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A DÍADE: POSITIVISMO E JUSNATURALISMO SUBDIVISÕES CONCEITUAIS E DIDÁTICAS DO DIREITO DIREITO PÚBLICO E PRIVADO E SEUS RAMOS INTEGRANTES Emerson Justino Emerson Silva Esperidião Fabrício Xavier Fernando Melo Francisco Oliveira A DÍADE: POSITIVISMO E JUSNATURALISMO Introdução Hugo Grócio – pai da teoria do Direito Natural August Comte – pai do Positivismo 1. Jusnaturalismo O que é? Jusnaturalismo é o Direito Natural, ou seja, todos os princípios, normas e direitos que se têm como ideia universal e imutável de justiça e independente da vontade humana. Em que se fundamenta? Direito Natural 1.1 Como se divide o Jusnaturalismo? Jusnaturalismo Teológico Direitos estabelecidos e revelados por Deus. Surgiu durante a Idade Média e tinha como princípio a ideia de uma divindade onipotente, onisciente e onipresente. Jusnaturalismo Cosmológico Seguindo as leis que são consideradas naturais em todo o Universo. Esta corrente foi vigente durante a antiguidade clássica. 1.2 Como se divide o Jusnaturalismo? Jusnaturalismo Racionalista Leis naturais da vida que são estabelecidas pelos humanos com base na razão e bom senso. Surgiu durante o século XVII e XVIII, num período em que as revoluções liberais dos burgueses estavam em alta (evidência da razão humana). 1.3 Resumindo... O jusnaturalismo fala Quero aqui revelar Dos direitos naturais Que precisamos pautar É ideia universal Que se evita o mal Se esse valor preservar São leis invioláveis Que pauta assim a moral A ética e equidade E liberdade afinal Se divide em teológico Racionalista e cosmológico Nenhum dos três é igual O teológico então Deus quem estabeleceu Todo cristão é temente Aos ensinamentos Seu Pauta na fé e na crença Pecar ao pai é ofensa E quem não crer é ateu 1.4 Resumindo... No cosmológico se centra Nos cosmos a harmonia A ordem da natureza Que a tempo existia Que são as leis natural Que o universo fazia Enfim o racionalista Busca mostrar na razão Época do Iluminismo Que foi o ápice então Pauta o bom senso humano Pra resolver a questão Terminando esses versos Que eu quis apresentar Foi para esse trabalho Um pouco complementar Digo aqui nesse instante Essas leis são importantes Precisamos na memória guardar 1.5 Jusnaturalismo x Juspositivismo 1.2.1 Direito Natural 2. Positivismo Criada pelo francês Auguste Comte (1798-1857), começou a atribuir fatores humanos nas explicações dos diversos assuntos sociais, contrariando o primado da razão da teologia e da metafísica 2.1 Positivismo Jurídico O termo Positivismo Jurídico, decorre da preocupação de estudar de maneira isolada o direito posto por uma autoridade, o ius positivum. 2.2 Positivismo Jurídico e suas classificações Ceticismo Ético Positivismo Ideológico Formalismo Jurídico Positivismo Metodológico ou Conceitual 2.3 Ceticismo Ético No Ceticismo Ético, não existem princípios morais universalmente válidos e cognoscíveis por meios racionais. A discussão de ideais como justiça e legitimidade seria irracional, já que não deriva da experiência e sim de especulação emocional e filosófica. Não existe uma expressão concreta de justiça, apenas visões amplamente divergentes do que esta seria. O Ceticismo Ético descredita diretamente, portanto, da filosofia ética do jusnaturalismo. 2.4 Positivismo Ideológico Já o Positivismo Ideológico encontra no Direito Positivo uma validade obrigatória, de disposições necessariamente obedecidas pela população e aplicadas pelo juízes, qualquer que seja seu conteúdo. Contraria, então, a concepção jusnaturalista de que a norma só é jurídica quando atendendo a certos preceitos éticos; aqui ela é jurídica por si só. 2.5 Formalismo Jurídico Diretamente ligado ao positivismo ideológico está o formalismo jurídico, de uma concepção sobre a estrutura da ordem jurídica como sistema autossuficiente. Nele, todas as normas devem ser promulgadas de modo explícito e deliberado por órgãos centralizados, de maneira oposta às normas consuetudinárias (costumeiras) ou jurisprudenciais. Estas normas forneceriam uma solução unívoca para qualquer caso concebível, não apresentando lacunas, contradições, vagueza ou ambiguidade, bastando por parte do aplicador a subsunção. 2.6 Positivismo Metodológico ou Conceitual O Positivismo Metodológico ou Conceitual reconhece a existência de princípios morais universais e cognoscíveis, sem, entretanto, vincular a estes a juridicidade da norma. 3. Descomplicando Imaginemos, uma situação hipotética, onde um determinado professor de Direito Romano, embora excelente pessoa e estimado acadêmico, seja amplamente considerado por seus alunos um péssimo mestre. Jusnaturalismo; Positivismo Ideológico; Positivismo Conceitual. 4. AS SUBDIVISÕES CONCEITUAIS E DIDÁTICAS DO DIREITO É tradicional a divisão do Direito em Direito Público e Direito Privado, distinção esta que tem origem no Direito Romano. O Direito Público era aquele concernente às questões que envolviam o governo romano, e o Privado o que disciplinava os interesses particulares. Gustavo Filipe Barbosa. 2014. 4.1 Características de cunho didático “As divisões e subdivisões dos vários campos do direito possuem primordialmente uma utilidade didática. […] o direito deve ser sempre visto e estudado como um todo. Todo fenômeno jurídico exige conhecimento e exame de regras de vários ramos. O jurista, desse modo, deve encarar cada fato social […].” Silvio de Salvo Venosa, 2016 4.2 O Estado com posição superior “[…] o Estado participa em posição superior, exercendo sua função de mando, havendo a proteção de interesses preponderantemente públicos. No Direito Privado, a relação jurídica é de “coordenação”, uma vez que as partes figuram em posição de igualdade, havendo a proteção de interesses preponderantemente particulares.” Gustavo Filipe Barbosa: 2014 4.3 Publicização do Direito Privado “Princípios tradicionais de direito privado, como, por exemplo, a autonomia da vontade no direito contratual, sofrem paulatinamente interferência do Estado. Muitos dos mais recentes compartimentos do direito já surgem plenos de princípios de direito público e direito privado, como o direito econômico e o direito do consumidor.” Silvio de Salvo Venosa, 2016 4.4 Direitos Difusos “Há autores que destacam a existência, na atualidade, de um terceiro grupo de direitos (intermediário entre o Direito Público e o Direito Privado), ou seja, os chamados Direitos Difusos, tratando de direitos metaindividuais, tendo como titulares pessoas indeterminadas em um mesmo contexto jurídico. Estariam neles inseridos os “novos direitos sociais”[…].” Gustavo Filipe Barbosa. 2014 5. DIREITO PÚBLICO O Direito Público é formado pelo conjunto de normas que regulam as relações entre Estado e indivíduos. O Direito público se divide em: Direito Público interno: rege os direitos estatais e sociais. Direito Público Externo: tem a função de tratar das relações internacionais entre Estados soberanos. 5.1 Princípios Gerais do Direito Público Autoridade Pública; Submissão do Estado à ordem jurídica; Função; Igualdade dos particulares perante o Estado; Devido Processo; Publicidade; Responsabilidade objetiva; Igualdade das pessoas políticas. 5.2 Ampliando O Estado, sendo pessoa jurídica, é integrado por muitos indivíduos, que realizam as várias atividades estatais: produzir leis, julgar os acusados de crimes, prestar os serviços públicos e assim por diante. Chamamos esses indivíduosde agentes públicos. É claro que os agentes públicos não escolhem por sua vontade a atividade estatal que vão desenvolver. 5.3 Ramos do Direito Público Direito Constitucional; Direito Administrativo; Direito Tributário; Direito Processual; Direito Penal; Direito Internacional Público. 6. DIREITO PRIVADO O Direito Privado é formado por normas que têm por matéria as relações existentes entre os particulares relativas à vida privada, e as relações patrimoniais ou extrapatrimoniais. As normas de direito privado encontram-se no direito civil e no direito comercial, por exemplo. 6.1 Dicotomia entre Direito Público e Privado A distinção entre Direito Público e Privado não é científica. O importante é não submeter o indivíduo ao Estado além do necessário, ou seja, sem se anular a sua individualidade. O Estado é necessário, mas não pode anular a liberdade individual. No mais, o direito privado já tem longa tradição. Há duas concepções importantes para se ressaltar, a Constituição da França e a tradição romana. 6.2 Citações importantes sobre a dicotomia Apenas após a promulgação do Código Civil francês a distinção entre ambos passa a adquirir importância, o que levou o direito público a utilizar as técnicas do direito privado, milenarmente amadurecidas, como as das sociedades, das fundações, do contrato de serviço . “Direito público é o que diz respeito ao estado romano; privado, o referente ao interesse dos indivíduos: na verdade, algumas coisas são úteis publicamente, outras privadamente”. CAVALCANTI. 1955, v. 1 p. 61; 1966, p. 8 CONSTITUIÇÃO DA FRANÇA. 1997, v.27, p. 509. 6.3 Ramos do Direito Privado Direito Civil Direito Comercial Direito do Consumidor Direito do Trabalho Direito Internacional Privado 7. REFERÊNCIAS BOBBIO, Norberto — Positivismo Jurídico 4º. Ed. São Paulo: Mandarim, 1995. DIMOULIS, Dimitri — Tomo Teoria Geral e Filosofia do Direito, Edição 1, Abril de 2017. GARCIA, Gustavo Filipe Barbosa. Introdução ao estudo do direito: teoria geral do direito. Rio de janeiro: forense: São Paulo: Método, 2015. NADER, Paulo — Introdução ao Estudo do Direito. 32ª Edição. Ed. Forense. Rio de Janeiro, 2002. 7. REFERÊNCIAS REALE — Lições Preliminares de Direito, cap. 23 e 24. RIBEIRO, Leandro Conceição. Direito Público e Direito Privado. Jusbrasil. SANTIAGO NINO — Introdução à Análise do Direito, cap. 1. SUNDFELD, Carlos Ari. Fundamentos de direito público. 4ª ed. São Paulo: Malheiros editores Ltda, 2009. VENOSA, Sílvio de Salvo. Introdução ao estudo do direito: primeiras linhas. São Paulo: Atlas, 2016. “A desigualdade dos direitos é a primeira condição para que haja direitos.” Friedrich Nietzsche OBRIGADO! 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