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Resumo Capítulo 1
Novas abordagens em psicologia social: Perspectivas teóricas
Psicologia social é a área que estuda e se posiciona de forma crítica e, relação as transformações da sociedade e suas realidades. A psicologia social baseava-se em abordagens que buscavam observar, medir encontros sociais com um enfoque nas interações e adequações de comportamento em ambiente social. As abordagens atuais além de campos interdisciplinares com outras ciências trazem uma visão embasada em teóricos como Marx e Vygotsky, trazendo o sujeito como ser sócio histórico, pertencente a um contexto social. Tal visão tem início na década de 90 com a teoria do núcleo central de Jean – Claude Abric,para o autor amplia a área de estudo das representações sociais, propondo a investigação de memória coletiva, condições sócio históricas e valores de grupos compartilhados.
Essa nova abordagem crítica da psicologia busca discutir e problematizar as questões contemporâneas da psicologia social, mantendo-a atualizada e de acordo com sua demanda.
Outra abordagem na qual se fundamenta, já mencionada anteriormente, é a sócio histórica, que originou e está ligada ao cenário histórico social político, científico e filosófico do século XIX.A quebra de modelo e entrada no capitalismo e a ascensão da burguesia trouxe inúmeras mudanças, juntamente com isso há o novo modelo de investigação vigente na época, o modelo empírico onde a investigação deve ser feita através de uma lógica racional e passível de experimentação, seguidas por um método. Juntamente com isso a filosofia segue pelo cenário positivista e é nesse campo de mudanças filosóficas, sociais e econômicas que a nova abordagem da psicologia social se forma.
Um exemplo disso é a própria origem da psicologia, quando Wundt cria o primeiro laboratório experimental a fim de fazer do estudo da psicologia uma área que cabe e se constitua como ciência. Wundt também, é autor da obra Psicologia do povo, onde apresenta estudos por ele referentes a pensamento, linguagem, cultura costumes entre outros. Ainda segundo ele, tais fenômenos como sendo coletivos, não podem ser explicados somente pela consciência individual. 
Assim como no argumento de Wundt, Vygotsky também entra com a crítica ao modo de produção de conhecimento, sendo posto por ele como reducionista e tendo por base somente discursos pessoais e argumentos com conjecturas e deduções fundamentadas em suposições filosóficas.
Vê-se novas abordagens pautadas em novos pensamentos e modelos vigentes e tal fato é fundamental pois sendo área de estudo da psicologia social, ela deve acompanhar as transformações da sociedade e mudanças nas relações entre pessoas e outros conceitos que ao mudarem estão ligados a uma reestruturação social pois a sociedade está tanto no material como no abstrato tais como ordem econômica,ambiente,construção psicológica dos indivíduos e relações sociais, havendo ,de acordo com Marx, uma relação dialética entre matéria, psicológico e social sendo os fenômenos físicos, organismos e ambiente mutualmente modeladores da sociedade e cultura.
Outros dois temas são fenômenos psicológicos e representações sociais. De acordo com Bock,fenômeno psicológico é interno mas possui relação com o externo,é psíquico ,biológico e social,é agente e é resultado,é o que denomina-se o “eu”. Já o conceito de representações sociais refere-se a transformação através de pressão no indivíduo que acaba por transformar comportamentos singulares em comportamentos sociais,coletivos.Diante dos pontos colocados por Bock e Durkhein anteriormente pode-se notar a tenuidade dos pensamentos,sempre sendo desconstruídos e reestruturados a partir dos novos paradigmas. Ainda referente a representações sociais,, Moscovoci embasado nos pensamentos de Durkhein cria a teoria das representações sociais,que indica um conjunto de conhecimentos, crenças e valores comuns entre indivíduos que interagem e constroem uma realidade, havendo experiencias e posicionamentos individuais porem é fruto do conhecimento compartilhado pelo grupo.Apesar do embasamento no filosofo, Moscovoci difere do seu pensamento em relação a interdependência nas relações entre sociedade e cultura e suas contradições, caracterizando como algo de movimento,dinâmico,se opondo a visão de Durkhein que considerava algo estático. 
Ainda de acordo com Moscovoci, as representações são impostas e transmitidas pelas gerações e produzidas por elaborações e mudanças ao longo do tempo, sendo todas as relações humanas permeadas por elas. São constructos em constante mudança, tendo elo com passado com as tradições e história, prática do presente, dirigindo as ações dos grupos que atuam simbolicamente por meio delas.
A psicologia social atual difere daquela da época de Descartes onde era de caráter individualista, somente como sendo soma de individualidades, e nessa trajetória podemos ver essa concepção individualista seguida por a visão de Wundt porém que também separou o coletivo do individual. É a partir das novas abordagens após o marxismo que surge uma visão mais integral do indivíduo, podemos ver assim a relação e influencia mutua entre indivíduo e sociedade, um formando e construindo o outro, sendo a soma das individualidades a construção do coletivo e o coletivo agregando e influenciando na construção individual.
Resumo Capítulo 2
 Dimensões conceituais da psicologia social
 Sendo a psicologia social uma área de conhecimento que se relaciona com temas abrangentes referentes ás questões humanas individuais e compartilhadas com a coletividade as perspectivas teóricas trazidas pelas novas abordagens dialogam com outras áreas do saber como: sociologia, história, política, economia, entre outras. Um dos temas trazidos na contemporaneidade pela psicologia social é a identidade, que se refere a identificação pessoal, singular “quem sou eu”, porém essa dimensão pessoal tem aspectos de uma dimensão social envoltos. Na construção de nossa sociedade ocidental, com herança Greco romana a individualidade sempre foi valorizada, porém nessas sociedades antigas baseadas em um sistema hierárquico e relações de poder, aqueles que não possuíam as qualificações determinadas pela época eram excluídos e considerados sem identidade, essas pessoas não possuíam o reconhecimento de sua individualidade e não desfrutavam dos direitos sociais dos cidadãos, tendo a única função de servir. Já o homem renascentista, com a visão antropocêntrica em vigor, havia uma valorização da capacidade intelectual, porém o reconhecimento, a cidadania continuava sendo aplicada somente a alguns; os servos, escravos e camponeses continuavam sem possuir direitos sociais. É no iluminismo, movimento pró liberdade religiosa, conhecimento racional e educação que surge a preocupação do homem consciente de suas ações. Com a inserção do modelo capitalista, a visão social muda, tudo é negociável e sujeito a lucro, a concepção de homem e de estar no mundo muda, as visões coletivas do sistema feudal caem e surge a individualistas, surgindo como novo valor e ideologia, um sistema que inclui todas as pessoas dando possibilidade ao lucro individual como objeto de conquista pessoal. 
É nessa historicidade e trajetória social que Hall difere três tipos de identidade e relaciona-as ao seu período histórico, sendo elas: identidade do sujeito iluminista onde entendia-se o interior do homem como imutável, permanecendo igual do nascimento a morte; Identidade do sujeito sociológico da idade moderna onde havia um núcleo interior, uma identidade porém ela modificava-se na interação entre o ser e a sociedade; Identidade do sujeito pós moderno onde a identidade é fragmentada e forma-se a partir do pertencimento a uma cultura étnica ,religiosa,linguística,nacionais.
Podemos ver dentro das abordagens da psicologia algumas visões sobre o homem, o behaviorismo priorizando os aspectos fisiológicos e concebendo o sujeito como resultado de condicionamentos; a Gestalt valorizando as experiencias sensoriais ; a psicanálise construindo-se a partir da visão deforças internas e instintivas do aparelho psíquico; a psicologia cognitiva referente aos processos cognitivos e diferentes esquemas de crenças e pensamentos do indivíduo e a psicologia sócio histórica fundamentada pelo marxismo concebendo o homem como ser social fruto da inserção em seu contexto sócio histórico, um “produto histórico e social”. Todas essas abordagens possuem uma visão de homem e a formação desse, ou seja, sua individualidade. Segundo Ciampa,a identidade é o reconhecimento de quem se trata, aquilo que prova ser uma pessoa determinada e não outra. Já de acordo com Jacques a identidade pode ser dividida em dois aspectos, a individual que se qualifica como pessoal, atributos específicos do indivíduo e a social, que são atributos pertencentes a grupos ou categorias, fazendo parte ainda da identidade social a identidade cultural, onde o indivíduo se reconhece pelos valores que compartilha com sua comunidade.
Sendo objeto de estudo da psicologia ela se dá em diferentes dimensões tanto no contexto individual, subjetivo como social e compartilhado com o coletivo, ou seja, além das características inatas, biológica e próprias do sujeito a percepção do humano é construída na relação com o outro e sua identidade também é construída a partir do contexto social. A identidade forma-se a partir das vivências do sujeito, e nesse processo gradativo construísse uma autoimagem, autoconsciência e engloba os vários papeis sociais que esse sujeito desempenha. Porém o sujeito também é passível de mudança. Que vão agregando outros valores, concepções, posicionamentos assim o indivíduo se reinventa continuamente ao longo de tempo e de suas vivências.
Outro tema abordado é a ideologia, sendo uma das dimensões da identidade e da psicologia social, De acordo com o filósofo Antonine Destutt trata-se de um conjunto de sistemas e doutrinas filosóficas, políticas, morais e sociais que indicam como o mundo é pensado e percebido. Também é definida ao processo de produção de significados da vida social, corpo de ideias de determinado grupo ou classe social. Baseado na visão da psicologia crítica o pensador Altthusser conceitua-a como aparelho ideológico do estado, sendo esses formados por instituições como família, escola, igrejas, empresas, justiça, política cultura e meios de comunicação; com o objetivo de manter a realidade assegurando a coesão social, normas, regras das práticas sociais e das ações dos indivíduos. Sendo assim o indivíduo parte desse sistema e mantenedor acaba por reproduzir a ideologia vigente, não transformando as relações sociais nem a si mesmo.
De acordo com os inscritos de Mannhein, a ideologia é um conhecimento, sendo todo conhecimento essa também é condicionada. Sendo o ser humano um ser social e precisa do mesmo para se desenvolver, através da socialização que se constrói o sujeito e este se apropria dos mecanismos de funcionamento da coletividade na qual encontra-se inserido.
Um dos principais grupos sociais é a família, sendo o primeiro no qual o indivíduo é inserido. Família de acordo com o código civil brasileiro de 1996 refere família como unidade econômica constituída a partir do casamento entre um homem, uma mulher e filhos fruto desta união. Assim como a sociedade e suas concepções mudam a lei vem para dar respaldo a essa nova realidade advinda das mudanças e essas são colocadas na constituição de 1998 e em 2002 o novo código civil passa a privilegiar o afeto em vez do econômico.
Do modelo familiar pode-se levantar dois momentos importantes, um em que a família é estabelecida por relações de poder, linhagem,herença e hierarquia, onde os papéis eram definidos desde sempre de acordo com a comunidade que se pertencesse e o papel que se desempenhava dento da família, tal modelo denominava-se patriarcal.
A partir do século XVIII a criança passa a ser percebida de forma diferente, assim como a família, agora envolta por um afeto, passa-se assim a um modelo nuclear, onde vê-se menos a, herança e linhagem e mais o vínculo. A transição do modelo familiar para a idade moderna traz outras mudanças também, privilegiando aspectos como a educação, intimidade, transmissão cultural e o papel da mulher. Hoje na realidade social em que vivemos encontramos distintas formações familiares essas podendo ser: extensas (consanguíneas); monoparental; anaparental; homoafetiva; comunitária; adotiva; social.
Dentre os temas da psicologia social, gênero é um dos que possuem mais peso na concepção da contemporaneidade, ligado a isso está a palavra empoderamento feminino. Podemos ver essa demanda desde o início do século XX, onde se inicia o feminismo, onde as mulheres lutaram por direitos civis e políticos denunciando a opressão sofrida pelo sistema patriarcal. As lutas feministas podem ser divididas em três momentos distintos, sendo nas décadas de 60 e 70 a segunda onda feminista, reivindicando a valorização da diferença entre homens e mulheres. Nomeou-se assim o feminismo da igualdade e o feminismo da diferença. A terceira onde feminista surge por meados de 1980 a partir de questionamentos e reflexões, pautadas nos escritos de Foucault e Jacques Derrida acerca da subjetividade, singularidade das experiências, essa nova onda vem com o ponto de vista das diferenças, diversidade e produção de subjetividade, surgindo nessa época e devido a essas questões o termo gênero, que passa a ser usado para as construções sociais referentes aos sexos.
O conceito de gênero e suas discussões ainda avançam muito tanto em aspectos biológicos e no social, muito ainda tendo de ser descontruído para a construção de uma sociedade mais igualitária a todos aqueles que a ela pertencem.
 
Resumo Capítulo 3
 Campos de Aplicação da psicologia social – A abordagem psicossocial
A abordagem psicossocial tem a visão de um ser biopsicossocial abarcando as dimensões individuais e coletivas do sujeito e identificando-o como um ser biológico composto de processos cognitivos e psíquicos que constituem sua subjetividade e que se encontra em determinado meio com o qual interage e é a partir desses aspectos que se constrói, se percebe e percebe o mundo. De acordo com Safra, cada pessoa é única e múltipla pois ao mesmo tempo que se individualiza o faz com referência de seus antepassados e com quem compartilha sua existência.
A escola surge cedo na vida do sujeito e possui papel formador da instância cognitiva e social. A escola como um dos meios socializadores maus importantes é responsável pelo fornecimento de instrumentos para o desenvolvimento cognitivo do indivíduo, levando-o a elaborações fundamentais que irá repercutir no seu exercício de liberdade, autonomia de ideias e ensinando o sujeito a organizar seus pensamentos. O trabalho do psicólogo social na escola diferentemente do psicólogo escolar é um trabalho político, refletindo sobre os conceitos ideológicos vigentes e as repercussões que acarretará na formação da sociedade por meio da educação. Sua atuação é preventiva, política, social e diagnóstica pautado nisso atende diferentes grupos da comunidade escolar com o objetivo de identificar suas representações, mediar conflitos analisar as práticas institucionais realizar ações preventivas entre outras atividades. Um outro tema referente a área escolar é a orientação profissional, o psicólogo social pode entrar nessa área visando transformações sociais. Tendo como guia a abordagem psicossocial cabe ao psicólogo fazer intervenções com fim de atender os aspectos sócio histórico daquele grupo e buscando o desenvolvimento de sujeitos mais críticos, conscientes, éticos e autônomos.
Outra área de atuação da psicologia social é a trabalhista. Denomina-se trabalho todo esforço físico e mental. Ainda com um enfoque psicossocial pode-se dizer que a identidade ocupacional forma-se por meio da autopercepção que o indivíduo tem de si e dos papéis profissionais com os quais teve contato, principalmente a respeito a figuras representativas como pais familiares e professores.
O pesquisador Mayo em 1924 identifica o valordos sentimentos e das relações humanas entre os operários e superiores, ainda coloca a questão além da técnica e do desempenho, tendo o trabalhador a necessidade de um bom convívio e do contato social e outros aspectos tazis como liderança, comunicação interpessoal, proatividade, motivação entre outros.
O estudo anteriormente da psicologia industrial, passa-se a psicologia do trabalho e a partir de sua ampliação, psicologia das organizações. Hoje sendo uma de suas grandes áreas e acompanhada pela psicologia social mediante sua reflexão sobre o trabalho e as relações sociais presentes nesses contextos, problematizando e investigando questões no processo de socialização, conflitos, relações de poder, alienação do trabalhador, ideologia, cultura organizacional, valores e crenças organizacionais papeis sociais, identidade ocupacional e representações sociais.
Mais uma área de atuação da psicologia social pautada na abordagem psicossocial é a psicologia na comunidade. Ela surge no Brasil em meados dos anos 70 com inspiração em fenômenos do mesmo caráter ocorridos anteriormente nos Estados Unidos e Europa,contra os modelos hospitalocentricos inspiradas pelo pressuposto da psiquiatria preventiva com o objetivo não só de tratar as doenças mentais mas também preveni-las e ampliar as intervenções, não ficando somente entorno do indivíduo mais englobando todo seu entorno, ou seja a comunidade a qual pertence. No Brasil o primeiro registro da psicologia social refere-se a atuações em comunidades eclesiais e no campo da educação, já inspirados na psiquiatria preventiva, que além de visar a diminuição da prevalência das psicopatologias, promovia processos de adaptação das pessoas ao ambiente.
Em 1990 é consolidada a atuação do psicólogo nas instituições públicas principalmente em trabalhos com populações economicamente desfavorecidas, na atualidade sendo o trabalho do psicólogo na esfera comunitária abrangendo a dimensão da necessidade social. psicólogo social é ó profissional que está presente nas comunidades, essa proximidade proporciona um contato com a demanda real, assim possibilitando um serviço que atenda às necessidades do determinado grupo.Por ser um espaço social dinâmico e multidimensional possue demandas complexas é exigido do profissional mais do que aparato técnico/teórico mas uma sensibilidade e empatia por tal diversidade e flexibilidade mediante as situações.
Resumo Capítulo 4
A pesquisa em psicologia social
A investigação científica é a base das ciências, usando-se de um método, conjunto de ações claras com caráter rigoroso e objetivos especificamente e previamente determinados. Para a realização da pesquisa primeiramente monta-se um projeto, no qual será elencado um tema u seja, objeto de estudo, uma hipótese que se relaciona com a causa do problema ou uma resposta ao mesmo e a escolha do sujeito, que será a amostra da pesquisa, sujeito ou grupo social dos quais serão levantados os registros.
Dialogando com a psicologia social, vê-se a amostra como representação social, aqueles que constituem e representam os símbolos e valores compartilhados pelo grupo social. E é nessas relações e representações simbólicas que o indivíduo/grupo faz de si e do mundo que aplica-se as pesquisas da área da psicologia social. Em relação aos objetos de estudo, tem-se uma ampla gama pois no centro de tudo está o homem e suas relações em diferentes campos, como por exemplo: interação, relações, manifestações, emoções, comportamentos, intergrupos, fenômenos e representações coletivas entre muitos outros.
Devido a sua grande gama de áreas e saberes e também para esquivar-se do senso comum é necessário um embasamento científico. A ideia de produção de ciência através de um método surge com o Frade cientista Roger Bacon, que acreditava que os fatos científicos deveriam ser confirmados por meio da experimentação, sendo essa a fonte do conhecimento assim dando bases ao que futuramente denominou-se empirismo. Porém foi através de René Descartes que a ciência se fundamentou, através de uma visão racionalista, da dedução e da compreensão das partes para entender-se o todo.
Comte trouxe os conhecimentos sobre a natureza de forma sistematizada, dividindo-os em áreas, de acordo com ele classe de fenômenos que foram divididas em astronomia, física, química, filosofia, física social e matemática, sendo considerada a ciência zero, da qual todas as outras dependem. Assim expandindo-se o método cartesiano e dando espaço também as ciências humanas e sociais. Outro importante pensamento trazido foi o do Wilhelm Dilthey, trazendo uma diferenciação no método aplicado a ciências do homem, contribuindo para a distinção entre o explicar e compreender. Para ele o método físico- matemático- corresponderia a um conhecimento explicativo e o método científico histórico um conhecimento compreensivo. A partir disso podemos refletir acerca do surgimento da divisão dos tipos de pesquisa quantitativa e qualitativa.
 A psicologia social vem com um caráter de compreensão, estudo do contexto sócio histórico, da cultura, fenômenos sociais, identidade, comunidade, comportamentos, atitudes, conflitos, ideologia, gênero entres outros, sendo esses tópicos de uma abordagem compreensiva e qualitativa, caso o contrário sofre o risco de tornar-se apenas dados numéricos, perdendo o contextual e questões simbólicas.
Referente a pesquisa social, ela utiliza métodos como a observação, a correlação e a experimentação, usando de instrumentos tais como observação, testes e questionários, entrevistas, grupos focais. Sempre se atentando a escolha certa do método e do melhor instrumento para cada tipo de pesquisa além da escolha da amostra em certos tipos de pesquisa, assim mantendo a validade dos resultados obtidos.
Com a entrada da psicologia social na pesquisa e a investigação de representações sociais temas que anteriormente eram negligenciados na área de produção de conhecimento passaram-se a desenvolver trabalhos acerca tais como: ideologias, saúde pública, doenças mentais e sexuais, educação, esferas públicas e privadas da sociedade, identidade, relação de gêneros etnias e classes entre outros que envolvem exclusão social.
Resumo Capítulo 5 
Novos cenários da Psicologia Social
A psicologia social volta-se para o estudo do contexto social e os indivíduos que nele estão inseridos. O campo da psicologia social além da somatização dos estudos e conhecimentos adquiridos ao longo do tempo está sempre em renovação, visando entender e suprir as demandas da atualidade. Dentre elas, o empoderamento feminino tem tido um peso importante na contemporaneidade.
A ONU mulheres e o evento empoderamento das mulheres, ambos de 2010, trouxe a pauta sobre ampliar e fortalecer esforços mundiais referentes aos direitos humanos das mulheres. Em tais programas e entidades o empoderamento busca abranger áreas relacionadas ao nível psicológico, relacionado a autoestima e discussões sobre violência, ao nível político englobando também discussões sobre violência e direitos e econômico referente a independência financeira.
Um dos meios que possuem uma grande discrepância entre os gêneros é o trabalhista, por conta disso a onu mulheres juntamente com o pacto global criaram os princípios de empoderamento das mulheres. Esse conjunto de considerações voltadas a comunidade empresarial visa uma maior equidade entre os gêneros nesse ambiente. Um exemplo dessa discrepância ocorrente e que tornam esse tipo de medida importante são dados de pesquisas divulgados pela mídia brasileira que apesar da diferença ter diminuído 12,1 pontos percentuais entre 1990 e 2014 as mulheres ainda podem ganhar até 25,5% a menos que os homens exercendo a mesma função e quanto maior o nível de instrução e escolaridade e cargo ocupado maior [e a discrepância salarial que ocorre entre os gêneros.
Tal fenômeno social pode influencias no subjetivo de cada uma, por isso medidas que visam o empoderamento e rede entre mulheres são importantes. Uma experiencia positiva referente foram os resultadosalcançados pelo programa trabalho e empreendorismo da mulher, onde as envolvidas demonstraram aumento da autoestima principalmente devido a discussões sobre direitos e violência e o empreendorismo como forma da ampliação da autonomia. Muitas buscaram por redes de negócios ou microcrédito junto a associações locais ou iniciativa de algum trabalho para gerar renda a fim de maior independência econômica.
No cenário brasileiro o tema tornou-se pauta de reunião do conselho federal de psicologia porém dá passos tímidos tanto em discussões coo na formação de profissionais.

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