada) CESPE - 2015 - TJ-DFT - 
JUIZ DE DIREITO SUBSTITUTO 
• Quando estipulado, o cedente pode responder pela solvência do devedor. (certa) 2015 - PGE-RS 
• A cessão de crédito é um negócio jurídico bilateral pelo qual o credor transfere a outrem seus direitos na relação obrigacional, 
responsabilizando-se não só pela existência da dívida como pela solvência do cedido, por força de lei. (errada) FCC - 2015 - DPE-SP 
• Salvo estipulação em contrário, o cedente responde pela solvência do devedor. (errada) FCC - 2017 - TJ-SC - JUIZ SUBSTITUTO 
• Na cessão de crédito, salvo estipulação em contrário, o cedente responde pela solvência do devedor. (errada) CESPE - 2022 - PC-RJ - DELEGADO DE 
POLÍCIA 
Ex.: Carla cedeu a Sílvia crédito que possuía com Luíza. Na data avençada para pagamento do débito, Sílvia procurou Luíza, 
ocasião em que ficou sabendo da condição de insolvência da devedora. Nessa situação, Carla será obrigada a pagar a Sílvia o valor 
correspondente ao crédito, haja vista a regra geral de que o cedente responde pela solvência do devedor. (errada) CESPE - 2009 - AGU 
17.11 DO RESSARCIMENTO DAS DESPESAS COM A COBRANÇA 
Art. 297. O cedente, responsável ao cessionário pela solvência do devedor, não responde por mais do que daquele recebeu, 
com os respectivos juros; mas tem de ressarcir-lhe as despesas da cessão e as que o cessionário houver feito com a cobrança. 
Ex. João vende um crédito de R$ 100 mil para Marcelo por R$ 90 mil. Marcelo exige que a cessão seja pro solvendo como uma 
garantia. Marcelo não conseguiu receber o crédito do devedor. Quanto Marcelo poderá cobrar de João? 100 ou 90? 90! A intenção 
é retornar ao status quo. O lucro não é o objetivo do cessionário. 
17.12 CRÉDITO PENHORADO: IMPOSSIBILIDADE DE TRANSFERERÊNCIA 
Art. 298. O crédito, uma vez penhorado, não pode mais ser transferido pelo credor que tiver conhecimento da penhora; mas o 
devedor que o pagar, não tendo notificação dela, fica exonerado, subsistindo somente contra o credor os direitos de terceiro. 
• O credor pode ceder o seu crédito, se a isso não se opuser a natureza da obrigação, a lei, ou a convenção com o devedor. O crédito, mesmo 
penhorado, pode ser transferido pelo credor que tiver conhecimento da penhora. (errada) CESPE - 2009 - DPE-ES 
• O crédito, ainda que penhorado, pode ser transferido pelo credor que tiver conhecimento da penhora. (errada) 2012 - TJ-PR – JUIZ DE DIREITO 
SUSTITUTO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
18. ASSUNÇÃO DE DÍVIDA – CESSÃO DE DÉBITO (art. 299 – 303) 
A cessão de débito ou assunção de dívida consiste em um negócio jurídico por meio do qual o devedor, com o expresso 
consentimento do credor, transmite a um terceiro a sua obrigação. Cuida-se de uma transferência debitória, com mudança subjetiva 
na relação obrigacional. Obviamente, como haverá alteração subjetiva na relação-base, e ao se considerar que o patrimônio do 
devedor é a garantia da satisfação do crédito, o credor deverá anuir expressamente, para que a cessão seja considerada válida e 
eficaz. 19 
Enunciado n. 16 CJF: “o art. 299 do Código Civil não exclui a possibilidade da assunção cumulativa da dívida quando dois ou mais 
devedores se tornam responsáveis pelo débito com a concordância do credor. 
ASSUNÇÃO CUMULATIVA 
Não está prevista em lei e a solidariedade não se pode presumir. Assim, se nada constar do negócio 
jurídico, Flávia será devedora fracionária e não solidária. (Sempre lembrar que a solidariedade 
não se presume). 
Se háassunção cumulativa, compreende-se como estabelecida a solidariedade obrigacional entre 
os devedores. (errada) CESPE - 2016 - TJ-DFT - JUIZ 
ASSUNÇÃO LIBERATÓRIA O novo devedor passa a ser o único. 
Quanto aos meios de substituição, a assunção de dívida poderá se dar por duas formas:20 
POR DELEGAÇÃO 
Decorre de negócio pactuado entre o devedor originário e o terceiro, com a devida anuência do 
credor. 
O devedor-cedente é o delegante; o terceiro-cessionário, delegado; e o credor, o delegatário. 
Poderá ter efeito exclusivamente liberatório (delegação privativa), não remanescendo qualquer 
responsabilidade para o devedor originário (delegante), como também poderá admitir a 
subsistência da responsabilidade do delegante, que responderá pelo débito em caso de 
inadimplência do novo devedor (delegação cumulativa ou simples). 
POR EXPROMISSÃO 
Hipótese em que o terceiro assume a obrigação, independentemente do consentimento do 
devedor primitivo. 
Assim como na delegação, poderá ter eficácia simplesmente liberatória, ou, em situação mais rara, 
o terceiro poderá vincular se solidariamente ao cumprimento da obrigação, ao lado do devedor 
originário (expromissão cumulativa). Neste último caso, não há propriamente sucessão no débito, 
havendo nítida semelhança com o reforço pessoal de obrigação. 
A assunção de dívida por expromissão é concretizada quando terceiro assume espontaneamente a 
dívida, não participando o devedor originário da operação. (certa) FUNDEP - 2019 - PROCURADOR MUNICIPAL 
Art. 299. É facultado a terceiro assumir a obrigação do devedor, com o CONSENTIMENTO EXPRESSO DO CREDOR , ficando 
exonerado o devedor primitivo, salvo se aquele, ao tempo da assunção, era insolvente e o credor o ignorava. 
2009 - TJ-SC – JUIZ DE DIREITO SUBSTITUTO / CESPE - 2015 - TRF - 1ª REGIÃO - JUIZ FEDERAL SUBSTITUTO / CESPE - 2019 - PROCURADOR MUNICIPAL 
Parágrafo único. Qualquer das partes pode assinar prazo ao credor para que consinta na assunção da dívida, interpretando-se o 
seu SILÊNCIO como RECUSA . 
• É facultado a terceiro assumir a obrigação do devedor independentemente do consentimento do credor, ficando exonerado o devedor 
primitivo, salvo se aquele, ao tempo da assunção, era insolvente e o credor o ignorava. (errada) FCC - 2009 - TJ-AP – JUIZ DE DIREITO SUBSTITUTO 
• Notificado o credor para que consinta na assunção da dívida em certo prazo, o seu silêncio interpreta-se como aceitação. (errada) FCC - 2009 - 
TJ-AP – JUIZ DE DIREITO SUBSTITUTO 
• Tanto o terceiro que assumir a obrigação do devedor quanto o devedor primitivo poderão assinar prazo para que o credor consinta na 
assunção da dívida; permanecendo inerte o credor, entende-se haver concordância de sua parte. (errada) CESPE - 2012 - DPE-RO 
• Na assunção de dívida por terceiro, qualquer das partes pode assinar prazo ao credor para que aceite a assunção, interpretando-se porém o 
seu silêncio como recusa. (certa) 2013 - TJ-SC – JUIZ DE DIREITO SUBSTITUTO 
• Tanto o devedor primitivo, quanto o terceiro poderão assinalar prazo ao credor para que consinta na assunção da dívida, interpretando-se o 
seu silêncio como recusa. (certa) FUNDEP - 2014 - DPE-MG 
• Não se interpreta como recusa o silêncio do credor quando assinado prazo para consentir na assunção da dívida. (errada) FUNDATEC - 2015 - PGE-
RS 
 
19 Manual de Direito Civil, 6ª ed., 2022, p. 514, Rodolfo Pamplona Filho e Pablo Stolze 
20 Manual de Direito Civil, 6ª ed., 2022, p. 514, Rodolfo Pamplona Filho e Pablo Stolze 
• O silêncio de Lino sobre a assunção de dívida gera a presunção de sua aceitação, podendo Pedro invocar as exceções pessoais que 
competiam a Marcos. (errada) CESPE - 2015 - TRF - 1ª REGIÃO - JUIZ FEDERAL SUBSTITUTO 
• Terceiro pode assumir a obrigação do devedor com o consentimento expresso do credor, exonerando o devedor primitivo, ainda que o 
credor ignorasse que o assuntor fosse insolvente ao tempo da assunção de dívida. (errada) FCC - 2016 - DPE-BA 
• A assunção de débito, realizada através de escritura pública, é oponível ao credor independentemente de seu assentimento. (errada) 2017 - 
TRF - 2ª REGIÃO - JUIZ FEDERAL SUBSTITUTO 
• Se, com o consentimento expresso do credor, terceiro solvente assumir a obrigação do devedor, ficando este exonerado, estará configurada 
a assunção de dívida. (certa) CESPE - 2021 - MPE-AP 
• Caso terceiro assuma a obrigação do devedor, com o consentimento expresso do credor, ficando exonerado o devedor primitivo, dá-se a 
assunção de dívida. (certa) CESPE - 2022 - TJ-MA - JUIZ SUBSTITUTO 
Ex.: Aroldo, pessoa afortunada, resolveu assumir uma dívida que seu cunhado, Batista, possuía junto a Carlos, sem que este 
tivesse anuído à assunção da dívida. Nessa situação, Batista será exonerado da obrigação e Carlos somente poderá exigir de Aroldo 
o cumprimento da obrigação. (errada) CESPE - 2010 - PROCURADOR MUNICIPAL 
Ex.: Por conta de mútuo oneroso, João devia a Teresa a importância de cem mil reais. No intuito de ajudar o amigo em dificuldade, 
Leopoldo assumiu para si a obrigação de João, para o que houve expressa anuência de Teresa. Nesse caso, João ficará exonerado 
da dívida, salvo se Leopoldo, ao tempo da assunção, fosse insolvente e Teresa ignorasse essa sua condição. (certa) FCC - 2019 - TJ-AL - 
JUIZ DE DIREITO SUBSTITUTO 
18.1 DA EXTINÇÃO DAS GARANTIAS 
Art. 300. Salvo assentimento expresso do devedor primitivo, consideram-se extintas, a partir da assunção da dívida, as garantias 
especiais por ele originariamente dadas ao credor. 
2012 - PGR - PROCURADOR DA REPÚBLICA / CESPE - 2015 - TRF - 1ª REGIÃO - JUIZ FEDERAL SUBSTITUTO / FCC - 2015 - TJ-SE - JUIZ SUBSTITUTO 
A expressão “garantias especiais” constante do art. 300 do CC/2002 refere-se a todas as garantias, quaisquer delas, reais ou 
fidejussórias, que tenham sido prestadas voluntária e originariamente pelo devedor primitivo ou por terceiro, vale dizer, aquelas que 
dependeram da vontade do garantidor, devedor ou terceiro para se constituírem. (Enunciado 422 CJF)21 
Conforme disposto no Código Civil, em caso de assunção de dívida, extinguem-se as garantias especiais originariamente dadas 
pelo devedor primitivo. Segundo a doutrina, definem-se exclusivamente como garantias especiais todas aquelas prestadas 
voluntária e originariamente pelo devedor primitivo ou por terceiro. (certa) 2013 - PGE-GO 
• A assunção de dívida transfere a terceira pessoa os encargos obrigacionais da exata forma como estabelecidos entre o credor e o devedor 
original, de modo que o silêncio daquele que prestou garantia pessoal ao pagamento do débito importará a manutenção dessa garantia. 
(errada) CESPE - 2009 - DPE-AL 
• Salvo assentimento expresso do devedor primitivo, consideram-se extintas, a partir da assunção da dívida, as garantias especiais por ele 
originariamente dadas ao credor. (certa) 2013 - MPE-MG 
• Havendo concordância do devedor originário, podem as garantias oferecidas por este ao negócio jurídico permanecerem válidas a partir da 
assunção da dívida. (certa) FUNDATEC - 2015 - PGE-RS 
Art. 301. Se a substituição do devedor vier a ser anulada, restaura-se o débito, com todas as suas garantias, salvo as garantias 
prestadas por terceiros, exceto se este (terceiro) conhecia o vício que inquinava a obrigação. 
CESPE - 2015 - TRF - 1ª REGIÃO - JUIZ FEDERAL SUBSTITUTO / FCC - 2015 - TJ-SE - JUIZ SUBSTITUTO / FCC - 2019 - TJ-AL - JUIZ SUBSTITUTO 
Em outras palavras, se o terceiro garantidor tinha conhecimento do vício, a garantia por ele prestada também será restaurada. 
Ex.: O fiador não seria exonerado da obrigação caso tivesse conhecimento de eventual vício. 
“A” deve a “B”, sendo “C” o seu fiador. Mediante coação, desconhecida por “B” e “C”, “A” força “D” a assumir o débito. “B” 
aceita a cessão do débito feita a “D”, liberando “A” da obrigação. Tendo, posteriormente, “D” obtido a anulação da assunção da 
dívida em razão do vício, restaura-se a primitiva relação obrigacional entre “A” e “B”, com agarantia fiduciária prestada por “C”. 
(errada) 2011 - MPDFT 
• A assunção de dívida tem como peculiaridade o fato de que as garantias ditas especiais jamais subsistirão com a substituição do devedor. 
(errada) 2012 - PGR - PROCURADOR DA REPÚBLICA 
• O fiador do devedor originário segue responsável pela dívida em caso de assunção por terceiro. (errada) FCC - 2016 - DPE-BA 
• Na assunção de dívida, se a substituição do devedor vier a ser anulada, restaura-se o débito, com todas as suas garantias, salvo as garantias 
prestadas por terceiro, exceto se este conhecia o vício que inquinava a obrigação. (certa) FCC - 2017 - TJ-SC - JUIZ DE DIREITO SUBSTITUTO 
18.2 DAS EXCEÇÕES 
Art. 302. O novo devedor não pode opor ao credor as exceções pessoais que competiam ao devedor primitivo. 
 
21 V Jornada de Direito Civil 
• Na assunção de dívida, o novo devedor não pode opor ao credor as exceções pessoais que competiam ao devedor primitivo. (certa) 2010 - MPE-
SC 
• Na assunção de dívida, o novo devedor pode opor ao credor as exceções, de qualquer natureza, que competiam ao devedor primitivo. (errada) 
CESPE - 2015 - TJ-DFT - JUIZ DE DIREITO SUBSTITUTO 
• O novo devedor não pode opor ao credor as exceções pessoais que competiam ao credor DEVEDOR primitivo. (errada) [adaptada] FCC - 2015 - TJ-SE - 
JUIZ SUBSTITUTO 
• Na assunção de dívida, a oposição da exceção de contrato não cumprido é permitida ao assuntor em face do devedor primitivo, mas vedada 
em face do credor. (certa) CESPE - 2016 - TJ-DFT - JUIZ DE DIREITO SUBSTITUTO 
• Na assunção de dívida, o novo devedor não pode opor ao credor as exceções pessoais que competiam ao devedor primitivo. (certa) FCC - 2017 
- TJ-SC - JUIZ DE DIREITO SUBSTITUTO 
• No caso de assunção de dívida, o novo devedor poderá opor ao credor as exceções pessoais referentes ao devedor primitivo. (errada) FCC - 
2017 - DPE-SC 
• Na assunção de dívida, o novo devedor pode opor ao credor todas as exceções pessoais que competiam ao devedor primitivo. (errada) CESPE 
- 2022 - PC-RJ - DELEGADO DE POLÍCIA 
18.3 IMÓVEL HIPOTECADO 
Art. 303. O adquirente de imóvel hipotecado pode tomar a seu cargo o pagamento do crédito garantido; se o credor, notificado, 
não impugnar em 30 (trinta) dias a transferência do débito, entender-se-á dado o assentimento. 
O silêncio do credor notificado da assunção de dívida deve ser interpretado como recusa, mas, na hipótese de assunção de 
débito garantido por hipoteca, o silêncio, decorrido o prazo de trinta dias, deve ser interpretado como anuência. (certa) CESPE - 2015 - TJ-
DFT - JUIZ DE DIREITO SUBSTITUTO 
19. CESSÃO DE CONTRATO 
Diferentemente do que ocorre na cessão de crédito ou de débito, neste caso, o cedente transfere a sua própria posição 
contratual (compreendendo créditos e débitos) a um terceiro (cessionário), que passará a substituí-lo na relação jurídica originária. 
(...) Para que seja considerada válida, a cessão de contrato deverá observar os seguintes requisitos:22 
a) a celebração de um negócio jurídico entre cedente e cessionário; 
b) integralidade da cessão (cessão global); 
c) a anuência expressa da outra parte (cedido). 
Por óbvio, obrigações há, de natureza personalíssima, que não admitem cessão. Assim, se eu contrato a feitura de uma obra de 
arte com um artista famoso, este não poderá ceder a sua posição contratual. Entendemos que a natureza mesma da obrigação 
impede, na hipótese, a cessão contratual. Pode ocorrer, outrossim, que a obrigação não seja pactuada intuitu personae 
(personalíssima), e, ainda assim, o contrato proíba a cessão. Entretanto, não havendo cláusula proibitiva, a cessão de posição 
contratual é possível, desde que haja expresso consentimento da outra parte. 
A cessão de contrato deve observar os mesmos requisitos de forma da cessão de crédito. (errada) 2009 - TJ-SC – JUIZ DE DIREITO SUBSTITUTO 
A cessão de contrato bilateral só pode ocorrer se uma das partes concordar. (errada) 2010 - TRF - 4ª REGIÃO - JUIZ FEDERAL 
A cessão de contrato, também chamada cessão de posição contratual, é vedada no direito brasileiro, mesmo se ambos os 
contratantes estiverem de acordo com a cessão. (errada) CESPE - 2022 - PC-RJ - DELEGADO DE POLÍCIA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
22 Manual de Direito Civil, 6ª ed., 2022, p. 517, Rodolfo Pamplona Filho e Pablo Stolze 
20. EXTINÇÃO DAS OBRIGAÇÕES 23 
 
PAGAMENTO DIRETO 
ELEMENTOS SUBJETIVOS – QUEM PAGA E QUEM RECEBE? 
ELEMENTOS OBJETIVOS – O QUE SE PAGA E COMO PAGA? 
LUGAR DO PAGAMENTO – ONDE SE PAGA? 
TEMPO DE PAGAMENTO – QUANDO SE PAGA? 
REGRAS ESPECIAIS DE PAGAMENTO – ATOS UNILATERAIS 
PAGAMENTO EM CONSIGNAÇÃO 
IMPUTAÇÃO DO PAGAMENTO 
SUB-ROGAÇÃO LEGAL 
FORMAS DE PAGAMENTO INDIRETO – ATOS BILATERAIS OU NEGÓCIOS JURÍDICOS 
SUB-ROGAÇÃO CONVENCIONAL 
DAÇÃO EM PAGAMENTO 
NOVAÇÃO 
COMPENSAÇÃO 
CONFUSÃO 
REMISSÃO 
É modalidade de extinção direta de dívida pecuniária: pagamento. (certa) 2012 - PC-RJ - DELEGADO DE POLÍCIA 
21. DO PAGAMENTO (arts. 304 - 333) 
 
TERCEIRO 
INTERESSADO 
Entenda-se a pessoa que, sem integrar o polo passivo da relação obrigacional-base, encontra-se 
juridicamente adstrita ao pagamento da dívida, a exemplo do fiador que se obriga ao cumprimento da 
obrigação caso o devedor direto (afiançado) não o faça.24 
TERCEIRO NÃO 
INTERESSADO 
Trata-se de pessoa que não guarda vinculação jurídica com a relação obrigacional-base, por nutrir interesse 
meramente moral. É o caso do pai que paga a dívida do filho maior, ou do provecto amigo que honra o débito 
do seu compadre. Tais pessoas agem movidas por sentimento de solidariedade familiar ou social, não estando 
adstritas ao cumprimento da obrigação.25 
Bruno Zampier: Esse devedor não sofre responsabilidade patrimonial. Se pagar em nome próprio, terá direito 
de cobrar o reembolso do devedor; se pagar em nome do devedor, equivale a uma doação. 
21.1 DE QUEM DEVE PAGAR 
Art. 304. Qualquer interessado na extinção da dívida pode pagá-la, usando, se o credor se opuser, dos meios conducentes à 
exoneração do devedor. [consignação] 
2012 - TJ-MS - JUIZ 
Parágrafo único. Igual direito cabe ao terceiro não interessado, se o fizer em nome e à conta do devedor, salvo oposição deste. 
Aqui, na hipótese do parágrafo único, o terceiro não tem direito de reembolso já que fez o pagamento por mera liberalidade. 
• O terceiro não interessado pode pagar a dívida mesmo contra a vontade do devedor. (errada) 2009 - TJ-SC – JUIZ DE DIREITO SUBSTITUTO 
• O terceiro pode pagar a dívida, mas não consignar em pagamento. (errada) 2009 - TJ-SC – JUIZ DE DIREITO SUBSTITUTO 
• Qualquer interessado na extinção da dívida pode pagá-la com a utilização dos meios conducentes à exoneração do devedor, sendo que igual 
direito cabe ao terceiro não interessado, se o fizer em nome e à conta do devedor, independentemente da oposição deste. (errada) FCC - 2011 
- DPE-RS 
 
23 Tartuce, 9ª ed. (2019), p. 664 
24 Manual de Direito Civil, 6ª ed., 2022, p. 418, Rodolfo Pamplona Filho e Pablo Stolze 
25 Manual de Direito Civil, 6ª ed., 2022, p. 418, Rodolfo Pamplona Filho e Pablo Stolze 
• Segundo o Código Civil, qualquer interessado na extinção da dívida pode pagá-la, usando, se o credor se opuser, dos meios conducentes à 
exoneração do devedor. Tal direito também cabe ao terceiro não interessado, desde que realize o pagamento em nome e à conta do devedor, 
salvo oposição deste. (certa) 2016 - MPE-SC 
• O pagamento pode ser feito por terceiro não interessado. (certa) CESPE - 2018 - TJ-CE - JUIZ SUBSTITUTO 
Art. 305. O terceiro não interessado, que paga a dívida em seu próprio nome, tem direito a reembolsar-se do que pagar; MAS não 
se sub-roga nos direitos do credor. 
2012 – PGFN / 2012 - AGE-MG / 2013 - MPDFT / FCC - 2014 - PROCURADOR MUNICIPAL / 2015 - DPE-PA / 2019 - MPE-PR / 
Parágrafo único. Se pagar antes de vencida a dívida, só terá direito ao reembolso no vencimento. 
Neste caso, tem o direito de reaver o que pagou, embora não se sub-rogue nosdireitos do credor. De tal forma, se o terceiro 
não interessado paga em seu próprio nome, poderá cobrar do devedor o que pagou, mas não substituirá o credor em todas as suas 
prerrogativas. Assim, se havia uma hipoteca garantindo a dívida primitiva, o terceiro não desfrutará da mesma garantia real, 
restando-lhe, apenas, cobrar o débito pelas vias ordinárias. 26 [vedação ao enriquecimento sem causa] 
Ex.: In casu, restou comprovado que a autora/apelada pagou as parcelas do financiamento contraído por seu filho e nora 
perante a Caixa Econômica Federal para ajuda-lo no momento em que se encontrava doente e passando por dificuldades financeiras, 
contudo realizou-o em seu próprio nome, fazendo, portanto, jus ao reembolso dos valores pagos. (TJGO, APELAÇÃO 0249237-98.2013.8.09.0143, 
Rel. CARLOS ALBERTO FRANÇA, 2ª Câmara Cível, julgado 04/04/2018) 
• Qualquer interessado na extinção da dívida pode pagá-la em seu próprio nome, ficando sub-rogado nos direitos do credor. (errada) CESPE - 2009 
- PGE-AL 
• Terceiro não interessado que paga dívida em seu próprio nome, tem o direito a reembolsar-se do que pagar sub-rogando-se no direito do 
credor. (errada) 2011 - TJ-PR - JUIZ DE DIREITO SUBSTITUTO 
• O terceiro não interessado, que paga a dívida em seu próprio nome, tem direito a reembolsar-se do que pagar e se sub-roga nos direitos do 
credor. (errada) 2012 - PGE-SC 
• Ao terceiro não interessado que pagar a dívida garantida é permitido sub-rogar-se no crédito, tendo os privilégios do credor originário. (errada) 
CESPE - 2013 - TRF - 1ª REGIÃO - JUIZ FEDERAL 
• Sub-roga-se nos direitos do credor o terceiro não interessado que paga a dívida em seu próprio nome, tendo direito a reembolsar-se do que 
pagar. (errada) FUNDEP - 2014 - DPE-MG 
• O terceiro não interessado que paga a dívida em seu próprio nome sub-roga-se nos direitos do credor, desde que notifique previamente o 
devedor e este não apresente oposição. (errada) FAURGS - 2016 - TJ-RS - JUIZ DE DIREITO SUBSTITUTO 
• O terceiro não interessado, que paga a dívida em seu próprio nome, tem direito a reembolsar-se do que pagar, mas não se sub-roga nos 
direitos do credor; se pagar antes de vencida a dívida, só terá direito ao reembolso no vencimento. (certa) FCC - 2019 - MPE-MT 
Podendo o terceiro não interessado pagar débito em nome do devedor, pode ele também compensar o débito alheio com aquilo 
que o credor lhe dever. (errada) CESPE - 2011 - TRF - 5ª REGIÃO - JUIZ FEDERAL [CC. art. 376] 
Art. 306. O pagamento feito por terceiro, com desconhecimento ou oposição do devedor, não obriga a reembolsar aquele que 
pagou, se o devedor tinha MEIOS PARA ILIDIR A AÇÃO . 
Obs.: Apesar de não especificar, o art. 306 trata do terceiro não interessado, já que o terceiro interessado não depende de 
anuência do devedor. (Daniel Carnacchioni) 
• O pagamento feito por terceiro, com desconhecimento ou oposição do devedor, não obriga a reembolsar aquele que pagou, se o devedor 
tinha meios para ilidir a ação. (certa) 2010 - MPE-SC 
• Se um terceiro não interessado quitar um débito alheio, em nome próprio, sem consentimento do devedor ou com a sua oposição, ele se 
sub-roga nos direitos do credor, pois não poderá requerer o reembolso do que voluntariamente pagou. (errada) 2013 – MPDFT 
MEIOS PARA ILIDIR A AÇÃO: O devedor poderia alegar defesas que impediriam a cobrança (pagamento, prescrição, 
compensação, vícios de consentimento e exceção do contrato não cumprido.) Assim, caso o terceiro faça o pagamento com a recusa 
ou desconhecimento do devedor, não terá direito a ser reembolsado. 
Ex.: Carlos é locatário de imóvel, em contrato celebrado com Romero no polo de locador. Rodolfo é o fiador das obrigações 
locatícias, renunciando ao benefício de ordem. Carlos não pagou o aluguel, porque é credor de Romero em razão de outro contrato, 
sendo essa dívida superior ao valor dos aluguéis não pagos. Nesse caso, em ação de cobrança movida por Romero, Rodolfo pode 
alegar compensação, mas se ele pagar os aluguéis, com desconhecimento ou oposição de Carlos, o afiançado não está obrigado a 
reembolsá-lo. (certa) FCC - 2015 - TJ-PI - JUIZ SUBSTITUTO 
Art. 307. Só terá eficácia o pagamento que importar transmissão da propriedade, quando feito por quem possa alienar o objeto 
em que ele consistiu. CESPE - 2013 - TRF - 5ª REGIÃO - JUIZ FEDERAL 
 
26 Manual de Direito Civil, 6ª ed., 2022, p. 418, Rodolfo Pamplona Filho e Pablo Stolze 
Parágrafo único. Se se der em pagamento coisa fungível, não se poderá mais reclamar do credor que, de boa-fé, a recebeu e 
consumiu, ainda que o solvente não tivesse o direito de aliená-la. 
• Se se der em pagamento coisa fungível, não se poderá mais reclamar do credor que, de boa-fé, a recebeu e consumiu, ainda que o solvente 
não tivesse o direito de aliená-la. (certa) 2012 - PC-PA - DELEGADO DE POLÍCIA 
21.2 DAQUELES A QUEM SE DEVE PAGAR 
NÃO CONFUNDIR 
SOLIDARIEDADE INDIVISIBILIDADE 
Nos termos do art. 269, o pagamento pode ser feito a UM dos 
credores e a dívida estará extinta. 
Nos termos do art. 260, o devedor somente se desobriga 
pagando a TODOS CREDORES CONJUNTAMENTE ou a um 
deles. Nesse caso, o credor deve dar caução de ratificação dos 
outros credores. 
Art. 308. O pagamento deve ser feito ao credor ou a quem de direito o represente, sob pena de só valer depois de por ele 
ratificado **, ou tanto quanto reverter em seu proveito. 2011 - TJ-DFT – JUIZ DE DIREITO SUBSTITUTO / 2012 - PC-PA - DELEGADO DE POLÍCIA 
Ex.: Humberto devia a Teobaldo a importância de dez mil reais. Entretanto, realizou o pagamento desta dívida a Petronílio. Nesta 
hipótese, o pagamento poderá ter eficácia liberatória caso Teobaldo ratifique o pagamento ou que o devedor comprove que o 
pagamento foi feito de boa-fé em favor de credor putativo, ou, ainda, que o devedor prove que o valor reverteu em favor do 
verdadeiro credor. (certa) FCC - 2015 - DPE-MA 
**“Conforme a parte final do art. 308, pode acontecer a situação de um terceiro não interessado receber o pagamento. Caso 
isso ocorra, estar-se-á diante da gestão de negócios, nos termos do art. 861 do CC, quando terceiro, sem autorização do interessado 
(credor), intervém na gestão de negócio alheio. Contudo, nos termos do art. 308, é possível que o credor ratifique o pagamento 
recebido e daí estará liberado o devedor. Nesse caso, recorremos a regra prevista no art. 873 que estabelece que a ratificação pura 
e simples do dono do negócio retroage ao dia do começo da gestão, e produz todos os efeitos do mandato”. Assim, na prática, é 
como se o pagamento tivesse sido feito diretamente a um representante (mandatário) do credor.27 
Art. 309. O pagamento feito de boa-fé ao credor putativo é válido, ainda provado depois que não era credor. 
2011 - TJ-DFT – JUIZ DE DIREITO SUBSTITUTO / VUNESP - 2012 - TJ-MG - JUIZ DE DIREITO SUBSTITUTO / 2012 - TJ-PR – JUIZ DE DIREITO SUBSTITUTO / CESPE - 2017 - PROCURADOR MUNICIPAL / 
• O pagamento de boa-fé feito ao credor putativo somente será inválido se, posteriormente, restar provado que não era credor. (errada) CESPE - 
2009 - PGE-AL 
• No direito brasileiro, não vale o pagamento feito, mesmo que de boa-fé, ao credor putativo. (errada) 2011 - PGE-PR 
• O pagamento que o devedor de boa-fé efetuar ao credor putativo só será válido se provado que reverteu em benefício seu. (errada) CESPE - 2012 
- TJ-PI – JUIZ DE DIREITO SUBSTITUTO 
• O pagamento feito de boa-fé a credor putativo é inválido. (errada) 2012 - AGE-MG 
• O pagamento deve ser feito ao credor ou a quem de direito o represente, sendo válido se feito de boa-fé ao credor putativo, ainda que se 
prove, depois, que este não era o credor. (certa) 2014 - DPE-PR 
• O pagamento feito de boa-fé ao credor putativo é sempre inválido. (errada) 2019 - MPE-PR 
• No tocante ao pagamento, quando feito de boa-fé ao credor putativo é válido, salvo se provado depois que não era credor. (errada) FCC - 2019 - 
MPE-MT 
• O pagamento feito de boa-fé ao credor putativoé válido, salvo se provado depois que ele não era credor. (errada) FCC - 2020 - TJ-MS - JUIZ 
SUBSTITUTO 
Art. 310. Não vale o pagamento cientemente feito ao credor incapaz de quitar, se o devedor não provar que em benefício dele 
efetivamente reverteu. 
2013 - MPE-MG 
• Não vale o pagamento cientemente feito ao credor incapaz de quitar, se o devedor não provar que em benefício dele efetivamente reverteu. 
(certa) 2011 - TJ-DFT - JUIZ DE DIREITO SUBSTITUTO 
• Caso o credor seja incapaz, o devedor, de acordo com a lei, deverá, sempre, consignar o pagamento do valor devido àquele. (errada) CESPE - 
2012 - TJ-PI – JUIZ DE DIREITO SUBSTITUTO 
• O pagamento feito cientemente a incapaz é válido se o devedor provar que em benefício dele efetivamente reverteu. (certa) FUMARC - 2012 - AGE-
MG 
Art. 311. Considera-se autorizado a receber o pagamento o portador da quitação, salvo se as circunstâncias contrariarem a 
presunção daí resultante. 
 
27 Aula Daniel Carnacchioni (Grancursos) disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=gNrPn1YI_80&t=1969s – min: 47:14 
• Considera-se autorizado a receber o pagamento o portador da quitação, ainda que as circunstâncias contrariarem a presunção daí resultante. 
(errada) 2011 - TJ-DFT - JUIZ DE DIREITO SUBSTITUTO 
• No tocante ao pagamento, em qualquer hipótese considera-se autorizado a receber o pagamento o portador da quitação, pela presunção 
legal absoluta daí decorrente. (errada) FCC - 2019 - MPE-MT 
• O pagamento autoriza-se a recebê-lo o portador da quitação, fato que origina presunção absoluta. (errada) FCC - 2020 - TJ-MS - JUIZ DE DIREITO 
SUBSTITUTO 
Art. 312. Se o devedor pagar ao credor, apesar de intimado da penhora feita sobre o crédito, ou da impugnação a ele oposta por 
terceiros, o pagamento não valerá contra estes, que poderão constranger o devedor a pagar de novo, ficando-lhe ressalvado o 
regresso contra o credor. 
2011 - TJ-DFT – JUIZ DE DIREITO SUBSTITUTO / 
• O pagamento feito pelo devedor ao credor, apesar de intimado da penhora feita sobre o crédito, ou da impugnação a ele oposta por terceiros, 
não valerá contra estes, que poderão constranger o devedor a pagar de novo, prejudicado o direito de regresso contra o credor. (errada) FCC 
- 2020 - TJ-MS - JUIZ SUBSTITUTO 
Ex.: João deve Maria x reais. Maria está sendo executada por Fred. O crédito que Maria tem para receber de João é penhorado. 
João foi intimado da penhora. Se João fizer o pagamento para Maria, não valerá contra Fred. Daí concluir que João, apesar de ter 
pagado Maria, poderá ser constrangido a pagar Fred. Contudo, João poderá cobrar esse valor regressivamente de Maria. 
Se o devedor paga ao credor após ser intimado da penhora sobre o crédito, o pagamento não valerá contra o terceiro a quem 
aproveita a constrição. (certa) 2009 - TJ-SC - JUIZ DE DIREITO SUBSTITUTO 
21.3 DO OBJETO DO PAGAMENTO E SUA PROVA 
Art. 313. O credor não é obrigado a receber prestação diversa da que lhe é devida, ainda que mais valiosa. 
FCC - 2011 - DPE-RS / FUNDEP - 2011 - MPE-MG / 2012 - MPE-GO / 2012 - PC-PA - DELEGADO DE POLÍCIA / 2016 - PGE-MS / 
• O credor é obrigado a receber prestação diversa da que lhe é devida, se ela for mais valiosa. (errada) 2019 - MPE-PR 
• O credor não é obrigado a receber prestação diversa da que lhe é devida, salvo se mais valiosa, pois nesse caso faltará interesse econômico 
à rejeição. (errada) FCC - 2019 - MPE-MT 
• O credor não é obrigado a receber prestação diversa da que lhe é devida, salvo se mais valiosa. (errada) CESPE - 2022 - PC-RJ - DELEGADO DE POLÍCIA 
Art. 314. Ainda que a obrigação tenha por objeto prestação divisível, não pode o credor ser obrigado a receber, nem o devedor 
a pagar, por partes, se assim não se ajustou. 
FCC - 2011 - DPE-RS / FUNDEP - 2011 - MPE-MG / 
• Mesmo em caso de prestação obrigacional divisível, não pode o credor ser obrigado a receber de forma parcelada se assim não restou 
ajustado entre as partes. (certa) 2015 - PGE-RS 
• A obrigação que tenha por objeto prestação divisível poderá ser cumprida de forma parcial, ainda que não DESDE QUE tenha sido assim 
convencionado anteriormente pelas partes. (errada) CESPE - 2019 - MPE-PI 
Art. 315. As dívidas em dinheiro deverão ser pagas no vencimento, em moeda corrente e pelo valor nominal, salvo o disposto nos 
artigos subseqüentes. 2010 - PGE-RS / 
 
Art. 316. É lícito convencionar o aumento progressivo de prestações sucessivas. 
O direito brasileiro, nas dívidas em dinheiro, adota o princípio do nominalismo, admitindo, contudo, que as partes convencionem 
cláusula de escala móvel. (certa) FAURGS - 2016 - TJ-RS - JUIZ DE DIREITO SUBSTITUTO 
• É ilícito LÍCITO convencionar o aumento progressivo de prestações sucessivas. (errada) 2016 - MPE-RS - 2019 - MPE-PR 
• Não é lícito convencionar o aumento progressivo de prestações sucessivas, pela insegurança patrimonial causada ao devedor. (errada) FCC - 
2019 - MPE-MT 
Art. 317. Quando, por motivos imprevisíveis, sobrevier desproporção manifesta entre o valor da prestação devida e o do momento 
de sua execução, poderá o juiz corrigi-lo, a pedido da parte, de modo que assegure, quanto possível, o valor real da prestação. 
CESPE - 2009 – AGU / CESPE - 2009 - PGE-AL / CESPE - 2009 - DPE-AL / CESPE - 2011 - TRF - 1ª REGIÃO - JUIZ FEDERAL / 2012 - PGE-AC / FCC - 2012 - DPE-PR / CESPE - 2012 - DPE-AC / CESPE - 2015 - TRF - 1ª 
REGIÃO - JUIZ FEDERAL SUBSTITUTO / CESPE - 2017 - DPE-AC / FCC - 2021 - DPE-RR 
Enunciado 17 CJF: A interpretação da expressão “motivos imprevisíveis” constante do art. 317 do novo Código Civil deve abarcar 
tanto causas de desproporção não-previsíveis como também causas previsíveis, mas de resultados imprevisíveis.28 
• Os conceitos de onerosidade excessiva e de imprevisão são sinônimos, tendo o legislador civil deles feito uso de modo indistinto. (errada) 
2016 - TRF - 3ª REGIÃO - JUIZ FEDERAL SUBSTITUTO 
Art. 318. São nulas as convenções de pagamento em ouro ou em moeda estrangeira, bem como para compensar a diferença 
entre o valor desta e o da moeda nacional, excetuados os casos previstos na legislação especial. 
 
28 I Jornada de Direito Civil 
Ex.: Na locação de um prédio urbano, o valor do aluguel não pode ser estipulado em moeda estrangeira. (certa) CESPE - 2009 - DPE-ES 
[Lei 8.245/1991. Art. 17] 
Art. 319. O devedor que paga tem direito a quitação regular, e pode reter o pagamento, enquanto não lhe seja dada. 
2012 - PC-PA - DELEGADO DE POLÍCIA / 
• Ao efetivar o adimplemento da obrigação, o devedor tem direito a quitação regular pelo credor, mas não pode reter o pagamento em caso 
de não lhe ser alcançado recibo ou outra prova da quitação, sob pena de configuração da mora. (errada) FCC - 2012 - DPE-PR 
Art. 320. A quitação, que SEMPRE poderá ser dada por instrumento particular, designará o valor e a espécie da dívida quitada, 
o nome do devedor, ou quem por este pagou, o tempo e o lugar do pagamento, com a assinatura do credor, ou do seu 
representante. 2012 - PC-PA - DELEGADO DE POLÍCIA / FCC - 2014 - TJ-CE - JUIZ SUBSTITUTO / 
Parágrafo único. Ainda sem os requisitos estabelecidos neste artigo valerá a quitação, se de seus termos ou das circunstâncias 
resultar haver sido paga a dívida. 
A quitação sempre poderá ser dada por instrumento particular. (certa) 2013 - TJ-SC - JUIZ DE DIREITO SUBSTITUTO 
• A quitação, além de conter certos requisitos, como valor da dívida, quem pagou, tempo e lugar do pagamento e assinatura do credor, deverá 
revestir-se da mesma forma do contrato. (errada) CESPE - 2009 - PGE-AL 
• A quitação não poderá ser dada por instrumento particular. (errada) VUNESP - 2012 - TJ-MG - JUIZ DE DIREITO SUBSTITUTO 
Art. 321. Nos débitos, cuja quitação consista na devolução do título, perdido este, poderá o devedor exigir, retendo o pagamento, 
declaração do credor que inutilize o título desaparecido. 
• Nos débitos, cuja quitação consista na devolução do título, perdido este, poderá o devedor exigir, retendoo pagamento, declaração do credor 
que inutilize o título desaparecido. (certa) FCC - 2018 - DPE-AM 
Art. 322. Quando o pagamento for em quotas periódicas, a quitação da última estabelece, até prova em contrário, a presunção 
de estarem solvidas as anteriores. 2012 - PGE-SC 
• O pagamento estipulado em cotas sucessivas não se presume pela apresentação da quitação da última cota. (errada) CESPE - 2012 - TJ-PI - JUIZ 
• No caso de pagamento em quotas periódicas, a quitação da última implica presunção absoluta de estarem solvidas as cotas anteriores. (errada) 
CESPE - 2013 - TRF - 2ª REGIÃO - JUIZ FEDERAL 
Art. 323. Sendo a quitação do capital sem reserva dos juros, estes presumem-se pagos. 
 
Art. 324. A entrega do título ao devedor firma a presunção do pagamento. 
Parágrafo único. Ficará sem efeito a quitação assim operada se o credor provar, em 60 (sessenta) dias, a falta do pagamento. 
• A entrega do título ao devedor firma a presunção do pagamento. (certa) 2019 - MPE-PR 
• A entrega do título ao devedor firma a presunção do pagamento. (certa) CESPE - 2022 - PC-RJ - DELEGADO DE POLÍCIA 
Art. 325. Presumem-se a cargo do devedor as despesas com o pagamento e a quitação; se ocorrer aumento por fato do credor, 
suportará este a despesa acrescida. 
CESPE - 2019 - TJ-PA - JUIZ DE DIREITO SUBSTITUTO 
 
Art. 326. Se o pagamento se houver de fazer por medida, ou peso, entender-se-á, no silêncio das partes, que aceitaram os do 
lugar da execução. 
21.4 DO LUGAR DO PAGAMENTO 
Art. 327. Efetuar-se-á o pagamento no domicílio do devedor, salvo se as partes convencionarem diversamente, ou se o contrário 
resultar da lei, da natureza da obrigação ou das circunstâncias. 2019 - MPE-SC 
Parágrafo único. Designados dois ou mais lugares, cabe ao credor escolher entre eles. 
• Salvo disposição, legal ou contratual, em contrário, as dívidas são quérables. (certa) 2011 - PGE-PR 
• Designados dois ou mais lugares para a ocorrência do pagamento, cabe ao credor escolher entre eles. (certa) 2012 - PGE-PA 
• A obrigação portável (portable) QUERABLE é aquela em que o pagamento deve ser feito no domicílio do devedor. (errada) CESPE - 2016 - TJ-DFT - JUIZ 
• Se forem designados dois ou mais lugares para o pagamento, a escolha caberá ao credor. (certa) CESPE - 2018 - TJ-CE - JUIZ SUBSTITUTO 
• Designados dois ou mais lugares, cabe ao devedor escolher entre eles. (errada) 2019 - MPE-SC 
Art. 328. Se o pagamento consistir na tradição de um imóvel, ou em prestações relativas a imóvel, far-se-á no lugar onde situado 
o bem. 2013 - MPE-MG 
 
Art. 329. Ocorrendo motivo grave para que se não efetue o pagamento no lugar determinado, poderá o devedor fazê-lo em outro, 
sem prejuízo para o credor. 
 
Art. 330. O pagamento reiteradamente feito em outro local faz presumir renúncia do credor relativamente ao previsto no contrato. 
FCC - 2011 - TJ-PE – JUIZ DE DIREITO SUBSTITUTO / 2014 - MPE-GO / CESPE - 2017 - DPE-AC / 
O pagamento feito reiteradamente em outro local, fazendo presumir renúncia do credor relativamente ao lugar do pagamento 
previsto no contrato, configura hipótese de aplicação da regra da supressio e surrectio, à medida que extingue uma prerrogativa do 
credor e faz nascer um direito do devedor. (certa) 2014 - MPE-GO 
Ex.: Lucas e Bruno realizaram um contrato de trato sucessivo em que se estampava uma obrigação portável. Entretanto, 
reiteradamente, o pagamento era feito de forma diversa da que fora pactuada, sem que os envolvidos apresentassem objeção. Neste 
caso, os pagamentos realizados são válidos, e o credor não poderá exigir que o pagamento passe a ser realizado da forma constante 
do instrumento da avença, uma vez que se presume que o credor renunciou ao previsto no contrato. (certa) FCC - 2018 - DPE-MA 
• O pagamento realizado reiteradamente pelo devedor em local diverso do ajustado em contrato é um exemplo do que se denomina supressio. 
(certa) CESPE - 2010 - DPU 
• O pagamento reiterado em lugar diverso faz presumir a renúncia do credor ao previsto no contrato. (certa) 2012 - TJ-DFT – JUIZ DE DIREITO SUBSTITUTO 
• Não pode ser considerado em mora o credor que não quiser receber o pagamento no lugar estabelecido contratualmente, mesmo que o 
devedor comprove que o pagamento se faz reiteradamente em outro lugar. (errada) FCC - 2015 - DPE-SP 
21.5 DO TEMPO DO PAGAMENTO 
Art. 331. Salvo disposição legal em contrário, não tendo sido ajustada época para o pagamento, pode o credor exigi-lo 
imediatamente. FCC - 2015 - TJ-PE - JUIZ SUBSTITUTO 
• Não tendo sido ajustada época para o pagamento, deve o credor notificar o devedor, dando-lhe prazo de trinta dias para efetuar o pagamento. 
(errada) CESPE - 2012 - MPE-RR 
Art. 332. As obrigações condicionais cumprem-se na data do implemento da condição, cabendo ao credor a prova de que deste 
teve ciência o devedor. 
 
Art. 333. Ao credor assistirá o direito de cobrar a dívida antes de vencido o prazo estipulado no contrato ou marcado neste Código: 
I - no caso de falência do devedor, ou de concurso de credores; 
II - se os bens, hipotecados ou empenhados, forem penhorados em execução por outro credor; 
III - se cessarem, ou se se tornarem insuficientes, as garantias do débito, fidejussórias, ou reais, e o devedor, intimado, se negar 
a reforçá-las. 
Parágrafo único. Nos casos deste artigo, se houver, no débito, solidariedade passiva, não se reputará vencido quanto aos outros 
devedores solventes. 
• Pode ser cobrada a dívida antes de vencido o prazo no caso de falência do devedor, ou de concurso de credores. (certa) 2011 - TJ-DFT – JUIZ DE 
DIREITO SUBSTITUTO 
• Nas hipóteses acima, se houver, no débito, solidariedade passiva, reputar-se-á vencido quanto aos outros devedores ainda que solventes. 
(errada) 2011 - TJ-DFT – JUIZ DE DIREITO SUBSTITUTO 
A falência do devedor é causa legal de vencimento antecipado da obrigação, que não atinge devedores solidários solventes. (certa) 
2015 - DPE-PA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
22. CONSIGNAÇÃO EM PAGAMENTO (art. 334 - 345) 
O ajuizamento da ação consignatória é causa de interrupção da prescrição, pois se trata, de forma evidente e clara, de 
reconhecimento inequívoco, por parte da devedora, do direito do credor relativo às prestações questionadas. Precedentes do STJ. (AgRg no 
AREsp n. 4.939/MS, relator Ministro Marco Buzzi, Quarta Turma, julgado em 28/8/2012, DJe de 3/9/2012.) 
• Se, após prescrita a dívida, o devedor ajuizar ação de consignação em pagamento, não deve o juiz decretar de ofício a prescrição, uma vez 
que o Código Civil não extinguiu a renúncia à prescrição. (certa) CESPE - 2009 - TRF - 5ª REGIÃO - JUIZ FEDERAL 
• Ação consignatória presta-se para interromper a prescrição. (certa) CESPE - 2011 - TRF - 5ª REGIÃO - JUIZ FEDERAL 
Art. 202. A interrupção da prescrição, que somente poderá ocorrer uma vez, dar-se-á: 
VI - por qualquer ato inequívoco, ainda que extrajudicial, que importe reconhecimento do direito pelo devedor. 
Segundo o entendimento do Superior Tribunal de Justiça, o ajuizamento de ação de consignação em pagamento de aluguéis é 
causa interruptiva da prescrição da ação de cobrança de aluguéis, voltando a fluir o prazo após o trânsito em julgado do processo. 
(AgInt no REsp n. 1.818.720/AM, relator Ministro Raul Araújo, Quarta Turma, julgado em 12/11/2019, DJe de 10/12/2019.) 
O pagamento por consignação é meio conducente à exoneração do “solvens” impedido de efetuar um pagamento válido, 
podendo ainda ser utilizado para evitar que o pagamento seja feito a quem não tem direito sobre o crédito. Assim, são partes 
legitimadas ativas requerer a consignação do pagamento: o credor, o devedor, o terceiro interessado, o terceiro não interessado, se 
o fizer em nome e por conta do devedor. (certa) 2012 - TJ-MS - JUIZ DE DIREITO SUBSTITUTO 
Art. 334. Considera-se pagamento, e extingue a obrigação, o depósito judicial ou em estabelecimento bancário da coisa devida, 
nos casos e forma legais. 
• Considera-sepagamento, e extingue a obrigação, o depósito judicial ou em estabelecimento bancário da coisa devida, nos casos e formas 
legais. (certa) VUNESP - 2012 - TJ-MG - JUIZ DE DIREITO SUBSTITUTO 
• Se a dívida se vencer, pendendo litígio entre credores que se pretendem mutuamente excluir, não poderá qualquer deles requerer a 
consignação. (errada) 2012 - TJ-PR - JUIZ DE DIREITO SUBSTITUTO 
• Considera-se pagamento a consignação que pode ser conceituada como o meio judicial ou extrajudicial adotado pelo devedor ou terceiro 
para libertar-se da obrigação depositando o valor devido nos casos e formas legais. (certa) 2013 - PC-GO - DELEGADO DE POLÍCIA 
• O depósito judicial do valor da condenação mantém, para o devedor, os efeitos da mora. (errada) FUNDEP - 2016 - PROCURADOR MUNICIPAL 
• Havendo recusa no recebimento de valores, o devedor poderá realizar o depósito da quantia devida em estabelecimento bancário, em nome 
do credor, e garantir a extinção da obrigação. (certa) CESPE - 2017 - DPE-AC 
Art. 335. A consignação tem lugar: 
I - se o credor não puder, ou, sem justa causa, recusar receber o pagamento, ou dar quitação na devida forma; 
II - se o credor não for, nem mandar receber a coisa no lugar, tempo e condição devidos; 
III - se o credor for incapaz de receber, for desconhecido, declarado ausente, ou residir em lugar incerto ou de acesso perigoso 
ou difícil; 
IV - se ocorrer dúvida sobre quem deva legitimamente receber o objeto do pagamento; 
V - se pender litígio sobre o objeto do pagamento. 
• O pagamento de uma obrigação líquida e certa pode ser efetuado validamente por meio da consignação, quando houver dúvida sobre a 
legitimidade do credor, quando o credor se recusar a receber o pagamento, der a quitação ou ocorrer a remissão da dívida. (errada) 2009 - 
MPDFT 
Art. 336. Para que a consignação tenha força de pagamento, será mister concorram, em relação às pessoas, ao objeto, modo e 
tempo, todos os requisitos sem os quais não é válido o pagamento. 
• Para que a consignação tenha força de pagamento e surta eficácia liberatória, é exigida a anuência do consignatário. (errada) FCC - 2017 - DPE-SC 
Art. 337. O depósito requerer-se-á no lugar do pagamento, cessando, tanto que se efetue, para o depositante, os juros da dívida 
e os riscos, salvo se for julgado improcedente. 
CESPE - 2019 - TJ-PR - JUIZ SUBSTITUTO 
 
Art. 338. Enquanto o credor não declarar que aceita o depósito, ou não o impugnar, poderá o devedor requerer o levantamento, 
pagando as respectivas despesas, e subsistindo a obrigação para todas as conseqüências de direito. 
• Na consignação em pagamento, enquanto o credor não declarar que aceita o depósito, ou não o impugnar, não poderá o devedor requerer 
o levantamento. (errada) 2012 - PGE-SC 
• De acordo com o Código Civil, nas consignações em pagamento, o ato de depósito efetuado pelo devedor faz cessar 
os juros da dívida e impede o levantamento do valor depositado pelo devedor até que seja aceito ou impugnado pelo credor. (errada) CESPE - 
2019 - TJ-PR - JUIZ DE DIREITO SUBSTITUTO 
Art. 339. Julgado procedente o depósito, o devedor já não poderá levantá-lo, embora o credor consinta, senão de acordo com os 
outros devedores e fiadores. 
CESPE - 2019 - TJ-PR - JUIZ SUBSTITUTO 
 
Art. 340. O credor que, depois de contestar a lide ou aceitar o depósito, aquiescer no levantamento, perderá a preferência e a 
garantia que lhe competiam com respeito à coisa consignada, ficando para logo desobrigados os co-devedores e fiadores que não 
tenham anuído. 
 
Art. 341. Se a coisa devida for imóvel ou corpo certo que deva ser entregue no mesmo lugar onde está, poderá o devedor citar o 
credor para vir ou mandar recebê-la, sob pena de ser depositada. 
 
Art. 342. Se a escolha da coisa indeterminada competir ao credor, será ele citado para esse fim, sob cominação de perder o direito 
e de ser depositada a coisa que o devedor escolher; feita a escolha pelo devedor, proceder-se-á como no artigo antecedente. 
 
Art. 343. As despesas com o depósito, quando julgado procedente, correrão à conta do credor, e, no caso contrário, à conta do 
devedor. 
 
Art. 344. O devedor de obrigação litigiosa exonerar-se-á mediante consignação, mas, se pagar a qualquer dos pretendidos 
credores, tendo conhecimento do litígio, assumirá o risco do pagamento. 
 
Art. 345. Se a dívida se vencer, pendendo litígio entre credores que se pretendem mutuamente excluir, poderá qualquer deles 
requerer a consignação. 
• Se a dívida se vencer, pendendo litígio entre credores que se pretendem mutuamente excluir, não poderá qualquer deles requerer a 
consignação. (errada) 2012 - TJ-PR – JUIZ DE DIREITO SUBSTITUTO 
 
23. DO PAGAMENTO COM SUB-ROGAÇÃO (art. 346 - 351) 
No âmbito obrigacional, nosso Código Civil trata da sub-rogação pessoal ativa, que vem a ser a substituição em relação aos 
direitos relacionados com o crédito, em favor daquele que pagou ou adimpliu a obrigação alheia29. 
Na sub-rogação pessoal ocorre a transferência dos direitos decorrentes de uma relação obrigacional, em virtude do pagamento 
do débito por um terceiro que se substituiu ao devedor. O pagamento por sub-rogação tem caráter liberatório para o devedor, 
extingue a relação obrigacional originária e faz surgir um negócio jurídico com um novo credor. (errada) 2009 – MPDFT 
O pagamento indireto por sub-rogação transfere ao novo credor todos os direitos, ações, privilégios e garantias do primitivo, em 
relação à dívida, contra o devedor principal e os fiadores. (certa) 2012 - TJ-PR – JUIZ DE DIREITO SUBSTITUTO 
23.1 SUB-ROGAÇÃO LEGAL 
Art. 346. A sub-rogação opera-se, de pleno direito, em favor: 
CESPE - 2009 - PGE-AL / CESPE - 2009 - DPE-AL / CESPE - 2016 - TJ-DFT – JUIZ 
 
I - do credor que paga a dívida do devedor comum; 
 
II - do adquirente do imóvel hipotecado, que paga a credor hipotecário, bem como do terceiro que efetiva o pagamento para não 
ser privado de direito sobre imóvel; 
2011 - TJ-DFT – JUIZ DE DIREITO SUBSTITUTO / 2013 - TJ-PR – JUIZ DE DIREITO SUBSTITUTO / 
Ex.: O usufrutuário cujo direito real tenha sido registrado após a hipoteca do imóvel pode remir a hipoteca sub-rogando-se no direito do credor. 
(certa) CESPE - 2011 - TRF - 5ª REGIÃO - JUIZ FEDERAL 
III - do terceiro interessado, que paga a dívida pela qual era ou podia ser obrigado, no todo ou em parte. FGV - 2022 - DPE-MS 
• A sub-rogação é convencional LEGAL na hipótese do terceiro interessado, que paga a dívida pelo qual era ou podia ser obrigado, no todo ou 
em parte. (errada) 2011 - TJ-DFT – JUIZ DE DIREITO SUBSTITUTO 
Ex.: O fiador, ao pagar a dívida do afiançado, sub-roga-se nos direitos do credor. (certa) FGV - 2009 - TJ-PA – JUIZ DE DIREITO SUBSTITUTO 
 
 
29 Tartuce, 9ª ed. (2019), p. 680 
TERCEIRO INTERESSADO HÁ SUB-ROGAÇÃO 
TERCEIRO NÃO INTERESSADO 
EM NOME PRÓPRIO 
NÃO HÁ SUB-ROGAÇÃO (art. 305) 
(APENAS REEMBOLSO) 
ou 
sub-rogação convencional (art. 347, II) 
EM NOME DO DEVEDOR 
NÃO HÁ SUB-ROGAÇÃO 
(SEM REEMBOLSO) – FUNCIONA COMO DOAÇÃO 
23.1.1 SOLIDARIEDADE E INDIVISIBILIDADE (ART. 346, III) 
A obrigação, se indivisível e solidária, implica responsabilidade de todos os devedores pelo total e sub-rogação em favor de 
quem pagar. (certa) VUNESP - 2009 - TJ-SP – JUIZ DE DIREITO SUBSTITUTO 
Sendo a obrigação indivisível e conjunta ou existindo solidariedade passiva em obrigação divisível, o credor pode, em ambos os 
casos, cobrar a dívida toda de qualquer dos devedores. (certa) FCC - 2011 - TJ-PE – JUIZ DE DIREITO SUBSTITUTO 
Na solidariedade ativa, extinta a obrigação, quer pelo meio direto do pagamento, quer pelos indiretos, como novação, 
compensação, transação e remissão, responde o credor favorecido, perante os demais, pelas quotas que lhes couberem. (certa) 2012 
- MPE-RJ 
INDIVISIBILIDADE 
Art. 259. Se, havendo dois ou mais devedores, a prestação NÃO FOR DIVISÍVEL, cada um será obrigado pela dívida toda. 
Parágrafo único. O devedor, que paga a dívida,sub-roga-se no direito do credor em relação aos outros coobrigados. 
• Havendo pluralidade de devedores na obrigação indivisível, cada um deles se obriga por toda a dívida, não havendo sub-rogação nos direitos 
do credor, em relação aos demais coobrigados, para o devedor que paga a totalidade do débito. (errada) FCC - 2011 - DPE-RS 
• Na obrigação indivisível, o devedor que paga a dívida se sub-roga no direito do credor em relação aos demais coobrigados, porém só poderá 
cobrar dos coobrigados a quota-parte de cada um destes. (certa) FCC - 2014 - DPE-RS 
• Nas obrigações indivisíveis, o codevedor só deve a sua cota-parte, mas poderá ser obrigado pela dívida toda. (certa) CESPE - 2017 - PGE-SE 
Ex.: Se uma prestação não for divisível e houver dois ou mais devedores, cada um será obrigado pela dívida toda. O devedor, 
que paga a dívida, sub-roga-se no direito do credor em relação aos outros coobrigados. (certa) 2016 - TRF - 4ª REGIÃO - JUIZ FEDERAL SUBSTITUTO 
Maria Helena Diniz destaca importantes efeitos jurídicos decorrentes do fato de a obrigação indivisível comportar sujeitos 
ativos ou passivos e cuja prestação só pode ser cumprida por inteiro. Havendo pluralidade de devedores: 30 
• cada um deles será obrigado pela dívida toda, nenhum deles poderá solvê-la pro parte (CC, art. 259); 
• o devedor que pagar a dívida sub-rogar-se-á no direito do credor em relação aos outros coobrigados (CC, art. 259, § 
único). Trata-se de sub-rogação legal, que permite o reembolso do devedor que solveu a obrigação por si e pelos 
outros coobrigados (CC, art. 346, III). 
SOLIDARIEDADE 
Art. 283. O devedor que satisfez a dívida por inteiro tem direito a exigir de cada um dos CO-DEVEDORES a SUA QUOTA, dividindo-
se igualmente por todos a do insolvente, se o houver, presumindo-se iguais, no débito, as partes de todos os co-devedores. 
VUNESP - 2014 - TJ-RJ - JUIZ SUBSTITUTO 
A solidariedade passiva da obrigação determina que, feito o pagamento total da dívida por um dos devedores, os demais 
devedores ficam solidariamente obrigados perante o pagador pela parte da dívida que não lhe couber. (errada) CESPE - 2009 - DPE-PI 
Na solidariedade passiva, se houver o pagamento integral da dívida por um dos devedores, operar-se-á a extinção da relação 
obrigacional, exonerando-se todos os co-devedores. (certa) 2012 - MPE-RJ 
Ex.: A, B e C são devedores de D. Nos termos do contrato, os devedores encontram-se coobrigados solidariamente (solidariedade 
passiva) a pagar ao credor a quantia de R$ 300.000,00. Assim, o credor poderá exigir de qualquer dos três devedores toda a soma 
devida, e não apenas um terço de cada um. Nada impede, outrossim, que o credor demande dois dos devedores, ou, até mesmo, 
todos os três, conjuntamente, cobrando-lhes toda a soma devida ou parte dela. Note, entretanto, que o devedor que pagou toda a 
dívida terá ação regressiva contra os demais coobrigados, para haver a quota-parte de cada um.31 
Conclusão: A SUB-ROGAÇÃO ENCERRA A SOLIDARIEDADE. 
 
30 https://carolinafcl.jusbrasil.com.br/artigos/234205527/obrigacoes-divisiveis-indivisiveis-e-solidarias-disciplinadas-pelo-novo-codigo-civil - DINIZ, Maria Helena. Curso de Direito Civil Brasileiro. Vol. 2. São Paulo: 
Saraiva, 2005. 
31 Manual de Direito Civil, 6ª ed., 2022, p. 380, Rodolfo Pamplona Filho e Pablo Stolze 
23.2 SUB-ROGAÇÃO CONVENCIONAL 
Art. 347. A sub-rogação é convencional: 
I - quando o credor recebe o pagamento de terceiro e expressamente lhe transfere todos os seus direitos; 
II - quando terceira pessoa empresta ao devedor a quantia precisa para solver a dívida, sob a condição expressa de ficar o 
mutuante sub-rogado nos direitos do credor satisfeito. 
• Opera-se a sub-rogação de pleno direito quando terceira pessoa empresta ao devedor a quantia precisa para solver a dívida, sob a condição 
expressa de ficar o mutuante sub-rogado nos direitos do credor satisfeito. (errada) 2011 - TJ-DFT – JUIZ DE DIREITO SUBSTITUTO 
Lembrar que via de regra, nos termos do art. 305, o terceiro não interessado não se sub-roga, mas caso haja autorização é 
possível conforme o art. 347, II. 
Art. 348. Na hipótese do inciso I do artigo antecedente, vigorará o disposto quanto à cessão do crédito. 
23.3 TRANSFERÊNCIA DE DIREITOS E GARANTIAS 
Art. 349. A sub-rogação transfere ao novo credor TODOS os direitos, ações, privilégios e garantias do primitivo, em relação à 
dívida, contra o devedor principal e os fiadores. 
2012 - TJ-PR – JUIZ DE DIREITO SUBSTITUTO / CESPE - 2016 - TJ-AM - JUIZ SUBSTITUTO 
• A sub-rogação transfere ao novo credor todos os direitos, ações, privilégios e garantias do primitivo, em relação à dívida, contra o devedor 
principal e os fiadores. (certa) 2014 - DPE-PR 
• A sub-rogação transfere ao novo credor todos os direitos, ações, privilégios e garantias do primitivo, em relação à dívida, contra o devedor 
principal, mas não contra os fiadores, por se tratar a fiança de contrato acessório e benéfico. (errada) FCC - 2018 - DPE-AM 
Art. 350. Na sub-rogação legal o sub-rogado não poderá exercer os direitos e as ações do credor, senão até à soma que tiver 
desembolsado para desobrigar o devedor. 
Ex.: Assim, se o fiador pagou ao locador em demanda judicial de cobrança de aluguéis não pagos R$ 10.000,00 mais as custas 
processuais (R$ 500,00) e honorários de sucumbência (R$ 1.000,00), poderá cobrar do devedor a importância de R$ 11.500,00. Se 
a dívida originária do locatário era de R$ 20.000,00, mas o fiador, após negociação com o locador, reduziu-a para R$ 10.000,00, 
o reembolso será limitado ao valor pago e não ao valor devido originalmente.32 
Art. 351. O credor originário, só em parte reembolsado, terá preferência ao sub-rogado, na cobrança da dívida restante, se os bens 
do devedor não chegarem para saldar inteiramente o que a um e outro dever. 
Se houver sub-rogação parcial, ou seja, o terceiro interessado pagar parte da dívida, o credor terá preferência ao sub-rogado na 
cobrança da dívida restante. (certa) 2012 - TJ-RS – JUIZ DE DIREITO SUBSTITUTO 
Se o pagamento ao credor originário for parcial, ele e sub-rogado ocupam simultaneamente a posição de credores. Há, 
portanto, uma transferência parcial, e não integral dos direitos. Isso pode gerar um conflito entre ambos os credores, notadamente 
se os bens do devedor não forem suficientes para pagar a dívida toda. Em suma, a pretensão do sub-rogado só poderá ser exercida 
após a satisfação do credor originário. O sub-rogado não está impedido de demandar o devedor. O devedor não pode alegar em 
defesa a primazia dos direitos do credor primitivo. Só este poderá fazê-lo. Isso significa que, se o sub-rogado se adiantar ao credor 
e penhorar bens do devedor comum, o credor primitivo pode pedir a ineficácia temporária da penhora até que seja satisfeito. 33 
23.4 DIFERENÇA ENTRE CESSÃO DE CRÉDITO E SUB-ROGAÇÃO (DANIEL CARNACCHIONI) 
Tanto na cessão de crédito quanto na sub-rogação (legal), há manutenção do vínculo e do elemento objetivo (prestação). Altera-
se apenas o elemento subjetivo (parte). 
Uma das diferenças é que na cessão de crédito, negócio jurídico, há manifestação de vontade em transmitir um crédito. Aqui, 
no caso da sub-rogação, o fundamento é o pagamento. 
No caso da sub-rogação convencional há manifestação de vontade. Assim sendo, como diferenciar o instituto da SUB-ROGAÇÃO 
CONVENCIONAL da CESSÃO DE CRÉDITO? Na prática é difícil fazer essa distinção já que o próprio art. 348 faz remissão às regras 
da cessão de crédito. 
24. IMPUTAÇÃO AO PAGAMENTO (art. 352 - 355) 
Como elementos da imputação, há a identidade de devedor e de credor, a existência de dois ou mais débitos da mesma 
natureza, bem como o fato de as dívidas serem líquidas e vencidas – certas quanto à existência, determinadas quanto ao valor. A 
imputação do pagamento visa a favorecer o devedor ao lhe possibilitar a escolha do débito que pretende extinguir (art. 352 do 
CC). Como a norma é de natureza privada, é possível constar doinstrumento obrigacional que a escolha caberá ao credor, o que 
inclusive é admitido pelo dispositivo seguinte.34 
 
32 Código Civil Comentado, Doutrina e Jurisprudência (2021) 3ª ed., - Anderson Schreiber, Flávio Tartuce e Outros, p. 656 
33 Código Civil Comentado, Doutrina e Jurisprudência (2021) 3ª ed., - Anderson Schreiber, Flávio Tartuce e Outros, p. 657 
34 Tartuce, 9ª ed. (2019), p. 364 
Art. 352. A pessoa obrigada por dois ou mais débitos da mesma natureza, a um só credor, tem o direito de indicar a qual deles 
oferece pagamento, se todos forem líquidos e vencidos. 
Na imputação do pagamento, em regra, cabe ao credor indicar quais créditos estão sendo satisfeitos. (errada) 2016 - PGE-MS 
• O instituto da novação IMPUTAÇÃO ocorre quando uma pessoa está obrigada, por dois ou mais débitos da mesma natureza, um só credor, e 
possui o direito de indicar a qual do débitos quer pagar, se todos estiverem líquido e vencidos. (errada) 2011 - TJ-PR – JUIZ DE DIREITO SUBSTITUTO 
Art. 353. Não tendo o devedor declarado em qual das dívidas líquidas e vencidas quer imputar o pagamento, se aceitar a quitação 
de uma delas, não terá direito a reclamar contra a imputação feita pelo credor, salvo provando haver ele cometido violência ou 
dolo. 
CESPE - 2012 - TJ-PI – JUIZ DE DIREITO SUBSTITUTO 
• Havendo dois débitos da mesma natureza, líquidos e vencidos, o devedor pode imputar pagamento parcial de um deles, independentemente 
de convenção. (errada) CESPE - 2011 - TRF - 5ª REGIÃO - JUIZ FEDERAL 
Art. 354. Havendo capital e juros, o pagamento imputar-se-á primeiro nos juros vencidos, e depois no capital, salvo estipulação 
em contrário, ou se o credor passar a quitação por conta do capital. 
2012 - PGE-PA / FCC - 2018 - DPE-AM / 
A imputação dos pagamentos primeiramente nos juros é instituto que, via de regra, alcança todos os contratos em que o pagamento é diferido 
em parcelas. O objetivo de fazer isso é o de diminuir a oneração do devedor. Ao impedir que os juros sejam integrados ao capital para, só 
depois dessa integração, ser abatido o valor das prestações, evita que sobre eles (juros) incida novo cômputo de juros. 
STJ. 3ª Turma. AgInt no REsp 1843073-SP, Rel. Min. Marco Aurélio Bellizze, julgado em 30/03/2020 (Info 669). 
. 
• Na imputação do pagamento, havendo capital e juros, segundo a lei civil, o pagamento imputar-se-á primeiro no capital , e depois nos juros 
vencidos. (errada) VUNESP - 2012 - TJ-MG - JUIZ DE DIREITO SUBSTITUTO 
• No que se refere ao instituto imputação do pagamento, havendo capital e juros, o pagamento, de regra, imputar-se-á primeiro no capital e 
depois nos juros vencidos. (errada) 2012 - TJ-DFT - JUIZ DE DIREITO SUBSTITUTO 
• A regra de imputação prevista no art. 354 do Código Civil de 2002 (havendo capital e juros, o pagamento imputar-se-á primeiro nos juros 
vencidos e depois no capital, salvo estipulação em contrário, ou se o credor passar a quitação por conta do capital). (certa) [adaptada] 2014 - TRF 
- 4ª REGIÃO - JUIZ FEDERAL SUBSTITUTO 
• Na imputação do pagamento, havendo capital e juros o pagamento imputar-se-á primeiro nos juros vencidos e depois no capital, salvo 
estipulação em contrário, ou se o credor passar a quitação por conta do capital. (certa) FCC - 2021 - TJ-GO - JUIZ DE DIREITO SUBSTITUTO 
 
Art. 355. Se o devedor não fizer a indicação do art. 352, e a quitação for omissa quanto à imputação, esta se fará nas dívidas 
líquidas e vencidas em primeiro lugar. Se as dívidas forem todas líquidas e vencidas ao mesmo tempo, a imputação far-se-á na 
mais onerosa. 
25. DAÇÃO EM PAGAMENTO (art. 356 - 359) 
Na hipótese de um credor aceitar, em vez do valor prometido, a entrega de um bem móvel pelo devedor, ocorrerá a dação em pagamento. 
(certa) CESPE - 2017 - TRF - 5ª REGIÃO - JUIZ FEDERAL SUBSTITUTO 
Imputação de DAÇÃO EM pagamento consiste na faculdade de o credor consentir no recebimento de coisa que não seja dinheiro em substituição 
à prestação que lhe tenha sido devida, extinguindo-se a obrigação. (errada) CESPE - 2013 - STM - JUIZ-AUDITOR SUBSTITUTO 
Na dação em pagamento de imóvel sem cláusula que disponha sobre a propriedade das árvores de reflorestamento, a 
transferência do imóvel inclui a plantação. STJ. 4ª Turma. REsp 1567479-PR, Rel. Min. Marco Buzzi, julgado em 11/06/2019 (Info 651). 
Art. 356. O credor pode consentir em receber prestação diversa da que lhe é devida. 
CESPE - 2011 - TRF - 5ª REGIÃO - JUIZ FEDERAL / CESPE - 2011 - TRF - 1ª REGIÃO - JUIZ FEDERAL / CESPE - 2011 - TJ-ES - JUIZ DE DIREITO SUBSTITUTO / 
• A dação em pagamento constitui direito subjetivo do devedor. (errada) CESPE - 2017 - DPE-AC 
 
Art. 357. Determinado o preço da coisa dada em pagamento, as relações entre as partes regular-se-ão pelas normas do contrato 
de compra e venda. 
 
Art. 358. Se for título de crédito a coisa dada em pagamento, a transferência importará em cessão. 
 
Art. 359. Se o credor for evicto da coisa recebida em pagamento, RESTABELECER-SE-Á A OBRIGAÇÃO PRIMITIVA , ficando sem 
efeito a quitação dada, ressalvados os direitos de terceiros. 
• A quitação dada pelo credor, em dação em pagamento, produz seus efeitos jurídicos ainda que ocorra evicção, ficando ressalvado ao credor, 
no entanto, o direito à indenização por perdas e danos. (errada) 2011 – MPDFT 
• Na dação em pagamento, se o credor for evicto da coisa recebida em pagamento, restabelecer-se-á a obrigação primitiva, ficando sem efeito 
a quitação dada, ressalvados os direitos de terceiros. (certa) 2012 - TRF - 4ª REGIÃO - JUIZ FEDERAL 
Ex.: Restabelece-se a dívida que foi quitada por João, por meio de dação em pagamento de um imóvel a Pedro, se o bem dado 
em pagamento tiver de ser restituído a Antônio, que obteve sentença procedente em ação reivindicatória que promovera. (certa) 2012 - 
TJ-RS - JUIZ DE DIREITO SUBSTITUTO 
A dação em pagamento, realizada pelo devedor e aceita pelo credor, desobriga o fiador, ainda que a coisa venha a se perder por 
evicção. (certa) 2012 - TJ-DFT - JUIZ DE DIREITO SUBSTITUTO 
Art. 838. O fiador, ainda que solidário, ficará desobrigado: 
III - se o credor, em pagamento da dívida, aceitar amigavelmente do devedor objeto diverso do que este era obrigado a lhe dar, 
AINDA que depois venha A PERDÊ-LO por EVICÇÃO. 
Ex.: André devia a quantia de R$ 50.000,00 (cinquenta mil reais) em dinheiro a Mateus. Maria era fiadora de André. Mateus 
aceitou receber em pagamento pela dívida um imóvel urbano de propriedade de André. Entretanto, o imóvel estava ocupado por 
Pedro, que o habitava há mais de cinco anos, nele estabelecendo sua moradia. Pedro ajuizou ação de usucapião para obter a 
declaração de propriedade do imóvel que foi julgada procedente. É possível afirmar que a obrigação originária é restabelecida, 
pelo seu valor original, em razão da evicção da coisa dada em pagamento, mas sem a garantia pessoal prestada por Maria, tendo 
em vista que o credor aceitou receber objeto diverso do constante na obrigação originária. [adaptada] (certa) VUNESP - 2018 - TJ-RS - JUIZ DE 
DIREITO SUBSTITUTO 
26. NOVAÇÃO (art. 360 - 367) 
A novação, diferentemente do pagamento, não extingue a obrigação original. (errada) CESPE - 2009 - TRF - 1ª REGIÃO - JUIZ FEDERAL 
Ex.: João assinou nota promissória em garantia a empréstimo tomado de Carlos, no valor de R$ 5.000,00. Não tendo conseguido 
pagar a dívida no prazo acordado, João solicitou a sua irmã, Cláudia, que assinasse nova nota promissória, comprometendo-se a 
realizar o pagamento do débito em sessenta dias. Carlos concordou com o negócio e o título assinado por João foi inutilizado. Nessa 
situação, houve novação. (certa) CESPE - 2013 - MPE-RO 
A dação em pagamento é a substituição da obrigação anteriormente contratada por outra, extinguindo a primeira. (errada) 2016 - PGE-
MS 
Art. 360. Dá-se a novação: 
I - quando o devedor contrai com o credor nova dívida para extinguir e substituir a anterior; 
Ex.: A deve a B a quantia de R$ 1.000,00.O devedor, então, exímio carpinteiro, propõe a B que seja criada uma nova obrigação 
— de fazer —, cujo objeto seja a prestação de serviço de carpintaria na residência do credor. Este, pois, aceita, e, por meio da 
convenção celebrada, considera extinta a obrigação anterior, que será substituída pela nova. 35 
II - quando novo devedor sucede ao antigo, ficando este quite com o credor; 
Ex.: Verificando que seu amigo Paulo não tinha condições de quitar dívida em dinheiro contraída com Manoel, Carlos dirigiu-se 
ao credor e disse querer assumir a obrigação. Nessa situação, se Manoel aceitar Carlos como novo devedor, em substituição a 
Paulo, não será necessária a concordância deste, hipótese em que haverá novação subjetiva passiva por expromissão. (certa) CESPE - 
2016 - TJ-AM - JUIZ SUBSTITUTO 
III - quando, em virtude de obrigação nova, outro credor é substituído ao antigo, ficando o devedor quite com este (antigo). 
 
Art. 361. Não havendo ânimo de novar, expresso ou tácito mas inequívoco, a segunda obrigação confirma simplesmente a primeira. 
FUNDEP - 2014 - TJ-MG - JUIZ DE DIREITO SUBSTITUTO 
• Quanto à novação, a intenção de novar deve necessariamente ser expressa. (errada) VUNESP - 2012 - DPE-MS 
• Sobre o instituto da novação, a novação pode se dar de forma expressa ou tácita. (certa) VUNESP - 2014 - DPE-MS 
A novação pressupõe ânimo de novar, que pode ser tácito, desde que inequívoco. (certa) VUNESP - 2009 - TJ-SP - JUIZ DE DIREITO SUBSTITUTO 
No direito das obrigações, a novação exige a inequívoca intenção de novar, mas ela pode ser expressa ou tácita. (certa) FCC - 2018 - 
DPE-MA 
Art. 362. A novação por substituição do devedor pode ser efetuada independentemente de consentimento deste. 
2011 - TJ-RO - JUIZ SUBSTITUTO / 2012 - TJ-RS - JUIZ DE DIREITO SUBSTITUTO / VUNESP - 2014 - DPE-MS / 
Ex.: André e Bernardo, filhos de Carla e Daniel, obrigaram-se solidariamente perante Eduardo e Fernando a entregar-lhes dez 
sacas de café em dezembro de 2014. No entanto, por problemas na colheita, André e Bernardo ficaram impossibilitados de cumprir 
com a entrega das sacas. Para ajudar seus filhos, como proposta, Carla e Daniel obrigaram-se solidariamente a dar quarenta 
sacas de milho em substituição à antiga obrigação. Eduardo e Fernando aceitaram a proposta e, assim, adimpliram a dívida de 
André e Bernardo. O acordo de Eduardo e Fernando com Carla e Daniel, que substituiu a obrigação da entrega das dez sacas de café 
pela entrega de quarenta sacas de milho, independe da concordância de André e Bernardo. (certa) CESPE - 2015 - TJ-PB - JUIZ SUBSTITUTO 
 
35 Manual de Direito Civil, 6ª ed., 2022, p. 480, Rodolfo Pamplona Filho e Pablo Stolze 
• A novação por substituição do devedor depende do consentimento deste. (errada) VUNESP - 2011 - TJ-SP - JUIZ DE DIREITO SUBSTITUTO 
• A novação por substituição do devedor (expromissão) somente pode ser efetuada com o seu consentimento. (errada) 2012 - MPE-GO 
• Chama-se expromissão a novação subjetiva passiva efetuada independentemente de consentimento do devedor. (certa) 2012 - PGE-PA 
• A expromissão, modalidade de novação subjetiva passiva, é forma de exclusão do devedor originário. (certa) 2012 - PGR - PROCURADOR DA REPÚBLICA 
• A novação subjetiva passiva por expromissão ocorre quando a substituição do devedor é feita com o consentimento do devedor originário. 
(errada) CESPE - 2013 - TRF - 5ª REGIÃO - JUIZ FEDERAL 
• A novação, quando se realiza por substituição do devedor, não pode ser efetuada independentemente de consentimento deste. (errada) FUNDEP 
- 2014 - TJ-MG - JUIZ DE DIREITO SUBSTITUTO 
• A expromissão é uma forma de novação subjetiva ativa, que implica a extinção da obrigação em favor do devedor secundário. (errada) 2016 - 
TRF - 3ª REGIÃO - JUIZ FEDERAL SUBSTITUTO 
• A novação pode ser subjetiva ativa – em que há mudança de credores – ou subjetiva passiva – em que há mudança de devedores –, sendo 
imprescindível a criação de nova obrigação. Na novação subjetiva passiva, ainda há a possibilidade de se mudar o devedor original, contando 
com a participação dele, o que configura a novação subjetiva passiva por delegação, ou então ocorrer a mudança de devedor sem a 
participação do antigo devedor, o que é denominado de novação subjetiva passiva por expromissão. (certa) 2015 - MPE-MS 
Art. 363. Se o novo devedor for insolvente, não tem o credor, que o aceitou, ação regressiva contra o primeiro, salvo se este obteve 
por má-fé a substituição. 
• Se o novo devedor for insolvente, o credor que o aceitou pode ajuizar ação regressiva contra o primeiro, se houve má-fé deste na substituição. 
(certa) VUNESP - 2011 - TJ-SP - JUIZ DE DIREITO SUBSTITUTO 
• Ocorrendo a chamada novação subjetiva por expromissão, mesmo sendo o novo devedor insolvente, não tem o credor ação regressiva 
contra o primeiro devedor. (errada) FCC - 2015 - DPE-SP 
Art. 364. A novação extingue os acessórios e garantias da dívida, sempre que não houver estipulação em contrário. Não 
aproveitará, contudo, ao credor ressalvar o penhor, a hipoteca ou a anticrese, se os bens dados em garantia pertencerem a terceiro 
que não foi parte na novação. 
A novação extingue, em todos os casos, os acessórios e garantias da dívida. (errada) VUNESP - 2011 - TJ-SP - JUIZ DE DIREITO SUBSTITUTO 
No direito das obrigações, a novação somente se configura caso se refira a todos os elementos da obrigação anterior, pois 
inexiste novação parcial. (errada) FCC - 2018 - DPE-MA 
Art. 365. Operada a novação entre o credor e um dos devedores solidários, somente sobre os bens do que contrair a nova 
obrigação subsistem as preferências e garantias do crédito novado. Os outros devedores solidários ficam por esse fato exonerados. 
2013 - TJ-SC – JUIZ DE DIREITO SUBSTITUTO / FUNDEP - 2014 - TJ-MG - JUIZ DE DIREITO SUBSTITUTO 
 
Art. 366. Importa exoneração do fiador a novação feita sem seu consenso com o devedor principal. 
CESPE - 2011 - TRF - 1ª REGIÃO - JUIZ FEDERAL / 
• Permanece a obrigação do fiador, ainda que a novação feita com o devedor principal tenha ocorrido sem o consentimento daquele. (errada) 
VUNESP - 2011 - TJ-SP - JUIZ DE DIREITO SUBSTITUTO 
• A novação feita sem o consenso do fiador com o devedor principal não importa na exoneração daquele do encargo. (errada) CESPE - 2013 - TRF - 
2ª REGIÃO - JUIZ FEDERAL 
Art. 367. Salvo as obrigações simplesmente anuláveis, não podem ser objeto de novação obrigações nulas ou extintas. 
2011 – MPDFT / CESPE - 2013 – AGU / 
• As obrigações decorrentes de negócio jurídico nulo podem ser objeto de novação. (errada) 2009 - TJ-MG – JUIZ DE DIREITO SUBSTITUTO 
• As obrigações anuláveis não podem ser objeto de novação. (errada) VUNESP - 2011 - TJ-SP - JUIZ DE DIREITO SUBSTITUTO 
• A novação, por criar nova obrigação, convalida obrigação extinta. (errada) 2012 - PC-GO - DELEGADO DE POLÍCIA 
• A novação de obrigação nula opera a sua convalidação, com eficácia desde a origem (ex tunc). (errada) 2014 - TRF - 2ª REGIÃO - JUIZ FEDERAL 
• No direito das obrigações, a novação pode ser utilizada licitamente como meio de validar obrigações nulas ou extintas. (errada) FCC - 2018 - DPE-
MA 
• Salvo as obrigações simplesmente anuláveis, não podem ser objeto de novação obrigações nulas ou extintas. (certa) FCC - 2018 - DPE-AM 
• Não podem ser objeto de novação obrigações nulas. (certa) FGV - 2022 - DPE-MS 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
27. COMPENSAÇÃO (art. 368 - 380) 
Pela regra da compensação, quando duas pessoas são simultaneamente credora e devedora uma da outra, suas dívidas líquidas 
e vencidas se extinguem, desde que fungíveis. (certa) 2010 - TJ-PR - JUIZ DE DIREITO SUBSTITUTO 
Ex.: Paulo tem uma dívida de R$ 1.000 com Pedro; este, por sua vez, também tem uma dívida de R$ 1.000 com Paulo, de modo 
que ambas as dívidas são líquidas e exigíveis. Nesse caso, a extinção da obrigação poderá ocorrer por compensação. (certa) CESPE - 
2018 - PROCURADOR MUNICIPAL 
Tendo em vista o princípio da reparaçãointegral, aplica-se, no Direito brasileiro, quando da fixação do montante indenizatório, a 
compensação dos danos com as eventuais vantagens obtidas pelo lesado (compensatio lucri cum damno). (certa) FUNDATEC - 2016 - 
PROCURADOR MUNICIPAL 
O mandato não gera compensação, ou seja, o mandatário não pode compensar os prejuízos a que deu causa com os proveitos 
que, por outro lado, tenha granjeado ao seu constituinte. [art. 669 CC] (certa) FCC - 2018 - PROCURADOR MUNICIPAL 
Art. 368. Se duas pessoas forem ao mesmo tempo credor e devedor uma da outra, as duas obrigações extinguem-se, até onde 
se compensarem. 
CESPE - 2017 - TRF - 5ª REGIÃO - JUIZ FEDERAL SUBSTITUTO 
A compensação é um modo de extinção de obrigação, até onde se equivalerem, entre pessoas que são, ao mesmo tempo, 
devedor e credor uma da outra. (certa) 2016 - MPE-RS 
Art. 369. A compensação efetua-se entre dívidas líquidas, vencidas e de coisas fungíveis. 
• A compensação efetua-se entre dívidas líquidas, vencidas ou não, mas desde que fungíveis entre si. (errada) FCC - 2018 - DPE-AM 
 
Art. 370. Embora sejam do mesmo gênero as coisas fungíveis, objeto das duas prestações, não se compensarão, verificando-se 
que diferem na qualidade, quando especificada no contrato. 
• Pode haver compensação entre dívidas líquidas, vencidas e de coisas fungíveis de qualidades distintas. (errada) VUNESP - 2011 - TJ-SP - JUIZ DE 
DIREITO SUBSTITUTO 
Art. 371. O devedor somente pode compensar com o credor o que este lhe dever; mas o fiador pode compensar sua dívida com 
a de seu credor ao afiançado. 
FCC - 2015 - TJ-PI - JUIZ SUBSTITUTO 
• O contrato de fiança é celebrado entre o fiador e o credor do afiançado, podendo ser gratuito ou oneroso, mas o fiador, se como tal 
demandado, poderá compensar sua dívida com a de seu credor ao afiançado. (certa) VUNESP - 2018 - TJ-SP - JUIZ SUBSTITUTO 
No que se refere à compensação, pode-se afirmar que apesar da regra geral de que o devedor somente pode compensar com 
o credor o que este lhe dever, ao fiador é permitido compensar sua dívida com a de seu credor ao afiançado. (certa) VUNESP - 2013 - TJ-SP 
- JUIZ DE DIREITO SUBSTITUTO 
Art. 372. Os prazos de favor, embora consagrados pelo uso geral, não obstam a compensação. 
• Os prazos de favor não obstam a compensação. (certa) 2012 - TJ-DFT - JUIZ DE DIREITO SUBSTITUTO 
• Os prazos de favor obstam a compensação. (errada) CESPE - 2013 - TRF - 2ª REGIÃO - JUIZ FEDERAL 
• De acordo com o que dispõe o Código Civil, a compensação legal opera-se de pleno direito quando há liquidez e exigibilidade do débito e 
fungibilidade das prestações, não havendo impedimento para a compensação devido a prazo de favor concedido por uma das partes. (certa) 
CESPE - 2015 - AGU 
Art. 373. A diferença de causa nas dívidas não impede a compensação, exceto: 
2012 - TJ-DFT - JUIZ DE DIREITO SUBSTITUTO / CESPE - 2015 - TRF - 1ª REGIÃO - JUIZ FEDERAL SUBSTITUTO / CESPE - 2016 - TJ-AM - JUIZ SUBSTITUTO 
I - se provier de esbulho, furto ou roubo; 
II - se uma se originar de comodato, depósito ou alimentos; 
III - se uma for de coisa não suscetível de penhora. 
• O crédito alimentar é insuscetível de compensação. (certa) 2012 - TJ-DFT - JUIZ DE DIREITO SUBSTITUTO 
• A compensação é inaplicável quando um dos débitos é proveniente de furto ou roubo. (certa) 2014 - TRF - 2ª REGIÃO - JUIZ FEDERAL 
 
Art. 374. (Revogado pela Lei nº 10.677, de 22.5.2003) 
 
Art. 375. Não haverá compensação quando as partes, por mútuo acordo, a excluírem, ou no caso de renúncia prévia de uma 
delas. 
 
Art. 376. Obrigando-se por terceiro uma pessoa, não pode compensar essa dívida com a que o credor dele lhe dever. 
“A redação do artigo em comento é bastante criticável. O problema é a parte inicial do dispositivo: quem se obriga por um 
terceiro é um garantidor (fiador, terceiro que dá bem em penhor ou hipoteca) e não é sobre isso que dispõe o art. 376. O melhor 
exemplo deste instituto é o seguro de vida. O estipulante contrata em seu próprio nome com outra pessoa (promitente), que se 
obriga a cumprir determinada prestação em favor do terceiro (beneficiário). 
Ex.: Se João contrata com o Banco um seguro de vida em favor de Maria, João é o estipulante e Maria a beneficiária. Caso 
João tenha, ainda, um mútuo com o Banco, pelo qual é devedor, quando morrer, o Banco não pode deixar de pagar o seguro 
de vida para Maria, alegando compensação com a dívida do mútuo. O devedor (promitente) não pode deixar de pagar o 
beneficiário por ter um crédito com o estipulante. É essa a interpretação adequada que a doutrina dá ao dispositivo. 
Outra possível leitura que o dispositivo comporta é a seguinte. A deve para B. C avença com B que se A não lhe pagar, ele 
paga e se torna devedor subsidiário (obrigando-se por terceiro uma pessoa). Supondo que C tenha um crédito com relação a B. C 
não poderá deixar de pagar o que A deve a B alegando a compensação pois B lhe deve (não pode compensar essa dívida com a que 
o credor dele lhe deve). O credor de A (que é B) é simultaneamente devedor de C (que assumiu um papel de garantidor). C não 
pode deixar de responder pela dívida de A junto a B alegando que B lhe deve e que a compensação operou.36” 
Art. 377. O devedor que, notificado, nada opõe à cessão que o credor faz a terceiros dos seus direitos, não pode opor ao 
cessionário a compensação, que antes da cessão teria podido opor ao cedente. Se, porém, a cessão lhe não tiver sido notificada, 
poderá opor ao cessionário compensação do crédito que antes tinha contra o cedente. 
2015 – PGFN / FCC - 2015 - TJ-SE - JUIZ SUBSTITUTO 
 
Art. 378. Quando as duas dívidas não são pagáveis no mesmo lugar, não se podem compensar sem DEDUÇÃO das DESPESAS 
necessárias à operação. 
 
Art. 379. Sendo a mesma pessoa obrigada por várias dívidas compensáveis, serão observadas, no compensá-las, as regras 
estabelecidas quanto à imputação do pagamento. 
 
Art. 380. Não se admite a compensação em prejuízo de direito de terceiro. O devedor que se torne credor do seu credor, depois 
de penhorado o crédito deste, não pode opor ao exeqüente a compensação, de que contra o próprio credor disporia. 
• Não se admite a compensação em prejuízo de direito de terceiro. O devedor que se torne credor do seu credor, depois de penhorado o 
crédito deste, não pode opor ao exequente a compensação, de que contra o próprio credor disporia. (certa) 2015 – PGFN 
Ex.: Amanda deve para Bruna R$ 100.000,00 e Carlos, credor de Bruna, penhora esse crédito. Posteriormente, surge uma 
obrigação pela qual Bruna deve para Amanda R$ 100.000,00 estando presentes os requisitos para a compensação. Como o crédito 
de Amanda para com Bruna é posterior à penhora realizada por Carlos, Bruna não poderá alegar compensação em relação ao 
exequente para afastar a penhora que já se efetivou. 
28. CONFUSÃO (art. 381 - 384) 
A confusão é modalidade de extinção direta de dívida pecuniária. (errada) 2012 - PC-RJ - DELEGADO DE POLÍCIA 
Art. 381. Extingue-se a obrigação, desde que na mesma pessoa se confundam as qualidades de credor e devedor. 
Ex.: Se o devedor se torna herdeiro de um dos credores da obrigação solidária, persiste aos demais credores a possibilidade de 
cobrar a parte do crédito não atingida pela confusão, mantendo-se quanto a esta até mesmo a solidariedade. (certa) CESPE - 2009 - DPE-PI 
Ex.: Paulo, pai de João, é credor de seu único filho, da quantia de 30 mil reais, em razão de contrato de mútuo firmado entre 
ambos. Vencida a dívida e antes de implementado o pagamento, Paulo veio a óbito, deixando como seu único herdeiro o seu filho 
João. Entre os bens e direitos herdados por João estava o de receber a quantia de 30 mil reais relativa ao mútuo firmado com Paulo. 
Em relação a essa situação hipotética, é correto afirmar que a obrigação de pagamento da quantia de 30 mil reais por parte de João 
restou extinta em razão de confusão. (certa) CESPE - 2021 - PGE-MS 
• A confusão não extingue a hipoteca,pois a garantia pode incidir em bem próprio. (errada) CESPE - 2011 - TJ-PB – JUIZ DE DIREITO SUBSTITUTO 
• Ocorrendo confusão, por incompatibilidade lógica e expressa previsão legal, extingue-se a obrigação. (certa) FUNDEP - 2016 - PROCURADOR MUNICIPAL 
• A obrigação se extingue por compensação CONFUSÃO quando na mesma pessoa se confundem as qualidades de credor e devedor. (errada) CESPE 
- 2022 - PC-RJ - DELEGADO DE POLÍCIA 
Art. 382. A confusão pode verificar-se a respeito de toda a dívida, ou só de parte dela. (TOTAL ou PARCIAL) 
 
Art. 383. A confusão operada na pessoa do credor ou devedor solidário só extingue a obrigação até a concorrência da respectiva 
parte no crédito, ou na dívida, subsistindo quanto ao mais a solidariedade. 
2015 – PGFN / 
 
36 Código Civil Comentado, Doutrina e Jurisprudência (2021) 3ª ed., - Anderson Schreiber, Flávio Tartuce e Outros, p. 686 
https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/provas/cespe-cebraspe-2022-pc-rj-delegado-de-policia
https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/provas/cespe-cebraspe-2022-pc-rj-delegado-de-policia
• A confusão operada na pessoa do credor ou devedor solidário só extingue a obrigação até a concorrência da respectiva parte no crédito, ou 
na dívida, subsistindo quanto ao mais a solidariedade. (certa) 2012 - PGE-SC 
Art. 384. Cessando a confusão, para logo se restabelece, com todos os seus acessórios, a obrigação anterior. 
29. REMISSÃO (art. 385 - 388) 
Lembrar: Os negócios de transmissão gratuita de bens ou remissão de dívida, se os praticar o devedor já insolvente, ou por eles 
reduzido à insolvência, ainda quando o ignore, poderão ser anulados pelos credores quirografários, como lesivos dos seus direitos. 
A situação descrita refere-se a fraude contra credores. [art. 158 CC] (certa) FCC - 2011 - MPE-CE 
A remissão de dívida praticada por devedor insolvente poderá ser anulada pelos credores quirografários, por ser lesiva aos seus 
direitos. (certa) CESPE - 2022 - DPE-RS 
Art. 385. A remissão da dívida, aceita pelo devedor, extingue a obrigação, mas sem prejuízo de terceiro. 
A remissão da dívida não necessitará da concordância do devedor. (errada) CESPE - 2011 - TRF - 1ª REGIÃO - JUIZ FEDERAL 
Art. 386. A devolução voluntária do título da obrigação, quando por escrito particular, prova desoneração do devedor e seus co-
obrigados, se o credor for capaz de alienar, e o devedor capaz de adquirir. 
 
Art. 387. A restituição voluntária do objeto empenhado prova a renúncia do credor à garantia real, não a extinção da dívida. 
• A remissão do penhor, pela entrega do bem empenhado, presume que houve a extinção da dívida. (errada) 2011 - PGR - Procurador da República 
• A entrega de objeto empenhado dado em penhor, como garantia real, pelo credor ao devedor presume o perdão da dívida. (errada) 2017 - MPE 
RS 
Ex.: Lupércio, precisando de dinheiro, tomou emprestado R$ 20.000,00 de Jonas, oferecendo-lhe em penhor alguns móveis que 
guarnecem sua residência, e R$ 200.000,00 de Clodoaldo, oferecendo-lhe em hipoteca sua casa de moradia. Lupércio pagou metade 
das dívidas contraídas com esses amigos, sendo que Jonas, em razão da amizade, restituiu ao devedor os móveis empenhados. 
Neste caso, ficou extinta a garantia oferecida a Jonas, mas não ficou extinto o restante da dívida, e a garantia oferecida a Clodoaldo 
permaneceu íntegra, embora paga metade da dívida. (certa) FCC - 2014 - TJ-AP – JUIZ 
Art. 388. A remissão concedida a um dos CO-DEVEDORES EXTINGUE a dívida na parte a ele correspondente; de modo que, ainda 
reservando o credor a solidariedade contra os outros, já lhes não pode cobrar o débito sem dedução da parte remitida. 
29.1 REMISSÃO NA SOLIDARIEDADE PASSIVA 
Art. 277. O pagamento parcial feito por um dos devedores e a remissão por ele obtida não aproveitam aos outros devedores, 
senão até à concorrência da quantia paga ou relevada. 
Ex.: Em situação típica de solidariedade passiva, Jorge era credor de Matias, Pedro e Vênus, mas, verificando a crítica situação 
financeira de Matias, resolveu perdoar-lhe a dívida. Nessa situação, não pode o credor comum conceder remissão da dívida a 
apenas um dos codevedores, razão por que o perdão concedido a Matias alcançará Pedro e Vênus. (errada) CESPE - 2016 - TJ-AM - JUIZ 
SUBSTITUTO 
Assim, se A é perdoado pelo credor e aceita o perdão (negócio jurídico bilateral exige a aceitação do devedor), o credor nada 
poderá cobrar de A, mas poderá cobrar R$ 80.000,00 total ou parcialmente de B, C, D ou E, pois a solidariedade se mantém.37 
Ex.: Gabriel Vieira, Paulo Martins, Carlos Andrade e Marcelo Pereira emprestaram de Jorge Manuel a quantia de R$ 400.000,00 
(quatrocentos mil reais) para a compra de um carro esportivo. As partes estabeleceram que o referido valor seria dividido em quatro 
parcelas iguais e sucessivas bem como que todos os devedores ficariam obrigados pelo valor integral da dívida. O pagamento parcial 
feito por Carlos e a remissão dele obtida pelo credor Jorge Manuel não aproveitam aos outros devedores, senão até a concorrência 
da quantia paga ou relevada. (certa) 2019 - MPE-SP 
29.2 REMISSÃO NA SOLIDARIEDADE ATIVA 
Art. 272. O CREDOR que tiver remitido a dívida ou recebido o pagamento responderá aos outros (credores) pela parte que lhes 
caiba. 
2011 - PC-MG - DELEGADO DE POLÍCIA / CESPE - 2017 - TJ-PR - JUIZ SUBSTITUTO / VUNESP - 2018 - TJ-SP - JUIZ SUBSTITUTO 
• Na solidariedade ativa, a remissão da dívida concedida por um dos credores não exonera o devedor da obrigação, ficando este responsável 
quanto às quotas dos outros credores. (errada) 2011 – MPDFT 
• Na solidariedade ativa, extinta a obrigação, quer pelo meio direto do pagamento, quer pelos indiretos, como novação, compensação, transação 
e remissão, responde o credor favorecido, perante os demais, pelas quotas que lhes couberem. (certa) 2012 - MPE-RJ 
• A remissão da dívida feita por um dos credores solidários extingue a obrigação com relação ao devedor, devendo aquele credor responder 
aos outros pela parte que lhes caiba. (certa) 2016 - TRF - 3ª REGIÃO - JUIZ FEDERAL SUBSTITUTO 
 
37 Código Civil Comentado, Doutrina e Jurisprudência (2021) 3ª ed., - Anderson Schreiber, Flávio Tartuce e Outros, p. 699 
https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/provas/cespe-2016-tj-am-juiz-substituto
https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/provas/cespe-2016-tj-am-juiz-substituto
29.3 REMISSÃO NA OBRIGAÇÃO INDISÍVEL 
Art. 262. Se um dos credores REMITIR a dívida, a obrigação NÃO ficará EXTINTA para com os OUTROS; mas estes só a poderão 
exigir, descontada a quota do credor remitente. 
Parágrafo único. O mesmo critério se observará no caso de transação, novação, compensação ou confusão. 
• A remissão da dívida feita por um dos credores em obrigação indivisível extingue esta para com os demais credores. (errada) 2016 - TRF - 3ª 
REGIÃO - JUIZ FEDERAL SUBSTITUTO 
• Sobre as obrigações indivisíveis: A remissão da dívida por um dos credores não extingue a dívida para com os demais. (certa) 2018 - TRF - 3ª 
REGIÃO - JUIZ FEDERAL SUBSTITUTO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
30. DO ADIMPLEMENTO SUBSTANCIAL38 
Por meio da teoria do adimplemento substancial, defende-se que, se o adimplemento da obrigação foi muito próximo ao 
resultado final, a parte credora não terá direito de pedir a resolução do contrato porque isso violaria a boa-fé objetiva, já que 
seria exagerado, desproporcional, iníquo. No caso do adimplemento substancial, a parte devedora não cumpriu tudo, mas quase 
tudo, de modo que o credor terá que se contentar em pedir o cumprimento da parte que ficou inadimplida ou então pleitear 
indenização pelos prejuízos que sofreu (art. 475, CC). STJ. 3ª Turma. REsp 1200105-AM, Rel. Min. Paulo de Tarso Sanseverino, julgado em 19/6/2012 (Info 500). 
A teoria do adimplemento substancial não é aceita pelo STJ. (errada) CESPE - 2013 - TJ-MA - JUIZ DE DIREITO SUBSTITUTO 
A teoria doadimplemento substancial está expressamente prevista no ordenamento jurídico brasileiro. (errada) 2019 - MPE-GO 
Segundo essa teoria, se a parte devedora cumpriu quase tudo que estava previsto no contrato, então, neste caso, a parte 
credora não terá direito de pedir a resolução do contrato porque, como faltou muito pouco, o desfazimento do pacto seria uma 
medida exagerada, desproporcional, injusta e violaria a boa-fé objetiva. 
Desse modo, havendo adimplemento substancial (adimplemento de grande parte do contrato), o credor teria apenas uma opção: 
exigir do devedor o cumprimento da prestação (das prestações) que ficou (ficaram) inadimplida(s) e pleitear eventual indenização 
pelos prejuízos que sofreu. 
O adimplemento substancial visa a impedir o uso desequilibrado do direito de resolução contratual pelo credor em prol da 
preservação da avença. (certa) 2014 - TJ-MT – JUIZ DE DIREITO SUBSTITUTO 
• A caracterização do adimplemento substancial das obrigações libera o devedor da obrigação. (errada) FCC - 2012 - DPE-SP 
• A resolução unilateral do contrato é um direito de ambas as partes em caso de inadimplemento, de forma que o adimplemento substancial 
por parte do devedor não obsta o exercício de tal faculdade pelo credor. (errada) CESPE - 2013 - MPE-RO 
• A teoria do adimplemento substancial impõe limites ao exercício do direito potestativo de resolução de um contrato. (certa) CESPE - 2014 - PGE-BA 
• A teoria do adimplemento substancial tende a preservar o negócio jurídico aventado, limitando o direito do credor à exceptio non adimpleti 
contractus, quando, diante de um adimplemento das obrigações tão próximo do resultado final e tendo em vista a conduta das partes, deixa 
de ser razoável a resolução contratual. (certa) 2014 - DPE-GO 
• Adimplemento substancial é o adimplemento parcial em nível suficiente a afastar as consequências da mora e liberar o devedor do 
pagamento das prestações residuais, tendo em vista que a obrigação, apesar de não ter sido cumprida de modo integral, atendeu à sua 
função social. (errada) 2015 - PGE-PR 
• A boa-fé objetiva configura norma impositiva de limites ao exercício de direitos subjetivos, configurando, assim, importante critério de 
mensuração da ocorrência do adequado adimplemento e dos limites do enriquecimento ilícito. (certa) 2015 - DPE-PA 
• O adimplemento substancial deriva do postulado ou princípio da boa-fé objetiva e obsta o direito à resolução do contrato, como exceção ao 
princípio da exatidão do dever de prestar, em contratos bilaterais ou comutativos. (certa) 2015 - DPE-PA 
• A parte lesada pelo inadimplemento pode pleitear a resolução do contrato, que é um direito potestativo do credor, razão pela qual o 
adimplemento substancial da obrigação pelo devedor não impede a extinção do negócio jurídico. (errada) CESPE - 2015 - TRF - 1ª REGIÃO - JUIZ 
FEDERAL SUBSTITUTO 
• A teoria do adimplemento substancial relativiza o direito do credor de, havendo inadimplemento, pleitear a resolução do vínculo obrigacional, 
motivo pelo qual o STJ concluiu pela sua inaplicabilidade no Brasil. (errada) 2015 - MPE-MS 
• A eficácia típica reconhecida da aplicação da teoria do adimplemento substancial é a extinção da obrigação nas hipóteses de pagamento 
parcial feito de boa-fé. (errada) FAURGS - 2016 - TJ-RS - JUIZ DE DIREITO SUBSTITUTO 
Considerando a doutrina da substancial performance ou adimplemento substancial das obrigações, o credor, diante de um 
adimplemento satisfatório, porém incompleto do devedor, sem prejuízo de vir a ser indenizado por perdas e danos, tem limitado o 
direito de resolução do contrato. (certa) 2012 - TJ-MS – JUIZ DE DIREITO SUBSTITUTO 
A teoria do adimplemento substancial, adotada em alguns julgados, sustenta que a prestação imperfeita, mas significativa de 
adimplemento substancial da obrigação, por parte do devedor, autoriza a composição de indenização, mas não a resolução do 
contrato. (certa) FCC - 2013 - TJ-PE - JUIZ DE DIREITO SUBSTITUTO 
Considerando os postulados da boa-fé objetiva e da função social do contrato, é eventualmente possível, mesmo diante do 
inadimplemento, recusar-se a resolução do contrato pela invocação da teoria do substancial adimplemento. (certa) 2018 - TRF - 3ª REGIÃO - 
JUIZ FEDERAL SUBSTITUTO 
▪ ALIENAÇÃO FIDUCIÁRIA 
Segundo jurisprudência dominante no Superior Tribunal de Justiça (STJ), não é possível aplicar a teoria do adimplemento 
substancial aos contratos de alienação fiduciária em garantia regidos pelo Decreto-Lei n. 911/69. (certa) 
• A teoria do adimplemento substancial alcança os casos de alienação fiduciária. (errada) VUNESP - 2014 - PGM - SP - PROCURADOR MUNICIPAL 
 
38 CAVALCANTE, Márcio André Lopes. Teoria do adimplemento substancial. Buscador Dizer o Direito, Manaus. Disponível em: 
<https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/7d04bbbe5494ae9d2f5a76aa1c00fa2f>. Acesso em: 08/09/2022 
https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/7d04bbbe5494ae9d2f5a76aa1c00fa2f
• A teoria do adimplemento substancial se aplica a todo e qualquer contrato de alienação fiduciária em garantia de bem móvel. (errada) CESPE - 
2022 - DPE-PA 
Segundo o Superior Tribunal de Justiça, a proteção ao bem de família não se aplica quanto ao inadimplemento de parcelas de 
um contrato de financiamento de um imóvel dado em alienação fiduciária do utilizado para fins de moradia familiar. (certa) FCC - 2022 - 
DPE-CE 
De acordo com o entendimento do Superior Tribunal de Justiça, a teoria do adimplemento substancial não é prevista 
expressamente em lei e decorre de interpretação extensiva de dispositivos do Código Civil, de modo que não pode se sobrepor à 
lei especial que rege a alienação fiduciária, por violação à regra de que lei especial prevalece sobre lei geral. (certa) FCC - 2022 - DPE-CE 
▪ DÍVIDA DE ALIMENTOS 
Em face do princípio do adimplemento substancial, considera-se suficiente para a revogação da prisão civil do devedor de 
alimentos o pagamento parcial dos alimentos devidos. (errada) CESPE - 2013 - TJ-MA - JUIZ DE DIREITO SUBSTITUTO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
31. DO INADIMPLEMENTO DAS OBRIGAÇÕES (art. 389 a 420) 
31.1 DISPOSIÇÕES GERAIS (389 - 393) 
Art. 389. Não cumprida a obrigação, responde o devedor por perdas e danos, mais juros e atualização monetária segundo índices 
oficiais regularmente estabelecidos, e honorários de advogado. 
• Não cumprida a obrigação, responde o devedor por perdas e danos, mais juros e atualização monetária segundo índices oficiais regularmente 
estabelecidos e honorários de advogado. (certa) 2016 - TRF - 4ª REGIÃO - JUIZ FEDERAL SUBSTITUTO 
Ex. “A” contratou “B” para cantar em sua festa de casamento. “B” não compareceu à comemoração do casamento na data 
estipulada. A hipótese é de: inadimplemento absoluto. (certa) VUNESP - 2019 
Art. 390. Nas obrigações negativas o devedor é havido por inadimplente desde o dia em que executou o ato de que se devia 
abster. 
• Considera-se inadimplemento absoluto um descumprimento tal da obrigação que a torne desinteressante para o credor, ainda que o devedor 
se disponha a cumpri-la extemporaneamente. (certa) CESPE - 2013 - STM - JUIZ-AUDITOR SUBSTITUTO 
• Em se tratando de obrigações negativas, o devedor estará em mora INADIMPLENTE a partir da data em que realizar a prestação que havia se 
comprometido a não efetivar. (errada) CESPE - 2017 - PROCURADOR MUNICIPAL 
• Nas obrigações negativas, o devedor é considerado inadimplente desde o dia em que executou o ato de que se devia abster. (certa) FUMARC - 
2018 - PC-MG - DELEGADO DE POLÍCIA SUBSTITUTO 
Art. 391. Pelo inadimplemento das obrigações respondem todos os bens do devedor. 
 
Art. 392. Nos contratos benéficos, responde por simples culpa o contratante, a quem o contrato aproveite, e por dolo aquele a 
quem não favoreça. Nos contratos onerosos, responde cada uma das partes por culpa, salvo as exceções previstas em lei.• Em caso de inadimplemento de obrigações em contratos benéficos, respondem por simples culpa ambos os contratantes. (errada) 2015 - PGE-
RS 
Comentário39: Nos contratos gratuitos, os desiguais são tratados de maneira desigual. O contratante que tem a vantagem 
patrimonial (comodatário, donatário, mutuário) responde pelos prejuízos decorrentes de dolo (prejuízo causado com intenção) e 
de simples culpa (prejuízo causado sem intenção, mas com descuido). 
Já o contratante que não tem vantagem alguma (comodante, doador, mutuante), somente responde por dolo (prejuízo causado 
com intenção), mas não por culpa. O art. 392 tem duas exceções em matéria contratual: 
• contrato de DEPÓSITO: apesar de ser benéfico ao depositante que, em regra, nada paga ao depositário, o último responde 
pelos prejuízos culposos (ver art. 629 do CC); 
• contrato de MANDATO: apesar de o mandato, em regra, ser gratuito, o mandatário responde por simples culpa (ver art. 
667 do CC). 
31.1.1 CASO FORTUITO E FORÇA MAIOR 
Art. 393. O devedor não responde pelos prejuízos resultantes de CASO FORTUITO ou FORÇA MAIOR, se expressamente não se 
houver por eles responsabilizado. 
CESPE - 2009 - PROCURADOR MUNICIPAL / FCC - 2014 - TJ-AP - JUIZ 
Parágrafo único. O caso fortuito ou de força maior verifica-se no fato necessário, cujos efeitos não era possível evitar ou impedir. 
• Responde o devedor pelos prejuízos resultantes de caso fortuito e força maior se por estes houver se responsabilizado. (certa) FCC - 2009 - DPE-
SP 
• O devedor pode responder pelos prejuízos resultantes de caso fortuito ou força maior desde que, expressamente, tenha-se por eles 
responsabilizado. (certa) CESPE - 2014 - MPE-AC 
• O devedor não responde pelos prejuízos resultantes de caso fortuito ou força maior, se expressamente não se houver por eles 
responsabilizado. (certa) 2015 - MPE-SP 
• Em caso de inexecução involuntária do contrato, o inadimplente pode ser compelido a pagar as perdas e os danos se tiver se responsabilizado 
pelos prejuízos resultantes de caso fortuito ou de força maior. (certa) CESPE - 2015 - TRF - 5ª REGIÃO - JUIZ FEDERAL SUBSTITUTO 
“(...) Sem pretender pôr fim à controvérsia, visto que seria inadmissível a pretensão, entendemos que a característica básica da 
FORÇA MAIOR é a sua inevitabilidade, mesmo sendo a sua causa eventualmente conhecida (um terremoto ou uma erupção 
vulcânica, por exemplo); ao passo que o CASO FORTUITO, por sua vez, tem a sua nota distintiva na sua imprevisibilidade, 
segundo os parâmetros do homem médio. Nesta última hipótese, portanto, a ocorrência repentina e até então desconhecida do 
evento atinge a parte incauta, impossibilitando o cumprimento de uma obrigação (um atropelamento, um roubo). Advertimos, 
outrossim, que as situações da vida real podem tornar muito difícil a diferenciação entre caso fortuito ou força maior, razão por que, 
 
39 Código Civil Comentado, Doutrina e Jurisprudência (2021) 3ª ed., - Anderson Schreiber, Flávio Tartuce e Outros, p. 710 
a despeito de nos posicionarmos acerca do tema, diferenciando os institutos, não consideramos grave erro a identificação dos 
conceitos no caso concreto. 
31.1.2 RUPTURA ANTECIPADA (ANTICIPATORY BREACH) – INADIMPLEMENTO ANTECIPADO 
ENUNCIADO 437 CJF: A resolução da relação jurídica contratual também pode decorrer do inadimplemento antecipado. 
Ruy Rosado de Aguiar Júnior explica40 que “é possível caracterizar-se o inadimplemento antes do tempo se o devedor pratica 
atos nitidamente contrários ao cumprimento ou faz declarações expressas nesse sentido, acompanhadas de comportamento 
efetivo contra a prestação, de tal sorte que se possa deduzir conclusivamente, dos dados objetivos existente, que não haverá o 
cumprimento. Se essa situação se verificar, o autor pode propor a ação de resolução. O incumprimento ocorrerá sempre que o 
devedor, beneficiado com um prazo, durante ele praticar atos que, por força da natureza ou da lei, impeçam o futuro cumprimento”. 
A Convenção das Nações Unidas sobre Contratos de Compra e Venda Internacional de Mercadorias - Uncitral, promulgada pelo 
Decreto nº 8.327/2014, estabelece as seguintes disposição normativas a respeito da violação antecipada em contratos com 
prestações sucessivas: 
Artigo 72. Se antes da data do adimplemento tornar-se evidente que uma das partes incorrerá em violação essencial do contrato, 
poderá a outra parte declarar a rescisão deste. 
O STJ já reconheceu a possibilidade de extinção do contrato por quebra antecipada das obrigações em promessa de compra 
e venda, visto que a construtora não havia iniciado as obras até a data do ajuizamento da ação, aliado à circunstância de que o 
prédio não seria construído. 
CONSTRUTORA 
PROMESSA DE COMPRA E VENDA. Resolução. Quebra antecipada do contrato. 
- Evidenciado que a construtora não cumprirá o contrato, o promissário comprador pode pedir a extinção da avença e a 
devolução das importâncias que pagou. 
- Recurso não conhecido". (REsp 309.626/RJ, Rel. Ministro RUY ROSADO DE AGUIAR, QUARTA TURMA, julgado em 7/6/2001, DJ 20/8/2001) 
ADQUIRENTE 
O pedido de resolução do contrato de compra e venda com pacto de alienação fiduciária em garantia por desinteresse do 
adquirente, mesmo que ainda não tenha havido mora no pagamento das prestações, configura quebra antecipada do contrato 
(“antecipatory breach”), decorrendo daí a possibilidade de aplicação do disposto nos 26 e 27 da Lei 9.514/97 para a satisfação 
da dívida garantida fiduciariamente e devolução do que sobejar (sobrar) ao adquirente. (REsp 1.867.209/SP, Rel. Ministro PAULO DE 
TARSO SANSEVERINO, TERCEIRA TURMA, julgado em 8/9/2020, DJe 30/9/2020 
31.2 DA MORA (394 - 401) 
O inadimplemento relativo, por sua vez, ocorre quando a prestação, ainda passível de ser realizada, não foi cumprida no tempo, 
lugar e forma convencionados, remanescendo o interesse do credor de que seja adimplida, sem prejuízo de exigir uma 
compensação pelo atraso causado.41 
REQUISITOS DA MORA DO DEVEDOR (solvendi) 
- EXISTÊNCIA DE DÍVIDA LÍQUIDA E CERTA 
- VENCIMENTO (EXIGIBILIDADE) DA DÍVIDA 
- CULPA DO DEVEDOR 
. 
EFEITOS DA MORA DO DEVEDOR 
- RESPONSABILIDADE CIVIL DECORRENTE DO ATRASO NO 
PAGAMENTO (art. 395 CC) 
- PERPETUATIO OBLIGATIONIS: Responsabilidade civil pela 
integridade da coisa a mora (art. 399 CC) 
. 
 
40 (Comentários ao novo Código Civil, v. VI, t. II: da extinção do contrato (S. F. Teixeira/Coord.). Rio de Janeiro: Forense, 2011, págs. 579-582). 
41 Manual de Direito Civil, 6ª ed., 2022, p. 551, Rodolfo Pamplona Filho e Pablo Stolze 
MORA DO CREDOR (accipiendi) 
- Ocorre quando o credor recusa-se a receber a prestação no tempo, 
lugar e forma convencionados, incorra em mora. 
Obs.: Não é admitida a mora simultânea. Sílvio Venosa42: “estando ambos em mora, elas se anulam, já que as partes colocam-se 
em estado idêntico e uma nada pode imputar à outra”. 
Art. 394. Considera-se em mora o devedor que não efetuar o pagamento e o credor que não quiser recebê-lo no tempo, lugar e 
forma que a lei ou a convenção estabelecer. 
CESPE - 2012 - DPE-SE / 2012 - TRF - 4ª REGIÃO - JUIZ FEDERAL / 2018 - MPE-MS / FUNDEP - 2019 - PROCURADOR MUNICIPAL 
• De acordo com a legislação brasileira, considera-se mora apenas o pagamento extemporâneo por parte do devedor ou a recusa injustificada 
do credor de receber o pagamento no prazo devido, caracterizando-se como inadimplemento a desconformidade quanto ao lugar ou ao 
modo de pagamento previamente estabelecidos. (errada) CESPE - 2009 - TRF - 5ª REGIÃO - JUIZ FEDERAL 
• A caracterização da mora do devedor não dispensa a existência de culpa, mas prescinde da demonstração de prejuízo efetivo. (certa) VUNESP - 
2013 - TJ-SP – JUIZ DE DIREITO SUBSTITUTO 
• Considera-se em mora o devedor que não efetue o pagamento no tempo ajustado, mas não o que cumpra a obrigação de forma imperfeita. 
(errada) CESPE - 2014 - MPE-AC 
Ex.: A mudança, sem prévio aviso, do local do pagamento e a posteriorrecusa no recebimento da prestação devida, caracterizam 
a mora accipiendi. (certa) FGV - 2009 - TJ-PA – JUIZ DE DIREITO SUBSTITUTO 
Art. 395. Responde o devedor pelos prejuízos a que sua mora der causa, mais juros, atualização dos valores monetários segundo 
índices oficiais regularmente estabelecidos, e honorários de advogado. 
Parágrafo único. Se a prestação, devido à mora, se tornar inútil ao credor, este poderá enjeitá-la, e exigir a satisfação das perdas 
e danos. 
• Responde o devedor pelos prejuízos a que sua mora der causa, mais juros, atualização dos valores monetários segundo índices oficiais 
regularmente estabelecidos, e honorários de advogado. (certa) FCC - 2015 - TJ-PI - JUIZ SUBSTITUTO 
• A mora faculta ao credor exigir a prestação acrescida de perdas e danos, juros, correção monetária e honorários advocatícios, enquanto o 
inadimplemento absoluto abre ao credor a opção de resolver o contrato. (certa) VUNESP - 2021 - TJ-SP - JUIZ SUBSTITUTO 
Art. 396. Não havendo fato ou omissão imputável ao devedor, não incorre este em mora. 
• A mora ocorrerá pelo simples descumprimento da obrigação, ainda que não haja fato ou omissão imputável ao devedor. (errada) FCC - 2009 - 
MPE-CE 
• O atraso no cumprimento de uma obrigação configura mora, ainda que não haja fato ou omissão imputável ao devedor. (errada) FCC - 2014 - TJ-
AP - JUIZ DE DIREITO SUBSTITUTO 
• Não havendo fato ou omissão imputável ao devedor, não incorre este em mora. (certa) FCC - 2015 - TJ-PI - JUIZ SUBSTITUTO 
• Não havendo termo, a mora só se constitui mediante interpelação judicial. (errada) FCC - 2015 - TJ-PI - JUIZ SUBSTITUTO 
• Havendo fato ou omissão imputável ao devedor, este não incorre em mora. (errada) FCC - 2020 - TJ-MS – JUIZ DE DIREITO SUBSTITUTO 
Art. 397. O inadimplemento da obrigação, positiva e líquida, no seu termo, constitui de pleno direito em mora o devedor. MORA 
EX RE 
Parágrafo único. Não havendo termo, a mora se constitui mediante interpelação judicial ou extrajudicial. MORA EX PERSONA 
VUNESP - 2012 - DPE-MS / VUNESP - 2013 - TJ-SP – JUIZ DE DIREITO SUBSTITUTO / FCC - 2015 - TJ-PE - JUIZ SUBSTITUTO / FCC - 2015 - TJ-RR - JUIZ SUBSTITUTO / 2018 - TJ-MG - JUIZ DE DIREITO SUBSTITUTO 
/ FGV - 2022 - TJ-AP - JUIZ DE DIREITO SUBSTITUTO 
• O inadimplemento da obrigação em seu termo induz a mora do devedor, independente de qualquer notificação ou interpelação. (certa) 2011 - 
PGE-PR 
• O inadimplemento da obrigação positiva e líquida, no seu termo, constitui de pleno direito em mora o devedor, mas, não havendo termo, a 
mora se constitui mediante interpelação judicial ou extrajudicial. (certa) FCC - 2014 - TJ-AP - JUIZ DE DIREITO SUBSTITUTO 
• Em regra, o inadimplemento da obrigação, positiva e líquida, no seu termo, constitui de pleno direito em mora o devedor, mas os efeitos da 
mora só se operam após a notificação ou interpelação. (errada) 2014 - TRF - 2ª REGIÃO - JUIZ FEDERAL 
Dispõe o art. 397 do Código Civil: “O inadimplemento da obrigação, positiva e líquida, no seu termo, constitui de pleno direito 
em mora o devedor. Parágrafo único. Não havendo termo, a mora se constitui mediante interpelação judicial ou extrajudicial”. 
Considerando esse dispositivo legal, a respeito da mora, o caput trata da mora ex persona RE, enquanto o parágrafo único trata da 
mora ex re PERSONA. (errada) 2018 - PGE-SC 
 
42 Manual de Direito Civil, 6ª ed., 2022, p. 554, Rodolfo Pamplona Filho e Pablo Stolze 
Art. 398. Nas obrigações provenientes de ato ilícito, considera-se o devedor em mora, desde que o praticou. MORA PRESUMIDA 
[ilícito extracontratual] 
2012 - AGE-MG / FCC - 2014 - TJ-AP – JUIZ DE DIREITO SUBSTITUTO 
• Nas obrigações provenientes de ato ilícito a mora é presumida. (certa) 2009 - TJ-MG - JUIZ SUBSTITUTO 
• Nas obrigações provenientes de ato ilícito, reputa-se o devedor em mora desde a citação do réu da ação de ressarcimento. (errada) VUNESP - 
2013 - TJ-SP - JUIZ SUBSTITUTO 
• Nas obrigações provenientes de ato ilícito, considera-se o devedor em mora desde a data da prática do ato. (certa) VUNESP - 2014 - TJ-PA - JUIZ DE 
DIREITO SUBSTITUTO 
• Nas obrigações provenientes de ato ilícito, considera-se o devedor em mora, desde que o praticou. (certa) FCC - 2015 - TJ-PI - JUIZ SUBSTITUTO 
• Devido a obrigação proveniente da prática de ato ilícito, o devedor será considerado em mora desde o ajuizamento da ação indenizatória. 
(errada) CESPE - 2015 - TRF - 5ª REGIÃO - JUIZ FEDERAL SUBSTITUTO 
• Nas obrigações provenientes de ato ilícito, considera-se o devedor em mora a partir do ajuizamento da ação indenizatória correspondente. 
(errada) FCC - 2020 - TJ-MS - JUIZ SUBSTITUTO 
. 
SÚMULA 54-STJ: Os juros moratórios fluem a partir do evento danoso, em caso de responsabilidade extracontratual. 
 
Art. 399. O devedor em mora responde pela impossibilidade da prestação, embora essa impossibilidade resulte de caso fortuito 
ou de força maior, se estes ocorrerem durante o atraso; SALVO se provar isenção de culpa, ou que o dano sobreviria ainda quando 
a obrigação fosse oportunamente desempenhada. [responsabilidade civil agravada] 
FCC - 2014 - TJ-AP - JUIZ DE DIREITO SUBSTITUTO / 2015 - MPE-SP 
• O devedor em mora responde pela impossibilidade da prestação, exceto se essa impossibilidade resultar de caso fortuito ou de força maior 
ocorrentes durante o atraso. (errada) FCC - 2015 - TJ-PI - JUIZ SUBSTITUTO 
• O devedor em mora responde pela impossibilidade da prestação, salvo, em qualquer caso, se essa impossibilidade resultar de caso fortuito 
ou força maior. (errada) FCC - 2020 - TJ-MS - JUIZ SUBSTITUTO 
Art. 400. A MORA do CREDOR subtrai o devedor isento de dolo à responsabilidade pela conservação da coisa, obriga o credor a 
ressarcir as despesas empregadas em conservá-la, e sujeita-o a recebê-la pela estimação mais favorável ao devedor, se o seu 
valor oscilar entre o dia estabelecido para o pagamento e o da sua efetivação. 
• A mora do credor subtrai o devedor isento de dolo à responsabilidade pela conservação da coisa, obriga o credor a ressarcir as despesas 
empregadas em conservá-la e sujeita-o a recebê-la pela estimação mais favorável ao devedor, se o seu valor oscilar entre o dia estabelecido 
para o pagamento e o da sua efetivação. (certa) FCC - 2020 - TJ-MS - JUIZ SUBSTITUTO 
Art. 401. PURGA-SE A MORA: 
I - por parte do devedor, oferecendo este a prestação mais a importância dos prejuízos decorrentes do dia da oferta; 
II - por parte do credor, oferecendo-se este a receber o pagamento e sujeitando-se aos efeitos da mora até a mesma data. 
. 
• Admite-se a purgação da mora pelo devedor, mas não se admite a purgação da mora pelo credor. (errada) FCC - 2014 - TJ-AP – JUIZ 
• A mora não pode ser purgada por terceiro. (errada) 2009 - TJ-MG - JUIZ SUBSTITUTO 
31.2.1 ENCARGOS ESSENCIAIS x ENCARGOS ACESSÓRIOS x MORA43 
A abusividade de encargos acessórios do contrato não descaracteriza a mora. STJ. 2ª Seção. REsp 1.639.259-SP, Rel. Min. Paulo de Tarso 
Sanseverino, julgado em 12/12/2018 (recurso repetitivo) (Info 639). 
Ex.: João celebrou contrato de financiamento bancário por meio do qual tomou emprestado R$ 50 mil da instituição financeira, 
oferecendo um caminhão como garantia da dívida. 
Ocorre que o banco inseriu no contrato três encargos acessórios a serem pagos pelo contratante, que de não teve liberdade 
escolha. Assim, o contrato previa que João deveria, obrigatoriamente, pagar, além das parcelas do financiamento: 
SEGURO DE PROTEÇÃO FINANCEIRA; 
RESSARCIMENTO DE DESPESAS COM PRÉ-GRAVAME; 
COMISSÃO DO CORRESPONDENTE BANCÁRIO. 
O banco poderia ter exigido o pagamento desses encargos? NÃO. O STJ entende que essa exigência é abusiva. 
 
43 CAVALCANTE, Márcio André Lopes. A abusividade de encargos acessórios do contrato não descaracteriza a mora. Buscador Dizer o Direito, Manaus. Disponível em: 
<https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/947018640bf36a2bb609d3557a285329>. Acesso em: 07/09/2022 
https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/947018640bf36a2bb609d3557a285329Após alguns meses, João passou a atrasar o pagamento das parcelas do contrato. O contrato previa que, em caso de atraso, 
incidiria multa contratual, juros moratórios e correção monetária. 
Diante da mora, o banco iniciou a cobrança dos encargos moratórios previstos no ajuste. João defendeu-se afirmando que, 
como o banco estava exigindo alguns encargos manifestamente abusivos, o atraso no pagamento foi justificado e, portanto, a 
mora deveria ser afastada, não havendo motivo para que ele pagasse a multa, os juros e a correção monetária. 
A tese de João foi acolhida pelo STJ? NÃO. 
 Se o banco cobra encargos ilegais do contratante e este atrasa o pagamento, HAVERÁ a incidência de juros e correção 
monetária? Depende: 
SE SÃO ENCARGOS ESSENCIAIS: NÃO SE SÃO ENCARGOS ACESSÓRIOS: SIM 
O reconhecimento da abusividade nos encargos 
exigidos no período da normalidade contratual 
descarateriza (afasta) a mora. Isso porque afasta a 
“culpa” do mutuário pelo atraso. STJ. 2ª Seção. REsp 1061530/RS, 
Rel. Min. Nancy Andrighi, julgado em 22/10/2008. 
A abusividade de encargos acessórios do contrato não descaracteriza 
a mora. STJ. 2ª Seção. REsp 1.639.259-SP, Rel. Min. Paulo de Tarso Sanseverino, julgado em 
12/12/2018 (recurso repetitivo) (Info 639). 
Ex: Em um contrato de mútuo bancário, se a instituição 
financeira cobra juros remuneratórios abusivos, o 
eventual atraso não gera mora (não gera pagamento das 
verbas decorrentes da mora). 
Ex: Em um contrato de mútuo bancário, se a instituição financeira exige 
seguro de proteção financeira, ressarcimento de despesas com pré-
gravame e comissão do correspondente bancário, o eventual atraso 
gera mora. 
O “período de normalidade” é justamente o período que antecede a mora. São os encargos que não estão relacionados à mora, 
mas ao custo do próprio contrato (juros remuneratórios e capitalização). Estes encargos essenciais são exigidos no período normal 
do contrato, porque inerentes às obrigações assumidas. Se estes encargos essenciais, relativos ao período de normalidade (antes 
da mora), são abusivos e, em razão deles (e do abuso), o devedor não adimplir as obrigações, a MORA estará 
DESCARACTERIZADA.44 
31.3 DAS PERDAS E DANOS (402 - 405) 
Art. 402. Salvo as exceções expressamente previstas em lei, as perdas e danos devidas ao credor abrangem, além do que ele 
efetivamente perdeu, o que razoavelmente deixou de lucrar. 
Obs.: Daniel Carnacchioni45 explica que essas exceções previstas em lei são os juros moratórios, a cláusula penal e as arras. 
Tratam-se de hipóteses em que o dano é presumido, diferentemente do que o que ocorre com os danos emergentes e os lucros 
cessantes (danos reais). 
Art. 403. AINDA QUE a inexecução resulte de dolo do devedor, as perdas e danos só incluem os prejuízos efetivos e os lucros 
cessantes por efeito dela direto e imediato, sem prejuízo do disposto na lei processual. 
• Quanto à inexecução, o Código Civil prevê que, ainda que ela resulte de dolo do devedor, as perdas e danos só incluem os prejuízos efetivos 
e os lucros cessantes por efeito dela direto e imediato. (certa) 2014 - TRF - 2ª REGIÃO - JUIZ FEDERAL 
• SALVO SE a inexecução resultar de dolo do devedor, as perdas e danos só incluem os prejuízos efetivos e os lucros cessantes por efeito 
dela direto e imediato, sem prejuízo do disposto na lei processual. (errada) FCC - 2020 - TJ-MS - JUIZ SUBSTITUTO 
Art. 404. As perdas e danos, nas obrigações de pagamento em dinheiro, serão pagas com atualização monetária segundo índices 
oficiais regularmente estabelecidos, abrangendo juros, custas e honorários de advogado, sem prejuízo da pena convencional. 
CESPE - 2019 - DPE-DF 
Parágrafo único. Provado que os juros da mora não cobrem o prejuízo, e não havendo pena convencional (cláusula penal), pode 
o juiz conceder ao credor indenização suplementar. 
• Provado que os juros de mora não cobrem o prejuízo, mesmo havendo pena convencional, pode o juiz conceder ao credor indenização 
suplementar. (errada) 2012 - PGE-PA 
• O juiz pode conceder ao credor indenização suplementar se os juros da mora e a pena convencional não cobrirem o prejuízo suportado. 
(errada) CESPE - 2014 - MPE-AC 
• Não havendo pena convencional e sendo provado que os juros de mora não cobrem o prejuízo, descabe a fixação de indenização suplementar. 
(errada) 2015 - PGE-RS 
Art. 405. Contam-se os juros de mora desde a citação inicial. [contratual] 
2009 - TJ-SC – JUIZ / 
 
44 Aula nº 62 - Daniel Carnacchioni (Gran) 
45 Aula nº 64 - Daniel Carnacchioni (Gran) 
• As perdas e danos, nas obrigações de pagamento em dinheiro, devem compreender as custas e os honorários advocatícios e, além da 
atualização monetária, os juros de mora a partir do descumprimento contratual. (errada) CESPE - 2019 - DPE-DF 
• Os juros de mora por inadimplemento contratual contam-se sempre a partir da citação. (errada) VUNESP - 2021 - TJ-SP - JUIZ SUBSTITUTO 
ENUNCIADO 163 CJF: A regra do art. 405 do novo Código Civil aplica-se somente à responsabilidade contratual, e não aos juros 
moratórios na responsabilidade extracontratual, em face do disposto no art. 398 do novo Código Civil, não afastando, pois, o disposto 
na Súmula 54 do STJ. 
O Código Civil, ao estatuir no seu artigo 405 que se contam “os juros de mora desde a citação inicial”, tornou sem efeito a 
Súmula 54 do Superior Tribunal de Justiça, que, editada na vigência do Código Civil de 1916, dispunha que “os juros moratórios 
fluem a partir do evento danoso, em caso de responsabilidade extracontratual”. (errada) 2012 - TRF - 4ª REGIÃO - JUIZ FEDERAL 
TERMO INICIAL DOS JUROS DE MORA INCIDENTES SOBRE A RESTITUIÇÃO DAS PARCELAS PAGAS EM CASO DE RESOLUÇÃO 
JUDICIAL DO CONTRATO POR INICIATIVA DO PROMITENTE COMPRADOR DE FORMA DIVERSA DA 
CLÁUSULA PENAL CONVENCIONADA 
Nos compromissos de compra e venda de unidades imobiliárias anteriores à Lei nº 13.786/2018, em que é pleiteada a resolução 
do contrato por iniciativa do promitente comprador de forma diversa da cláusula penal convencionada, os juros de mora incidem 
a partir do trânsito em julgado da decisão. STJ. 2ª Seção. REsp 1740911-DF, Rel. Min. Moura Ribeiro, Rel. Acd. Min. Maria Isabel Gallotti, julgado em 14/08/2019 
(recurso repetitivo – Tema 1002) (Info 654). 
Obs: Nos contratos celebrados a partir da Lei nº 13.786/2018 (28/12/2018), os juros de mora incidem a partir da citação válida, 
nos termos dos arts. 397 e 405 do Código Civil. 
31.4 DOS JUROS LEGAIS (406 – 407) 
Art. 406. Quando os juros moratórios não forem convencionados, ou o forem sem taxa estipulada, ou quando provierem de 
determinação da lei, serão fixados segundo a taxa que estiver em vigor para a mora do pagamento de impostos devidos à Fazenda 
Nacional. 
2011 - TJ-RO - JUIZ SUBSTITUTO / 2013 - TRF - 3ª REGIÃO - JUIZ FEDERAL / 
• Quando os juros moratórios não forem convencionados, ou o forem sem taxa estipulada, ou quando provierem de determinação da lei, serão 
fixados segundo a taxa que estiver em vigor para a mora do pagamento de impostos devidos à Fazenda Nacional. (certa) FUNDEP - 2021 - MPE-MG 
 
Art. 407. AINDA QUE SE NÃO ALEGUE PREJUÍZO, é obrigado o devedor aos juros da mora que se contarão assim às dívidas em 
dinheiro, como às prestações de outra natureza, uma vez que lhes esteja fixado o valor pecuniário por sentença judicial, 
arbitramento, ou acordo entre as partes. 
31.5 DA CLÁUSULA PENAL (408 - 416) 
A cláusula penal é um pacto acessório, pelo qual as partes de determinado negócio jurídico fixam, previamente, a indenização 
devida em caso de descumprimento culposo da obrigação principal, de alguma cláusula do contrato ou em caso de mora. Em 
outras palavras, a cláusula penal, também denominada pena convencional, tem a precípua função de pré-liquidar danos, em caráter 
antecipado, para o caso de inadimplemento culposo, absoluto ou relativo, da obrigação46. 
• A cláusula penal ou pena convencional é um pacto acessório à obrigação principal, no qualse estipula a obrigação de pagar pena ou multa, 
para o caso de uma das partes se furtar ao cumprimento da obrigação principal. (certa) 2014 - TRF - 4ª REGIÃO - JUIZ FEDERAL SUBSTITUTO 
• A cláusula penal tem natureza de obrigação acessória. (certa) 2015 - DPE-PA 
No que se refere à cláusula penal, é a cominação que se estabelece em um contrato, por meio de disposição específica e pela 
qual se atribui ao inadimplente da obrigação principal o pagamento de determinada quantia, ou a entrega de um bem, ou a realização 
de um serviço, ou seja, pacto acessório por meio do qual se estipula uma pena, em dinheiro ou outra utilidade. (certa) 2013 - TJ-PR – JUIZ 
DE DIREITO SUBSTITUTO 
Ao se celebrar um negócio jurídico podem-se pactuar obrigações exigíveis em caso de inexecução, entre as quais, a cláusula 
penal que, hodiernamente tem por função principal reforçar o vínculo obrigacional e, secundária estipular perdas e danos. (certa) 2013 
- PGE-GO 
A invalidade da cláusula penal implica a invalidade da obrigação principal, visto que nesta está inserida. (errada) CESPE - 2014 - MPE-AC 
• A cláusula penal ressarcitória equivale a perdas e danos prefixados e não à sanção punitiva. (certa) 2009 - TJ-SC – JUIZ DE DIREITO SUBSTITUTO 
• A cláusula penal compensatória MORATÓRIA tem a finalidade de compensar os prejuízos causados pelo atraso no cumprimento da obrigação 
avençada, ao passo que a cláusula penal moratória COMPENSATÓRIA serve como forma de pré-fixar o valor mínimo da indenização no caso de 
descumprimento da obrigação. (errada) FCC - 2015 - DPE-MA 
• A multa estipulada em contrato que tenha por objeto evitar o inadimplemento da obrigação principal é denominada cláusula penal. (certa) 
CESPE - 2019 - TJ-SC - JUIZ SUBSTITUTO 
 
46 Manual de Direito Civil, 6ª ed., 2022, p. 556, Rodolfo Pamplona Filho e Pablo Stolze 
• Sobre a responsabilidade civil no direito brasileiro, a cláusula penal equivale ao mínimo que o credor deverá receber em caso de 
descumprimento total ou parcial do contrato. (errada) FCC - 2019 - DPE-SP 
Art. 408. Incorre de pleno direito o devedor na cláusula penal, DESDE QUE, CULPOSAMENTE , deixe de cumprir a obrigação ou 
se constitua em mora. 
• O devedor incorre em cláusula penal quando culposamente deixa de cumprir a obrigação caracterizando-se inadimplência, não sendo aplicável 
em caso de simples mora. (errada) 2010 - TJ-PR – JUIZ DE DIREITO SUBSTITUTO 
• Incorre de pleno direito o devedor na cláusula penal, desde que, culposamente, deixe de cumprir a obrigação ou se constitua em mora. (certa) 
FCC - 2013 - TJ-PE – JUIZ DE DIREITO SUBSTITUTO 
• O devedor incorre na cláusula penal de pleno direito, desde que, culposamente, deixe de cumprir a obrigação ou se constitua em mora. (certa) 
FCC – 2015 – TJ-SE– JUIZ DE DIREITO SUBSTITUTO 
• O devedor incorre na cláusula penal apenas se, depois de interpelado, deixar de cumprir a obrigação ou incorrer em mora. (errada) FCC – 2015 
– TJ-SE– JUIZ DE DIREITO SUBSTITUTO 
• O devedor incorre na cláusula penal em caso de mora, mas não se houver inadimplemento absoluto, porque, neste caso, a obrigação se 
resolve, necessariamente, em perdas e danos. (errada) FCC – 2015 – TJ-SE– JUIZ DE DIREITO SUBSTITUTO 
• De acordo com o Código Civil, incorre de pleno direito o devedor na cláusula penal, desde que deixe de cumprir a obrigação ou se constitua 
em mora, exceto se o fizer culposamente. (errada) 2016 - MPE-SC 
• A cláusula penal incide de pleno direito, se o devedor, ainda que isento de culpa, deixar de cumprir a obrigação ou se constituir-se em mora. 
(errada) FCC - 2017 - TJ-SC– JUIZ DE DIREITO SUBSTITUTO 
• A cláusula penal incide de pleno direito, se o devedor, culposamente, deixar de cumprir a obrigação ou se constituir-se em mora. (certa) FCC 
- 2017 - TJ-SC– JUIZ DE DIREITO SUBSTITUTO 
• Incorre de pleno direito o devedor na cláusula penal, desde que, culposamente, deixe de cumprir a obrigação ou se constitua em mora e, 
sendo indivisível a obrigação, todos os devedores, caindo em falta um deles, incorrerão na pena; mas esta só se poderá demandar 
integralmente do culpado, respondendo cada um dos outros somente pela sua quota, contudo, a penalidade deve se reduzida equitativamente 
pelo juiz se a obrigação principal tiver sido cumprida em parte, ou se o montante da penalidade for manifestamente excessivo, tendo-se em 
vista a natureza e a finalidade do negócio. (certa) FCC - 2018 - PGE-AP 
• O devedor incorre de pleno direito na cláusula penal caso deixe de cumprir a obrigação ou se constitua em mora, independentemente de 
dolo ou culpa. (errada) FCC - 2021 - PGE-GO 
Art. 409. A cláusula penal estipulada conjuntamente com a obrigação, ou em ato posterior, pode referir-se à inexecução completa 
da obrigação, à de alguma cláusula especial ou simplesmente à mora. (obrig. principal + moratória) 
• É correto afirmar, a respeito do instituto da cláusula penal, que deve ser estipulada simultaneamente com a obrigação, não se admitindo 
estipulação em ato posterior. (errada) VUNESP – 2015 – TJ-MS – JUIZ DE DIREITO SUBSTITUTO 
• A cláusula penal deve ser convencionada simultaneamente com a obrigação, não se admitindo a convenção em ato posterior. (errada) VUNESP 
- 2021 - TJ-SP - JUIZ SUBSTITUTO 
Art. 410. Quando se estipular a cláusula penal para o caso de total inadimplemento da obrigação, esta converter-se-á em 
alternativa a benefício do credor. 
VUNESP - 2021 - TJ-SP - JUIZ SUBSTITUTO 
• Estipulada cláusula penal para o caso de total inadimplemento da obrigação, o credor poderá exigir cumulativamente do devedor a pena 
convencional e o adimplemento da obrigação. (errada) CESPE - 2011 - TJ-PB – JUIZ DE DIREITO SUBSTITUTO 
• Se a cláusula penal for estipulada para o caso de inadimplemento total da obrigação, esta se converte em alternativa a benefício do credor. 
(certa) FCC - 2021 - PGE-GO 
Art. 411. Quando se estipular a cláusula penal para o caso de mora, ou em segurança especial de outra cláusula determinada, 
terá o credor o arbítrio de exigir a satisfação da pena cominada, juntamente com o desempenho da obrigação principal. 
• A multa moratória e a multa compensatória podem ser objeto de cumulação com a exigência de cumprimento regular da obrigação principal. 
(errada) CESPE - 2016 - TJ-DFT – JUIZ 
• Quando se estipular a cláusula penal para o caso de mora, ou em segurança especial de outra cláusula determinada, terá o credor o arbítrio 
de escolher entre a satisfação da pena cominada ou pelo desempenho da obrigação principal, um ou outro. (errada) FUNDEP - 2021 - MPE-MG 
Art. 412. O valor da cominação imposta na cláusula penal não pode exceder o da obrigação principal. 
• O valor da cláusula penal compensatória pode exceder o da obrigação principal. (errada) 2012 - AGE-MG 
• A cláusula penal pode ter valor excedente ao da obrigação principal, ressalvado ao juiz reduzi-lo equitativamente. (errada) FCC - 2017 - TJ-SC – JUIZ 
DE DIREITO SUBSTIUTO 
• O valor da cominação imposta na cláusula penal não pode exceder o da obrigação principal. (certa) 2016 - MPE-SC 
• Desde que expressamente justificado no contrato, o valor da cominação imposta na cláusula penal poderá, em determinados casos, exceder 
o valor da obrigação principal. (errada) FCC - 2021 - PGE-GO 
Art. 413. A penalidade deve ser reduzida eqüitativamente pelo juiz se a obrigação principal tiver sido cumprida em parte, ou se o 
montante da penalidade for manifestamente excessivo, tendo-se em vista a natureza e a finalidade do negócio. 
CESPE - 2011 - TJ-ES - JUIZ SUBSTITUTO / FCC - 2013 - TJ-PE – JUIZ DE DIREITO SUBSTITUTO / 2013 - TRF - 3ª REGIÃO - JUIZ FEDERAL / VUNESP - 2014 - TJ-SP – JUIZ DE DIREITO SUBSTITUTO / CESPE - 2015 - 
TRF - 1ª REGIÃO - JUIZ FEDERAL SUBSTITUTO / VUNESP - 2015 - TJ-MS - JUIZ SUBSTITUTO / 
• Em virtude do princípio da imutabilidade da cláusula penal, o valor da penalidade não poderá ser alterado pelo juiz, por importar em pré-
avaliação das perdas e danos. (errada) 2011– MPDFT 
• A cláusula penal, no Código Civil de 2002, pode DEVE ser reduzida pelo julgador se seu montante for manifestamente excessivo. (errada) 2012 - 
PGR - PROCURADOR DA REPÚBLICA 
• A redução do valor da cláusula penal não pode ser determinada de ofício pelo magistrado. (errada) CESPE - 2012 - MPE-RR 
• Quando a obrigação principal tiver sido cumprida em parte, a penalidade ajustada pelas partes não poderá ser equitativamente reduzida pelo 
magistrado. (errada) VUNESP – 2015 – TJ-MS - JUIZ SUBSTITUTO 
• A cláusula penal deve ser reduzida de ofício pelo juiz de modo equitativo, caso verifique o parcial cumprimento da prestação ou se o montante 
da penalidade for manifestamente excessivo, tendo em vista a natureza e a finalidade do negócio. (certa) VUNESP - 2021 - TJ-SP - JUIZ SUBSTITUTO 
POSSIBILIDADE DE REDUÇÃO DE OFÍCIO DA CLÁUSULA PENAL MANIFESTAMENTE EXCESSIVA 
Constatado o caráter manifestamente excessivo da cláusula penal contratada, o magistrado deverá, independentemente de 
requerimento do devedor, proceder à sua redução. Fundamento: CC/Art. 413. A penalidade deve ser reduzida equitativamente 
pelo juiz se a obrigação principal tiver sido cumprida em parte, ou se o montante da penalidade for manifestamente excessivo, 
tendo-se em vista a natureza e a finalidade do negócio. STJ. 4ª Turma. REsp 1.447.247-SP, Rel. Min. Luis Felipe Salomão, julgado em 19/04/2018 (Info 627). 
Art. 414. Sendo indivisível a obrigação, todos os devedores, caindo em falta um deles, incorrerão na pena; mas esta só se poderá 
demandar integralmente do culpado, respondendo cada um dos outros somente pela sua quota. 
FCC - 2021 - PGE-GO 
Parágrafo único. Aos não culpados fica reservada a ação regressiva contra aquele que deu causa à aplicação da pena. 
• Tratando-se de cláusula penal estipulada em obrigação indivisível e com pluralidade de devedores, verificada a culpa de um dos devedores 
pela mora ou pelo inadimplemento absoluto da obrigação, a cláusula penal será exigida na totalidade de qualquer um dos devedores. (errada) 
CESPE - 2013 - STM - JUIZ-AUDITOR SUBSTITUTO 
• A cláusula penal sendo indivisível a obrigação, implica que todos os devedores, caindo em falta um deles, serão responsáveis, podendo o 
valor integral ser demandado de qualquer deles. (errada) FCC - 2017 - TJ-SC – JUIZ DE DIREITO SUBSTITUTO 
Art. 415. Quando a obrigação for divisível, só incorre na pena o devedor ou o herdeiro do devedor que a infringir, e 
proporcionalmente à sua parte na obrigação. 
 
Art. 416. Para exigir a pena convencional, não é necessário que o credor alegue prejuízo. 
VUNESP - 2021 - TJ-SP - JUIZ SUBSTITUTO 
Parágrafo único. Ainda que o prejuízo exceda ao previsto na cláusula penal, não pode o credor exigir indenização suplementar se 
assim não foi convencionado. Se o tiver sido, a pena vale como mínimo da indenização, competindo ao credor provar o prejuízo 
excedente. 
2010 - PGE-RS / VUNESP - 2021 - TJ-SP - JUIZ SUBSTITUTO 
O prejuízo excedente à cláusula penal poderá ser exigido se houver expressa convenção contratual nesse sentido. (certa) VUNESP 
- 2017 - TJ-SP - JUIZ SUBSTITUTO 
Ainda que possível cláusula penal compensatória estipulada para o caso de a inexecução ser insuficiente para compensar os 
prejuízos sofridos, não será lícito ao contratante ajuizar ação buscando perdas e danos. (certa) CESPE - 2011 - TJ-ES - JUIZ SUBSTITUTO 
• A cláusula penal convencional só pode ser exigida pelo credor quando ele provar prejuízo em razão do inadimplemento da obrigação pelo 
devedor. (errada) CESPE - 2009 - TRF - 1ª REGIÃO - JUIZ FEDERAL 
• Ainda que o prejuízo decorrente do inadimplemento exceda o previsto na cláusula penal, o recebimento da multa necessariamente implicará 
renúncia à indenização suplementar. (errada) 2009 - TRF - 4ª REGIÃO - JUIZ FEDERAL 
• Ainda que o prejuízo exceda ao previsto na cláusula penal, não pode o credor exigir indenização suplementar se assim não foi convencionado. 
Se o tiver sido, a pena vale como mínimo da indenização, competindo ao credor provar o prejuízo excedente. (certa) FCC - 2013 - TJ-PE – JUIZ DE 
DIREITO SUBSTITUTO 
• A pena convencional exige a demonstração de prejuízo pelo credor. (errada) VUNESP – 2015 – TJ-MS - JUIZ SUBSTITUTO 
• O devedor incorre na cláusula penal desde que provado prejuízo se, culposamente, deixar de cumprir a obrigação ou incorrer em mora. 
(errada) FCC – 2015 – TJ-SE - JUIZ SUBSTITUTO 
• A exigibilidade da cláusula penal perante pessoa jurídica está condicionada à comprovação de abuso da personalidade jurídica, caracterizado 
pelo desvio de finalidade, ou pela confusão patrimonial. (errada) VUNESP - 2017 - TJ-SP - JUIZ SUBSTITUTO 
• Para exigir a pena convencional, é necessário que o credor alegue o prejuízo e que este não exceda o valor da obrigação principal. (errada) 
VUNESP - 2017 - TJ-SP - JUIZ SUBSTITUTO 
• Sempre que o prejuízo exceder a pena convencional, o credor poderá exigir indenização suplementar, competindo-lhe provar o prejuízo 
excedente. (errada) VUNESP - 2017 - TJ-SP - JUIZ SUBSTITUTO 
31.5.1 CUMULAÇÃO DA CLÁUSULA PENAL 
MORATÓRIA + 
LUCROS 
CESSANTES 
= IMPOSSIBILIDADE 
MORATÓRIA + COMPENSATÓRIA = POSSÍVEL (CAUSAS DISTINAS. LEMBRAR DO ALUGUEL ATRASADO E DANO AO AP) 
LUCRO CESSANTES x MORATÓRIA47 
A cláusula penal moratória tem a finalidade de indenizar pelo adimplemento tardio da obrigação, e, em regra, estabelecida em 
valor equivalente ao locativo, afasta-se sua cumulação com lucros cessantes. STJ. 2ª seção. 22/05/2019 (recurso repetitivo) (INFO 651). 
Ex. João celebrou contrato de promessa de compra e venda de um apartamento com a construtora MRT Engenharia. A cláusula 
quinta do pacto previa que a construtora entregaria o apartamento no dia 31/03/2012, podendo prorrogar a entrega para 30/09/2012 
(prazo de tolerância). Ocorre que a construtora, por mora imputável unicamente a ela, somente entregou o imóvel em 11/01/2013. 
Diante disso, João ajuizou ação pedindo a condenação da construtora ao pagamento: a) da multa de 1% ao mês prevista no 
contrato (multa contratual); e b) dos lucros cessantes, correspondente à quantia que o adquirente poderia obter se estivesse 
alugando o imóvel (valor do aluguel do imóvel atrasado). O pedido era para que, tanto o valor da multa como dos lucros cessantes 
fossem pagos no período de 01/10/2012 até 11/01/2013 (quando ocorreu a efetiva entrega das chaves). 
Em caso de atraso na entrega do imóvel, é possível a cumulação da indenização por lucros cessantes com a cláusula penal 
moratória? NÃO. A cláusula penal moratória já serve para indenizar/ressarcir os prejuízos que a parte sofreu, não se pode fazer a 
sua cumulação com lucros cessantes (que também consiste em uma forma de ressarcimento). 
Se não houver cláusula penal, continua sendo possível a condenação por lucros cessantes. 
Em um contrato no qual foi estipulada uma cláusula penal, caso haja o inadimplemento é possível que o credor exija o valor 
desta cláusula penal e mais as perdas e danos? NÃO. 
COMPENSATÓRIA x MORATÓRIA 
MULTA MORATÓRIA E COMPENSATÓRIA. CUMULAÇÃO. POSSIBILIDADE. A multa de mora decorre do inadimplemento da 
obrigação, enquanto a multa compensatória (rescisória) é devida diante do encerramento antecipado do contrato, podendo ser 
cumuladas, por possuírem fatos geradores diferentes. 
Luiz Antonio Scavone Junior: “nas locações, nas quais é comum estabelecer o dever de não sublocar o imóvel e de pagar os 
aluguéis. O descumprimento de ambas as obrigações autorizará a cobrança de MULTA COMPENSATÓRIA e MORATÓRIA. Pelos 
aluguéis, haverá mora, vez que ainda será útil ao credor recebe-los. Entrementes, o estrago no imóvel já se concretizou, de tal sorte 
que, tratando-se de obrigação de não fazer, a simples conduta de estragar o imóvel configura inadimplemento absoluto, impondo-
se, consequentemente, a pena compensatória.” 
• Se houver cumulação contratual de cláusulas penais — moratória e compensatória —, apenas esta última será válida. (errada)CESPE - 2011 - TJ-
ES - JUIZ SUBSTITUTO 
• Não se admite a cumulação de cláusula penal moratória e compensatória. (errada) VUNESP - 2015 - TJ-MS - JUIZ SUBSTITUTO 
31.5.2 INVERSÃO DA CLÁUSULA PENAL 
“O Colendo STJ, por meio de julgamento do REsp n.º 1631485/DF, em sede de repercussão geral (Tema 971), decidiu que é 
possível a inversão, em desfavor da construtora, da cláusula penal estipulada exclusivamente para o consumidor, nos casos de 
inadimplemento da construtora/incorporadora, pelo atraso na entrega, devendo as obrigações heterogêneas serem convertidas em 
dinheiro, por arbitramento judicial.” 
“O demandante requer a imposição de cláusula penal para as fornecedoras, embora prevista no contrato a multa moratória 
apenas para o consumidor, em caso de impontualidade. No julgamento do tema repetitivo 971, o STJ admitiu a possibilidade de 
inversão da cláusula penal em favor do consumidor. Esta foi a tese firmada: "No contrato de adesão firmado entre o comprador e 
a construtora/incorporadora, havendo previsão de cláusula penal apenas para o inadimplemento do adquirente, deverá ela ser 
considerada para a fixação da indenização pelo inadimplemento do vendedor. As obrigações heterogêneas (obrigações de fazer e 
 
47 CAVALCANTE, Márcio André Lopes. Em regra, a cláusula penal moratória não pode ser cumulada com indenização por lucros cessantes. Buscador Dizer o Direito, Manaus. Disponível em: 
<https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/95f2b84de5660ddf45c8a34933a2e66f>. Acesso em: 07/09/2022 
de dar) serão convertidas em dinheiro, por arbitramento judicial.” Acórdão 1201459, 20140110263160APC, Relator: JOÃO EGMONT, 2ª TURMA CÍVEL, data de 
julgamento: 11/9/2019, publicado no DJE: 30/9/2019. 
31.5.3 JURISPRUDÊNCIA48 
CASO CBF E MARFRIG: CONTRATO DE PATROCÍNIO DA SELEÇÃO BRASILEIRA DE FUTEBOL 
A CBF e a Marfrig celebraram contrato de patrocínio que tinha previsão de anos de vigência. Ocorre que a empresa deixou 
de efetuar os pagamentos, tendo ocorrido a resolução do ajuste. Havia, no contrato, cláusula penal prevendo o pagamento de 
multa de 20%. O STJ não aceitou a sua redução, com base nos seguintes fundamentos: 
A cláusula penal possui natureza mista, ou híbrida, agregando, a um só tempo, as funções de estimular o devedor ao 
cumprimento do contrato e de liquidar antecipadamente o dano. 
A jurisprudência do STJ tem admitido o controle judicial do valor da multa compensatória pactuada, sobretudo quando esta 
se mostrar abusiva, para evitar o enriquecimento sem causa de uma das partes, sendo impositiva a sua redução quando houver 
adimplemento parcial da obrigação. 
Não é necessário que a redução da multa, na hipótese de adimplemento parcial da obrigação, guarde correspondência 
matemática exata com a proporção da obrigação cumprida, sobretudo quando o resultado final ensejar o desvirtuamento da 
função coercitiva da cláusula penal. 
No caso concreto, a cláusula penal tinha preponderantemente função coercitiva, de modo que ela não poderia ser reduzida 
ao valor de uma única prestação ao fundamento de que essa seria a quantia que mais se aproximava do prejuízo suportado pela 
autora. 
Quando na estipulação da cláusula penal prepondera a finalidade coercitiva, a diferença entre o valor do prejuízo efetivo e 
o montante da pena não pode ser novamente considerada para fins de redução da multa convencional com fundamento na 
segunda parte do art. 413 do Código Civil. 
A preponderância da função coercitiva da cláusula penal justifica a fixação de uma pena elevada para a hipótese de rescisão 
antecipada, especialmente para o contrato de patrocínio, em que o tempo de exposição da marca do patrocinador e o prestígio 
a ela atribuído acompanham o grau de desempenho da equipe patrocinada. 
Em tese, não se mostra excessiva a fixação da multa convencional no patamar de 20% sobre o valor total do contrato de 
patrocínio, de modo a evitar que, em situações que lhe pareçam menos favoráveis, o patrocinador opte por rescindir 
antecipadamente o contrato. Deve-se considerar ainda que a cláusula penal está inserida em contrato empresarial firmado entre 
empresas de grande porte, tendo por objeto valores milionários, inexistindo assimetria entre os contratantes que justifique a 
intervenção em seus termos, devendo prevalecer a autonomia da vontade e a força obrigatória dos contratos. STJ. 3ª Turma. REsp 
1803803-RJ, Rel. Min. Ricardo Villas Bôas Cueva, julgado em 09/11/2021 (Info 717). 
O DEVEDOR SOLIDÁRIO RESPONDE PELO PAGAMENTO DA CLÁUSULA PENAL COMPENSATÓRIA, AINDA QUE NÃO INCORRA EM 
CULPA 
Situação adaptada: A Petrobrás celebrou contrato de afretamento de embarcação com a Larsen Limited. Em outras palavras, 
a Larsen Limited deveria entregar uma embarcação para a Petrobrás, que viria do exterior para o Brasil. Como o contrato 
envolvia vultosos valores e a Larsen Limited está situada no exterior, a Petrobrás exigiu que a Larsen Brasil Ltda (outra empresa 
do grupo) também figurasse no ajuste como devedora solidária. Assim, a Larsen Brasil se obrigou conjuntamente com a outra 
empresa pelas “obrigações pecuniárias decorrentes do contrato”. 
A Larsen Limited, por culpa exclusiva sua, não cumpriu o contrato (não entregou a embarcação combinada). Diante disso, a 
Petrobrás cobrou o valor da cláusula penal compensatória exigindo o seu pagamento tanto da Larsen Limited (devedora 
principal) como da Larsen Brasil Ltda (devedora solidária). No caso, a parte não se obrigou pela entrega da embarcação 
(obrigação que se tornou impossível), mas pelas obrigações pecuniárias decorrentes do contrato. No entanto, é oportuno 
assinalar que a cláusula penal compensatória tem como objetivo prefixar os prejuízos decorrentes do descumprimento do 
contrato, evitando que o credor tenha que promover a liquidação dos danos. Assim, a cláusula penal se traduz em um valor 
considerado suficiente pelas partes para indenizar o eventual descumprimento do contrato. Tem, portanto, caráter nitidamente 
pecuniário. STJ. 3ª Turma. REsp 1867551-RJ, Rel. Min. Ricardo Villas Bôas Cueva, julgado em 05/10/2021 (Info 713). 
NO CONTRATO DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS ADVOCATÍCIOS NÃO É CABÍVEL A ESTIPULAÇÃO DE MULTA PELA RENÚNCIA OU 
REVOGAÇÃO UNILATERAL DO MANDATO 
O Código de Ética e Disciplina da OAB (CED-OAB), ao dispor sobre as relações entre cliente e advogado, assevera 
expressamente que o fundamento que as norteia é a confiança recíproca. 
 
48 Todos julgados e comentários estão disponíveis em: https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/ - CAVALCANTE, Márcio André Lopes. 
Assim, em razão da relação de fidúcia (confiança) entre advogado e cliente (considerando se tratar de contrato 
personalíssimo), o Código de Ética prevê, em seu art. 16, que o mandato perdura enquanto houver confiança recíproca entre 
cliente e advogado. 
Como existe a possibilidade de quebra da fidúcia (confiança) entre cliente/advogado, há o direito potestativo do patrono 
em renunciar ao patrocínio (sem prejuízo do cliente ser reparado por eventuais danos sofridos), bem como do cliente em revogar 
o mandato outorgado (sem prejuízo do causídico em receber verba remuneratória pelos serviços então prestados). 
Dessa forma, a revogação unilateral, pelo cliente, do mandato outorgado ao advogado é causa lícita de rescisão do contrato de 
prestação de serviços advocatícios, não ensejando o pagamento de multa prevista em cláusula penal. A mesma lógica pode e 
deve ser aplicada também quando ocorrer o inverso, na hipótese de renúncia do mandato pelo causídico. 
Vale ressaltar, por fim, que é possível a existência de cláusula penal nos contratos de prestação de serviços advocatícios, 
contudo adstrita às situações de mora e/ou inadimplemento, desde que respeitada a razoabilidade, sob pena de interferência 
judicial. STJ. 3ª Turma. REsp 1882117-MS, Rel. Min. Nancy Andrighi, julgado em 27/10/2020 (Info 682). 
O PROMITENTE-COMPRADOR, EM RAZÃO DE ATRASO, PEDIU O DESFAZIMENTO DOCONTRATO, A DEVOLUÇÃO DOS VALORES E 
A CONDENAÇÃO DA CONSTRUTORA A PAGAR LUCROS CESSANTES; O TERMO FINAL DOS LUCROS CESSANTES É A DATA DO 
TRÂNSITO EM JULGADO DA AÇÃO QUE PEDIU A RESOLUÇÃO 
No caso de resolução de contrato por atraso na entrega de imóvel além do prazo de tolerância, por culpa da incorporadora, 
o termo ad quem dos lucros cessantes é a data do trânsito em julgado. STJ. 3ª Turma. REsp 1807483-DF, Rel. Min. Paulo de Tarso Sanseverino, 
julgado em 08/10/2019 (Info 661). 
Observação 1: Se o contrato contiver uma cláusula prevendo multa em caso de atraso na entrega do imóvel 
(cláusula penal moratória), a construtora pagará apenas a multa, não podendo ser cumulada com lucros cessantes. STJ. 2ª Seção. 
REsp 1498484-DF, Rel. Min. Luis Felipe Salomão, julgado em 22/05/2019 (recurso repetitivo) (Info 651). 
É INDEVIDA A INTERVENÇÃO ESTATAL PARA FAZER CONSTAR CLÁUSULA PENAL GENÉRICA CONTRA O FORNECEDOR DE 
PRODUTO EM CONTRATO PADRÃO DE CONSUMO 
É indevida a intervenção estatal para fazer constar cláusula penal genérica contra o fornecedor de produto em contrato 
padrão de consumo, pois, além de violar os princípios da livre iniciativa e da autonomia da vontade, a própria legislação já 
prevê mecanismos de punição daquele que incorre em mora. 
Caso concreto: o Ministério Público ajuizou ACP contra determinada empresa de comércio varejista afirmando que o contrato 
de adesão que ela celebra com os consumidores seria abusivo por não conter uma cláusula penal prevendo multa para a 
empresa em caso de atraso na entrega dos produtos. Assim, na ação, o Parquet pediu que a empresa fosse condenada a incluir 
em seu contrato um prazo para cumprimento de entrega do produto e a previsão de multa moratória de 2% sobre o valor da 
venda para a hipótese de atraso. O STJ não concordou com o pedido do MP. STJ. 2ª Seção. REsp 1656182-SP, Rel. Min. Nancy Andrighi, julgado 
em 11/09/2019 (Info 658). 
É VÁLIDA A CLÁUSULA PENAL QUE PREVÊ A PERDA INTEGRAL DOS VALORES PAGOS EM CONTRATO DE COMPROMISSO DE 
COMPRA E VENDA FIRMADO ENTRE PARTICULARES 
É válida a cláusula penal que prevê a perda integral dos valores pagos em contrato de compromisso de compra e venda 
firmado entre particulares. Para a caracterização do vício de lesão, exige-se a presença simultânea de: 
a) elemento objetivo (desproporção das prestações); e 
b) elemento subjetivo (a inexperiência ou a premente necessidade). 
Os dois elementos devem ser aferidos no caso concreto. Tratando-se de negócio jurídico bilateral celebrado de forma 
voluntária entre particulares, é imprescindível a comprovação dos elementos subjetivos, sendo inadmissível a presunção nesse 
sentido. O mero interesse econômico em resguardar o patrimônio investido em determinado negócio jurídico não configura 
premente necessidade para o fim do art. 157 do Código Civil. STJ. 3ª Turma. REsp 1723690-DF, Rel. Min. Ricardo Villas Bôas Cueva, julgado em 
06/08/2019 (Info 653). 
O CONSUMIDOR PAGA UMA MULTA PARA A OPERADORA DO CARTÃO DE CRÉDITO CASO ATRASE AS PARCELAS, NÃO SE 
PODENDO QUERER APLICAR ESSA MESMA MULTA, COM BASE NO EQUILÍBRIO CONTRATUAL, PARA A EMPRESA QUE VENDE OS 
PRODUTOS PELA INTERNET 
Em compras realizadas na internet, o fato de o consumidor ser penalizado com a obrigação de arcar com multa moratória, 
prevista no contrato com a financeira, quando atrasa o pagamento de suas faturas de cartão de crédito não autoriza a imposição, 
por sentença coletiva, de cláusula penal ao fornecedor de bens móveis, nos casos de atraso na entrega da mercadoria e na 
demora de restituição do valor pago quando do exercício do direito do arrependimento. STJ. 4ª Turma. REsp 1412993-SP, Rel. Min. Luis Felipe 
Salomão, Rel. Acd. Min. Maria Isabel Gallotti, julgado em 08/05/2018 (Info 628). 
NÃO É POSSÍVEL A CUMULAÇÃO DA PERDA DAS ARRAS COM A IMPOSIÇÃO DA CLÁUSULA PENAL COMPENSATÓRIA 
Na hipótese de inexecução do contrato, revela-se inadmissível a cumulação das arras com a cláusula penal compensatória, 
sob pena de ofensa ao princípio do non bis in idem. STJ. 3ª Turma. REsp 1.617.652-DF, Rel. Min. Nancy Andrighi, julgado em 26/09/2017 (Info 613). 
• Na hipótese da inexecução de contrato, não é possível a cumulação da perda das arras com a imposição da cláusula penal 
compensatória, sob pena de ofensa ao princípio do non bis in idem. (certa) MPE-MS - 2018 
31.6 DAS ARRAS OU SINAL (417 - 420) 
O QUE SÃO AS ARRAS?49 
Quando duas pessoas celebram um contrato, é possível que elas combinem que uma delas irá pagar à outra um valor em 
dinheiro (ou em outro bem fungível): 
1) como forma de demonstrar que irá cumprir a obrigação no momento em que chegar o dia do vencimento; ou 
2) como uma espécie de valor que será perdido caso ela queira desistir do negócio. 
Para Sílvio Rodrigues, as arras “constituem a importância em dinheiro ou a coisa dada por um contratante ao outro, por ocasião 
da conclusão do contrato, com o escopo de firmar a presunção de acordo final e tornar obrigatório o ajuste; ou ainda, 
excepcionalmente, com o propósito de assegurar, para cada um dos contratantes, o direito de arrependimento” (Direito Civil. Vol. 2, 30ª 
ed, São Paulo: Saraiva. 2002, p. 279). 
As arras confirmatórias têm natureza de direito real e, logo, pressupõem tradição para o aperfeiçoamento do negócio jurídico. 
(certa) FCC - 2017 - DPE-PR 
Art. 417. Se, por ocasião da conclusão do contrato, uma parte der à outra, a título de arras, dinheiro ou outro bem móvel, deverão 
as arras, em caso de execução, ser restituídas ou computadas na prestação devida, se do mesmo gênero da principal. 
CESPE - 2013 - TJ-MA – JUIZ DE DIREITO SUBSTITUTO / FCC - 2017 - DPE-PR / 
• Se, por ocasião da conclusão do contrato, uma parte der à outra, a título de arras, dinheiro ou outro bem móvel, deverão as arras, em caso 
de execução, ser restituídas ou computadas na prestação devida, se do mesmo gênero da principal. (certa) 2014 - MPE-SC 
Art. 418. 
Se a parte que deu as arras não executar o contrato, poderá a outra tê-lo por desfeito, RETENDO-AS; 
Se a inexecução for de quem recebeu as arras, poderá quem as deu haver o contrato por desfeito, e exigir sua DEVOLUÇÃO mais 
o equivalente, com atualização monetária segundo índices oficiais regularmente estabelecidos, juros e honorários de advogado. 
2009 – MPDFT / 2011 - TJ-RO - JUIZ DE DIREITO SUBSTITUTO / 
• Da inexecução contratual imputável, única e exclusivamente, àquele que recebeu as arras, estas devem ser devolvidas mais o equivalente, 
com atualização monetária segundo índices oficiais regularmente estabelecidos, juros e honorários de advogado. (certa) FUNDEP- 2021 - MPE-MG 
Art. 419. A parte inocente pode pedir indenização suplementar, se provar maior prejuízo, valendo as arras como taxa mínima. 
Pode, também, a parte inocente exigir a execução do contrato, com as perdas e danos, valendo as arras como o mínimo da 
indenização. 
A sustação da compra e venda, por culpa do adquirente, após a pactuação de arras confirmatórias, dá ensejo ao desfazimento 
do negócio com a retenção do sinal, permitindo, ainda, que o vendedor requeira indenização suplementar se provar a ocorrência de 
prejuízo maior que o valor das arras. (certa) FCC - 2012 - DPE-PR 
Art. 420. Se no contrato for estipulado o DIREITO DE ARREPENDIMENTO para qualquer das partes, as arras ou sinal terão função 
unicamente indenizatória. Neste caso, quem as deu perdê-las-á em benefício da outra parte; e quem as recebeu devolvê-las-á, mais 
o equivalente. Em ambos os casos não haverá direito a indenização suplementar. 
FCC - 2012 - PGE-SP / 2012 - AGE-MG / 2014 - MPE-MA / FCC - 2017 - DPE-SC 
• Se no contrato for estipulado o direito de arrependimento para qualquer das partes, as arras ou sinal terão função unicamente indenizatória, 
não havendo, neste caso, direito à indenização suplementar. (certa) 2011 - TJ-RO - JUIZ DE DIREITO SUBSTITUTO 
• A previsão de arras penitenciais, em contrato que se estipula expressamente o direito de arrependimento,exclui a indenização suplementar. 
(certa) 2011 – MPDFT 
• Se no contrato for estipulado o direito de arrependimento para qualquer das partes contratantes, as arras ou sinal não terão a função 
indenizatória. (errada) 2012 - TJ-PR – JUIZ DE DIREITO SUBSTITUTO 
• Se no contrato for estipulado o direito de arrependimento para qualquer das partes, as arras ou sinal terão função unicamente indenizatória. 
(certa) 2014 - MPE-SC 
• As arras terão função indenizatória e suplementar quando o direito de arrependimento for estipulado no contrato para qualquer das partes. 
(errada) FUNDEP - 2014 - DPE-MG 
 
49 CAVALCANTE, Márcio André Lopes. Se a parte que recebeu as arras não cumpre a sua obrigação contratual, ela deverá devolver as arras mais o equivalente (é como se tivesse que devolver o 
valor das arras em dobro). Buscador Dizer o Direito, Manaus. Disponível em: <https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/60a6c4002cc7b29142def8871531281a>. Acesso 
em: 07/09/2022 
• Sem previsão de cláusula de arrependimento expressa no contrato, não há possibilidade de indenização a título de arras penitenciais pela 
frustração do negócio jurídico. (certa) FCC - 2017 - DPE-PR 
SE A PARTE QUE RECEBEU AS ARRAS NÃO CUMPRE A SUA OBRIGAÇÃO CONTRATUAL, ELA DEVERÁ DEVOLVER AS ARRAS MAIS 
O EQUIVALENTE (É COMO SE TIVESSE QUE DEVOLVER O VALOR DAS ARRAS EM DOBRO) 
Da inexecução contratual imputável, única e exclusivamente, àquele que recebeu as arras, estas devem ser devolvidas mais 
o equivalente. 
Se a parte que recebeu as arras não cumprir sua obrigação contratual (arras confirmatórias) ou exercer seu direito de 
arrependimento (arras penitenciais), ela terá que pagar para a parte inocente o valor das arras mais o equivalente. 
Assim, a restituição somada ao “equivalente” ocorre tanto no caso de arras confirmatórias como nas arras penitenciais. STJ. 
3ª Turma. REsp 1927986-DF, Rel. Min. Nancy Andrighi, julgado em 22/06/2021 (Info 702). 
31.6.1 ESPÉCIES DE ARRAS50 
CONFIRMATÓRIAS (ARTS. 418 E 419) PENITENCIAIS (ART. 420) 
São previstas no contrato com o objetivo de reforçar, 
incentivar que as partes cumpram a obrigação 
combinada. 
 
São previstas no contrato com o objetivo de permitir que as partes 
possam desistir da obrigação combinada caso queiram e, se isso 
ocorrer, o valor das arras penitenciais já funcionará como sendo as 
perdas e danos. 
A regra são as arras confirmatórias. Assim, no silêncio 
do contrato, as arras são confirmatórias. 
Ocorre quando o contrato estipula arras, mas também prevê o direito 
de arrependimento. 
Se as partes cumprirem as obrigações contratuais, as 
arras serão devolvidas para a parte que as havia dado. 
Poderão também ser utilizadas como parte do 
pagamento. 
Se as partes cumprirem as obrigações contratuais, as arras serão 
devolvidas para a parte que as havia dado. Poderão também ser 
utilizadas como parte do pagamento. 
Se a parte que deu as arras não executar (cumprir) o 
contrato: a outra parte (inocente) poderá reter as arras, 
ou seja, ficar com elas para si. 
Se a parte que recebeu as arras não executar o contrato: 
a outra parte (inocente) poderá exigir a devolução das 
arras mais o equivalente*. 
Se a parte que deu as arras decidir não cumprir o contrato (exercer 
seu direito de arrependimento): ela perderá as arras dadas. 
Se a parte que recebeu as arras decidir não cumprir o contrato 
(exercer seu direito de arrependimento): deverá devolver as arras 
mais o equivalente*. 
Além das arras, a parte inocente poderá pedir: 
indenização suplementar, se provar maior prejuízo, 
valendo as arras como taxa mínima; 
a execução do contrato, com as perdas e danos, valendo 
as arras como o mínimo da indenização. 
As arras penitenciais têm função unicamente indenizatória. Isso 
significa que a parte inocente ficará apenas com o valor das arras (e 
do equivalente) e NÃO terá direito a indenização suplementar. Nesse 
sentido: 
Súmula 412-STF: No compromisso de compra e venda com cláusula 
de arrependimento, a devolução do sinal, por quem o deu, ou a sua 
restituição em dobro, por quem o recebeu, exclui indenização maior, 
a título de perdas e danos, salvo os juros moratórios e os encargos 
do processo. 
“O comprador que dá causa à rescisão do contrato perde o valor do sinal em prol do vendedor. Esse entendimento, todavia, 
pode ser flexibilizado se ficar evidenciado que a diferença entre o valor inicial pago e o preço final do negócio é elevado, hipótese 
em que deve ser autorizada a redução do valor a ser retido pelo vendedor e determinada a devolução do restante para evitar o 
enriquecimento sem causa. Aplicação do Enunciado n. 165 das Jornadas de Direito Civil do CJF”. (REsp 1513259/MS, DJe 22/02/2016) 
Joaquim fez com Norberto contrato de promessa de compra e venda para adquirir deste um imóvel por R$ 200.000: Joaquim 
deu R$ 150.000 de sinal e pretendia conseguir financiamento dos R$ 50.000 restantes em uma instituição bancária. Segundo cláusula 
 
50 CAVALCANTE, Márcio André Lopes. Se a parte que recebeu as arras não cumpre a sua obrigação contratual, ela deverá devolver as arras mais o equivalente (é como se tivesse que devolver o 
valor das arras em dobro). Buscador Dizer o Direito, Manaus. Disponível em: <https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/60a6c4002cc7b29142def8871531281a>. Acesso 
em: 07/09/2022 
do contrato que regulava o negócio, em caso de inexecução por culpa do comprador, este perderia o sinal em favor do vendedor. 
Por desídia de Joaquim, que não apresentou todos os documentos exigidos pela instituição bancária, o financiamento não foi 
aprovado, de maneira que o contrato não pôde ser cumprido. Joaquim buscou ajuda na justiça comum. 
Conforme o STJ, é possível reduzir a perda de Joaquim, já que, nesse caso, a diferença entre o valor inicial pago e o total do negócio 
pode gerar enriquecimento sem causa para Norberto. (certa) CESPE - 2018 - DPE-PE

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