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Fisioterapia na saúde do trabalhador A inserção da Fisioterapia na saúde do trabalhador por meio de ações de prevenção, promoção, avaliação e diagnóstico cinesiológico-funcional. Adriana de Souza Marinho Teixeira 1. Itens iniciais Propósito Considerando a atual importância do fisioterapeuta nos postos de trabalho e nas empresas por meio de ações preventivas ou terapêuticas, e a sua atuação na redução do índice de doenças ocupacionais, faz-se necessária a qualificação desse profissional para a implantação de ações eficazes na saúde do trabalhador. Objetivos Reconhecer a inserção da Fisioterapia na saúde do trabalhador Identificar ações da Fisioterapia na prevenção e na promoção da saúde do trabalhador Empregar uma abordagem fisioterapêutica nas doenças ocupacionais Analisar a atuação do fisioterapeuta na Ergonomia e na perícia judicial Introdução A partir do século XVIII, no contexto da Revolução Industrial na Inglaterra, ocorreram grandes transformações nos processos de produção, além das mudanças sociais e econômicas, que se caracterizavam principalmente pelo deslocamento de trabalhadores das áreas rurais para a área urbana e pela substituição do trabalho artesanal e manufaturado para o manejo de máquinas, sendo vivenciada uma nova realidade. Porém, não houve uma preparação adequada dos trabalhadores para esse novo modelo de mercado de trabalho. Tínhamos crianças, mulheres e homens, com jornadas extensas, sem repouso adequado, em ambientes insalubres e sem conhecer o processo de trabalho, o que gerava rotineiramente episódios de acidentes. Somava-se a esse cenário a resistência dos novos empresários em garantir direitos trabalhistas. Uma situação muito semelhante se desenvolveu no Brasil, porém, com o tempo, foi sendo percebido que era necessário cuidar da saúde não somente da sociedade, mas também do trabalhador. Inicialmente, os cuidados eram direcionados para garantir a produtividade da empresa. Com o passar do tempo, as doenças ocupacionais tornaram-se o foco da atenção, porém, isso ainda não era suficiente para minimizar de forma satisfatória as doenças no ambiente laboral, sendo necessária uma reformulação nas ações, o que originou atuações voltadas para as relações sociais do empregado em seu ambiente e uma atenção para todo o processo de trabalho. Chegamos, assim, à nossa fase atual, em que de fato nos preocupamos com a saúde e o indivíduo, e não somente com a produtividade da empresa. Nessa evolução, surge um personagem fundamental, que é o fisioterapeuta, dentro de uma equipe multidisciplinar, desenvolvendo atividades preventivas e de promoção de saúde para o colaborador e ainda atuando na melhora do ambiente laboral. Os benefícios alcançam o empregado, o empregador e toda a sociedade, com indivíduos mais saudáveis e produtivos. Para organizar nosso estudo, vamos estudar a inserção legal do fisioterapeuta nas ações laborais, as ações de prevenção e promoção da saúde no trabalho, as abordagens fisioterapêuticas nas doenças ocupacionais e ainda a atuação em Ergonomia e perícia judicial. Vamos lá? • • • • 1. A Fisioterapia na saúde do trabalhador Cenário atual da saúde do trabalhador O trabalho e a produção estão inseridos na sociedade, fazendo parte da vida de qualquer adulto com capacidade laborativa, tendo importância social e pessoal, como a realização profissional e a capacidade de sustentação financeira, tanto do trabalhador quanto de sua família, sendo, portanto, pré-requisitos fundamentais para o desenvolvimento socioeconômico sustentável. Atualmente, os maiores desafios para a saúde do trabalhador estão relacionados às novas tecnologias e à automação e às novas substâncias químicas e energias físicas, associados ao envelhecimento da população trabalhadora, que precisa se adequar a esse novo ambiente e a uma demanda cada vez maior de metas e produtividade. Várias medidas são tomadas para melhor adequação da saúde ocupacional, e dentre elas destacamos o desenvolvimento, pelo Ministério da Saúde, da Política Nacional sobre Saúde e Segurança do Trabalho (PNSST), que é uma ação integrada com os ministérios do Trabalho e Emprego e da Previdência Social. As ações em saúde ocupacional são importantes estratégias não somente para garantir a saúde dos trabalhadores, mas também para contribuir positivamente para a produtividade, qualidade dos produtos, motivação e satisfação durante o processo de trabalho, beneficiando toda a sociedade. Nesse contexto, diversas atividades vêm sendo desenvolvidas, sendo o fisioterapeuta do Trabalho um especialista para promoção e fortalecimento de toda a rede voltada para a saúde do trabalhador, pois as ações requerem equipes multidisciplinares. Atenção Destacamos os riscos ergonômicos na saúde do trabalhador, que são muitas vezes relacionados a posturas inadequadas, a transporte de equipamentos pesados, a trabalhos noturnos, à troca de turnos e a trabalhos monótonos e repetitivos. Todas essas ações podem causar à saúde dos trabalhadores problemas de postura, fadiga, sobrecargas vasculares e demais doenças ocupacionais. Sendo assim, a ação da Fisioterapia do Trabalho se torna indispensável nesse ambiente, e a sua inserção no mercado possui respaldo em normas regulamentadoras do Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional (COFFITO) que serão apresentadas a seguir. Atuação do fisioterapeuta em Saúde do Trabalho Em 18 de dezembro de 2003, o COFFITO publicou a Resolução 259, que reconheceu a área de atuação da Fisioterapia do Trabalho, dando referência aos procedimentos adotados por este profissional na saúde do trabalhador. A citada resolução considerou a grande demanda de fisioterapeutas atuando em empresas ou postos de trabalho, intervindo preventivamente e/ou terapeuticamente de forma relevante para a redução dos índices de doenças ocupacionais, sendo esse profissional qualificado e legalmente habilitado para contribuir com suas ações para prevenção, promoção e restauração da saúde do trabalhador. A Resolução 259/2003 define ainda que é atribuição do fisioterapeuta prestar assistência à saúde do trabalhador das seguintes formas: 1 Fisioterapia na saúde do trabalhador 2 Prescrever procedimentos compensatórios às atividades laborais e do cotidiano, sempre que diagnosticar sua necessidade. 3 Identificar, avaliar e observar os fatores ambientais que possam constituir risco à saúde funcional do trabalhador. 4 Realizar a análise biomecânica da atividade produtiva do trabalhador, levando em conta as diferentes exigências das tarefas nos seus esforços estáticos e dinâmicos, considerando: No esforço dinâmico, a frequência, duração, amplitude e a força exigida. E no esforço estático, a postura exigida, estimativa de duração da atividade específica e sua frequência. 5 Realizar, interpretar e elaborar laudos de exames biofotogramétricos (na avaliação por biofotogrametria, são marcados pontos anatômicos, como a sétima vértebra cervical e acrômios, que, após serem fotografados, serão avaliados por um software específico, trazendo dados quantitativos posturais), para fins diagnósticos. 6 Analisar e qualificar as demandas observadas através de estudos ergonômicos aplicados. 7 Elaborar relatório de análise ergonômica, estabelecer nexo causal para os distúrbios cinesiológicos- funcionais e construir parecer técnico especializado em Ergonomia. Veja abaixo como o fisioterapeuta pode auxiliar na saúde do trabalhador: Direcionar atividades compensatórias durante as jornadas de trabalho. Avaliar por biofotogrametria, com marcação de pontos anatômicos. Cabe ainda destacar que o fisioterapeuta no âmbito da sua atividade profissional está qualificado e habilitado para prestar serviços de auditoria, consultoria e assessoria especializada. Atuará também em programas destinados à educação do trabalhador nos temas referentes a acidente do trabalho, doença funcional/ ocupacional e educação para a saúde. O fisioterapeuta deverá contribuir em uma equipe multidisciplinar, sem renunciar à sua independência ética/profissional.voltados para a coluna vertebral, abdome e sistema respiratório, com duração de aproximadamente oito minutos, em grupos de 20 a 30 funcionários, abrangendo desde operários até diretores, sendo realizada de forma obrigatória e remunerada. Na década de 1970, ocorreu a expansão da GL, principalmente no Sul do Brasil, e atualmente a introdução dessa atividade nas empresas é compreendida como um forte ponto de humanização e prevenção de doenças ocupacionais, que teve uma grande expansão na década de 1990 em virtude de um novo comportamento empresarial, oriundo dos avanços das décadas de 1970-1980, que tinha percepções inovadoras, desenvolvendo-se também a Medicina do Trabalho. Saiba mais Mas qual seria o profissional habilitado para realizar essas atividades nos ambientes laborais? Art. 1º Art. 2º Educador físico Fisioterapeuta A inserção da ginástica laboral nas empresas seria obrigatória? Atenção Quais seriam os objetivos da GL? Adaptações físicas Adaptações psicológicas Tipos de ginástica laboral Ginástica de aquecimento ou preparatória Curiosidade Ginástica compensatória, de pausa ou de distensionamento Dica Ginástica relaxante ou de final de expediente Dica Plano piloto Ginástica laboral e atividades de promoção de saúde nas empresas Conteúdo interativo Vem que eu te explico! Atuação da fisioterapia na saúde do trabalhador Conteúdo interativo Tipos de ginástica laboral Conteúdo interativo Verificando o aprendizado 3. Abordagem fisioterapêutica nas doenças ocupacionais Histórico das doenças ocupacionais Saiba mais Exemplos de doenças ocupacionais Lesões por esforço repetitivo (LER) ou distúrbios osteomusculares relacionados ao trabalho (DORT) Principais causas: Prevenção: Hérnia de disco Principais causas: Prevenção: Transtornos mentais Principais causas: Prevenção: Lesões e comprometimentos articulares Principais causas: Prevenção: Dificuldades circulatórias e varizes nos membros inferiores Principais causas: Prevenção: Industrial Comercial Alimentício Transporte Serviços domésticos e de limpeza Curiosidade Origem da denominação LER/ DORT Pela primeira vez, a Previdência Social no Brasil reconheceu esse grupo de afecções com a denominação de tenossinovite do digitador. Foi adotada a denominação LER em procedimentos internos à instituição para a avaliação de incapacidade. Por meio da Norma Técnica do INSS (Instituto Nacional de Saúde e Seguridade Social), passou a ser adotado o acrônimo DORT para designar os referidos distúrbios, embora o termo LER continue a ser utilizado. Atenção Medidas preventivas Exemplo Utilização de pausas Atenção Quick Massage “Blitz Postural” ou “Blitz Ergonômica” Instrumentos avaliativos Checklist Recomendação Escala visual analógica da dor DORT e a atuação do fisioterapeuta Conteúdo interativo Vem que eu te explico! Origem da denominação LER/DORT Conteúdo interativo Utilização de pausas Conteúdo interativo Verificando o aprendizado 4. Atuação na Ergonomia e na perícia judicial Atuação do fisioterapeuta em Ergonomia Ergonomia cognitiva Ergonomia organizacional Ergonomia física Fatores ergonômicos analisados Atenção NR-17 Levantamento, transporte e descarga de materiais. Mobiliário. Equipamentos. Condições ambientais do posto de trabalho. Própria organização do trabalho. 1 2 3 Níveis de ruído de acordo com o estabelecido na NBR 10152, norma brasileira registrada no Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (INMETRO). Índice de temperatura efetiva entre 20°C e 23°C. Velocidade do ar não superior a 0,75m/s. Umidade relativa do ar não inferior a 40%. Benefícios da realização de AET Analisar os riscos ergonômicos da empresa por meio da coleta de dados. Pontuar o nível de risco existente. Propor soluções de melhoria para baixar ou eliminar o risco. Perícia fisioterapêutica e perícia médica Saiba mais Atenção Artigo 1º da Resolução 466/2016 Perícia extrajudicial Perícia judicial Perícia judicial do trabalho Perícia previdenciária Perícia securitária Perícia para pessoas com deficiências Artigo 5º da Resolução 466/2016 Como posso me tornar um perito? Atuação do fisioterapeuta nas perícias judiciais Conteúdo interativo Vem que eu te explico! Atuação do fisioterapeuta em Ergonomia Conteúdo interativo NR-17 Conteúdo interativo Verificando o aprendizado 5. Conclusão Considerações finais Podcast Conteúdo interativo Explore + ReferênciasComentário Percebemos, a partir da Resolução do COFFITO, a amplitude da inserção do fisioterapeuta no ambiente ocupacional, podendo ele atuar nas mais diversas modalidades, e ainda considerar que essas habilidades desenvolvidas devem ser aplicadas além do ambiente da empresa, sendo importante a compreensão da relevância do ambiente ocupacional do paciente em qualquer tipo de atendimento fisioterapêutico. Desde a década de 1990, já existiam fisioterapeutas atuantes na saúde do trabalhador, e que se mobilizaram para criar a Associação Nacional de Fisioterapia do Trabalho com o objetivo de organizar e regulamentar essa área em grande crescimento no Brasil. Vimos que, em 2003, o COFFITO publicou a Resolução 259, reconhecendo a área de atuação da Fisioterapia do Trabalho. A partir dessa regulamentação, vários grupos continuaram se reunindo, diversos fisioterapeutas tornaram-se atuantes na área do trabalho, e empresas passaram a reconhecer a sua importância, o que gerou, em 13 de junho de 2008, a aprovação da Resolução 351/2008 pelo COFFITO, reconhecendo a especialidade em Fisioterapia do Trabalho. Com essa importante conquista, a etapa seguinte foi o Ministério do Trabalho, por meio da Classificação Brasileira de Ocupações (CBO), descrever, em 2008, quem é esse especialista, especificando e detalhando suas práticas nessa área, distinguindo áreas de atividade, competências pessoais e recursos de trabalho. A descrição emitida pelo Ministério do Trabalho destaca que o especialista fisioterapeuta do trabalho: Executa a avaliação Das funções musculoesqueléticas. Ergonômica. Da qualidade de vida no trabalho. Estabelece o diagnóstico fisioterapêutico Coleta dados. Solicita exames complementares. Interpreta exames. Estabelece prognóstico. Prescreve a terapêutica. Estabelece nexo de causa cinesiológica-funcional ergonômica. Planeja estratégias de intervenção. Implementa ações de intervenção. Educa em saúde → Propondo mudanças de hábito de vida; orientando pacientes, familiares e cuidadores; ensinando e corrigindo o modo operatório; implementando a cultura ergonômica; e ainda desenvolvendo programas preventivos e de promoção à saúde. Resolução 351/2008 e Resolução 465/2016 Conforme a Resolução 351/2008, o fisioterapeuta é um profissional cujas competências e habilidades abrangem a atuação no âmbito da saúde funcional do trabalhador, justificando a necessidade de se reconhecer a especialidade de Fisioterapia do Trabalho como própria do profissional fisioterapeuta, que se deu por meio da Resolução 465, de 20 de maio de 2016, que veio disciplinar e conceder o título de Especialista Profissional em Fisioterapia do Trabalho. Veja, portanto, que a Resolução 351 reconhece a Fisioterapia do Trabalho e a Resolução 465 forneceu clareza sobre os papéis dos fisioterapeutas dentro dessa especialidade: Resolução 351/2008 Dispõe sobre o Reconhecimento da Fisioterapia do Trabalho como Especialidade do profissional fisioterapeuta e dá outras providências. Resolução 465/2016 Disciplina a Especialidade Profissional de Fisioterapia do Trabalho e dá outras providências. Importante ressaltar que o fisioterapeuta deve se submeter ao exame de conhecimento para a concessão do título de especialista em Fisioterapia do Trabalho, conforme determina a Resolução COFFITO 377/2010, esclarecendo que o título concedido ao profissional fisioterapeuta será de “Especialista Profissional em”, seguido da nomenclatura que define a especialidade profissional requerida, conforme resolução regulamentadora da especialidade profissional. O título de especialidade profissional em Fisioterapia significa • • • • • • • • • • • • uma atenção especial em face das demandas dos clientes, dos familiares e da coletividade, para os quais a referida atenção está dirigida. Para obtê-lo, são necessárias qualificação profissional e responsabilidade perante a sociedade. “Especialista Profissional em” As especialidades reconhecidas pelo COFFITO são: Para o exercício da especialidade profissional em Fisioterapia do Trabalho é necessário o domínio das seguintes competências: 1 Realizar avaliação e diagnóstico cinesiológico-funcional para exames ocupacionais complementares, reabilitação profissional, perícia judicial e extrajudicial. 2 Realizar análise ergonômica do trabalho, laudo ergonômico, parecer ergonômico e perícia ergonômica conforme as leis e as normas vigentes. 3 Implementar cultura ergonômica e ações voltadas para a saúde do trabalhador, por meio de correção, conscientização, prevenção, ergonomia e atividades de educação. 4 No âmbito ergonômico, realizar a adequação dos processos de trabalho, podendo ainda atuar junto às Comissões Internas de Prevenção de Acidente do Trabalho (CIPA) e auxiliar e participar das Semanas Internas de Prevenção de Acidentes do Trabalho (SIPAT) e das semanas Internas de Prevenção de Acidentes no Trabalho Rural (SIPATR). Áreas de conhecimento e disciplinas que o profissional fisioterapeuta do Trabalho deve conhecer Segundo a Resolução 465/2016, em seu artigo 4º, o fisioterapeuta do Trabalho deve ter o conhecimento e o domínio das seguintes áreas e disciplinas: Anatomia Geral dos Órgãos e Sistemas Ergonomia Doenças ocupacionais Biomecânica ocupacional Saúde do trabalhador Legislação em saúde e segurança do trabalho Higiene ocupacional Legislação trabalhista e previdenciária • • • • • • • • Gestão em saúde e segurança do trabalho Organização da produção e do trabalho Aspectos psicossociais e cognitivos relacionados ao trabalho Administração e marketing em Fisioterapia do Trabalho Humanização, ética e bioética Enfim, percebemos que o profissional atuante na saúde do trabalhador deve ter conhecimento em diversas áreas, envolvendo saúde, legislação, segurança do trabalho e até administração e marketing, sem deixar de considerar suas atuações ergonômicas posturais e preventivas. Atuando ainda na CIPA e SIPAT, o profissional deve ser engajado nas ações de promoção de saúde e prevenção e ter claramente definido todo o seu âmbito de atuação, não ficando restrito às ações de ginástica laboral e indo muito além, tornando-se um profissional qualificado e necessário dentro da empresa. Atribuições do especialista profissional em Fisioterapia do Trabalho A Resolução 465/2016, em seu artigo 5º, apresenta as atribuições que o especialista profissional em Fisioterapia do Trabalho pode exercer, entre outras: Coordenação, supervisão e responsabilidade técnica Gestão Gerenciamento Direção Chefia Consultoria Auditoria Perícias Além das funções atribuídas pelo artigo 5º da referida regulamentação, a atuação desse fisioterapeuta se caracteriza pelo exercício profissional em todos os níveis de atenção à saúde, seja primária, secundária ou terciária, podendo participar, na rede pública, da atenção e da assistência em saúde do trabalhador a partir da Rede Nacional de Atenção Integral à Saúde do Trabalhador (RENAST) e do Centro de Referência em Saúde do Trabalhador (CEREST). Centro de Referência em Saúde do Trabalhador - CEREST São centros que promovem ações para melhorar as condições de trabalho por meio da prevenção, proteção, recuperação e vigilância das condições do ambiente do trabalho, sendo vinculados à Rede Nacional de Atenção Integral à Saúde do Trabalhador - RENAST, existindo os CEREST estaduais e os regionais. • • • • • • • • • • • • • Os CEREST atendem os trabalhadores formais dos setores privados e público, o trabalhador autônomo, o trabalhador informal e o trabalhador desempregado acometido por doença relacionada ao trabalho realizado. Uma equipe de profissionais faz o diagnóstico do estado de saúde e, sendo constatada a relação da doença com o trabalho, é feito o atendimento no ambulatório de saúde do trabalhador, caso contrário, é encaminhado a outros serviços da rede do Sistema Único de Saúde (SUS), sendo o fisioterapeuta um dos profissionais integrantes das equipes. Merece destaque também a Resolução482, de 1º de abril de 2017, que estabelece o Referencial Nacional de Procedimentos Fisioterapêuticos (RNPF), que é um instrumento para a caracterização do trabalho do fisioterapeuta no Sistema de Saúde Brasileiro, classificando e hierarquizando os procedimentos fisioterapêuticos, baseados em índices remuneratórios adequados ao exercício ético deontológico da Fisioterapia brasileira. Atualmente, temos o RNPF 2019, que apresenta valores referenciais de remuneração dos procedimentos fisioterapêuticos, elencando diversos desses procedimentos, inclusive dentro das especialidades da Fisioterapia, sendo descritas no capítulo que trata de consultoria e assessoria geral em Fisioterapia do Trabalho as seguintes atividades: Análise da biomecânica da atividade produtiva do trabalhador. Análise e qualificação das demandas observadas através de estudos ergonômicos aplicados. Elaboração de relatório de análise ergonômica. Exame admissional e demissional cinesiológico-funcional. Exame periódico cinesiológico-funcional. Prescrição e gerência de assistência fisioterapêutica preventiva. Consultoria e assessoria - outras em Saúde Funcional. Destacamos o Exame admissional e demissional cinesiológico-funcional, uma importante ferramenta de avaliação associada ao exame médico, que tem por objetivo: Traçar um perfil postural do trabalhador. Identificar características físicas que podem gerar predisposições às lesões. Orientar quanto às ações preventivas desde a sua admissão. Para a fazer essa avaliação, verificam-se a realização dos movimentos e as demandas físicas exigidas em cada função, e essas considerações trazidas pelo fisioterapeuta do trabalho obtêm como benefícios a seleção de trabalhadores mais adequados para determinada atividade laboral, o que gera maior produtividade e diminui os riscos de lesões; e maior adaptabilidade do colaborador às suas funções, com menor gasto para a empresa com afastamentos do trabalho. Percebemos, portanto, que o especialista em Fisioterapia do Trabalho atua por meio de: • • • • • • • Prevenção de doenças ocupacionais. Manutenção da saúde. Tratamento de distúrbios quando necessário. Avaliação e análises ergonômicas do ambiente ocupacional (isso gera maior qualidade de vida para o trabalhador e repercute positivamente na empresa em forma de maior produtividade). Implantação de um laboratório de intervenções fisioterapêuticas ergonômicas (contribuindo para uma ação mais eficaz). A inserção da Fisioterapia na saúde do trabalhador A especialista Adriana de Souza abordará as bases regulamentadoras que garantem a inserção do fisioterapeuta nas ações voltadas para a saúde do trabalhador e a sua colocação no mercado como especialista em saúde do trabalhador. Conteúdo interativo Acesse a versão digital para assistir ao vídeo. Vem que eu te explico! Os vídeos a seguir abordam os assuntos mais relevantes do conteúdo que você acabou de estudar. Atuação do fisioterapeuta em saúde do trabalho Conteúdo interativo Acesse a versão digital para assistir ao vídeo. Centro de Referência em Saúde do Trabalhador - CEREST Conteúdo interativo Acesse a versão digital para assistir ao vídeo. Verificando o aprendizado Questão 1 Adaptada: Exame de conhecimento para concessão de registro do título de especialista nas áreas da Fisioterapia e da Terapia Ocupacional - Fisioterapia do Trabalho - 2016) Qual das disciplinas está relacionada ao art. 4º da Resolução COFFITO 465, de 20 de maio de 2016? A Reabilitação pós-operatória • • • • • B Neuropediatria C Higiene ocupacional D Dermatofuncional E Artroscopia mecânica e tecnológica A alternativa C está correta. A Resolução COFFITO 465/2016, dispõe no artigo 4º que o exercício profissional do fisioterapeuta do Trabalho é condicionado ao conhecimento e domínio de vinte áreas e disciplinas, dentre elas Anatomia geral dos órgãos e sistemas, Ergonomia, Higiene ocupacional e Ética e Bioética, porém não existe a previsão da disciplina Artroscopia mecânica e tecnológica. As demais disciplinas não fazem parte do conhecimento e domínio dessa especialidade. Questão 2 (Exame de conhecimento para concessão de registro do título de especialista nas áreas da Fisioterapia e da Terapia Ocupacional - 2016 - Fisioterapia do Trabalho) De acordo com art. 5º da Resolução COFFITO 465, de 20 de maio de 2016, é atribuição do fisioterapeuta: A Traçar diagnóstico médico. B Coordenação, supervisão e responsabilidade técnica. C Docência. D Publicar ou divulgar informações inverossímeis. E Prestar assistência gratuita quando desejar. A alternativa C está correta. Segundo o artigo 5º da Resolução COFFITO 465/2016, são atribuições do Especialista em Fisioterapia do Trabalho, dentre outras: coordenação, supervisão e responsabilidade técnica; gestão; gerenciamento; chefia; consultoria; auditoria e perícias. A docência não faz parte da atribuição do fisioterapeuta do trabalho. É vedado ao fisioterapeuta traçar diagnóstico médico, publicar ou divulgar informações inverossímeis e prestar assistência gratuita, salvo em casos de: I- ascendente, descendente, colateral, afim ou pessoa que viva sob sua dependência econômica; II - colega ou pessoa que viva sob a dependência econômica deste, ressalvado o recebimento do valor do material porventura despendido na prestação da assistência; III - pessoa reconhecidamente hipossuficiente de recursos econômicos, de acordo com a Resolução COFFITO 424/2013 - Código de Ética e Deontologia da Fisioterapia. 2. Promoção da saúde do trabalhador Fatores de influência na saúde do trabalho Quando analisamos as interações homem-trabalho, identificamos diversos aspectos, dentre os quais podemos destacar a fadiga, a monotonia, o estresse e a motivação, sendo esses quatro fatores de grande interesse para profissionais que atuam na área do trabalho. Atualmente, ainda devemos considerar a presença de pessoas com deficiência nas empresas e quais as suas necessidades. Outro fator importante é a variação de idades, que pode ser representada desde o menor aprendiz até faixas etárias mais elevadas. Devemos considerar também o horário em que a atividade laboral é realizada, pois sabemos que existem horários e ritmos fisiológicos próprios em que o organismo está mais apto para o trabalho, o que permite um melhor rendimento e menores riscos à saúde física e mental do trabalhador. Diversos fatores contribuem para esse estado de disposição mais favorável, como o ritmo circadiano (cerca de um dia) e características físicas, bem como fatores externos, como a organização do trabalho, o treinamento para a sua execução e ainda sua habilidade individual. Para a execução de atividades que exijam maior esforço muscular, o organismo necessita de “aquecimento”, ou seja, uma preparação para iniciar as atividades, existindo ainda atividades com grande demanda psicológica ou mental, o que pode prejudicar a eficiência da precisão e da resposta motora adequada. Por essas questões, a preparação pode ser tanto física, quanto mental, visando à concentração, ou mesmo ao relaxamento ao fim do expediente. Devemos ainda considerar a motivação que está diretamente relacionada com a dedicação, o resultado e a satisfação com o trabalho, por isso as atividades também devem considerar o quanto o trabalhador se sente motivado, e de que forma podemos intervir de forma positiva nesse fator, por exemplo, por meio de atividades de integração de grupo, o que facilita as inter-relações entre os colaboradores, agregando positivamente no ambiente laboral. Dica Um trabalhador motivado produz mais e melhor, reduzindo ainda o risco de lesões, uma vez que está menos submetido aos efeitos da monotonia e fadiga, o que, consequentemente, pode acarretar redução das pressões de hierarquias superiores, já que o colaborador vai apresentar maior eficiência. Atuação da fisioterapia na saúde do trabalhador São muitas as funções e as áreas de atuações da Fisioterapia do Trabalho na prevenção e na promoção da saúde do trabalhador, destacando-se:A prevenção de desconfortos musculoesqueléticos relacionados às atividades laborais. O tratamento das disfunções musculoesqueléticas em ambulatórios dentro da empresa ou em clínicas ou consultórios. Intervenções ergonômicas de conscientização juntamente com a equipe interdisciplinar do trabalho. Desenvolvimento de exercícios laborais. • • • • Para o desenvolvimento dos programas realizados pelo fisioterapeuta, são empregadas diversas técnicas, dentre as quais destacamos: Ginástica laboral São atividades de curta duração realizadas no ambiente de trabalho, que podem ser preparatórias (funcionando como um aquecimento e despertando o trabalhador), compensatórias (em intervalos intrajornadas) e de relaxamento (após a jornada de trabalho, acalmando o corpo e a mente). Ergonomia Estuda a interação homem-trabalho-equipamentos-ambiente laboral, buscando adequações quando necessário, e para essa avaliação são observados aspectos: Técnicos: maquinário, mobiliários e layout. Organizacionais: duração e número de pausas intrajornadas, ritmo de trabalho, a existência de turnos de trabalhos. Ambientais: Temperatura, vibração, ruído, luminosidade etc. Atividades preventivas de lesões ocupacionais por meio de cinesioterapia preparatória, compensatória, e as atividades de relaxamento após a jornada de trabalho. Tratamento das lesões ocupacionais mediante eletroterapia, cinesioterapia e orientações posturais. Laudos ergonômicos Por meio do emprego de ferramentas específicas para avaliação. Exames admissionais e demissionais por meio da avaliação do posto de trabalho, atividade realizada pelo colaborador e laudos musculoesqueléticos. Exames periódicos Avaliações voltadas para a prevenção de lesões e controle. Atuação em programas de promoção de saúde e qualidade de vida. Percebemos que o âmbito de atuação do fisioterapeuta do Trabalho é amplo e pode se mostrar extremamente útil para a empresa, justificando a importância da presença desse profissional no ambiente laboral. Dentre as diversas atuações do fisioterapeuta no ambiente de trabalho, vamos agora estudar o que talvez seja a modalidade de intervenção mais conhecida, que é a ginástica laboral. Ginástica laboral • • • • • Exercício de ginástica laboral. Em 2011, por meio da Resolução 385, o COFFITO dispõe sobre o uso da ginástica laboral (GL) pelo fisioterapeuta. Em sua elaboração, dentre outras questões, foram consideradas as ações de promoção da saúde, bem-estar social e qualidade de vida da Organização Panamericana da Saúde (OPAS) e Organização Mundial da Saúde (OMS) no Brasil. Segundo a resolução, compete ao fisioterapeuta atuar por meio da ginástica laboral, devendo levar em conta as condições ergonômicas do posto de trabalho, por meio da aplicação de exercícios que podem ser desenvolvidos individualmente ou em grupo, sendo um método de promoção da saúde, preventivo de desvios físico-funcionais e ocupacionais próprios, além de buscar a melhoria do desempenho laboral e o tratamento das disfunções físico-funcionais. E como seriam organizados os exercícios? Podem ser exercidos como uma atividade: Preparatória Compensatória Corretiva De relaxamento A seguir, vamos apresentar o histórico da GL, seus instrumentos de avaliação, o planejamento das atividades de GL e sua implementação. • • • • Histórico 1925 A GL surgiu na Polônia, em 1925, desenvolvendo-se posteriormente em outros países, como Holanda, Rússia e Bulgária, sendo um modelo de ginástica de pausa para os operários. No Japão, foi implantada para funcionários dos correios no início do expediente como ginástica preparatória. 1928 Em 1928, passou a ser adotada como prática diária nas empresas, com atividades guiadas por rádio, sendo inserida também em serviços e escolas visando à promoção de saúde. França, Bélgica e Suécia adotaram, em 1960, estudos sobre os benefícios da GL e, no mesmo período, os Estados Unidos incentivavam a prática de atividades físicas dentro e fora das empresas, criando as academias coorporativas. 1969 No Brasil, em 1969, foi introduzida a GL em uma indústria de construção naval no Rio de Janeiro, sendo realizados exercícios voltados para a coluna vertebral, abdome e sistema respiratório, com duração de aproximadamente oito minutos, em grupos de 20 a 30 funcionários, abrangendo desde operários até diretores, sendo realizada de forma obrigatória e remunerada. 1970 Na década de 1970, ocorreu a expansão da GL, principalmente no Sul do Brasil, e atualmente a introdução dessa atividade nas empresas é compreendida como um forte ponto de humanização e prevenção de doenças ocupacionais, que teve uma grande expansão na década de 1990 em virtude de um novo comportamento empresarial, oriundo dos avanços das décadas de 1970-1980, que tinha percepções inovadoras, desenvolvendo-se também a Medicina do Trabalho. E qual seria a definição de ginástica laboral? Atividades planejadas e realizadas coletivamente no ambiente laboral e durante o expediente, podendo ter diversos objetivos, porém sempre focando na saúde e no bem- estar do trabalhador. Saiba mais A GL também é denominada como: atividade física na empresa, ginástica laboral compensatória, ginástica de pausa e cinesioterapia compensatória do trabalho. Mas qual seria o profissional habilitado para realizar essas atividades nos ambientes laborais? Já sabemos que a Resolução COFFITO 259/2003 é uma norma que dispõe sobre a Fisioterapia do Trabalho, definindo as formas de atuação nessa área, não sendo taxativa no sentido de indicar que apenas o fisioterapeuta pode exercer essa atividade. Já o Conselho Federal de Educação Física (CONFEF), em sua Resolução 73/2004 e Resolução 323/2016, estabelece: Art. 1º O Profissional de Educação Física tem prerrogativa privativa de planejar, organizar, dirigir, desenvolver, ministrar e avaliar programas de atividades físicas, particularmente, na forma de ginástica laboral e de programas de exercícios físicos, esporte, recreação e lazer, independentemente do local e do tipo de empresa e trabalho.(RESOLUÇÃO 73/2004) Art. 2º O especialista profissional em Ginástica Laboral para efeito de reconhecimento pelo Sistema CONFEF/CREF e para atuação profissional específica, destina-se, exclusivamente, aos Profissionais de Educação Física, que tenham concluído o curso de Bacharelado em Educação Física e estejam devidamente registrados no Sistema CONFEF/CREF.(RESOLUÇÃO 323/2016) Observe que as normas expedidas pelo CONFEF nos trazem as palavras privativa e exclusivamente, o que, muitas vezes, favorece a interpretação de que o educador físico seria o único profissional habilitado para executar trabalhos de ginástica laboral. Se observamos a matriz curricular do curso de Educação Física, a grade é direcionada a atividades físicas voltadas para o esporte com diferentes tipos de ginástica (laboral, artística e geral), já o fisioterapeuta tem uma grade voltada para o conhecimento postural, de patologias e intervenções em disfunções. Educador físico Apresenta-se bem preparado para ministrar a GL, principalmente na elaboração de atividades com enfoques lúdicos, dinâmicos e em grupos, o que é importante para os trabalhos em empresas e com grupos de pessoas. Esses profissionais aprendem também a desenvolver a motivação durante a realização das atividades, influenciando e incentivando o participante a não desistir. Fisioterapeuta É um profissional que também se apresenta apto, pois tem uma visão de reabilitação, o que requer um conhecimento mais aprofundado do sistema musculoesquelético e dos sistemas orgânicos em geral, das questões posturais e do detalhamento dos movimentos corporais, o que o deixa mais preparado para elaboração de um programa que busque prevenir lesões dos diversos sistemas orgânicos. Além disso, possui conhecimento de diversos instrumentos de avaliação, o que facilita o diagnóstico funcional dentro do ambiente de trabalho. Podemos concluir que ambos possuem habilitação profissional para ministrar a ginástica laboral, havendo característicaspeculiares em cada formação que, quando reunidas, alcançam o ideal para a saúde e a qualidade de vida do trabalhador, o que pode sugerir a prática de atividades interdisciplinares entre essas duas profissões, podendo ser uma excelente escolha a atuação conjunta desses dois especialistas. A inserção da ginástica laboral nas empresas seria obrigatória? Não existe nenhuma norma que, atualmente, determine a sua obrigatoriedade, porém existem projetos de lei (PL) tramitando no Senado Federal em busca dessa inserção, como o PL 3273/2019, que institui a GL em órgãos públicos, devendo ser realizado sob orientação de profissionais da Educação Física, da Fisioterapia ou da Terapia Ocupacional. O texto já foi aprovado pela Comissão de Assuntos Sociais (CAS), seguindo para a decisão final. Atenção O projeto estabelece a oferta diária de ginástica laboral por, no mínimo, 15 minutos, podendo a prática ser desenvolvida até mesmo durante o trabalho a distância, uma vez que os funcionários deverão receber orientações de atividades pela internet. O PL prevê ainda que a adesão dos trabalhadores aos programas de exercício será facultativa, proibindo-se a aplicação de qualquer espécie de punição àqueles que não quiserem se engajar na atividade. Vamos agora falar um pouco sobre as estratégias empregadas nas aulas de ginástica laboral. Quais seriam os objetivos da GL? Adaptações físicas Adaptações psicológicas Podemos extrair, portanto, os seguintes benefícios: Melhor mobilidade articular e flexibilidade. Melhor adaptação postural no posto de trabalho. Melhor ânimo e disposição. Socialização no ambiente laboral. Melhor produtividade individual e consequentemente coletiva. Com isso, reduzimos: Tensão e fadiga muscular. Inatividade. Monotonia no ambiente laboral. Afastamento por lesões ocupacionais. Tipos de ginástica laboral Podemos dividir a GL em três modalidades: • • • • • • • • • Ginástica de aquecimento ou preparatória Tem duração de, aproximadamente, 10 minutos, sendo realizada no início das atividades ou logo nas horas iniciais do expediente. Tem como Muitos trabalhadores chegam com sono ou até mesmo cansados e desanimados após longas horas dentro do transporte, trazendo ainda mu laborais. Consequentemente, teremos um corpo mais preparado, e as tarefas serão feitas com maior precisão e segurança. Curiosidade Dados estatísticos já foram levantados apontando que essa prática antes do início da jornada de trabalho ou nas horas iniciais reduz os ac Destacamos o relato de um funcionário praticante de ginástica de aquecimento: Antes do programa de ginástica, eu chegava à firma, abria as gavetas, pegava todos os materiais, ia tomar café, parava, pensava e só ia m (LIMA, 2018, p. 32) Ginástica compensatória, de pausa ou de distensionamento Tem duração de, aproximadamente, 10 minutos, buscando alongar músculos mais exigidos, ativar músculos posturais como abdominais, conc Dica Em atividades que exijam a pausa obrigatória, como para os trabalhadores de “Call Center”, pode ser implantada a ginástica compensatóri Ginástica relaxante ou de final de expediente Também tem a duração de, aproximadamente, 10 minutos, priorizando os exercícios de alongamento, automassagem e que gerem relaxamen Dica Para a escolha de qual modalidade de intervenção laboral será realizada, é necessário que se leve em consideração a organização da emp Os programas de GL devem ser complementados por ações educativas, ampliando o conhecimento do trabalhador sobre saúde, o que será b Plano piloto Para que essas medidas sejam eficazes, é necessária uma análise detalhada das atividades desenvolvidas na empresa, bem como um levant Palestras educativas para conscientização dos trabalhadores e dos empregadores. Elaboração de material didático e ilustrativo. Análise física e funcional dos colaboradores durante suas atividades. Visitas “surpresa” durante as atividades laborais que permitam uma observação espontânea dos movimentos. Orientações e recomendações posturais durante as atividades e após as atividades laborais, como forma de dormir ou se sentar. Triagem e abordagem diferenciada de colaboradores que já apresentam queixas de dores ou desconfortos musculoesqueléticos. Orientação para exercícios domiciliares. Buscar informações junto ao departamento médico e recursos humanos para obter dados sobre causas de afastamento e acidentes n Ginástica laboral e atividades de promoção de saúde nas empresas A especialista Adriana de Souza apresentará modalidades de intervenção por meio da ginástica laboral e de ações de promoção de saúde e Conteúdo interativo Acesse a versão digital para assistir ao vídeo. Vem que eu te explico! Os vídeos a seguir abordam os assuntos mais relevantes do conteúdo que você acabou de estudar. Atuação da fisioterapia na saúde do trabalhador Conteúdo interativo Acesse a versão digital para assistir ao vídeo. Tipos de ginástica laboral Conteúdo interativo Acesse a versão digital para assistir ao vídeo. • • • • • • • • Verificando o aprendizado Questão 1 (2018/ PS Concursos/ Prefeitura de Sombrio - SC/ Fisioterapeuta) Na fase produtiva da vida, as doenças que afetam o sistema osteomioarticular representam um dos principais problemas para a saúde da po ( ) O profissional fisioterapeuta realiza exercícios diários, de curta duração (de 5 a 15 minutos) de fácil execução, que promovem melhorias fu ( ) A presença do fisioterapeuta torna-se dispensável para a saúde dos funcionários de uma empresa e pode contribuir pouco para uma prod ( ) Não há uma legislação específica que obrigue as empresas a manterem um fisioterapeuta em seu quadro de funcionários. ( ) O alinhamento entre o fisioterapeuta e os outros profissionais de saúde da empresa (como médicos e enfermeiros) potencializa as interven Assinale a alternativa com a sequência correta: A V, F, V, V. B F, V, F, V. C F, F, V, V. D V, V, F, V. E V, V, V, V. A alternativa A está correta. A ginástica laboral é uma atividade praticada na empresa durante o expediente, tendo uma duração média de 10 minutos, podendo ser exe Questão 2 (Adaptada: FAFIPA - Prefeitura de Arapongas - PR - Fisioterapeuta - 2020) Os programas de ginástica laborais preparatórios e compensatórios praticados pelos colaboradores incluem a realização de: A exercícios de equilíbrio. B exercícios pliométricos. C exercícios de treinamento funcional. D exercícios respiratórios. E exercícios de reabilitação. A alternativa D está correta. A ginástica laboral caracteriza-se por atividades realizadas no ambiente de trabalho durante o expediente, podendo ser dividida em três mo 3. Abordagem fisioterapêutica nas doenças ocupacionais Histórico das doenças ocupacionais Paracelso descreveu, há cerca de 400 anos: Paracelso (1493-1541) Foi um médico, alquimista e filósofo suíço que revolucionou a medicina de seu tempo com suas teorias. Todas as substâncias são tóxicas. Não há uma que não seja veneno. A dose correta é que diferencia um veneno de um remédio. (SPRADA, 2013, p. 14) Com essa reflexão e associando as diversas substâncias presentes no ambiente de trabalho, como as de origem mineral, animal e vegetal, po Plínio, ao visitar as galerias de minas em 23-79 d.C., ficou impressionado com os trabalhadores expostos ao chumbo, ao mercúrio e às poeira Trazemos agora trecho de uma obra de valor inestimável, As doenças dos trabalhadores, escrita em 1700 por Bernardino Ramazzini, traduzid Ninguém desconhece o lamentável dano que o mercúrio causa aos ourives, ocupados, geralmente, em dourar objetos de prata ou de bron (RAMAZZINI, 2016, p. 39) Depois passamos pela Revolução Industrial nos séculos XVIII e XIX trazendo péssimas condições de trabalho, com jornadas extensas, locais i O único pensamento a partir desse novo modelo operacional de maquinários era a produtividade, porém a população operária se manifestou Em 1919, foi criada a Organização Internacional do Trabalho (OIT) e, em 1925, foi publicadaa primeira lista oficial de abrangência universal es Saiba mais As doenças ocupacionais são produzidas, adquiridas ou desencadeadas pelo exercício da atividade ou em função de condições especiais quanto antes. (ANAMT, 2017) Exemplos de doenças ocupacionais A Portaria 1339/1999 do Ministério da Saúde instituiu uma extensa lista de doenças relacionadas ao trabalho, que envolve doenças da pele, d Como vimos, existe uma extensa lista de doenças ocupacionais, porém vamos apresentar algumas que são mais recorrentes e como o fisiote Lesões por esforço repetitivo (LER) ou distúrbios osteomusculares relacionados ao trabalho (DO Podem ser exemplificados pelas tendinites, tenossinovites e bursites. Principais causas: Movimentos repetitivos. Hábitos posturais inadequados. Postura inadequada no posto de trabalho. Cobrança de metas. Falta de comunicação e de sinalização pelo trabalhador no surgimento dos sintomas iniciais. Falta de medidas adequadas em benefício da saúde do trabalhador, como a inserção de ginástica laboral, avaliações ergonômicas e d Prevenção: Investimento em profissionais habilitados para atividades preventivas e de promoção de saúde. Adequação do mobiliário do posto de trabalho. Avaliação físico-funcional, identificando fragilidades e qualidades físicas que devem ser tratadas e aproveitadas respectivamente. Respeito às pausas e introdução de exercícios preparatórios, compensatórios ou de relaxamento. Boas relações interpessoais entre colegas de setores e supervisão hierárquica. Incentivo para que os colaboradores estejam engajados em programas de saúde e qualidade de vida. Hérnia de disco Principais causas: Movimentos repetitivos e sobrecargas sobre o tronco. Levantamento e transporte de pesos de forma inadequada. Posturas inadequadas durante as atividades laborais, principalmente nas posturas sentadas mantidas por longa duração, ou que gera Movimentos rotacionais do tronco, principalmente com sobrecargas. Fatores não necessariamente ocupacionais, mas que podem contribuir para o comprometimento, como sedentarismo, sobrepeso e re Prevenção: Adequação de mobiliário e de equipamentos. Fracionamento das cargas e do número de repetições, com redução do ritmo das tarefas. Pausas estratégicas e conjugação das pausas com exercícios preparatórios e compensatórios, principalmente para as atividades reali Programas de incentivo à qualidade de vida e a prática regular de atividades físicas. Transtornos mentais Podem ser exemplificados pela depressão, ansiedade e estresse pós-traumático Principais causas: Alta demanda de metas, muitas vezes, inalcançáveis. Trabalhos monótonos. Jornadas noturnas, comprometendo o convívio social, com a família, e gerando alterações hormonais adaptativas. Percepção do seu trabalho como “de menor importância”. • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • Qualquer tipo de assédio no trabalho. Situações de alto nível de estresse, seja pelos ruídos, temperaturas ou pressões psicológicas. Vivência constante no ambiente laboral com o sofrimento humano de terceiros, como o que ocorre com profissionais de saúde e assis Prevenção: Adequação das metas à realidade. Relações interpessoais respeitosas. Reconhecimento do valor do trabalho realizado. Programas de apoio para trabalhadores com reserva de turno e expedientes noturnos. Programas de apoio e acompanhamento de profissionais que já foram vítimas de acidentes ou de qualquer tipo de violência no trabalh Programas de apoio para trabalhadores submetidos a situações de estresse. Programas de apoio para profissionais que lidam constantemente com o sofrimento humano. Lesões e comprometimentos articulares Principais causas: Manutenção de posturas inadequadas no posto de trabalho. Movimentos repetitivos associados a cargas, principalmente em membros superiores e coluna vertebral. Fatores não necessariamente ocupacionais, mas que podem contribuir para o comprometimento, como sedentarismo, encurtamentos Prevenção: Adequação do mobiliário do posto de trabalho. Redução da necessidade de uso da força e do número de repetições. Pausas e exercícios preparatórios, compensatórios ou de relaxamento. Definição de metas adequadas. Boas relações interpessoais. Definição e clareza pela empresa sobre o que é esperado de cada um, com adequada divisão de tarefas. Programas de incentivo à qualidade de vida e prática regular de atividades físicas. Dificuldades circulatórias e varizes nos membros inferiores Principais causas: Trabalho em pé ou sentado com pouca movimentação. Fatores como obesidade, sedentarismo e condições físicas que dificultem o retorno venoso e linfático. Prevenção: Análise ergonômica das tarefas para adequação do mobiliário e equipamentos, permitindo a alternância de posturas. Previsão de pausas e de mobilidade no posto de trabalho. Exercícios preparatórios, compensatórios ou de relaxamento. Programas de incentivo à qualidade de vida e prática regular de atividades físicas. Percebemos, portanto, que as doenças ocupacionais vão muito além dos comprometimentos do sistema musculoesquelético, o que justifica Lesões por esforço repetitivo (LER) e distúrbio osteomuscular relacionado ao trabalho (DORT) são as doenças que mais afetam os trabal • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • Segundo dados dessa mesma pesquisa, as lesões por esforço repetitivo e os distúrbios osteomusculares relacionados ao trabalho são os co As mulheres foram as mais afetadas (51,7%), a faixa etária entre 40 e 49 anos (33,6%), a região que registrou o maior número de casos foi o S As ocorrências de LER e DORT foram maiores nos profissionais dos seguintes setores ocupacionais: Industrial Alimentício Serviços domésticos e de limpeza Entre as profissões: Faxineiros. Operadores de máquinas fixas. Alimentadores de linhas de produção. Cozinheiros foram os mais atingidos com algum desses problemas de saúde no trabalho. Curiosidade Desde 2000, o dia 28 de fevereiro é considerado o Dia Internacional de Combate às Lesões por Esforços Repetitivos ou Distúrbios Osteom • • • • Origem da denominação LER/ DORT 1987 Pela primeira vez, a Previdência Social no Brasil reconheceu esse grupo de afecções com a denominação de tenossinovite do digitador 1991 Foi adotada a denominação LER em procedimentos internos à instituição para a avaliação de incapacidade. 1998 Por meio da Norma Técnica do INSS (Instituto Nacional de Saúde e Seguridade Social), passou a ser adotado o acrônimo DORT para des Muitas vezes, o trabalhador sente desconforto e dor, porém sem uma lesão tecidual aparente, ou verificável, podendo estar relacionado com Portanto, nesses casos, a denominação distúrbio acaba sendo mais adequada que lesão. O termo esforço repetitivo também pode ser dispensado, pois muitas lesões ou distúrbios apresentados pelo trabalhador podem não estar re Concluímos que o termo DORT parece ser mais adequado quando falamos de doenças ocupacionais, principalmente por ser mais abrangente As LER/DORT são, por definição, um fenômeno relacionado ao trabalho. São danos decorrentes da utilização excessiva, imposta ao sistem (BRASIL, 2006, p. 5) As estruturas e áreas mais afetadas nos DORT são tendões, músculos e articulações, principalmente dos membros superiores, ombros e pes Atenção O DORT pode prejudicar a produtividade laboral, a participação na força de trabalho, além de comprometer o financeiro e a posição alcan Outro fator preocupante é que essas síndromes são responsáveis pela maior parte dos afastamentos do trabalho e por maior tempo, represe Medidas preventivas O Ministério da Saúde recomenda aos empregadores atenção à Norma Regulamentadora 17, expedida pelo Ministério do Trabalho, que estab Exemplo O fisioterapeuta pode orientar ajustes na cadeira, de modo que as costas fiquem apoiadas no encosto, os pés toquem no chão e os braço Utilização de pausas O trabalhadornão deve ficar por muito tempo realizando a mesma tarefa, sendo necessário intercalar posturas e/ou atividades para interrom E como já abordamos, também é igualmente importante que o fisioterapeuta promova ações de educação em saúde aos trabalhadores, bem A prevenção é a melhor atuação nas doenças ocupacionais, sendo esse o maior enfoque que o fisioterapeuta deve ter. Porém, se já estiver in abrangente e eficaz. Atenção Os casos mais graves de DORT são geralmente tratados fora da empresa, pois, frequentemente, o trabalhador está licenciado para tratam Durante as intervenções, especialmente, nos DORT, seja no consultório localizado na empresa, em clínicas de fisioterapia ou espaços especi Técnicas de autoalongamento, estimulando o domínio do movimento pelo paciente. Fortalecimento muscular. Mobilização articular passiva. Reeducação postural. Exercícios respiratórios. A cinesioterapia pode ainda ser associada ao emprego de eletrotermofototerapia, que é um excelente recurso para redução da dor e do quad Podemos destacar ainda a atuação da Fisioterapia nas dermatoses ocupacionais, complicações respiratórias e dos demais sistemas que Lembrando ainda que a Fisioterapia pode contribuir na saúde do trabalhador por meio de centros especializados promovidos pelo SUS, como Quick Massage • • • • • É um termo em inglês que significa “massagem rápida”. Trata-se de uma massagem de curta duração na qual o paciente é posicionado senta “Blitz Postural” ou “Blitz Ergonômica” A “Blitz Postural” ou “Blitz Ergonômica” é a orientação realizada em setores ou postos de trabalho, auxiliando na adaptação do ambiente de tr Instrumentos avaliativos Checklist Existem diversos instrumentos que podem ser empregados para avaliar o colaborador antes de iniciar as intervenções. Podemos aplicar ques Recomendação Devemos evitar trazer mais sobrecarga, além do que os colaboradores já se submetem em suas tarefas diárias, por isso o ideal é que a no Exemplo de checklist: Preste atenção nos seguintes pontos: É sempre importante avaliar antes de qualquer ação, seja por fotos ou instrumentos escritos, e qualquer tipo de ação deve ser pautad A inserção da data é um dado da avaliação fundamental, servindo como referência e base para levantamento e análise comparativa do O nome do avaliador também deve sempre estar presente, pois qualquer dúvida quanto à avaliação poderá ser mais facilmente esclar Escala visual analógica da dor Outro exemplo de instrumento avaliativo é a escala visual analógica da dor, que pode ser empregada para funcionários que apresentam algum Percebemos, portanto, que a principal atuação nas doenças ocupacionais é a modalidade preventiva, porém nem sempre é possível evitar a i DORT e a atuação do fisioterapeuta A especialista Adriana de Souza abordará o significado de DORT e as formas de intervenção fisioterapêutica. • • • Conteúdo interativo Acesse a versão digital para assistir ao vídeo. Vem que eu te explico! Os vídeos a seguir abordam os assuntos mais relevantes do conteúdo que você acabou de estudar. Origem da denominação LER/DORT Conteúdo interativo Acesse a versão digital para assistir ao vídeo. Utilização de pausas Conteúdo interativo Acesse a versão digital para assistir ao vídeo. Verificando o aprendizado Questão 1 (Adaptada: FURB - Prefeitura de Blumenau - SC - Técnico em Enfermagem - 2019) As doenças ocupacionais são aquelas produzidas, adquiridas ou desencadeadas pelo exercício da atividade ou em função de condições esp I - Para prevenir as dorsalgias, é indicada a adequação do mobiliário e equipamentos, fracionamento das cargas e do número de repetições, II - Para prevenir as varizes de membros inferiores, é importante que, durante o trabalho, o indivíduo mantenha-se, preferencialmente, sentad III - Lesões e comprometimentos articulares podem ser prevenidos somente por meio de pausas e exercícios preparatórios. Assinale a resposta correta: A Apenas as afirmativas I e II estão corretas. B Apenas as afirmativas I e III estão corretas. C Apenas as afirmativas II e III estão corretas. D A afirmativa II está correta. E Apenas a afirmativa I está correta. A alternativa E está correta. I - Para prevenir as dorsalgias, é indicada a adequação do mobiliário e equipamentos, controle de metas e da sobrecarga, e intervenções po Questão 2 (IDIB/ 2020/ Câmara de Condado - PE/ Agente Administrativo) No ambiente de trabalho, é comum se deparar com a sigla DORT, que está relacionada com o impacto da rotina laboral na vida do trabalhado A Distúrbio de órgãos relacionados ao trabalhador. B Doenças oculares, reumatológicas e transpiratórias. C Doenças ocupacionais pela reincidência do trabalho. D Distúrbios osteomusculares relacionados ao trabalho. E Distúrbios osteomusculares relatadas ao trabalho. A alternativa D está correta. O acrônimo DORT foi trazido em 1988 pelo INSS, como uma abordagem mais ampliativa que o usual termo lesão por esforço repetitivo (LER 4. Atuação na Ergonomia e na perícia judicial Atuação do fisioterapeuta em Ergonomia “Ergo” significa trabalho, “normos” significa normas, ou seja, é uma ciência que envolve normas para o trabalho, podendo ser denominada co Podemos trazer uma definição clássica desta ciência: Ergonomia é o estudo do relacionamento entre o homem e seu ambiente de trabalho, equipamento e ambiente, principalmente a aplicação (BROWNE et al., 1950, apud CORRÊA BOLETTI, 2015, p. 3) A Ergonomia é uma ciência muito ampla, uma vez que busca estudar o homem e o ambiente em que está inserido. Segundo a Ergonomia cognitiva Está relacionada com o estudo de qualidades como foco, concentração, raciocínio e atenção, que são fatores extremamente importantes avião. A Ergonomia cognitiva estuda e implementa soluções para que o trabalho se torne mais agradável e consequentemente produtivo, trazen As elevadas cargas de trabalho, pressões psicológicas, falta de harmonia entre ambiente, empresa e colaboradores, falta de domínio e d Ergonomia organizacional Consiste em tudo o que constitui uma empresa, que vai desde elementos físicos até pontos como a filosofia da empresa, observando as buscando melhorar a qualidade de vida no ambiente de trabalho e redução de fatores de risco para doenças relacionadas ao trabalho. Como a Ergonomia organizacional pode intervir? Fortalecendo a identidade cultural da empresa, como valores e ética. Identificando e agindo contra relações hierárquicas tóxicas. Realizando treinamentos com os funcionários no espaço corporativo. Avaliando a arquitetura do ambiente, que pode influenciar na cultura e no clima que se pretende desenvolver na empresa. Ergonomia física Está relacionada com as características corporais do trabalhador e suas atividades, e a sua integração físico-psicológica com o ambiente Fatores ergonômicos analisados Veja alguns focos de análise da organização do trabalho que necessitam de atenção: • • • • Posto de trabalho: ferramentas, maquinário, mobiliário, equipamentos de proteção individual (EPIs). Postura adotada pelo trabalhador. Ambiente físico: iluminação, ruídos, temperatura, umidade, cores e higienização. O sistema de gestão organizacional adotado pela empresa. Os estudos em Ergonomia priorizam buscar formas de diminuir a carga de trabalho a que os funcionários estão submetidos. No que diz respe Atenção Por meio das análises ergonômicas, é possível identificar determinantes que devem ser revistos e adequados na melhora da qualidade de NR-17 Quando falamos de Ergonomia, não podemos deixar de abordar a NR-17, que é uma norma regulamentadora expedida pelo Ministério do Trab As condições de trabalho incluem aspectos que têm relação com: 1 Levantamento, transporte e descarga de materiais. 2 Mobiliário. 3 Equipamentos. 4 Condições ambientais do posto de trabalho. 5 Própria organização do trabalho. Vamos destacar alguns pontos da referida norma que são relevantes para a atuação do fisioterapeuta nas empresas:• • • • 1 Não deverá ser exigido nem admitido o transporte manual de cargas por um trabalhador cujo peso seja suscetível de comprometer sua s 2 Com vistas a limitar ou facilitar o transporte manual de cargas, deverão ser usados meios técnicos apropriados. 3 Os assentos utilizados nos postos de trabalho devem atender aos seguintes requisitos mínimos de conforto: altura ajustável à estatura d Para as atividades em que os trabalhos devam realizar sentados, a partir da análise ergonômica do trabalho, poderá ser exigido suporte A NR-17 aborda também as condições ambientais de trabalho, determinando que devam estar adequadas às características psicofisiológicas 1 Níveis de ruído de acordo com o estabelecido na NBR 10152, norma brasileira registrada no Instituto Nacional de Met 2 Índice de temperatura efetiva entre 20°C e 23°C. 3 Velocidade do ar não superior a 0,75m/s. 4 Umidade relativa do ar não inferior a 40%. Nas atividades que exijam sobrecarga muscular estática ou dinâmica do pescoço, ombros, dorso e membros superiores e inferiores, e a parti Devem ser incluídas pausas para descanso. Quando do retorno do trabalho, após qualquer tipo de afastamento igual ou superior a 15 dias, a exigência de produção deverá permit Nas atividades que envolvam leitura de documentos para digitação, deve ser fornecido suporte adequado para documentos, que possa ser a A NR-17 prevê ainda que, para prevenir sobrecarga psíquica, muscular estática de pescoço, ombros, dorso e membros superiores, as empres • • a) Fora do posto de trabalho. b) Em 2 períodos de 10 minutos contínuos. Benefícios da realização de AET A Ergonomia oferece informações que permitem a orientação para posturas adequadas, seja no ambiente laboral, seja em casa e durante tod Na elaboração da AET, é importante atender a outras normas além da NR-17, como a ABNT 9050:2015, que trata de acessibilidade a edificaç Analisar os riscos ergonômicos da empresa por meio da coleta de dados. Propor soluções de melhoria para baixar ou eliminar o risco. A análise ergonômica traz diversos benefícios para a empresa, tais como: Redução do risco de doenças do trabalho. Diminuição da taxa de absenteísmo (falta ao trabalho). Redução de queixas dos trabalhadores. Mais segurança para execução das tarefas. Melhor compreensão dos processos do trabalho. • • • • • Aumento da produtividade. Auxilia no cumprimento pela empresa das normas em Ergonomia. Pode ser usada como prova em processos trabalhistas, demonstrando os cuidados ergonômicos da empresa. Auxilia no gerenciamento de riscos ocupacionais (GRO). A AET deve ser realizada por um profissional capacitado e que vise à redução dos riscos sem reduzir a produtividade da empresa, sendo uma Ao final, na relação custo-benefício, a contratação de profissionais habilitados como fisioterapeutas especialistas em Ergonomia acaba s Perícia fisioterapêutica e perícia médica Quando existe a disputa de interesses, chamamos no mundo jurídico de “lide”, e, muitas vezes, o juiz, que é o órgão julgador, não tem conhec Um dos fundamentos jurídicos para a instituição da perícia é apresentado no Código de Processo Civil Brasileiro (CPC), art. 156: O juiz será assistido por perito quando a prova do fato depender de conhecimento técnico ou científico.§ 1º Os peritos serão nomeados en (ART. 156, CPC) Se a questão controversa for de ordem nosológica, caberá ao médico realizar a perícia para definir a patologia, seu prognóstico e a possível e Nosológica Parte da Medicina que se dedica ao estudo e à classificação das doenças. Saiba mais O Tribunal Superior do Trabalho (TST) determina que, para a realização de perícias em matéria de acidente do trabalho e doenças ocupac Destacamos ainda o artigo 475 do CPC, que traz a possibilidade da nomeação de mais de um perito quando a lide requer pareceres técnicos • • • • Tratando-se de perícia complexa que abranja mais de uma área de conhecimento especializado, o juiz poderá nomear mais de um perito, (ART. 475, CPC) Vale destacar que a Fisioterapia se encontra contemplada na Classificação Brasileira de Ocupações (CBO) do Ministério do Trabalho (CREFIT Atenção No diagnóstico nosológico, o que identifica doenças, quando ocorre dúvida da presença ou não da doença, a perícia será de competência Se a profissão evolui, sua regulamentação deve acompanhar esse crescimento, auxiliando a delimitar e direcionar a sua atuação. Por esta raz Artigo 1º da Resolução 466/2016 O fisioterapeuta no âmbito da sua atuação profissional é competente para elaborar e emitir parecer, atestado ou laudo pericial indicando o invalidez (incompetência laboral definitiva); e) instrução de processos administrativos ou sindicâncias no setor público (em conformidade (ART. 1º, RESOLUÇÃO 466/2016). A referida norma, em seu artigo 2º, dispõe que “Compete ao fisioterapeuta, no âmbito de sua expertise, realizar perícias judiciais e assistênci Perícia fisioterapêutica e assistência técnica são classificadas de acordo com as áreas de atuação: Perícia extrajudicial É a análise da capacidade funcional do indivíduo no âmbito das atividades funcionais do ser humano. Perícia judicial Em geral, constitui a análise da incapacidade funcional do indivíduo em processos judiciais de qualquer natureza. Perícia judicial do trabalho É a análise do litígio, de natureza laboral, referente ao estabelecimento ou não do nexo causal, para tanto, no campo da atuação profissio Perícia previdenciária É a análise da incapacidade funcional do indivíduo para concessão de benefício previdenciário ou em ação judicial de natureza previdenc Perícia securitária Trata das incapacidades funcionais decorrentes de acidentes, sequelas e doenças multifatoriais que acometem o ser humano. Perícia para pessoas com deficiências É a análise da capacidade e incapacidade funcional do indivíduo para atividades laborais de processos administrativos para fins de isenç Artigo 5º da Resolução 466/2016 I- O exercício da atividade como perito pressupõe que o profissional esteja regular com suas obrigações perante o Conselho Regional de F possam prejudicar a eficiência e a correção de seu trabalho;IV- Na função de perito e assistente técnico não deve aceitar qualquer tipo de mediante termo de compromisso a ser firmado nos termos da lei processual;VI- Não compete ao fisioterapeuta, na função de perito, a sug trabalho;IX- É vedada a conduta de intervir, quando em função de perito ou assistente técnico, nos atos de outros profissionais. (ART. 5º, RESOLUÇÃO 466/2016) O fisioterapeuta vem atuando como colaborador da Justiça do Trabalho em avaliações de doenças ocupacionais relacionadas com riscos bio Como posso me tornar um perito? Sabemos que o fisioterapeuta é um profissional autorizado pelo CREFITO e sem qualquer restrição quanto às normas legais como o CPC, por O Tribunal de Justiça do Estado do Rio publicou edital, por meio do Departamento de Licitações, para convocação de interessados em se candidatos, está um certificado de participação em curso de perícia judicial com carga horária mínima de 21 (vinte e uma) horas, preferenc (TJRJ, 2018). Percebemos, portanto, que é necessário para a função de perito buscar no site do tribunal seu estado, a forma e data de cadastro, e ainda o Ainda temos, de grande relevância para o profissional fisioterapeuta que pretende atuar na área de perícias, a Associação Brasileira de Períci A atuação do fisioterapeuta em perícias judiciais está atrelada à missão do fisioterapeuta por atuar na análise da funcionalidade humana A associação destaca que a perícia fisioterapêutica teve seu início no âmbito da Justiça do Trabalho, por meio das perícias trabalhistas que v Atuação do fisioterapeuta nas perícias judiciais A especialista Adriana de Souza apresentará a importância da perícia no âmbito jurídico, a inserção do fisioterapeuta nesse campo e a forma Conteúdo interativo Acesse a versão digital para assistir ao vídeo. Vem que eu te explico!Os vídeos a seguir abordam os assuntos mais relevantes do conteúdo que você acabou de estudar. Atuação do fisioterapeuta em Ergonomia Conteúdo interativo Acesse a versão digital para assistir ao vídeo. NR-17 Conteúdo interativo Acesse a versão digital para assistir ao vídeo. Verificando o aprendizado Questão 1 (Exame de conhecimento para concessão de registro do título de especialista nas áreas da Fisioterapia e da terapia ocupacional, 20/11/2016, A atuação do fisioterapeuta como perito e assistente técnico está regulamentada pela Resolução COFFITO 466/2016. Entretanto, para sua pr A Não se declarar impedido para perícia do próprio paciente. B Deve aceitar qualquer tipo de constrangimento, coação, pressão, imposição, restrição ou benefícios. C Identificar-se de forma clara em todos os seus atos, fazendo sempre constar o número de sua identidade civil e do seu registro ou código co D Estar regular com suas obrigações perante o CREFITO da circunscrição onde ocorreu a prestação do serviço periciado. E Não se responsabilizar, em caráter pessoal e presumido, pelos atos profissionais resultantes da relação particular de confiança, executados c A alternativa C está correta. A Resolução 466/2016 prevê: I - O exercício da atividade como perito pressupõe que o profissional esteja regular com suas obrigações perante o Conselho Regional de F atividade, que deve ser realizada com absoluta isenção, imparcialidade e autonomia, podendo recusar-se a prosseguir ao exame e fazendo Questão 2 (FCC - 2011 - TRT - 23ª REGIÃO (MT) - Analista Judiciário – Fisioterapia) A Resolução do COFFITO dispõe sobre a elaboração e a emissão pelo fisioterapeuta de atestados, pareceres e laudos periciais. É vedado ao A elaborar o laudo pericial para instrução de processos administrativos ou sindicâncias no setor público (em conformidade com a Lei n. 9.784/1 B elaborar o laudo pericial em função de demandas judiciais. C elaborar o laudo pericial em função de readaptação no ambiente de trabalho. D elaborar o laudo pericial para instrução de pedido administrativo ou judicial de aposentadoria por invalidez (incompetência laboral definitiva). E emitir laudo pericial para afastamento no trabalho. A alternativa E está correta. Emitir laudo pericial para afastamento no trabalho não consta entre as atribuições do fisioterapeuta previstas no artigo 1º da Resolução 466 5. Conclusão Considerações finais Estudamos diversas regulamentações e instituições, como Ministério do Trabalho, Organização Internacional do Trabalho e políticas públicas Entre as especialidades fisioterapêuticas, a Fisioterapia do Trabalho, Ergonomia e Perícias Judiciais são exemplos que vêm aumentando em r O fisioterapeuta do Trabalho tem se tornado peça fundamental, em uma equipe multidisciplinar, realizando avaliações, diagnósticos cinético- Podcast Agora, a especialista Adriana de Souza apresentará as possibilidades de atuação do fisioterapeuta na saúde do trabalhador e como pode Conteúdo interativo Acesse a versão digital para ouvir o áudio. Explore + Conheça a página oficial da Associação Brasileira de Perícias Fisioterapêuticas (ABRAPEFI). Saiba mais sobre as especialidades reconhecidas Referências ASSOCIAÇÃO NACIONAL DE MEDICINA DO TRABALHO. ANAMT. Ministério do Trabalho: Como prevenir as doenças ocupacionais. Publicado BAÚ, L. M.; KLEIN, A. A. O reconhecimento da especialidade em fisioterapia do trabalho pelo COFFITO e Ministério do Trabalho/CBO BRASIL. Ministério da Saúde. LER e DORT são as doenças que mais acometem os trabalhadores, aponta estudo. Publicado em: 30 abr. 2019. BRASIL. Ministério da Saúde. Lesões por Esforços Repetitivos (LER), Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho (DORT), Dor relac BRASIL. Ministério da Saúde. Saúde Brasil 2018: Uma análise da situação de saúde e das doenças e agravos crônicos - desafios e perspectiv CARVALHO, V. C. P. et al. [Org.] Fundamentos da Fisioterapia. 1. ed. Rio de Janeiro: MedBook, 2014. CONSELHO FEDERAL DE FISIOTERAPIA E TERAPIA OCUPACIONAL. COFFITO. Cartilha Perícia Fisioterapêutica - Perícia Judicial e Assistência CONSELHO REGIONAL DE FISIOTERAPIA E TERAPIA OCUPACIONAL DA 8ª REGIÃO. CREFITO-8. Resolução Crefito-8 n. 41, de 18 de junho de CORRÊA, V. M.; BOLETTI, R. R. Ergonomia: fundamentos e aplicações. [recurso eletrônico] Porto Alegre: Bookman, 2015. DELIBERATO, P. C. P. Fisioterapia preventiva: fundamentos e aplicações. 2. ed. Barueri: Manole, 2017. GOVERNO DO ESTADO DA BAHIA. Secretaria da Saúde. Componente especializado da assistência farmacêutica. Escala Visual Analógica LIMA, V. A. Ginástica laboral: atividade física no ambiente de trabalho. 4. ed. São Paulo: Phorte, 2018. MENDES, R. A.; LEITE, N. Ginástica laboral: princípios e aplicações práticas. 3. ed. Barueri: Manole, 2012. MORAES, A. A.; SILVA, R. M. Quem está habilitado à prática da ginástica laboral o fisioterapeuta e/ou educador físico. Revista Saúde e Meio A MORAES, M. V. G. Doenças ocupacionais - agentes: físico, químico, biológico, ergonômico. 2. ed. São Paulo: Érica, 2014. ORGANIZAÇÃO INTERNACIONAL DO TRABALHO. OIT. Pontos de verificação ergonômica: soluções práticas e de fácil aplicação para melhorar PLATAFORMA RENAST ONLINE. Rede Nacional de Atenção Integral à Saúde do Trabalhador (RENAST). Consultado na internet em: 24 ago. 20 RAMAZZINI, B. As doenças dos trabalhadores. Tradução de Raimundo Estrêla. 4. ed. São Paulo: Fundacentro, 2016. p. 39. SPRADA, E. Toxicologia. Rede e-Tec Brasil. Instituto Federal do Paraná - Educação a Distância. Curitiba, 2013. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO. TJRJ. TJRJ abre inscrições para cadastramento de peritos judiciais Fisioterapia na saúde do trabalhador 1. Itens iniciais Propósito Objetivos Introdução 1. A Fisioterapia na saúde do trabalhador Cenário atual da saúde do trabalhador Atenção Atuação do fisioterapeuta em Saúde do Trabalho 1 2 3 4 5 6 7 Direcionar atividades compensatórias durante as jornadas de trabalho. Avaliar por biofotogrametria, com marcação de pontos anatômicos. Comentário Executa a avaliação Estabelece o diagnóstico fisioterapêutico Resolução 351/2008 e Resolução 465/2016 Resolução 351/2008 Resolução 465/2016 1 2 3 4 Áreas de conhecimento e disciplinas que o profissional fisioterapeuta do Trabalho deve conhecer Atribuições do especialista profissional em Fisioterapia do Trabalho Centro de Referência em Saúde do Trabalhador - CEREST Traçar um perfil postural do trabalhador. Identificar características físicas que podem gerar predisposições às lesões. Orientar quanto às ações preventivas desde a sua admissão. A inserção da Fisioterapia na saúde do trabalhador Conteúdo interativo Vem que eu te explico! Atuação do fisioterapeuta em saúde do trabalho Conteúdo interativo Centro de Referência em Saúde do Trabalhador - CEREST Conteúdo interativo Verificando o aprendizado 2. Promoção da saúde do trabalhador Fatores de influência na saúde do trabalho Dica Atuação da fisioterapia na saúde do trabalhador Ginástica laboral Ergonomia Laudos ergonômicos Exames periódicos Ginástica laboral Histórico A GL surgiu na Polônia, em 1925, desenvolvendo-se posteriormente em outros países, como Holanda, Rússia e Bulgária, sendo um modelo de ginástica de pausa para os operários. No Japão, foi implantada para funcionários dos correios no início do expediente como ginástica preparatória. Em 1928, passou a ser adotada como prática diária nas empresas, com atividades guiadas por rádio, sendo inserida também em serviços e escolas visando à promoção de saúde. França, Bélgica e Suécia adotaram, em 1960, estudos sobre os benefícios da GL e, no mesmo período, os Estados Unidos incentivavam a prática de atividades físicas dentro e fora das empresas, criando as academias coorporativas. No Brasil, em 1969, foi introduzida a GL em uma indústria de construção naval no Rio de Janeiro, sendo realizados exercícios