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ECA E EDUCAÇÃO 2016 Adival Vieira dos Santos Junior RG:28.138.415 – 0 Pirassununga – SP Dissertação: “CRIANÇAS CARENTES E POLÍTICAS PÚBLICAS “ Entendo que os textos discutidos dos autores Edson Passeti e Marcos Antônio Cabral dos Santos, retratam com clareza de detalhes dois grandes problemas enfrentados pelas crianças e jovens brasileiros desde o final do século XIX. Eles abordam dois temas muito semelhantes. Neles podemos ver a questão do trabalho infantil, muito comum naquela época. As crianças do meio rural, em geral, ajudavam os pais no cultivo de subsistência, e as crianças do meio urbano juntavam-se as outras crianças pobres a perambularem pelas ruas. O número de bebês abandonados na chamada “roda dos expostos” se tornou frequente. Os maus tratos de crianças e adolescentes vão além do abandono, no Brasil, a exploração de mão de obra infantil em atividades produtivas, persiste em se fazer presente. Dada como erradicada no início do séc. XX. Tanto nas cidades como no campo, as famílias pobres e suas crianças viviam em condições precárias, amontoadas em cortiços, onde proliferavam doenças de todos os tipos, epidemias e fome. As crianças eram utilizadas nas fábricas como mão de obra barata ao lado das mulheres. Mas, a chegada dos imigrantes que vieram em busca de melhores condições de trabalho, trouxe melhorias para o resto da população, pois, começaram a exigir o acesso à educação. Para eles, a educação passou a ser encarada como a única maneira de saírem da pobreza. O aumento do abandono infantil e o crescimento da mão de obra nas indústrias ocasionou o crescimento da criminalidade juvenil. Os delitos cometidos por crianças muitas vezes menores de quatorze anos, envolvia não só vadiagem, mas também, pequenos furtos, embriaguez, brigas e até mesmo homicídios. Já no campo esse índice era bem menor, já que o trabalho forçado e compulsório predominava. Em 1890 foi modificado o Código Penal em vigor desde 1831, que ditava que menores de quatorze anos não podiam ser presos nem punidos. De acordo com o novo código os menores de nove anos não podiam ser considerados criminosos, mas deveriam, caso cometessem alguma infração que pudessem ocultar ou tivessem total discernimento de seu ato infracional. O estado ao escolher políticas de internação para tentar acolher crianças abandonadas e infratoras, dando total autoridade a seus funcionários, criou – se a rotina de tratamento igualmente dadas a qualquer infrator, tratando um menor com as mesmas rotinas de um detento. Essa rotina rígida nada ajudou pois atiçou nos menores infratores, incluindo os menores abandonados, os mesmos sentimentos de articulações para ilegalidade, levando os mesmos ao contato das drogas, levando a roubos e a todos os outros atos de criminalidade. Levando em consideração também um programa do governo nacional desenvolvido durante a ditadura militar denominado “Política Nacional do Bem – Estar do Menor (PNBM)” iniciado no ano de 1964, chegando até ao FUNABEM no meu entendimento foi também totalmente falho, pois acreditava – se que o melhor era a educação global para com os menores infratores estando todos na reclusão e não trabalhar o ato infracional em si, só serviram para criar crianças marcadas como menores infratores da periferia. De acordo com o texto até aqui compreendo que foram mais de sessenta anos de políticas voltadas para as crianças totalmente equivocadas em formas de educação por meios de internações e reclusões, tempo esse mais que suficiente para saber que não obteve resultado positivo, a não ser para diversas áreas profissionais que geraram empregos nos diversos pavilhões dessas verdadeiras cadeias para crianças e jovens. Com o surgimento do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), no meu entendimento, o principal fundamento era a educação e formação de do futuro cidadão, mas como? As escolas não conseguem suprir todas as necessidades sociais que um cidadão precisa então surgiu a parceria do estado com organizações não governamentais oferecendo um serviço de contra turno escolar com ênfase nas atividades cotidianas ou ensinando um profissão, na teoria esse trabalho seria espetacular pois o estado economizaria com diversas mãos de obras, a sociedade privada apoiaria muito mais com recursos e o resultado final seria muito positivo para as crianças e adolescentes, mas no meu entendimento todos os setores que se disponibilizam a trabalhar para a proteção de nossas crianças deveriam se comunicar melhor, pois a distância do estado e iniciativa privada ainda é muito longe, prejudicando assim nosso bem maior que são as crianças.