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As treliças surgiram como um sistema estrutural mais económico às vigas, sendo um dos principais tipos de estruturas de engenharia. Estes sistemas estruturais foram utilizados durante séculos para vencer grandes vãos.
As primeiras treliças industrializadas eram de Ferro fundido, e depois sendo substituido pelo ferro laminado, que tinha melhor resistência.
A partir da década de 70 do século XIX, o aço começou a substituir o ferro fundido e o ferro laminado, principalmente devido à sua maior resistência e ductilidade.
ABORDAGEM HISTÓRICA
 	Um sistema articulado plano rígido é definido como sendo um sistema de barras rígidas delgadas complanares ligadas entre si por extremidades rotuladas, formando um sistema estável. 
	O carregamento numa treliça é realizado nos nós. 
	A forma como as barras estão colocadas na treliça torna-a um sistema eficiente para suportar estas cargas; uma treliça pode suportar cargas pesadas comparativamente com o seu peso próprio
	
	Cada treliça é projetada para suportar as cargas que atuam no seu plano 
DEFINIÇÃO DE TRELIÇAS 
 	A treliça é composta pelo cordão inferior (conjunto de elementos que forma a parte inferior), cordão superior (conjunto de elementos que forma a parte superior), montantes (barras verticais) e diagonais (barras inclinadas).
 		Na teoria de projecto, as barras de uma treliça simples são sujeitas somente a esforços normais (tracção ou compressão).
	Estes elementos são bastante esbeltos podendo suportar pouca carga lateral, assim sendo, as cargas devem ser aplicadas preferencialmente nos vários nós e não nos elementos retos.
 		Se houver necessidade de se aplicar uma carga entre dois nós ou quando for necessário aplicar uma carga distribuída numa treliça, é preciso prever um sistema de transmissão de cargas para os nós da treliça.
EX: Uma ponte com o sistema treliçado, deve ser previsto um sistema de pavimento, onde um sistema de longarinas e vigas transversais irão transmitir a carga para os nós.
Os materiais utilizados nas treliças incluem o aço, madeira, ferro e por vezes o alumínio
As barras podem ser unidas por parafusos ou rebites, podem ser soldados ou por placas de metal, outros meios.
	Cada barra pode ser tratada como um elemento sujeito a duas forças opostas. Se a barra AB está sujeita à compressão, a força F que a comprime converge para os nós A e B, mas se a barra está sujeita à tração, a força F que a traciona sai dos nós A e B.
No estudo das treliças admitem-se algumas simplificações:
 As articulações entre as barras que constituem o sistema faz-se através de rótulas sem atrito (articulações consideradas perfeitas e barras consideradas indeformáveis);
 As cargas e os apoios aplicam-se preferencialmente nos nós da estrutura, embora em casos especiais possam existir outras formas de carregamento;
 o eixo de cada uma das barras contém o centro das articulações das suas extremidades (os eixos devem cruzar-se todos no mesmo ponto).
Esta é a grande diferença das treliças para outras formas estruturais, as treliças estão sujeitas apenas a forças axiais (compressão ou tração).
ESTATICIDADE DE UMA TRELIÇA
		Uma Treliça estaticamente determinada, ou seja, as reacções de apoio e as forças nas barras podem ser determinadas usando apenas as equações de equilíbrio da estática, a estrutura apresenta o mesmo número de incógnitas para o mesmo número de equações possíveis da estática.
		Uma treliça estaticamente indeterminada é aquela em que as reacções de apoio e os esforços nas barras não podem ser determinadas apenas pelas equações de equilíbrio da estática.
	Começando com um triângulo rígido (três barra e três nós), pode-se acrescentar mais duas barras não-colineares obtendo um novo nó. A estrutura resulta numa treliça ABCD rígida.
	Este método pode ser continuado até à expansão desejada da treliça, obtendo uma treliça triangular básica. À treliça formada desta maneira, dá-se o nome de treliça simples.
	As treliças à semelhança de outros sistemas estruturais podem dividir-se em hipoestáticas,isostáticas e hiperstáticas; conforme o número de equações da estática disponíveis e se este valor for superior, igual ou inferior ao número de incógnitas da estrutura.
	Para restringir estes graus de liberdade nas estruturas é necessário colocar vínculos (apoios) na estrutura, por forma a impedir os movimentos de translação e rotação a que as estruturas ficam sujeitas quando solicitadas pelas ações.
DIAGRAMA DE FORÇAS DE UMA TRELIÇA 
APOIOS DE UMA TRELIÇA
APOIO MÓVEL
	O apoio móvel introduz um vínculo na estrutura, impedindo o deslocamento na direcção perpendicular à base do apoio. Este apoio permite a rotação do sólido em torno do ponto vinculado e o movimento do ponto vinculado somente na direcção da base do apoio.
APOIO FIXO
	O apoio fixo introduz dois vínculos na estrutura, impedindo o deslocamento do ponto vinculado em qualquer direção do plano. 
	Este apoio introduz reações de apoio que podem ser decompostas numa força horizontal e vertical. Este apoio permite a rotação do sólido em torno do ponto vinculado.
APOIO PENDULAR
	O apoio pendular impede o movimento na mesma direcção do eixo do apoio, portanto, a reacção tem essa direcção desconhecendo-se apenas a sua intensidade. 
	Este tipo de apoio introduz uma incógnita. Se a reacção de apoio estiver à tracção designa-se tirante, caso esteja à compressão designar-se-á por escora.
	No caso das treliças não serão considerados os apoios encastrados (apoio que introduz três vínculos na estrutura, impedindo a translação e a rotação) uma vez que não existem momentos neste tipo de estruturas.
CLASSIFICAÇÃO DAS TRELIÇAS 
	É que é importante classificar as treliças quanto à sua lei de formação, pois os métodos de resolução das mesmas dependem desta classificação. Quanto à Lei de formação, as treliças podem ser: simples; composta; e complexas.
TRELIÇAS SIMPLES
	Dá-se o nome de treliças simples às treliças formadas a partir de um triângulo inicial indeformável (três barras e três rótulas) ao qual, para cada novo nó, adicionam-se duas novas barras. As treliças simples verificam a isostaticidade interior, hi = 0.
As treliças simples também são bastante usadas em estruturas de suporte para telhados, é o caso da treliça que recebe o nome de treliça Howe de telhado.
(Todo sistema indeformável é estável( isostático ou hiperestático)
Lei de Formação das Treliças Isostáticas
Uma treliça bi apoiada constituída por 3barras formando um triângulo é isostática .Se, a partir dessa configuração básica, acrescentarmos novos nós através de duas novas barras, essa nova treliça será ainda isostática. Isto porque surgem duas novas incógnitas no problema , simultaneamente ao acréscimo de duas novas equações de equilíbrio ao sistema.
COMO USAR
O Milestein Hall projetado por OMA 
PROJETO ESCRITÓTIO HOLANDES MVRDV, A TRELIÇA FOI UTILIZADA PARA PERMITIR UMA BALANÇO NA RESIDENCIA . AS DUAS TRELIÇAS EM MADEIRA UTILIZADA NAS LATERAIS DA CASA POSSUEM ALTURA DO PÉ DIREITO, E NÃO SÃO VISTA PARA QUEM ENXERGA DE FORA 
TRELIÇAS DE HOWE
TRELIÇAS COMPOSTAS
	Estas configurações são geralmente constituídas de duas ou mais treliças simples unidas entre si por barras também indeformáveis.
As treliças compostas são formadas pela ligação de duas treliças simples por meio de:
 
um nó comum e uma barra: 
três barras não-paralelas entre si nem concorrentes num mesmo ponto:
Se as barras fossem concorrentes num ponto ou mesmo paralelas entre si o sistema era deformável e portanto instável.
TRELIÇAS COMPLEXAS
	As configurações de treliças que não podem ser classificadas como simples ou compostas são consideradas complexas. Uma treliça complexa pode ser composta de uma qualquer combinação de elementos triangulares, quadriláteros ou mesmo poligonais. Uma treliça complexa pode apresentar barras que se cruzam sem estas estarem vinculadas umas às outras. 
Uma treliça complexa é classificada por exclusão,ou seja, quando não é simples e nem composta.
TIPOS DE TRELIÇAS
comoprojetar.com.br/como-utilizar-trelicas-em-seus-projetos/
https://pt.scribd.com/doc/89249435/Apostila-Trelicas-Isostaticas-I

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