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 ANEMIAS 
 
Síndrome clínica causada pela redução das hm/Hb circulantes e conseqüente diminuição da 
capacidade de transporte de O2. 
O hematócrito é a fração volumétrica ocupada pelos 
eritrócitos no sangue. De forma geral, o hematócrito está em torno 
de 3x maior do que a Hb. 
Os pacientes anêmicos geralmente procuram cuidados 
médicos devido a sinais e sintomas da doença base independentes 
da anemia; sinais e sintomas decorrentes da anemia; ou os dois. 
Mais comumente o paciente é oligossintomatico ou 
assintomático, fazendo com que o diagnostico de anemia seja feito 
após analise de exames de rotina. 
Os sintomas, no geral, provem do prejuízo na capacidade 
carreadora de O2, predispondo à hipoxia tecidual e aumento do 
debito cardíaco na forma compensatória. 
Anemia relativa: 
•Gravidez 
•Insuficiência renal 
•Insuficiência cardíaca 
•Doenças crônicas 
•Hipoalbuminemia 
Anemia verdadeira: 
•Perda sanguínea aguda 
•Menor produção das hemácias 
•Diminuição da sobrevida das hemácias 
 
A intensidade dos sintomas anêmicos depende da 
rapidez da instalação da anemia, bem como da reserva 
miocárdica, coronariana, pulmonar e cerebral do paciente. 
Os sinais e sintomas decorrentes de sangramento 
agudo são muito piores, pois juntamente à anemia temos hipovolemia, promovendo má perfusão 
orgânica, às vezes choque, acidose lática e morte (choque hemorrágico). 
• Investigação etiológica do quadro anêmico 
 Tempo de instalação dos sintomas: as anemias carenciais (ferropriva e megaloblástica) são de caráter 
insidioso; a anemia hemolítica autoimune e hemorrágica aguda geralmente têm inicio abrupto; 
anemia falciforme, talassemia e esferocitose são anemias hereditárias, com inicio na infância. 
 Sintomas associados: podem denunciar a existência de uma doença base 
 Queilite angular e glossite: sugestivo de anemias carenciais 
 Icterícia: comum nas anemias megaloblásticas e hemolíticas 
 Esplenomegalia: anemia hemolítica 
 Pétequias: anemia aplásica e leucemias agudas 
 Deformidades ósseas na face e no crânio: talassemia 
 Hemorragias e infecções: Anemia aplásica ou Leucemias 
 Parestesias: Anemia Perniciosa 
 Dores ósseas, fraturas patológicas: Mieloma, Metástases 
• Investigação laboratorial 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
• ERITROGRAMA 
 Homem adulto - Hb< 13g/dL 
 Mulher adulta - Hb<12g/dL 
 Mulher grávida - Hb< 11g/dL 
 6 meses a 6 anos- Hb< 11g/dL 
 6 anos a 14 anos- Hb<12g/dL 
 
• Índices hemantimétricos 
 VCM (Volume Corpuscular Médio) - 79 a 99 fl 
 HCM (Hemoglobina Corpuscular Média) - 27 a 34 pg 
 CHCM (Concentração de Hemoglobina Corpuscular Média) - 31 a 36% 
 RDW (Coeficiente de Variação/Red Cell Distribution Width)-11a15% 
 
Anemias microcíticas e hipocrômicas: anemia ferropriva, talassemia, anemias de doenças crônicas 
de longa duração, anemia sideroblástica, anemia do hipotireoidismo. 
Anemias macrocíticas: anemia megaloblástica, anemia aplasica, alcoolismo, anemia hemolítica, 
anemia da hemorragia aguda (sendo as duas ultimas com reticulocitose, mimetizando uma He aumentada) 
Anemias normociticas e nomocromicas: anemias carenciais, anemia aplasica, anemia hemolítica 
 
Pancitopenia: anemia + plaquetopenia + leucócitopenia; sugere anemia aplasica ou leucemia aguda. 
Uma pancitopenia leve pode ser encontrada na anemia megaloblástica e autoimune. 
 
• Contagem de reticulócitos 
Os reticulócitos são células imediatamente precursoras das hemácias; 0,5 a 2% do total de células 
vermelhas. 
Reticulocitose: anemia hemolítica, anemia por hemorragia aguda; únicas que se originam por perda 
periférica de hemácias, sem nenhum comprometimento da medula óssea; aumento de hemácias jovens 
para tentar corrigir essa perda; As anemias podem ser hiperproliferativas e hipoproliferativas. 
• Hematoscopia 
 IPR: Índice de produção reticulocitária 
 
 
 
 
 ANEMIA FERROPRIVA 
 
A anemia ferropriva nunca deve ser um diagnostico final. Por trás sempre há uma doença de base 
determinando a perda sanguinea crônica. 
• METABOLISMO DO FERRO 
Quantidade corporal total de ferro: 55mg/kg no homem; 35mg/kg na mulher. 
Cerca de 70 a 75% do ferro é encontrado ligado nas hemácias; cerca de 25% pode ser encontrado 
nas proteínas ferritina e hemossiderina, que formam os compartimentos armazenadores de ferro; cerca de 
2% pode ser encontrado circulante no plasma ligado à transferrina sérica. 
A concentração sérica de ferritina é diretamente proporcional às reservas de ferro no organismo. 
O duodeno e o jejuno proximal são as regiões intestinais responsáveis pela absorção do ferro 
alimentar (absorção de 10-30% do ferro ingerido) 
Ferro heme: alimentos de origem animal; molécula heme é absorvida; mais bem absorvida que a 
forma não-heme (30% a 10%) 
Ferro não-heme: alimentos de origem vegetal; íon ferroso é absorvido (Fe2+); influenciada pelo ph 
gástrico e pela composição dos alimentos. 
O ferro dietético tem dois destinos básicos: 
ligar-se à ferritina ou à transferrina plasmática. Será 
determinado pelas necessidades do organismo. 
Uma das principais vias de eliminação 
corpórea de ferro é a via fecal. 
Hepcidina: hormônio sintetizado no fígado; 
regulação do metabolismo do ferro; capacidade de se 
ligar à ferroportina, inibindo o transporte de ferro do 
enterocito para o plasma; Hipoxia inibe sua síntese, 
ao passo que ferro e citocinas inflamatórias estimulam; 
No plasma, o ferro circula ligado á transferrina, é através dela que ferro chega aos precursores na 
medula óssea. 
Quando incorporado pelas células me
ferritina dentro das próprias células da medula; ou ser captado pelas mitocôndrias dessas células, 
formarem o heme e participar da composição da Hb.
Quando as hemácias se tornam senis, são fagoc
heme clivado liberará o ferro. Ferro reciclado pode ser estocado pela ferritina e hemossiderina dos 
macrófagos, ou ser liberada no plasma, se ligando à transferrina e sendo novamente capturada pelos 
eritroblastos da medula óssea. A hepcidina pode inibir a liberação do ferro pelos macrófagos.
• Perda e ganho corporal de ferro
Sangramento crônico é a principal causa de anemia ferropriva.
 
 
 
 
 
 
 
V 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Para desenvolver o estado ferropenico, é necessário que
corporal, ate que seja consumido todo o estoque desse metal no organismo.
A anemia ferropriva é a causa mais comum de anemias em crianças.
• Manifestações clínicas
Os sinais e sintomas podem ser divididos em: relacionados à
si. 
a) Sinais e sintomas da anemia:
É de instalação insidiosa, portanto os sinais e sintomas demoram a se tornar pronunciados.
Astenia, insônia, palpitações, cefaléia; em pacientes cardiopatas, pneumopatas ou 
cerebrovasculopatas pode ocorrer angina pectoris, dispnéia e rebaixamento de consciência; palidez 
cutaneomucosa, sopro sistólico, hemorragia retiniana.
b) Sinais e sintomas da ferropenia:
Glossite (ardência e língua despapilada), queilite angular (lesão dos cantos da bo
quebradiças e coiloníquia (unha em colher), escleras com coloração azulada; em alguns casos pode haver 
esplenomegalia; perversão do apetite;
Em crianças, os sintomas mais comuns são anorexia e irritabilidade, prejuízo do desenvolvimento 
psicomotor e alterações comportamentais.
Em mulher idosas, pode levar à disfagia (síndrome de Plummer
Quando incorporado pelas células medulares, o ferro apresenta dois destinos: ser armazenado pela 
ferritina dentro das próprias células da medula; ou ser captado pelas mitocôndrias dessas células, 
formarem o heme e participar da composição da Hb. 
Quando as hemácias se tornam senis, são fagocitadas por macrófagos nos sinusoides do baço. O 
. Ferro reciclado pode ser estocado pela ferritina e hemossiderina dos 
macrófagos, ou ser liberada no plasma, se ligandoà transferrina e sendo novamente capturada pelos 
stos da medula óssea. A hepcidina pode inibir a liberação do ferro pelos macrófagos.
Perda e ganho corporal de ferro 
Sangramento crônico é a principal causa de anemia ferropriva. 
Para desenvolver o estado ferropenico, é necessário que haja um balanço negativo do ferro 
corporal, ate que seja consumido todo o estoque desse metal no organismo. 
A anemia ferropriva é a causa mais comum de anemias em crianças. 
Manifestações clínicas 
Os sinais e sintomas podem ser divididos em: relacionados à anemia e relacionados à ferropenia em 
Sinais e sintomas da anemia: 
É de instalação insidiosa, portanto os sinais e sintomas demoram a se tornar pronunciados.
Astenia, insônia, palpitações, cefaléia; em pacientes cardiopatas, pneumopatas ou 
ulopatas pode ocorrer angina pectoris, dispnéia e rebaixamento de consciência; palidez 
cutaneomucosa, sopro sistólico, hemorragia retiniana. 
Sinais e sintomas da ferropenia: 
Glossite (ardência e língua despapilada), queilite angular (lesão dos cantos da bo
quebradiças e coiloníquia (unha em colher), escleras com coloração azulada; em alguns casos pode haver 
esplenomegalia; perversão do apetite; 
Em crianças, os sintomas mais comuns são anorexia e irritabilidade, prejuízo do desenvolvimento 
or e alterações comportamentais. 
Em mulher idosas, pode levar à disfagia (síndrome de Plummer-Vinson) 
dulares, o ferro apresenta dois destinos: ser armazenado pela 
ferritina dentro das próprias células da medula; ou ser captado pelas mitocôndrias dessas células, 
itadas por macrófagos nos sinusoides do baço. O 
. Ferro reciclado pode ser estocado pela ferritina e hemossiderina dos 
macrófagos, ou ser liberada no plasma, se ligando à transferrina e sendo novamente capturada pelos 
stos da medula óssea. A hepcidina pode inibir a liberação do ferro pelos macrófagos. 
haja um balanço negativo do ferro 
anemia e relacionados à ferropenia em 
É de instalação insidiosa, portanto os sinais e sintomas demoram a se tornar pronunciados. 
Astenia, insônia, palpitações, cefaléia; em pacientes cardiopatas, pneumopatas ou 
ulopatas pode ocorrer angina pectoris, dispnéia e rebaixamento de consciência; palidez 
Glossite (ardência e língua despapilada), queilite angular (lesão dos cantos da boca), unhas 
quebradiças e coiloníquia (unha em colher), escleras com coloração azulada; em alguns casos pode haver 
Em crianças, os sintomas mais comuns são anorexia e irritabilidade, prejuízo do desenvolvimento 
• Achados laboratoriais 
 Hemograma: duas fases evolutivas; normocitica e normocromica; microcitica e hipocromica; cursa 
com trombocitose (aumento de plaquetas na periferia) 
Eritrograma: 
Hemácias microcíticas e hipocrômicas 
Anisocitose 
Poiquilocitose 
Leucócitos: normais 
Plaquetas: normais ou trombocitose 
IPReticulócitos: diminuído 
Ferritina sérica - diminuída 
Ferro sérico - diminuído 
Capacidade Total de ligação do ferro- aumentada 
IST= Fe/CTFe - diminuída 
Transferrina: aumentada 
 Mielograma 
A avaliação dos estoques de ferro na medula óssea a partir da corante de Perls é padrão-ouro. 
É invasivo e não tem indicação na prática clínica. 
 
• Diagnóstico deferencial de anemias microcíticas 
Anemia ferropriva, talassemias, anemia de doença crônica, anemia sideroblástica, intoxicação por chumbo. 
• Tratamento 
Terapia dietética não tem valor, devido à baixa absorção do ferro alimentar. Preparados contendo 
ferro na sua forma ferrosa (Fe2+) são prontamente absorvidos pelo TGI. 
Tratamento oral: SULFATO FERROSO, FERRIPOLIMALTOSE- NORIPURUM®, FERRO QUELATO - 
NEUTROFER® 
Tratamento parenteral: É indicado quando o indivíduo: 
(a) apresenta anemia grave; 
(b) é incapaz de tolerar ferro por via oral; 
(c) repetidamente não atende instruções ou é incapaz de aceitá-las ou segui-las; 
(d) perde sangue a uma taxa muito rápida; 
(e) apresenta patologia do trato gastrointestinal; 
(f) é incapaz de absorver ferro do TGI; 
(g) é incapaz de manter o equilíbrio de ferro no tratamento com hemodiálise; 
(h) possui deficiência funcional de ferro com tratamento concomitante com eritropoietina. 
A resposta ao tratamento deve ser avaliada através da contagem de reticulócitos. Ela aumenta nos 
primeiros dias da reposição, atingindo seu pico em 5-10 dias; Hb e Hematocrito começam a subir em 2 
semanas (o inicio da melhora é mais rápido quanto mais grave for a anemia); 
Falha no tratamento pode ser devida à diagnostico errado, anemia multifatorial, má adesão 
terapêutica, ritmo de sangramento acima do de reposição, doença celíaca; 
 
 
 
 
 
 ANEMIA MEGALOBLÁSTICA 
 
 Introdução 
- Fisiologia da B12 e Ácido Fólico 
- Deficiência de B12 e Ácido Fólico 
 
A anemia macrocitica caracteriza-se por eritrócitos anormalmente grandes( VCM>98 FL) VCM* VOLUME 
CORPUSCULAR MEDIO – TAMANHO MEDIO DA HE. Tem várias causas, podendo ser MEGALOBLÁSTICAS E 
NÃO MEGALOBLASTICAS, de acordo com o aspecto dos eritroblastos desenvolvidos na medula óssea. 
Anemia megaloblásticas constituem um grupo de anemias em que os eritroblastos na medula óssea 
mostram uma anormalidade característica- atraso da maturação do núcleo em relação ao citoplasma. 
O defeito básico responsável pela assincronia–relação entre o núcleo e o citoplasma- de maturação do 
núcleo é a SÍNTESE DEFEITUOSA DO DNA causada pela deficiência de B12 ou de FOLATO. 
OBS. A TIMIDINA, NUCLEOTÍDEO que compõe o DNA é sintetizada a partir da vitamina b12 e folato, se 
eles não estão presentes o núcleo formado é defeituoso. Como so há produção de bases nitrogenadas 
em divisão celular, ocorre uma expansão defeituosa do núcleo, pela ausência de tiamina, e o 
citoplasma aumenta normalmente, sendo que a taxa de proteínas tbm não se alteram, já que o RNA 
não depende de TIMIDINA. 
OBS.: Timidina (ou mais corretamente, desoxitimidina) é uma molécula (também conhecida como 
nucleosídeo) que é formada quando uma timina é ligada a um anel de desoxirribose (também 
conhecido como desoxirribofuranose) via uma β-N1-ligação glicosídica. 
Todos as células são dependentes da vitamina b12 e o folato, assim, todas as células que sofrem mitose 
não afetadas pela carência vitamínica, entretanto umas células são afetadas mais do que outras, assim, 
quando mais rápido por o índice de divisão celular, maior é a necessidade das vitaminas. Exemplos de 
células que se dividem rapidamente e precisam de mais vitamina são PRECURSORAS DA MEDULA ÓSSEA E 
AS CELULAS DA MUCOSA DO TGI. 
De modo geral, a carência de tais vitaminas geram modificação no ciclo celular, retardo da duplicação e 
defeitos no reparo do DNA 
Os eritroblastos que desenvolvem alterações nuclear são chamados megaloblastos. Os megaloblastos são 
reconhecidos como células defeituosas pelos macrófagos da medula óssea, sendo destruídos dentro da 
própria medula, assim ocorrendo o fenômeno da ERITROPOIESE INEFICAZ. 
 
FISIOLOGIA DO ÁCIDO FÓLICO 
Ácido Fólico tem como principal fonte os vegetais verdes frescos, fígado, aveia e algumas frutas, onde se 
encontra sob forma de POLIGLUTAMATO. 
O cozimento prolongado pode destruir ate 90% do folato alimentar. 
A necessidade mínima diária da vitamina fira em torno de 50-200µg, podem em períodos de demanda 
metabólica como gravidez, lactação ou hemólise, a necessidade aumenta para 200-800µm/dia. 
O maior reservatório corpóreo do folato é o fígado. O folato é secretado pela bili é reabsorvido pelo 
jejuno, ciclo entero-hepatico do folato. 
Em dietas inadequadas e máabsorção, o estoque de folato dura pouco, sendo que os sinais clínicos surgem 
cerca de 4-5 meses após o inicio da perda 
 
 
O folato da dieta é absorvido pelo duodeno e jejunoproximal que contem enzimas em suas 
microvilosidades, CARBOXIPEPTIDASES, capazes de converter PLOGLUTAMANO EM MONO OU 
DIGLUTAMATO, permitindo assim a sua absorção. 
Após aabsorção, o folato circula no plasma como METILTETRAIDROFOLATO- MHTF- sob forma 
monoglutamato, ligado a proteínas. Ao penetrar nas células, o grupo metil é retirado por uma enzima 
dependente de vitamina b12 MITIONINA SINTASE, liberando no citoplasma o TETRAIDROFOLATO- THF- já 
na forma de POLIGLUTAMATO- forma ativa. 
 
 
FISIOLOGIA B12 
Vitamina B12- cobalamina 
Vitamina hidrossolúvel, sintetizada exclusivamente por microrganismos, encontrados em todo tecido 
animal e estocada primariamente no fígado na forma de adenosilcabalamina. 
A fonte natural de vitamina B12 na dieta humana restringe-se a alimentos de origem animal, 
especialmente laticíneos, carne e ovos. Assim, VEGETARIANOS ESTRITOS, não ingere componentes 
animais, acabarão desenvolvendo deficiência de cobalamina caso não haja suplementos multivitamínicos. 
A necessidade mínima de b12 é de 2,5 µg/dia e a quantidade corpórea total dessa vitamina é de 2-4 mg, 
com metade das reservas presente no fígado. Para findar o estoque corporal de b12 atraves da dieta pobre 
em cobalamina seria preciso 10 a 15 anos para ter sinais clínicos da deficiência caso não haja alteração na 
absorção e 3-6 anos casos a absorção seja prejudicada. 
 
 
 
ABSORÇAO DA VITAMINA B12 
 
A cobalamina da dieta vem sempre ligada a proteínas 
alimentares, precisando sofrer a ação do acido gástrico e da 
pepsinapara se desprender. Quando a b12 fica solta ela se liga 
ao LIGANTE R, este é uma glicoproteína secretada na saliva e 
pela mucosa gástrica. Paralelamente a secreção do ácido 
clorídrico, há tbm a secreção do FATOR INTRINSECO, 
glicoproteína produzida pelas células parietais do fundo e 
corpo gástrico,mas este não se liga a b12 no estomago. NO 
DUODENO, sob ação das proteases pancreáticas, o complexo 
vitamina b12-ligante R é dissolvido. 
Dessa forma, a vitamina B12 é captada pelo FATOR 
INTRINSECO. 
O complexo vitaminaB12-FI é resistente a ação das proteases 
e resiste até o ílio distal, onde há receptores específicos na 
borda em escova da mucosa- cubulina, receptor de FI, 
posteriormente liga-se a outra proteína a amnionless, que 
promove a endocitosedocomplexocubilina/IF-B12e 
possibilitam a absorção da vitamina e o FI é destruído. 
Alem de ajudar a evitar a degradação pelas proteases, o FI guia a b12 ate o ilio. 99% da absorção depende 
do FI, somento 1% ocorre por difusão passiva. 
No interior da célula da mucosa ileal, a cobalamina é absorvida para o sangue portal, e esta se liga a uma 
proteína transportadora, a TRANSCOBALAMINA II ( TC II) que a transporta para o plasma, mesmo a TCII 
sendo a principal proteína transportadora- para a medula óssea e outros tecidos- a quantidade dela é 
baixa, Como o periodo de vida da TCII é curto, e como quando o carreador é destruído a cobalamina é 
carreada pelo TCI e TCIII. 
Pode ter anemia megaloblástica quando há deficiência de TC II, pois a medula óssea não recebe B12, 
mas mesmo assim, a taxa sanguínea do b12 está normal, pois a maior parte da vitamina esta com o TCI 
que libera lentamente a vitamina para os tecidos. 
Exemplos de anemia megaloblástica e txsgnormal de b12 são doenças mieloproliferativas, onde há 
produção de granulócitos aumentada, e como estes produzem o TCI, aumenta a tx e consequentemente o 
numero de vitaminas associadas ao TCI em detrimento da tx que se manteve do TCII. 
FUNÇAO BIOQUIMICA DA VITAMINA B12 
A cobalamina é cofator de duas reações. 
A primeira reação é relacionada ao metabolismo do folato. 
O METILTETRAIDROFOLATO ( MTHF) é a forma circulante do folatoque precisa ser convertida na forma 
celular, o TETRAIDROFOLATO ( THF) ou folato ativo. Isso é feito pela enzima METIONINA SINTASE, 
utilizando a cobalamina como cofator, a B12 tira um METIL DO MTHF.Assim se não há B12, impede a 
formação de THF a partir do MTHF, assim há diminuição da forma ativa de Folato por causa da 
deficiência de B12. 
OBS.: nesse caso, se houver reposição somente do folato, ocorrera a amenização das alterações 
hematológicas causadas pela vitamina B12, entretanto, as alterações neurológicas irão persistir. 
Na reação da metionina sintase, o grupo metil do MTHF é transferido para a homocisteína, formando a 
METIONINA. Assim, tanto a deficiência de folato, quando a de b12, prejudica essa reação e ocasiona 
AUMENTO DA HOMOCISTEÍNA. A HIPER HOMOCISTEINEMIA é lesiva ao endotélio, podendo levar a 
aterosclerose. 
A segunda reação não se relaciona ao folato. 
É a conversão do METILMALONIL CoA em SUCCINIL CoA. ( ciclo de Krebs) . assim na deficiência de B12 os 
níveis de Metilmalonil Coa estão aumentados na urina e podem ser usado para fins de diagnostico. 
O quadro neurológico pela carência de B12 deve-se a dois mecanismos: níveis aumentados de 
metilmalonilCoA promoverão síntese de acido graxo não fisiológicos, que irão incorporar aos lipídios 
neuronais; a METIONINA quando não formada adequadamente promove uma diminuição de 
fosfolipídios contendo colina, que são fundamentais para a bainha de mielina. 
 
DEFICIENCIA GERAL 
1- Menor ingestão do alimento 
2- Menor absorção intestinal 
3- Defeitos do transporte ou metabolismo 
4- Aumento da excreção ou das perdas 
5- Aumento das necessidades fisiológicas ou patológicas. 
 
DEFICIENCIA DE ACIDO FÓLICO 
DIETA 
Dieta inadequada relacionada a aumento da necessidade diaria, gravidez ou crescimento. Lactaçao 
Alterações nas enzimas que transformam do poliglutamato em mono ou diglutamato. 
Alterações na circulaçaoenteroepática 
Cozimento excessivos das fontes da vitamina, podem destruir sua quantidade 
Dieta inadequada devido a pobreza e desnutrição. Em alcoolatrasessa deficiência vem acompanhada de 
deficiência de ferro e proteínas. O leite humano e o de vaca contem folato para prover os 50um diários, 
mas ao fervelo este nível cai em 40 a 80% 
ABSORÇAO 
Ma absorção relacionada a diarreia, como na enterite regional. 
Anticonvulsivante diminui a absorção por alterar enzima conjugasse. 
Álcool, inibe a hidrolise do poliglutamato, assim não há absorção do folato 
TRANSPORTE E METABOLISMO 
Varios fármacos inibem a dihidrofolato-redutase, assim, não há reativação do folato. 
Esses fatmacos são pirimetamina, metotraxate( antineoplasico) 
AUMENTO DA NECESSIDADE 
Gravidas, precisam de mias acido fólico, mas evitar espinha bífida, por fechamento inadequado do tubo 
neural, para evitar aborto, parto prematuro criança com baixo peso. 
DEFICIENCIA DE B12 
DIETA 
A vitamina b12 é produzida por bactérias que estão no tubo digestivo de animais, assim existem 
primariamente em animais, não sendo encontrado em vegetais e frutas. 
Pessoas vegetarianas – veganas- estritores depois de mais de 10 anos sem ingerir alimentos de origem 
animal, podem apresentar a deficiência. Crianças de mães que usam dietas vegetarianas nos 3 anos que 
antecedem a gravidez são suscetíveis a deficiência. 
ABSORÇAO 
Qualquer alteração que envolva o ph gástrico, produção de FI, ligante R.. 
 ANEMIA PERNICIOSA 
 
Tipo mais comum de carência de vitamna b12 é representado pela anemia perniciosa, doença de natureza 
imunológica, onde há atrofia e inflamação crônica da mucosa gástrica, levando a AUSENCIA DE FI E 
SECREÇAO DE HCl, assim leva a má absorção da B12. 
Seu caráter autoimune relaciona a associação significatica com outras doenças autoimunes como doença 
de graves, tireoidite de Hashimoto, vitilico entre outros. 
Há tbm alta incidência de anticorpos IgGanticelulas parietais no soro de 90% dos pacientes, além da 
presença de anti-FI no soro de 56% e no suco gástrico de 75% dos pacientes. 
Anticorpo anti-IF é altamente especifico para anemia perniciosa. 
O diagnostico de anemia perniciosa implica presença de anemia megaloblástica por carência de B12 
associada a GASTRITE ATROFICA. 
Há dois tipos de gastrite, autoimune e não-imune. 
A gastrite autoimune, comum na anemia perniciosa, compromete o fundo e o corpo do estomago,sem 
comprometer o antro. Além disso, há presença de anticorpo contra células parietais, contra fator 
intrínseco, acloridria, níveis séricos diminuídos do pepsinogenio e níveis elevados de gasrtina. 
Já a gastrite não-imune, envolve todo o estomago, causado por infecção da H.pylori, não tem os 
fenômenos autoimunes e os níveis de gastrina são reduzidos pela destruição do antro. 
TRANSPORTE E METABOLISMO 
Relação ao TRANSCOBALAMINA I E II. 
Se há muit TCI há anemia megaloblástica 
GASTRECTOMIA TOTAL 
Leva a carência em torno de 5 anos. 
GASTRECTOMIA PARCIAL 
É observada em 10-40% dos casos a carência. 
E o grau da deficiência depende do tipo de cirurgia. 
PACIENTES GERIATRICOS 
São muitos suscetíveis a deficiência de b12, devido a alterações gástricas com atrofia parcial da mucosa. 
Devido a não desligaçao das proteínas dos alimentos a b12. 
INSUFICIENCIA PANCREATICA 
Impede degradação da proteína R dificultando a absorção, pois se não separar da proteína R, a cobalamina 
não liga ao FI para ser absorvida. 
Adm de extrato pancreático normaliza a absorção 
Doenças do Ilio Terminal 
Como enterite regional, pode comprometer a absorção. 
DEFICIENCIA CONGENITA DE FI 
Ocorre em síndrome rara IMERSLUND-GRASBECK, cujos sintomas são fraquza, infecção recorrentes e 
déficit estatural iniciam durante os primeios dois anos de vida e são acompanhados por proteinúria 
persistente em 90% dos casos 
SEGMENTOS INTESTINAIS DEIXADOS FORA DO TRANSITO INTESTINAL, 
Após cirurgia, fistulas e hipomotilidade podem ser focos de proliferação de bactérias que consomem a 
vitamina b12 competindo com o hospedeiro, o uso de antibiótico pode resolver tal situação. 
 
 
 
MANIFESTAÇÕES CITOLÓGICAS: 
O quadro morfológico do sangue periférico e da medula óssea é idêntico nas deficiências de folatos 
ou de vitamina B12. Elas ocorrem porque há uma diferença na maturação do núcleo e do citoplasma: ou a 
célula morre ou sobrevive com um tamanho avantajado. 
 A medula óssea se apresenta hipercelular: como está ocorrendo deficiência na divisão celular das 
células sanguíneas, o corpo tenta contornar o problema com liberação de eritropoetina, que faz 
com que a medula entre em hipercelularidade, entretando, com uma eritropoese anormal, 
caracterizada pela presença de eritroblastosmegaloblastos. 
 Devido a essa desordem, toda a hematopoese na anemia megaloblástica é ineficaz. Ocorre morte 
celular intramedular por macrófagos. 
 Em consequência da morte celular na medula e da hematopoese ineficaz, o número de reticulócitos 
(célula sanguínea mais jovem) permanece normal ou inferior, refletindo que as células do sangue 
não chegam à maturidade. 
 As aberrações mais comuns na medula são: metamielócitos e bastonetes gigantes 
 A eritropoese ineficaz e a sobrevida diminuída das hemácias gera uma discreta elevação da 
bilirrubina. 
 
MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS: 
 Os sintomas inciais variam muito em cada paciente e devem ser investigados com cautela, pois a 
evolução dos casos de anemia megaloblástica é de maneira incidiosa (lenta). Porém, mesmo sendo 
consequência de falta de vitamina B12 ou de deficiência de folatos, a chamada “tríade da hipovitaminose 
B12” caracteriza bem os três eixos que essa anemia atinge. 
A tríade é: 
1. Fraqueza: resultado da perda de células sanguíneas por mácrofagos ou pela ineficácia da 
eritropoese, a fraqueza é um dos principais sintomas da anemia e é reflexo da deficiência do corpo 
no transporte de gases e outras substâncias pela corrente sanguínea. 
2. Dor na língua: É o principal sintoma com relação ao tubo digestivo. Como a vitamina B12 é 
essencial na divisão celular, a falta da mesma reflete uma ineficácia na multiplicação das células em 
todos os epitélios de revestimento, principalmente no tubo digestivo (onde essa vitamina é 
absorvida). O paciente apresenta então diarreia, perda de apetite, queilite (inflamação nos lábios) e 
glossite (inflamação na língua), esse último causa a dor característica da tríade. 
3. Parestesias: As parestesias são resultado da influência da hipovitaminose no SNC. A deficiência de 
B12 determina uma degeneração do cordão posterior da medula espinal, assim, surgem 
manifestações neurológicas, começamdo por perda da sensibilidade nos membros distais (em luva 
e em bota) e prosseguindo com perda motora em casos mais graves. Além disso, pode acarretar 
manifestações mentais como déficit de memória, disfunção cognitiva e demência. 
As manifestações clínicas no SNC não são comuns na deficiência de folatos. Quando acontecem, 
apresentam apenas quadros depressivos, portanto, essas manifestações podem diferenciar a anemia 
megaloblástica causada por deficiência de folatos da causada por deficiência de B12 (já que as duas tem 
manifestações citológicas idênticas). 
 
DIAGNÓSTICO – EXAME FÍSICO: 
Para fazer o diagnóstico, faz-se, acompanhado de uma anamnese bem colhida, um exame físico que 
busque as alterações características da anemia nos epitélios vísiveis do sistema digestivo, como língua em 
aspecto de carne crua, eritematosa esem integridade e lábios com sinais de queilite. Observa-se também a 
possível icterícia leve causada pela elevação discreta de bilirrubina e os sinais/sintomas neurológicos que 
ajudam na diferenciação das causas das anemias. 
 
EXAMES LABORATORIAIS 
Os exames laboratoriais feitos para constatar anemia megaloblástica são: 
1- Hemograma 
2- Sangue periférico 
3- Mielograma 
4- Dosagem de cobalamina e folato séricos 
5- Dosagem de Ácido Metilamônico e Homocisteína 
6- Teste de Schilling 
1- HEMOGRAMA 
●VCM aumentado, nos casos graves aƟnge de 110 a 170 fl; nos casos leves de 100 a 110 fl. 
* A macrocitose pode estar mascarada pela coexistência de carência de ferro, talassemia ou anemia de 
doença crônica. 
●CHCM encontra-se em valores normais, pois a síntese de hemoglobina continua e, muitas vezes, 
preenche toda a célula. 
● RDW aumentado. 
●Hematócrito inferior a 25%. 
●A neutropenia e trombocitopenia podem se associar à anemia ( pancitopenia), geralmente de 
intensidade leve à moderada. 
2- SANGUE PERIFÉRICO 
● A alteração mais característica de anemia megalobástica no esfregaço é a hipersegmentação do núcleo 
dos neutrófilos. Pode ser definida pelos seguintes critérios: 
- achado de apenas 1 neutrófilo contendo 6 ou mais lobos; ou: 
- presença de, pelo menos, 5% de neutrófilos com 5 lobos. 
● Outros achados: macroovalócitos, poiquilocitose, corpúsculos de Howell- Jolly, dacriócitos, anisocitose. 
* Quando o hematócrito está muito baixo, frequentemente pode-se encontrar hemácias nucleadas no 
sangue periférico. 
●A leucopenia encontrada é resultante de neutropenia, podendo os leucócitos chegar até abaixo de 
2000/µl. 
●O grau de trombocitopenia é imprevisível. Os valores das plaquetas podem estar abaixo de 10.000/µl. 
3- MIELOGRAMA 
●O aspirado de medula óssea confirma as alterações megaloblásticas, sendo que a realização da punção 
depende mais da urgência do diagnóstico. 
●Os achados são de uma medula hipercelular e intensa hiperplasia medular. 
●As alterações morfológicas megaloblásticas são vistas em todos os tipos celulares, porém, são mais 
intensas e frequentes ne linhagem de eritroblastos. 
●O ferro medular está aumentado em virtude da eritropoese ineficaz. 
● Os eritroblastos estão aumentados de volume com importante assincronia núcleo/citoplasma( atraso na 
maturação do núcleo quando comparado ao citoplasma). 
- o núcleo imaturo apresenta uma cromatina granulada, ou com aspecto em peneira; 
- o citoplasma encontra-se desproporcionalmente hemoglobinizado( avermelhado). 
 
4- DOSAGEM DE COBALAMINA E FOLATO SÉRICOS 
● Níveis normais da vitamina B12 ( cobalamina) encontram-se entre 200 e 900 pg/ml 
- uma dosagem acima de 300 pg/ml torna improvável o diagnóstico de carência dessa vitamina; 
- dosagem abaixo de 200 pg/ml praticamente confirma carênciade B12; 
- dosagem entre 200 -300 pg/ml é a faixa de incerteza. 
* a dosagem de B12 pode sofrer influência de artefatos da radioimunoensaio e hepatopatia crônica, 
mostrando valores falsamente elevados. 
* a presença de mieloma, gravidez, deficiência de folato, anemia aplástica, e altas doses de vitamina C 
fornecem valores falsamente baixos. 
● O folato sérico apresenta níveis normais de 2,5 a 20 ng/ml. 
- dosagem abaixo de 2 ng/ml torna provável o diagnóstico de carência, enquanto acima de 4 ng/ml exclui 
esse diagnóstico. 
- entre 2-4 ng/ml é a faixa de incerteza, nesse caso, dosa-se o folato eritrocitário. 
● a deficiência de B12 pode levar a aumentos de folato no sangue 
5- DOSAGEM DE ÁCIDO METILMALÔNICO E HOMOCISTEINA 
● o ácido meƟlmalônico está aumentado apenas na deficiência de B12. 
● a homocisteína está elevada nas duas carências, mas principalmente na de folato. 
6- TESTE DE SCHILLING 
Serve para avaliação indireta da absorção da vitamina B12 
● Outros exames diagnósƟcos para anemia perniciosa: dosagem do anƟcorpo anƟfatorinstrínseco( 
quando + presença de anticorpos confirma anemia perniciosa); 
- biópsia gástrica ( presença de gastrite atrófica tipo A) 
DIAGNÓISTICO DIFERENCIAL 
 
TRATAMENTO 
A parte mais importante do tratamento de anemias em geral é identificar a causa e se possível remover 
essa causa. 
As principais causas de anemia megaloblástica é a deficiência de vitamina B12 e a deficiência de ácido 
fólico, assim o tratamento será baseado em repor essas vitamina. 
Em casos que além da carência de B12 e ácido fólico, há carência de ferro, a reposição deve ser 
simultaneamente dos 3 pois caso contrario não há recuperação dos níveis de hemoglobina. 
A maioria dos casos de anemia megaloblástica é tratada apenas com a vitamina apropriada. 
 
TRATAMENTO DA CARENCIA DE VITAMINA B12 
A maioria dos pacientes com carência de vitamina B12 não ocorre por falta de ingestão e sim por má 
absorção da vitamina. E por isso a principal via de administração é a PARENTERAL com a vitamina b12 
prescrita na forma de cianocobalamina ou hidroxicobalamina. 
A dose é de 1 mg uma vez ao dia nos primeiros 7 dias. Após isso 1 mg uma vez por semana durante 4 
semanas ou ate normalizar o quadro hematológico. Posteriormente 1 mg uma vez por mês durante o resto 
da vida já que o problema com a má absorção não pe reversível. 
Outra via possível seria a via ORAL que é taobem sucedida quanto a via parenteral, sendo a b12 prescrita 
na forma de cobalamina. 
A dose seria um pouco maior, de 2 mg na mesma distribuição de tempo que a via anterior. 
Inicialmente pensava que a via oral não funcionaria pois o problema em geral é na absorção, porém doses 
muito altas, como é 2 mg, não necessita do fator intrínseco para absorver e assim o medicamento faz o 
efeito desejado. 
Quando a carência de b12 e a anemia megaloblástica ocorre devido a um supercrescimento bacteriano é 
indicado a antibioticoterapia. 
Complicações do tratamento com b12 
- HIPOCALEMIA: é a queda do potássio sérico causada pelo alto consumo de potássio pelas células 
hematológicas novas que estão sendo formadas para repor as células que foram perdidas; por isso é 
necessario acompanhar e repor o potássio principalmente nas primeiras 48h ate o fim da primeira semana 
de tratamento. 
- RETENÇÃO DE SÓDIO: pode ocorrer também e levar a uma descompensação em pacientes cardiopatas. 
 
TRATAMENTO DA CARENCIA DE ÁCIDO FOLICO 
É tratada também pela reposição do folato, que, diferente da b12 não necessita ser pela via parenteral. 
Geralmente é por via ORAL de 1 a 5 mg por dia. 
Se o problema for na absorção (menos comum) do ácido fólico a dose pode ser aumentada até 15 mg por 
dia. 
A duração da terapia vai depender do grau de deficiência do paciente, mas em media dura 4 meses. 
Deve ocorrer também uma correção na dieta, aumentando a ingestão de alimentos que possuam folato 
para diminuir a recorrência da anemia megaloblástica. 
O tratamento deve ser continuo/resto da vida para os pacientes com doenças que aumentam o consumo 
de folato como a anemia hemolítica e pacientes submetidos a dialise. 
Complicações do tratamento com AF 
- FALSA MELHORA: não deve ser prescrito o ácido fólico isoladamente sem a vitamina b12 a menos que 
tenha certeza através de comprovantes laboratoriais de que não há hipovitaminose de b12; isso porque se 
utilizar apenas reposição de ácido fólico e o paciente possuir hipovitaminose de b12 ocorrerá uma melhora 
no quadro hematológico, o paciente ira se sentir bem, porém isso vai mascarar os déficits neurológicos 
podendo causar danos irreversíveis. 
 
RESPOSTA AO TRATAMENTO 
A resposta ao tratamento deve ser feita através da contagem de reticulocitos. 
Os reticulocitoscomeçam aumentar por volta do 4º ou 5º dia e atingem seu pico no 7º dia após o inicio do 
tratamento. 
Caso não ocorra o aumento dos reticulocitos ou seja pouco expressivo, deve-se pesquisar outras causas 
para a anemia megaloblástica que não seja a deficiência vitamínica, como causas infecciosas, 
hipotireoidismo, etc. 
A anemia (hemoglobina e hematócrito) começam melhorar na primeira semana e retornam ao normal em 
1 ou 2 meses. 
Os neutrófilos normalizam em 1 semana, assim como as plaquetas. 
Os metabolitos (acidometilamonico e homocisteina) diminuem nas primeiras 48h e normalizam na 
primeira semana. 
O quadro neurológico volta ao normal nos primeiros 4 a 6 meses, PORÉM teve casos que já demorou até 
18 meses. 
Se o tratamento for tardio pode ocorrer sequelas neurológicas irreversíveis. 
 
USO PROFILÁTICO DE VITAMINA B12 
Em pacientes vegetarianos ou veganos deve-se utilizar em doses baixas para evitar uma possível anemia 
megaloblástica. 
Utilizar também em pacientes que fizeram gastrectomia total ou parcial, ressecção ileale insuficiência 
pancreática em dose oral de 2 mg por dia. 
Pode utilizar em pacientes recém nascidos ou lactentes que a mãe tem deficiência vitamínica de b12 ou 
ácido fólico e por isso não passa essas vitaminas pela amamentação. 
 
USO PROFILATICO DO ÁCIDO FÓLICO 
O principal uso profilático do acido fólico são em mulheres em idade fértil que desejam engravidar e em 
gestantes de até 3 meses para evitar a ocorrência de defeitos no tubo neural. A dose é de 0,4 mg por dia. 
Pacientes que realizam dialise, que possuem anemia hemolítica crinica e com mielofibrose utilizam o acido 
fólico profilático e continuo. 
E por ultimo, utiliza-se ÁCIDO FOLINICO em pacientes que estão em uso dos seguintes medicamentos: 
metotrexato, pirimetapina e trimetropim pois são medicamentos que inibem a via de metabolização do 
ácido fólico. 
 
 
 
 
 ANEMIA HEMOLÍTICA 
 
A vida média da hemácia gira em torno de 120 dias, e em indivíduos normais, somente as hemácias 
velhas/senescentes são removidas pelo sistema reticuloendotelial do fígado e baço. 
Hemocaterese: função seletiva do baço de remoção de He senescentes ou defeituosas. 
Hemólise: destruição prematura da hemácia na periferia, provocando uma queda importante de 
sua meia-vida. 
Se a eritropoiese medular estiver normal, com estoques preservados de ácido fólico, vitamina B12 e 
ferro estiver preservados, umas redução de ate 25 dias na meia-vida da hemácia não levam à anemia. 
(Hemólise compensada) 
Hemólise extravascular: hemácias destruídas no tecido reticuloendotelial do baço; 
Hemólise intravascular: hemácias destruídas na própria circulação; conteúdo liberado para o 
plasma. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
A hemólise, ao provocar uma tendência à anemia, estimula a liberação de eritropoetina pelo 
parênquima renal. Esse hormônio atua sobre a medula óssea estimulando a maturação dos eritroblastos 
que passam a liberar reticulócitos no sangue. (Anemia 
hiperproliferativa). 
O reticulocito é uma célula um pouco maior do que 
a hemacia madura, e normalmente se transforma nesta 1 
dia depois de lançado na corrente sanguinea.Contudo, 
devido ao forte estimulo de mautração, são liberadas 
células ainda mais imaturas, de maior tamanho, e com 
tempo de maturação variando entre 1,5 e 2,5 dias, dando o 
aspecto de policromasia. 
Hiperplasia eritroide: resposta medular observada 
no medulograma. 
Assim que é distruida, a hemácia libera a Hb, esta é fagocitada pelos macrófagos e degrada em 
ferro protoporfirina, que por sua vez, será convertida em biliverdina e depois em bilirrubina indireta, que 
será lançada no plasma e transportada ao fígado associada à albumina. O ferro será transportado pela 
transferrina de volta à medula óssea. 
Toda hemólise crônica predispõe à formação de cálculos biliares, principalmente as anemias 
hemolíticas hereditárias. O aumento da produção de bilirrubina é o fator predisponente. 
Reticulocitose: aumento na produção medular de reticulócitos; 
 Crises anêmicas 
As crises anêmicas são as exarcebações agudas de uma anemia hemolítica crônica. As anemias 
hemolíticas hereditárias (esferocitose hereditária e anemia falciforme) são as principais condições 
associadas a essas crises. 
 Crise aplásica: existência de fatores que inibam a eritropoiese; infecção pelo parvovirus B19, 
impede a maturação dos reticulócitos; anemia com reticulocitopenia. 
 Crise megaloblástica: anemia megaloblástica por carência de folato; turn over acelerado das 
hemácias e reticulocitose aumentam a demanda de ferro, acido fólico e B12. 
 Crise hiper-hemolítica: exarcebação do processo de hemólise por infecções virais e ativação 
aumentada dos macrófagos; 
 Seqüestro esplênico: característica da anemia falciforme em crianças com menos de 5 anos. 
 
 Sinais e sintomas característicos de hemólise 
 Leve ictericia 
 Esplenomegalia 
 Historia familiar positiva de anemias 
 Uso de medicamento 
 Hemoglobinúria (urina avermelhada ou marrom) 
 
 A LDH quase sempre esta 
aumentada, devido à sua liberação do 
interior da Hb. 
 Cadeias de globina se 
unem à haptoglobina. 
 
 
 Esferocitose hereditária 
 
Desordem autossômica dominante em 80% dos casos; 
Caracterizada pro deficiências em graus variados das proteínas espectrina, anquirina, proteína 
banda 3, que compõe a membrana de sustentação do eritrócito. A deficiência mais comum é a da 
anquirina (que leva a uma deficiência secundaria de espectrina). 
A deficiência no ancoramento da espectrina leva a perda de fragmentos lipídicos da membrana, 
levando a uma mudança de conformação na hemácia que passa a apresentar formato esferocítico. 
Os esferocitos não conseguem se deformar o suficiente para passarem pelos capilares sinusoides, e 
com isso ficam mais tempo em contato com os macrófagos. E devido a esse contato, se transformam em 
microesferócitos. Alguns são fagocitados e destruídos pelo baço, gerando hemólise crônica. 
O grau de anemia pode ser traço, leve, moderado*, grave ou apenas uma hemólise compensada. 
O cenário diagnóstico típico é o de uma criança sob investigação de esplenomegalia; a presença de 
icterícia discreta, anemia leve a moderada e esplenomegalia, em uma criança ou adulto jovem, sugerem o 
diagnóstico. 
Manifestação clinica predominante de colelitíase (crise biliar); crise aplásica; crise hemolítica; crise 
megaloblástica; icterícia neonatal. Apresenta heterogeneidade clinica ate mesmo entre familiares. 
Anemia normocítica ou microcítica; CHCM >36% em mais de 50% dos casos: hipercrômica; 30% não 
apresentam microesferócitos típicos; Reticulocitose; Poiquilocitose; Teste de Coombs direto negativo. 
O diagnostico é dado na presença de reticulócitos e microesferocitos no sangue periférico e na 
ausência de um Teste de Coombs direto positivo (eliminando imune-hemolitica). 
Teste de fragilidade osmótica: por terem uma área de superfície pequena, são extrematemte 
sensíveis à hipo-osmolaridade. 
O tratamento consta de: 
ÁCIDO FÓLICO (5mg/dia) 
ESPLENECTOMIA (indicações): Anemia com necessidade transfusional; Colelitíase; Retardo do 
crescimento 
 
 
 Anemia falciforme 
 
A substituição de ácido glutâmico pela valina na cadeia 6 da beta-globulina cria uma Hb com 
comportamento anômalo: a HbS. 
Somente aqueles que são homozigotos para o genes Beta-S desenvolvem a “doença” anemia 
falciforme. Os heterozigotos possuem a chamada variância falcemica. 
 
 
 
 
 
 
 
A elevada prevalência do genes Beta-S em certas 
populações é explicado pela seleção natural, como no fato de 
que em heterozigose ela promove uma proteção contra a 
malaria, devido ao rápido clearance dessas células, o que 
impede o desenvolvimento de altos índices de parasitemia, 
dando tempo para a ação eficaz do sistema imune. 
Acredita-se que o gene Beta-S tenha se desenvolvido 
e se expandido na região conhecida como Cinturão da 
Malária. 
Prevalência na raça negra: > incidência na África 
1/625 recém nascidos negros americanos 
 Brasil-5-10% de traço falciforme (AS) nos descendentes de africanos 
Doença falciforme (teste de triagem neonatal): 
BA-1:650 
RJ-1:1.100 
MG- 1:1.591 
RS-1:10.000 
 
• Fisiopatologia 
A troca do acido glutâmico pela valina leva à perda de eletronegatividade e ganho de 
hidrofobicidade, gerando uma tendência à autoagreção, o que pode culminar na formação de polímeros 
de HbS no interior do citoplasmo, levando à perda de solubilidade e à alteração conformacional na 
estrutura da Hb, polímeros esses que não carreiam O2. 
Afoiçamento das hemácias: espontâneo; vários graus; estimulado na ocorrência de hipoxia, 
acidose(reduz a afinidade da Hb pelo O2) ou desidratação celular; 
Obs.: uma vez resolvidos esses fatores, os polímeros de desfazem e as hemácias voltam à sua 
conformação original. 
Obs2.: a mistura com HbF bloqueia a polimerização de HbS, isso porque a HbF possui alta afinidade 
pelo oxigênio, favorecendo a formação de oxi-Hb e amenizando ou ate mesmo prevenindo as 
manifetações clinicas da anemia falciforme. 
A HbS é uma molécula instável (sofre oxidação com mais facilidade). Possui uma taxa de auto-
oxidação espontânea moderadamente alta. 
Ocorre um aumento no estresse oxidativo intracelular; um mero contato com fosfolipedes de 
membrana exarceba a instabilidade da HbS; Todas as células vermelhas do falcêmico apresentam níveis 
aumentados de estresse oxidativo, mesmo quando não afoiçadas; com isso, a membrana plasmatica sofre 
dano cumulativo, formando microvesículas na superfície, que se destacam para a corrente circulatória; a 
célula pode se tornar tão frágil que ocorre lise osmótica ou mecânica no compartimento intravascular, 
favorecendo o surgimento de uma anemia hemolítica; Ocorre também uma desidratação celular devido ao 
aumento da permeabilidade da membrana aos cátions; e por fim, ocorre mudanças antigênicas na 
membrana com agregação da proteína Banda 3, favorecendo a opsonização da hemácia. 
As macromoléculas desnaturadas criadas durante esse processo possuem ferro não heme em sua 
composição; 
EM RESUMO: A HbS sofre polimerização reversível quando desoxigenada, formando uma rede 
gelatinosa de polímeros fibrosos que enrijecem a membrana eritrocitária, aumentando a viscosidade e 
causam desidratação em virtude do extravasamento de potássio e influxo de cálcio. 
• Manifestações clínicas 
Os sintomas da anemia falciforme variam e são somente baseados na quantidade de hemoglobina 
S. Os sintomas e as complicações resultam de uma hemólise crônica ou trombose. 
As hemácias falciformes têm uma vida curta. Os pacientes têm sempre anemia com valores de 
hemoglobina variando de 7 a 10 g/dl. 
 Icterícia; 
 Medula óssea expandida; 
 Anemia crônica  Taquicardia, Sopro cardíaco, Cardiomegalia; 
 Arritmia; 
 Insuficiência cardíaca 
Todos os tecidos e órgão estão constantemente vulneráveis às interrupções microcirculatórias pelo 
processo falciforme, e, dessa forma, estão suscetíveisa : 
 Hipóxia; 
 Necrose isquêmica. 
 As complicações da anemia falciforme incluem : 
 Cardíacas: cardiomegalia, isquemia miocárdica, ICC. 
 Pulmonares: síndrome torácica aguda (dor, febre, dispnéia, opacidade no rx, queda da hb, hipóxia) 
 Neurológicas: 25% dos pacientes, AVE isquêmico ou hemorrágico, AIT. 
 Hepatobiliares: colelitíase, alterações na função hepática 
 Genito-urinárias: hematúria, hipostenúria, proteinúria, priaprismo. 
 Oftalmológicas: infartos, hemorragia e retinopatia. 
 Osteoarticulares: necrose asséptica da cabeça do fêmur, osteoporose. 
 Cutâneas: úlceras maleolares (5-10%) 
 
 
 
• Crise Falciforme 
Existem três tipos de crise falciforme na população adulta: 
 Crise falciforme muito dolorosa/ vaso-oclusiva: Hipóxia tecidual e necrose 
Freqüência e gravidade variáveis; 
Fatores desencadeantes: infecção, desidratação e tensão emocional de qualquer natureza. 
Mais freqüentes na terceira e quarta década de vida. 
Oclusão vascular  isquemia  inflamação aguda. 
Ossos longos, articulações e região lombar. 
Síndrome mão-pé (dactilite): crianças (6m a 2anos). 
Evolução clínica grave: >3 episódios graves/ano. 
 Crise aplásica: Infecção pelo parvovírus humano e hemoglobina baixa. 
Queda acentuada da hemoglobina e dos reticulócitos 
Desencadeadas por: Parvovírus B19- maior freqüência em crianças (68%); Streptococcus pneumoniae, 
salmonelas e Epstein-Barr; Uso iatrogênico de oxigênio; Deficiência de ácido fólico 
 Crise de sequestro: Órgãos represam as células falciformes: Baço, mais comum em crianças ≤ 10; 
Fígado e pulmão nos adultos 
 Sindrome torácica aguda: Febre; Tosse; Taquicardia; Infiltrados (RX- TÓRAX). 
 Com frequência, esses sinais simulam uma infecção, que frequentemente é a causa. Infecções 
bacterianas são a principal causa de morbi/mortalidade. Risco de infecções graves em < 4 anos de 
idade (meningite-78% por pneumococos); Pneumonia(cocos gram positivos); 
Osteomielite(Salmonella tiphimurium); Septicemia; Infecção do trato urinário (E. coli); Prováveis 
causas: múltiplas lesões orgânicas e asplenia 
 Outras causas incluem embolia gordurosa pulmonar, infarto pulmonar e tromboembolia 
pulmonar. A mensuração dos níveis da secreção da fosfolipase A2 atualmente tem sido identificada como 
um preditor da síndrome do tórax agudo iminente. 
 
GRAVIDEZ: Abortos espontâneos; Retardo de crescimento intrauterino; Infecções; Dores ósseas; 
Anemia; Pré-eclâmpsia; RN baixo peso 
• Diagnóstico 
É estabelecido na infância, mas alguns pacientes frequentemente com estado heterozigoto 
composto, só desenvolvem sintomas após o início da puberdade, durante a gravidez ou início da fase 
adulta. 
Suspeita-se das síndromes falciformes com base na anemia hemolítica, na morfologia dos 
eritrócitos e nos episódios de dor intermitentes. 
A detecção efetiva das diversas formas de Doenças Falciformes requer diagnóstico preciso, baseado 
principalmente em: 
 Anemia NC e N 
 Reticulocitose 
 Leucocitose com desvio a esquerda 
 Trombocitose 
 Bilirrubina indireta elevada 
 Haptoglobina diminuida 
 Elevação de urobilinogênio na urina 
 Eletroforese de hemoglobina 
 
• Tratamento 
 Transplante de células tronco do sg periférico: O TCTSP pode curar a anemia falciforme.Disponivel 
apenas para um pequeno subgrupo de pacientes afetados, visto que a falta de doador compatível ou a 
presença de lesão orgânica grave (p.ex., renal, hepática, pulmonar) no paciente constituem uma 
contraindicação para o TCTSP. 
 Hidroxiuréia 
 Arginina 
 Terapia transfusional: Efetiva para exacerbação aguda da anemia; prevenção de complicações 
graves da cirurgia; melhora da resposta a infecção; síndrome torácica aguda; diminuir episódios de crises 
falciformes em mulheres gravidas; prevenção/tratamento das complicações da doença falciforme. 
 Os pacientes com anemia falciforme necessitam de reposição diária de acido fólico. As infecções 
devem ser tratadas imediatamente com antibióticos apropriados. Devem receber vacinas pneumocócicas 
e vacina anual contra a gripe. 
 Tratamento da síndrome torácica aguda: Antibioticoterapia; Espirometria; Broncoscopia; 
Hidratação; 
OBS: monitorar regularmente a função pulmonar para detecção precoce de hipertensão pulmonar. 
 Acompanhamento em serviço especializado 
 Ácido fólico (5mg/dia) 
 Hidroxiuréia (aumento da hb fetal) 
 Profilaxia de infecções 
 Das crises 
 Das infecções 
 Hemotransfusões

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