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<p>A MICROBIOLOGIA PROF. DRA. CAMILA RATTES SENAC SOROCABA, 2023</p><p>0 QUE É UMA CÉLULA? Célula: Unidade funcional Diferenças-morfológicas, funcionais e genéticas</p><p>CLASSIFICAÇÃO CELULAR EUCARIOTA PROCARIOTA DNA envolto por DNA livre membrana - núcleo Ausência de histonas DNA ligado a histonas Divisão por divisão Se divide por mitose binária Possui varios Possui um cromossomo cromossomos Possui parede celular Não possui parede Ausência de organelas celular membranosas Possui organelas membranosas</p><p>NOMENCLATURA DOS MICRORGANISMOS segue sistema binomial de nomenclatura, que consiste em um nome composto por duas palavras: nome do gênero e espécie. O nome do gênero é escrito com a primeira letra maiúscula e o epíteto específico é escrito com a primeira letra minúscula ambos em itálico ou sublinhados. Ex: Mycobacterium tuberculosis Streptococcus pneumoniae Trychomonas vaginalis I</p><p>VÍRUS SÃO ? CELULAS??</p><p>VÍRUS SÃO CELULAS?? ? Célula verdadeira: 1. Possui um programa genético específico que permite a formação de novas células. 2.Membrana plasmática que regula as trocas entre O interior e O exterior. 3.Uma estrutura que retém energia dos alimentos. 4.Uma maquinaria que sintetiza ptns.</p><p>VÍRUS Parasitas intracelulares obrigatórios Minúsculos Estão reduzidos a um filamento simples ou duplo de material genético (DNA ou RNA) Vírus bacteriófagos Vírus de plantas Vírus de animais I</p><p>Vírus helicoidal envelopado Ácido nucleico Ácido nucleico Capsômero Envelope Vírus poliédrico Bacteriófago Capsídeo Ácido nucleico Ácido nucleico Bainha Capsômero Placa basal Fibra da cauda Vírus helicoidal Pino</p><p>Genoma VÍRUS NÃO ENVELOPADO Nucleocapsidio Capsídio (cada uma das proteinas do capsidio) VÍRUS Genoma ENVELOPADO Nucleocapsidio Capsídio Envelope (membrana plasmática da céula hospedeira + proteínas virais especificas)</p><p>REPRODUÇÃO VIRAL Ciclo lítico - (Há rompimento da célula) Os vírus infectam as células e são ativados, utilizam todo o celular (proteínas e ribossomos) para sua reprodução, ele faz com que o código genético e todas as proteínas da célula sejam usadas para produzir mais vírus e quando a célula "lota", ela se rompe, liberando diversos vírus que infectarão novas células. Ciclo lisogênico - (Não há rompimento) Os vírus injetam seu código genético na célula, que se funde com o da mesma, o DNA do vírus permanece inerte por tempo indeterminado, mas a qualquer hora pode "despertar" e fazer a célula entrar em ciclo lítico.</p><p>VIROSES Dengue Caxumba Resfriado Rubéola Herpes Meningite Hepatites Sarampo Catapora Febre amarela Aids Raiva</p><p>FUNGOS são classificados como organismos eucariotas (com um núcleo celular) e como heterótrofos, ou seja, que não produzem O próprio alimento, dependendo da ingestão de matéria orgânica, viva ou morta, para sobreviverem. Os fungos podem ser unicelulares, como é O caso das leveduras, ou pluricelulares, como os bolores e cogumelos. vivem em quase todos os ambientes terrestres e apresentam variações de formas e tamanhos. Podem ser desde fungos microscópicos formados por uma única célula, até seres com formas macroscópicas, como por exemplo, os cogumelos.</p><p>FUNGOS - ESTRUTURA Os fungos são constituídos por Esporangios um emaranhado de tubos ramificados. O emaranhado é denominado micélio e os tubos Esporas que compõem são chamados de hifas. É a partir desta estrutura cilíndrica e filamentosa, onde encontra-se material genético, que eles se Micelio desenvolvem. Hifas Esporangios - produção e liberação de esporos.</p><p>FUNGOS - MODO DE VIDA Os fungos podem ser: Saprófagos ou decompositores: quando obtêm seus alimentos decompondo organismos mortos e garantindo a reciclagem da matéria orgânica presente neles; Parasitas: quando se alimentam de substâncias que derivam de organismos vivos; Mutualismo: quando estabelecem associações com outro organismo, em que ambos são beneficiados; Predadores: quando capturam pequenos seres, dos quais se alimentam.</p><p>PROTOZOÁRIOS São seres encontrados em ambientes úmidos, mas alguns são parasitas e vivem dentro do corpo de outros seres vivos, inclusive dos humanos.</p><p>PROTOZOÁRIOS Os protozoários apresentam as seguintes estruturas: Cinetoplasto: mitocôndria, rica em DNA condensado; Reservatório: local de secreção, excreção e ingestão de Lisossoma: permite a digestão intracelular de partículas; Aparelho de Golgi: tem a função de sintetizar carboidratos e condensar a secreção proteica; Retículo endoplasmático: a) Liso síntese de esteroides; b) granuloso - síntese de proteínas; Mitocôndrias: responsável pela produção de energia; Microtúbulos: realiza movimentos celulares de contração e distensão; Os flagelos, cílios, membrana ondulante e pseudópodos são utilizados para locomoção</p><p>PROTOZOÁRIOS Retículo endoplasmático Mitocôndria Complexo de Golgi Cílios ESTRUTURA DOS PROTOZOÁRIOS PRAVALER</p><p>PROTOZOÁRIOS - MODOS DE VIDA Os protozoários, em sua grande maioria, apresentam vida livre e são encontrados em diferentes ambientes aquáticos e úmidos. Existem, no entanto, espécies que vivem em associação com outros organismos, como é caso dos parasitas. São constituídos por uma única célula e não produzem seu próprio alimento, motivo pelo qual são denominados de heterótrofos.</p><p>BACTÉRIAS SÃO PROCARIONTES PODEM VIVER ISOLADOS E LIVRES (NÃO POSSUEM SÃO SERES VIVOS SISTEMA MICROSCOPICOS. OU FORMANDO COLÔNIAS. DE ENDOMEMBRANAS) COM O MATERIAL GENETICO DISPERSO NO CITOPLASMA.</p><p>MORFOLOGIA BACTERIANA Cocos Bacilos Outros COCOS Coco Diplococo Espiralada BACILOS Cocobacilo Bacilo Sarcina BACTÉRIAS ESPIRALADAS Tétrade Espirilo Diplobacilo Estreptococos Espiroqueta Estreptobacilo Estafilococos Paliçada Vibriões</p><p>ESTRUTURAS BACTERIANAS MEMBRANA PLASMÁTICA NUCLEÓIDE (a) Monotríquio MEN (b) Anfitríquio MO FLAGELOS Locomoção Taxia - estímulos químicos ou luz Composição - flagelina, semelhante a miosina (c) Lofotríquio (d) Peritríquio MET 1 um</p><p>ESTRUTURAS BACTERIANAS FIMBRIAS (PILI) Adesinas. Sitios de bacteriófagos. Mais finas, menores, retas e presentes em maior número. Composição - pilina. Permitem início da infecção. Partícula antigênica</p><p>ESTRUTURAS BACTERIANAS CÁPSULA Cápsulas: diferenciação de vários tipos bacterianos, função antifagocitária, maior tempo de sobrevivência Não essenciais porém aumentem a patogenicidade Funções: A- Reserva de água e nutrientes (dessecação), B- Aumento da capacidade invasiva, C- Aderência -Formação de biofilme - Ex: tubulações corroídas -Aumento do poder infectante de algumas bactérias Ex: Streptococcus mutans, Streptococcus pneumoniae, Bacillus anthracis D- Aumento da resistência a antimicrobianos</p><p>ESTRUTURAS ? 0 QUE BIOFILME????</p><p>ESTRUTURAS BACTERIANAS ? 0 QUE BIOFILME???? Biofilmes bacterianos são comunidades de bactérias envoltas por substâncias, principalmente açúcares (além de PTNs ácidos nucléicos), produzidas pelas próprias bactéria, que conferem a comunidade proteção contra diversos tipos de agressões que ela pode vir a sofrer como, por exemplo, a falta de nutrientes, o uso de um antibiótico ou algum agente químico utilizado para combater bactérias.</p><p>ESTRUTURAS BACTERIANAS PAREDE CELULAR Rígida, Define a forma da célula Bactérias Gram positivas e Gram negativas Funções: Teichoic acid a- Rígidez Lipopolysaccharide b- Resistência C- - Proteção Outer membrane Peptidoglycan Composição: Cell membrane Gram-positive Gram-negative</p><p>ESTRUTURAS BACTERIANAS ESPOROS Estrutura de resistência - calor, falta de nutrientes, alterações de pH, radiação, agentes químicos Metabolicamente inativo Formados por esporulação Germinação Sobrevivem por longos períodos no solo, poeira, superfícies... Resistentes a desinfetantes e a fervura Clostridium e Bacillus</p><p>ESTRUTURAS BACTERIANAS POROS Microbiologia 97 Parede celular Citoplasma 1 o septo do esporo começa a isolar 2 A membrana plasmática começa a o DNA recém-replicado e uma circundar o o citoplasma e a pequena porção de membrana isolados na etapa 1 Membrana plasmática Cromossomo bacteriano (DNA) (a) o processo de formação do endosporo. 3 septo do esporo circunda a porção isolada do pré-esporo em 00:02:59 8 Duas membranas 4 A camada de peptideoglicana se forma entre as duas Endosporo (b) Um endosporo no Bacillus anthracis MET 1 um</p><p>Mecanismo de contágio microbiológico</p><p>Invasão Dano Transmissão Colonização Multiplicação Tecidual Sinais e Sintomas Infecção Quando defesas são ultrapassadas ou Doença bactérias atingem tecidos normalmente não infectados</p><p>Pouquíssimos micro- organismos são sempre patogênicos Alguns micro- organismos são potencialmente patogênicos Maioria dos 00 micro- organismos são não patogênicos</p><p>EXPOSIÇÃO patógenos ADESÃO Exposição ou mucosas adicional em sitios locals através do epitélio Exposição adicional COLONIZAÇAO e CRESCIMENTO Produção de fatores de virulência posterior crescimento toxina são no original ou sistêmicos em sitios distantes DANOS AOS TECIDOS, DOENÇA</p><p>Portas de entrada Membranas mucosas: 1 Transmissão trato respiratório trato gastrintestinal trato geniturinário Horizontal 2 Pele Vertical Fontes não humanas: 3 Via parenteral águas, solo, animais</p><p>FORMAS DE CONTAGIO E DIAGNÓSTICO</p><p>O DIAGNÓSTICO CONJUNTO DE PROCEDIMENTOS E TÉCNICAS COMPLEMENTARES EMPREGADAS PARA ESTABELECER A ETIOLOGIA DO AGENTE DE UMA DOENÇA INFECCIOSA.</p><p>DIAGNÓSTICO 1 2 3 4 5 6 ISOLAMENTO DEMONSTRAÇÃO EXAME A COLORAÇÃO DE COLORAÇÃO DE MICROSCOPIA BACILOS DIRETA FRESCO GRAM ÓTICA COM ÁLCOOL-ÁCIDO ILUMINAÇÃO RESISTENTES DE CAMPO (BAAR) ESCURO 7 8 9 MÉTODOS CITOLOGIA MOLECULARES SOROLOGIA</p><p>DIAGNÓSTICO 1 - local de coleta (anatomia, fluido corporal) seleção de meio de cultura, cultura de células ISOLAMENTO condições de cultivo - atmosfera e temperatura manipulação em fluxo laminar ou capela</p><p>DIAGNÓSTICO 2 microscopia ótica com visualização direta exame microscópico da amostra clínica DEMONSTRAÇÃO DIRETA características morfológicas e enumerar microrganismos e células eucarióticas qualidade da amostra clínica e a intensidade da resposta inflamatória, (presença de um infiltrado de polimorfonucleares) necessário uso de corantes, lâmina e lamínula</p><p>DIAGNÓSTICO 3 EXAME A FRESCO espécimes clínicas pouco espessas (secreção vaginal, fezes...) uso de corantes e KOH (10%) - detecção de microrganismos e células</p><p>DIAGNÓSTICO MICROBIOLO método de coloração diferencial mais usado 4 uso amostras clínicas e de colônias bacterianas largo espectro de coloração, que inclui a maioria das bactérias, muitos fungos e parasitas, COLORAÇÃO DE tais como Trichomonas, Strongyloides e cistos de vários protozoários GRAM Exceções: Treponema, Mycoplasma, Chlamydia e Rickettsia (pequenos demais para a visualização em microscopia óptica de luz direta ou por não terem parede) Gram-positivas e Gram-negativas. Os Gram-positivos: retêm corante cristal violeta devido ao aumento na quantidade de ácido teicóico e a diminuição da permeabilidade da parede celular aos solventes orgânicos. Gram-negativas: grande quantidade de lipídios, aumento da permeabilidade aos solventes orgânicos permitindo a descoloração. Coram-se com corante de fundo, fuccina.</p><p>DIAGNÓSTICO 5 bactérias possuem ácidos graxos de cadeia longa (ácido micólico) na sua parede - impermeabilidade ao cristal violeta a outros corantes básicos COLORAÇÃO DE empregados calor ou detergentes - penetração do corante BACILOS ÁLCOOL-ÁCIDO corante não é eliminado mesmo com solvente RESISTENTES conhecido por coloração de ZihelNeelsen - presença de BAAR é fortemente sugestiva de (BAAR) tuberculose pulmonar</p><p>DIAGNÓSTICO 6 diagnóstico da sífilis primária pequeno tamanho da célula bacteriana de Treponema pallidum MICROSCOPIA coloração da prata após fixação do esfregaço ÓTICA COM ILUMINAÇÃO DE visualização do treponema vivo torna-se possível já que a iluminação obtida pelo campo CAMPO ESCURO escuro aumenta a resolução do microscópio</p><p>DIAGNÓSTICO MICROBIOLOGICO 7 utilizam a análise do material genético dos microrganismos para identificá-los e caracterizá-los MÉTODOS baseados na detecção de fragmentos de DNA/RNA específicos MOLECULARES rápidos e precisos detecção de microrganismos de difícil cultivo</p><p>DIAGNÓSTICO 9 avaliar a evolução de uma infecção e se ela é primária ou uma reinfecção, e se é aguda ou crônica SOROLOGIA importantes para vírus de difíceis crescimento e isolamento em cultura celular ou os que causam doenças de longa duração detecção de imunoglobulinas M (lgM) virus-específicas, as quais estão presentes durante as duas ou três primeiras semanas, indica infecção primária Em uma fase posterior de infecção, quando as células foram lisadas pelo vírus infectante ou pela resposta imunológica celular, são detectados anticorpos direcionados contra as proteínas e enzimas virais intracelulares.</p><p>Obrigada!</p>