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5 CONCEITO E IMPORTÂNCIA DA ERGONOMIA
Estudaremos, neste módulo, o conceito de ergonomia, os 
fatores associados ao estudo da ergonomia, as formas principais 
de intervenção ergonômica e o significado social da ergonomia 
para a população em geral.
O conceito de ergonomia tem origem nas palavras gregas 
ergon (trabalho) e nomos (regras). Em outros países usa-se o 
termo human factors que significa fatores humanos.
“Ergonomia ou fatores humanos é uma disciplina 
científica que estuda as interações dos homens com 
outros elementos do sistema, fazendo aplicações 
da teoria, princípios e métodos de projeto, com 
o objetivo de melhorar o bem-estar humano e o 
desempenho global do sistema” (Dul, 2004, p.1). 
Podemos entender que é considerada uma ciência 
direcionada ao projeto de equipamentos, máquinas, tarefas 
e sistemas, com o intuito de minimizar problemas de 
segurança, saúde e conforto, melhorando, dessa forma, a 
eficiência no trabalho.
Podemos elencar os vários fatores associados ao estudo da 
ergonomia. São eles:
• ambientais: iluminação, ruído, clima, vibrações, agentes 
químicos etc.;
• postura e movimentos corporais: em pé, sentado, levantando 
cargas, puxando cargas, empurrando cargas etc.;
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• relações entre mostradores e controles (tarefas e cargos): 
tarefas interessantes e adequadas;
• informação: captada pela audição, visão e demais 
sentidos.
Dessa maneira, o conjunto adequado desses fatores 
anteriormente abordados gera ambientes confortáveis, seguros 
e saudáveis no meio familiar e profissional.
O estudo da ergonomia está intimamente ligado a outras 
áreas científicas, tais como: fisiologia, psicologia, antropometria, 
eletrônica, desenho industrial, toxicologia, engenharia mecânica, 
biomecânica e informática. Por meio da contribuição de todas 
essas áreas, a ergonomia desenvolveu métodos e técnicas 
específicas com o objetivo primordial de melhorar as condições 
de vida da população como um todo, tanto no que diz respeito 
ao cotidiano como ao ambiente de trabalho.
O foco principal da ergonomia é o homem, para quem 
a busca pela minimização da insegurança, insalubridade, 
ineficiência e desconforto é constante.
De acordo com Pereira (2001, p.31): “a ergonomia difere de 
outras áreas de conhecimento pelo seu caráter interdisciplinar 
e pela sua natureza aplicada, pois a mesma se apoia em diversas 
áreas do conhecimento humano”. 
Existem duas formas principais de intervenção ergonômica 
que são:
• ergonomia de concepção: ligada diretamente ao projeto do 
posto de trabalho, do sistema de produção ou da máquina 
e à formação de pessoal e organização do trabalho;
• ergonomia e correção: ligada de forma restrita, modificando 
fatores do posto de trabalho como, por exemplo, o ruído, 
a iluminação dentre outros.
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Unidade II
A ergonomia possui um significado social, pois contribui 
para resolver um vasto número de dificuldades e problemas 
sociais dirigidos à segurança, à saúde, ao conforto e à 
eficiência.
Inúmeras situações de trabalho e da vida no dia a dia são 
prejudiciais diretos à saúde como, por exemplo, as doenças 
do sistema músculo-esquelético (dores nas costas) e as 
doenças psicológicas (estresse, depressão entre outras). 
Dessa forma, a Organização Mundial da Saúde (OMS) e a 
Organização Internacional do Trabalho (OIT) definiram saúde 
ocupacional como sendo “a promoção e a manutenção 
do bem-estar físico, mental e social dos trabalhadores, a 
prevenção dos agravos à saúde causados pelas condições 
de trabalho e a adaptação do trabalho ao homem e de 
cada homem à sua atividade”. Alguns conhecimentos em 
ergonomia foram convertidos em normas oficiais, que serão 
estudados em módulos posteriores, dada sua relevância 
na redução de erros operacionais e na diminuição de 
acidentes.
Não podemos esquecer que existe um princípio aplicado 
à ergonomia que recomenda que os sistemas, tarefas e 
equipamentos devem ser projetados para o uso coletivo, apesar 
das diferenças individuais da população. Nesse caso, devem 
ser criados e implementados projetos específicos para essas 
pessoas.
6 A ERGONOMIA E A EMPRESA
Neste módulo estudaremos os benefícios da ergonomia 
para o colaborador e para a empresa e algumas medidas 
adequadas que podem ser implementadas em um posto de 
trabalho.
A grande dificuldade que os profissionais de ergonomia 
enfrentam nas organizações refere-se ao fato de esta ser 
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considerada despesa, já que em muitos casos os empresários 
desconhecem os benefícios da ergonomia para os seus 
colaboradores e, consequentemente, um maior retorno 
financeiro devido ao aumento dos resultados.
De acordo com pesquisas e estudos, a ergonomia traz 
inúmeros benefícios, tais como:
- diminuição das lesões;
- aumento da produtividade;
- melhoria da qualidade de vida no trabalho;
- formalização e cumprimento da legislação em vigor, 
evitando despesas com multas;
- diminuição do absenteísmo.
De acordo com Pereira (2001, p.33): “a ergonomia deve 
ser considerada um investimento, já que ocorre a diminuição 
dos gastos e, consequentemente, o aumento do lucro nas 
organizações”. 
Com os riscos advindos dos acidentes de trabalho ou das 
doenças ocupacionais e os respectivos custos envolvidos nas 
indenizações, a organização precisa contar com ações sobre 
saúde no ambiente de trabalho e, consequentemente, com a 
proteção da integridade mental e física do colaborador.
Não podemos esquecer que, além do prejuízo material, 
temos também o prejuízo ligado ao sofrimento, à dor e à 
depressão do colaborador.
Algumas medidas podem ser tomadas para a organização 
adequada de um posto de trabalho:
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• utilização da mesa
- superfície fosca para evitar o reflexo da luminosidade;
- bordas arredondadas com o intuito de evitar a compressão 
mecânica do punho;
- regulagem de altura;
- espaço para movimentação das pernas sob a mesa.
• utilização da cadeira
- altura do assento ajustada para evitar forçar a parte 
posterior da perna;
- deve ser aparelhada com cinco rodízios ou rodinhas;
- o colaborador deve produzir sentado e o ângulo conhecido 
como tronco-coxas deve estar compreendido entre 90 e 110 
graus;
- o encosto da cadeira deve ter lugar adequado para o apoio 
da região lombar;
- regulagem de profundidade, em que as costas fiquem bem 
apoiadas;
- não deve ser coberta com material que promova o aumento da 
sudorese como, por exemplo,napa, couro ou curvim.
• utilização de acessórios
- apoio para os pés, facilitando o retorno linfático e venoso;
- tela antirreflexiva, reduzindo o ofuscamento causado por 
áreas envidraçadas e luminárias;
- suporte para punhos, reduzindo a compressão mecânica 
no antebraço.
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• utilização do monitor de vídeo
- padrão do tipo VGA;
- uso de tela clara com letras escuras;
- o topo da tela do monitor deve estar no nível dos olhos da 
pessoa;
- a distância olhos-topo deve estar entre 40 e 60 cm;
- posição do monitor deve ser perpendicular à janela da 
sala.
De acordo com estudos, a posição sentada representa um 
aspecto relevante no desconforto da postura na medida em 
que é mantida por um longo período de tempo. Dessa forma, 
uma inadequada postura gera dores de cabeça, ombros, nuca, 
pernas, costas etc.
Alguns cuidados devem ser tomados pelo colaborador no 
seu dia a dia. São eles:
• os pulsos precisam estar alinhados com o antebraço;
• durante a digitação o cotovelo deve formar, em média, 
um ângulo de 90 graus;
• devem ocorrer pausas periódicas, com vistas ao descanso 
dos olhos e das mãos;
• a cabeça e a coluna devem estar em posição certa;
• os membros inferiores devem estar devidamente apoiados 
sobre o chão ou suporte adequado.
Deve existir uma conscientização da empresa e do 
colaborador no que diz respeito às consequências negativas 
da não-utilização dessas práticas ergométricas para a 
obtenção e manuteção da qualidade de vida.
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7 EQUIPAMENTO DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL 
(EPI)
Neste módulo iremos estudar a importância da utilização 
do Equipamento de Proteção Individual (EPI) nas organizações, 
a sua legalização e os tipos de equipamentos individuais 
referentes à proteção do colaborador.
O ponto principal de que as organizações e as pessoas 
precisam se conscientizar é que o equipamento de proteção 
individual (EPI) não pode ser considerado um instrumento 
preventivo contra os acidentes de trabalho, e sim algo que evita 
ou diminui a gravidade das lesões desses acidentes.
“deve-se procurar, sempre e em primeiro lugar, a 
proteção coletiva, dada a sua melhor eficácia para 
eliminar ou neutralizar o risco ambiental na sua 
fonte produtora, além do que essa modalidade 
preventiva não fica à mercê da utilização ou não 
por parte do empregado” (Gonçalves, 2006, p.183).
Sabemos que a empresa tem o dever, em relação à saúde 
e segurança no trabalho, de fornecer aos empregados um 
ambiente de trabalho propício e seguro, ou seja, de fazer com 
que ele se sinta bem e saudável. 
“A principal proteção de qualquer trabalhador 
no Brasil, e em qualquer parte do mundo, é um 
ambiente de trabalho livre de riscos à integridade 
física e adequado às condições necessárias para 
se preservar a saúde de cada trabalhador e o meio 
ambiente” (Gonçalves, 2006, p.185).
 
Os Equipamentos de Proteção Individual (EPI) têm a sua 
legalização formalizada pelo Ministério do Trabalho e Emprego, 
por meio da Norma Regulamentadora nº. 6, da Portaria nº. 3.214 
de 08/06/1978. 
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Essa respectiva norma afirma que “equipamento de 
proteção individual é todo dispositivo de uso individual, 
destinado a proteger a saúde e a integridade física do 
trabalhador”. Ela confirma e obriga a organização a fornecer 
gratuitamente aos empregados o equipamento de proteção 
individual direcionado ao risco e em perfeito estado de 
conservação e funcionamento, nos casos seguintes:
• para atender aos casos emergenciais e na implantação 
das medidas de proteção;
• nas situações em que as medidas de proteção forem 
consideradas inviáveis em relação à sua técnica, ou 
quando não oferecem confiança em relação aos riscos a 
elas inerentes.
A seguir, mostraremos os equipamentos individuais 
referentes à região da cabeça, tronco, membros superiores, 
inferiores, à pele e ao aparelho respiratório do colaborador.
 
7.1 Cabeça
• óculos de segurança para tarefas que possam causar 
ferimentos nos olhos, provenientes de impacto de 
partículas;
• protetores faciais voltados à proteção dos olhos e da 
face contra lesões geradas por partículas, respingos, 
vapores de produtos químicos e radiações luminosas 
intensas;
• óculos de segurança para trabalhos que possam causar 
vermelhidão nos olhos e outras lesões referentes à ação 
de radiações perigosas;
• capacetes para trabalhos em obras de construções e 
reformas, onde ocorra a possibilidade remota de quedas 
de partes soltas e restos de materiais;
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• óculos de segurança, contra respingos, para trabalhos 
que possam causar irritação nos olhos e outras lesões 
decorrentes da ação de líquidos agressivos;
• óculos de segurança para trabalhos que possam causar 
irritação nos olhos, decorrentes de poeiras.
 
7.2 Membros superiores
• luvas, mangas de proteção e/ou cremes protetores que 
devem ser utilizados em atividades em que haja perigo de 
lesão provocada por materiais ou objetos:
- escoriantes, abrasivos, cortantes ou perfurantes; 
- produtos químicos corrosivos, cáusticos, tóxicos, alergênicos, 
oleosos, graxos, solventes orgânicos e derivados de 
petróleo; 
- aquecidos;
- choque elétrico; radiações perigosas. 
7.3 Membros inferiores
• calçados ou botas impermeáveis para atividades realizadas 
em áreas úmidas e lamacentas;
• calçados de proteção contra agentes biológicos 
agressivos; 
• calçados de proteção contra riscos com eletricidade;
• calçados impermeáveis e resistentes a agentes químicos 
agressivos.
 
7.4 Tronco
Aventais, capas e outras vestimentas especiais de proteção 
para trabalhos em que haja perigo de lesões provocadas por 
riscos de origem radioativa, biológica e química.
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7.5 Pele
Cremes protetores: só poderão ser comercializados 
ou utilizados como EPI, quando possuírem o Certificado 
de Aprovação (CA) do Ministério do Trabalho e Emprego 
(MTE).
 
7.6 Respiração
• respiradores contra poeiras, para trabalhos que gerem 
produção de poeiras;
• respiradores e máscaras de filtro químico para utilizar 
quando houver exposição a agentes químicos; 
• aparelhos de isolamento (autônomo ou de adução de ar), 
para áreas de trabalho nas quais o teor de oxigênio seja 
menor que 18% em volume.
7.7 Ouvidos
Protetores auriculares de espuma e/ou concha, para 
trabalhos ruidosos que precisam de diminuição do nível 
de pressão sonoropara garantir a saúde ocupacional.
Não podemos esquecer que, antes de utilizar qualquer 
equipamento de proteção individual, o profissional precisa 
conhecer qual(is) o(s) risco(s) de natureza física, química e 
biológica a que pode estar exposto. 
8 ORIGEM E EVOLUÇÃO DA GINÁSTICA LABORAL
Inicialmente, iremos mostrar um breve histórico sobre 
a ginástica laboral e sua evolução no Brasil e no mundo. 
Posteriormente, trataremos dos tipos de cinesioterapia e sua 
aplicabilidade, e as empresas que implementam essa qualidade 
de vida para os colaboradores.
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Estudos indicam que o primeiro registro sobre a ginástica 
laboral deu-se na Polônia, no ano de 1925, intitulada como 
ginástica da pausa. Posteriormente, a Rússia começou a 
implementar a ginástica da pausa nas empresas, envolvendo 
cerca de 5 milhões de operários.
Já nessa época, pesquisas na Bulgária sinalizavam que o 
tempo de pausa era compensado com alguns índices. São eles:
• aumento da produtividade;
• melhoria da acomodação visual em trabalhos de 
precisão;
• otimização da reação motora e visual entre 42 e 65% das 
pessoas que realizavam a ginástica.
Em alguns países da Europa como a Bélgica, a França e a 
Suécia começou-se a investigar os benefícios da ginástica 
em relação aos sentimentos dos trabalhadores, às condições 
físicas, psicológicas e à fadiga. Eram realizados entrevistas e 
questionários que tinham o intuito de sondar a opinião dos 
envolvidos.
Em 1928, o Japão começou a trabalhar com a ginástica, a 
partir de exercícios diários executados por funcionários com o 
objetivo principal de cultuar a saúde. Com a prática da ginástica 
da pausa, o Japão obteve alguns resultados, tais como:
• aumento da produtividade e consequente lucratividade;
• melhoria do bem-estar;
• diminuição dos acidentes de trabalho.
No Brasil, as primeiras indicações sobre a ginástica laboral 
se deram em 1966, nos estaleiros, e em 1973, na Federação de 
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Ensino Superior (FEEVALE), com experiências realizadas por meio 
de programas de atividades físicas.
Dessa forma, inúmeras empresas começaram a 
implementar a ginástica laboral como, por exemplo, a Xerox 
(39% de aumento de produtividade), Du Pont (bem-estar 
físico dos empregados), Tintas Renner, Mercedes-Benz, Pierre 
Alexander, Volkswagen, Gessy Lever, Sigma, Fermax, América 
Latina Logística dentre outras.
Atualmente, a ginástica laboral possui inúmeras 
denominações, tais como: ginástica preparatória, ginástica 
compensatória, ginástica corretiva, ginástica matinal, ginástica 
nas empresas etc. Segundo alguns estudiosos, a expressão 
mais adequada é a cinesioterapia laboral, que significa cinesio 
(movimento), terapia (tratamento) e laboral (trabalho). 
“Cinesioterapia é o tratamento através do movimento 
no ambiente de trabalho, como uma ferramenta 
na prevenção terapêutica dos possíveis distúrbios 
osteomusculares relacionados ao trabalho, como 
também na prevenção de doenças ocupacionais 
diretamente relacionadas ao sistema músculo-
esquelético” (Zilli, 2002, p.57). 
Existem vários tipos de cinesioterapia ou ginástica laboral, 
dependendo do horário de aplicabilidade:
• ginástica preparatória ou de aquecimento (começo da 
jornada de trabalho): facilita a lubrificação e o deslizamento 
das estruturas;
• ginástica compensatória ou de distensionamento 
(intervalos ou durante a jornada de trabalho): melhora a 
postura;
• ginástica de relaxamento (final da jornada de trabalho): 
elimina o ácido láctico.
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Unidade II
Alguns estudiosos da área classificam a ginástica laboral 
de acordo com seus objetivos:
• ginástica corretiva/postural: equilíbrio dos músculos, ou 
seja, alongamento dos músculos mais sobrecarregados 
ou encurtados e fortalecimento dos músculos em 
desuso ou com pouco uso. Duração média de 10 a 12 
minutos todos os dias ou 3 vezes por semana.
• ginástica de compensação: previne a instalação de vícios 
posturais e o aparecimento da fadiga. Tem como objetivo 
a redução do estresse e das queixas dolorosas. Duração 
média de 5 a 8 minutos.
• ginástica de conservação ou manutenção: equilíbrio 
morfofisiológico. É considerado um programa de 
continuidade após o equilíbrio muscular, podendo evoluir 
para um programa de condicionamento físico aeróbico 
ligado a reforço muscular e alongamentos.
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