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UNIVERSIDADE DO ESTADO DE MATO GROSSO PRÓ-REITORIA DE ENSINO DE GRADUAÇÃO DIRETORIA DE GESTÃO DE EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA CURSO DE LICENCIATURA EM PEDAGOGIA Curso Licenciatura em Pedagogia Disciplina Educação e Diversidades Data 14/11/2017 Professor Vanusa Aparecida Almeida Semestre 7º Polo: UAB - Nova Xavantina Turma: 2014/2 Discentes Gerusa Abreu Fogaça – Lisiane Berghahn 2ª ATIVIDADE AVALIATIVA – Resenha Crítica Tema: Currículo e Diversidade cultural como duas noções básicas na construção social do pensamento pedagógico e do pensamento antropológico. A Educação Escolar na citação de Lima e Trindade (2009), fala da possibilidade de acesso aos códigos escritos pelos educandos, assim como a responsabilidade que viabiliza transformar a maneira de pensar de maneira critica e livre de segregação. Razão pela qual se faz necessário refletir sobre Currículo como meio de compreensão a quem serve e representa tal ferramenta. Estamos cercados de práticas provenientes do espólio africano sejam eles religiosos e hábitos alimentares ou comportamentais. As muitas manifestações estão entre mitos, terreiros de candomblé, trato com o meio ambiente e o próprio corpo, sabedoria e curandeirismo das benzedeiras, congadas. São legado de uma cultura viva e presente na sociedade atual que vem de um passado cheio de histórias e se fazem presentes nas escolas, nas ruas e nas vidas da sociedade através de suas múltiplas simbologias que merecem respeito e consideração de acordo com Cunha (2009). Montero (1999), expressa a procura de justificativa para a espécie humana através da valorização de peculiaridades comuns a todos na tendência racionalista, por meio de conhecimentos científicos da Física e Biologia. O relativismo na direção oposta procura salientar a necessidade de compreensão existente nas varias nuances das diferenças culturais. A maior crítica sobre a pensamento relativista se faz na posição de cada grupo ou povo seja estudado de maneira isolada sem qualquer vínculo. Uma publicação da Revista Escola -1998, publicou em edição especial o título Parâmetros Curriculares Nacionais Fáceis de Entender – explicando em detalhes os PCNs e apresentando sugestões para se trabalhar o tema da Pluralidade Cultural nas disciplinas escolares. É interessante reforçar a importância de se instigar o pensamento crítico por meio da utilização de conhecimentos científicos, filosóficos e artísticos inclusos nos conteúdos curriculares de ensino incentivando que possam transpor as fronteiras delimitadas pelos materiais didáticos. A UNIVERSIDADE DO ESTADO DE MATO GROSSO PRÓ-REITORIA DE ENSINO DE GRADUAÇÃO DIRETORIA DE GESTÃO DE EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA CURSO DE LICENCIATURA EM PEDAGOGIA construção do conhecimento também se dá através de relações interpessoais indo além do espaço físico escolar, figurando novas configurações institucionais vivas em constante transmutação. As diferenças e desigualdades sempre fizeram parte do cotidiano no âmbito escolar e social das pessoas, provocando situações conflituosas veladas ou abertas. A permanência desses conflitos denotam representações discriminatórias orientadas por comportamentos reproduzidos através dos tempos em todas as esferas sociais sendo singularmente evidenciadas no ambiente escolar. A recorrência de situações críticas envolvendo intolerância traz perplexidade entre alunos e professores que não conseguem encontrar meios efetivos para agir de maneira educativa através de recursos cognitivos oportunos. A pluralidade cultural brasileira tem promovido entre os meios de comunicação impulsionados pelo Estado e a Indústria Cultural, duas vertentes de interpretação da realidade nacional; o mito da democracia racial e o discurso da homogeneidade cultural. Ambas tentam dissolver as diferenças, dissimulando e tentando ocultar o quadro social real, promovendo a falsa ideia de racismo difuso cordial. Esse quadro marca largamente a educação e a escola consolidando mentalidades distorcidas, promovendo o crescimento da intolerância e incrementando o desrespeito. Tais comportamentos são reflexos de insegurança, falta de recursos e despreparo para lidar com os próprios conceitos discriminatórios latentes de cada um, frustrando as expectativas de soluções através de processos educacionais engessados e práticas educacionais curriculares limitadas. Faz-se necessário redimensionar a capacidade de considerar a diversidade cultural como forma de ampliar as referências de ensino/aprendizagem transformando as práticas pedagógicas em ferramentas mais humanizadas que envolvam as diversas camadas de saberes, respeito é palavra chave para encontrarmos o equilíbrio diante dariqueza da multiplicidade de pensamentos e comportamentos da humanidade. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS CUNHA, Manuela Carneiro da. Cultura com aspas e outros ensaios. São Paulo: Cosac Naify, 2009. LIMA, Maria Batista; TRINDADE, Azoilda Loretto da. Africanidades, currículo e formação docente: desafios e possibilidades. In: MELO, Maros Ribeiro de; LIMA, Maria Batista; LOPES, Edinéia Tavares (Org.). Identidades e alteridades: debates e práticas a partir do cotidiano escolar. São Cristóvão: Editora UFS, 2009. UNIVERSIDADE DO ESTADO DE MATO GROSSO PRÓ-REITORIA DE ENSINO DE GRADUAÇÃO DIRETORIA DE GESTÃO DE EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA CURSO DE LICENCIATURA EM PEDAGOGIA PIMENTEL, Álamo. Os Fundamentos da Antropologia e a Compreensão das Relações Entre Cultura e Educação. In: Antropologia e educação: docência e fundamentos da educação: Pedagogia – EAD; módulo 2, volume1/Elaboração do conteúdo: Álamo Pimentel. – Ilhéus, BA: UESC, 2010. TOSTA, Sandra Pereira. Antropologia e Educação: Interfaces em construção e as culturas na escola. (Relatório de Pesquisa/2010), Belo Horizonte, Programa de Pós-Graduação em Educação da PUC – Minas Gerais. BRASIL, Resolução Nº 1 de 17 de junho de 2004. Estabelece as diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana. Brasília: MEC/ SEF, 2004 BRASIL. Ministério da Educação/Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade. Orientações e ações para a educação das relações étnico-raciais. Brasília: SECAD, 20016. UNIVERSIDADE DO ESTADO DE MATO GROSSO PRÓ-REITORIA DE ENSINO DE GRADUAÇÃO DIRETORIA DE GESTÃO DE EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA CURSO DE LICENCIATURA EM PEDAGOGIA