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Ana Gabriela de Oliveira ATIVIDADE INTEGRADORA São Sebastião da Amoreira – Paraná 2018 2 Ana Gabriela de Oliveira Os Princípios Filosóficos, a comunicação e o Serviço Social. Produção Textual apresentada nas disciplinas de Filosofia e Linguagem, Comunicação e Discurso, no Curso de Serviço Social, Unifil EAD. São Sebastião da Amoreira – Paraná 2018 3 1. INTRODUÇÃO Comunicar é importante em qualquer profissão, mas para algumas sua importância é ainda maior, no caso o Assistente Social que lida com seres humanos geralmente em momentos muito difíceis de sua vida, uma boa comunicação pode ser a diferença entre o sucesso ou o fracasso de um projeto, através das palavras podemos criar situações boas ou desagradáveis. O Assistente Social sendo transmissor e receptador da comunicação é bom que a comunicação seja sempre sincera, pois a boa comunicação é uma ferramenta essencial. Saliento que a comunicação tem algumas funções básicas em uma instituição de Assistência Social. Esse processo é importantíssimo, uma vez que a orientação transmitida pelo Assistente Social age no controle do comportamento dos usuários, facilitando a motivação em busca de justiça e ao mesmo tempo provoca interação entre os indivíduos usuários dos serviços (família ou grupo específico), uma vez que a comunicação fornece o meio para a expressão emocional de sentimentos e de atendimento das necessidades de cada indivíduo. 4 2. Desenvolvimento Refletir o Serviço Social na contemporaneidade é antes de tudo perceber a realidade política, econômica, social e cultural da sociedade analisada. É reconhecer que ela é mutável e, portanto histórica. Pois o Serviço social intervém na realidade, nos processos de reprodução das relações sociais e determinadas historicamente. Assim: O Serviço Social não atua apenas sobre a realidade, mas atua na realidade [...] a conjunta não é pano de fundo que emolduram o exercício profissional; ao contrário são partes constitutivas da configuração do trabalho do serviço Social devendo ser apreendidas como tais. (IAMAMOTO, 2011, p. 55). Nesse sentido, compreender a realidade em toda a sua complexidade é um desafio apresentado ao assistente social, que tem sido convocado a dar novas respostas no âmbito do exercício profissional, não mais apenas na execução, mas também na formulação e gestão das políticas públicas, assim como na formulação de novas elaborações teóricas, compreendendo que: [...] o esforço está, portanto, em romper qualquer relação de exterioridade entre profissão e realidade, atribuindo-lhe a centralidade que deve ter no exercício profissional [...] e o reconhecimento das atividades de pesquisa e o espírito indagativo como condições essenciais ao exercício profissional. (IAMAMOTO, 2001, p. 55-56). O conhecimento ao longo dos tempos se tornou uma das maiores ferramentas de aquisição do poder entre as civilizações. O domínio de uns sobre os outros sempre esteve atrelado ao conhecimento dominante de cada período histórico. Assim, no período denominado de “Idade das Trevas”, o conhecimento era algo dominado com exclusividade pela igreja, e todos deviam obedecer a um momento ideológico que apenas colocava as pessoas numa condição de obediência, sem o direito de indagar-se sobre o que ai estava posto. Sendo assim, nasce a indagação filosófica como campo da efervescência contraria aos mecanismos de dominação ideológica que teimava em perpetuar com seu conservadorismo frente às mudanças de mentalidade das pessoas. Todavia, filosofo como Sócrates, já na Grécia antiga, afirmavam a necessidade dos homens vivenciarem, cotidianamente a indagação com fonte de afirmação do conhecimento de si mesmo. Assim, Sócrates, salienta que a indagação como fonte de afirmação do conhecimento de si próprio inicialmente, proporciona o conhecimento do que esta 5 sendo posto, e posteriormente a reflexão filosófica cria naquele que indaga a possibilidade do “conhecer”. No entanto, como fazer uma relação entre a Filosofia e a Profissão do Assistente Social? Segundo Aranha (1993), a filosofia é a possibilidade da transcendência humana, ou seja, a capacidade que só o homem tem de se superar a situação dada e não-escolhida. Nesse tocante, a filosofia se enquadra no campo da formação do Assistente Social, como um mecanismo de articulação do conhecimento filosófico com a prática social, pois toda atuação no campo social, requer posturas observáveis, investigativas, com aspectos e indagações filosóficas centradas na intervenção visível de conhecer o que se esta sendo posto. Atualmente, o Profissional Assistente social atua num campo social em que será cotidianamente treinado para a prática assistencialista. O assistente social vem buscando um projeto de intervenção que de um novo significado a profissão de modo a responder, de forma não apenas coerente teoricamente, mas também com eficiência, as demandas que lhes são colocadas. É importante entender que o saber que deriva da prática profissional não se coloca imediatamente de modo pronto e acabado, mas é um conhecimento que se constrói. Os profissionais tem se dedicado aos limites colocados no cotidiano e não as possibilidades ocultas, isso significa que nas questões do cotidiano e muitas vezes no próprio limite enfrentado, estão embutidas possibilidades potenciais capazes de apontar para novas formas de ação. Assim, para desencadear um processo de conhecer o que se oculta nas práticas cotidianas dos assistentes sociais e faz-se necessário a incorporação da ação investigativa como instrumento para o serviço profissional, pois ela possibilita o resgate e a reconstrução da ação cotidiana dos assistentes sociais, capturando suas determinações e seus nexos através de estudo reiterado e critico da realidade social. É necessário contar com uma ação investigativa que tenha uma nítida preocupação com a prática, de forma a garantir um nível de reflexão que permita não apenas apreender o real imediato com suas contradições, mas também desvelar o que está oculto no aparente. Deve ainda possibilitar, além do resgate dialético das dimensões que dão movimento a prática profissional do fazer, pensar e a percepção dos meios de sua superação. 6 3. Conclusão A importância do Serviço Social para a Filosofia está na capacidade formadora e produtora de conhecimento. Talvez, imediatamente essa relação não pareça tão clara, devido a dificuldade de projetarmos as conseqüências históricas dos acontecimentos atuais. Mas se voltarmos no tempo, poderemos nos lembrar como esse processo se deu inclusive no ponto de partida da própria filosofia, com base nos primeiros filosóficos, que se aventuraram em suas pesquisas pelas mais diversas áreas, antes de chegarem a o que mais tarde fora denominado filosofia. Diante de mudanças significativas da realidade social, o assistente social precisa ser um profissional qualificado, capaz de identificar, compreender e analisar essa realidade para a execução, gestão e formulação de políticas públicas ou empresariais; ter uma postura critica e também propositiva para que possa responder, em seu exercício profissional, com ações qualificadas que detecte tendências e possibilidades impulsionadoras de novas ações,projetos e funções, rompendo com as atividades rotineiras e burocráticas. E por fim, estar sempre comprometido com o desafio incansável da consolidação da igualdade de direitos e da equidade social e contra todas as formas de exclusão social. O profissional precisa ser capaz de desenvolver uma prática profissional voltada para peculiaridades da realidade em que atua. Ser crítico, propositivo, que possa agir nas expressões da questão social, formando e implementando projetos, propostas e ações para seu enfrentamento, por meio de políticas sociais publicas, empresariais, de organização da sociedade civil e movimentos sociais. Portanto, um profissional comprometido com os valores e princípios norteadores do Código de Ética do Assistente Social e que atue tendo como referencia a concepção social e critica da sociedade, a compreensão das relações sócio-econômicas, políticas e culturais e uma constante análise da sociedade contemporânea. 7 4. Referências Bibliográficas IAMAMOTO, Marilda Vilela. O serviço social na contemporaneidade: trabalho e formação profissional, 11ª ed. São Paulo: Cortez, 2005. ARANHA, M. Lúcia de Arruda; MARTINS, Maria Helena Pires. Filosofando: introdução à filosofia. 2 ed. ver. e atual. São Paulo: Moderna, 1993, p. 75-76. COTRIM, Gilberto. Fundamentos da filosofia: história e grandes temas. Volume único. São Paulo: Saraiva, 2010.