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28 77 20 61 13 12 Da Crise ao MilagreA Crise dos Anos 60 A década de 60 foi uma década cheia de mudanças para a sociedade brasileira. Do ponto de vista político, passou-se de um sistema democrático para um regime militar fortemente autoritário. Economicamente, 0 primeiro período da década foi marcado por uma crise; depois promoveram-se importantes mud institucionais que vão desde da forte recuperação econômica que se inicia no último triênio dos anos 60 e se prolong 0 triênio da década seguinte.A Crise dos Anos 60 início dos anos 60 mostra forte reversão da situação econômica. A crise de 60, especialmente depois de 1963, caracterizou-se pela primeira grande crise econômica do Brasil em sua industrial; Houve uma queda importante dos investimentos e a taxa de crescimento da renda brasileira também caiu significativamente.A Crise dos Anos 60 Tabela 15.1 Produto e inflação: 1961-1965. Crescimento da produção Taxa de inflação (IG Ano Crescimento do PIB (%) industrial (%) (%)* 1961 8,6 11,1 1962 6,6 8,1 : 1963 0,6 0,2 - 1964 3,4 5,0 1965 2,4 4,7 Fonte: Abreu (1990).A Crise dos Anos 60 Quadro 15.1 A crise dos anos 60 e suas explicações. Crises Conjunturais Estruturais Políticas Instabilidade política Crise do populismo Econômicas Política econômica recessiva de 1. Estagnacionismo crise do PSI combate à inflação 2. Crise cíclica endógena de uma economia industrial 3. Inadequação institucionalOs Governos Militares eo Pa Apos 0 Golpe de Estado que depos 0 Presidente Joao Goulart em 31 de março de 1964, assumiu 0 poder em 15 de abril daquele ano 0 Marechal Castello Branco, que governou ate 10 de janeiro de 1967.Os Governos Militares eo Paeg A equipe economica do primeiro dos governos militares consistia do ministro da Fazenda, Octavio Gouveia de Bulhoes ministro do planejamento, Roberto Campos. Essa dupla de economistas de carater ortodoxo elaborou um plano de cor gradual a inflação e uma estruturação da economia para a retomada do crescimento economico, com enfase na expar das exportações. novo governo encontrou um cenario de descontrole inflacionario, estagnação economica e colapso externo, 0 que que a taxa de crescimento economico ate 1967 fosse muito baixa, enquanto que ajustes estruturais estivessem praticados.Os Governos Militares e Paeg Essa grande reforma estrutural foi praticado pelo Plano de Economica do Governo (PAEG). PAEG visava trabalhista, financeira e tributaria, retirando gargalos ao investimento e ao desenvolvimento. PAEG é fundamentado no diagnostico de Roberto Campos de que a causa primaria de inflação é 0 déficit acelerador inflacionario a pressao por reajustes salariais. Para financiar 0 seu deficit, 0 governo emitia moeda, aume a quantidade de meios de pagamento. Na presença de maior quantidade de meios de pagamento, os empr sancionavam as reivindicações dos trabalhadores por aumentos salariais.Paeg Plano de Ação Econôm do Governo Com relação à politica monetaria, 0 PAEG recomendou a pratica de taxas decrescentes da expansao dos me pagamento. Com relação ao credito, a sua expansao ficaria limitada à taxa de expansao dos meios de pagamento. A implantação de um regime autoritario previu uma mudança radical na politica salarial. Como as sindicatos ficaram limitadas e, a partir de 1968 sumariamente proibidas, foi criada uma lei para definir como se dar reajustes salariais. Ao salario medio dos dois últimos anos seria acrescido um porcentual de produtividade. Esse pas forma imediata a ser 0 criterio de reajuste do setor publico. setor privado SO adotou essa regra em 1966.Paeg Plano de Ação Econômica do Governo As metas de inflação para anos de 1964, 1965 e 1966 foram de 70%, 25% e 10% respectivamente. Para conseguir queda tao drastica da aceleração do nivel de 0 governo trabalhava com a taxa nula do crescimento real dos de pagamento. Embora a constatação da causa do processo inflacionario fosse ortodoxa, 0 seu combate foi gradualista. A equipe evitou uma queda imediata da inflação por causa dos preços publicos. A analise era de que governos populis Vargas, JK e Goulart evitaram a todo custo reajustar as tarifas publicas para satisfazer 0 eleitorado.Paeg Plano de Ação Econômica do Governo Mas decadas de tarifas públicas subsidiadas, abaixo do custo de produção, geraram um processo de desinvestimento empreendimentos. Era necessario primeiro proceder a um reajuste das tarifas (inflação corretiva), resgat capacidade de investimento dos empreendimentos estatais, para entao começar um processo mais incisivo de desinfla disso, um processo de inflação alta tem a capacidade de desarrumar preços relativos da economia. H necessidade de um periodo de reajuste dos preços relativos, onde eventualmente alguns preços precisariam subir m outros para se reajustar.Medidas de Combate à Inflação do i. redução do déficit público mediante a redução dos gastos e da ampliação das receitas por meio da reforma tributár aumento das tarifas públicas (a chamada inflação corretiva). Com isso, 0 déficit público reduziu-se de 4,2% do PIB en para 1,1% em 1966; ii. restrição do crédito e aperto monetário. Houve aumento das taxas de juros reais e, consequentemente, do passi empresas. Esse fato levou a uma grande onda de falências, concordatas, fusões e incorporações, processo este que principalmente as pequenas e médias empresas dos setores de vestuário, alimentos e construção civil. Essa "limp terreno" e a consequente geração de capacidade ociosa foram um importante fator para a futura retomada do cresc econômicoMedidas de Combate à Inflação do iii. 0 terceiro elemento da política de contenção da demanda foi a política salarial, em que se supunha a existência taxa de desemprego relativamente baixa, 0 que levava a elevados salários reais e inflação crescente. Para romper essa dir 0 governo passou a determinar reajustes salariais, via política salarial, objetivando romper as expectativas e reivindicações. A fórmula de reajustes decidida pela política salarial (Circular 10 de 1965) teve por consequência grande r do salário real.Medidas de Combate à Inflação do Tabela 15.2 Produto e inflação: 1964-1968. Crescimento da produção industri- Ano Crescimento do PIB (%) Taxa de inflação (IGP-DI) ( al (%) 1964 3,4 5,0 91,8 1965 2,4 65,7 1966 6,7 11,7 41,3 1967 4,2 2,2 30,4 1968 9,8 14,2 22,0 Fonte: Abreu (1990).Reformas Institucionais do Paeg i. a inflação, conjugada à Lei da Usura (que impedia juros nominais superiores a 12% a.a.), desestimulava a canalização de poupança para 0 sistema financeiro; ii. a Lei do Inquilinato numa situação inflacionária constituía-se em forte desestímulo à aquisição de imóveis e, consequentemente, à construção civil; iii. havia desordem tributária, pois a ausência de correção monetária, no caso dos débitos fiscais, estimulava 0 atraso dos pagamentos e, no caso, dos ativos e do patrimônio das empresas, levava à tributação de lucros ilusórios.Milagre Econômico 1968-1973 período 1968-1973 (governos Costa e Silva e Médici, e com 0 Ministro da Fazenda Antonio Delfim neto) caracterizo pelas maiores taxas de crescimento do PIB brasileiro, com relativa estabilidade de preços. A taxa média de crescimento do produto situou-se acima dos 10% a.a., com destaque para 0 produto industrial, taxa da inflação permaneceu entre 15 e 20% a.a. no período. Esse fato foi em decorrência das reformas institucionais e da recessão do período anterior, que geraram uma capacida ociosa no setor industrial e as condições necessárias para a retomada da demanda.Milagre Econômico 1968-1973 As diretrizes do governo em 1967 já colocavam 0 crescimento econômico como 0 objetivo principal, acompanh contenção da inflação em torno de 20 a 30% a.a., com redução gradual. Nessa fase, alterou-se 0 diagnóstico sobre as causas da inflação, destacando custos como principal determinante. A inflação que era vista como uma inflação de demanda no início dos governos militares, passou a ser vista com inflação de custos. Como isso afrouxaram-se as politicas de contenção da demanda (monetária, fiscal e creditícia) - exceção feita à salarial, considerada como elemento de custos.Milagre Econômico 1968-1973 As principais fontes de crescimento foram: i. a retomada do investimento público em infraestrutura: possibilitada pela recuperação financeira do setor público, devido à re fiscal e aos mecanismos de endividamento interno (financiamento não inflacionário dos déficits); ii. aumento do investimento das empresas estatais: com a política da "verdade tarifária" associada à maior liberdade de dessas empresas, observou-se, no período, um aumento nos investimentos e 0 processo de conglomeração dessas empresas, P meio da criação de várias subsidiárias; a Petrobras e a Vale do Rio Doce são exemplos típicos desse processo. Nesse período, 231 novas empresas estatais/Milagre Econômico 1968-1973 iii. demanda por bens duráveis: devido à grande expansão do crédito ao consumidor pós-reforma financeira.3 a opção para a ampliação do mercado consumidor deu-se em grande medida pelo endividamento familiar. Esse setor fo líder do crescimento, apresentando taxa média anual de 23,6% no período; iv. construção civil: cresceu a uma taxa média de 15% a.a., por força do aumento dos investimentos públicos nessa área maior demanda por habitações provocada pela expansão do crédito do SFH;Milagre Econômico 1968-1973 V. crescimento das exportações: graças ao crescimento no comércio mundial e à melhora nos termos de bem como às alterações promovidas na politica externa do país e aos incentivos fiscais, verificou-se no P um crescimento de 2,5 vezes no valor das exportações.Milagre Econômico 1968-1973 Quanto aos demais setores econômicos, observou-se 0 seguinte: i. tanto 0 setor de bens de consumo leve (não duráveis) como a agricultura apresentaram desempenhos r modestos. crescimento que apresentaram deveu-se ao aumento da massa salarial, que, por sua vez, de se ao aumento do emprego e crescimento das exportações de manufaturados tradicionais e de produtos agrícolas.Milagre Econômico 1968-1973 ii. quanto ao setor de bens de capital, seu desempenho pode ser dividido em duas fases. Na primeira, até 1970, apresent menor crescimento, dado que 0 crescimento observado baseou-se na ocupação de capacidade ociosa e não na ampliação capacidade instalada. iii. 0 setor de bens intermediários apresentou uma taxa média de crescimento de 13,5% a.a. no período.Milagre Econômico 1968-1973 Tabela 15.4 Balança comercial e transações correntes: 1968-1973. Em US$ milhões Ano Exportação Importação Balança comercial Transações corre 1968 1.881 1.855 26 - 508 1969 2.311 1.933 378 - 281 1970 2.739 2.507 232 - 562 1971 2.904 3.245 - 341 - -1.037 1972 3.991 4.235 244 1.489 1973 6.199 6.192 7 1.688 Fonte: Conjuntura Econômica.Milagre Econômico 1968-1973 Tabela 15.5 Dívida externa e variações de reservas: 1968-1973. Em US$ milhões Ano Conta capital Variação das reservas Dívida externa bruta 1968 541,0 20,0 3.780,0 1969 871,0 549,0 4.403,3 1970 1.015,0 378,0 5.295,2 1971 1.846,0 483,0 6.621,6 1972 3.492,0 2.369,0 9.521,0 1973 3.512,1 2.145,4 12.571,5 Fonte: Banco Central.Milagre Econômico 1968-1973 Box 15.1 O endividamento externo brasileiro As duas principais modalidades de captação de recursos externos no Brasil eram: a. Lei no 4.131: permitia o acesso direto das empresas produtivas ao sistema financeiro internacional; b. Resolução no 63: permitia aos bancos brasileiros captar recursos no exterior para repasse interno. A Tabela 15.6 permite ver a importância de cada uma dessas formas na década de 70. Tabela 15.6 Empréstimos externos em moeda. Em US$ milhões Ano Total Lei no 4.131 Resolução no 63 1972 3.962,7 2.497,5 1.465 1973 3.918,7 2.849,2 1.069 1974 4.717,5 3.109,5 1.608 1975 4.701,3 3.773,0 928 1976 5.398,5 3.826,0 1.572 1977 6.178,8 4.857,4 1.321 1978 11.882,7 8.828,9 3.053 1979 10.224,8 8.650,3 1.574 1980 8.312,0 4.811,1 3.500 1981 13.063,7 7.596,6 5.467 Fonte: Cruz (1964).Milagre Econômico 1968-1973 Tabela 15.7 Lei no 4.131 - Distribuição (%) dos tomadores. Ano Setor público Privado nacional Privado externo 1972 24,9 27,3 47,8 1973 39,7 23,0 37,3 1974 35,3 13,9 50,8 1975 50,4 6,2 43,4 1976 51,1 3,6 45,3 1977 51,5 6,0 42,5 1978 60,2 5,3 34,5 1979 76,8 6,4 16,8 1980 76,6 3,7 19,7 1981 69,6 5,6 24,8 Fonte: Cruz (1984).

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