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UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MARINGÁ CENTRO DE TECNOLOGIA DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA MECÂNICA VIBRAÇÕES MECÂNICAS PROFESSOR VICTOR CESAR PANUCI INTRODUÇÃO 2 BIBLIOGRAFIA ● Básica RAO, Singiresu. Vibrações mecânicas. 4ª ed. Pearson, 2009. SP. ● Complementar KELLY, Graham. Mechanical Vibrations Theory and Applications. Cengage Learning, 2012. USA. 3 BIBLIOGRAFIA 4 TEMAS ABORDADOS ● Unidades e conversões; ● Introdução à vibração; ● Procedimento de análise; ● Elemento de mola; ● Elemento de massa; ● Elemento de amortecimento; ● Movimento harmônico; ● Definições; ● Exercícios. 5 UNIDADES E CONVERSÕES ● Sistema Internacional (S.I.) – Massa: [Kg] – Tempo: [s] – Força: [N] – Deslocamento: [m] – Ângulo: [rad] – Constante de mola: [N/m] – Constante de amortecimento viscoso: [N.s/m] – Tensão: [Pa] = [N/m²] 6 UNIDADES E CONVERSÕES ● Constante gravitacional (S.I.): – g= 9,81 [m/s²] ● Propriedades do aço (S.I.) – Módulo de Elasticidade, E= 206,8 Gpa – Módulo de Rigidez, G= 80,8 GPa 7 UNIDADES E CONVERSÕES ● Sistema Inglês (U.I.) – Massa: [lb] (libra massa) – Tempo: [s] – Força: [lb] (libra força) – Deslocamento: [in] – Ângulo: [rad] – Constante de mola: [lb/in] – Constante de amortecimento viscoso: [lb.s/in] – Tensão: [psi] = [lb/in²] 8 UNIDADES E CONVERSÕES ● Constante gravitacional (U.I.) – g= 386,4 [in/s²] ● Propriedades do aço (U.I.) – Módulo de Elasticidade, E= 30 Mpsi – Módulo de Rigidez, G= 11,7 Mpsi 9 INTRODUÇÃO À VIBRAÇÃO ● Vibração – Qualquer movimento que se repita ao longo do tempo é chamado de vibração ou oscilação, por exemplo um pêndulo, corda de violão. – As partes elementares de um sistema vibratório inclui um meio para armazenar energia potencial (mola ou elasticidade), um meio para armazenar energia cinética (massa ou inércia) e um meio gradual de perda de energia (amortecedor). 10 INTRODUÇÃO À VIBRAÇÃO 11 INTRODUÇÃO À VIBRAÇÃO ● Graus de liberdade – O número mínimo de coordenadas independentes requeridas para determinar completamente as posições de todas as partes de um sistema a qualquer instante define o grau de liberdade. 12 INTRODUÇÃO À VIBRAÇÃO 13 INTRODUÇÃO À VIBRAÇÃO ● Sistemas discretos e contínuos – Uma grande parte dos sistemas práticos podem ser descritos utilizando um número finito (sistema discreto) de graus de liberdade, como os sistemas anteriores. – Alguns sistemas, em especial os que envolvem elementos elásticos contínuos, têm um número infinito de graus de liberdade (sistema contínuo ou distribuído), como exemplo a viga em balanço. 14 INTRODUÇÃO À VIBRAÇÃO – Na maioria das vezes, sistemas contínuos são aproximados como sistemas discretos, e as soluções são obtidas de maneira mais simples. A quantidade de graus de liberdades vai depender da precisão requerida para a solução do problema. 15 INTRODUÇÃO À VIBRAÇÃO ● Classificação de vibração – Vibração Livre e Forçada ● Se um sistema, após perturbação inicial, continua a vibrar por conta própria, dizemos que ele esta em vibração livre. ● Se um sistema está sujeito a uma força externa, a vibração resultante é conhecida como vibração forçada. – Vibração Amortecida e Não Amortecida ● Se nenhuma energia for perdida ou dissipada por atrito ou outra resistência durante a oscilação, a vibração é conhecida como não amortecida. ● Se qualquer energia for dissipada, então ela é amortecida. 16 INTRODUÇÃO À VIBRAÇÃO – Vibração Linear e Não Linear ● Se todos o componentes básicos de um sistema vibratório comportarem-se linearmente, a vibração resultante é linear, caso contrário é dita não linear. – Vibração Determinística e Aleatória ● Se o valor ou magnitude da excitação (força ou movimento) que está agindo sobre um sistema vibratório for conhecido a qualquer dado instante, a excitação é denominada determinista e a vibração resultante é determinística. ● Em alguns casos, a excitação é não determinística ou aleatória, pois o valor da excitação em dado instante não pode ser previsto. Neste casos, um grande numero de registros da excitação pode exibir alguma regularidade estatística, é possível estimar médias como os valores médios e valores médio ao quadrado da excitação. 17 INTRODUÇÃO À VIBRAÇÃO 18 PROCEDIMENTO DE ANÁLISE ● Um sistema vibratório é um sistema dinâmico para a qual as variáveis como as excitações (entradas) e resposta (saídas) são dependentes do tempo, em geral as respostas de um sistema depende das condições iniciais, bem como das excitações externas. ● Assim a análise de um sistema vibratório normalmente envolve modelagem matemática, obtenção de equações governantes, soluções das equações e interpretações dos resultados. 19 ETAPA 1: MODELAGEM MATEMÁTICA ● A finalidade da modelagem matemática é representar todos os aspectos importantes do sistema com o propósito de obter as equações matemáticas que governam o comportamento do sistema. O modelo deve incluir detalhes suficientes para conseguir descrever o sistema em termo das equações sem torná-lo complexo. ● Às vezes, o modelo matemático é aperfeiçoado gradativamente para obter resultados mais precisos. Nessa abordagem, em primeiro lugar, é usado um modelo muito grosseiro ou elementar para ter uma ideia rápida do comportamento global do sistema, na sequência, o modelo é refinado com a inclusão de mais componentes ou detalhes de modo que o comportamento do sistema possa ser observado com maior precisão. 20 ETAPA 1: MODELAGEM MATEMÁTICA ● Exemplo de modelo matemático: 21 ETAPA 1: MODELAGEM MATEMÁTICA ● Primeira aproximação, 1 grau de liberdade: 22 ETAPA 1: MODELAGEM MATEMÁTICA ● Aproximação com 2 graus de liberdade: 23 ETAPA 2: DERIVAÇÃO DAS EQUAÇÕES ● Há varias abordagens que costumam ser usadas para derivar as equações, entre elas a segunda lei de Newton, o princípio de D’Alembert e o princípio da conservação de energia. ● As equações de movimento de um sistema vibratório estão normalmente na forma de um conjunto de equações diferenciais ordinárias para um sistema discreto e equações diferenciais parciais para um sistema contínuo. 24 ETAPA 3: SOLUÇÃO E INTERPRETAÇÃO DOS RESULTADOS ● As equações de movimento podem ser resolvidas para determinar as respostas do sistema vibratório. ● A solução das equações governantes fornece os deslocamentos, velocidades e acelerações das massas do sistema, estes resultados podem ser interpretados com uma clara visão da finalidade da análise e das possíveis implicações dos resultados no projeto. 25 ELEMENTO DE MOLA ● Uma Mola linear é um tipo de elo mecânico com massa e amortecimento desprezível. Tem-se a força dado por: ● O trabalho realizado, U, na deformação de uma mola é armazenado como deformação ou energia potencial na mola, é dada por: 26 ELEMENTO DE MOLA ● Um elemento elástico como uma viga, também comporta-se como mola, por exemplo: 27 ELEMENTO DE MOLA ● Associação de molas – Em aplicações reais, normalmente as molas são utilizadas por meio de associações, sendo em série ou em paralelo. Para simplificar o modelo, podemos substituir por uma equivalente. ● Molas em paralelo 28 ELEMENTO DE MOLA ● Molas em série 29 EXERCÍCIO 1 A figura abaixo mostra o sistema de suspensão de um vagão ferroviário de carga com um arranjo de molas em paralelo. Determine a constante elástica equivalente da suspensão se cada uma das três molas helicoidais for fabricada em aço com um módulo de elasticidade transversal G = 80 x 109 N/m² e tiver cinco espiras efetivas, diâmetro de enrolamento D = 20 cm, e diâmetro do arame d = 2 cm. 30 EXERCÍCIO 2 ● Determinea constante elástica torsional do eixo de hélice em aço mostrada na figura. 31 ELEMENTO DE MASSA (INÉRCIA) ● Admite-se que elemento de massa é um corpo rígido, que pode ganhar ou perder energia cinética sempre que a velocidade do corpo mudar. ● A energia cinética é dada por: ● Associação de elementos de massa – Assim como as molas, em sistemas reais, os elementos podem ser associados, para realizar uma analise simples, podemos substituir estas massas por uma equivalente. 32 ELEMENTO DE MASSA (INÉRCIA) ● Massas de translação ligadas por uma barra rígida 33 ELEMENTO DE MASSA (INÉRCIA) ● Massas de translação e rotação acopladas (m equivalente) 34 EXERCÍCIO 3 ● Determine a massa equivalente do sistema abaixo, no qual a ligação rígida 1 está ligada à polia e gira com ela. 35 ELEMENTO DE AMORTECIMENTO ● O elemento de amortecimento é o responsável pela dissipação da energia em um sistema vibratório. Admite-se que o elemento não tem massa e nem elasticidade e o amortecimento só ocorre se existir uma velocidade relativa entre as extremidades. ● Os principais tipos de amortecimentos são: 1 . Amortecimento Viscoso: é o mais comum e ocorre quando o sistema vibra em um meio fluido (gases, óleos); 2. Amortecimento de Coulomb: Conhecido como atrito seco, é causado pelo atrito das superfícies de contato; 3. Amortecimento por Histerese: Quando o material é deformado, ele absorve e dissipa energia. O gráfico tensão deformação apresenta o seguinte comportamento: 36 ELEMENTO DE AMORTECIMENTO 37 ELEMENTO DE AMORTECIMENTO ● Associação de amortecedores – Segue o mesmo raciocínio da associação de elementos de massa e elásticos. 38 EXERCÍCIO 4 ● Determine uma única constante de amortecimento equivalente quando três amortecedores estão conectados a uma barra rígida e o amortecedor equivalente está no ponto c1. 39 EXERCÍCIO 5 ● Verificou-se que um mancal, que pode ser aproximado como duas placas planas separadas por uma fina película de lubrificante, oferece uma resistência de 400 N quando é usado óleo SAE30 como lubrificante e a velocidade relativa entre as placas é 10 m/s. Se a área das placas for 0,1 m², determine a folga entre as placas. Suponha que a viscosidade absoluta do óleo SAE30 seja 50 μreyn ou 0,3445 Pa.s. 40 MOVIMENTO HARMÔNICO ● Um movimento oscilatório pode-se repetir ao longo do tempo, caracterizando um movimento periódico. ● O tipo mais simples de movimento periódico é o movimento harmônico. ● Este pode ser representado por funções harmônicas (seno e cosseno) que são contínuas em suas derivadas primeira e segunda. 41 MOVIMENTO HARMÔNICO 42 MOVIMENTO HARMÔNICO 43 MOVIMENTO HARMÔNICO ● Representação por número complexo – Qualquer vetor no plano cartesiano pode ser representado por um numero complexo, assim: Aplicando a identidade de Euller: 44 MOVIMENTO HARMÔNICO ● Operações de funções harmônicas – Usando a representação por número complexo, um vetor girante X pode ser escrito como: 45 MOVIMENTO HARMÔNICO ● Assim, obtemos: 46 MOVIMENTO HARMÔNICO ● Soma 47 MOVIMENTO HARMONICO ● Se o deslocamento for dado por uma senóide: 48 DEFINIÇÕES ● CICLO - O movimento de um corpo vibratório de sua posição de equilíbrio até sua posição extrema em um sentido, retorno para aposição de equilíbrio, movimento até a posição extrema no outro sentido e retorno para a posição de equilíbrio. ● AMPLITUDE – É o máximo deslocamento em relação seu ponto de equilíbrio. ● PERÍODO DE OSCILAÇÃO – É o tempo que leva para concluir um ciclo. ● ÂNGULO DE FASE – Se existe um ângulo de fase θ entre dois vetores, então o máximo do segundo vetor ocorreria θ radianos que o primeiro vetor. O movimento pode ser síncrono, quando a velocidade angular é igual aos dois vetores. 2 49 DEFINIÇÕES ● FREQUÊNCIA DE OSCILAÇÃO – O número de ciclos por unidade de tempo, é dado por: ● FREQUÊNCIA NATURAL – Se após uma perturbação inicial o corpo permanecer vibrando por si só, a frequência que ele vibrará será na sua frequência natural. ● BATIMENTOS – Quando dois movimentos harmônicos cuja as frequências estão próximas uma da outra são somados, o movimento resultante exibe um fenômeno conhecido como batimento, por exemplo: f=1τ= ω 2π 50 DEFINIÇÕES 51 LISTA ● Exercícios (RAO) 1-7; 1-8; 1-9; 1-10; 1-22; 1-23; 1-28; 1-31; 1-32; 1-34; 1-57; 1-80. Slide 1 Slide 2 Slide 3 Slide 4 Slide 5 Slide 6 Slide 7 Slide 8 Slide 9 Slide 10 Slide 11 Slide 12 Slide 13 Slide 14 Slide 15 Slide 16 Slide 17 Slide 18 Slide 19 Slide 20 Slide 21 Slide 22 Slide 23 Slide 24 Slide 25 Slide 26 Slide 27 Slide 28 Slide 29 Slide 30 Slide 31 Slide 32 Slide 33 Slide 34 Slide 35 Slide 36 Slide 37 Slide 38 Slide 39 Slide 40 Slide 41 Slide 42 Slide 43 Slide 44 Slide 45 Slide 46 Slide 47 Slide 48 Slide 49 Slide 50 Slide 51