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UNIVERSIDADE DA REGIÃO DA JOINVILLE CURSO ADMINISTRAÇÃO PROJETO INTEGRADOR Allydianne Carvalho Medeiros Amanda Vitória Anderle Bianca Marques Silva Nicoli de Oliveira Ribeiro Rodrigo Jancoski 1. TEMA A estruturação administrativa como fator determinante para a organização e sustentabilidade de microempreendimentos. 2. PROBLEMA Como a estrutura administrativa impacta a organização e a sustentabilidade de microempreendedores? 3. OBJETIVOS 3.1 OBJETIVO GERAL Analisar como a estrutura administrativa impacta a organização e a sustentabilidade dos microempreendimentos. 3.2 OBJETIVOS ESPECIFICOS • Identificar a importância do controle financeiro na gestão dos microempreendimentos. • Analisar como a organização dos processos administrativos contribui para a eficiência na tomada de decisões. • Investigar os principais desafios enfrentados pelos microempreendedores na organização administrativa de seus negócios. • Avaliar de que forma a estrutura administrativa influencia o crescimento, a produtividade e a sustentabilidade dos microempreendimentos. 4. JUSTIFICATIVA A abertura de pequenos negócios no Brasil vem apresentando um crescimento significativo, evidenciando a relevância do empreendedorismo para a economia. Dados do SEBRAE mostram que entre janeiro e novembro de 2025, o país registrou a abertura de aproximadamente 4,6 milhões de novos pequenos negócios, que representam cerca de 97% de todas as empresas criadas no período. Desse total, aproximadamente 77% são microempreendedores individuais (MEIs), demonstrando a forte participação desses empreendimentos na geração de renda no país. Apesar desse crescimento, muitos microempreendedores enfrentam dificuldades para manter seus negócios ao longo do tempo. Estudos do SEBRAE apontam que os MEIs apresentam a maior taxa de mortalidade entre os pequenos negócios, sendo que 29% fecham após 5 anos de atividade. Pesquisas também indicam que 36,7% dos microempreendedores apontam a gestão financeira como uma das principais áreas em que necessitam de desenvolvimento, evidenciando limitações na administração e no controle do negócio (SEBRAE, 2024). Para CHIAVENATO (2014), a administração envolve funções essenciais, como planejamento, organização, direção e controle, fundamentais para o funcionamento das organizações. Nesse contexto, pesquisas como a de Melo et al. (2026) apontam que muitos MEIs apresentam limitações na gestão contábil, financeira e administrativa, o que pode comprometer a organização do negócio e a tomada de decisões. Diante desse cenário, é relevante analisar de que forma a estrutura administrativa influencia na organização e sustentabilidade dos microempreendimentos, considerando que o controle financeiro e a organização de processos administrativos impactam diretamente a capacidade de desenvolvimento e gestão desses negócios. 5. REVISÃO BIBLIOGRÁFICA O crescimento dos microempreendimentos no Brasil tem ampliado discussões sobre fatores que contribuem para sua permanência e sustentabilidade no mercado. Nesse cenário, a estruturação administrativa se apresenta como elemento fundamental para a organização e o desenvolvimento desses negócios, especialmente por envolver práticas relacionadas ao planejamento, controle financeiro, organização de processos e tomada de decisões. A administração, segundo Idalberto Chiavenato, é composta pelas funções de planejamento, organização, direção e controle, sendo essas indispensáveis para o funcionamento de qualquer empreendimento. Mesmo em negócios de pequeno porte, a ausência dessas funções pode gerar desorganização operacional, dificuldades financeiras e fragilidade na continuidade do negócio. Nos microempreendimentos, a estrutura administrativa muitas vezes é informal, centralizada no próprio empreendedor e marcada pela ausência de processos gerenciais definidos. Essa realidade pode limitar o acompanhamento de custos, fluxo de caixa, formação de preços e planejamento estratégico, comprometendo a sustentabilidade do empreendimento. Conforme apontam estudos do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas, muitos microempreendedores enfrentam dificuldades relacionadas principalmente à gestão financeira e ao controle administrativo, fatores frequentemente associados à mortalidade empresarial. O controle financeiro é apontado como uma das bases da gestão eficiente. Para autores como Gitman, a administração financeira permite o uso racional dos recursos e auxilia na tomada de decisões, contribuindo para equilíbrio econômico e crescimento organizacional. No contexto dos microempreendimentos, ferramentas como fluxo de caixa, controle de receitas e despesas, planejamento orçamentário e análise de custos tornam-se essenciais para reduzir riscos e melhorar a gestão. Além do aspecto financeiro, a organização dos processos administrativos exerce influência direta na eficiência operacional. Processos bem definidos contribuem para melhor distribuição de tarefas, padronização de atividades, controle interno e maior agilidade na tomada de decisões. Sob essa perspectiva, a gestão administrativa não se limita a aspectos burocráticos, mas representa instrumento estratégico para aumentar produtividade e competitividade. Outro ponto recorrente na literatura são os desafios enfrentados pelos microempreendedores na administração dos negócios. Muitos iniciam suas atividades com domínio técnico sobre o produto ou serviço oferecido, mas sem preparo gerencial. Essa lacuna pode dificultar planejamento, controle e adaptação às exigências do mercado. Estudos recentes, como os de Melo et al. (2026), evidenciam que limitações em gestão contábil, financeira e administrativa podem comprometer tanto a organização quanto a sustentabilidade desses empreendimentos. A sustentabilidade dos microempreendimentos, nesse contexto, está relacionada não apenas à sobrevivência do negócio, mas à sua capacidade de crescimento, adaptação e permanência no mercado. Uma estrutura administrativa adequada favorece melhor uso dos recursos, redução de falhas gerenciais, maior capacidade de resposta às mudanças e suporte para expansão do negócio. Assim, a literatura evidencia que a estrutura administrativa constitui fator determinante para a organização e sustentabilidade dos microempreendimentos, especialmente quando associada ao controle financeiro, organização de processos e qualificação gerencial. Compreender essa relação torna-se relevante para identificar práticas que fortaleçam a gestão dos microempreendedores e contribuam para a redução da mortalidade desses negócios. 6. PLANO DE AÇÃO O que? Por quê? Onde? Quando? Por quem? Como? Quanto custa? Realizar pesquisa bibliográfica e pesquisa de campo com MEIs, além da análise dos dados coletados Compreender a influência da estrutura administrativa na organização e sustentabilidade dos microempreendimentos. Pesquisa realizada com microempreendedores individuais (MEIs) em Joinville/SC e em bases bibliográficas digitais. Durante o período letivo, conforme cronograma estabelecido para o desenvolvimento do trabalho. Acadêmica responsável pelo desenvolvimento da pesquisa. Por meio de revisão bibliográfica, aplicação de questionários estruturados e análise qualitativa e quantitativa dos dados. Baixo custo, envolvendo materiais básicos e possíveis despesas com impressão. 7. CONSIDERAÇÕES FINAIS A análise da estrutura administrativa nos microempreendimentos evidencia que a organização interna e o uso de práticas gerenciais adequadas são fatores determinantes para a sustentabilidade dos negócios. Observa-se que muitos microempreendedores iniciam suas atividades sem planejamento estruturado, o que compromete a tomada de decisões e o controle financeiro, aspectosessenciais para a sobrevivência empresarial. Conforme destaca CHIAVENATO (2014), a administração é composta por funções básicas como planejamento, organização, direção e controle, sendo indispensáveis para o bom desempenho organizacional. Nesse sentido, a ausência dessas práticas nos microempreendimentos pode resultar em desorganização, dificuldades financeiras e, consequentemente, no encerramento precoce das atividades. Além disso, dados do SEBRAE (2024) reforçam que a falta de gestão financeira é um dos principais desafios enfrentados pelos microempreendedores, evidenciando a necessidade de capacitação e desenvolvimento de competências administrativas. Corroborando essa perspectiva, Melo et al. (2026) apontam que limitações na gestão contábil e administrativa impactam diretamente a eficiência e o crescimento dos negócios. Dessa forma, conclui-se que a estruturação administrativa não apenas contribui para a organização dos processos internos, mas também fortalece a capacidade de adaptação e permanência dos microempreendimentos no mercado. Investir em práticas administrativas eficientes é, portanto, um elemento essencial para promover a sustentabilidade e o sucesso desses empreendimentos. 8. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS CHIAVENATO, Idalberto. Teoria geral da administração. 8. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2014. DRUCKER, Peter F. Introdução à administração. São Paulo: Pioneira, 1998. GITMAN, Lawrence J. Princípios de administração financeira. 12. ed. São Paulo: Pearson, 2010. SERVIÇO BRASILEIRO DE APOIO ÀS MICRO E PEQUENAS EMPRESAS (SEBRAE). Sobrevivência de empresas no Brasil. Brasília: SEBRAE, 2024. Disponível em: https://www.sebrae.com.br. Acesso em: 3 maio 2026. MELO, Anthony Goes de et al. Desafios e perspectivas dos microempreendedores individuais (MEIs) no Brasil: uma análise sob a ótica contábil e gerencial. Revista Ibero- Americana de Humanidades, Ciências e Educação, São Paulo, v. 12, n. 3, mar. 2026.