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Capitulo 1 – p.17- Ballou – logística empresarial: transportes/administração de 
materiais/distribuição física. São Paulo, Atlas, 2011 
1 
 
Logística -Uma função essencial empresa 
 
Não há nada mais difícil de controlar, mais perigoso de 
conduzir, ou mais incerto no seu sucesso, do que liderar a 
introdução de uma nova ordem. 
Nicolo Machiavelli 
(1469-1527) 
 
A logística empresarial estuda como a administração pode prover melhor nível de 
rentabilidade nos serviços de distribuição aos clientes e consumidores, através de 
organização e controle efetivos para as atividades de movimentação e armazenagem que 
visam facilitar o fluxo de produtos. A Logística é um assunto vital, co que tanto os recursos 
quanto os seus consumidores estão numa ampla área geográfica. Além disso, os 
consumidores não residem, se é que alguma vez o fizeram, próximos donde os bens ou 
produtos estão localizados. Este é o problema enfrentado pela Logística: diminuir o hiato 
entre a produção e a demanda, de modo que os consumidores tenham bens e serviços 
quando e onde quiserem, e na condição física que desejarem. 
Numa economia livre é responsabilidade dos empresários proverem os serviços 
necessários, e, nos Estados Unidos, as empresas enfrentaram esta responsabilidade com 
notável grau de eficácia e eficiência. Contudo, as empresas operam dentro de um ambiente que 
muda constantemente, devido aos avanços tecnológicos, às alterações na economia e na 
legislação, e à disponibilidade de recursos. Portanto, a filosofia da administração se altera 
com o tempo, de forma a se adaptar às novas exigências de desempenho para as firmas. A 
Logística assim representa uma nova visão empresarial - uma nova ordem das coisas. 
 
A CONCEPÇÃO LOGÍSTICA NA EMPRESA 
A concepção logística de agrupar conjuntamente as atividades relacionadas ao fluxo 
de produtos e serviços para administrá-las de forma coletiva é uma evolução natural do 
pensamento administrativo. As atividades de transporte, estoques e comunicações iniciaram-
se antes mesmo da existência de um comércio ativo entre regiões vizinhas. Hoje, as empresas 
devem realizar essas mesmas atividades como uma parte essencial de seus negócios, a fim de 
prover seus clientes com os bens e serviços que eles desejam. Entretanto, a administração de 
empresas nem sempre se preocupou em focalizar o controle e a coordenação coletivas de 
todas as atividades logísticas. Somente nos últimos anos é que ganhos substanciais nos custos 
foram conseguidos, graças à coordenação cuidadosa destas atividades. Os ganhos potenciais 
resultantes de se rever a administração das atividades logísticas está transformando a 
disciplina numa área de importância vital para uma grande variedade de empresas. 
Exemplos. A Noxell Corporation, produtora de uma linha de produtos 
cosméticos e de beleza, enfrentava uma série de problemas associados a um sistema 
logístico carente de melhorias. Alguns dos sintomas eram: tempo excessivo para 
completar e entregar pedidos dos clientes, inconvenientes gerados por pedidos 
incompletos, grande quantidade de erros no preenchimento dos pedidos e alto nível 
de perdas devido a roubo e danos físicos às mercadorias. Após cuidadoso trabalho de 
replanejamento e coordenação, que levou em conta o balanceamento dos custos de 
transportes, manutenção de estoques e processamento de pedidos, foram fechados 
diversos depósitos, e instalado um sistema aperfeiçoado de comunicações. Apesar de a 
nova prática incorrer em maiores gastos com fretes e investimentos em equipamento 
de transmissão de dados, estes custos foram superados por uma redução substancial 
Capitulo 1 – p.17- Ballou – logística empresarial: transportes/administração de 
materiais/distribuição física. São Paulo, Atlas, 2011 
2 
 
no custo de estoque. Ao mesmo tempo, foi diminuído o tempo médio para entrega, 
em nível nacional. Assim, realizou-se uma economia anual média de $ 78.0001. 
A International Minerais and Chemical Corporation estava experimentando rápido 
crescimento, que colocava seus métodos de distribuição em xeque. Havia 
preocupação quanto aos incrementos dos custos de armazenagem e transportes, 
além de pressão crescente por comunicações mais ágeis. Inicialmente, a companhia 
contava com 44 armazéns públicos no seu sistema de distribuição. Entretanto, uma 
análise rigorosa de seus custos logísticos mostrou que 13 depósitos poderiam ser 
usados com pouca deterioração do nível de serviço oferecido aos clientes. O 
balanceamento dos custos relativos de transportes, manutenção de estoques e 
processamento de pedidos resultou numa redução de 35% nos custos anuais de 
operação2. 
 
A logística como fundamento para o comércio 
A logística também tem importância numa escala global. Na economia mundial, 
sistemas logísticos eficientes formam bases para o comércio e a manutenção de um alto 
padrão de vida nos países desenvolvidos. Os países, assim como as populações que os 
ocupam. Não são igualmente produtivos. Assim muitas vezes certa região detém uma 
vantagem sobre as demais no que diz respeito a alguma especialidade produtiva. Um 
eficiente sistema logístico permite uma região geográfica explorar suas vantagens 
inerentes pela especializa cã o de seus esforços produtivos naqueles produtos que ela tem 
vantagens e pela exportação desses produtos às outras regiões. O sistema permite então que 
o custo do país (custos logísticos e de produção) e a qualidade desse produto sejam 
competitivos com aqueles de qualquer outra região. Alguns exemplos passados desta 
especialização são: a indústria eletrônica japonesa; a agricultura e as indústrias de 
computadores e de aviação americanas; e o domínio de vários países no fornecimento de 
matérias-primas como como petróleo, ouro, bauxita e cromo. 
Custos logísticos são um fator-chave para estimular o comércio. O comércio entre países 
e entre regiões de um mesmo país é frequentemente determinado pelo fato de que 
diferenças nos custos de produção podem mais do que compensar os custos logísticos 
necessários para o transporte entre as regiões. Enquanto os Estados Unidos, o Japão e os 
membros da Comunidade Econômica Européia gozam de alto padrão de vida e trocam 
mercadorias livremente devido à eficiência de seus sistemas logísticos, muitas porções do 
mundo, como partes do Sudeste Asiático, África, China e América do Sul, ainda apresentam 
sistemas de transportes e armazenagem inadequados para apoiar um comércio extensivo. 
Por isso, estes povos são forçados a uma auto-suficiência localizada e um padrão de vida 
relativamente baixo. Uma diferença crítica entre estas duas situações é o ponto no qual se 
situa o desenvolvimento de seus sistemas logísticos. Quanto maior e mais sofisticado for seu 
desenvolvimento, e quanto mais baratas forem suas movimentações e armazenagens, mais 
livre será a troca de mercadorias e maior será a especialização do trabalho. Sem tal 
desenvolvimento, o comércio, assim como o conhecemos. normalmente não ocorre. 
 
Os problemas logísticos permanecem 
A relevância da logística é influenciada diretamente pelos custos associados a suas 
atividades. Fatores de peso estão influenciando o incremento dos custos logísticos. Dentre 
eles, os mais relevantes são: o aumento da competição internacional, as alterações 
populacionais, a crescente escassez de recursos e a atratividade cada vez maior da mão-de-
 
1
 FARREL, Jack. Physical distribution case síudies. Boston: Cahers Books International, 1973. p. 1-8. 
2
 HESSLER, Kenneth. Assignment: design and phase-in a new distribution system. Transportation and Distribution 
Management, p. 33-43, jan 1965. 
Capitulo 1 – p.17- Ballou – logística empresarial: transportes/administração de 
materiais/distribuição física. São Paulo, Atlas, 2011 
3 
 
obra no Terceiro Mundo. O aumentodo comércio internacional indica que a especialização 
do trabalho continua acontecendo numa escala mundial. Os desafios logísticos que resultam 
destes movimentos internacionais devem ser resolvidos. À medida que estes problemas 
puderem ser solucionados, todos poderão beneficiar-se de mercadorias de melhor qualidade e 
menor custo. Grandes esforços já foram feitos para o desenvolvimento de sistemas logísticos 
mais e mais eficientes. 
Ainda resta muita coisa por fazer para se alcançar o nível ótimo de eficiência e 
eficácia no suprimento e na distribuição por todo o mundo e também na economia 
doméstica. Este potencial é ilustrado claramente no seguinte relatório da Associação de 
Consumidores dos Estados Unidos, que trata da pesca, processamento e distribuição do 
camarão naquele país. 
Relatório dos consumidores. Por que o camarão, o produto mais valorizado da 
indústria pesqueira, é tão decepcionante? Se olharmos com detalhes a jornada do 
camarão desde o mar até a mesa do consumidor, a resposta ficará evidente. 
Os métodos de pesca variam conforme a distância do porto, os equipamentos 
disponíveis nos barcos de pesca e a capacidade do porão desses barcos. Geralmente, a 
rede é esvaziada no convés, onde o camarão é separado de alguns peixes e outros itens 
indesejáveis. Nas águas mais ao sul, onde as temperaturas tanto do ar como do 
convés podem ser extremamente elevadas, o camarão tem a cabeça retirada 
imediatamente, é lavado com água do mar e colocado no gelo, dentro do porão da 
embarcação. Se os pesqueiros forem tão pequenos que tenham de retornar ao porto 
toda noite, pode ser que o resultado do dia tenha sido guardado no gelo. No próprio 
cais, ele é vendido imediatamente aos agentes das indústrias. Muitos dos barcos 
maiores carregam gelo picado em quantidade suficiente para permanecer nas áreas 
de pesca por uma semana ou mais de cada vez. As embarcações mais modernas 
dispõem de porões refrigerados. 
Apesar da variação dos procedimentos de pesca, fica óbvio que, uma vez que o frágil 
camarão é retirado do mar, ele é objeto de manuseio inadequado. Exposto ao ar 
durante longo tempo no convés, ele pode desenvolver pontos pretos. Posteriormente, 
dentro dos pequenos depósitos do porto, podem ocorrer outros defeitos que 
prejudicam parcial ou totalmente a qualidade e a salubridade do pescado. 
Novamente, o tempo e a temperatura são fatores críticos. Os defeitos têm mais 
chance de se desenvolver quando o camarão é refrigerado por tempo demais ou por 
ter sido mantido num período mais curto, mas a temperaturas maiores. Como todo o 
pescado de vários dias de um barco é muitas vezes industrializado de uma única vez, 
todos os defeitos da safra não vêm necessariamente juntos em uma só caixa ou saco 
do produto. Um consumidor pode pegar simplesmente um ou dois dos camarões que 
ficaram no canto do depósito. 
Quando o camarão chega à fábrica, ele é lavado e colocado em uma esteira onde 
inspetores retiram os pescados danificados descorados ou em decomposição. Na 
mesma esteira, em seguida, dispositivos mecânicos separam o camarão pelo tamanho. 
A partir deste ponto, o camarão com casca é simplesmente empacotado em caixas 
de papel-cartão encerado, pesado e congelado. Após o congelamento, o camarão é 
normalmente submetido a um borrifamento d'água a mais, formando um bloco de 
gelo com a finalidade de evitar perda de umidade. O camarão descascado passa por 
diversos estágios adicionais. 
Existem muitas chances para surgirem problemas durante o processamento. A 
inspeção casual do camarão que será processado pode não eliminar todo o camarão 
ruim. O manuseio descuidado pode deixar camarão danificado, pedaços de casca 
ou tripa, e mesmo cabeças ou pernas inteiras entrar no pacote final. 
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Uma vez que o camarão sai da planta industrial, ele deve ser armazenado – em 
depósitos refrigerados, durante o transporte em caminhões também refrigerados e, 
finalmente, nos congeladores dos varejistas. Em cada estágio do ciclo de 
distribuição, é essencial que as temperaturas de estocagem sejam mantidas 
abaixo de 18°C negativos. Sob boas condições, mesmo um camarão 
cuidadosamente processado deteriora com o tempo. Sob condições casuais de 
estoque e temperatura flutuante, a salubridade e a qualidade decaem muito 
rapidamente.3 
 Este é apenas um exemplo dos problemas logísticos que permanecem. Neste caso, do 
produto é afetada pela maneira com que o sistema logístico é administrado. Histórias 
semelhantes podem ser contadas para virtualmente todo produto no qual atividades logísticas 
afetam o serviço ao cliente (disponibilidade e condição das mercadorias, preço e qualidade 
do produto). Da mesma forma que os problemas permanecem, também urgem oportunidades 
para aqueles capazes de tratá-los. 
 
Por que estudar logística? 
Muitas pessoas estudam logística porque é assunto, além de interessante, essencial, o 
que certamente as torna mais informadas. Contudo, existem motivos mais pragmáticos 
para se despender algum tempo aprendendo este assunto. 
Não existe talvez nenhuma razão mais importante para um jovem do que a 
perspectiva de um bom emprego ou, para o executivo ambicioso, do que a perspectiva de 
uma posição melhor. A maioria das firmas de serviços ou agências e instituições 
governamentais, assim como todas empresas privadas, necessitam do auxílio de um 
especialista em logística em variados graus. Acontece que a demanda por profissionais em 
logística tem sido superior à oferta de pessoal treinado, sendo esta escassez 
particularmente aguda em nível de gerência. Isto tem levado à contratação de pessoal 
externo à organização logística e sem treinamento formal na área. 
 
 
 
É uma vida . . ." 
Fonte: PRESTON, Charles, ed. Carefor a merger?. New York: E. P. Dutton, 1958. p. 69. Reimpresso 
com permissão dos editores. 
Figura 1.1 Carreiras em logística guardam potencial para chegar à alta administração 
 
 
3
 Reimpresso com permissão de Frozen Shrimp. ConsumerReports, p. 259-264, Mar. 1974. Copyright (c) 1974 pelo Uaion 
of United States, Inc., Mount Vernon, New York, 10550 
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materiais/distribuição física. São Paulo, Atlas, 2011 
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Muitas companhias procuram pessoas com diplomas em transportes ou logística. Os 
cargos iniciais são, em geral, nas áreas de tráfego ou armazenagem e, em menor grau, em 
operações, estoques e vendas. 
Futuramente, as condições econômicas tornarão a logística um campo mais atrativo 
do que ele é hoje. Não se espera que a economia doméstica cresça como no passado, devido à 
menor taxa de natalidade, a limitações na disponibilidade de fontes de matérias-primas e à 
maior competição com produtores estrangeiros. Por isso, as companhias mudarão seu foco 
de gerenciar seu crescimento para competir por maior participação de mercado. Quando isto 
acontecer, maior atenção será dada à distribuição, que pode consumir de 15 a 20% do PNB. 
Quando um mercado experimenta rápido crescimento, pode-se tolerar distribuição 
ineficiente, pois ainda assim as empresas podem manter-se rentáveis. Entretanto, quando se 
compete por maior participação no mercado, distribuição eficiente e eficaz pode ser a 
vantagem necessária para se tornar competitivo. 
Considere outra tendência importante. Muita atenção tem sido dada à 
disponibilidade de alimentos para abastecer a população mundial. Estima-se que um terço 
do suprimento de alimentos perecíveis é perdido durante a distribuição. Tendências como 
esta tornarão importantes e bem remunerados aqueles cargos responsáveis pelo fluxo de 
materiais, assim como pela entrega de serviços. 
Mas, e se você nãopretende seguir carreira em logística? Nenhuma firma de 
produção ou serviços pode operar sem executar atividades logísticas em algum grau. 
Portanto, todos que desejam subir na carreira executiva precisam ter alguma 
compreensão dos problemas logísticos e saber como tratá-los. 
 
LOGÍSTICA MPRESARIAL DEFINIDA 
Logística empresarial não tem o mesmo significado para todas as pessoas, inclusive 
para aquelas que estão ativamente engajadas no assunto. Até o momento, o campo ainda não 
tem um titulo único para identifica-lo, como fizeram os setores de marketing e produção. Uma 
amostra dos membros do Conselho Nacional de Administração da Distribuição Física norte-
americano4 mostrou que a área é representada por nomes como transportes, distribuição, 
distribuição física, suprimento e distribuição, administração de materiais, operações e 
logística. Apesar de distribuição física ser o título mais popular, neste texto a disciplina é 
chamada de logística empresarial, pois este é o título do futuro. Ele implica tanto o 
suprimento físico como a distribuição física - que é o escopo desejado para o assunto. 
 
Definição e manifesto da missão 
Logística empresarial associa estudo e administração dos fluxos de bens e serviços e 
da informação associada que os põe em movimento. Caso fosse viável produzir todos os bens 
e serviços no ponto onde eles são consumidos ou caso as pessoas desejassem viver onde as 
matérias-primas e a produção se localizam, então a logística seria pouco importante. Mas 
isto não ocorre na sociedade moderna. Uma região tende a especializar-se na produção 
daquilo que tiver vantagem econômica para fazê-lo. Isto cria um hiato de tempo e espaço 
entre matérias-primas e produção e entre produção e consumo. Vencer tempo e distância na 
movimentação de bens ou na entrega de serviços de forma eficaz e eficiente é a tarefa do 
profissional de logística. Ou seja, sua missão é colocar as mercadorias ou os serviços certos 
no lugar e no instante corretos e na condição desejada, ao menor custo possível. 
 
4
 O Conselho Nacional de Adminitração da Distribuição Física (National Council of Physical Distribution 
Management) é uma organização formada por gerentes, acadêmicos, consultores e outros interessados em 
compreender o processo de distribuição física e em promover a arte e a ciência do gerenciamento da distribuição 
física. 
Capitulo 1 – p.17- Ballou – logística empresarial: transportes/administração de 
materiais/distribuição física. São Paulo, Atlas, 2011 
6 
 
Foram propostas muitas definições para logística empresarial. A preferida neste 
texto é a seguinte: 
A logística empresarial trata de todas atividades de movimentação e 
armazenagem, que facilitam o fluxo de produtos desde o ponto de aquisição da matéria-prima 
até o ponto de consumo final, assim como dos fluxos de informação que colocam os produtos 
em movimento, com o propósito de providenciar níveis de serviço adequados aos clientes a 
um custo razoável. 
O termo "produto" é aqui utilizado no sentido lato, incluindo tanto bens como 
serviços. 
Atividades primárias 
A definição anterior identifica aquelas atividades que são de importância primária para 
o atingimento dos objetivos logísticos de custo e nível de serviço. Estas ativida-des-chave são: 
• Transportes. 
• Manutenção de estoques. 
• Processamento de pedidos. 
Essas atividades são consideradas primárias porque ou elas contribuem com a maior 
parcela do custo total da logística ou elas são essenciais para a coordenação e o cumprimento 
da tarefa logística. 
 
Transportes. Para a maioria das firmas, o transporte é a atividade logística mais importante 
simplesmente porque ela absorve, em média, de um a dois terços dos custos logísticos. É 
essencial, pois nenhuma firma moderna pode operar sem providenciar a movimentação de 
suas matérias-primas ou de seus produtos acabados de alguma forma. Sua importância é 
sempre sublinhada pelos problemas financeiros colocados para muitas empresas quando há 
uma greve ferroviária nacional ou quando carreteiros autônomos paralisam sua atividades 
devido a aumentos de combustíveis. Não é incomum denominar tais eventos de desastres 
nacionais. Os mercados não podem ser atendidos e produtos permanecem no canal de 
distribuição para deteriorarem-se ou tornarem-se obsoletos. 
"Transporte" refere-se aos vários métodos para se movimentar produtos. Algumas das 
alternativas populares são os modos rodoviário, ferroviário e aeroviário. A administração da 
atividade de transporte geralmente envolve decidir-se quanto ao método de transporte, aos 
roteiros e à utilização da capacidade dos veículos. 
 
Manutenção de estoques. Geralmente, não é viável providenciar produção ou entrega 
instantânea aos clientes. Para se atingir um grau razoável de disponibilidade de produto, é 
necessário manter estoques, que agem como "amortecedores'' entre a oferta e a demanda. O 
uso extensivo de estoques resulta no fato de que, em média, eles são responsáveis por 
aproximadamente um a dois terços dos custos logísticos, o que torna a manutenção de 
estoques uma atividade-chave da logística. 
Enquanto o transporte adiciona valor de "lugar" ao produto, o estoque agrega valor de 
“tempo". Para agregar este valor dinâmico, o estoque deve ser posicionado próximo aos 
consumidores ou aos pontos de manufatura. O número normalmente grande destes 
pontos de estoque e os altos custos associados a manter estes produtos armazenados, 
em geral entre 25 e 30% do valor do produto por ano, requerem administração cuidadosa. A 
administração de estoques envolve manter seus níveis tão baixos quanto possível, ao mesmo 
tempo que provê a disponibilidade desejada pelos clientes. 
 
Processamento de pedidos. Os custos de processamento de pedidos tendem a ser pequenos 
quando comparados aos custos de transportes ou de manutenção de estoques. Contudo, 
processamento de pedidos é uma atividade logística primária. Sua importância deriva do fato de 
ser um elemento crítico em termos do tempo necessário para levar bens e serviços aos 
Capitulo 1 – p.17- Ballou – logística empresarial: transportes/administração de 
materiais/distribuição física. São Paulo, Atlas, 2011 
7 
 
clientes. É também a atividade primária que inicializa a movimentação de produtos e a 
entrega de serviços. 
Além disso, estas três atividades logísticas podem ser colocadas em perspectiva notando-se 
sua importância naquilo que pode ser chamado de "ciclo crítico de atividades logísticas”. 
Como mostrado na Figura 1.2, o tempo requerido para um cliente receber um pedido 
depende do tempo necessário para entregar o pedido. Como o resultado final de 
qualquer operação logística é prover serviço por conseguir mercadorias para os clientes 
quando e onde eles quiserem, estas três atividades são centrais para cumprir esta missão. Por 
isso elas são chamadas de atividades primárias. 
 
Figura 1.2 Relação entre as três atividades logísticas primárias para atender clientes – o “ciclo 
crítico”. 
 
Atividades de apoio 
Apesar de transportes, manutenção de estoques e processamento de pedidos serem os 
principais ingredientes que contribuem para a disponibilidade e a condição física de bens e 
serviços, há uma série de atividades adicionais que apoia estas atividades primárias. Elas 
são: 
• Armazenagem. 
• Manuseio de materiais. 
• Embalagem de proteção. 
• Obtenção. 
• Programação de produtos. 
• Manutenção de informação. 
Seu relacionamento com as atividades primárias e o nível de serviço visado está 
mostrado na Figura 1.3. 
Capitulo 1 – p.17- Ballou – logística empresarial: transportes/administração de 
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8 
 
 
Figura 1.3 Relações entre as atividades logísticas primárias e de apoio e o nível de 
serviço almejado. 
Armazenagem.Refere-se à administração do espaço necessário para manter estoques. 
Envolve problemas como localização, dimensionamento de área, arranjo físico, recuperação 
do estoque, projeto de docas ou baias de atracação e configuração do armazém. 
 
Manuseio de Materiais. Está associada com a armazenagem e também apoia a 
manutenção de estoques. É uma atividade que diz respeito à movimentação do produto no 
local de estocagem - por exemplo, a transferência de mercadorias do ponto de 
recebimento até o local de armazenagem e deste até o ponto de despacho. São problemas 
importantes: seleção do equipamento de movimentação, procedimentos para formação de 
pedidos e balanceamento da carga de trabalho. 
 
Embalagem proteção. Um dos objetivos da logística é movimentar bens sem danificá=los 
além do economicamente razoável. Bom projeto de embalagem do produto auxilia a garantir a 
movimentação sem quebras. Além disso, dimensões adequadas de empacotamento 
encorajam manuseio e armazenagem eficientes. 
 
 Obtenção. É a atividade que deixa o produto disponível para o sistema logístico. Trata da 
seleção das fontes de suprimento, das quantidades a serem adquiridas, da programação 
das compras e da forma pela qual o produto é comprado. É importante para a logística, 
pois decisões de compra têm dimensões geográficas e temporais que afetam os custos 
logísticos. A obtenção não deve ser confundida com a função de compras. Compras 
inclui muitos dos detalhes de procedimento (por exemplo, negociação de preço e avaliação 
de vendedores), que não são especificamente relacionados com a tarefa logística; daí o uso do 
termo obtenção como substituto. 
 
Programação do produto. Enquanto a obtenção trata do suprimento (fluxo de entrada) de 
firmas de manufatura, a programação de produto lida com a distribuição (fluxo de saída). 
Refere-se primariamente às quantidades agregadas que devem ser produzidas e quando 
e onde devem ser fabricadas. Não diz respeito à programação detalhada de produção, 
executada diariamente pelos programadores de produção. 
 
Manutenção de informação. Nenhuma função logística dentro de uma firma poderia 
operar eficientemente sem as necessárias informações de custo e desempenho. Tais 
Capitulo 1 – p.17- Ballou – logística empresarial: transportes/administração de 
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9 
 
informações são essenciais para correto planejamento e controle logístico. Manter uma base 
de dados com informações importantes - por exemplo, localização dos clientes, volumes 
de vendas, padrões de entregas e níveis dos estoques - apoia a administração 
eficiente e efetiva das atividades primárias e de apoio. 
 
 
TRAÇANDO TENDÊNCIAS EM LOGÍSTICA 
Hoje, a logística empresarial é um campo fascinante e em expansão, com potencial para 
alta administração. Não era o caso de 20 anos atrás. O que levou a este dramático crescimento 
e interesse? Para todos os efeitos, a prática moderna da logística empresarial configura nova 
disciplina. Isto não significa que as atividades essenciais de transporte, manutenção de 
estoques e processamento de pedidos são novidades. Entretanto, foi só recentemente que 
uma filosofia integrativa esteve disponível para guiar seus passos. O desenvolvimento 
histórico da logística empresarial desmembra-se em três eras: antes de 1950, 1950-1970, e 
após 1970. 
 
Antes de 1950: os anos adormecidos 
Até cerca de 1950, o campo permanecia em estado de dormência. Não existia 
nenhuma filosofia dominante para guiá-lo. As empresas fragmentavam a administração de 
atividades-chave em logística. Ou seja, o transporte era encontrado frequentemente sob o 
comando gerencial da produção; os estoques eram responsabilidade de marketing, finanças ou 
produção; e o processamento de pedidos era controlado por finanças ou vendas. Isto 
resultava no conflito de objetivos e de responsabilidades para as atividades logísticas, como 
aparece na Figura 1.4. 
 
 
 
Fonte: STOLLE, John F. How to manage physical distribution. Harvard Business Review, p. 
95, July/Aug. 1967. Copyright pelo presidente e membros do Harvard College 
todos os direitos reservados. 
Figura 1.4 Responsabilidades e objetivos conflitantes típicos em atividades logísticas em firmas 
tradicionais e algumas contemporâneas. 
 
 
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materiais/distribuição física. São Paulo, Atlas, 2011 
10 
 
Entretanto, existiram alguns pioneiros. Antigos estudiosos de marketing e emprsários 
como Arch Shaw (1912) e Fred Clark (1922) identificaram a natureza da distribuição física e 
como ela diferia da criação de demanda no marketing. 5 A atividade logística militar na Segunda 
Guerra Mundial foi um início para muitos dos conceitos logísticos utilizados atualmente. 
Infelizmente, o exemplo militar somente influenciou as atividades logísticas das firmas 
comerciais alguns anos depois. Por volta de 1945, algumas empresas já haviam colocado 
transporte e armazenagem de produtos acabados sob um único gerente. As industrias 
alimentícias foram pioneiras neste aspecto. 
Talvez o leitor atento já tenha observado que as atividades logísticas sempre foram 
administradas pelas empresas. Mas a maior parte dos aperfeiçoamentos gerenciais das 
atividades logísticas surgiu do reagrupamento desta atividades tradicionais dentro da firma. 
Antes de 1950, poucas empresas exploraram os benefícios destes rearranjos. Por quê? 
Olhando-se em retrospectiva, nem o ambiente econômico nem a teoria estavam aptos 
para a criação do clima necessário a uma mudança de atitudes. A área de administração de 
marketing estava crescendo em importância, assim como a administração estava mudando seu 
foco da produção (como influência dominante) para uma orientação para marketing 
(consumidor). Esta foi uma mudança natural, pois a economia americana no geral alterou-se de 
escassez da capacidade industrial para uma situação de capacidade Mundial, a economia dos 
EUA experimentou rápido crescimento , devido parcialmente à demanda reprimida dos anos de 
depressão e à posição dominante da indústria americana no mercado mundial. O clima era 
vender e produzir. Os lucros eram altos. Certa ineficiência na distribuição de produtos podia 
ser tolerada. 
 
1950 - 1970: o período de desenvolvimento 
O período entre o início dos anos 50 até a década de 60 representa a época de 
decolagem para a teoria e a prática da logística. O ambiente era propício para novidades no 
pensamento administrativo. O marketing estava bem estabelecido em muitas instituições 
educacionais e orientava muitas empresas. Entretanto, professores de marketing e 
administração não estavam totalmente satisfeitos com o que havia sido criado. Paul 
Converse, conhecido professor de marketing, disse em 1954 que as companhias prestavam 
muito mais atenção a compra e venda do que a distribuição física. A distribuição física era 
muitas vezes subestimada e colocada de lado como algo de pouca importância.6 Peter 
Drucker, escritor e consultor de administração de empresas bastante conhecido, chamava as 
atividades de distribuição que ocorriam após a produção dos bens de “ as áreas de negócios 
infelizmente mais desprezadas e mais promissoras na América."7 
Muitos mais tornariam a repetir este tema. 
Posteriormente, reconheceu-se que um evento-chave para o desenvolvimento da 
logística empresarial como disciplina foi um estudo conduzido para determinar o papel que o 
transporte aéreo poderia desempenhar na distribuição física.8 Esse estudo mostrava que o 
alto custo do transporte aéreo não necessariamente deteria o uso deste serviço, mas que a 
chave para sua aceitação deveria ser o seu menor custo total, decorrente da soma das taxas 
do frete aéreo e do menor custo devido à diminuição de estoques, conseguido pela maior 
velocidade da movimentação por via aérea. Esta compensaçãode um tipo de custo por outro 
ficou conhecida como o conceito do custo total. Ele tornou-se importante argumento para um 
 
5
 Para uma discussão dos dos primórdios, veja LaLONDE, Bernard J., DAWSON, Leslie M. Pioneers in distribuition. 
Transportation and Distribution Management, p. 58-60, jun. 1969 
6
 CONVERSE, Paul D. The other half of marketing. Twenty-six Boston Conference on Distribution. Boston Trade 
Board, 1954. P.22. 
7
 DRUCKER, Peter F. The economy's dark continent. Fortune p. 103, 265, 268 e 270, abr. 1962 
8
 LEWIS, Howard T., CULLITON, James W., STEELE, Jack D. The role ofairfreight inphysical distributionBoston: Divisão 
de Pesquisa, Giaduate School of Business Administration, Universidade de Harvard, 1956. 
Capitulo 1 – p.17- Ballou – logística empresarial: transportes/administração de 
materiais/distribuição física. São Paulo, Atlas, 2011 
11 
 
reagrupamento lógico de atividades dentro das firmas e também auxiliou a explicar a 
reorganização em torno das atividades de distribuição que estava ocorrendo em algumas 
poucas empresas pioneiras. O conceito do custo total é um princípio importante para a 
logística empresarial e está mais desenvolvido no próximo capítulo. 
As condições econômicas e tecnológicas eram tais que também encorajaram o 
desenvolvimento da disciplina. Quatro condições-chave foram identificadas: (1) alterações 
nos padrões e atitudes da demanda dos consumidores, (2) pressão por custos nas indústrias, 
(3) avanços na tecnologia de computadores e (4) influências do trato com a logística militar.9 
 
Alterações nos padrões e atitudes da demanda dos consumidores . A cada dez anos, um 
censo populacional é realizado no país. Alterações dramáticas na população podem ocorrer, 
sendo reveladas pelas estatísticas do período de dez anos. Durante os anos de formação da 
logística empresarial existiram mudanças populacionais com substancial impacto nos custos 
logísticos. Houve migração das áreas rurais com direção aos centros urbanos já estabelecidos. 
Isto em si poderia reduzir a distribuição pelo incremento dos volumes movimentados para 
uma menor quantidade de centros de demanda. Ao mesmo tempo, populações começaram a 
migrar do centro das cidades para os subúrbios circundantes. Varejistas seguiram a população 
para os subúrbios com pontos de venda adicionais. Servir com entregas uma maior área 
metropolitana e manter maiores os estoques totais requeridos pelas filiais adicionais 
incrementaram o custo da distribuição. 
Além das migrações populacionais, os consumidores demandavam maior variedade das 
mercadorias ofertadas. Os produtos proliferaram de poucos milhares de itens para 12.000 
nos grandes supermercados. Automóveis eram oferecidos em diversas cores, motores e 
tamanhos. A tendência era a mesma para quase todas as indústrias. Variedade geralmente 
significa maiores custos de manutenção de estoques. Se um produto é substituído por três 
para atender a mesma demanda, o nível de estoque para todos os produtos pode aumentar 
de até 60%.10 
Finalmente, os padrões de distribuição em si começaram a mudar. Onde antes o varejista 
tipicamente carregava estoques substanciais - por exemplo, num bem estocado depósito nos 
fundos de uma mercearia - ele passou a manutenção do estoque para seu fornecedor ou para 
centrais de distribuição mis especializadas e, portanto, passou a ou demandar entregas mais 
frequentes para ressuprimento. Isso aumentou a importância da distribuição para 
fornecedores e centrais de distribuição, pois maiores níveis de inventário deveriam ser 
administrados e, ao mesmo tempo, maior disponibilidade de estoque e entregas mais velozes 
deveriam ser providenciadas. 
 
Pressão por custos nas indústrias. O clima econômico geral dos anos 50 era instrumental 
para fomentar o interesse em logística. Houve crescimento econômico substancial após a 
Segunda Guerra, seguido de recessão e um período de prolongada pressão nos lucros. Períodos 
necessários tipicamente forçam os administradores a procurar maneiras de melhorar a 
produtividade. Os novos conceitos logísticos ofereciam esta oportunidade. Por outro lado, os 
setores de produção da maioria das firmas já haviam sido bem examinados durante muitos 
anos pelos engenheiros de produção e as atividades promocionais e de vendas não se rendiam 
muito bem às tentativas de incremento da produtividade. A administração podia olhar para a 
logística como “ a última fronteira para redução de custos nas empresas americanas.”11 
 
9
 Sugerido fortemente em SCHNEIDER, Lewis M. Milestones on the road of physical distribution. 
zn:McCONAUGHY, David, ed. Readings in business logistics. Homewood: Richard D. Irwin, 1969. p. 51-63. 
10
 MAGEE, John F. The logistics of distribution. Harvard Business Review, p. 91, jul./ago. 1960. 
11
STEWART, Wendell M. Physical distribution: key to improved volume and profits. Journal of Marketing, 
p.65-70, jan. 1965. 
Capitulo 1 – p.17- Ballou – logística empresarial: transportes/administração de 
materiais/distribuição física. São Paulo, Atlas, 2011 
12 
 
Como incentivo adicional, começou-se a reconhecer que os custos logísticos eram substanciais. 
Em meados dos anos 50, poucas firmas tinham uma ideia clara de quanto eram seus custos 
logísticos. Quando analistas iniciaram suas pesquisas, os níveis de custo mostraram-se 
surpreendentes. 
Se considerarmos a economia como um todo, os custos logísticos podem ser estimados 
como 15% do produto nacional bruto. O produto nacional bruto (PNB) é o valor de todos os 
bens e serviços produzidos nos Estados Unidos. Se retirarmos o valor da indústria de serviços 
do PNB como irrelevantes nas estimativas de custos logísticos, estes seriam cerca de de 23% 
do PNB de produtos tangíveis. Destes custos, o transporte representa algo em torno de 
dois terços e a manutenção de estoques toma o terço restante. Estes níveis de custos 
têm-se mantido constantes em termos porcentuais. Estimou-se também que cerca de 19% 
da riqueza nacional está investida em atividades logística e que estas atividades empregam 
cerca de 13% da força de trabalho.12 
Um estudo recente mostrou que os custos logísticos são 21% do PNB. Deste total, transporte 
responde por 46%, armazenagem por 28%, manutenção de estoques por 18% e administração 
por 6%.13 
Com relação a empresas em particular, existe grande variação nos custos logísticos de uma 
indústria para outra. De tempos em tempos, pesquisas são conduzidas para determinar 
estes custos. Os resultados de diversas pesquisas estão na Tabela 1.1. No geral, os custos 
logísticos para uma firma em particular estão entre 19 e 22% das vendas líquidas. Estes custos 
não refletem o custo de mercadorias compradas, que corresponde em média a cerca de 50% 
das vendas. Caso os custos de compras estiverem incluídos nos custos logísticos, estes 
tendem a ser os mais significativos de todas as áreas funcionais dentro da empresa. 
Mas é o que ocorreria com os custos de qualquer outra área funcional, que tivesse o custo 
de compras adicionado aos seus. 
Tabela 1.1 Custos logísticos como porcentagem da receita logística (obtido de três estudos). 
 
Indústria Administração 
Transporte 
Manuten
ção de 
estoque 
Armaze-
nagem 
Recepção 
e 
expedição 
Emba- Processamento 
Total lagem de pedidos 
I a - Químicos e plásticos 0,3% 6.3% d 1.6% 3.3% 0.7% 1.4% 0.6% 14.2% 
Alimentos 0.4 8.1d 0.3 3.5 0.9 _ 0.2 13.4 
Farmacêutica 0.7 1.4" _ 1.2 0.5 0.1 0.5 4.4 
Eletrônica 1.2 3.2d 2.5 3.2 0.9 0.1 1.2 13.3 
Papel , ; 0.2 5.8d 0.1 4.6 0.3 - 0.2 11.2 
Máquinas e ferramentas 0.5 4.5d 1.0 2.0 0.5 1.0 0.5 10.0 
Outras 1.2 6.8d 1.0 2.9 1.4 0.4 0.4 14.1 
Todas, manufatura0.5 6.2d 1.3 3.6 0.8 0.7 0.5 13.6 
Todas, comerciais 1.2 7.4d 10.3 4.2 0.6 1.2 0.7 25.6 
Bens de consumo 1.3 8.1d 8.5 4.0 0.9 0.9 0.5 24.2 
Bens industriais 0.7 5.9d 13.7 2.9 0.2 2.0 1.0 26.4 
Ll b - Alimentícia 1.68 16.64 NSI e 9.46 l 4.23 NSI 32.01 
Metalúrgicas 4.30 10.02 NSI 11.98 1 2.93 NSI 29.23 
Químicas, petróleo e borracha 1.13 13.80 NSI 6.13 - 2.74 NSI 23.80 
Papel e derivados 0.53 8.43 NSI 5.69 - 3.48 NSI 18.13 
Têxteis 0.71 5.52 NSI 7.74 - 2.18 NSI 16.15 
Produtos de madeira (inclui 
móveis) 
1.09 11.10 NSI 2.04 - 1.76 NSI 15.99 
Equipamentos de transporte 0.45 7.10 NSI 1.54 - 1.13 NSI 10.22 
Máquinas 0.21 7.75 NSI 1.23 - 0.83 NSI 10.02 
Média 1.27 10.05 - 5.72 - 2.41 - 19.44 
III c - Composto de 270 empresas 2.4 6.4 3.8 3.7 — 4.3 1.2 21.8 
 
12
 Estas estatísticas foram derivadas de HESKETT, J. L., GLASKOWSKY Jr., N. A., IVIE, R. M. Business logistics. 2. 
Ed. New York: The Ronald Press, 1973. P. 14-21.1. 
13
 A . T. KEARNEY, INC. Measuring and improving productivity in physical distribution. Chicago: National 
Council 1984 of Physical Distribution, 1984. 
Capitulo 1 – p.17- Ballou – logística empresarial: transportes/administração de 
materiais/distribuição física. São Paulo, Atlas, 2011 
13 
 
a De LaLONDE, Bernard J., ZINSZER, Paul H. Customer servicer. meaning and measurement. Chicago: National 
Council of Physical Distribution Management, 1976. 
b De SNYDER, Richard E. Physical distribution costs: a two-year analysis. Distribution Age, p. 50-51, jan. 1963. 
c De STEWART, Wendall M. Physical distribution: key to improved volume and profits. Journal ot Marketing, p. 
67, jan. 1965. 
d Não inclui custo do transporte de suprimento, qjue é normalmente um teço do frete de distribuiç~eos 
e Não identificado, nem incluso. 
f junto com custo de embalagem 
A comparação dos custos logísticos totais na Tabela 1.1 mostra ampla variação de indústria 
para indústria. Enquanto a indústria alimentícia experimenta custos logísticos de mais de 32% 
das vendas, a indústria de máquinas os tem na ordem de 10% das vendas. As outras indústrias 
ficam entre estes dois extremos. A razão desta diferença está no valor dos produtos. Por 
exemplo, máquinas têm um alto valor agregado devido aos altos custos de desenvolvimento e 
produção. Custos logísticos podem variar substancialmente dentro da indústria, mas com 
relação aos custos de produção eles são um pouco menores que no caso da indústria 
alimentícia. O grau de atenção que a administração dá a uma área está frequentemente 
relacionado com sua importância relativa nos custos. Não constitui assim uma surpresa que a 
indústria alimentícia foi pioneira em arranjos administrativos inovadores para atividades 
logísticas. 
Mais recentemente, a medida dos custos logísticos como porcentual de vendas tem sido 
contestada como boa estimativa da importância da logística para uma firma ou indústria. O 
valor adicionado pode ser uma medida mais adequada. O custo das matérias -primas e 
componentes comprados é repassado ao preço de venda e, por isso, pode distorecer 
medidas de porcentagem de vendas. Este custo, que na média será de 50% do valor das 
vendas, não é contribuição da firma. O valor adicionado, que é aproximadamente a 
diferença entre vendas e o custo de mercadorias e serviços adquirido, definem os custos 
controláveis da empresa. Como porcentual do valor adicionado, os custos logísticos para as 
seguintes indústrias são: petróleo, 43%; químicos, 39%; produção de alimentos e varejo em 
geral, 36%; papel, 30%; madeira, 26%; automóveis e materiais de construção, 20%; 
metalúrgica, 18%; utensílios, 17%; farmacêutica, 16%: máquinas, 12%; borracha, 11%; 
equipamentos elétricos e têxteis, 10%; vestuário, móveis e fumo, 8%;14 e todas indústrias, 
22,5%. Por qualquer medida, os custos logísticos são substanciais para a maioria das 
firmas e indústrias. Este reconhecimento começou a emergir durante as décadas de 50 e 60. 
 
Avanços na tecnologia de computadores. Com o passar dos anos, os problemas logísticos 
tendem a tornar-se mais complicados. Existem mais tipos de serviços de transporte para 
selecionar, a proliferação de variedade de produtos leva a maior número de itens de estoque 
para serem administrados e a demanda dos consumidores por melhores níveis de 
serviço muitas vezes resulta em maior quantidade de depósitos no sistema de distribuição. 
Esta complexidade podia ser tratada efetivamente por novas tecnologias que emergiram 
em meados da década de 50. O computador acabava de realizar sua estreia no mundo 
dos negócios. Ao mesmo tempo, incrementava-se o uso de modelagem matemática, pois 
modelos que podiam tratar os problemas logísticos de forma rapidamente sendo 
desenvolvidos. Particularmente, programação linear de controle de estoques e simulação 
são valiosas ferramentas para os profissionais da área. Estes poderiam agora lidar mais 
efetivamente com problemas como localizar depósitos, alocar clientes a depósitos, 
controlar estoques em múltiplos locais e roteirizar e programar veículos. O interesse 
gerencial por estas técnicas científicas foi despertado porque elas poderiam auxiliar na 
 
14
 Ibidem 
Capitulo 1 – p.17- Ballou – logística empresarial: transportes/administração de 
materiais/distribuição física. São Paulo, Atlas, 2011 
14 
 
identificação de economias significativas em áreas-problema da logística, que antes só 
podiam ser encontradas usando-se métodos intuitivos. 
 
A experiência militar. Antes que as empresas em geral mostrassem muito interesse em 
administrar atividades logísticas de forma coletiva, a área militar do governo federal 
americano estava bem organizada para desempenhar estas funções. Havia muito tempo que os 
militares tinham reconhecido a importância de coordenação das atividades logísticas. Mais de 
uma década antes de o mundo dos negócios interessar-se pelo assunto, os militares haviam 
executado aquela que foi chamada de mais sofisticada e mais bem planejada operação 
logística da história - a invasão da Europa. 
A logística militar inclui atividades como aquisição, estoque, definição de especificações, 
transporte e administração de estoques, a maior parte das quais está incluída na definição de 
logística. A experiência militar nestas áreas é substancial. Estima-se que somente a área 
militar detém um terço de todo o inventário mantido nos Estados Unidos - uma fonte de 
experiência inestimável. Além disso, os militares apoiam pesquisas em logística via 
organizações como a RAND Corporation e o Escritório de Pesquisas Navais. Mesmo o termo 
logística provém dos militares. 
Durante a última parte destes anos de desenvolvimento, filosofias administrativas 
cristalizaram; universidades começaram a oferecer cursos na área; livros-texto foram 
preparados; empresas começaram a pôr em prática as novas ideias e a associação de 
empresários, educadores e consultores conhecida como Conselho Nacional de Administração 
da Distribuição Física foi formada. 
 
1970 e além: os anos de crescimento 
A logística empresarial, como campo da administração de empresas, entrou na 
década de 70 em estado descrito como de semimaturidade15. Os princípios básicos estavam 
estabelecidos e algumas firmas estavam começando a colher os benefícios do seu uso. 
Retrospectivamente, a aceitação do campo transcorria vagarosamente, pois as empresas 
pareciam estar mais preocupadas com a geração de lucros do que com o controle de custos. 
Expansão de mercado muitas vezes mascara ineficiências tanto na produção como na 
distribuição. Entretanto, forças de mudança se acumulavam pouco antes desta década. A 
competição mundial nos bens manufaturados começou a crescer, ao mesmo tempo em que 
falta de matérias-primas de boa qualidade passou a ocorrer. Os Estados Unidos tambémpassaram a gastar pesadamente na guerra do Vietnã. 
Eventos fundamentais para mudança foram o embargo petrolífero e a súbita 
elevação do preço do petróleo realizado pelos países da OPEP em 1973. À medida que os 
preços do petróleo quadruplicaram nos sete anos seguintes e o crescimento de mercado 
começou a diminuir, a inflação começou a aumentar ao mesmo tempo em que a 
produtividade crescia mais devagar. O termo geralmente empregado para descrever esta época 
foi estagflação. A filosofia econômica dominante passou de estímulo da demanda para melhor 
administração dos suprimentos. Controle de custos, produtividade e controle de qualidade 
passaram a ser áreas de interesse, à medida que as empresas tentavam enfrentar o fluxo de 
mercadorias importadas. As funções logísticas foram mais afetadas do que as outras áreas das 
empresas. Os preços do petróleo afetaram diretamente os custos de transporte, ao mesmo 
tempo que inflação e forças competitivas impulsionaram os custos de capital para cima e, 
portanto, os custos de manutenção de estoques. Com custos de combustíveis crescendo de 2 a 
4% acima do custo de vida e juros preferenciais variando entre 10 e 20%, os assuntos logísticos 
tornaram-se relevantes para a alta administração. Os princípios e conceitos formulados 
durante anos de desenvolvimento passaram a ser utilizados com grande sucesso. 
 
15
 . BOWERSONX, Donald J. Physical distribution in semi-maturity. Air Transportation, p. 9-11, jan. 1966 
Capitulo 1 – p.17- Ballou – logística empresarial: transportes/administração de 
materiais/distribuição física. São Paulo, Atlas, 2011 
15 
 
O alto grau de interesse acabou levando à logística integrada. Apesar de a distribuição 
física ter sido o tema dominante nas décadas de 50 e 60, um tema similar estava sendo 
desenvolvido em torno das compras. Esta começava a ser entendida dentro do contexto mais 
amplo da administração de materiais. Hoje, a logística é entendida como a integração tanto da 
administração de materiais como da distribuição física (vide Figura 1.5). Entretanto, esta 
integração leva a ligações muito mais estreitas com a função de produção /operação em muitas 
firmas, de modo que se pode esperar no futuro que produção e logística se aproximarão muito 
mais em conceito e prática.16 
 
 
O interesse gerado nestes anos não deverá diminuir no futuro previsível. Ao mesmo 
tempo que os mercados deverão crescer mais lentamente, a competição internacional e as 
forças que mantêm altas taxas inflacionárias permanecerão fortes. Entre estas forças se 
destacam custos de energia, regulamentação governamental, arranjos institucionalizados, 
como reajustes automáticos de salários, déficits do governo e alteração para uma economia 
de suprimento ao invés de uma economia de estímulo da demanda como clima econômico 
dominante. Dado que a logística é atividade de alto custo, os executivos continuarão a 
procurar por reduções de custo e aumento de produtividade nesta área. Isto exigirá 
administração hábil, pois alterações, como desregulamentação dos transportes, a competição 
emergente de países do Terceiro Mundo nos mercados de bens finais e a concorrência por 
matérias-primas, aumentarão o nível de incerteza para planejamento e operação logísticos. 
Atualmente, a logística foca principalmente operações manufatureiras ou militares. À 
medida que a economia continue seu deslocamento da manufatura para serviços, haverá 
maiores oportunidades para adaptar os atuais princípios e conceitos logísticos para empresas 
que produzem e distribuem serviços ao invés de produtos tangíveis. Também, enquanto o 
comércio internacional e a exportação de manufaturados continuam a crescer, maior número 
de executivos de logística serão envolvidos na administração de suprimento e distribuição 
 
16 Este tema está articulado em VOLLMANN, Thomas E., BARRY, William L., WHYBARK, D. Clay. Manufacturin 
planníng and contrai systems. Homewood: Richard D. Irwin, 1984. 
 
Capitulo 1 – p.17- Ballou – logística empresarial: transportes/administração de 
materiais/distribuição física. São Paulo, Atlas, 2011 
16 
 
internacionais. Isto não apenas alargará o escopo da logística como também enriquecerá os 
conceitos nos quais ela se baseia. 
 
O LUGAR DA LOGÍSTICA NA FIRMA 
Empresas vêm executando funções logísticas há muitos anos. Uma visão moderna é 
rearranjar as atividades existentes na firma de modo que o bom gerenciamento seja 
facilitado. Isto significa que algumas atividades consideradas como responsabilidade única 
da produção ou do marketing devem ser reagrupadas. Como a logística se relaciona com a 
produção e o marketing? Uma visão geral está mostrada na Figura 1.6 
 
 
 
A f i r m a 
 
 
LOGÍSTICA 
 
PRODUÇÃO 
Atividades típicas • 
Controle de 
qualidade • 
Planejamento 
detalhado • 
Manuseio interno 
• Manutenção de 
equipamento 
Atividades 
de interface: 
• 
Programação 
de produção 
• 
Localização 
industrial • 
Compras 
Atividades de 
interface: • 
Padrões de 
níveis de serviço 
• Formação de 
preço • 
Embalagem - 
Localização de 
depósitos 
MARKETING 
Atividades 
típicas: • 
Manutenção 
de estoques • 
Processa-
mepto de 
pedidos • 
Armazena-
gem • 
Manuseio de 
materiais 
Atividades 
típicas: • 
Promoção/ 
propaganda • 
Pesquisa de 
mercado • 
Administraçã
o da força 
de vendas 
Interface 
produção- 
logístíca 
 
Interface 
marketing-
logística 
 
Figura 1.6 Visão geral das atividades logísticas dentro das atividades tradicionais da firma. 
 
A Figura 1.6. enfatiza que a responsabilidade primária do marketing é gerar lucros 
para a firma. Isto é feito através de vários meios promocionais (propaganda, incentivos de 
preço etc.), oferta de produtos e pesquisa de mercado. A produção preocupa-se 
principalmente com a formação do produto ou serviço e o controle de qualidade, ao 
mesmo tempo que minimiza o custo unitário de produção. Para alcançar este objetivo, deve 
cuidar do corpo administrativo do sistema de produção, do planejamento de capacidade, do 
controle de qualidade e da programação do processo. Uma vez que a logística é responsável 
pela movimentação e armazenagem de produtos, então transporte, manutenção de 
estoques, armazenagem e manuseio de materiais devem ser seus principais focos de 
interesse. Estrategicamente, a logística ocupa posição intermediária entre produção e 
marketing. Como é impossível dividir as funções de uma empresa sem alguma sobreposição 
de responsabilidade pelo menos em algumas delas, atividades de interface devem ser 
criadas. Estas são aquelas que devem ser gerenciadas por duas ou mais áreas. O 
profissional de logística deve tratar com estas áreas de limbo entre produção e marketing. 
Formação de preços ou embalagem são exemplos de atividades administradas 
conjuntamente por logística e marketing. A formação de preço tem componentes tanto 
geográficos como competitivos. Já compras e programação de produção são exemplos de áreas de 
interface entre logística e produção. A produção deve adquirir bens a custo e qualidade aceitáveis, 
enquanto a logística se preocupa com a localização de fontes de suprimentos e os tempos para 
abastecimento. O setor de compras toma estas decisões. A programação da produção toma 
decisões similares. Ela se interessa pela sequência e tamanho dos lotes de produção a serem 
fabricados, enquanto a logística novamente se preocupa com a localização e os tempos da 
produção. Arranjos administrativos tradicionais agrupam estas atividades sob diversos rótulos 
Capitulo 1 – p.17- Ballou – logística empresarial: transportes/administração de 
materiais/distribuição física. São Paulo, Atlas, 2011 
17 
 
funcionais, criando a necessidade decoordenação interfuncional para algumas importantes 
atividades logísticas. 
 
 
LOGÍSTICA A PARA FIRMAS DE SERVIÇOS 
Onde empesas e instituições de serviços se encaixam no escopo da logística? O 
campo da logística até hoje pouco fez para ter reconhecida sua importância na administração 
de bancos, hospitais, escolas, orquestras e assemelhados. Organizações de serviços têm 
muitos problemas logísticos, como localização de agências bancárias, atendimento médico 
e serviços de manutenção telefônica. Os problemas logísticos concentram-se muitas 
vezes no lado do suprimento de firmas de serviços, onde se pode identificar um bem físico 
em estoque ou como item de frete - um ponto de vista estreito. (Apesar de este texto não 
apresentar problemas de serviços, pode-se identificar que muito do que será dito sobre 
empresas de manufatura também se aplica às empresas não manufatureiras e alguns 
exemplos de serviços estão espalhados pelo livro). À medida que o campo da logística 
amadureça, pode-se esperar que muito mais será escrito sobre problemas logísticos de 
firmas de serviços. 
 
 
RESUMO 
Logística empresarial é vital para a economia e para a empresa individual. É fator-chave para 
incrementar comércio regional e internacional. Sistemas logísticos eficientes e eficazes 
significam melhor padrão de vida para todos. Na firma individual, atividades logísticas 
absorvem uma porção significativa de seus custos individuais. Estes custos, que são em 
média cerca de 22% das vendas (22,5% do valor adicionado e 21% do PNB), determinam 
muitas vezes se uma firma será competitiva. Boa administração é essencial. 
Logística empresarial tem como objetivo prover o cliente com os níveis de serviço desejados. A 
meta de nível de serviço logístico é providenciar bens ou serviços corretos, no lugar certo, no 
tempo exato e na condição desejada ao menor custo possível. Isto é conseguido através da 
administração adequada das atividades-chave da logística - transportes, manutenção de 
estoques, processamento de pedido e de várias atividades de apoio adicionais. 
Administração de materiais e distribuição física integram-se para formar o que se chama hoje 
de logística empresarial. Muitas companhias desenvolveram novos organogramas para melhor 
tratar das atividades de suprimento e distribuição, frequentemente dando status de alta 
administração para a função, ao lado de marketing e produção. O tempo da logística 
empresarial está chegando e uma nova ordem das coisas está começando. 
 
 
QUESTÕES E PROBLEMAS 
1. Identifique as atividades que perfazem a logística empresarial. Relacione cada atividade 
com as operações das seguintes organizações: 
a. General Motors (fabricante de automóveis); 
b. Hospital Brentwood (cirurgia geral); 
c. McDonald's (franquia de fast-food); 
d. Sears, Roebuck and Co. (cadeia de lojas de departamentos). 
2. A partir do exemplo da pesca, processamento e distribuição do camarão, faça um 
diagrama mostrando o movimento do produto desde o mar até a mesa de jantar. 
Indique quais partes são responsabilidade da logística, em qual momento da jornada 
é mais provável a ocorrência de deterioração e corno você aperfeiçoaria o manuseio. 
3. Qual a influência dos seguintes fatores na logística empresarial? 
a. Aumento da variedade de produtos. 
Capitulo 1 – p.17- Ballou – logística empresarial: transportes/administração de 
materiais/distribuição física. São Paulo, Atlas, 2011 
18 
 
b. Mudança da distribuição populacional. 
c. Avanços na pesquisa operacional e na informática. 
d. Experiência na área militar. 
 
4. Suponha que um fabricante de camisas para homens possa produzir uma camisa, que 
vale $ 15 cada uma, na sua confecção em Houston, Texas, a um custo de matérias $ 
8/camisa (incluindo matérias-primas). Chicago é o maior mercado, consumindo 100.000 
camisas/ano. Custos de transporte e armazenagem de Houston para Chicago a $ 5 para 
cada 100 libras (cwt). Cada camisa embalada pesa l libra. Como alternativa a companhia 
pode produzi-las em Formosa a um custo de $ 4/camisa (incluindo matérias-primas). 
As matérias-primas podem ser transportadas de Houston para Formosa a um custo 
de $2 por cwt. Assim que forem fabricadas, elas devem ser embarcadas 
diretamente para Chicago, com custo de transporte e armazenagem de $ 6/cwt. Uma 
taxa de importação de $ 0,50 por camisa deve ser considerada no planejamento. Do 
ponto de vista da logística/produção/custos, as camisas devem ser produzidas em 
Formosa? 
5. Afirmou-se que o objetivo da logística empresarial é pôr “os bens ou serviços certos no 
lugar certo, na hora certa e na condição correta a custo razoável". Quais tipos de 
problemas você prevê para organizações que tentem atingir esse objetivo? 
6. Que são atividades de interface e como elas diferem das atividades logísticas 
principais? 
7. Resuma porque a logística empresaril é considerada tópico vital para estudo. 
8. Descreva a diferença entre administração de materiais, distribuição física e logística 
empresarial. 
9. Como o transporte contribui para adicionar valor de “lugar” a produtos ou serviços? 
Como o estoque adiciona valor de “tempo” a produtos ou serviços?

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