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Pré-História da Filosofia
Rosana de Oliveira
Pré-História da Filosofia
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Introdução
Neste conteúdo, vamos tratar dos primeiros passos que a humanidade deu em 
direção ao surgimento da filosofia. Para isso, precisamos retornar no tempo até uma 
época muito diferente da nossa: a dos gregos antigos. Assim, vamos compreender 
certos aspectos do modo de vida daquela época e em que medida aqueles aspectos 
possibilitaram o surgimento de um tipo específico de pensamento conhecido como 
filosofia. Entendendo o modo de organização daquela sociedade, poderemos também 
definir o que era a filosofia na Grécia antiga. Neste conteúdo, portanto, trataremos 
apenas desta definição inicial; as vertentes e os sistemas dentro da história da filosofia 
serão abordados ao longo dos próximos conteúdos.
Para tanto, nosso ponto de partida será o discurso mitológico, que surgiu antes da 
filosofia, mas que é fundamental para entender como o pensamento filosófico se liga 
a essas narrativas e, ao mesmo tempo, se distancia. Para compreender a natureza 
dessas narrativas, é preciso analisar a função e a importância do mito para os seres 
humanos na Antiguidade. 
Imagine um período da história em que a humanidade ainda não dispunha de tantos 
conceitos, definições e explicações como hoje, com os que estamos habituados 
desde criança. Nessa época, o mundo se apresentava como um grande mistério. É 
desse período que vamos tentar nos aproximar ao longo desse conteúdo.
Objetivos da Aprendizagem
• Explicar os fundamentos do pensamento mítico.
• Localizar o surgimento da reflexão filosófica frente ao pensamento mítico.
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Mito
Você talvez já tenha ouvido falar de algumas dessas histórias:
• em Tebas, na Grécia, o rei Laio é casado com Jocasta, mas não consegue ter 
filhos. Numa conversa com o Oráculo – que correspondia, na Grécia antiga, a 
uma espécie de intermediário usado para receber respostas das divindades - 
ouve uma profecia: Laio está destinado a ser derrotado por seu filho. Por isso, 
quando Jocasta descobre que está grávida, eles decidem dar a criança para 
que outra pessoa a crie. Quando a criança nasce, Laio secretamente pede 
a um pastor para que a abandone sozinha na mata, mas o pastor não tem 
coragem de deixá-la morrer sozinha. A criança é então adotada por um casal 
de camponeses e recebe o nome de Édipo. O tempo passa e um dia Édipo 
descobre que não é filho natural de seus pais, por isso vai se consultar com 
o Oráculo, que não revela, porém, quem são seus verdadeiros pais. Na volta 
para casa, Édipo acaba se envolvendo em uma briga com um desconhecido 
e o mata, sem saber que este é Laio, seu pai. Fugindo da situação, Édipo tem 
de passar por Tebas, onde encontra uma esfinge, um ser metade leão, metade 
mulher, que só o deixará passar se encontrar a resposta para um enigma; do 
contrário, será devorado. O enigma é: “qual é o animal que pela manhã anda 
com quatro pés, à tarde com dois pés e à noite com três pés?” Édipo responde 
que é o homem, que na infância engatinha, na idade adulta anda de pé, ereto, 
e na velhice se apoia em uma bengala. Com isso, Édipo derrota a esfinge, que 
se joga do penhasco, e liberta a cidade de Tebas. Sua recompensa é receber a 
mão de Jocasta, viúva do rei Laio, portanto, sua mãe desconhecida.
Figura 1 - Ilustração representando o encontro entre Édipo e a esfinge 
Fonte: Plataforma Deduca (2018)
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• No Egito antigo, a morte de uma pessoa era sempre acompanhada de um 
julgamento no qual se decidia o destino de sua alma. Em tal julgamento, o co-
ração do morto era depositado, por Anúbis, numa balança e comparado com 
uma pena – se fosse mais leve que a pena, a alma poderia ir para o paraíso ou 
retornar ao corpo. Mas se fosse mais pesado que a pena, o indivíduo deveria 
ser devorado por uma criatura monstruosa, híbrida de vários animais.
• No Paraguai, no monte de Areguá, Tupã, com ajuda de Jaci, criou ali tudo o 
que existe no mundo, como o céu, as estrelas e inclusive a humanidade. Fez 
estátuas com argila e outros materiais e tais estátuas, ao secarem à luz do 
sol, receberam vida.
• Nos povos nórdicos, a tensão entre vários deuses culmina numa grande bata-
lha, num evento chamado Ragnarok, que termina com a morte de Odin, Thor 
e Loki, e com variadas catástrofes naturais como o alagamento da terra, que 
depois disso se recupera e se torna novamente fértil. 
• O titã Prometeu roubar o fogo divino, que pertencia a Zeus, com a intenção 
de dá-lo aos mortais. Zeus descobre e decide, como punição, que Prometeu 
seja acorrentado numa rocha no Cáucaso e que uma ave coma seu fígado 
por todos os dias da existência. Além disso, Zeus ordena que Hefesto, o deus 
do fogo, crie Pandora, a ser enviada por Zeus à Terra com uma caixa cheia de 
surpresas, para viver com os homens. Quando Pandora chega à Terra, decide 
abrir a caixa achando que continha coisas boas, mas dali saem as doenças 
e os males do mundo. Já Prometeu, acorrentado à rocha e sofrendo por toda 
a existência, é encontrado certo dia por Héracles – também conhecido por 
Hércules –, um guerreiro de força incomparável e que conseguiu cumprir doze 
trabalhos que ninguém mais havia conseguido realizar. Hércules liberta Pro-
meteu com a condição de que o ajude a lutar na Guerra de Tróia.
Estas histórias são mitos, isto é, narrativas sobre determinados eventos como 
a origem do mundo, da humanidade, das catástrofes. Os mitos se situam numa 
dimensão temporal própria, ora explicam uma previsão de futuro, como a batalha final 
da mitologia nórdica, ora tratam de um passado longínquo no qual se apresentam 
cosmogonias e teogonias.
Cosmogonia e teogonia são palavras gregas usadas para tratar, respectivamente, da 
origem do mundo (cosmos) e da origem e geração dos deuses (teo). 
Mas quais são as características do mito? Como podemos diferenciá-los de meras 
histórias?
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Os mitos não contam apenas uma história, mas oferecem uma 
tentativa de explicação, de modo poético e fantástico, para os 
acontecimentos.
Atenção
Vamos retomar os exemplos que apresentamos: na mitologia indígena, os atos de Tupã 
descrevem a formação do mundo e da humanidade; na mitologia grega, os castigos 
que saem da caixa de Pandora são uma forma de explicar a origem dos males do 
mundo, que surgem após a tentativa de roubo do fogo, algo que não pertencia ao 
mundo dos homens e que simboliza o acesso ao conhecimento e à técnica. Já na 
mitologia egípcia, o coração simboliza a consciência moral, e o julgamento da alma é 
uma resposta à pergunta sobre o que acontece depois da morte; o que explica porque 
os egípcios embalsamavam seus mortos. 
Veja que, portanto, os mitos funcionavam como tentativa de compreensão daquilo 
que era enigmático. Não é à toa que hoje exista uma variedade tão grande de mitos 
e que algumas narrativas se repitam em diferentes povos, ou até mesmo que um só 
mito guarde diferentes histórias. Quer um exemplo? Anúbis, além de ser o guarda no 
julgamento das almas, também era descrito como o barqueiro encarregado de fazer 
a travessia das almas condenadas ao submundo e nisso se assemelha à figura de 
Caronte que, na mitologia grega, também transportava almas em um barco.
Figura 2 - Representação mitológica na arte egípcia. 
Fonte: Plataforma Deduca (2018)
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Dessa forma, os mitos são um tipo de explicação ainda não muito refinada e que pode 
apresentar contradições. Por mais que possuam certa coerência, não há muito rigor 
nas narrativas, seja em relação aos personagens ou às ações. Como as narrativas 
se desenrolam numa dimensão temporal própria, nem sempre correspondem aos 
nossos critérios lógicos de causa e efeito. Mesmo assim, foram fundamentais para o 
desenvolvimento intelectual da sociedade. 
Os mitos acompanharam a sociedade grega em variados momentos e já existiam 
desde a época em que sequer havia a pólis ou o alfabeto. Isso quer dizer que os mitos 
eram narrativas orais, faladas, que desempenhavam importante função social na 
comunidade grega. Apesar de seu teor caracteristicamente alegórico - afinal,narram 
as peripécias de deuses e semideuses -, cumpriam com um importante papel didático 
entre os gregos, como o de transmitir à posteridade os valores culturais. Significa 
então que determinada concepção de vida era herdada mediante o contato com essas 
histórias. 
Bom, já sabemos quem era o público para quem se contavam os mitos, mas quem os 
narrava? 
Nesta sociedade grega, uma das atividades existentes era a dos poetas. Quem narrava 
o mito era chamado de aedo, um poeta escolhido, inspirado pelos deuses para contar 
as narrativas. Estas narrativas incluíam muitas vezes a própria história do poeta, o 
que demonstrava certo grau de pessoalidade, isto é, ele participava da narração como 
personagem. É o que ocorre com os poetas gregos mais conhecidos como Homero 
(séc. IX ou VIII a.C.) e Hesíodo (séc. VIII a.C.). 
Com isso, os mitos são narrativas que tratam de origens e que se transmitiam de forma 
oral pelos poetas. Podemos dizer que suas características incluem a pessoalidade 
da narração, certo grau de imprecisão e a presença divina como inspiração para a 
narrativa. 
Até aqui tratamos dos mitos por meio de exemplos de épocas 
antigas. E na nossa atualidade, ainda há espaço para os mitos? 
Você reconhece a presença dos mitos no seu cotidiano?
Reflita
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Filosofia
Mas por que estamos tratando de narrativas mitológicas neste curso de Introdução à 
Filosofia? Os mitos e a filosofia são duas formas de resposta para os questionamentos 
sobre a origem de alguma coisa, por isso a importância de conhecer sobre as narrativas 
mitológicas. Ocorre que o mito ainda é uma explicação menos racional e lógica e que 
depende da ação divina para ser contado aos homens, enquanto a filosofia se define 
como uma explicação mais sistemática, racional, lógica e impessoal. Mesmo assim, 
isso não implica que a mitologia seja algo inferior. São discursos diferentes e pode-se 
dizer que há, inclusive, algo de filosófico na mitologia. Para explicar isso, vamos usar 
como exemplo a narrativa do poeta Hesíodo chamada Teogonia.
Como explicamos anteriormente, teogonia é uma narrativa sobre a origem dos deuses. 
Na Teogonia de Hesíodo, havia, inicialmente, as divindades originárias: Gaia (Terra), 
Caos, Tártaro e Eros. Essas divindades primordiais deram origem a outros deuses seja 
por encontros sexuais, seja por cissiparidade.
Cissiparidade é, em biologia, o termo para explicar a reprodução 
assexuada. No caso dos deuses, significa que uma divindade se 
dividiu e com isso surgir outro deus, mantendo, porém, sua própria 
essência.
Curiosidade
Assim, Caos, por exemplo, dá origem por cissiparidade a Érebos e Noite, que por união 
amorosa geram Éter e Dia. Gaia faz Urano (Céu) surgir dela mesma por cissiparidade, 
e do encontro sexual destes dois nascem o Mar e as montanhas. Urano segue 
fecundando Gaia e de um desses encontros surge Cronos, um esperto titã que, junto 
de sua mãe Gaia, derrota o pai Urano e passa a governar o mundo. Mas da mesma 
forma que Cronos derrota seu pai Urano, também Cronos é derrotado por um de seus 
filhos: da relação de Cronos com sua irmã Reia nasce Zeus, que derrota o pai Cronos 
e o lança ao Tártaro, o submundo. Para garantir a ordem do mundo, Zeus escolhe 
suas parceiras e seus casamentos por interesses políticos, unindo-se a divindades 
de diferentes reinos cósmicos para garantir uma ordem pacífica. Uma de suas uniões 
amorosas é com Mnemosyne, a Memória, da qual nascem nove Musas, que inspiravam 
as artes como a tragédia, a lírica, a poesia etc. Assim, é por inspiração das Musas que 
Hesíodo narra a origem dos deuses. 
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Figura 3 - Interior do Metropolitan Museum of Art em Manhattan, Nova York. O nome Museu teria ori-
gem em Museion, templo das musas. 
Fonte: Plataforma Deduca (2018)
Porém, a teogonia é mais do que esta árvore genealógica parcial que explicamos 
brevemente. Vamos olhar para este mito de outro ponto de vista buscando captar 
seus simbolismos. 
Retornemos à descendência de Caos. Caos faz surgir Érebos e Noite, que são potências 
negativas, potências do Não Ser. Quando falamos de potências negativas, quer dizer 
que elas possuem seu outro lado, o positivo, que surge sob a forma do Éter e do Dia. 
Podemos também reavaliar a passagem sobre Mnemosyne que, como memória, é 
a capacidade de não deixar cair no esquecimento, o que ocorria quando se entrava 
nas águas do Letes, o rio do esquecimento. Assim, a memória representava esta 
capacidade de não se esquecer. Para os gregos, essa era a definição de verdade 
enquanto a palavra grega alethéia significava trazer à luz algo encoberto. 
Note que o nosso significado atual de verdade é diferente disso, não é mesmo? Quando 
falamos que algo é verdade como, por exemplo, uma história, dizemos que aquilo 
que é contado corresponde a algo que aconteceu da exata forma como foi contado. 
Assim, nossa definição de verdade tem a ver com correspondência e adequação ou. 
como no exemplo em questão, entre o fato e a narrativa. Essa concepção de verdade 
como aletheia não se perdeu e foi retomada por filósofos como Heidegger. 
Mas vamos retomar a Teogonia. Podemos destacar ainda que as Musas, como 
representantes de diversas artes, também eram descritas como as forças do Canto e 
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representavam a linguagem. Por isso são elas que inspiram o poeta Hesíodo a contar 
o mito. 
Assim, a Teogonia pode ser lida na chave de temas como o Ser, o Não Ser, a Verdade, 
a Linguagem, além de outros que não abordamos aqui. A questão é que no período 
de Hesíodo, como ainda não havia alfabeto e a tradição era marcadamente oral, os 
conceitos ainda não eram exatamente formulados. É só posteriormente que os deuses 
se transformarão em ideias, conceitos, arquétipos, como na passagem da divindade 
originária Eros, que se torna o Amor. Se a mitologia explica Eros como deus, a filosofia 
faz uso do mito para explicá-lo de modo racional como conceito.
Figura 4 - Monte Olimpo, que, na narrativa mitológica, teria sido a morada dos deuses do panteão 
grego, como Zeus. 
Fonte: Plataforma Deduca (2018)
Dessa forma, podemos partir da mitologia para mostrar sua relação com a filosofia, 
mas também para apontar em como se diferenciam. A mitologia consiste, como no 
caso das teogonias e cosmogonias, em relatos explicativos inspirados pelos deuses 
e que não configuram um todo sistemático, mas se vale, sobretudo, de simbologias e 
de histórias fantásticas. Já a filosofia, por sua vez, faz uso de cosmologias, do estudo 
com base científica e conceitual sobre as origens, e suas teorias são impessoais, 
racionais e lógicas:
A filosofia, na perspectiva dos pensadores da Grécia antiga, é uma atividade 
que visa ao saber. Aos olhos do filósofo grego clássico, o mito não está 
preocupado em levar alguém ao saber verdadeiro, ao conhecimento, à 
narrativa explicativa que não evoca relações sobrenaturais ou mágicas. 
O conhecimento, o saber verdadeiro, aos olhos de tal filósofo, é aquele 
fornecido exclusivamente por narrativas em que os eventos mostram-se 
mediante relações causais e relações racionais (GHIRALDELLI JR, 2003, 
p. 4). 
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É bem conhecida a definição de filosofia a partir de sua etimologia: philo, representando 
amizade, e sofia, como sabedoria. E assim surge a concepção da filosofia como aquele 
que tem amizade ou apreço pelo saber. Esta definição teria sido dada por Pitágoras de 
Samos e a partir dela podemos também pensar o filósofo como aquele que, diferente 
de outros tipos da sociedade grega como o atleta e o comerciante, procura por si o 
saber, isto é, sem pretensões externas como dinheiro ou competição e sem intervenção 
divina, como ocorria com Hesíodo, que falava através das Musas. Esse pensar por si 
mesmo, uma atividade autônoma, consciente e racional, é a marca da filosofia: “o 
homem passou a filosofar no momento em que se viu cercado pelo problema e pelo 
mistério, adquirindo consciência de sua dignidade pensante” (REALE, 2002, p. 4).
Você agora sabe a diferenciação entre mitologia e filosofia, e da definição inicialda 
filosofia. No próximo conteúdo, vamos prosseguir para as teorias filosóficas.
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Conclusão
Mito e filosofia são duas formas que a humanidade encontrou para lidar com aquilo 
que lhe despertava mistério e curiosidade. Os mitos buscam dar respostas ainda 
ancoradas neste caráter de mistério, com fórmulas poéticas, mágicas, fantásticas, 
como são as cosmogonias e as teogonias. Como características dos mitos, podemos 
destacar, além do conteúdo fantástico, a narrativa de pouco rigor científico e causal, a 
oralidade – uma vez que os mitos eram cantados por poetas – e a inspiração divina.
A filosofia vai além do mito, pois desenvolve a capacidade argumentativa e a 
investigação científica no cumprimento daquela que é a sua definição: a amizade pela 
sabedoria. Em sua origem, a filosofia designa a atividade sem interesses externos, 
além da busca pelo conhecimento, por isso, em vez de cosmogonias e teogonias, dá 
lugar às cosmologias.
Se você se interessou e quer saber mais sobre mitologias, o 
programa “Mitologia: Histórias Sagradas”, do Jornal da USP, tem 
uma longa série sobre mitos, não só gregos. Confira em: http://
jornal.usp.br/radio-usp/sinopses/mitologia-historias-sagradas/ 
Saiba mais
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Referências
GHIRALDELLI JR, P. Introdução à Filosofia. Barueri: Manole, 2003. 
REALE, M. Introdução à Filosofia. São Paulo: Saraiva, 2002.

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