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1profacamivalle@gmail.com - @profacamilavalle Aula de Revisão Final Prof.ª Camila Valle 1) Prova Interdisciplinar Por conta da dinâmica da prova, a tendência é ser uma prova ainda mais interdisciplinar. 2) Jurisprudência e julgados O perfil da banca FGV é de cobrar julgados e jurisprudência, com indagações teóricas ou classificações. Façam uma boa revisão de julgados. 3) Véspera – o que fazer? Revisar o material, a dinâmica de elaboração de peças e os tópicos que devem ter nas peças (prerrogativas, gratuidade etc). Estudar bem o código que será usado no dia da prova. 4) Estratégia de Prova Orientação que eu aplicava: leitura geral e lia primeiro a peça. Leitura de todos os enuciados com anotação de tópicos de respostas (e até buscava artigos), elaboração da resposta direto na folha de respostas. Começava pela peça. Se tinha algo que não queria esquecer, entrava na prova pensando nisso e anotava no papel logo que começava. Licenciado para - N atalia O liveira C ardoso - 36312375889 - P rotegido por E duzz.com http://profacamivalle@gmail.com 2profacamivalle@gmail.com - @profacamilavalle 5) Simulados a. Simulado 1 A resposta era o Habeas Corpus Coletivo, com pedido liminar. b. Simulado 2 Responsabilidade civil do Estado objetiva, independente de culpa. Teoria do risco administrativo. Mesmo para casos de conduta omissiva. 6) Direitos Humanos e Direito Constitucional a. Constitucionalismo e Teoria dos Direitos Fundamentais * Termo = Gerações x dimensões Críticas ao termo “gerações” = substituição de cada geração pela posterior Paulo Bonavides - ‘dimensão’ * Fases do constitucionalismo 1ª fase: CONSTITUCIONALISMO ANTIGO Hebreus, Grécia, Roma e Inglaterra (Magna Carta – 1215, Petition of Rights, Bill Of Rights) 2ª fase: CONSTITUCIONALISMO LIBERAL EUA Declaração de Direitos da Virgínia 1787 - 1ª Constituição escrita Licenciado para - N atalia O liveira C ardoso - 36312375889 - P rotegido por E duzz.com http://profacamivalle@gmail.com 3profacamivalle@gmail.com - @profacamilavalle França Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão Constituição de 1791 * Processo cumulativo e sucessivo Vasak – revolução francesa 1- Liberdade 2- Igualdade 3- Fraternidade Constitucionalismo liberal -> direitos fundamentais de Primeira Dimensão Estado Liberal - Liberdade Direitos civis e políticos Fase inaugural do constitucionalismo do Ocidente Titular: indivíduo - Oponíveis ao Estado Faculdade ou atributos da pessoa - homem singular – subjetividade Direito de resistência e oposição perante o Estado 3ª fase: CONSTITUCIONALISMO SOCIAL Crítica ao Estado Liberal -> Estado Social e Estado de bem-estar social Estado social : Keynes Estado de bem-estar social – serviços públicos Constitucionalismo Social Constituição de Weimar Constituição do México Direito do Trabalho Licenciado para - N atalia O liveira C ardoso - 36312375889 - P rotegido por E duzz.com http://profacamivalle@gmail.com 4profacamivalle@gmail.com - @profacamilavalle * Constitucionalismo social -> direitos fundamentais de Segunda Dimensão Século XX - Direitos sociais, culturais e econômicos Estado social / Welfare State “Programáticos” Novo conteúdo dos Direitos Fundamentais – garantias institucionais – proteger 4ª fase: CONSTITUCIONALISMO CONTEMPORÂNEO ou NEOCONSTITUCIONALISMO Fim da 2ª Guerra Mundial (1945) * Redimensionamento na práxis político‑jurídica em dois níveis: - Teoria do Estado e da Constituição → Estado Democrático de Direito - Teoria do Direito → reformulação da teoria das fontes, da teoria da norma e da teoria da interpretação teoria das fontes a supremacia da lei cede lugar à onipresença daConstituição teoria da norma normatividade dos princípios teoria da interpretação representa uma blindagem às discricionariedades eaos ativismos (na proposta de Streck) - Robert Alexy pós-positivismo - superação do antagonismo jusnaturalismo e positivismo “O Direito Extremamente injusto não pode ser considerado Direito” constitucionalização de princípios organizadores da ordem politica positivação dos direitos fundamentais Princípios - mandados de otimização- cumpridos em diferentes graus as regras - só podem ser cumpridas ou não - implicam na exata realização daquilo que elas exigem * Ronald Dworkin – liberdade: uma leitura moral da constituição americana Licenciado para - N atalia O liveira C ardoso - 36312375889 - P rotegido por E duzz.com http://profacamivalle@gmail.com 5profacamivalle@gmail.com - @profacamilavalle regras e princípios funcionam diferentemente. regras - tudo ou nada princípio – ponderação * Direitos fundamentais de Terceira Dimensão Fraternidade - gênero humano - paz, meio-ambiente, comunicação Vasak – direito ao desenvolvimento, paz, meio-ambiente, propriedade patrimonial comum e direito à comunicação Estado – desenvolvimento * Direitos fundamentais de Quarta Dimensão Direito à democracia, informação, pluralismo - democracia direta * Direitos fundamentais de Quinta Dimensão Direito à paz (Bonavides) * Características dos Direitos fundamentais - historicidade – processo histórico - inalienabilidade - intransferíveis, inegociáveis - imprescritibilidade - nunca deixam de ser exigíveis - irrenunciabilidade - não se renunciam - absoluto x relativos - imutabilidade - intangibilidade para o operador jurídico - progressividade – ampliação - indivisibilidade – sistêmico, interdependentes - não-taxatividade – não é elenco fechado - dialeticidade – tensões - universalidade – condição humana, mínimo ético, dignidade - utopismo – contradições sociais Licenciado para - N atalia O liveira C ardoso - 36312375889 - P rotegido por E duzz.com http://profacamivalle@gmail.com 6profacamivalle@gmail.com - @profacamilavalle - superioridade normativa - prevalência dos direitos humanos, suas normas e princípios - essencialidade - valores essenciais - reciprocidade - sujeitam-se a toda a coletividade - unidade - núcleo duro e mínimo que assegure a existência digna. - inerência - espécie humana - proibição do retrocesso – efeito cliquet - interpretação pro homine – máxima efetividade * Teoria do status - Jellinek status passivo: posição de sujeição ao Estado. Status Subjectionis. status negativo: limitações impostas ao Estado. Status Libertatis. status ativo: conjunto de prerrogativas e faculdades para que o indivíduo participe da vida em sociedade. Status activus civitatis. status positivo: conjunto de prerrogativas e faculdades de exigir do Estado sua atuação em prol dos direitos humanos. Status Civitatis. * Dimensão objetiva e subjetiva dos direitos fundamentais Dimensão objetiva: valores e princípios que estruturam o ordenamento jurídico e orientam a atuação do Estado. Limites da atuação do Estado. FGV: “A dimensão objetiva dos direitos fundamentais indica a influência das respectivas normas sobre a organização das estruturas estatais de poder e sobre os padrões normativos do respectivo sistema”. Dimensão subjetiva: posições jurídicas atribuídas aos indivíduos. O titular do direito pode exigir a realização de ações (positiva) ou abstenções (negativa). Licenciado para - N atalia O liveira C ardoso - 36312375889 - P rotegido por E duzz.com http://profacamivalle@gmail.com 7profacamivalle@gmail.com - @profacamilavalle FGV: “A dimensão subjetiva dos direitos fundamentais evidencia a possibilidade de ser exigida uma ação ou abstenção de determinadas situações concretas”. -> constitucionalismo latino-americano Constituições do Equador de 2008 e da Bolívia de 2009 Estado Plurinacional Pluralidade social e jurídica Intercultural b. Normas Constitucionais Repercussão geral STF – Tema 548 Tese 1. A educação básica em todas as suas fases - educação infantil, ensino fundamental e ensino médio - constitui direito fundamental de todas as crianças e jovens, assegurado por normas constitucionais de eficácia plena e aplicabilidade direta e imediata. 2. A educação infantil compreende creche (de zero a 3 anos) e a pré-escola (de 4 a 5 anos). Sua oferta pelo Poder Público pode ser exigida individualmente,em liberdade por conta do prazo. Art. 108. A internação, antes da sentença, pode ser determinada pelo prazo máximo de quarenta e cinco dias. Parágrafo único. A decisão deverá ser fundamentada e basear-se em indícios suficientes de autoria e materialidade, demonstrada a necessidade imperiosa da medida. * Local da internação Art. 185. A internação, decretada ou mantida pela autoridade judiciária, não poderá ser cumprida em estabelecimento prisional. Licenciado para - N atalia O liveira C ardoso - 36312375889 - P rotegido por E duzz.com http://profacamivalle@gmail.com 57profacamivalle@gmail.com - @profacamilavalle * Princípio da legalidade Lei n. 12.594 – lei do SINASE Art. 35. A execução das medidas socioeducativas reger-se-á pelos seguintes princípios: I - legalidade, não podendo o adolescente receber tratamento mais gravoso do que o conferido ao adulto; Diretrizes de RIAD 54. Com o objetivo de impedir que se prossiga à estigmatização, à vitimização e à incriminação dos jovens, deverá ser promulgada uma legislação pela qual seja garantido que todo ato que não seja considerado um delito, nem seja punido quando cometido por um adulto, também não deverá ser considerado um delito, nem ser objeto de punição quando for cometido por um jovem. Diretrizes de Beijing 3.1 As disposições pertinentes das regras não só se aplicarão aos jovens infratores, mas também àqueles que possam ser processados por realizar qualquer ato concreto que não seria punível se fosse praticado por adultos. * Direito subjetivo à remissão Art. 126. Antes de iniciado o procedimento judicial para apuração de ato infracional, o representante do Ministério Público poderá conceder a remissão, como forma de exclusão do processo, atendendo às circunstâncias e conseqüências do fato, ao contexto social, bem como à personalidade do Licenciado para - N atalia O liveira C ardoso - 36312375889 - P rotegido por E duzz.com http://profacamivalle@gmail.com 58profacamivalle@gmail.com - @profacamilavalle adolescente e sua maior ou menor participação no ato infracional. Parágrafo único. Iniciado o procedimento, a concessão da remissão pela autoridade judiciária importará na suspensão ou extinção do processo. → Princípio da proporcionalidade Aplicação ampliada dos princípios previstos na lei do SINASE. Art. 35. A execução das medidas socioeducativas reger-se-á pelos seguintes princípios: IV - proporcionalidade em relação à ofensa cometida; 11)Direito Institucional a. Inconstitucionalidade formal e material de lei – orçamento da DPE -> convênio com OAB É inconstitucional — por apresentar vício de iniciativa, configurar interferência indevida do Poder Executivo na gestão orçamentária da Defensoria Pública e violar sua autonomia funcional, administrativa e financeira (CF/1988, arts. 5º, LXXIV; 24, XIII; 93, caput; 96, II e 134, caput, §§ 2º e 4º) — norma estadual originária do Poder Executivo que destina percentual dos recursos orçamentários da instituição à prestação de assistência judiciária suplementar por advogados privados. b. Porte de arma de Defensores É inconstitucional – por violar as competências da União material exclusiva para autorizar e fiscalizar a produção e o Licenciado para - N atalia O liveira C ardoso - 36312375889 - P rotegido por E duzz.com http://profacamivalle@gmail.com 59profacamivalle@gmail.com - @profacamilavalle comércio de material bélico (CF/1988, art. 21, VI), bem como privativa para legislar sobre o assunto (CF/1988, art. 22, XXI) – norma estadual que concede o direito ao porte de arma de fogo a membros da Defensoria Pública local. STF. Plenário. ADI 7.571/ES - 05/06/2024 (Info 1139) c. Suspensão da Segurança A Defensoria Pública não possui legitimidade para pedido de Suspensão de Segurança ou Suspensão de Liminar e Sentença, salvo na preservação do interesse público primário quando atua em defesa de prerrogativas institucionais próprias do poder público. O STJ não conheceu do pedido formulado pela Defensoria Pública. Por configurar meio extraordinário de intervenção no regular andamento do processo, o instituto da suspensão de segurança não comporta interpretações extensivas de modo a ampliar suas hipóteses de cabimento, nem o rol de legitimados à sua propositura. A legislação em vigor não reconhece legitimidade ativa em favor da Defensoria Pública para manejar pedido de Suspensão de Segurança (SS) ou de Suspensão de Liminar e Sentença (SLS), salvo em casos especialíssimos, nos quais se busque a preservação do interesse público primário. STJ. Corte Especial. (EDcl no AgInt na SLS 3.156-AM, - I. 816). Bons estudos e boa prova! Licenciado para - N atalia O liveira C ardoso - 36312375889 - P rotegido por E duzz.com http://profacamivalle@gmail.comcomo no caso examinado neste processo. 3. O Poder Público tem o dever jurídico de dar efetividade integral às normas constitucionais sobre acesso à educação básica. Na avaliação de Fux, o Judiciário pode sim, excepcionalmente, determinar à administração pública a efetivação do direito constitucional à educação básica, sempre que ficar comprovado que não foi possível conseguir Licenciado para - N atalia O liveira C ardoso - 36312375889 - P rotegido por E duzz.com http://profacamivalle@gmail.com 8profacamivalle@gmail.com - @profacamilavalle a matrícula por via administrativa ou em razão de negligência, negativa indevida ou demora irrazoável. Em seu voto, o ministro Luís Roberto Barroso observou que, como o direito à educação básica é uma norma constitucional de aplicação direta, uma decisão do Judiciário determinando o cumprimento dessa obrigação não pode ser considerada uma intromissão em outra esfera de poder. -> constitucionalismo feminista * Classificação de José Afonso da Silva -> Normas de eficácia plena - aplicabilidade imediata, direta e integral Não necessitam de regulamentação infraconstitucional -> Normas de eficácia contida - aplicabilidade imediata, direta e possivelmente não integral São normas em que o legislador constituinte possibilitou ao legislador infraconstitucional restringir seus efeitos. Ex; art. 5º, XIII, CF XIII - é livre o exercício de qualquer trabalho, ofício ou profissão, atendidas as qualificações profissionais que a lei estabelecer; -> Normas de eficácia limitada - aplicabilidade mediata, indireta e reduzida Necessitam de regulamentação infraconstitucional para que surtam efeito de maneira plena. - normas de eficácia limitada de princípios institutivos: parâmetros para que o legislador infraconstitucional estabeleça a estrutura de órgãos, entidades ou institutos. Ex: art. 33, CF; Licenciado para - N atalia O liveira C ardoso - 36312375889 - P rotegido por E duzz.com http://profacamivalle@gmail.com http://www.jusbrasil.com.br/legislacao/1503907193/constituicao-federal-constituicao-da-republica-federativa-do-brasil-1988 http://www.jusbrasil.com.br/topicos/10730602/inciso-xiii-do-artigo-5-da-constituicao-federal-de-1988 http://www.jusbrasil.com.br/topicos/10641516/artigo-5-da-constituicao-federal-de-1988 http://www.jusbrasil.com.br/legislacao/1503907193/constituicao-federal-constituicao-da-republica-federativa-do-brasil-1988 http://www.jusbrasil.com.br/topicos/10637614/artigo-33-da-constituicao-federal-de-1988 9profacamivalle@gmail.com - @profacamilavalle - normas de eficácia limitada de princípios programáticos: princípios e objetivos a serem alcançados com o objetivo de realizar os fins sociais do Estado. Ex: ar. 3º, CF * princípio da aplicação imediata Se Emenda Constitucional introduz um direito fundamental, ela produz efeito imediatamente. Norma infraconstitucional em sentido contrário será não recepcionada Artigo 5º, parágrafo 1º da Constituição da República: § 1º As normas definidoras dos direitos e garantias fundamentais têm aplicação imediata. c. Classificação das Constituições forma escrita (um único documento) não escrita conteúdo material formal origem promulgada - populares - democráticasoutorgadacesaristapactuada estabilidade flexíveisrígidassemirrígidasimutáveissuper-rígidastransitoriamente flexível Licenciado para - N atalia O liveira C ardoso - 36312375889 - P rotegido por E duzz.com http://profacamivalle@gmail.com 10profacamivalle@gmail.com - @profacamilavalle transitoriamente imutávelsilenciosaem branco modo de elaboração dogmáticas históricas modelo / finalidade garantia dirigente balanço extensão sintética analítica correspondência com a realidade(critério ontológico) normativa nominativa semântica sistemático reduzida variada ideológico ortodoxa eclética d. Métodos de Interpretação Constitucional Método Hermenêutico clássicoErnest Forsthoff identidade entre lei e constituiçãoelementos clássicos de interpretaçãométodo jurídico Método científico-espiritualRudolf Smend Corpo: normas que consagraEspírito: valores consagrados no textoconstitucionalMétodo cientifico-espiritual / métodointegrativo / método valorativo emétodo sociológico Licenciado para - N atalia O liveira C ardoso - 36312375889 - P rotegido por E duzz.com http://profacamivalle@gmail.com 11profacamivalle@gmail.com - @profacamilavalle Método Tópico-problemáticoTheodor Viehweg Topos é um esquema de pensamentoProblemático - problemaReação ao positivismo jurídico. Método hermenêutico-concretizadorKonrad Hesse Concretizar uma norma é aplicar umanorma abstrata em um caso concreto Método normativo-estruturanteFriedrich Muller Programa normativo: texto da normaDomínio normativo: realidade socialque está prevista no texto Método concretista da ConstituicaoabertaPeter Häberle Interpretação não deve ser fechada,deve ser alargada * Extensão da interpretação - EUA - Interpretativismo 1ª premissa) respeito absoluto ao texto (Textualismo) e a vontade do constituinte originário (originalismo ou preservacionismo) 2ª premissa) juízes devem apenas aplicar a constituição e não modificá-la 3ª premissa) existe apenas uma única resposta correta - constituinte originário - Não-interpretativismo Premissa básica: cada geração tem o direito de viver a constituição ao seu modo e. Interseccionalidade Kimberlé Crenshaw desenvolve o conceito de interseccionalidade. Incide mais de uma forma de vulnerabilidades no caso concreto. A interseccionalidade dialoga com o coneito de discriminação múltipla ou agravada, da Convenção Interamericana contra o Racismo. Licenciado para - N atalia O liveira C ardoso - 36312375889 - P rotegido por E duzz.com http://profacamivalle@gmail.com 12profacamivalle@gmail.com - @profacamilavalle 3. Discriminação múltipla ou agravada é qualquer preferência, distinção, exclusão ou restrição baseada, de modo concomitante, em dois ou mais critérios dispostos no Artigo 1.1, ou outros reconhecidos em instrumentos internacionais, cujo objetivo ou resultado seja anular ou restringir o reconhecimento, gozo ou exercício, em condições de igualdade, de um ou mais direitos humanos e liberdades fundamentais consagrados nos instrumentos internacionais aplicáveis aos Estados Partes, em qualquer área da vida pública ou privada. f. Instrumentos normativos de proteção de direitos humanos * Instrumentos Internacionais → ONU: DUDH, PIDCP, PIDESC Direito a um padrão de vida adequado (DUDH) Artigo 251. Todo ser humano tem direito a um padrão de vida capaz de assegurar a si e à sua família saúde, bem-estar, inclusive alimentação, vestuário, habitação, cuidados médicos e os serviços sociais indispensáveis e direito à segurança em caso de desemprego, doença invalidez, viuvez, velhice ou outros casos de perda dos meios de subsistência em circunstâncias fora de seu controle. → OEA: CADH, Protocolo São Salvador → 100 Regras de Brasília - acesso à justiça Licenciado para - N atalia O liveira C ardoso - 36312375889 - P rotegido por E duzz.com http://profacamivalle@gmail.com 13profacamivalle@gmail.com - @profacamilavalle * Gênero: Convenção Internacional – ONU: Convenção sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação contra as Mulheres (CEDAW) Recomendação CEDAW Convenção Interamericana – OEA: Convenção Interamericana para Prevenir, Punir e Erradicar a Violência contra a Mulher (Convenção Belém do Pará) caso Corte IDH: caso Campo Algodoneiro (México) * Raça: Convenção Internacional: Convenção Internacional sobre a Eliminação de todas as Formas de Discriminação Racial Convenção Interamericana (status de emenda constitucional) – Convenção Interamericana contra o Racismo, a Discriminação Racial e Formas Correlatas de Intolerância caso Corte IDH: caso Favela Nova Brasília (Brasil) ONU: Alyne Pimentel g. Responsabilização do veículo de comunicação – má-fe Tese de julgamento: 1. Na hipótese de publicação de entrevista, por quaisquer meios, em que o entrevistado imputa falsamente prática de crime a terceiro, a empresa jornalística somente poderáser Licenciado para - N atalia O liveira C ardoso - 36312375889 - P rotegido por E duzz.com http://profacamivalle@gmail.com 14profacamivalle@gmail.com - @profacamilavalle responsabilizada civilmente se comprovada: sua má-fé caracterizada: (i) pelo dolo demonstrado em razão conhecimento prévio da falsidade da declaração, ou (ii) culpa grave decorrente da evidente negligência na apuração da veracidade do fato e na sua divulgação ao público sem resposta do terceiro ofendido ou, ao menos, de busca do contraditório pelo veículo. 2. Na hipótese de entrevistas realizadas e transmitidas ao vivo, fica excluída a responsabilidade do veículo por ato exclusivamente de terceiro quando este falsamente imputa a outrem a prática de um crime, devendo ser assegurado pelo veículo o exercício do direito de resposta em iguais condições, espaço e destaque, sob pena de responsabilidade nos termos dos incisos V e X do artigo 5º da Constituição Federal. 3. Constatada a falsidade referida nos itens acima, deve haver remoção, de ofício ou por notificação da vítima, quando a imputação permanecer disponível em plataformas digitais, sob pena de responsabilidade. O caso concreto envolvia a publicação, pelo jornal Diário de Pernambuco, de uma entrevista na qual o entrevistado – um político alinhado ao regime militar - acusava falsamente um ativista político de ter cometido um atentado com mortes. Já havia vários indícios de que o ativista citado era inocente anos antes da entrevista. A entrevista foi publicada pelo jornal sem qualquer alerta de que a afirmação era controvertida e sem ouvir o outro lado Licenciado para - N atalia O liveira C ardoso - 36312375889 - P rotegido por E duzz.com http://profacamivalle@gmail.com 15profacamivalle@gmail.com - @profacamilavalle h. Assédio judicial a jornalista – responsabilidade em casos de dolo ou culpa grave O resumo dos fatos é: “A responsabilidade civil de jornalistas, ao divulgar notícias sobre figuras públicas ou assuntos de interesse social, só ocorre em casos de dolo ou culpa grave (manifesta negligência profissional na apuração dos fatos), não se aplicando a opiniões, críticas ou informações verdadeiras de interesse público”. Tese Fixada “1. Constitui assédio judicial comprometedor da liberdade de expressão o ajuizamento de inúmeras ações a respeito dos mesmos fatos, em comarcas diversas, com o intuito ou o efeito de constranger jornalista ou órgão de imprensa, dificultar sua defesa ou torná-la excessivamente onerosa; 2. Caracterizado o assédio judicial, a parte demandada poderá requerer a reunião de todas as ações no foro de seu domicílio. 3. A responsabilidade civil de jornalistas ou de órgãos de imprensa somente estará configurada em caso inequívoco de dolo ou de culpa grave (evidente negligência profissional na apuração dos fatos).” -> Caso Fontevecchia e D’Amico vs Argentina O caso se refere à violação do direito à liberdade de expressão de Jorge Fontevecchia e Héctor D’Amico, respetivamente, diretor e editor da revista Notícias. A violação resultou da sua condenação civil pela publicação de dois artigos que faziam referência à existência de um filho não reconhecido de Carlos Saúl Menem, nessa época Presidente da República Argentina. Licenciado para - N atalia O liveira C ardoso - 36312375889 - P rotegido por E duzz.com http://profacamivalle@gmail.com 16profacamivalle@gmail.com - @profacamilavalle Segundo o site do CEJIL (https://summa.cejil.org/pt/entity/c608eji3x3bu766r):: A Corte IDH reiterou a necessidade de realizar um teste de proporcionalidade perante o conflito entre o direito à liberdade de expressão e a proteção da intimidade. No caso, a Corte IDH determinou que as publicações realizadas abordavam assuntos de interesse público, motivo pelo qual considerou que não se tratava de uma ingerência arbitrária na vida privada do Sr. Menem. i. Símbolos religiosos em espaços públicos – tradição cultural “É compatível com a Constituição Federal de 1988 — e não ofende a proibição de discriminação (CF/1988, arts. 3º, IV, e 5º, caput), o postulado da laicidade estatal (CF/1988, art. 19, I) e o princípio da impessoalidade na Administração Pública (CF/1988, art. 37, caput) — a presença de símbolos religiosos em espaços públicos, pertencentes ao Estado, nas hipóteses em que se busca representar tradição cultural da sociedade brasileira”. Tese fixada A presença de símbolos religiosos em prédios públicos, pertencentes a qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, desde que tenha o objetivo de manifestar a tradição cultural da sociedade brasileira, não viola os princípios da não discriminação, da laicidade estatal e da impessoalidade. STF - ARE 1.249.095/SP (Repercussão geral - Tema 1.086 RG) - Informativo 1160 Licenciado para - N atalia O liveira C ardoso - 36312375889 - P rotegido por E duzz.com http://profacamivalle@gmail.com 17profacamivalle@gmail.com - @profacamilavalle j. Guarda Municipal e policiamento urbano Por maioria, o STF decidiu que é constitucional, no âmbito dos municípios, o exercício de ações de segurança urbanas pelas guardas municipais. Mas guardas devem respeitar as atribuições dos outros órgãos de segurança pública previstas na Constituição Federal. Além disso, ficam impedidas de exercer funções da polícia judiciária, que cuida da investigação de crimes. As leis municipais sobre a matéria devem observar normas gerais fixadas pelo Congresso Nacional. Tese de julgamento É constitucional, no âmbito dos municípios, o exercício de ações de segurança urbana pelas Guardas Municipais, inclusive policiamento ostensivo e comunitário, respeitadas as atribuições dos demais órgãos de segurança pública previstos no art. 144 da Constituição Federal e excluída qualquer atividade de polícia judiciária, sendo submetidas ao controle externo da atividade policial pelo Ministério Público, nos termos do artigo 129, inciso VII, da CF. Conforme o art. 144, § 8º, da Constituição Federal, as leis municipais devem observar as normas gerais fixadas pelo Congresso Nacional. k. Polícia civil não detém competência privativa ou exclusiva para investigar A Lei nº 12.830/2013 se limita à disciplina da investigação criminal conduzida pelo delegado de polícia e a sua interpretação no sentido de restringir a Licenciado para - N atalia O liveira C ardoso - 36312375889 - P rotegido por E duzz.com http://profacamivalle@gmail.com 18profacamivalle@gmail.com - @profacamilavalle competência investigativa do Ministério Público (CF/1988, art. 129, I, VI e IX) ou de outras autoridades administrativas é inconstitucional. Conforme jurisprudência, não existe norma constitucional que estabeleça a investigação criminal como atividade exclusiva ou privativa da polícia. l. Ilegitimidade de Amicus curiae e ED em RE com repercussão O amicus curiae não tem legitimidade para opor embargos de declaração em recurso extraordinário com repercussão geral. Todavia, em sede de recurso extraordinário, o relator eventualmente pode ouvir os terceiros sobre a questão da repercussão geral e levar a matéria para esclarecimentos (RISTF, art. 323, § 3º) -> Amicus curiae e custos vulnerabilis Os requisitos para a atuação como custos vulnerabilis foram abordados pelo STF: Barroso explicou que esse tipo de atuação da DPU deve observar alguns requisitos apontados pela doutrina jurídica: a vulnerabilidade dos destinatários da decisão, o elevado grau de desproteção judiciária dos interesses que se pretende defender, a formulação do requerimento por defensores com atribuição para a matéria e a pertinência da atuação com uma estratégia institucional, que se expressa na relevância do direito ou no impacto do caso sobre um amplo universo de representados. https://portal.stf.jus.br/noticias/verNoticiaDetalhe.asp?idCo nteudo=515918&ori=1 Licenciado para - N atalia O liveira C ardoso - 36312375889 - P rotegido por E duzz.com http://profacamivalle@gmail.com 19profacamivalle@gmail.com - @profacamilavalle O instituto do custos vulnerabilis foi impulsionadopela atuação da DPE em reintegração de posse multitudinária (artigo 554, parágrafo 1º do CPC): Art. 554. A propositura de uma ação possessória em vez de outra não obstará a que o juiz conheça do pedido e outorgue a proteção legal correspondente àquela cujos pressupostos estejam provados. § 1º No caso de ação possessória em que figure no polo passivo grande número de pessoas, serão feitas a citação pessoal dos ocupantes que forem encontrados no local e a citação por edital dos demais, determinando-se, ainda, a intimação do Ministério Público e, se envolver pessoas em situação de hipossuficiência econômica, da Defensoria Pública. 7) Direito Administrativo a. União homoafetiva e direito à licença maternidade Ambas as mães tem direito à licença. Repercussão Geral – Tema 1.072 Tese fixada pelo STF: “A mãe servidora ou trabalhadora não gestante em união homoafetiva tem direito ao gozo de licença maternidade. Caso a companheira tenha utilizado o benefício, fará jus à licença pelo período equivalente ao da licença-paternidade”. STF. Plenário. RE 1.211.446/SP I 1128. Licenciado para - N atalia O liveira C ardoso - 36312375889 - P rotegido por E duzz.com http://profacamivalle@gmail.com 20profacamivalle@gmail.com - @profacamilavalle -> caso Atala Riffo e meninas vs Chile Segundo CEJIL: O caso se refere à responsabilidade internacional do Estado por discriminação por motivos de orientação sexual e intromissão arbitrária na vida privada e familiar de Karen Átala Riffo, no âmbito de um processo judicial que lhe retirou a custódia de suas filhas com base em preconceitos discriminatórios e violando o interesse superior das crianças. A Corte IDH desenvolveu parâmetros sobre a orientação sexual como componente da identidade pessoal e da vida privada, e como categoria protegida pela garantia de não discriminação. A Corte IDH declarou que as valorações baseadas em estereótipos sobre orientação sexual ou preferências culturais relativamente a certos conceitos tradicionais de família, para determinar o interesse superior da criança em matéria de guarda e custódia, são incompatíveis com o direito internacional interamericano. b. Pai solo – licença-maternidade e salário maternidade O servidor público que seja pai solo ─ de família em que não há a presença materna ─ faz jus à licença maternidade e ao salário maternidade pelo prazo de 180 dias, da mesma forma em que garantidos à mulher pela legislação de regência. Tese fixada “À luz do art. 227 da Constituição Federal, que confere proteção integral da criança com absoluta prioridade e do princípio da paternidade responsável, a licença maternidade, prevista no art. 7º, XVIII, da CF/88 e regulamentada pelo art. Licenciado para - N atalia O liveira C ardoso - 36312375889 - P rotegido por E duzz.com http://profacamivalle@gmail.com 21profacamivalle@gmail.com - @profacamilavalle 207 da Lei 8.112/1990, estende-se ao pai genitor monoparental.” RE 1348854/SP (Tema 1182 RG) c. Ação Popular Destaque do STJ:A invalidação, pelo Poder Judiciário, de ato do CARF lesivo ao patrimônio público, seja ele favorável ou contrário ao Fisco, somente é possível quando eivado de manifesta ilegalidade, contrário a sedimentados precedentes jurisdicionais ou incorrido em desvio ou abuso de poder. A ação popular tem por fundamento axiológico a participação da sociedade civil nos afazeres estatais, direito cuja consagração ganhou contornos mais expansivos com a promulgação da atual Constituição da República. Notadamente, em seu art. 1º, parágrafo único, há a outorga aos membros do corpo social a prerrogativa de atuarem diretamente na tomada de decisões públicas, emprestando, assim, maior legitimidade às ações do Estado (REsp 1.608.161-RS). -> legitimidade ativa – cidadão d. Intervenção em Políticas Públicas Repercussão Geral – Tema 698 Tese 1. A intervenção do Poder Judiciário em políticas públicas voltadas à realização de direitos fundamentais, em caso de ausência ou deficiência grave do serviço, não viola o princípio da separação dos Poderes; Licenciado para - N atalia O liveira C ardoso - 36312375889 - P rotegido por E duzz.com http://profacamivalle@gmail.com https://portal.stf.jus.br/jurisprudenciaRepercussao/verAndamentoProcesso.asp?incidente=6265210&numeroProcesso=1348854&classeProcesso=RE&numeroTema=1182 https://portal.stf.jus.br/processos/detalhe.asp?incidente=6265210 22profacamivalle@gmail.com - @profacamilavalle 2. A decisão judicial, como regra, em lugar de determinar medidas pontuais, deve apontar as finalidades a serem alcançadas e determinar à Administração Pública que apresente um plano e/ou os meios adequados para alcançar o resultado; 3. No caso de serviços de saúde, o déficit de profissionais pode ser suprido por concurso público ou, por exemplo, pelo remanejamento de recursos humanos e pela contratação de organizações sociais (OS) e organizações da sociedade civil de interesse público (OSCIP). STF. Plenário. RE 684.612/RJ - I 1101 -> Caso Poblete Vilches vs Chile Caso envolvendo direito à saúde. Segundo CEJIL: Os fatos do caso relacionam-se com a morte do Sr. Poblete Vilches, de 76 anos de idade, que esteve internado e submetido a tratamento médico em um hospital público do Chile. As alegações referem-se à falta de consentimento informado e à deficiente investigação a respeito do ocorrido. Na sentença, a CorteIDH desenvolveu o alcance do direito à saúde protegido sob o artigo 26 da Convenção Americana, analisando seu conteúdo em situações de urgências médicas e em relação a pessoas idosas. O artigo 26 da CADH é o artigo que abarca os DESCA. ARTIGO 26 Desenvolvimento Progressivo Licenciado para - N atalia O liveira C ardoso - 36312375889 - P rotegido por E duzz.com http://profacamivalle@gmail.com 23profacamivalle@gmail.com - @profacamilavalle Os Estados-Partes comprometem-se a adotar providências, tanto no âmbito interno como mediante cooperação internacional, especialmente econômica e técnica, a fim de conseguir progressivamente a plena efetividade dos direitos que decorrem das normas econômicas, sociais e sobre educação, ciência e cultura, constantes da Carta da Organização dos Estados Americanos, reformada pelo Protocolo de Buenos Aires, na medida dos recursos disponíveis, por via legislativa ou por outros meios apropriados. Restrição do Protocolo de San Salvador: Artigo 19 Meios de Proteção 6. Caso os direitos estabelecidos na alínea "a" do artigo 8º, e no artigo 13, forem violados por ação que pode ser atribuída diretamente a um Estado-Parte neste Protocolo, essa situação poderia dar origem, mediante a participação da Comissão Interamericana de Direitos Humanos e, quando for cabível, da Corte Interamericana de Direitos Humanos, à aplicação do sistema de petições individuais regulado pelos artigos 44 a 51 e 61 a 69 da Convenção Americana sobre Direitos Humanos. Artigo 8 Direitos Sindicais 1. Os Estados-Partes garantirão: a) o direito dos trabalhadores de organizar sindicatos e de filiar-se ao de sua escolha, para proteger e promover seus Licenciado para - N atalia O liveira C ardoso - 36312375889 - P rotegido por E duzz.com http://profacamivalle@gmail.com 24profacamivalle@gmail.com - @profacamilavalle interesses. Como projeção deste direito, os Estados-Partes permitirão aos sindicatos formar federações e confederações nacionais e associar-se às já existentes, bem como formar organizações sindicais internacionais e associar-se à de sua escolha. Os Estados-Partes também permitirão que os sindicatos, federações e confederações funcionem livremente; Artigo 13 Direito à Educação e. Decisão judicial e medicamento não incluído na lista do SUS Parte da Tese do STF: Apenas em caráter excepcional — e desde que atendidos os parâmetros fixados pelo STF —, uma decisão judicial pode determinar o fornecimento de medicamento registrado na ANVISA, mas não incluído nas listas do SUS Teses fixadas pelo STF: 1. A ausência de inclusão de medicamento nas listas de dispensação do Sistema Único de Saúde - SUS (RENAME, RESME, REMUME, entreoutras) impede, como regra geral, o fornecimento do fármaco por decisão judicial, independentemente do custo. 2. É possível, excepcionalmente, a concessão judicial de medicamento registrado na ANVISA, mas não incorporado às listas de dispensação do Sistema Único de Saúde, desde que preenchidos, cumulativamente, os seguintes requisitos, cujo ônus probatório incumbe ao autor da ação: Licenciado para - N atalia O liveira C ardoso - 36312375889 - P rotegido por E duzz.com http://profacamivalle@gmail.com 25profacamivalle@gmail.com - @profacamilavalle (a) negativa de fornecimento do medicamento na via administrativa, nos termos do item ‘4’ do Tema 1.234 da repercussão geral; (b) ilegalidade do ato de não incorporação do medicamento pela Conitec, ausência de pedido de incorporação ou da mora na sua apreciação, tendo em vista os prazos e critérios previstos nos artigos 19-Q e 19-R da Lei nº 8.080/1990 e no Decreto nº 7.646/2011; (c) impossibilidade de substituição por outro medicamento constante das listas do SUS e dos protocolos clínicos e diretrizes terapêuticas; (d) comprovação, à luz da medicina baseada em evidências, da eficácia, acurácia, efetividade e segurança do fármaco, necessariamente respaldadas por evidências científicas de alto nível, ou seja, unicamente ensaios clínicos randomizados e revisão sistemática ou meta-análise; (e) imprescindibilidade clínica do tratamento, comprovada mediante laudo médico fundamentado, descrevendo inclusive qual o tratamento já realizado; e (f) incapacidade financeira de arcar com o custeio do medicamento. STF. Plenário. RE 566.471/RN, Rel. Min. Marco Aurélio, redator do acórdão Min. Luís Roberto Barroso, julgado em 26/09/2024 (Repercussão Geral – Tema 6) (Info 1152). f. Competência – medicamentos 2. Medicamentos Não Incorporados ao SUS 2.1 Sem Registro na ANVISA Competência: Justiça Federal Responsabilidade: União Licenciado para - N atalia O liveira C ardoso - 36312375889 - P rotegido por E duzz.com http://profacamivalle@gmail.com 26profacamivalle@gmail.com - @profacamilavalle 2.2 Com Registro na ANVISA Valor anual ≥ 210 salários mínimos: Competência: Justiça Federal Custeio: União Valor anual do tratamento for superior a 7 e inferior a 210 salários mínimos: Competência: Justiça Estadual Custeio: Estado, com ressarcimento parcial pela União Valor anual do tratamento for inferior a 7 salários-mínimos: Competência: Justiça Estadual Custeio: Estado, com possível ressarcimento ao Município g. Importação autorizada pela Anvisa Repercussão Geral – Tema 1161 Tese fixada pelo STF: Cabe ao Estado fornecer, em termos excepcionais, medicamento que, embora não possua registro na Anvisa, tem a sua importação autorizada pela agência de vigilância sanitária, desde que comprovada a incapacidade econômica do paciente, a imprescindibilidade clínica do tratamento, e a impossibilidade de substituição por outro similar constante das listas oficiais de dispensação de medicamentos e os protocolos de intervenção terapêutica do SUS. STF. Plenário. RE 1165959/SP - I 1022. Licenciado para - N atalia O liveira C ardoso - 36312375889 - P rotegido por E duzz.com http://profacamivalle@gmail.com 27profacamivalle@gmail.com - @profacamilavalle h. Núcleos urbanos informais - estudo Destaque do STJ: “É lícito ao Poder Judiciário determinar que o Poder Público realize estudo para identificar núcleos urbanos informais consolidados, áreas de risco e áreas de relevante interesse ecológico, no caso de omissão estatal” (REsp 1.993.143-SC). Dessa forma, tendo-se em vista que os princípios da prevenção e da precaução não toleram a omissão do Poder Público diante da segregação socioespacial urbana que leva milhares a se estabelecerem em locais de risco e em áreas especialmente protegidas, não se pode admitir, em nome da discricionariedade administrativa, que o Estado postergue ou simplesmente não atue para a proteção da segurança, da saúde ou mesmo da vida de parte da população de baixa renda e do meio ambiente urbanístico sadio. -> racismo ambiental i. Responsabilidade do Estado – indenização É constitucional a Lei 5.751/1998 do estado do Espírito Santo, de iniciativa parlamentar, que versa sobre a responsabilidade do ente público por danos físicos e psicológicos causados a pessoas detidas por motivos políticos. O Plenário, por maioria, julgou improcedente o pedido formulado em ação direta. Para o STF, a norma impugnada está em consonância com o disposto no art. 37, § 6º, da Constituição Federal, que prevê a responsabilidade do Estado por danos decorrentes da prestação de serviços públicos. Além disso, por não se tratar de Licenciado para - N atalia O liveira C ardoso - 36312375889 - P rotegido por E duzz.com http://profacamivalle@gmail.com 28profacamivalle@gmail.com - @profacamilavalle matéria de iniciativa exclusiva do Poder Executivo (CF, arts. 61, § 1º, e 165), não caracterizada a ocorrência de vício formal. No caso, a norma questionada dispõe sobre o pagamento de indenização a pessoas presas ou detidas por motivos políticos, ou que tenham sofrido maus tratos, que acarretaram danos físicos ou psicológicos, quando se encontravam sob a guarda e responsabilidade ou sob poder de coação de órgãos ou agentes públicos estaduais. A norma estabelece, ainda, o pagamento de pensão especial a pessoas que tenham perdido a sua capacidade laborativa nas mesmas circunstâncias. ADI 3738/ES j. Responsabilidade das concessionárias As concessionárias de rodovias respondem, independentemente da existência de culpa, pelos danos oriundos de acidentes causados pela presença de animais domésticos nas pistas de rolamento, aplicando-se as regras do Código de Defesa do Consumidor e da Lei das Concessões. 8) Direito Civil e Processo Civil a. Competência: domicílio - indenização por danos morais – rede social Destaque do STJ: A competência para julgamento de ação de indenização por danos morais, decorrente de ofensas proferidas em rede social, é do foro do domicílio da vítima, em razão da ampla divulgação do ato ilícito (STJ REsp 2.032.427-SP - I. 774). b. Direito à saúde - transgênero – compatível com necessidades Licenciado para - N atalia O liveira C ardoso - 36312375889 - P rotegido por E duzz.com http://profacamivalle@gmail.com http://www.stf.jus.br/portal/processo/verProcessoAndamento.asp?numero=3738&classe=ADI&origem=AP&recurso=0&tipoJulgamento=M 29profacamivalle@gmail.com - @profacamilavalle DIREITO CONSTITUCIONAL – DIREITO À SAÚDE; PESSOAS TRANSEXUAIS E TRAVESTIS; ATENDIMENTO MÉDICO COMPATÍVEL DE ACORDO COM SUAS NECESSIDADES BIOLÓGICAS; IGUALDADE; IDENTIDADE DE GÊNERO; ACRÉSCIMO DE TERMOS INCLUSIVOS NA DECLARAÇÃO DE NASCIDO VIVO Pessoas transexuais e travestis: direito ao atendimento médico de acordo com as suas necessidades biológicas e direito à correta identificação nas DNVs de seus filhos - ADPF 787/DF ODS: 3 e 10 Assim resumiu o STF: O Ministério da Saúde, em observância aos direitos à dignidade da pessoa humana, à saúde e à igualdade (CF/1988, arts. 1º, III, 3º, IV, 5º, caput, e 6º, caput), deve garantir atendimento médico a pessoas transexuais e travestis, de acordo com suas necessidades biológicas, e acrescentar termos inclusivos para englobar a população transexual na Declaração de Nascido Vivo (DNV) de seus filhos. O STF julgou procedente a ADPF, de modo a determinar que o Ministério da Saúde adote todas as providências necessárias para garantir o acesso das pessoas transexuais e travestis às políticas públicas de saúde, especialmente para: i. determinar que o Ministério da Saúde proceda a todas as alterações necessárias nos sistemas de informação do SUS, em especial para que marcações de Licenciado para - N atalia O liveira C ardoso - 36312375889 - P rotegido por E duzz.com http://profacamivalle@gmail.com https://portal.stf.jus.br/processos/detalhe.asp?incidente=6093095 http://portal.stf.jus.br/hotsites/agenda-2030/index.html http://portal.stf.jus.br/hotsites/agenda-2030/index.html 30profacamivalle@gmail.com - @profacamilavalle consultas e de examesde todas as especialidades médicas sejam realizadas independentemente do registro do sexo biológico, evitando procedimentos burocráticos que possam causar constrangimento ou dificuldade de acesso às pessoas transexuais; ii. esclarecer que as alterações mencionadas no item anterior se referem a todos os sistemas informacionais do SUS, não se restringindo ao agendamento de consultas e exames, de modo a propiciar à população trans o acesso pleno, em condições de igualdade, às ações e serviços de saúde do SUS; iii. determinar que o Ministério da Saúde proceda à atualização do layout da Declaração de Nascido Vivo – DNV, para que dela faça constar a categoria “parturiente/mãe” de preenchimento obrigatório e no lugar do campo “responsável legal” passe a constar o campo “responsável legal/pai” de preenchimento facultativo, nos termos da Lei 12.662/2012; iv. ordenar ao Ministério da Saúde que informe às secretarias estaduais e municipais de saúde, bem como a todos os demais órgãos ou instituições que integram o Sistema Único de Saúde, os ajustes operados nos sistemas informacionais do SUS, bem como preste o suporte que se fizer necessário para a migração ou adaptação dos sistemas locais, tendo em vista a estrutura hierarquizada e unificada do SUS nos planos nacional (União), regional (Estados) e local (Municípios), nos termos do voto do Relator. Em relação à emissão de Declaração de Nascido Vivo (DNV), a DNV tem sido preenchida de forma inadequada, uma vez que vincula as categorias pai e mãe ao sexo atribuído ao nascer, desrespeitando, no caso das pessoas transsexuais e travestis, a identidade de gênero dos genitores. c. Retificação de registro civil - Gênero Neutro Vejam a recente decisão do STJ: Licenciado para - N atalia O liveira C ardoso - 36312375889 - P rotegido por E duzz.com http://profacamivalle@gmail.com 31profacamivalle@gmail.com - @profacamilavalle CIVIL. PROCESSUAL CIVIL. RECURSO ESPECIAL. AÇÃO DE RETIFICAÇÃO DE REGISTRO CIVIL. GÊNERO NEUTRO. PRINCÍPIO DA DIGNIDADE DA PESSOA HUMANA. DIREITOS DA PERSONALIDADE. ART. 12 DO CC. DIREITO À AUTODETERMINAÇÃO DE GÊNERO. LIVRE DESENVOLVIMENTO DA PERSONALIDADE. 1. Ação de Retificação de registro civil para alteração de gênero ajuizada em 13/07/2022, da qual foi extraído o recurso especial, interposto em 01/09/2023 e concluso ao gabinete em 05/09/2024. 2. O propósito recursal consiste em decidir se é possível a retificação de registro civil para redesignação de gênero neutro. 3. A tábua axiológica da Constituição Federal funda-se especialmente na tutela da pessoa e na proteção e promoção da sua dignidade. Nesse sentido, quando se tutela a pessoa não se pode retirar do âmbito de proteção a sua personalidade. 4. O princípio do livre desenvolvimento da personalidade garante a autonomia para a determinação de uma personalidade livre, sem interferência do Estado ou de particulares. 5. O direito à autodeterminação de gênero e à identidade sexual, tutelado através da cláusula geral de proteção à personalidade presente no art. 12 do CC, está intimamente relacionado ao livre desenvolvimento da personalidade e da possibilidade de todo ser humano autodeterminar-se e escolher livremente as circunstâncias que dão sentido a sua existência. Licenciado para - N atalia O liveira C ardoso - 36312375889 - P rotegido por E duzz.com http://profacamivalle@gmail.com 32profacamivalle@gmail.com - @profacamilavalle 6. A evolução jurisprudencial que culminou nas alterações legislativas até então vigentes no ordenamento jurídico brasileiro resultou na possibilidade jurídica de pessoas transgêneras requererem extrajudicialmente a alteração de prenome e gênero de acordo com sua autoidentificação. No entanto, observa-se que tais alterações, até agora, levaram em conta a lógica binária de gênero masculino/feminino, uma vez que representam a normatividade padrão esperada pela sociedade, mesmo tratando-se de pessoas transgêneras. 7. Embora não se verifique norma específica no ordenamento jurídico brasileiro que regule a alteração do assento de nascimento para inclusão de gênero neutro, não há razão jurídica para distinguir entre transgêneros binários e transgêneros não-binários. 8. Seria incongruente admitir-se posicionamento diverso para a hipótese de transgeneridade binária e não-binária, uma vez que em ambas as experiências há dissonância com o gênero que foi atribuído ao nascimento, devendo prevalecer sua identidade autopercebida, como reflexo da autonomia privada e expressão máxima da dignidade humana. 9. Todos que têm gêneros não-binários e que querem decidir sobre sua identidade de gênero devem receber respeito e dignidade, para que não sejam estigmatizados e que não fiquem à margem da lei. 10. A lacuna legislativa não tem o condão de fazer com que o fato social da transgeneridade não-binária fique sem solução jurídica, sendo aplicável à espécie o disposto nos arts. 4º da LINDB e 140 do CPC, pois a falta de específica norma regulamentar de um direito não deve ser confundida com a ausência do próprio direito. Licenciado para - N atalia O liveira C ardoso - 36312375889 - P rotegido por E duzz.com http://profacamivalle@gmail.com 33profacamivalle@gmail.com - @profacamilavalle 11. Assim, é de ser reconhecido o direito ao livre desenvolvimento da personalidade da pessoa transgênera não-binária de autodeterminar-se, possibilitando-se a retificação do registro civil para que conste gênero neutro. 12. No recurso sob julgamento, narra a parte requerente não se identificar com o sexo biológico ou com o gênero que lhe foi atribuído socialmente, entendendo-se pertencente ao gênero não-binário, ou seja, não se identifica como homem ou como mulher. Busca, assim, a retificação de seu registro civil, para que conste gênero não “especificado/não binário/gênero neutro /agênero”. 13. Não se objetiva, pois, a eliminação do gênero na certidão de nascimento, mas, sim, assegurar que a parte recorrente tenha sua identidade respeitada. 14. Recurso especial conhecido e provido a fim de autorizar a retificação do registro civil da pessoa requerente, para excluir o gênero masculino de seu assento de nascimento e incluir o gênero neutro. -> Princípios de Yogyakarta “Compreendemos identidade de gênero a profundamente sentida experiência interna e individual do gênero de cada pessoa, que pode ou não corresponder ao sexo atribuído no nascimento, incluindo o senso pessoal do corpo (que pode envolver, por livre escolha, modificação da aparência ou função corporal por meios médicos, cirúrgicos ou outros) e outras expressões de gênero, inclusive vestimenta, modo de falar e maneirismos.” (Princípios de Yogyakarta) Licenciado para - N atalia O liveira C ardoso - 36312375889 - P rotegido por E duzz.com http://profacamivalle@gmail.com 34profacamivalle@gmail.com - @profacamilavalle -> Opinião Consultiva 24 – Corte IDH -> Caso Luiza Melinho vs Brasil O Estado negou a realização de cirurgia de afirmação sexual da cabeleileira Luiza Melinho através do SUS ou o custeio de cirurgia em hospital privado. -> Caso Vicky Hernández x Honduras Morte de Vicky Hernández, mulher transexual, defensora de direitos humanos e portadora de HIV, por conduta de agentes policiais. d. Sub-rogação da seguradora e sinistro Tese fixada pelo STJ: O pagamento de indenização por sinistro não gera para a seguradora a sub-rogação de prerrogativas processuais dos consumidores, em especial quanto à competência na ação regressiva. e. Convenção – transporte aéreo internacional – danos materiais Repercussão Geral – Tema 1.366 Tese fixada pelo STF: 1. A pretensão indenizatória por danos materiais em transporte aéreo internacional está sujeita aos limites previstos em normas e tratados internacionais firmados pelo Brasil, em especial as Convenções de Varsóvia e de Montreal; 2. É infraconstitucional e fática a controvérsia sobre o afastamento da limitação à pretensão indenizatória quando a Licenciado para - N atalia O liveira C ardoso - 36312375889 - P rotegido por E duzz.com http://profacamivalle@gmail.com 35profacamivalle@gmail.com- @profacamilavalle transportadora tem conhecimento do valor da carga ou age com dolo ou culpa grave. STF. Plenário. RE 1.520.841/SP - 04/02/2025 - I 1164). f. Responablidade civil – dano ambiental – risco interal A exoneração da responsabilidade civil por rompimento de nexo causal não pode ser alegada em situações de teoria do risco integral. RECURSO ESPECIAL. PROCESSUAL CIVIL, CIVIL E AMBIENTAL. RESPONSABILIDADE CIVIL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. OMISSÃO, CONTRADIÇÃO OU OBSCURIDADE. NÃO OCORRÊNCIA. DANO AMBIENTAL. TEORIA DO RISCO INTEGRAL. PRINCÍPIO DO POLUIDOR- PAGADOR. EXONERAÇÃO DA RESPONSABILIDADE. NEXO CAUSAL. ROMPIMENTO. ALEGAÇÃO. IMPOSSIBILIDADE. PREQUESTIONAMENTO. AUSÊNCIA. SÚMULA 211/STJ. (...) 3. O propósito recursal é determinar se: a) persistiu a negativa de prestação jurisdicional, por ter o Tribunal de origem se omitido de examinar a tese de interrupção do nexo de causalidade; b) nos danos ambientais, é possível arguir causas de exoneração da responsabilidade; c) as licenças ambientais foram concedidas de acordo com as normas pertinentes; d) havia utilidade pública ou interesse social que autorizassem a supressão de vegetação da Mata Atlântica; e e)se o valor da multa/reparação foi fixado de modo exorbitante. Licenciado para - N atalia O liveira C ardoso - 36312375889 - P rotegido por E duzz.com http://profacamivalle@gmail.com 36profacamivalle@gmail.com - @profacamilavalle 4. Ausentes os vícios do art. 535 do CPC/73, rejeitam-se os embargos de declaração. 5. A exoneração da responsabilidade pela interrupção do nexo causal é admitida na responsabilidade subjetiva e em algumas teorias do risco, que regem a responsabilidade objetiva, mas não pode ser alegada quando se tratar de dano subordinado à teoria do risco integral. 6. Os danos ambientais são regidos pela teoria do risco integral, colocando-se aquele que explora a atividade econômica na posição de garantidor da preservação ambiental, sendo sempre considerado responsável pelos danos vinculados à atividade, descabendo questionar sobre a exclusão da responsabilidade pelo suposto rompimento do nexo causal (fato exclusivo de terceiro ou força maior). 7. Na hipótese concreta, mesmo que se considere que a instalação do posto de combustíveis somente tenha ocorrido em razão de erro na concessão da licença ambiental, é o exercício dessa atividade, de responsabilidade da recorrente, que gera o risco concretizado no dano ambiental, razão pela qual não há possibilidade de eximir-se da obrigação de reparar a lesão verificada. RECURSO ESPECIAL Nº 1.612.887 - PR g. Exclusão imediata de motorista – aplicativo Destaque do STJ: Não há óbice para a imediata suspensão do perfil profissional de motorista de aplicativo que pratica ato suficientemente gravoso, com a possibilidade de posterior exercício de defesa visando ao recredenciamento. Licenciado para - N atalia O liveira C ardoso - 36312375889 - P rotegido por E duzz.com http://profacamivalle@gmail.com 37profacamivalle@gmail.com - @profacamilavalle Seriam os casos, por exemplo, de comportamento inadequado do motorista em razão de assédio ou importunação sexual, racismo, crimes contra o patrimônio, agressões físicas e verbais, dentre outras questões que envolvem não somente o contratante, senão o consumidor, seu bem-estar, segurança e dignidade. Conferido o direito de defesa e ainda assim a plataforma concluir que restou comprovada a violação aos termos de conduta, não há abusividade no descredenciamento do perfil. Até porque não se afasta a possibilidade de revisão judicial da questão. REsp 2.135.783-DF h. Casamento e União Estável maior de 70 anos Repercussão Geral – Tema 1236 Tese fixada pelo STF: “Nos casamentos e uniões estáveis envolvendo pessoa maior de 70 anos, o regime de separação de bens previsto no artigo 1.641, II, do Código Civil, pode ser afastado por expressa manifestação de vontade das partes mediante escritura pública". STF. ARE 1.309.642/SP - 02/02/2024 (Info 1122). Código Civil Art. 1.641. É obrigatório o regime da separação de bens no casamento: II – da pessoa maior de 70 (setenta) anos; Licenciado para - N atalia O liveira C ardoso - 36312375889 - P rotegido por E duzz.com http://profacamivalle@gmail.com https://processo.stj.jus.br/SCON/jurisprudencia/toc.jsp?livre=%28RESP.clas.+e+%40num%3D%222135783%22%29+ou+%28RESP+adj+%222135783%22%29.suce. 38profacamivalle@gmail.com - @profacamilavalle i. Relativização da coisa julgada Destaque do STJ: É possível a excepcional relativização da coisa julgada de anterior ação de investigação de paternidade, na qual não foi realizado o exame DNA, ainda que por culpa (recusa) do pretenso pai, quando existente resultado negativo obtido em teste já realizado por determinação do próprio Judiciário. Ou seja, o pai ajuizou ação negatória de paternidade, pedindo exame de DNA, que deu negativo. O direito à verdade biológica, relativo à dignidade da pessoa humana, não diz respeito apenas ao filho e ao seu direito ao reconhecimento da paternidade, mas também ao pai, não se mostrando consentânea com este a imposição da paternidade quando, ausente invocação de vínculo afetivo, se sabe inexistente o vínculo genético, outrora reconhecido por presunção e atualmente afastado pela certeza obtida por resultado de exame de DNA. STJ. Resp 1.639.372-SC julgado em 4/6/2024 I 20 – Edição Extraordinária) j. Bem de família e fraude à execução – doação a filho É possível o reconhecimento da manutenção da proteção do bem de família que, apesar de ter sido doado em fraude à execução aos seus filhos, ainda é utilizado pela família como moradia. Frise-se que a dívida executada não se enquadrava nas exceções à impenhorabilidade. Licenciado para - N atalia O liveira C ardoso - 36312375889 - P rotegido por E duzz.com http://profacamivalle@gmail.com 39profacamivalle@gmail.com - @profacamilavalle PROCESSUAL CIVIL E CIVIL. EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA EM AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. CUMPRIMENTO DE SENTENÇA. PENHORA DE IMÓVEL. BEM DE FAMÍLIA. IMPENHORABILIDADE LEGAL. FRAUDE À EXECUÇÃO. INEFICÁCIA DA DOAÇÃO. PROTEÇÃO DA IMPENHORABILIDADE MANTIDA. IMÓVEL QUALIFICADO COMO BEM DE FAMÍLIA ANTES DA DOAÇÃO. SITUAÇÃO INALTERADA PELA ALIENAÇÃO APONTADA COMO FRAUDULENTA. EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA NÃO PROVIDOS. k. Impenhorabilidade não pode ser reconhecida de ofício Destaque do STJ: A impenhorabilidade de quantia inferior a 40 salários mínimos (art. 833, X, do CPC) não é matéria de ordem pública e não pode ser reconhecida de ofício pelo juiz, devendo ser arguida pelo executado no primeiro momento em que lhe couber falar nos autos ou em sede de embargos à execução ou impugnação ao cumprimento de sentença, sob pena de preclusão (REsp 2.061.973- PR, Tema 1235 - REsp 2.066.882-RS - Tema 1235). l. Impenhorabilidade dinheiro em conta ou aplicações Destaque STJ: Se a medida de bloqueio/penhora judicial, por meio físico ou eletrônico (Bacenjud), atingir dinheiro mantido em conta corrente ou quaisquer outras aplicações financeiras, poderá eventualmente a garantia da impenhorabilidade ser estendida a tal investimento, respeitado o teto de quarenta salários mínimos, desde que comprovado, pela parte processual atingida pelo ato constritivo, que o referido montante constitui reserva de patrimônio destinado a assegurar o mínimo existencial. Licenciado para - N atalia O liveira C ardoso - 36312375889 - P rotegido por E duzz.com http://profacamivalle@gmail.com https://processo.stj.jus.br/SCON/jurisprudencia/toc.jsp?livre=%28RESP.clas.+e+%40num%3D%222061973%22%29+ou+%28RESP+adj+%222061973%22%29.suce. http://www.stj.jus.br/repetitivos/temas_repetitivos/pesquisa.jsp?novaConsulta=true&tipo_pesquisa=T&cod_tema_inicial=1235&cod_tema_final=1235 https://processo.stj.jus.br/SCON/jurisprudencia/toc.jsp?livre=%28RESP.clas.+e+%40num%3D%222066882%22%29+ou+%28RESP+adj+%222066882%22%29.suce. http://www.stj.jus.br/repetitivos/temas_repetitivos/pesquisa.jsp?novaConsulta=true&tipo_pesquisa=T&cod_tema_inicial=1235&cod_tema_final=1235 https://processo.stj.jus.br/SCON/jurisprudencia/toc.jsp?livre=%28RESP.clas.+e+%40num%3D%222061973%22%29+ou+%28RESP+adj+%222061973%22%29.suce.40profacamivalle@gmail.com - @profacamilavalle Ademais, o que se tem por razoável é considerar que a norma sobre a impenhorabilidade deve ser interpretada, à luz da CF/1988, sob a perspectiva de preservar direitos fundamentais, sem que isso autorize, entretanto, a adoção de interpretação ampliativa em relação a normas editadas com finalidade eminentemente restritiva (já que a impenhorabilidade constitui exceção ao princípio da responsabilidade patrimonial), pois, em tal contexto, não haveria interpretação buscando compatibilizar normas jurídicas, mas construção de um ordenamento jurídico sustentado por sistema hermenêutico autofágico, em que uma norma aniquilaria o espírito e a razão de existir de outra. m. Penhora de salário Destaque STJ: Na hipótese de execução de dívida de natureza não alimentar, é possível a penhora de salário, ainda que este não exceda 50 salários mínimos, quando garantido o mínimo necessário para a subsistência digna do devedor e de sua família (EREsp 1.874.222-DF). n. Tutela cautelar antecedente Não atendido o prazo legal de 30 dias para formulação do pedido principal em tutela cautelar requerida em caráter antecedente, a medida concedida perderá a sua eficácia e o procedimento de tutela antecedente será extinto sem exame do mérito (STJ. EREsp 2.066.868-SP, - I. 807). Licenciado para - N atalia O liveira C ardoso - 36312375889 - P rotegido por E duzz.com http://profacamivalle@gmail.com https://processo.stj.jus.br/SCON/jurisprudencia/toc.jsp?livre=%28ERESP.clas.+e+%40num%3D%221874222%22%29+ou+%28ERESP+adj+%221874222%22%29.suce. 41profacamivalle@gmail.com - @profacamilavalle o. Emenda de inicial – morte do réu Se o réu falecer antes do ajuizamento da ação, não havendo citação válida, deve ser facultada ao autor a emenda à petição inicial, para incluir no polo passivo o espólio ou os herdeiros (STJ. REsp 2.025.757-SE I. 775). p. Gratuidade de justiça Destaque do STJ: A representação da criança ou adolescente por seus pais vincula-se à incapacidade civil e econômica do próprio menor, sobre o qual incide a regra do art. 99, § 3º, do CPC/2015, mas isso não implica automaticamente o exame do direito à gratuidade com base na situação financeira dos pais . (REsp 2.055.363-MG, I. 781) -> tópico imprescindível da peça: artigos 98 e 99 caput e parágrafo 3ºdo CPC, artigo 5º, LXXIV q. Entidades beneficentes – desnecessidade de comprovação As entidades beneficentes prestadoras de serviços à pessoa idosa têm direito à assistência judiciária gratuita, sem precisar comprovar insuficiência econômica (STJ. REsp 1.742.251-MG - I. 746) Em regra, pessoas jurídicas sem finalidade lucrativa também precisam demonstrar essa precariedade de sua situação financeira para terem direito à justiça gratuita. Súmula 481-STJ: Faz jus ao benefício da justiça gratuita a pessoa jurídica com ou sem fins lucrativos que demonstrar sua impossibilidade de arcar com os encargos processuais. Licenciado para - N atalia O liveira C ardoso - 36312375889 - P rotegido por E duzz.com http://profacamivalle@gmail.com 42profacamivalle@gmail.com - @profacamilavalle r. Honorários de sucumbência em ações tributárias e Execuções Fiscais É inconstitucional — por violar a competência privativa da União para legislar sobre direito processual (CF/1988, art. 22, I) — norma estadual que concede desconto sobre honorários de sucumbência devidos em ações tributárias e execuções fiscais ajuizadas. s. Honorários contra ente público Repercussão Geral – Tema 1002 Teses fixadas: 1. É devido o pagamento de honorários sucumbenciais à Defensoria Pública, quando representa parte vencedora em demanda ajuizada contra qualquer ente público, inclusive aquele que integra; 2. O valor recebido a título de honorários sucumbenciais deve ser destinado, exclusivamente, ao aparelhamento das Defensorias Públicas, vedado o seu rateio entre os membros da instituição. STF. Plenário. RE 1.140.005/RJ - I. 1100). Cancelamento da Súmula 421 do STJ: Os honorários advocatícios não são devidos à Defensoria Pública quando esta atua contra a pessoa jurídica de direito público à qual pertença. Licenciado para - N atalia O liveira C ardoso - 36312375889 - P rotegido por E duzz.com http://profacamivalle@gmail.com 43profacamivalle@gmail.com - @profacamilavalle t. Prazo de petição de herança – abertura da sucessão O prazo prescricional para propor ação de petição de herança conta-se da abertura da sucessão; o prazo para a petição de herança não sofre qualquer interferência de eventual ação de reconhecimento de filiação (STJ. 2ª Seção. REsps 2.029.809-MG e 2.034.650-SP - Recurso Repetitivo – Tema 1200 - Info 813. O prazo é de 10 anos. u. Técnica de julgamento ampliado – mérito A técnica de julgamento ampliado aplica-se ao julgamento não unânime proferido em agravo de instrumento, quando na fase de liquidação de sentença, o acórdão prolatado valida os cálculos apresentados pela parte credora (definição do quantum debeatur) (STJ. REsp 2.072.667-PE, I. 844). Art. 942. Quando o resultado da apelação for não unânime, o julgamento terá prosseguimento em sessão a ser designada com a presença de outros julgadores, que serão convocados nos termos previamente definidos no regimento interno, em número suficiente para garantir a possibilidade de inversão do resultado inicial, assegurado às partes e a eventuais terceiros o direito de sustentar oralmente suas razões perante os novos julgadores. § 3º A técnica de julgamento prevista neste artigo aplica-se, igualmente, ao julgamento não unânime proferido em: I - ação rescisória, quando o resultado for a rescisão da sentença, devendo, nesse caso, seu prosseguimento ocorrer Licenciado para - N atalia O liveira C ardoso - 36312375889 - P rotegido por E duzz.com http://profacamivalle@gmail.com 44profacamivalle@gmail.com - @profacamilavalle em órgão de maior composição previsto no regimento interno; II - agravo de instrumento, quando houver reforma da decisão que julgar parcialmente o mérito. A liquidação de sentença tem natureza cognitiva e de mérito, já que define o valor exato da condenação. v. Legitimação ordinária de associação Destaque do STJ: Nas ações coletivas em que a associação representa seus associados por legitimação ordinária, nos termos do art. 5º, XXI, da CF/88, o entendimento que deve ser aplicado é o firmado no Tema n. 499 do STF. Tema n. 499/STF A eficácia subjetiva da coisa julgada formada a partir de ação coletiva, de rito ordinário, ajuizada por associação civil na defesa de interesses dos associados, somente alcança os filiados, residentes no âmbito da jurisdição do órgão julgador, que o fossem em momento anterior ou até a data da propositura da demanda, constantes da relação jurídica juntada à inicial do processo de conhecimento." (RE n. 612.043). A Segunda Seção do STJ (Recurso Especial Repetitivo n. 1.362.022- SP), delimitando os legitimados ativos para a execução individual de sentença coletiva, estabeleceu a seguinte distinção entre legitimidade ordinária e extraordinária. -> legitimidade ordinária – parte age em nome próprio. É o titular do direito. Licenciado para - N atalia O liveira C ardoso - 36312375889 - P rotegido por E duzz.com http://profacamivalle@gmail.com 45profacamivalle@gmail.com - @profacamilavalle A legitimidade ativa de associado para executar individualmente sentença prolatada em ação coletiva ordinária proposta por associação expressamente autorizada pelos associados (legitimação ordinária), agindo com base na representação prevista no art. 5º, XXI, da Constituição Federal. Os efeitos da sentença de procedência da ação coletiva, de rito ordinário, ajuizada por associação civil na defesa de interesses dos associados, somente alcançará os filiados, residentes no âmbito da jurisdição do órgão julgador. Há eficácia subjetiva e territorial restrita. -> legitimidade extraordinária – defende em nome próprio direito alheio A legitimidade ativa de beneficiário consumidor para executar individualmente sentença prolatada em ação coletiva substitutivaproposta por associação, mediante legitimação constitucional extraordinária (p. ex., CF, art. 5º, LXX) ou legitimação legal extraordinária, com arrimo, especialmente, nos arts. 81, 82 e 91 do Código de Defesa do Consumidor (ação civil pública substitutiva ou ação coletiva de consumo). Os efeitos da sentença de procedência da ação coletiva substitutiva não estarão circunscritos aos limites geográficos do órgão prolator da decisão, mas aos limites objetivos e subjetivos do que foi decidido, de maneira que beneficiarão os consumidores prejudicados e seus sucessores, legitimando-os à liquidação e à execução, independentemente de serem filiados à associação promovente. Nessa diferenciação é que residem os Temas n. 499 e 1.075 do egrégio Supremo Tribunal Federal. Licenciado para - N atalia O liveira C ardoso - 36312375889 - P rotegido por E duzz.com http://profacamivalle@gmail.com 46profacamivalle@gmail.com - @profacamilavalle Quanto ao Tema n. 1.075/STF, o Pretório Excelso: declarou a inconstitucionalidade da redação do art. 16 da Lei 7.347/1985, dada pela Lei 9.494/1997, determinando a repristinação de sua redação original; concluindo que os efeitos e a eficácia da sentença coletiva não estão circunscritos aos limites geográficos do órgão prolator da decisão, mas aos limites objetivos e subjetivos do que foi decidido (RE n. 1.101.937, Relator Ministro Alexandre de Moraes, Tribunal Pleno, j. em 08/4/2021). w. Eficácia de título judicial - ação coletiva Tese firmada A eficácia do título judicial resultante de ação coletiva promovida por sindicato de âmbito estadual está restrita aos integrantes da categoria profissional, filiados ou não, com domicílio necessário (art. 76, parágrafo único, do Código Civil) na base territorial da entidade sindical autora e àqueles em exercício provisório ou em missão em outra localidade. STJ. (Recurso Repetitivo – Tema 1130 - I. 829). 9) Direito do Consumidor a. Abusividade – plano de saúde Destaque do STJ: Considera-se abusiva a negativa, pela operadora de plano de saúde, de cobertura de medicamento antineoplásico oral indicado para o tratamento contra o câncer (STJ AgInt nos EREsp 2.117.477-SP - 11/12/2024 - I 23 - Edição Extraordinária). Licenciado para - N atalia O liveira C ardoso - 36312375889 - P rotegido por E duzz.com http://profacamivalle@gmail.com 47profacamivalle@gmail.com - @profacamilavalle b. Denunciação da lide Destaque do STJ: Não é possível ao hospital denunciar a lide aos médicos responsáveis pelos atendimentos a paciente, aos quais é imputada a prática de erro médico (REsp 2.160.516-CE I. 846). Conforme entendimento consolidado do Superior Tribunal de Justiça (STJ), não é possível ao hospital denunciar a lide aos médicos responsáveis pelo atendimento da paciente, em razão da incidência dos arts. 12, 14 e 88 do Código de Defesa do Consumidor (CDC). (...) Em resumo, a teoria do risco da atividade, que norteia a responsabilização civil consumerista e processualmente veda a denunciação da lide, tem por objetivo justamente evitar que questões complexas sejam discutidas de forma excessivamente prolongada. c. CDC não se aplica a serviços do SUS A legislação consumerista não se aplica aos serviços prestados pelo SUS, mas é possível a redistribuição do ônus da prova quando houver hipossuficiência técnica do paciente (STJ. REsp 2.161.702-AM - 18/3/2025 - I 844). Mostra-se, assim, imprescindível a distinção entre os serviços públicos passíveis de serem regidos pelo Código de Defesa do Consumidor e aqueles que se subordinam exclusivamente ao direito administrativo, sobretudo porque nem todo fornecedor de serviço público poderá ser submetido aos deveres estabelecidos no art. 22 do CDC. Licenciado para - N atalia O liveira C ardoso - 36312375889 - P rotegido por E duzz.com http://profacamivalle@gmail.com https://processo.stj.jus.br/SCON/jurisprudencia/toc.jsp?livre=%28RESP.clas.+e+%40num%3D%222160516%22%29+ou+%28RESP+adj+%222160516%22%29.suce. 48profacamivalle@gmail.com - @profacamilavalle Diante dessas considerações, tem-se defendido a incidência da legislação consumerista apenas nas hipóteses em que o usuário do serviço público atue como agente de uma relação de aquisição remunerada do serviço, individualmente e mensurável, ou seja, naqueles serviços uti singuli. Consequentemente, afasta-se a aplicação do CDC naqueles casos em que a prestação do serviço público é financiada pelo esforço geral e colocado à disposição de toda a coletividade indistintamente, sem a possibilidade de mensuração ou determinação de graus de sua utilização, sendo conhecidos como serviços uti universi. Nesses termos, não há dúvidas de que o serviço público de saúde é oferecido a toda a coletividade e sem a retribuição financeira direta por seus usuários, porquanto seu financiamento advém da arrecadação tributária e não há possibilidade de se mensurar o grau de utilização de cada um, inclusive sendo ele utilizado pela doutrina como um exemplo de serviço público não subordinado às regras consumeristas. (...) Contudo, mesmo que afastada a incidência da legislação consumerista ao caso, ao se constatar a ausência de conhecimentos específicos por parte dos pacientes, sobretudo nos casos em que a situação socioeconômica do paciente é Licenciado para - N atalia O liveira C ardoso - 36312375889 - P rotegido por E duzz.com http://profacamivalle@gmail.com 49profacamivalle@gmail.com - @profacamilavalle desvantajosa (a exemplo dos atendimentos prestados pelo SUS), pode-se vislumbrar com maior facilidade a sua hipossuficiência técnica capaz de justificar a redistribuição do ônus da prova. d. Lei estadual e apresentação de informações sobre entrega de velocidade É constitucional — na medida em que representa norma sobre direito do consumidor que visa à proteção dos clientes — lei estadual que obriga as empresas prestadoras de serviços de internet móvel e de banda larga na modalidade pós-paga a apresentarem, na fatura mensal, informações sobre a entrega diária de velocidade de recebimento e envio de dados pela rede mundial de computadores. A lei estadual buscou ampliar os mecanismos de transparência e de tutela da dignidade dos usuários, como legítimo exercício da competência concorrente do estado para legislar sobre direitos do consumidor, notadamente o direito à informação e. Responsabilidade do estabelecimento Destaque STJ: Dono de estabelecimento de hospedagem onerosa de visitantes não responde civilmente por danos morais em razão de homicídio praticado em suas dependências por visitante hospedado no local (STJ REsp 2.114.079-RS I. 20 Edição extraordinária) f. Restituição Destaque do STJ: O consumidor não pode requerer a restituição da quantia paga por um produto que foi utilizado por um longo período depois de ter sido devidamente reparado, mesmo que o conserto tenha ocorrido após o Licenciado para - N atalia O liveira C ardoso - 36312375889 - P rotegido por E duzz.com http://profacamivalle@gmail.com https://processo.stj.jus.br/SCON/jurisprudencia/toc.jsp?livre=%28RESP.clas.+e+%40num%3D%222114079%22%29+ou+%28RESP+adj+%222114079%22%29.suce. 50profacamivalle@gmail.com - @profacamilavalle esgotamento do prazo de 30 dias concedidos ao fornecedor pelo §1º, do art. 18, do CDC (REsp 2.103.427-GO - I. 20 Edição extraordinária) g. Nulidade de cláusulas Nos contratos de TV por assinatura e internet, são nulas as cláusulas que preveem a responsabilidade do consumidor em indenizar dano, perda, furto, roubo, extravio de quaisquer equipamentos entregues em comodato ou locação pela prestadora de serviço (STJ. REsp 1.852.362-SP - I 820). h. Restituição Se o consumidor é injustificadamente cobrado em excesso, terá direito à devolução em dobro mesmo que não prove a má-fé do fornecedor (STJ EAREsp 1.501.756-SC - I 803). i. Passagem aérea A vendedora de passagem aérea não responde solidariamente com a companhia aérea pelos danos morais e materiais experimentados pelo passageiro em razão do cancelamento do voo (STJ REsp 2.082.256-SP - Info 788). j. Competênciaem liberdade por conta do prazo. Art. 108. A internação, antes da sentença, pode ser determinada pelo prazo máximo de quarenta e cinco dias. Parágrafo único. A decisão deverá ser fundamentada e basear-se em indícios suficientes de autoria e materialidade, demonstrada a necessidade imperiosa da medida. * Local da internação Art. 185. A internação, decretada ou mantida pela autoridade judiciária, não poderá ser cumprida em estabelecimento prisional. Licenciado para - N atalia O liveira C ardoso - 36312375889 - P rotegido por E duzz.com http://profacamivalle@gmail.com 57profacamivalle@gmail.com - @profacamilavalle * Princípio da legalidade Lei n. 12.594 – lei do SINASE Art. 35. A execução das medidas socioeducativas reger-se-á pelos seguintes princípios: I - legalidade, não podendo o adolescente receber tratamento mais gravoso do que o conferido ao adulto; Diretrizes de RIAD 54. Com o objetivo de impedir que se prossiga à estigmatização, à vitimização e à incriminação dos jovens, deverá ser promulgada uma legislação pela qual seja garantido que todo ato que não seja considerado um delito, nem seja punido quando cometido por um adulto, também não deverá ser considerado um delito, nem ser objeto de punição quando for cometido por um jovem. Diretrizes de Beijing 3.1 As disposições pertinentes das regras não só se aplicarão aos jovens infratores, mas também àqueles que possam ser processados por realizar qualquer ato concreto que não seria punível se fosse praticado por adultos. * Direito subjetivo à remissão Art. 126. Antes de iniciado o procedimento judicial para apuração de ato infracional, o representante do Ministério Público poderá conceder a remissão, como forma de exclusão do processo, atendendo às circunstâncias e conseqüências do fato, ao contexto social, bem como à personalidade do Licenciado para - N atalia O liveira C ardoso - 36312375889 - P rotegido por E duzz.com http://profacamivalle@gmail.com 58profacamivalle@gmail.com - @profacamilavalle adolescente e sua maior ou menor participação no ato infracional. Parágrafo único. Iniciado o procedimento, a concessão da remissão pela autoridade judiciária importará na suspensão ou extinção do processo. → Princípio da proporcionalidade Aplicação ampliada dos princípios previstos na lei do SINASE. Art. 35. A execução das medidas socioeducativas reger-se-á pelos seguintes princípios: IV - proporcionalidade em relação à ofensa cometida; 11)Direito Institucional a. Inconstitucionalidade formal e material de lei – orçamento da DPE -> convênio com OAB É inconstitucional — por apresentar vício de iniciativa, configurar interferência indevida do Poder Executivo na gestão orçamentária da Defensoria Pública e violar sua autonomia funcional, administrativa e financeira (CF/1988, arts. 5º, LXXIV; 24, XIII; 93, caput; 96, II e 134, caput, §§ 2º e 4º) — norma estadual originária do Poder Executivo que destina percentual dos recursos orçamentários da instituição à prestação de assistência judiciária suplementar por advogados privados. b. Porte de arma de Defensores É inconstitucional – por violar as competências da União material exclusiva para autorizar e fiscalizar a produção e o Licenciado para - N atalia O liveira C ardoso - 36312375889 - P rotegido por E duzz.com http://profacamivalle@gmail.com 59profacamivalle@gmail.com - @profacamilavalle comércio de material bélico (CF/1988, art. 21, VI), bem como privativa para legislar sobre o assunto (CF/1988, art. 22, XXI) – norma estadual que concede o direito ao porte de arma de fogo a membros da Defensoria Pública local. STF. Plenário. ADI 7.571/ES - 05/06/2024 (Info 1139) c. Suspensão da Segurança A Defensoria Pública não possui legitimidade para pedido de Suspensão de Segurança ou Suspensão de Liminar e Sentença, salvo na preservação do interesse público primário quando atua em defesa de prerrogativas institucionais próprias do poder público. O STJ não conheceu do pedido formulado pela Defensoria Pública. Por configurar meio extraordinário de intervenção no regular andamento do processo, o instituto da suspensão de segurança não comporta interpretações extensivas de modo a ampliar suas hipóteses de cabimento, nem o rol de legitimados à sua propositura. A legislação em vigor não reconhece legitimidade ativa em favor da Defensoria Pública para manejar pedido de Suspensão de Segurança (SS) ou de Suspensão de Liminar e Sentença (SLS), salvo em casos especialíssimos, nos quais se busque a preservação do interesse público primário. STJ. Corte Especial. (EDcl no AgInt na SLS 3.156-AM, - I. 816). Bons estudos e boa prova! Licenciado para - N atalia O liveira C ardoso - 36312375889 - P rotegido por E duzz.com http://profacamivalle@gmail.com