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UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MARINGÁ
 CENTRO DE CIÊNCIAS HUMANAS, LETRAS E ARTES
CAMPUS REGIONAL DE CIANORTE
DEPARTAMENTO DE PEDAGOGIA
DISCIPLINA: ESTÁGIO CUR. SUP. EM GESTÃO ESCOLAR
PROF.MS.: ADALBERTO FERDNANDO INOCÊNCIO
DAYANE DE OLIVEIRA. RA: 99980.
RESENA ACADÊMICA DESCRITIVA
CIANORTE
JUN/ 2018
O capítulo XII, Avaliação de sistemas escolares e de escola, do livro: Organização e gestão da escola: teoria e prática, de José Carlos Libâneo, publicado pela Editora Alternativa, fala em um primeiro momento sobre o conceito de avaliação, fazendo uma distinção entre a avaliação do sistema e a avaliação do aluno. Discutindo o papel das mesmas para orientação das políticas públicas de acordo com o capitalismo. Libâneo faz severas criticas a função economicista que se atribuí à escola, em divergência a uma educação qualitativa, desprezada nos sistemas avaliativos.
Este capítulo apresenta uma organização sistemática, visto que, o mesmo é fragmentado em subcapítulos.
Nele o autor considera a avaliação enquanto ações formais direcionadas a compreender uma determinada coisa, que se baseia na obtenção de informações, emissão de um juízo de valor e quantificação, ou seja, de forma a repensar o objeto ou fenômeno e atribuindo- lhes novas ações. Determina as avaliações dos sistemas educacionais e das escolas, motivadas pela economia e pela globalização, fazendo uma distinção entre ambas. Nas avaliações dos sistemas educacionais; o autor diz que a mesma age nacionalmente sobre o sistema e grupos de escola para obter um diagnóstico e fornecer novas ações, por outro lado, na avaliação discente o professor averigua o aprendizado do aluno e juntamente é avaliado. Libâneo considera a avaliação institucional de grande relevância ao sistema para aquisição de informações quantitativas e qualitativas, referindo-se a avaliação acadêmica ou cientifica enquanto mecanismo informativo de aprendizagem pra promover políticas educacionais e organizar indicadores para as mesmas.
No primeiro subtítulo, deste capítulo: As reformas educativas mundiais e as avaliações dos sistemas de ensino; falam sobre as transformações nas políticas educacionais na esfera internacional, por causa das exigências das sociedades capitalistas, em discordância de uma formação unida ao compromisso social e emancipatório do sujeito. Provocando assim, reformas educacionais nos continentes Americanos e Europeu, no Brasil a partir dos anos 90 surgiu o Plano Decenal de Educação, modificando as atribuições que cabiam ao MEC, propiciando novos princípios ao que se refere a gestão escolar, além da expansão da oferta de educação básica. No Brasil a medição do sistema escolar ocorre através de exames, como por exemplo: o Saeb e Enem. 
O segundo subtítulo: Uma avaliação critica dos sistemas educacionais: duas faces: faz uma analise de forma reflexiva acerca da avaliação dos sistemas ligada ao financiamento internacional, preocupados em promover a qualidade educacional enquanto meio para o progresso e manutenção da econômica global. O que leva, segundo Libâneo, os recursos destinados a educação passarem por severa competitividade, tendo por critério a limitação qualitativa da educação, inviabilizando assim, a superação dos desafios dos sistemas de ensino, pois os investimentos ocorrem só se haver custo-benefício. Segundo o autor, esta concepção subsidia a exclusão institucional e desconsidera a importância da qualidade do trabalho pedagógico em suas avaliações. Todavia, o autor afirma que a intelectualização do trabalho, produzido pelas novas tecnologias, motiva a concepção de um novo perfil de homem, cuja formação perpassa o desenvolvimento de suas potencialidades, de acordo com a tecnologia e com a concepção de uma nova sociedade, almejada por uma visão progressista que considera o caráter benevolente suscitado pelas práticas avaliativas no interior das escolas, de forma democrática, pedagógica e autônoma.
No terceiro subtítulo: Avaliação educacional – entre a avaliação dos sistemas educacionais e as avaliações do professor na sala de aula, Libâneo se refere á desorientação dos professores perante a submissão da educação frente ao ideário economicista outorgado pelas avaliações internacionais. Os mesmos profissionais solicitam a analise dos aspectos pedagógicos e escolares, a fim de proporcionar a qualidade, o acesso e a igualdade ao ensino. Para o autor, as reivindicações demandariam a criação de programas que avaliem os sistemas educacionais de forma uniformizada, de acordo com a pluralidade do trabalho pedagógico da escola. Desse modo, as avaliações externas primeiramente tornam-se gerais, ou seja, nacionais; com o objetivo de orientar as políticas educacionais, posteriormente, tornam-se regionais; elencados na analise do desenvolvimento dos alunos e no repensar da prática docente, de modo que as informações coletadas venham a contribuir para o aperfeiçoamento pedagógico. Ademais, o autor menciona que o caráter da avaliação da aprendizagem, deve estar comprometido em esboçar um diagnóstico do aluno (suas potencialidade e dificuldades). Oferecendo ao leitor caminhos para se lidar com os desafios da avaliação na escola, entre os quais podemos destacar, a capacidade de promover reflexões docentes acerca de sua prática, bem como relacionar a teoria avaliativa com a prática.
 No quarto subtítulo: A avaliação do projeto pedagógico-curricular, organização escolar e dos planos de ensino, José Carlos Libâneo, concebe a avaliação da escolar enquanto critério para os gestores e professores possibilitarem a qualidade do ensino, bem como verificarem o rendimento dos alunos e da instituição de ensino. No entanto, o autor chama atenção, que tal mecanismo deve abarcar toda a complexidade dos elementos que determinam o ensino, ou seja, aproveitamento escolar das turmas, composição do quadro de professores, condições trabalhistas, etc.
Já no quinto subtítulo, Aspectos a serem avaliados no âmbito da organização escolar: o autor nos apresenta diferentes variáções no processo avaliativo, entre os quais destacamos pode ser destacado, o levantamento estatístico da população escolar. Ambiente organizacional da escola, instituição, supervisão do rendimento escolar discente e avaliação da aplicação do projeto pedagógico-curricular. Fala também sobre do desempenho docente, e sugere cautela quanto a esta modalidade avaliativa, de modo a não reduzi-la a uma analise quantitativa, uma vez necessário considerar as relações entre professor e aluno, instrumentos avaliativos utilizados, trabalho didático, etc.
Por fim no último subtítulo: Para finalizar: a avaliação emancipatória, Libâneo considera a prática avaliativa enquanto um instrumento de promoção da função educativa da mesma, por meio de revisões do trabalho docente, bem como na relação entre os alunos. Em analise, as criticas apontadas por Libâneo sobre o caráter economicista das escolas e dos sistemas, classificados como meio de avaliações, tornam-se negativos para a qualidade do ensino. Concepção também defendida por Afonso (2005), no qual o “Estado Averiguador” estabelece sobre o sistema educativo uma ética competitiva, compatível a dinâmica do mercado, quanto a adoção de gestões que priorizem os resultados e produções finais. Ainda nesse sentido, Sousa (2003) compreende que as políticas de avaliação das escolas tendem a estimular a competição entre as instituições, bem como no interior das mesmas, por meio do currículo, ao qual torna-se um delimitador do conhecimento; na medida que o reduz a um conjunto de informações passivas de incorporação para serem, posteriormente, avaliadas, consequentemente o sistema adota mecanismos que favorecem a discriminação e exclusão dos sujeitos envolvidos.
O autor, José Carlos Libâneo, é graduado em Filosofia, mestre em Filosofia da Educação e doutor em Filosofia e História da Educação. É professor titular aposentado da Universidade Federal de Goiás e professor da Universidade Católica de Goiás. A maioria dos vários livros publicadospelo autor, aborda a formação docente, gestão educacional, didática, relações de ensino aprendizagem, teorias da educação, etc..
Referências:
AFONSO, A. J. Avaliação educacional: regulação e emancipação: para uma sociologia das políticas avaliativas contemporâneas. 3.ed. São Paulo: Cortez, 2005.
SOUSA, S. M. Z. L. Possíveis impactos das políticas de avaliação no currículo escolar. Cadernos de Pesquisa, n.119, p. 175-190, jun. 2003
LIBÂNEO, J. C. Organização e gestão da Escola: teoria e pratica. 5.ed. revista e ampliada- Goiânia: MF livros, 2008.

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