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Profa. Juliana da Trindade Granato - PhD INTRODUÇÃO À MICROBIOLOGIA INTRODUÇÃO À MICROBIOLOGIA O que é a Microbiologia? mikros (“pequeno”), bios (“vida”), logos(“ciência”) “Ciência que estuda os organismos microscópicos e suas atividades biológicas, formas, estruturas, reprodução, aspectos bioquímicos, fisiológicos, e seu relacionamento entre si e com o hospedeiro, podendo ser benéficos e/ou prejudiciais” Porque os MO são importantes? Alguns MO são necessários para a vida de outros organismos [produzem O2 , N2 , NO3 (Rhizobium)]. • Alguns MO constituem um sistema de defesa para algumas infecções (Probióticos). • Microrganismos são decompositores. INTRODUÇÃO À MICROBIOLOGIA Doenças Infecciosas Triunfo da morte (1562). Pieter Brueghel (1520-1569) Girolamo Fracastoro – Primeiro a sugerir que doenças eram causadas por agentes vivos (tratado De Contagione); Anthony van Leeuwenhoek demonstrou, em uma amostra de pus de sua gengiva, “animaliculos” microscópicos; Teoria da geração espontânea, por Francesco Redi (1626-1697) ; Pasteur (século XIX,): acabou com a controvérsia sobre a geração espontânea por meio da confirmação dos experimentos de Spallanzani. INTRODUÇÃO À MICROBIOLOGIA Breve histórico INTRODUÇÃO À MICROBIOLOGIA Breve histórico Robert Koch cofundador da microbiologia moderna Século XIX Observou bacilos no sangue de animais que morreram de antraz; Demonstrou sua patogenicidade injetando esse sangue em ratos; Ratos inoculados morriam, e os bacilos estavam presentes na preparação de seus bacos; Koch formulou princípios para comprovar que determinados microrganismos causaram doença especifica EPIDEMIA DE CÓLERA 1866 INTRODUÇÃO À MICROBIOLOGIA Em 1876 Robert Koch publicou “a teoria do germe da doença” demonstrando que as bactérias poderiam ser a causa de muitas doenças da época. INTRODUÇÃO À MICROBIOLOGIA INTRODUÇÃO À MICROBIOLOGIA Conceitos de doença infecciosa: Doença infecciosa é aquela causada por um agente infeccioso específico ou por seu produto tóxico e ocorre pela transmissão deste agente ou dos seus produtos de um hospedeiro infectado para outro hospedeiro susceptível. Agente etiológico: Agente causador ou responsável pela origem da doença; ALGUNS CONCEITOS IMPORTANTES INTRODUÇÃO À MICROBIOLOGIA Infecção: Penetração e desenvolvimento, ou multiplicação de um agente infeccioso dentro de outro organismo (incluindo outro microrganismo); Transmissão: Processo de transferência de um agente infeccioso de um hospedeiro para outro. INTRODUÇÃO À MICROBIOLOGIA INTRODUÇÃO À MICROBIOLOGIA MÉTODOS DE TRANSMISSÃO Portas de entrada: São os locais por onde os microrganismos penetram no hospedeiro para se desenvolver e causar doença. Patogenicidade: Capacidade que um microrganismo tem de causar doença; Virulência: Grau em que a patogenicidade se expressa INTRODUÇÃO À MICROBIOLOGIA 14 INTRODUÇÃO À MICROBIOLOGIA MICRORGANISMOS PATOGÊNICOS Muitos microrganismos patogênicos encontrados na natureza não são prejudiciais para humanos, animais e plantas; Os microrganismos que podem causar doenças em animais ou humanos sao referidos como patogênicos: Procariotos; Algas; Fungos; Vírus; Príons. Particulas infecciosas menores que os virus tem sido implicadas em doencas neurologicas de animais e humanos sendo denominadas encefalopatias espongiformes transmissiveis. Essas particulas, chamadas prions, sao diferentes dos virus e parecem ser isentas de ácidos nucleicos. Os prions parecem ser compostos de um involucro proteico irregular capaz de induzir mudancas conformacionais em proteínas. normais da celula do hospedeiro. Subsequentemente a inducao da mudanca, a proteina fica estruturalmente alterada, acumula-se e prejudica celulas de vida longa, tais como neurônios. Resistentes à processos de inativação físicos e químicos. A doenças pode ser dependente de suscetibilidade. 15 INTRODUÇÃO À MICROBIOLOGIA ANATOMIA FUNCIONAL DE CÉLULAS PROCARIÓTICAS CÉLULAS VIVAS Procarioto Eucarioto Simples e menores Estruturalmente mais complexos ANATOMIA FUNCIONAL DE CÉLULAS PROCARIÓTICAS Vasto grupo de organismos unicelulares muito pequenos, que incluem as bactérias e as arqueias; As milhares de espécies de bactérias são diferenciadas por: morfologia, composição química, necessidades nutricionais, atividades bioquímicas e fontes de energia; INTRODUÇÃO À MICROBIOLOGIA Embora bactérias e arqueias pareçam semelhantes, a sua composição química é diferente 17 ANATOMIA FUNCIONAL DE CÉLULAS PROCARIÓTICAS Forma, Arranjo e Tamanho INTRODUÇÃO À MICROBIOLOGIA Varia de 1 a 5 μm Exceções: Epulopiscium fishelsoni (peixes) 500 a 700 μm Bacilos também arranjam assim* Corpo flexivel Alguns bacilos assemelham-se tanto aos cocos que, por isso, são chamados cocobacilos. Lembramos, porém, que a maior parte dos bacilos apresenta-se como bacilos isolados. Bactérias espiraladas podem ter uma ou mais espirais. Quando têm o corpo rígido e são como vírgulas, são chamadas vibriões, e espirilos quando têm a forma de saca-rolhas. Há ainda um grupo de organismos espiralados, mas de corpo flexível — os espiroquetas (Figura 2.1). Muitas bactérias foram originalmente descritas através da “forma típica”. Por exemplo, a forma típica da Neisseria gonorrhoeae em secreção uretral apresenta-se como diplococos Gram-negativos em forma de grão de café, e ainda, fagocitados no interior de neutrófilos. Se cultivarmos esta bactéria em meios de cultura de laboratório, elas perdem este arranjo descrito 18 INTRODUÇÃO À MICROBIOLOGIA 19 INTRODUÇÃO À MICROBIOLOGIA 20 INTRODUÇÃO À MICROBIOLOGIA OS PRINCIPAIS COMPONENTES ESTRUTURAIS: PAREDE CELULAR Estrutura complexa e semirrígida - formato da célula; Circunda a membrana plasmática e a protege, bem como ao interior da célula, de alterações adversas no meio externo; A principal função - prevenir a ruptura das células bacterianas quando a pressão da água dentro da célula é maior que fora dela Clinicamente importante, pois contribui para a patogenicidade e também por ser o local de ação de alguns antibióticos. 21 INTRODUÇÃO À MICROBIOLOGIA OS PRINCIPAIS COMPONENTES ESTRUTURAIS: PAREDE CELULAR Composição e características Composta de peptideoglicano que está presente isoladamente ou em combinação com outras substâncias; Peptideoglicano -dissacarídeo repetitivo ligado por polipeptídeos para formar uma rede que circunda e protege toda a célula; A porção dissacarídica é composta por monossacarídeos, denominados N-acetilglicosamina (NAG), e ácido N-acetilmurâmico (NAM) As fórmulas estruturais de NAG e NAM : As áreas douradas mostram as diferenças entre as duas moléculas. A ligação entre elas é chamada de ligação beta-1,4. 22 INTRODUÇÃO À MICROBIOLOGIA Conjunto de peptídeos ligando os açucares (glicanos) Moléculas alternadas de NAM e NAG são ligadas em filas de 10 a 65 açúcares para formar um “esqueleto” de carboidratos (a porção glicano do peptideoglicano). 23 INTRODUÇÃO À MICROBIOLOGIA Paredes celulares de gram-positivas Muitas camadas de peptideoglicano, formando uma estrutura rígida e espessa; O espaço periplasmático (entre parede e MP) é composto de ácidos teicoicos (duas classes); Ácido lipoteicoico e Ácido teicoico: Boa parte da especificidade antigênica da parede e, portanto, tornam possível identificar bactérias gram-positivas utilizando determinados testes laboratoriais; Bactérias GP são mais resistentes ao rompimento mecânico e entrada de substâncias. INTRODUÇÃO À MICROBIOLOGIA Conjunto de peptídeos ligando os açucares (glicanos) INTRODUÇÃO À MICROBIOLOGIA Paredes celulares Staphylococcus Staphylococcus aureus - dermatites, mastites Staphylococcus intermedius Cocos gram-positivos INTRODUÇÃO À MICROBIOLOGIA Paredes celulares de gram-negativas Uma ou poucas camadas de peptideoglicano e uma membrana externa; O peptideoglicano está ligado a lipoproteínas da membrana externa; Característica importante: A membrana externaconsiste em lipopolissacarídeos (LPS), lipoproteínas e fosfolipídeos A membrana externa tem várias funções especializadas : Barreira contra a ação de detergentes, metais pesados, sais biliares, determinados corantes, antibióticos (p. ex., penicilina) e enzimas digestórias como a lisozima; O termo cápsula é restrito a uma camada que fica ligada à parede celular como um revestimento externo de extensão limitada e estrutura definida. No entanto, as SPEs podem formar uma massa amorfa mais dispersa, parcialmente desligada da célula e chamada, então, camada mucosa. Ambos os envoltórios, com raras exceções, são de natureza polissacarídica. 27 INTRODUÇÃO À MICROBIOLOGIA Paredes celulares de gram-negativas O lipopolissacarídeo (LPS): (1) lipídeo A, (2) um cerne polissacarídeo e (3) um polissacarídeo O. O lipídeo A está embebido no interior da membrana externa. Quando bactérias morrem, elas liberam lipídeo A (endotoxina). Responsável pelos sintomas associados a infecções por bactérias gram-negativas, como febre, dilatação de vasos sanguíneos, choque e formação de coágulos sanguíneos; O cerne polissacarídico - ligado ao lipídeo A e contém açúcares incomuns. Seu papel é estrutural – fornecer estabilidade. O polissacarídeo O - composto por moléculas de açúcar. Funciona como antígeno, sendo útil para diferenciar espécies de bactérias gram-negativas. Por exemplo, o patógeno alimentar E. coli O157:H7 é diferenciado dos outros sorovares por certos exames laboratoriais que procuram pelos antígenos específicos. Um sorovar (ou variante sorológica) 28 INTRODUÇÃO À MICROBIOLOGIA INTRODUÇÃO À MICROBIOLOGIA Paredes celulares Bacilos gram-negativos Fusobacterium necrophorum– necrose hepática, necrobacilose interdigital bovina Yersinia pestis – peste bulbônica primariamente de roedores como ratos, coelhos, esquilos, e outros animais (gatos e cães), espalhando-se por contato direto ou pulga Fusobacterium necrophorum INTRODUÇÃO À MICROBIOLOGIA Os métodos de coloração mais empregados em bacteriologia médica são os de Gram e de Ziehl-Neelsen GRAM: Tratamento sucessivo de um esfregaço bacteriano, fixado pelo calor, com os seguintes reagentes: cristal violeta, lugol, álcool e fucsina. Gram-positiva e Gram-negativa absorvem o cristal violeta e o lugol (cor roxa) e ao serem tratadas pelo álcool, Gram-positivas não se deixam descorar, enquanto as Gram-negativas perdem o corante. Ao receber a fucsina, somente as GN bactérias se deixam corar, adquirindo a cor vermelha do corante. O método de coloração de Ziehl-Neelsen é utilizado para a detecção dos BAAR (bacilos álcool-ácido-resistentes) 31 INTRODUÇÃO À MICROBIOLOGIA Paredes celulares e mecanismo da coloração de Gram – Diferenças estruturais Cristal violeta: corante primário, cora as células GP e GM de púrpura, pois penetra no citoplasma de ambos; Iodo (mordente): forma cristais com o corante, os quais são muito grandes para escapar pela parede celular; Álcool: desidrata o peptideoglicano das células gram-positivas para torná-la mais impermeável ao cristal violeta-iodo. O efeito nas células gram-negativas é bem diferente; o álcool dissolve a membrana externa das células gram-negativas, formando poros no peptideoglicano, pelos quais o cristal violeta-iodo extravasa. Fucsina: Embora as células GP e GN absorvam a safranina, a coloração cor-de-rosa ou vermelha é mascarada pelo corante roxo-escuro, previamente absorvido pelas células gram-positivas INTRODUÇÃO À MICROBIOLOGIA INTRODUÇÃO À MICROBIOLOGIA Paredes celulares atípicas Certos tipos de células não possuem paredes ou têm pouco material de parede: Mycoplasma : São as menores bactérias. Devido ao seu tamanho e por não terem paredes celulares, atravessam a maioria dos filtros bacterianos, tendo sido inicialmente confundidos com vírus. Arqueias: Podem não ter paredes ou ter paredes incomuns, compostas por polissacarídeos e proteínas, mas não de peptideoglicano. As arqueias geralmente não podem ser coradas pelo método de Gram, mas aparentam ser gram-negativas por não conterem peptideoglicano. INTRODUÇÃO À MICROBIOLOGIA Paredes celulares atípicas Micoplasmas Não formam parede celular Mycoplasma agalactiae - mastite, artrite, pneumonia Ureaplasma diversum- vaginite, problemas reprodutivos. INTRODUÇÃO À MICROBIOLOGIA Paredes celulares acido resistentes Alta concentração de lipídeo céreo hidrofóbico [ácido micólico (60%)] na parede – resistente a corantes; Ácido micólico: Parede externa a uma camada fina de peptideoglicano Coradas com carbolfucsina que penetra de forma mais eficiente nas bactérias quando aquecida e liga-se ao citoplasma e resiste à remoção por lavagem com álcool-ácido. Bactérias acidorresistentes retêm a cor vermelhada carbolfucsina, pois esta substância é mais solúvel no ácido micólico da parede celular do que no álcool-ácido. INTRODUÇÃO À MICROBIOLOGIA Paredes celulares INTRODUÇÃO À MICROBIOLOGIA A membrana plasmática (citoplasmática) - membrana interna Estrutura fina, situada no interior da parede celular que reveste o citoplasma da célula; Consiste de fosfolipídeos, que são as substâncias químicas mais abundantes na membrana, e proteínas; Não possuem esteróis - menos rígidas: Exceção: Mycoplasma - não possui parede celular e contém esteróis de membrana. OS PRINCIPAIS COMPONENTES ESTRUTURAIS: INTRODUÇÃO À MICROBIOLOGIA Função: Barreira seletiva para a entrada de materiais na célula e a saída de materiais da célula - permeabilidade seletiva: Determinadas moléculas e íons conseguem atravessar a membrana, mas outros são impedidos. Importantes na digestão de nutrientes e produção de ATP: Possuem enzimas capazes de catalisar as reações químicas que degradam os nutrientes A membrana plasmática (citoplasmática) - membrana interna INTRODUÇÃO À MICROBIOLOGIA Citoplasma Espesso, aquoso, semitransparente e elástico. 80% água, e possui proteínas (enzimas), carboidratos, lipídeos, íons inorgânicos e muitos outros compostos. As principais estruturas do citoplasma dos procariotos são: Nucleoide (contendo DNA), ribossomos, plasmídeos e os depósitos de reserva (inclusões). Citoesqueleto: fibras (pequenas vias e cilindros) no citoplasma. Há pouco tempo, acreditava-se que a ausência de um citoesqueleto era uma característica distintiva dos procariotos. (divisão celular) OS PRINCIPAIS COMPONENTES ESTRUTURAIS: nucleoide de uma célula bacteriana (ver Figura 4.6) normalmente contém uma única molécula longa e contínua de DNA de dupla-fita, frequentemente arranjada em forma circular, denominada cromossomo bacteriano. Ao contrário dos cromossomos das células eucarióticas, os cromossomos bacterianos não são circundados por um envelope nuclear (membrana) e não incluem histonas. Além do cromossomo bacteriano, as bactérias frequentemente contêm pequenas moléculas de DNA de dupla-fita, circulares, denominadas plasmídeos Essas moléculas são elementos genéticos extracromossômicos; Os plasmídeos podem transportar genes para resistência aos antibióticos, tolerância a metais tóxicos, produção de toxinas e síntese de enzimas. Eles podem ser transferidos de uma bactéria para outra. De fato, o DNA plasmidial é utilizado para a manipulação genética em biotecnologia. ribossomos, onde ocorre a síntese de proteínas. As células com altas taxas de síntese proteica, como aquelas que estão crescendo ativamente, possuem um grande número de ribossomos. inclusões. As células podem acumular certos nutrientes quando eles são abundantes e usá-los quando estão escassos no ambiente 40 CÁPSULA: Material polimérico extracelular e aderido à parede celular; Forma uma camada limosa como uma rede frouxa de fibrilas ao redor da célula; A maioria das capsulas é composta de polissacarídeos ou polipeptídios; Função: Reservatório de água e nutrientes: Aumento da capacidade invasiva de bactérias patogênicas; Aderência; Aumento da resistência microbiana aos antibióticos. INTRODUÇÃO À MICROBIOLOGIA OS PRINCIPAIS COMPONENTES ESTRUTURAIS: termo cápsulaé restrito a uma camada que fica ligada à parede celular como um revestimento externo de extensão limitada e estrutura definida. No entanto, as SPEs podem formar uma massa amorfa mais dispersa, parcialmente desligada da célula e chamada, então, camada mucosa. Ambos os envoltórios, com raras exceções, são de natureza polissacarídica. 41 INTRODUÇÃO À MICROBIOLOGIA Flagelos, Fímbrias (Pelos ou “Pili”) Flagelos: Longo filamento externo à membrana que confere movimento à célula. Composto de um único tipo de proteína chamado flagelina. Muitas espécies de bacilos apresentam flagelos, mas raramente eles ocorrem nos cocos. Fimbrias: Apêndices filamentosos proteicos semelhantes a pelos. Funções: Condutor de material genético; Sítios receptores de bacteriófagos ; Aderência às células de mamíferos e a outras superfícies OS PRINCIPAIS COMPONENTES ESTRUTURAIS: INTRODUÇÃO À MICROBIOLOGIA image1.png image2.png image3.png image4.png image5.jpeg image6.jpeg image7.jpeg image8.jpeg image9.jpeg image15.png image10.jpeg image11.png image12.png image13.png image14.jpeg image16.jpeg image17.png image18.jpeg image19.jpeg image20.jpeg image21.jpeg image22.jpeg image23.png image28.png image29.png image30.png image31.png image24.png image25.png image26.png image27.png image32.png image33.png image34.png image35.png image36.png image37.png image38.png image39.jpeg image40.jpeg image41.jpeg image42.jpeg image43.png image44.jpeg image45.jpeg image46.png image47.jpeg image48.png image49.jpeg image50.jpeg image51.jpeg image52.jpeg image53.png image54.jpeg image55.jpeg image56.jpeg image57.png