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HISTOLOGIA Aula 02 - UC5 - P2 Sistema Urinário O sistema Urinário consiste em um par de rins, um par de ureteres, bexiga urinária e a uretra. os rins recuperam as substâncias essenciais e, ao mesmo tempo, eliminam os resíduos. Para manter a homeostasia, os rins conservam a água, os eletrólitos e certos metabólitos. Os rins são essenciais na manutenção de um pH plasmático constante e na regulação do equilíbrio acidobásico. A manutenção desse pH ideal é obtida pela excreção de íons hidrogênio quando os líquidos corporais se tornam excessivamente ácidos, ou pela excreção de bicarbonatos quando os líquidos corporais se tornam muito básicos. Os produtos de degradação metabólicos são descarregados pelas células na circulação; em seguida, são removidos do sangue por filtração nos rins e, finalmente, excretados na urina. Ambas as funções excretora e homeostática dos rins iniciam-se quando o sangue adentra o aparelho de filtração nos glomérulos. Inicialmente, o plasma é separado das células e das grandes proteínas, resultando em um ultrafiltrado glomerular de sangue ou urina primária, a qual é ainda modificada por reabsorção seletiva e secreção específica pelas células do rim. A urina final é transportada pelos ureteres até a bexiga, onde é armazenada até ser eliminada através da uretra. A urina contém água e eletrólitos, bem como produtos de degradação de várias substâncias, tais como ureia, ácido úrico e creatinina. Os rins também funcionam como órgão endócrino. As atividades endócrinas dos rins incluem: • Síntese e secreção do hormônio glicoproteico eritropoetina (EPO), que atua sobre a medula óssea e que regula a formação dos eritrócitos em resposta a uma diminuição na concentração de oxigênio do sangue. • Síntese e secreção da protease ácida, a renina, uma enzima envolvida no controle da pressão arterial e no volume sanguíneo. Estrutura geral do rim: Cápsula: A superfície do rim é recoberta por uma cápsula de tecido conjuntivo. A cápsula consiste em duas camadas distintas: uma camada externa composta de fibroblastos e fibras colágenas uma camada interna que contém miofibroblastos A cápsula torna-se contínua com o tecido conjuntivo, formando as paredes dos cálices e da pelve renal Córtex e Medula: Córtex - parte externa Medula - parte interna O córtex consiste em corpúsculos renais, juntamente com os túbulos contorcidos e túbulos retos do néfron, túbulos conectores(conecta o tubulo contorcido distal a ducto coletor), ductos coletores e um extenso suprimento vascular. Os corpúsculos renais constituem o segmento inicial do néfron e contêm uma rede singular de capilares, denominada glomérulo. Cada raio medular consiste em uma agregação de túbulos retos e ductos coletores. Cada néfron e seu túbulo conector (que se liga a um ducto coletor no raio medular) formam o túbulo urinífero. O córtex também possui a célula justaglomerular e e mácula densa. . A medula caracteriza-se por túbulos retos, ductos coletores e uma rede especial de capilares, os vasos retos. Os túbulos retos dos néfrons e os ductos coletores partem do córtex para dentro da medula. . Os túbulos na medula, em virtude de sua disposição e das diferenças de comprimento, formam, em conjunto, estruturas cônicas, denominadas pirâmides (há em gelada 8 a 12 pirâmides no rim). . A porção apical de cada pirâmide, que é conhecida como papila, projeta-se dentro de um cálice menor, uma estrutura em formato de taça que representa uma extensão da pelve renal. . Cada pirâmide é dividida em uma medula externa (adjacente ao córtex) e em uma medula interna. A medula externa é ainda subdividida em uma faixa interna e uma faixa externa. O número de lobos em um rim é igual ao número de pirâmides medulares. Cada pirâmide medular e o tecido cortical associado à sua base e lados (metade de cada coluna renal adjacente) constituem um lobo do rim. Os lobos do rim são ainda subdivididos em lóbulos, que consistem em um raio medular central e o córtex circundante. Néfron: O néfron é a unidade estrutural e funcional fundamental do rim. Ambos os rins humanos contêm aproximadamente 2 milhões de néfrons. Estes são responsáveis pela produção de urina e correspondem à porção secretora de outras glândulas. O néfron consiste no corpúsculo renal e em um sistema de túbulos. o corpúsculo renal representa o início do néfron. É formado pelo glomérulo, um tufo de capilares composto de 10 a 20 alças capilares, circundado por um capuz epitelial de dupla camada, a cápsula renal ou de Bowman. A cápsula de Bowman é a porção inicial do néfron, em que o sangue que flui através dos capilares glomerulares sofre filtração, produzindo o ultrafiltrado glomerular. Os capilares glomerulares são supridos por uma arteríola aferente e drenados por uma arteríola eferente. Por sua vez, a arteríola aferente se ramifica, formando uma nova rede de capilares que irão suprir os túbulos renais. O local de entrada e saída das arteríolas aferente e eferente na camada parietal da cápsula de Bowman é denominado polo vascular. Em posição oposta ao polo vascular está o polo urinário do corpúsculo renal, local em que se inicia o túbulo contorcido proximal OBS// Túbulo unífero = néfron + túbulo coletor Diversos néfrons são drenados por um único túbulo coletor. Muitos túbulo coletores se unem na região medular profunda - formam os ductos de Bellini - perfuram a papila renal (ápice da pirâmide renal) na área crivosa (cribriforme) Da papila, o conteúdo vai para o cálice menor e depois para o cálice maior (união de 2 a 3 cálices menores vizinhos). 3 a 4 cálices maiores se abrem na pelve renal Aparelho de filtração dos rins: O corpúsculo renal contém o aparelho de filtração do rim, que consiste no endotélio glomerular, na membrana basal glomerular subjacente e na camada visceral da cápsula de Bowman. O aparelho de filtração, também denominado barreira de filtração glomerular é envolvido pela camada parietal da cápsula de Bowman 1- O endotélio dos capilares glomerulares, com numerosas fenestrações. As células endoteliais dos capilares glomerulares contêm um grande número de canais de água de aquaporina-1 (AQP-1), que possibilitam o movimento rápido da água através do epitélio. 2- membrana basal glomerular (MBG) - lâmina basal espessa que resulta da fusão das membranas basais do endotélio e dos podócitos – as células da camada visceral da cápsula de Bowman. 3- camada visceral da cápsula de Bowman contém células especializadas, denominadas podócitos ou células epiteliais viscerais. Essas células emitem prolongamentos ao redor dos capilares glomerulares. À medida que se diferenciam, os podócitos emitem prolongamentos ao redor dos capilares e desenvolvem numerosos prolongamentos secundários, denominados pedicelos ou prolongamentos do podócito. Os prolongamentos dos podócitos interdigitam-se com aqueles de podócitos vizinhos. Os podocitos “abraçam" o vaso e a pressão exercida vai fazer com que o ultrafitrado escorra para o espaço capsular ou de Bowman. A camada parietal da cápsula de Bowman é constituída de epitélio simples pavimentoso. A camada parietal da cápsula de Bowman contém células epiteliais parietais e forma um epitélio simples pavimentoso. No polo urinário do corpúsculo renal, a camada parietal é contínua com o epitélio cuboide do túbulo contorcido proximal. O espaço entre as camadas visceral e parietal da cápsula de Bowman é denominado espaço urinário ou espaço de Bowman. É o receptáculo da urina primária (ultrafiltrado glomerular) produzido pelo aparelho e filtração do corpúsculo renal Mesângio: Células mesangiais + matriz extracelular - envolvidos pela MBG. As células mesangiais não estão totalmente confinadas ao corpúsculo renal; algumas estão localizadas fora do corpúsculo, ao longo do polo vascular, em que também são designadas como célulasreticuladas e fazem parte do denominado aparelho justaglomerular As funções importantes das células mesangiais são as seguintes: 1- Fagocitose e endocitose. 2- Suporte estrutural. 3 -Secreção. 4- Modulação da distensão glomerular. As células mesangiais exibem propriedades contráteis Aparelho Justaglomerular: Mácula densa + células justaglomerulares + células mesangiais extraglomerulares OBS// A mácula densa é o componente tubular do aparelho justaglomerular - espessamento do túbulo contorcido distal ou do reto distal. A mácula densa sempre vai estar ligada ao polo vascular e funciona como um osmoreceptor - reagem a uma diminuição no teor de sódio presente no ultrafiltrado que segue em direção ao túbulo distal. Células justaglomerulares - células musculares lisas modificadas localizadas na túnica média da arteríola aferente. Contém grânulos com renina, que são liberados se a pressão sangüínea estiver baixa, através de mecanorreceptores sensíveis à distensão. Células mesangiais extraglomerulares - ocupa o espaço entre - mácula densa, arterial aferente e eferente e o polo vascular do corpúsculo renal. O aparelho justaglomerular regula a pressão arterial por meio da ativação do sistema renina-angiotensina- aldosterona (SRAA), que desempenha importante papel na manutenção da homeostasia do sódio e da hemodinâmica renal. Os grânulos das células justaglomerulares contêm uma aspartil protease, denominada renina, que é sintetizada, armazenada e liberada na corrente sanguínea pelas células musculares lisas modificadas. No sangue, a renina catalisa a hidrólise de uma α2-globulina circulante, o angiotensinogênio (produzido pelo fígado), produzindo o decapeptídio angiotensina I. Em seguida: A angiotensina I é convertida no octapeptídio ativo, a angiotensina II, pela enzima conversora de angiotensina (ECA) presente nas células endoteliais dos capilares pulmonares A angiotensina II estimula a síntese e a liberação do hormônio aldosterona pela zona glomerulosa da glândula suprarrenal A aldosterona, por sua vez, atua sobre as células principais dos túbulos conectores e ductos coletores, aumentando a reabsorção de Na+ e de água, bem como a secreção de K+, com consequente elevação do volume sanguíneo e da pressão arterial A angiotensina II também é um poderoso vasoconstritor, que desempenha papel regulador no controle da resistência vascular renal e sistêmica. O aparelho justaglomerular funciona não apenas como órgão endócrino que secreta a renina, mas também como sensor do volume sanguíneo e da composição do líquido tubular. As células da mácula densa monitoram a concentração de Na+ no líquido tubular e regulam tanto a taxa de filtração glomerular quanto a liberação de renina pelas células justaglomerulares Função dos Túbulos renais: À medida que o ultrafiltrado glomerular passa pelo túbulo urinífero e ductos coletores do rim, ele sofre alterações que incluem absorção ativa e passiva, bem como secreção Certas substâncias contidas no ultrafiltrado são reabsorvidas, algumas parcialmente (p. ex., água, sódio e bicarbonato) e outras inteiramente (p. ex., glicose) Outras substâncias (p. ex., creatinina e ácidos e bases orgânicos) são adicionadas ao ultrafiltrado (i. e., urina primária) pela atividade secretora das células tubulares. Por conseguinte, o volume do ultrafiltrado é substancialmente reduzido, e a urina torna-se hiperosmótica. TÚBULO CONTORCIDO PROXIMAL (pars convoluta) O túbulo contorcido proximal constitui o local inicial e principal de reabsorção. O túbulo contorcido proximal recebe o ultrafiltrado do espaço urinário da cápsula de Bowman. Possui células cuboides - transporte e absorção de líquidos. Essas células possuem uma borda em escova. O túbulo contorcido proximal recupera a maior parte do líquido do ultrafiltrado. Dos 180 l/dia de ultrafiltrado que entram nos néfrons, aproximadamente 120 l/dia ou 65% do ultrafiltrado é reabsorvido pelo túbulo contorcido proximal. Duas proteínas principais são responsáveis pela reabsorção de líquido nos túbulos contorcidos proximais: bombas de Na+/K+-ATPase - São responsáveis pela reabsorção de Na+, que constitui a principal força de impulsão para a reabsorção de água no túbulo contorcido proximal. esse processo é impulsionado pelo transporte ativo de Na+ para dentro do espaço intercelular lateral. O transporte ativo de Na+ é seguido pela difusão passiva de Cl– que promove a manutenção da neutralidade eletroquímica. O acúmulo de NaCl nos espaços intercelulares laterais cria um gradiente osmótico, que atrai a água do lúmen para dentro do compartimento intercelular. aquaporina-1 (AQP-1) é uma pequena proteína transmembrana que atua como canal molecular de água na membrana celular dos túbulos contorcidos proximais. A pressão hidrostática que aumenta no compartimento intercelular distendido, presumivelmente auxiliada pela atividade contrátil dos filamentos de actina na base das células tubulares, impulsiona um líquido essencialmente isosmótico através da membrana basal dos túbulos para dentro do tecido conjuntivo renal. Nesse local, o líquido é reabsorvido pela rede de capilares peritubulares. O túbulo contorcido proximal também reabsorve quase toda a glicose, aminoácidos e pequenos polipeptídios. As proteínas e os peptídios grandes são endocitados por células do túbulo contorcido proximal. OBS// o túbulo contorcido proximal possui borda em escova. Nos túmulos distais, o lúmen é liso 2. PARTE RETA DO TÚBULO PROXIMAL (Ramo descendente espesso da alça de Henle): As células da parte reta do tubulo proximal não são tão especializadas para absorção. São mais curtas e com uma borda em escova menos desenvolvida. As células estão estruturadas para recuperar a glicose remanescente que escapou nos túbulos contorcidos proximais antes de entrar no segmento delgado da alça de Henle. 3. RAMO DELGADO DA ALÇA DE HENLE (descendente e ascendente): Há quatro tipos de células epiteliais: 1- O epitélio tipo I é encontrado nos ramos descendente e ascendente delgados da alça de Henle dos néfrons de alça curta. Consiste em um epitélio simples e fino. 2- O epitélio do tipo II é encontrado no ramo descendente delgado dos néfrons de alça longa no labirinto cortical. As células desse epitélio são mais altas e contêm abundantes organelas e numerosas microvilosidades pequenas e rombas. 3- O epitélio do tipo III é encontrado no ramo descendente delgado na medula interna. É um epitélio mais delgado, cujas células apresentam estrutura mais simples e menor quantidade de microvilosidades que as células epiteliais do tipo II. 4- epitélio do tipo IV é encontrado na curva dos néfrons de alça longa e por todo o ramo ascendente delgado. Trata-se de um epitélio baixo e plano, sem microvilosidades, cujas células apresentam poucas organelas. O ultrafiltrado que entra no ramo descendente delgado é isosmótico, enquanto o ultrafiltrado que deixa o ramo ascendente delgado é hiposmótico em relação ao plasma. O ramo descendente delgado da alça de Henle é altamente permeável à água, devido à existência de aquaporinas (AQPs) que possibilitam a passagem livre de água. É menos permeável ao Na+ e à ureia, Alça de Henle - liga os segmentos delgados (descendente e ascendente) - células pavimentosas O ramo ascendente delgado da alça de Henle é altamente permeável ao Na+ e ao Cl–, devido à existência de cotransportadores de Na+/K+/2Cl– nas membranas plasmáticas apicais. É moderadamente permeável a H2O e liga a alça de Henle ao túbulo distal. 3. PARTE RETA DO TÚBULO DISTAL (Ramo ascendente espesso da Alça de Henle): Possui grandes células cuboides Além disso, as células do túbulo distal apresentam um número consideravelmente menor de microvilosidades, as quais são bem menos desenvolvidas em comparação com as microvilosidades presentes nas células da parte reta do túbulo proximal Impermeável a H2O e uréia. Permeável ao Na e Cl - bomba de Na, retirando os solutos da luz do tubo. 4. TÚBULO CONTORSIDO DISTAL: A estruturae a função do túbulo contorcido distal dependem da liberação e da captação de Na+. o epitélio no túbulo contorcido distal é também relativamente impermeável à água. A parte inicial do túbulo contorcido distal constitui o principal local de reabsorção de Ca2+ regulada pelo paratormônio. Impermeável à água e uréia Possui bomba de Na-K-ATPase - troca de Na por K em resposta a aldosterona, absorve Na e Cl e elimina K e H. Esse túbulo curto é responsável por: 1- Reabsorção de Na+ e secreção de K+ no ultrafiltrado para conservar o Na+ 2- Reabsorção de íons bicarbonato, com secreção concomitante de íons H+, resultando em maior acidificação da urina 3- Reabsorção de cloreto (Cl–), mediada por transportadores de Na+/Cl– 4- Secreção de amônia em resposta à necessidade dos rins de excretar ácido e gerar bicarbonato. 5. TÚBULO CONECTOR: região de transição entre o túbulo contorcido distal e o ducto coletor cortical. O epitélio desse segmento sofre uma transição gradual a partir do túbulo contorcido distal para o ducto coletor. Nesse epitélio estão presentes células de ambas as regiões (células principais do ducto coletor cortical e células do túbulo contorcido distal). Estudos morfológicos e fisiológicos demonstraram que os túbulos conectores desempenham importante papel na secreção de K+ O túbulo conector + ducto coletor = túbulo coletor. O túbulo coletor transporta o ultrafiltrado e o modifica - néfron até as papilas renais. É impermeável a H2O na ausencia de ADH. O ADH insere aquaporinas que permitem que a água seja reabsorvida. 6. DUCTOS COLETORES CORTICAIS E MEDULARES: Os ductos coletores corticais e medulares determinam a osmolalidade final da urina pela sua atividade na reabsorção de água. O ducto coletor medular externo também é o local de reabsorção da ureia por transporte facilitado, utilizando o transportador de ureia A1 (UT-A1). Os ductos coletores são compostos de epitélio simples. Os ductos coletores corticais apresentam células planas, que variam de formato pavimentoso a cuboide. Os ductos coletores medulares apresentam células cuboides, com transição para células colunares conforme os ductos aumentam de tamanho. Os ductos coletores são prontamente distinguidos dos túbulos proximais e distais. Existem dois tipos distintos de células nos ductos coletores: - células claras, células principais ou células dos ductos coletores (DC) - constituem o tipo celular predominante dos ductos coletores. Apresentam um único cílio primário e uma quantidade relativamente pequena de microvilosidades curtas (Figura 20.22). Contém mitocôndrias pequenas e esféricas. Essas células apresentam quantidade abundante de canais de água regulados pelo hormônio antidiurético (ADH), a aquaporina-2 (AQP-2), que são responsáveis pela permeabilidade dos ductos coletores de água. - células escuras ou células intercaladas (CI) - Observam-se micropregas, pregas citoplasmáticas e microvilosidades em sua superfície apical. As células intercaladas estão envolvidas na secreção de H+ (células intercaladas α) ou de bicarbonato (células intercaladas β) As células dos ductos coletores tornam-se gradualmente mais altas à medida que os ductos passam da medula externa para a medula interna, tornando-se colunares na região da papila renal A aldosterona não atua no túbulo contorcido distal, e sim nos túbulos conectores e ductos coletores. a aldosterona atua principalmente sobre as células principais (claras) dos ductos coletores. CÉLULAS INTERSTICAIS: O tecido conjuntivo do parênquima renal, denominado tecido intersticial, circunda os néfrons, os ductos e os vasos sanguíneos e linfáticos. No córtex, são identificados dois tipos de células intersticiais: as células que se assemelham a fibroblastos, encontradas entre a membrana basal dos túbulos e os capilares peritubulares adjacentes, e macrófagos ocasionais. Essas células sintetizam e secretam colágeno e glicosaminoglicanos da matriz extracelular do interstício. Na medula, as principais células intersticiais assemelham-se a miofibroblastos. HISTOFISIOLOGIA DO RIM: A capacidade de excretar urina hiperosmótica depende do sistema multiplicador por contracorrente, que indica um fluxo de líquido em estruturas adjacentes em sentidos opostos. Esse sistema envolve três estruturas: 1- A alça de Henle atua como multiplicador por contracorrente. O ultrafiltrado move-se no ramo descendente do segmento delgado da alça em direção à papila renal e move-se de volta para a junção corticomedular no ramo ascendente do segmento delgado. Os gradientes osmóticos da medula são estabelecidos ao longo do eixo da alça de Henle 2- Os vasos retos formam alças paralelas à alça de Henle. Atuam como trocadores por contracorrente de água e solutos entre a porção descendente (arteríolas retas) e a porção ascendente (vênulas retas) dos vasos retos. Os vasos retos ajudam a manter o gradiente osmótico da medula 3- O ducto coletor da medula atua como dispositivo de equilíbrio osmótico. O ultrafiltrado modificado nos ductos coletores pode ainda ser equilibrado com o interstício medular hiperosmótico. O nível de equilíbrio depende da ativação dos canais de água dependentes de ADH (AQP-2). A alça de Henle cria e mantém um gradiente de concentração de íons no interstício medular. O ramo descendente delgado da alça de Henle é permeável à água enquanto o ramo ascendente é impermeável e acrescentam Na+ e Cl– ao interstício. Como a água não pode deixar o ramo ascendente delgado, o interstício torna-se hiperosmótico em relação ao conteúdo luminal. Embora parte do Cl– e do Na+ do interstício sofra difusão de volta ao néfron no ramo descendente delgado, os íons são transportados novamente para fora no ramo ascendente delgado e na parte reta do túbulo distal (ramo ascendente espesso). Isso produz o efeito multiplicador por contracorrente. Por conseguinte, a concentração de NaCl no interstício aumenta de modo gradual ao longo da extensão da alça de Henle e, consequentemente, através da espessura da medula, da junção corticomedular até a papila. Os vasos retos que contêm arteríolas descendentes e vênulas ascendentes atuam como trocadores por contracorrente. As arteríolas eferentes dos corpúsculos renais da maior parte do córtex ramificam-se profusamente e formam a rede de capilares que circunda as porções tubulares do néfron no córtex, a rede de capilares peritubulares. As arteríolas eferentes dos corpúsculos renais justamedulares formam várias arteríolas não ramificadas que penetram na pirâmide medular. Essas arteríolas retas fazem uma volta em U na porção mais profunda da pirâmide medular e, em seguida, ascendem como vênulas retas. Em conjunto, as arteríolas descendentes e as vênulas ascendentes são denominadas vasos retos. Como o ramo ascendente espesso da alça de Henle apresenta um alto nível de atividade de transporte, e como ele é impermeável à água, o ultrafiltrado modificado que finalmente alcança o túbulo contorcido distal é hiposmótico. Quando há ADH, os túbulos contorcidos distais e os ductos coletores são altamente permeáveis à água. Por conseguinte, no córtex, em que o interstício é isosmótico com relação ao sangue, o ultrafiltrado modificado no túbulo contorcido distal equilibra-se e torna-se isosmótico, em parte pela perda de água para o interstício e em parte pela adição de outros íons além do Na+ e do Cl– ao ultrafiltrado. Na medula, quantidades crescentes de água deixam o ultrafiltrado conforme os ductos coletores passam pelo interstício cada vez mais hiposmótico em seu trajeto até as papilas. Os vasos retos formam um sistema de troca por contracorrente da seguinte maneira: tanto o lado arterial quanto o venoso da alça consistem em vasos de paredes finas, que formam plexos de capilares fenestrados em todos os níveis na medula. À medida que os vasos arteriais descem pela medula, o sangue perde água e ganha sal do interstício, de modo que, na extremidadeda alça localizada profundamente na medula, o sangue está essencialmente em equilíbrio com o líquido intersticial hiposmótico. À medida que os vasos venosos ascendem para a junção corticomedular, o processo é invertido (i. e., no interstício, o sangue hiperosmótico perde sal e ganha água). Essa troca passiva de água e de sal por contracorrente entre o sangue e o interstício ocorre sem gasto de energia pelas células endoteliais. A energia que move esse sistema é a mesma que impulsiona o sistema multiplicador, isto é, o movimento do Na+ e do Cl– para fora das células do ramo ascendente impermeável à água da alça de Henle. - Endotélio - os capilares possuem muitos poros (poros endoteliais) para proporcionar a passagem do líquido. - Membrana basal - união da membrana basal das células dos capilares com a membrana basal dos podócitos. Essa região é contínua enquanto o endotélio é descontínuo. Graças a essa membrana basal, estruturas grandes, como proteínas, não passam. Além disso, a membrana possui uma seleção de filtração por carga elétrica - Os prolongamentos dos podócitos podem ser chamados de pedicelos, que possuem um diafragma entre eles, muito importante para a filtração glomerular PAPEL DO RIM NA HIPERTENSÃO: A “lesão"na hipertensão essencial crônica pode estar relacionada a produção excessiva de angiotensina II no pulmão. Um rim deficiente ode levar a hipertensão. 1- COMPROMETIMENTO DA CIRCULAÇÃO RENAL 2 - AUMENTO DA RESISTÊNCIA A FILTRAÇÃO DE LÍQUIDOS 3 - REDUÇÃO DA CAPACIDADE DE FORMAR FILTRADO GLOMERULAR 4 - RETENÇÃO DE ÁGUA E SAL 5 - AUMENTO DA PA Patologias que causam hipertensão arterial: Síndrome nefrítica aguda Causa mais importante - glomérulonefrites Alterações funcionais: Redução da taxa de filtração glomerular e da fração de filtração O fluxo plasmático renal pode não se alterar, manter-se um pouco acima dos níveis normais ou sofrer queda Retenção de Na+ e água, e consequentemente edema - Síndrome nefrítica crônica 1