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Faculdade Avantis 
Profa. Angélica 
Microbiologia e Imunologia 
Acadêmica: Kathleen Goedert 
INTRODUÇÃO A MICROBIOLOGIA 
A microbiologia é classificada definida como a área da ciência que dedica-se ao estudo de organismos que podem 
ser visualizados ao microscópio. 
Células 
Procariontes -​ sem membrana nuclear (ex. bactérias e arqueas) 
Eucariontes -​ possuem membrana nuclear (ex: fungos, protozoários, animais, vegetais, humanos) 
MICRO-ORGANISMOS 
Agentes infecciosos acelulares (“precisa infectar alguém para se replicar”) - > vírus e príons (proteína isolada que 
causa doença em seres vivos) // Micro-organismos celulares - > bactérias, arqueanas, algas, protozoários e 
fungos. 
VÍRUS 
Os vírus são agentes infecciosos acelulares que, fora das células hospedeiras, são inertes, sem metabolismo 
próprio, mas dentro delas, seu ácido nucléico torna-se ativo, podendo se reproduzir. 
Os vírus são organismos vivos? 
A vida pode ser definida como um complexo de processos resultantes da ação de proteínas codificadas por ácidos 
nucléicos. Os ácidos nucléicos das células vivas estão em constante atividade. // Dessa maneira, os vírus não são 
considerados organismos vivos porque são inertes fora das células hospedeiras .// No entanto, quando penetram 
em uma célula hospedeira, o ácido nucléico viral torna-se ativo e funcional. // Sob este ponto de vista, os vírus 
estão vivos quando proliferam dentro da célula hospedeira infectada 
● São parasitas intracelular obrigatórios - > precisa infectar outras células para se reproduzir. 
Vírus com DNA - adenovírus 
Vírus com RNA - retrovírus 
PRÍONS 
São proteínas normalmente encontradas nas células. // Não tem genoma. // Os príons que causam doenças são 
alterados em sua conformação.// O príons normais são chamados PrPcel. // Príons “anormais são chamados 
PrPsc, em alusão a “scrapie” uma forma da doença de ovinos. 
NÃO É ORGANISMOS VIVO - É UMA PROTEÍNA CAUSADORA DE DOENÇAS! 
DNA 
● RNAm (mensageiro / bases nitrogenadas AUG) 
● RNAt (transportador) 
● RNAr (ribossômico) 
BACTÉRIAS 
As bactérias são organismos unicelulares, procarióticos que podem ser encontrados na forma isolada ou em 
colônias. São micro-organismos sem núcleo celular verdadeiro e possuem como única organela o ribossomo. 
Ribossomos - síntese proteínas 
Membrana citoplasmática 
Parede celular 
Flagelos - locomoção 
Cílios - locomoção/aderência 
ARCHAE - ARQUEANAS 
São micro-organismos semelhantes às bactérias, são unicelulares e procariontes. No entanto possuem 
características genéticas e bioquímicas muito diferentes. Muitas são classificadas como extremófilas. // Não tem 
ação patogênica. 
FUNGOS 
Eucariontes - núcleo definido // Micro ou macroscópicos 
 
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Microbiologia e Imunologia 
Acadêmica: Kathleen Goedert 
Unicelulares (leveduras) - fazem divisão binárias // Pluricelulares (bolor, cogumelos) - reprodução sexuada 
(envolvimento de genes masculino e feminino - gametas) 
PROTOZOÁRIOS 
Unicelulares e eucariontes // movimentação por pseudópodos, flagelos ou cílios 
Variedade de formas. // Vida livre ou parasitas. 
NOMENCLATURA BINOMINAL 
- Latim: língua utilizada pelos estudantes da época. 
- Atribuição de nomes científicos às espécies 
- Formado por duas palavras - nome do gênero e o epíteto específico (nome da espécie) 
- Escrito em itálico ou sublinhado 
- Após mencionado uma vez, pode ser abreviado. 
Ex: ​Escherichia coli 
Nome homenageia Theodor Escherich // coli lembra que habita o cólon humano ou intestino grosso. 
Staphylococcus sp​ - sp significa que ainda não foi descoberta a espécie. 
1. DEFINIÇÃO 
As bactérias são organismos unicelulares, procarióticos, que podem ser encontrados na forma isolada ou em 
colônias e pertencente ao reino Monera. São micro-organismos sem núcleo celular verdadeiro e possuem como 
única organela o ribossomo. 
2. CARACTERÍSTICAS GERAIS 
a)​ As bactérias apresentam um único cromossomo circular disperso no citoplasma. 
b)​ O DNA bacteriano não está associado a proteínas histonas. 
c) Além do cromossômico único circular, as bactérias apresentam pequenos filamentos duplos de DNA circular 
denominados plasmídeos. 
d)​ Algumas bactérias possuem parede celular constituída de peptidoglicano. 
e)​ Podem formar esporos de resistência denominados endósporos. 
f)​ Podem apresentar um ou mais flagelos, mas estes não são formados por centríolos. 
3. MORFOLOGIA GERAL DAS BACTÉRIAS 
 
 
 
Cápsula 
A cápsula é formada pelo glicocálice, o qual consiste em uma substância polissacarídica produzida no citoplasma 
secretados para a superfície celular. 
Função da cápsula 
● Impedir que a célula seja fagocitada por células de defesa 
● Promover a adesão das bactérias em diferentes substratos (dentes humanos, trato respiratório, mucosa 
intestinal) 
● Proteger as bactérias contra desidratação e choques mecânicos 
 
 
Faculdade Avantis 
Profa. Angélica 
Microbiologia e Imunologia 
Acadêmica: Kathleen Goedert 
Fímbrias 
Fímbrias são apêndices que se estendem da membrana plasmática passando pela parede celular e cápsula 
emergindo para o meio externo. As fímbrias podem ocorrer em toda a superfície da célula 
Função das fímbrias 
● Fixar as bactérias ao substrato e em outras células 
Pili 
Os pili sexuais normalmente são mais longos que as fímbrias, havendo ou não dois por célula. 
Funções dos Pili 
● Responsável pela formação da ponte citoplasmática que permite a transferência de informação genética 
durante o processo de conjugação. 
Flagelos 
Os flagelos são responsáveis pelo deslocamento das bactérias. // Estendem-se a partir da membrana celular, 
passam pela parede celular e atingem a região externa. // O número de flagelos é bastante variável entre as 
bactérias // Os flagelos são formados por uma proteína denominada flagelina e não provém do centríolo como os 
flagelos de células eucariotas. 
Parede celular 
Parede celular é um envoltório semi-rígido, composto por peptidoglicanos, e responsável pela forma e proteção da 
célula bacteriana. // Peptideoglicanos - polímero de carboidratos associados à proteínas. // As bactérias podem 
ser divididas em dois grandes grupos, segundo a composição química da parede celular: ​1. ​bactérias 
Gram-positivas​: bactéria positiva para o violeta (peptidoglicano, membrana plasmática) - ​2​. ​bactérias 
Gram-negativas, bactéria negativa para o violeta (membrana externa, peptidoglicano, espaço e membrana 
plasmática). 
Membrana celular 
Membrana celular lipoprotéica semelhante às membranas dos organismos eucariontes. 
Função da membrana celular: 
● Proteção 
● Transporte seletivo de nutrientes 
● Síntese de componentes da parede celular 
● Secreção de enzimas digestivas 
● Respiração celular 
● Ancora flagelos, fímbrias e pili 
● Armazenamento de pigmentos e enzimas da fotossíntese (em cianobactérias) 
Citoplasma 
Sinônimos (hialoplasma e citosol). Possui ⅘ de água e ⅕ de substâncias dissolvidas ou em suspensão (proteínas, 
carboidratos, lipídeos, íons ect) / Possui em seu conteúdo: Ribossomos (única organela), plasmídeos e o 
cromossomo circular unico (região do nucleóide) 
Nucleoide 
Área nuclear citoplasmática. Por serem organismos procariontes as bactérias não possuem um núcleo delimitado 
por membrana nuclear ou carioteca. Ao invés de núcleo, as bactérias apresentam uma região citoplasmática onde 
se encontra do DNA bacteriano (cromosso circular) / Não estão presentes em célulasbacterianas 1. Proteínas 
histonas / 2. Núcleo / 3. Carioteca 
Plasmídeo 
Pequeno DNA extracromossômico, pois não se conecta ao cromossomo principal e replica-se 
independentemente. Possui cerca de 1 a 5% do tamanho do cromossomo bacteriano e pode conter genes para 
diversas atividades 
Função dos plasmídeos 
 
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Microbiologia e Imunologia 
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● Apresentar genes que conferem resistência a diversos antibióticos 
● Apresentar genes responsáveis por síntese de toxinas 
● Apresentar genes que codificam enzimas que ativam a degradação de carboidratos e substâncias exóticas 
como tolueno, cânfora e hidrocarbonetos do petróleo. 
Endósporo 
Estrutura de latência que exibe altíssima resistência tanto a agentes físicos como químicos. Quando as bactérias 
como capacidade de esporular se encontram em ambientes cujas condições tornam-se inadequadas, estas 
iniciam o processo de esporulação, garantind assim a manutenção de seu material genético. As bactérias podem 
permanecer dormentes por milhares de anos e retornar ao seu estado ativo quando as condições ambientais 
tornarem-se favoráveis. 
 
ASPECTOS GERAIS DOS VÍRUS 
Definição: ​São agentes infecciosos acelulares que, fora 
das células hospedeiras, são inertes , sem metabolismo 
próprio, mas dentro delas seu ácido nucleico torna-se 
ativo, podendo se reproduzir. 
Características Gerais: Possuem um envoltório 
protéico que protege o material genético denominado 
capsídeo. // O capsídeo pode ou não ser revestido por 
um ​envelope lipídico derivado das membranas 
celulares. // Possuem um único tipo de ácido nucléico, 
DNA ou RNA. // Existem vírus com DNA de fita dupla, 
simples, RNA de fita dupla ou simples. // São ​parasitas 
intracelulares obrigatórios. ​// Multiplicam-se dentro de 
células vivas usando a maquinaria de síntese das 
células. // Não possuem ​metabolismo​. Toda energia 
que utilizam provém da célula hospedeira. 
OS VÍRUS SÃO ORGANISMOS VIVOS? 
A ​vida pode ser definida com um complexo de processos resultantes da ação de proteínas codificadas por ácidos 
nucleicos. Os ácidos nucléicos das células vivas estão em constante atividade. // Dessa maneira, os vírus ​não são 
considerados organismos vivos porque são inertes fora das células hospedeiras. // No entanto, quando penetram 
em uma célula hospedeira, o ácido nucléico vitral torna-se ativo e funcional. // Sob este ponto de vista, os vírus 
estão vivos ​quando proliferam dentro da célula hospedeira infectada. 
ESTRUTURA DOS VÍRUS 
Víron - ​Partícula viral 
completa (ácido nucléico + 
capsídeo proteico). Serve 
como veículo na transmissão 
de um hospedeiro para outro. 
// Existem vírus de diferentes 
formas geométricas 
(helicoidais, poliédricos, 
icosaédricos, cilíndricos). 
Podemos classificar os vírus 
em dois grandes grupos, o 
grupo dos vírus envelopados e dos vírus não envelopados. 
 
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Microbiologia e Imunologia 
Acadêmica: Kathleen Goedert 
Envelopados: ​O capsídeo é coberto pelo envelope que é formado quando o vírus é ​exocitado da célula 
hospedeira. - > Dessa maneira, o ​envelope ​é formado por uma porção da ​membrana citoplasmática da célula 
hospedeira. 
Não envelopados: ​O capsídeo ​não se encontra envolvido pelo envelope, dessa maneira dizemos que o vírus é 
nu. 
RETROVÍRUS - HIV 
Vírus envelopado. // Possui duas fitas idênticas de RNA. // Possuem enzimas transcriptase reversa. // O HIV é um 
retrovírus pois possui a capacidade de produzir DNA a partir de RNA. 
PARA SER CONSIDERADO RETROVÍRUS NÃO BASTA POSSUIR RNA, É NECESSÁRIO POSSUIR A 
ENZIMA TRANSCRIPTASE REVERSA! 
 
AIDS ​(Síndrome da Imunodeficiência Humana) 
Agente etiológico - ​Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV) 
Forma de transmissão: ​Contato com líquidos corporais infectados (sangue, esperma, secreções vaginais, leite 
materno, acredita-se que o vírus possa atravessar a placenta e infectar o feto). 
Sintomas:​ Febre, calafrios, dores musculares, aparecimento de ínguas no pescoço, náusea, vômito. 
Tratamento: Não há cura - O tratamento consiste na utilização de medicamentos que inibem a reprodução viral e 
aumentam a dessa maneira a sobrevivência de pacientes. 
Profilaxia: ​Educação sexual, uso de preservativos nas relações sexuais, controle dos bancos de sangue, utilizar 
somente seringas descartáveis e não compartilhar, esterilização de instrumentos cirúrgicos e odontológicos, evitar 
a amamentação quando as mães são soropositivas. 
 
Vírus HIV infecta célula de defesa do organismo denominadas Linfócitos CD4. // Os linfócitos CD4 são 
responsáveis por “alertar” o organismo quando há a invasão de agentes estranhos (antígenos). // Com a morte de 
células CD4 o sistema imune se torna deficiente e começam a surgir doenças oportunistas - ​as principais 
doenças oportunistas são​: tuberculose, candidíase, câncer, pneumonia. 
Assim, a maioria das pessoas que adquirem o vírus HIV não morrem de AIDS, mas sim de doenças 
oportunistas que aproveitam a deficiência do sistema imune para se manifestar. 
Quem são os hospedeiros dos vírus? 
Praticamente ​todos ​os organismos vivos podem ser infectados pelos vírus. // Os vírus podem infectar as células 
de animais, vegetais, fungos, bactérias e protistas. 
REPRODUÇÃO VIRAL 
Os virus só se reproduzem no interior de uma célula hospedeira. // O ácido nucleico dos vírus possui somente 
uma pequena parte dos genes necessários para a síntese de novos vírus. // As demais enzimas necessárias para 
a síntese protéica, síntese de ribossomos, RNAt, RNAm e ATP são fornecidas pela célula hospedeira. // Portanto, 
os vírus necessitam da via metabólica da célula para se replicarem. 
 
 
 
 
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Acadêmica: Kathleen Goedert 
REPRODUÇÃO VIRAL 
● Ciclo lítico - termina com a lise e a morte da 
célula hospedeira. 
● Ciclo lisogênico - a célula hospedeira 
permanece viva. 
 
CICLO LÍTICO 
Adsorção: uma partícula de vírus prende-se a uma 
célula hospedeira 
Penetração: a partícula injeta o seu material genético 
dentro da célula hospedeira. 
Biossíntese: o material genético injetado recruta as 
enzimas da célula hospedeira, as enzimas fazem 
cópias do DNA e de proteínas virais. 
Maturação: ​vírions completos são formados a partir do DNA e dos capsídeos 
Liberação:​ liberação dos novos vírions formados pela lise da célula hospedeira. 
 
O DNA do vírus se incorpora no DNA de uma célula mas não interfere no metabolismo da célula hospedeira, que 
continua reproduzindo normalmente, transmitindo o DNA viral às células descendentes. 
 
CICLO LISOGÊNICO 
O DNA viral se incorpora ao DNA da célula hospedeira, que continua a se reproduzir. // Algum evento externo ou 
instruções do próprio DNA viral inicia a replicação viral que estava “adormecida”. // A reprodução do vírus se inicia 
normalmente, como no ciclo lítico. 
1. O processo é semelhante ao ciclo lítico, porém o DNA do fogo se insere ao DNA bacteriano. 
2. O vírus é agora chamado de ​profago​. 
3. Toda vez que a bactéria replicar seu cromossomo o DNA do profago também é replicado, permanecendo 
latente nas células filhas. 
 
CONSEQUÊNCIAS DO CICLO LISOGÊNICO 
Células contendo o genoma viral (profago) sãoimunes à reinfecção por um fago da mesma espécie. // As células 
hospedeiras podem vir a apresentar novas características. Ex: A toxina produzida pelo Clostridium botulinum é 
codificada por um gene de um profago. // Permite a transdução bacteriana (tipo de reprodução sexuada em 
bactérias). 
 
O DNA viral passa a comandar o metabolismo da célula hospedeira e faz várias cópias que se transcrevem em 
RNAm virais. Com essa reprodução exagerada ocorre uma lise (destruição) na célula, liberando os novos vírus 
que podem infectar outras bactérias e assim sucessivamente. 
 
 
 
 
 
 
 
 
Faculdade Avantis 
Profa. Angélica 
Microbiologia e Imunologia 
Acadêmica: Kathleen Goedert 
 
TERAPIA GENÉTICA: Com objetivo de “curar” certas doenças como a diabetes, se tenta colocar um gene ou 
genes saudáveis no vírus. // Os vírus infecta a célula alvo que assimila gene e começa a fabricar as proteínas ou 
hormônios que faltam no organismo. 
 
 
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Profa. Angélica 
Microbiologia e Imunologia 
Acadêmica: Kathleen Goedert 
DOENÇAS INFECCIOSAS 
Doença infecciosa: doença onde os 
patógenos invadem um hospedeira 
suscetível. / O patógeno realizará pelo 
menos uma parte do seu ciclo de vida 
dentro do hospedeiro - doença. 
 
Doenças infecciosas emergentes 
Doenças novas ou modificações de 
doenças já existentes 
Fatores que contribuem para o 
aparecimento de novas doenças. 
Mudanças evolutivas dos organismos já 
existentes. / Disseminação das doenças 
para regiões geográficas diferentes. / 
Exposição humana a agentes infecciosas 
novos em áreas de desgaste ambiental. / 
Aumento da resistência de microorganismos. 
 
USO DE ANTIBIÓTICOS 
Essenciais para o tratamento de infecções bacterianas. / Problema ​uso intensivo ou mau uso - bactérias 
resistentes / Geralmente mutações ao acaso. / Bactérias resistentes - crise para saúde global. 
 
Staphylococcus aureus - ​a principal bactéria encontrada em infecções hospitalares 
Inúmeras infecções em humanos​ (espinhas a pneumonias e infecções alimentares). 
Em 1950 - resistente a penicilina / Em 1980 - resistente a meticilina / Em 1990 - menos susceptíveis à 
vancomicina / Em 2002 - resistente à vancomicina. 
● Produtos de limpeza doméstica, similares ao antibióticos de diversas formas. / Também seleciona 
bactérias resistentes. / Compostos químicos que evaporam rápido, removem bactérias potencialmente 
patogênicas, mas não deixam resíduos que poderiam selecionar o crescimento. 
 
PRINCIPAIS GÊNEROS MICROBIANOS CAUSADORES DE PATOGENIAS E INFECÇÕES HOSPITALARES 
Profissionais de saúde devem seguir procedimentos padronizados para evitar a disseminação de doenças 
infecciosas. 
Infecções associadas aos cuidados de saúde 
 
DOENÇAS INFECCIOSAS​ - Doenças associadas aos cuidados de saúde (HAIs) 
Infecções adquiridas na comunidade. 
● Um paciente hospitalizado pode ter os dois tipos de infecção. // As infecções que se manifestarem 14 dias 
após a alta também são consideradas HAIs 
 
COCOS GRAM-POSITIVOS 
● Staphylococcus aureus​ (incluindo as cepas resistentes à meticilina MRSA) 
● Estafilococos coagulase negativos 
● Esterecoccus spp ​(incluindo os enterococos resistentes à vancomicina) 
 
 
Faculdade Avantis 
Profa. Angélica 
Microbiologia e Imunologia 
Acadêmica: Kathleen Goedert 
COCOS GRAM - NEGATIVOS 
● Eschericha coli 
● Pseudomonas aeruginosa 
● Enterobacter spp 
● Klebsiella spp 
 
70% das HAIs envolvem bactérias resistentes à fármacos, que são comuns em hospitais, enfermeiras, e outras de 
saúde. // Os fármacos exercem pressão seletiva sobre os micro-organismos, o que significa aquelas resistentes 
irão sobreviver. 
Transmissão por contato 
Direto:​ patógenos são transmitidos de uma pessoa infectada para a outra. 
Indireto:​ patógenos são transferidos por intermédio de um objeto contaminado. 
PACIENTES MAIS PROPENSOS A INFECÇÕES 
● Imunossuprimidos 
● Idosos 
● Mulheres em trabalho de parto 
● Crianças e recém-nascidos prematuros 
● Pós cirúrgicos e queimados 
● Diabetes ou câncer 
● Transplantados 
● Diálise renal ou cateterização urinária Com tubos endotraqueais, cateteres venosos ou arteriais e 
implantes sintéticos 
● Em tratamento com esteróides, anti-cancerígenos, soro antilinfocitário ou radiação. 
PRINCIPAIS FATORES QUE CONTRIBUEM PARA AS INFECÇÕES ASSOCIADAS AOS CUIDADOS DE 
SAÚDE. 
1. Número crescente de patógenos resistentes a fármacos 
2. Incapacidade da equipe de saúde seguir as instruções de controle de infecções 
3. Número crescente de pacientes imunossuprimidos. 
 
MICROBIOTA DA PELE - AULA PRÁTICA 
Microbiota normal: ​População de microorganismos que habita a pele e mucosas de pessoas normais e sadias. // 
Pode ser classificada em microbiota residente e transitória. 
Residente: micro-organismos encontrados com regularidade em determinada idade e área, quando perturbada 
recompõe-se facilmente. 
Transitória: microorganismos não patogênicos ou potencialmente patogênicos que permanecem na pele por 
horas, dias ou semanas, provenientes do meio ambiente externo, não provocando doença e não se estabelecendo 
em definitivo. 
FUNÇÃO DA MICROBIOTA RESIDENTE ​Impedir a colonização por patógenos do meio externo e possível 
desenvolvimento de doença por meio de interferência bacteriana. // Ajudar na absorção de nutrientes. // Os 
membros da microbiota normal são inócuos e podem ser benéficos ao hospedeiro em sua localização normal e na 
ausência de anormalidades concomitantes. // Quando os microorganismos da microbiota residente são 
introduzidos em locais estranhos e em grande quantidade, e na presença de fatores predisponentes, podem 
provocar doença. // Devido ao grande contato com o meio ambiente, à pele está propensa a abrigar 
micro-organismos transitórios. // A pele apresenta uma microbiota residente bem definida e constante, 
diferenciada na região anatômica por secreções, uso habitual de roupas ou proximidade de mucosas (boca, nariz, 
áreas perineais). // O pH baixo, os ácidos graxos na secreções sebáceas e a lisozima podem ser fatores 
 
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Microbiologia e Imunologia 
Acadêmica: Kathleen Goedert 
importantes para eliminação da flora não residente da pele. // A sudorese profusa, a lavagem e o banho não 
conseguem eliminar ou modificar significativamente a flora residente normal. 
MICROBIOTA 
] 
 
CONTROLE DO CRESCIMENTO DE MICROORGANISMOS NA PELE 
 
AGENTES QUÍMICOS - categorias 
Efeito estático: ​proporciona a inibição do crescimento microbiano. // ​Efeito microbicida: promove a destruição 
dos microorganismos. 
Álcool: O mecanismo de ação do álcool é a desnaturação das proteínas. Possuem ação efetiva contra bactérias, 
fungos, mas não contra endósporo e vírus não envelopados. Os mais comuns são o etanol (70%) e o isopropanol 
(90%). 
Agentes de Superfície: os agentes de superfície reduzem a tensão superficial entre moléculas de um líquido. 
Esses agentes incluem os sabões e os detergentes. // Os sabões e os detergentes possuem pouco valor como 
antisséptico, mas tem importante função na remoção mecânica dos organismos. 
FORMAS DE CULTIVO DE MICROORGANISMOS 
Meio de cultura consistem da associação qualitativa e quantitativa de substâncias que fornecem os nutrientes 
necessários ao desenvolvimento (cultivo) de microrganismos forado seu meio natural. Tendo em vista a ampla 
diversidade metabólica dos microrganismos, existem vários tipos de meios de cultura para satisfazer as variadas 
exigências nutricionais. 
CRESCIMENTO MICROBIANO 
Meio sólido:​ o crescimento de bactérias é visualizado pela formação de colônias. 
Meio semi-sólido: ​o crescimento de bactérias é visualizado pela turvação. Meio muito utilizado para verificar a 
motilidade (movimento) da bactéria. 
Meio líquido: ​o crescimento de bactérias é visualizado pela turvação do meio. 
 
ASPECTOS GERAIS DOS FUNGOS 
CARACTERÍSTICAS GERAIS DOS FUNGOS 
Eucariontes. // Uni ou pluricelulares. // Possuem parede celular constituída pelo polissacarídeo quitina. // Os 
pluricelulares são formados por células alongadas que formam estruturas filamentosas chamadas de hifas. // As 
hifas se entrelaçam formando o micélio ou o corpo do fungo. // Heterotróficos e Aclorofilados. // Possuem o 
glicogênio como carboidrato de reserva. // Maioria Saprófitas (alimentam-se de matéria orgânica morta em 
decomposição), outros simbiontes e parasitas. // Digestão extracorpórea e nutrem-se por absorção (eliminam 
enzimas digestivas extracelularmente e absorvem o material digerido). // Reprodução: Assexuada e Sexuada. 
Distribuição:​ solo, água, alimentos, ar, vegetais, detritos, animais, homem. 
 
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Microbiologia e Imunologia 
Acadêmica: Kathleen Goedert 
IMPORTÂNCIA: Indústria: produtos químicos e farmacêuticos, comestíveis, laticínios, bebidas alcoólicas de todos 
os tipos; Agricultura; Veterinária; Medicina humana. 
ESTRUTURA GERAL DE UM FUNGO UNICELULAR: ​Formados por uma 
única célula. // Não formam hifas e nem micélios. // Geralmente possuem 
forma ovalada ou esférica. // São chamados genericamente de leveduras. // 
Muitas realizam fermentação na ausência de oxigênio. // Reproduzem 
assexuadamente por brotamento. // Principal representante: Saccharomyces 
cerevisae 
ESTRUTURA GERAL DE UM FUNGO PLURICELULAR: As hifas são 
estruturas típicas dos fungos pluricelulares. // As hifas surgem a partir dos 
esporos e crescem juntas e emaranhadas, constituindo uma massa de 
filamentos denominada micélio. // Nos fungos o micélio pode ficar escondido 
abaixo da superfície do substrato (nutriente, solo, etc.), formando um micélio 
extenso. // Ou pode aparecer na superfície, caso em que as hifas formam 
estruturas complexas, denominadas corpos de frutificação, como ocorre nos 
cogumelos e nas orelhas de pau. 
REPRODUÇÃO: ​Brotamento, formação de esporos ou 
fragmentação - assexuados // esporos, flagelos de gametas 
(sexuados). 
O Reino Fungi é dividido em seis filos ou divisões dos quais 
quatro são de importância médica: ➢ Zygomycota, ➢ 
Ascomycota, ➢ Basidiomycota , ➢ Deuteromycota. 
 
Ascomycota - Leveduras ​Unicelulares, eucariontes, 
desprovidas de micélio. // Só podem ser observadas por 
microscópio. // Encontradas no solo, água, cascas de frutas 
e vegetais. // Candida albicans e Cryptococcus neoformans // 
patógenos humanos. // Candida albicans - é a levedura mais 
isolada de amostras clínicas humanas. // A forma mais 
comum de candidíase é a infecção vaginal, podendo também haver acometimento de outras áreas, tais como 
pele, boca, esôfago, vias urinárias e pênis. // As leveduras, por mitose, geram novas células, brotos ou gemas. Ao 
se desenvolver o broto pode se separar de seu genitor. Ou permanecer unido anatomicamente formando uma 
colônia. 
Bolores ​Presentes na água, solo e alimentos. // Crescem na forma de filamentos ou hifas que formam o micélio 
do bolor. // São encontrados em todas as classes, com exceção dos basidiomicetos. // Grande importância 
industrial: Produtores de antibióticos – Penicillium – penicilina // Produção de enzimas - produção de queijos. 
Parasitismo em seres humanos (micoses) ​Micoses Superficiais e Cutâneas​: pele, pelos, unhas, camadas 
superficiais de pele morta e mucosas ➢ Causadas por fungos dermatófitos – Tinea e C. albicans // ​Micoses 
Subcutâneas e Sistêmicas​: Infecções na derme e tecidos adjacentes e em órgãos internos ➢ Inalação de 
esporos de fungos patogênicos. 
As principais micoses são: ​Candidíase (Causada pela espécie ​Candida albicans​). Sintomas: Infecção vaginal 
que causa corrimento espesso tipo nata de leite e geralmente é acompanhado de coceira ou irritação intensa. o 
Sapinho: Surgimento de pontos brancos, escamosos, semelhantes a queijo, que cobrem toda ou parte da língua e 
das gengivas, a parte interna das bochechas e, às vezes, os lábios. 
Frieira ou Pé-de-atleta (Causada pelos fungos do gênero ​Tricophyton ). Sintomas: o Aparecimento de bolhas e 
rachaduras especialmente na pele entre os dedos dos pés e muita coceira e ardor na região afetada.

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