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Fluidoterapia emFluidoterapia em
cães e gatoscães e gatos
Fluidoterapia em
cães e gatos
A fluidoterapia é dividida em 3 categorias principais:
1.Emergencial: Usada em casos graves, com
hipotensão e sinais de choque.
 Envolve administração rápida de grandes volumes
de fluidos (principalmente cristaloides, podendo
incluir soluções hipertônicas ou coloides).
2. Reposição: Indicada para pacientes
desidratados, mas sem choque.
 Geralmente utiliza soluções cristaloides para
corrigir o déficit hídrico.
3.Manutenção
 Usada após a reposição, para manter o equilíbrio de
líquidos do organismo.
 Considera necessidades diárias, equilíbrio
eletrolítico e estado nutricional.
Indicações da Fluidoterapia
ANESTESIOLOGIA
Tipos de Fluidos
Cálculo de Volume
Manutenção: necessidade hídrica diária do animal
 (cães: 40–60 mL/kg/dia; gatos: 40–50 mL/kg/dia)
Déficit: volume necessário para corrigir a desidratação
 Fórmula: % desidratação × peso (kg) × 1000
Perdas contínuas: reposição de líquidos perdidos (vômitos, diarreia, ambos.)
Em casos de emergência (choque), utilizam-se bolus rápidos de fluidos:
cães: até 90 mL/kg
gatos: até 40–60 mL/kg
Cristaloides Isotônicos
Exemplos: Ringer Lactato; Soro fisiológico
0,9%; Plasma-Lyte
Características: Distribuem-se no espaço
extracelular
Indicações: Reposição, manutenção e choque
 Cristaloides Hipertônicos
Exemplo: Solução salina hipertônica 7,5%
Características: Expansão rápida do volume
intravascular
Indicações: Choque hipovolêmico grave
 Cristaloides Hipotônicos
Exemplo: Soro glicosado 5%
Características: Baixa tonicidade, pouca
expansão vascular
Indicações: Manutenção, hipoglicemia
 Coloides Sintéticos
Exemplos: Hidroxietilamido (Hetastarch);
Dextran
Características: Aumentam pressão oncótica,
permanecem no vaso
Indicações: Choque, hipoalbuminemia
Coloides Naturais
Exemplos: Plasma fresco congelado; Albumina
Características: Contêm proteínas plasmáticas
Indicações: Coagulopatias, baixa proteína
Fluidoterapia emFluidoterapia em
cães e gatoscães e gatos
Fluidoterapia em
cães e gatosMonitoramento e Ajustes
ANESTESIOLOGIA
Complicações potenciaisCristaloides
São soluções compostas por água e pequenas
moléculas que se distribuem facilmente pelos
compartimentos corporais, saindo rapidamente
do espaço intravascular.
Coloides
São soluções com moléculas grandes que
permanecem principalmente dentro dos vasos
sanguíneos, contribuindo para a manutenção da
pressão oncótica.
Hiper-hidratação, trombose, flebite, infecção,
embolismo, hemorragias e complicações com o
cateter (em administrações intravenosas)
Na via intraperitoneal pode causar peritonite e a
perfuração de alças intestinais.
Edema.
O objetivo é avaliar se o paciente está respondendo bem
ao tratamento e evitar complicações.
Parâmetros clínicos:
Frequência cardíaca
Frequência respiratória
Tempo de preenchimento capilar (TPC)
Temperatura
Turgor cutâneo
Perfusão e circulação
Urina
Peso corporal
Hematócrito e proteínas plasmáticas
Gasometria (equilíbrio ácido-base)
Os ajustes só devem ser feitos se o paciente responder
mal. Ajustes como, trocar o fluido, medir o volume
necessário novamente.
Referências 
Small Animal Critical Care Medicine.
SILVERSTEIN, Deborah C.; HOPPER, Kate. Small
Animal Critical Care Medicine. 2. ed. St. Louis:
Elsevier, 2015.
Textbook of Veterinary Internal Medicine.
ETTINGER, Stephen J.; FELDMAN, Edward C.
Textbook of Veterinary Internal Medicine. 8. ed.
St. Louis: Elsevier, 2017.
World Small Animal Veterinary Association.
WORLD SMALL ANIMAL VETERINARY
ASSOCIATION (WSAVA). Global Guidelines for
Fluid Therapy. 2013.
Fluid, Electrolyte, and Acid-Base Disorders in
Small Animal Practice.
DIBARTOLA, Stephen P. Fluid, Electrolyte, and
Acid-Base Disorders in Small Animal Practice. 4.
ed. St. Louis: Elsevier, 2012.
MONTIANI-FERREIRA, Fabiano; PACHALY,
José Ricardo. Fluidoterapia em pequenos
animais. [S.l.: s.n.], [s.d.].
	Cristaloides Isotônicos
	Cristaloides Hipertônicos
	Cristaloides Hipotônicos
	Coloides Sintéticos
	Coloides Naturais
	Cristaloides
	Coloides
	Parâmetros clínicos: