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157 DIREITOS DA CRIANÇA, DO ADOLESCEMTE E DA PESSOA IDOSA Resumo Na segunda unidade dialogamos sobre a importância da ação conjunta entre as políticas públicas, reconhecida como intersetorialidade. Foi apresentada a conceituação da intersetorialidade, considerando a rede de proteção social e como essa se estabelece para a garantia de direitos fundamentais e sociais de seus usuários, com foco na criança, no adolescente e na pessoa idosa. Detalhou‑se como se estabelece o Sistema de Garantia de Direitos (SGD), considerando a rede de relação entre as políticas públicas, o sistema de justiça e o sistema de defesa e controle social, legalmente instituídos pela Constituição Federal, pelo Estatuto da Criança e do Adolescente e pelo Estatuto da Pessoa Idosa. Considerando que a proteção social se estabelece pela materialidade das políticas públicas e que essas se efetivam a partir de uma rede de atores, que são os profissionais tanto da gestão pública quanto da gestão privada (OSC – Organização da Sociedade Civil). Sua intervenção, além de intersetorial, apresenta‑se como interdisciplinar, garantindo diversos olhares e saberes para a leitura da realidade na qual os sujeitos sociais – crianças, adolescentes e pessoas idosas – se encontram inseridos, pelos rebatimentos objetivos e subjetivos de sua vivência e convivência. Identificaram‑se as políticas públicas setoriais da assistência social, com enfoque na educação e na saúde, apresentando os serviços essenciais para a proteção social desse universo de usuários; no caso da assistência social, pelas proteções sociais básica e especial, de média e alta complexidade. Em relação à educação, é direito universal a educação básica, que compreende educação infantil, ensino fundamental e ensino médio. Quanto à saúde, abordamos as atenções primária, secundária e terciária, ampliando para situações que envolvem a RAP, Rede Atenção Psicossocial, e a Rede de Cuidados da Pessoa com Deficiência (RCPD). Os serviços se dialogam, para a proteção e a intersetorialidade da atenção, de modo a lograr sua não duplicidade e a otimização do atendimento com qualidade, de acordo com suas funções, atentando para sua totalidade, sem fragmentar o sujeito social de direito. A interdisciplinaridade das várias áreas profissionais, em especial as áreas profissionais de serviço social e de psicologia, promove a construção de um olhar de complementariedade de saberes específicos, para uma leitura ampliada com conexão das áreas. Dessa forma, é efetivada uma atenção dialogada e continuada para uma intervenção comprometida com a garantia de direitos e de proteção social.