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4 - Poder e Processo Legislativo

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Questões resolvidas

IMPORTANTE: O investigado é obrigado a comparecer na sessão da CPI na qual seria ouvido? Há divergência jurisprudencial veiculada no Informativo 942 do STF!
De acordo com a jurisprudência do STF, o investigado é obrigado a comparecer compulsoriamente à CPI para ser ouvido?
1ª corrente: SIM. Ministros Gilmar Mendes e Celso de Mello. O comparecimento do investigado perante a CPI para ser ouvido é facultativo. Cabe a ele decidir se irá ou não comparecer. Se decidir comparecer, ele terá direito: a) ao silêncio; b) à assistência de advogado; c) de não prestar compromisso de dizer a verdade; d) de não sofrer constrangimentos. Caso o investigado não compareça, a CPI não pode determinar a sua condução coercitiva. Aplica-se para as CPIs o mesmo entendimento da ADPF 395/DF.
2ª corrente: NÃO. Ministros Edson Fachin e Cármen Lúcia. O comparecimento do investigado perante a CPI para ser ouvido é compulsório. Ele tem que comparecer. No entanto, chegando lá, o investigado tem direito: a) ao silêncio; b) à assistência de advogado; c) de não prestar compromisso de dizer a verdade; d) de não sofrer constrangimentos. Caso o investigado não compareça, a CPI poderia determinar a sua condução coercitiva.
a) O comparecimento é facultativo, e o investigado pode decidir se comparece ou não.
b) O comparecimento é compulsório, e o investigado deve comparecer obrigatoriamente.
c) O investigado deve comparecer, mas não tem direito à assistência de advogado.
d) O investigado pode ser conduzido coercitivamente caso não compareça.
e) O investigado não tem direito ao silêncio durante o depoimento.

2.11.1.2. Fase Constitutiva – Deliberação Parlamentar

Via de regra, a discussão e votação dos projetos de lei tem início na Câmara dos Deputados, salvo os projetos de iniciativa dos Senadores ou de Comissões do Senado, funcionando, nesses casos, a Câmara dos Deputados como casa revisora.

Iniciado o processo legislativo, o projeto de lei passa à apreciação pelas Comissão Temática, que analisará a matéria da proposição e, em seguida, pela CCJ, que analisará a sua constitucionalidade.

Se envolver aspectos financeiros e orçamentários, após a CCJ, o projeto será apreciado pela Comissão de Finanças e Tributação, para o exame da compatibilidade e adequação orçamentária.

As comissões, em razão da matéria de sua competência, poderão, além de discutir e emitir pareceres sobre projeto de lei, aprová-los, desde que, na forma do regimento interno da Casa, haja dispensa da competência do plenário (delegação interna corporis) e inexista, também, interposição de recurso de 1/10 dos membros da Casa. Porém, NÃO poderão ser objeto de delegação interna corporis os seguintes projetos:

● LEI COMPLEMENTAR;
● CÓDIGOS;
● INICIATIVA POPULAR;
● DE COMISSÃO;
● RELATIVOS À MATÉRIA QUE NÃO POSSA SER OBJETO DE DELEGAÇÃO;
● ORIUNDOS DO SENADO;
Com base no texto, quais projetos NÃO podem ser objeto de delegação interna corporis para aprovação pelas comissões?
a) Lei complementar, códigos, iniciativa popular, de comissão, relativos à matéria que não possa ser objeto de delegação e oriundos do Senado.
b) Projetos de lei ordinária, projetos de lei complementar, projetos de lei de iniciativa popular.
c) Apenas projetos de lei oriundos do Senado.
d) Todos os projetos podem ser objeto de delegação interna corporis.

2.11.1.3. Processo de Votação

A votação pode ser:

I. OSTENSIVA:
● PROCESSO SIMBÓLICO – Utilizado na votação das proposições em geral, e os parlamentares das respectivas casas, para aprovar a matéria, deverão permanecer sentados, levantando-se apenas os que votaram pela rejeição.

● PROCESSO NOMINAL – Quando é requerida regimentalmente a verificação da votação. Será utilizado: nos casos em que seja exigido quórum especial de votação; por deliberação do plenário, a requerimento de qualquer deputado; quando houver pedido de verificação de votação; e demais casos previstos no regimento.

II. SECRETA:
● SISTEMA ELETRÔNICO;
● SISTEMA DE CÉDULAS.

Ocorre nas seguintes hipóteses:

● Deliberação durante o estado de sítio, sobre a suspensão das imunidades de deputado;
● Por decisão do plenário, a requerimento de 1/10 dos membros da casa ou líderes que representem este número, formulado antes de iniciada a ordem do dia;
● Para eleição do Presidente e demais membros da mesa diretora, presidente e vice de comissões permanentes e temporárias, dos membros da Câmara que irão compor a comissão representativa do CN e dos 02 cidadãos que irão integrar o Conselho da República e demais eleições;

EC 76/2013: Com o advento desta Emenda Constitucional, passaram a ter votação ABERTA: (a) a decisão se o Deputado ou Senador deverá perder o mandato, nas hipóteses previstas no art. 55, I, II e VI, da CF/88; e (b) a decisão se o veto do Presidente da República a um projeto de lei aprovado deverá ser mantido ou rejeitado.
Quais são os tipos de votação previstos no processo legislativo e em quais situações ocorre a votação secreta?
a) Votação ostensiva (processo simbólico e nominal) e votação secreta (sistema eletrônico e sistema de cédulas); votação secreta ocorre em deliberação durante estado de sítio, por requerimento de 1/10 dos membros da casa e para eleições internas.
b) Apenas votação nominal é prevista; votação secreta não ocorre.
c) Votação secreta ocorre em todas as votações ordinárias.
d) Votação ostensiva ocorre somente para eleições internas.

ATENÇÃO! VAMOS FAZER UM LINK DA MEDIDA PROVISÓRIA COM CONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADE? É possível que o Poder Judiciário analise se a medida provisória editada possui relevância e urgência? Em uma ADI proposta, é possível que o STF julgue inconstitucional medida provisória pelo fato de ela não ter relevância e urgência? SIM. O STF admite a possibilidade excepcional de controle judicial dos pressupostos de relevância e urgência para a edição de medidas provisórias. Isso porque, a definição do que seja relevante e urgente para fins de edição de medidas provisórias consiste, em regra, em um juízo político (escolha política/discricionária) de competência do Presidente da República, controlado pelo Congresso Nacional. Desse modo, salvo em caso de notório abuso, o Poder Judiciário não deve se imiscuir na análise dos requisitos da MP. STF. Plenário. ADI 4627/DF e ADI 4350/DF, Rel. Min. Luiz Fux, julgados em 23/10/2014 (Info 764).
É possível o controle judicial dos pressupostos de relevância e urgência para a edição de medidas provisórias pelo Poder Judiciário?
O controle é excepcional e de domínio estrito.
A invalidação da MP ocorre apenas quando há inexistência cabal dos requisitos.
Em regra, é juízo político do Presidente da República e controlado pelo Congresso Nacional.
O Poder Judiciário não deve se imiscuir salvo em casos de notório abuso.
a) Sim, o Poder Judiciário pode controlar livremente os pressupostos de relevância e urgência.
b) Não, o controle judicial é vedado em qualquer hipótese.
c) Sim, mas apenas em casos excepcionais de inexistência cabal dos requisitos.
d) Não, pois é competência exclusiva do Congresso Nacional.

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Questões resolvidas

IMPORTANTE: O investigado é obrigado a comparecer na sessão da CPI na qual seria ouvido? Há divergência jurisprudencial veiculada no Informativo 942 do STF!
De acordo com a jurisprudência do STF, o investigado é obrigado a comparecer compulsoriamente à CPI para ser ouvido?
1ª corrente: SIM. Ministros Gilmar Mendes e Celso de Mello. O comparecimento do investigado perante a CPI para ser ouvido é facultativo. Cabe a ele decidir se irá ou não comparecer. Se decidir comparecer, ele terá direito: a) ao silêncio; b) à assistência de advogado; c) de não prestar compromisso de dizer a verdade; d) de não sofrer constrangimentos. Caso o investigado não compareça, a CPI não pode determinar a sua condução coercitiva. Aplica-se para as CPIs o mesmo entendimento da ADPF 395/DF.
2ª corrente: NÃO. Ministros Edson Fachin e Cármen Lúcia. O comparecimento do investigado perante a CPI para ser ouvido é compulsório. Ele tem que comparecer. No entanto, chegando lá, o investigado tem direito: a) ao silêncio; b) à assistência de advogado; c) de não prestar compromisso de dizer a verdade; d) de não sofrer constrangimentos. Caso o investigado não compareça, a CPI poderia determinar a sua condução coercitiva.
a) O comparecimento é facultativo, e o investigado pode decidir se comparece ou não.
b) O comparecimento é compulsório, e o investigado deve comparecer obrigatoriamente.
c) O investigado deve comparecer, mas não tem direito à assistência de advogado.
d) O investigado pode ser conduzido coercitivamente caso não compareça.
e) O investigado não tem direito ao silêncio durante o depoimento.

2.11.1.2. Fase Constitutiva – Deliberação Parlamentar

Via de regra, a discussão e votação dos projetos de lei tem início na Câmara dos Deputados, salvo os projetos de iniciativa dos Senadores ou de Comissões do Senado, funcionando, nesses casos, a Câmara dos Deputados como casa revisora.

Iniciado o processo legislativo, o projeto de lei passa à apreciação pelas Comissão Temática, que analisará a matéria da proposição e, em seguida, pela CCJ, que analisará a sua constitucionalidade.

Se envolver aspectos financeiros e orçamentários, após a CCJ, o projeto será apreciado pela Comissão de Finanças e Tributação, para o exame da compatibilidade e adequação orçamentária.

As comissões, em razão da matéria de sua competência, poderão, além de discutir e emitir pareceres sobre projeto de lei, aprová-los, desde que, na forma do regimento interno da Casa, haja dispensa da competência do plenário (delegação interna corporis) e inexista, também, interposição de recurso de 1/10 dos membros da Casa. Porém, NÃO poderão ser objeto de delegação interna corporis os seguintes projetos:

● LEI COMPLEMENTAR;
● CÓDIGOS;
● INICIATIVA POPULAR;
● DE COMISSÃO;
● RELATIVOS À MATÉRIA QUE NÃO POSSA SER OBJETO DE DELEGAÇÃO;
● ORIUNDOS DO SENADO;
Com base no texto, quais projetos NÃO podem ser objeto de delegação interna corporis para aprovação pelas comissões?
a) Lei complementar, códigos, iniciativa popular, de comissão, relativos à matéria que não possa ser objeto de delegação e oriundos do Senado.
b) Projetos de lei ordinária, projetos de lei complementar, projetos de lei de iniciativa popular.
c) Apenas projetos de lei oriundos do Senado.
d) Todos os projetos podem ser objeto de delegação interna corporis.

2.11.1.3. Processo de Votação

A votação pode ser:

I. OSTENSIVA:
● PROCESSO SIMBÓLICO – Utilizado na votação das proposições em geral, e os parlamentares das respectivas casas, para aprovar a matéria, deverão permanecer sentados, levantando-se apenas os que votaram pela rejeição.

● PROCESSO NOMINAL – Quando é requerida regimentalmente a verificação da votação. Será utilizado: nos casos em que seja exigido quórum especial de votação; por deliberação do plenário, a requerimento de qualquer deputado; quando houver pedido de verificação de votação; e demais casos previstos no regimento.

II. SECRETA:
● SISTEMA ELETRÔNICO;
● SISTEMA DE CÉDULAS.

Ocorre nas seguintes hipóteses:

● Deliberação durante o estado de sítio, sobre a suspensão das imunidades de deputado;
● Por decisão do plenário, a requerimento de 1/10 dos membros da casa ou líderes que representem este número, formulado antes de iniciada a ordem do dia;
● Para eleição do Presidente e demais membros da mesa diretora, presidente e vice de comissões permanentes e temporárias, dos membros da Câmara que irão compor a comissão representativa do CN e dos 02 cidadãos que irão integrar o Conselho da República e demais eleições;

EC 76/2013: Com o advento desta Emenda Constitucional, passaram a ter votação ABERTA: (a) a decisão se o Deputado ou Senador deverá perder o mandato, nas hipóteses previstas no art. 55, I, II e VI, da CF/88; e (b) a decisão se o veto do Presidente da República a um projeto de lei aprovado deverá ser mantido ou rejeitado.
Quais são os tipos de votação previstos no processo legislativo e em quais situações ocorre a votação secreta?
a) Votação ostensiva (processo simbólico e nominal) e votação secreta (sistema eletrônico e sistema de cédulas); votação secreta ocorre em deliberação durante estado de sítio, por requerimento de 1/10 dos membros da casa e para eleições internas.
b) Apenas votação nominal é prevista; votação secreta não ocorre.
c) Votação secreta ocorre em todas as votações ordinárias.
d) Votação ostensiva ocorre somente para eleições internas.

ATENÇÃO! VAMOS FAZER UM LINK DA MEDIDA PROVISÓRIA COM CONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADE? É possível que o Poder Judiciário analise se a medida provisória editada possui relevância e urgência? Em uma ADI proposta, é possível que o STF julgue inconstitucional medida provisória pelo fato de ela não ter relevância e urgência? SIM. O STF admite a possibilidade excepcional de controle judicial dos pressupostos de relevância e urgência para a edição de medidas provisórias. Isso porque, a definição do que seja relevante e urgente para fins de edição de medidas provisórias consiste, em regra, em um juízo político (escolha política/discricionária) de competência do Presidente da República, controlado pelo Congresso Nacional. Desse modo, salvo em caso de notório abuso, o Poder Judiciário não deve se imiscuir na análise dos requisitos da MP. STF. Plenário. ADI 4627/DF e ADI 4350/DF, Rel. Min. Luiz Fux, julgados em 23/10/2014 (Info 764).
É possível o controle judicial dos pressupostos de relevância e urgência para a edição de medidas provisórias pelo Poder Judiciário?
O controle é excepcional e de domínio estrito.
A invalidação da MP ocorre apenas quando há inexistência cabal dos requisitos.
Em regra, é juízo político do Presidente da República e controlado pelo Congresso Nacional.
O Poder Judiciário não deve se imiscuir salvo em casos de notório abuso.
a) Sim, o Poder Judiciário pode controlar livremente os pressupostos de relevância e urgência.
b) Não, o controle judicial é vedado em qualquer hipótese.
c) Sim, mas apenas em casos excepcionais de inexistência cabal dos requisitos.
d) Não, pois é competência exclusiva do Congresso Nacional.

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DIREITO CONSTITUCIONAL 
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SUMÁRIO 
 
SUMÁRIO ..........................................................................................................................................................................3 
DIREITO CONSTITUCIONAL ......................................................................................................................................7 
QUAL DEVE SER O FOCO? .........................................................................................................................................7 
RESUMO DO DIA ...........................................................................................................................................................7 
1. ORGANIZAÇÃO DOS PODERES ..........................................................................................................................7 
1.1. Introdução - Separação dos Poderes ..........................................................................................................7 
2. PODER LEGISLATIVO ..............................................................................................................................................9 
2.1. Estrutura ...............................................................................................................................................................9 
2.1.1. Âmbito Federal ........................................................................................................................................ 10 
2.1.2. Âmbito Legislativo Estadual ............................................................................................................... 10 
2.1.3. Âmbito Legislativo Municipal .............................................................................................................. 11 
2.1.4. Âmbito Legislativo Distrital ................................................................................................................. 12 
2.2. Atribuições do Congresso Nacional .......................................................................................................... 12 
2.3. Câmara dos Deputados ................................................................................................................................ 15 
2.3.1. Requisitos para a candidatura dos Deputados Federais ............................................................ 16 
2.4. Senado Federal ................................................................................................................................................ 17 
2.4.1. Requisitos .................................................................................................................................................. 17 
2.5. Remuneração dos Parlamentares.............................................................................................................. 20 
2.6. Das Reuniões.................................................................................................................................................... 21 
2.6.1. Sessão Legislativa Ordinária ............................................................................................................... 21 
2.6.2. Sessão Legislativa Extraordinária ...................................................................................................... 21 
2.6.3. Reunião em sessão conjunta ............................................................................................................... 22 
2.6.4. Sessão Preparatória e Mesas Diretoras ........................................................................................... 22 
2.7. Comissões Parlamentares ........................................................................................................................... 25 
2.7.1. Permanentes ou Temporárias ............................................................................................................. 25 
2.7.1.1 Comissão Permanente/Temática ................................................................................................ 25 
2.7.1.2. Comissão Especial ou Temporária............................................................................................. 26 
2.7.1.3. Comissão Parlamentar de Inquérito ......................................................................................... 26 
2.7.1.3.1. Definição .................................................................................................................................... 27 
2.7.1.3.2. Criação ........................................................................................................................................ 27 
2.7.1.3.3. Requisitos .................................................................................................................................. 27 
2.7.1.3.4. Objeto ......................................................................................................................................... 27 
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2.7.1.3.5. Prazo ........................................................................................................................................... 28 
2.7.1.3.6. Poderes ...................................................................................................................................... 28 
2.7.1.3.7. Motivação .................................................................................................................................. 35 
2.7.1.3.8. Conclusões ................................................................................................................................ 35 
2.7.1.3.9. CPIs Estaduais .........................................................................................................................A antecipação desarrazoada das eleições para os cargos da Mesa Diretora 
ainda subtrai dos parlamentares o poder de controle sobre a direção da 
Assembleia Legislativa, pois é no transcorrer do primeiro biênio que se 
torna viável a avaliação da conjuntura política e a realização do balanço 
entre expectativas e realidade, para, a partir de então, decidir o que se 
pretende para o próximo biênio.” (ADI 7.350/DF, relator Ministro Dias 
Toffoli, julgamento virtual finalizado em 08.03.2024. INFORMATIVO 
1.128). 
 
2.7. Comissões Parlamentares 
 
Na constituição das mesas e de cada comissão é assegurado, tanto quanto possível, a 
representação proporcional dos partidos. 
As comissões podem ser: 
 
2.7.1. Permanentes ou Temporárias 
 
2.7.1.1 Comissão Permanente/Temática 
 
É quando a existência da comissão não está submetida a prazo. Estabelecem-se em razão da 
matéria e são permanentes. (DECORAR ART. 58, §2º CF). Ex: CCJ, Comissão de Finanças e 
tributação, comissão de planejamento; comissão de ética; comissão de saúde. 
 
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Comentário do texto
Art. 58 § 2º. Às comissões, em razão da matéria de sua competência, cabe:
I - discutir e votar projeto de lei que dispensar, na forma do regimento, a
competência do Plenário, SALVO se houver recurso de 1/10 (um décimo) dos
membros da Casa;
II - realizar audiências públicas com entidades da sociedade civil;
III - convocar Ministros de Estado para prestar informações sobre assuntos
inerentes a suas atribuições;
IV - receber petições, reclamações, representações ou queixas de qualquer
pessoa contra atos ou omissões das autoridades ou entidades públicas;
V - solicitar depoimento de qualquer autoridade ou cidadão;
VI - apreciar programas de obras, planos nacionais, regionais e setoriais de
desenvolvimento e sobre eles emitir parecer
 
 
DIREITO CONSTITUCIONAL 
Poder e Processo legislativo 
 
 
 26 
 
 
Ex.: Na Câmara costumam ser 16 e no Senado também costumam ser 16. São 16 temas que o 
regimento interno selecionou para vincular essas comissões permanentes à análise deles. 
 
2.7.1.2. Comissão Especial ou Temporária 
 
Criadas para apreciar matéria específica, extinguindo-se ao término da legislatura ou cumprida 
a finalidade para a qual foram criadas. 
 
As comissões temporárias podem ser: 
 
● Comissão especial - É criada somente em duas situações. São elas: 
o Análise de proposta de emenda à constituição 
o Análise de projeto de lei 
● Comissão externa - É criada na hipótese de diligência externa à casa. A casa precisa realizar 
uma diligência investigatória. Essa diligência será externa à casa. Para que venha a ser feita 
uma diligência externa, deverá ser constituída a comissão temporária externa. 
● Comissão Mista: Formada por deputados e senadores para apreciar os assuntos que devam 
ser examinados em sessão conjunta pelo CN. 
● Comissão Representativa: Constitui-se somente no recesso parlamentar 
● Comissão de inquérito - Será criada na situação de investigação do inquérito parlamentar. 
Será criada para que o inquérito parlamentar venha a ser instaurado, desenvolvido e 
concluído. CPI são comissões temporárias de inquérito. 
 
2.7.1.3. Comissão Parlamentar de Inquérito 
 
Art. 58, § 3°, CF/88: 
 
§ 3º As comissões parlamentares de inquérito, que terão poderes de 
investigação próprios das autoridades judiciais, além de outros previstos nos 
regimentos das respectivas Casas, serão criadas pela Câmara dos Deputados 
e pelo Senado Federal, em conjunto ou separadamente, mediante 
requerimento de um terço de seus membros, para a apuração de fato 
determinado e por prazo certo, sendo suas conclusões, se for o caso, 
encaminhadas ao Ministério Público, para que promova a responsabilidade 
civil ou criminal dos infratores. 
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2.7.1.3.1. Definição 
Comissões temporárias, destinadas a investigar fato certo e determinado. 
 
2.7.1.3.2. Criação 
Pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal, em conjunto ou separadamente, mediante 
requerimento de 1/3 de seus membros. 
É possível instaurar CPIs simultâneas dentro de uma mesma casa, ao limite de 05, segundo 
regimento interno da Câmara dos Deputados. 
 
2.7.1.3.3. Requisitos 
 
● REQUERIMENTO SUBSCRITO POR, NO MÍNIMO, 1/3 DE PARLAMENTARES; 
● INDICAÇÃO, COM PRECISÃO, DE FATO DETERMINADO, A SER APURADO NA 
INVESTIGAÇÃO PARLAMENTAR; 
● INDICAÇÃO DE PRAZO CERTO PARA O DESENVOLVIMENTO DOS TRABALHOS. 
 
 
JURISPRUDÊNCIA DO STF 
A instauração de Comissão Parlamentar de Inquérito depende unicamente do preenchimento dos 
requisitos previstos no art. 58, § 3º, da Constituição Federal, ou seja: 
a) o requerimento de um terço dos membros das casas legislativas; 
b) a indicação de fato determinado a ser apurado; e 
c) a definição de prazo certo para sua duração. 
STF. Plenário. MS 37760 MC-Ref/DF, Rel. Min. Roberto Barroso, julgado em 14/4/2021 (Info 
1013). 
 
Direito subjetivo das minorias: A maioria legislativa NÃO pode frustrar o exercício, pelos 
grupos minoritários que atuam no Congresso, do direito público subjetivo que lhes é assegurado 
pela CF, que confere a prerrogativa de ver efetivamente instaurada a investigação parlamentar, por 
período certo, sobre fato determinado. 
 
2.7.1.3.4. Objeto 
 
· Apuração de fato determinado. 
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· Fato de interesse para a vida pública e a ordem constitucional. Ou seja: não pode a CPI ser 
instaurada para apurar fato exclusivamente privado ou de caráter pessoal. 
 
No entanto, diante de um mesmo fato, pode ser criada CPI na Câmara e também no Senado, 
ou ainda a investigação poderá ser conduzida pelo Judiciário, por outros órgãos, ou até por CPIs nos 
outros entes federativos, se houver interesse comum, devendo cada qual atuar nos limites de sua 
competência. 
 
 
OBSERVAÇÃO 
É vedado a CPI investigar sobre assuntos de: 
1. Interesse exclusivo de outros entes federativos- a CPI deve respeitar o Pacto 
Federativo. Uma CPI federal somente pode ser instaurada para a investigação de interesse federal 
ou nacional. O limite da competência fiscalizatória é a competência do Congresso Nacional. 
2. As atribuições do Poder Judiciário - em prestígio ao Princípio da Separação dos Poderes, 
atos de conteúdo jurisdicional constituem verdadeiros limites materiais à atuação parlamentar. 
(ex: não podem rever fundamentos de uma sentença judicial) 
 
 
2.7.1.3.5. Prazo 
 
Deve ter prazo certo. Na Câmara, a CPI poderá também atuar durante o recesso parlamentar, 
possuindo o prazo de 120 dias, prorrogável até a metade do prazo, mediante deliberação em 
plenário, para a conclusão de seus trabalhos. 
 
É possível a prorrogação do prazo da CPI, desde que: 
● SEJA DEFINIDO NOVO TERMO FINAL; 
● SUA ATUAÇÃO NÃO ULTRAPASSE O FINAL DA LEGISLATURA. 
 
2.7.1.3.6. Poderes 
 
As CPIs terão poderes de investigação, próprios das autoridades judiciais, além de outros 
previstos no Regimento Interno das Casas. 
 
STF: A CPI pode, por autoridade própria, sempre por decisão fundamentada e motivada, 
observadas todas as formalidades legais, determinar: 
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● QUEBRA DE SIGILO FISCAL; 
● QUEBRA DE SIGILO BANCÁRIO – SEGUNDO O STF, A VALIDADE JURÍDICA DA QUEBRA 
DE SIGILO BANCÁRIO DETERMINADA POR CPI DEMANDA APROVAÇÃO DA MAIORIA 
ABSOLUTA DOS MEMBROS QUE COMPÕEM O ÓRGÃO DE INVESTIGAÇÃO LEGISLATIVA 
=>PRINCÍPIO DA COLEGIALIDADE. 
● QUEBRA DO SIGILO DE DADOS, COM DESTAQUE PARA O SIGILO DOS DADOS 
TELEFÔNICOS. 
 
 
JURISPRUDÊNCIA DO STF 
INF. 890, STF – CPI pode quebrar sigilo de dados, porém deve respeitar o 
caráter sigiloso dos mesmos, não podendo torná-los públicos. Há uma 
transferência de sigilo. Os dados obtidos por meio da quebra dos sigilos 
bancário, telefônico e fiscal devem ser mantidos sob reserva. Assim, a 
página do Senado Federal na internet não pode divulgar os dados obtidos 
por meio da quebra de sigilo determinada por comissão parlamentar de 
inquérito (CPI). STF. Plenário. MS 25940, Rel. Min. Marco Aurélio, julgado 
em 26/4/2018 (Info 899) 
A CPI ainda pode: 
● Determinar diligências que reportarem necessárias; 
● Requerer convocação de ministros de estado; 
● Tomar depoimento de quaisquer autoridades federais, estaduais ou municipais; 
● Ouvir os indiciados: deve respeitar o direito ao silêncio, podendo o indiciado deixar de 
responder às perguntas que possam incriminá-lo; 
● Inquirir testemunhas sob compromisso, sob pena de condução coercitiva: as testemunhas 
prestam o compromisso de dizer a verdade, sob pena de falso testemunho, e a elas é 
assegurado o direito ao silêncio, caso tenha que prestar alguma informação que a 
incrimine; 
 
Fonte: Meu site jurídico - As testemunhas são obrigadas a falar, e a falar a verdade, como se 
extrai do texto expresso do art. 203 do CPP: “A testemunha fará, sob palavra de honra, a promessa 
de dizer a verdade do que souber e lhe for perguntado (…)”. Não é possível que, indagada a respeito 
das circunstâncias do fato que tenha presenciado, a testemunha se cale, tanto que o crime de falso 
testemunho se tipifica não só na situação em que se faz afirmação falsa, mas também naquela em 
que se nega ou se cala a verdade. 
 
Mas quer isto dizer que, uma vez chamado na qualidade de testemunha, o indivíduo deve 
responder a toda e qualquer indagação que lhe é dirigida? À primeira vista, e tendo em conta que o 
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texto literal do art. 5º, inciso LXIII se refere apenas ao preso, a resposta seria positiva e, neste passo, 
somente o interrogado poderia se negar a responder às perguntas. 
 
Ocorre, no entanto, que a obrigação de prestar o depoimento encontra certa mitigação 
diante de indagações em cujas respostas a testemunha possa se incriminar. Em inúmeras 
decisões, o Supremo Tribunal Federal garantiu que depoentes em comissões parlamentares de 
inquérito se mantivessem em silêncio diante de perguntas que lhes pudessem ser de alguma 
forma prejudiciais. E o mesmo Supremo tem proferido decisões nas quais faz referência à ilicitude 
da prova colhida em depoimentos testemunhais sem a observância do direito à não 
autoincriminação: 
 
 
JURISPRUDÊNCIA DO STF 
“Recebimento da denúncia. 3. Alegação de nulidade do processo por 
ofensa ao princípio do nemo tenetur se detegere em razão da confissão da 
autoria durante a inquirição como testemunha. 4. Denúncia recebida 
apenas com base em elementos obtidos na confissão. 5. Garantias da 
ampla defesa e do contraditório no curso da ação penal. 6. Recurso 
provido.” (RHC 122.279/RJ, j. 12/08/2014) 
“I – É jurisprudência pacífica no Supremo Tribunal Federal a possibilidade 
do investigado ou acusado permanecer em silêncio, evitando-se a auto-
incriminação. II – O depoimento da paciente, ouvida como testemunha na 
fase inquisitorial, foi colhido sem a observância do seu direito de 
permanecer em silêncio. II – Ordem concedida.” (HC 136.331/RS, j. 
13/06/2017) 
 
● Requisitar de repartições públicas e autárquicas informações e documentos; 
● Transporta-se aos lugares onde seja necessária à sua presença. 
 
 
OBSERVAÇÃO 
A CPI não tem competência para a quebra de sigilo da comunicação telefônica, podendo 
apenas requerer a quebra dos registros telefônicos pretéritos (com quem o investigado falou 
durante determinado período pretérito). 
Se a testemunha é esposa de investigado, o CPP prevê que a testemunha NÃO poderá se 
eximir da obrigação de depor, mas sendo cônjuge de um dos investigados, NÃO é obrigada a 
firmar o compromisso de dizer a verdade. 
A CPI NÃO tem poderes para investigar atos de conteúdo jurisdicional, não podendo rever 
os fundamentos de uma sentença judicial. 
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A) Em homenagem à separação dos Poderes e à independência funcional, o 
Magistrado não está obrigado a comparecer à CPI, se o propósito explícito ou implícito do 
depoimento for o de investigar-lhe a conduta ou de examinar o conteúdo de algum ato 
ligado ao exercício da jurisdição; 
 
B) O Magistrado é livre para atender à convocação, caso o propósito não seja o do item 
anterior e ele entenda que sua experiência profissional poderá contribuir para o avanço 
das apurações. De qualquer forma, não pode responder às perguntas que envolvam 
quebra de sigilo ou antecipação de julgamento de processos sob sua responsabilidade; 
 
C) As CPIs não têm poderes para levantar o sigilo decretado em inquérito ou processo 
penal. O compartilhamento das informações só será possível mediante decisão 
fundamentada do Magistrado. 
 
 
OBSERVAÇÃO 
O STF1 decidiu que em juízo de delibação, não é possível a convocação de governadores 
de estados-membros da Federação por Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) instaurada 
pelo Senado Federal. 
 
Se a testemunha for ascendente ou descendente, afim em linha reta, o cônjuge, ainda que 
desquitado, o irmão e o pai, a mãe, ou o filho adotivo do investigado, o CPP prevê que poderá se 
recusar a depor, salvo se não for possível, por outro modo, obter-se ou integrar-se a prova do fato e 
de suas circunstâncias (art. 206, CPP). No entanto, ainda que tenha que depor, nesses casos tais 
pessoas NÃO são obrigadas a firmar o compromisso de dizer a verdade (art. 208, CPP). 
 
1) em homenagem à separação dos Poderes e à independência funcional, o Magistrado não está 
obrigado a comparecer à CPI, se o propósito explícito ou implícito do depoimento for o de investigar-
lhe a conduta ou de examinar o conteúdo de algum ato ligado ao exercício da jurisdição; 
2) o Magistrado é livre para atender à convocação, caso o propósito não seja o do item anterior e ele 
entenda que sua experiência profissional poderá contribuir para o avanço das apurações. De 
qualquer forma, não pode responder às perguntas que envolvam quebra de sigilo ou antecipação de 
julgamento de processos sob sua responsabilidade; 
 
1 ADPF 848 MC-Ref/DF, relatora Min. Rosa Weber, julgamento virtual finalizado em 25.6.2021 (sexta-feira), às 23:59. 
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3) as CPIs não têm poderes para levantar o sigilo decretado em inquérito ou processo penal. O 
compartilhamento das informações só será possível mediante decisão fundamentada do 
Magistrado. 
 
A CPI NÃO poderá praticar determinados atos de jurisdição atribuídos exclusivamente ao 
Poder Judiciário – cláusula de reserva de jurisdição, como: 
· Diligência de busca domiciliar; 
· Interceptação telefônica; 
· Ordem de prisão, SALVO em flagrante delito por crime de falso testemunho; 
· Decretar medidas assecuratórias (arresto, sequestro, hipoteca legal), se inserem no 
poder geral de cautela do Juiz, sendo atos tipicamente jurisdicionais; 
· Levantar o segredo de justiça; 
· Decretar busca e apreensão em local sujeito à inviolabilidade domiciliar. 
A prerrogativa das CPIs de ouvir testemunhas não confere aos órgãos de investigação 
parlamentar o poder de convocar quaisquer pessoas a depor, sob quaisquer circunstâncias, pois 
existem limitações à obrigação de testemunhar. Entre elas, encontra-se a isenção constitucional do 
Presidente da República à obrigatoriedade de testemunhar perante comissões parlamentares, 
extensível aos governadores por aplicação do critério da simetria entre a União e os estados. 
É injustificável a situação de submissão institucional. Ante a ausência de norma constitucional 
autorizadora, o Congresso Nacional ou suas comissões parlamentares não podem impor aos 
chefes do Poder Executivo estadual o dever de prestar esclarecimentos e oferecer explicações, 
mediante convocação de natureza compulsória, com possível transgressão à autonomia 
assegurada constitucionalmente aos entes políticos estaduais e desrespeito ao equilíbrio e 
harmonia que devem reger as relações federativas. 
Caracteriza excesso de poder a ampliação do poder investigativo das CPIs para atingir a 
esfera de competência dos estados federados ou as atribuições exclusivas — competências 
autônomas — do Tribunal de Contas da União (TCU). 
Os governadores prestam contas perante a Assembleia Legislativa regional (contas de 
governo ou de gestão estadual) ou perante o TCU (recursos federais), mas jamais perante o 
Congresso Nacional. A amplitude do poder investigativo das CPIs do Senado Federal e da Câmara 
dos Deputados coincide com a extensão das atribuições do Congresso Nacional. 
 
 
OBSERVAÇÃO 
A CPI NÃO poderá praticar determinados atos de jurisdição atribuídos exclusivamente ao Poder 
Judiciário, como: 
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● Diligência de busca domiciliar; 
● Interceptação telefônica; 
● Ordem de prisão, salvo em flagrante delito por crime de falso testemunho; 
● Decretar medidas assecuratórias (arresto, sequestro, hipoteca legal), se inserem no 
poder geral de cautela do juiz, sendo atos tipicamente jurisdicionais; 
● Levantar o segredo de justiça; 
● Decretar a indisponibilidade de bens. 
 
IMPORTANTE: 
O investigado é obrigado a comparecer na sessão da CPI na qual seria ouvido? 
 
Há divergência jurisprudencial veiculada no Informativo 942 do STF! 
● 1ª corrente: SIM. Ministros Gilmar Mendes e Celso de Mello. 
O comparecimento do investigado perante a CPI para ser ouvido é facultativo. Cabe a ele 
decidir se irá ou não comparecer. Se decidir comparecer, ele terá direito: 
a) ao silêncio; 
b) à assistência de advogado; 
c) de não prestar compromisso de dizer a verdade; 
d) de não sofrer constrangimentos. 
Caso o investigado não compareça, a CPI não pode determinar a sua condução coercitiva. 
Aplica-se para as CPIs o mesmo entendimento da ADPF 395/DF. 
 
● 2ª corrente: NÃO. Ministros Edson Fachin e Cármen Lúcia. 
O comparecimento do investigado perante a CPI para ser ouvido é compulsório. Ele tem que 
comparecer. No entanto, chegando lá, o investigado tem direito: 
a) ao silêncio; 
b) à assistência de advogado; 
c) de não prestar compromisso de dizer a verdade; 
d) de não sofrer constrangimentos. 
 
Caso o investigado não compareça, a CPI poderia determinar a sua condução coercitiva. 
Desse modo, tivemosdois votos favoráveis à tese de que o paciente não estava obrigado a 
comparecer à CPI e dois votos contrários. 
Em caso de empate, prevalece a decisão mais favorável ao paciente. Assim, a 2ª Turma do STF 
concedeu a ordem de habeas corpus para transformar a compulsoriedade de comparecimento em 
facultatividade e deixar a cargo do paciente a decisão de comparecer ou não à Câmara dos 
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DIREITO CONSTITUCIONAL 
Poder e Processo legislativo 
 
 
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Deputados, perante a CPI, para ser ouvido na condição de investigado. STF. 2ª Turma. HC 
171438/DF, Rel. Min. Gilmar Mendes, julgado 28/5/2019 (Info 942). 
Min. Gilmar Mendes e Celso de Mello 
SIM 
Min. Edson Fachin e Cármen Lúcia 
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O comparecimento do investigado perante a 
CPI para ser ouvido é facultativo. Cabe a ele 
decidir se irá ou não comparecer. 
Se decidir comparecer ele terá direito: a) ao 
silêncio; b) à assistência de advogado; c) de 
não prestar compromisso de dizer a 
verdade; e de d) não sofrer 
constrangimentos. 
O comparecimento do investigado perante a 
CPI para ser ouvido é compulsório. Ele tem 
que comparecer. 
No entanto, chegando lá, o investigado tem 
direito: a) ao silêncio; b) à assistência de 
advogado; c) de não prestar compromisso 
de dizer a verdade; e de d) não sofrer 
constrangimentos. 
Caso o investigado não compareça, a CPI 
não pode determinar a sua condução 
coercitiva. 
Aplica-se para as CPIs o mesmo 
entendimento da ADPF 395/DF. 
Caso o investigado não compareça, a CPI 
pode determinar a sua condução coercitiva 
 
 
JURISPRUDÊNCIA DO STF 
Habeas corpus. 2. Intimação de investigado para comparecimento 
compulsório à Comissão Parlamentar de Inquérito, sob pena de condução 
coercitiva e crime de desobediência. 3. Direito ao silêncio e de ser 
acompanhado por advogado. Precedentes (HC 79.812/SP, Rel. Min. Celso 
de Mello, DJ 16.2.2001). 4. Direito à não autoincriminação abrange a 
faculdade de comparecer ao ato, ou seja, inexiste obrigatoriedade ou 
sanção pelo não comparecimento. Inteligência do direito ao silêncio. 5. 
Precedente assentado pelo Plenário na proibição de conduções coercitivas 
de investigados (ADPF 395 e 444). 6. Ordem concedida para convolar a 
compulsoriedade de comparecimento em facultatividade. (HC 171438, 
Relator(a): GILMAR MENDES, Segunda Turma, julgado em 28/05/2019, 
PROCESSO ELETRÔNICO DJe-204 DIVULG 14-08-2020 PUBLIC 17-08-
2020). 
 
 
No concurso da PGE MS (2021), o tema foi cobrado da seguinte forma: 
 Segundo recente jurisprudência firmada pelo STF, uma comissão parlamentar de inquérito 
(CPI) instalada pelo Senado Federal, com a finalidade de investigar suposto cometimento 
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de ilícitos pelo poder público em determinado período, 
a) não poderá convocar o presidente da República para prestar informações e depor sobre 
assuntos inerentes às suas atribuições, mas poderá fazê-lo quanto aos governadores dos 
estados. 
b) poderá convocar o presidente da República e governadores dos estados para prestarem 
informações e deporem sobre assuntos inerentes às suas atribuições. 
c) não poderá convocar o presidente da República nem governadores dos estados para 
prestarem informações e deporem sobre assuntos inerentes às suas atribuições. 
d) poderá convidar governadores dos estados para prestarem informações e deporem 
sobre assuntos inerentes às suas atribuições; caso não compareçam voluntariamente, 
poderão ser conduzidos coercitivamente. 
e) poderá convocar governadores dos estados para prestarem informações e deporem 
sobre assuntos inerentes às suas atribuições, mas estes, ao comparecerem, não ficarão 
obrigados a depor. 
A alternativa considerada correta foi a letra C. 
 
 
JURISPRUDÊNCIA DO STF 
Habeas corpus. 2. Intimação de investigado para comparecimento compulsório à Comissão 
Parlamentar de Inquérito, sob pena de condução coercitiva e crime de desobediência. 3. Direito ao 
silêncio e de ser acompanhado por advogado. Precedentes (HC 79.812/SP, Rel. Min. Celso de 
Mello, DJ 16.2.2001). 4. Direito à não autoincriminação abrange a faculdade de comparecer ao 
ato, ou seja, inexiste obrigatoriedade ou sanção pelo não comparecimento. Inteligência do direito 
ao silêncio. 5. Precedente assentado pelo Plenário na proibição de conduções coercitivas de 
investigados (ADPF 395 e 444). 6. Ordem concedida para convolar a compulsoriedade de 
comparecimento em facultatividade. (HC 171438, Relator(a): GILMAR MENDES, Segunda Turma, 
julgado em 28/05/2019, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-204 DIVULG 14-08-2020 PUBLIC 17-
08-2020). 
 
2.7.1.3.7. Motivação 
 
Toda CPI será motivada, sob pena de padecer de vício de ineficácia. 
 
2.7.1.3.8. Conclusões 
 
As CPIs NUNCA podem impor penalidades ou condenações. Os Presidentes da Câmara dos 
Deputados, Senado Federal ou CN encaminharão o relatório da CPI e a resolução que o aprovar aos 
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chefes do MPU ou dos Estados para a responsabilização civil, administrativa ou criminal dos 
infratores. 
 
 
OBSERVAÇÃO 
É competência originárias do STF processar e julgar MS e HC impetrados contra CPIs 
constituídas no âmbito do CN ou de quaisquer de suas casas. 
 
 
JURISPRUDÊNCIA DO STF 
As Comissões Parlamentares de Inquérito – CPI possuem permissão legal para encaminhar 
relatório circunstanciado não só ao Ministério Público e à Advocacia-Geral da União, mas, também, 
a outros órgãos públicos, podendo veicular, inclusive, documentação que possibilite a instauração 
de inquérito policial em face de pessoas envolvidas nos fatos apurados (art. 58, § 3º, CRFB/88, c/c 
art. 6º-a da Lei 1.579/52, incluído pela Lei 13.367/2016). STF. Plenário. MS 35216 AgR, Rel. Min. 
Luiz Fux, julgado em 17/11/2017. 
 
OBS.1: É competência originária do STF processar e julgarMS e HC impetrados contra CPIs 
constituídas no âmbito do CN ou de quaisquer de suas casas. 
 
STF E REGRA DA PREJUDICIALIDADE: Será prejudicada as ações de MS e HC sempre que, 
impetrados contra CPIs, vierem estas a se extinguir em virtude de conclusão de seus trabalhos 
investigatórios, independente da aprovação ou não do relatório final (Há ainda precedente do STF 
que NÃO aceita a regra da prejudicialidade). 
 
2.7.1.3.9. CPIs Estaduais 
 
NÃO há regra na CF que preveja CPIs NÃO Federais. No entanto, é possível a criação de CPIs 
Estaduais, em decorrência do equilíbrio do pacto federativo e princípio da separação de poderes. 
 
Existem precedentes que admitem o poder de quebra do sigilo fiscal pela CPI Estadual, desde 
que fundamentado o pedido. Pelo princípio da simetria, entendeu o STF que as prerrogativas 
decorrentes do art. 58, §3º também se aplicam às CPIs criadas em âmbito estadual (ACO 1.271/RJ). 
 
2.7.1.3.10. CPIs Distritais 
 
É possível, ante a simetria. 
 
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2.7.1.3.11. CPIs Municipais 
 
A Câmara dos Vereadores, apesar de poder instaurar a CPI, não terá, por si, o poder de quebra 
do sigilo bancário, devendo haver autorização judicial. 
 
STF (Joaquim Barbosa): Os poderes instrutórios NÃO são extensíveis às CPIs municipais, pois 
se trata de modelo de separação de poderes da CF, de excepcional derrogação deste poder para dar 
a uma casa legislativa poderes jurisdicionais, posto que instrutórios. Como o Município NÃO dispõe 
de jurisdição nem poder jurisdicional, não se admite essa transferência de poderes jurisdicionais. 
 
Logo: Municípios podem criar CPIs, mas NÃO podem quebrar sigilo bancário. 
 
2.7.1.4. Comissão Mista 
 
Formada por deputados e senadores para apreciar os assuntos que devam ser examinados em 
sessão conjunta pelo CN. 
 
2.7.1.5. Comissão Representativa 
 
Constitui-se somente no recesso parlamentar. 
 
2.8. Imunidades Parlamentares 
 
São prerrogativas inerentes à função parlamentar, garantidoras da liberdade do exercício das 
funções. Podem ser: 
 
Imunidade Material, Real ou Substantiva Imunidade Processual, Formal ou Adjetiva 
Inviolabilidade civil pelas opiniões, palavras e 
votos; 
Regras sobre prisão e processo dos 
parlamentares. 
 
2.8.1. Imunidade Parlamentar Federal 
 
As imunidades parlamentares são irrenunciáveis, por decorrerem da função exercida, e não da 
figura do parlamentar. Trata-se de prerrogativa de caráter institucional, inerente ao Poder 
Legislativo. Por essa razão, as imunidades não se estendem aos suplentes, a não ser que assumam 
o cargo ou estejam em seu efetivo exercício. 
 
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2.8.1.1. Imunidade Material ou Inviolabilidade Parlamentar 
Art. 53. Os Deputados e Senadores são invioláveis, civil e penalmente, por 
quaisquer de suas opiniões, palavras e votos. (Redação dada pela Emenda 
Constitucional nº 35, de 2001) 
Os parlamentares são invioláveis civil e penalmente, por quaisquer de suas opiniões, palavras 
e votos, desde que proferidos em razão de suas funções parlamentares, no exercício do mandato, 
NÃO se restringindo ao âmbito do CN. 
É irresponsabilidade geral, desde que decorrente do exercício do mandato. 
Quanto à abrangência, a jurisprudência tradicional do STF estabelece que a presunção 
absoluta de conexão com a atividade parlamentar — e, portanto, a irresponsabilidade penal, civil 
e administrativa — somente ocorre quando as manifestações do parlamentar são proferidas dentro 
do recinto do Congresso Nacional. Nesses casos, não se exige demonstração de nexo funcional. 
Por outro lado, quando as manifestações ocorrem fora da Casa Legislativa, a imunidade não 
é automática: a proteção existe apenas se houver nexo funcional entre as declarações e o exercício 
do mandato, sendo, portanto, uma presunção relativa, passível de exame caso a caso. 
A presunção absoluta de conexão com a atividade parlamentar e consequente 
irresponsabilidade só ocorre se as manifestações ocorrerem dentro do Congresso Nacional. Caso 
contrário pode o parlamentar ser responsabilizado, sendo a presunção relativa. 
· Dentro do parlamento – nexo funcional é presumido 
· Fora do Parlamento – a imunidade exige a demonstração do nexo funcional 
Assim, há presunção absoluta de conexão com a atividade funcional quando praticada dentro 
do Congresso, portanto não sendo o parlamentar responsabilizado civil e penalmente nesse caso 
(STF, Inq. 3672/RJ (Info 763/2014) e presunção relativa quando a manifestação se dá fora do 
congresso e não há conexão com o exercício da atividade parlamentar (STJ no REsp 1.642.310/DF – 
Info 609/2017). 
No entanto, no Informativo 831, a primeira turma do STF entendeu que a imunidade material 
absoluta do parlamentar deve ser relativizada, dependendo de análise de nexo funcional, quando 
este proferir palavras e opiniões, dentro do recinto parlamentar, PORÉM DIRIGIDO A VEÍCULO 
DE IMPRENSA E DESTINADO À PUBLICIDADE EXTERNA e não, ao âmbito parlamentar, em 
plenário. 
Fique atento à jurisprudência sobre o tema: 
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JURISPRUDÊNCIA DO STJ 
O Deputado Federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ) afirmou que a também 
Deputada Federal Maria do Rosário (PT-RS), “não merece ser estuprada 
por ser muito ruim, muito feia, não faz meu gênero”. E acrescentou que, se 
fosse estuprador, "não iria estuprá-la porque ela não merece". O STJ 
entendeu que a conduta do parlamentar não está abrangida pela 
imunidade parlamentar e que, portanto, ele deveria ser condenado a pagar 
indenização por danos morais em favor da Deputada. Decidiu o Tribunal: 
As opiniões ofensivas proferidas por deputados federais e veiculadas por 
meio da imprensa, em manifestações que não guardam nenhuma relação 
com o exercício do mandato, não estão abarcadas pela imunidade material 
prevista no art. 53 da CF/88e são aptas a gerar dano moral. STJ. 3ª Turma. 
REsp 1642310-DF, Rel. Min. Nancy Andrighi, julgado em 15/8/2017 (Info 
609). 
 
 
OBSERVAÇÃO 
NÃO há mais imunidade material para crimes praticados ANTES DA DIPLOMAÇÃO. A imunidade 
material tem início com a POSSE, portanto ela NÃO existe para crimes praticados antes da 
diplomação... o que existia antes da decisão do Supremo era o foro por prerrogativa de função. 
 
 
JURISPRUDÊNCIA DO STF 
O Deputado Federal Daniel Silveira publicou vídeo no YouTube no qual, além de atacar 
frontalmente os Ministros do STF, por meio de diversas ameaças e ofensas, expressamente 
propagou a adoção de medidas antidemocráticas contra a Corte, bem como instigou a adoção de 
medidas violentas contra a vida e a segurança de seus membros, em clara afronta aos princípios 
democráticos, republicanos e da separação de Poderes. Tais condutas, além de tipificarem crimes 
contra a honra do Poder Judiciário e dos Ministros do STF, são previstas como crime na Lei de 
Segurança Nacional (Lei nº 7.170/1973). Não é possível invocar a imunidade parlamentar material 
(art. 53, da CF/88), neste caso. Isso porque a imunidade material parlamentar não deve ser 
utilizada para atentar frontalmente contra a própria manutenção do Estado Democrático de 
Direito. Plenário. Inq 4781 Ref, Rel. Min. Alexandre de Moraes, julgado em 17/2/2021 (Info 1006). 
 
O fato de o parlamentar estar na Casa legislativa no momento em que proferiu as declarações não 
afasta a possibilidade de cometimento de crimes contra a honra, nos casos em que as ofensas são 
divulgadas pelo próprio parlamentar na Internet. 
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O fato de o parlamentar estar na Casa legislativa no momento em que proferiu as declarações não 
afasta a possibilidade de cometimento de crimes contra a honra, porque ele depois divulgou essas 
ofensas na Internet. Outro argumento está no fato de que a inviolabilidade material somente 
abarca as declarações que apresentem nexo direto e evidente com o exercício das funções 
parlamentares. No caso concreto, embora tenha feito alusão à Lei Rouanet, o parlamentar nada 
acrescentou ao debate público sobre a melhor forma de distribuição dos recursos destinados à 
cultura, limitando-se a proferir palavras ofensivas à dignidade dos querelantes. A liberdade de 
expressão política dos parlamentares, ainda que vigorosa, deve se manter nos limites da 
civilidade. STF. 1ª Turma. PET 7174/DF, rel. Min. Alexandre de Moraes, red. p/ o ac. Min. Marco 
Aurélio, julgado em 10/3/2020 (Info 969). 
 
O Deputado Federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ) afirmou que a também Deputada Federal Maria do 
Rosário (PT-RS), “não merece ser estuprada por ser muito ruim, muito feia, não faz meu gênero”. 
E acrescentou que, se fosse estuprador, "não iria estuprá-la porque ela não merece". O STJ 
entendeu que a conduta do parlamentar não está abrangida pela imunidade parlamentar e que, 
portanto, ele deveria ser condenado a pagar indenização por danos morais em favor da Deputada. 
Decidiu o Tribunal: As opiniões ofensivas proferidas por deputados federais e veiculadas por meio 
da imprensa, em manifestações que não guardam nenhuma relação com o exercício do mandato, 
não estão abarcadas pela imunidade material prevista no art. 53 da CF/88 e são aptas a gerar 
dano moral. STJ. 3ª Turma.REsp 1642310-DF, Rel. Min. Nancy Andrighi, julgado em 15/8/2017 
(Info 609). 
 
O Deputado Estadual que, ao defender a privatização de banco estadual, presta declarações 
supostamente falsas sobre o montante das dívidas dessa instituição financeira não comete o delito 
do art. 3º da Lei nº 7.492/86, estando acobertado pela imunidade material. STF. 1ª Turma. HC 
115397/ES, Rel. Min. Marco Aurélio, julgado em 16/5/2017 (Info 865). 
 
A imunidade parlamentar material (art. 53 da CF/88) protege os Deputados Federais e Senadores, 
qualquer que seja o âmbito espacial (local) em que exerçam a liberdade de opinião. No entanto, 
para isso é necessário que as suas declarações tenham conexão (relação) com o desempenho da 
função legislativa ou tenham sido proferidas em razão dela. Para que as afirmações feitas pelo 
parlamentar possam ser consideradas como "relacionadas ao exercício do mandato", elas devem 
ter, ainda de forma mínima, um teor político. Exemplos de afirmações relacionadas com o mandato: 
declarações sobre fatos que estejam sendo debatidos pela sociedade; discursos sobre fatos que 
estão sendo investigados por CPI ou pelos órgãos de persecução penal (Polícia, MP); opiniões 
sobre temas que sejam de interesse de setores da sociedade, do eleitorado, de organizações ou 
grupos representados no parlamento etc. Palavras e opiniões meramente pessoais, sem relação 
com o debate democrático de fatos ou ideias não possuem vínculo com o exercício das funções de 
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um parlamentar e, portanto, não estão protegidos pela imunidade material. No caso concreto, as 
palavras do Deputado Federal dizendo que a parlamentar não merecia ser estuprada porque seria 
muito feia não são declarações que possuem relação com o exercício do mandato e, por essa razão, 
não estão amparadas pela imunidade material. STF. 1ª Turma. Inq 3932/DF e Pet 5243/DF, Rel. 
Min. Luiz Fux, julgados em 21/6/2016 (Info 831) 
 
A imunidade parlamentar é uma proteção adicional ao direito fundamental de todas as pessoas à 
liberdade de expressão, previsto no art. 5º, IV e IX, da CF/88. Assim, mesmo quando desbordem 
e se enquadrem em tipos penais, as palavras dos congressistas, desde que guardem alguma 
pertinência com suas funções parlamentares, estarão cobertas pela imunidade material do art. 53, 
“caput”, da CF/88. STF. 1ª Turma. Inq 4088/DF e Inq 4097/DF, Rel. Min. Edson Fachin, julgado em 
1º/12/2015 (Info 810). 
 
 
JURISPRUDÊNCIA DO STF 
Tese fixada: “1. A imunidade material parlamentar (art. 53, caput, c/c art. 27, § 1º, e art. 29, VIII, 
CF/1988) configura excludente da responsabilidade civil objetiva do Estado (art. 37, § 6º, 
CF/1988), afastando qualquer pretensão indenizatória em face do ente público por opiniões, 
palavras e votos cobertos por essa garantia. 2. Nas hipóteses em que a conduta do parlamentar 
extrapolar os limites da imunidade material, eventual responsabilização recairá de forma pessoal, 
direta e exclusiva sobre o próprio parlamentar, sob o regime de responsabilidade civil subjetiva.” 
 
Resumo: A imunidade material dos parlamentares — que os torna invioláveis, civil e penalmente, 
por quaisquer de suas opiniões, palavras e votos — afasta qualquer pretensão indenizatória em 
face do ente público, na medida em que consubstancia excludente da responsabilidade civilobjetiva estatal. RE 632.115/CE, relator Ministro Luís Roberto Barroso, julgamento virtual finalizado em 26.09.2025 (sexta-
feira), às 23:59. INFORMATIVO 1192. 
 
2.8.1.2. Imunidade Formal ou Processual 
 
2.8.1.2.1. Para a prisão 
 
Art. 53, § 2º, CF/88: 
 
§ 2º Desde a expedição do diploma, os membros do Congresso Nacional não 
poderão ser presos, salvo em flagrante de crime inafiançável. Nesse caso, os 
autos serão remetidos dentro de vinte e quatro horas à Casa respectiva, para 
que, pelo voto da maioria de seus membros, resolva sobre a prisão. (Redação 
dada pela Emenda Constitucional nº 35, de 2001) 
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Relacionada à prisão dos parlamentares e ao processo. 
 
Os parlamentares passam a ter imunidade formal para a prisão a partir do momento em que 
são diplomados pela Justiça Eleitoral (antes da posse), configurando o termo inicial para a 
atribuição de imunidade formal para a prisão. 
 
Fonte do quadro a seguir: Dizer o Direito: 
 
REGRA: DEPUTADOS FEDERAIS E SENADORES NÃO PODERÃO SER 
PRESOS. 
Exceção 1: 
Poderão ser presos em flagrante de 
crime inafiançável. 
Exceção 2: 
O Deputado ou Senador condenado por 
sentença judicial transitada pode ser 
preso para cumprir pena. 
Trata-se de exceção prevista 
expressamente na CF/88. 
Trata-se de exceção construída pela 
jurisprudência do STF. 
Obs: os autos do flagrante serão 
remetidos, em até 24h, à Câmara ou ao 
Senado, para que se decida, pelo voto 
aberto da maioria de seus membros, 
pela manutenção ou não da prisão do 
parlamentar. 
Obs: o parlamentar condenado por 
sentença transitada em julgado será 
preso mesmo que não perca o mandato. 
Poderíamos ter por exemplo, em tese, a 
esdrúxula situação de um Deputado 
condenado ao regime semiaberto que, 
durante o dia vai até o Congresso 
Nacional trabalhar e, durante a noite, 
fica recolhido no presídio. 
 
 
OBSERVAÇÃO 
Existe divergência na doutrina sobre a possibilidade de o Deputado ou Senador ser preso 
por conta de atraso no pagamento da pensão alimentícia (prisão civil). Admitem: Uadi Bulos e 
Marcelo Novelino. Não admitem: Pedro Lenza e Bernardo Fernandes. Não há precedente do STF 
sobre o tema. 
 
Em suma, pode-se dizer que o § 2º do art. 53 da CF/88 veda apenas a prisão penal cautelar 
(provisória) do parlamentar, ou seja, não proíbe a prisão decorrente da sentença transitada em 
julgado, como foi a hipótese do ex-Deputado Federal Natan Donadon condenado pelo STF na AP 
396/RO. 
 
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No caso do Senador Delcídio, ele ainda nem foi formalmente denunciado. Dessa forma, não 
estamos falando em condenação definitiva. 
 
Os parlamentares só poderão ser cautelarmente presos nas hipóteses de flagrante de 
crime inafiançável (“ESTADO DE RELATIVA INCOERCIBILIDADE PESSOAL DOS 
CONGRESSITAS” – Celso de Melo). 
 
Nesse caso, os autos deverão ser encaminhados a Casa Parlamentar respectiva, no prazo de 
24 horas para que, pelo voto (ABERTO) da maioria absoluta de seus membros, resolva sobre a 
prisão. 
 
Nota-se que a aprovação pela Casa é condição necessária para a manutenção da prisão em 
flagrante delito de crime inafiançável. Logo, há duas hipóteses: 
 
● SE A CASA DECIDIR PELA NÃO MANUTENÇÃO DO CÁRCERE, A PRISÃO DEVERÁ SER 
IMEDIATAMENTE RELAXADA; 
● SE A CASA MANTIVER A PRISÃO EM FLAGRANTE, OS AUTOS DEVERÃO SER 
ENCAMINHADOS, NO PRAZO DE 24 HRS, AO STF. 
 
 
OBSERVAÇÃO 
Se a prisão for decorrente de sentença judicial transitada em julgado, prevê a CF/88 que a 
perda do mandato será decidida pela Câmara ou Senado, por voto secreto e maioria absoluta 
(modalidade: cassação do mandato), em razão da especialidade do art. 53 em relação ao art. 15 
da CF/88. 
 
Caso Delcídio do Amaral -> O requisito da flagrância restou satisfeito, já que o parlamentar 
praticou o crime de organização criminosa, que é crime permanente. A inafiançabilidade resulta do 
fato de o art. 324, IV do CPP proibir a fiança quando estiverem satisfeitos os requisitos da prisão 
preventiva. 
Art. 324. Não será, igualmente, concedida fiança: 
IV - Quando presentes os motivos que autorizam a decretação da prisão 
preventiva (art. 312). 
 
 
OBSERVAÇÃO 
CASO DANIEL SILVEIRA -> No dia 16/02/2021, o Deputado Federal Daniel Silveira (PSL/RJ) 
publicou vídeo de 19m9s, no YouTube, no atacou frontalmente os Ministros do STF, por meio de 
diversas ameaças e ofensas, e propagou a adoção de medidas antidemocráticas contra a Corte. 
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No mesmo dia, o Min. Alexandre de Moraes entendeu que as afirmações proferidas configuraram 
crime e, no âmbito do Inquérito 4.781/DF, determinou a prisão em flagrante do Deputado. 
 
 O Deputado estava em flagrante delito? 
R.: Para o Min. Alexandre de Moraes, sim. O Ministro afirmou que: 
 
“as condutas criminosas do parlamentar configuram flagrante delito, pois verifica-se, de maneira 
clara e evidente, a perpetuação dos delitos acima mencionados, uma vez que o referido vídeo 
permanece disponível e acessível a todos os usuários da rede mundial de computadores, sendo 
que até o momento, apenas em um canal que fora disponibilizado, o vídeo já conta com mais de 
55 mil acessos. Relembre-se que, considera-se em flagrante delito aquele que está cometendo a 
ação penal, ou ainda acabou de cometê-la. Na presente hipótese, verifica-se que o parlamentar 
DANIEL SILVEIRA, ao postar e permitir a divulgação do referido vídeo, que repiso, permanece 
disponível nas redes sociais, encontra-se em infração permanente e consequentemente em 
flagrante delito, o que permite a consumação de sua prisão em flagrante.” 
 
 Os crimes supostamente praticados pelo Deputado são inafiançáveis? 
R.: O Ministro entendeu que sim, pois dois motivos: 
1) Porque foram praticados contra a ordem constitucional e o Estado Democrático (art. 323, 
III, do CPP); e 
2) Porque, no caso concreto, estão presentes os motivos que autorizam a decretação da 
prisão preventiva, de sorte que estamos diantede uma situação que não admite fiança, com base 
no art. 324, IV, do CPP. (Mesmo argumento invocado no Caso Delcídio do Amaral) 
 
Veja esse trecho da decisão do Min. Alexandre de Moraes: 
 
“Ressalte-se, ainda, que, a prática das referidas condutas criminosas atentam diretamente contra 
a ordem constitucional e o Estado Democrático; apresentando, portanto, todos os requisitos para 
que, nos termos do artigo 312 do Código de Processo Penal, fosse decretada a prisão preventiva; 
tornando, consequentemente, essa prática delitiva insuscetível de fiança, na exata previsão do 
artigo 324, IV do CPP (“Art. 324. Não será, igualmente, concedida fiança: IV quando presentes os 
motivos que autorizam a decretação da prisão preventiva). 
Configura-se, portanto, a possibilidade constitucional de prisão em flagrante de parlamentar pela 
prática de crime inafiançável, nos termos do §2º, do artigo 53 da Constituição Federal.” 
 
(...) As condutas criminosas do parlamentar configuram flagrante delito, pois verifica-se, de 
maneira clara e evidente, a perpetuação dos delitos acima mencionados, uma vez que o referido 
vídeo continuava disponível e acessível a todos os usuários da internet. Os crimes que, em tese, 
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foram praticados pelo Deputado são inafiançáveis por duas razões: 1) porque foram praticados 
contra a ordem constitucional e o Estado Democrático (art. 5º, XLIV, da CF/88; art. 323, III, do CPP); 
e 2) porque, no caso concreto, estão presentes os motivos que autorizam a decretação da prisão 
preventiva, de sorte que estamos diante de uma situação que não admite fiança, com base no art. 
324, IV, do CPP. Encontra-se, portanto, configurada a possibilidade constitucional de prisão em 
flagrante de parlamentar pela prática de crime inafiançável, nos termos do § 2º do art. 53 da 
CF/88. STF. Plenário. Inq 4781 Ref, Rel. Min. Alexandre de Moraes, julgado em 17/2/2021 (Info 
1006). 
 
Caso Aécio Neves - O STF decidiu que é possível a aplicação de medidas cautelares diversas 
da prisão (art. 319 do CPP) aos congressistas, sem que isso implique em mácula a sua imunidade à 
prisão. Contudo, sempre que tais medidas interferirem no exercício da atividade parlamentar 
(como no caso do afastamento do mandato) deve-se remeter os autos à Casa Legislativa para que 
delibere no prazo de 24 (vinte e quatro) horas sobre a manutenção das medidas cautelares 
impostas ao parlamentar (caso Aécio – ADI 5526/DF). 
STF (Info 579): O inciso VI do art. 319 do CPP pode ser utilizado como fundamento para se 
afastar do cargo Deputados Federais e Senadores. Os §§ 2º e 3º do art. 55 da CF/88 outorgam 
às Casas Legislativas do Congresso Nacional a competência para decidir a respeito da perda do 
mandato político. Isso não significa, no entanto, que o Poder Judiciário não possa suspender o 
exercício do mandato parlamentar. A legitimidade do deferimento das medidas cautelares de 
persecução criminal contra Deputados e Senadores encontra abrigo no princípio da 
inafastabilidade da jurisdição (art. 5º, XXXV, da CF/88) e no fato de que as imunidades 
parlamentares não são absolutas, podendo ser relativizadas quando o cargo não for exercido 
segundo os fins constitucionalmente previstos. Vale ressaltar que os membros do Poder 
Judiciário e até o chefe do Poder Executivo podem ser suspensos de suas atribuições quando 
estejam sendo acusados de crime. Desse modo, não há razão para conferir tratamento 
diferenciado apenas aos Parlamentares, livrando-os de qualquer intervenção preventiva no 
exercício do mandato por ordem judicial. 
 
Fique atento à jurisprudência sobre o tema envolvendo deputados estaduais, os quais 
possuem as mesmas imunidades formais que os deputados federais. 
 
 
JURISPRUDÊNCIA DO STF 
Assembleia Legislativa pode rejeitar a prisão preventiva e as medidas cautelares impostas 
pelo Poder Judiciário contra Deputados Estaduais 
É constitucional resolução da Assembleia Legislativa que, com base na imunidade parlamentar 
formal (art. 53, § 2º c/c art. 27, § 1º da CF/88), revoga a prisão preventiva e as medidas cautelares 
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https://buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/c0db17c6772e2a26cb133ad3ba389cce?categoria=1&subcategoria=5&assunto=32
 
 
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penais que haviam sido impostas pelo Poder Judiciário contra Deputado Estadual, determinando 
o pleno retorno do parlamentar ao seu mandato. O Poder Legislativo estadual tem a prerrogativa 
de sustar decisões judiciais de natureza criminal, precárias e efêmeras, cujo teor resulte em 
afastamento ou limitação da função parlamentar. STF. Plenário. ADI 5823 MC/RN, ADI 5824 
MC/RJ e ADI 5825 MC/MT, rel. orig. Min. Edson Fachin, red. p/ o ac. Min. Marco Aurélio, julgados 
em 8/5/2019 (Info 939). 
 
2.8.1.2.2. Para o processo 
 
Art. 53, §§ 3° a 5º da CF/88: 
 
§ 3º Recebida a denúncia contra o Senador ou Deputado, POR CRIME 
OCORRIDO APÓS A DIPLOMAÇÃO, o Supremo Tribunal Federal dará 
ciência à Casa respectiva, que, por iniciativa de partido político nela 
representado e pelo voto da maioria de seus membros, poderá, até a decisão 
final, sustar o andamento da ação. (Redação dada pela Emenda 
Constitucional nº 35, de 2001) 
§ 4º O pedido de sustação será apreciado pela Casa respectiva no prazo 
improrrogável de quarenta e cinco dias do seu recebimento pela Mesa 
Diretora. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 35, de 2001) 
§ 5º A sustação do processo suspende a prescrição, enquanto durar o 
mandato. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 35, de 2001) 
A imunidade formal abrange apenas processos criminais. 
Início: com a DIPLOMAÇÃO. Assim, não há imunidade material para crimes praticados ANTES 
DA DIPLOMAÇÃO. 
Oferecida denúncia, o Ministro do STF poderá recebê-la sem prévia licença da Casa 
Parlamentar. Após o recebimento da denúncia contra o Senador ou Deputado, por crime ocorrido 
após a diplomação, o STF dará ciência a Casa respectiva que, por iniciativa de partido político nela 
representado e pelo voto da maioria absoluta de seus membros, decidirá sustar o andamento da 
ação. 
O pedido de sustação será apreciado pela Casa respectiva no prazo improrrogável de 45 
dias do seu recebimento pela mesa diretora, e a sustação do processo suspende a prescrição 
enquanto durar o mandato. 
 
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OBSERVAÇÃO 
Qual efeito dessa sustação? Trata-se de causa suspensiva da prescrição. O prazo não zera, ele é 
interrompido, voltando a correr ao final do mandato 
 
STF: já decidiu pelo desmembramento do processo, em razão da diferença do regime de 
prescrição, em caso de ter havido a sustação do processo de crime praticado após a diplomação, em 
concurso de agentes, por parlamentar e outro indivíduo que não goze da imunidade. 
 
Considerando a importância e a complexidade da temática, vamos explicar de outra forma para 
melhor compreensão: 
 
O Estatuto dos Congressistas é um conjunto de normas jurídicas que estatui o regime jurídico 
de deputados e senadores e, que diz respeito, sobretudo, aos direitos e imunidades ou aos deveres 
e impedimentos dos membros do Poder Legislativo. 
 
Quando às imunidades, sem dúvida a sua finalidade é a proteção da independência do Poder 
Legislativo em relação aos outros Poderes e frente à própria sociedade. Com elas, portanto, visa-se 
o desenvolvimento do princípio da separação dos Poderes e, com isso, homenageia-se o próprio 
Estado Democrático de Direito. 
 
As imunidades parlamentares se subdividem em duas: material e formal. 
 
Em suma, a imunidade material (substancial) ou inviolabilidade pode ser definida como a 
supressão da responsabilidade civil, penal, disciplinar ou política dos parlamentares por suas 
opiniões, palavras e votos. A natureza jurídica desta imunidade material, para a doutrina majoritária 
e o STF, é de causa excludente de tipicidade. 
 
A imunidade formal, por outro lado, traduz-se na possibilidade dos deputados e senadores 
não serem presos (ou não permanecerem presos), ou ainda, possibilidade de sustação de ação penal 
contra deputado ou senador por crime praticado após a diplomação. Subdivide-se, assim, em 
imunidade formal em relação à prisão e em relação ao processo. 
 
A imunidade formal em relação ao processo, em suma, se traduz na mera possibilidade de 
sustação de ação penal contra congressista por crimes praticados após a diplomação. 
 
A imunidade formal em relação à prisão é a que se adequa ao “Estado de Relativa 
Incoercibilidade dos Congressistas”. Os parlamentares passam a ter imunidade formal para a prisão 
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a partir do momento em que são diplomados pela Justiça Eleitoral, configurando o termo inicial para 
a atribuição de imunidade formal para a prisão. 
 
Portanto, em regra, os Deputados e Senadores não poderão ser presos. Há duas exceções, 
uma prevista expressamente pela própria CRFB (prisão em flagrante de crime inafiançável – prisão 
cautelar) e outra construída pela jurisprudência do STF (prisão pena de condenação por sentença 
judicial transitada em julgado). 
 
No primeiro caso, os autos da prisão em flagrante serão remetidos em 24 horas à respectiva 
casa a que pertence o parlamentar preso em flagrante, para que ela decida sobre a prisão pelo 
quórum de maioria de membros. 
 
Os Deputados federais e os senadores possuem imunidade à prisão preventiva e à prisão 
temporária, não podendo eles sofrerem privação da liberdade por intermédio de mandados 
eventualmente expedidos em face dessas prisões. É justamente aqui que temos o chamado “estado 
de relativa incoercibilidade pessoal” (freedom from arrest), podendo apenas, serem presos, 
conforme acima, em situação de flagrância por crime inafiançável. 
 
No caso enfrentado pelo STF, que consubstanciou na prisão do então Senador Delcídio do 
Amaral, a Suprema Corte entendeu que o congressista estava em flagrante delito pois os crimes 
perpetrados por ele eram permanentes (integrar organização criminosa e embaraçar investigação 
envolvendo organização criminosa – art. 2° caput e §1°, respectivamente, da Lei n° 12.850/2013). 
 
Quanto à necessidade de o crime ser inafiançável, o STF entendeu que, apesar dos crimes 
acima descritos não serem crimes absolutamente inafiançáveis, por não estarem listados no art. 323 
do CPP, estavam presentes os motivos que autorizam a decretação da prisão preventiva e, com isso, 
estar-se-ia diante de um cenário que não admite fiança, com fulcro no art. 324, IV do CPP. 
 
Ainda, cumpre trazer à discussão, à título de corroboração, o caso do Deputado Federal Daniel 
Silveira, no qual o STF igualmente reconheceu o estado de flagrância pela prática de crime 
permanente e a inafiançabilidade porque estavam presentes os requisitos que autorizam a 
decretação da prisão preventiva. 
 
No que concerne à segunda exceção, reconhece o STF que os parlamentares poderão ser 
presos (prisão pena) no caso de sentença penal condenatória transitada em julgado. 
 
 O art. 15 c/c 55, IV dá a entender que a perda do mandato seria efeito automático de 
condenação criminal transitada em julgado a ser meramente declarada pela Mesa, ao passo que o 
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art. 55, VI diz que a perda do mandato decorrente de condenação criminal deve ser deliberada da 
Casa respectiva. 
 
O STF, no julgamento do "mensalão", (AP 470 - decisões em 17 e 21.12.2012) decidiu que se 
deve reconhecer a perda automática do mandato com o trânsito em julgado de condenação do 
próprio STF (art. 15, III). Assim, se o STF declara na decisão condenatória a perda do mandato, não 
se aplica o art. 55, §2º e a Casa respectiva deve apenas acatar a decisão do Supremo. 
 
Contudo, em momento seguinte (08.08.2013), no julgamento da AP 565 (Senador Ivo Cassol), 
o STF passou a estabelecer que a perda do mandato de parlamentar condenado não é automática, 
devendo ser observada a regra do art. 55, § 2º, CF/88, ou seja, a perda deve ser submetida à votação 
na Casa respectiva. 
 
Mais adiante, já em 2017, o STF decidiu da seguinte maneira: 
 
1- Se o Deputado ou Senador for condenado a uma pena em regime aberto ou semiaberto: a 
condenação criminal não gera a perda automática do cargo. O Plenário da Câmara ou do Senado irá 
deliberar, nos termos do art. 55, § 2º, se o condenado deverá ou não perder o mandato. 
2- Se o Deputado ou Senador for condenado a mais de 120 dias em regime fechado (ou seja, 
um terço das sessões), ele deverá cumprir a pena em penitenciária enão poderá sair para trabalho 
externo. Logo, não poderá frequentar o Congresso Nacional, devendo, por consequência, perder o 
mandato com base no art. 55, III, da CF/88. 
 
Esse inciso III prevê a perda do mandato ao parlamentar que, em cada sessão legislativa, faltar 
a 1/3 das sessões ordinárias. Como a sessão legislativa é anual (equivalente a 1 ano), 1/3 significa 
4 meses (120 dias). Logo, se o parlamentar ficar preso durante mais de 120 dias, ele não poderá 
comparecer às sessões neste período e, portanto, deverá ser declarada a perda de seu mandato. No 
caso deste inciso III, portanto, a perda do mandado é declarada pela Mesa Diretora da Câmara ou do 
Senado. 
 
2.8.1.3. Prerrogativa de foro 
 
Art. 53, § 1º, CF/88: 
 
§ 1º Os Deputados e Senadores, desde a expedição do diploma, serão 
submetidos a julgamento perante o Supremo Tribunal Federal. 
 
 
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💣 O tema merece muita atenção, pois houve uma mudança jurisprudencial 
importantíssima em 2018 (AP 937 QO/RJ). Além disso, recentemente, em 2025, o STF 
decidiu alterar parcialmente o entendimento firmado na AP 937. 
 
1. Entendimento fixado em 2018 (AP 937 QO/RJ, Rel. Min. Roberto Barroso, Info 900): 
O Supremo Tribunal Federal restringiu o alcance do foro dos Deputados Federais e Senadores., 
fixando duas teses: 
a) o foro por prerrogativa de função aplica-se apenas aos crimes cometidos durante o 
exercício do cargo e relacionados às funções desempenhadas; 
b) após a conclusão da instrução processual, com a publicação do despacho de intimação para 
apresentação de alegações finais, a competência não mais se alteraria em razão de o agente 
deixar ou assumir cargo público. -> Critério da atualidade. 
Esse entendimento vigorou de 2018 até 2025. 
 
2. Entendimento alterado em 2025 (HC 232.627/DF, Rel. Min. Gilmar Mendes, Info 1168): 
O STF revisou a segunda parte da tese de 2018 e retornou à lógica da antiga Súmula 394 
(cancelada em 1999). Fixou-se que: 
“A prerrogativa de foro para julgamento de crimes praticados no cargo e em razão das funções 
subsiste mesmo após o afastamento do cargo, ainda que o inquérito ou a ação penal sejam 
iniciados depois de cessado seu exercício.” 
 
Ou seja, permanece válida a primeira parte da tese de 2018 (crimes funcionais devem ter sido 
cometidos no exercício e em razão do cargo). Contudo, a segunda parte foi superada: agora, a 
saída do cargo, por qualquer motivo (renúncia, não reeleição, cassação), não faz cessar a 
competência do STF ou do tribunal competente, mesmo que a instrução processual não esteja 
encerrada. 
 
Critério da Atualidade x Contemporaneidade: O STF antes seguia o critério da atualidade, 
fixado na AP 937 QO/RJ (2018, Rel. Min. Roberto Barroso), pois considerava que o foro só se 
mantinha enquanto a autoridade ocupasse o cargo, cessando com a saída, salvo se a instrução 
já estivesse encerrada. Em 2025, no HC 232.627/DF (Rel. Min. Gilmar Mendes), a Corte retomou 
o critério da contemporaneidade, segundo o qual o relevante é se o crime foi cometido no 
exercício e em razão do cargo. 
 
 
 
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• 2018 (AP 937): Senador comete crime funcional no mandato. Se renunciasse antes do fim 
da instrução, o processo descia para 1ª instância. Se a instrução já tivesse encerrado, o STF 
mantinha a competência. 
• 2025 (HC 232.627): Senador comete crime funcional no mandato. Mesmo que renuncie 
antes do fim da instrução, o processo continua no STF. 
Impactos da mudança 
• O critério agora é material (contemporaneidade): se o crime foi praticado durante e em 
razão do cargo, a competência permanece, independentemente do status atual do agente. 
• Afasta-se a instabilidade processual do “sobe-e-desce” e a possibilidade de manipulação 
da jurisdição pela renúncia estratégica. 
• Retoma-se, em essência, a lógica da Súmula 394 do STF. 
Tese vigente (2025) 
1. O foro por prerrogativa de função aplica-se apenas aos crimes cometidos durante o 
exercício do cargo e relacionados às funções desempenhadas. 
2. A prerrogativa de foro para julgamento desses crimes subsiste mesmo após o afastamento 
do cargo, ainda que o inquérito ou a ação penal sejam instaurados depois do término do 
mandato ou função. -> Critério da Contemporaneidade 
 
💣 
 
2.8.1.3.1. Evolução jurisprudencial do STF 
 
O STF inicialmente seguia o sistema da contemporaneidade, consagrado na Súmula 394, 
segundo o qual bastava que o crime tivesse sido cometido no exercício e em razão do cargo para 
assegurar o foro especial, mesmo após a saída da função. 
 
Posteriormente, com o Inq. 687-QO e o cancelamento da súmula, passou a vigorar o sistema 
da atualidade, em que a prerrogativa só existia enquanto o agente estivesse no cargo, 
desaparecendo com o fim do mandato, independentemente da natureza da infração. 
 
A tentativa da Lei 10.628/2002 de restaurar a Súmula 394 foi afastada pelo STF na ADI 
2.797/DF. 
 
Em 2018, na AP 937-QO, a Corte adotou um modelo intermediário, denominado pela doutrina 
de “atualidade limitada”, que exigia tanto a relação entre o crime e o cargo quanto a permanência 
no exercício da função, permitindo a manutenção do foro apenas se a instrução já estivesse 
encerrada. 
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Por fim, em 2025, no HC 232.627, o STF promoveu nova virada, retornando ao sistema da 
contemporaneidade: o foro especial permanece para crimes funcionais ainda que o inquérito ou a 
ação penal se iniciem depois da saída do cargo, prevalecendo a ligação do delito com a função 
exercida. 
 
(a) Situação anterior totalmente superada (até 2018): 
O foro era aplicado de forma ampla, alcançando crimes praticados antes da diplomação ou 
sem relação com o cargo. Isso gerava sobrecarga no STF, excesso de processos e prescrição. 
 
(b) Mudança em 2018 – AP 937 QO/RJ (Rel. Min. Roberto Barroso, Info 900): 
O Supremo Tribunal Federal restringiu o alcance do foro dos Deputados Federais36 
2.7.1.3.10. CPIs Distritais ........................................................................................................................ 36 
2.7.1.3.11. CPIs Municipais ..................................................................................................................... 37 
2.7.1.4. Comissão Mista ................................................................................................................................ 37 
2.7.1.5. Comissão Representativa ............................................................................................................. 37 
2.8. Imunidades Parlamentares .......................................................................................................................... 37 
2.8.1. Imunidade Parlamentar Federal ......................................................................................................... 37 
2.8.1.1. Imunidade Material ou Inviolabilidade Parlamentar ............................................................ 38 
2.8.1.2. Imunidade Formal ou Processual ............................................................................................... 41 
2.8.1.2.1. Para a prisão ............................................................................................................................. 41 
2.8.1.2.2. Para o processo ....................................................................................................................... 46 
2.8.1.3. Prerrogativa de foro ....................................................................................................................... 49 
2.8.1.3.1. Ciranda de processos ............................................................................................................. 51 
2.8.1.3.2. Foro por prerrogativa de função e jurisdições de categorias diversas ................... 55 
2.8.1.3.3. O congressista em licença mantém o foro por prerrogativa de função ................. 55 
2.8.2. Outras garantias ...................................................................................................................................... 57 
2.8.3. Observações ............................................................................................................................................. 58 
2.8.4. Parlamentares Estaduais ...................................................................................................................... 59 
2.8.5. Parlamentares Municipais .................................................................................................................... 60 
2.8.6. Jurisprudência ........................................................................................................................................... 61 
2.9. Incompatibilidades e impedimentos dos parlamentares ................................................................... 62 
2.10. Perda do mandato ........................................................................................................................................ 62 
2.11. Processo Legislativo .................................................................................................................................... 72 
2.11.1. Processo legislativo de leis ordinárias e complementares ..................................................... 73 
2.11.1.1. Iniciativa ........................................................................................................................................... 73 
2.11.1.2. Fase Constitutiva – Deliberação Parlamentar ..................................................................... 79 
2.11.1.3. Processo de Votação ................................................................................................................... 80 
2.11.1.4. Casa Revisora ................................................................................................................................ 81 
2.11.1.5. Deliberação executiva – sanção e veto .................................................................................. 82 
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2.11.1.5.1. Sanção e veto ........................................................................................................................ 82 
2.11.1.6. Fase complementar: promulgação e publicação ................................................................ 83 
2.11.1.6.1. Promulgação .......................................................................................................................... 83 
2.11.1.6.2 Publicação ................................................................................................................................ 84 
2.11.2. Espécies normativas ............................................................................................................................ 85 
2.11.2.1. Emendas Constitucionais ........................................................................................................... 85 
2.11.2.1.1. Limitações formais ou procedimentais .......................................................................... 85 
2.11.2.1.1.1 Iniciativa (ART. 60, I, II, III): .......................................................................................... 85 
2.11.2.1.1.2 Quórum de aprovação .................................................................................................. 86 
2.11.2.1.1.3 Promulgação ................................................................................................................... 86 
2.11.2.1.1.4 Proposta de emenda rejeitada ou havida por prejudicada ............................... 86 
2.11.2.1.2 Limitações Circunstanciais (Art. 60, § 1º) ...................................................................... 87 
2.11.2.1.3 Limitações Materiais (Art. 60, § 4º) .................................................................................. 87 
2.11.2.1.4 Limitações Temporais .......................................................................................................... 88 
2.11.2.1.5 Limitações Implícitas ............................................................................................................ 88 
2.11.2.1.6 Tratados e convenções internacionais sobre direitos humanos ............................. 89 
2.11.2.2 Lei complementar e lei ordinária .............................................................................................. 89 
2.11.2.3. Lei Delegada .................................................................................................................................. 90 
2.11.2.4. Medida Provisória ......................................................................................................................... 91 
2.11.2.4.1. Processo de criação ............................................................................................................. 92 
2.11.2.4.2. Parecer prévio da comissão mista e inconstitucionalidade da Res. 1/2002-CN
 .......................................................................................................................................................................... 94 
2.11.2.4.3. Medidas a serem adotadas pelo CN ..............................................................................e 
Senadores, fixando duas teses: 
1. O foro aplica-se apenas a crimes cometidos durante o exercício do cargo e em razão 
das funções. 
2. Após o término da instrução (publicação do despacho de intimação para alegações finais), 
a competência não mais seria alterada pela saída ou mudança de cargo do agente. 
 
· Comentários sobre a 1ª parte da tese de 2018 (que continua válida): 
· 
· O STF adotou uma interpretação restritiva do foro de prerrogativa de função previsto na CF 
para os parlamentares federais. 
· 
(1) CF prevê um sistema de foro extremamente ampliado que alcança inúmeros agentes 
público, tão alargado que gera consequências graves e indesejáveis para a justiça. 
 
(2) O modelo de foro por prerrogativa tal qual delineado impede o gozo de garantias 
importantes como o direito ao duplo grau de jurisdição, previsto em alguns diplomas internacionais 
de que o brasil é signatário como CADH. 
 
(3) Foro por prerrogativa de função é garantia para resguardar a função exercida e não, o 
agente público nela investido de forma que sua incidência deve ficar adstrita as infrações comuns 
praticadas após a diplomação e em razão do cargo. 
 
Nesse sentido, chegamos à seguinte conclusão: 
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✔ Infração cometida durante o exercício da função parlamentar: A competência será do STF, 
sendo desnecessário pedir autorização a Casa respectiva, bastando dar ciência ao Legislativo, que 
poderá sustar o andamento da ação; 
 
✔ Delito cometido ANTES do exercício parlamentar: Antigamente, diplomando-se o 
réu, o processo deveria ser remetido imediatamente ao STF que, entendido 
preenchidos os requisitos, daria prosseguimento à ação penal. Pela nova regra, como 
foi crime praticado antes da diplomação, NÃO há mais imunidade processual. Findo 
o mandato, caso o processo não tenha terminado, será encerrada a competência do 
STF, devendo o processo retornar para o juiz natural. 
 
✔ Delito cometido APÓS o encerramento do mandato: NÃO há foro por prerrogativa 
de função (Art. 451 STF) 
 
Se os fatos criminosos que teriam sido supostamente cometidos pelo Deputado Federal não 
se relacionam ao exercício do mandato, a competência para julgá-los não é do STF, mas sim do juízo 
de 1ª instância. Isso porque o foro por prerrogativa de função aplica-se apenas aos crimes cometidos 
durante o exercício do cargo e relacionados às funções desempenhadas (STF AP 937 QO/RJ, Rel. 
Min. Roberto Barroso, julgado em 03/05/2018). 
 
Comentários sobre a 2ª parte da tese (superada pelo entendimento de 2025): 
 
Essa segunda parte estabelecia um marco temporal para evitar a chamada “ciranda de 
processos” (sobe e desce de competência). Adotava-se o critério da atualidade, o critério da 
atualidade vincula o foro ao exercício presente do cargo, ou seja, a prerrogativa existe apenas 
enquanto o agente estiver formalmente no cargo público. 
 
Essa parte foi modificada pelo entendimento fixado em 2025, que veremos a seguir. 
 
(c) Revisão em 2025 – HC 232.627/DF (Rel. Min. Gilmar Mendes, Info 1168): 
 
O STF alterou a segunda parte da tese e retomou, na prática, o conteúdo da antiga Súmula 
394. A Corte decidiu que: 
 
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“A prerrogativa de foro para julgamento de crimes praticados no cargo e em razão das 
funções subsiste mesmo após o afastamento do cargo, ainda que o inquérito ou a ação 
penal sejam iniciados depois de cessado seu exercício.” 
 
Portanto: 
 
• A 1ª parte da tese de 2018 permanece válida (foro apenas para crimes funcionais 
praticados no exercício do cargo). 
 
• A 2ª parte foi superada: agora, mesmo após a saída do cargo, o foro subsiste para os 
crimes funcionais. 
 
Comentários sobre o HC 232.627/DF (2025): 
 
O Tribunal, sob a Relatoria do Excelentíssimo Senhor Ministro GILMAR MENDES, no HC 
232.627/DF, entendeu que, nas hipóteses de crimes funcionais, a imposição da remessa dos autos 
para a primeira instância com o término do exercício funcional subverte a finalidade do foro por 
prerrogativa de função. Isso ocorre porque, além de ser contraproducente ao causar flutuações de 
competência (“sobe e desce”) no decorrer das causas criminais e trazer instabilidade ao sistema de 
Justiça, permite a alteração da competência absoluta ratione personae ou ratione funcionae por ato 
voluntário do agente público acusado, ao renunciar ao mandato ou à função antes do final da 
instrução processual. 
 
Assim, a Corte firmou a perpetuação da competência para o julgamento de crimes funcionais 
com base em uma interpretação mais ampla do foro especial, centrada na natureza do crime 
praticado pelo agente, em vez de critérios temporais relacionados à permanência no cargo ou ao 
exercício atual do mandato, que podem ser manipulados pelo acusado. Ademais, a saída do cargo 
somente afasta o foro privativo na hipótese de crimes perpetrados antes da investidura no cargo ou 
que não possuam relação com o seu exercício. 
 
RESUMO: O STF consolidou o critério da contemporaneidade: o foro existe se o crime 
foi cometido durante o exercício do cargo e em razão dele, independentemente de a autoridade 
ainda estar no cargo quando o processo tramitar. 
 
Dessa forma, no Informativo 1168 do STF, restou fixada a seguinte TESE: 
 
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“A prerrogativa de foro para julgamento de crimes praticados no cargo e em razão das 
funções subsiste mesmo após o afastamento do cargo, ainda que o inquérito ou a ação 
penal sejam iniciados depois de cessado seu exercício.” 
 
 
2.8.1.3.2. Foro por prerrogativa de função e jurisdições de categorias diversas 
 
Em razão de circunstâncias especiais, demonstradas no caso concreto, no concurso de 
jurisdições de diversas categorias predominará a de maior graduação, podendo se deliberar no 
julgamento conjunto de todos os corréus (caso do mensalão). 
 
2.8.1.3.3. O congressista em licença mantém o foro por prerrogativa de função 
 
Decidiu o STF que, “embora licenciadopara o desempenho de cargo de secretário de 
estado, o nos termos autorizados pelo art. 56, I, da CF, o membro do Congresso Nacional não 
perde o mandato de que é titular e mantém, em consequência, nos crimes comuns, a 
prerrogativa de foro, ratione muneris, perante o STF” (INQ. 3.357 – 2014). 
 
Por outro lado, o congressista investido em cargo de ministro de estado perde ambas 
as imunidades (formal e material), mas mantém o foro por prerrogativa de função (INQ-QO 
1070/TO – 200; INQ 104; INQ 777-QO). 
 
Por fim, vale ressaltar que a prerrogativa de foro conferida aos membros do congresso 
nacional somente se estenderá ao suplente no caso de efetivo exercício da atividade 
parlamentar (AP 665/MT). 
 
 
 
OBSERVAÇÃO 
ENTENDIMENTOS JURISPRUDENCIAIS SUPERADOS PELO NOVO ENTENDIMENTO 
FIRMADO PELO STF NO HC 232.627 (2025): PRORROGAÇÃO DO FORO POR 
PRERROGATIVA DE FUNÇÃO E REELEIÇÃO 
 
Na vigência da orientação estabelecida na AP 937 QO/RJ (STF, Pleno, Rel. Min. Roberto 
Barroso, julgado em 03/05/2018, Info 900), que adotava o chamado critério da atualidade 
limitada, a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal e do Superior Tribunal de Justiça passou 
a criar exceções, admitindo a ampliação do foro por prerrogativa de função em hipóteses pontuais. 
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Entre os precedentes que seguiam essa linha, destacam-se: 
• O STF reconheceu a possibilidade de se manter a competência penal originária em casos 
de “mandatos cruzados”, isto é, quando o parlamentar federal, sem interrupção, passa de 
uma Casa Legislativa para outra. Nessas situações, entendeu-se que não havia quebra de 
continuidade e o foro deveria ser preservado. (STF. Plenário. Inq. 4342 QO/PR, Rel. Min. 
Edson Fachin, julgado em 01/04/2022, Info 1049). 
• O STJ, por sua vez, decidiu que, ocorrendo interrupção entre mandatos, não haveria 
prorrogação da prerrogativa de foro em relação a atos praticados no período anterior. (STJ. 
5ª Turma. AgRg no RHC 182.049/DF, Rel. Min. Messod Azulay Neto, julgado em 
08/08/2023, Info 785). 
• Também no STJ, firmou-se entendimento de que os Conselheiros estaduais e distritais 
dos Tribunais de Contas deveriam gozar das mesmas garantias atribuídas aos 
Desembargadores dos Tribunais de Justiça, incluindo o foro especial durante o exercício 
da função, ainda que o crime não tivesse nexo direto com as atividades exercidas. (STJ. 
Corte Especial. AgRg na Rcl 42.804/DF, Rel. Min. Raul Araújo, julgado em 16/08/2023, 
Info 783). 
• Em outra decisão, o STJ definiu que cabia à Corte processar e julgar o Governador em 
exercício que, no mesmo mandato, tenha deixado o cargo de vice-governador, quando 
os fatos apurados estivessem ligados às funções desempenhadas no âmbito do Executivo 
estadual. (STJ. Corte Especial. QO no AgRg na APn 973/RJ, Rel. Min. Benedito 
Gonçalves, Rel. p/ acórdão Min. Luis Felipe Salomão, julgado em 03/05/2023, Info 775). 
 
Com a guinada jurisprudencial promovida no HC 232.627/DF (STF, Pleno, Rel. Min. Gilmar 
Mendes, julgado em 12/03/2025, Info 1168), o Supremo restabeleceu a lógica da 
contemporaneidade, reafirmando que o foro subsiste sempre que o crime tiver sido cometido 
durante e em razão do exercício do cargo, ainda que o agente já não o ocupe quando iniciado o 
inquérito ou a ação penal. Em razão disso, todas as construções excepcionais feitas na vigência do 
entendimento anterior (AP 937) perderam aplicabilidade, estando superadas pela nova 
orientação. 
 
 
 
 
ATENÇÃO 
Embora estejamos tratando das imunidades sobre os PARLAMENTARES FEDERAIS, por 
questões meramente didáticas e de pertinência com o tema, iremos falar da aplicação da decisão 
acima aos desembargadores. (Essa ordem facilita a compreensão, pois os argumentos utilizados 
estão dentro da mesma decisão!). 
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OBSERVAÇÃO 
Obs.1: A RESTRIÇÃO DO FORO POR PRERROGATIVA NÃO SE APLICA A 
DESEMBARGADORES E NEM AOS MEMBROS DO MINISTÉRIO PÚBLICO E NEM AOS 
CONSELHEIROS DO TRIBUNAL DE CONTAS 
O entendimento que restringiu o âmbito do foro por prerrogativa no que diz respeito aos agentes 
políticos não se aplica aos desembargadores dos TJ´s. Dessa forma, o STJ continua sendo 
competente para julgar quaisquer crimes imputados a Desembargadores, não apenas os que 
tenham relação com o exercício do cargo. 
Igualmente, também não se aplica aos membros do Ministério Público e também aos Conselheiros 
do Tribunal de Contas. 
Veja a jurisprudência: 
As mesmas garantias e prerrogativas outorgadas aos Desembargadores dos Tribunais de Justiça 
devem ser estendidas aos Conselheiros estaduais e distritais, no que se inclui o reconhecimento 
do foro por prerrogativa de função durante o exercício do cargo, haja, ou não, relação de 
causalidade entre a infração penal e o cargo. STJ. Corte Especial. AgRg na Rcl 42.804/DF, Rel. 
Min. Raul Araújo, julgado em 16/8/2023 (Info 783). 
 
 
Veja a jurisprudência: 
 
JURISPRUDÊNCIA DO STJ 
O Superior Tribunal de Justiça é o tribunal competente para o julgamento 
nas hipóteses em que, não fosse a prerrogativa de foro (art. 105, I, da 
CF/88), o desembargador acusado houvesse de responder à ação penal 
perante juiz de primeiro grau vinculado ao mesmo tribunal. Assim, mesmo 
que o crime cometido pelo Desembargador não esteja relacionado com as 
suas funções, ele será julgado pelo STJ se a remessa para a 1ª instância 
significar que o réu seria julgado por um juiz de primeiro grau vinculado ao 
mesmo tribunal que o Desembargador. A manutenção do julgamento no 
STJ tem por objetivo preservar a isenção (imparcialidade e independência) 
do órgão julgador. STJ. Corte Especial. QO na APn 878-DF, Rel. Min. 
Benedito Gonçalves, julgado em 21/11/2018 (Info 639). 
 
2.8.2. Outras garantias 
 
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● SIGILO DA FONTE: Deputados e senadores NÃO são obrigados a testemunhar sobre 
informações recebidas ou prestadas em razão de exercício ou mandato, nem sobre as 
pessoas em que lhesconfiaram ou deles receberam a informação. 
 
 
OBSERVAÇÃO 
É inconstitucional norma da Constituição Estadual que preveja a possibilidade de a 
Assembleia Legislativa convocar o Presidente do TJ ou o PGJ para prestar informações, sob pena 
de crime de responsabilidade 
É inconstitucional norma da Constituição Estadual que preveja a 
possibilidade de a Assembleia Legislativa convocar o Presidente do 
Tribunal de Justiça ou o Procurador-Geral de Justiça para prestar 
informações na Casa, afirmando que a sua ausência configura crime de 
responsabilidade. O art. 50 da CF/88, norma de reprodução obrigatória, 
somente autoriza que o Poder Legislativo convoque autoridades do Poder 
Executivo, e não do Poder Judiciário ou do Ministério Público. Não podem 
os Estados-membros ampliar o rol de autoridades sujeitas à convocação 
pelo Poder Legislativo e à sanção por crime de responsabilidade, por 
violação ao princípio da simetria e à competência privativa da União para 
legislar sobre o tema. STF. Plenário. ADI 2911, Rel. Carlos Britto, julgado 
em 10/08/2006. STF. Plenário. ADI 5416, Rel. Gilmar Mendes, julgado em 
03/04/2020 (Info 977). 
 
● INCORPORAÇÃO ÀS FORÇAS ARMADAS: Dependerá de prévia licença da Casa 
respectiva. 
● IMUNIDADES DURANTE ESTADO DE SÍTIO E DE DEFESA SUBSISTEM: Apenas durante 
o estado de sítio as imunidades poderão ser suspensas, pelo voto de 2/3 dos membros da 
Casa respectiva, nos casos de atos praticados fora do recinto do Congresso que sejam 
incompatíveis com a execução da medida. 
 
2.8.3. Observações 
 
● As imunidades parlamentares são IRRENUNCIÁVEIS, pois decorrem da função exercida, 
e não da figura do parlamentar (prerrogativa de caráter institucional); 
● As imunidades NÃO se estendem aos suplentes, pois são prerrogativas decorrentes do 
exercício da função parlamentar. 
 
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Poder e Processo legislativo 
 
 
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2.8.4. Parlamentares Estaduais 
 
Possuem as mesmas regras quanto a sistema eleitoral, inviolabilidade, imunidades, 
remuneração, perda de mandato, licença, impedimentos e incorporação às forças armadas. 
 
 
JURISPRUDÊNCIA DO STF 
Deputados Estaduais gozam das mesmas imunidades formais previstas 
para os parlamentares federais no art. 53 da CF/88 
São constitucionais dispositivos da Constituição do Estado que estendem 
aos Deputados Estaduais as imunidades formais previstas no art. 53 da 
Constituição Federal para Deputados Federais e Senadores. A leitura da 
Constituição da República revela, sob os ângulos literal e sistemático, que 
os Deputados Estaduais também têm direito às imunidades formal e 
material e à inviolabilidade que foram conferidas pelo constituinte aos 
congressistas (membros do Congresso Nacional). Isso porque tais 
imunidades foram expressamente estendidas aos Deputados pelo § 1º do 
art. 27 da CF/88. STF. Plenário. ADI 5823 MC/RN, ADI 5824 MC/RJ e ADI 
5825 MC/MT, rel. orig. Min. Edson Fachin, red. p/ o ac. Min. Marco Aurélio, 
julgados em 8/5/2019 (Info 939). 
 
É constitucional resolução da Assembleia Legislativa que, com base na 
imunidade parlamentar formal (art. 53, § 2º c/c art. 27, § 1º da CF/88), 
revoga a prisão preventiva e as medidas cautelares penais que haviam sido 
impostas pelo Poder Judiciário contra Deputado Estadual, determinando o 
pleno retorno do parlamentar ao seu mandato. O Poder Legislativo 
estadual tem a prerrogativa de sustar decisões judiciais de natureza 
criminal, precárias e efêmeras, cujo teor resulte em afastamento ou 
limitação da função parlamentar. STF. Plenário. ADI 5823 MC/RN, ADI 
5824 MC/RJ e ADI 5825 MC/MT, rel. orig. Min. Edson Fachin, red. p/ o ac. 
Min. Marco Aurélio, julgados em 8/5/2019 (Info 939). 
 
Por força do § 1º do art. 27 da Constituição Federal de 1988, as 
imunidades materiais e formais conferidas aos membros do Congresso 
Nacional (deputados federais e senadores) estendem-se aos deputados 
estaduais. 
(ADI 5.824/RJ, relator Ministro Edson Fachin, julgamento virtual finalizado 
em 16.12.2022 (sexta-feira), às 23:59. ADI 5.825/MT, relator Ministro 
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https://buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/f4e369c0a468d3aeeda0593ba90b5e55?categoria=1&subcategoria=5&assunto=32
 
 
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Edson Fachin, julgamento virtual finalizado em 16.12.2022 (sexta-feira), 
às 23:59. INFORMATIVO 1081) 
 
2.8.5. Parlamentares Municipais 
 
O vereador só terá imunidade material (excluindo-se a responsabilidade penal e civil), desde 
que o ato tenha sido praticado na circunscrição municipal, em razão do seu ofício. 
 
 
JURISPRUDÊNCIA DO STF 
Durante sessão da Câmara Municipal, após discussão sobre uma 
representação contra o Prefeito, um Vereador passou a proferir pesadas 
ofensas contra outro Parlamentar. O Vereador ofendido ajuizou ação de 
indenização por danos morais contra o ofensor. A questão chegou até o 
STF que, julgando o tema sob a sistemática da repercussão geral, declarou 
que o Vereador não deveria ser condenado porque agiu sob o manto da 
imunidade material. Na oportunidade, o STF definiu a seguinte tese que 
deverá ser aplicada aos casos semelhantes: Nos limites da circunscrição 
do Município e havendo pertinência com o exercício do mandato, garante-
se a imunidade prevista no art. 29, VIII, da CF aos vereadores. STF. 
Plenário. RE 600063/SP, rel. orig. Min. Marco Aurélio, red. p/ o acórdão 
Min. Roberto Barroso, julgado em 25/2/2015 (repercussão geral) (Info 
775). 
 
Cuidado! 
Parlamentares municipais NÃO GOZAM DE IMUNIDADE FORMAL – prisional ou processual. Trata-
se de norma de exceção, devendo, portanto, ser interpretada restritivamente. 
 
 
JURISPRUDÊNCIA DO STJ 
Inf. 617, 1ª T. STJ – 2018: 
É possível que o Juiz de primeiro grau, fundamentadamente, imponha a 
parlamentares municipais as medidas cautelares de afastamento de suas 
funções legislativas sem necessidade de remessa à Casa respectiva para 
deliberação. 
 
Cuidado! 
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A imunidades parlamentares se sujeitam ao princípio da simetria, de modo que as Constituições 
Estaduais não podem ampliar ou restringir a imunidade dos parlamentares municipais estabelecida 
na CF/88. 
 
2.8.6. Jurisprudência 
 
 
JURISPRUDÊNCIA DO STF 
É inconstitucional — por subverter os princípios republicano e democrático em seus aspectos 
basilares: periodicidade dos pleitos, alternância do poder, controle e fiscalização do poder, 
promoção do pluralismo, representação e soberania popular (CF/1988, arts. 1º, caput, V e 
parágrafo único; e 60, § 4º, II) — norma de Constituição estadual que prevê eleições 
concomitantes (no início de cada legislatura) da Mesa Diretora de Assembleia Legislativa para 
os dois biênios subsequentes. 
ADI 7.350/DF, relator Ministro Dias Toffoli, julgamento virtual finalizado em 08.03.2024 (sexta-
feira), às 23:59. INFORMATIVO 1128. 
A instauração de inquérito e demais atos investigativos em desfavor de agentes públicos 
detentores de foro por prerrogativa de função depende da prévia autorização do órgão judicial 
competente pela supervisão das investigações penais originárias. 
ADI 7.447/PA, relator Ministro Alexandre de Moraes, julgamento virtual finalizado em 20.11.2023 
(segunda-feira), às 23:59. INFORMATIVO 1117. 
 
O prazo previsto para a convocação de suplente, no caso de licença de parlamentar para tratar 
de interesses particulares (CF/1988, art. 56, § 1º), é de observância obrigatória pelos estados-
membros e deve ser adotado pelas respectivas Assembleias Legislativas. 
ADI 7.253/AC, relatora Ministra Cármen Lúcia, julgamento virtual finalizado em 19.5.2023 (sexta-
feira), às 23:59. INFORMATIVO 1095. 
 
É inconstitucional — por representar modalidade de reajustamento automático e, desse modo, 
violar o princípio da reserva legal (CF/1988, art. 27, § 2º), o pacto federativo e a vedação à 
equiparação entre espécies remuneratórias (CF/1988, art. 37, XIII) — lei estadual que vincula 
a remuneração dos deputados estaduais à dos deputados federais. 
ADI 6.545/DF, relator Ministro Ricardo Lewandowski, redator do acórdão Ministro Alexandre de 
Moraes, julgamento virtual finalizado em 12.4.2023 (quarta-feira), às 23:59. INFORMATIVO 
1090. 
 
Por força do § 1º do art. 27 da Constituição Federal de 1988, as imunidades materiais e formais 
conferidas aos membros do Congresso Nacional (deputados federais e senadores) estendem-
se aos deputados estaduais. 
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ADI 5.824/RJ, relator Ministro Edson Fachin, julgamento virtual finalizado em 16.12.2022 (sexta-
feira), às 23:59. INFORMATIVO 1081. 
ADI 5.825/MT, relator Ministro Edson Fachin, julgamento virtual finalizado em 16.12.2022 (sexta-
feira), às 23:59. INFORMATIVO 1081. 
 
2.9. Incompatibilidades e impedimentos dos parlamentares 
 
Art. 54. Os Deputados e Senadores não poderão: 
 
I - DESDE A EXPEDIÇÃO DO DIPLOMA: 
A) Firmar ou manter contrato com pessoa jurídica de direito público, 
autarquia, empresa pública, sociedade de economia mista ou empresa 
concessionária de serviço público, salvo quando o contrato obedecer a 
cláusulas uniformes; 
B) Aceitar ou exercer cargo, função ou emprego remunerado, inclusive os de 
que sejam demissíveis "ad nutum", nas entidades constantes da alínea 
anterior; 
II - DESDE A POSSE: 
A) Ser proprietários, controladores ou diretores de empresa que goze de 
favor decorrente de contrato com pessoa jurídica de direito público, ou nela 
exercer função remunerada; 
B) Ocupar cargo ou função de que sejam demissíveis "ad nutum", nas 
entidades referidas no inciso i, "a"; 
C) Patrocinar causa em que seja interessada qualquer das entidades a que 
se refere o inciso i, "a"; 
D) Ser titulares de mais de um cargo ou mandato público eletivo. 
 
2.10. Perda do mandato 
 
HIPÓTESES PECULIARIDADES 
I - Infringir qualquer das proibições 
estabelecidas no artigo anterior; 
CASSAÇÃO 
§2º A perda do mandato será decidida pela 
Câmara dos Deputados ou pelo Senado 
Federal, por maioria absoluta, mediante 
provocação da respectiva Mesa ou de 
partido político representado no Congresso 
Nacional, assegurada ampla defesa. 
II - Cujo procedimento for declarado § 1º - É incompatível com o decoro 
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DIREITO CONSTITUCIONAL 
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incompatível com o decoro 
parlamentar; 
CASSAÇÃO 
parlamentar, além dos casos definidos no 
regimento interno, o abuso das 
prerrogativas asseguradas a membro do 
Congresso Nacional ou a percepção de 
vantagens indevidas. Conforme o §2º, a 
perda do mandato será decidida pela 
Câmara dos Deputados ou pelo Senado 
Federal, por maioria absoluta, mediante 
provocação da respectiva Mesa ou de 
partido político representado no Congresso 
Nacional, assegurada ampla defesa. 
III - Que deixar de comparecer, em cada 
sessão legislativa, à terça parte das 
sessões ordinárias da Casa a que 
pertencer, salvo licença ou missão por 
esta autorizada; 
EXTINÇÃO DO MANDATO 
§3º. A perda será declarada pela Mesa da 
Casa respectiva, de ofício ou mediante 
provocação de qualquer de seus membros, 
ou de partido político representado no 
Congresso Nacional, assegurada ampla 
defesa. 
IV - Que perder ou tiver suspensos os 
direitos políticos; 
EXTINÇÃO 
§3º. A perda será declarada pela Mesa da 
Casa respectiva, de ofício ou mediante 
provocação de qualquer de seus membros, 
ou de partido político representado no 
Congresso Nacional, assegurada ampla 
defesa. 
V -Quando o decretar a Justiça 
Eleitoral, nos casos previstos nesta CF; 
EXTINÇÃO 
§3º. A perda será declarada pela Mesa da 
Casa respectiva, de ofício ou mediante 
provocação de qualquer de seus membros, 
ou de partido político representado no 
Congresso Nacional, assegurada ampla 
defesa. 
VI -Que sofrer condenação criminal em 
sentença transitada em julgado. 
CASSAÇÃO 
§2º A perda do mandato será decidida pela 
Câmara dos Deputados ou pelo Senado 
Federal, por maioria absoluta, mediante 
provocação da respectiva Mesa ou de 
partido político representado no Congresso 
Nacional, assegurada ampla defesa. 
 
 
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É perfeitamente possível a renúncia de parlamentar submetido a processo que vise ou possa 
levá-lo à perda do mandato. Todavia, a renúncia terá seus efeitos suspensos até a decisão final, 
se não concluir pela perda do mandato (efeito suspensivo). 
A perda do mandato por infidelidade partidária não se aplica a cargos eletivos majoritários 
Se o titular do mandato eletivo, sem justa causa, decidir sair do partido 
político no qual foi eleito, ele perderá o cargo que ocupa? a) Se for um 
cargo eletivo MAJORITÁRIO: NÃO A perda do mandato em razão de 
mudança de partido não se aplica aos candidatos eleitos pelo sistema 
majoritário, sob pena de violação da soberania popular e das escolhas 
feitas pelo eleitor. No sistema majoritário, o candidato escolhido é aquele 
que obteve mais votos, não importando o quociente eleitoral nem o 
quociente partidário. Nos pleitos dessa natureza, os eleitores votam no 
candidato e não no seu partido político. Desse modo, no sistema 
majoritário, a imposição da perda do mandato por infidelidade partidária é 
antagônica (contrária) à soberania popular. b) Se for um cargo eletivo 
PROPORCIONAL: SIM O mandato parlamentar conquistado no sistema 
eleitoral proporcional pertence ao partido político. Assim, se o parlamentar 
eleito decidir mudar de partido político, ele sofrerá um processo na Justiça 
Eleitoral que poderá resultar na perda do seu mandato. Neste processo, 
com contraditório e ampla defesa, será analisado se havia justa causa para 
essa mudança. STF. Plenário. ADI 5081/DF, Rel. Min. Roberto Barroso, 
julgado em 27/5/2015 (Info 787). Quais as hipóteses que atualmente 
podem ser consideradas como justa causa para a mudança de partido? As 
situações estão elencadas no art. 22-A da Lei nº 9.096/95 (Incluído pela 
Lei nº 13.165/2015). Importante citar também a exceção prevista no § 5º 
do art. 17 da CF/88 (Incluído pela EC 97/2017). 
 
NÃO HAVERÁ A PERDA DO MANDATO (ART. 56 CF/88): 
● Investido no cargo de Ministro de Estado, Governador de Território, Secretário de Estado, do 
Distrito Federal, de Território, de Prefeitura de Capital ou chefe de missão diplomática 
temporária => Apesar de não perder o mandato, as imunidades ficarão suspensas, mas a 
prerrogativa de foro em matéria penal permanece (STF); 
 
● Licenciado pela respectiva Casa por motivo de doença, ou para tratar, sem remuneração, de 
interesse particular, desde que, neste caso, o afastamento não ultrapasse cento e vinte dias 
por sessão legislativa. 
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DIREITO CONSTITUCIONAL 
Poder e Processo legislativo 
 
 
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§ 1º - O suplente será convocado nos casos de vaga, de investidura em 
funções previstas neste artigo ou de licença superior a cento e vinte dias. 
§ 2º - Ocorrendo vaga e não havendo suplente, far-se-á eleição para 
preenchê-la se faltarem mais de quinze meses para o término do mandato. 
§ 3º - Na hipótese do inciso I, o Deputado ou Senador poderá optar pela 
remuneração do mandato. 
 
 
ATENÇÃO 
Sobre o § 1º do art. 56, o STF decidiu: 
 
O prazo previsto para a convocação de suplente, no caso de licença de 
parlamentar para tratar de interesses particulares (CF/1988, art. 56, § 
1º), é de observância obrigatória pelos estados-membros e deve ser 
adotado pelas respectivas Assembleias Legislativas. 
Conforme jurisprudência desta Corte, o princípio da simetria submete 
estados e municípios a observarem, em suas ordens jurídicas, os 
parâmetros estabelecidos pela Constituição Federal de 1988. 
Na espécie, a norma impugnada, ao diminuir o prazo para convocação de 
suplente de deputado estadual licenciado, propicia a alternância excessiva 
no exercício do mandato e até mesmo o abuso da prerrogativa de licença 
para tratar de interesse particular, em ofensa aos princípios republicano, 
democrático, da soberania popular e da moralidade administrativa. 
(ADI 7.253/AC, relatora Ministra Cármen Lúcia, julgamento virtual 
finalizado em 19.5.2023 (sexta-feira), às 23:59. INFORMATIVO 1095) 
 
 
OBSERVAÇÃO 
PERDA DO MANDATO X CONDENAÇÃO CRIMINAL 
 
A condenação criminal transitada em julgado importa em perda do mandato? 
 
A discussão toda gira em torno do conflito aparente entre os artigos. 15 c/c 55, IV, e 55, 
VI, da CF. O art. 15 c/c 55, IV dá a entender que a perda do mandato seria efeito automático de 
condenação criminal transitada em julgado a ser meramente declarada pela Mesa, ao passo que 
o art. 55, VI diz que a perda decorrente de condenação criminal deve ser deliberada da Casa 
respectiva. 
 
Vamos ler os dispositivos para compreender melhor o imbróglio: 
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Art. 15. É vedada a cassação de direitos políticos, cuja perda ou suspensão 
só se dará nos casos de: 
III - condenação criminal transitada em julgado, enquanto durarem seus 
efeitos; 
 
Art. 55. Perderá o mandato o Deputado ou Senador: 
IV - que perder ou tiver suspensos os direitos políticos; 
§ 3º Nos casos previstos nos incisos III a V, a perda será declarada pela 
Mesa da Casa respectiva, de ofício ou mediante provocação de qualquer 
de seus membros, ou de partido político representado no Congresso 
Nacional, assegurada ampla defesa. 
VI - que sofrer condenação criminal em sentença transitada em julgado. 
§ 2º Nos casos dos incisos I, II e VI, a perda do mandato será decidida pela 
Câmara dos Deputados ou pelo Senado Federal, por maioria absoluta, 
mediante provocação da respectiva Mesa ou de partido político 
representado no Congresso Nacional, assegurada ampla defesa. (Redação 
dada pela Emenda Constitucional nº 76, de 2013) 
 
O STF, no julgamento do "mensalão", (AP 470 - decisões em 17 e 21.12.2012) decidiu 
que se deve reconhecer a perda automática do mandato com o trânsito em julgado de condenação 
do próprio STF (art. 15, III). Assim, se o STF declara na decisão condenatória a perda do mandato, 
não se aplica o art. 55, §2º e a Casa respectiva deve apenas acatar a decisão do Supremo. 
 
Contudo, em momento seguinte (08.08.2013), no julgamento da AP 565 (Senador Ivo 
Cassol), o STF passou a estabelecer que a perda do mandato deparlamentar condenado não é 
automática, devendo ser observada a regra do art. 55, § 2º, CF/88, ou seja, a perda deve ser 
submetida à votação na Casa respectiva. 
 
Mais adiante, já em 2017, o STF decidiu da seguinte maneira (Dizer o Direito): 
1- Se o Deputado ou Senador for condenado a uma pena em regime 
aberto ou semiaberto: a condenação criminal não gera a perda 
automática do cargo. O Plenário da Câmara ou do Senado irá deliberar, 
nos termos do art. 55, § 2º, se o condenado deverá ou não perder o 
mandato. 
2- Se o Deputado ou Senador for condenado a mais de 120 dias em 
regime fechado (ou seja, um terço das sessões), ele deverá cumprir a 
pena em penitenciária e não poderá sair para trabalho externo. Logo, 98306
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não poderá frequentar o Congresso Nacional, devendo, por consequência, 
perder o mandato com base no art. 55, III, da CF/88: 
 
Art. 55. Perderá o mandato o Deputado ou Senador: 
III - que deixar de comparecer, em cada sessão legislativa, à terça parte 
das sessões ordinárias da Casa a que pertencer, salvo licença ou missão 
por esta autorizada; 
 
Esse inciso III prevê a perda do mandato ao parlamentar que, em cada sessão legislativa, 
faltar a 1/3 das sessões ordinárias. Como a sessão legislativa é anual (equivalente a 1 ano), 1/3 
significa 4 meses (120 dias). Logo, se o parlamentar irá ficar preso durante mais de 120 dias, 
ele não poderá comparecer às sessões neste período e, portanto, deverá ser declarada a perda 
de seu mandato. 
 
No caso deste inciso III, a perda do mandado é declarada pela Mesa Diretora da Câmara 
ou do Senado: 
Art. 55 (...) 
§ 3º - Nos casos previstos nos incisos III a V, a perda será declarada pela 
Mesa da Casa respectiva, de ofício ou mediante provocação de qualquer 
de seus membros, ou de partido político representado no Congresso 
Nacional, assegurada ampla defesa. 
 
INFORMATIVOS E JULGADOS IMPORTANTES SOBRE O TEMA: 
 
 
JURISPRUDÊNCIA DO STF 
INFORMATIVO 863 DO STF – 1ª TURMA 
Perda do mandato parlamentar e declaração da mesa diretora da casa legislativa 
 
A Primeira Turma, em conclusão e por maioria, julgou procedente ação penal e condenou 
deputado federal à pena de 12 anos, 6 meses e 6 dias de reclusão, em regime inicial fechado, mais 
374 dias-multa no valor de 3 salários mínimos, pela prática dos crimes de corrupção passiva 
[Código Penal, art. 317 (1)] e lavagem de dinheiro [Lei 9.613/1998, art. 1º, V (2)]. Como efeitos da 
condenação foram determinadas a perda do mandato parlamentar e a interdição para o exercício 
de cargo ou função pública de qualquer natureza e de diretor, membro de conselho de 
administração ou de gerência das pessoas jurídicas citadas na lei de combate à lavagem de 
dinheiro (redação anterior), pelo dobro da duração da pena privativa de liberdade. 
 
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No caso, foi revelado esquema criminoso que atuou em vários Estados, com o objetivo de desviar 
recursos públicos por meio da aquisição superfaturada, por prefeituras, de ambulâncias e 
equipamentos médicos, como resultado de licitações direcionadas. Segundo a acusação, cabia ao 
deputado condenado apresentar emendas ao orçamento geral da União, destinadas a Municípios 
das regiões norte e nordeste do Estado do Rio de Janeiro, para beneficiar grupo empresarial. 
Em relação ao crime de corrupção passiva, o Colegiado considerou haver nos autos elementos de 
provas que demonstram o recebimento de vantagens indevidas por meio de depósitos em contas-
correntes de terceiros. O livro-caixa da empresa apreendido na operação continha registros de 
pagamento ao acusado com as datas e os valores dos repasses. Além disso, em acordo de 
colaboração premiada, os proprietários afirmaram haver acertado o pagamento de comissão de 
10% sobre o valor de cada emenda apresentada, fato comprovado por meio de recibos de 
operações de crédito efetuadas em nome de pessoas ligadas ao parlamentar condenado. 
Quanto ao crime de lavagem de dinheiro, a Turma concluiu que as provas colhidas nos autos 
indicam que os valores recebidos por terceiros foram utilizados para pagamento de despesas do 
deputado com aluguel de imóveis, aquisição de veículos e quitação de impostos. Essa foi a forma 
como o acusado efetivou a circulação dissimulada dos valores, por terceiros e em benefício próprio, 
convertendo dinheiro oriundo de corrupção em bens e serviços incorporáveis ao seu patrimônio 
formal. Quanto a esse crime, ficou vencido o ministro Marco Aurélio, que votou pela absolvição do 
acusado. 
 
Relativamente à fixação da pena e aos efeitos da condenação, a ministra Rosa Weber (relatora) 
ressaltou que a corrupção ocorreu em momento singular de cooptação de parlamentar federal 
para esquema criminoso, planejado e infiltrado nos altos cargos da Administração Pública. Além 
do descrédito para a democracia, o crime drenou recursos da saúde pública, área extremamente 
carente na sociedade brasileira. A motivação foi criar fonte perene de recursos ilícitos provenientes 
da corrupção associada a métodos de lavagem de capitais diretamente conectados ao mandato 
parlamentar. 
 
Quanto à pena, prevaleceu o voto da relatora, também por maioria. Vencido o ministro Alexandre 
de Moraes, que majorou a pena em relação a cada crime, presente a continuidade delitiva, na 
metade. 
O Colegiado, nos termos do voto do ministro Roberto Barroso e por decisão majoritária, 
decidiu pela perda do mandato com base no inciso III do art. 55 da Constituição Federal (CF) 
(3), que prevê essa punição ao parlamentar que, em cada sessão legislativa, faltar a 1/3 das 
sessões ordinárias. Nesse caso, não há necessidade de deliberação do Plenário e a perda do 
mandato deve ser automaticamente declarada pela Mesa Diretora da Câmara dos Deputados. 
 
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Salientou que, como regra geral, quando a condenação ultrapassar 120 dias em regime fechado,a perda do mandato é consequência lógica. Nos casos de condenação em regime inicial aberto ou 
semiaberto, há a possibilidade de autorização de trabalho externo, que inexiste em condenação 
em regime fechado. 
Ressaltou que a CF é clara ao estabelecer que o parlamentar que não comparecer a mais de 120 
dias ou a 1/3 das sessões legislativas perde o mandato por declaração da Mesa, e não por 
deliberação do Plenário. Assim, para quem está condenado à prisão em regime fechado, no qual 
deva permanecer por mais de 120 dias, a perda é automática. Vencido, quanto à interdição, o 
ministro Marco Aurélio. 
 
Por último, a Turma assentou a perda do mandato e sinalizou a necessidade de declaração pela 
Mesa da Câmara, nos termos do § 3º do art. 55 da CF (4). 
(1) CF/1988: “Art. 317. Solicitar ou receber, para si ou para outrem, direta ou indiretamente, ainda 
que fora da função ou antes de assumi-la, mas em razão dela, vantagem indevida, ou aceitar 
promessa de tal vantagem.” 
(2) Lei 9.613/1998: “Art. 1º Ocultar ou dissimular a natureza, origem, localização, disposição, 
movimentação ou propriedade de bens, direitos ou valores provenientes, direta ou indiretamente, 
de infração penal. (...) V – contra a Administração Pública, inclusive a exigência, para si ou para 
outrem, direta ou indiretamente, de qualquer vantagem, como condição ou preço para a prática ou 
omissão de atos administrativos;” 
(3) CF/1988: “Art. 55. Perderá o mandato o Deputado ou Senador: (...) III – que deixar de 
comparecer, em cada sessão legislativa, à terça parte das sessões ordinárias da Casa a que 
pertencer, salvo licença ou missão por esta autorizada;” 
(4) CF/1988: “Art. 55. (...) § 3º Nos casos previstos nos incisos III a V, a perda será declarada pela 
Mesa da Casa respectiva, de ofício ou mediante provocação de qualquer de seus membros, ou de 
partido político representado no Congresso Nacional, assegurada ampla defesa.” 
AP 694/MT, rel. Min. Rosa Weber, julgamento em 2.5.2017. (AP-694) 
 
AP 996 – 2ª TURMA 
Decisão: Prosseguindo no julgamento do feito, quanto ao mérito, a Turma, por maioria, julgou 
procedente em parte a denúncia para i) condenar o réu Nelson Meurer como incurso nas sanções 
do art. 317, § 1º, do Código Penal (corrupção passiva), por trinta vezes, vencidos, nesse ponto, os 
Ministros Relator e Revisor que o condenavam também pelo crime de corrupção passiva 
decorrente do fato referente à doação eleitoral recebida da sociedade empresária Queiroz Galvão, 
vencido também o Ministro Ricardo Lewandowski que o condenava pela prática de 18 delitos de 
corrupção passiva circunscritos ao tempo em que Nelson Meurer exercia a liderança do Partido 
Progressista na Câmara dos Deputados; ii) para condenar o denunciado Nelson Meurer Júnior 
como incurso nas sanções do art. 317, § 1º, do Código Penal (corrupção passiva), por 5 vezes, na 
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forma do art. 29 da Lei Penal, vencido, nesse ponto, o Ministro Ricardo Lewandowski, que o 
condenava por 3 delitos à luz do mesmo dispositivo legal citado; iii) condenar o réu Cristiano 
Augusto Meurer como incurso nas sanções do art. 317, § 1º, do Código Penal (corrupção passiva), 
por uma vez, vencido nesse ponto, o Ministro Ricardo Lewandowski, que o absolvia; iv) condenar 
Nelson Meurer como incurso nas sanções do art. 1º, caput, da Lei nº 9.613 por sete vezes, vencidos 
os Ministros Relator e Revisor, no ponto, pois o condenavam também pela lavagem de capitais 
em decorrência de doação eleitoral; e, por unanimidade, para i) absolver Nelson Meurer no tocante 
à participação em todos os crimes de corrupção passiva praticados no âmbito da PETROBRAS por 
Paulo Roberto Costa, com fundamento no inc. VII do art. 386 do Código de Processo Penal; ii) 
absolver Nelson Meurer no que tange à participação em todos os crimes de lavagem de dinheiro 
praticados por Alberto Youssef em decorrência de contratos celebrados por empresas cartelizadas 
no âmbito da Diretoria de Abastecimento da PETROBRAS, igualmente nos termos do inciso VII 
do art. 386 do Código de Processo Penal; iii) absolver Nelson Meurer, Nelson Meurer Junior e 
Cristiano Augusto Meurer das imputações relativas aos crimes de lavagem de capitais 
consubstanciados nos recebimentos em dinheiro em espécie com fundamento no inc. III, art. 386, 
do Código de Processo Penal. Quanto à dosimetria da pena, por unanimidade, fixou, para Nelson 
Meurer, a pena de 13 anos, 9 meses e 10 dias de reclusão em regime inicial fechado, e o 
pagamento de 122 dias-multa, este fixado em 3 salários mínimos no valor vigente à época do 
último fato devidamente corrigido por ocasião do pagamento; para Nelson Meurer Junior, a pena 
de 4 anos, 9 meses e 18 dias de reclusão em regime inicial semi-aberto, e o pagamento de 31 
dias-multa, este fixado em 2 salários mínimos no valor vigente à época do último fato, 
devidamente corrigido por ocasião do pagamento; e para Cristiano Augusto Meurer, a pena de 3 
anos e 4 meses de reclusão e o pagamento de 20 dias-multa, declarando-se extinta a 
punibilidade, pela prescrição, com fundamento no inciso IV do artigo 107 do Código Penal, vencido 
o Ministro Ricardo Lewandowski, que o absolvia. Em relação aos efeitos da condenação, quanto 
aos danos materiais, a Turma, por unanimidade, fixou como valor mínimo indenizatório, em favor 
da PETROBRAS, a quantia de 5 milhões de reais, corrigidos monetariamente a partir da 
proclamação do julgamento e com juros de mora a partir do trânsito em julgado; quanto aos danos 
morais coletivos, por maioria, indeferiu o pedido, nos termos do voto do Ministro Dias Toffoli, 
vencidos os Ministros Relator e Revisor; quanto à perda de bens, por unanimidade, determinou a 
perda em favor da União dos bens direitos e valores objeto em relação aos quais foram os réus 
condenados, ressalvado o direito de lesado ou terceiro de boa-fé (inc. I, art. 7º, da Lei 9.613/98); 
quanto à interdição para o exercício de cargo ou função pública (inc. II do art. 7º da Lei 9.613/98), 
também por unanimidade, determinou a interdição de Nelson Meurer para o exercício de cargo ou 
função pública de qualquer natureza e de diretor ou membro de Conselho de Administração ou 
de gerencia das pessoas jurídicas referidas no art. 9º dessa mesma lei 9.613/98 pelo dobro do 
tempo da pena privativa de liberdade aplicada; e por fim, quanto à perda do mandato 
parlamentar, a Turma, por maioria, deliberou que a perda do mandato não é automática e nos 
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termos da divergência inaugurada pelo Ministro Dias Toffoli determinou, após o trânsito em 
julgado, oficiar-se à Câmara dos Deputados, vencidos os Ministros Relator e Revisor.Presidência do Ministro Edson Fachin. 2ª Turma, 29.5.2018. 
 
INFORMATIVO 863 DO STF 
 
PLENÁRIO 
Cassação de mandato parlamentar e autocontenção do Judiciário 
O Plenário, por maioria, denegou a ordem em mandado de segurança impetrado por deputado 
federal contra atos da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJC) e do Conselho de 
Ética (COÉTICA), ambos da Câmara dos Deputados, que culminaram na recomendação ao 
plenário da Casa Legislativa pela cassação do mandato do impetrante com fundamento em 
quebra de decoro parlamentar. 
Na impetração, sustentava-se, em síntese, a existência de direito líquido e certo, consubstanciado 
nos seguintes argumentos: a) suspensão do processo político-parlamentar, inclusive para fins de 
 
defesa e obstrução; b) processamento pela autoridade competente, garantia que teria sido violada 
em razão do impedimento do relator, por identidade com o bloco parlamentar do impetrante; c) 
devido processo legal, contraditório e ampla defesa como estabilidade da acusação (em referência 
ao aditamento da representação e da respectiva instrução); d) votação pelo sistema eletrônico, e 
não nominal, no Conselho de Ética, o que teria gerado “efeito manada”; e) observância do quórum 
de instalação da sessão na CCJC (maioria absoluta), o que teria sido afrontado pelo cômputo de 
suplentes em duplicata com os respectivos titulares. 
 
O Colegiado assentou, de início, que o STF somente deve interferir em procedimentos 
legislativos para assegurar o cumprimento da Constituição, proteger direitos fundamentais e 
resguardar os pressupostos de funcionamento da democracia e das instituições republicanas. 
Exemplo típico da jurisprudência nesse sentido é a preservação dos direitos das minorias. 
Entretanto, nenhuma das hipóteses ocorre no caso. 
 
Além disso, consignou que a suspensão do exercício do mandato do impetrante, por decisão 
do STF em sede cautelar penal, não gera direito à suspensão do processo de cassação do 
mandato, pois ninguém pode beneficiar-se da própria conduta reprovável. Portanto, inexiste 
direito subjetivo a dilações indevidas ou ofensa à ampla defesa. Destacou que o precedente 
firmado no MS 25.579 MC/DF (DJe de 19-10-2005) não se aplica à espécie, pois se refere a 
parlamentar afastado para exercer cargo no Executivo e responsabilizado por atos lá 
praticados. Naquele caso, aliás, a medida liminar foi indeferida, pois se entendeu que a infração 
se enquadrava no Código de Ética e Decoro Parlamentar. 
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O Tribunal também afirmou que a alegação de que o relator do processo no Conselho de Ética 
estaria impedido por integrar o mesmo bloco parlamentar do impetrante, por pressupor debate 
sobre o momento relevante para aferição da composição dos blocos, não configura situação 
justificadora de intervenção judicial, conforme decisão proferida no MS 33.729 MC/DF (DJe de 4-
2-2016). 
 
Ademais, não há que falar em transgressão ao contraditório decorrente do aditamento da 
denúncia, providência admitida até em sede de processo penal. O impetrante teve todas as 
possibilidades de se defender, o que foi feito de forma ampla e tecnicamente competente. 
 
Sublinhou, de igual modo, a ausência de ilicitude na adoção da votação nominal do parecer no 
Conselho de Ética. Tal forma de voto privilegia a transparência e o debate parlamentar, e é 
adotada até em hipóteses mais graves. Nesse sentido, cabe deferência para com a interpretação 
regimental acolhida pela Câmara dos Deputados, inclusive à vista das dificuldades para aplicação 
do art. 187, § 4º, do seu regimento interno fora do plenário da Casa. Inexiste vedação expressa a 
embasar a alegação do impetrante e tampouco ocorreu o denominado “efeito manada”. 
 
Por fim, a Corte registrou a validade do quórum de instalação da sessão na CCJC. Lembrou que 
os suplentes a que se refere o regimento interno são dos partidos (ou dos blocos de partidos), e 
não propriamente dos titulares ausentes. Não haveria um suplente para cada titular, portanto. 
Além disso, o art. 58, § 1º, da CF alude à representação proporcional dos partidos ou blocos na 
composição das mesas e de cada comissão, e não ao quórum de instalação das sessões. 
 
Vencido o ministro Marco AurSEélio, que concedia a segurança. Entendia impor-se a suspensão 
do processo tendo em conta o afastamento do impetrante do exercício do mandato. Além disso, 
considerava procedente a alegação de irregularidade no quórum de votação. Por fim, também 
deferia o pedido tendo em conta o impedimento do relator na Casa legislativa. 
MS 34.327/DF, rel. min. Roberto Barroso, julgamento em 8-9-2016. 
 
2.11. Processo Legislativo 
 
Abrange a formação das seguintes espécies normativas: 
 
● EMENDAS À CF; 
● LEIS COMPLEMENTARES; 
● LEIS ORDINÁRIAS; 
● LEIS DELEGADAS; 
● MEDIDAS PROVISÓRIAS; 
● DECRETOS LEGISLATIVOS; 
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● RESOLUÇÕES. 
 
2.11.1. Processo legislativo de leis ordinárias e complementares 
 
2.11.1.1. Iniciativa 
 
Regra Geral, podem propor: 
 
● QUALQUER DEPUTADO OU SENADOR; 
● COMISSÃO DA CÂMARA, SENADO E CN; 
● PRESIDENTE DA REPÚBLICA (EP); 
● STF (EP); 
● TRIBUNAIS SUPERIORES (EP); 
● PGR (EP); 
● CIDADÃOS (EP) – 1% DO ELEITORADO, EM PELO MENOS 05 ESTADOS, NÃO MENOS DO 
QUE 0,3% DE ELEITORES EM CADA, MEDIANTE APRESENTAÇÃO QUE PL ORDINÁRIA 
OU COMPLEMENTAR À CÂMARA DOS DEPUTADOS. O PROJETO DE LEI DE INICIATIVA 
POPULAR NÃO PODERÁ SER REJEITADO POR VÍCIO DE FORMA. 
 
EP – INICIATIVA EXTRAPARLAMENTAR: 
 
A iniciativa pode ser concorrente ou privativa a determinadas pessoas (sob pena de se 
configurar vício formal de iniciativa). 
 
● INICIATIVA RESERVADA AO PRESIDENTE: DECORAR art. 61, §1º CF, aplicado pelo 
princípio da simetria aos Governadores dos Estados e DF, e aos Prefeitos. 
● INICIATIVA RESERVADA AO JUDICIÁRIO: Matérias de seu interesse exclusivo e 
elaboração do estatuto da magistratura (STF). 
● INICIATIVA DA CÂMARA E DO SENADO DISPOR SOBRE ASSUNTOS DE SEU 
INTERESSE EXCLUSIVO. 
 
 
OBSERVAÇÕES: 
1) NÃO se pode falar em iniciativa reserva em matéria tributária, pois o art. 61, §1º, II, b da CF/88 
se refere apenas à iniciativa reservada do Presidente para leis que disponham sobre matéria 
tributária dos territórios; 
 
 
No concurso da PGDF (2022), o tema foi cobrado da seguinte forma: 
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 À luz da Constituição Federal de 1988 (CF) e da jurisprudência do STF, julgue 
os próximos itens, a respeito do Sistema Tributário Nacional. 
A reserva legal de iniciativa privativa do chefe do Poder Executivo será 
ofendida caso lei oriunda de projeto elaborado por assembleia legislativa 
estadual trate sobre matéria tributária. 
 
O item foi considerado ERRADO. 
 
2) STF: É competência exclusiva do Poder Executivo a iniciativa do processo legislativo das 
matérias pertinentes ao PPA, LDO e LOA. 
 
3) STF: NÃO pode o legitimado exclusivo ser compelido a deflagrar o processo legislativo, já que 
a competência reservada traz implicitamente a discricionariedade para decidir o momento 
adequado para encaminhar o projeto de lei. 
 
4) STF: Cabe emenda parlamentar em projetos de iniciativa reservada, desde que respeitados os 
seguintes requisitos: 
● Os dispositivos introduzidos pela emenda parlamentar NÃO podem estar destituídos de 
pertinência temática com o projeto original; 
● Os dispositivos introduzidos por emenda parlamentar não podem acarretar aumento de 
despesa ao projeto original. 
 
5) Excepcionalmente, nos projetos orçamentários de iniciativa exclusiva do Presidente da 
República, admitem-se emendas parlamentares, mesmo que impliquem aumento de despesas: 
Ao projeto de LOA ou aos projetos que o modifiquem, desde que: 
● Compatíveis com o PPA e LDO; 
● Indiquem os recursos necessários, admitidos apenas os provenientes de anulação de 
despesa, excluídas as que incidam sobre dotações para pessoal e seus encargos, serviço 
da dívida, transferência tributárias constitucionais para E, M, DF; 
● Sejam relacionadas com a correção de erros ou omissões ou com os dispositivos do texto 
do projeto de lei. 
Ao projeto de LDO, desde que as emendas parlamentares sejam compatíveis com o PPA. 
6) A sanção presidencial NÃO convalida vício de iniciativa, sendo vício insanável. 
7) O sistema brasileiro NÃO admitiu expressamente a iniciativa popular para propostas de 
Emenda à Constituição (PEC), embora Lenza entenda ser cabível, já que a soberania popular será 
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exercida mediante iniciativa popular. Algumas CEs admitem iniciativa popular para a Emenda às 
Constituições. 
O STF pacificou o tema: É possível que a Constituição do Estado preveja iniciativa popular para a 
propositura de emenda à Constituição Estadual. 
 
A iniciativa popular de emenda à Constituição Estadual é compatível com a Constituição Federal, 
encontrando fundamento no art. 1º, parágrafo único, no art. 14, II e III e no art. 49, XV, da CF/88. 
 
Embora a Constituição Federal não autorize proposta de iniciativa popular para emendas ao 
próprio texto, mas apenas para normas infraconstitucionais, não há impedimento para que as 
Constituições Estaduais prevejam a possibilidade, ampliando a competência constante da Carta 
Federal. STF. Plenário. ADI 825/AP, Rel. Min. Alexandre de Moraes, julgado em 25/10/2018 (Info 
921). 
 
8) A iniciativa para apresentação de projeto de lei complementar de organização do MPU é 
concorrente entre o Presidente da República e o PGR (ART. 128, §5º) =>iniciativa compartilhada 
(José Afonso da Silva). 
 
9) Quanto ao MP junto ao Tribunal de Contas, a iniciativa de lei sobre sua organização será 
privativa da Corte de Contas. 
 
10) Princípio da irrepetibilidade dos projetos rejeitados na mesma sessão legislativa. A matéria 
constante de projeto de lei rejeitado somente poderá constituir objeto de novo projeto, na mesma 
sessão legislativa, pela proposta da maioria absoluta dos membros, de qualquer das casas do CN 
 
NOTAS: 
⇨ Se o novo projeto de lei for novamente rejeitado, poderá ser reapresentado na mesma 
sessão legislativa, uma segunda vez, já que NÃO há limitação de quantidade de vezes para 
a reapresentação do projeto, sendo o único requisito fixado o quórum qualificado da 
maioria absoluta. 
⇨ Em relação às matérias constantes de projeto de lei rejeitado pelo Congresso Nacional, 
NÃO poderá o Presidente veicular a mesma matéria por MP, sob pena de violação ao 
princípio da separação de poderes. 
⇨ Igualmente, NÃO poderá o Presidente apresentar nova MP constante de outra 
anteriormente rejeitada. 
 
11) São inconstitucionais leis estaduais, de iniciativa parlamentar, que disponham sobre o regime 
jurídico dos servidores públicos (seus direitos e deveres). O art. 61, § 1º, II, “c”, da CF/88 prevê que 
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compete ao Chefe do Poder Executivo a iniciativa de lei que trate sobre os direitos e deveres dos 
servidores públicos. Essa regra também é aplicada no âmbito estadual por força do princípio da 
simetria. 
(STF. Plenário. ADI 3627/AP, Rel. Min. Teori Zavascki, julgado em 6/11/2014). (Info 766) 
 
12) É inconstitucional emenda à Constituição Estadual, de iniciativa parlamentar, que trate sobre 
as competências da Procuradoria Geral do Estado. Isso porque esta matéria é de iniciativa 
reservada ao chefe do Poder Executivo (art. 61, § 1º, da CF/88). 
É do Governador do Estado a iniciativa de lei ou emenda constitucional que discipline a 
organização e as atribuições dos órgãos e entidades da Administração Pública estadual. 
STF. Plenário. ADI 5262 MC/RR, Rel. Min. Cármen Lúcia, julgado em 27 e 28/3/2019 (Info 935). 
Fonte: Dizer o Direito. 
 
 
No concurso da PGDF (2022), o tema foi cobrado da seguinte forma: 
 Com referência ao direito constitucional estadual e distrital, à rigidez e à 
mutação da Constituição e às emendas à Constituição, julgue os itens a seguir. 
Sem prejuízo da autonomia estadual e distrital, o princípio da simetria impõe 
que os estados e o DF observem as regras federais sobre reserva de iniciativa 
legislativa. 
O item foi considerado CERTO. 
 
13) É inconstitucional norma de Constituição estadual, oriunda de iniciativa parlamentar, que 
disponha sobre a nomeação, pelo governador do estado, de ocupante do cargo de diretor-
geral da Polícia Civil, a partir de lista tríplice elaborada pelo Conselho Superior de Polícia. A 
instituição de requisitos para a nomeação do delegado-chefe da Polícia Civil é matéria de iniciativa 
privativa do chefe do Poder Executivo (CF/1988, art. 61, § 1º, II, c e e), e, dessa forma, não pode 
ser tratada por emenda constitucional de iniciativa parlamentar. Ademais, o art.144, § 6º, da 
Constituição Federal, estabelece vínculo de subordinação das respectivas polícias civis aos 
governadores de estado. Assim, a atribuição de maior autonomia ao Conselho Superior de Polícia, 
materializada na elaboração de listas tríplices de observância obrigatória, mostra-se 
inconstitucional, especialmente por restringir o poder de escolha do chefe do Poder Executivo 
estadual. (ADI 6923/RO, relator Min. Edson Fachin, julgamento virtual finalizado em 28.10.2022 
(sexta-feira), às 23:59. INFORMATIVO 1074) 
 
14) É inconstitucional — por violar o princípio da separação dos Poderes (CF/1988, art. 2º), em 
decorrência da usurpação da iniciativa exclusiva do Poder Executivo para legislar sobre a 
organização e a administração dos órgãos da Administração Pública (CF/1988, art. 61, § 1º, II, 
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“e”, e art. 84, VI, “a”) — lei de iniciativa parlamentar que institui regra de reserva de vagas de 
estacionamento aos órgãos públicos estaduais. (ADI 6937/RO, relator Min. Gilmar Mendes, 
julgamento virtual finalizado em 21.11.2022 (segunda-feira), às 23:59. INFORMATIVO 1076) 
 
15) É inconstitucional norma que estabelece prazos ao chefe do Poder Executivo para a 
apresentação de projetos de lei ou para a regulamentação de disposições legais. 
(ADI 4.727/DF, relator Ministro Edson Fachin, redator do acórdão Ministro Gilmar Mendes, 
julgamento finalizado em 23.2.2023. INFORMATIVO 1084) 
 
16) É formalmente inconstitucional — por vício resultante da usurpação do poder de iniciativa 
(CF/1988, art. 61, § 1º, II, “a”) — lei federal de origem parlamentar que cria conselhos de 
fiscalização profissional e dispõe sobre a eleição dos respectivos membros efetivos e 
suplentes. 
 (ADI 3.428/DF, relator Ministro Luiz Fux, julgamento virtual finalizado em 28.2.2023 (terça-feira), 
às 23:59. INFORMATIVO 1084) 
 
 
JURISPRUDÊNCIA DO STF 
É possível que o STF, ao julgar MS impetrado por parlamentar, exerça controle de 
constitucionalidade de projeto que tramita no Congresso Nacional e o declare inconstitucional, 
determinando seu arquivamento? 
Em regra, não. Existem, contudo, duas exceções nas quais o STF pode determinar o arquivamento 
da propositura: 
a) Proposta de emenda constitucional que viole cláusula pétrea; 
b) Proposta de emenda constitucional ou projeto de lei cuja tramitação esteja ocorrendo com 
violação às regras constitucionais sobre o processo legislativo. (STF. Plenário. MS 32033/DF, rel. 
orig. Min. Gilmar Mendes, red. p/ o acórdão Min. Teori Zavascki, 20/6/2013). (Info 711). 
 
 
OBSERVAÇÃO 
É inconstitucional norma de iniciativa parlamentar que preveja a criação de órgão público e 
organização administrativa 
É inconstitucional, na acepção formal, norma de iniciativa parlamentar que 
prevê a criação de órgão público e organização administrativa, levando em 
conta iniciativa privativa do Chefe do Executivo – arts. 25 e 61, § 1º, II, 
alíneas “b” e “e”, da CF/88. STF. Plenário. ADI 4726/AP, Rel. Min. Marco 
Aurélio, julgado em 10/11/2020 (Info 998). 
 
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DIREITO CONSTITUCIONAL 
Poder e Processo legislativo 
 
 
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OBSERVAÇÃO 
É constitucional lei de iniciativa parlamentar que cria conselho de representantes da sociedade 
civil com atribuição de fiscalizar ações do Executivo 
Surge constitucional lei de iniciativa parlamentar a criar conselho de 
representantes da sociedade civil, integrante da estrutura do Poder 
Legislativo, com atribuição de acompanhar ações do Executivo. STF. 
Plenário. RE 626946/SP, Rel. Min. Marco Aurélio, julgado em 9/10/2020 
(Repercussão Geral – Tema 1040) (Info 994). 
 
 
OBSERVAÇÃO 
É inconstitucional lei estadual, de iniciativa parlamentar, que trate sobre isenção de custas 
judiciais 
É inconstitucional lei estadual, de iniciativa parlamentar, que trate sobre 
isenção de custas judiciais. Isso porque, os órgãos superiores do Poder 
Judiciário possuem reserva de iniciativa (competência privativa) para 
apresentar os projetos de lei que tenham por objetivo tratar sobre redução 
das custas judiciais (artigos 98, § 2º, e 99, caput e § 1º da CF). STF. Plenário. 
ADI 3629, Rel. Min. Gilmar Mendes, julgado em 03/03/2020. 
 
 
OBSERVAÇÃO 
Inconstitucionalidade de lei estadual, de iniciativa parlamentar, que imponha atribuições ao 
DETRAN 
É inconstitucional lei estadual, de iniciativa parlamentar, que imponha ao 
DETRAN a obrigação de publicar, no diário oficial e na internet, a relação 
de cada um dos veículos sinistrados, seus respectivos dados, com 
destinação para os que sofreram desmonte e/ou comercialização das peças 
e partes. Essa lei trata sobre “atribuições” de órgãos/entidades da 
administração pública, matéria que é de iniciativa privativa do chefe do 
Poder Executivo (art. 61, § 1º, II, “e”, da CF/88). A correta interpretação que 
deve ser dada ao art. 61, § 1º, II, “e” c/c o art. 84, VI, da CF/88 é a de que a 
iniciativa para leis que disponham sobre “estruturação e atribuições” dos 
órgãos públicos é do chefe do Poder Executivo. STF. Plenário. ADI 
4704/DF, Rel. Min. Luiz Fux, julgado em 21/3/2019 (Info 934). 
 
 
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2.11.2.4.4. Pode o Presidente da República retirar da apreciação do CN a MP já editada?
 .......................................................................................................................................................................... 96 
2.11.2.4.5. Limitação material à edição de MP ................................................................................. 96 
2.11.2.4.6. MP E CRÉDITO EXTRAORDINÁRIO .............................................................................. 97 
2.11.2.4.7. MP X MATÉRIA AMBIENTAL ........................................................................................... 98 
2.11.2.4.8. MP X VIGÊNCIA ................................................................................................................. 100 
2.11.2.4.9 Medida provisória x contrabando legislativo ............................................................. 101 
2.11.2.5. Decreto Legislativo ................................................................................................................... 103 
2.11.2.6. Tratados Internacionais ........................................................................................................... 103 
2.11.2.6.1. Responsabilidade internacional por violação de direitos humanos .................. 106 
2.11.2.6.2. Controle de convencionalidade .................................................................................... 108 
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2.12. Função fiscalizatória exercida pelo Legislativo e o Tribunal de Contas .................................. 108 
2.12.1. Tribunal de Contas da União ......................................................................................................... 109 
2.12.1.1. Composição e características ................................................................................................. 109 
2.12.1.2. Atribuições constitucionais do TCU ..................................................................................... 109 
2.12.1.2.1. O TCU tem atribuição para exercer controle de constitucionalidade? ............. 112 
2.12.1.2.2. Sustação de atos e contratos administrativos ......................................................... 114 
2.12.1.2.3. O TCU pode exigir, por si, a quebra de sigilo bancário? ....................................... 115 
2.12.1.2.4. TCU e teoria dos poderes implícitos ........................................................................... 115 
2.12.1.3. Ministros do TCU ....................................................................................................................... 116 
2.12.2. Tribunais de Contas Estaduais e Tribunal de Contas do Distrito Federal ...................... 117 
2.12.3. Tribunais de Contas Municipais .................................................................................................... 118 
2.12.4. Ministério Público junto ao Tribunais de Contas ..................................................................... 120 
2.12.5. Jurisprudência sobre o tema .......................................................................................................... 120 
3. TESES COM REPERCUSSÃO GERAL - STF ............................................................................................... 129 
TAREFAS PARA O ESTUDO ATIVO .................................................................................................................. 132 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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TEMA 
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Organização dos Poderes. A separação dos Poderes: projeções constitucionais. Poderes 
Legislativo 
 
QUAL DEVE SER O FOCO? 
 
1. Comissões parlamentares de inquérito (CPI) 
2. Imunidades parlamentares 
3. Cláusulas pétreas. Teoria da dupla revisão 
4. Medidas provisórias. Conversão em lei 
5. Crimes de responsabilidade. Responsabilização político-administrativa dos agentes 
políticos. 
6. Súmulas vinculantes 
 
RESUMO DO DIA 
 
1. ORGANIZAÇÃO DOS PODERES 
 
1.1. Introdução - Separação dos Poderes 
 
As primeiras bases teóricas para a “tripartição de Poderes” foram lançadas na Antiguidade 
grega por Aristóteles, em sua obra Política, em que o pensador vislumbrava a existência de três 
funções distintas exercidas pelo poder soberano, quais sejam, a função de editar normas gerais a 
serem observadas por todos, a de aplicar as referidas normas ao caso concreto (administrando) e a 
função de julgamento, dirimindo os conflitos oriundos da execução das normas gerais nos casos 
concretos. 
 
Muito tempo depois, a teoria de Aristóteles seria “aprimorada” pela visão precursora do Estado 
liberal burguês desenvolvida por Montesquieu em seu O espírito das leis. 
 
O grande avanço trazido por Montesquieu não foi a identificação do exercício de três funções 
estatais. De fato, partindo desse pressuposto aristotélico, o grande pensador francês inovou dizendo 
que tais funções estariam intimamente conectadas a três órgãos distintos, autônomos e 
independentes entre si. Cada função corresponderia a um órgão, não mais se concentrando nas mãos 
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únicas do soberano. Essa teoria surge em contraposição ao absolutismo, servindo de base estrutural 
para o desenvolvimento de diversos movimentos, como as revoluções americana e francesa, 
caracterizando-se, na Declaração Francesa dos Direitos do Homem e do Cidadão,1 em seu art. 16,2 
como verdadeiro dogma constitucional. 
 
A distribuição do poder entre órgãos estatais dotados de independência é tida pelos 
partidários do liberalismo político como garantia de equilíbrio político que evita ou, pelo menos, 
minimiza os riscos de abuso de poder. O Estado que estabelece a separação dosDIREITO CONSTITUCIONAL 
Poder e Processo legislativo 
 
 
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Constitucionalidade de lei estadual, de iniciativa parlamentar, que proíbe a substituição de 
trabalhador privado em greve por servidor público 
Não há vício de iniciativa de lei na edição de norma de origem 
parlamentar que proíba a substituição de trabalhador privado em greve 
por servidor público. No caso, ainda que a lei distrital impugnada, de 
iniciativa parlamentar, esteja voltada ao funcionamento da Administração 
Pública, ela não se sobrepõe ao campo de discricionariedade política que 
a CF reservou, com exclusividade, ao governador, no que toca a dispor 
sobre a organização administrativa. Além disso, a norma revela-se 
harmônica com a CF, notadamente com os princípios do art. 37, caput, na 
medida em que permite a substituição nos estritos limites dos parâmetros 
federais aplicáveis. 
(ADI 1164/DF, relator Min. Nunes Marques. INFORMATIVO 1049) 
 
2.11.1.2. Fase Constitutiva – Deliberação Parlamentar 
Via de regra, a discussão e votação dos projetos de lei tem início na Câmara dos Deputados, 
salvo os projetos de iniciativa dos Senadores ou de Comissões do Senado, funcionando, nesses 
casos, a Câmara dos Deputados como casa revisora. 
Iniciado o processo legislativo, o projeto de lei passa à apreciação pelas Comissão Temática, 
que analisará a matéria da proposição e, em seguida, pela CCJ, que analisará a sua 
constitucionalidade. 
Se envolver aspectos financeiros e orçamentários, após a CCJ, o projeto será apreciado pela 
Comissão de Finanças e Tributação, para o exame da compatibilidade e adequação orçamentária. 
As comissões, em razão da matéria de sua competência, poderão, além de discutir e emitir 
pareceres sobre projeto de lei, aprová-los, desde que, na forma do regimento interno da Casa, haja 
dispensa da competência do plenário (delegação interna corporis) e inexista, também, interposição 
de recurso de 1/10 dos membros da Casa. Porém, NÃO poderão ser objeto de delegação interna 
corporis os seguintes projetos: 
● LEI COMPLEMENTAR; 
● CÓDIGOS; 
● INICIATIVA POPULAR; 
● DE COMISSÃO; 
● RELATIVOS À MATÉRIA QUE NÃO POSSA SER OBJETO DE DELEGAÇÃO; 
● ORIUNDOS DO SENADO; 
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● QUE TENHAM PARECERES DIVERGENTES; 
● EM REGIME DE URGÊNCIA. 
 
Nessas hipóteses de apreciação pelo plenário, o parecer das comissões temáticas é 
opinativo, já que a matéria ainda será discutida ou votada. Porém, o parecer da CCJ, quanto à 
constitucionalidade ou juridicidade da matéria, será terminativo, assim como o da Comissão de 
Finanças e Tributação. 
 
2.11.1.3. Processo de Votação 
 
A votação pode ser: 
 
I. OSTENSIVA: 
● PROCESSO SIMBÓLICO – Utilizado na votação das proposições em geral, e os 
parlamentares das respectivas casas, para aprovar a matéria, deverão permanecer sentados, 
levantando-se apenas os que votaram pela rejeição. 
● PROCESSO NOMINAL – Quando é requerida regimentalmente a verificação da votação. Será 
utilizado: nos casos em que seja exigido quórum especial de votação; por deliberação do 
plenário, a requerimento de qualquer deputado; quando houver pedido de verificação de 
votação; e demais casos previstos no regimento. 
 
II. SECRETA: 
● SISTEMA ELETRÔNICO; 
● SISTEMA DE CÉDULAS. 
 
Ocorre nas seguintes hipóteses: 
 
● Deliberação durante o estado de sítio, sobre a suspensão das imunidades de deputado; 
● Por decisão do plenário, a requerimento de 1/10 dos membros da casa ou líderes que 
representem este número, formulado antes de iniciada a ordem do dia; 
● Para eleição do Presidente e demais membros da mesa diretora, presidente e vice de 
comissões permanentes e temporárias, dos membros da Câmara que irão compor a comissão 
representativa do CN e dos 02 cidadãos que irão integrar o Conselho da República e demais 
eleições; 
 
EC 76/2013: Com o advento desta Emenda Constitucional, passaram a ter votação ABERTA: (a) a 
decisão se o Deputado ou Senador deverá perder o mandato, nas hipóteses previstas no art. 55, I, II 
e VI, da CF/88; e (b) a decisão se o veto do Presidente da República a um projeto de lei aprovado 
deverá ser mantido ou rejeitado. 
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2.11.1.4. Casa Revisora 
 
Rejeitado o projeto na casa iniciadora, ele será arquivado. Se aprovado, seguirá para a casa 
revisora, passando também pelas Comissões e, ao fim, poderá ser aprovado, rejeitado ou emendado: 
 
● Se aprovado, será enviado para sanção ou veto do chefe do executivo; 
● Se rejeitado, será arquivado, só podendo ser reapresentado na mesma sessão legislativa 
mediante proposta da maioria absoluta dos membros de quaisquer das casas do CN, ou ser 
reapresentado na sessão seguinte; 
● Se emendado, somente o que foi modificado será apreciado na casa iniciadora, sendo vedada 
a apresentação de emenda à emenda (subemenda) - No processo legislativo, há uma 
predominância da casa iniciadora sobre a revisora. 
 
Havendo a aprovação do projeto de lei, será encaminhado para autógrafo. 
 
É possível a inclusão a emendas ao projeto de lei, desde que não aumente a despesa prevista 
nos projetos de iniciativa exclusiva do Presidente, bem como nos projetos sobre a organização dos 
serviços administrativos da Câmara dos Deputados, Senado Federal, Tribunais Superiores e MP. 
 
ESPÉCIES DE EMENDAS: 
 
A) SUPRESSIVA: Manda erradicar qualquer parte de outra proposição; 
B) AGLUTINATIVA: Resulta da fusão de outras emendas; 
C) SUBSTITUTIVA: É apresentada como sucedânea a parte de outra proposição; 
D) MODIFICATIVA: Altera a proposição sem a modificar substancialmente; 
E) ADITIVA: Se acrescenta a outra proposição; 
F) DE REDAÇÃO: Modificativa que visa a sanar vício de linguagem, incorreção de técnica 
legislativa ou lapso manifesto. 
 
 
OBSERVAÇÃO 
O Presidente da República, nos projetos de sua iniciativa, poderá solicitar urgência na apreciação 
dos congressistas, possuindo o procedimento sumário a duração máxima de 100 dias (45 dias em 
cada Casa + 10 dias em caso de emenda do Senado, a ser apreciada pela Câmara). 
 
 
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Teses fixadas: “1. É inconstitucional dispositivo de lei decorrente de emenda parlamentar que 
trata de matéria reservada ao Chefe do Poder Executivo. 2. É inconstitucional dispositivo de 
lei que importe em aumento de despesa sem que tenha sido realizada a estimativa de impacto 
orçamentário no processo legislativo.” 
 
Resumo: São inconstitucionais — pois violam a competência legislativa privativa do chefe do 
Poder Executivo (CF/1988, art. 61, § 1º, II, a e c), bem como resultam em aumento de despesa 
para a Administração Pública sem estimativa do seu impacto orçamentário e financeiro (art. 
63, I, da CF/1988 c/c o art. 113 do ADCT) — normas estaduais provenientes de emenda 
parlamentar que, sem pertinência temática com o projeto de lei originalmente encaminhado e 
desacompanhadas do mencionado estudo de impacto, dispõem sobre padrão remuneratório 
de seus servidores públicos, do auxílio social e da anistia por infrações administrativas. 
 
DI 7.145/MG relator Ministro Luís Roberto Barroso, julgamento virtual finalizado em 10.10.2025 
(sexta-feira), às 23:59. INFORMATIVO 1194. 
 
É formalmente inconstitucional norma decorrente de emenda parlamentar que não guarda 
estrita pertinência temática com a matéria tratada em projeto de lei de iniciativa reservada 
originalmente encaminhado à Casa Legislativa. 
ADI 7.230/MG, relator Ministro Gilmar Mendes, julgamento virtual finalizado 30.08.2024 (sexta-
feira), às 23:59. INFORMATIVO 1.148. 
 
2.11.1.5. Deliberação executiva – sanção e veto 
 
Recebido o projeto de lei, o Presidente da República o sancionará ou vetará. 
 
2.11.1.5.1. Sanção e veto 
 
É a anuência com o projeto de lei, podendo ser expressa ou tácita (quando recebido o projeto, 
o Presidente NÃO se manifesta no prazo de 15 dias). 
 
O Presidente terá 15 dias úteis para votar projeto de lei, e também para vetá-lo, contados da 
data do recebimento. O STF2 decidiu que o poder de veto não pode ser exercido após o decurso 
do prazo constitucional de 15 (quinze) dias, entendeu que essa prerrogativa somente pode ser 
exercida dentro do prazo expressamente previsto na Constituição, não se admitindo exercê-la após 
a sua expiração. 
 
2
 ADPF 893/DF, relatora Min. Cármen Lúcia, redator do acórdão Min. Roberto Barroso. INFORMATIVO 1059. 
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O VETO PODE SER: 
● Parcial: Só abrangerá texto integral de artigo, parágrafo, inciso ou alínea, inexistindo veto de 
palavras. 
● Total: Rejeição de todo o projeto de lei. 
 
OS MOTIVOS DO VETO PODEM SER: 
● Jurídico: Por entender ser inconstitucional; 
● Político: Contrário ao interesse público. 
 
Vetando o projeto de lei, total ou parcialmente, o Presidente deverá comunicar ao Presidente do 
Senado os motivos do veto em 48 horas. 
 
 
OBSERVAÇÃO 
Se o Presidente da República simplesmente vetar, sem explicar os motivos de seu ato, 
estaremos diante da INEXISTÊNCIA do veto, de modo que veto sem motivação expressa produz 
os mesmos efeitos da sanção. 
 
Sancionado o projeto de lei, passará à fase da promulgação e publicação. 
 
O veto será apreciado em sessão conjunta, dentro de trinta dias a contar de seu 
recebimento, só podendo ser rejeitado pelo voto da maioria absoluta dos Deputados e 
Senadores. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 76, de 2013). Esta votação não é 
secreta. Sugerimos a leitura deste post do Dizer o Direito: 
http://www.dizerodireito.com.br/2013/11/comentarios-ec-762013-voto-aberto-no.html 
Derrubado o veto, o projeto deverá ser enviado ao Presidente da República para promulgação, 
em 48 horas. Se não o fizer, caberá ao Presidente do Senado em igual prazo, e se não o fizer, caberá 
ao Vice-Presidente do Senado. 
 
2.11.1.6. Fase complementar: promulgação e publicação 
 
2.11.1.6.1. Promulgação 
 
É o atestado de existência válida da lei e de sua executoriedade. Por meio dela certifica-se o 
nascimento da lei. 
 
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2.11.1.6.2 Publicação 
 
Inserção do texto da lei no Diário Oficial, devendo ser determinada por quem a promulgou. 
Regra geral, começa a vigorar 45 dias depois de oficialmente publicada, e nos Estados estrangeiros, 
03 meses após oficialmente publicada. 
 
 
JURISPRUDÊNCIA DO STF 
 É possível republicar uma lei já sancionada, promulgada e publicada para incluir novos 
vetos, ainda que sob o argumento de que se trata de mera retificação de incorreção detectada na 
versão original do ato? 
 
R.: NÃO. Para o STF um novo veto relacionado com a mesma lei está em desconformidade com o 
art. 66 da Constituição Federal, além de representar violação ao preceito fundamental da 
separação dos poderes (art. 2º, da CF/88). O art. 66 da CF/88 disciplina de forma clara as regras 
envolvendo a sanção e veto, demarca elementos e formalidades essenciais, assinala prazos e 
estabelece consequências jurídicas na hipótese de seu descumprimento. Tais normas, que 
disciplinam o processo legislativo, não configuram mera “formalidade”, possuindo caráter 
cogente. 
 As fases do processo legislativo estão sujeitas ao princípio da preclusão, de forma que, 
depois de o Presidente ter sancionado parcialmente a lei, vetando alguns artigos, essa etapa se 
encerrou. Logo, não é possível que, alguns dias depois, seja republicada a lei vetando novos 
dispositivos. Isso porque o veto é um ato irretratável. 
 
“O veto é irretratável. Uma vez manifestado, e comunicadas as razões ao Legislativo, torna-se o 
veto insuscetível de retratação”. (MELLO FILHO, José Celso de. Constituição Federal Anotada. 2ª 
ed. São Paulo: Saraiva, 1986, p. 224) 
 
“Não há dois vetos ao mesmo ato legislativo. (...) Se publica a lei como promulgada (sanção 
positiva), no todo ou em parte, a publicação posterior com a indicação de veto de alguma parte, 
ou de outra parte, é juridicamente inexistente. O que foi publicado é lei; o poder sancionador do 
Presidente da República exauriu-se. (...) Não cabe publicarem-se pela segunda vez, ou outra vez, 
os textos, porque não se admitem correções às leis que não sejam de revisão (erros tipográficos, 
ou de cópia), em relação à letra do projeto que foi à sanção.” (PONTES DE MIRANDA, Francisco 
Cavalcanti. Comentários à Constituição de 1967, com a Emendan. 1 de 1969. Tomo III (arts. 32-
117). 3ª ed. Rio de Janeiro: Forense, 1987, p. 187 188) 
 
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O poder de veto previsto no art. 66, § 1º, da Constituição não pode ser exercido após o decurso 
do prazo constitucional de 15 (quinze) dias. STF. Plenário. ADPF 893/DF, Rel. Min. Cármen Lúcia, 
redator do acórdão Min. Roberto Barroso, julgado em 20/6/2022 (Info 1059). 
 
Não se admite “novo veto” em lei já promulgada e publicada. Manifestada a aquiescência do Poder 
Executivo com projeto de lei, pela aposição de sanção, evidencia-se a ocorrência de preclusão 
entre as etapas do processo legislativo, sendo incabível eventual retratação. STF. Plenário. ADPF 
714/DF, ADPF 715/DF e ADPF 718/DF, Rel. Min. Gilmar Mendes, julgado em 13/2/2021 (Info 
1005). 
 
2.11.2. Espécies normativas 
 
2.11.2.1. Emendas Constitucionais 
 
Fruto do trabalho do Poder Constituinte derivado reformador, sendo poder condicionado, 
submetendo-se a limitações expressas e implícitas. 
 
2.11.2.1.1. Limitações formais ou procedimentais 
 
2.11.2.1.1.1 Iniciativa (ART. 60, I, II, III): 
 
Trata-se de iniciativa concorrente de alteração da Constituição. A CF só poderá ser emenda 
mediante proposta: 
● 1/3, NO MÍNIMO, DOS MEMBROS DA CÂMARA DOS DEPUTADOS OU DO SENADO 
FEDERAL; 
● PRESIDENTE DA REPÚBLICA; 
● MAIS DA METADE DAS ASSEMBLEIAS LEGISLATIVAS DAS UNIDADES DA FEDERAÇÃO, 
MANIFESTANDO-SE, CADA UMA DELAS, PELA MAIORIA RELATIVA DE SEUS 
MEMBROS. 
 
 
JURISPRUDÊNCIA DO STF 
STF (Info 826): É possível que emenda à Constituição Federal proposta 
por iniciativa parlamentar trate sobre as matérias previstas no art. 61, § 
1º da CF/88. As regras de reserva de iniciativa fixadas no art. 61, § 1º da 
CF/88 não são aplicáveis ao processo de emenda à Constituição Federal, 
que é disciplinado em seu art. 60. 
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2.11.2.1.1.2 Quórum de aprovação 
 
A proposta de emenda será discutida e votada em cada Casa do CN, em 02 turnos, 
considerando-se aprovada se obtiver, em ambos, 3/5 dos votos dos respectivos membros. 
 
O texto aprovado por uma Casa não pode ser modificado pela outra sem que a matéria volte 
para apreciação na casa iniciadora. 
 
 
JURISPRUDÊNCIA DO STF 
Atenção à jurisprudência: 
É inconstitucional norma de Constituição estadual que preveja quórum diverso de 3/5 dos 
membros do Poder Legislativo para aprovação de emendas constitucionais. STF. Plenário. ADI 
6453/RO, Rel. Min. Rosa Weber, julgado em 11/2/2022 (Info 1043). 
 
2.11.2.1.1.3 Promulgação 
 
A promulgação da emenda deverá ser realizada pelas Mesas da Câmara dos Deputados e do 
Senado Federal, com o respectivo número de ordem (LEMBRAR QUE NÃO HÁ SANÇÃO OU 
VETO PRESIDENCIAL). 
 
2.11.2.1.1.4 Proposta de emenda rejeitada ou havida por prejudicada 
 
A proposta de emenda rejeitada ou prejudicada NÃO pode ser objeto de nova apresentação 
na mesma sessão legislativa. 
 
 
JURISPRUDÊNCIA DO STF 
É inconstitucional medida provisória ou lei decorrente de conversão de 
medida provisória cujo conteúdo normativo caracterize a reedição, na 
mesma sessão legislativa, de medida provisória anterior rejeitada, de 
eficácia exaurida por decurso do prazo ou que ainda não tenha sido 
apreciada pelo Congresso Nacional dentro do prazo estabelecido pela 
Constituição Federal. STF. Plenário. ADI 5717/DF, ADI 5709/DF, ADI 
5716/DF e ADI 5727/DF, Rel. Min. Rosa Weber, julgados em 27/3/2019 
(Info 935). 
 
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No concurso da PGDF (2022), o tema foi cobrado da seguinte forma: 
 Com referência ao direito constitucional estadual e distrital, à rigidez e à mutação da 
Constituição e às emendas à Constituição, julgue os itens a seguir. 
Uma proposta de emenda à Constituição que haja sido rejeitada no Congresso Nacional 
somente poderá ser reapresentada na legislatura subsequente. 
 
O item foi considerado ERRADO. 
 
 
ATENÇÃO 
Regime das PECs paralelas: conforme leciona João Trindade (2016, p. 150), “caso seja 
apresentada uma emenda à PEC, esta deverá retornar à Casa de onde veio. Esta, por sua vez, se 
rejeitar a emenda, devolverá a PEC à Cada que deliberou anteriormente, até que haja concórdia 
sobre o conteúdo da proposição. (...) Nessa hipótese, se houver emendas na Casa revisora, o 
projeto seguirá para a Casa iniciadora. Esta, se aceitar as modificações (por dois turnos), 
considerará aprovada a PEC. Caso contrário, deverá remeter a proposição de volta à segunda 
Casa: a PEC só se considera aprovada se houver concordância total, quanto ao conteúdo, de 
ambas as Casas Legislativas. A PEC tramita pela forma ‘pingue-pongue’. Trata-se da diferença 
(...) entre o bicameralismo puro (adotado na tramitação de PEC) e o bicameralismo mitigado (PL)”. 
Por esse motivo, surgiu a figura da PEC paralela, que resulta do desmembramento da proposta, 
sendo a parte sobre a qual existe consenso aprovada, enquanto que a parte que gera divergência 
continuará sendo discutida. 
 
O Supremo Tribunal Federal já declarou a constitucionalidade desse sistema (ADI nº 2.031), desde 
que o desmembramento recaia sobre parcela autônoma da proposta original. Trata-se de uma 
forma de racionalização do processo legislativo. 
 
2.11.2.1.2 Limitações Circunstanciais (Art. 60, § 1º) 
 
A CF NÃO poderá ser emendada na vigência de: 
● INTERVENÇÃO FEDERAL; 
● ESTADO DE DEFESA; 
● ESTADO DE SÍTIO. 
 
2.11.2.1.3 Limitações Materiais (Art. 60, § 4º) 
 
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São as Cláusulas Pétreas, de modo que NÃO será objeto de deliberação a proposta de 
emenda tendente a abolir: 
 
● FORMA FEDERATIVA DE ESTADO; 
● VOTO DIRETO, SECRETO, UNIVERSAL E PERIÓDICO; 
● SEPARAÇÃO DE PODERES; 
● DIREITOS E GARANTIAS INDIVIDUAIS. 
 
2.11.2.1.4 Limitações Temporais 
 
No Brasil, foram previstas apenas na CF/1824. Trata-se de previsão de prazo durante o qual 
fica vedada qualquer alteração da Constituição. 
 
Logo, NÃO HÁ LIMITAÇÃO TEMPORAL PREVISTA NA CF/88. 
 
2.11.2.1.5 Limitações Implícitas 
 
Teoria da Dupla Revisão: Seria a possibilidade de, através de EC, revogar o art. 60, §4º CF e, 
em segundo momento, dizer que a forma de Estado não é mais a Federação, passando o Brasil a ser 
Estado Unitário (ou seja, em um primeiro momento se revoga cláusula pétrea para, em seguida, 
modificar aquilo que a cláusula pétrea protegia). 
Lenza e doutrina majoritária estabelecem a total impossibilidade da teoria da dupla revisão, 
na medida em que existem limitações implícitas, decorrentes do sistema. 
Logo, as limitações expressas caracterizam-se como a primeira limitação implícita ou 
inerente. 
Outras limitações implícitas são a IMPOSSIBILIDADE DE SE ALTERAR O TITULAR DO 
PODER CONSTITUINTE ORIGINÁRIO E O TITULAR DO REFORMADOR. 
Importante observar que a forma republicana de Estado e o sistema presidencialista de 
governo são cláusulas pétreas, de modo que é impossível haver emenda constitucional que institua 
uma monarquia ou o sistema parlamentarista no Brasil. Argumenta-se que, com base na consulta 
popular efetuada em abril de 1993, a República e o Presidencialismo passaram a corresponder à 
vontade expressa e diretamente manifestada do povo, titular do Poder Constituinte, não se 
encontrando, portanto, à disposição do poder de reforma da Constituição. Ressalte-se, neste 
contexto, que a decisão, tomada pelo Constituinte, no sentido de não enquadrar estas decisões 
fundamentais no rol das ‘cláusulas pétreas’ (artigo 60, § 4°), somada à previsão de um plebiscito 
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sobre esta matéria, autoriza a conclusão de que se pretendeu conscientemente deixar para o povo 
(titular do Poder Constituinte) esta opção”. Portanto, tais temas, por terem sido submetidos a 
plebiscito, teriam se tornado definitivos (ADCT, art. 2°). 
Outra linha de raciocínio, complementar a esta, é no sentido da incompatibilidade do sistema 
parlamentarista com o princípio da separação dos poderes nos termos em que foi consagrado pela 
Constituição. Nesse caso, o plebiscito realizado em 1993 é visto como a única e excepcional 
possibilidade de adoção do parlamentarismo. Gilmar Mendes se posiciona nesse sentido. 
 
2.11.2.1.6 Tratados e convenções internacionais sobre direitos humanos 
 
As convenções e tratados internacionais de direito humanos que forem aprovados, em cada 
Casa do Congresso Nacional, em dois turnos, por 3/5 dos votos dos respectivos membros, serão 
equivalentes às emendas constitucionais. 
 
2.11.2.2 Lei complementar e lei ordinária 
 
A LC possui as mesmas fases que a LO. 
 
DIFERENÇAS: 
● ASPECTOS MATERIAL 
As hipóteses de regulamentação da LC estão TAXATIVAMENTE previstas na CF, enquanto a 
LO possui campo residual. 
 
● ASPECTO FORMAL 
Lei Complementar: Maioria Absoluta (maioria dos componentes, do total de membros dos 
integrantes da Casa). 
Lei Ordinária: Maioria Simples ou Relativa (maioria dos presentes à reunião ou sessão que, 
naquele dia de votação, compareceram). 
 
 
OBSERVAÇÃO 
● Art. 47 – Quórum de Instalação: MAIORIA ABSOLUTA. 
● STF: NÃO existe hierarquia entre a LC e LO! 
● A Constituição estadual só pode exigir lei complementar para tratar das matérias que 
a Constituição Federal também exigiu lei complementar 
 
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https://buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/f26ecc6e3bc7f5e9c8cf23a7c7a315dd?categoria=1&subcategoria=6
 
 
DIREITO CONSTITUCIONAL 
Poder e Processo legislativo 
 
 
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JURISPRUDÊNCIA DO STF 
A Constituição Estadual não pode ampliar as hipóteses de reserva de lei 
complementar, ou seja, não pode criar outras hipóteses em que é exigida 
lei complementar, além daquelas que já são previstas na Constituição 
Federal. Se a Constituição Estadual amplia o rol de matérias que deve ser 
tratada por meio de lei complementar, isso restringe indevidamente o 
“arranjo democrático-representativo desenhado pela Constituição 
Federal”. Caso concreto: STF declarou a inconstitucionalidade de 
dispositivo da CE/SC que exigia a edição de lei complementar para dispor 
sobre: a) regime jurídico único dos servidores estaduais; b) organização da 
Polícia Militar; c) organização do sistema estadual de educação e d) 
plebiscito e referendo. Esses dispositivos foram declarados 
inconstitucionais porque a CF/88 não exige lei complementar para 
disciplinar tais assuntos. STF. Plenário. ADI 5003/SC, Rel. Min. Luiz Fux, 
julgado em 5/12/2019 (Info 962). 
 
2.11.2.3. Lei Delegada 
 
É exceção ao princípio da indelegabilidade de atribuições, pois sua elaboração é antecedida de 
delegação de atribuição do Poder Legislativo ao Executivo, através da delegação externa corporis. 
 
A espécie normativa será elaborada pelo Presidente da República, após prévia solicitação ao 
CN, delimitando assunto sobre o qual pretende legislar. 
 
A solicitação será submetida à apreciação do CN que, no caso de aprovação, tomará a forma 
de resolução, especificando o conteúdo da delegação e os termos de seu exercício. 
 
É VEDADA A DELEGAÇÃO: 
 
● DE ATOS DA COMPETÊNCIA EXCLUSIVA DO CN; 
● ATOS DE COMPETÊNCIA PRIVATIVA DA CÂMARA E DO SENADO; 
● MATÉRIAS RESERVADAS À LC; 
● LEGISLAÇÃO SOBRE: 
 
o ORGANIZAÇÃO DO PODER JUDICIÁRIO E MP, CARREIRA E GARANTIA DOS SEUS 
MEMBROS; 
o NACIONALIDADE, CIDADANIA, DIREITOS INDIVIDUAIS, POLÍTICOS E ELEITORAIS; 
o PLANO PLURIANUAIS, DIRETRIZES ORÇAMENTÁRIAS E ORÇAMENTOS. 
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Havendo exorbitância nos limites da delegação legislativa, caberá ao CN sustar o ato 
normativo, por meio de decreto legislativo, realizando o controle repressivo de 
constitucionalidade. 
 
Por meio de resolução, o CN determinará se haverá ou não a apreciação do projeto de lei 
delegada (elaborada pelo Presidente) pelo CN. Havendo apreciação, o CN fará em votação única, 
sendo vedada qualquer emenda. 
 
Existem dois tipos de delegação, a delegação TÍPICA (que é a regra, presumível nesse tipo de 
ato) o Congresso Nacional concede plenos poderes para que o Presidente da República elabore, 
promulgue e publique a lei delegada SEM participação ulterior do Poder Legislativo e, a delegação 
ATÍPICA, em que o Presidente da República elabora o projeto de lei delegada e o submete à 
apreciação do Congresso Nacional, que sobre ele deliberará, em votação única, vedada qualquer 
emenda (somente poderá aprovar ou rejeitar, integralmente, o projeto elaborado pelo Presidente da 
República). Assim temos: 
 
DELEGAÇÃO TÍPICA DELEGAÇÃO ATÍPICA 
NÃO haverá apreciação pelo CN, que autoriza o 
Presidente a elaborar, promulgar e publicar a lei 
delegada; 
Haverá apreciação pelo CN, em votação única, 
vedada qualquer emenda. 
 
 
ATENÇÃO 
Mediante Resolução, transfere-se apenas, e temporariamente, a competência para legislar sobre 
determinadas matérias, permanecendo a titularidade da aludida competência com o Legislativo, 
que poderá, mesmo tendo havido delegação, legislar sobre a mesma matéria. 
Embora tenha havido delegação legislativa pelo CN ao Presidente, este NÃO estará obrigado 
a efetivar a elaboração do ato normativo, possuindo total discricionariedade. 
 
Caso o projeto seja aprovado, a lei delegada será encaminhada ao Presidente da República, 
para que este a promulgue e publique. Se ocorrer rejeição integral do projeto de lei delegada, este 
será arquivado, somente podendo ser reapresentada, na mesma sessão legislativa, por proposta da 
maioria absoluta dos membros de uma das Casas do Congresso Nacional, conforme artigo 67 da 
CF/88. 
 
2.11.2.4. Medida Provisória 
 
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Para Pinto Ferreira, as medidas provisórias são mais específicas do regime parlamentarista, 
em que o gabinete é uma dependência do corpo legislativo, podendo cair em face do desacordo com 
o legislativo. No regime presidencialista, o Chefe do Executivo não está sujeito a censura que 
provoque a sua demissão, e assim a MP é uma forma de concentração do poder no Executivo. 
 
A MP é adotada pelo Presidente da República por ato monocrático, unipessoal, sem a 
participação do Legislativo, chamado a discuti-la somente em momento posterior, quando já 
adotada pelo Executivo, com força de lei e produzindo os seus efeitos jurídicos. 
 
2.11.2.4.1. Processo de criação 
 
Em caso de relevância e urgência, o Presidente da República poderá adotar medidas 
provisórias com força de lei, devendo submetê-las de imediato ao CN. 
 
I. LEGITIMADO PARA A EDIÇÃO DA MP: Presidente da República (competência exclusiva, 
indelegável). 
 
II. PRESSUPOSTOS CONSTITUCIONAIS: Relevância e urgência. O STF (INFO 851) entende 
que a definição do que seja relevante e urgente para fins de edição de medidas provisórias 
consiste, em regra, em um juízo político (escolha política/discricionária) de competência do 
Presidente da República, controlado pelo Congresso Nacional. Desse modo, salvo em caso 
de notório abuso, o Poder Judiciário não deve se imiscuir na análise dos requisitos da MP. 
No caso de MP que trate sobre situação tipicamente financeira e tributária, deve prevalecer, 
em regra, o juízo do administrador público, não devendo o STF declarar a norma 
inconstitucional por afronta ao art. 62 da CF/88. 
 
III. DURAÇÃO DA MP: Adotada a MP pelo Presidente da República, ela vigorará por 60 dias, 
prorrogável, de acordo com o art. 62, §7º, por igual período (mais 60 dias), contados de sua 
publicação no Diário Oficial, sendo o prazo suspenso durante os períodos de recesso 
parlamentar. 
 
IV. PRORROGAÇÃO: A MP poderá ser prorrogada por novos 60 dias, totalizando o prazo de 
120 dias, quando então, se não for convertida em lei, perderá a sua eficácia desde a sua 
edição (eficácia ex tunc), confirmando a sua efemeridade e precariedade. Em caso de 
perda da eficácia, deve o CN disciplinar, por DECRETO LEGISLATIVO, as relações jurídicas 
delas decorrentes. 
 
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V. TRAMITAÇÃO: Adotada a MP pelo Presidente da República, ela será submetida, de 
imediato, ao CN, cabendo a uma comissão mista de Deputados e Senadores examiná-la e 
sobre ela emitir parecer, apreciando os seus aspectos constitucionais (relevância e urgência) 
e de mérito, bem como a sua adequação financeira e orçamentária, além do cumprimento 
pelo Presidente da exigência contida no art. 2º, §1º da Res. 1/2002-CN (no dia da publicação 
da MP no DOU ter enviado seu texto ao CN, acompanhado da respectiva mensagem e de 
documento expondo a motivação do ato). Posteriormente, a MP passará a apreciação do 
plenário de cada uma das casas. O processo de votação será em sessão separada, tendo 
início da Câmara dos Deputados, sendo o Senado Federal a Casa revisora. O plenário de 
cada uma das casas decidirá, em apreciação preliminar, o atendimento dos pressupostos 
constitucionais de relevância e urgência, bem como a sua adequação financeira e 
orçamentária. 
VI. REGIME DE URGÊNCIA: Se a MP NÃO for apreciada em até 45 dias, contados de sua 
publicação, entrará em regime de urgência, subsequentemente, em cada uma das Casas do 
CN, ficando sobrestadas, até que se ultime a votação, todas as demais deliberações 
legislativas da Casa em que estiver tramitando. 
 
 
JURISPRUDÊNCIA DO STF 
STF (Info 870): O STF, ao interpretar o § 6º do art. 62, não adotou uma exegese literal e afirmou 
que ficarão sobrestadas (paralisadas) apenas as votações de projetos de leis ordinárias que 
versem sobre temas que possam ser tratados por medida provisória. 
 
Notícias STF 
Quinta-feira, 29 de junho de 2017 
STF decide que trancamento de pauta da Câmara por MPs não alcança todos os projetos e 
propostas 
Por maioria, o Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) concluiu, na sessão desta quinta-feira 
(29), o julgamento do Mandado de Segurança (MS) 27931, relatado pelo ministro Celso de Mello, 
e decidiu que o trancamento da pauta da Câmara dos Deputados por conta de medidas provisórias 
(MPs) não analisadas no prazode 45 dias, contados de sua publicação, só alcança projetos de lei 
sobre temas passíveis de serem tratados por MP. 
 
Reedição de MP: É vedada a reedição de MP, na mesma sessão legislativa, expressamente 
rejeitada pelo CN ou que tenha perdido a eficácia por decurso de prazo. 
 
 
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DIREITO CONSTITUCIONAL 
Poder e Processo legislativo 
 
 
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STF (Info 935): É inconstitucional medida provisória ou lei decorrente de conversão de medida 
provisória cujo conteúdo normativo caracterize a reedição, na mesma sessão legislativa, de 
medida provisória anterior rejeitada, de eficácia exaurida por decurso do prazo ou que ainda 
não tenha sido apreciada pelo Congresso Nacional dentro do prazo estabelecido pela 
Constituição Federal. 
 
2.11.2.4.2. Parecer prévio da comissão mista e inconstitucionalidade da Res. 1/2002-CN 
 
O § 2º do art. 6º da Resolução prevê a continuidade do processo 
legislativo, mesmo que a comissão mista não emita parecer sobre a MP, 
passando a Câmara dos Deputados a examinar a matéria. Nesta hipótese, 
a Comissão Mista pode, conforme determina a Resolução, emitir o parecer, 
por meio de seu Relator, no Plenário da Câmara dos Deputados. 
 
Por seu turno, o art. 62, §9º, CF/88 deve ser interpretado restritivamente, e estabelece ser 
atribuição da comissão mista de Deputados e Senadores examinar as MPs e sobre elas emitir 
parecer, de caráter opinativo, antes de serem apreciadas, em sessão separada, pelo plenário de 
cada uma das casas do CN. 
 
Segundo decidiu o STF no bojo da ADI 4029, a emissão de parecer sobre as medidas 
provisórias, por comissão mista de deputados e senadores configura fase de observância 
obrigatória e no processo legislativo das MPs. Desse modo, a Resolução n° 1/2002, ao dispensar 
o parecer da Comissão Mista, contentando-se com o parecer individual do Relator, violou o § 9º 
do art. 62 da CF/88. 
 
Contudo, tal parecer é obrigatório apenas para as medidas provisórias assinadas e 
encaminhadas ao Congresso Nacional a partir do julgamento da ADI 4029. Aquelas anteriores a 
tal da continuou regidas pelos artigos 5º e 6º da Resolução 1 do CN, que foram julgados 
inconstitucionais pelo STF, mas com efeitos ex nunc. 
 
2.11.2.4.3. Medidas a serem adotadas pelo CN 
 
I. APROVAÇÃO SEM ALTERAÇÃO: Será seu texto promulgado pelo Presidente da Mesa do 
CN, para publicação em DOU. 
 
II. APROVAÇÃO COM ALTERAÇÃO: Havendo emendas, o projeto de lei de conversão 
apreciado por uma das Casas deverá ser apreciado pela outra (agora em sessão separada 
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pelo plenário de cada uma das casas), devendo ser, posteriormente, levado à apreciação do 
Presidente da República para sancionar ou vetar a lei de conversão, e, em caso de sanção ou 
derrubada do veto, promulgação e publicação pelo próprio Presidente da República. 
 
Quando à matéria alterada, os efeitos decorrentes desse ponto específico deverão ser 
regulamentados por decreto legislativo, perdendo a MP, no ponto em que foi alterada, a eficácia 
desde a sua edição. 
 
III. NÃO APRECIAÇÃO: Se a MP não for apreciada pelo CN em até 45 dias contados de sua 
publicação, entrará em regime de urgência constitucional, trancando a pauta da Casa em 
que estiver tramitando até que seja aprovada, rejeitada ou que perca sua eficácia pelo 
decurso do prazo. 
Contudo, apesar do art. 62, § 6º falar em “todas as demais deliberações”, o STF, ao interpretar 
esse dispositivo, não adotou uma exegese literal e afirmou que ficarão sobrestadas (paralisadas) 
apenas as votações de projetos de leis ordinárias que versem sobre temas que possam ser 
tratados por medida provisória. Logo, ECs, projetos de lei complementar e PLOs que versem sobre 
nacionalidade, direitos políticos, partidos políticos, entre outros, terão regular tramitação (MS 
27931/DF. Info 870). 
 
Rejeição tácita: A não apreciação da MP no prazo de 60 dias, contados de sua publicação, 
implicará a sua prorrogação por mais de 60 dias. Assim, se não apreciada pelo CN, a MP perderá 
eficácia desde a sua edição (rejeição tácita), operando efeitos retroativos (ex tunc), devendo o 
Congresso Nacional disciplinar as relações jurídicas dela decorrentes por decreto legislativo. 
 
NÃO SE PERMITE APROVAÇÃO DA MP POR DECURSO DE PRAZO. 
 
No entanto, se NÃO for editado decreto legislativo para regulamentar as relações jurídicas 
decorrentes da MP que perdeu a sua eficácia por ausência de apreciação, até 60 dias após a perda 
de sua eficácia, as relações jurídicas constituídas e decorrentes de atos praticados durante a sua 
vigência conservar-se-ão por ela regidas. 
 
IV. REJEIÇÃO EXPRESSA: Deverá o CN disciplinar os efeitos decorrentes da MP rejeitada, 
através de decreto legislativo. 
 
Publicada a MP, e tendo ela força de lei, as demais normas do ordenamento jurídico, que com 
ela sejam incompatíveis, terão a sua eficácia suspensa. Rejeitada a MP, a lei que teve a sua eficácia 
suspensa volta a produzir efeitos. 
 
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2.11.2.4.4. Pode o Presidente da República retirar da apreciação do CN a MP já editada? 
 
A partir do momento em que o Presidente da República edita MP, ele não mais tem controle 
sobre ela, já que, de imediato, deverá submetê-la à análise do CN, NÃO podendo retirá-la de sua 
apreciação. 
 
 
JURISPRUDÊNCIA DO STF 
Não sendo dado ao Presidente da República retirar da apreciação do CN a MP que tiver editado, 
é-lhe, no entanto, possível ab-rogá-la por meio de nova MP, valendo tal ato pela simples 
suspensão dos efeitos da primeira, efeitos esses que, todavia, o CN poderá ver restabelecidos, 
mediante a rejeição da medida ab-rogatória. 
 
2.11.2.4.5. Limitação material à edição de MP 
É expressamente vedada a edição de MP sobre: 
● Nacionalidade, cidadania, direitos políticos, partidos políticos e direito eleitoral; 
● Direito penal, processual penal e processual civil; 
● Organização do Poder Judiciário e do MP, carreira e garantia de seus membros; 
● Planos plurianuais,diretrizes orçamentárias, orçamento, créditos adicionais e suplementares, 
ressalvados os créditos extraordinários (guerra, comoção interna ou calamidade pública). 
● Que vise à detenção e sequestro de bens, poupança popular ou qualquer outro ativo 
financeiro; 
● Reservada à LC; 
● Já disciplinada em projeto de lei aprovado pelo CN e pendente de sanção ou veto pelo 
Presidente da República; 
● Matérias que não podem ser objeto de delegação legislativa; 
● Matérias reservadas às resoluções e aos decretos legislativos. 
 
⇨ Cabe aos Estados explorar diretamente, ou mediante concessão, os serviços locais de gás 
canalizado, vedada a edição de MP para a sua regulamentação (esse dispositivo comprova 
a possibilidade de edição de MP em âmbito estadual) 
⇨ Os impostos que podem ser editados por MP, só produzirão efeitos no exercício financeiro 
seguinte se a aludida MP tiver sido convertida em lei até o último dia daquele exercício 
financeiro em que foi editada. 
⇨ É possível a edição de medidas provisórias tratando sobre matéria ambiental, mas sempre 
veiculando normas favoráveis ao meio ambiente. 
Normas que importem diminuição da proteção ao meio ambiente equilibrado só podem ser 
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editadas por meio de lei formal, com amplo debate parlamentar e participação da sociedade 
civil e dos órgãos e instituições de proteção ambiental, como forma de assegurar o direito de 
todos ao meio ambiente ecologicamente equilibrado. Dessa forma, é inconstitucional a edição 
de MP que importe em diminuição da proteção ao meio ambiente equilibrado, especialmente 
em se tratando de diminuição ou supressão de unidades de conservação, com consequências 
potencialmente danosas e graves ao ecossistema protegido. A proteção ao meio ambiente é 
um limite material implícito à edição de medida provisória, ainda que não conste 
expressamente do elenco das limitações previstas no art. 62, § 1º, da CF/88. STF. Plenário. 
ADI 4717/DF, Rel. Min. Cármen Lúcia, julgado em 5/4/2018 (Info 896). 
 
2.11.2.4.6. MP e crédito extraordinário 
A MP pode ser editada para a abertura de créditos extraordinários (art. 167, §3º CF); é o que 
o STF chama de limites constitucionais à atividade legislativa excepcionais do Poder Executivo 
na edição de MP para a abertura de crédito extraordinário. 
 
 
JURISPRUDÊNCIA DO STF 
Vem admitindo o controle dos requisitos de imprevisibilidade e urgência para a edição de MP que 
abre crédito extraordinário, pois há indiscutível densificação normativa. 
 
 
OBSERVAÇÃO 
Todas as MPs editadas antes da EC 32/2001, caso NÃO sejam derrubadas pelo CN, ou o Executivo 
deixe de revogá-las explicitamente, continuarão em vigor, implicando a indesejável perpetuação. 
 
 
ATENÇÃO 
ATENÇÃO! VAMOS FAZER UM LINK DA MEDIDA PROVISÓRIA COM CONTROLE DE 
CONSTITUCIONALIDADE? 
É possível que o Poder Judiciário analise se a medida provisória editada possui relevância e 
urgência? Em uma ADI proposta, é possível que o STF julgue inconstitucional medida 
provisória pelo fato de ela não ter relevância e urgência? 
SIM. O STF admite a possibilidade excepcional de controle judicial dos pressupostos de relevância 
e urgência para a edição de medidas provisórias. Isso porque, a definição do que seja relevante e 
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urgente para fins de edição de medidas provisórias consiste, em regra, em um juízo político 
(escolha política/discricionária) de competência do Presidente da República, controlado pelo 
Congresso Nacional. Desse modo, salvo em caso de notório abuso, o Poder Judiciário não deve se 
imiscuir na análise dos requisitos da MP. STF. Plenário. ADI 4627/DF e ADI 4350/DF, Rel. Min. 
Luiz Fux, julgados em 23/10/2014 (Info 764). 
Nesse sentido, “o escrutínio a ser feito pelo Judiciário neste particular é de domínio estrito, 
justificando-se a invalidação da iniciativa presidencial apenas quando atestada a inexistência 
cabal desses requisitos” (RE 592.377). Em outras palavras, somente em casos excepcionais será 
possível a declaração de inconstitucionalidade com base nesse argumento. 
É possível o controle judicial dos pressupostos de relevância e urgência para a edição de medidas 
provisórias, no entanto, esse exame é de domínio estrito, somente havendo a invalidação quando 
demonstrada a inexistência cabal desses requisitos. Inexistindo comprovação da ausência de 
urgência, não há espaço para atuação do Poder Judiciário no controle dos requisitos de edição de 
medida provisória pelo chefe do Poder Executivo. STF. Plenário. ADI 5599/DF, Rel. Min. Edson 
Fachin, julgado em 23/10/2020 (Info 996). 
 
2.11.2.4.7. MP X matéria ambiental 
UNIDADES DE CONSERVAÇÃO: MEDIDA PROVISÓRIA E RETROCESSO 
SOCIOAMBIENTAL (2) 
O Plenário, em conclusão de julgamento, conheceu em parte de ação direta e, nessa parte, 
julgou procedente o pedido para, sem pronunciamento de nulidade, declarar a inconstitucionalidade 
da Medida Provisória 558/2012, convertida na Lei 12.678/2012. 
A ação direta foi conhecida apenas na parte em que aponta violação dos artigos 62 e 225, § 
1º, III, da Constituição Federal (CF) (1), relativamente às alterações de limites de parques e florestas 
nacionais, de área de proteção ambiental e de unidades de conservação, as quais foram promovidas 
com o objetivo de construção de usinas hidrelétricas (Informativo 873). 
Quanto ao aspecto formal, o Tribunal reafirmou a possibilidade, ainda que em caráter 
excepcional, de declaração de inconstitucionalidade de medidas provisórias quando se afigure 
evidente o abuso do poder de legislar pelo Chefe do Executivo, em razão da indubitável ausência 
dos requisitos constitucionais de relevância e urgência. 
Asseverou que não ficou demonstrado, de forma satisfatória, a presença dos mencionados 
requisitos. À época da edição da medida provisória, os empreendimentos hidrelétricos que 
justificariam a desafetação das áreas protegidas ainda dependiam de licenciamentos ambientais, nos 
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https://buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/74a9d40b0df3a01eda99c4463b607dd1?categoria=1&ano=2020
 
 
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quais deveriam ser analisados os impactos e avaliada a conveniência e escolha dos sítios a serem 
efetivamente alagados. 
Reconheceu a impossibilidade de diminuição ou supressão de espaços territoriais 
especialmente protegidos por meio de medida provisória. A proteção ao meio ambiente é um limite 
material implícito à edição de medida provisória, ainda que não conste expressamente do elenco das 
limitações previstas no art. 62, § 1º, da CF (2). 
Ademais, normas que importem diminuição da proteção ao meio ambiente equilibrado só 
podem ser editadas por meio de lei formal, com amplo debate parlamentar e participação da 
sociedade civil e dos órgãos e instituições de proteção ambiental, como forma de assegurar o direito 
de todos ao meio ambiente ecologicamente equilibrado. A adoção de medida provisória nessas 
hipóteses possui evidente potencial de causar prejuízos irreversíveis ao meio ambiente na 
eventualidade de não ser convertida em lei. 
Sob o prisma material, o Colegiado considerou que a norma impugnada contrariou o princípio 
da proibição de retrocesso socioambiental. Isso porque as alterações legislativas atingiram o núcleo 
essencial do direito fundamental ao meio ambiente ecologicamente equilibrado (art. 225 da CF). 
Enfatizou, ainda, que a aplicação do princípio da proibição do retrocesso socioambiental não 
pode engessar a ação legislativa e administrativa, sendo forçoso admitir certa margem de 
discricionariedade às autoridades públicas em matéria ambiental (ADI 4.350/DF). 
Contudo, o que se consumou foi a indevida alteração de reservas florestais com gravosa 
diminuição da proteção de ecossistemas, à revelia do devido processo legislativo, por ato 
discricionário do Poder Executivo, e em prejuízo da proteção ambiental de parques nacionais. 
Por fim, o Tribunal julgou procedente a ação, sem pronunciamento de nulidade, ao fundamento 
de que o irreversível alagamento das áreas desafetadas e a execução dos empreendimentos 
hidrelétricos já não permite a invalidação dos efeitos produzidos, dada a impossibilidade material de 
reversão ao “status quo ante”. 
 
JURISPRUDÊNCIA DO STF 
(1) Constituição Federal: “Art. 62. Em caso de relevância e urgência, o 
Presidente da República poderá adotar medidas provisórias, com força de 
lei, devendo submetê-las de imediato ao Congresso Nacional; e Art. 225. 
Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de 
uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao 
Poder Público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as 
presentes e futuras gerações. § 1º Para assegurar a efetividade desse 
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direito, incumbe ao Poder Público: (...) III - definir, em todas as unidades da 
Federação, espaços territoriais e seus componentes a serem 
especialmente protegidos, sendo a alteração e a supressão permitidas 
somente através de lei, vedada qualquer utilização que comprometa a 
integridade dos atributos que justifiquem sua proteção”. 
 
(2) Constituição Federal: “Art. 62. Em caso de relevância e urgência, o 
Presidente da República poderá adotar medidas provisórias, com força de 
lei, devendo submetê-las de imediato ao Congresso Nacional. § 1º É 
vedada a edição de medidas provisórias sobre matéria: I – relativa a: (...)”. 
ADI 4717/DF, REL. MIN. CÁRMEN LÚCIA, JULGAMENTO EM 5.4.2018. 
(ADI-4717) 
 
2.11.2.4.8. MP X vigência 
 
MEDIDA PROVISÓRIA E DECRETO LEGISLATIVO 
No mérito, o Tribunal registrou que o § 11 do art. 62 da CF deve ser interpretado com cautela, 
não se podendo protrair indefinidamente a vigência de medidas provisórias rejeitadas ou não 
apreciadas. Referida norma visa garantir segurança jurídica àqueles que praticaram atos embasados 
em medida provisória rejeitada ou não apreciada, mas isso não pode ensejar a sobreposição da 
vontade do Chefe do Poder Executivo à vontade do Poder Legislativo, o que ocorrerá, por exemplo, 
em situações nas quais a preservação dos efeitos de determinada medida provisória rejeitada 
implicar na manutenção de sua vigência. Interpretação diversa ofende a cláusula pétrea constante 
do art. 2º da Constituição, que preconiza a separação entre os Poderes. 
 
Na espécie, verifica-se que o § 11 do art. 62 da Constituição tem servido de fundamento para 
o deferimento de medidas judiciais a determinar à Administração Pública o exame de pedidos de 
licença para exploração de CLIA não analisados durante a vigência da Medida Provisória 320/2006. 
Nesses casos, não havia ato da Administração deferindo o pedido de licença para exploração de 
CLIA, sequer podendo se argumentar com a existência de ato jurídico perfeito. Dessa forma, não há 
falar na existência de relação jurídica constituída que torne possível a invocação do referido 
dispositivo constitucional para justificar a aplicação da medida provisória. 
Interpretação contrária postergaria indevidamente a eficácia de medida provisória já rejeitada 
pelo Congresso Nacional, e ofenderia não apenas o § 11 do art. 62 da Constituição, mas também o 
princípio da separação dos Poderes e o princípio da segurança jurídica. 
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DIREITO CONSTITUCIONAL 
Poder e Processo legislativo 
 
 
 101 
 
 
Vencidos os Ministros Roberto Barroso, Rosa Weber, Luiz Fux e Ricardo Lewandowski, que 
julgaram improcedente o pedido. 
 
2.11.2.4.9 Medida provisória x contrabando legislativo 
 
 
JURISPRUDÊNCIA DO STF 
EMENTA: DIREITO CONSTITUCIONAL. CONTROLE DE 
CONSTITUCIONALIDADE. EMENDA PARLAMENTAR EM PROJETO DE 
CONVERSÃO DE MEDIDA PROVISÓRIA EM LEI. CONTEÚDO 
TEMÁTICO DISTINTO DAQUELE ORIGINÁRIO DA MEDIDA 
PROVISÓRIA. PRÁTICA EM DESACORDO COM O PRINCÍPIO 
DEMOCRÁTICO E COM O DEVIDO PROCESSO LEGAL (DEVIDO 
PROCESSO LEGISLATIVO). 
1. Viola a Constituição da República, notadamente o princípio 
democrático e o devido processo legislativo (arts. 1º, caput, parágrafo 
único, 2º, caput, 5º, caput, e LIV, CRFB), a prática da inserção, mediante 
emenda parlamentar no processo legislativo de conversão de medida 
provisória em lei, de matérias de conteúdo temático estranho ao objeto 
originário da medida provisória. 
2. Em atenção ao princípio da segurança jurídica (art. 1º e 5º, XXXVI, 
CRFB), mantém-se hígidas todas as leis de conversão fruto dessa 
prática promulgadas até a data do presente julgamento, inclusive 
aquela impugnada nesta ação. 3. Ação direta de inconstitucionalidadejulgada improcedente por maioria de votos. 
(ADI 5127, Relator(a): Min. ROSA WEBER, Relator(a) p/ Acórdão: Min. 
EDSON FACHIN, Tribunal Pleno, julgado em 15/10/2015, PROCESSO 
ELETRÔNICO DJe-094 DIVULG 10-05-2016 PUBLIC 11-05-2016) 
EMENTA: 
 
AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. ARTS. 113 A 126 DA 
LEI Nº 12.249/2010. CONVERSÃO DA MEDIDA PROVISÓRIA Nº 
472/2009. DISPOSITIVOS INCLUÍDOS POR EMENDA PARLAMENTAR. 
AUSÊNCIA DE PERTINÊNCIA TEMÁTICA COM O OBJETO ORIGINAL 
DA MEDIDA PROVISÓRIA. INOBSERVÂNCIA DO DEVIDO PROCESSO 
LEGISLATIVO CONSTITUCIONAL. AFRONTA AO PRINCÍPIO 
DEMOCRÁTICO E AO POSTULADO DA SEPARAÇÃO DOS PODERES. 
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DIREITO CONSTITUCIONAL 
Poder e Processo legislativo 
 
 
 102 
 
 
ARTS. 1º, CAPUT, 2º, 5º, LIV, 62 E 84, XXVI, DA CONSTITUIÇÃO DA 
REPÚBLICA. 
1. Inclusão, por emenda parlamentar, dos arts. 113 a 126, versando 
sobre alteração de limites de unidades de conservação, na redação final 
da Lei nº 12.249/2010, conversão da Medida Provisória nº 472/2009. 
2. Afronta ao princípio democrático, ao postulado da separação entre os 
Poderes e à garantia do devido processo legislativo, à ausência de 
pertinência temática entre a matéria veiculada na emenda parlamentar 
e o objeto da medida provisória submetida à conversão em lei. 
3. Em 15.10.2015, o Plenário do Supremo Tribunal Federal, embora 
reconhecendo formalmente inconstitucional, a teor dos arts. 1º, caput e 
parágrafo único, 2º, caput, e 5º, LIV, da Carta Política, a inclusão de 
emenda, em projeto de conversão de medida provisória em lei, versando 
conteúdo divorciado do seu objeto originário, ao julgamento da ADI 
5127, forte no princípio da segurança jurídica, afirmou a validade dos 
preceitos normativos resultantes de emendas a projetos de lei de 
conversão, ainda que sem relação com o objeto da medida provisória, 
aprovados antes da data daquele julgamento. 
4. Ação direta de inconstitucionalidade julgada improcedente. 
(ADI 5012, Relator(a): Min. ROSA WEBER, Tribunal Pleno, julgado em 
16/03/2017, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-018 DIVULG 31-01-2018 
PUBLIC 01-02-2018) 
 
 
No concurso da PGE MS (2021), o tema foi cobrado da seguinte forma: 
 Se o Congresso Nacional aprovar medida provisória (MP) cujo texto original, durante o 
curso do processo legislativo, tenha sofrido significativa alteração, os preceitos normativos 
inseridos nessa MP mediante referida alteração 
 
a) serão válidos, ainda que possuam conteúdo temático estranho ao objeto originário da 
MP, por inexistir vedação constitucional quanto a essa prática. 
b) serão nulos, possuindo ou não conteúdo temático estranho ao objeto originário da MP, 
por vício material de constitucionalidade. 
c) serão nulos, caso possuam conteúdo temático estranho ao objeto originário da MP, por 
vício formal de constitucionalidade. 
d) serão nulos, possuindo ou não conteúdo temático estranho ao objeto originário da MP, 
por vício formal de constitucionalidade. 
e) serão nulos, caso possuam conteúdo temático estranho ao objeto originário da MP, por 
vício material de constitucionalidade. 
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Poder e Processo legislativo 
 
 
 103 
 
 
 
A alternativa considerada correta foi a letra C. 
 
2.11.2.5. Decreto Legislativo 
 
É instrumento normativo pelo qual se materializam as competências exclusivas do CN. 
Regras sobre o procedimento: regimento interno das Casas do CN. 
Além das matérias do art. 49, o CN deverá regulamentar por decreto legislativo os efeitos da 
MP NÃO convertida em lei. 
NÃO existe manifestação do Presidente da República, sancionando ou vetando, pela própria 
natureza do ato. 
 
2.11.2.6. Tratados Internacionais 
 
O CN tem competência exclusiva para, através de decreto legislativo, resolver 
definitivamente sobre tratados, acordos ou atos internacionais (art. 49, I, CF/88). 
FORMAS PELAS QUAIS SE ORIGINA UM TRATADO INTERNACIONAL: 
● APROVAÇÃO DO TEXTO POR UMA INSTÂNCIA DE ORGANIZAÇÃO INTERNACIONAL; 
● ASSINATURA DE UM DOCUMENTO POR SUJEITOS DE DIREITO INTERNACIONAL. 
 
Em geral, tem-se: 
NEGOCIAÇÃO -> CONCLUSÕES -> ASSINATURA DO TRATADO 
 
É competência privativa do Presidente da República celebrar tratados, convenções e atos 
internacionais sujeitos a referendo do CN (art. 84, VIII, CF/88). Logo, primeiro o Presidente celebra o 
tratado e depois, internamente, o Parlamento decidirá sobre sua viabilidade, conveniência e 
oportunidade. Concordando o CN, será elaborado decreto legislativo (instrumento para referendar 
e aprovar a decisão do chefe do executivo), dando-se carta branca para ratificar a assinatura já 
depositada ou aderir, se já não tiver feito. 
Posteriormente, para que haja incorporação definitiva ao ordenamento jurídico, o Presidente 
da República, mediante decreto, promulga o texto, publicando-o em português em órgão da 
imprensa oficial. 
A propósito do tema, o Suprema Corte decidiu que a denúncia de tratados internacionais pelo 
presidente da República exige a anuência do Congresso Nacional. 
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DIREITO CONSTITUCIONAL 
Poder e Processo legislativo 
 
 
 104 
 
 
 
STF: A EXPEDIÇÃO DO REFERIDO DECRETO PELO PRESIDENTE ACARRETA 03 EFEITOS 
BÁSICOS: 
● Promulgação do tratado internacional; 
● Publicação oficial de seu texto; 
● Executoriedade do ato internacional, que passa a somente vincular e obrigar no plano do 
direito positivo interno. 
 
Referido ato normativo integra o ordenamento jurídico interno com caráter de norma 
infraconstitucional, como regra, situando-se nos mesmos planos de validade, eficácia e autoridade 
em que se posicionam as leis ordinárias, podendo, por conseguinte, ser revogado por norma 
posterior, bem como ser questionada a sua constitucionalidade perante os tribunais, de forma 
concentrada ou difusa. 
 
NOTE que o sistema constitucional brasileiro NÃO exige, para efeito de executoriedade 
doméstica dos tratados internacionais, a edição de lei formal distinta, satisfazendo-se com a adoção 
de iter procedimental complexo, que compreende a aprovação do CN e a promulgação do texto pelo 
Executivo (= O Brasil adotou o princípio do dualismo moderado). 
 
RESUMO DO TRÂMITEDA INTEGRAÇÃO DA NORMA INTERNACIONAL NO DIREITO 
INTERNO: 
 
A) Celebração de Tratado Internacional pelo órgão do Poder Executivo; 
 
B) Aprovação (referendo ou ratificação latu sensu) pelo CN, por decreto legislativo; 
 
C) Troca ou Depósito dos instrumentos de ratificação ou adesão (caso não tenha ocorrido a 
prévia celebração) pelo órgão do executivo em âmbito internacional; 
 
D) Promulgação por decreto presidencial, seguida da publicação do texto em português por 
Diário Oficial => Nesse momento, adquire executoriedade no plano do direito positivo 
interno e guarda paridade com Leis Ordinárias, SALVO se versar sobre direitos humanos e 
for aprovado com quórum de 3/5 (constitucional) ou com natureza supralegal. 
 
 
OBSERVAÇÃO 
Segundo Araújo e Nunes Júnior, “o reconhecimento da inconstitucionalidade do decreto legislativo 
que ratifica um tratado internacional não torna o ajuste internacional nulo, mas apenas exclui o 
Brasil de seu cumprimento, sujeitando-o, no entanto, a sanções internacionais decorrentes do 
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Poder e Processo legislativo 
 
 
 105 
 
 
descumprimento”. 
 
TRATADOS E CONVENÇÕES INTERNACIONAIS SOBRE DIREITOS HUMANOS 
 
● Aprovados por 3/5 dos votos dos seus membros, em cada Casa do CN e em 
02 turnos de votação => Equivalem às ECs, guardando paridade com as 
normas constitucionais. Exemplos: Decreto 6.949/09 – Convenção sobre os 
Direitos das Pessoas com Deficiência; Tratado de Marraqueche (Decreto 
9.522/18) – busca facilitar o acesso a obras publicadas às pessoas cegas, 
com deficiência visual ou com outras dificuldades para ter acesso ao texto 
impresso. 
OBS.: servem de parâmetro constitucional de confronto, ampliando o “bloco 
de constitucionalidade”. Assim, perfeitamente possível que uma lei seja 
declarada inconstitucional por ferir tratado internacional sobre direitos 
humanos que tenha sido aprovado com o rito acima. 
● Aprovados por regra anterior à reforma (EC 45/2004) e desde que não forem 
confirmadas pelo quórum qualificado: Segundo o STF, serão normas 
supralegais. 
Exemplo: Pacto de San José da Costa Rica – ratificação do Pacto 
Internacional dos Direitos Civis e Políticos e da Convenção Americana sobre 
Direitos Humanos 🡪 a previsão constitucional da prisão civil do depositário 
infiel não foi revogada, mas deixou de ter aplicabilidade diante do efeito 
paralisante desses tratados em relação à legislação infraconstitucional que 
disciplina a matéria. STF (RE 466.343) - os tratados e convenções 
internacionais sobre direitos humanos, se não incorporados na forma do art. 
5.º, § 3.º (quando teriam natureza de norma constitucional), têm natureza de 
normas supralegais, paralisando, assim, a eficácia de todo o ordenamento 
infraconstitucional em sentido contrário. 
● Tratados e convenções internacionais de outra natureza: Têm força de lei 
ordinária. 
 
Quadro do Dizer o Direito: 
 
Qual é a natureza jurídica dos tratados internacionais promulgados pelo Brasil? 
Os tratados internacionais são equivalentes a que espécie normativa? 
1) Tratados internacionais que não tratem sobre direitos humanos Status de 
lei ordinária 
2) Tratados internacionais que versem sobre direitos humanos, mas que Status supralegal 
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DIREITO CONSTITUCIONAL 
Poder e Processo legislativo 
 
 
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não tenham sido aprovados na forma do art. 5º, § 3º, da CF/88 
3) Tratados internacionais sobre Direito Tributário (art. 98 do CTN) Status supralegal* 
4) Tratados internacionais sobre matéria processual civil (art. 13 do 
CPC/2015) 
Status supralegal* 
5) Tratados internacionais que versem sobre direitos humanos e que 
tenham sido aprovados na forma do art. 5º, § 3º, da CF/88 
Equivalente a 
Emenda 
constitucional 
 
Uma diferença relevante entre os tratados e convenções internacionais sobre direitos humanos 
aprovados em cada casa do CN, em dois turnos, por 3/5 dos votos, e os que não seguiram esse rito, 
está no procedimento de denúncia (ato de retirada do tratado) – Os que seguiram o procedimento 
mais solene dependem de prévia autorização do CN para a denúncia (mesmo rito), e os outros 
poderão ser denunciados pelo Executivo, sem prévia autorização do CN. 
 
RESUMO DO TRÂMITE DA INTEGRAÇÃO DA NORMA INTERNACIONAL NO DIREITO INTERNO: 
 
A) Celebração de Tratado Internacional pelo órgão do Poder Executivo; 
B) Aprovação (referendo ou ratificação latu sensu) por decreto legislativo; 
C) Troca ou Depósito dos instrumentos de ratificação ou adesão (caso não tenha ocorrido a prévia 
celebração) pelo órgão do executivo em âmbito internacional; 
D) Promulgação por decreto presidencial, seguida da publicação em português por Diário Oficial => 
Nesse momento, guarda paridade com Leis Ordinárias, SALVO se versar sobre direitos humanos e 
for aprovado com quórum de 3/5 
 
TRATADOS E CONVENÇÕES INTERNACIONAIS SOBRE DIREITOS HUMANOS 
 
A) Aprovados por 3/5 dos votos dos seus membros, em cada Casa do CN e em 02 turnos de votação 
=> Equivalem às ECs, guardando paridade com as normas constitucionais. 
B) Aprovados por regra anterior à reforma (EC 45/2004) e desde que não forem confirmadas pelo 
quórum qualificado: Segundo o STF, serão normas supralegais. 
C) Tratados e convenções internacionais de outra natureza: Têm força de lei ordinária. 
 
2.11.2.6.1. Responsabilidade internacional por violação de direitos humanos 
 
O Estado tem um dever de cumprir e respeitar as obrigações assumidas internacionalmente, 
provocando, em caso de descumprimento desses compromissos assumidos, sua responsabilidade 
perante a comunidade internacional. 
 
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Normalmente, quando o Estado adere a um tratado internacional de direitos humanos, são 
previstos “mecanismos de supervisão e controle do respeito, pelo Estado, desses mesmos direitos 
protegidos”, segundo André de Carvalho Ramos. Isto significa dizer que o Estado se compromete a 
proteger e respeitar os direitos humanos, tornando-se garante dessas obrigações. São as obrigações 
de respeito e obrigações de garantia. 
 
Assim, o Estadopoderes evita o 
despotismo e assume feições liberais. Do ponto de vista teórico, isso significa que na base da 
separação dos poderes encontra-se a tese da existência de nexo causal entre a divisão do poder e a 
liberdade individual. A separação dos poderes persegue esse objetivo de duas maneiras. Primeiro, 
impondo a colaboração e o consenso de várias autoridades estatais na tomada de decisões. 
Segundo, estabelecendo mecanismos de fiscalização e responsabilização recíproca dos poderes 
estatais, conforme o desenho institucional dos freios e contrapesos. 
 
Assim, a tripartição dos Poderes surgiu com o intuito de limitar o Poder Estatal, tanto através 
da Separação das Funções, bem como através do Sistema de Freios e Contrapesos. 
 
● Separação das funções – cada Poder somente pode atuar dentro da competência 
constitucional que lhe é atribuída 
● Sistema de Freios e Contrapesos – um poder pode limitar o outro quando constatar eventual 
abuso de poder. 
 
 Art. 2º, CF/88. São Poderes da União, independentes e harmônicos entre si, 
o Legislativo, o Executivo e o Judiciário. 
 
APROFUNDANDO PARA DISCURSIVA e ORAL 
 
Rigorosamente, não é correto falar em divisão dos poderes, porque a compreensão prevalecente é 
a de que o poder estatal é uno, e de que existe apenas uma especialização de funções entre seus 
diferentes órgãos. Exatamente por isso é que se fala em funções típicas e atípicas dos poderes, sendo 
as primeiras aquelas funções preponderantes de um poder, como, por exemplo, a produção de 
normas gerais para o Poder Legislativo e o julgamento de conflitos, para o Judiciário. Exemplos de 
funções atípicas são a fiscalização financeira por parte do Legislativo e a produção de normas, por 
meio das resoluções de competência do Tribunal Superior Eleitoral, sobre matéria eleitoral 
 
● FUNÇÃO LEGISLATIVA: “consiste na edição de regras gerais, abstratas, impessoais e 
inovadoras da ordem jurídica, denominadas leis”; 
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● FUNÇÃO EXECUTIVA: “resolve os problemas concretos e individualizados, de acordo com 
as leis; não se limita à simples execução das leis, como às vezes se diz; comporta 
prerrogativas, e nela entram todos os atos e fatos jurídicos que não tenham caráter geral e 
impessoal; por isso, é cabível dizer que a função executiva se distingue em função de governo, 
com atribuições políticas, legislativas e de decisão, e função administrativa, com suas três 
missões básicas: intervenção, fomento e serviço público”; 
● FUNÇÃO JURISDICIONAL: “tem por objeto aplicar o direito aos casos concretos a fim de 
dirimir conflitos de interesse”. 
 
2. PODER LEGISLATIVO 
 
FUNÇÃO TÍPICA 
· Função legiferante – elaborar leis 
· Função de fiscalização e controle dos atos do Executivo 
É evidente que a função típica do legislativo é legislar, a possibilidade de editar leis que 
inovem na ordem jurídica, criando direitos e obrigações jurídicas. Essa função decorre da própria 
legitimidade democrática do Poder Legislativo. 
 
Mas, no direito contemporâneo, se reconhece como função típica a função de fiscalização 
da Administração Pública, cujo instrumento mais importante são as Comissões Parlamentares 
de Inquérito (CPIs). 
FUNÇÃO ATÍPICA 
O Poder Legislativo também desempenha funções atípicas: 
 
· Função judicial – Senado Federal julga o Presidente por crimes de responsabilidade 
· Função administrativa – Quando a Câmara dos Deputados e o Senado Federal se 
organizam internamente através da criação de cargos públicos. 
 
 
OBSERVAÇÃO 
É a possibilidade de os Poderes realizarem funções típicas e atípicas que viabiliza o princípio da 
separação dos poderes e o sistema de Freios e Contrapesos. 
 
2.1. Estrutura 
 
A forma federativa de Estado confere uma estrutura tríplice ao Poder Legislativo, que é 
composto: 
· Poder Legislativo Federal 
· Poder Legislativo Estadual 
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· Poder Legislativo Municipal. 
 
2.1.1. Âmbito Federal 
 
Vigora o bicameralismo federativo: 
 
● Câmara dos Deputados – representa o povo; 
● Senado Federal – representa os estados + DF. 
 
Art. 44, CF. O Poder Legislativo é exercido pelo Congresso Nacional, que se 
compõe da Câmara dos Deputados e do Senado Federal. 
Parágrafo único. Cada legislatura terá a duração de quatro anos. 
 
2.1.2. Âmbito Legislativo Estadual 
Unicameral, composto por deputados estaduais, na Assembleia Legislativa. 
● Número de deputados estaduais da assembleia legislativa = 3x a representação da câmara 
dos deputados, e atingido o número de 36, será acrescido de tantos quantos forem os 
deputados acima de 12 (y = (x-12) + 36). 
● Mandato de 04 anos. 
● Subsídio fixado por lei da assembleia legislativa, não podendo ser superior a 75% do 
estabelecido, em espécie, para os deputados federais. 
 
 
ATENÇÃO 
O STF já decidiu que: “É inconstitucional — por representar modalidade de reajustamento 
automático e, desse modo, violar o princípio da reserva legal (CF/1988, art. 27, § 2º), o pacto 
federativo e a vedação à equiparação entre espécies remuneratórias (CF/1988, art. 37, XIII) — 
lei estadual que vincula a remuneração dos deputados estaduais à dos deputados federais”. 
Respeitados os limites constitucionais, os estados federados possuem autonomia para a fixação 
da remuneração de seus agentes políticos (CF/1988, art. 25), mas existe vedação expressa à 
vinculação ou equiparação de quaisquer espécies remuneratórias para o efeito de remuneração de 
pessoal do serviço público, objetivando, justamente, impedir as majorações remuneratórias em 
cadeia. (ADI 6.545/DF, relator Ministro Ricardo Lewandowski, redator do acórdão Ministro 
Alexandre de Moraes, julgamento virtual finalizado em 12.4.2023 (quarta-feira), às 23:59. 
INFORMATIVO 1090) 
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É inconstitucional — porpode ser responsabilizado quer por ter cometido atos violatórios de direitos 
humanos, quer por ter deixado de prevenir ou punir tais atos. 
 
Nesse sentido, dispõe a Convenção Americana de Direitos Humanos (CADH), ratificada pelo 
Brasil: 
Artigo 1º - Obrigação de respeitar os direitos: 
1. Os Estados-partes nesta Convenção comprometem-se a respeitar os 
direitos e liberdades nela reconhecidos e a garantir seu livre e pleno exercício 
a toda pessoa que esteja sujeita à sua jurisdição, sem discriminação alguma, 
por motivo de raça, cor, sexo, idioma, religião, opiniões políticas ou de 
qualquer outra natureza, origem nacional ou social, posição econômica, 
nascimento ou qualquer outra condição social. 
 
A doutrina aponta como elementos constitutivos da responsabilidade internacional, portanto, 
o ato ilícito, nexo causal e existência de prejuízo ou dano. A conduta comissiva ou omissiva do Estado 
em relação a uma prévia “obrigação internacional estabelecida pela ordem jurídica” constitui o 
primeiro elemento, mas é o nexo causal ou a imputabilidade que constitui “o elemento que vincula 
a conduta do agente do Estado responsável”, conforme entendimento de André de Carvalho Ramos. 
 
Ainda, cabe ressalta que, de acordo com Paulo Borba Casella e Hildebrando Accioly, o Estado 
responderia por atos praticados por seus agentes ou por particulares, desde que pudesse ser 
imputável a ele. Logo, a responsabilidade do Estado seria indireta. 
 
 
No concurso da PGE CE (2021), o tema foi cobrado da seguinte forma: 
 Assinale a opção correta acerca do processo legislativo. 
 
a) Lei estadual que crie despesa ou conceda benefício fiscal e cujo processo legislativo não 
contenha estimativa de impacto orçamentário e financeiro padecerá de vício de 
inconstitucionalidade formal. 
b) A conversão em lei de medida provisória formalmente inconstitucional é capaz de sanar 
o vício original. 
c) O veto jurídico aposto pelo chefe do Poder Executivo pode abranger expressão inserida 
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DIREITO CONSTITUCIONAL 
Poder e Processo legislativo 
 
 
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no texto de parágrafo. 
d) No projeto de lei apresentado pelo Poder Executivo, a ausência de motivação 
contaminará a validade da lei eventualmente aprovada. 
 
A alternativa considerada correta foi a letra A. 
 
2.11.2.6.2. Controle de convencionalidade 
 
Os tratados internacionais de direitos humanos em vigor no Brasil são também (assim como a 
Constituição) paradigma de controle da produção normativa doméstica. É o que se denomina de 
controle de convencionalidade das leis, o qual pode se dar tanto na via de ação (controle 
concentrado) quanto pela via de exceção (controle difuso). (Valério Mazzuoli) 
 
Segundo Alice Bianchini e Valério de Oliveira Mazzuoli, atualmente, verificar a adequação das 
leis com a Constituição (controle de constitucionalidade) é apenas o primeiro passo a fim de se 
garantir validade à produção do Direito doméstico. Além de compatíveis com a Constituição, as 
normas internas devem estar em conformidade com os tratados internacionais ratificados pelo 
governo e em vigor no país, condição a que se dá o nome de controle de convencionalidade. 
 
2.11.2.7. Resolução 
 
Meio para regulamentar as matérias de competência privativa do Senado e da Câmara dos 
Deputados, e algumas do CN. 
 
NÃO haverá manifestação presidencial sancionando ou vetando o projeto de resolução. 
 
2.12. Função fiscalizatória exercida pelo Legislativo e o Tribunal de Contas 
Além da função típica de legislar, ao Legislativo também foi atribuída a função fiscalizatória. 
Em relação ao legislativo, além do controle interno (inerente a todo Poder), também realiza 
controle externo, através da fiscalização contábil, financeira, orçamentária, operacional e patrimonial 
da União e das entidades da Administração direta (pertencentes ao Executivo, Legislativo e 
Judiciário) e indireta, levando em consideração a legalidade, legitimidade, economicidade, aplicação 
das subvenções e renúncia de receitas (art. 70, caput). 
A CF/88 consagra, pois, um sistema harmônico, integrado e sistêmico de perfeita convivência 
entre os controles internos de cada Poder e o controle externo exercido pelo Legislativo, com o 
auxílio do Tribunal de Contas (art. 74, IV). 
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http://www.jusbrasil.com.br/legislacao/155571402/constitui%C3%A7%C3%A3o-federal-constitui%C3%A7%C3%A3o-da-republica-federativa-do-brasil-1988
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DIREITO CONSTITUCIONAL 
Poder e Processo legislativo 
 
 
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O STF3 decidiu que norma estadual ou municipal não pode conferir a parlamentar, 
individualmente, o poder de requisitar informações ao Poder Executivo. Visto que a Constituição 
Federal (CF) é taxativa quanto à atribuição exclusivamente conferida às Casas do Poder 
Legislativo para fiscalizar os atos do Poder Executivo (CF, art. 49, X). Nesses termos, não se 
admite que constituição estatual ou legislação infraconstitucional, a pretexto de fiscalizar ou 
controlar atividades de outro poder, disponham sobre outras modalidades de controle ou inovem 
em fórmulas de exercício dessa atividade que ultrapassem aquelas previstas pela CF, sob pena 
de violação ao princípio da separação dos poderes (CF, art. 2º). 
Fica ressalvada, no entanto, a possibilidade de o parlamentar atuar na condição de cidadão, 
nos termos constitucionais e legais aplicáveis a matéria (CF, art. 5º, XXXIII). (STF. Plenário. RE 
865401/MG, Rel. Min. Dias Toffoli, julgado em 25/4/2018 (repercussão geral) (Info 899). 
 
2.12.1. Tribunal de Contas da União 
 
2.12.1.1. Composição e características 
 
● Integrado por 9 ministros; 
● Sede no Distrito Federal; 
● É um órgão técnico, cujos atos praticados no auxílio do controle externo são de natureza 
meramente administrativa, podendo ser acatados ou não pelo Legislativo; 
● Não é órgão do Poder Judiciário, nem mesmo do Legislativo; 
● Tem autonomia institucional, sem nenhum vínculo de subordinação ao Legislativo. 
● Tem iniciativa reservada para “instaurar processo legislativo que pretenda alterar sua 
organização e seu funcionamento, como resulta da interpretação sistemática dos arts. 73, 75 
e 96” da CF/88 (ADI 4.418-MC, j. 06.10.2010; e ADI 1.994, j. 24.05.2006). 
 
2.12.1.2. Atribuições constitucionais do TCU 
 
Art. 71. O controle externo, a cargo do Congresso Nacional, será exercido 
com o auxílio do Tribunal de Contas da União, ao qual compete: 
I.Apreciar as contas prestadas anualmente pelo Presidente da República, 
mediante parecer prévio que deverá ser elaborado em sessenta dias a contar 
de seu recebimento; 
II.Julgar as contas dos administradores e demaisresponsáveis por dinheiros, 
bens e valores públicos da administração direta e indireta, incluídas as 
 
3 ADI 4700/DF, relator Min. Gilmar Mendes, julgamento virtual finalizado em 13.12.2021 (segunda-feira), às 23:59 
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fundações e sociedades instituídas e mantidas pelo Poder Público federal, e 
as contas daqueles que derem causa a perda, extravio ou outra irregularidade 
de que resulte prejuízo ao erário público; 
III.Apreciar, para fins de registro, a legalidade dos atos de admissão de pessoal, 
a qualquer título, na administração direta e indireta, incluídas as fundações 
instituídas e mantidas pelo Poder Público, excetuadas as nomeações para 
cargo de provimento em comissão, bem como a das concessões de 
aposentadorias, reformas e pensões, ressalvadas as melhorias posteriores 
que não alterem o fundamento legal do ato concessório; 
IV.Realizar, por iniciativa própria, da Câmara dos Deputados, do Senado 
Federal, de Comissão técnica ou de inquérito, inspeções e auditorias de 
natureza contábil, financeira, orçamentária, operacional e patrimonial, nas 
unidades administrativas dos Poderes Legislativo, Executivo e Judiciário, e 
demais entidades referidas no inciso II; 
V.Fiscalizar as contas nacionais das empresas supranacionais de cujo capital 
social a União participe, de forma direta ou indireta, nos termos do tratado 
constitutivo; 
VI.Fiscalizar a aplicação de quaisquer recursos repassados pela União mediante 
convênio, acordo, ajuste ou outros instrumentos congêneres, a Estado, ao 
Distrito Federal ou a Município; 
VII.Prestar as informações solicitadas pelo Congresso Nacional, por qualquer de 
suas Casas, ou por qualquer das respectivas Comissões, sobre a fiscalização 
contábil, financeira, orçamentária, operacional e patrimonial e sobre 
resultados de auditorias e inspeções realizadas; 
VIII.Aplicar aos responsáveis, em caso de ilegalidade de despesa ou 
irregularidade de contas, as sanções previstas em lei, que estabelecerá, entre 
outras cominações, multa proporcional ao dano causado ao erário; 
IX.Assinar prazo para que o órgão ou entidade adote as providências 
necessárias ao exato cumprimento da lei, se verificada ilegalidade; 
X.Sustar, se não atendido, a execução do ato impugnado, comunicando a 
decisão à Câmara dos Deputados e ao Senado Federal; 
XI.Representar ao Poder competente sobre irregularidades ou abusos 
apurados. 
§ 1º No caso de contrato, o ato de sustação será adotado diretamente pelo 
Congresso Nacional, que solicitará, de imediato, ao Poder Executivo as 
medidas cabíveis. 
§ 2º Se o Congresso Nacional ou o Poder Executivo, no prazo de noventa dias, 
não efetivar as medidas previstas no parágrafo anterior, o Tribunal decidirá 
a respeito. 
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§ 3º As decisões do Tribunal de que resulte imputação de débito ou multa 
terão eficácia de título executivo. 
§ 4º O Tribunal encaminhará ao Congresso Nacional, trimestral e 
anualmente, relatório de suas atividades. 
 
 
ATENÇÃO 
O TCU APRECIA as contas do Presidente da República e JULGA as contas dos 
administradores e demais responsáveis por recursos públicos e daquele que derem causa à perda, 
extravio ou outra irregularidade de que resulte prejuízo ao erário público. 
 
 Acerca do tema, o STF decidiu que: “É inconstitucional norma de Constituição Estadual que 
amplia as competências de Assembleia Legislativa para julgamento de contas de gestores 
públicos, sem observar a simetria com a Constituição Federal, por violação aos arts. 71, II, e 75 
da CF/1988.”. É inconstitucional — por contrariar o princípio da simetria e o que disposto no art. 71, 
II, da CF/1988 — norma de Constituição estadual que atribui à Assembleia Legislativa competência 
exclusiva para tomar e julgar as contas prestadas pelos Poderes Legislativo, Executivo e Judiciário. 
 
O art. 75 da CF/1988 determina expressamente que o modelo federal de controle 
orçamentário e financeiro se aplica aos Tribunais de Contas dos estados, vinculando, assim, o 
constituinte estadual. Em âmbito federal, apenas as contas da Presidência da República são julgadas 
pelo Congresso Nacional. Nas demais hipóteses, inclusive quanto aos Poderes Legislativo e 
Judiciário, a competência é do Tribunal de Contas da União. 
 
Desse modo, em atenção ao postulado da simetria, compete à Assembleia Legislativa 
estadual, tão somente, o julgamento das contas do governador e a apreciação dos relatórios 
sobre a execução dos planos de governo. Caso contrário, haveria restrição indevida da 
competência do Tribunal de Contas local. (ADI 6981/SP, relator Ministro Roberto Barroso, 
julgamento virtual finalizado em 12.12.2022 (segunda-feira), às 23:59. INFORMATIVO 1079) 
 
 
 
ATENÇÃO 
Acerca das atribuições do TCU, o STF decidiu: 
 
“1. É inconstitucional, por ausência de simetria com as competências do 
TCU e por afronta à separação de poderes, lei que condicione 
genericamente o repasse de recursos federais à prévia aprovação de 
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projeto pelo Tribunal de Contas da unidade federativa destinatária das 
verbas. 
2. É inconstitucional, por contrariedade ao art. 70 e incisos da CF/88 e 
por desrespeito à autonomia federativa, lei federal que atribua aos 
tribunais de contas estaduais competência para analisar contas 
relativas à aplicação de recursos federais.” 
 É inconstitucional — por violar os princípios da simetria e da separação de 
Poderes (CF/1988, art. 2º), e a autonomia federativa — norma estadual que 
condicione a transferência de recursos do Fundo Penitenciário Nacional 
(FUNPEN) à prévia aprovação, pelo respectivo tribunal de contas, de 
projeto apresentado por organização da sociedade civil que administre 
estabelecimento penal, bem como que atribua, a esse órgão local, a 
prestação de contas relativas à aplicação de recursos federais. 
Na espécie, ao condicionar todo e qualquer repasse de recursos do 
FUNPEN à aprovação de projeto pelo tribunalde contas estadual, a norma 
impugnada lhe conferiu competência que não encontra parâmetro nas 
atribuições do Tribunal de Contas da União (TCU). 
Ademais, o critério definidor da competência fiscalizatória – federal, 
estadual ou distrital – é a origem dos recursos públicos. 
Nesse contexto, a lei impugnada não poderia fixar novas atribuições ao 
tribunal de contas estadual, nem condicionar, genericamente, o repasse de 
recursos ao aval de órgão de controle autônomo e externo. 
(ADI 7.002/PR, relator Ministro Roberto Barroso, julgamento virtual 
finalizado em 24.4.2023 (segunda-feira), às 23:59. INFORMATIVO 1091) 
 
2.12.1.2.1. O TCU tem atribuição para exercer controle de constitucionalidade? 
 
Segundo Pedro Lenza, não. No entanto, o tema tem gerado muita dúvida, na medida em que 
o STF, em 13.12.1963, editou a Súmula 347, com os seguintes dizeres: “o Tribunal de Contas, no 
exercício de suas atribuições, pode apreciar a constitucionalidade das leis e dos atos do Poder 
Público”. A Corte vem fazendo uma profunda releitura da referida súmula, prescrevendo que os ditos 
“órgãos administrativos autônomos”, por exemplo, o TCU, o CNJ e o CNMP, não realizam controle 
de constitucionalidade, na medida em que não exercem jurisdição, estando esse entendimento 
consagrado no julgamento da Pet 4.656 (Pleno, j. 19.12.2016, DJE de 04.12.2017). 
 
Por conta dessa súmula, sempre foi tido como certo pela doutrina majoritária, que o TCU não 
poderia exercer controle ABSTRATO de constitucionalidade (o que só pode ser feito pelo STF), mas 
poderia, nos casos submetidos ao seu julgamento, isto é, nas contas que estão sendo julgadas, 
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realizar um controle CONCRETO de constitucionalidade. Ou seja, esse enunciado sumular sempre 
permitiu que, no desempenho de suas funções, o Tribunal de Contas realizasse controle concreto e 
incidental de constitucionalidade. Esse controle, portanto, nos termos da Súmula 347/STF, permitia 
ao TCU julgar, incidentalmente, a constitucionalidade das leis e dos atos normativos do poder 
público. Para alguns autores, no entanto, o TCU não poderia apreciar a constitucionalidade de leis, 
mas apenas de atos e de contratos do poder público. 
 
No entanto, o Supremo Tribunal Federal (mais precisamente, o Ministro Alexandre de Mores 
monocraticamente) veio, nos últimos anos, afastando a aplicação da sua Súmula 347, afirmando que 
ela, anterior à CF/88, não se compatibiliza com a ordem constitucional em vigor, pois apenas ao 
Poder Judiciário (em especial, à Suprema Corte) se permite, com exclusividade, realizar controle de 
constitucionalidade, além de o exercício desse controle pelo Tribunal de Contas ferir a separação de 
Poderes e o sistema de checks and balances consagrado na Constituição da República. 
 
Ocorre que, em 13/04/2021, o Plenário do Supremo Tribunal Federal realizou julgamento e 
superou a sua Súmula 347, passando a entender, em verdadeira guinada jurisprudencial, que o 
Tribunal de Contas não pode realizar controle de constitucionalidade, ainda que no desempenho de 
suas atribuições. O Plenário da Corte entendeu que a possibilidade de o Tribunal de Contas exercer 
controle de constitucionalidade usurpa atribuição do Poder Judiciário, em especial, do STF, pois, 
embora a decisão seja tomada em um caso concreto, leva a Administração a afastar a aplicação da 
lei em todos os demais casos, o que acaba conferindo à decisão da Corte de Contas contornos 
abstratos, vinculantes e erga omnes. 
 
 
ATENÇÃO 
No dia 22/09/2023, a Suprema Corte julgou, no plenário, o Mandado de Segurança nº 
25.888/DF. No julgamento, prevaleceu o entendimento de que a Súmula 347 continua válida, 
todavia, deve ser interpretada a luz de alguns parâmetros, vejamos: 
 
O STF definiu que o Tribunal de Contas pode afastar a aplicação de uma norma, desde que: 
a) a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal seja pacífica em reconhecer a 
inconstitucionalidade da matéria ou; b) seja patente a violação patente a dispositivo da 
Constituição. 
 
Segundo o relator, o ministro Gilmar Mendes: “[...] da Corte de Contas passa-se a esperar a 
postura de cobrar da Administração Pública a observância da Constituição, mormente mediante a 
aplicação dos entendimentos exarados pelo Supremo Tribunal Federal em matérias relacionadas 
ao controle externo. Nessa senda, é possível vislumbrar renovada aplicabilidade da Súmula 347 
do STF: o verbete confere aos Tribunais de Contas a possibilidade de afastar (incidenter tantum) 
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normas cuja aplicação no caso expressaria um resultado inconstitucional (seja por violação 
patente a dispositivo da Constituição ou por contrariedade à jurisprudência do Supremo Tribunal 
Federal sobre a matéria). [...]” 
Vejamos trecho da ementa do aludido julgado: 
(...) 5. Súmula 347 do Supremo Tribunal Federal: compatibilidade com a ordem 
constitucional de 1988: o verbete confere aos Tribunais de Contas – caso imprescindível para o 
exercício do controle externo – a possibilidade de afastar (incidenter tantum) normas cuja 
aplicação no caso expressaria um resultado inconstitucional (seja por violação patente a 
dispositivo da Constituição ou por contrariedade à jurisprudência do Supremo Tribunal Federal 
sobre a matéria). Inteligência do enunciado, à luz de seu precedente representativo (RMS 
8.372/CE, Rel. Min. Pedro Chaves, Pleno, julgado em 11.12.1961). 
6. Reafirmação da jurisprudência do Supremo Tribunal Federal quanto à inviabilidade de 
realização de controle abstrato de constitucionalidade por parte de Tribunal de Contas (MS 
35.410 MS 35.490 MS 35.494 MS 35.498 MS 35.500 MS 35.812 MS 35.824 MS 35.836, todos 
de Relatoria do Eminente Ministro Alexandre De Moraes, Tribunal Pleno, e publicados no DJe 
5.5.2021). (...) 
STF. Plenário MS 25888 AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes, julgado em 22/08/2023. 
 
2.12.1.2.2. Sustação de atos e contratos administrativos 
 
Diante de atos administrativos, verificando o TCU qualquer ilegalidade, deverá assinalar prazo 
para que o órgão ou entidade adote as providências necessárias ao exato cumprimento da lei (art. 
71, IX). Findo o prazo e não solucionada a ilegalidade, nos termos do art. 71, X, competirá ao TCU, 
no exercício de sua própria competência, sustar a execução do ato impugnado, comunicando a 
decisão à Câmara dos Deputados e ao Senado Federal. Em contrapartida, de acordo com o art. 71, 
§ 1.º, no caso de contrato administrativo, o ato de sustação será adotado diretamente pelo Congresso 
Nacional, que solicitará, de imediato, ao Poder Executivo as medidas cabíveis. Contudo, se o 
Congresso Nacional ou o Poder Executivo,no prazo de 90 dias, não efetivar as medidas previstas, o 
Tribunal de Contas da União decidirá a respeito (art. 71, § 2.º). 
 
As empresas públicas e as sociedades de economia mista, integrantes da Administração 
indireta, estão sujeitas à fiscalização do Tribunal de Contas. 
 
 
JURISPRUDÊNCIA DO STF 
SÚMULA VINCULANTE 3: Nos processos perante o Tribunal de Contas 
da União asseguram-se o contraditório e a ampla defesa quando da 
decisão puder resultar anulação ou revogação de ato administrativo que 
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beneficie o interessado, excetuada a apreciação da legalidade do ato de 
concessão inicial de aposentadoria, reforma e pensão. 
 
2.12.1.2.3. O TCU pode exigir, por si, a quebra de sigilo bancário? 
 
O STF, no julgamento do MS 22.801, por unanimidade, anulou decisão do TCU “... que obrigava 
o Banco Central a dar acesso irrestrito a informações protegidas pelo sigilo bancário, constantes do 
Sisbacen (Sistema de Informações do Banco Central). (...) Os ministros reafirmaram que toda e 
qualquer decisão de quebra de sigilo bancário tem de ser motivada, seja ela do Poder Judiciário ou 
do Poder Legislativo (no caso por meio das CPIs, acrescente-se). Eles ressaltaram, ainda, que o TCU, 
como órgão auxiliar do Congresso Nacional, não tem poder para decretar quebra de sigilo. Isso 
porque o sigilo bancário busca proteger a intimidade e a vida privada (art. 5.º, X), devendo eventual 
mitigação desses direitos fundamentais ser feita com base na Constituição e na ideia de ponderação. 
Avançando, nem mesmo a LC n. 105/2001, que trata do assunto, autorizou a mitigação do direito 
fundamental pelo TCU, o que, em nosso entender, também não poderia, já que estamos diante da 
regra de reserva de jurisdição. Portanto, tanto o TCU como as demais Cortes de Contas, em razão 
da simetria, não têm competência para decretar a quebra do sigilo bancário, mesmo diante das 
atividades que desempenham. No entanto, excetua-se o sigilo quando se trata de recursos públicos 
 
Assim, há inoponibilidade de sigilo bancário e empresarial ao TCU quando se está diante de 
operações fundadas em recursos de origem pública (MS 33.340). 
 
2.12.1.2.4. TCU e teoria dos poderes implícitos 
 
O Min. Celso de Mello, em interessante julgado, anotou que a teoria dos poderes implícitos 
decorre de doutrina que, tendo como precedente o célebre caso McCULLOCH v. MARYLAND (1819), 
da Suprema Corte dos Estados Unidos, estabelece que “... a outorga de competência expressa a 
determinado órgão estatal importa em deferimento implícito, a esse mesmo órgão, dos meios 
necessários à integral realização dos fins que lhe foram atribuídos” (MS 26.547-MC/DF, Rel. Min. 
Celso de Mello, j. 23.05.2007, DJ de 29.05.2007). O STF já aplicou a teoria dos poderes implícitos 
ao TCU, reconhecendo que o Tribunal pode conceder medidas cautelares no exercício de suas 
atribuições explicitamente fixadas no art. 71 da CF/88 (MS 26.547). 
 
São partes legítimas para denunciar irregularidades ou ilegalidades perante o TCU (ART. 74, 
§ 2º, CF/88): 
● QUALQUER CIDADÃO; 
● PARTIDO POLÍTICO; 
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● ASSOCIAÇÃO; 
● SINDICATO. 
Apresentada a denúncia, o TCU deve manter sigilo sobre a autoria? O STF, por maioria, 
entendeu que o denunciado tem o direito de saber quem está apresentando a denúncia para, 
eventualmente e se for o caso, exercer o seu direito de resposta, proporcional ao agravo, e buscar, 
até mesmo, reparação por dano material ou moral por violação à honra e à imagem (art. 5.º, V e X); 
além do que, apenas em situações excepcionais é vedado o direito de se obter informações dos 
órgãos públicos (art. 5.º, XXXIII) (cf. MS 24.405, Rel. Min. Carlos Velloso, j. 03.12.2003, Plenário, DJ 
de 23.04.2004). 
 
2.12.1.3. Ministros do TCU 
● REQUISITOS: Brasileiro; mais de 35 e menos de 70 anos de idade (ATENÇÃO!! Alteração 
efetuada pela EC nº 122/2022); idoneidade moral e reputação ilibada; notórios 
conhecimentos jurídicos, contábeis, econômicos e financeiros ou de administração pública e 
mais de 10 anos de exercício de função ou de efetiva atividade profissional que exija os 
conhecimentos mencionados. 
● ESCOLHA: Os ministros do TCU serão nomeados após escolha, que se dará da seguinte 
forma: 1/3 dos 9 pelo Presidente da República, com aprovação do Senado Federal por maioria 
simples, sendo 2 alternadamente dentre auditores e membros do MP junto ao Tribunal, 
indicados em lista tríplice; e 2/3 dos 9 pelo Congresso Nacional. 
● NOMEAÇÃO: Pelo Presidente da República; 
● GARANTIAS: Os Ministros do TCU terão as mesmas garantias, prerrogativas, impedimentos, 
vencimentos e vantagens dos Ministros do STJ; 
● AUDITORES: O auditor, quando em substituição a Ministro, terá as mesmas garantias e 
impedimentos do titular e, quando no exercício das demais atribuições da judicatura, as de 
juiz de TRF. 
 
 
No concurso da PGE MS (2021), o tema foi cobrado da seguinte forma: 
 O chefe do Poder Executivo federal, por considerar competir ao TCU julgar as contas dos 
administradores de verbas públicas, entre as quais as prestadas pelo próprio presidente 
da República, apresentou projeto de lei na Câmara dos Deputados, no qual dispõe que: a) 
contrato celebrado entre a União e empresa particular dependerá de prévio registro no 
TCU; b) decisão do TCU que negar registro de admissão de pessoal será passível de 
recurso dotado de efeito suspensivo, o qual deverá ser dirigido ao Congresso Nacional. 
 
Diante da situação hipotética acima referida, e considerando a previsão constante da CF e 
a jurisprudência do STF acerca do TCU, assinale a opção correta. 
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a) Compete aos tribunais de contas dos estados julgar as contas de gestores de verbas 
federais repassadas pela União aos estados e municípios. 
b) Não compete aos tribunais de contas examinar previamente a validade de contratos 
administrativos celebrados pelo poder público. 
c) O TCU integraa estrutura do Poder Legislativo, estando a este hierarquicamente 
subordinado. 
d) Compete ao Chefe do Poder Executivo a iniciativa privativa para deflagrar processo 
legislativo de lei que disponha sobre a organização e o funcionamento de tribunal de 
contas. 
e) Compete ao TCU julgar anualmente as contas prestadas pelo Chefe do Poder Executivo. 
 
A alternativa considerada correta foi a letra B. 
 
2.12.2. Tribunais de Contas Estaduais e Tribunal de Contas do Distrito Federal 
 
As normas estabelecidas para o Tribunal de Contas da União (TCU) aplicam-se, no que couber 
e por simetria, à organização, composição e fiscalização dos Tribunais de Contas dos Estados e do 
Distrito Federal (art. 75, caput). 
 
As regras sobre os Tribunais de Contas Estaduais deverão estar previstas na Constituição 
Estadual, com expressa menção de que o número de Conselheiros (e aqui não se fala em Ministros) 
deverá ser de 7, regra essa que deverá ser seguida, também, no âmbito do DF. 
 
Nos termos da Súmula 653 do STF, “no Tribunal de Contas estadual, composto por sete 
conselheiros, quatro devem ser escolhidos pela Assembleia Legislativa e três pelo Chefe do Poder 
Executivo estadual, cabendo a este indicar um dentre auditores e outro dentre membros do MP 
especial, e um terceiro à sua livre escolha”, fazendo interpretação do art. 75, caput, que estabeleceu 
o dever de observância de sua composição, no que couber, em relação às regras do TCU, que é 
composto por 9, e não 7 integrantes. Assim, das 7 vagas, 4 serão escolhidas pelo Poder Legislativo 
e 3 pelo Poder Executivo (escolha fundada na separação de poderes). 
 
O STF4 decidiu que é constitucional norma estadual decorrente de emenda parlamentar a 
projeto de lei de iniciativa do Tribunal de Contas estadual que veicule regras sobre prescrição e 
decadência a ele aplicáveis. A norma impugnada trata sobre ações de fiscalização de Corte de 
Contas estadual, tendo em perspectiva a passagem do tempo, não implicando vulneração de sua 
autonomia ou autogoverno, já que não altera sua organização ou funcionamento. Assim, inexiste 
 
4
 ADI 5384/MG, relator Min. Alexandre de Moraes. INFORMATIVO 1056. 
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vício de iniciativa ou abuso do poder de emenda parlamentar, pois presente a pertinência 
temática com o escopo do projeto originariamente enviado ao Poder Legislativo e verificado que 
a disciplina jurídica nele inserida não implica aumento de despesa. 
 
Ademais, o princípio da simetria não pode ser invocado de modo desarrazoado, em afronta 
à sistemática constitucional de repartição de competências e à própria configuração do sistema 
federativo. Não obstante a ausência de disciplina expressa no ordenamento jurídico sobre prescrição 
e decadência no âmbito do TCU, a criação desses institutos pelos Tribunais de Contas nas diversas 
unidades federativas alinha-se com a interpretação mais consentânea com a CF/1988, notadamente 
o caráter excepcional das regras de imprescritibilidade. 
Ainda sobre a organização dos Tribunais de Contas, o STF na ADI 7.180/AP, definiu que são 
inconstitucionais — por violarem os princípios republicano e democrático — normas estaduais 
(Constituição, lei e regimento interno) que permitem mais de uma reeleição consecutiva para o 
mesmo cargo diretivo do Tribunal de Contas local. 
Embora seja permitida a reeleição de conselheiro para o mesmo cargo diretivo de Tribunal de 
Contas estadual, possibilitar que uma pessoa ou um grupo se eternize no exercício de postos de 
comando, em especial os de natureza executiva, representa grave risco ao dever de impessoalidade 
que norteia toda a Administração Pública, em cada uma das suas esferas, pois oportuniza a captura 
da máquina administrativa e abre espaço para a instalação do despotismo. 
 
 
ATENÇÃO 
Acerca das atribuições do TCE, o STF decidiu: 
Os Tribunais de Contas, ao apreciarem as contas anuais do respectivo chefe do Poder 
Executivo, podem proceder à tomada de contas especial (TCE) e, por conseguinte, condenar-lhe 
ao pagamento de multa ou do débito ou, ainda, aplicar-lhe outras sanções administrativas 
previstas em lei, independentemente de posterior aprovação pelo Poder Legislativo local. 
Tese fixada pelo STF: No âmbito da tomada de contas especial, é possível a condenação 
administrativa de Chefes dos Poderes Executivos municipais, estaduais e distrital pelos Tribunais 
de Contas, quando identificada a responsabilidade pessoal em face de irregularidades no 
cumprimento de convênios interfederativos de repasse de verbas, sem necessidade de posterior 
julgamento ou aprovação do ato pelo respectivo Poder Legislativo. 
Desse modo, os Temas 835 e 157 estão limitados ao aspecto da inelegibilidade prevista no art. 
1º, inciso I, alínea “g”, da LC 64/90. (STF. Plenário. ARE 1.436.197/RO, Rel. Min. Luiz Fux, julgado 
em 19/12/2023 (Repercussão Geral – Tema 1287) (Info 1121). 
 
2.12.3. Tribunais de Contas Municipais 
 
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De acordo com o art. 75, caput, da CF/88, as normas estabelecidas para o Tribunal de Contas 
da União (TCU) também se aplicam, no que couber, à organização, composição e fiscalização dos 
Tribunais e Conselhos de Contas dos Municípios. 
A CF/88, em seu art. 31, § 4.º, veda a criação de Tribunais, Conselhos ou Órgãos de Contas 
Municipais. No entanto, e de maneira aparentemente paradoxal, no § 1.º do art. 31 dispõe que o 
controle externo da Câmara Municipal será exercido com o auxílio dos Tribunais de Contas dos 
Estados ou do Município ou dos Conselhos ou Tribunais de Contas dos Municípios, onde houver. Daí, 
a única conclusão a que podemos chegar é que, após a promulgação da CF/88, veda-se a criação de 
Tribunais de Contas Municipais. No entanto, os que existiam à época deverão permanecer em 
funcionamento. 
 
O controle externo das contas do Prefeito será realizado pela Câmara Municipal, auxiliada pelo 
Tribunal de Contas Municipal — TCM (onde houver) ou pelo Tribunal de Contas Estadual (se 
inexistir, naquele Município, o municipal) ou por eventual Tribunal de Contas do Município, instituído 
para funcionar naquela localidade, apesar de órgão estadual. 
 
O Tribunal de Contas (art. 31, § 2.º) emitirá parecer técnico prévio sobre as contas prestadas 
anualmente pelo Prefeito, podendo ser rejeitado pela Câmara Municipal pelo voto de 2/3 de seus 
membros. 
 
 
JURISPRUDÊNCIA DO STF 
STF: “O parecer técnico elaborado pelo Tribunal de Contas tem natureza meramente 
opinativa, competindo exclusivamente à Câmara de Vereadores o julgamento das contas anuais 
do Chefe do Poder Executivo local, sendo incabível o julgamento ficto das contas por decursode 
prazo” (RE 729.744, Pleno, j. 10.08.2016). No entanto, afirmou que o parecer prévio a ser emitido 
pela Corte de Contas deve ser entendido como imprescindível, “só deixando de prevalecer por 
decisão de 2/3 dos membros da Câmara Municipal” (Inf. 847/STF, ADI 3.077, Plenário, j. 
16.11.2016). Ainda, o Pleno do STF, por maioria, também estabeleceu que, “para os fins do art. 
1.º, I, ‘g’, da LC n. 64/90, alterado pela LC n. 135/2010, a apreciação das contas de prefeitos, tanto 
as de governo quanto as de gestão, será exercida pelas Câmaras Municipais, com o auxílio dos 
Tribunais de Contas competentes, cujo parecer prévio somente deixará de prevalecer por decisão 
de 2/3 dos vereadores” (RE 848.826, Pleno, j. 10.08.2016). 
 
 
OBSERVAÇÃO 
● CONTAS DE GOVERNO: também denominadas “contas de desempenho” ou “de 
resultado”, relacionam-se ao cumprimento do orçamento dos planos e programas de governo. 
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Referem-se à atuação do chefe do Poder Executivo como agente político (Inf. 834/STF, pendente 
a publicação do acórdão); 
● CONTAS DE GESTÃO: também denominadas “contas de ordenação de despesas”, 
permitem “o exame não dos gastos globais, mas de cada ato administrativo que comporia a gestão 
contábil, financeira, orçamentária, operacional e patrimonial do ente público quanto à legalidade, 
à legitimidade e à economicidade”. 
 
2.12.4. Ministério Público junto ao Tribunais de Contas 
 
O STF já decidiu que “... somente o Ministério Público especial tem legitimidade para atuar 
junto às Cortes de Contas dos Estados-membros, e que a organização e a composição destas se 
submetem ao modelo jurídico estabelecido na Constituição Federal, de observância obrigatória pelos 
Estados-membros...” (ADI 3.192/ES, Rel. Min. Eros Grau, j. 24.05.2006, cf. Inf. 428/STF). Assim, não 
se admitiu que membros do MP estadual fossem “aproveitados” para atuar junto ao TCE. Reforçou-
se a ideia de estabelecimento de carreira específica do MP especial junto ao Tribunal de Contas. 
 
2.12.5. Jurisprudência sobre o tema 
 
 
JURISPRUDÊNCIA DO STF 
Tese fixada: Prefeitos que ordenam despesas têm o dever de prestar 
contas, seja por atuarem como responsáveis por dinheiros, bens e 
valores públicos da administração, seja na eventualidade de darem 
causa a perda, extravio ou outra irregularidade que resulte em prejuízo 
ao erário; (II) Compete aos Tribunais de Contas, nos termos do art. 71, 
II, da Constituição Federal de 1988, o julgamento das contas de 
Prefeitos que atuem na qualidade de ordenadores de despesas; (III) A 
competência dos Tribunais de Contas, quando atestada a irregularidade 
de contas de gestão prestadas por Prefeitos ordenadores de despesa, 
se restringe à imputação de débito e à aplicação de sanções fora da 
esfera eleitoral, independentemente de ratificação pelas Câmaras 
Municipais, preservada a competência exclusiva destas para os fins do 
art. 1º, inciso I, alínea g, da Lei Complementar nº 64/1990. 
 
Resumo: 
Os Tribunais de Contas possuem competência constitucional para 
julgar as contas de gestão de prefeitos que ordenam despesas, 
imputando débitos e sanções fora da esfera eleitoral, 
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Poder e Processo legislativo 
 
 
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independentemente de ratificação pelas Câmaras Municipais. ADPF 
982/PR, relator Ministro Flávio Dino, julgamento virtual finalizado em 
21.02.2025 (sexta-feira), às 23:59. INFORMATIVO 1166. 
 
A inércia do Tribunal de Contas estadual em emitir parecer prévio 
dentro do prazo constitucionalmente estipulado (CF/1988, art. 71, I) 
não impede o Poder Legislativo de julgar as contas do chefe do Poder 
Executivo local. ADPF 366/AL, relator Ministro Gilmar Mendes, 
julgamento virtual finalizado em 21.02.2025 (sexta-feira), às 23:59. 
INFORMATIVO 1166. 
 
São inconstitucionais — pois violam a competência privativa da União 
para legislar sobre direito penal e processual (CF/1988, art. 22, I), a 
atribuição do STJ para processar e julgar crimes de responsabilidade 
cometidos por conselheiros dos Tribunais de Contas estaduais 
(CF/1988, art. 105, I, “a”) e a garantia da vitaliciedade dos membros da 
Corte de Contas (CF/1988, arts. 73, § 3º, e 95, I, c/c o art. 75) — 
dispositivos de Constituição estadual que dispõem sobre as infrações 
administrativas cometidas por esses agentes e as sujeitam a julgamento 
pela Assembleia Legislativa e à sanção de afastamento do cargo. ADI 
4.190/RJ, relator Ministro Nunes Marques, julgamento finalizado em 
21.02.2025 (sexta-feira). INFORMATIVO 1166. 
 
São constitucionais — pois não violam o devido processo legislativo, 
tampouco os princípios da isonomia tributária (CF/1988, art. 150, II), da 
livre concorrência (CF/1988, art. 170, IV) e da uniformidade geográfica 
(CF/1988, art. 151, I) — as normas que alteraram o marco regulatório 
das Zonas de Processamento de Exportação (ZPEs) com o objetivo de 
modernizá-lo para promover o desenvolvimento socioeconômico do 
País. ADI 7.174/DF, relator Ministro Nunes Marques, julgamento virtual 
finalizado em 29.11.2024 (sexta-feira), às 23:59 INFORMATIVO 1161 
 
É constitucional — e não usurpa a prerrogativa de iniciativa legislativa 
do chefe do Poder Executivo em matéria de organização e 
funcionamento da Administração Pública local (CF/1988, art. 61, § 1º, 
II, “a” e “e”), a competência legislativa privativa da União ou a 
autonomia do Ministério Público (CF/1988, arts. 127, § 2º; e 128, § 5º) 
— lei municipal de origem parlamentar que estabelece políticas 
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Poder e Processo legislativo 
 
 
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públicas voltadas ao combate à alienação parental na respectiva 
localidade. ARE 1.495.711/SP, relator Ministro Flávio Dino, julgamento 
virtual finalizado em 29.11.2024 (sexta-feira), às 23:59 INFORMATIVO 
1161 
 
As eleições dos integrantes da Mesa Diretora do Poder Legislativo para 
o segundo biênio da legislatura devem ser realizadas a partir do mês de 
outubro do ano anterior ao início do mandato pertinente, em respeito à 
legitimidade do processo legislativo e à expressãopolítica da atual 
composição da Casa Legislativa. ADI 7.733/DF, relator Ministro Gilmar 
Mendes, julgamento virtual finalizado em 18.11.2024 (segunda-feira), às 
23:59 INFORMATIVO 1159 
 
É constitucional — por apresentar pertinência temática e concretizar o 
princípio da eficiência (CF/1988, art. 37, caput) — norma estadual, 
decorrente de emenda parlamentar a projeto de lei de inciativa do 
Tribunal de Justiça local, que fixa limite de tempo proporcional e 
razoável para o atendimento ao público em serventias extrajudiciais. 
ADI 7.602/ES, relator Ministro Alexandre de Moraes, julgamento virtual 
finalizado em 11.11.2024 (segunda-feira), às 23:59 INFORMATIVO 1.158. 
 
É constitucional — e não afronta iniciativa privativa do chefe do Poder 
Executivo (CF/1988, art. 61, § 1º, II, “a” ou “c”) nem constitui omissão 
que estabeleça hipótese de patente inconstitucionalidade — a Lei nº 
12.030/2009, de iniciativa parlamentar, que estabelece normas gerais 
sobre perícias oficiais de natureza criminal. 
ADI 4.354/DF, relator Ministro Dias Toffoli, julgamento finalizado em 
07.11.2024 (quinta-feira) ARE 1.454.560 AgR/MA, relator Ministro André 
Mendonça, julgamento finalizado em 07.11.2024 (quinta-feira) 
ADI 7.627/RS, relatora Ministra Cármen Lúcia, julgamento finalizado em 
07.11.2024 (quinta-feira) INFORMATIVO 1.158. 
É constitucional — por não violar a reserva de iniciativa do chefe do 
Poder Executivo para projetos de lei que envolvam a criação de órgãos, 
cargos e funções na Administração Pública (CF/1988, arts. 61, § 1º, “a” 
e “e” e 84, VI, “a”) — lei estadual, de iniciativa parlamentar, que dispõe 
sobre a proteção e a defesa de animais e o controle de reprodução e 
regulamentação da vida de cães e gatos encontrados nas ruas. 
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Poder e Processo legislativo 
 
 
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ADI 4.959/AL, relator Ministro Nunes Marques, julgamento virtual 
finalizado em 18.10.2024 (sexta-feira), às 23:59 INFORMATIVO 1.155. 
 
É inconstitucional — por violar os preceitos fundamentais atinentes à 
separação dos Poderes (CF/1988, art. 2º) e ao devido processo 
legislativo (CF/1988, art. 61, § 1º, II, “e”) — emenda à Constituição 
estadual que condicione a composição dos quadros de pessoal dos 
conselhos do Poder Executivo estadual à indicação de membros pela 
Assembleia Legislativa. 
ADI 6.856/AL, relator Ministro Edson Fachin, julgamento virtual finalizado 
em 18.10.2024 (sexta-feira), às 23:59 INFORMATIVO 1.155. 
 
“O Conselho Federal e os Conselhos Seccionais da Ordem dos 
Advogados do Brasil não estão obrigados a prestar contas ao Tribunal 
de Contas da União nem a qualquer outra entidade externa.” 
A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) não se sujeita à prestação de 
contas perante o Tribunal de Contas da União (TCU) e a ausência dessa 
obrigatoriedade não representa ofensa ao art. 70, parágrafo único, da 
Constituição Federal de 1988, já que inexiste previsão expressa em 
sentido diverso. 
(RE 1.182.189/BA, relator Ministro Marco Aurélio, redator do acórdão 
Ministro Edson Fachin, julgamento virtual finalizado em 24.4.2023 
(segunda-feira), às 23:59. INFORMATIVO 1091) 
 
É constitucional a criação de órgãos jurídicos na estrutura de Tribunais 
de Contas estaduais, vedada a atribuição de cobrança judicial de multas 
aplicadas pelo próprio tribunal. É inconstitucional norma estadual que 
preveja que compete à Procuradoria do Tribunal de Contas cobrar 
judicialmente as multas aplicadas pela Corte de Contas. A Constituição 
Federal não outorgou aos Tribunais de Contas competência para 
executar suas próprias decisões. As decisões dos Tribunais de Contas 
que acarretem débito ou multa têm eficácia de título executivo, mas não 
podem ser executadas por iniciativa do próprio Tribunal. STF. Plenário. 
ADI 4070/RO, Rel. Min. Cármen Lúcia, julgado em 19/12/2016 (Info 851). 
Fonte: Dizer o Direito. 
 
É inconstitucional lei de iniciativa parlamentar que trate sobre os 
cargos, a organização e o funcionamento do Tribunal de Contas. É a 
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Poder e Processo legislativo 
 
 
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própria Corte de Contas que tem competência reservada para deflagrar 
o processo legislativo que trate sobre essa matéria (arts. 73, 75 e 96 da 
CF/88). (STF. Plenário. ADI 3223/SC, Rel. Min. Dias Toffoli, julgado em 
6/11/2014) (Info 766). 
Fonte: Dizer o Direito. 
 
Para os fins do artigo 1º, inciso I, alínea g, da Lei Complementar 
64/1990, a apreciação das contas de Prefeito, tanto as de governo 
quanto as de gestão, será exercida pelas Câmaras Municipais, com 
auxílio dos Tribunais de Contas competentes, cujo parecer prévio 
somente deixará de prevalecer por decisão de dois terços dos 
vereadores. (STF. Plenário. RE 848826/DF, rel. orig. Min. Roberto Barroso, 
red. p/ o acórdão Min. Ricardo Lewandowski, julgado em 10/8/2016) 
(repercussão geral) (Info 834). 
Fonte: Dizer o Direito. 
 
Parecer técnico elaborado pelo Tribunal de Contas tem natureza 
meramente opinativa, competindo exclusivamente à Câmara de 
Vereadores o julgamento das contas anuais do chefe do Poder 
Executivo local, sendo incabível o julgamento ficto das contas por 
decurso de prazo. (STF. Plenário. RE 729744/MG, Rel. Min. Gilmar 
Mendes, j. em 10/8/2016) (repercussão geral) (Info 834). 
Fonte: Dizer o Direito. 
 
As atribuições do Tribunal de Contas da União são independentes em 
relação ao julgamento do processo administrativo disciplinar instaurado 
para apurar falta funcional do servidor público. Em outras palavras, o 
processo no TCU não depende nem está vinculado ao PAD. 
(STF. 2ª Turma. MS 27427 AgR/DF, Rel. Min. Teori Zavascki, julgado em 
8/9/2015) (Info 798). 
Fonte: Dizer o Direito. 
 
Se o servidor público responder a processo administrativo disciplinar e 
for absolvido, ainda assim poderá ser condenado a ressarcir o erário, em 
tomada de contas especial, pelo Tribunal de Contas da União. 
(STF. 1ª Turma. MS 27867 AgR/DF, Rel. Min. Dias Toffoli, julgado em 
18/9/2012). 
Fonte: Dizer o Direito. 
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São constitucionais — enão violam a reserva de iniciativa do chefe do 
Poder Executivo nem a liberdade de exercício profissional ou o princípio 
da livre iniciativa — os arts. 1º e 3º da Lei nº 9.696/1998, que 
estabelecem, respectivamente, a exigência do registro do profissional 
de educação física e a descrição das atividades a serem desempenhadas 
pela categoria. 
ADI 6.260/DF, relator Ministro Dias Toffoli, julgamento virtual finalizado 
em 25.10.2024 (sexta-feira), às 23:59 INFORMATIVO 1.156. 
É constitucional, pois não configura emenda aditiva e, portanto, não 
afronta o princípio do bicameralismo no processo legislativo, a inclusão 
— pela Casa revisora, sem retorno do texto à Casa iniciadora para nova 
votação — de palavras e expressões em projeto de lei que apenas corrija 
imprecisões técnicas ou torne o sentido do texto mais claro. ADI 
7.442/DF, relator Ministro Alexandre de Moraes, julgamento finalizado em 
24.10.2024 (quinta-feira) INFORMATIVO 1.156. 
 
É constitucional — por não violar os princípios da razoabilidade, 
proporcionalidade e proibição ao retrocesso social — a revogação de 
dispositivo de Constituição estadual que impõe a prévia aprovação 
plebiscitária como requisito de validade para a alienação, transferência 
do controle acionário, cisão, incorporação, fusão ou extinção de 
empresas estatais. ADI 6.291/RS, relator Ministro Cristiano Zanin, 
julgamento virtual finalizado em 25.10.2024 (sexta-feira), às 23:59 ADI 
6.325/RS, relator Ministro Cristiano Zanin, julgamento virtual finalizado 
em 25.10.2024 (sexta-feira), às 23:59) INFORMATIVO 1.156. 
 
É inconstitucional — por violar a reserva de iniciativa do chefe do Poder 
Executivo para projetos de lei que envolvam a criação de cargos, funções 
ou empregos públicos na Administração Pública, bem como o aumento 
de sua remuneração (CF/1988: art. 61, § 1º, “a”), norma de observância 
obrigatória pelos estados-membros — lei estadual, de iniciativa do 
Tribunal de Contas, que concede gratificação a servidores militares em 
atividade na assessoria militar desse órgão. ADI 5.027/AL, relator Ministro 
Nunes Marques, julgamento virtual finalizado em 25.10.2024 (sexta-feira), 
às 23:59 INFORMATIVO 1.156. 
 
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DIREITO CONSTITUCIONAL 
Poder e Processo legislativo 
 
 
 126 
 
 
É constitucional — e não ofende os arts. 73, § 4º, e 75, caput, da 
Constituição Federal, de observância obrigatória pelos estados-
membros — norma de Regimento Interno de Tribunal de Contas 
estadual que impede auditor de votar nas eleições internas para a 
composição dos cargos diretivos do órgão, ainda que no exercício da 
substituição de ministro ou conselheiro titular. ADI 6.054/AL, relator 
Ministro Gilmar Mendes, julgamento virtual finalizado em 25.10.2024 
(sexta-feira), às 23:59 INFORMATIVO 1.156. 
 
 
JURISPRUDÊNCIA DO STJ 
Os Tribunais de Contas detêm competência para julgar atos praticados 
por prefeitos municipais na condição de ordenadores de despesas e, 
quando constatadas irregularidades ou ilegalidades, têm o poder-dever 
de aplicar sanções, no exercício das atribuições fiscalizatórias e 
sancionatórias. 
RMS 13.499-CE, Rel. Ministro Teodoro Silva Santos, Segunda Turma, por 
unanimidade, julgado em 6/8/2024. INFORMATIVO 820 
 
- O processo administrativo no Tribunal de Contas que julga admissões 
de servidores públicos deve assegurar aos interessados o contraditório 
e a ampla defesa considerando que poderá resultar em anulação ou 
revogação dos atos administrativos de nomeação dos servidores, 
repercutindo, portanto, no âmbito dos interesses individuais. 
(STJ. 2ª Turma. RMS 27.233-SP, Rel. Min. Mauro Campbell Marques, 
julgado em 7/2/2012) (Info 490). 
Fonte: Dizer o Direito. 
 
É ilegal o ato praticado pelos Conselheiros do Tribunal de Contas 
Estadual que, durante Sessão Plenária Administrativa, sem a 
participação do Ministério Público de Contas, delibera sobre matérias 
relativas a atos praticados pelo Procurador-Geral do Ministério Público 
de Contas de Estado. 
AgInt no RMS 50.353-MS, Rel. Ministro Teodoro Silva Santos, Segunda 
Turma, por unanimidade, julgado em 16/9/2024, DJe 18/9/2024. 
(Informativo 832 STJ) 
Julgados (A Constituição e o Supremo): 
 
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DIREITO CONSTITUCIONAL 
Poder e Processo legislativo 
 
 
 127 
 
 
 
JURISPRUDÊNCIA DO STF 
Lei complementar 101/2000. Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Artigos 
56, § 2º, e 59, caput. Inexistência de usurpação de competência. (...) 
Inexistência de qualquer subtração à competência dos Tribunais de Contas 
de julgamento das próprias contas, mas previsão de atuação opinativa da 
Comissão Mista de Orçamento (art. 166, § 1º, da CF) ou órgão equivalente. 
Ao permitir a fiscalização dos padrões de gestão fiscal pela atuação 
concomitante do Legislativo e dos Tribunais de Contas, o dispositivo 
buscou melhor aproveitar as especializações institucionais, sem qualquer 
usurpação de competências privativas. [ADI 2.324, rel. min. Alexandre de 
Moraes, j. 22-8-2019, P, DJE de 14-9-2020.] 
 
Deliberações do Tribunal de Contas da União que determinaram o 
fornecimento de trabalhos de auditoria interna. Recusa de entrega, por 
parte do Banco do Brasil S.A., (...) Quando enfocados apenas dados 
operacionais da sociedade de economia mista, sem identificação de dados 
pessoais ou de movimentações individuais dos correntistas, não há falar 
em sigilo bancário como óbice ao fornecimento dos documentos de 
auditoria interna requisitados pelo TCU. Esse e o entendimento que se 
extrai dos princípios da publicidade e da transparência, além da exigência 
de prestar contas, inerentes, por imposição constitucional, ao atuar dos 
entes da administração pública direta e indireta. [MS 23.168-AgR, rel. min. 
Rosa Weber, j. em 27-6-2019, 1a.T, DJE de 5-8-2019. 
Ação direta de inconstitucionalidade. Lei Complementar 101/2000. Lei de 
Responsabilidade Fiscal (LRF). (...) Em relação ao artigo 56, caput, da LRF, 
a emissão de diferentes pareceres prévios respectivamente às contas dos 
Poderes Legislativo, Judiciário e Ministério Público transmite ambiguidade 
a respeito de qual deveria ser o teor da análise a ser efetuada pelos 
Tribunais de Contas, se juízo opinativo, tal como o do art. 71, I, da CF, ou 
se conclusivo, com valor de julgamento. Confirmação da liminar, 
declarando-se a inconstitucionalidade do dispositivo. O mesmo se aplica 
ao art. 57, caput, da LRF, cuja leitura sugere que a emissão de parecer 
prévio por Tribunais de Contas poderia ter por objeto contas de outras 
autoridades que não a do Chefe do Poder Executivo. Confirmação da 
liminar, declarando-se a inconstitucionalidade do dispositivo. 
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http://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=750432975
 
 
DIREITO CONSTITUCIONAL 
Poder e Processo legislativo 
 
 
 128 
 
 
[ADI 2.238, rel. min. Alexandre de Moraes, j. 24-6-2020, P, DJE de 15-9-
2020.] = ADI 2.324, rel. min. Alexandre de Moraes, j. 22-8-2019, P, DJE 
de 14-9-2020 
 
É inconstitucional o art. 1º da Lei 9.604/1998, que fixou a competência dos 
Tribunais de Contas Estaduais e de Câmaras Municipais para análise da 
prestação de contas da aplicação de recursos financeiros oriundos do 
Fundo Nacional de Assistência Social, repassados aos Estados e 
Municípios. A competência para o controle da prestação de contas da 
aplicação de recursos federais é do Tribunal de Contas da União (...). [ADI 
1.934, rel. min. Roberto Barroso, j. 7-2-2019, P, DJE de 26-2-2019.] 
 
A competência técnica do Tribunal de Contas do Estado, ao negar registro 
de admissão de pessoal, não se subordina à revisão pelo Poder Legislativo 
respectivo. [RE 576.920, rel. min. Edson Fachin, j. 20-4-2020, P, DJE de 9-
11-2020, Tema 47.] 
 
Em atenção aos princípios da segurança jurídica e da confiança legítima, os 
Tribunais de Contas estão sujeitos ao prazo de 5 anos para o julgamento 
da legalidade do ato de concessão inicial de aposentadoria, reforma ou 
pensão, a contar da chegada do processo à respectiva Corte de Contas. 
[RE 636.553, rel. min. Gilmar Mendes, j. 19-2-2020, P, DJE de 26-5-2020, 
Tema 445.] 
 
 Itaipu Binacional. (...) Eventual fiscalização pelo Tribunal de Contas da 
União dar-se-á nos termos acordados em instrumento firmado entre a 
República Federativa do Brasil e a República do Paraguai. [ACO 1.905, rel. 
min. Marco Aurélio, j. 8-9-2020, P, DJE de 24-9-2020.] 
 
Fundo Nacional de Assistência Social. Lei 9.604/1998. (...) O art. 2º da (...) 
lei, (...) é compatível com a Constituição. A previsão de repasse automático 
de recursos do Fundo para Estados e Municípios, ainda que desvinculado 
da celebração prévia de convênio, ajuste, acordo ou contrato, não afasta a 
competência do TCU prevista no art. 71, VI, da Carta. [ADI 1.934, rel. min. 
Roberto Barroso, j. 7-2-2019, P, DJE de 26-2-2019.] 
 
 (...) a tomada de contas especial é um procedimento administrativo com 
rito próprio, que tem suas regras e pressupostos definidos na Lei 
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http://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=753809518
http://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=749236337
http://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=749236337
http://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=752649685
http://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=752747720
http://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=753910257
http://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=749236337
 
 
DIREITO CONSTITUCIONAL 
Poder e Processo legislativo 
 
 
 129 
 
 
8.443/1992, e que permite não somente a apuração, mas também a 
liquidação do dano em dívida líquida e certa, por meio de decisão com 
eficácia de título executivo extrajudicial (art. 71, § 3º, da CF). [ACO 3.182 
AgR, rel. min. Ricardo Lewandowski, j. 24-8-2020, P, DJE de 2-10-2020.] 
 
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: 
PEDRO LENZA. DIREITO CONSTITUCIONAL ESQUEMATIZADO. 
MARCELO NOVELINO. CURSO DE DIREITO CONSTITUCIONAL. 
DIRLEY DA CUNHA JUNIOR. CURSO DE DIREITO CONSTITUCIONAL. 
TRINDADE, JOÃO. PROCESSO LEGISLATIVO CONSTITUCIONAL. 
WILLEMAN, Marianna Montebello. Accountability democrática e o desenho institucional dos 
Tribunais de Contas no Brasil. Belo Horizonte: Fórum, 2017. 
ANA PAULA DE BARCELLOS. O STF e os parâmetros para o controle dos atos do poder legislativo: 
limitações do argumento das questões interna corporis. REVISTA DE INVESTIGAÇÕES 
CONSTITUCIONAIS. 
GALVÃO, Paulo Braga. As imunidades parlamentares e a emenda constitucional nº 35. Revista 
Forense, v. 360, 2002. 
 
3. TESES COM REPERCUSSÃO GERAL - STF 
 
● TEMA 950/2025: 
 
“1. A imunidade material parlamentar (art. 53, caput, c/c art. 27, § 1º, e art. 29, VIII, CF/1988) 
configura excludente da responsabilidade civil objetiva do Estado (art. 37, § 6º, CF/1988), 
afastando qualquer pretensão indenizatória em face do ente público por opiniões, palavras e 
votos cobertos por essa garantia. 2. Nas hipóteses em que a conduta do parlamentar extrapolar 
os limites da imunidade material, eventual responsabilização recairá de forma pessoal, direta e 
exclusiva sobre o próprio parlamentar, sob o regime de responsabilidade civil subjetiva.” 
 
 
● TEMA 1326/2024: 
A iniciativa legislativa para definição de obrigações de pequeno valor para pagamento de 
condenação judicial não é reservada ao chefe do Poder Executivo. 
● TEMA 1287/2023: 
No âmbito da tomada de contas especial, é possível a condenação administrativa de Chefes dos 
Poderes Executivos municipais, estaduais e distrital pelos Tribunais de Contas, quando 
identificada a responsabilidade pessoal em face de irregularidades no cumprimento de convênios 
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DIREITO CONSTITUCIONAL 
Poder e Processo legislativo 
 
 
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interfederativos de repasse de verbas, sem necessidade de posterior julgamento ou aprovação 
do ato pelo respectivo Poder Legislativo. 
● TEMA 1120/2021: 
Em respeito ao princípio da separação dos poderes, previsto no art. 2º da Constituição Federal, 
quando não caracterizado o desrespeito às normas constitucionais pertinentes ao processo 
legislativo, é defeso ao Poder Judiciário exercer o controle jurisdicional em relação à 
interpretação do sentido e do alcance de normas meramente regimentais das Casas Legislativas, 
por se tratar de matéria interna corporis. 
● TEMA 624/2020: 
O Poder Judiciário não possui competência para determinar ao Poder Executivo a apresentação 
de projeto de lei que vise a promover a revisão geral anual da remuneração dos servidores 
públicos, tampouco para fixar o respectivo índice de correção. 
 
● TEMA 1040/2020:Surge constitucional lei de iniciativa parlamentar a criar conselho de representantes da 
sociedade civil, integrante da estrutura do Poder Legislativo, com atribuição de acompanhar 
ações do Executivo. 
 
● TEMA 0899/2020: 
É prescritível a pretensão de ressarcimento ao erário fundada em decisão de Tribunal de Contas. 
 
● TEMA 0595/2020: 
É constitucional a promulgação, pelo Chefe do Poder Executivo, de parte incontroversa de 
projeto da lei que não foi vetada, antes da manifestação do Poder Legislativo pela manutenção 
ou pela rejeição do veto, inexistindo vício de inconstitucionalidade dessa parte inicialmente 
publicada pela ausência de promulgação da derrubada dos vetos. 
 
● TEMA 0562/2020: 
Ante conflito entre a liberdade de expressão de agente político, na defesa da coisa pública, e 
honra de terceiro, há de prevalecer o interesse coletivo. 
 
● TEMA 1044/2019: 
O Ministério Público de Contas não tem legitimidade para impetrar mandado de segurança em 
face de acórdão do Tribunal de Contas perante o qual atua. 
 
● TEMA 0672/2019: 
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Poder e Processo legislativo 
 
 
 131 
 
 
Lei municipal a versar a percepção, mensal e vitalícia, de 'subsídio' por ex-vereador e a 
consequente pensão em caso de morte não é harmônica com a Constituição Federal de 1988. 
 
● TEMA 0370/2019: 
A suspensão de direitos políticos prevista no art. 15, inc. III, da Constituição Federal aplica-se no 
caso de substituição da pena privativa de liberdade pela restritiva de direitos. 
 
● TEMA 0832/2018: 
O parlamentar, na condição de cidadão, pode exercer plenamente seu direito fundamental de 
acesso a informações de interesse pessoal ou coletivo, nos termos do art. 5º, inciso XXXIII, da CF 
e das normas de regência desse direito. 
 
● TEMA 0917/2016: 
Não usurpa competência privativa do Chefe do Poder Executivo lei que, embora crie despesa 
para a Administração, não trata da sua estrutura ou da atribuição de seus órgãos nem do regime 
jurídico de servidores públicos (art. 61, § 1º, II,"a", "c" e "e", da Constituição Federal). 
 
● TEMA 0469/2015: 
Nos limites da circunscrição do município e havendo pertinência com o exercício do mandato, 
garante-se a imunidade ao vereador. 
 
● TEMA 0768/2014: 
Somente o ente público beneficiário possui legitimidade ativa para a propositura de ação 
executiva decorrente de condenação patrimonial imposta por Tribunais de Contas (CF, art. 71, § 
3º). 
 
● TEMA 0652/2014: 
É inconstitucional a nomeação, pelo Chefe do Executivo, de membro do Ministério Público 
especial para preenchimento de cargo vago de Conselheiro de Tribunal de Contas local quando 
se tratar de vaga reservada à escolha da Assembleia Legislativa, devendo-se observar a regra 
constitucional de divisão proporcional das indicações entre os Poderes Legislativo e Executivo. 
● TEMA 0564/2012: 
I - O art. 14, § 5º, da Constituição deve ser interpretado no sentido de que a proibição da segunda 
reeleição é absoluta e torna inelegível para determinado cargo de Chefe do Poder Executivo o 
cidadão que já exerceu dois mandatos consecutivos (reeleito uma única vez) em cargo da mesma 
natureza, ainda que em ente da Federação diverso; 
II - As decisões do Tribunal Superior Eleitoral - TSE que, no curso do pleito eleitoral ou logo após 
o seu encerramento, impliquem mudança de jurisprudência não têm aplicabilidade imediata. 
 
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Poder e Processo legislativo 
 
 
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TAREFAS PARA O ESTUDO ATIVO 
01. Quais as funções atípicas desempenhadas pelo Poder Legislativo? 
 
 
 
 
 
02. Quais são os requisitos para a candidatura dos: 
1) Senadores 
 
 
 
2) Deputados Federais 
 
 
 
3) Deputados Estaduais 
 
 
 
4) Vereadores 
 
 
 
03. Sucintamente, explique a perda do mandato por infidelidade partidária. 
 
 
 
 
04. Em quais casos ocorrerá sessão legislativa extraordinária? 
 
 
 
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DIREITO CONSTITUCIONAL 
Poder e Processo legislativo 
 
 
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05. Sobre a Comissão Parlamentar de Inquérito, responda: 
- Definição 
 
 
 
 
- Criação 
 
 
 
 
- Requisitos 
 
 
 
 
- Objeto 
 
 
 
 
- Prazo 
 
 
 
 
- Poderes 
 
 
 
 
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- Vedações 
 
 
 
 
- CPI instaurada pelo Senado Federal pode convocar Governador de Estado-membro? 
 
 
 
 
- É possível a criação de CPIs estaduais? E municipais? 
 
 
 
 
06. Sobre a imunidade material parlamentar, responda: 
- Definição 
 
 
 
 
- Quando tem início? 
 
 
 
 
- Pode ser relativizada? 
 
 
 
 
07. Quais as exceções à imunidade para prisão dos membros do Congresso Nacional? 
 
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08. É possível a aplicação de medidas cautelares diversas da prisão aos congressistas?subverter os princípios republicano e democrático em seus aspectos 
basilares: periodicidade dos pleitos, alternância do poder, controle e fiscalização do poder, 
promoção do pluralismo, representação e soberania popular (CF/1988, arts. 1º, caput, V e 
parágrafo único; e 60, § 4º, II) — norma de Constituição estadual que prevê eleições concomitantes 
(no início de cada legislatura) da Mesa Diretora de Assembleia Legislativa para os dois biênios 
subsequentes. STF. ADI 7.350/DF, relator Ministro Dias Toffoli, julgamento virtual finalizado em 
08.03.2024. (Info 1128) 
 
2.1.3. Âmbito Legislativo Municipal 
Unicameral, exercido pela Câmara de Vereadores, composta por vereadores, representantes 
do povo do Município. 
● Número de vereadores: será estabelecido de acordo com o número de habitantes de cada 
município, até os limites máximos prescritos no art. 29, IV. A fixação em si implementa-se 
pela lei orgânica de cada município. 
● Eleitos pelo Sistema proporcional com lista aberta. 
● Mandato de 04 anos. 
● O subsídio dos Vereadores será fixado pelas respectivas Câmaras Municipais em cada 
legislatura para a subsequente, observado o que dispõe a CF, observados os critérios 
estabelecidos na respectiva Lei Orgânica e os seguintes limites máximos: 
Municípios de até 10 mil habitantes subsídio máximo dos Vereadores 
corresponderá a 20% do subsídio dos 
Deputados Estaduais 
Municípios de 10.001 a 50 mil habitantes subsídio máximo dos Vereadores 
corresponderá a 30% do subsídio dos 
Deputados Estaduais 
Municípios de 50.001 a 100 mil habitantes subsídio máximo dos Vereadores 
corresponderá a 40% do subsídio dos 
Deputados Estaduais 
Municípios de 100.001 a 300 mil habitantes subsídio máximo dos Vereadores 
corresponderá a 50% do subsídio dos 
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DIREITO CONSTITUCIONAL 
Poder e Processo legislativo 
 
 
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Municípios de 300.001 a 500 mil habitantes subsídio máximo dos Vereadores 
corresponderá a 60% do subsídio dos 
Deputados Estaduais 
Municípios de mais de 500 mil habitantes subsídio máximo dos Vereadores 
corresponderá a 75% do subsídio dos 
Deputados Estaduais 
 
 
OBSERVAÇÃO 
(1) A Câmara Municipal não pode gastar mais de 70% da própria receita com folha de pagamento, 
incluindo o gasto com subsídio dos Vereadores. O Desrespeito a essa norma acarreta crime de 
responsabilidade do Presidente da Câmara Municipal (art. 29-A, §3º) 
 
(2) A Câmara municipal, ao elaborar sua Lei orgânica, não exerce o Poder Constituinte Derivado 
Decorrente! 
 
(3) A fixação ou alteração dos subsídios dos vereadores não exige lei em sentido estrito, pode se 
dar através da edição de resolução ou lei municipal desde que obedeça ao previsto na CF em que 
deve ser feito na legislatura em vigência para a próxima, não sendo possível a implementação 
dessa alteração dentro da mesma legislatura. 
 
2.1.4. Âmbito Legislativo Distrital 
Unicameral, exercido pela Câmara Legislativa, composta pelos Deputados Distritais, que 
representam o povo do DF. Aos deputados distritais e à Câmara Legislativa aplica-se o disposto no 
art. 27 da CF/88, ou seja, todas as regras estabelecidas para os Estados valem para o DF. 
 
2.2. Atribuições do Congresso Nacional 
 
💣 São artigos muito importantes!!! É imprescindível fazer a leitura constante deles!!! 
 
● Art. 48 CF: Dependem de sanção do Presidente; 
 
Entenda... Existem matérias que se exige sanção do presidente, o que isso quer dizer? 
 
Que se exige que essas matérias sejam tratadas por lei formal, visto que é no processo 
legislativo que há a exigência de sanção do presidente. Elas não podem ser tratadas por ato interno 
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ATENÇÃO!!
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DIREITO CONSTITUCIONAL 
Poder e Processo legislativo 
 
 
 13 
 
 
do congresso como decreto legislativo ou resolução. Desse modo, todas as matérias inscritas no art. 
48 demandam lei formal. 
 
Art. 48. Cabe ao Congresso Nacional, com a sanção do Presidente da 
República, não exigida esta para o especificado nos arts. 49, 51 e 52, dispor 
sobre todas as matérias de competência da União, especialmente sobre: 
I - Sistema tributário, arrecadação e distribuição de rendas; 
II - Plano plurianual, diretrizes orçamentárias, orçamento anual, operações de 
crédito, dívida pública e emissões de curso forçado; 
III - fixação e modificação do efetivo das Forças Armadas; 
IV - planos E programas nacionais, regionais e setoriais de desenvolvimento; 
V - Limites do território nacional, espaço aéreo e marítimo e bens do domínio 
da União; 
VI - Incorporação, subdivisão ou desmembramento de áreas de Territórios ou 
Estados, ouvidas as respectivas Assembleias Legislativas; 
VII - transferência temporária da sede do Governo Federal; 
VIII - concessão de anistia; 
IX - Organização administrativa, judiciária, do Ministério Público e da 
Defensoria Pública da União e dos Territórios e organização judiciária e do 
Ministério Público do Distrito Federal; 
X - criação, transformação E extinção de cargos, empregos e funções 
públicas, observado o que estabelece o art. 84, VI, b; 
XI - criação e extinção de Ministérios e órgãos da administração pública 
XII - telecomunicações e radiodifusão; 
XIII - matéria financeira, cambial e monetária, instituições financeiras e suas 
operações; 
XIV - moeda, seus limites de emissão, e montante da dívida mobiliária 
federal. 
XV - Fixação do subsídio dos Ministros do Supremo Tribunal Federal, 
observado o que dispõem os arts. 39, §4º; 150, II; 153, III; e 153, §2º, I. 
 
● Art.49 CF: É dispensada a manifestação do Presidente, e são materializadas por decreto 
legislativo. 
 
Matérias do art. 49, 51 e 52 da Constituição, que são as competências privativas do Congresso 
Nacional e de suas casas. Essas competências privativas podem ser exercidas por atos internos, 
que independem de sanção presidencial. 
 
Art. 49. É da competência exclusiva do Congresso Nacional: 
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DIREITO CONSTITUCIONAL 
Poder e Processo09. De quem será a competência para julgar os parlamentares federais nas seguintes situações: 
Infração cometida 
durante o exercício da 
função parlamentar 
 
 
 
 
Delito cometido antes 
do exercício 
parlamentar 
 
 
 
 
Delito cometido após o 
encerramento do 
mandato 
 
 
 
 
10- Explique o critério da contemporaneidade, atualmente adotado pelo STF no que se refere à 
aplicação do foro por prerrogativa de função. 
 
 
 
 
11. Pode a Constituição Estadual prever a possibilidade de a Assembleia Legislativa convocar o 
Presidente do TJ ou o PGJ para prestar informações? 
 
 
 
 
12. Os parlamentares estaduais e municipais gozam das mesmas imunidades formais previstas 
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DIREITO CONSTITUCIONAL 
Poder e Processo legislativo 
 
 
 136 
 
 
para os parlamentares federais? 
 
 
 
 
13. Cite quais são as incompatibilidades e os impedimentos dos parlamentares. 
 
 
 
 
14. Quais são as hipóteses de perda do mandato parlamentar? 
 
 
 
 
15. A condenação criminal transitada em julgado importa em perda do mandato? 
 
 
 
 
16. O que é o regime de PECs paralelas? 
 
 
 
 
17. Quais as limitações circunstanciais, materiais e temporais das Emendas Constitucionais? 
 
 
 
 
18. Quais as diferenças entre lei ordinária e lei complementar? 
 
 
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DIREITO CONSTITUCIONAL 
Poder e Processo legislativo 
 
 
 137 
 
 
 
 
19. O que é lei delegada e sobre quais temas não pode tratar? 
 
 
 
 
20. Sobre a Medida Provisória, responda: 
- Legitimados 
 
 
 
 
- Pressupostos constitucionais 
 
 
 
 
- Duração da MP 
 
 
 
 
- Prorrogação 
 
 
 
 
-Tramitação 
 
 
 
 
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DIREITO CONSTITUCIONAL 
Poder e Processo legislativo 
 
 
 138 
 
 
- Regime de urgência 
 
 
 
 
- Medidas a serem adotadas pelo Congresso Nacional 
 
 
 
 
- Limitações materiais à edição da Medida Provisória 
 
 
 
 
- Pode o Presidente da República retirar da apreciação do Congresso Nacional a MP já editada? 
 
 
 
 
- Pode ser editada MP para a abertura de créditos extraordinários? 
 
 
 
 
- Em uma ADI proposta, é possível que o STF julgue inconstitucional MP pelo fato de ela não ter 
relevância e urgência? 
 
 
 
 
21. Sucintamente, explique o trâmite da integração da norma internacional no direito interno. 
 
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DIREITO CONSTITUCIONAL 
Poder e Processo legislativo 
 
 
 139 
 
 
 
 
 
22. Qual é a natureza jurídica dos tratos internacionais promulgados pelo Brasil? São 
equivalentes a que espécie normativa? 
1) Tratados internacionais que não 
tratem sobre direitos humanos 
 
2) Tratados internacionais que versem 
sobre direitos humanos, mas que não 
tenham sido aprovados na forma do art. 
5º, § 3º, da CF/88 
 
3) Tratados internacionais sobre Direito 
Tributário (art. 98 do CTN) 
 
4) Tratados internacionais sobre matéria 
processual civil (art. 13 do CPC/2015) 
 
5) Tratados internacionais que versem 
sobre direitos humanos e que tenham 
sido aprovados na forma do art. 5º, § 3º, 
da CF/88 
 
23. O que é o controle de convencionalidade? 
 
 
 
 
24. Explique a função fiscalizatória exercida pelo Poder Legislativo e pelo Tribunal de Contas. 
 
 
 
 
25. O TCU tem atribuição para exercer controle de constitucionalidade? 
 
 
 
 
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26. O TCU pode exigir, por si, a quebra de sigilo bancário? 
 
 
 
 
27. Sobre os Ministros do TCU, responda: 
- Requisitos 
 
 
 
 
- Escolha 
 
 
 
 
- Nomeação 
 
 
 
 
- Garantias 
 
 
 
 
- Auditores 
 
 
 
 
28. Diferencie: 
Contas do Governo Contas de Gestão 
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 14 
 
 
 
I - resolver definitivamente sobre tratados, acordos ou atos internacionais 
que acarretem encargos ou compromissos gravosos ao patrimônio nacional; 
II - autorizar o Presidente da República a declarar guerra, a celebrar a paz, a 
permitir que forças estrangeiras transitem pelo território nacional ou nele 
permaneçam temporariamente, ressalvados os casos previstos em lei 
complementar; 
III - autorizar o Presidente e o Vice-Presidente da República a se ausentarem 
do País, quando a ausência exceder a quinze dias; 
IV - aprovar o estado de defesa e a intervenção federal, autorizar o estado de 
sítio, ou suspender qualquer uma dessas medidas; 
V - sustar os atos normativos do Poder Executivo que exorbitem do poder 
regulamentar ou dos limites de delegação legislativa; 
VI - mudar temporariamente sua sede; 
VII - fixar idêntico subsídio para os Deputados Federais e os Senadores, 
observado o que dispõem os arts. 37, XI, 39, § 4º, 150, II, 153, III, e 153, § 2º, 
I; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998) 
VIII - fixar os subsídios do Presidente e do Vice-Presidente da República e 
dos Ministros de Estado, observado o que dispõem os arts. 37, XI, 39, § 4º, 
150, II, 153, III, e 153, § 2º, I; (Redação dada pela Emenda Constitucional 
nº 19, de 1998) 
IX - julgar anualmente as contas prestadas pelo Presidente da República e 
apreciar os relatórios sobre a execução dos planos de governo; 
X - fiscalizar e controlar, diretamente, ou por qualquer de suas Casas, os atos 
do Poder Executivo, incluídos os da administração indireta; 
XI - zelar pela preservação de sua competência legislativa em face da 
atribuição normativa dos outros Poderes; 
XII - apreciar os atos de concessão e renovação de concessão de emissoras 
de rádio e televisão; 
XIII - escolher dois terços dos membros do Tribunal de Contas da União; 
XIV - aprovar iniciativas do Poder Executivo referentes a atividades 
nucleares; 
XV - autorizar referendo e convocar plebiscito; 
XVI - autorizar, em terras indígenas, a exploração e o aproveitamento de 
recursos hídricos e a pesquisa e lavra de riquezas minerais; 
XVII - aprovar, previamente, a alienação ou concessão de terras públicas com 
área superior a dois mil e quinhentos hectares. 
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http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc19.htm#art8
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc19.htm#art8
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc19.htm#art8
 
 
DIREITO CONSTITUCIONAL 
Poder e Processo legislativo 
 
 
 15 
 
 
XVIII - decretar o estado de calamidade pública de âmbito nacional previsto 
nos arts. 167-B, 167-C, 167-D, 167-E, 167-F e 167-G desta Constituição. 
(Incluído pela Emenda Constitucional nº 109, de 2021) 
 
 
ATENÇÃO 
Conforme previsto no art. 50 da CF e alterado pela EC 132/2023, a Câmara dos Deputados e o 
Senado Federal, ou qualquer de suas Comissões, poderão convocar as seguintes autoridades para 
prestarem, pessoalmente, informações sobre assunto previamente determinado, importando 
crime de responsabilidade a ausência sem justificação adequada: 
 
Ministro de Estado, 
Quaisquer titulares de órgãos diretamente subordinados à Presidência 
da República ou o Presidente do Comitê Gestor do Imposto sobre Bens 
e Serviços. 
Essa alteração tem implicações significativas e alguns pontos merecem destaque: 
1. Ampliação dos convocáveis: Antes da emenda, o Artigo 50 limitava a 
convocação a Ministros de Estado e titulares de órgãos diretamente 
subordinados à Presidência da República. Com a modificação, o Presidente 
do Comitê Gestor do Imposto sobre Bens e Serviços também pode ser 
convocado. Essa inclusão pode refletir a necessidade de obter informações 
específicas relacionadas à gestão desse imposto, demonstrando a intenção 
de maior transparência e controle sobre temas tributários. 
2. Crime de responsabilidade: A emenda mantém a penalidade de crime de 
responsabilidade para a ausência sem justificação adequada. Esse 
dispositivo busca garantir a seriedade e a responsabilidade no processo de 
convocação, reforçando a obrigação dos convocados de comparecerem e 
prestarem informações quando solicitados pelo Poder Legislativo. 
 
2.3. Câmara dos Deputados 
 
Art. 45. A Câmara dos Deputados compõe-se de representantes do povo, 
eleitos, pelo sistema proporcional, em cada Estado, em cada Território e no 
Distrito Federal. 
§ 1º O número total de Deputados, bem como a representação por Estado e 
pelo Distrito Federal, será estabelecido por lei complementar, 
proporcionalmente à população, procedendo-se aos ajustes necessários, no 
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ano anterior às eleições, para que nenhuma daquelas unidades da Federação 
tenha menos de oito ou mais de setenta Deputados. (Vide Lei 
Complementar nº 78, de 1993) 
§ 2º Cada Território elegerá quatro Deputados. 
 
· Casa legislativa que representa o POVO. 
· Eleitos pelo sistema proporcional; 
· Mandato: prazo de 4 anos 
· Nenhuma das unidades pode ter menos do que 08 e mais do que 70 deputados. 
 
2.3.1. Requisitos para a candidatura dos Deputados Federais 
 
● Brasileiro nato ou naturalizado (para ser presidente da Câmara dos Deputados, exige que 
seja brasileiro nato); 
● Maior de 21 anos; 
● Pleno exercício dos direitos políticos; 
● Alistamento eleitoral; 
● Domicílio eleitoral na circunscrição; 
● Filiação partidária. 
 
COMPETÊNCIA PRIVATIVAS – ART. 51. : As competências privativas da Câmara dos 
Deputados estão previstas no art. 51 da Constituição Federal, não dependem de sanção 
presidencial, nos termos do art. 48, caput. São materializadas por resoluções. 
 
 
Art. 51. Compete privativamente à Câmara dos Deputados: 
I - autorizar, por dois terços de seus membros, a instauração de processo 
contra o Presidente e o Vice-Presidente da República e os Ministros de 
Estado; 
II - proceder à tomada de contas do Presidente da República, quando não 
apresentadas ao Congresso Nacional dentro de sessenta dias após a 
abertura da sessão legislativa; 
III - elaborar seu regimento interno; 
IV - dispor sobre sua organização, funcionamento, polícia, criação, 
transformação ou extinção dos cargos, empregos e funções de seus serviços, 
e a iniciativa de lei para fixação da respectiva remuneração, observados os 
parâmetros estabelecidos na lei de diretrizes orçamentárias; 
V - eleger membros do Conselho da República, nos termos do art. 89, VII. 
 
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ATENÇÃO 
Em relação ao inciso IV, a Câmara dos Deputados tem competência apenas para a 
INICIATIVA de projeto de lei que vise à fixação da remuneração dos cargos, devendo, após 
aprovação nas duas casas, a matéria ir à sanção do Presidente da República. A EC 19/98 retirou 
da CD a competência privativa para FIXAÇÃO da remuneração. 
 
2.4. Senado Federal 
 
Art. 46. O Senado Federal compõe-se de representantes dos Estados e do 
Distrito Federal, eleitos segundo o princípio majoritário. 
 § 1º Cada Estado e o Distrito Federal elegerão três Senadores, com mandato 
de oito anos. 
§ 2º A representação de cada Estado e do Distrito Federal será renovada de 
quatro em quatro anos, alternadamente, por um e dois terços. 
§ 3º Cada Senador será eleito com dois suplentes. 
 
· Casa Legislativa que representa os Estados e o DF 
· Eleitos pelo sistema majoritário. 
· Serão 03 senadores para cada unidade da Federação, cada um com 02 suplentes. 
· O Mandato é de 08 anos (duas legislaturas), sendo a renovação de 4 em 4 anos, por 1/3 e 
2/3. 
 
2.4.1. Requisitos 
 
● BRASILEIRO NATO OU NATURALIZADO (para ser presidente do Senado Federal, deve ser 
brasileiro nato); 
● MAIOR DE 35 ANOS; 
● PLENO EXERCÍCIO DOS DIREITOS POLÍTICOS; 
● ALISTAMENTO ELEITORAL; 
● DOMICÍLIO ELEITORAL NA CIRCUNSCRIÇÃO; 
● FILIAÇÃO PARTIDÁRIA. 
 
OBSERVAÇÃO 
A Perda do mandato por infidelidade partidária não se aplica a cargos eletivos majoritários. 
 
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DIREITO CONSTITUCIONAL 
Poder e Processo legislativo 
 
 
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JURISPRUDÊNCIA DO STF 
Se o titular do mandato eletivo, sem justa causa, decidir sair do partido 
político no qual foi eleito, ele perderá o cargo que ocupa? a) Se for um 
cargo eletivo MAJORITÁRIO: NÃO A perda do mandato em razão de 
mudança de partido não se aplica aos candidatos eleitos pelo sistema 
majoritário, sob pena de violação da soberania popular e das escolhas 
feitas pelo eleitor. No sistema majoritário, o candidato escolhido é aquele 
que obteve mais votos, não importando o quociente eleitoral nem o 
quociente partidário. Nos pleitos dessa natureza, os eleitores votam no 
candidato e não no seu partido político. Desse modo, no sistema 
majoritário, a imposição da perda do mandato por infidelidade partidária é 
antagônica (contrária) à soberania popular. b) Se for um cargo eletivo 
PROPORCIONAL: SIM O mandato parlamentar conquistado no sistema 
eleitoral proporcional pertence ao partido político. Assim, se o parlamentar 
eleito decidir mudar de partido político, ele sofrerá um processo na Justiça 
Eleitoral que poderá resultar na perda do seu mandato. Neste processo, 
com contraditório e ampla defesa, será analisado se havia justa causa para 
essa mudança. STF. Plenário. ADI 5081/DF, Rel. Min. Roberto Barroso, 
julgado em 27/5/2015 (Info 787). 
Quais as hipóteses que atualmente podem ser consideradas como justa 
causa para a mudança de partido? As situações estão elencadas no art. 22-
A da Lei nº 9.096/95 (Incluído pela Lei nº 13.165/2015). Importante citar 
também a exceção prevista no § 5º do art. 17 da CF/88 (Incluído pela EC 
97/2017). 
 
 
COMPETÊNCIAS PRIVATIVAS: materializadas através de resoluções, NÃO dependendo de 
sanção presidencial. DECORAR Art. 52 CF/88. 
Art. 52. Compete privativamente ao Senado Federal: 
I - processar e julgar o Presidente e o Vice-Presidente da República nos 
crimes de responsabilidade, bem como os Ministros de Estado e os 
Comandantes da Marinha, do Exército e da Aeronáutica nos crimes da 
mesma natureza conexos com aqueles; 
II processar e julgar os Ministros do Supremo Tribunal Federal, os membros 
do Conselho Nacional de Justiça e do Conselho Nacional do Ministério 
Público, o Procurador-Geral da República e o Advogado-Geral da União nos 
crimes de responsabilidade; 
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III - aprovar previamente, por voto secreto, após argüição pública, a escolha 
de: 
a) Magistrados, nos casos estabelecidos nesta Constituição; 
b) Ministros do Tribunal de Contas da União indicados pelo Presidente da 
República; 
c) Governador de Território; 
d) Presidente e diretores do banco central; 
e) Procurador-Geral da República; 
f) titulares de outros cargos que a lei determinar; 
IV - aprovar previamente, por voto secreto, após argüição em sessão secreta, 
a escolha dos chefes de missão diplomática de caráter permanente; 
V - autorizar operações externas de natureza financeira, de interesse da 
União, dos Estados, do Distrito Federal, dos Territórios e dos Municípios; 
VI - fixar, por proposta do Presidente da República, limites globais para o 
montante da dívida consolidada da União, dos Estados, do Distrito Federal e 
dos Municípios; 
VII - dispor sobre limites globais e condições para as operações de crédito 
externo e interno da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, 
de suas autarquias e demais entidades controladas pelo Poder Público 
federal; 
VIII - dispor sobre limites e condições para a concessão de garantia da União 
em operações de crédito externo e interno; 
IX - estabelecer limites globais e condições para o montante da dívida 
mobiliária dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios; 
X - suspender a execução, no todo ou em parte, de lei declarada 
inconstitucional por decisão definitiva do Supremo Tribunal Federal; 
XI - aprovar, por maioria absoluta e por voto secreto, a exoneração, de ofício, 
do Procurador-Geral da República antes do término de seu mandato; 
XII - elaborar seu regimento interno; 
XIII - dispor sobre sua organização, funcionamento, polícia, criação, 
transformação ou extinção dos cargos, empregos e funções de seus serviços, 
e a iniciativa de lei para fixação da respectiva remuneração, observados os 
parâmetros estabelecidosna lei de diretrizes orçamentárias; 
XIV - eleger membros do Conselho da República, nos termos do art. 89, VII. 
XV - avaliar periodicamente a funcionalidade do Sistema Tributário Nacional, 
em sua estrutura e seus componentes, e o desempenho das administrações 
tributárias da União, dos Estados e do Distrito Federal e dos Municípios. 
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DIREITO CONSTITUCIONAL 
Poder e Processo legislativo 
 
 
 20 
 
 
Parágrafo único. Nos casos previstos nos incisos I e II, funcionará como 
Presidente o do Supremo Tribunal Federal, limitando-se a condenação, que 
somente será proferida por dois terços dos votos do Senado Federal, à perda 
do cargo, com inabilitação, por oito anos, para o exercício de função pública, 
sem prejuízo das demais sanções judiciais cabíveis. 
 
 
2.5. Remuneração dos Parlamentares 
 
A Constituição Federal NÃO determina que o subsídio dos Deputados e Senadores seja igual 
ao dos Ministros do STF, mas estabelece isso apenas como limite remuneratório. 
 
Além do subsídio, os parlamentares recebem algumas espécies remuneratórias: 
 
● COTA PARA O EXERCÍCIO DA ATIVIDADE PARLAMENTAR (CEAP) – PARA OS 
DEPUTADOS FEDERAIS, destina-se a custear gastos exclusivamente vinculados ao 
exercício de atividade parlamentar, abrangendo as despesas: 
o Passagens Aéreas; 
o Telefonia; 
o Serviços Postais, vedada a aquisição de selos; 
o Manutenção de escritórios de apoio à atividade parlamentar, compreendendo a 
locação, condomínio, IPTU, serviços de energia elétrica, água e esgoto, locação de 
móveis e equipamentos, suprimentos de informática e material de expediente, acesso 
à internet, assinatura de TV a cabo, aquisição de licença de uso de software, 
assinatura de publicações, fornecimento de alimentação do parlamentar, 
hospedagem, locação ou fretamento de aeronaves, combustíveis e lubrificantes, 
serviços de segurança, contratação de consultoria e trabalhos técnicos, divulgação de 
atividade parlamentar. 
 
● VERBA DE GABINETE – SECRETÁRIO PARLAMENTAR: Destinada à contratação de 
pessoal; 
● Auxílio-Moradia; 
● Fornecimento De Jornais, Publicações Ou Revistas; 
● Serviços Gráficos. 
 
 
JURISPRUDÊNCIA DO STF 
Atenção à jurisprudência: 
 
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É inconstitucional lei estadual que vincula a remuneração dos Deputados 
Estaduais à dos Deputados Federais. 
Essa vinculação é inconstitucional porque representa modalidade de 
reajustamento automático e, desse modo, viola o princípio da reserva legal 
(art. 27, § 2º, CF/88), o pacto federativo e a vedação à equiparação entre 
espécies remuneratórias (art. 37, XIII, CF/88). 
STF. Plenário. ADI 6545/DF, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, redator do 
acórdão Min. Alexandre de Moraes, julgado em 13/4/2023 (Info 1090). 
 
2.6. Das Reuniões 
 
2.6.1. Sessão Legislativa Ordinária 
 
O Congresso Nacional reunir-se-á, anualmente, na Capital Federal, de 02/02 a 17/07 e de 
01/08 a 22/12 (períodos de sessão legislativa ordinária). 
 
A sessão legislativa NÃO será interrompida sem a aprovação do projeto de LDO. 
 
LEGISLATURA = 04 SESSÕES LEGISLATIVAS. 
 
2.6.2. Sessão Legislativa Extraordinária 
 
De 18 a 31/07 e 23/12 a 01/02, há o recesso parlamentar e, havendo necessidade, os 
parlamentares serão convocados extraordinariamente nas seguintes hipóteses (art. 57, §6º CF): 
 
● PRESIDENTE DO SENADO FEDERAL: nos seguintes casos: 
o DECRETAÇÃO DE INTERVENÇÃO FEDERAL; 
o PEDIDO DE AUTORIZAÇÃO PARA A DECRETAÇÃO DE ESTADO DE SÍTIO; 
o PARA O COMPROMISSO E POSSE DO PRESIDENTE DA REPÚBLICA. 
 
● PRESIDENTE DA REPÚBLICA, DA CÂMARA E DO SENADO: 
Em caso de urgência ou interesse público relevante, e SEMPRE com a aprovação da maioria 
absoluta de cada uma das casas do CN. 
● REQUERIMENTO DA MAIORIA ABSOLUTA DOS MEMBROS DE AMBAS AS CASAS: 
Na convocação extraordinária, o Congresso só deliberará sobre a matéria para o qual foi 
convocado, ressalvada a hipótese de medida provisória em vigor na data da convocação 
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extraordinária, que será automaticamente incluída na pauta, VEDADO o pagamento de parcela 
indenizatória ou ajuda de custo =>VEDAÇÃO de reprodução obrigatória nos Estados e Municípios. 
 
2.6.3. Reunião em sessão conjunta 
 
● PARA INAUGURAR SESSÃO LEGISLATIVA; 
● ELABORAR O REGIMENTO COMUM E REGULAR A CRIAÇÃO DE SERVIÇOS COMUNS ÀS 
DUAS CASAS; 
● RECEBER O COMPROMISSO DO PRESIDENTE E VICE DA REPÚBLICA; 
● CONHECER O VETO E SOBRE ELE DELIBERAR. 
 
2.6.4. Sessão Preparatória e Mesas Diretoras 
 
Cada uma das casas se reunirá em sessão preparatória, a partir de 1º de fevereiro, no primeiro 
ano da legislatura, para a posse de seus membros e eleição das respectivas mesas, para mandato 
de 02 anos, vedada a recondução para o mesmo cargo na eleição imediatamente subsequente. 
 
MESAS DIRETORAS: Exercem funções administrativas, sendo seu Presidente o presidente do 
Senado e os demais cargos ocupados alternadamente entre Câmara e Senado. 
 
 
JURISPRUDÊNCIA DO STF 
Não é possível a recondução dos Presidentes da Câmara dos Deputados 
e do Senado Federal para o mesmo cargo na eleição imediatamente 
subsequente, dentro da mesma legislatura. Por outro lado, é possível a 
reeleição dos Presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado Federal 
em caso de nova legislatura. Ex: o mandato de Presidente da Câmara e de 
Presidente do Senado é de 2 anos. Cada legislatura tem a duração de 4 
anos. Imagine que João foi eleito Deputado Federal para a legislatura de 
2013 a 2016. Suponhamos que ele foi escolhido para ser Presidente da 
Câmara no período de 2013-2014. Significa que João não poderá ser 
reeleito como Presidente da Câmara para o biênio de 2015-2016.Isso 
porque seria uma reeleição dentro da mesma legislatura. Ex2: Pedro foi 
eleito Deputado Federal para a legislatura de 2013 a 2016. Suponhamos 
que ele foi escolhido para ser Presidente da Câmara no período de 2015-
2016. Em 2016, ele foi reeleito Deputado Federal para a legislatura de 
2017 a 2020. Significa que Pedro poderá ser novamente Presidente da 
Câmara para no biênio de 2017-2018. Isso porque seria uma reeleição 
para nova legislatura. O fundamento para isso está no art. 57, § 4º da 
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CF/88: § 4º Cada uma das Casas reunir-se-á em sessões preparatórias, a 
partir de 1º de fevereiro, no primeiro ano da legislatura, para a posse de 
seus membros e eleição das respectivas Mesas, para mandato de 2 (dois) 
anos, vedada a recondução para o mesmo cargo na eleição imediatamente 
subsequente. Foi proposta uma ADI com o objetivo de dar interpretação 
conforme e dizer que esse dispositivo foi derrogado pela Emenda 
Constitucional nº 16/97, que permitiu uma reeleição para os cargos do 
Poder Executivo. O STF, contudo, não concordou com a alegação e 
manteve a literalidade do art. 57, § 4º. STF. Plenário. ADI 6524, Rel. Min. 
Gilmar Mendes, julgado em 14/12/2020. 
 
 
ATENÇÃO 
O STF se manifestou acerca das eleições das Mesas Diretoras nas Assembleias Legislativas: 
“(i) a eleição dos membros das Mesas das Assembleias Legislativas 
estaduais deve observar o limite de uma única reeleição ou recondução, 
limite cuja observância independe de os mandatos consecutivos 
referirem-se à mesma legislatura; 
(ii) a vedação à reeleição ou recondução aplica-se somente para o 
mesmo cargo da mesa diretora, não impedindo que membro da mesa 
anterior se mantenha no órgão de direção, desde que em cargo distinto; 
(iii) o limite de uma única reeleição ou recondução, acima veiculado, deve 
orientar a formação da Mesa da Assembleia Legislativa no período 
posterior à data de publicação da ata de julgamento da ADI 6.524, de 
modo que não serão consideradas, para fins de inelegibilidade, as 
composições eleitas antes de 7.1.2021, salvo se configurada a antecipação 
fraudulenta das eleições como burla ao entendimento do Supremo 
Tribunal Federal.” 
 
É permitida apenas uma reeleição ou recondução sucessiva ao mesmo 
cargo da Mesa Diretora, mantida a composição das mesas das 
Assembleias Legislativas eleitas antes da data de publicação da ata de 
julgamento da ADI 6524/DF (7.1.2021). 
 
Conforme precedentes desta Corte, a regra proibitiva contida no art. 57, § 
4º, da CF/1988 não constitui preceito de observância obrigatória pelos 
estados e o Distrito Federal, de modo que não pode funcionar como 
parâmetro de controle da constitucionalidade de regra inserida nas 
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Constituições estaduais, pois configura pleno exercício de suas autonomias 
político-administrativas (CF/1988, art. 18). 
 
Por outro lado — ainda que observada a relativa autonomia das Casas 
Legislativas estaduais para reger o processo eletivo da Mesa Diretora — a 
possibilidade de reeleições sucessivas e ilimitadas para os cargos diretivos 
do Poder Legislativo estadual mostra-se incompatível com os princípios 
republicano e democrático, os quais exigem a alternância de poder e a 
temporariedade dos mandatos, sendo-lhes permitida uma única 
recondução. 
 
Em relação à definição do marco temporal para a atribuição de efeitos em 
sede de controle concentrado de constitucionalidade, este Tribunal tem 
adotado como referência a data da publicação da ata de julgamento, 
considerando o que dispõe o art. 28 da Lei 9.868/1999. Desse modo, o 
precedente firmado no julgamento da ADI 6524/DF deve ser aplicado aos 
parlamentares que tomaram posse em cargos diretivos das Assembleias 
Legislativas a partir da data da publicação de sua ata de julgamento, salvo 
se configurada a antecipação fraudulenta das eleições como burla ao 
entendimento do STF. 
(ADI 6688/PR, ADI 6698/MS, ADI 6714/PR, ADI 7016/MS, ADI 6683/AP, 
ADI 6686/PE, ADI 6687/PI, ADI 6711/PI, relator Ministro Nunes Marques, 
julgamento finalizado em 7.12.2022. INFORMATIVO 1079) 
 
 
ATENÇÃO 
No dia 08/03/2024, o STF se manifestou acerca da possibilidade de eleições 
concomitantes, realizadas no início de cada legislatura, da Mesa Diretora de Assembleia 
Legislativa para os dois biênios subsequentes. Vejamos o que foi definido pela Suprema Corte: 
 
“É inconstitucional — por subverter os princípios republicano e 
democrático em seus aspectos basilares: periodicidade dos pleitos, 
alternância do poder, controle e fiscalização do poder, promoção do 
pluralismo, representação e soberania popular (CF/1988, arts. 1º, caput, 
V e parágrafo único; e 60, § 4º, II) — norma de Constituição estadual que 
prevê eleições concomitantes (no início de cada legislatura) da Mesa 
Diretora de Assembleia Legislativa para os dois biênios subsequentes. 
 
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Embora possuam autonomia para definir o momento em que ocorrerão as 
eleições para os cargos de suas Mesas Diretoras, os estados-membros 
devem exercê-la dentro das balizas impostas pelo texto constitucional de 
1988. O voto deve acompanhar o mandato ao qual se refere, de modo que 
deve haver contemporaneidade entre a eleição e o início do respectivo 
mandato, para garantir que os candidatos eleitos reflitam a conjuntura 
presente e os anseios atuais da maioria (CF/1988, art. 57, § 4º). 
 
A concentração das eleições de duas “chapas” diferentes para os mesmos 
cargos em uma única oportunidade suprime o momento político de 
renovação que sucede o transcurso de um mandato. Nesse contexto, 
privilegia-se o grupo político majoritário ou de maior influência na ocasião 
do pleito único, e lhes permite garantir, sem dificuldades, dois mandatos 
consecutivos.

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