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0 
 
 
UNIVERSIDADE DE CAXIAS DO SUL 
ÁREA DO CONHECIMENTO DE CIÊNCIAS EXATAS E ENGENHARIAS 
DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA CIVIL 
 
 
 
 
 
 
MARCO ANTÔNIO PRESOTTO 
 
 
 
 
 
 
 
MAPEAMENTO ACÚSTICO PARA A ZONA CENTRAL DE CAXIAS DO SUL - RS: 
UMA FERRAMENTA DE CONTROLE E AUXÍLIO NO CUMPRIMENTO DE 
NORMAS DE CONFORTO ACÚSTICO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
CAXIAS DO SUL 
2017 
1 
 
 
 
 
 
 
MARCO ANTÔNIO PRESOTTO 
 
 
 
 
 
 
 
MAPEAMENTO ACÚSTICO PARA A ZONA CENTRAL DE CAXIAS DO SUL - RS: 
UMA FERRAMENTA DE CONTROLE E AUXÍLIO NO CUMPRIMENTO DE 
NORMAS DE CONFORTO ACÚSTICO 
 
 
 
 
 
Trabalho de Conclusão de Curso apresentado 
ao Curso de Engenharia Civil da Universidade 
de Caxias do Sul, como parte dos requisitos 
para obtenção do título de Engenheiro Civil. 
Área de concentração: Acústica 
Orientador: Prof. MSc. Márlon Augusto Longhi 
 
 
 
 
 
 
CAXIAS DO SUL 
2017 
3 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Dedico este trabalho a todos aqueles que 
contribuíram direta e indiretamente na sua 
completude. Em especial aos meus pais Áureo 
e Luciane por todo incentivo e apoio dado. 
4 
 
 
AGRADECIMENTOS 
 
Aos meu pais, Áureo e Luciane, pelo exemplo e educação que sempre me deram, além do 
incentivo e apoio dado em todos momentos para que eu atingisse meus objetivos acadêmicos e 
pessoais; 
 
Ao meu orientador, professor Márlon Augusto Longhi por todo apoio e por ter aceito o desafio 
de me auxiliar no desenvolvimento deste trabalho; 
 
Aos meus professores da graduação em Engenharia Civil da UCS por terem contribuído de 
forma excepcional na minha formação acadêmica; 
 
A todos meus colegas e amigos do curso e de fora dele pelo companheirismo ao longo desta 
jornada, em especial aos amigos do “La Pelota” e da turma “Gurizada Buena” do churrasco 
de todo semestre, com tempo bom ou ruim; 
 
A toda equipe do ISAM (Instituto de Saneamento Ambiental), em especial ao professor Taison 
Anderson Bortolin, por ter me ensinado muito como meu orientador na bolsa de pesquisa 
juntamente com todos colegas bolsistas pelas conversas, brincadeiras e diversas risadas que 
tornavam as manhãs e tardes de pesquisa muito mais divertidas; 
 
Aos membros da banca examinadora, professor Dr. Daniel Tregnano Pagnussat e professora 
Drª. Lais Zuccheti, pelas análises e considerações feitas que contribuíram para a evolução e 
conclusão deste trabalho; 
 
A todos, o meu sincero e profundo agradecimento. 
 
 
 
 
 
 
 
 
5 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
“Muitas coisas não ousamos 
empreender por parecerem difíceis; 
entretanto, são difíceis porque não 
ousamos empreendê-las.” 
 
Sêneca 
 
6 
 
 
RESUMO 
PRESOTTO, M. A. Mapeamento acústico para a zona central de Caxias do Sul – RS: Uma 
ferramenta de controle e auxílio no cumprimento de normas de conforto acústico. 2017. 
106 p. Trabalho de Conclusão de Curso (Bacharelado em Engenharia Civil). Áea do 
Conhecimento de Ciências Exatas e Engenharias, UCS – Universidade de Caxias do Sul, Caxias 
do Sul – RS, 2017. 
 
Este trabalho teve por objetivo principal desenvolver um mapa acústico para uma área de 
aproximadamente 400.000 m² localizada na zona central do município de Caxias do Sul – RS. 
Caxias do Sul é a segunda cidade mais populosa do estado do Rio Grande do Sul, e assim como 
outros centros urbanos brasileiros e do mundo, já sofre com o aumento da poluição sonora, 
caracterizada pelo ruído urbano. Neste contexto o mapeamento acústico se torna 
imprescindível, pois torna mais clara a visualização dos níveis de ruído em diferentes locais da 
cidade. Para tanto foi realizada primeiramente uma revisão bibliográfica sobre os assuntos que 
abrangem o tema, para em um segundo momento aplicar a metodologia proposta neste trabalho 
que foi baseada na NBR 10151/2000 e em estudos já realizados. A metodologia abordou 
medições em campo simultâneas de nível de ruído (𝐿𝐴𝑒𝑞) e de fluxo de tráfego, realizadas 
utilizando um medidor de nível sonoro e uma máquina fotográfica digital, além da interpolação 
dos resultados de 𝐿𝐴𝑒𝑞 no software ArcGIS 10.3 para geração do mapa acústico da área de 
estudo em formato bidimensional (2D). As medições foram realizadas em dias úteis, de 
segundas a sextas-feiras no horário de pico de tráfego (17:00h as 18:30h), em um total de 15 
pontos, sendo que cada ponto foi analisado 7 vezes por medições com duração de 5 minutos. 
Como resultado, pode-se constatar que durante todas as 101 medições realizadas os níveis de 
ruído estavam acima dos 60 dB (A) estabelecidos pela normativa federal e municipal para a 
área analisada, tendo como 𝐿𝐴𝑒𝑞 mínimo 62,3 dB e máximo 82,4 dB. Pode-se concluir que o 
mapeamento acústico é uma ferramenta fundamental para auxiliar na visualização dos níveis 
de ruído em determinado local, permitindo a todos a fácil visualização da situação acústica da 
área de estudo, contribuindo tanto para que planos de redução de ruído possam ser criados como 
também para amparar engenheiros e arquitetos na escolha dos materiais utilizados nos sistemas 
de vedação vertical externa para o desenvolvimento de empreendimentos com melhores 
desempenhos acústicos. 
 
Palavras-chave: Mapa Acústico. Mapa de Ruído. Poluição Sonora. Ruído Urbano. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
7 
 
 
LISTA DE FIGURAS 
Figura 1 – Representação do som: zonas de compressão e rarefação ...................................... 21 
Figura 2 – Faixa ou gama audível de frequências: infrassons, audível e ultrassons ................ 23 
Figura 3 – Classificação dos ruídos .......................................................................................... 26 
Figura 4 – Exemplo de fontes sonoras: (a) pontual e (b) linear ............................................... 27 
Figura 5 – Esquema dos mecanismos de atenuação/amplificação sonora ao ar livre .............. 28 
Figura 6 – Fenômenos de absorção, reflexão e transmissão sonora ......................................... 29 
Figura 7 – Efeito dos gradientes de temperatura na propagação de raios sonoros ................... 31 
Figura 8 – Efeito do vento na propagação de raios sonoros ..................................................... 32 
Figura 9 – Zona de sombra acústica ......................................................................................... 33 
Figura 10 – Equivalência acústica entre veículo pesado e veículos leves ................................ 34 
Figura 11 – Espaços acústicos: (a) aberto e (b) fechado .......................................................... 36 
Figura 12 – Processamento do som nos seres humanos ........................................................... 37 
Figura 13 – Nível de pressão sonora equivalente (𝐿𝑒𝑞) ........................................................... 41 
Figura 14 – Cuvas de ponderação ............................................................................................ 42 
Figura 15 – Exemplo de escala de cores apresentada em mapas de ruído ............................... 47 
Figura 16 – Mapa de ruído gerado por meio de software de informação geográfica ............... 47 
Figura 17 – Mapas de ruído de fachadas .................................................................................. 48 
Figura 18 – Papel do monitoramento acústico nagestão da qualidade do ar ........................... 49 
Figura 19 – Mapas acústicos europeus ..................................................................................... 50 
Figura 20 – Mapas acústicos brasileiros ................................................................................... 51 
Figura 21 – Sequência metodológica do trabalho .................................................................... 52 
Figura 22 – Mapa de localização da área de estudo em Caxias do Sul - RS ............................ 53 
Figura 23 – Localização dos pontos de medição de ruído e de tráfego na área de estudo ....... 55 
Figura 24 – Equipamentos utilizados para as medições acústicas e de tráfego ........................ 58 
Figura 25 – Sequência metodológica para o desenvolvimento do mapa acústico.................... 59 
Figura 26 – Localização dos pontos de medição em vista aérea do centro da cidade .............. 61 
Figura 27 – Vista geral do ponto 1 ........................................................................................... 62 
Figura 28 – Vista geral do ponto 2 ........................................................................................... 63 
Figura 29 – Vista geral do ponto 3 ........................................................................................... 64 
Figura 30 – Vista geral do ponto 4 ........................................................................................... 65 
Figura 31 – Vista geral do ponto 5 ........................................................................................... 66 
Figura 32 – Vista geral do ponto 6 ........................................................................................... 67 
8 
 
 
Figura 33 – Vista geral do ponto 7 ........................................................................................... 68 
Figura 34 – Vista geral do ponto 8 ........................................................................................... 69 
Figura 35 – Vista geral do ponto 9 ........................................................................................... 70 
Figura 36 – Vista geral do ponto 10 ......................................................................................... 71 
Figura 37 – Vista geral do ponto 11 ......................................................................................... 72 
Figura 38 – Vista geral do ponto 12 ......................................................................................... 73 
Figura 39 – Vista geral do ponto 13 ......................................................................................... 74 
Figura 40 – Vista geral do ponto 14 ......................................................................................... 75 
Figura 41 – Vista geral do ponto 15 ......................................................................................... 76 
Figura 42 – Mapa acústico para o horário de pico com dados de 𝐿𝐴𝑒𝑞 médio........................ 84 
Figura 43 – Mapa acústico para o horário de pico com dados de L10 médio .......................... 85 
Figura 44 – Mapa acústico para o horário de pico com dados de L90 médio .......................... 86 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
9 
 
 
LISTA DE GRÁFICOS 
Gráfico 1– Níveis de pressão sonora coletados no ponto 1 ...................................................... 62 
Gráfico 2 – Níveis de pressão sonora coletados no ponto 2 ..................................................... 63 
Gráfico 3– Níveis de pressão sonora coletados no ponto 3 ...................................................... 64 
Gráfico 4 – Níveis de pressão sonora coletados no ponto 4 ..................................................... 65 
Gráfico 5 – Níveis de pressão sonora coletados no ponto 5 ..................................................... 66 
Gráfico 6 – Níveis de pressão sonora coletados no ponto 6 ..................................................... 67 
Gráfico 7 – Níveis de pressão sonora coletados no ponto 7 ..................................................... 68 
Gráfico 8 – Níveis de pressão sonora coletados no ponto 8 ..................................................... 69 
Gráfico 9 – Níveis de pressão sonora coletados no ponto 9 ..................................................... 70 
Gráfico 10 – Níveis de pressão sonora coletados no ponto 10 ................................................. 71 
Gráfico 11 – Níveis de pressão sonora coletados no ponto 11 ................................................. 72 
Gráfico 12 – Níveis de pressão sonora coletados no ponto 12 ................................................. 73 
Gráfico 13 – Níveis de pressão sonora coletados no ponto 13 ................................................. 74 
Gráfico 14 – Níveis de pressão sonora coletados no ponto 14 ................................................. 75 
Gráfico 15 – Níveis de pressão sonora coletados no ponto 15 ................................................. 76 
Gráfico 16 – Níveis de pressão sonora médio após todas medições ........................................ 78 
Gráfico 17 – Relação nível de pressão sonora equivalente média x fluxo médio de veículos . 79 
Gráfico 18 – Coeficientes de determinação R² para as equações geradas em cada ponto ....... 82 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
10 
 
 
LISTA DE QUADROS 
Quadro 1 – Impactos do ruído sobre a saúde humana .............................................................. 38 
Quadro 2 – Pressões sonoras e níveis de pressão sonora com sensação subjetiva associada... 40 
Quadro 3 – Nível de critério de avaliação (NCA) para ambientes externos ............................ 44 
Quadro 4 – Limites municipais de ruído para a cidade de Caxias do Sul - RS ........................ 45 
Quadro 5 – Equações de regressão para estimar o nível de ruído no ponto 1 .......................... 62 
Quadro 6 – Equações de regressão para estimar o nível de ruído no ponto 2 .......................... 63 
Quadro 7 – Equações de regressão para estimar o nível de ruído no ponto 3 .......................... 64 
Quadro 8 – Equações de regressão para estimar o nível de ruído no ponto 4 .......................... 65 
Quadro 9 – Equações de regressão para estimar o nível de ruído no ponto 5 .......................... 66 
Quadro 10 – Equações de regressão para estimar o nível de ruído no ponto 6 ........................ 67 
Quadro 11 – Equações de regressão para estimar o nível de ruído no ponto 7 ........................ 68 
Quadro 12 – Equações de regressão para estimar o nível de ruído no ponto 8 ........................ 69 
Quadro 13 – Equações de regressão para estimar o nível de ruído no ponto 10 ...................... 71 
Quadro 14 – Equações de regressão para estimar o nível de ruído no ponto 11 ...................... 72 
Quadro 15 – Equações de regressão para estimar o nível de ruído no ponto 12 ...................... 73 
Quadro 16 – Equações de regressão para estimar o nível de ruído no ponto 13 ...................... 74 
Quadro 17 – Equações de regressão para estimar o nível de ruído no ponto 14 ...................... 75 
Quadro 18 – Equações de regressão para estimar o nível de ruído no ponto 15 ...................... 76 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
11 
 
 
LISTA DE TABELAS 
Tabela 1 – Parâmetros para medições em campo de diferentes metodologias ......................... 53 
Tabela 2 – Sequência de medição em campo adotada .............................................................. 57 
Tabela 3 – Volume de tráfego e níveis de pressão sonora no ponto 1 ..................................... 62 
Tabela 4 – Volume de tráfego e níveisde pressão sonora no ponto 2 ..................................... 63 
Tabela 5 – Volume de tráfego e níveis de pressão sonora no ponto 3 ..................................... 64 
Tabela 6 – Volume de tráfego e níveis de pressão sonora no ponto 4 ..................................... 65 
Tabela 7 – Volume de tráfego e níveis de pressão sonora no ponto 5 ..................................... 66 
Tabela 8 – Volume de tráfego e níveis de pressão sonora no ponto 6 ..................................... 67 
Tabela 9 – Volume de tráfego e níveis de pressão sonora no ponto 7 ..................................... 68 
Tabela 10 – Volume de tráfego e níveis de pressão sonora no ponto 8 ................................... 69 
Tabela 11 – Volume de tráfego e níveis de pressão sonora no ponto 9 ................................... 70 
Tabela 12 – Volume de tráfego e níveis de pressão sonora no ponto 10 ................................. 71 
Tabela 13 – Volume de tráfego e níveis de pressão sonora no ponto 11 ................................. 72 
Tabela 14 – Volume de tráfego e níveis de pressão sonora no ponto 12 ................................. 73 
Tabela 15 – Volume de tráfego e níveis de pressão sonora no ponto 13 ................................. 74 
Tabela 16 – Volume de tráfego e níveis de pressão sonora no ponto 14 ................................. 75 
Tabela 17 – Volume de tráfego e níveis de pressão sonora no ponto 15 ................................. 76 
Tabela 18 – Média dos níveis acústicos obtidos em campo ..................................................... 77 
Tabela 19 – Resultados de nível de pressão sonora equivalente (𝐿𝐴𝑒𝑞) ................................. 80 
Tabela 20 – Classificação dos resultados obtidos .................................................................... 80 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
12 
 
 
LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS 
ABNT Associação Brasileira de Normas Técnicas 
CONAMA Conselho Nacional de Meio Ambiente 
dB Decibel 
DENATRAN Departamento Nacional de Trânsito 
et al. e outros 
IBGE Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística 
ISO International Organization for Standardization – Organização 
Internacional para Padronização 
𝐿𝐴𝑒𝑞 Nível de Pressão Sonora Equivalente (ponderado na curva A) 
𝐿𝑒𝑞 Nível de Pressão Sonora Equivalente 
L10 Nível de Pressão Sonora obtido em 10 % do tempo de medição 
L90 Nível de Pressão Sonora obtido em 90 % do tempo de medição 
NBR Norma Técnica Brasileira 
NCA Nível de Critério de Avaliação 
ºC Grau Celsius 
Pa Pascal 
PNMA Política Nacional do Meio Ambiente 
SVVE Sistema de Vedação Vertical Externa 
UCS Universidade de Caxias do Sul 
WHO World Health Organization – Organização Mundial da Saúde 
 
 
 
 
 
 
 
13 
 
 
SUMÁRIO 
1 INTRODUÇÃO ..................................................................................................... 16 
1.1 JUSTIFICATIVA ............................................................................................... 17 
1.2 QUESTÃO DE PESQUISA ............................................................................... 17 
1.3 OBJETIVOS DO TRABALHO ......................................................................... 18 
1.3.1 Objetivo principal ............................................................................................. 18 
1.3.2 Objetivos secundários ....................................................................................... 18 
1.4 HIPÓTESE ......................................................................................................... 18 
1.5 PRESSUPOSTO ................................................................................................. 18 
1.6 DELIMITAÇÃO ................................................................................................. 19 
1.7 LIMITAÇÕES .................................................................................................... 19 
1.8 ESTRUTURA DO TRABALHO ....................................................................... 19 
2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA ........................................................................ 21 
2.1 SOM E ONDAS SONORAS .............................................................................. 21 
2.1.1 Intensidade, potência e pressão sonora ........................................................... 23 
2.2 RUÍDO ................................................................................................................ 25 
2.2.1 Classificação dos ruídos ................................................................................... 25 
2.3 CAMPO SONORO ............................................................................................. 26 
2.4 FONTES SONORAS .......................................................................................... 26 
2.5 PROPAGAÇÃO SONORA AO AR LIVRE ...................................................... 27 
2.5.1 Absorção, reflexão e transmissão sonora ........................................................ 28 
2.5.2 Difração sonora ................................................................................................. 29 
2.5.3 Efeito do ar ........................................................................................................ 30 
2.5.4 Efeito do solo ..................................................................................................... 30 
2.5.5 Efeito da vegetação ........................................................................................... 30 
2.5.6 Efeito da inclinação do terreno ........................................................................ 31 
2.5.7 Efeito da temperatura ...................................................................................... 31 
2.5.8 Efeito do vento ................................................................................................... 31 
2.5.9 Efeito de barreiras acústicas ............................................................................ 32 
2.6 RUÍDO URBANO .............................................................................................. 33 
2.6.1 Ruído de tráfego urbano .................................................................................. 34 
14 
 
 
2.6.2 Forma urbana e comportamento do som ....................................................... 35 
2.7 IMPACTOS DECORRENTES DO RUÍDO ...................................................... 36 
2.7.1 Impactos no homem .......................................................................................... 37 
2.7.2 Impactos na economia ...................................................................................... 38 
2.8 MEDIÇÃO DO RUÍDO URBANO ................................................................... 39 
2.8.1 Nível de pressão sonora .................................................................................... 39 
2.8.2 Nível de pressão sonora equivalente ............................................................... 40 
2.8.3 Níveis estatísticos .............................................................................................. 41 
2.8.4 Curvas de ponderação ...................................................................................... 41 
2.8.5 Medidor de nível sonoro ................................................................................... 42 
2.9 LEGISLAÇÕES E NORMAS ............................................................................ 43 
2.9.1 Cenário nacional ............................................................................................... 43 
2.9.2 Cenário municipal ............................................................................................ 45 
2.10 MAPEAMENTOACÚSTICO ........................................................................... 46 
2.10.1 Trabalhos realizados ...................................................................................... 49 
3 MATERIAIS E MÉTODOS ................................................................................. 52 
3.1 ÁREA DE ESTUDO .......................................................................................... 52 
3.2 METODOLOGIA DAS MEDIÇÕES EM CAMPO .......................................... 53 
3.2.1 Número de pontos, dias e horários de medição .............................................. 55 
3.2.2 Grandezas acústicas e de trágego coletadas ................................................... 57 
3.3 DESENVOLVIMENTO DE EQUAÇÕES DE RUÍDO .................................... 59 
3.4 DESENVOLVIMENTO DO MAPA ACÚSTICO ............................................ 59 
4 RESULTADOS E DISCUSSÕES ........................................................................ 61 
4.1 ANÁLISE GERAL ............................................................................................. 77 
4.2 ANÁLISE DAS EQUAÇÕES GERADAS ........................................................ 82 
4.3 MAPAS ACÚSTICOS ....................................................................................... 83 
4.4 SUGESTÕES PARA REDUZIR O RUÍDO NA ÁREA DE ESTUDO ............ 88 
5 CONCLUSÕES ...................................................................................................... 90 
5.1 SUGESTÕES PARA FUTUROS TRABALHOS .............................................. 92 
15 
 
 
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ............................................................................ 94 
APÊNDICE A .................................................................................................................. 104 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
16 
 
 
 
1 INTRODUÇÃO 
Segundo Sousa et al. (2010) desde o início da história, o desenvolvimento urbano 
esteve diretamente ligado à acústica, denominada por Bistafa (2011) como a ciência do som, 
englobando sua geração, propagação e efeitos. Este desenvolvimento urbano acelerado nas 
cidades, chamado de urbanização, fez com que surgissem diversos problemas decorrentes da 
falta de planejamento, podendo se destacar entre eles a poluição sonora (SOUZA, 2011). Para 
Brown (1987), a poluição sonora pode ser considerada como um problema de grande dimensão 
para os moradores de centros urbanos, e a menos que haja um controle desta, o número de 
prejudicados só tende a aumentar no futuro devido ao crescimento das cidades juntamente com 
o aumento da frota de veículos e consequente aumento do ruído de tráfego, apontado como 
principal causador de ruído urbano nas cidades (TSAI; LIN; CHEN, 2009; ZANNIN et al., 
2002). 
Arndt, Philips e Barbosa (2010) destacam o ruído urbano como caracterizador da 
poluição sonora nas cidades, sendo considerado um ruído um tanto complexo, por ser um 
somatório de diversos ruídos originários de fontes variadas. Para a Organização Mundial da 
Saúde (WHO, 2011), a poluição sonora está entre os três principais agentes de poluição 
ambiental que mais atingem a população juntamente com a poluição da água e do ar e a 
exposição do indíviduo a níveis elevados de poluição sonora podem provocar efeitos negativos 
relacionados à saúde, como estresse e insônia, ocasionando a perda auditiva em casos mais 
graves. Também são vistos impactos negativos na economia com o gasto em saúde e a 
desvalorização de imóveis provocada pelo excesso de ruído (GERGES, 2000; SANDBERG, 
2001; MOTA, 2006; BISTAFA, 2011). No entanto, devido aos efeitos ocasionados pelo 
excesso deste ruído dificilmente serem percebidos em um primeiro momento, os governantes 
priorizam outros interesses (SOARES, 2013). 
Desta forma, este trabalho buscou obter uma solução técnica e educativa com o intuito 
de aumentar o conhecimento acerca do ruído urbano e assim auxiliar tanto o poder público e os 
profissionais ligados a área (construtores, engenheiros civis, arquitetos e urbanistas, entre 
outros), como também a população em geral, com o fornecimento de dados atualizados dos 
níveis de ruído a partir da elaboração de um mapa acústico de uma área no centro de Caxias do 
Sul – RS. Segundo Pinto e Mardones (2009), o mapeamento acústico permite a fácil 
visualização dos pontos críticos possibilitando a adoção de ações e medidas necessárias para o 
17 
 
 
controle da poluição sonora e cumprimento das normas e leis vigentes de conforto acústico e 
ruído urbano. 
1.1 JUSTIFICATIVA 
A cidade de Caxias do Sul - RS possuia uma população aproximada de 436 mil 
habitantes no ano de 2010, tendo segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística 
(IBGE) uma estivatima de crescimento populacional de 10,02% até 2016, chegando a uma 
população estimada de 479 mil habitantes (IBGE, 2017). Junto a isso, observa-se também o 
expressivo aumento de 31,12% no número de veículos na cidade, passando dos quase 238 mil 
veículos em 2010 para mais de 311 mil veículos em abril de 2017, sendo este aumento superior 
ao de cidades maiores como Porto Alegre (22,94%) e São Paulo (23,32%) no mesmo período 
(DENATRAN, 2017). Este aumento da frota de veículos ocasiona a saturação das vias de 
circulação comprometendo o conforto acústico da cidade, visto que é o tráfego de veículos o 
maior emissor de ruído urbano (NUNES; DORNELLES; SOARES, 2000). 
De acordo com Bistafa (2011), o ruído está presente 24 horas por dia nas atividades 
humanas sendo apontado como um dos principais causadores da diminuição da qualidade de 
vida, principalmente nas grandes cidades, sendo que este problema não tende a desaparecer 
com o tempo. Assim sendo, a elaboração de um mapa acústico sobre o nível de pressão sonora 
atual para a região central, pode ser extremamente interessante, visto que os resultados gerados 
poderão contribuir tanto para que medidas de atenuação do ruído urbano sejam tomadas como 
também para auxíliar na escolha dos materiais para o desenvolvimento de empreendimentos 
com melhores desempenhos acústicos (ANDRADE, 2012; ANSAY, 2013; MARQUES, 2010). 
Considerando os problemas ocasionados pelo excesso de ruído, os benefícios da 
utilização de um mapa acústico para quantificar e ilustrar o problema crescente do ruído urbano, 
e pela ainda inexistência de um trabalho que contemple este assunto no município de Caxias do 
Sul – RS, esse estudo torna-se de extrema relevância para a cidade e, portanto, justifica-se. 
1.2 QUESTÃO DE PESQUISA 
A partir do que foi apresentado se formulou a questão central que norteou o trabalho: 
A quais níveis de ruído está exposta a população que utiliza ou reside na área central do 
município de Caxias do Sul - RS? 
18 
 
 
1.3 OBJETIVOS DO TRABALHO 
A seguir, são apresentados os objetivos que guiam este trabalho, divididos em objetivo 
principal e objetivos secundários. 
1.3.1 Objetivo principal 
O principal objetivo deste trabalho consiste em elaborar um mapa de ruído urbano de 
uma determinada área na região central do município de Caxias do Sul - RS. 
1.3.2 Objetivos secundários 
Como objetivos secundários deste trabalho têm-se: 
a) avaliar os níveis equivalentes de pressão sonora na área central do município; 
b) quantificar o tráfego veicular urbano e relacioná-lo com os níveis de pressão sonora 
com o objetivo de formular equações que estimem o ruído por meio do fluxo de 
tráfego; 
c) identificar as áreas da região central com níveis de ruído acima dos permitidos pela 
legislação municipal (Lei Complementar 376/2010) e pela normativa nacional(NBR 10151/2000); 
d) propor possíveis alternativas para auxilir na atenuação dos níveis de ruído nestas 
áreas; 
1.4 HIPÓTESE 
A hipótese deste trabalho é que a maior parte da área central do município de Caxias 
do Sul possui níveis de pressão sonora acima dos permitidos em normas e leis vigentes. 
1.5 PRESSUPOSTO 
Se pressupõe que tanto a metodologia quanto os equipamentos e materiais utilizados 
neste trabalho são suficientes para realizar o mapeamento acústico com certa precisão. 
19 
 
 
1.6 DELIMITAÇÃO 
O mapeamento acústico será realizado somente para uma área de aproximadamente 
quatrocentos mil metros quadrados (400.000 m²), previamente delimitada pelo autor, localizada 
no centro do município de Caxias do Sul no horário de pico do tráfego, considerado pelo autor 
como o intervalo compreendido entre as 17h e 18h30min. 
1.7 LIMITAÇÕES 
São consideradas limitações deste trabalho: 
a) a utilização do software ArcGIS para a montagem do mapa acústico 2D devido ao 
alto custo de aquisição de um software acústico, não considerando portanto a 
influência de fenômenos como reflexão, absorção, difração e transmissão sonora; 
b) a utilização de um medidor de nível sonoro não integrador, sendo necessário 
calcular o nível de pressão sonoa equivalente (𝐿𝐴𝑒𝑞) no software Excel; 
c) a utilização de somente um equipamento de medição, o que acarreta em um 
elevado tempo de coleta de dados para uma área considerada pequena; 
d) a coleta de dados de nível de pressão sonora em campo depende da situação 
climática favorável, isto é, para que possam ocorrer são necessários dias de sol e 
com vento fraco, de forma a não prejudicar os resultados, podendo aumentar assim 
o período de coleta. 
1.8 ESTRUTURA DO TRABALHO 
Este trabalho está dividido em 5 capítulos. O capítulo um trata da introdução ao tema 
abordado, onde são expostas as considerações iniciais, a justificativa para a existência deste 
trabalho, os objetivos, as limitações e outras informações relevantes para a realização deste. No 
segundo capítulo é apresentada a fundamentação teórica, tendo a finalidade de embasar todos 
conceitos utilizados neste presente estudo, englobando o conceito de som e ondas sonoras, a 
diferença entre som e ruído, a forma de propagação sonora ao ar livre e as influências do meio 
ambiente nesta propagação, a definição de ruído urbano e os impactos ocasionados por este, as 
legislações e normativas de ruído urbano vigentes a nível municipal e nacional, assim como a 
definição e importância da elaboração de mapas acústicos. No fim do capítulo ainda são 
descritos alguns trabalhos já realizados no Brasil e no exterior que possuiam objetivos 
20 
 
 
semelhantes ao deste. Já no capítulo três, tem-se a descrição da metodologia adotada e dos 
materiais utilizados para a realização do mapeamento acústico na área central do município de 
Caxias do Sul – RS, apresentando as etapas a serem seguidas para conclusão do mesmo. Os 
capítulos 4 e 5 apresentam os resultados obtidos, os mapas acústicos desenvolvidos, as 
discussões e análises pertinentes, além das conclusões e sugestões para futuros trabalhos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
21 
 
 
 
2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA 
2.1 SOM E ONDAS SONORAS 
Segundo Saliba (2000) qualquer vibração ou onda mecânica que pode ser escutada é 
denominada som. Ao ocorrer uma vibração, as moléculas existentes no meio, a exemplo do ar, 
sofrem compressões e rarefações, devido a variação de pressão produzida, dando origem assim 
a propagação de ondas sonoras que estimularão o aparelho auditivo (Figura 1). Esta propagação 
de energia mecânica ocorre em meios materiais (sólidos, líquidos ou gasosos) por meio de 
movimentos ondulatórios propagados em todas direções (CARVALHO, 2010). 
Para Bistafa (2011) o termo som possui uma conotação mais ampla, não se referindo 
somente ao fenômeno no ar responsável pela sensação de audição, como também por tudo 
aquilo que é governado por princípio físico semelhante. Para o mesmo autor, som é um 
movimento ondulatório mecânico, podendo ser definido como como uma variação da pressão 
ambiente detectável pelo sistema auditivo. 
Figura 1 – Representação do som: zonas de compressão e rarefação 
 
 Fonte: Adaptado de FQ.PT (2016). 
Fisicamente, uma onda é uma perturbação oscilante de alguma grandeza física no 
espaço e periódica no tempo (FERNANDES, 2002). Halliday et al. (2012) descreve que a 
palavra onda indica uma larga distribuição de energia que ocupa os espaços pelos quais ela 
passa, sendo as ondas sonoras, mencionadas em todo este trabalho, enquadradas como ondas 
mecânicas, necessitando de um meio físico para se propagar. Além disso, segundo os mesmos 
22 
 
 
autores, elas são classificadas como tridimensionais, visto que sua propagação ocorre em todas 
as direções. 
As ondas sonoras se propagam através do ar a uma velocidade de aproximadamente 
330 m/s quando a 0 ºC, porém esta velocidade depende das caraterísticas do meio, como a 
umidade, pressão atmosférica e temperatura, fazendo com que a velocidade aumente para 343 
m/s a 20 ºC por exemplo (CARVALHO, 2010). De acordo com Goelzer, Hansen e Sehrndt 
(2001), as ondas sonoras tem como propriedades os seguintes elementos: 
a) comprimento de onda (λ): descreve a distância percorrida pela onda para que um 
ciclo se complete na curva de variação da pressão sonora versus distância, podendo 
ser descrito conforme equação 1 (BISTAFA, 2011); 
 λ = 
𝐶
𝑓
 (1) 
Onde: 
λ: comprimento de onda (m); 
C: velocidade do som (Aproximadamente 340 m/s); 
f: frequência (Hz). 
b) amplitude (A): descreve a máxima pressão ou o módulo do deslocamento máximo 
sofrido pelos elementos a partir da posição de equilíbrio; 
c) período (T): descreve o intervalo de tempo, em segundos, decorrido para que um 
ciclo se complete na curva de variação da pressão com o tempo. Pode ser definido 
também como o inverso da frequência (HALLIDAY et al., 2012); 
d) frequência (f): descreve a quantidade de períodos (T) existententes em um 
segundo, isto é, o número de variações da pressão que ocorrem durante um 
segundo, expresso por ciclos por segundo ou Hertz, podendo ser obtido pela 
equação 2. 
 𝑓 =
1
𝑇
 (2) 
Onde: 
f: frequência (Hz); 
T: período (s). 
23 
 
 
Saliba (2000) destaca que a orelha humana pode detectar normalmente sons entre 20 
e 20.000Hz (Figura 2). As vibrações com frequência abaixo de 20 Hz são chamadas de 
infrassons e acima de 20.000 Hz, ultrassons, sendo que as frequências mais altas possuem um 
maior número de oscilações, correspondendo aos sons mais agudos, enquanto que as 
frequências mais baixas possuem menor número de oscilações, correspondendo aos sons mais 
graves (BISTAFA, 2011; MURGEL, 2007). 
Figura 2 – Faixa ou gama audível de frequências: infrassons, audível e ultrassons 
 
Fonte: Mateus (2008). 
2.1.1 Intensidade, potência e pressão sonora 
Para Fernandes (2002), intensidade se caracteriza como a quantidade de energia 
contida no movimento vibratório, estando diretamente ligada a maiores ou menores amplitudes 
da onda sonora. Segundo Carvalho (2010), é a quantidade de energia com que o som chega ao 
receptor e para Bistafa (2011) é definida como a quantidade média de energia, na unidade de 
tempo, que atravessa determinada área perpendicular a direção de propagação da onda,funcionando como um indicador da magnitude, direção e sentido de propagação da onda sonora. 
Como energia na unidade de tempo é definido por potência (watts), a unidade de intensidade 
sonora é o watt por metro quadrado (W/m²), podendo ser definida pela equação 3. 
 𝐼 = 
𝑃𝑒𝑓𝑖𝑐𝑎𝑧(𝑟)
2
𝜌𝑐
 (3) 
Onde: 
𝑃𝑒𝑓𝑖𝑐𝑎𝑧(𝑟)
2 : valor eficaz da pressão sonora à distância r da fonte sonora (Pa); 
ρc: impendância característica (rayls) ou (kg/m².s). 
24 
 
 
Potência sonora por sua vez, pode ser definida como a quantidade de energia 
transmitida por uma fonte sonora (VALLE, 2009). A potência sonora indica a capacidade de 
uma fonte sonora em gerar som, sendo uma característica intrínseca da fonte sonora. Como a 
unidade de intensidade sonora é potência por unidade de área, então para uma onda esférica, ao 
se multiplicar a intensidade sonora pela área da superfície esférica pulsante, se obtém a potência 
sonora transmitida, sendo esta descrita pela equação 4 (BISTAFA, 2011). 
 𝑊 = 𝐼 . 4𝜋𝑟2 (4) 
Onde: 
W: potência sonora (watts); 
I: intensidade sonora (W/m²); 
r: distância da fonte sonora (m). 
Pressão sonora, pode ser definida como uma grandeza física fortemente ligada com a 
sensação subjetiva de intensidade sonora, ou seja, o quão intenso é determinado som que 
escutamos. Sua relação com a intensidade e potência de um som é dada pela equação 5, que 
expõe que para uma fonte sonora qualquer que transmite uma potência sonora W, a intensidade 
da fonte sonora e o quadrado do valor eficaz da pressão sonora serão inversamente 
proporcionais ao quadrado da distância desta fonte. Dessa forma, quando a fonte transmitir uma 
potência sonora constante e a distância entre a fonte e o receptor dobrar, a mesma potência 
sonora irradiará por uma superfície esférica quatro vezes maior, logo, sua intensidade sonora 
será quatro vezes menor, enquanto o valor eficaz da pressão sonora será duas vezes menor 
(BISTAFA, 2011). 
 𝐼 = 
𝑊
4𝜋𝑟2
= 
𝑃𝑒𝑓𝑖𝑐𝑎𝑧(𝑟)
2
𝜌𝑐
 (5) 
Onde: 
I: intensidade sonora (W/m²); 
W: potência sonora (watts); 
r: distância da fonte sonora (m); 
𝑃𝑒𝑓𝑖𝑐𝑎𝑧(𝑟)
2 : valor eficaz da pressão sonora à distância r da fonte sonora (Pa); 
ρc: impendância característica (rayls) ou (kg/m².s). 
 
25 
 
 
2.2 RUÍDO 
Segundo a norma técnica NBR 12179 (ABNT, 1992), ruído pode ser definido como 
um estímulo indesejável e desagradável constituído por uma mistura de sons com frequências 
que não seguem padrões. Um ruído pode ser considerado um som, mas um som não é 
obrigatoriamente um ruído, sendo a definição de ruído associada a som desagradável e 
indesejável (GERGES, 2000). Bistafa (2011) relata que certos sons são agradáveis para algumas 
pessoas, porém quando são desagradáveis, perturbadores, incômodos e não condizem com os 
interesses da pessoa no momento, estes sons são chamados de ruído. 
Para Fernandes (2010), o ruído possui duas definições: uma subjetiva, que o 
caracteriza como uma sensação auditiva indesejável ou insalubre; e uma física, que o define 
como um fenômeno acústico não periódico com diversas frequências e amplitudes de forma 
não harmônica. De acordo com Grandjean (1998), determinados sons não prejudicam nem 
perturbam as pessoas, desde que elevados até um limite, porém quando este limite é 
ultrapassado, tornam-se perturbadores e incômodos, passando a ser definidos como ruído. 
2.2.1 Classificação dos ruídos 
De acordo com a norma ISO 2204 (ISO, 1979), os ruídos podem ser classificados como 
contínuos (Figura 3.a), com flutuações de nível de pressão acústica desprezíveis dentro do 
período de observação e não contínuos, onde o nível de pressão acústica muda 
significativamente durante o período de observação. Os ruídos não contínuos ainda podem ser 
separados em flutuantes (Figura 3.b), onde o nível de pressão acústica apresenta variações num 
grau considerável, intermitentes (Figura 3.c), onde o nível cai bruscamente ao nível do 
ambiente, impulsivos ou de impacto (Figura 3.d), onde existem explosões de energia acústica 
com duração menor que 1 segundo e impulsivo quase contínuo (Figura 3.e), onde ocorre uma 
série de explosões de energia acústica com amplitudes energéticas comparáveis, sendo que os 
intervalos entre estas explosões são inferiores a 0,2 segundos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
26 
 
 
Figura 3 – Classificação dos ruídos 
 
Fonte: Adaptado de Mateus (2008). 
2.3 CAMPO SONORO 
Campo sonoro é definido como o meio pelo qual os sons são transmitidos, isto é, a 
região onde ocorre a propagação da onda sonora, e podem ser divididos como (GOELZER; 
HANSEN; SEHRNDT, 2001): 
a) campo livre ou direto: região onde o som consegue se propagar livremente sem 
nenhum obstáculo, não sofrendo reflexões nem interferências; 
b) campo próximo: região próxima a fonte sonora onde tanto a pressão sonora, como 
a velocidade das partículas do som estão defasadas, sendo limitado a maior 
distância entre o comprimento de onda ou três vezes a maior dimensão da fonte 
sonora; 
c) campo distante: inicia a partir do campo próximo e segue até o infinito. Na 
passagem de um campo para outro ocorre uma transição gradual das características 
de ambos os campos, reduzindo 6 dB no nível de pressão sonora no caso de fontes 
esféricas e 3 dB em fontes lineares; 
d) campo reverberante: região onde o som transmitido pela fonte sonora sofre pelo 
menos uma reflexão em qualquer superfície num ambiente fechado. 
2.4 FONTES SONORAS 
Uma fonte sonora é definida como um corpo, um objeto ou um sistema do qual se 
origina um som, e podem ser classificadas como pontuais, lineares ou planas (BISTAFA, 2011; 
GERGES, 2000; HASSAL; ZAVERI, 1979). Gerges (2000) descreve que o som nasce por meio 
27 
 
 
de vibrações, portanto, uma fonte sonora pode ser representada como qualquer superfície 
vibrante. 
De acordo com Bistafa (2011), fontes pontuais são geradoras de ondas esféricas que 
possuem intensidade sonora igual em todas direções propagadas (Figura 4.a), tendo sua pressão 
sonora diminuída pela metade quando a distância da fonte é dobrada, resultando em uma 
diminuição de 6 dB no nível de pressão sonora para cada duplicação de distância, enquanto que 
as fontes lineares por sua vez geram ondas cilíndricas (Figura 4.b) e diferentemente das fontes 
pontuais, o nível de pressão sonora decai 3 dB ao duplicar a distância da fonte. 
Figura 4 – Exemplo de fontes sonoras: (a) pontual e (b) linear 
 
 
(a) 
 
 
 
(b) 
 Fonte: Merchán (2014). 
As fontes planas podem ser consideradas casos especias, onde o nível de pressão 
sonora não decai com o aumento da distância da fonte e podem ocorrer por exemplo quando 
um alto-falante irradia o som dentro de um tubo metálico de parede expessa tendo o 
comprimento de onda do som irradiado muito maior que o diâmetro do tubo, de forma que o 
nível de pressão sonora seja constante e uniforme em qualquer seção transversal (BISTAFA, 
2011). 
2.5 PROPAGAÇÃO SONORA AO AR LIVRE 
Gerges (2000) cita que o som se propaga a partir de uma fonte sonora, sendo que este 
som necessita de um meio elástico para que a propagação ocorra, a exemplo do ar, da água, do 
concreto ou de qualquer outro meio capaz de se deformar com a passagem das ondas sonoras e 
se restaurar a seu formato original logo após sua passagem. Esta propagação,está sujeita a 
28 
 
 
perdas de intensidade a medida que o som se propaga, ocasionadas tanto pela própria atenuação 
do ar, como também por atenuações diversas, tais como: existência de um obstáculo na 
trajetória de propagação, velocidade do vento, gradientes de temperatura, presença de vegetação 
e tipo de solo. Outros fenômenos como reflexão, absorção, difração e transmissão sonora 
também podem ocorrer quando a onda sonora se depara com uma superfície, conforme 
apresentado na Figura 5. Alguns destes fatores além de exercerem papel atenuante, podem 
funcionar como amplificantes, de acordo com as características físicas dos mesmos (BISTAFA, 
2011; GERGES, 2000). 
Figura 5 – Esquema dos mecanismos de atenuação/amplificação sonora ao ar livre 
 
 Fonte: Adaptado de Zaganelli (2014). 
Para um melhor entendimento, nas seções seguintes serão discutidos estes meios de 
atenuação e amplificação da propagação sonora ao ar livre, juntamente com o modo como 
atuam sobre a mesma. 
2.5.1 Absorção, reflexão e transmissão sonora 
Quando uma onda sonora incide sobre um obstáculo, parte da energia sonora incidente 
é absorvida pelo material e parte é refletida de volta ao meio. Ainda em alguns casos, 
dependendo do material e espessura deste obstáculo, parte da energia é transmitida para o outro 
lado da superfície, conforme Figura 6 (BISTAFA, 2011). A absorção acontece quando as ondas 
sonoras colidem com uma superfície qualquer, tendo uma parcela da energia sonora absorvida 
em virtude do atrito e da viscosidade do material, transformando a energia sonora em energia 
térmica (BISTAFA, 2011; LONG, 2006). A reflexão sonora por sua vez, ocorre no momento 
29 
 
 
em que a energia originária das ondas, incide sob certa superfície e retorna ao meio de origem 
de forma total ou parcial (HASSAL; ZAVERI, 1979). Segundo Calixto (2013), quanto mais 
lisa a superfície e mais rígido e denso for o obstáculo ou barreira, maior será a fração de onda 
sonora refletida, sendo esta reflexão “devolvida” ao ambiente com um ângulo igual ao de 
incidência (VALLE, 2009). Já a transmissão sonora ocorre quando parte da energia do som 
atravessa o obstáculo, uma parede sem aberturas por exemplo, e surge do outro lado da mesma 
(LONG, 2006). Fernandes (2013) explica que quando ondas sonoras atingem uma parede, a 
mesma vibra e passa a funcionar como uma nova fonte, transmitindo o som, porém com menor 
intensidade. 
Figura 6 – Fenômenos de absorção, reflexão e transmissão sonora 
 
Fonte: Portalacustica (2016). 
2.5.2 Difração sonora 
Niemeyer e Slama (1998) citam que a difração ocorre quando a energia das ondas 
sonoras “contornam” o obstáculo ou passam por ele através de frestas e pequenos vãos. Da 
mesma forma, Gerges (2000) afirma que a difração é a propriedade de contornar obstáculos. 
Enquanto a absorção, reflexão e transmissão sonora dependem do tipo de material que 
compõem a superfície do obstáculo, a difração sonora depende da geometria deste (NETO, 
2002). 
30 
 
 
2.5.3 Efeito do ar 
O processo de atenuação sonora devido ao efeito do ar é dependente da temperatura, 
da umidade e da pressão do ar, no entanto o valor atenuado é pequeno se comparado com outros 
mecanismos de atenuação (SANTOS, 2004). Segundo Bistafa (2011), a atenuação ocasionada 
pela absorção do ar ocorre por meio de dois processos: o macroscópico e o microscópico. No 
primeiro, chamado de processo clássico, ocorre a extração de energia das ondas sonoras através 
da combinação de efeitos de condução de calor e de atrito viscoso entre as partículas do ar. No 
segundo processo, o microscópico, a absorção ocorre em função do relaxamento térmico 
molecular. Neste processo, é importante destacar a umidade relativa do ar, que auxilia na 
absorção sonora por meio das partículas de água presentes no meio. Através destas partículas 
ocorre uma diminuição entre as colisões moleculares, reduzindo desta forma, a transferência de 
energia vibratória. 
2.5.4 Efeito do solo 
O solo é um elemento que por vezes possui características atenuantes e por vezes 
características amplificantes, sendo esta definição função da “dureza” do mesmo. 
Normalmente, solos considerados “duros”, como o asfalto por exemplo, funcionam como 
amplificadores, enquanto solos ditos “macios”, como terrenos com grama ou solos não 
compactados, funcionam como atenuadores do nível sonoro (BISTAFA, 2011). 
2.5.5 Efeito da vegetação 
Segundo Gerges (2000), a vegetação fornece baixíssima atenuação de ruído, porém a 
mesma pode exercer papel de isolante visual, apresentando desta forma efeitos psicológicos 
favoráveis aos receptores. De acordo com Irvine e Richards1 (1998, apud GUEDES, 2005), 
tanto árvores quanto arbustos não apresentam efeito significativo na atenuação do som, sendo 
necessário uma faixa de 30 metros de vegetação densa para reduzir 3dB (A). 
 
1 IRVINE, Leland K.; RICHARDS, Roy L. Acoustics and noise control handbook for architects and builders. 
Malabar FL,, USA: Krieger Publishing Company, 1998. 
31 
 
 
2.5.6 Efeito da inclinação do terreno 
Em um ambiente externo, assim como o tipo de pavimento usado e a vegetação 
presente, a inclinação do terreno pode influenciar na propagação de sons (GERGES, 2000). 
Para Nunes (1999) e Bezerra (2014) os trechos com mais ruído são os trechos com terreno 
inclinado, pois segundo as autoras para que a velocidade de um automóvel seja mantida em 
aclives, é necessário diminuir marchas para que a rotação do motor e sua potência aumente, 
emitindo assim um maior nível de pressão sonora. 
2.5.7 Efeito da temperatura 
A velocidade do som é proporcional a temperatura, isto é, quanto maior a temperatura, 
maior a velocidade do som e, portanto, mais longe o som pode ser propagado. Dessa forma, o 
efeito da temperatura na propagação sonora é influenciado por gradientes de temperatura 
conforme apresentado na Figura 7. No momento em que não ocorre variação de temperatura, o 
gradiente é zero, logo, a frente de onda sonora será ortogonal ao nível do solo e o raio sonoro 
paralelo (Figura 7.a). Quando este gradiente de temperatura é positivo, isto é, quando a 
temperatura aumenta conforme a altitude, a frente de onda sonora é inclinada para o solo e o 
raio sonoro começa a incidir sobre ele (Figura 7.b). Por outro lado, quando o gradiente é 
negativo, isto é, quando a temperatura diminui conforme a altitude, a frente de onda se inclina 
para cima afastando o raio sonoro do solo (Figura 7.c) (BISTAFA, 2011). 
Figura 7 – Efeito dos gradientes de temperatura na propagação de raios sonoros 
 
Fonte: Bistafa (2011). 
2.5.8 Efeito do vento 
A velocidade do vento aumenta conforme a altitude aumenta, visto que camadas de ar 
próximas ao solo possuem a tendência a frear por atrito. As ondas sonoras que se encontram a 
favor do vento (sotavento) são refratadas na direção do solo sem alterar o seu nível sonoro, 
assim como ocorre com o gradiente de tempeatura. No entanto, quando a propagação sonora se 
32 
 
 
dá em sentido contrário ao movimento do vento (barlavento), as ondas se refratam para cima, 
gerando uma zona de sombra acústica, conforme apresentado na Figura 8 (BISTAFA, 2011; 
GERGES, 2000). O efeito do vento na propagação sonora é influenciado também pela 
densidade de edificações presentes na área analisada. Caso a densidade de edificações seja 
grande, a influência do vento será pequena, visto que estas irão dissipar a velocidade do vento 
de forma a evitar ações consideráveis no nível do solo, onde geralmente são realizadas as 
medições (TANAKA; SHIRAISHI, 2008). 
Figura 8 – Efeito do vento na propagação de raios sonoros 
 
Fonte: Lawrence2(1989, apud BISTAFA, 2011). 
2.5.9 Efeito de barreiras acústicas 
Bistafa (2011), define barreiras acústicas como qualquer estrutura ou obstáculo que 
impeça a visão da fonte pelo receptor, até mesmo o próprio solo, caso este estiver elevado e 
interferindo com a a linha de visão. Conforme Gerges (2000), as barreiras acústicas podem ser 
utilizadas como forma de atenuação de diversas fontes geradoras de ruídos, como o fluxo de 
veículos por exemplo. No caso de longas barreiras, as ondas sonoras que alcançam o topo desta 
são curvados por difração para baixo, gerando assim uma zona de sombra acústica atrás desta 
como mostrado na Figura 9 (BISTAFA, 2011). 
 
 
 
 
2 LAWRENCE, A. Acoustics of the built environment. Elsevier Applied Science, Londres, 1989. 
33 
 
 
Figura 9 – Zona de sombra acústica 
 
Fonte: Adaptado de Gerges (2000). 
No entanto, barreiras acústicas não são eficientes em trechos que atravessam centros 
urbanos devido a sua inviabilidade de construção, pois a mesma necessitaria possuir grandes 
dimensões para impedir a propagação sonora a edificações de grande porte (CALLAI, 2008). 
Além disso, Marques (2010) relata que barreiras acústicas altas podem criar sombras 
indesejáveis, bloquear vistas panorâmicas e/ou impedir correntes de ar natural. 
2.6 RUÍDO URBANO 
O ruído urbano, também denominado ruído ambiental ou ruído em comunidade, pode 
ser definido como o ruído emitido por diferentes fontes sonoras (RIBAS, 2007). Arruda et al.3 
(2000, apud SANTOS, 2004) descrevem ruído urbano como o conjunto de ruídos provenientes 
de atividades urbanas, sendo caracterizado por possuir fontes sonoras múltiplas, como 
automóveis, aviões, trens, obras, entre outras. Bistafa (2011) relata que a qualidade de vida, 
principlamente dos moradores de grandes cidades, está sendo deteriorada por meio do excesso 
de poluição sonora. Conforme Marques (2010), a poluição sonora ocorre por meio do ruído, 
tido como uma das principais formas de agressão ao homem. De acordo com Moraes et al. 
(2003) estudos sobre o ruído urbano contribuem definitivamente para o controle e mitigação da 
poluição sonora em grandes cidades. 
Segundo Ansay (2013) o ruído gerado pelo tráfego é a principal fonte geradora de 
ruído urbano, tendo a construção civil, os trabalhos de escavações e os trabalhos em estradas 
como outros grandes geradores de ruído. De acordo com López (1998), 81% da população de 
Madrid, na Espanha, considerou o ruído urbano como temerário para a qualidade de vida, sendo 
 
3 ARRUDA, F. R.; COELHO, J. L. B.; SLAMA, J. G. Aspectos do controle de ruído urbano na cidade do Rio de 
Janeiro. In: XIX Meeting of the Brazilian Society of Acoustics. 2000. p. 19. 
34 
 
 
que para 32% o ruído de tráfego é a principal fonte prejudicial. Em Valência, também na 
Espanha, 80% das pessoas consideraram o ruído de tráfego como o ruído mais incômodo. 
(DIAZ et al., 1998). Em pesquisa semelhante, realizada na Suécia e na Noruega, a principal 
fonte de ruído urbano segundo a população é o ruído gerado pelo tráfego (AMUNDSEN e 
KLÆBOE, 2005). No Brasil, Zannin et al. (2002) realizaram a pesquisa na cidade de Curitiba, 
no Paraná, e constataram que para 73% da população, o tráfego de veículos é a fonte de ruído 
ambiental que mais incomoda. 
2.6.1 Ruído de tráfego urbano 
Conforme a norma técnica NBR 16313 (ABNT, 2014), o ruído de tráfego urbano é 
resultante do tráfego de veículos (leves e pesados), em vias públicas urbanas em uma dada 
situação. Fiedler (2013) aponta o ruído de tráfego como uma parcela do ruído ambiental total, 
sendo resultado do somatório dos sons gerados por automóveis, ônibus, caminhões e 
motocicletas. Para Nunes (1999), cada veículo emite ruídos conforme a velocidade, as 
condições de pilotagem do motorista e a qualidade tanto do veículo, como do pavimento, sendo 
que a presença de cruzamentos ou semáforos podem auxiliar no aumento do ruído devido a 
mudanças da rotação do motor para virar uma esquina ou pelo som de buzinas, geralmente 
ocasionadas pela impaciência e pressa do motorista em semáforos. Segundo Tsunokawa e 
Hoban (1997), o ruído de tráfego é altamente variável, podendo ser influenciados por quatro 
fatores: 
a) veículos: O ruído do veículo dependerá do tipo de veículo, da potência do motor, 
do sistema de freios, do tipo de suspensão e das condições de manutenção do 
veículo. Em geral, veículos leves, como automóveis emitem menos ruído do que 
veículos pesados, como ônibus ou caminhões, pois normalmente estes últimos 
possuem mais rodas em contato com a via, conforme ilustrado na Figura 10; 
Figura 10 – Equivalência acústica entre veículo pesado e veículos leves 
 
 Fonte: Tsunokawa e Hoban (1997). 
35 
 
 
b) tipo e condições de pavimentação: O ruído de tráfego depende basicamente do 
atrito entre os pneus e o pavimento, do tipo de pavimento utilizado e das condições 
de manutenção deste. Estradas quando bem conservadas produzem menos ruído 
do que estradas danificadas, rachadas ou com superfícies remendadas. Carvalho e 
Rocha (2008) comentam que pavimentos com incorporação de borrachas podem 
atuar tanto na redução do ruído de tráfego, como na melhor absorção das ondas 
refletidas diminuindo assim o ruído ambiental. De acordo com Nunes (1999) foram 
encontradas diferenças de até 11 dB (A) entre pavimentos de asfalto liso e de 
concreto fresado; 
c) comportamento dos motoristas: Os condutores contribuem para o ruído de tráfego 
através do uso de buzinas, através de frenagens bruscas ou acelerações com motor 
em alta rotação. De acordo com Arruda et al.4 (2000, apud MARQUES, 2010), o 
ruído que predomina nas médias e altas velocidades é o do atrito entre os pneus e 
a estrada e nas baixas velocidades, o emitido pelo motor e pelo escapamento; 
d) operações de construção ou manutenção da via: A construção ou manutenção de 
vias e estradas requerem o uso de maquinários e equipamentos que produzem 
ruídos elevados, além de também ocasionarem uma redução na velocidade dos 
veículos durante a operação, gerando por vezes, congestionamento; 
2.6.2 Forma urbana e comportamento do som 
Cortês5 (2013, apud FERNANDES, 2013), destaca que além do ruído de tráfego, a 
forma urbana, caracterizada por fatores como: densidade construtiva, altura e alinhamento das 
edificações, topografia, tipo de revestimento das fachadas e superfícies refletoras podem 
influenciar diretamente no nível de ruído ambiental. Para Moraes et al. (2003), a forma urbana 
de grandes centros, caracterizada pelo número excessivo de serviços e comércios nas áreas 
centrais, não suporta a demanda dos veículos, aumentando assim a poluição sonora ambiente. 
Segundo Bistafa (2011), o processo de verticalização das cidades forma os chamados cânions 
urbanos, propiciando a formação de um campo reverberante, onde as inúmeras reflexões de 
 
4 ARRUDA, F. R; COELHO, J. L. B.; TENENBAUM, R. A.; SLAMA J. G. Aspectos do controle de ruído na 
cidade do Rio de Janeiro. In: XIX Encontro da Sociedade Brasiletira de Acústica – SOBRAC. Anais... Belo 
Horizonte - MG, 2000, p.410-415. 
5 CORTÊS, M. M. Morfologia e Qualidade Acústica do Ambiente Construído: Estudo de caso em Petrópolis, 
Natal/RN. Dissertação (Mestrado em Ciências em Arquitetura) - PROARQ/FAU, UFRJ - Universidade Federal 
do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro - RJ, 2013. 
36 
 
 
ondas sonoras geradas pelo tráfego não conseguem se dissipar tão facilmente ocasionando a 
amplificação do ruído. Para Valle (2009), a reverberação ocorre quando há múltiplas reflexões 
de ondas sonoras em intervalos curtosde tempo em todas as direções de um ambiente 
semifechado ou fechado. 
De acordo com Niemeyer e Slama (1998), os ambientes acústicos podem ser separados 
em dois tipos: os espaços abertos e os espaços fechados. O primeiro se caracteriza por propagar 
os ruídos em um campo sonoro direto ou livre, sem obstáculos de modo que a intensidade do 
som emitido diminua conforme a distância entre a fonte sonora e o receptor (Figura 11.a). Nos 
espaços fechados, o nível sonoro recebido não depende somente da distância da fonte, mas 
também da reflexão das ondas que formarão um campo sonoro reverberante (Figura 11.b). A 
atenuação do ruído nesses casos ocorre pela perda de energia da onda sonora a cada reflexão, 
ou quando a onda sonora consegue encontrar um ângulo de fuga. Para uma mesma fonte sonora 
a uma mesma distância, o nível sonoro em um espaço fechado será maior do que em um espaço 
aberto, por somar o som direto e as múltiplas reflexões. 
Figura 11 – Espaços acústicos: (a) aberto e (b) fechado 
 
Fonte: Niemeyer e Slama (1998). 
2.7 IMPACTOS DECORRENTES DO RUÍDO 
No ambiente urbano, o ser humano está sujeito normalmente a uma ampla escala de 
níveis de pressão sonora, que variam desde o limiar da audição, 0 dB correspondente a uma 
pressão de 0,0002 Pa, até o limiar da dor entre 120 dB (A) e 140 dB (A), cuja pressão é 200 Pa 
aproximadamente. Os impactos da variação destes quando não controlados prejudicam não só 
o homem, com possíveis perdas auditivas, como também a economia (GERGES, 2000; 
CALLAI, 2008; BISTAFA, 2011; OLIVEIRA FILHO, 2014; STRIEDER, 2014). 
37 
 
 
2.7.1 Impactos no homem 
De acordo com Goelzer, Hansen e Sehrndt (2001) o impacto do ruído no ser humano 
não depende somente das características físicas do som, mas também da resposta que o 
organismo humano dará para este estímulo sonoro. Conforme Bistafa (2011), o som gerado é 
propagado pelo ar até a orelha externa onde fará o tímpano e os ossículos da orelha média 
vibrarem de forma que o som chegue na cóclea localizada na orelha interna para ser codificado 
e trasmitido ao cérebro por meio de fibras nervosas assim como indicado na Figura 12. 
Figura 12 – Processamento do som nos seres humanos 
 
 Fonte: Adaptado de Bistafa (2011). 
A resposta do organismo de uma pessoa a este estímulo é dependente de diversos 
fatores como: intensidade sonora (maior intensidade, maior o dano), faixa de frequência (maior 
a frequência, maior o dano), período de exposição (maior o período, maior o dano), 
continuidade ou intermitência do ruído além de características individuais da pessoa exposta 
como idade e condições de saúde (MOTA, 2006). Segundo Carmo (1999), o ruído pode afetar 
o homem tanto prejudicando o sistema auditivo como comprometendo atividades físicas, 
psíquicas ou fisiológicas, podendo desta forma se separar os efeitos do ruído em efeitos 
auditivos e efeitos não auditivos. 
Entre os efeitos auditivos pode-se citar a perda de audição induzida por ruído (PAIR), 
podendo esta perda ser temporária ou permanente. Na perda temporária, a lesão no ouvido é 
pequena e a recuperação da audição normal é possível, porém, na perda permanente a lesão é 
irreversível. Estas lesões podem ocorrer tanto com a exposição continuada a níveis elevados de 
pressão sonora, como também em eventos que produzem um ruído intenso, como o disparo de 
uma arma de fogo. A sensação de zumbido é um dos indicativos que já ocorreu a perda de 
audição permanente de forma parcial (BERISTÁIN, 1998; BISTAFA, 2011; GERGES, 2000; 
LONG, 2006; MOTA, 2006; NUDELMANN, 1997, WHO, 2011). 
38 
 
 
Em relação aos efeitos não auditivos ocasionados pela exposição a elavados níveis de 
ruído, é comumente citado na literatura o surgimento de danos e sintomas como: nervosismo, 
ansiedade, estresse, irritação, dificuldade de repouso, distúrbios do sono, vertigens, cefaléia, 
fadiga, aumento da frequência respiratória, aumento dos batimentos cardíacos, hipertensão, 
redução da concentração e redução da criatividade (BERISTÁIN, 1998; GERGES, 2000; 
SALIBA, 2000; BISTAFA, 2011; WHO, 2011). O Quadro 1, relaciona o nível de pressão 
sonora com os impactos negativos sobre saúde humana ocasionados por este. 
Quadro 1 – Impactos do ruído sobre a saúde humana 
Nível de Pressão 
Sonora [dB] 
Impacto Negativo sobre a Saúde 
Até 50 Confortável – Pode até incomodar, mas o organismo se adapta 
50 – 55 Início de estresse, desconforto, aborrecimento, problemas no sono 
55 – 65 Diminuição da concentração e prejuízo na produtividade 
65 – 70 Diminuição da resistência imunológica, interferência na comunicação 
70 – 100 
Efeitos sobre a saúde mental, aumenta o risco de infarto, derrame cerebral, 
hipertensão e outras doenças graves, ocorre prejuízo auditivo 
Acima de 100 Pode haver perda de audição permanente 
Fonte: Elaborado pelo autor (2017), a partir de Berglund, Lindvall e Scwhela (1999), Manzana6 (1998, apud 
SOUZA, 2012) e WHO (2011). 
2.7.2 Impactos na economia 
De acordo com Berglund, Lindvall e Schwela (1999), a presença excessiva de ruído 
causa perdas em diversas escalas econômicas, desde custos com medidas para controlar e 
diminuir o ruído, passando por gastos na saúde em virtude de problemas decorrentes do mesmo, 
até a desvalorização dos imóveis. De acordo com Sandberg (2001), o impacto econômico mais 
perceptível é a desvalorização imobiliária que acarreta perdas altíssimas como a que foi 
constatata na Suécia, de aproximadamente 330 milhões de dólares anuais ligados somente a 
desvalorização de imóveis devido a poluição sonora. Em pesquisa realizada no Rio de 
Janeiro/RJ foi constatado que o custo da poluição sonora é elevado no mercado imobiliário, 
chegando a desvalorizar em até 30% os imóveis (O GLOBO, 2012). 
Segundo Lake et al. (1998) em análise feita na cidade de Glasgow, Escócia, se 
verificou uma desvalorização aproximada de 1,07% sobre o valor do imóvel para cada 1 dB 
(A) de ruído acima do permitido em lei. Em Seoul, Coréia do Sul, esta desvalorização pode 
 
6 MANZANA, A. C. El Ruído em la Ciudad, Gestión e Control. Sociedad Espanõla de Acustica, 1998. 
 
39 
 
 
chegar a 1,3% para cada 1 % de aumento de ruído de tráfego, enquanto na Polônia e na Suécia 
as desvalorizações podem chegar a 2,9% e 3% respectivamente por acréscimo de dB (A) na 
poluição sonora (KIM; PARK; KWEON, 2007; LOWICKI e PIOTROWSKA, 2015; 
WILHELMSSON, 2000). 
2.8 MEDIÇÃO DO RUÍDO URBANO 
A principal questão em torno da medição do ruído urbano é a obtenção de resultados 
efetivos e de fácil entendimento para que assim seja possível qualificá-lo, no entanto, esta tarefa 
é dificultada pelo fato deste ruído ser um somatório de várias fontes sonoras. Deste modo, o 
uso de equipamentos e escalas de medição que facilitem tal processo é indicado (ANSAY, 
2013). 
2.8.1 Nível de pressão sonora 
Segundo Bistafa (2011), o nível de pressão sonora é a melhor medida física para 
caracterizar a sensação subjetiva da intensidade dos sons por parte do ser humano, sendo sempre 
calculado através do valor eficaz da pressão sonora. Gerges (2000) descreve que o nível de 
pressão sonora é medido em decibel (dB) e se refere à relação logarítmica do quadrado da 
pressão sonora medida com o quadrado da pressão sonora de referência. De acordo com a norma 
técnica NBR 10152 (ABNT, 2017), o nível de pressão sonora (Lp), pode ser definido pela 
equação 6: 
 𝐿𝑝 = 10𝑙𝑜𝑔10 (
𝑃
𝑃0
)
2
 (6) 
Onde: 
Lp: nível de pressão sonora (dB); 
P: valor eficaz da pressão sonora de uma determinada fonte (Pa); 
P0: pressão sonorade referência (20μPa), correspondente ao limiar da audição na 
frequência de 1KHz. 
Ainda de acordo com Bistafa (2011), a escala decibel utilizada no nível de pressão 
sonora, permite comprimir milhões de unidades da escala linear de pressão (de 0,00002 Pa, 
limiar da audição, a 200 Pa, com perigo de ruptura do tímpano) para apenas 140 unidades na 
escala logarítmica de decibel, conforme é apresentado no Quadro 2. 
40 
 
 
Quadro 2 – Pressões sonoras e níveis de pressão sonora com sensação subjetiva associada 
Sensação 
Subjetiva 
Descrição 
Pressão 
Sonora (Pa) 
Nível de Pressão 
Sonora (dB) 
Estrondoso 
Possível ruptura do tímpano - Avião a jato a 
1 m 
200 140 
Limiar da dor - Avião a jato a 5 m 63 130 
Muito 
barulhento 
Limiar do desconforto – Broca pneumática 20 120 
Metrô 6,3 110 
Indústria barulhenta 2 100 
Barulhento 
Rua barulhenta 0,63 90 
Aspirador de pó 0,2 80 
Moderado 
Rua de barulho médio 0,063 70 
Rádio com volume médio 0,02 6 
Tranquilo 
Restaurante tranquilo 0,006 50 
Sala de aula (ideal) 0,002 40 
Silencioso 
Teatro vazio 0,0006 30 
Movimento de folhagem 0,0002 20 
Muito 
silencioso 
Respiração normal 0,00006 10 
Limiar da audição – Laboratório 0,00002 0 
Fonte: Bistafa (2011). 
2.8.2 Nível de pressão sonora equivalente 
O nível de pressão sonora equivalente (𝐿𝑒𝑞) pode ser definido como um nível médio 
contínuo (Figura 13), que equivale em termos de energia sonora, aos mesmos níveis variáveis 
de ruído obtidos ao longo da medição (BISTAFA, 2011). Para Fernandes (2013) o nível 
equivalente auxilia na representação do possível dano auditivo que ruídos variáveis causariam 
no mesmo intervalo de tempo. Conforme a norma técnica NBR 10151 (ABNT, 2000), o nível 
de pressão sonora equivalente pode ser obtido através da equação 7 nos casos em que o medidor 
de nível de pressão sonora não dispor desta função automaticamente. 
 
 
 
41 
 
 
Figura 13 – Nível de pressão sonora equivalente (𝐿𝑒𝑞) 
 
Fonte: Fernandes (2002). 
 𝐿𝐴𝑒𝑞 = 10𝑙𝑜𝑔
1
𝑛
∑ 10
𝐿𝑖
10𝑛𝑖=1 (7) 
Onde: 
𝐿𝐴𝑒𝑞: nível de pressão sonora equivalente ponderado na curva A; 
Li: nível de pressão sonora em dB (A), lido em resposta rápida (fast); 
n: número total de leituras. 
2.8.3 Níveis estatísticos 
Gerges (2000) cita que os níveis estatísticos conseguem descrever a real situação do 
ambiente acústico em termos de probabilidade com que determinados níveis de pressão sonora 
podem ser superados. Segundo Nagem (2004) em determinados estudos de ruído ambiental, 
pode ser interessante o uso de descritores acústicos estatísticos, tais como o L90, L50, L10 e 
L5 para descrever uma situação sonora. Estes níveis representam o nível de pressão sonora que 
foi excedida em uma determinada porcentagem (N%) durante o intervalo de tempo analisado. 
Como exemplo pode se citar o L90, nível que foi excedido em 90% do tempo de medição. 
Ainda de acordo com Gerges (2000), o nível L10 é o mais utilizado para estudos de ruído 
ambiental pois normalmente caracteriza o ruído de trânsito e segundo Alvares e Pimentel-Souza 
(1992) quando os níveis L10 e L90 estão próximos, ocorre uma menor percepção ao ruído e um 
menor incômodo a população que de “adapta” mais facilmente devido ao fluxo de veículos ser 
permanente, sem grandes oscilações de níveis de pressão sonora. 
2.8.4 Curvas de ponderação 
As curvas de ponderação, chamadas também de filtros ponderadores, surgiram devido 
ao fato do ouvido humano responder de modo diferente a diferentes faixas de frequência 
(GERGES, 2000). Segundo Fernandes (2013), as curvas de ponderação utilizam pesos 
42 
 
 
diferenciados para cada faixa de frequência, de modo a compensar a sensibilidade auditiva, 
fazendo com que o som captado pelo aparelho de medição se assemelhe à real percepção do 
ouvido humano. 
Existem quatro curvas ponderadoras, sendo estas nomeadas por meio de letras: A, B, 
C e D. A curva “A” é a que mais se aproxima do modo que o ouvido percebe o som, atenuando 
fortemente as baixas frequências até 1000Hz, ampliando os sons entre 1000 Hz e 5000Hz e 
voltando a atenuá-los nas frequências acima de 5000 Hz, sendo o filtro mais utilizado para 
medições de ruído urbano. A curva “B” é utilizada para níveis médios de pressão sonora, sendo 
raramente utilizada, enquanto a curva “C” é usada para níveis elevados e de impacto e por não 
possuir quase que nenhuma alteração no espectro original resulta em níveis de pressão sonora 
praticamente iguais aos obtidos sem ponderação alguma, podendo então ser utilizada para medir 
o som ambiente ou quantificar sons de frequências baixas. A curva “D”, por sua vez, foi 
padronizada para medições em aeroportos (BISTAFA, 2011; FERNANDES, 2002; GERGES, 
2000; SALIBA, 2000). A Figura 14 apresenta o ganho em dB para cada curva de ponderação 
conforme a frequência do som, sendo que quando um som é ponderado por determinada curva, 
sua unidade passa a ser o dB (A), dB (B), dB (C) ou dB (D), conforme a curva utilizada. 
Figura 14 – Cuvas de ponderação 
 
 Fonte: Bistafa (2011). 
2.8.5 Medidor de nível sonoro 
O nível de pressão sonora é a grandeza acústica que determina a sensação subjetiva de 
intensidade dos sons, desta forma, o aparelho para medir o nível de pressão sonora é chamado 
43 
 
 
medidor de nível sonoro ou sonômetro e tem a função de transformar a pressão sonora gerada 
pelo som em um sinal elétrico que será armazenado no aparelho ou expresso no visor do mesmo 
simultaneamente à ocorrência do som em termos de nível de pressão sonora, na unidade dB 
(decibel). Este aparelho também é conhecido como decibelímetro e pode ser tanto 
convencional, medindo somente o nível sonoro instantâneo, como integrador, que já efetua 
automaticamente o cálculo do nível de pressão sonora equivalente (BISTAFA, 2011). 
Conforme Fiedler (2013), os resultados obtidos por meio destes aparelhos auxiliam na formação 
de uma base de dados importante, porém seu uso para este fim é limitado, visto que os aparelhos 
com capacidade de identificar as diferentes fontes de ruído em uma cidade e realizarem 
automaticamente o cálculo do nível equivalente e ponderado em A (𝐿𝐴𝑒𝑞) são mais caros e, 
portanto, de difícil acesso a maioria dos profissionais (NUNES, 1999). 
2.9 LEGISLAÇÕES E NORMAS 
O crescimento dos centros urbanos traz consigo o aumento da poluição sonora. Uma 
das formas de se controlar esta poluição é por meio de leis e normas. Dessa forma, este capítulo 
apresenta legislações e normas sobre o ruído ambiental, apresentando as regulamentações e os 
limites de ruído vigentes, tanto na esfera nacional, quanto na esfera municipal. 
2.9.1 Cenário nacional 
Na esfera nacional existem diversas normas e leis que citam a poluição geral, a 
poluição sonora e os níveis de ruído aceitáveis para cada local. Em 1981 foi criada a Política 
Nacional do Meio Ambiente (PNMA), instituída pela Lei Federal 6938/81, que define por meio 
do artigo 3º que poluição é a degradação da qualidade ambiental resultante de atividades que 
direta ou indiretamente prejudiquem a saúde, a segurança e o bem-estar da população, gerando 
matéria ou energia em desacordo com os padrões ambientais estabelecidos (BRASIL, 1981). 
Juntamente com a PNMA, a Constituição da República Federativa do Brasil, datada do ano de 
1988, determina em seu artigo 23, inciso VI, que a proteção do meio ambiente e o combate da 
poluição, seja ela qual for é de competência comum da União, dos Estados e dos municípios. 
Em seu artigo 225 é citado que todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado,sendo este um bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo ao 
Poder Público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as atuais e futuras 
gerações (BRASIL, 1988). 
44 
 
 
Nos anos 90, a partir da piora da qualidade de vida e do bem-estar da população devido 
a poluição sonora fez com que o Conselho Nacional de Meio Ambiente (CONAMA) emitisse 
duas resoluções acerca do ruído ambiental: Resolução 001/90 e 002/90. A Resolução 001/90 
trata sobre a emissão de ruído no território brasileiro, atribuindo critérios de emissão e controle 
de ruídos decorrentes de diversas situações. Através desta, ficou estabelecido que as medições 
para verificar os níveis de ruído devem ser realizadas de acordo com a norma técnica NBR 
10151 (ABNT, 2000), e que os ruídos com níveis superiores aos limites estabelecidos por tal 
norma são prejudiciais à saúde e ao sossego público da população (BRASIL, 1990.a). Enquanto 
isso, a Resolução 002/90 instituiu em caráter nacional, o Programa Nacional de Educação e 
Controle da Poluição Sonora, conhecido também por Programa SILÊNCIO, que estabelece 
métodos e ações para controlar o ruído excessivo, como a promoção de cursos técnicos para 
capacitação, a introdução do tema “poluição sonora” nos cursos secundários da rede de ensino, 
a divulgação dos efeitos prejudiciais causados pelo excesso de ruído, entre outros (BRASIL, 
1990.b). Outras resoluções do CONAMA que merecem destaque em relação ao ruído ambiental 
gerado e propagado são as resoluções 001/93 e 002/93, que dispõem sobre os limites máximos 
de ruído para veículos em aceleração e na condição parado (BRASIL, 1993.a; BRASIL, 
1993.b). 
A norma técnica NBR 10151 (Acústica – Avaliação do ruído em áreas habitadas, 
visando o conforto da comunidade – Procedimento), citada anteriormente, tem como objetivos 
fixar as condições necessárias para avaliação da aceitabilidade do ruído em comunidades, 
independentemente da existência de reclamações, além de especificar um método para a 
medição de ruído com a indicação de equipamentos necessários e estabelecer os limites 
máximos de ruído em função do horário (diurno ou noturno) e da área, conforme apresentado 
no Quadro 3 (ABNT, 2000). 
Quadro 3 – Nível de critério de avaliação (NCA) para ambientes externos 
Tipos de Áreas 
NCA 
Diurno 
dB (A) 
Noturno 
dB (A) 
Áreas de sítios e fazendas 40 35 
Área estritamente residencial urbana ou de hospitais ou de escolas 50 45 
Área mista, predominantemente residencial 55 50 
Área mista, com vocação comercial e administrativa 60 55 
Área mista, com vocação recreacional 65 60 
Área predominantemente industrial 70 65 
Fonte: ABNT (2000). 
45 
 
 
O método de avaliação define o nível de pressão sonora equivalente (𝐿𝐴𝑒𝑞), expresso 
em dB (A) obtido em campo como o valor de NCA (nível de critério de avaliação) sempre que 
os ruídos não apresentarem características especiais, no entanto, caso estes apresentem 
características impulsivas ou contenham componentes tonais, se faz necessária a correção do 
valor obtido. Ainda segundo a norma, os horários diurno e noturno do Quadro 3 podem ser 
definidos pelas autoridades conforme os hábitos da população, porém, o período noturno não 
deve começar após as 22 h nem terminar antes das 7 h do dia seguinte. Nos casos de domingos 
ou feriados o término do período noturno não deve ser antes das 9 h (ABNT, 2000). 
2.9.2 Cenário municipal 
Atualmente, as grandes cidades brasileiras, em sua maioria, possuem leis que visam 
regulamentar a questão da poluição sonora urbana. Em Caxias do Sul - RS a lei que traz 
parâmetros acerca deste tema é a Lei Complementar Municipal 376/2010, em seu capítulo V 
seção IV, onde define por meio do artigo 41 que poluição sonora é toda emissão de som que, 
direta ou indiretamente, seja ofensiva ou nociva à saúde, à segurança e ao bem-estar da 
coletividade. No artigo 50 da referida Lei, consta os limites de ruído máximos para zonas 
residenciais e industriais, medidos na curva de ponderação “A” ou “C”, conforme Quadro 4 
(CÂMARA MUNICIPAL DE CAXIAS DO SUL, 2010). 
Quadro 4 – Limites municipais de ruído para a cidade de Caxias do Sul - RS 
Zona 
Diurno 
dB (A) 
Noturno 
dB (A) 
Residencial 60 55 
Industrial 70 60 
Fonte: Adaptado de Câmara Municipal de Caxias do 
Sul (2010). 
Para outras zonas, diferentes das residenciais e industriais, a Lei Complementar 
estabelece que deve ser seguida as definições da NBR 10151, assim como nos casos de 
realização de medições de ruído, que deverão sempre obedecer às recomendações da norma 
técnica (ABNT, 2000). Em relação aos horários, ficou estabelecido como horário diurno o 
espaço de tempo compreendido entre as 7 h e 19 h do mesmo dia e noturno entre as 19 h e as 7 
h do dia seguinte. Nos domingos e feriados o período noturno passa a ser entre as 20h e 8 h do 
dia seguinte (CÂMARA MUNICIPAL DE CAXIAS DO SUL, 2010). 
46 
 
 
2.10 MAPEAMENTO ACÚSTICO 
O mapeamento acústico de acordo com Santos e Valado (2004) permite mensurar os 
níveis de pressão sonora e sua localização precisa no espaço, resultando na criação de mapas 
de ruído, conhecidos também por mapas acústicos ou cartas acústicas, que fornecerão aos 
órgãos gestores ou à população, informações visuais de fácil compreensão acerca do ruído 
urbano em uma determinada área e horário do dia, funcionando como uma ferramenta para o 
controle e redução da poluição sonora na área analisada. Segundo os mesmos autores, esta 
ferramenta possibilita entre outras coisas: avaliar e quantificar a população exposta a níveis 
elevados de ruído; desenvolver e testar cenários futuros para avaliar impactos de novas 
construções; identificar áreas de conflito entre os níveis medidos e simulados com as normas e 
legislações vigentes além de também ser possível obter os níveis de ruído em fachadas de 
edifícios já existentes ou que serão construídos sendo assim possível definir materiais de 
isolamento adequados para os sistemas de vedação vertical externo. 
De acordo com Guedes e Bertoli (2014), a execução destes mapas pode ser em 
diferentes tamanhos de área, podendo ser de uma só quadra, de parte de um bairro ou até mesmo 
de toda uma cidade, sendo elaborados através de medições de pressão sonora in loco em pontos 
determinados previamente podendo também ter o auxílio computacional de softwares de 
simulação acústica. A realização dos mapas de ruído através de softwares têm-se mostrado 
vantajosas, visto que com seu uso é possível efetuar uma análise do nível de pressão sonora em 
uma área amplamente maior e em um menor tempo por não depender de logística por parte de 
aparelhos de medição e técnicos, porém, para que haja uma maior garantia nos resultados 
obtidos sempre é recomendado a coleta de dados acústicos em campo para calibrar e validar o 
modelo acústico criado em software (BRÜEL & KJÆR, 2000; FIEDLER, 2013; MANVELL; 
VAN BANDA, 2006). 
Entre os softwares mais utilizados estão o Predictor (desenvolvido pela empresa 
BRÜEL & KJÆR), o SoundPlan (desenvolvido pela empresa Braunstein + Berndt GmbH) e o 
CadnaA (desenvolvido pela empresa Datakustik). Estes programas computacionais fornecem 
mapas com diferentes escalas de cores, como o gerado pelo SoundPlan (Figura 15), permitindo 
determinar assim o nível de ruído em dB (A) em qualquer ponto da área estudada, por meio de 
leitura direta (OLIVEIRA FILHO, 2014). Scariot et al. (2012), destaca que em caso de não 
dispor de software acústicos que tem alto custo de aquisição, uma boa solução é o uso de 
geotecnologias, utilizando softwares de sensoriamento remoto com a função de interpolação de 
dados, onde apesar de não gerar um mapa que considere os fenômenoscomo reflexão, absorção, 
47 
 
 
difração e transmissão sonora, gerará um mapa inicial para visualização e compreensão do 
comportamento do ruído em determinada área para que as primeiras tomadas de decisão possam 
ser baseadas, assim como o mapa realizado por Brito (2015) no software ArcGIS apresentado 
na Figura 16. 
Figura 15 – Exemplo de escala de cores apresentada em mapas de ruído 
 
 Fonte: Guedes (2005). 
Figura 16 – Mapa de ruído gerado por meio de software de informação geográfica 
 
 Fonte: Adaptado de Brito (2015). 
Oliveira Filho (2014) aponta ainda que alguns dos softwares computacionais permitem 
a elaboração de mapas em três dimensões (3D), apresentando visualmente os níveis de pressão 
sonora incidentes nas fachadas das edificações (Figura 17.a). Como os níveis de ruído de tráfego 
(considerado como a principal fonte de ruído urbano) normalmente diminuem quando a 
distância entre a fonte e o receptor aumenta, fachadas de apartamentos em andares superiores 
tendem a apresentar menores níveis de pressão sonora do que as fachadas dos andares inferiores 
48 
 
 
que estarão mais próximos a fonte ruídosa (Figura 17.b), fazendo com que as reais necessidades 
de isolamento sonoro para cada pavimento sejam diferentes, podendo desta forma o 
mapeamento auxiliar na escolha correta dos materiais construtivos do sistema de vedação 
vertical externo visando o conforto acústico da edificação de modo a cumprir da melhor maneira 
a parte 4 da norma técnica brasileira NBR 15575 (ABNT, 2013). 
Figura 17 – Mapas de ruído de fachadas 
a) Mapa de ruído de fachadas em vista 3D 
 
Fonte: Santos e Valado (2004). 
b) Níveis de ruído incidentes na fachada 
 
 Fonte: Cortês e Niemeyer (2013). 
A finalidade do mapeamento sonoro e do monitoramento do ruído urbano não é 
somente coletar dados e sim fornecer informações importantes aos engenheiros, arquitetos, 
pesquisadores e políticos, de forma a permitir que os problemas sejam identificados e a tomada 
de decisões seja facilitada. Segundo Marques (2010), o mapeamento acústico se torna 
importante durante a fase de projeto das edificações para que se priorize quais fachadas poderão 
ou não ficar mais expostas à poluição sonora. Para a Organização Mundial da Saúde (WHO, 
1999) estratégias mitigadoras poderão ser simuladas nos softwares computacionais e ações 
poderão ser realizadas para melhorar os ambientes acústicos urbanos. Este processo deve 
ocorrer de forma contínua conforme se apresenta na Figura 18. 
49 
 
 
Figura 18 – Papel do monitoramento acústico na gestão da qualidade do ar 
 
Fonte: Adaptado de WHO (1999). 
2.10.1 Trabalhos realizados 
O monitoramento do ruído através do mapeamento acústico vem sendo empregado 
com muito sucesso em diversos centros urbanos como ferramenta de planejamento a médio e 
longo prazo (ANDRADE, 2012; ANSAY, 2013). Na europa, que hoje é tida como referência 
no quesito gestão de ruídos urbanos, este tema começou a ganhar importância após a aprovação 
da Directiva Europeia 2002/49/ce, de 25 de junho de 2002, que obrigou todas cidades europeias 
com mais de 250 mil habitantes a elaborar mapas de ruídos até 30/06/2007, ou até 30/06/2012, 
caso os centros urbanos tivessem entre 100 mil e 250 mil habitantes. Estes mapas deveriam ser 
revisados e atualizados a cada cinco anos a partir da data de elaboração do mesmo 
(COMUNIDADES EUROPEIAS, 2002). A partir de então, iniciaram-se os investimentos e a 
produção dos mapas em diversas cidades europeias como: Amsterdan (Figura 19.a), Paris 
(Figura 19.b), Lisboa (Figura 19.c) e Atenas (Figura 19.d), entre tantos outros grandes centros 
como apresentado por Zaganelli (2014). 
Identificação dos 
Problemas
Monitoramentos, 
relatórios, avaliação 
dos impactos.
Formulação da 
Política
Simulações em 
softwares, análise do 
cenário futuro, 
avaliação do 
custo/benefício.
Controlando a 
Situação
Regular ações, realizar 
mudanças, fiscalizar 
limites. 
50 
 
 
Figura 19 – Mapas acústicos europeus 
a) Amsterdam - Holanda 
 
Fonte: City of Amsterdam 
 
b) Paris - França 
 
 Fonte: Mairie de Paris (2016). 
c) Lisboa - Portugal 
 
 Fonte: APA (2010). 
d) Atenas - Grécia 
 
 Fonte: Vogiatzis (2011). 
Fora da europa, trabalhos de mapeamento acústico podem ser vistos na Korea (LEE; 
CHANG; PARK, 2008; KO; CHANG; LEE, 2011), em Taiwan (TSAI; LIN; CHEN, 2009), no 
Vietnam (PHAN et al. 2010), na China (CAI et al., 2015), no Chile (SILVA et al. 2011) e na 
Colômbia (MORENO, 2015). No Brasil, a elaboração dos mapas acústicos ainda não é 
obrigatória (MARDONES, 2009), consequentemente, mapeamentos desse gênero são mais 
comuns de ocorrer em meios acadêmicos por meio de publicações de artigos ou dissertações e 
não por iniciativas do poder público segundo Souza (2012). Entre os trabalhos já desenvolvidos 
no Brasil se pode citar os de Rott (1995) e Maia (2003), na cidade de Porto Alegre/RS; o de 
Moraes et al. (2003), na zona comercial da cidade de Belém/PA (Figura 20.a); o de Guedes e 
Bertoli (2014), na cidade de Aracajú/SE; o de Nardi (2008), na área central de Florianópolis/SC; 
o de Souza Filho (2012), em três regiões da cidade de Campo Grande/MS; o de Pinto e 
Mardones (2009), no bairro de Copacabana na cidade do Rio de Janeiro/RJ (Figura 20.b); o de 
Souza (2012), no bairro Imbuí em Salvador/BA; o de Garavelli et al. (2010), no bairro de Águas 
Claras em Brasília/DF (Figura 20.c); Costa e Lourenço (2011), na cidade de Sorocaba/SP e os 
51 
 
 
de Calixto (2002), Paz (2004), Nagem (2004), Engel (2012), Andrade (2012) (Figura 20.d) e 
Fiedler (2013) em diferentes zonas da cidade de Curitiba/PR. 
Figura 20 – Mapas acústicos brasileiros 
a) Belém - PA 
 
Fonte: Moraes et al. (2003). 
b) Copacabana - RJ 
 
Fonte: Pinto e Mardones (2009). 
c) Águas Claras - DF 
 
 Fonte: Garavelli et al. (2010). 
d) Curitiba - PR 
 
Fonte: Andrade (2012). 
No entanto, apesar da grande maioria dos mapeamentos serem na escala acadêmica, 
há alguns exemplos por parte do poder público, como a carta acústica de Fortaleza/CE, 
elaborada e atualizada pela Secretaria Municipal de Urbanismo e Meio Ambiente 
(PREFEITURA DE FORTALEZA, 2013) e disponível online para toda população 
(<http://cartaacusticadefortaleza.com.br/>), além do mapeamento iniciado na cidade de São 
Paulo/SP, por meio da Lei 16.499 de 2016, onde foi instituido dois prazos para conclusão do 
mesmo: o prazo de 4 anos a partir da referida lei para os eixos principais de estruturação urbana 
e o prazo máximo de 7 anos para todas as demais áreas da cidade (SÃO PAULO, 2016). 
 
52 
 
 
 
3 MATERIAIS E MÉTODOS 
Apesar de existirem normativas nacionais relacionadas à medição do ruído urbano, 
não há uma metodologia específica para o mapeamento acústico no Brasil, portanto, cada autor 
utiliza uma metodologia própria com base em normativas internacionais e em outros trabalhos 
já realizados tanto no Brasil como fora dele. Dessa forma há uma diversidade de parâmetros e 
de procedimentos para a coleta de dados, avaliação do nível de ruído e desenvolvimento do 
mapa acústico (NAGEM, 2004). Assim sendo, as etapas seguidas para alcançar os objetivos 
deste trabalho, podem ser visualidos na Figura 21. 
Figura 21 – Sequência metodológica do trabalho 
 
Fonte: Elaborado pelo autor (2017). 
3.1 ÁREA DE ESTUDO 
O município de Caxias do Sul localiza-se na região sul do Brasil, no estado do Rio 
Grande do Sul, sob as coordenadas 29° 10' 04'' Sul e 51° 10' 46'' Oeste, em uma área total de 
aproximadamente 1652 km², sendo a segunda cidade mais populosa do estado, ficando atrás 
somente da capital Porto Alegre (IBGE, 2017). Paraa elaboração do mapeamento acústico foi 
selecionado como objeto de estudo uma área na zona central de Caxias do Sul – RS, com 
ocupação de uso misto, compreendendo a região delimitada pelas ruas Bento Gonçalves, Os 
Dezoito do Forte, Moreira César e Borges de Medeiros, englobando assim corredores de tráfego 
relevantes para a cidade como as ruas Sinimbú e Pinheiro Machado e a Avenida Júlio de 
Castilhos, totalizando 24 quadras em uma área aproximada de quatrocentos mil metros 
quadrados conforme Figura 22. Nesta área estão localizados o hospital Pompéia, o centro 
universitário FSG, os mais variados comércios, escolas e residências além de ser uma área de 
M
et
o
d
o
lo
gi
a
1) Definição da área de estudo
2) Medição em campo das grandezas acústicas e de tráfego
3) Desenvolvimento de equações de ruído
4) Desenvolvimento do mapa acústico
53 
 
 
passagem para outros bairros da cidade, fazendo com que o fluxo de veículos seja constante ao 
longo do dia prejudicando o conforto acústico urbano. 
Figura 22 – Mapa de localização da área de estudo em Caxias do Sul - RS 
 
 Fonte: Elaborado pelo Autor (2017). 
Após a definição da área onde será elaborado o mapa acústico, foi dado início a fase 
de coleta de dados necessários para o desenvolvimento do mapa acústico mencionado, com a 
obtenção de grandezas acústicas e de tráfego. 
3.2 METODOLOGIA DAS MEDIÇÕES EM CAMPO 
Neste capítulo serão abordados vários fatores que devem ser estabelecidos para 
realização das medições em campo necessárias para auxiliar no mapeamento sonoro, tais como: 
número de pontos de medição, localização dos pontos; duração, horário e dias das medições, 
grandezas a serem medidas (acústicas e de tráfego), equipamentos necessários e forma de 
medição. A Tabela 1 traz um resumo de alguns parâmetros utilizados nas metodologias de 
diversos autores ao longo dos anos para elaboração de mapeamentos acústicos. 
Tabela 1 – Parâmetros para medições em campo de diferentes metodologias 
 
(continua) 
Local 
Nº de 
pontos 
Distância 
entre 
pontos 
Dias de 
medição 
Horários de 
medição 
Duração 
das 
medidas 
Medições 
por ponto 
Ref. 
Bibliog. 
Área Central 
de São Carlos 
- SP 
44 100 m 
Terças, 
Quartas e 
Quintas-
feiras 
07:00 as 08:00 h 
12:00 as 13:00 h 
17:30 as 18:30 h 
5 min - 1 
54 
 
 
 
(conclusão) 
Local 
Nº de 
pontos 
Distância 
entre 
pontos 
Dias de 
medição 
Horários de 
medição 
Duração 
das 
medidas 
Medições 
por ponto 
Ref. 
Bibliog. 
Zona 
Comercial de 
Belem - PA 
9 250 m 
Segunda a 
Sexta 
08:00 as 18:30 h 
30 min a 
cada 1 h 
11 2 
Ijuí - RS 12 250 m 
Terças, 
Quartas e 
Quintas-
feiras 
11:30 as 12:30 h 
12:30 as 13:30 h 
17:30 as 18:30 h 
20 min 9 3 
Área Central 
de Belo 
Horizonte - 
MG 
71 450 m 
Terças, 
Quartas e 
Quintas-
feiras 
07:00 as 09:00h 
17:00 as 19:00h 
5 min - 4 
Área Central 
de Chapecó - 
SC 
14 245 m 
Segunda a 
Sexta 
07:30 as 09:00 h 
11:30 as 13:00 h 
17:30 as 19:00 h 
5 min 18 5 
Tubarão -SC 11 - 
Segunda a 
Sexta 
08:00 e 17:00 h 2 min 8 6 
Campus 
UNICAMP 
Campinas - SP 
28 450 m 
Terças, 
Quartas e 
Quintas-
feiras 
07:00 as 19:00 h 
(12 horas 
contínuas) 
Dados 
coletados 
a cada 5 
min 
1 7 
Bairro Águas 
Claras Brasília 
- DF 
41 - - 
07:00 as 9:00h 
17:30 as 19:30h 
10 min 2 8 
Campus 
Unisinos São 
Leopoldo - RS 
55 100 m 
Segunda a 
Sexta 
- 15 min - 9 
Área Central 
de Curitiba - 
PR 
416 - 
Diferentes 
dias da 
semana 
07:01 as 10:00h 
12:01 as 14:00h 
17:01 as 19:00h 
10 min 3 10 
Bairro de 
Lagoa Nova 
Natal - RN 
14 - 
Segunda a 
Sexta 
07:00 as 08:00 h 
20:00 as 21:00 h 
10 min 6 11 
Área Central 
de 
Florianópolis - 
SC 
32 - 
Terças, 
Quartas e 
Quintas-
feiras 
08:00 as 09:00h 
11:00 as 12:00h 
17:00 as 18:00h 
5 e 10 
min 
- 12 
Bairro Castelo 
Branco em 
Joao Pessoa - 
PA 
12 - 
Segunda a 
Sexta 
06:45 as 07:45 
18:15 as 19:15 
10 min 6 13 
Ref. Bibliog. – Referência bibliográfica: 
1 – (MENDONÇA et al., 2013); 
2 – (MORAES et al., 2003); 
3 – (STRIEDER, 2014); 
4 – (PALHARES; VECCI; PAVANELLO, 1998); 
5 – (BALZAN, 2011); 
6 – (PESSOA, 2013); 
7 – (NAGEM, 2004); 
8 – (GARAVELLI et al., 2010); 
9 – (KRUMENAUER, 2016); 
10 – (ANDRADE, 2012); 
11 – (PINTO et al., 2013); 
12 – (NARDI, 2008); 
13 – (BRASILEIRO, 2017). 
Fonte: Elaborado pelo autor (2017). 
55 
 
 
3.2.1 Número de pontos, dias e horários de medição 
Os pontos de medição em campo foram distribuídos de forma regular por toda a área 
de estudo, de forma que ficassem situados no meio das quadras das principais vias da zona 
central, pois são nestes locais de campo acústico fechado que a energia sonora tende a ser 
amplificada devido a reflexões sucessivas das fachadas das edificações, podendo assim 
apresentar maiores níveis sonoros que um campo acústico aberto (SOUZA, 2012). Nas 
metodologias consultadas sobre mapeamento do ruído urbano tem-se utilizado normalmente 
malhas regulares, com distribuição homogênea dos pontos pelo espaço conforme Tabela 1, onde 
são utilizados espaçamentos entre os pontos de até 450 metros. Neste trabalho, a distribuição 
de pontos de forma homogênea acarretou a demarcação de 15 pontos para medição das 
grandezas acústicas e de tráfego na área de estudo, com uma distância média entre um ponto e 
outro de 220 metros, conforme Figura 23. 
Figura 23 – Localização dos pontos de medição de ruído e de tráfego na área de estudo 
 
 Fonte: Elaborado pelo autor (2017). 
Segundo a NBR 10151, o tempo de medição em cada ponto deve ser escolhido de 
forma a permitir a caracterização do ruído em questão (ABNT, 2000). Para Nagem (2004) 
medições com tempos curtos possuem a vantagem de agilizar a coleta de dados de uma área 
extensa, porém podem não gerar informações suficientes, enquanto medições prolongadas 
56 
 
 
podem não ser necessárias, visto que resultados iguais podem ser obtidos com intervalos de 
tempo menores. Em estudos já realizados (Tabela 1), pode-se observar que os autores optam 
por medições com duração entre 2 e 30 minutos, sendo que a grande maioria escolhe tempos 
entre 5 e 15 minutos. Mendonça et al. (2012) constataram que para os horários de pico de 
tráfego, os resultados obtidos de 𝐿𝐴𝑒𝑞 para medições com tempo de 5 e 15 minutos não possuem 
diferenças estatísticas significativas entre si, portanto, na coleta de dados deste trabalho foi 
adotado um tempo de medição de 5 minutos por ponto de forma a otimizar o tempo de coleta. 
Para a determinação do horário de medição procurou-se caracterizar o nível de ruído 
no horário de maior incômodo, isto é, no horário de pico do tráfego, considerada a principal 
fonte de ruído urbano. Segundo Scherer, Piageti e Vani (2008) o ruído é intensificado nos 
horários de final de expediente comercial e educacional, ocasionando por vezes 
congestionamentos que elevam a emissão de ruídos. Dessa forma, foi escolhido o horário entre 
as 17h e 18h30min para a coleta de dados, compreendendo assim o fim de expediente comercial 
e escolar e ínicio do tráfego ocasionado em função do deslocamento para universidades da 
cidade. 
Em relação aos dias de medição, normalmente são escolhidos os dias que reflitam as 
características típicas da área analisada e sempre que possível deveriam ser nos mesmos 
horários e dias da semana paratodos os pontos, porém ocasionaria um período elevado de 
medições, fazendo com que tanto a disponibilidade de tempo como os recursos financeiros 
disponíveis limitem esta escolha. Desse modo, todas as medições foram realizadas de segunda 
a sexta-feira durante o perído letivo, entre os meses de setembro e outubro de 2017, evitanto-se 
asim situações atípicas ocasionadas pelos finais de semana, feriados ou férias. Optou-se também 
por realizar 7 medidas por ponto para possuir dados suficientes para trabalhar estatisticamente, 
resultando em um total de 14 dias de análise. 
Com isso, pode-se montar a Tabela 2 com a sequência diária de medição, sendo que 
as medições tiveram um intervalo de 7 minutos entre um ponto e outro, devido ao deslocamento 
entre os mesmos. É importante salientar que coletas em dias com chuva ou ventos fortes não 
foram efetuadas, conforme preconiza a NBR 10151 (ABNT, 2000), devido a influência destas 
na propagação do som e consequentemente no nível de ruído. 
57 
 
 
Tabela 2 – Sequência de medição em campo adotada 
COLETA DE DADOS 
Dia 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 
Horário Pontos analisados 
17:00 - 17:05 1 9 2 12 3 11 6 10 5 13 4 14 7 15 
17:12 - 17:17 2 10 3 11 6 10 5 13 4 14 7 15 8 1 
17:24 - 17:29 3 11 6 10 5 13 4 14 7 15 8 1 9 2 
17:36 - 17:41 4 12 5 13 4 14 7 15 8 1 9 2 12 3 
17:48 - 17:53 5 13 4 14 7 15 8 1 9 2 12 3 11 6 
18:00 - 18:05 6 14 7 15 8 1 9 2 12 3 11 6 10 5 
18:12 - 18:17 7 15 8 1 9 2 12 3 11 6 10 5 13 4 
18:25 - 18:30 8 - 9 - 12 - 11 - 10 - 13 - 14 - 
 Fonte: Elaborada pelo autor (2017). 
3.2.2 Grandezas acústicas e de trágego coletadas 
Com o intuito de quantificar a emissão de ruído urbano e desenvolver o mapa acústico 
foram realizadas medições em campo seguindo as prescrições da NBR 10151 - Avaliação do 
nível do ruído em áreas habitadas visando o conforto da comunidade (ABNT, 2000), assim 
como metodologias presentes em estudos acadêmicos quando necessário. 
As medições acústicas seguiram os procedimentos da NBR 10151 (ABNT, 2000), 
onde é recomendado o registro de dados de nível de pressão sonora equivalente (𝐿𝑒𝑞) para o 
período de medição, na curva de ponderação “A”, expresso em dB (A), no modo de resposta de 
leitura rápida (fast) do medidor. Além do nível equivalente medido na curva “A” (𝐿𝐴𝑒𝑞), foram 
obtidos também os níveis estatísticos L90 e L10 para posterior análise estatística. A NBR 10151 
(ABNT, 2000), recomenda também que todos os valores medidos do nível de pressão sonora 
devem ser aproximados ao valor inteiro mais próximo. 
As medições foram realizadas nos pontos pré-definidos a uma distância de pelo menos 
2,0 m de qualquer obstáculo ou superfícies refletoras, como muros, árvores, paredes, etc, e a 
uma altura de 1,2m do solo, atendendo ao disposto na NBR 10151 (ABNT, 2000). Para a 
realização das medições acústicas, a mesma norma recomenda a utilização de um analisador 
sonoro ou sonômetro do tipo 0, 1 ou 2 devidamente calibrado. Neste trabalho foi utilizado o 
58 
 
 
analisador sonoro Quest 2700 que segundo o manual do fabricante é do tipo 2 e possui uma 
precisão de ± 0,7 dB a 25 ºC. 
A coleta de dados de volume de tráfego ocorreu simultaneamente às medições sonoras 
com a utilização de uma máquina digital acoplada ao analisador sonoro para a gravação em 
vídeo do fluxo de veículos conforme Figura 24. Este vídeo foi analisado posteriormente de 
forma a se separar o fluxo em uma planilha do software Excel conforme quatro categorias: leves 
(carros de passeio, camionetes e vans), motocicletas, pesados tipo 1 (caminhões e carros forte) 
e pesados tipo 2 (ônibus e micro ônibus). Segundo Marques (2010), a contagem separada dos 
tipos de veículos por categorias é importante, pois cada automóvel emite diferentes níveis 
sonoros, com diferentes conteúdos espectrais, portanto, esta separação em quatro categorias foi 
realizada para analisar qual a influência de determinado tipo de veículo no nível de pressão 
sonora equivalente (𝐿𝐴𝑒𝑞) medido. Os vídeos gerados também serviram para montar a planilha 
dos dados de nível de pressão sonora e obter o nível equivalente (𝐿𝐴𝑒𝑞) em cada ponto, visto 
que o analisador sonoro usado não era um modelo automático que armazenava os dados. 
Figura 24 – Equipamentos utilizados para as medições acústicas e de tráfego 
 
Fonte: Elaborado pelo autor (2017). 
 
59 
 
 
3.3 DESENVOLVIMENTO DE EQUAÇÕES DE RUÍDO 
O desenvolvimento das equações para estimar o ruído em cada ponto seguiu os 
procedimentos de forma semelhante aos de Prudencio et al. (2014) realizando uma análise de 
regressão em software estatísitico com o objetivo de encontrar equações que caracterizassem o 
nível de pressão sonora (𝐿𝐴𝑒𝑞, L10 e L90) em cada ponto por meio do fluxo de tráfego obtido 
em 5 minutos, seguindo o padrão de equação proposto pelo autor conforme equação 8. Para a 
realização destes cálculos foi utilizado o software PASW Statistics 18 (SPSS). 
 
𝐿𝑒𝑞
𝐿10
𝐿90
= 𝐴 + (𝐵 ∗ 𝐿𝑒𝑣𝑒𝑠) + (𝐶 ∗ 𝑀𝑜𝑡𝑜𝑠) + (𝐷 ∗ 𝑃𝑒𝑠𝑎𝑑𝑜𝑠1) + (𝐸 ∗ 𝑃𝑒𝑠𝑎𝑑𝑜𝑠 2) (8) 
 
Onde: 
A, B, C, D e E: coeficientes obtidos automaticamente no software estatístico. 
3.4 DESENVOLVIMENTO DO MAPA ACÚSTICO 
A elaboração dos mapas acústicos foi realizada através da utilização do software de 
informação geográfica ArcGIS 10.3, desenvolvido pela ESRI, obedecendo a sequência de 
etapas demonstradas na Figura 25. 
Figura 25 – Sequência metodológica para o desenvolvimento do mapa acústico 
 
 Fonte: Elaborado pelo autor (2017). 
Primeiramente foram obtidos os parâmetros da área analisada, como a localização das 
quadras e vias através da base de dados da Prefeitura Municipal de Caxias do Sul, denominada 
GEOCaxias (GEOCAXIAS, 2014), que disponibiliza livremente os dados aerofotogramétricos 
da cidade em arquivos do software AutoCAD. Na sequência, foi necessário georreferenciar a 
D
es
en
vo
lv
im
e
n
to
 
M
ap
a 
A
cú
st
ic
o
1) Inserção da base cartográfica no software;
2) Inserção dos dados de nível de ruído (LAeq, L10 e L90) nos 
pontos definidos;
3) Aplicação da ferramenta de interpolação
60 
 
 
área de estudo, para que se pudesse obter a localização correta dos pontos para inserção no 
software ArcGIS 10.3. Com a área georreferenciada, os dados de localização de cada ponto, os 
dados médios de 𝐿𝐴𝑒𝑞, de L90 e de L10 puderam ser colocados em um planilha Excel e 
transformados em um arquivo .txt necessário para aplicação da interpolação pelo método IDW. 
O método IDW (Inverse Distance Weighting ou Interpolação pelo inverso da distância) 
segundo Varella e Sena Junior (2008) se baseia na dependência espacial, isto é, supõe que 
quanto mais próximo um ponto estiver de outro, maior será a correlação entre os seus valores. 
Sendo assim é atribuído um maior peso para os valores mais próximos do que para os valores 
mais distantes do ponto que deverá ser interpolado. Para obter o valor estimado em determinado 
ponto, o modelo IDW multiplica os valores dos pontos já conhecidos, onde se têm informações, 
pelo inverso das suas respectivas distâncias ao ponto que ser quer descobrir o valor. 
Posteriormente a realização de todas estas etapas, foram obtidos os contornos dos 
níveis de pressão sonora, gerando curvas isofônicas de mesmo nível de ruído, semelhantes as 
curvas topográficas de mapas convencionais. O resultado foi um mapa acústico em duas 
dimensões capaz de representar os níveis de ruído por meio de uma escala de cores. De acordo 
com a Agência Portuguesa do Ambiente (APA, 2011) e as recomendações da Conference of 
European Directors of Roads (CEDR, 2013), a escala de cores deveria ser em intervalosde 5 
dB (A), no entanto como a diferença entre níveis de pressão sonora obtidos não foi grande, a 
escala de cores utilizada foi em intervalos de 1 dB (A). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
61 
 
 
 
4 RESULTADOS E DISCUSSÕES 
A seguir são expostos os resultados e discussões dos dados acústicos e de tráfego 
obtidos no centro da cidade de Caxias do Sul. Primeiramente, é mostrado para todos os 15 
pontos analisados (Figura 26) as características de cada ponto, a situação acústica através de 
gráficos com os níveis de pressão sonora, assim como o volume de tráfego e os níveis Leq, L10 
e L90 por meio de tabelas para todas as sete medições realizadas em campo. Na sequência ainda 
são apresentadas as equações geradas para estimar o nível de ruído a partir do fluxo de veículos 
em 5 minutos. Após a apresentação dos resultados para os 15 pontos, são apresentadas as 
discussões e análises destes primeiros resultados. No final do capítulo, no item 4.1, são 
apresentados os mapas acústicos (Leq, L10 e L90) desenvolvidos para a área analisada, gerado 
pelo software ArcGIS 10.3 utilizando os dados acústicos médios das sete medições em cada 
ponto e as discussões e análises pertinentes. Ainda neste capítulo, no item 4.2, são apresentadas 
sugestões para redução do ruído na área analisada. 
 
Figura 26 – Localização dos pontos de medição em vista aérea do centro da cidade 
 
Fonte: Elaborado pelo autor a partir do Google Earth (2017). 
 
 
 
 
8
8
8 
P1 P2 P3 
P4 P5 P6 
P9 
P11 P12 P10 
P7 P8 
P13 P14 P15 
62 
 
 
a) Ponto 1: Rua Bento Gonçalves 
Características: 3 faixas de rodagem, 1 faixa de estacionamento, declive pouco 
acentuado, sentido único, pavimentação asfáltica. 
 
Figura 27 – Vista geral do ponto 1 
 
Fonte: Elaborado pelo autor (2017). 
 
Gráfico 1– Níveis de pressão sonora coletados no ponto 1 
 
Fonte: Elaborado pelo autor (2017). 
 
Tabela 3 – Volume de tráfego e níveis de pressão sonora no ponto 1 
Medição Carros Motocicletas Pesados1 Pesados2 Total 
Leq 
(dB(A)) 
L10 
(dB(A)) 
L90 
(dB(A)) 
Med 1 93 4 1 7 105 66,7 69,9 59,1 
Med 2 - - - - - - - - 
Med 3 106 9 0 14 129 67,8 70,3 62,8 
Med 4 96 8 0 7 111 66,5 69,9 59,1 
Med 5 97 9 1 7 114 65,8 68,3 58,7 
Med 6 85 6 1 7 99 65,6 68,8 57,1 
Med 7 92 6 0 8 106 66,7 70,7 60,2 
Fonte: Elaborado pelo autor (2017). 
 
Quadro 5 – Equações de regressão para estimar o nível de ruído no ponto 1 
Equação ajustada R² 
Leq = 59,876 + (0,081*Leves) + (-0,235*Motos) + (-0,446*Pesados1) + (0,102*Pesados2) 0,997 
L10 = 68,542 + (0,044*Leves) + (-0,367*Motos) + (-1,437*Pesados1) + (0,32*Pesados2) 0,996 
L90 = 43,823 + (0,167*Leves) + (-0,29*Motos) + (-0,981*Pesados1) + (0,281*Pesados2) 0,970 
 Fonte: Elaborado pelo autor (2017). 
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TEMPO (S)
Med 1 Med 2* Med 3 Med 4 Med 5 Med 6 Med 7
* Erro na medição
63 
 
 
b) Ponto 2: Rua Bento Gonçalves 
Características: 3 faixas de rodagem, 1 faixa de estacionamento, plano, sentido único, 
pavimentação asfáltica. 
 
Figura 28 – Vista geral do ponto 2 
 
Fonte: Elaborado pelo autor (2017). 
 
Gráfico 2 – Níveis de pressão sonora coletados no ponto 2 
 
Fonte: Elaborado pelo autor (2017). 
 
Tabela 4 – Volume de tráfego e níveis de pressão sonora no ponto 2 
Medição Leves Motocicletas Pesados1 Pesados2 Total 
Leq 
(dB(A)) 
L10 
(dB(A)) 
L90 
(dB(A)) 
Med 1 70 6 0 5 81 67,6 71,4 54,2 
Med 2 73 8 1 7 89 69,0 71,8 59,3 
Med 3 76 5 0 13 94 67,2 70,3 59,8 
Med 4 82 10 0 9 101 65,9 69,1 56,4 
Med 5 77 9 1 9 96 65,3 69,2 56,6 
Med 6 79 6 0 6 91 65,3 68,6 55,0 
Med 7 75 7 0 7 89 67,4 70,6 59,7 
Fonte: Elaborado pelo autor (2017). 
 
Quadro 6 – Equações de regressão para estimar o nível de ruído no ponto 2 
Equação ajustada R² 
Leq = 90,754 + (-0,349*Leves) + (0,223*Motos) + (-0,407*Pesados1) + (0,136*Pesados2) 0,593 
L10 = 95,415 + (-0,368*Leves) + (0,267*Motos) + (-0,46*Pesados1) + (0,108*Pesados2) 0,827 
L90 = 65,11 + (-0,17*Leves) + (0,042*Motos) + (0,622*Pesados1) + (0,579*Pesados2) 0,407 
 Fonte: Elaborado pelo autor (2017). 
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TEMPO (S)
Med 1 Med 2 Med 3 Med 4 Med 5 Med 6 Med 7
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c) Ponto 3: Rua Bento Gonçalves 
Características: 3 faixas de rodagem, 1 faixa de estacionamento, declive pouco 
acentuado, sentido único, pavimentação asfáltica. 
 
Figura 29 – Vista geral do ponto 3 
 
Fonte: Elaborado pelo autor (2017). 
 
Gráfico 3– Níveis de pressão sonora coletados no ponto 3 
 
Fonte: Elaborado pelo autor (2017). 
 
Tabela 5 – Volume de tráfego e níveis de pressão sonora no ponto 3 
Medição Leves Motocicletas Pesados1 Pesado2 Total 
Leq 
(dB(A)) 
L10 
(dB(A)) 
L90 
(dB(A)) 
Med 1 88 2 1 7 98 67,9 71,4 52,9 
Med 2 80 7 1 5 93 70,0 73,3 58,3 
Med 3 67 6 0 3 76 66,6 70,7 54,8 
Med 4 96 3 1 6 106 65,5 69,2 55,3 
Med 5 100 13 1 5 119 67,7 69,7 55,9 
Med 6 99 8 0 8 115 66,5 69,6 57,2 
Med 7 91 9 1 7 108 67,4 70,8 59,9 
Fonte: Elaborado pelo autor (2017). 
 
Quadro 7 – Equações de regressão para estimar o nível de ruído no ponto 3 
Equação ajustada R² 
Leq = 73,161 + (-0,137*Leves) + (0,244*Motos) + (2,054*Pesados1) + (0,551*Pesados2) 0,610 
L10 = 79,664 + (-0,168*Leves) + (0,143*Motos) + (1,797*Pesados1) + (0,625*Pesados2) 0,754 
L90 = 59,047 + (-0,163*Leves) + (0,56*Motos) + (1,297*Pesados1) + (1,188*Pesados2) 0,572 
 Fonte: Elaborado pelo autor (2017). 
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TEMPO (S)
Med 1 Med 2 Med 3 Med 4 Med 5 Med 6 Med 7
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d) Ponto 4: Rua Pinheiro Machado 
Características: 3 faixas de rodagem, sem estacionamento, plano, sentido único, 
pavimentação asfáltica. 
 
Figura 30 – Vista geral do ponto 4 
 
Fonte: Elaborado pelo autor (2017). 
 
Gráfico 4 – Níveis de pressão sonora coletados no ponto 4 
 
Fonte: Elaborado pelo autor (2017). 
 
Tabela 6 – Volume de tráfego e níveis de pressão sonora no ponto 4 
Medição Leves Motocicletas Pesados1 Pesados2 Total 
Leq 
(dB(A)) 
L10 
(dB(A)) 
L90 
(dB(A)) 
Med 1 72 9 0 7 88 67,8 71,7 58,5 
Med 2 85 13 0 5 103 72,0 75,8 64,3 
Med 3 77 8 1 7 93 65,8 69,2 59,3 
Med 4 81 5 1 3 90 65,6 69,6 59,1 
Med 5 73 2 1 5 81 66,1 69,2 57,9Med 6 63 3 0 3 69 66,1 69,9 56,4 
Med 7 71 5 1 4 81 67,2 70,8 59,5 
Fonte: Elaborado pelo autor (2017). 
 
Quadro 8 – Equações de regressão para estimar o nível de ruído no ponto 4 
Equação ajustada R² 
Leq = 63,308 + (0,048*Leves) + (0,409*Motos) + (1,267*Pesados1) + (-0,316*Pesados2) 0,779 
L10 = 67,921 + (0,039*Leves) + (0,464*Motos) + (-1,416*Pesados1) + (-0,43*Pesados2) 0,847 
L90 = 50,572 + (0,09*Leves) + (0,582*Motos) + (0,839*Pesados1) + (-0,462*Pesados2) 0,889 
 Fonte: Elaborado pelo autor (2017). 
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)
TEMPO (S)
Med 1 Med 2 Med 3 Med 4 Med 5 Med 6 Med 7
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e) Ponto 5: Rua Pinheiro Machado 
Características: 3 faixas de rodagem, sem estacionamento, declive pouco acentuado, 
sentido único, pavimentação asfáltica. 
 
Figura 31 – Vista geral do ponto 5 
 
Fonte: Elaborado pelo autor (2017). 
 
Gráfico 5 – Níveis de pressão sonora coletados no ponto 5 
 
Fonte: Elaborado pelo autor (2017). 
 
Tabela 7 – Volume de tráfego e níveis de pressão sonora no ponto 5 
Medição Leves Motocicletas Pesados1 Pesados2 Total 
Leq 
(dB(A)) 
L10 
(dB(A)) 
L90 
(dB(A)) 
Med 1 98 8 2 7 115 73,2 74,1 63,8 
Med 2 80 8 1 6 95 72,0 75,2 65,0 
Med 3 95 6 1 6 108 71,0 71,8 61,8 
Med 4 74 3 1 7 85 71,6 73,5 67,0 
Med 5 82 5 1 5 93 67,9 71,4 61,4 
Med 6 69 9 3 5 86 74,0 72,9 63,7 
Med 7 76 4 1 6 87 71,9 74,6 65,3 
Fonte: Elaborado pelo autor (2017). 
 
Quadro 9 – Equações de regressão para estimar o nível de ruído no ponto 5 
Equação ajustada R² 
Leq = 63,64 + (-0,72*Leves) + (0,434*Motos) + (1,05*Pesados1) + (1,682*Pesados2) 0,836 
L10 = 70,611 + (-0,106*Leves) + (0,617*Motos) + (-1,159*Pesados1) + (1,559*Pesados2) 0,724 
L90 = 63,345 + (-0,176*Leves) + (0,233*Motos) + (-0,517*Pesados1) + (2,401*Pesados2) 0,983 
 Fonte: Elaborado pelo autor (2017). 
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TEMPO (S)
Med 1 Med 2 Med 3 Med 4 Med 5 Med 6 Med 7
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f) Ponto 6: Rua Pinheiro Machado 
Características: 4 faixas de rodagem, sem estacionamento, aclive pouco acentuado, 
sentido único, pavimentação asfáltica. 
 
Figura 32 – Vista geral do ponto 6 
 
Fonte: Elaborado pelo autor (2017). 
 
Gráfico 6 – Níveis de pressão sonora coletados no ponto 6 
 
Fonte: Elaborado pelo autor (2017). 
 
Tabela 8 – Volume de tráfego e níveis de pressão sonora no ponto 6 
Medição Leves Motocicletas Pesados1 Pesados2 Total 
Leq 
(dB(A)) 
L10 
(dB(A)) 
L90 
(dB(A)) 
Med 1 99 8 1 3 111 72,6 76,4 57,9 
Med 2 95 9 0 0 104 72,8 76,7 57,3 
Med 3 113 7 1 1 122 67,8 71,8 54,9 
Med 4 103 5 2 3 113 70,1 74 60,7 
Med 5 116 9 0 3 128 71,9 75,2 58,2 
Med 6 66 11 0 3 80 66,5 68,9 59,1 
Med 7 106 10 1 3 120 71,3 75,7 58,1 
Fonte: Elaborado pelo autor (2017). 
 
Quadro 10 – Equações de regressão para estimar o nível de ruído no ponto 6 
Equação ajustada R² 
Leq = 62,095 + (0,081*Leves) + (0,075*Motos) + (-0,517*Pesados1) + (-0,018*Pesados2) 0,254 
L10 = 60,529 + (0,107*Leves) + (0,385*Motos) + (0,559*Pesados1) + (-0,338*Pesados2) 0,342 
L90 = 65,631 + (-0,054*Leves) + (-0,491*Motos) + (-0,437*Pesados1) + (0,954*Pesados2) 0,615 
 Fonte: Elaborado pelo autor (2017). 
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)
TEMPO (S)
Med 1 Med 2 Med 3 Med 4 Med 5 Med 6 Med 7
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g) Ponto 7: Avenida Júlio de Castilhos 
Características: 2 faixas de rodagem, pontos de estacionamento, aclive/declive pouco 
acentuado, sentido duplo, calçamento de paralelepipedo. 
 
Figura 33 – Vista geral do ponto 7 
 
Fonte: Elaborado pelo autor (2017). 
 
Gráfico 7 – Níveis de pressão sonora coletados no ponto 7 
 
Fonte: Elaborado pelo autor (2017). 
 
Tabela 9 – Volume de tráfego e níveis de pressão sonora no ponto 7 
Medição Leves Motocicletas Pesados1 Pesados2 Total 
Leq 
(dB(A)) 
L10 
(dB(A)) 
L90 
(dB(A)) 
Med 1 68 7 0 0 75 72,6 75,6 63,5 
Med 2 61 13 0 2 76 73,1 76,3 63,3 
Med 3 55 7 0 2 64 68,9 72,6 58,4 
Med 4 58 15 0 2 75 69,0 72,2 62,8 
Med 5 45 5 0 2 52 67,8 71,8 59,8 
Med 6 45 2 0 0 47 66,9 69,2 59,5 
Med 7 46 11 0 0 57 67,5 72,2 58,0 
Fonte: Elaborado pelo autor (2017). 
 
Quadro 11 – Equações de regressão para estimar o nível de ruído no ponto 7 
Equação ajustada R² 
Leq = 55,934 + (0,247*Leves) + (-0,003*Motos) + (0,138*Pesados2) 0,815 
L10 = 61,2 + (0,2*Leves) + (0,08*Motos) + (0,134*Pesados2) 0,708 
L90 = 49,353 + (0,201*Leves) + (0,051*Motos) + (0,112*Pesados2) 0,668 
 Fonte: Elaborado pelo autor (2017). 
35
45
55
65
75
85
95
105
1 9
1
7
2
5
3
3
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1
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7
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1
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1
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1
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3
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1
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1
5
3
1
6
1
1
6
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1
7
7
1
8
5
1
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3
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1
2
0
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2
1
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2
2
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2
3
3
2
4
1
2
4
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2
5
7
2
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2
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2
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1
2
8
9
2
9
7
D
E
C
IB
E
L
 (
D
B
A
)
TEMPO (S)
Med 1 Med 2 Med 3 Med 4 Med 5 Med 6 Med 7
69 
 
 
h) Ponto 8: Avenida Júlio de Castilhos 
Características: 2 faixas de rodagem, pontos de estacionamento, plano, sentido duplo, 
calçamento de paralelepipedo. 
 
Figura 34 – Vista geral do ponto 8 
 
Fonte: Elaborado pelo autor (2017). 
 
Gráfico 8 – Níveis de pressão sonora coletados no ponto 8 
 
Fonte: Elaborado pelo autor (2017). 
 
Tabela 10 – Volume de tráfego e níveis de pressão sonora no ponto 8 
Medição Leves Motocicletas Pesados1 Pesados2 Total 
Leq 
(dB(A)) 
L10 
(dB(A)) 
L90 
(dB(A)) 
Med 1 44 10 0 0 54 71,3 75,2 61,3 
Med 2 36 11 0 0 47 71,3 75,2 58,0 
Med 3 23 7 0 0 30 67,5 71,1 57,9 
Med 4 26 9 1 1 37 69,2 71,1 61,3 
Med 5 38 7 0 0 45 67,4 71,1 58,4 
Med 6 22 10 0 1 33 66,3 69,6 59,8 
Med 7 26 4 1 0 31 66,3 69,6 58,0 
Fonte: Elaborado pelo autor (2017). 
 
Quadro 12 – Equações de regressão para estimar o nível de ruído no ponto 8 
Equação ajustada R² 
Leq = 58,347 + (0,043*Leves) + (1,078*Motos) + (2,971*Pesados1) + (-3,322*Pesados2) 0,957 
L10 = 62,363 + (0,04*Leves) + (1,07*Motos) + (2,102*Pesados1) + (-4,178*Pesados2) 0,984 
L90 = 53,858 + (0,141*Leves) + (0,002*Motos) + (0,621*Pesados1) + (2,971*Pesados2) 0,737 
 Fonte: Elaborado pelo autor (2017). 
35
45
55
65
7585
95
105
1 9
1
7
2
5
3
3
4
1
4
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5
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6
5
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3
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1
8
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1
0
5
1
1
3
1
2
1
1
2
9
1
3
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1
4
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1
5
3
1
6
1
1
6
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1
7
7
1
8
5
1
9
3
2
0
1
2
0
9
2
1
7
2
2
5
2
3
3
2
4
1
2
4
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2
5
7
2
6
5
2
7
3
2
8
1
2
8
9
2
9
7
D
E
C
IB
E
L
 (
D
B
A
)
TEMPO (S)
Med 1 Med 2 Med 3 Med 4 Med 5 Med 6 Med 7
70 
 
 
i) Ponto 9: Avenida Júlio de Castilhos 
Características: 2 faixas de rodagem, sem estacionamento, plano, sentido duplo, 
calçamento de paralelepipedo. Localizado na praça central da cidade. 
 
Figura 35 – Vista geral do ponto 9 
 
Fonte: Elaborado pelo autor (2017). 
 
Gráfico 9 – Níveis de pressão sonora coletados no ponto 9 
 
Fonte: Elaborado pelo autor (2017). 
 
Tabela 11 – Volume de tráfego e níveis de pressão sonora no ponto 9 
Medição Leves Motocicletas Pesados1 Pesados2 Total 
Leq 
(dB(A)) 
L10 
(dB(A)) 
L90 
(dB(A)) 
Med 1 - - - - - - - - 
Med 2 44 8 2 1 55 70,5 72,9 57,6 
Med 3 - - - - - - - - 
Med 4 - - - - - - - - 
Med 5 10 4 0 0 14 62,3 64,7 57,5 
Med 6 15 4 0 2 21 71,7 71,8 60,6 
Med 7 19 4 0 0 23 69 72,2 62,8 
Fonte: Elaborado pelo autor (2017). 
 
OBS: Devido a erros na medição ocasionados pela construção dos estandes para a Feira do 
Livro na praça central, músicas de artistas de rua e presença massiva de vendedores ambulantes 
oferecendo seus produtos, só foi possível realizar 4 medições. Desta forma, as equações dos 
níveis de pressão sonora não foram geradas devido a insuficiência de amostras necessárias para 
regressão pelo software PASW Statistics 18 (SPSS). 
35
45
55
65
75
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1 9
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1
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1
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1
1
6
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1
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1
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3
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 (
D
B
A
)
TEMPO (S)
Med 1* Med 2 Med 3* Med 4* Med 5 Med 6 Med 7
* Erro na medição
71 
 
 
j) Ponto 10: Rua Sinimbu 
Características: 4 faixas de rodagem, sem estacionamento, aclive pouco acentuado, 
sentido único, pavimentação asfáltica. 
 
Figura 36 – Vista geral do ponto 10 
 
Fonte: Elaborado pelo autor (2017). 
 
Gráfico 10 – Níveis de pressão sonora coletados no ponto 10 
 
Fonte: Elaborado pelo autor (2017). 
 
Tabela 12 – Volume de tráfego e níveis de pressão sonora no ponto 10 
Medição Leves Motocicletas Pesados1 Pesados2 Total 
Leq 
(dB(A)) 
L10 
(dB(A)) 
L90 
(dB(A)) 
Med 1 123 15 3 6 147 74,3 77,8 63,3 
Med 2 125 13 0 6 144 78,4 81,8 57,2 
Med 3 127 8 2 5 142 68,9 72,6 58,7 
Med 4 154 5 3 9 171 69,9 74,1 59,5 
Med 5 130 10 0 11 151 69,7 73,2 59,8 
Med 6 131 11 2 6 150 70,1 73,0 61,7 
Med 7 99 8 1 9 117 68,8 71,5 61,3 
Fonte: Elaborado pelo autor (2017). 
 
Quadro 13 – Equações de regressão para estimar o nível de ruído no ponto 10 
Equação ajustada R² 
Leq = 59,033 + (0,078*Leves) + (0,706*Motos) + (-0,998*Pesados1) + (-0,405*Pesados2) 0,657 
L10 = 59,432 + (0,102*Leves) + (0,699*Motos) + (-0,973*Pesados1) + (-0,399*Pesados2) 0,621 
L90 = 58,44 + (-0,068*Leves) + (0,341*Motos) + (1,661*Pesados1) + (0,584*Pesados2) 0,862 
 Fonte: Elaborado pelo autor (2017). 
35
45
55
65
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95
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1 9
1
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2
5
3
3
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3
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1
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1
1
6
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1
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1
8
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1
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3
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1
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1
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3
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2
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3
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2
8
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2
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D
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C
IB
E
L
 (
D
B
A
)
TEMPO (S)
Med 1 Med 2 Med 3 Med 4 Med 5 Med 6 Med 7
72 
 
 
k) Ponto 11: Rua Sinimbu 
Características: 4 faixas de rodagem, sem estacionamento, aclive acentuado, sentido 
único, pavimentação asfáltica. 
 
Figura 37 – Vista geral do ponto 11 
 
Fonte: Elaborado pelo autor (2017). 
 
Gráfico 11 – Níveis de pressão sonora coletados no ponto 11 
 
Fonte: Elaborado pelo autor (2017). 
 
Tabela 13 – Volume de tráfego e níveis de pressão sonora no ponto 11 
Medição Leves Motocicletas Pesados1 Pesados2 Total 
Leq 
(dB(A)) 
L10 
(dB(A)) 
L90 
(dB(A)) 
Med 1 106 9 4 4 123 77,8 82,0 61,7 
Med 2 103 11 2 2 118 82,4 80,4 57,9 
Med 3 113 10 1 5 129 71,5 74,4 59,1 
Med 4 143 13 2 4 162 76,8 77,8 58,7 
Med 5 116 11 2 4 133 72,3 76,3 58,7 
Med 6 133 9 3 7 152 74,8 77,2 59,1 
Med 7 151 16 0 3 170 70,6 74,1 59,7 
Fonte: Elaborado pelo autor (2017). 
 
Quadro 14 – Equações de regressão para estimar o nível de ruído no ponto 11 
Equação ajustada R² 
Leq = 127,76 + (1,009*Leves) + (-10,984*Motos) + (-3,086*Pesados1) + (-11,381*Pesados2) 0,985 
L10 = 87,628 + (0,228*Leves) + (-2,415*Motos) + (1,111*Pesados1) + (-3,203*Pesados2) 0,986 
L90 = 42,138 + (-0,284*Leves) + (3,224*Motos) + (2,124*Pesados1) + (2,809*Pesados2) 0,568 
 Fonte: Elaborado pelo autor (2017). 
35
45
55
65
75
85
95
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1 9
1
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1
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2
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D
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C
IB
E
L
 (
D
B
A
)
TEMPO (S)
Med 1 Med 2 Med 3 Med 4 Med 5 Med 6 Med 7
73 
 
 
l) Ponto 12: Rua Sinimbu 
Características: 4 faixas de rodagem, sem estacionamento, plano, sentido único, 
pavimentação asfáltica. 
 
Figura 38 – Vista geral do ponto 12 
 
Fonte: Elaborado pelo autor (2017). 
 
Gráfico 12 – Níveis de pressão sonora coletados no ponto 12 
 
Fonte: Elaborado pelo autor (2017). 
 
Tabela 14 – Volume de tráfego e níveis de pressão sonora no ponto 12 
Medição Leves Motocicletas Pesados1 Pesados2 Total 
Leq 
(dB(A)) 
L10 
(dB(A)) 
L90 
(dB(A)) 
Med 1 138 13 3 4 158 74,8 79,3 62,4 
Med 2 105 9 2 3 119 74,3 77,8 54,6 
Med 3 119 11 1 4 135 71,3 73,7 58,1 
Med 4 132 15 1 9 157 70,3 73,7 59,6 
Med 5 143 11 2 1 157 69,5 72,6 59,9 
Med 6 69 6 0 4 79 69,8 73,7 58,3 
Med 7 96 11 2 5 114 71,6 74,1 66,0 
Fonte: Elaborado pelo autor (2017). 
 
Quadro 15 – Equações de regressão para estimar o nível de ruído no ponto 12 
Equação ajustada R² 
Leq = 68,589 + (0,097*Leves) + (-1,833*Motos) + (3,451*Pesados1) + (1,496*Pesados2) 0,768 
L10 = 69,604 + (0,196*Leves) + (-3,239*Motos) + (4,597*Pesados1) + (2,53*Pesados2) 0,858 
L90 = 67 + (-0,426*Leves) + (5,29*Motos) + (-1,117*Pesados1) + (-3,226*Pesados2) 0,686 
 Fonte: Elaborado pelo autor (2017). 
35
45
55
65
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1 9
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1
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 (
D
B
A)
TEMPO (S)
Med 1 Med 2 Med 3 Med 4 Med 5 Med 6 Med 7
74 
 
 
m) Ponto 13: Rua Os Dezoito do Forte 
Características: 3 faixas de rodagem, 1 faixa de estacionamento, plano, sentido único, 
pavimentação asfáltica. 
 
Figura 39 – Vista geral do ponto 13 
 
Fonte: Elaborado pelo autor (2017). 
 
Gráfico 13 – Níveis de pressão sonora coletados no ponto 13 
 
Fonte: Elaborado pelo autor (2017). 
 
Tabela 15 – Volume de tráfego e níveis de pressão sonora no ponto 13 
Medição Leves Motocicletas Pesados1 Pesados2 Total 
Leq 
(dB(A)) 
L10 
(dB(A)) 
L90 
(dB(A)) 
Med 1 82 2 3 3 90 71,0 75,2 57,2 
Med 2 80 3 0 2 85 69,6 72,7 48,4 
Med 3 80 9 1 4 94 66,2 67,7 58,0 
Med 4 60 7 1 3 71 64,4 67,1 54,6 
Med 5 59 5 0 1 65 65,0 69,6 51,8 
Med 6 56 5 0 1 62 64,2 67,7 58,2 
Med 7 73 7 0 4 84 66,8 71,1 57,1 
Fonte: Elaborado pelo autor (2017). 
 
Quadro 16 – Equações de regressão para estimar o nível de ruído no ponto 13 
Equação ajustada R² 
Leq = 59,573 + (0,14*Leves) + (-0,714*Motos) + (-0,034*Pesados1) + (0,48*Pesados2) 0,998 
L10 = 70,313 + (0,056*Leves) + (-1,298*Motos) + (-0,413*Pesados1) + (1,273*Pesados2) 0,931 
L90 = 57,588 + (-0,129*Leves) + (0,597*Motos) + (1,945*Pesados1) + (0,721*Pesados2) 0,488 
 Fonte: Elaborado pelo autor (2017). 
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45
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1 9
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2
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3
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D
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C
IB
E
L
 (
D
B
A
)
TEMPO (S)
Med 1 Med 2 Med 3 Med 4 Med 5 Med 6 Med 7
75 
 
 
n) Ponto 14: Rua Os Dezoito do Forte 
Características: 3 faixas de rodagem, 1 faixa de estacionamento, declive acentuado, 
sentido único, pavimentação asfáltica. 
 
Figura 40 – Vista geral do ponto 14 
 
Fonte: Elaborado pelo autor (2017). 
 
Gráfico 14 – Níveis de pressão sonora coletados no ponto 14 
 
Fonte: Elaborado pelo autor (2017). 
 
Tabela 16 – Volume de tráfego e níveis de pressão sonora no ponto 14 
Medição Leves Motocicletas Pesados1 Pesados2 Total 
Leq 
(dB(A)) 
L10 
(dB(A)) 
L90 
(dB(A)) 
Med 1 98 11 2 4 115 69,7 73,3 59,3 
Med 2 101 6 0 9 116 67,6 68,4 58,1 
Med 3 82 9 1 9 101 67,1 70,7 56,8 
Med 4 80 44 2 6 99 64,2 68,4 55,7 
Med 5 78 2 2 9 91 67,9 70,7 54,2 
Med 6 62 3 1 4 70 65,1 68,2 56,1 
Med 7 89 11 0 9 109 69,2 70,7 56,7 
Fonte: Elaborado pelo autor (2017). 
 
Quadro 17 – Equações de regressão para estimar o nível de ruído no ponto 14 
Equação ajustada R² 
Leq = 58,392 + (0,111*Leves) + (-0,082*Motos) + (-0,18*Pesados1) + (0,027*Pesados2) 0,462 
L10 = 62,866 + (0,065*Leves) + (0,07*Motos) + (0,931*Pesados1) + (0,015*Pesados2) 0,398 
L90 = 52,532+ (0,097*Leves) + (0,026*Motos) + (-0,703*Pesados1) + (-0,477*Pesados2) 0,883 
 Fonte: Elaborado pelo autor (2017). 
35
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65
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1 9
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D
E
C
IB
E
L
 (
D
B
A
)
TEMPO (S)
Med 1 Med 2 Med 3 Med 4 Med 5 Med 6 Med 7
76 
 
 
o) Ponto 15: Rua Os Dezoito do Forte 
Características: 3 faixas de rodagem, 1 faixa de estacionamento, plano, sentido único, 
pavimentação asfáltica. 
 
Figura 41 – Vista geral do ponto 15 
 
Fonte: Elaborado pelo autor (2017). 
 
Gráfico 15 – Níveis de pressão sonora coletados no ponto 15 
 
Fonte: Elaborado pelo autor (2017). 
 
Tabela 17 – Volume de tráfego e níveis de pressão sonora no ponto 15 
Medição Leves Motocicletas Pesados1 Pesados2 Total 
Leq 
(dB(A)) 
L10 
(dB(A)) 
L90 
(dB(A)) 
Med 1 107 6 0 5 118 68,0 71,4 58,0 
Med 2 121 16 0 9 146 66,8 70,0 60,3 
Med 3 99 10 3 5 117 67,6 69,9 62,2 
Med 4 87 15 0 2 104 67,4 69,1 59,6 
Med 5 118 11 0 5 134 66,0 69,0 56,8 
Med 6 61 5 1 8 75 65,3 68,6 55,3 
Med 7 89 7 1 6 103 67,0 69,9 60,4 
Fonte: Elaborado pelo autor (2017). 
 
Quadro 18 – Equações de regressão para estimar o nível de ruído no ponto 15 
Equação ajustada R² 
Leq = 65,782 + (0,024*Leves) + (-0,021*Motos) + (0,232*Pesados1) + (-0,216*Pesados2) 0,462 
L10 = 67,839 + (0,034*Leves) + (-0,123*Motos) + (0,014*Pesados1) + (-0,048*Pesados2) 0,459 
L90 = 52,893 + (0,034*Leves) + (0,249*Motos) + (1,485*Pesados1) + (-0,15*Pesados2) 0,660 
 Fonte: Elaborado pelo autor (2017). 
35
45
55
65
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1
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1
2
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9
2
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D
E
C
IB
E
L
 (
D
B
A
)
TEMPO (S)
Med 1 Med 2 Med 3 Med 4 Med 5 Med 6 Med 7
77 
 
 
4.1 ANÁLISE GERAL 
De acordo com os resultados obtidos apresentados para cada ponto, constatou-se que 
em todos os pontos analisados, nas 101 medições realizadas, os níveis de pressão sonora 
equivalente (Leq) excederam os limites de 60 dB (A) estabelecidos tanto pela normativa 
nacional NBR 10.151 (ABNT, 2000), como pela legislação municipal através da Lei 
Complementar Municipal 376/2010 (Caxias do Sul, 2010), expondo a população à níveis 
altamente incômodos e prejudiciais à saúde conforme exposto no Quadro 1. Através dos 
resultados dos 15 pontos, que podem ser observados com clareza no APÊNDICE A, onde são 
apresentadas as tabelas resumo das medições de Leq, L10, L90, Lmín e Lmáx, os níveis 
equivalentes (Leq) variaram entre 82,4 dB (A), obtido no ponto 11 e 62,3 dB (A), obtido no 
ponto 9, enquanto o nível máximo (Lmáx) obtido foi 101,8 dB (A), também no ponto 11 e o 
nível mínimo (Lmín) foi 40,6 dB (A) no ponto 13. 
A partir dos resultados gerais presentes nas tabelas do Apêncice A, pode-se montar a 
Tabela 18, apresentada abaixo, onde são mostrados os resultados médios de NPS em cada ponto 
após todas as medições. 
Tabela 18 – Média dos níveis acústicos obtidos em campo 
Pontos 
Leq 
(dB (A)) 
L10 
(dB (A)) 
L90 
(dB (A)) 
Lmín 
(dB (A)) 
Lmáx 
(dB (A)) 
1 66,5 69,7 59,5 55,8 78,0 
2 66,8 70,2 57,3 53,3 79,0 
3 67,4 70,7 56,3 52,0 79,2 
4 67,2 70,9 59,3 56,8 77,4 
5 71,7 73,4 64,0 60,3 85,4 
6 70,4 74,1 58,0 54,7 81,8 
7 69,4 72,9 60,8 57,1 81,9 
8 68,5 71,9 59,2 56,2 81,3 
9 68,4 70,4 59,6 55,0 81,6 
10 71,4 74,9 60,2 55,5 84,1 
11 75,2 77,5 59,3 55,0 90,0 
12 71,7 75,0 59,8 55,9 84,9 
13 66,7 70,2 55,0 51,9 79,6 
14 67,3 70,1 56,7 52,9 80,6 
15 66,9 69,7 58,9 55,8 79,4 
Fonte: Elaborado pelo autor (2017). 
 
78 
 
 
Como forma de facilitar a visualização dos dados acústicos médios obtidos, os 
resultados da Tabela 18 são apresentados na forma gráfica, no Gráfico 16, destacando o nível 
de pressão sonora equivalente (Leq), além do limite normativo federal e municipal de 60 dB 
(A). 
Gráfico 16 – Níveis de pressão sonora médio após todas medições 
Fonte: Elaborado pelo autor (2017). 
Analisando osdados da Tabela 18 e o Gráfico 16, foi possível avaliar o quão acima 
dos limites estão os níveis de pressão sonora equivalente médios na área analisada. Em média, 
os níveis equivalentes médios (Leq) ultrapassaram 9 dB (A) além do limite normativo 
estabelecido. Os piores casos são nos pontos 5, 10, 11 e 12, onde os níveis de pressão sonora 
equivalente médio excederam o limite normativo em 11,7 dB (A), 11,4 dB (A), 15,2 dB (A) e 
11,7 dB (A) respectivamente, podendo causar grande desconforto a população, gerarando 
problemas como dores de cabeça, estresse e nervosismo. Ainda pelo Gráfico 16, é possível 
verificar a relação existente entre o Lmáx, o L10 e o nível de pressão sonora equivalente (Leq), 
assim como a relação entre o L90 e o Lmín. 
É importante lembrar que o estudo do ruído urbano considera todas as fontes sonoras 
do ambiente, como o ruído gerado pelo tráfego, caixas de som, canteiro de obras, etc., porém, 
nas medições realizadas, os níveis de pressão sonora obtidos foram atribuídos principalmente 
ao tráfego de veículos, visto que não foram observadas outras fontes importantes que pudessem 
alterar os valores de NPS. O Gráfico 17 tenta encontar a influência do número de veículos no 
45
50
55
60
65
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75
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85
90
95
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15
D
ec
ib
el
 (
d
B
A
)
Pontos de Medição
Leq L10 L90 Lmín Lmáx Limite Normativo
79 
 
 
nível de pressão snora equivalente obtido, no entanto, devido ao ruído de tráfego ser 
influenciado por diversos fatores (tipo de veículo, velocidade, etc.), não foi possível encontrar 
uma relação geral entre todos os pontos. A única relação existente e que pode ser constatada é 
que ruas com paralelepípedos apresentam um Leq semelhante ao obtido em ruas com 
pavimentação asfáltica, porém necessitando de um fluxo médio de veículos muito menor, 
demontrando que o uso de paralelepípedos na zona central de Caxias do Sul causa um maior 
ruído se comparado a pavimentos asfálticos. 
Gráfico 17 – Relação nível de pressão sonora equivalente média x fluxo médio de veículos 
 
 Fonte: Elaborado pelo autor (2017). 
Comparando-se ainda os resultados das 101 medições de nível de pressão sonora 
equivalente obtidos neste trabalho (apresentadas tanto no Apêndice A como na Tabela 19, 
porém nesta última com uma classificação por meio de uma escala de cores para facilitar a 
visualização dos maiores e menores níveis de pressão sonora equivalente), com uma 
classificação de ruído apresentada por Coelho et al.7 (1996, apud NAGEM, 2004) para 
mapeamentos acústicos realizados em Portugal, pode-se verificar que 4,95% das medições 
foram pouco ruidosas, com Leq ≤ 65 dB (A), 91,09% foram ruidosas, com Leq entre 65 dB (A) 
e 75 dB (A) e 3,96% muito ruidosas, com Leq ≥ 75 dB (A), conforme Tabela 20. 
 
 
 
7 COELHO, J. L. B., et al. Avaliação da exposição ao ruído da população em Portugal. In: I Simpósio Brasileiro 
de metrologia em acústica e vibrações; XVII Encontro da sociedade brasileira de acústica, 1996, Petrópolis. 
Anais... Petrópolis: Sociedade Brasileira de Acústica, p. 275-278, 1996. 
80 
 
 
Tabela 19 – Resultados de nível de pressão sonora equivalente (𝐿𝐴𝑒𝑞) 
Pontos 
Analisados 
Dias de medição Leq 
médio 
(dBA) 
1 2 3 4 5 6 7 
Leq (dBA) 
P1 66.7 Erro 67.8 66.5 65.8 65.6 66.7 66.5 
P2 67.6 69.0 67.2 65.9 65.3 65.3 67.4 66.8 
P3 67.9 70.0 66.6 65.5 67.7 66.5 67.4 67.4 
P4 67.8 72.0 65.8 65.6 66.1 66.1 67.2 67.2 
P5 73.2 72.0 71.0 71.6 67.9 74.0 71.9 71.7 
P6 72.6 72.8 67.8 70.1 71.9 66.5 71.3 70.4 
P7 72.6 73.1 68.9 69.0 67.8 66.9 67.5 69.4 
P8 71.3 71.3 67.5 69.2 67.4 66.3 66.3 68.5 
P9 Erro 70.5 Erro Erro 62.3 71.7 69.0 68.4 
P10 74.3 78.4 68.9 69.9 69.7 70.1 68.8 71.4 
P11 77.8 82.4 71.5 76.8 72.3 74.8 70.6 75.2 
P12 74.8 74.3 71.3 70.3 69.5 69.8 71.6 71.7 
P13 71.0 69.6 66.2 64.4 65.0 64.2 66.8 66.7 
P14 69.7 67.6 67.1 64.2 67.9 65.1 69.2 67.3 
P15 68.0 66.8 67.6 67.4 66.0 65.3 67.0 66.9 
 Fonte: Elaborado pelo autor (2017). 
Tabela 20 – Classificação dos resultados obtidos 
Classificação Medições % 
Leq ≤ 65 dB (A) Pouco ruidosas 5 4,95 
65 < Leq < 75 dB (A) Ruidosas 92 91,09 
Leq ≥ 75 dB (A Muito ruidosas 4 3,96 
Fonte: Elaborado pelo autor (2017). 
Analisando a Tabela 20, juntamente com os dados de Leq em cada ponto, percebe-se 
que das 4 medições tidas como muito ruidosas, 3 destas foram no ponto 11 (77,4 dB (A), 82,4 
dB (A) e 76,8 dB (A)), portanto este, foi considerado o pior ponto da área analisada. Os 
resultados elevados de NPS tanto neste ponto como nos pontos 10 e 12, ambos na Rua Sinimbu, 
são consequência do número de faixas de rodagem, que acarretam em um maior fluxo de 
veículos combinado ao terreno em aclive nos pontos 10 e 11, que auxiliam e muito no aumento 
do ruído devido a diminuição de marchas e aumento da rotação do motor. Em relação às 
medidas pouco ruidosas, com Leq ≤ 65 dB (A), 3 destas foram obtidas no ponto 13, próximo a 
Faculdade da Serra Gaúcha (FSG). Estes níveis mais baixos observados podem ser 
consequência do terreno plano aliado ao pequeno fluxo médio de veículos. Enquanto nos pontos 
10, 11 e 12, foram observados uma média de 146, 141 e 131 veículos respectivamente, o fluxo 
81 
 
 
médio no ponto 13 foi de apenas 78 veículos, o que representa quase metade do fluxo dos pontos 
na Rua Sinimbu (10, 11 e 12). 
Os maiores valores obtidos concentram-se ao longo dos dois principais corredores de 
tráfego do centro da cidade, a Rua Sinimbu, fazendo o sentido Oeste - Leste, e a Rua Pinheiro 
Machado, fazendo o sentido oposto. Dos pontos 4, 5 e 6 localizados na Rua Pinheiro Machado, 
merece atenção especial o ponto 5, com nível de pressão sonora equivalente médio de 71,7 dB 
(A), L10 de 73,4 dB (A), L90 médio de 64 dB (A), Lmín médio de 60,3 dB (A) e Lmáx médio 
de 84,4 dB (A). O ponto 5 está localizado em frente a um terminal de parada de ônibus, 
auxiliando para a obtenção de maiores níveis de pressão sonora principalmente devido aos 
sistemas de freios utilizado pelos ônibus que emitem um alto ruído. Além disso, este ponto 
apresenta o maior nível L90, nível de pressão sonora presente em 90% do tempo, sendo 
portanto, o ponto mais ruidoso na maior parte do tempo. 
Em relação aos pontos 7, 8 e 9, localizados na Avenida Júlio de Castilhos é importante 
ressaltar que apesar de possuírem os menores fluxos médios de veículos, com 64, 40 e 29 
veículos respectivamente, a avenida é feita de paralelepípedos e as construções são altas e 
próximas a via, contribuindo para criação de um campo reverberante e assim obtendo resultados 
de Leq médio superiores por exemplo aos dos pontos 1, 2, 3, 13, 14 e 15, que possuem um 
maior fluxo de veículos. O nível acústico obtido na Avenida Júlio de Castilhos só não foi maior 
devido ao baixo fluxo de veículos pesados 1 e pesados 2, e por possuir apenas uma via simples 
e estreita em cada sentido fazendo o trânsito fluir lentamente. 
 Os pontos 1, 2, 3, localizados na Rua Bento Gonçalves possuem características de 
fluxo intenso, com média de 111, 92 e 103 veículos respectivamente, contudo os níveis 
equivalentes médios obtidos não foram tão elevados se comparado aos outros pontos, apesar de 
possuirem o maior fluxo médio das ruas de pesados 2, caracterizado por ônibus. No entanto, 
diferentemente do ponto 5 onde existe um terminal de ônibus em frente ao ponto, o terminal 
mais próximo dos pontos de medição na Rua Bento Gonçalves está a aproximadamente 60 
metros do ponto 1 não afetando a medição. Nos outros dois pontos (2 e 3), os ônibus estão 
somente de passagem, contribuindo somente com o ruído do motor e não com frenagens paraelevar o NPS. 
Assim como os pontos 1, 2 e 3, os pontos 13, 14 e 15 apresentaram níveis de ruído na 
faixa de 66 e 67 dB (A). Os pontos 13 e 15 localizados em terreno plano apresentaram menor 
nível de pressão sonora equivalente do que o ponto 14, que apresenta um declive acentuado e 
assim como no ponto 5 teve o NPS influenciado pelos sistemas de freio de ônibus e caminhões. 
82 
 
 
Os níveis acústicos obtidos para o ponto 14 também foram influenciados pelo maior volume de 
pesados 1 e pesados 2 do que nos pontos 13 e 15. 
Vale a pena frisar que todas as medições realizadas foram feitas no horário de pico 
(17:00h às 18:30h), onde o ruído tende a ser maior, expondo assim o pior caso da área analisada. 
Além disso, apesar das placas de velocidade no centro e Caxias do Sul limitarem a velocidade 
a 40 Km/h, a velocidade observada nos pontos 3, 5, 6, 10, 11 e 12 aparentava ser superior ao 
limite estabelecido contribuindo para o aumento do NPS e consequentemente do Leq. Através 
dos resultados também foi possível perceber uma relação entre os níveis de pressão sonora 
obtidos e a topografia, visto que foram medidos níveis de ruído maiores em locais de aclives e 
declives se comparado a locais planos na mesma rua ou avenida. 
4.2 ANÁLISE DAS EQUAÇÕES GERADAS 
Conforme destacado na fundamentação teórica, no item 2.6.1, o ruído de tráfego é 
influenciado pelo comportamento do motorista, pelas condições de pavimentação, pelos tipos 
de veículos e pela manutenção dada a eles, portanto somente a relação entre número de veículos 
e nível de ruído obtido talvez não seja a melhor consideração a ser feita, porém como estimativa 
de ruído para um determinado ponto, é uma opção válida. Assim sendo, foram geradas equações 
para estimar o ruído em função do fluxo de 4 categorias de veículos em cada ponto durante 
medições de tráfego de 5 minutos conforme exposto do Quadro 5 ao Quadro 18, e suas 
eficiências foram analisadas comparando o coeficiente de determinação R², considerando como 
equação eficiente quando R² maior que 0,80. No Gráfico 18, é possível observar mais 
facilmente estes resultados. 
Gráfico 18 – Coeficientes de determinação R² para as equações geradas em cada ponto 
 
Fonte: Elaborado pelo autor (2017). 
0
0.2
0.4
0.6
0.8
1
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15C
o
e
fi
ci
en
te
 d
e 
D
et
er
m
in
aç
ão
 
R
²
Equação Leq Equação L10 Equação L90
*Sem resultados devido a poucas medições 
* 
83 
 
 
Os resultados encontrados para as equações de nível de pressão sonora equivalente 
(Leq), mostraram-se satisfatórios para os pontos 1, 5, 7, 8, 11 e 13, possuindo coeficiente de 
determinação R² acima de 0,815, merecendo destaque as equações do ponto 1, 11 e 13 com 
coeficientes acima de 0,985. Em relação as equações para estimar o L90, pode-se considerar 
como satisfatório as equações dos pontos 1, 4, 5, 10 e 14, com R² superior a 0,862, destacando-
se os pontos 1 e 5, com R² superior a 0,97. Para as equações de estimativa do nível L10, os 
pontos 1, 2, 4, 8, 11, 12, 13 obtiveram R² superiores a 0,827, com destaque para os pontos 1, 8 
e 11, que obtiveram R² superior a 0,984. Estas equações poderão, portanto, serem utilizadas 
para estimar o ruído nos pontos analisados, porém não devem substituir o uso de equipamentos 
calibrados, ficando restritas a estimativas. 
O restante das equações não obteve coeficientes de determinação muito elevados, 
portanto não devem ser utilizadas para estimar o ruído na área analisada. Estes resultados 
inferiores ocorrem, pois, as medições de ruído urbano não se tratam de experimentos 
controlados em laboratório, podendo assim sofrer diversas interferências de outras fontes 
sonoras e não apenas do ruído de tráfego. 
4.3 MAPAS ACÚSTICOS 
Os mapas acústicos para a área central de Caxias do Sul – RS, foram desenvolvidos 
no software ArcGIS 10.3, com base nos dados da Tabela 18, que apresenta os níveis médios 
obtidos para cada ponto. Foram desenvolvidos mapas acústicos para os níveis médios de 
pressão sonora equivalente (𝐿𝐴𝑒𝑞), conforme Figura 42, e para os níveis médios de L10 e L90, 
conforme Figura 43 e Figura 44 respectivamente. 
Em relação aos mapas desenvolvidos, é importante frisar que os mesmos não 
consideram a propagação do som ao ar livre, não representando assim perdas ou ganhos de 
intensidade ocasionadas por superfícies com materiais refletores ou absorventes, porém, como 
primeira observação da situação acústica do centro da cidade, os mapas se tornam de grande 
valia. 
Também vale ressaltar que se pensou em excluir o ponto 9 no desenvolvimento dos 
mapas devido as médias dos níveis de pressão sonora terem sido obtidas através de um menor 
número de medições. No entanto, a proximidade deste ponto do ponto 11, que possui os maiores 
níveis de ruído, fez com que a exclusão do ponto 9 fosse descartada, visto que a interpolação 
IDW faria com que os níveis de pressão sonora do ponto 11 se destacassem de forma demasiada 
na área do ponto 9, não demostrando a situação real aproximada. 
 
 
 
 
8
4
 
Figura 42 – Mapa acústico para o horário de pico com dados de 𝐿𝐴𝑒𝑞 médio 
 
 Fonte: Elaborado pelo autor (2017). 
 
 
 
 
 
8
5
 
Figura 43 – Mapa acústico para o horário de pico com dados de L10 médio 
 
 Fonte: Elaborado pelo autor (2017). 
 
 
 
 
 
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Figura 44 – Mapa acústico para o horário de pico com dados de L90 médio 
 
 Fonte: Elaborado pelo autor (2017) 
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Através da análise dos mapas acústicos desenvolvidos, pode-se identificar os locais 
onde há um maior excesso de ruído de maneira mais fácil do que a análise de dados em tabelas, 
permitindo observar através da variação de cores, a intensidade e a distribuição do ruído dentro 
da área analisada. No primeiro mapa acústico (Figura 42), que apresenta a situação acústica 
para os níveis equivalentes (𝐿𝐴𝑒𝑞), é possível observar através da escala de cores, que os níveis 
médios variaram de 66 dB (A) (cores tendendo ao verde) a 76 dB (A) (cores tendendo ao 
vermelho), sendo os pontos mais ruidosos concentrados na rua Sinimbu, enquanto os pontos 
menos ruidosos, mas ainda acima do permitido em leis e normas, estão nas ruas Bento 
Gonçalves e Os Dezoito do Forte. 
A análise dos mapas também permitiu comprovar a relação já observada anteriormente 
entre os níveis equivalentes (𝐿𝐴𝑒𝑞) e o o nível estatístico L10, visto que observando ambos os 
mapas (Figura 42 e Figura 43), é possível notar que os pontos de maior e menor ruído se 
encontram nos mesmos locais, podendo também constatar que o nível L10 médio é superior em 
média 3 dB(A) ao nível de pressão sonora equivalente médio em todos os pontos, assim como 
constatado por Sattler et al.8 (1996, apud NUNES, 1999). 
Observando de forma geral o mapa desenvolvido para nível L90, percebe-se que os 
níveis acústicos na maior parte da área analisada se encontram dentro de níveis aceitáveis, 
porém, com o ruído emitido pelo fluxo de tráfego presente no centro de Caxias, o nível de 
pressão sonora equivalente (𝐿𝐴𝑒𝑞) aumenta significativamente. Outra análise que deve ser feita 
é quando se compara o mapa acústico desenvolvido para o nível estatístico L90 (Figura 44) 
com o mapa acústico do nível de pressão sonora equivalente (Figura 42). 
Enquanto os maiores níveis de pessão sonora equivalente (𝐿𝐴𝑒𝑞) se encontram na rua 
Sinimbu, os maiores níveis de pressão sonora em 90% do tempo (L90) se encontram no ponto 
5, na Rua Pinheiro Machado, demonstrando que o terminal de ônibus ali presente contribui 
significativamente para o aumento dos níveis de pressão sonora em 100% do tempo,possuindo 
um trânsito mais regular. No entanto, no ponto 11, ponto que possui o maior nível pressão 
sonora equivalente médio (75,2 dB (A)), apresenta um nível L90 médio, 15,9 dB (A) inferior 
ao 𝐿𝐴𝑒𝑞 médio obtido, enquanto no ponto 5 essa diferença entre L90 e 𝐿𝐴𝑒𝑞 é de apenas 7,7 dB 
(A). Dessa forma o ponto 11 tende a ser mais incomodo do que o ponto 5, visto que quando os 
 
8 SATTLER, M. A. et al. Avaliação de impacto em ruído ambiental determinado pela introdução de sistema binário 
de tráfego. In: Encontro anual da sociedade brasileira de acústica, 1996, Petrópolis. Anais ... Petrópolis: 
Sociedade Brasileira de Acústica, p. 219-222, 1996. 
88 
 
 
 
8
8
 
níveis L10 e L90 estão mais próximos, ocorre uma menor percepção ao ruído, pois a população 
se “adapta” mais facilmente devido ao fluxo de veículos ser permanente e não oscilatório como 
ocorre no ponto 11. 
Essa análise é importante pois consegue avaliar se os ruídos medidos em cada ponto 
estão sempre em níveis elevados ou se somente em parte do tempo, podendo assim encontrar a 
melhor solução para cada caso. Além disto, a partir das medições realizadas e dos mapas 
desenvolvidos foi possível confirmar que o nível estatístico L10 é o nível que melhor caracteriza 
o ruído de tráfego enquanto o L90 caracteriza o ruído de fundo, assim como outros autores já 
haviam afirmado. 
Ao se observar os mapas acústicos fica evidente que o uso da ferramenta de 
interpolação para o desenvolvimento de mapas acústicos é interessante, porém, ao analisar mais 
cuidadosamente os mapas de 𝐿𝐴𝑒𝑞 e L10 (Figura 42 e Figura 43) se percebe que talvez não seja 
a melhor solução. Esta análise é feita com base na observação da rua Sinimbu, onde o alto ruído 
obtido nos pontos P10, P11 e P12 devido ao alto fluxo de tráfego nos dá a entender que nos 
pontos médios, entre P10 e P11 e entre P11 e P12, o ruído deveria ser alto também, no entanto, 
a ferramenta de interpolação não consegue traduzir isso fielmente, logo, o uso de mais pontos 
de medição ou o uso de softwares acústicos é indicado. 
4.4 SUGESTÕES PARA REDUZIR O RUÍDO NA ÁREA DE ESTUDO 
A partir dos resultados obtidos e das análises feitas, pode-se pensar em algumas 
sugestões para redução do ruído na área analisada, melhorando assim o conforto acústico da 
população. Entre as sugestões estão: 
 
a) substituição do tipo de pavimento por outro que cause um menor ruído no atrito 
pneu-pavimento como por exemplo revestimentos asfálticos com adição de 
borracha ou asfalto poroso, porém, estas opções tem custo elevado; 
b) fiscalizações mais rígidas em relação ao limite de velocidade ou instalação de 
redutores de velocidade nas ruas Sinimbu e Pinheiro Machado onde o limite de 40 
Km/h raramente é respeitado, aumentando assim o nível de ruído; 
c) informar a população dos níveis de ruído existentes na área e também dos 
malefícios à saúde, podendo assim auxiliar na conscientização; 
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9
 
d) maior controle, por parte da prefeitura ou do órgão responsável, dos níveis de ruído 
do transporte coletivo urbano (ônibus) exigindo quando necessário manutenção 
adequada ou substituição por veículos mais silenciosos; 
e) ajuste dos tempos dos semáforos e sincronização dos mesmos, com a intenção 
melhorar a fluidez do tráfego de veículos para que não ocorram tantas paradas e 
acelerações; 
f) identificar os materiais utilizados nos sistemas de vedação vertical externa dos 
novos projetos de edificações para avaliar se são matérias absorventes ou 
amplificantes, sugerindo trocas quando necessário. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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5 CONCLUSÕES 
O presente trabalho, através dos resultados apresentados, mostrou a importância do 
estudo acústico urbano por meio do desenvolvimento de mapas de ruído que poderão auxiliar 
na visualização dos níveis de pressão sonora em um determinado local, permitindo a toda 
população a fácil visualização da situação acústica. Além disso, os mapas podem contribuir 
tanto para que planos de redução de ruído possam ser criados como também para amparar 
engenheiros e arquitetos na escolha dos materiais utilizados nos sistemas de vedação vertical 
externa (SVVE) para o desenvolvimento de empreendimentos com melhores desempenhos 
acústicos. 
A metodologia aqui utilizada baseou-se em diversos autores e pode-se perceber que a 
definição do número de pontos necessários e do tempo de medição em cada ponto para que o 
mapeamento ocorra de forma a fornecer resultados adequados refletindo a situação acústica do 
local ainda carece de estudos e de normativas nacionais, portanto a aplicação de diferentes 
metodologias em uma área e a comparação dos resultados obtidos pode ser interessante. 
Este trabalho também demostrou que o uso de software de informação geográfica 
(ArcGIS 10.3) para desenvolver os mapas acústicos na ausência de softwares acústicos 
específicos é de grande utilidade, permitindo uma primeira aproximação para a situação 
acústica da área de estudo, no entanto, indica-se o uso de mais pontos de medição em estudos 
futuros, principalmente em vias de alto fluxo de veículos. 
Igualmente à maioria dos mapeamentos acústicos já realizados, o tráfego de veículos 
em Caxias do Sul – RS é a principal fonte de ruído, sendo o ruído gerado pelo motor de motos 
e pelo motor e freio de ônibus os que mais influenciam para o aumento dos níveis de pressão 
sonora aparentemente, sendo sugeridas medidas como o controle da velocidade para redução 
do nível de pressão sonora. Foi possível perceber também a influência da topografia nos níveis 
sonoros medidos, onde terrenos em aclive ou declive apresentaram níveis mais elevados de 
ruído se comparado a outros pontos na mesma rua. 
Vale ressaltar que estes resultados obtidos de níveis de pressão sonora só tendem a 
aumentar nos próximos anos caso nenhuma medida seja tomada, visto que o aumento da frota 
de veículos é constante devido as políticas públicas adotadas atualmente no Brasil onde o 
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1
 
consumo de veículos é auxiliado através de incentivos fiscais e de condições de financiamento 
facilitadas. 
Conclui-se ainda que os mapas de ruído gerados neste trabalho para a zona central de 
Caxias do Sul – RS, apesar de serem em pequena escala, aproximadamente 400.000 m², 
constituem um primeiro passo para que em alguns anos toda a cidade possa ser mapeada, como 
já é feito na Europa (COMUNIDADES EUROPEIAS, 2002), ou em cidades brasileiras como 
Fortaleza (PREFEITURA DE FORTALEZA, 2013) e São Paulo (SÃO PAULO, 2016), 
colaborando com a redução da poluição sonora. 
O problema do ruído urbano que atinge Caxias do Sul e outros tantos centros urbanos 
brasileiros não tem uma única solução, sendo necessárias medidas em conjunto por parte da 
população, de especialistas da área e de autoridades. Nesse sentido, acredita-se que os mapas 
poderão constituir um importante instrumento de planejamento e fiscalização, proporcionando 
a visualização e correlação direta entre os níveis de pressão sonora e a localização sobre a malha 
urbana, identificando assim pontos críticos e facilitando a tomada de decisões para que os níveis 
de pressão sonora passem a ser aceitáveis, dentro dos limites normativos, trazendo conforto 
acústico à população e melhorando a qualidade de vida das pessoas que residem nesta região. 
Os mapas também podem servir para auxiliar na escolha dos melhores locais no centro da 
cidade para implantação de novas edificações que exijam maior silêncio como hospitais ou 
escolas,favorecendo assim o conforto acústico de seus usuários. 
Como sugestão, as medições acústicas poderiam continuar de forma a aumentar a base 
de dados e também a área analisada, e ao longo dos anos inserir os resultados acústicos, na 
forma de mapas, na plataforma online do Sistema de Informação Geográfica Municipal 
(GEOCaxias), para que toda população tenha acesso. Dessa forma, com a população possuindo 
informações acerca do ruído urbano e sendo informada sobre os efeitos adversos decorrentes 
deste, a implementação de estratégias de redução do ruído urbano se tornam mais abrangentes 
e facilitadas. 
Por fim, os objetivos propostos no início deste foram alcançados com êxito, e por se 
tratar do primeiro trabalho deste assunto na cidade de Caxias do Sul, espera-se que as 
discussões, resultados e a metodologia desta pesquisa sirvam como referência para posteriores 
trabalhos na área de acústica urbana na cidade e como forma de auxílio na gestão dos níveis de 
ruído por parte das autoridades municipais. Além disso, como este tipo de estudo, até o 
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2
 
momento, é raro no Brasil, as informações presentes aqui também poderão servir de base para 
outras cidades brasileiras. 
5.1 SUGESTÕES PARA FUTUROS TRABALHOS 
Para continuidade aos estudos de conforto acústico urbano são apresentadas algumas 
sugestões: 
 
a) ampliar o estudo para mais áreas da cidade 
b) realizar o levantamento das alturas das edificações do centro de Caxias do Sul - RS 
e aplicar os resultados obtidos neste trabalho em um software acústico (CadnaA, 
SoundPlan, etc.) para obtenção de um mapa 3D, também considerando assim as 
absorções e reflexões sonoras; 
c) realizar a avaliação do ruído urbano no período da manhã e no período da noite 
para verificar a oscilação ao longo do dia; 
d) realizar uma pesquisa com imobiliárias para analisar a influência do ruído urbano 
no preço dos imóveis; 
e) realizar uma estimativa do númeo de pessoas expostas aos níveis de ruído acima 
do permitido; 
f) realizar entrevistas com a população para verificar o grau de incômodo em áreas 
de ruído elevado; 
g) avaliar os tempos de medição em campo, relacionando com os resultados obtidos 
de níveis de pressão sonora equivalente, semelhante aos estudos de Mendonça et 
al. (2012), visto que medições curtas aceleram a coleta de dados, mas podem gerar 
informações insuficientes, enquanto medições com tempos longos são cansativas 
e exigem disponibilidade de pessoas e equipamentos por um período maior, 
podendo gerar o mesmo resultado de medições com um tempo menor; 
h) investigar soluções adotadas em outros locais para diminuição do tráfego que 
trouxeram resultados positivos na diminuição do nível de ruído; 
i) desenvolver uma cartilha/apostila para elaboração de mapas de ruído urbano; 
j) desenvolver um plano municipal de redução de ruído; 
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3
 
k) realizar a medição do nível de ruído no interior das edificações, verificando se os 
níveis de ruído estão de acordo com os estabelecidos pela legislação para o 
conforto acústico, conforme as atividades de cada local (hospitais, escolas, etc.). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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APÊNDICE A 
Tabela A1 – Resumo dos dados obtidos para 𝐿𝐴𝑒𝑞 em todos pontos 
Pontos 
Analisados 
Dias de medição Leq 
médio 
(dBA) 
1 2 3 4 5 6 7 
Leq (dBA) 
P1 66,7 Erro 67,8 66,5 65,8 65,6 66,7 66,5 
P2 67,6 69,0 67,2 65,9 65,3 65,3 67,4 66,8 
P3 67,9 70,0 66,6 65,5 67,7 66,5 67,4 67,4 
P4 67,8 72,0 65,8 65,6 66,1 66,1 67,2 67,2 
P5 73,2 72,0 71,0 71,6 67,9 74,0 71,9 71,7 
P6 72,6 72,8 67,8 70,1 71,9 66,5 71,3 70,4 
P7 72,6 73,1 68,9 69,0 67,8 66,9 67,5 69,4 
P8 71,3 71,3 67,5 69,2 67,4 66,3 66,3 68,5 
P9 Erro 70,5 Erro Erro 62,3 71,7 69,0 68,4 
P10 74,3 78,4 68,9 69,9 69,7 70,1 68,8 71,4 
P11 77,8 82,4 71,5 76,8 72,3 74,8 70,6 75,2 
P12 74,8 74,3 71,3 70,3 69,5 69,8 71,6 71,7 
P13 71,0 69,6 66,2 64,4 65,0 64,2 66,8 66,7 
P14 69,7 67,6 67,1 64,2 67,9 65,1 69,2 67,3 
P15 68,0 66,8 67,6 67,4 66,0 65,3 67,0 66,9 
 Fonte: Elaborado pelo autor (2017). 
 
 
Tabela A2 - Resumo dos dados obtidos para L10 em todos pontos 
Pontos 
Analisados 
Dias de medição L10 
médio 
(dBA) 
1 2 3 4 5 6 7 
L10 (dBA) 
P1 69,9 Erro 70,3 69,9 68,3 68,8 70,7 69,7 
P2 71,4 71,8 70,3 69,1 69,2 68,6 70,6 70,1 
P3 71,4 73,3 70,7 69,2 69,7 69,6 70,8 70,7 
P4 71,7 75,8 69,2 69,6 69,2 69,9 70,8 70,9 
P5 74,1 75,2 71,8 73,5 71,4 72,9 74,6 73,4 
P6 76,4 76,7 71,8 74,0 75,2 68,9 75,7 74,1 
P7 75,6 76,3 72,6 72,2 71,8 69,2 72,2 72,9 
P8 75,2 75,2 71,1 71,1 71,1 69,6 69,6 71,9 
P9 Erro 72,9 Erro Erro 64,7 71,8 72,2 70,4 
P10 77,8 81,8 72,6 74,1 73,2 73,0 71,5 74,9 
P11 82,0 80,4 74,4 77,8 76,3 77,2 74,1 77,5 
P12 79,3 77,8 73,7 73,7 72,6 73,7 74,1 75,0 
P13 75,272,7 67,7 67,1 69,6 67,7 71,1 70,2 
P14 73,3 68,4 70,7 68,4 70,7 68,2 70,7 70,1 
P15 71,4 70,0 69,9 69,1 69,0 68,6 69,9 69,7 
 Fonte: Elaborado pelo autor (2017). 
105 
 
 
 
1
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Tabela A3 - Tabela A2 - Resumo dos dados obtidos para L90 em todos pontos 
Pontos 
Analisados 
Dias de medição L90 
médio 
(dBA) 
1 2 3 4 5 6 7 
L90 (dBA) 
P1 59,1 Erro 62,8 59,1 58,7 57,1 60,2 59,5 
P2 54,2 59,3 59,8 56,4 56,6 55,0 59,7 57,3 
P3 52,9 58,3 54,8 55,3 55,9 57,2 59,9 56,3 
P4 58,5 64,3 59,3 59,1 57,9 56,4 59,5 59,3 
P5 63,8 65,0 61,8 67,0 61,4 63,7 65,3 64,0 
P6 57,9 57,3 54,9 60,7 58,2 59,1 58,1 58,0 
P7 63,5 63,3 58,4 62,8 59,8 59,5 58,0 60,8 
P8 61,3 58,0 57,9 61,3 58,4 59,8 58,0 59,2 
P9 Erro 57,6 Erro Erro 57,5 60,6 62,8 59,6 
P10 63,3 57,2 58,7 59,5 59,8 61,7 61,3 60,2 
P11 61,7 57,9 59,1 58,7 58,7 59,1 59,7 59,3 
P12 62,4 54,6 58,1 59,6 59,9 58,3 66,0 59,8 
P13 57,2 48,4 58,0 54,6 51,8 58,2 57,1 55,0 
P14 59,3 58,1 56,8 55,7 54,2 56,1 56,7 56,7 
P15 58,0 60,3 62,2 59,6 56,8 55,3 60,4 58,9 
 Fonte: Elaborado pelo autor (2017). 
 
 
Tabela A4 - Tabela A2 - Resumo dos dados obtidos para Lmín em todos pontos 
Pontos 
Analisados 
Dias de medição Lmín 
médio 
(dBA) 
1 2 3 4 5 6 7 
Lmín (dBA) 
P1 53,6 Erro 60,3 54,8 56,6 51,9 57,6 55,8 
P2 50,1 55,1 55,2 53,3 53,4 51,4 54,5 53,3 
P3 48,8 54,5 51,1 51,6 51,7 50,5 55,9 52,0 
P4 56,2 62,7 57,8 56,8 55,3 54,2 54,8 56,8 
P5 60,7 59,9 55,6 64,2 58,7 61,2 61,7 60,3 
P6 52,5 54,8 51,4 58,6 54,5 57,3 54,1 54,7 
P7 60,0 59,6 54,6 58,1 54,7 57,0 55,4 57,1 
P8 58,6 54,7 55,6 59,2 56,0 53,4 56,2 56,2 
P9 Erro 50,4 Erro Erro 55,5 56,9 57,2 55,0 
P10 55,8 49,0 53,2 55,0 56,0 59,0 60,4 55,5 
P11 59,4 53,2 54,1 55,7 53,9 54,0 54,4 55,0 
P12 56,8 47,8 54,2 55,4 57,4 55,0 64,8 55,9 
P13 55,1 40,6 54,1 51,9 49,5 57,0 55,4 51,9 
P14 56,3 56,4 51,4 52,4 50,4 52,6 50,9 52,9 
P15 54,6 57,8 60,4 56,1 53,2 52,7 56,1 55,8 
 Fonte: Elaborado pelo autor (2017). 
 
 
106 
 
 
 
1
0
6
 
Tabela A5 - Tabela A2 - Resumo dos dados obtidos para Lmáx em todos pontos 
Pontos 
Analisados 
Dias de medição Lmáx 
médio 
(dBA) 
1 2 3 4 5 6 7 
Lmáx (dBA) 
P1 79,3 Erro 79,7 76,7 78,2 77,8 76,1 78,0 
P2 76,7 83,1 81,6 81,6 75,2 77,8 77,1 79,0 
P3 80,4 80,8 78,9 76,8 81,2 78,2 78,3 79,2 
P4 78,2 81,9 78,2 76,7 75,1 76,3 75,4 77,4 
P5 89,4 82,7 88,3 81,6 78,2 93,9 83,5 85,4 
P6 83,1 87,9 75,9 80,3 85,1 78,6 81,6 81,8 
P7 88,3 87,2 81,6 79,7 75,9 84,6 75,9 81,9 
P8 82,7 84,9 81,6 86,4 78,9 75,9 78,9 81,3 
P9 Erro 83,4 Erro Erro 73,7 93,9 75,2 81,5 
P10 85,3 94,7 78,2 81,2 82,3 86,4 80,4 84,1 
P11 92,1 101,8 84,6 93,2 85,3 90,9 81,9 90,0 
P12 86,1 90,6 86,1 82,1 81,9 82,3 85,3 85,0 
P13 84,6 85,7 80,4 77,1 78,2 72,9 78,2 79,6 
P14 79,7 86,1 77,4 74,1 84,9 77,4 84,9 80,6 
P15 80,8 77,8 81,6 85,3 77,1 76,8 76,3 79,4 
 Fonte: Elaborado pelo autor (2017).