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CADERNO DE 
3ª Série 
REDAÇÃO
Imagem criada no aplicativo Canva. Acesso em: 22 jan. 2025.
A dissertação é um texto que busca debater minuciosamente sobre um determinado tema, 
desdobrando-o em vários de seus aspectos – ou em todos, quando for possível. A natureza deste 
texto é teórica, onde o autor pode defender um ponto de vista, propor debates e reflexões, inserir 
uma nova forma de pensar e fazer questionamentos que vão instigar e abalar as concepções 
anteriores do leitor. Tudo isso deve ser ordenado no texto em uma estrutura lógica, que tenha 
começo, meio e fim.
É importante também o autor sempre citar exemplos, para dar mais força aos seus 
argumentos. Ele deve também buscar respostas e conclusões para a problemática do tema. O 
autor precisa ter consciência de que, acima de tudo, um texto dissertativo serve para propagar 
novos conhecimentos e abrir discussões, e não para impor pontos de vista.
O Texto Dissertativo é um tipo de texto argumentativo e opinativo, uma vez que expõe a 
opinião sobre determinado assunto ou tema, por meio de uma argumentação lógica, coerente e 
coesa.
Estrutura do Texto Dissertativo
A estrutura de um texto dissertativo está baseada em três momentos:
❖ Introdução: na introdução o autor deve deixar claro qual é o assunto abordado no texto 
e qual será a "tese"- ou ponto de vista, opinião - que será defendida sobre o tema proposto. É 
importante expor a ideia central sobre o tema de maneira clara e apresentar os argumentos que 
serão aprofundados ao longo da argumentação.
❖ Desenvolvimento: Também chamada de "Anti-Tese" ou "Antítese", nessa parte do 
texto é que se desenvolve os argumentos apresentados na introdução, sendo um parágrafo para 
cada um deles.
❖Conclusão: Na conclusão há a retomada e reafirmação da tese inicial, já defendida 
pelos diversos argumentos apresentados no desenvolvimento. Pode ocorrer a apresentação de 
soluções viáveis ou de propostas de intervenção. A conclusão aparece como um desfecho 
natural e inevitável visto o pensamento do leitor já ter sido direcionado para a mesma durante a 
apresentação dos argumentos.
Tipos de Dissertação
Existem dois tipos de dissertação: a Dissertação Argumentativa e a Dissertação 
Expositiva.
Texto Dissertativo Argumentativo
Nessa modalidade, a intenção é persuadir o leitor, convencê-lo de sua tese (ideia central) 
a partir de coerente argumentação, exemplos, fatos.
Texto Dissertativo Expositivo
É a exposição de ideias, teorias, conceitos sem necessariamente tentar convencer o leitor.
DIFERENÇA ENTRE TEXTO EXPOSITIVO E ARGUMENTATIVO
EXPOSITIVO
❖ Apresenta os pontos de vista acerca de 
um assunto, sem defender qualquer 
posição.
❖ O objetivo é informar.
Exemplo de um parágrafo expositivo:
 Países mais avançados, tanto 
economicamente quanto politicamente, são 
denominados desenvolvidos ou Primeiro 
Mundo. Os critérios de classificação são 
dados segundo várias vertentes, entre elas: 
o Produto Interno Bruto (PIB) per capita, o 
nível de industrialização, a situação 
econômica e o índice de Desenvolvimento 
Humano (IDH).
ARGUMENTATIVO
❖ Apresenta a defesa da opinião do autor 
acerca de um assunto, na tentativa de 
convencer o leitor.
❖ O objetivo é convencer.
Exemplo de um parágrafo 
argumentativo:
 Não faz sentido classificar países em 
d e s e n v o l v i d o s , e m e r g e n t e s o u 
subdesenvolvidos. Essa denominação traz 
em si a ideia de que, qualquer relação que 
essas nações estabelecem entre si, seja 
marcada pelo desequilíbrio. Embora essa 
assimetria exista, ela não pode servir de 
pretexto para sua continuidade. Dito de outro 
modo, o uso desses termos acaba por criar 
uma inércia nos países mais pobres e um 
abismo ainda maior entre eles.
TEXTO DISSERTATIVO-EXPOSITIVO
O texto dissertativo-expositivo tem como objetivo informar e esclarecer o leitor através da 
exposição de um determinado assunto ou tema. Não há a necessidade de convencer o leitor, 
apenas de expor conhecimentos, ideias e pontos de vista.
É essencial que o autor domine totalmente o assunto, uma vez que o rigor na análise do 
conteúdo de um texto dissertativo-expositivo é elevadíssimo. Por se tratar da transmissão de um 
conhecimento teórico, devidamente legitimado, não pode haver qualquer tipo de incorreção.
É um tipo de texto que visa a apresentação de um conceito ou de uma ideia. É muito 
comum esse tipo de texto ser abordado no contexto escolar e acadêmico, uma vez que inclui 
formas de apresentação, desde seminários, artigos acadêmicos, congressos, conferências, 
palestras, colóquios, entrevistas, dentre outros.Este tipo de texto é usado em: livros, aulas e 
resumos escolares, enciclopédias, textos científicos, verbetes de dicionário, textos para 
transmissão de conhecimentos em diversos meios de comunicação, como internet, jornais, 
revistas, dentre outros.
Recursos Linguísticos.
No texto expositivo, o objetivo central do locutor (emissor) é explanar sobre determinado 
assunto, a partir de recursos como a conceituação, a definição, a descrição, a comparação, a 
informação e a enumeração.
Classificação dos Textos Expositivos
De acordo com seu objetivo central, os textos expositivos são classificados em dois tipos:
❖ Texto Expositivo-argumentativo: Nesse caso, além de apresentar o tema, o emissor 
foca nos argumentos necessários para a explanação de suas ideias. Dessa forma, recorre aos 
diversos autores e teorias para comparar, conceituar e defender sua opinião.
❖ Texto Expositivo-informativo: Nesta ocasião, o objetivo central do emissor é 
simplesmente transmitir as informações sobre determinado tema, sem grandes apreciações e, 
por isso, com o máximo de neutralidade. Podemos pensar numa apresentação sobre os índices 
de violência no país, de modo que o conjunto de informações, gráficos e dados sobre o tema, 
apresentam tão somente informações sobre o problema, sem defesa de opinião.
Características do texto dissertativo-expositivo
Com o intuito de informar e esclarecer, o texto dissertativo-expositivo é caracterizado por:
❖ utilizar uma linguagem clara e objetiva;
❖ ser de fácil compreensão por diversas pessoas;
❖ apresentar muita informação sobre um determinado assunto;
❖ especificar conceitos e definições;
❖ realizar descrições de características;
❖ recorrer a enumerações, comparações e contrastes para clarificar os conceitos;
❖ mostrar exemplos dos assuntos abordados.
Estrutura do texto dissertativo-expositivo
O texto dissertativo-expositivo pode ser construído através da estrutura textual típica de 
introdução, desenvolvimento e conclusão. Contudo, mais importante do que seguir uma 
estrutura rígida, é que haja a exposição de ideias certas e bem organizadas sobre um 
determinado tema.
❖ Introdução: Na introdução é feita a apresentação do tema que será abordado, com 
possível contextualização num universo mais amplo no qual o tema se encontra inserido. Neste 
momento, é feita também a definição do objetivo do texto.
❖ Desenvolvimento: No desenvolvimento é feita uma explicação pormenorizada, 
clara e objetiva do tema, havendo uma exploração de todas as suas vertentes e de todos os 
aspectos principais e secundários relativos ao mesmo.
❖ Conclusão: Na conclusão ocorre a reafirmação do tema, sendo feita a síntese dos 
conteúdos abordados. Pode haver uma tomada de posição do autor relativamente ao assunto 
tratado.
Exemplo de texto Dissertativo Expositivo:
Saiba como se proteger da Dengue
A Dengue é uma doença viral transmitida pela picada do mosquito Aedes aegypti. 
Também há registros de transmissão vertical (gestante – bebê) e por transfusão de sangue. Por 
ano, são registradas cerca de 50 milhões de infecções pela doença no mundo. No Brasil, ela foi 
identificada em 1986.
A pessoa infectada pelo vírus da Dengue apresenta febre alta (entre 39 °C e 40 °C) que 
dura de 2 a 7 dias. Essa febre é acompanhada por dor de cabeça, fraqueza, dor atrás dos olhos e 
erupção e coceira na pele. Também são comuns perda de peso, náuseas e vômitos.para ser lida depois, sem haver a necessidade de acessar os originais resenhados.
❖ Utilização de um método: É importante que, nas resenhas, o autor estruture o texto a 
partir de um método claro e objetivo. Em geral, duas partes são fundamentais em todas as 
produções desse tipo: o resumo e a análise de dados.
❖ Uso da norma-padrão da língua: Para manter a clareza e a objetividade, recomenda-
se que a norma-padrão seja a variante de linguagem utilizada nas resenhas. Isso não significa, é 
bom lembrar, que se deve escrever de uma maneira rebuscada ou difícil nas resenhas. Lembre-
se: a norma-padrão é aquela variante da linguagem que segue a gramática, mas que também 
deve ser compreendida pela maioria das pessoas.
Os tipos de resenha são: descritivas e críticas.
Resenha descritiva
Nesse tipo de resenha, o resenhista dá a conhecer ao leitor um pouco sobre o autor e sua 
obra. O assunto abordado no livro, por exemplo, deve ser feito de forma bastante breve, ou seja, 
sem detalhar personagens e acontecimentos.
A resenha descritiva é informativa, pois consiste em uma forma de expor algo relativo a um 
conteúdo, sem relatar a sua história e fazer julgamentos.
Exemplo de resenha descritiva
Obra original: BONADIO, Maria Claudia. Moda e publicidade no Brasil nos anos 1960. 
São Paulo, SP: Versos, 2014. 272 p.
Resenha de: Figueiredo, Joana Bosak de. Doutora em Letras pela Universidade Federal 
do Rio Grande do Sul (Porto Alegre/Brasil). Professora na Universidade Federal do Rio Grande 
do Sul (Porto Alegre/Brasil).
O livro Moda e Publicidade, de Maria Claudia Bonadio, é composto por uma introdução e 
mais seis capítulos, com prefácio de Roberto Duailibi, que comparece enfatizando o papel 
fundador de Livio Rangan, responsável pela campanha publicitária da Rhodia, empresa química 
francesa, na Standard Agência de Publicidade. (...)
Na Introdução: "os homens da Praça Roosevelt" mostra-se o entorno da praça como 
epicentro da publicidade e da cultura em São Paulo: bares, restaurantes, boates e cinemas que 
tiveram ligação direta com a explosão cultural da época, por “abrigar expoentes da Bossa Nova 
de São Paulo”, além de grandes músicos do jazz internacional, com apresentações de Dizzie 
Gillespie, por exemplo. Havia também o Cine Bijú, com filmes de vanguarda, importantes 
divulgadores de figurinos/moda nos anos 1960. Neste ambiente está a Standard Propaganda, 
com Livio Rangan, diretor de Publicidade e uma equipe de peso: Alceu Penna, Roberto Duailibi, 
Otto Stupakoff e Cyro del Nero; ilustradores, artistas, comunicadores que transformaram 
visualidades e conceitos publicitários em atitude, roupas, produtos. (...)
Em capítulos curtos e dinâmicos, repletos de ilustrações e citações de época, recortes de 
jornais e revistas, que enriquecem o trabalho, vão-se apresentando, a partir de então, a 
introdução do fio sintético na vida das pessoas, paulatinamente e massivamente. Ao final dos 
anos 1960, a situação de consumo desse tipo de têxteis já havia mudado significativamente, 
atingindo cada vez mais diversas camadas da população, com um apelo imenso da publicidade, 
a exemplo da feita por Rangan, para a Rhodia. (...)
Finalmente, Maria Claudia percebe na relação com a música um canal fundamental da 
existência de uma estética da época, em que convivem o Tropicalismo, o rock, a Jovem Guarda 
como modelos de juventude nacional, criando música, posturas e comportamentos brasileiros 
que beberam nas fontes internacionais.
Isso, de certa forma, insere a Rhodia sem alardear sua origem: é francesa no que 
interessa, mas assimila certa brasilidade ao apostar suas fichas na cultura em que se afirma.
Por tudo isso e ainda mais, trata-se de bibliografia indispensável para pensar a moda 
brasileira e a moda no Brasil, fruto de intensa pesquisa às fontes, importante repertório de 
imagens e reflexões cruciais para a formação de um momento fundador da identidade nacional.
Disponível em: . Acesso em: 20 jan. 2025.https://www.todamateria.com.br/resenha
Resenha Crítica
A resenha crítica é um texto proveniente do universo jornalístico, sendo esse um gênero 
textual informativo, descritivo e opinativo sobre uma determinada obra, por exemplo: livro, artigo, 
filme, série, documentário, exposição de artes, peça teatral, apresentação de dança, shows."é 
um texto proveniente do universo jornalístico".
"Ela tem como finalidade persuadir o leitor a consumir ou não aquele produto cultural, e, 
para isso, faz uso de argumentos e informações para defender seu ponto de vista, sintetizando as 
ideias e expondo suas apreciações. Assim, ao fazer uma resenha crítica, você precisa ter um 
embasamento concreto sobre a sua análise crítica, apresentando argumentos coerentes e 
precisos O autor da resenha crítica informa o leitor sobre o enredo, mas não conta a sua história.. 
Atualmente, é possível encontrarmos a resenha crítica tanto em textos escritos veiculados em 
jornais impressos ou mídias digitais quanto em podcasts ou publicações audiovisuais nas redes 
sociais ou em serviços de mensagem instantânea.’’ Também é muito utilizado no mundo 
acadêmico, pois eles são lidos pelos pesquisadores para conhecer melhor os aspectos positivos 
e negativos, expandir a visão sobre o tema explorado e entender a abordagem utilizada pelo 
autor.
Assim, a função da resenha crítica é fazer uma análise interpretativa da obra expondo 
considerações pessoais sobre o objeto analisado.
Disponível em: . Acesso em 20 de jan. 2025.Resenha crítica: o que é e como fazer - Brasil Escola
https://www.todamateria.com.br/resenha/
https://brasilescola.uol.com.br/redacao/resenha-critica.htm
As principais características da resenha crítica são:
❖ Linguagem concisa e objetiva;
❖ Texto em terceira pessoa, imprimindo neutralidade;
❖ Ideias expostas de maneira organizada;
❖ Fácil entendimento;
❖ Conhecimento completo da obra;
❖ Capacidade de juízo de valor apoiado em fatos, provas, argumentos consistentes;
❖ Fidelidade ao pensamento do autor;
❖ Capacidade de intercalar momentos de descrição com crítica;
❖ Descarte dos detalhes irrelevantes;
❖ Os verbos devem ser conjugados, de preferência, no presente do indicativo;
❖ Há momentos focados na descrição da obra;
❖ Utiliza-se de argumentos consistentes para embasar uma crítica positiva ou negativa;
❖ Texto racional e com cunho científico;
❖ Não há muitos detalhes e subjetividades.
Disponível em: . Acesso em: 20 jan. 2025. Disponível em: https://viacarreira.com/resenha-critica
https://regrasparatcc.com.br/resenha-critica. Acesso em: 20 jan. 2025.
Estrutura da Resenha Crítica
A estrutura da resenha crítica segue o modelo dos textos dissertativos-argumentativos, ou 
seja: introdução, desenvolvimento e conclusão.
Introdução
Para começar a resenha, é necessário fazer uma exposição inicial sobre a obra, o tema e 
o autor.
Essa parte inicial é mais informativa e tem como intuito situar o leitor para que ele saiba o 
que vai encontrar no texto.
Esse resumo inicial pode ser feito da seguinte maneira:
❖ A obra: título, subtítulo (se houver) e ano de publicação.
❖ O autor: nome, nacionalidade, data de nascimento e morte, algumas características 
que o destaque.
❖ O tema: o tema central levantado pelo autor da obra e que será apresentado na 
resenha.
No caso de ser uma resenha crítica acadêmica é obrigatório citar a obra nas normas da 
ABNT e isso deve estar antes da introdução.
https://viacarreira.com/resenha-critica/
https://regrasparatcc.com.br/resenha-critica/
Nas normas da ABNT, as citações das obras são feitas da seguinte maneira: sobrenome e 
nome do autor, título da obra, edição, local, editora e ano da publicação. Exemplo: BOSI, Alfredo. 
História concisa da literatura brasileira. 38 ed. São Paulo: Cultrix, 1994.
Desenvolvimento
O desenvolvimento da resenha envolve a maior parte do texto, que inclui os argumentos e 
as apreciações do resenhista sobre o objeto analisado.
Nesse momento, as ideias e as opiniões que surgiramna análise anterior devem estar 
bem fundamentadas, explicadas e coerentes.
Isso porque as resenhas críticas pretendem influenciar os leitores e o resenhista deve 
utilizar esse espaço para argumentar, indicar os pontos positivos e negativos da obra, sempre 
explicando o porquê da sua constatação.
Se a resenha crítica não tiver a posição do resenhista, ela pode ser considerada uma 
síntese ou um resumo.
Em alguns casos, pode-se recorrer a outras obras que apresentem temas semelhantes 
para contrapor alguns argumentos do autor, comparar conceitos e ideias, apresentando assim, 
outro ponto de vista.
Conclusão
O final da resenha contempla o fechamento das ideias e não é necessariamente uma 
parte muito grande.
Embora a opinião do resenhista tenha sido exposta no desenvolvimento, aqui é hora de 
sintetizar e opinar sobre alguns aspectos da obra:
❖ A obra e o tema são relevantes no contexto atual?
❖ A linguagem e a abordagem utilizada facilita o entendimento?
❖ Quais os pontos positivos e negativos da obra?
❖ Quais as principais contribuições da obra para o público?
❖ Comparando a obra com outras do mesmo autor, quais as principais conclusões?
Resenha Crítica - Exemplo 1
Segue abaixo uma resenha crítica do livro “O Menino Maluquinho” (1980), do escritor 
Ziraldo Alves Pinto, feita pela professora Daniela Diana.
Quem nunca ouviu falar do menino que 'tinha ventos nos pés', o 'olho maior que a barriga', 
'fogo no rabo', 'umas pernas enormes (que davam para abraçar o mundo)' e que 'chorava 
escondido se tinha tristezas'?
É assim que caracterizamos um dos personagens de Ziraldo, que com mais de 30 anos de 
existência corrobora sua atemporalidade.
“O Menino Maluquinho”, lançado em 1980 pelo escritor e cartunista Ziraldo, é um clássico 
da literatura e que continua conquistando o universo infanto-juvenil.
Em entrevista ao Diário Catarinense (2011), Ziraldo afirma que a ideia de criar o Menino 
Maluquinho surgiu de considerações e observações pessoais:
“Eu já tinha visto o que tinha acontecido com meninos felizes e infelizes. Os felizes viraram 
adultos mais bem resolvidos. Os infelizes e desamados, ficaram adultos mais sofridos.”
No tocante ao uso da inocência e da simplicidade, muitas obras de arte nos levam a 
recordar da célebre frase de Leonardo da Vinci quando nos alerta que: “A simplicidade é o último 
grau de sofisticação”.
No livro o “Menino Maluquinho” isso não é diferente e se torna claro no momento em que 
iniciamos a leitura. De partida, já nos familiarizamos com seus desenhos naif, sua linguagem 
simples, 'nada de especial', diriam alguns, 'tudo de essencial', afirmariam outros.
Assim, o essencial e o especial se mesclam numa narrativa fluida, simples e familiar. Isso 
porque a obra trata de aspectos do cotidiano, da simplicidade dos momentos, de um menino 
travesso com uma felicidade contagiante.
Interessante notar que o sucesso da obra não fora passageiro, e seu reconhecimento 
implicou no aumento considerável do número de vendas e edições ao longo desses anos.
E, se pensarmos assim, já temos certeza que esse 'personagem lendário' adquiriu uma 
posição de destaque, já que é considerada uma das maiores obras infanto-juvenis do Brasil.
Atualmente, ela é utilizada nas escolas como ferramenta de acesso e, ainda, para 
disseminar o gosto pela leitura.Além disso, a obra foi adaptada para cinema, série televisiva e 
desenho animado, expandindo ainda mais os corriqueiros momentos de travessuras desse 
menino tão maluquinho.
Nesse momento, surgem as perguntas: o que torna uma obra literária parte do imaginário 
de um povo? Como adquire uma posição de destaque?
Para responder essas questões, podemos pensar na psicologia e pressupor uma 
identificação da personagem com a nossa personalidade. Ou ainda, percorrer os caminhos da 
linguística para explicar que uma linguagem simples e cheia de significados absorve a atenção do 
público. Entretanto, aqui, a ideia não é esta!
Após a leitura fica claro que, com uma linguagem e uma narrativa simples, Ziraldo 
conseguiu transmitir ao público, a trajetória e os momentos quase universais de uma infância 
feliz.
Talvez por isso houve, durante essas décadas, enorme aceitação do público. Essa obra 
vendeu cerca de 2,5 milhões de exemplares, ao mesmo tempo que acompanhou nossa era 
digital.
Assim, hoje encontramos sites do Menino Maluquinho, com vídeos, jogos e quadrinhos.
“E, como todo mundo, o menino maluquinho cresceu (...) E foi aí que todo mundo 
descobriu que ele não tinha sido um menino maluquinho, ele era um menino feliz!”.
A simplicidade com que o livro termina, nos leva a pensar que como toda criança travessa, 
sua infância e trajetória de vida está repleta de acontecimentos tão 'humanos'.
Destacam-se: fazer travessuras, ter inquietudes, se apaixonar, brincar com os familiares, 
tirar nota baixa na escola, ter bons amigos, algumas namoradas, segredos, jogar futebol, empinar 
pipa, se machucar, ter decepções e alegrias…
Todos os acontecimentos que resumem uma vida simples e feliz e que o tornam esse 'cara 
legal', são desvendadas pelo próprio Ziraldo no final da história.
O Maluquinho revela diante das coisas boas e nem tão boas da vida que consegue sorrir e 
ter princípios e valores.
Segundo o poeta e filósofo estadunidense Henry Thoreau (1817-1862): “Muitos homens 
iniciaram uma nova era na sua vida a partir da leitura de um livro”.
Essa frase faz sentido na medida em que meu encontro com o “Menino Maluquinho” foi de 
extrema identificação, percepção, magia, catarse.'Devorei' a obra nos espaçosos corredores de 
uma feira de livros na década de 90 na cidade de São Paulo. Eu tinha 8 anos.
Naquele momento, inebriada com o cheiro de livros, luzes coloridas e brilhantes, vozes 
em verso e prosa, e as mãos dadas ao papai, eu sabia que iria crescer, igual o Menino 
Maluquinho.
Assim, o meu novo desafio a partir daí foi a busca para me tornar aquele 'cara legal' 
descrito por Ziraldo.
Afinal, 'ventos nos pés', vontade de 'abraçar o mundo' e 'imaginação' eu já tinha, e 
bastante.
Disponível em: . Acesso em: 20 jan. 2025.https://www.todamateria.com.br/resenha-critica/
Resenha Crítica - Exemplo 2
Resenha de filme escrita por Thales de Menezes e publicada no Guia da Folha de São 
Paulo.
https://www.todamateria.com.br/resenha-critica/
Novo longa do Homem-Aranha é a melhor animação de herói já lançada Classificação:
10 anos
Produção: EUA, 2018. 116 min
Direção: Bob Persichetti, Peter Ramsey e Rodney Rothman
“Homem-Aranha no Aranhaverso” é a melhor animação de super-herói já produzida, isso 
é incontestável. Também é um dos exemplares mais bacanas de filme-gibi, seja desenho 
animado ou live-action. E já tem nerd defendendo ser o melhor de todos esses filmes.
Pisando no freio da empolgação, trata-se de uma produção em que tudo deu certo. 
Roteiro bem bolado, personagens simpáticos e uma amostra de soluções visuais inventivas.
As texturas de imagem são alternadas, lembrando várias técnicas de ilustração. Em 
algumas cenas, apenas o que está à frente tem foco. Isso reproduz como a visão humana 
funciona, sem a correção tradicional do desenho animado, que deixa definidas todas as 
profundidades da imagem.Além do visual prodigioso, o filme carrega a ousadia temática que o 
Aranhaverso injetou nos quadrinhos de um personagem cinquentão. Aqui ele surge com Miles 
Morales, Homem-Aranha negro e adolescente que assume o lugar do herói após a morte de 
Peter Parker.
Também picado por uma aranha radioativa, Morales vai tentando combater o crime. No 
caminho, encontra outros cinco homens-aranha, muito diferentes um do outro. [...]
Parece complicado, mas não é. A narrativa é fluida e não exige conhecimento das 
histórias dos gibis. E traz preocupações inclusivas, com personagens negros e hispânicos, 
bullying e um discurso de força feminina com Stacy.
Inteligente e sofisticado, “Homem-Aranha no Aranhaverso” prova que ainda há muito a ser 
inventado na animação.
Na introdução da resenha, note que o autor apresenta o contexto em que ofilme se 
estabelece e já mostra sua opinião. No desenvolvimento, dá um breve resumo do conteúdo com 
avaliações positivas sobre ele, e, na conclusão, um parecer final.
Para elaborar o seu texto e sustentar a crítica, o autor utiliza algumas estratégias, como:
❖ uso de termos especializados (texturas de imagem alternadas, técnicas de ilustração);
❖ uso de adjetivos e expressões que valorizam o filme (roteiro bem bolado, personagens 
simpáticos, visual prodigioso);
❖ uso de linguagem na norma-padrão, porém sem muita formalidade, para aproximar-se 
do leitor (considerando o site em que a resenha foi publicada e seu público).
❖ ausência de spoilers, para não entregar a trama do filme.
Essas técnicas contribuem para convencer o leitor a assistir ao filme e dão credibilidade 
ao autor.
Disponível em: . Acesso em: 20 jan. 2025.https://www.dicio.com.br/resenha-critica
https://www.dicio.com.br/resenha-critica/
Atividade 1- Resenha Crítica
Leia a resenha.
Uma lição de vida
Coprodução entre EUA, Quênia e Reino Unido, e dirigido 
por Justin Chadwick (Mandela: O Caminho para a Liberdade), Uma 
Lição de Vida promete emocionar com uma história verídica.
Num vilarejo do Quênia, Maruge (Oliver Litondo) ouve no 
rádio o anúncio da educação gratuita para todos. Não tendo tido 
oportunidade de estudar no passado, o senhor de 84 anos - um 
veterano da tribo Mau Mau que lutou para libertar o Quênia dos 
ingleses - bate à porta da escola primária e espera uma chance de 
poder aprender a ler. Rejeitado de início, Maruge não desiste: já de 
uniforme escolar e uma pequena bolsa a tiracolo, volta a pedir por 
uma vaga e insiste até ser aceito pela professora Jane (Naomie 
Harris).
Em meio a lembranças do doloroso passado, Maruge tem 
de enfrentar a revolta e as ameaças das autoridades, dos 
moradores da região e dos pais dos alunos, inconformados por um idoso ter sido aceito em uma 
classe de crianças de seis anos de idade.
A despeito da péssima escolha do título em português – seria mais interessante um que se 
aproximasse do original, The First Grader –, o longa nos brinda com uma trama de superação 
que, para nosso alívio, está bem distante da fórmula “autoajuda para assistir”.
Muito poderia ser dito acerca das belezas deste filme. Seja com relação à trama tocante, 
sem jamais escorregar no sentimentalismo piegas; ou então sobre os belíssimosplanos 
fechados, capazes de causar sensações as mais diversas e que exprimem mais que palavras. 
Prefiro, no entanto, dar ênfase à força dos personagens e à entrega dos atores, aspectos 
capazes de arrepiar o espectador. Os protagonistas – o idoso Maruge e a professora Jane - 
colocam a determinação como base para se operar mudanças e apontam a educação como a 
ferramenta principal para isso.
Através de flashbacks bem situados, adentramos o passado de Maruge e somos 
confrontados com a chocante realidade da luta pela liberdade da ex-colônia britânica. A 
crueldade extrema e as condições mais desumanas foi o que Maruge encontrou nos campos de 
detenção na década de 50, após ter tido sua esposa e filhos cruelmente assassinados. Veio a 
liberdade para o Quênia, a vida continuou. O passado, porém, nunca foi de todo extinto e 
permanece como uma ferida que dói, além de uma dívida histórica.
Uma Lição de Vida é a história de uma luta que atravessa gerações. A luta de Maruge para 
superar seu passado, ir à escola e aprender a ler; a luta de Jane pelo amor à educação; a luta 
diária das crianças em face das condições precárias da escola, em que cinco alunos dividem uma 
carteira e tantos outros estudam sentados no chão. Mas também, trata-se de uma inspiradora 
história de conquista, portadora de uma verdade incontestável: “o aprendizado só termina 
quando tivermos terra nos ouvidos”.
Ficha Técnica
Uma Lição de Vida (The First Grader) - 104 min. EUA / Quênia / Reino Unido - 2010
Direção: Justin Chadwick Roteiro: Ann Peacock
Elenco: Naomie Harris, Oliver Litondo, Tony Kgoroge, Vusi Kunene, Alfred Munyua, Shoki 
Mokgapa.
1. A partir da leitura da resenha, responda.
a) Autor (a) da resenha:
b) Nome da obra resenhada:
c) Objetivo de quem a produziu:
d) Público a que se destina:
e)Temática explorada pelo autor/autora e sua relevância:
f) O (a) autor/autora, apresenta o filme como uma boa indicação para assistir? Escreva 
trechos da resenha que comprovem sua resposta.
g) Quando ela foi publicada, lançada ou apresentada?
2. A resenha apresenta um resumo do filme e comentários da autora sobre ele.
Sublinhe em vermelho os trechos que resumem o enredo do filme e em azul os trechos 
que apresentam comentários da autora sobre o objeto resenhado.
3. Identifique a crítica negativa feita pela autora da resenha acerca do filme.
4. Releia as informações contidas na parte “Ficha técnica”. Em seguida, identifique a 
finalidade de elas serem apresentadas.
Por Denyse Lage Fonseca
Graduada em Letras e especialista em educação a distância. Disponível em:
https://acessaber.com.br/atividades/interpretacao-de-texto-resenha-de-filme-3o-ano-do-ensino-
medio/#go ogle_vignette . Acesso em: 20 jan. 2025.
Atividade 2 - Resenha Crítica
O que será de nós, os maus alunos?
Por Beatriz Vargas Dorneles*
O livro de Álvaro Marchesi é instigador em vários sentidos, a começar pelo título. Trata-se 
de uma obra que retoma os problemas de aprendizagem em suas múltiplas perspectivas, 
mostrando que é possível estabelecer políticas efetivas para enfrentar o fracasso escolar.
O autor descreve as diferentes funções cognitivas que os alunos precisam desenvolver 
para aprender bem; as formas de ensinar que têm sido eficazes; as constituições familiares que, 
em sua diversidade, facilitam ou dificultam o acompanhamento escolar; as evidências de que a 
responsabilidade pelo fracasso escolar é multidimensional.
https://acessaber.com.br/atividades/interpretacao-de-texto-resenha-de-filme-3o-ano-do-ensino-medio/
https://acessaber.com.br/atividades/interpretacao-de-texto-resenha-de-filme-3o-ano-do-ensino-medio/
Trabalhando com as compensações entre os vários níveis de fatores que interferem na 
aprendizagem (social, cultural, familiar, escolar e individual), Marchesi destaca que as políticas 
educacionais que realmente queiram evitar o fracasso escolar devem atuar em todas as 
dimensões concomitantemente. Seus reflexos são baseados em autores contemporâneos de 
diferentes áreas, que servem como suporte para a ideia central do livro: considerando a 
multidimensionalidade do fenômeno, é preciso encontrar soluções multifacetadas. Essas 
soluções passam por uma melhor qualificação e atualização de saberes, pela construção de uma 
rede de apoio aos alunos, formada pela família e pela escola, e por uma reorganização interna da 
escola a partir de suas formas de ensino até suas possibilidades de avaliação.
É sempre instigador pensarmos que, apesar de haver uma enorme quantidade de 
pesquisas sobre o tema fracasso escolar, tão pouco tenha mudado nas últimas décadas. Álvaro 
Marchesi ajuda-nos a entender a razão desse fato. As políticas de atendimento às crianças que 
não aprendem tendem a valorizar um só nível de intervenção, deixando os outros níveis de lado. 
O autor insiste na ideia de que, considerando que este é um fenômeno multidimensional, 
somente políticas de intervenção que englobem vários níveis e que tenham continuidade 
poderão efetivamente diminuir o fracasso escolar em nossa sociedade.
Unindo pesquisa na área com possibilidades de intervenção objetiva, o autor oferece-nos 
uma radiografia do fracasso escolar, com todas as suas nuances, mas também com uma 
possibilidade de enfrentamento do problema em toda a sua complexidade, o que o torna único no 
tratamento do tema.
(*) Professora do Programa de Pós-Graduação em Educação da UFRGS. Disponível em:
http://www.ead.uepb.edu.br/ava/arquivos/cursos/geografia/leitura_interpretacao_e_producao_de_texto
s/L e_PT_A14_J_1_.pdf. Acesso em: 14/09/2020.
1. O texto de Beatriz Vargas Dorneles disserta, principalmente, sobre o tema
(a) maudesempenho dos estudantes e a relação disso com a evasão escolar.
(b) metodologias educacionais diferentes que possam ser atrativas aos estudantes.
(c) evasão escolar e os motivos que levam muitos alunos a abandonarem a escola.
(d) fracasso escolar dos estudantes e possíveis caminhos para a superação deste 
problema.
2. O texto da professora Beatriz Vargas Dorneles apresenta qual objetivo comunicativo?
3. Um texto pode ser escrito a partir de várias tipologias textuais, mas quase sempre há 
uma que é a predominante. No texto escrito por Beatriz Dorneles, pode-se perceber que a 
tipologia textual que se destaca é
(a) narrativa, porque conta uma história baseada em fatos reais da realidade escolar 
brasileira.
(b) descritiva, porque informa as características do processo de aprendizagem dos 
estudantes no Brasil.
http://www.ead.uepb.edu.br/ava/arquivos/cursos/geografia/leitura_interpretacao_e_producao_de_textos/L
http://www.ead.uepb.edu.br/ava/arquivos/cursos/geografia/leitura_interpretacao_e_producao_de_textos/L
(c) argumentativa, porque a autora tece um comentário crítico sobre o livro do pesquisador 
Álvaro Marchesi.
(d) expositiva, porque explica as dificuldades apresentadas pelos estudantes que não 
conseguem assimilar os conteúdos.
4. Os gêneros textuais são formas de enunciados produzidas historicamente, que se 
encontram disponíveis na cultura, permitindo que os interlocutores interajam e estabeleçam uma 
comunicação rica em sentidos. Ao analisar o texto acima e perceber as suas referências textuais 
e linguísticas, indique a alternativa que determina o seu gênero discursivo.
(a) Artigo de opinião.
(b) Resenha crítica.
(c) Carta aberta.
(d) Editorial.
5. Qual foi a importância do texto da professora Beatriz Vargas Dorneles para o autor 
Álvaro Marchesi?
6. A tese defendida por Álvaro Marchesi em sua obra consiste no fato de que
(a) os alunos que apresentam mau desempenho escolar provavelmente irão desistir dos 
estudos e até terminarão o Ensino Médio, mas com muitas deficiências.
(b) não há investimento político necessário para melhorar as condições de ensino nas 
escolas brasileiras, o que acaba desestimulando os alunos.
(c) a causa do fracasso escolar parte principalmente das famílias que, muitas vezes, não 
têm condições de fornecer o apoio necessário para o acompanhamento do estudo de seus filhos.
(d) deve-se considerar a multidimensionalidade das causas do fracasso e buscar soluções 
multifacetadas que consigam reverter esse entrave.
7. Para ressaltar a credibilidade da obra de Álvaro Marchesi, a professora Beatriz 
Dorneles, enfatiza que
(a) os dados estatísticos comprovam todas as afirmações feitas por Álvaro Marchesi em 
seu livro.
(b) apesar de um pouco contraditória, a obra comentada denuncia a realidade do ensino 
brasileiro com base em relatos pessoais dos jovens estudantes.
(c) sua explanação teve como suporte pensamentos de autores atuais, de áreas diversas, 
que contribuem para a solidificação da tese defendida.
(d) cita reportagens feitas por alguns meios de comunicação acerca da evasão escolar e 
do baixo rendimento dos estudantes.
8. Qual é o ponto forte da obra de Álvaro Marchesi, comparando com outras já publicadas 
em relação ao tema do fracasso escolar, segundo a professora Beatriz Dorneles?
9. A coesão referencial é muito importante para que possamos interligar as ideias de um 
texto, estabelecendo uma conexão entre elas por meio de palavras e expressões que têm função 
de retomar conteúdo anterior ou antecipar algo que será mencionado posteriormente. No 3º 
parágrafo do texto, a autora empregou alguns termos que substituem “fracasso escolar” para 
evitar a repetição exacerbada dessas palavras. Identifique que outras expressões foram essas e 
transcreva-as.
10. A coesão sequencial diz respeito aos mecanismos linguísticos que estabelecem 
diversos tipos de ligação e interdependência entre enunciados, à medida que faz o texto 
progredir. Em “...o autor oferece-nos uma radiografia do fracasso escolar, com todas as suas 
nuances, mas também com uma possibilidade de enfrentamento do problema em toda sua 
complexidade...”, a expressão destacada está interligando enunciados estabelecendo entre eles 
uma ideia de
(a) adição.
(b) finalidade.
(c) comparação.
(d) consequência.
11. Conhecer mecanismos linguísticos de coesão diferenciados é muito importante para 
estabelecer as relações semânticas entre orações e até entre parágrafos de um texto. Sabendo 
disso, reescreva o período a seguir, substituindo a locução conjuntiva grifada por outra que 
apresente o mesmo sentido.
“É sempre instigador pensarmos que, apesar de haver uma enorme quantidade de 
pesquisas sobre o tema do fracasso escolar, tão pouco tenha mudado nas últimas décadas...”
Disponível em: https://decifrandotextosecontextos.blogspot.com/2021/08/atividade-de-compreensao-
e.html. Acesso em: 28 jan. 2025.
https://decifrandotextosecontextos.blogspot.com/2021/08/atividade-de-compreensao-e.html
https://decifrandotextosecontextos.blogspot.com/2021/08/atividade-de-compreensao-e.html
https://decifrandotextosecontextos.blogspot.com/2021/08/atividade-de-compreensao-e.html
GABARITO - ATIVIDADE DE ANÁLISE DO GÊNERO - RESENHA CRÍTICA
GABARITO I
1. A partir da leitura da resenha, responda.
a. Autor (a) da resenha: Aline T.K.M.
b. Nome da obra resenhada: O filme “Uma lição de vida”
c. Objetivo de quem a produziu: O objetivo de quem produziu a resenha é convencer as 
pessoas a assistirem ao filme “Uma lição de vida”, por meio da apresentação geral do enredo 
e, sobretudo, dos comentários avaliativos (positivos) sobre ele.
d. Público a que se destina: A resenha destina-se a todos aqueles que se intencionam 
conhecer duras realidades que assolaram ou assolam determinado país, buscando 
compreender o contexto histórico em que elas se inserem.
e. Temática explorada pelo autor/autora e sua relevância: a importância da educação, o ato 
pedagógico, a força da vontade mesmo em meio à dura social, e convivência entre gerações.
f. O (a) autor/autora, apresenta o filme como uma boa indicação para assistir? Escreva 
trechos da resenha que comprovem sua resposta.
“o longa nos brinda com uma trama de superação”; “trama tocante”; “belíssimos planos 
fechados, capazes de causar sensações as mais diversas e que exprimem mais que 
palavras”
g. Quando ela foi publicada, lançada ou apresentada? 2010
2. A resenha apresenta um resumo do filme e comentários da autora sobre esse ele. Sublinhe 
em vermelho os trechos que resumem o enredo do filme e em azul os trechos que 
apresentam comentários da autora sobre o objeto resenhado.
Resposta
Uma lição de vida
Coprodução entre EUA, Quênia e Reino Unido, e dirigido por Justin Chadwick (Mandela: O 
Caminho para a Liberdade), Uma Lição de Vida promete emocionar com uma história 
verídica.
Resumo do filme: Num vilarejo do Quênia, Maruge (Oliver Litondo) ouve no rádio o 
anúncio da educação gratuita para todos. Não tendo tido oportunidade de estudar no 
passado, o senhor de 84 anos – um veterano da tribo Mau Mau que lutou para libertar o 
Quênia dos ingleses – bate à porta da escola primária e espera uma chance de poder 
aprender a ler. Rejeitado de início, Maruge não desiste: já de uniforme escolar e uma 
pequena bolsa a tiracolo, volta a pedir por uma vaga e insiste até ser aceito pela 
professora Jane (Naomie Harris). Em meio a lembranças do doloroso passado, Maruge 
tem de enfrentar a revolta e as ameaças das autoridades, dos moradores da região e 
dos pais dos alunos, inconformados por um idoso ter sido aceito em uma classe de 
crianças de seis anos de idade.
Comentários da autora: A despeito da péssima escolha do título em português – seria mais 
interessante um que se aproximasse do original, The First Grader –, o longa nos brinda com 
uma trama de superação que, para nosso alívio, está bem distante da fórmula “autoajuda 
para assistir”.
Muito poderia ser dito acerca das belezas deste filme. Seja com relação à trama tocante, sem 
jamais escorregar no sentimentalismopiegas; ou então sobre os belíssimos planos fechados, 
capazes de causar sensações as mais diversas e que exprimem mais quepalavras. Prefiro, 
no entanto, dar ênfase à força dos personagens e à entrega dos atores, aspectos capazes de 
arrepiar o espectador. Os protagonistas - o idoso Maruge e a professora Jane – colocam a 
determinação como base para se operar mudanças e apontam a educação como a 
ferramenta principal para isso.
Através de flashbacks bem situados, adentramos o passado de Maruge e somos 
confrontados com a chocante realidade da luta pela liberdade da ex-colônia britânica. A 
crueldade extrema e as condições mais desumanas foi o que Maruge encontrou nos campos 
de detenção na década de 50, após ter tido sua esposa e filhos cruelmente assassinados. 
Veio a liberdade para o Quênia, a vida continuou. O passado, porém, nunca foi de todo extinto 
e permanece como uma ferida que dói, além de uma dívida histórica.
Uma Lição de Vida é a história de uma luta que atravessa gerações. A luta de Maruge para 
superar seu passado, ir à escola e aprender a ler; a luta de Jane pelo amor à educação; a luta 
diária das crianças em face das condições precárias da escola, em que cinco alunos dividem 
uma carteira e tantos outros estudam sentados no chão. Mas também, trata-se de uma 
inspiradora história de conquista, portadora de uma verdade incontestável: “o aprendizado só 
termina quando tivermos terra nos ouvidos”.
3. Identifique a crítica negativa feita pela autora da resenha acerca do filme.
A autora critica o título escolhido para a versão em português do filme. Segundo ela, “Uma 
lição de vida” representa um clichê, algo típico de filmes de “autoajuda”, característica que 
não se percebe no filme em questão. Para tal, ela sugere um título que se aproximasse do 
original.
4. Releia as informações contidas na parte “Ficha técnica”. Em seguida, identifique a 
finalidade de elas serem apresentadas.
As informações relativas à parte técnica funcionam como argumento de autoridade, isto é, conferem 
confiabilidade ao filme.
Disponível em:
https://acessaber.com.br/atividades/interpretacao-de-texto-resenha-de-filme-3o-ano-do-ensino-
medio. Acesso em: 20 jan. 2025.
https://acessaber.com.br/atividades/interpretacao-de-texto-resenha-de-filme-3o-ano-do-ensino-medio/
https://acessaber.com.br/atividades/interpretacao-de-texto-resenha-de-filme-3o-ano-do-ensino-medio/
GABARITO - Atividade 2
Resenha Crítica: O que será de nós, os maus alunos?
01. D
02. Apresentar a obra ao público interessado, ressaltando os pontos positivos e 
contribuição da pesquisa para minimizar o problema da evasão escolar.
03. C
04. B
05. Textos, como o da professora Beatriz Dorneles, são importantes, pois, além de ajudar a 
divulgar a obra comentada, oferece um resumo sobre o assunto, mostrando também a sua 
opinião, o que pode contribuir para a leitura e entendimento da obra.
06. D
07. C
08. É o fato de o autor apresentar possibilidades de enfrentamento do problema em toda a 
sua complexidade.
09. “desse fato” – “crianças que não aprendem” – “este” – “fenômeno multidimensional”.
10. A
11. “É sempre instigador pensarmos que, mesmo que haja uma enorme quantidade de 
pesquisas sobre o tema do fracasso escolar, tão pouco tenha mudado nas últimas
décadas...”
COMO FAZER UMA BOA RESENHA CRÍTICA: PASSO A PASSO
1. Conheça muito bem a obra
Para começar uma resenha crítica é necessário ler/assistir atentamente à obra analisada. 
Se necessário, pode-se fazer isso mais de uma vez para que nenhuma parte passe 
despercebida. Assim, se ficou alguma dúvida, não hesite em ler/ver novamente.
2. Faça anotações sobre a obra
Durante a fase inicial, é importante fazer algumas anotações sobre o tema, a estrutura da 
obra, o autor/autora.
❖ Qual o nome da obra?
❖ Quem é o autor/autora?
❖ Qual a temática explorada pelo autor/autora e sua relevância?
❖ Qual a opinião defendida pelo autor/autora?
❖ Quando ela foi publicada, lançada ou apresentada?
❖ Qual a estrutura e divisão apresentada (partes, capítulos, seções)?
❖ A obra faz parte de outras, por exemplo, é uma trilogia?
3. Pesquise sobre o autor/autora
Para fazer uma resenha crítica é importante saber mais sobre o autor ou autora da obra, 
por exemplo:
❖ Qual o nome completo do autor/autora?
❖ Qual o local e data de nascimento/morte do autor/autora?
❖ O tema da obra produzida é recorrente em outras obras do mesmo autor/autora?
4. Crie sua opinião sobre a obra
Para produzir sua opinião sobre a obra analisada, responder algumas questões podem 
ajudar a definir melhor o caminho a ser seguido:
Gostou da obra?
❖ Qual parte foi mais interessante?
❖ Que relações ela pode ter com outras obras?
❖ Quais as principais considerações e apreciações sobre o tema?
❖ Sentiu que teve alguma parte que não ficou muito bem explicada?
❖ Quais as emoções geradas depois de ler/assistir a obra?
Produção de Texto
Analisando as informações coletadas acima, chegou a hora de produzir o texto. Por isso, 
recorra a todas as anotações feitas, pois elas serão valiosas e servirão de guia e apoio para 
desenvolver melhor a resenha crítica.
PROPOSTA DE PRODUÇÃO TEXTUAL
Produza uma resenha crítica com extensão mínima de 20 e máxima de 30 linhas, sobre 
um filme, livro ou série de seu conhecimento. Se possível, assista, ou leia novamente prestando 
atenção na história, nos personagens, cenário, costumes, efeitos especiais, tempo e etc.
"Sociedade dos Poetas Mortos" (1989) - Direção: 
Peter Weir
SUGESTÕES DE FILMES
"O Menino do Pijama Listrado" (2008) - Direção: 
Mark Herman
SUGESTÕES DE LIVROS
"O Primo Basílio" de José de Alencar
"Dom Casmurro" de Machado de Assis
"O Cortiço" de Aluísio Azevedo
"Vidas secas, de Graciliano Ramos
O Menino que Descobriu o Vento (2019)
"A Vida é Bela" (1997) - Direção: Roberto Benigni
FOLHA DE PRODUÇÃO - RASCUNHO
Título:
FOLHA DE PRODUÇÃO - FINAL
Título:
A carta aberta é uma modalidade de texto que tem como principal função o 
direcionamento, questionamento ou solicitação socialmente relevante advinda de um indivíduo 
ou grupo a outra pessoa ou instituição. De forma distinta da carta pessoal, a carta aberta é 
publicada na mídia e visa promover um debate público sobre determinado assunto.
"Por causa de seu caráter de persuasão direcionada ao destinatário e ao público com 
acesso ao conteúdo, a carta aberta é argumentativa e se configura de modo estratégico em 
defesa de um ponto de vista.’’
Resumo sobre a carta aberta
A carta aberta é uma modalidade de texto utilizada por uma pessoa ou grupo que quer se 
manifestar publicamente sobre algum tema.
De maneira diferente da carta pessoal, a carta aberta é de âmbito público e, por isso, 
costuma ser publicada em veículos de comunicação e mídias sociais.
Do ponto de vista estrutural, a carta aberta se organiza da seguinte forma: título, 
introdução, desenvolvimento, conclusão, despedida, assinatura, local e data.
Na carta aberta prevalece a argumentação, pois ela deve persuadir o leitor. O que é carta 
aberta?
Carta aberta é um gênero textual predominantemente argumentativo utilizado na 
manifestação pública da opinião de uma pessoa ou grupo sobre um tema de relevância coletiva. 
Ou seja, ela é voltada para discussões públicas e possui função social. Além disso, ela é 
publicada.
Qual a diferença entre carta aberta e carta pessoal?
Do ponto de vista estrutural, a carta aberta se assemelha à carta pessoal. No entanto, 
aquela se difere desta em relação ao público e à sua função. A carta aberta é direcionada a uma 
ou mais pessoas e é divulgada amplamente, enquanto a carta pessoal é direcionada a uma só 
pessoa e não é publicada.
Quanto à sua função, a carta aberta é voltada para questões sociais, portanto ela integra o 
debate público. O autor da carta pessoal, por outro lado, não tem pretensão de ir além do âmbito 
particular.
Qual a estrutura e características da carta aberta?
Podemos compreender a carta aberta a partir de seus elementos específicos.
ConceitoTrata-se de um texto escrito em prosa direcionado a um grupo ou figura de autoridade que 
contém reclamações e reivindicações sobre um determinado tema em debate na sociedade.
Estrutura
A estrutura da carta aberta é dividida fundamentalmente em sete partes:
Título
O título é o nome que você dará à sua carta aberta. Comumente, o título é objetivo e 
pontual (por exemplo, “Carta Aberta ao Ministério da Educação”), indicando tanto o gênero 
quanto o destinatário. Deve vir centralizado no topo do texto.
Introdução
A introdução é o início da sua carta, é o momento das apresentações sobre as ideias e 
temáticas que serão discutidas, do remetente da carta e, diversas vezes, até mesmo do 
destinatário. A função principal da introdução é situar o leitor a respeito do que será abordado. 
Nesse sentido, é importante lembrar que, por não ser direcionada somente ao destinatário mas 
também ao grande público, muitas vezes o autor pode apresentar informações direcionadas aos 
diversos leitores, no intuito de contextualizá-los a respeito de detalhes que possam não ser 
conhecidos por todos.
A carta aberta é utilizada principalmente para criticar, solicitar ou sugerir algo de caráter 
social, desse modo, é comum que a introdução também apresente as primeirasinformações a 
respeito do problema detectado, de modo que, ao final da leitura dessa parte, o leitor consiga 
identificar as informações principais do texto.
Desenvolvimento
O desenvolvimento é a parte do texto em que as questões apresentadas na introdução 
são aprofundadas. É o espaço no qual se pode explicar melhor os conceitos apresentados ou a 
situação do problema abordado, aprofundar em como isso interfere na vida das pessoas ou por 
que isso é um problema.
Além disso, nessa parte, é essencial que se apresentem e se desenvolvam os argumentos 
que embasam o posicionamento crítico defendido, podendo, para isso, lançar mão de outros 
textos, como dados estatísticos, gráficos, reportagens, pesquisas, entre outros, no intuito de 
fortalecer seu ponto de vista.
Conclusão
Na conclusão, encerram-se os debates a respeito da questão apresentada e se 
encaminha a um desfecho, no qual comumente se apresenta uma sugestão para o problema 
identificado. Além disso, é possível também fazer uma conclusão crítica, sugerindo, ao 
destinatário e a todos os leitores, uma reflexão a respeito do assunto.
Despedida
A despedida é uma pequena frase na qual o remetente agradece pela atenção e se 
despede do destinatário com certo grau de formalidade. Comumente, utiliza-se a forma 
“Atenciosamente,”. Essa pequena frase fica separada do grande texto e situada na lateral 
esquerda da folha.
Assinatura
A assinatura é a identificação oficial do remetente e pode se referir a uma pessoa ou a um 
grupo ou instituição. Assim, escreve-se o nome que identifica quem endereça a carta, abaixo da 
linha de despedida e na lateral direita da folha.
Disponível em: . Acesso em: 21 jan. 2025.https://brasilescola.uol.com.br/redacao/carta-aberta.htm
Data e local: O remetente identifica o local onde a carta foi redigida e a data em que ela foi 
produzida.
Audiência
Se na carta pessoal o leitor é uma única pessoa, na carta aberta, o direcionamento é dado 
a uma ampla audiência, no intuito de promover um debate com a sociedade civil.
Linguagem
A carta aberta é pública, sendo um instrumento muito utilizado em veículos de 
comunicação e mídias sociais. Assim, a linguagem utilizada é a norma-padrão da língua, mais 
adequada para esse fim.
Quanto às características da carta aberta, destaca-se seu contexto e produção e a 
predominância da argumentação, pois é preciso que o autor:
❖ convença os leitores acerca de sua opinião;
❖ embase suas reivindicações e reclamações para que o destinatário possa se 
sensibilizar e agir em prol de uma resolução.
https://brasilescola.uol.com.br/redacao/carta-aberta.htm
Como fazer uma carta aberta?
Para fazer uma carta aberta, é necessário, antes da produção textual:
❖ identificar e pontuar o destinatário exato ao qual se destinará o texto;
❖ definir a questão que será abordada e os argumentos que serão apresentados.
Além disso, é importante refletir sobre a organização desse material, selecionando o que 
será apresentado e em qual ordem.
Primeiro, inicie a carta assinando data e local no canto esquerdo do início da folha, pois 
toda carta necessita da marcação espaço/temporal. Em seguida, dê um espaço para baixo e, no 
centro da folha, insira o seu título. Na linha seguinte, inicie o seu grande texto pela introdução.
No grande texto, apresente as ideias principais, as perguntas provocativas e os problemas 
identificados no início do texto, seguidos do aprofundamento dessas questões, no 
desenvolvimento, e encerrados com uma possível proposta de melhoria ou de reflexão, na 
conclusão.
Encerrando-se a fase anterior, dê um espaço para a linha abaixo e, na lateral esquerda, 
insira uma pequena marca de despedida, indicando a finalização da carta. Na próxima linha, na 
lateral direita, insira a sua assinatura ou a do grupo do qual faz parte."
Exemplo de carta aberta
CARTA ABERTA DE MÉDICAS E MÉDICOS DA ATENÇÃO PRIMÁRIA À SECRETARIA 
MUNICIPAL DE SAÚDE DO RIO DE JANEIRO
Frente ao avanço da pandemia no Brasil imposto pela variante Ômicron, as unidades da 
Atenção Primária à Saúde (APS) do município do Rio de Janeiro tem tido suas condições de 
trabalho ainda mais agravadas com sobrecarga dos serviços, adoecimento físico e psíquico de 
profissionais e ausência de diálogo por parte da gestão municipal.
De maneira diferente das variantes anteriores, a atual foi responsável pela explosão de 
casos de covid-19 no Rio de Janeiro de forma muito acelerada, com aumento de mais de 6000% 
dos casos confirmados entre a última semana de 2021 e a primeira semana de 2022.
Este cenário veio agravar a sobrecarga dos serviços de APS, que durante quase dois anos 
tiveram de se readaptar ao surgimento da nova pandemia, ao aumento de casos com 
necessidade de intervenções médicas avançadas nas unidades, à vacinação em massa da 
população, a mudanças dos contratos de gestão e ao surto de influenza do final de 2021 com 
pouco apoio adicional das gestões. [...]
Sendo assim, frente ao cenário de avanço ainda sem previsão de diminuição dos casos 
por variante Ômicron e do adoecimento das trabalhadoras e trabalhadores, com a iminente e 
necessária campanha de vacinação de crianças contra covid-19, enquanto trabalhadoras e 
trabalhadores da APS do Rio de Janeiro, exigimos que sejam implantadas novas estratégias de 
testagem e atendimento que visem reduzir a sobrecarga e o adoecimento de profissionais de 
saúde e o estabelecimento de diálogo institucional e permanente entre a gestão municipal e as 
trabalhadoras e trabalhadores.
Médicas e médicos da APS do Rio de Janeiro e entidades solidárias a suas demandas Rio 
de Janeiro, 14 de Janeiro de 2022.
Comentário: A carta aberta acima foi escrita por médicos do Rio de Janeiro tendo como 
destinatário a Secretaria Municipal do Rio de Janeiro. No trecho extraído, destacamos os três 
elementos essenciais do gênero carta aberta: introdução, desenvolvimento e conclusão.
Na introdução, é exposto na carta o que motivou sua escrita.
Diante do aumento de casos de covid-19 entre o final de 2021 e início de 2022, os médicos 
se encontram em situação adversa, com sobrecarga de serviços, o que acarretou em 
adoecimento dos profissionais de saúde do município.
Na segunda parte, no desenvolvimento, são trazidos alguns dados como argumento 
para convencer o público e o destinatário de que mudanças precisam ser feitas. De acordo com o 
texto, houve um aumento de mais de 6000% no número de diagnósticos. Além disso, o surto de 
influenza tem aumentado e dificultado o trabalho dos médicos.
Por fim, na conclusão, o texto se encerra com a exigência de que “sejam implantadas 
novas estratégias de testagem e atendimento que visem reduzir a sobrecarga e o adoecimento 
dos profissionais de saúde e o estabelecimentode diálogo institucional entre a gestão municipal 
e as trabalhadoras e trabalhadores”. Em seguida, o grupo de médicos assina a carta e identifica a 
data e o local de sua produção.
O trecho acima evidencia o caráter social da carta aberta, pois a temática da pandemia e 
dos problemas estruturais no sistema de saúde são de interesse público. Quando os médicos 
escrevem uma carta aberta ao órgão responsável por tratar da situação, o objetivo é, além de 
sensibilizar a entidade, convencer e persuadir a população de que a sobrecarga nos serviços e o 
consequente adoecimento físico e psíquico dos profissionais impedem o combate ao vírus e 
resulta em um problema ainda maior, que afeta toda a população.
Disponível em: . Acesso em: 21 jan. 2025. https://www.portugues.com.br/redacao/carta-aberta-.html
Disponível em: . Acesso em: 21 jan. 2025.https://brasilescola.uol.com.br/redacao/carta-aberta.htm
Propostas de Atividades
Sala de aula invertida
❖ Pesquisem e registrem informações sobre emergência ambiental e sobre o gênero 
carta aberta.
https://www.portugues.com.br/redacao/carta-aberta-.html
https://brasilescola.uol.com.br/redacao/carta-aberta.htm
❖ Dividam-se em grupos para discussão e resolução da atividade de contextualização 
do campo, do gênero e do tema.
❖ Depois apresentem aos demais estudantes suas respostas e considerações.
Proposta de contextualização do campo, do gênero e do tema
1. O que seria um assunto de relevância social?
2. Você já ouviu falar sobre a emergência climática pela qual o nosso mundo passa 
atualmente? Se sim, explique para a turma qual sua visão sobre essa questão.
3. Você considera que a emergência climática é um problema de relevância social? Por 
quê?
4. Qual a causa dos problemas ambientais que enfrentamos hoje?
5. Quem pode resolver esses problemas?
6. Você já ouviu falar sobre o gênero carta aberta? Se sua resposta for positiva, explique o 
que seria isso. Caso não saiba, levante hipóteses e as discuta com seus colegas.
ANÁLISE DO GÊNERO CARTA ABERTA
Partindo da perspectiva de que a forma composicional de um gênero está diretamente 
atrelada a seu contexto de produção e circulação, a atividade analítica aborda aspectos do 
contexto produção e circulação do gênero (interlocutores, finalidades, intenções, suporte e 
tecnologias envolvidas na produção e circulação do discurso), elementos formais do texto 
(semioses, modalidades de linguagem, organização textual e aspectos linguísticos, lexicais e de 
registro) e questões referentes ao conteúdo do temático do texto. A partir do reconhecimento da 
forma composicional do gênero.
ATIVIDADE DE ANÁLISE DO GÊNERO CARTA ABERTA
Leia a carta de reclamação a seguir.
Carta aberta do movimento Cientistas em Rebelião destinada à sociedade civil
A carta aberta abaixo foi escrita coletivamente pelo movimento Cientistas em Rebelião e 
descreve nossas posições e demandas.
Somos cientistas e acadêmicos que acreditam que devemos expor a realidade e a 
gravidade da emergência climática e ecológica por meio da desobediência civil não-violenta. A 
menos que aqueles em melhor posição para entender esse problema se comportem como se ele 
fosse realmente uma emergência, não podemos esperar que o público o faça. Alguns acreditam 
que parecer “alarmista” é prejudicial, mas ficamos aterrorizados com o que vemos. Assim, 
acreditamos que ser essencial e correto expressar nossos medos abertamente. As populações 
de mamíferos, aves, peixes, anfíbios e répteis tiveram uma queda média alarmante de 68% 
desde 1970, juntamente com um aparente colapso nas populações de polinizadores. Nesse 
ritmo, os ecossistemas ao redor do mundo entrarão em colapso ainda na vida das gerações 
atuais, com consequências catastróficas para a espécie humana.
As mudanças climáticas têm intensificado o aumento da temperatura em climas mais 
quentes, de modo a produzir um aquecimento adicional. As consequências disso, vistas, por 
exemplo, no aumento de incêndios florestais, no degelo do permafrost e no derretimento do gelo, 
ameaçam levar a Terra irreversivelmente a um estado quente e inabitável. Esses efeitos já são 
observados décadas antes do esperado pelos piores cenários previstos. Ondas de calor cada 
vez mais severas, secas e desastres naturais estão ocorrendo ano após ano, enquanto o nível do 
mar pode subir vários metros neste século, deslocando centenas de milhões de pessoas que 
vivem em áreas costeiras. Há um medo crescente entre os cientistas de que desastres climáticos 
simultâneos em grandes áreas agrícolas possam causar escassez global de alimentos, 
desencadeando assim um colapso social. Por exemplo, a seca na Síria (2011-2015) destruiu 
grande parte da agricultura e pecuária do país, levando milhões para as cidades e provocando 
uma guerra civil da qual o mundo ainda está se recuperando. Enfrentamos uma crise 
possivelmente centenas de vezes mais grave. Estar informado é estar alarmado.
As ações e planos atuais são totalmente inadequados para combater as mudanças 
climáticas e mesmo eles não estão sendo cumpridos. Além disso, a taxa de destruição ambiental 
é proporcional ao crescimento econômico, o que nos leva a extrair mais recursos da Terra do que 
é possível restaurar. Nesse sentido, governos e corporações visam aumentar o crescimento e os 
lucros, acelerando, assim, inevitavelmente, a destruição da vida na Terra.Dessa forma, 
consideramos necessário:
● Alcançar a descarbonização na escala necessária, o que vai exigir decrescimento 
econômico, pelo menos no curto prazo. Isso não requer necessariamente uma redução nos 
padrões de vida.
● Atribuir o custo econômico necessário à transição de um sistema que depreda o meio 
ambiente para outro mais sustentável aos mais ricos. Afinal, foram eles que se beneficiaram 
enormemente da atual estrutura destrutiva do sistema econômico, enquanto outros, os mais 
pobres, enfrentaram as consequências. Uma transição justa para um sistema sustentável requer 
que a riqueza do 1% seja usada para o benefício comum. O meio mais eficaz de alcançar uma 
mudança sistêmica na história moderna é através da resistência civil não violenta.
Convocamos acadêmicos, cientistas e o público a se juntarem a nós na desobediência 
civil para exigir emergencialmente a descarbonização e a reestruturação do sistema econômico, 
facilitados pela redistribuição de riqueza.
Traduzido e adaptado de https://scientistrebellion.com/our-positions-and-demands/, acesso em 17/09/2022
ATIVIDADE 1 - INTERPRETAÇÃO TEXTUAL
1. O que motivou a escrita da carta aberta?
2. Quais as consequências da emergência climática apontadas pelos autores da carta? 
Cite ao menos três delas.
3. Leia o texto a seguir.
Desobediência civil é uma forma de protesto político feito pacificamente e que se opõe a 
alguma ordem que possui um comportamento de injustiça ou contra um governo visto como 
opressor pelos desobedientes. É um conceito formulado originalmente por Henry David Thoreau 
e aplicado com sucesso por Mahatma Gandhi no processo de independência da Índia e do 
Paquistão e por Martin Luther King na luta pelos direitos civis e o fim da segregação racial nos 
Estados Unidos. Na eventualidade de um governo vigente não satisfazer as exigências de sua 
população, esta, segundo a concepção de desobediência civil, tem o direito de desobedecê-lo.
A desobediência civil está no mesmo patamar jurídico do direito de greve (para proteger os 
direitos dos trabalhadores) e o direito de revolução (para resguardar o direito do povo de exercer 
a sua soberania quando esta é ofendida). A rigor, a desobediência civil é ilegal. No entanto, 
segundo o pensamento do filósofo John Rawls, pode ser considerada como ato legítimo, na 
medida em que se fundamenta no princípio da justiça. Se a lei não for um instrumento de 
realização da justiça, o seu descumprimento é legítimo. Vale como uma espécie de legítima 
defesa contra a arbitrariedade e a injustiça.
Adaptado de https://pt.wikipedia.org/wiki/Desobedi%C3%AAncia_civil, acessoem 17/09/22.
O movimento Cientistas em Rebelião aprova o uso da desobediência civil como forma de 
protesto. Com base no texto acima, explique o que seria essa concepção.
4. Você concorda com protestos que fazem uso de desobediência civil? Justifique sua 
resposta.
5. Por que, para os cientistas do movimento, estar alarmado é estar informado sobre o 
problema da emergência climática? Linhas 3, 4. 5, 6 e 7.
6. Entre os pontos defendidos pela carta encontra-se atribuir o custo econômico da 
transição da atual economia para a parcela mais rica da população. Como os Cientistas em 
Rebelião justificam esse posicionamento?
7. Você concorda ou discorda do posicionamento dos cientistas em Rebelião discutido na 
questão anterior? Por quê?
ATIVIDADE 2 - ANÁLISE DO CONTEXTO DE PRODUÇÃO E CIRCULAÇÃO E DA FORMA 
COMPOSICIONAL DO GÊNERO
1. Qual é a função de uma carta aberta? Para que ela serve?
2. Quem escreveu a carta aberta lida?
3. A quem a carta aberta foi destinada?
4. Imagine que a carta aberta lida não tivesse título. Você acha que isso seria um 
problema? Discuta essa questão com seus colegas. Depois, com base na discussão realizada, 
responda à seguinte questão: Qual é a função do título da carta aberta?
5. A carta aberta lida apresenta três reivindicações. Escreva duas delas?
Você concorda com essas reivindicações? Por quê? Resposta pessoal.
GABARITO - ATIVIDADE DE ANÁLISE DO GÊNERO - CARTA ABERTA
Proposta de contextualização do campo, do gênero e do tema
1. O que seria um assunto de relevância social?
Um assunto de relevância social é aquele que tem impacto significativo na vida das pessoas e na 
dinâmica coletiva.
2. Você já ouviu falar sobre a emergência climática pela qual o nosso mundo passa 
atualmente? Se sim, explique para a turma qual sua visão sobre essa questão.
Resposta pessoal.
3. Você considera que a emergência climática é um problema de relevância social? Por quê?
Resposta pessoal.
4. Qual a causa dos problemas ambientais que enfrentamos hoje?
As maiores causas de problemas ambientais são: crescimento populacional, uso 
insustentável e ineficiente de recursos, a pobreza e a não inclusão dos custos ambientais da 
utilização dos recursos nos preços de mercado de bens e serviços.
5. Quem pode resolver esses problemas?
Resposta pessoal.
6. Você já ouviu falar sobre o gênero carta aberta? Se sua resposta for positiva, explique o 
que seria isso. Caso não saiba, levante hipóteses e as discuta com seus colegas.
A carta aberta é uma modalidade de texto utilizada por uma pessoa ou grupo que quer se 
manifestar publicamente sobre algum tema.
Resposta pessoal.
Atividade 2
1. O que motivou a escrita da carta aberta?
A gravidade da emergência climática e ecológica por meio da desobediência civil não-
violenta.
Quais as consequências da emergência climática apontadas pelos autores da carta? Cite ao 
menos três delas.
Aumento da temperatura em climas mais quentes no aumento de incêndios florestais; As 
populações de mamíferos, aves, peixes, anfíbios e répteis tiveram uma queda média 
alarmante de 68% desde 1970.
3. O movimento Cientistas em Rebelião aprova o uso da desobediência civil como forma de 
protesto. Com base no texto acima, explique o que seria essa concepção.
É uma forma de protesto político feito pacificamente e que se opõe a alguma ordem que 
possui um comportamento de injustiça ou contra um governo visto como opressor pelos 
desobedientes. Na eventualidade de um governo vigente não satisfazer as exigências de sua 
população, esta, segundo a concepção de desobediência civil, tem o direito de desobedecê-
lo.
4. Você concorda com protestos que fazem uso de desobediência civil? Justifique sua 
resposta.
Resposta pessoal
5. Por que, para os cientistas do movimento, estar alarmado é estar informado sobre o 
problema da emergência climática? Linhas 3, 4. 5, 6 e 7.
Porque aqueles que têm a real noção da gravidade do problema precisam alertar quanto à 
emergência na tomada de providências.
6. Entre os pontos defendidos pela carta encontra-se atribuir o custo econômico da transição 
da atual economia para a parcela mais rica da população. Como os Cientistas em Rebelião 
justificam esse posicionamento?
Porque os ricos são os que mais se beneficiaram enormemente da atual estrutura destrutiva 
do sistema econômico, enquanto outros, os mais pobres, enfrentaram as consequências.
7. Você concorda ou discorda do posicionamento dos cientistas em Rebelião discutido na 
questão anterior? Por quê?
Resposta pessoal
ATIVIDADE 2 – ANÁLISE DO CONTEXTO DE PRODUÇÃO E CIRCULAÇÃO E DA 
FORMA COMPOSICIONAL DO GÊNERO
1. Qual é a função de uma carta aberta? Para que ela serve?
Tem como principal função o direcionamento, questionamento ou solicitação socialmente 
relevante advinda de um indivíduo ou grupo a outra pessoa ou instituição.
2. Quem escreveu a carta aberta lida? O movimento Cientistas em Rebelião.
3. A quem a carta aberta foi destinada? Foi destinada à sociedade civil.
4. Imagine que a carta aberta lida não tivesse título. Você acha que isso seria um problema? 
Discuta essa questão com seus colegas. Depois, com base na discussão realizada, 
responda à seguinte questão: Qual é a função do título da carta aberta?
Indicar o gênero e o destinatário.
5. A carta aberta lida apresenta três reivindicações. Escreva duas delas?
Alcançar a descarbonização na escala necessária, o que vai exigir decrescimento 
econômico, pelo menos no curto prazo. Isso não requer necessariamente uma redução nos 
padrões de vida.
• Atribuir o custo econômico necessário à transição de um sistema que depreda o meio 
ambiente para outro mais sustentável aos mais ricos.
6. Você concorda com essas reivindicações? Por quê? Resposta pessoal
PROPOSTA DE PRODUÇÃO TEXTUAL
Imagine que você é membro do grêmio de sua escola. Após ler a reportagem reproduzida abaixo 
sobre a crise ambiental no Brasil, você levou a questão aos demais membros.
Preocupados com a atual situação e com a intenção de chamar atenção para o problema, vocês 
decidiram produzir uma carta aberta, em nome do grêmio, destinada aos governantes do país. A 
carta será publicada no site da escola. Você ficou responsável pela escrita do texto e, nele, 
deverá obrigatoriamente constar:
❖ Um posicionamento diante da questão;
❖ Uma desenvolvimento que apresente três dos problemas ambientais observados hoje no 
Brasil;
❖ Uma reivindicação para que os governantes adotem ações para lidar com os problemas 
ambientais do país.
Importante: lembre-se de dar um título adequado a sua carta aberta.
Crise ambiental no Brasil pode atingir “ponto de não retorno”
02/06/2022 Por Iara de Andrade
O Brasil vem enfrentando consecutivos recordes de 
desmatamento, períodos de muitas queimadas, além da 
destruição pelo garimpo. Especialistas apontam para os 
impactos da crise ambiental na biodiversidade e na vida 
das pessoas e estudos alertam para possíveis danos 
permanentes.
Disponível em: https://vocativo.com/2022/11/12/brasil-teve-80-
mais-incendios-florestais-em-2022-mostra-monitor-do-fo go . 
Acesso em: 21 jan. 2025.
Nos últimos anos, o Brasil tem vivido uma crise ambiental generalizada. São consecutivos 
recordes de desmatamento, períodos de muitas queimadas, garimpeiros poluindo rios com 
mercúrio, animais que correm o risco de entrar em extinção e consequências na biodiversidade, 
na vida das pessoas e comunidades como um todo.
Em níveis internacionais, o país lidera o ranking mundial de devastação florestal. Um 
levantamento da Global Forest Watch (GFW) apontou que, em 2021, 1,5 milhão de hectares de 
florestas tropicais foram derrubadas no país, o correspondente a 40% da extinção florestal de 
todo o planeta.
Dados do Relatório Luz sobre as demandas da Agenda 2030, apresentado em julho de 2021, na 
Câmara dos Deputados, apontam que o Brasil não avançou em nenhuma das 169 metas de 
Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Organização das Nações Unidas (ONU). O país 
apresenta retrocesso em 54,4% das metas e se encontra estagnado em 16%. Aindade acordo 
com o estudo, 12,4% delas estão ameaçadas e 7,7% mostram progresso insuficiente.
Foto: Christian Braga/ Greenpeace
https://vocativo.com/2022/11/12/brasil-teve-80-mais-incendios-florestais-em-2022-mostra-monitor-do-fogo/
https://vocativo.com/2022/11/12/brasil-teve-80-mais-incendios-florestais-em-2022-mostra-monitor-do-fogo/
https://vocativo.com/2022/11/12/brasil-teve-80-mais-incendios-florestais-em-2022-mostra-monitor-do-fogo/
O Desmatamento
Entre 1985 e 2019, o Brasil perdeu 87,2 milhões de hectares de áreas de vegetação nativa, o 
equivalente a pouco mais de 10% do território nacional. Os números, de agosto de 2020, são do 
MapBiomas e apontam uma aceleração da devastação nos anos de 2018 e 2019, quando a crise 
ambiental se acentuou em todo o país.
As informações indicam que 97% dos alertas de desmatamento emitidos desde 2019 não foram 
fiscalizados. Constam 199.520 avisos: 9,6 mil na Mata Atlântica; 14,7 mil na Caatinga; 24,5 mil no 
Cerrado e; o maior número se deu na Amazônia, com 146,9 mil.
Números das regiões pantaneira e dos pampas também foram coletados e apresentam 696 e 330 
casos, respectivamente.
Durante um painel, na 51ª edição do Fórum Econômico Mundial, o país foi cobrado pela crise 
ambiental, vista especialmente no desmatamento da Amazônia.
Foram 589 quilômetros quadrados de destruição só em 2021. À época, especialistas apontaram 
o desmatamento do bioma, responsável pela formação de chuvas nas demais regiões do país, 
como uma das causas para a pior crise hídrica do país em 91 anos, somada à estiagem.Há 
destruição significativa também na Mata Atlântica. A floresta teve mais de 21 mil hectares 
derrubados entre 2020 e 2021.
Números do Atlas Mata Atlântica indicam um aumento de 66% em relação ao período anterior. 
Foram 9.209 hectares em Minas Gerais; 4.968 na Bahia; 3.299 no Paraná; 1.008 em Mato Grosso 
do Sul e 750 em Santa Catarina.
As Queimadas
Queimadas podem acontecer de forma natural, sendo muito comuns em regiões mais áridas. 
Mas há também as chamadas antrópicas ou artificiais. Essas se dão de forma proposital, 
causadas por seres humanos, normalmente para preparar o solo para agricultura ou pecuária.
São consideradas crimes se não estiverem dentro dos termos das leis ambientais, como por 
exemplo: se ocorrerem muito próximas a redes de distribuição de energia elétrica ou ocuparem 
uma faixa a menos de 15 metros de rodovias ou ferrovias. Além disso, toda queimada precisa ser 
autorizada pelo órgão ambiental dos municípios e/ou dos estados.
De acordo com dados divulgados pelo Instituto Nacional de Pesquisa Espacial (INPE), o ano de 
2021 foi o terceiro maior em queimadas no Amazonas na história do país. De janeiro a 3 de 
novembro de 2021, foram registrados 14.617 focos de incêndio no estado, ficando atrás do ano 
de 2005, com 15.644, e 2020, com 16.729 focos.
Um relatório técnico elaborado pelo Ministério Público do Mato Grosso (MPMT) e pelo Ministério 
Público do Mato Grosso do Sul (MPMS) aponta que quase 60% dos focos de incêndio no 
Pantanal, no ano de 2020, têm alguma ligação com a agropecuária.
A Biodiversidade
Pesquisadores do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais 
Renováveis (Ibama), do Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Mamíferos Carnívoros 
(Cenap/Icmbio) e da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) divulgaram, em 
artigo científico, dados sobre as consequências das frequentes queimadas no Pantanal, no 
período de janeiro de 2020 a 11 de junho de 2021.
Intitulado “Pantanal está pegando fogo e só uma agenda sustentável pode salvar a maior área 
úmida do mundo”, o documento diz que 4,65 bilhões de animais foramafetados pelos incêndios 
no bioma. São pelo menos 65 milhões de nativos vertebrados e 4 bilhões de invertebrados, com 
base na densidade de espécies conhecidas.
Onças-pintadas, águia-solitária-coroado, tamanduá-bandeira, cervo-do-pantanal e arara-azul 
estão entre as espécies mais afetadas. “Os impactos sobre essas espécies podem ser diretos por 
ferimentos e morte, ou indiretos devido à perda ao habitat e escassez de recursos”, diz um trecho 
do artigo.
O Garimpo
Em 25 de maio de 2022, foi comemorado o marco de 30 anos de demarcação das Terras 
Yanomami, a maior terra indígena do Brasil. Homologada em 1992 pelo então presidente recém-
eleito, Fernando Collor, a medida fez cumprir a constituição de 1988 que concede aos yanomami 
o direito exclusivo de usufruto das terras. À época, 40 mil garimpeiros ocupavam a região. Apesar 
do decreto, atualmente as Terras Yanomami vivem outra onda de invasão, que já conta com pelo 
menos 30 mil garimpeiros. Dados de um relatório da Hutukara Associação Yanomami, divulgado 
em abril deste ano, chamam a atenção para o aumento de 46% do avanço de garimpo ilegal na 
região no ano de 2021, em comparação com o ano anterior. Em 2020, o salto já era de 30%.
O documento denuncia diversos crimes causados pelos garimpeiros. Por causa dos rios 
contaminados com mercúrio, os indígenas perderam uma de suas maiores fontes de alimento, 
estão passando fome e passaram a depender dos invasores para comer. Relatos contam que 
garimpeiros oferecem comida em troca de sexo com crianças Yanomami. Em 2019, o garimpo 
poluía o Rio Tapajós com altos níveis de mercúrio. O componente, que antes era inofensivo e 
podia ser encontrado naturalmente no solo amazônico, passou a se tornar motivo de 
preocupação para a população local, que agora se alimenta dos peixes contaminados.
As consequências
As consequências da crise ambiental e da destruição dos biomas brasileiros vão desde 
alterações no clima, que influenciam diretamente na diminuição das chuvas e impactam a 
produção agrícola, até o aumento na emissão e concentração dos gases de efeito estufana 
atmosfera, que contribuem para a intensificação de eventos climáticos extremos, como 
inundações e crises hídricas.
Adaptado de: https://observatorio3setor.org.br/noticias/crise-ambiental-no-brasil-pode-atingir-ponto-de-nao-
retorno. Acesso em: 17/09/22.
FICHA DE PLANEJAMENTO
Qual será o título de sua carta aberta? Antes de formulá-lo, lembre-se do modelo de título 
estudado.
Qual a justificativa para a escrita da carta aberta?
Qual o primeiro problema ambiental de seu desenvolvimento?
Qual o segundo problema ambiental de seu desenvolvimento?
Qual o terceiro problema ambiental de seu desenvolvimento?
Formule a reivindicação de sua carta aberta?
A partir da escolha de um dos temas analisados no estudo desse gênero, produza uma carta aberta. 
Lembre-se de respeitar a estrutura e as características desse gênero.
FOLHA DE PRODUÇÃO - RASCUNHO
Título:
FOLHA DE PRODUÇÃO - FINAL
Título:
A carta de leitor é um gênero textual argumentativo presente em diversos meios de comunicação.
Como você já deve ter tido contato com revistas, jornais, sites, etc., certamente notou que a 
maioria desses meios de comunicação possui uma seção destinada à expressão das opiniões de seus 
leitores, não é mesmo? Os editores utilizam esse espaço para estabelecer um diálogo com o público ao 
qual destina suas produções e, entre outras coisas, avaliar a qualidade do próprio trabalho. No entanto, 
para que o leitor se adeque ao meio formal de comunicação, é necessário conhecer a estrutura da Carta 
do leitor. Para tanto, observe um exemplo desse tipo de texto:
Goiânia, 08 de fevereiro de 2018.
Caro editor,
gostaria de parabenizar os responsáveis pela reportagem sobre a região Centro Oeste, 
especialmente o destaque feito a Goiânia, capital onde nasci e vivo até hoje. Os aspectos 
sociais e culturais presentes na cidade foram brilhantemente descritos no texto e muito bem 
representados por meio das imagens que representam tão bem o nosso povo.
Atenciosamente,
J.S.
Goiânia, 08 de fevereiro de 2018.
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Caro editor,
impressionante como foi infeliz a abordagem feita na reportagem da edição anterior sobre o 
estado de Goiás, especialmente sobre a capital, Goiânia. O textomostra a completa falta de 
conhecimento dos autores, que expressam opiniões estereotipadas sobre o povo que aqui 
habita. Lamentável que um texto de péssima qualidade tenha sido publicado em uma 
revista como esta.
Atenciosamente,
J.S.
 É possível notar que, nesse caso, o leitor vê-se representado na reportagem realizada 
pelo meio de comunicação e identifica-se diretamente com as informações passadas pelo texto. 
Por essa razão, ele parabeniza a equipe responsável e expressa sua opinião de contentamento. 
Todavia, existem cartas desse tipo que também podem expressar uma opinião contrária a que 
está sendo defendida pelo meio de comunicação. Veja:
Dessa forma, observamos que esse gênero textual possui um aspecto argumentativo, 
pois tem como objetivo expressar opiniões que confrontam ou confirmam algo anteriormente 
apresentado.
Estrutura da carta de leitor
Como podemos perceber, apesar dos diferentes posicionamentos expressos nos textos 
acima, eles apresentam uma estrutura textual semelhante, não é mesmo? Os elementos que o 
compõem são:
❖ Local e data;
❖ Cumprimento formal (vocativo, com formas de tratamento adequadas);
❖ Introdução com menção à matéria (texto, reportagem etc.) publicada com
o objetivo de contextualizar até mesmo quem não tenha tido contato com
o texto ao qual nos referimos, dando importância à crítica que fazemos;
❖ Desenvolvimento com fundamentação da opinião por meio do uso de dados e 
informações apresentados no texto ao qual se refere;
❖ Conclusão retomando a opinião expressa e expressão cortês de despedida;
❖ Uso de linguagem formal.
Assim, nota-se a importância da observação da estrutura textual desse tipo de texto, uma 
vez que ele será veiculado em um contexto formal de comunicação, que exige a adequação no 
que diz respeito a sua função expositiva e argumentativa.
Disponível em: . Acesso em: 21 jan. 2025.https://mundoeducacao.uol.com.br/redacao/carta-leitor.htm
Como se faz uma carta do leitor?
Para fazer uma carta do leitor, antes de tudo, é necessário ter uma posição crítica a 
respeito de algo que foi publicado em algum periódico. É importante considerar os assuntos e 
temas recentes e relevantes. Além disso, é importante atentar ao veículo no qual a carta será 
publicada: qual o seu perfil e de seus leitores?
Estar atento às questões pertinentes ao gênero textual e ao contexto de produção é 
essencial para uma boa produção. O autor precisa considerar que a sua argumentação só terá 
propósito se conseguir se direcionar ao público-alvo, e isso só é conquistado com uma análise 
anterior sobre as características desse público, para melhor adequação da linguagem.
Escolhido o assunto e o periódico que receberá a carta, o autor deve iniciar o seu texto 
com a exposição do problema que será criticado. Essa apresentação deve considerar quais as 
informações já são conhecidas pelo grande público, para evitar repetições desnecessárias.
Em sequência, apresentam-se as argumentações necessárias para comprovar o ponto 
de vista defendido. O autor pode apresentar suas críticas de modo objetivo e assertivo, mas deve 
embasar seus apontamentos, para garantir maior poder de convencimento ao texto.
O texto pode ser acompanhado de um pequeno título e sua linguagem deve ser concisa, 
direta e assertiva. O leitor precisa trabalhar a escrita no intuito de lapidá-la para ocupar pouco 
espaço, mas dar conta de defender a afirmação pontual do autor."
Disponível em: . Acesso em: 21 jan. 2025.https://brasilescola.uol.com.br/redacao/a-carta-leitor.htm
Devemos lembrar que a carta do leitor possui um remetente (emissor ou locutor) e 
destinatário (receptor ou interlocutor).
Antes de ser publicada ela passa pela equipe de revisão, a qual adaptará o texto e 
corrigirá possíveis erros.
https://mundoeducacao.uol.com.br/redacao/carta-leitor.htm
https://brasilescola.uol.com.br/redacao/a-carta-leitor.htm
Por esse motivo, não existe um modelo específico, uma vez que segue o padrão de 
apresentação e o espaço destinado para esse fim determinado pelo meio de comunicação.
Vale lembrar que a carta do leitor é uma pequena seção do veículo de comunicação, a 
qual pode ser publicada na íntegra, ou somente trechos relevantes.
Como será publicada, as expressões de baixo calão, ou posições preconceituosas não 
devem ser pronunciadas.
Além disso, o leitor deve evitar expressões populares, gírias, vícios de linguagem, 
apresentando seu texto numa linguagem formal, ou seja, que segue a norma culta da língua.
Importante destacar que, de acordo com o público, a linguagem pode ser mais 
descontraída, por exemplo, numa revista para adolescentes.
Geralmente as cartas dos leitores não seguem uma estrutura padrão, no entanto, devem 
apresentar alguns elementos estruturais:
❖ Vocativo: aparece o nome da revista ou do jornal e pode vir acompanhada de 
local e data (chamado de cabeçalho).
❖ Introdução: pequeno trecho que aborda o assunto que será apresentado e explorado 
pelo leitor.
❖ Desenvolvimento: desenvolvimento da argumentação do leitor sobre sua ideia 
central.
❖ Conclusão: o leitor arremata suas ideias, e geralmente inclui uma sugestão para o 
assunto abordado.
❖ Despedida: representa as saudações finais do leitor, por exemplo: atenciosamente, 
cordialmente, abraços, etc.
❖ Assinatura: O leitor assina seu nome, o qual pode aparecer em forma de sigla, por 
exemplo, Afonso Miguel Pereira dos Santos (A.M.P.S.)
Exemplos de carta do leitor
Para compreender melhor o conceito de carta do leitor, segue abaixo dois exemplos, onde 
o primeiro apresenta uma linguagem formal e o segundo uma linguagem informal:
Exemplo 1
São Paulo, 12 de dezembro de 2013
Caros Editores da Revista Viagens e Lazer,
Antes de mais nada, gostaria de agradecer a matéria publicada no mês de outubro 
intitulada “Lugares Inóspitos do Planeta” pela riqueza de detalhes e beleza das fotos.
Após ler a matéria, fiz uma lista dos locais que me interessam conhecer, uma vez que sou 
antropólogo e um grande viajante explorador de lugares.
Quanto a isso, tenho uma sugestão para o próximo mês, a inclusão de uma matéria sobre 
as ilhas Fiji. Estive ali durante dois anos de minha vida e pude contemplar belezas naturais 
estonteantes. Parabéns pelo trabalho!
Agradeço a atenção!
João Ribeiro dos Santos.
Exemplo 2
Rio de Janeiro, 15 de setembro de 2012
Olá Pessoal da Revista Teen Feminina,
Meu nome é Gisele e tenho 14 anos. Adorei a matéria sobre o primeiro beijo e gostaria de 
sugerir uma nova matéria sobre o namoro na adolescência. Sou fã da revista, compro todo o 
mês!!!
Além dessas matérias importantes na adolescência, adoro a seção de modas e 
acessórios. Já pensaram em ter um espaço para a reciclagem de artigos de moda? Tenho feito 
algumas adaptações nas roupas e acessórios que tenho no guarda-roupa e tem sido um sucesso 
com a galera. Abraços e até a próxima!
Gisele Matias Albuquerque
Disponível em: . Acesso em: 21 jan. 2025.https://www.todamateria.com.br/carta-do-leitor
CARTA DO LEITOR NOS MEIOS DIGITAIS
Hoje em dia a forma de envio de cartas é através de e-mails. O correio eletrônico há algum 
tempo já faz parte da vida moderna e tem facilitado a comunicação entre as pessoas.
Com o aumento da leitura pela internet, também tornou-se comum a divulgação desses 
textos nos sites das revistas e/ou jornais. Desse modo, apesar de não existir uma regra padrão de 
formatação para carta do leitor, alguns veículos podem definir quantidade de caracteres.
Assim como na forma tradicional, algumas mensagens podem ser publicadas na íntegra e 
outras podem sofrer edições. Seja por conta de espaços no projeto gráfico ou layout do site, ou 
seja pela relevância atribuída ao assunto.
Vale lembrar que atualmente as mensagens podem ser compartilhadas em tempo real e 
como consequência gerar uma repercussão imediata da informação. Por isso, deve sempre 
existir uma moderação textual. Há muitos veículos, inclusive, que ressaltam o não recebimento 
de textos com palavras de baixo calão ou que ofendam a coletividade.Na forma 
grave da doença, são comuns dores abdominais intensas, vômitos e sangramento de mucosas.
Aos primeiros sintomas da doença, é necessário procurar um serviço de saúde. Como não 
existe tratamento específico, os médicos buscam aliviar os sintomas. O paciente não deve tomar 
medicamentos por conta própria e precisa fazer repouso e ingerir bastante líquido.A única forma 
de prevenção é acabar com o mosquito, pois não existe vacina ou medicamentos contra a 
Dengue. Assim, é importante manter o domicílio sempre limpo, evitar água parada e eliminar os 
possíveis criadouros do mosquito.
Disponível em: . Acesso em: 07 jan. 2025.https://www.infoescola.com/redacao/texto-dissertativo-expositivo
https://www.infoescola.com/redacao/texto-dissertativo-expositivo
TEXTO DISSERTATIVO-ARGUMENTATIVO
O texto dissertativo-argumentativo tem como objetivo persuadir e convencer, ou seja, 
levar o leitor a concordar com a tese defendida. É expressa uma opinião crítica acerca de um 
assunto, sendo defendida uma tese sobre esse assunto através de uma argumentação clara e 
objetiva, fundamentada em fatos verídicos e dados concretos.
Este tipo de texto consiste na defesa de uma ideia por meio de argumentos e explicações, 
à medida que é dissertativo; bem como seu objetivo central reside na formação de opinião do 
leitor, ou seja, caracteriza-se por tentar convencer ou persuadir o interlocutor da mensagem, 
sendo nesse sentido argumentativo. No Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) esse é o tipo 
de texto solicitado aos alunos, cujo tema ronda questões de ordem social, científica, cultural ou 
política.
Planejamento
A produção textual requer planejamento. Assim, antes de começar a escrever, convém 
elaborar um plano daquilo que será abordado e de que forma (estratégia).
Essa planificação servirá de ponte para o sucesso do texto, embora o mais importante 
para se alcançar esse resultado seja observar atentamente os fatores de coesão e coerência.
Para melhor exemplificar, as etapas necessárias para produzir um texto dissertativo-
argumentativo são:
❖ Problema: No momento inicial busca-se o problema, ou seja, os fatos sobre o tema 
pretendido e, ademais a tese (ideia central do texto).
❖ Opinião: A opinião pessoal sobre o tema reforçará a argumentação, por isso é 
importante buscar uma verdade pessoal ou juízo de valor sobre o assunto abordado.
❖ Argumentos: O mais importante de um texto dissertativo-argumentativo é a 
organização, clareza e exposição dos argumentos. Para tanto, éimportante selecionar exemplos, 
fatos e provas a fim de assegurar a validade de sua opinião, sem deixar de justificar.
❖ Conclusão: Nesse momento busca-se a solução para o problema exposto. Assim, é 
interessante apresentar a síntese da discussão, a retomada da tese (ideia principal) e além disso, 
a proposta de solução do tema com as observações finais.
Estrutura do texto dissertativo-argumentativo
A apresentação e defesa da tese desenvolvem-se através da estrutura textual típica de 
introdução, desenvolvimento e conclusão.
❖ Introdução: Na introdução ocorre a apresentação de um assunto e de uma tese que 
será defendida sobre esse assunto. Assim, após a identificação de um problema num 
determinado assunto, é apresentada a tese de forma clara e objetiva, sendo essencial que esta 
esteja bem definida e delimitada. A reflexão crítica sobre a tese e sua argumentação serão feitas 
no desenvolvimento do texto.
Por exemplo, acerca do assunto “Caminhos para combater a intolerância religiosa no 
Brasil”, uma tese possível seria “o preconceito contra as religiões de matriz africana dificulta o 
combate à intolerância religiosa no Brasil.”
❖ Desenvolvimento: No desenvolvimento ocorre a apresentação e a exploração dos 
diversos argumentos que suportam a tese. Podem ser apresentados através do reconhecimento 
das causas e consequências do problema, da identificação de seus aspectos positivos e 
negativos ou da contra-argumentação de uma tese contrária. Pode haver um foco no argumento 
justificando a tese ou um foco na tese que ocorre por um determinado argumento. O que importa 
é que se utilize uma linguagem coerente, objetiva e precisa.
A apresentação dos argumentos deve seguir uma sequência lógica. Pode haver um 
argumento principal e argumentos auxiliares ou vários argumentos fortes. O mais importante é 
que estes sejam objetivos e detalhados e que haja conexão entre eles. Os diversos argumentos 
deverão ser sustentados com exemplos e provas que os validem, tornando-os indiscutíveis, 
como:
❖ fatos comprovados;
❖ conhecimentos consensuais;
❖ dados estatísticos;
❖ pesquisas e estudos;
❖ citações de autores renomados;
❖ depoimentos de personalidades renomadas;
❖ alusões históricas;
❖ fatores sociais, culturais e econômicos.
Estas estratégias argumentativas validam os argumentos, dotando-os de autoridade, 
consenso, lógica, competência e veridicidade. Assim, os leitores não só refletem sobre estes, 
como ficam obrigados a concordar com os argumentos, sem hipótese de os rebater.
Além disso, diversos recursos de linguagem podem ser usados para captar a atenção do 
leitor e convencê-lo da correção da tese, como a utilização de uma linguagem formal, de 
perguntas retóricas, de repetições, de ironia, de exclamações.
Um argumento é composto por duas partes: a fundamentação e a análise do fundamento.
Na fundamentação, o autor deve buscar provas de que seu ponto de vista está correto. 
São considerados fundamentos citações de autoridade, referências históricas, conceitos 
teóricos consagrados, notícias publicadas em jornais de qualidade, levantamentos estatísticos e 
etc.
Na análise do fundamento, o redator deve explicitamente demonstrar qual é a relação 
entre a prova levantada e a tese proposta. Um exemplo de argumento para a tese escrita 
alguns parágrafos acima seria:
Segundo a Comissão de Combate à Intolerância Religiosa do Rio de Janeiro, 
70% dos 1.014 casos de ofensas, abusos e atos violentos registrados no 
Estado entre 2012 e 2015 são contra praticantes de religiões de matrizes 
africanas. Esse dado alarmante comprova que o racismo estrutural brasileiro, 
advindo da herança escravocrata do país, é um dos fatores que mais 
dificultam o combate à intolerância religiosa no Brasil.
❖ Conclusão: O último parágrafo do texto dissertativo-argumentativo pode ser feito de 
duas maneiras: em forma de síntese ou com proposta de solução.
No caso da síntese, o autor deve resumir os argumentos e repetir sua tese, concluindo o 
raciocínio construído desde a introdução.No caso da conclusão com proposta de solução, é 
preciso que o redator apresente soluções práticas e detalhadas acerca dos problemas 
levantados no texto. Se, por exemplo, o problema discutido na argumentação foi o preconceito 
contra religiões de matriz africana, a solução deve ser direcionada a essa questão. Uma proposta 
detalhada, é importante ressaltar, deve determinar:
1. Agentes (quem executará);
2. Ações (o que será feito);
3. Meios (como a solução será produzida);
4. Efeitos (o que gerará a aplicação da solução).
Portanto, sugerir que o Ministério da Educação (agente) produza materiais publicitários 
combatendo o preconceito contra religiões de matriz africana (ação) por meio de TVs, rádios, 
jornais e redes sociais (meio) para que os índices de violência contra centros religiosos afros 
diminuam (consequência) seria uma boa proposta de solução para o Enem.
A impessoalidade da dissertação e os tempos verbais
O texto dissertativo deve conter a opinião do autor e sua forma de pensar sobre o tema, 
mas é desnecessário começar as frases com termos como “eu acho que”, “eu acredito que”, etc. 
Esses tipos de termos são considerados um erro grave nas dissertações, o certo é tentar manter 
a impessoalidade.
Portanto, ao invés de escrever “eu acredito que a desigualdade social é um problema 
muito sério”, opte por termos mais impessoais, como “percebe-se que a desigualdade social é um 
problema muito sério” ou “podemos notar que a desigualdade socialDisponível em: . Acesso em:https://www.educamaisbrasil.com.br/enem/lingua-portuguesa/carta-do-leitor
21 jan. 2025.
https://www.todamateria.com.br/carta-do-leitor/
https://www.educamaisbrasil.com.br/enem/lingua-portuguesa/carta-do-leitor
CARTA DO LEITOR
Terminal
Até quando os acessos aos pontos de embarque e desembarque dos ônibus, no terminal 
Rodoviário João Goulart, em Niterói, continuarão a serem ocupados por ambulantes? Isto só 
atrapalha mais ainda o ir e vir dos passageiros.
Como se bastassem, ainda existem pontos para servir a mais de uma linha 
independentemente. Qual a solução para isto? Cada dia que passa está mais difícil de 
suportar este terminal. Será que vão esperar mais pessoas ficarem doentes devido ao 
estresse por motivo desta desordem para depois tomarem alguma providência?
Maurício de Souza Guerardt
Leia o texto e depois resolva as questões de 1 a 4:
ATIVIDADES
Disponível em: https://www.tudosaladeaula.com/2020/11/atividade-simulado-de-portugues-genero-carta-
do-leitor. Acesso em: 21 jan. 2025. (adaptado)
1. Sendo um gênero textual presente em diversos meios de comunicação, como em 
revistas, jornais e em sites, a carta do leitor sempre nasce de um anseio do próprio 
leitor.
Neste caso, o que desencadeou a produção da referida carta foi
(a) o embarque e desembarque dos passageiros.
(b) o estresse dos passageiros no terminal rodoviário.
(c) o excesso de ambulantes no terminal rodoviário João Goulart.
(d) a falta de atendimento dos responsáveis no momento de embarque.
2. A finalidade do texto é
(a) narrar um fato marcante, esclarecendo o conflito e enredo da história.
(b) expor um situação com fatos e argumentos para incentivar uma tomada de 
decisão.
(c) promover um produto ou uma ideia para a imprensa na qual foi publicado o texto.
(d) obrigar os governantes a tomarem uma decisão de relevância pública.
3. O texto faz
(a) uma denúncia.
(b) uma calúnia.
(c) uma publicidade.
(d) uma descrição.
4. No trecho: “Até quando…”, a palavra em destaque estabelece ideia de
(a) causa.
(b) consequência.
(c) modo.
(d) tempo.
https://www.tudosaladeaula.com/2020/11/atividade-simulado-de-portugues-genero-carta-do-leitor-
https://www.tudosaladeaula.com/2020/11/atividade-simulado-de-portugues-genero-carta-do-leitor-
Leia o texto abaixo e responda às questões 5 e 6:
Campeonato
Os campeonatos estaduais deveriam ser jogados às quartas-feiras durante o ano 
inteiro. (Sobre matéria publicada no caderno Jogada, sob o título “Mudança no 
calendário ganha apoio”).
5. Sobre a carta do leitor, o fato a que a opinião se relaciona é
(a) a matéria publicada no caderno Jogada.
(b) o apoio aos campeonatos estaduais.
(c) a mudança de calendário em um campeonato.
(d) a realização dos jogos às quartas-feiras.
Nirez de Azevedo
Fortaleza-CE
Diário do Nordeste
6. De acordo com a opinião do sobre o fato publicado na matéria, podemos concluir 
que o leitor
(a) incentiva um novo modelo de competição.
(b) apoia mudanças dos campeonatos estaduais.
(c) discorda do apoio às mudanças.
(d) revela desinteresse pelo assunto.
Leia a carta de leitor abaixo e resolva às questões de 7 a 9:
Olá! Gostamos muito do artigo “Por que o cachorro abana o rabo quando está 
feliz?”, publicado na CHC 247. Foi de grande importância esta reportagem para 
nós. Então, a partir de agora não vamos cortar mais o rabo dos cães porque 
estaremos tirando uma parte importante do seu corpo, sua expressão também. Um 
grande abraço!
Mateus dos Santos e João Pedro Silva
Colômbia-SP
Revista Ciência Hoje
7. Há uma referência do autor no trecho:
(a) “está feliz?”
(b) “para nós”
(c) “seu corpo”
(d) “esta reportagem”
8. A reportagem citada na carta acarretou uma mudança de atitude nos leitores. 
Essa mudança é revelada no trecho
(a) “Gostamos muito do artigo…”.
(b) “… porque estaremos tirando uma parte importante do seu corpo…”.
(c) “… não vamos cortar mais o rabo dos cães…”.
(d) “Foi de grande importância esta reportagem para nós.”.
9. Alguns verbos no texto estão flexionados na 1ª pessoa do plural, pois a carta foi 
escrita por dois leitores da revista Ciência Hoje. O verbo que indica uma opinião dos 
autores sobre a reportagem veiculada na revista é
(a) “tirando”.
(b) “gostamos”.
(c) “vamos”.
(d) “estaremos”.
Leia a carta do leitor abaixo e depois resolva a questão:
Olá, Queria parabenizá-los pela belíssima e muito bem elaborada matéria da 
Revista Capricho nº1259 que fala sobre as tendências da moda. Foi muito útil na hora de sair para 
aquela 'baladinha' básica! Inclusive essas 'makes' servem para usar em qualquer lugar e em 
qualquer hora do dia. Todas as minhas amigas ficaram me perguntando se eu tinha contratado 
um maquiador (hahaha)! Aí eu respondo :
- Gente eu peguei de uma matéria fantástica da revista capricho .
Com toda sinceridade,
Joyce Coling e Carolina Chaves
Fortaleza, CE
Revista Capricho
10. No trecho “Queria parabenizá-los…” a palavra em destaque faz referência
(a) aos leitores da revista.
(b) aos autores de cartas de leitor.
(c) aos amigos da autora.
(d) aos editores da matéria.
Disponível em: https://www.tudosaladeaula.com/2020/11/atividade-simulado-de-portugues-genero-carta-
do-leitor. Acesso em: 21 jan. 2025.
11. ENEM - 2012 / Questão 119
Nós, brasileiros, estamos acostumados a ver juras de amor, feitas diante de Deus, 
serem quebradas por traição, interesses financeiros e sexuais. Casais se separam como 
inimigos, quando poderiam ser bons amigos, sem traumas. Bastante interessante a reportagem 
sobre separação. Mas acho que os advogados consultados, por sua competência, estão 
acostumados a tratar de grandes separações. Será que a maioria dos leitores da revista tem 
obras de arte que precisam ser fotografadas antes da separação? Não seria mais útil dar 
conselhos mais básicos? Não seria interessante mostrar que a separação amigável não interfere 
no modo de partilha dos bens? Que, seja qual for o tipo de separação, ela não vai prejudicar o 
direito à pensão dos filhos? Que acordo amigável deve ser assinado com atenção, pois é 
bastante complicado mudar suas cláusulas? Acho que essas são dicas que podem interessar ao 
leitor médio.
Disponível em: Acesso em: 26 fev. 2012 (adaptado).http://revistaepoca.globo.com.
https://www.tudosaladeaula.com/2020/11/atividade-simulado-de-portugues-genero-carta-do-leitor-
https://www.tudosaladeaula.com/2020/11/atividade-simulado-de-portugues-genero-carta-do-leitor-
https://www.tudosaladeaula.com/2020/11/atividade-simulado-de-portugues-genero-carta-do-leitor-
http://revistaepoca.globo.com/
O texto foi publicado em uma revista de grande circulação na seção de carta do 
leitor. Nele, um dos leitores manifesta-se acerca de uma reportagem publicada na edição 
anterior. Ao fazer sua argumentação, o autor do texto
(a) faz uma síntese do que foi abordado na reportagem.
(b) discute problemas conjugais que conduzem à separação.
(c) aborda a importância dos advogados em processos de separação.
(d) oferece dicas para orientar as pessoas em processos de separação.
(e) rebate o enfoque dado ao tema pela reportagem, lançando novas ideias.
Disponível em: . Acesso em: 21 jan. 2025.http://educacao.globo.com/provas/enem-2012/questoes/119.html
(ENEM 2011 - 1ª Aplicação).
TEXTO I
O Brasil sempre deu respostas rápidas através da solidariedade do seu povo. Mas 
a mesma força que nos motiva a ajudar o próximo deveria também nos motivar a ter atitudes 
cidadãs. Não podemos mais transferir a culpa para quem é vítima ou até mesmo para a própria 
natureza, como se essa seguisse a lógica humana. Sobram desculpas esfarrapadas e falta 
competência da classe política.
Cartas. Isto É. 28 abr. 2010
TEXTO II
Não podemos negar ao povo sofrido todas as hipóteses de previsão dos desastres. 
Demagogos culpam os moradores; o governo e a prefeitura apelam para as pessoas saírem das 
áreas de risco e agora dizem que será compulsória a realocação. Então temos a realocar o Brasil 
inteiro! Criemos um serviço, similar ao SUS, com alocação obrigatória de recursos orçamentários 
com rede de atendimentopreventivo, onde participariam arquitetos, engenheiros, geólogos. Bem 
ou mal, esse “SUS” organizaria brigadas nos locais. Nos casos da dengue, por exemplo, poderia 
verificar as condições de acontecer epidemias. Seriam boas ações preventivas.
Carta do Leitor. Carta Capital . 28 abr. 2010 (adaptado).
Os textos apresentados expressam opiniões de leitores acerca de assuntos 
relevantes para a sociedade brasileira. Os autores dos dois textos apontam para a
(a) necessidade de trabalho voluntário contínuo para a resolução das mazelas 
sociais.
(b) importância de ações preventivas para evitar catástrofes, indevidamente 
atribuídas aos políticos.
(c) incapacidade política para agir de forma diligente na resolução das mazelas 
sociais.
(d) urgência de se criarem novos órgãos públicos com as mesmas características 
do SUS.
(e) impossibilidade de o homem agir de forma eficaz ou preventiva diante das ações 
da natureza.
http://educacao.globo.com/provas/enem-2012/questoes/119.html
GABARITO - ATIVIDADE DE ANÁLISE DO GÊNERO - CARTA DO LEITOR
1. Letra C.
2. Letra B.
3. Letra A.
4. Letra D.
5. Letra C.
6. Letra B.
7. Letra B.
8. Letra C.
9. Letra B .
10 Letra D.
11. Letra E.
A intenção da seção de carta ao leitor é promover um debate acerca de uma determinada 
reportagem. Isso permite que ocorra uma série de indagações sobre o enfoque da 
reportagem. Simultaneamente, o leitor-redator toma a liberdade de argumentar 
favoravelmente a outras ideias ou lançar novas ideias que podem interessar ao leitor.
12. Letra C.
PROPOSTA DE PRODUÇÃO TEXTUAL
 Escreva uma CARTA DO LEITOR, para ser publicada na seção de cartas da Revista 
Superinteressante, posicionando-se sobre o Exemplo de crônica argumentativa 2 deste caderno 
- No gênero textual Crônica Argumentativa- “Vingadores: Ultimato, quando os heróis estão 
do lado dos vilões”.
FOLHA DE PRODUÇÃO - RASCUNHO
Título:
FOLHA DE PRODUÇÃO - FINAL
Título:
O artigo de opinião é um tipo de texto dissertativo-argumentativo onde o autor apresenta 
seu ponto de vista sobre determinado tema e, por isso, recebe esse nome.
A argumentação é o principal recurso retórico utilizado nos textos de opinião, que tem 
como característica informar e persuadir o leitor sobre um assunto.
Geralmente os artigos de opinião são veiculados nos meios de comunicação de massa - 
televisão, rádio, jornais ou revistas - e abordam temas da atualidade.
Características do artigo de opinião
❖ Textos escritos em primeira e terceira pessoa;
❖ Uso da argumentação e persuasão;
❖ Geralmente são assinados pelo autor;
❖ Produções veiculadas nos meios de comunicação;
❖ Possuem uma linguagem simples, objetiva e subjetiva;
❖Abordam temas da atualidade;
❖Possuem títulos polêmicos e provocativos;
❖Contém verbos no presente e no imperativo.
Estrutura do artigo de opinião
Geralmente os artigos de opinião seguem o padrão da estrutura dos textos dissertativos-
argumentativos:
❖ Introdução (exposição): apresentação do tema que será discorrido durante o artigo;
❖ Desenvolvimento (interpretação): momento em que a opinião e a argumentação são os 
principais recursos utilizados;
❖ Conclusão (opinião): finalização do artigo com apresentação de ideias para solucionar 
os problemas sobre o tema proposto.
Exemplos de artigo de opinião
Exemplo 1: trecho de artigo de opinião sobre educação.
A educação no Brasil tem sido discutida cada vez mais, uma vez que ela é o principal 
aspecto de desenvolvimento de uma nação.
Enquanto nosso governo investe na expansão econômica e financeira do país, a 
educação regride, apresentando, assim, muitos problemas estruturais.
É principalmente nas pequenas cidades que o investimento para a educação é mal 
aplicado e, muitas vezes, as verbas são desviadas.
Por esse motivo, o nosso país está longe de ser um país desenvolvido até que o descaso 
com a educação persista.
Os governantes do nosso país precisam ter a consciência de que enquanto a educação 
estiver à margem, problemas como violência e pobreza persistem. Assim, o lema da nossa 
bandeira será sempre uma ironia. “Ordem e progresso” ou “Desordem e Regresso”?
Nosso grande educador Paulo Freire já dizia: “Se a educação sozinha não transforma a 
sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda”.
Exemplo 2: trecho de artigo de opinião sobre drogas.
Atualmente, o problema das drogas tornou-se muito recorrente em diversas partes do 
mundo.
O surgimento de novas substâncias entorpecentes tem levado ao aumento do número de 
dependentes químicos.
No Brasil, fica difícil mencionar o problema das drogas e não pensar na cidade de São 
Paulo, onde a Cracolândia se expande cada vez mais.
O crack tem demonstrado a forte dependência que causa nos indivíduos e os problemas 
estruturais que geram, dentre eles, a pobreza, o desemprego e a proliferação de doenças.
Em relação a isso, a negligência do governo é notória. Ou seja, o foco maior está em 
acabar com o problema do crack, ao invés de oferecer melhoria na vida dos viciados.Sendo 
assim, os viciados em crack continuam vivendo em péssimas condições e infelizmente, ainda 
são tratados como "bandidos".
Exemplo 3: trecho de artigo de opinião sobre racismo.
Embora grande parte da população brasileira seja descendente de negros, o problema do 
racismo está longe de ser resolvido no país.
No período colonial, os negros foram trazidos da África para trabalharem no país em 
condição de escravos. Desde então, o racismo esteve incutido na mente de muitos brasileiros.
Embora a Lei Áurea tenha libertado os africanos do trabalho escravo em 1888, a 
população negra apresenta os maiores problemas ainda hoje no país. Destacam-se, as 
condições de vida, acesso ao trabalho, a moradia, dentre outros.
Se observarmos as favelas do país ou mesmo as penitenciárias, o número de negros é 
sem dúvida maior. A grande questão é: até quando o racismo persistirá no nosso país?, pois 
mesmo séculos depois, ainda é possível nos deparamos com um racismo velado no Brasil.
COMO FAZER UM ARTIGO DE OPINIÃO
Uma dica muito importante que pode ajudar na escrita de um artigo de opinião é estar 
familiarizado com sua estrutura. Para isso, leia diversos artigos desse gênero em jornais e 
revistas, por exemplo.
Contudo, não basta ler, é muito importante fazer uma leitura racional e atenta. Analise os 
títulos, as introduções, os desenvolvimentos (argumentos, opiniões) do texto e as finalizações. 
Se necessário, faça notas sobre algumas coisas que irão te ajudar na produção desse tipo de 
texto.
1. Escolha o tema
Para fazer um artigo de opinião, o tema deve estar definido. Ele é o assunto sobre o qual o 
autor dissertará. Para isso, o artigo será feito para um meio de comunicação; já existe uma pauta 
definida, ou é um tema livre de um trabalho escolar?
Obs.: tema e título são duas coisas diferentes. O primeiro está relacionado com o assunto, 
e o segundo é o nome que será dado ao texto.
2.Pesquisa e busca de argumentos
Não basta saber qual o tema, e não possuir argumentos sobre ele. Sendo um texto 
opinativo, é importante sustentar o ponto de vista baseado em argumentos. Por isso, a pesquisa 
profunda e atualizada, seja nos livros da biblioteca, ou nos sites da internet, deve ser o próximo 
passo para escrever um artigo de opinião.
Anote tudo o que for interessante e vá, gradualmente, construindo e dando corpo ao texto. 
Mas, não se esqueça: você deve formar sua opinião sobre o assunto e não copiar a de outros, 
pois isso é considerado plágio!
3. Recorte do tema
Imagine que o artigo de opinião para fazer é um tema dado pela professora e que é super 
abrangente: racismo no Brasil. Note que podemos falar muitas coisas sobre o racismo no Brasil, 
por exemplo, a origem, a história, alguns casos, o racismo na atualidade, etc.
Assim, é essencial fazer um “recorte” para focar somente em alguns aspectos do tema. 
Isso facilita a escrita do texto, evitando se perder em tanta informação.
4. Seleção do material
Agora que o “recorte” já foi definido, a seleção do materialque será utilizado fica mais 
clarificada. Não se esqueça de selecionar tudo para depois utilizar, se necessário, a bibliografia, 
no final do texto. Importante ressaltar que a seleção feita deve conter dados atualizados sobre o 
tema.
5. Produção de texto
De acordo com a estrutura do texto de opinião - introdução, desenvolvimento e 
conclusão - é a hora de produzir o texto em linguagem formal. A coesão e a coerência são dois 
mecanismos fundamentais na construção de um texto inteligível. A coesão está relacionada com 
a utilização correta das palavras na ligação entre frases, períodos e parágrafos, os chamados 
conectivos. Já a coerência, faz referência à lógica das ideias expostas no texto.
ATIVIDADE DE ANÁLISE DO GÊNERO - ARTIGO OPINIÃO
PODER PÚBLICO INDIFERENTE E INCAPAZ É O GRANDE CULPADO PELAS 
ENCHENTES NO RS
Por: J.R. Guzzo
O governador do Rio Grande do Sul, comentando a tragédia que devasta o seu estado 
nestes dias, entendeu que deveria passar para a população e as autoridades uma mensagem 
de harmonia. “Não é hora de procurar culpados”, disse ele. O governador provavelmente 
falou com boas intenções. É possível, perfeitamente, que tenha razão - não é com bate-boca 
e fazendo cara de bravo que a água vai baixar.
Mas para o cidadão que perdeu sua casa, seus bens e pessoas de suas famílias, fica 
uma impressão bem amarga. Quando, então, vão encontrar os culpados? Ano após ano os 
gaúchos, e muitos outros brasileiros, têm suas vidas arruinadas em episódios equivalentes. 
Mas nunca é hora de identificar os culpados – e é óbvio que alguém tem culpa.
Os responsáveis são as pessoas com nome e CPF que mandam na máquina do 
Estado, hoje, ontem e sempre. Não têm culpa pela chuva – mas têm culpa pela extensão dos 
desastres que ela provoca. Calamidades naturais ocorrem no mundo inteiro, com 
consequências dramaticamente diferentes. Onde o Estado tem responsabilidade concreta 
perante o cidadão, como em geral é o caso no Primeiro Mundo, os efeitos são suportáveis; a 
Holanda, por exemplo, está abaixo do nível do mar e não tem inundações. Em lugares como o 
Brasil, a última coisa que passa pela cabeça dos governantes é a vida real dos governados. 
Não é por acaso. Todos eles sabem que jamais terão de sofrer as consequências das 
decisões que tomam.]
A devastação que as enchentes estão causando no Rio Grande do Sul é o resultado de 
um século, ou mais, da inação, da inépcia e da indiferença do poder público, em todos os 
níveis, para lidar com o fenômeno elementar da chuva. Não é possível fazerem com que as 
chuvas obedeçam aos limites do meteorologicamente correto, porém, sabem com 100% de 
certeza que elas vão cair - e têm a obrigação, com os impostos que cobram e que estão hoje 
entre os maiores do mundo, de trabalhar para que seus efeitos sejam minimizados.
A catástrofe do Rio Grande do Sul prova mais uma vez que esta obrigação continua 
sendo ignorada. Ou não fazem as obras que deveriam fazer, ou fazem as obras erradas - o 
que é tão ruim quanto. O fato é que o gaúcho de carne e osso sente, no seu bolso, que paga 
muito mais imposto do que pagava – em compensação, sofre muito mais com as enchentes.
Não há perspectivas reais de que a coisa possa melhorar. As cheias do Guaíba, pelo 
que indica a maioria dos registros, foram as piores desde 1941 quando o presidente do Brasil 
ainda era Getúlio Vargas. Estamos agora com Lula e a nova ideologia do “clima” […]. Havia, 
há mais de 80 anos, inundações do mesmo tamanho, ou quase. A causa, na época, era a 
chuva. Hoje se diz que a causa é a “mudança”, ou a “crise”, ou até a “emergência” climática.
Eles que estão nos governos acham uma maravilha quando ouvem esse tipo de coisa. 
Sua conclusão unânime, certificada como verdadeira pela mídia, é: “A culpa não é nossa”. A 
culpa, então, é do “homem”, do “estilo de vida”, do “capitalismo”.
Disponível em: https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/jr-guzzo/poder-publico-indiferente-incapaz-
culpado-pelas-enc
hentes. Acesso em: 21 jan. 2025.
https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/jr-guzzo/poder-publico-indiferente-incapaz-culpado-pelas-enchentes-rs
https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/jr-guzzo/poder-publico-indiferente-incapaz-culpado-pelas-enchentes-rs
https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/jr-guzzo/poder-publico-indiferente-incapaz-culpado-pelas-enchentes-rs
1. Quais razões você pode apresentar para corroborar a classificação do texto como um artigo de 
opinião?
2. Qual o tema principal abordado pelo autor do texto?
(a) A comparação entre as políticas de prevenção de enchentes no Brasil e em outros 
países.
(b) A falta de medidas eficazes por parte do governo para prevenir as enchentes no 
Brasil.
(c) A indiferença da população em relação aos desastres causados pelas enchentes.
(d) A incapacidade do poder público em resolver os problemas causados pelas 
enchentes no RS.
3. No texto, qual recurso argumentativo é mais evidente na elaboração da posição 
defendida pelo autor sobre o tema?
(a) Argumento explicativo, pois ele destaca as evidências que colaboram com as 
enchentes.
(b) Argumento de comparação, pois enfatiza as falhas do governo como causa 
dasenchentes.
(c) Argumento de autoridade, pois cita especialistas que corroboram sobre as 
enchentes.
(d) Argumento de exemplificação, pois apresenta casos concretos de cidadãos afetados 
pelas enchentes.
4. Qual trecho do texto, no segundo parágrafo, foi empregado pelo autor para contrapor a 
declaração do governador? Que palavra desse trecho foi utilizado para introduzir essa 
oposição à fala?
5. O uso das aspas em: “Não é hora de procurar culpados” (1º parágrafo) tem a função de
(a) destacar uma expressão formal.
(b) enfatizar a importância da frase no texto.
(c) indicar a fala direta do governador.
(d) sinalizar uma citação de outra fonte.
6. Indique se os trechos a seguir apresentam fato ou opinião.
a) “… e é óbvio que alguém tem culpa.”.
b) “Calamidades naturais ocorrem no mundo inteiro…”
c) “O gaúcho de carne e osso sente, no seu bolso…”
d) “… o que é tão ruim quanto.”
e) “As cheias do Guaíba, pelo que indica a maioria dos registros, foram as piores desde 
1941…”
f) “Eles que estão nos governos acham uma maravilha…”
g) “Havia, há mais de 80 anos, inundações do mesmo tamanho, ou quase.”
7. Classifique os termos destacados nos fragmentos retirados do texto de acordo com a função 
que eles estabelecem, colocando a numeração indicada entre parênteses.
a.( ) “Onde o Estado tem responsabilidade…”
b.( ) “… prova mais uma vez que esta obrigação… ”
c.( ) “… desde 1941 quando o presidente…”
d.( ) “… de trabalhar para que seus efeitos sejam ”
e.( ) “… mas têm culpa pela extensão…”
f. ( ) “Ou não fazem as obras que deveriam…”
g.( ) “Todos eles sabem que jamais terão… ”
h.( ) “… o que é tão ruim quanto.”
i. ( ) “A culpa, então, é do homem…”
j. ( ) “… porém, sabem com 100% de certeza…”
 1 ) Tempo
( 2 ) Lugar
( 3 ) Oposição
( 4 ) Finalidade
( 5 ) Conclusão
( 6 ) Intensidade
( 7 ) Negação
( 8 ) Alternância
8. Qual exemplo o autor do texto usou para evidenciar ao leitor que as enchentes no Brasil podem 
ser prevenidas?
9. O autor sugere ser o motivo principal das enchentes no Rio Grande do Sul a
(a) negligência do governo em realizar as obras necessárias.
(b) mudança climática causada pelo estilo de vida capitalista.
(c) falta de interesse dos governantes em resolver o problema.
(d) intensidade das chuvas, que estão além do controle humano.
10. Para você, por que o autor do texto escolheu a expressão “carne e osso” (5º parágrafo) para 
descrever o cidadão gaúcho?
11. No trecho: “Sua conclusão unânime…” (último parágrafo), a palavra destacada significa
(a) debate unificado.
(b) concordância plena.
(c) discussão acalorada.
(d) discordância conjunta.
12. Segundo o texto, quem são os verdadeiros responsáveis pelas consequências das 
enchentes no Brasil?
GABARITO - ATIVIDADE DE ANÁLISE DO GÊNERO - ARTIGO DE OPINIÃO
1. O texto pode ser classificado como um artigo de opinião devidoà presença de opiniões e 
argumentação persuasiva, é um texto jornalístico que apresenta exemplos concretos para 
sustentar o ponto de vista do autor visando influenciar o sobre um assunto polêmico.
2. D
3. D
4. “Mas para o cidadão que perdeu sua casa, seus bens e pessoas de suas famílias, fica uma 
impressão bem amarga.” A palavra utilizada como oposição é “mas”.
5. C
6. a) Opinião. b) Fato. c) Fato. d) Opinião. e) Fato. f) Opinião. g) Fato.
7. a(2). b(6). c(1). d(4). e(3). f(8). g(7). h(6). i(5). j(3).
8. O exemplo da Holanda, país que está abaixo do nível do mar, mas não sofre com esse 
problema, pois o governo estabeleceu soluções preventivas.
9. A
10. Resposta pessoal. (É esperado que os alunos entendam que essa expressão é usada 
para enfatizar a realidade das pessoas afetadas pelas enchentes, destacando que são 
indivíduos reais sujeitos às consequências diretas do desastre).
11. B
12. O poder público, ou seja, todas as autoridades eleitas pelo povo responsáveis pela 
máquina pública.
PROPOSTA DE PRODUÇÃO TEXTUAL
Texto I
A violência na escola, tanto física quanto psicológica, está aumentando 
consideravelmente e ganhando destaque na mídia. É considerado bullying: chutar, zoar, 
bater, ameaçar, e várias outras maneiras de humilhação. Essa situação é muito 
preocupante para toda a sociedade. O que fazer? O bullying é tão antigo quanto a 
escola. Infelizmente acontece em todo o mundo. A situação é preocupante, muitos 
alunos sofrem violência por serem diferentes, mas é claro que o problema não está 
nessas pessoas e sim nos que se sentem superiores, poderosos. Parte dos alunos que 
sofreram bullying são praticantes.
Muitos sofrem calados e se tornam adultos agressivos, é aquela velha história, 
"violência gera violência". Outros além de não procurarem ajuda acabam se isolando 
tanto e se sentindo tão humilhados que chegam a cometer suicídio. Baixa autoestima, 
medo, angústia, diminuição no rendimento escolar, aumento do pedido de dinheiro aos 
pais, não querer ir à escola, entre inúmeras outras são consequências do bullying que 
podem refletir em toda a sociedade, esses agressores possuem grandes chances de se 
tornarem adultos revoltados, criminosos e até mesmo criarem uma gangue perigosa.
Disponíveis em:
https://www.portaleducacao.com.br/conteudo/artigos/pedagogia/bullying-a-violencia-nas-
escolas/15010. Acesso em: 21 jan. 2025.
Texto II
O bullying não é um fenômeno recente, sempre existiu e sempre foi 
considerado um problema a ser resolvido pelos envolvidos, isto é, as crianças. Por que 
agora, e somente agora, a ação tomou contornos de crime? Será que as crianças de hoje 
são menos ingênuas que as de antigamente? Será que a humanidade, por si só, se 
tornou mais malévola?
Ao perceber-se livre do colo da mãe e do zelo do pai, e ao começar a frequentar 
a escola e conviver com iguais, a criança percebe que nem tudo pode ser como ela quer, 
que a casa é diferente da escola e, ainda que isto soe trágico, que a vida não é um mar de 
rosas. Interromper ou intervir nessa descoberta, tornando tudo mais fácil para a criança e 
impedindo-a de lidar com os próprios problemas, pode ser simples e reconfortante, mas 
acabará, inevitavelmente, contribuindo para retardar seu amadurecimento e 
crescimento pessoal.
Por Daniel Stein,
Disponível em: Acesso em: 21 jan. 2025.http://papodehomem.com.br/lado-bom-do-bullying. 
https://www.portaleducacao.com.br/conteudo/artigos/pedagogia/bullying-a-violencia-nas-escolas/15010
https://www.portaleducacao.com.br/conteudo/artigos/pedagogia/bullying-a-violencia-nas-escolas/15010
http://papodehomem.com.br/lado-bom-do-bullying
PROPOSTA DE REDAÇÃO: A partir do material de apoio e com base nos conhecimentos 
construídos ao longo de sua formação, redija um Artigo de Opinião sobre o tema: “O bullying no ambiente 
escolar - como rasgar essa página?”
FOLHA DE PRODUÇÃO - RASCUNHO
Título:
FOLHA DE PRODUÇÃO - FINAL
Título:
O que é Estatuto?
O Estatuto é um conjunto de normas jurídicas cuja característica comum é estabelecer 
regras de organização e funcionamento de uma sociedade, instituição, órgão, estabelecimento, 
empresa pública ou privada. A palavra “estatutos” significa o conjunto de normas jurídicas que 
disciplinam um instituto de direito ou os direitos e deveres de uma classe profissional, de uma 
entidade pública ou privada, nacional, estrangeira ou internacional.
Em sentido amplo (De Plácido e Silva, “Vocabulário Jurídico”, vol. II, Forense, RJ, s/d., 
págs. 634/635), entende-se pela expressão “estatutos”, a Lei ou Regulamento, em que se fixam 
os princípios institucionais ou orgânicos de uma coletividade ou corporação, pública ou privada. 
No magistério de M. Merlin, in “Repertoire Universel et Raisonne de Jurisprudente” (5.a èd., 
Paris, Garnery, 1927/1928, 18 vols.):
“Toda disposição de lei é um estatuto, que permite, ordena ou proíbe 
alguma coisa”. E, portanto, o complexo de normas ou regras 
observadas por uma instituição jurídica, a serem adotadas como lei 
orgânica, pelas quais passa ela a ser regida.
Tipo de Estatuto
Estatuto Pessoal
É empregado em direito privado, designa o conjunto de normas legais que regulam as 
questões de estado e capacidade de uma pessoa, por serem elas encaradas como um atributo 
da própria pessoa (De Plácido e Silva, op. cit., pág. 634). Ele nos vem do direito romano e 
acompanha o cidadão em qualquer país.
É a lei nacional ou pessoal. Por isso mesmo se conceitua como sendo aquele que tem 
por objeto principal a pessoa, só cuidando dos bens de forma incidental.
Estatuto Real
Serve para indicar o conjunto da legislação que se refere ao regime da “propriedade 
imobiliária” – urbana ou rural – portanto, à disposição e transmissão de bens, com abstração das 
pessoas, cujas leis se mostram territoriais, não importando as leis pessoais de quem quer que 
intervenha nos atos jurídicos, de que são os mesmos bens, objeto (ainda De Plácido e Silva, op. 
cit., pág. 634).
Esta classe, também chamada inicialmente de “territorial”, em Roma, significava a 
aplicação da lei local a todos os cidadãos, até mesmo aos estrangeiros. Desta forma, 
verificamos que ele visa, primordialmente, as coisas e não cuida das pessoas, senão enquanto 
se refere à propriedade.
Aplica-se ao território para o qual foi promulgado e não tem efeitos extraterritoriais.
Estatutos Mistos
Misto é o interpolado entre o real e o pessoal. Refere-se ao mesmo tempo à pessoa e à 
propriedade.
Estatuto Legislativo
O Estatuto Legislativo é o conjunto de normas aprovadas pelo Poder Legislativo e 
sancionadas pelo Poder Executivo.
Estatuto Social
O Estatuto Social é o conjunto de normas que regulam a legislação envolvendo 
qualquer tipo de entidade que não apresenta fins lucrativos.
Estrutura
I. Títulos
II. Artigos
III. Parágrafos
IV. Incisos
VI. Alíneas
As normas são dispostas em artigos, que geralmente se indicam pela abreviatura “art.” 
Artigos podem adotar divisões em parágrafos, incisos e alíneas, quando necessário.
Às vezes se usa o termo caput em textos jurídicos. Significa “cabeça”, em latim. O caput 
indica a parte principal de um artigo, para diferenciá-la de parágrafos, incisos e alíneas.
Parágrafos, incisos e alíneas servem para tratar de aspectos específicos de um artigo 
em um texto normativo. Quando um artigo possui apenas um parágrafo, este é identificado como 
“parágrafo único”. Quando possui mais de um parágrafo, estes usam numeração ordinal com o 
símbolo § (que se lê “parágrafo”): § 1.º, § 2.º etc.
Incisos de artigos são numerados com algarismos romanos: incisos I, II, III etc.
Alíneas de artigos são identificadas por letras minúsculas, às vezes em itálico (alíneas 
a, b, c etc.).
Dessa forma, por exemplo, a indicação “art. 2.º, § 1.º, III, b” significa “artigo segundo, 
parágrafo primeiro, inciso terceiro, alínea b”.
Disponível em: https://gestaodesegurancaprivada.com.br/estatuto-o-que-e-definicao-tipos. Acesso em 21 
jan. 2025. Disponível em: https://wsaraiva.com/2013/06/17/artigos-paragrafos-incisos-e-alineas-como-se-elaboram-as-leis. Acesso em 21 jan. 2025.
https://gestaodesegurancaprivada.com.br/estatuto-o-que-e-definicao-tipos
https://gestaodesegurancaprivada.com.br/estatuto-o-que-e-definicao-tipos
https://wsaraiva.com/2013/06/17/artigos-paragrafos-incisos-e-alineas-como-se-elaboram-as-leis
https://wsaraiva.com/2013/06/17/artigos-paragrafos-incisos-e-alineas-como-se-elaboram-as-leis
https://wsaraiva.com/2013/06/17/artigos-paragrafos-incisos-e-alineas-como-se-elaboram-as-leis
ATIVIDADE DE ANÁLISE DO GÊNERO - ESTATUTO
Leia:
Estatuto da Criança e do Adolescente
O Estatuto da Criança e do Adolescente, também conhecido como ECA, é uma lei 
federal criada em 1990 para garantir os direitos das crianças e dos adolescentes. Esse 
documento reconhece que eles são sujeitos de direitos e que estão em uma fase especial de 
desenvolvimento, por isso, precisam de proteção total e prioritária da família, da sociedade e do 
Estado.
Objetivos gerais do ECA
Uma das ideias principais do ECA é que todos os órgãos públicos, instituições e 
organizações da sociedade civil devem trabalhar juntos para proteger os direitos das crianças e 
dos adolescentes. Isso significa que eles devem se unir para responsabilizarqualquer pessoa 
que tenha violado esses direitos e para garantir que os instrumentos previstos pelo sistema 
sejam aplicados corretamente. É uma verdadeira interação de todos os atores envolvidos nesse 
processo de cuidado e proteção.
Importante
De acordo com essa lei, considera-se criança alguém com menos de 12 anos, e 
adolescente aquele que tem entre 12 e 18 anos. Em situações específicas previstas em lei, 
pode-se aplicar excepcionalmente essas regras também para pessoas com idade entre 18 e 21 
anos.
Cidadãos com direitos e deveres
Com a criação do ECA, as crianças e adolescentes ganham direitos e deveres 
garantidos por lei, tornando-se sujeitos ativos na sociedade. No entanto, por estarem em uma 
fase crucial de desenvolvimento, eles são mais vulneráveis em termos sociais, psicológicos e 
físicos. Por isso, é fundamental que as crianças e adolescentes conheçam e compreendam o 
conteúdo do ECA, para que possam construir uma sociedade mais justa e igualitária. 
Infelizmente, no Brasil, devido ao histórico colonialista, muitas pessoas desconhecem essas 
leis, o que as torna suscetíveis a abusos de poder.
Conselho Tutelar
O Conselho Tutelar é um órgão composto de profissionais que se unem para proteger 
as crianças e adolescentes. São cinco membros, escolhidos através de eleição pela 
comunidade, com a missão de garantir que esse grupo tenha uma vida feliz e segura, com seus 
direitos e deveres cumpridos.
Responsabilidades
Além de direitos importantes a serem garantidos, há também deveres que cabe a esse 
público cumprir. Como, por exemplo: é dever da criança e do adolescente respeitar pais e 
responsáveis; frequentar a escola; respeitar os professores e demais funcionários; respeitar o 
próximo; participar das atividades em família e em comunidade; preservar espaços públicos; 
proteger o meio ambiente; participar de atividades educacionais.
Resumindo
Portanto, o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) é uma legislação brasileira que 
foi promulgada com o objetivo de proteger e garantir os direitos das crianças e dos adolescentes, 
estabelecendo diretrizes para a promoção e defesa dos direitos fundamentais, como o direito à 
vida, à saúde, à educação, à convivência familiar e comunitária, além de medidas de proteção 
contra qualquer forma de violência, abuso ou exploração.
1. Segundo o texto, qual a finalidade do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) na 
sociedade?
2. Responda:
a) Quando o ECA foi criado?
3. De acordo com o ECA, quais são as responsabilidades dos órgãos públicos, 
instituições e organizações da sociedade civil em relação aos direitos das crianças e dos 
adolescentes?
a) Garantir a proteção total e prioritária da família, permitindo políticas públicas de 
orientações para pais ou responsável
b) Trabalhar em conjunto para responsabilizar os infratores e aplicar corretamente os 
instrumentos previstos em lei.
c) Promover a integração social dos jovens em conflito com a lei, promovendo recursos 
financeiros para sua manutenção.
d) Oferecer apoio financeiro para as famílias vulneráveis e estabelecer diretrizes para 
os jovens de rua.
Leia a tira e responda.
4. Tratar de infância significa falar de um colorido sem fim que cobre o mundo. Não se trata 
de um único modo de ser, mas de infinitos, tanto quanto crianças há sobre a terra. A 
diversidade é o que caracteriza a natureza humana. Conforme a tirinha, que direitos são 
apresentados na narrativa?
5. Qual é a função do Conselho Tutelar em relação à proteção das crianças e dos 
adolescentes?
Leia e responda:
Art. 15. A criança e o adolescente têm direito à liberdade, ao respeito e à dignidade como 
pessoas humanas em processo de desenvolvimento e como sujeitos de direitos civis, 
humanos e sociais garantidos na Constituição e nas leis.
Estatuto da Criança e do Adolescente
6. Segundo o Art. 15º do ECA, quais são os direitos fundamentais que devem ser 
assegurados às crianças e aos adolescentes?
7. Em sua opinião, os direitos previstos em Lei são realmente assegurados pelos órgãos 
competentes a todas as crianças e adolescentes?
8. Quais medidas poderiam ser implementadas pelas instituições a fim de reforçar a 
proteção de crianças e adolescentes em nossa sociedade?
GABARITO - ATIVIDADE DE ANÁLISE DO GÊNERO - ESTATUTO
1. Tem a finalidade de garantir os direitos das crianças e dos adolescentes, estabelecendo diretrizes 
para a promoção e defesa dos direitos fundamentais.
2. a) Foi criada em 13 de julho de 1990. b) Em todo território brasileiro. c) Crianças e adolescentes. d) 
Porque as pessoas dessa faixa etária estão em fase especial de desenvolvimento físico, 
mental e social.
3. B
4. Igualdade, respeito e liberdade. (Considerar outras respostas)
5. Garantir que as crianças e adolescentes tenham uma vida feliz e segura, com seus direitos e 
deveres cumpridos.
6. Direito à liberdade, ao respeito e à dignidade como pessoas humanas em processo de 
desenvolvimento.
7. Resposta Pessoal
Resposta Pessoal
PROPOSTA DE PRODUÇÃO TEXTUAL
O Estatuto na prática. Convide seus familiares para construírem os artigos juntos.
Comece fazendo uma lista de regras. Em seguida, crie três artigos de lei que possam 
contemplar cada uma das regras. Se atente às características dos artigos do estatuto para escrever: 
impessoalidade, atemporalidade, vocabulário adequado ao meio jurídico e divisão dos artigos em 
partes (se necessário). Após a escrita dos artigos, verifique se você não esqueceu algo. Para isso, 
acompanhe no quadro abaixo.
CARACTERÍSTICAS DO ESTATUTO ESTÁ OK DEVE MUDAR
Partes do Artigo: Caput, Parágrafo, Inciso e 
Alínea (se houver)
Impessoalidade ( O texto se direciona para 
qualquer um que lê)
Atemporalidade ( O texto se adequa a 
qualquer época)
Vocabulário
FOLHA DE PRODUÇÃO - RASCUNHO
FOLHA DE PRODUÇÃO - RASCUNHO
Título:
FOLHA DE PRODUÇÃO - FINAL
Título:
O texto de divulgação científica é um tipo de texto expositivo e argumentativo mais 
elaborado. São produzidos mediante pesquisas, aprofundamentos teóricos e resultados de 
investigações sobre determinado tema.
Possuem a finalidade principal de popularizar a ciência, ou seja, difundir o conhecimento 
científico, transmitindo assim diversas informações de valor indiscutível.
Características do texto de divulgação científica.
Os textos de divulgação científica apresentam linguagem clara, objetiva e impessoal, 
geralmente com verbos na terceira pessoa, e de acordo com as normas da língua.
Por esse motivo, são evitadas as expressões populares, a linguagem coloquial, gírias e 
figuras de linguagem como a redundância e a ambiguidade.
É notória a presença de termos técnicos da área, essenciais na linguagem científica e 
ainda, verbos predominantemente no presente do indicativo.
Eles são escritos por pesquisadores e especialistas no assunto,dedicados ao ramo da 
ciência por meio de métodos científicos.
Esses textos possuem uma função muito importante para o desenvolvimento da 
sociedade, porque eles divulgam conhecimentos baseados em experimentos e estudos de caso 
de forma acessível às pessoas.
Os suportes mais utilizados para a divulgação dos textos de divulgação científica são as 
revistas e jornais científicos, livros, plataformas de divulgação científica, televisão, internet.
Estrutura textual do texto de divulgação científica
Além do padrão básico estrutural dos textos dissertativos (introdução, desenvolvimento 
e conclusão), os textos de divulgação científica não possuem uma forma rígida.
ATIVIDADE DE ANÁLISE DO GÊNERO - TEXTO DE DIVULGAÇÃO CIENTÍFICA
Leia o texto abaixo e resolva as questões:
O SONO NO MUNDO MODERNO
Texto sobre a insônia
Ansiedade, estresse e angústia são alguns dos sintomas ligados a noites mal dormidas. 
Cientistas demonstram que o contexto sociocultural, a tecnologia e o estilo de vida atuais 
contribuem significativamente para que ocorram distúrbios do sono, os quais prejudicam o 
desempenho mental, a segurança e a saúde das pessoas. Recentemente, um artigo da Nature 
and Science of Sleep (Natureza e Ciência do Sono, março de 2012) sobre “os impactos do estilo 
de vida e desenvolvimentos da tecnologia sobre o sono” trouxe uma revisão bastante 
interessante sobre os fatores ambientais e comportamentais que interferem no padrão de sono, 
duração e qualidade, além das consequências reportadas pela ciência nos últimos anos e 
possíveis tratamentos para as desordens do sono.
Vários problemas são causados por escalas de serviço que alternam os turnos durante 
dia e noite, por exemplo. Turnos da noite acarretam menor tempo dormido durante o dia 
subsequente, sonolência que pode durar até vários dias após a noite de trabalho. A escala acaba 
tornando também o trabalhador propenso a dormir em serviço, principalmente durante as horas 
que antecedem a manhã. Pesquisas mostram ainda que as escalas flexíveis de trabalho (como 
em horários noturnos, aos finais de semana ou aqueles em que o trabalhador é chamado por 
telefone, a qualquer momento do dia) acarretam em piores saúde mental, qualidade de sono e 
bem-estar pessoal que as escalas tradicionais.
Em crianças, adolescentes e adultos, outro fator ambiental que tem contribuído para a 
ocorrência de distúrbios do sono é a exposição às mídias eletrônicas. A presença de dispositivos 
midiáticos (televisão ou computador) no quarto de crianças e adolescentes demonstrou que os 
mesmos vão dormir mais tarde e o tempo de sono fica reduzido. Estudos com adultos mostram 
que, para as mulheres, o tempo aumentado de navegação na internet, e o aumento das ligações 
telefônicas e mensagens SMS, para os homens, são fatores que aumentam os riscos de 
desenvolvimento dos distúrbios do sono.
Processos fisiológicos e comportamentais, de estudo das ciências como a biologia e 
medicina, estão intimamente ligados com o sono. A liberação de hormônios, os ciclos de 
dormir/acordar e o desenvolvimento de atividades mentais (desempenho) oscilam naturalmente 
com o ciclo diário, e são controlados pelo “relógio biológico”, localizado no hipotálamo. Sob as 
condições normais, todos estes processos são controlados pelo ciclo ambiental (claro e escuro) 
e estão com ele sincronizados.
Tendo em vista estes aspectos do mundo moderno, as influências deles sobre o sono e, 
então, deste sobre a vida das pessoas, saúde, trabalho e bem-estar, é importante que as 
empresas atentem para os fatores que afetam a vida dos trabalhadores e até mesmo para o que 
eles alteram no cotidiano destas empresas, com relação ao sono (risco de acidentes, aumento 
dos gastos e diminuição do desempenho são alguns exemplos). Quem sabe permitir horários de 
descanso? Estudos mostraram que cochilos de 20 a 40 minutos são o suficiente para aumentar a 
atenção e desempenho, durante a noite.
Finalmente, atingir a quantidade ideal de sono, em um ambiente escuro e quieto, evitar 
também o consumo de bebidas alcoólicas e cafeína, são condições essenciais para evitar a 
insônia e distúrbios do sono consequentes dela.
Renato Augusto Corrêa dos Santos, Jornal Biosferas
(Alguns trechos foram retirados do original pelo site Tudo Sala de Aula)
Atividades
1. O texto que você leu é um texto de divulgação científica. Isso se justifica por sua finalidade ser:
(a) apresentar um tema de interesse público visando explicá-lo à luz da ciência.
(b) narrar um acontecimento científico para comprovar uma opinião ao leitor.
(c) mostrar dados científicos e históricos sobre os efeitos do sono prolongado no Brasil.
d) relatar fatos e acontecimentos atuais de interesse e importância para a comunidade.
2. O texto foi produzido mediante pesquisas, aprofundamentos teóricos e resultados de 
investigações sobre um tema. Qual o fato que gerou essas pesquisas e posteriormente a 
publicação desse texto?
(a) O aumento do uso da tecnologia pelos brasileiros.
(b) O crescente avanço de problemas socioculturais.
(c) Os transtornos relacionados à falta de um bom sono.
(d) Os problemas pertinentes ao excesso de trabalho.
3. Releia o 3º parágrafo do texto e depois escreva a que ou a quem as expressões abaixo estão 
se referindo:
a) “outro fator ambiental” 
b) “dispositivos midiáticos” 
c) “os mesmos” 
d) “são fatores” 
e) “que tem contribuído” 
4. Complete a tabela abaixo com a causa ou a consequência das expressões as quais se 
relacionam uma com a outra.
5. Retire do texto uma expressão que garante que a publicação tem base científica.
6. No trecho: “Sob as condições normais, todos estes processos são controlados pelo ciclo 
ambiental (claro e escuro) e estão com ele sincronizados.”, o uso dos parênteses tem a finalidade 
de:
a) realizar indicações cênicas.
b) mostrar uma citação do autor.
c) explicar a expressão anterior.
d) marcar uma opinião do narrador.
7. Segundo o texto, quais são os sintomas ligados a noites mal dormidas?
8. Assinale a alternativa cuja palavra grifada no trecho indica ideia de tempo:
(a) “Recentemente, um artigo da Nature and Science of Sleep…”
(b) “Processos fisiológicos e […] estão intimamente ligados com o sono.”
(c) “Finalmente, atingir a quantidade ideal de sono, em um ambiente escuro…”
(d) “… a tecnologia e o estilo de vida atuais contribuem significativamente…”
9. Sobre o texto, é FALSA a afirmativa:
(a) A exposição às mídias eletrônicas é um fator que prejudica o sono.
(b) Escalas flexíveis de trabalho não interferem diretamente na saúde mental.
(c) Fatores biológicos influenciam absolutamente no ciclo de dormir e acordar.
(d) O cochilo de 20 a 40 minutos melhora a qualidade do trabalho à noite.
10. O texto difunde um conhecimento científico, transmitindo assim diversas informações de 
valor indiscutível. Entretanto, o autor busca também apresentar para o leitor possíveis soluções 
para amenizar o problema exposto. Qual alternativa abaixo NÃO é uma solução apontada pelo 
texto?
(a) Evitar o consumo de bebidas alcoólicas e cafeína.
(b) Atentar-se para os fatores que afetam a vida do trabalhador.
(c) Atingir a quantidade ideal de sono em um ambiente escuro.
(d) Observar os riscos de desenvolvimento dos distúrbios do sono.
11. No trecho: “televisão ou computador” a palavra grifada estabelece ideia de:
(a) oposição.
(b) explicação.
(c) alternância.
(d) adição.
12. Procure no texto uma palavra que significa:
a) Aparelhos: 
b) Presságios: 
c) Desordens: 
d) Ingestão: 
e) Redução: 
f) Consentir: 
Disponível em: https://www.tudosaladeaula.com/2022/04/atividade-de-portugues-texto-de-divulgacao-
cientifica-com-gab arito . Acesso em: 28 jan. 2025.
Teoria e atividades disponíveis em: SEQUÊNCIA DE ATIVIDADES: GÊNERO TEXTUAL: ARTIGO DE 
DIVULGAÇÃO CIENTÍFICA.. Acesso em: 28 jan. 2025.
GABARITO - ATIVIDADE DE ANÁLISE DO GÊNERO - TEXTO DE
DIVULGAÇÃO CIENTÍFICA
GABARITO
1. Letra - A.
2. Letra - C.
3. Letra a) “a exposição às mídias eletrônicas.”, b) “televisãoou computador”, c) “crianças 
e adolescentes”, d) “o tempo aumentado de navegação na internet, e o aumento das 
ligações telefônicas e mensagens SMS”, e) “outro fator ambiental”.
4. CAUSA: o contexto sociocultural, a tecnologia e o estilo de vida atuais. (Professor, há 
outras causas apresentadas pelo texto relacionadas aos distúrbios do sono) / 
CONSEQUÊNCIA: menor tempo dormido durante o dia subsequente, sonolência que 
pode durar até vários dias após a noite de trabalho. / CONSEQUÊNCIA: pioras na 
saúde mental, qualidade de sono e bem-estar pessoal. / CAUSA: cochilos de 20 a 40 
minutos. / CONSEQUÊNCIA: o aumento de riscos de desenvolvimento dos distúrbios 
do sono.
 
5. “um artigo da Nature and Science of Sleep (Natureza e Ciência do Sono, março de 
2012)”
6. Letra - C.
7. Ansiedade, estresse e angústia.
8. Letra - A.
9. Letra- B.
10. Letra - D.
11. Letra - C.
12. a) Dispositivos, b) Sintomas, c) Distúrbios, d) Consumo, e) Diminuição, f) Permitir. 
(Professor, pode haver outras palavras sinônimas)
https://www.tudosaladeaula.com/2022/04/atividade-de-portugues-texto-de-divulgacao-cientifica-com-gabarito/
https://www.tudosaladeaula.com/2022/04/atividade-de-portugues-texto-de-divulgacao-cientifica-com-gabarito/
https://www.tudosaladeaula.com/2022/04/atividade-de-portugues-texto-de-divulgacao-cientifica-com-gabarito/
https://observatorio.movimentopelabase.org.br/wp-content/uploads/2022/11/anexo-1-ficha-lp-7o-ano-fundamental-sequexxncia-de-atividade-gexxnero--artigo-de-divulgacxxaxxo-cientixxfica-2022-11-v01.pdf
https://observatorio.movimentopelabase.org.br/wp-content/uploads/2022/11/anexo-1-ficha-lp-7o-ano-fundamental-sequexxncia-de-atividade-gexxnero--artigo-de-divulgacxxaxxo-cientixxfica-2022-11-v01.pdf
PROPOSTA DE PRODUÇÃO TEXTUAL
EFAF - TEXTO DE DIVULGAÇÃO CIENTÍFICA - MOSQUITO DA DENGUE
Aedes Aegypti - Mosquito da dengue
ID: E6Z
O texto de divulgação científica, como o próprio nome adianta, é aquele que tem a 
finalidade de “popularizar a ciência”, ou seja, difundir, ao público leigo/não especializado, 
descobertas feitas a partir de experimentos/estudos científicos.
No que se refere à estrutura, o texto de divulgação científica é maleável. É preciso 
focalizar, o quanto possível: o que foi descoberto; quem descobriu; como; quando; onde; para 
quê – com ênfase não apenas no que foi descoberto, como também na importância da 
descoberta e nos respectivos impactos sociais.
O texto é escrito em 3.ª pessoa, com linguagem simples. Há título e subtítulo para que, 
desde o início, seja definido o que se vai divulgar.
Atualmente, a divulgação científica ocorre em praticamente todos os formatos e meios de 
comunicação: documentários de televisão, revistas de divulgação científica, artigos em periódicos, 
websites e blogs. Existem, inclusive, canais de televisão dedicados exclusivamente à divulgação 
científica, tais como Discovery Channel e National Geographic Channel, evidenciando o grande 
interesse dos meios de comunicação por fazer da ciência um de seus temas centrais.
Leia o texto abaixo:
AEDES AEGYPTI - MOSQUITO DA DENGUE
Conheça as doenças provocadas pela picada do mosquito
Conheça o mosquito da 
dengue, característ icas físicas, 
classificação, transmissão da dengue 
e d a f e b r e a m a r e l a u r b a n a , 
alimentação, reprodução, as larvas do 
mosquito.
In:http://www.cairnspost.com.au/news/cai
rns/health-authorities-await-test-results-
over-suspected-dengue-fever-case-in-
cairns/news-
story/7eb9769019556d252ffac7d46d2550f9
http://www.cairnspost.com.au/news/cairns/health-authorities-await-test-results-over-suspected-dengue-
http://www.cairnspost.com.au/news/cairns/health-authorities-await-test-results-over-suspected-dengue-
http://www.cairnspost.com.au/news/cairns/health-authorities-await-test-results-over-suspected-dengue-
http://www.cairnspost.com.au/news/cairns/health-authorities-await-test-results-over-suspected-dengue-
http://www.cairnspost.com.au/news/cairns/health-authorities-await-test-results-over-suspected-dengue-
http://www.cairnspost.com.au/news/cairns/health-authorities-await-test-results-over-suspected-dengue-
CLASSIFICAÇÃO CIENTÍFICA:
Reino: Animalia
Filo: Arthropoda
Classe: Insecta
Ordem: Diptera
Subordem: Nematocera
Família: Culicidae
Subfamília: Culicinae
Gênero: Aedes
Subgênero: Stegomyia
Espécie: Ae. aegypti
O Aedes Aegypti é um mosquito que transmite várias doenças perigosas como dengue 
e febre amarela urbana. O Aedes Aegypti também é o transmissor do Zika vírus, que pode causar 
a microcefalia, e do vírus causador da febre chikungunya. Estes insetos são típicos de regiões 
urbanas de clima tropical e subtropical (com presença de calor e chuvas) Não conseguem viver 
em regiões frias. É de tamanho pequeno, em média, 0,5 cm de comprimento. - É de cor preta 
com manchas (riscos) brancos no dorso, pernas e cabeça. O ruído deste mosquito é muito baixo, 
sendo que o ser humano não consegue ouvir. O mosquito macho alimenta-se de frutas ou outros 
vegetais adocicados. Porém, a fêmea alimenta-se de sangue animal principalmente humano). 
No momento que está retirando o sangue, a fêmea contaminada transmite o vírus da dengue 
para o ser humano. Na picada, ela aplica uma substância anestésica, fazendo com que não haja 
dor na picada.
As fêmeas costumam picar o ser humano na parte do começo da manhã ou no final da 
tarde. Picam nas regiões dos pés, tornozelos e pernas. Isto ocorre, pois costumam voar a uma 
altura máxima de meio metro do solo. A fêmea deposita seus ovos em locais com água parada 
(limpa ou pouco poluída). Por isso, é importante não deixar objetos com água parada dentro de 
casa ou no quintal. Sem este ambiente favorável, o aedes aegypti não consegue se reproduzir.
As larvas são brancas quando nascem, mas tornam-se negras depois de algumas horas. Pode 
ser encontrado em várias regiões da África e América do Sul, inclusive no Brasil. Em nosso país, 
tem transmitido a dengue a uma grande quantidade de pessoas. A dengue, se não tratada 
corretamente, pode levar o indivíduo à morte. O mosquito também transmite aos seres humanos 
outros vírus perigosos: vírus causador da febre chikungunya, além do vírus Zika (que pode 
causar a microcefalia em bebês de gestantes infectadas).
https://www.suapesquisa.com/mundoanimal/mosquito_da_dengue.htm
https://www.suapesquisa.com/mundoanimal/mosquito_da_dengue.htm
Você deverá extrair dos textos acima informações suficientes para escrever um texto de 
divulgação científica, destinado a leitores adolescentes, sobre os estudos recentes acerca do 
mosquito da dengue e as doenças que a picada provoca no ser humano.
Não se esqueça: o texto de divulgação científica deve ter vocabulário acessível, uma 
vez que é o canal para a “popularização da ciência”.
Proposta de produção textual - Disponível em: https://www.plataformaredigir.com.br/tema-redacao/texto-
de-divulgacao-cientifica-sobre-o-mosquito-da- dengue-indicacao-7o-ano-ef2_texto-de-divulgacao- 
cientifica. Acesso em: 28 jan. 2025.
FOLHA DE PRODUÇÃO - RASCUNHO
Título:
https://www.plataformaredigir.com.br/tema-redacao/texto-de-divulgacao-cientifica-sobre-o-mosquito-da-dengue-indicacao-7o-ano-ef2_texto-de-divulgacao-cientifica
https://www.plataformaredigir.com.br/tema-redacao/texto-de-divulgacao-cientifica-sobre-o-mosquito-da-dengue-indicacao-7o-ano-ef2_texto-de-divulgacao-cientifica
https://www.plataformaredigir.com.br/tema-redacao/texto-de-divulgacao-cientifica-sobre-o-mosquito-da-dengue-indicacao-7o-ano-ef2_texto-de-divulgacao-cientifica
FOLHA DE PRODUÇÃO - FINAL
Título:
SUGESTÕES PARA CORREÇÃO E ANÁLISE DOS RESULTADOS
Sugestão I
A fim de auxiliar nesse processo, disponibilizamos, a seguir, um exemplo de tabela que 
poderá ser utilizada para avaliação dos textos, com o objetivo de fornecer feedback formativo, 
por meio do processo avaliativo. 
Como mencionado, o texto dissertativo-argumentativo é a modalidade de escrita cobrada na 
prova do Enem. Os estudantes são avaliados em cinco competências, a saber:
❖ Competência 1:demonstrar domínio da modalidade escrita formal da língua 
portuguesa.
❖ Competência 2: compreender a proposta de redação e aplicar conceitos das várias 
áreas de conhecimento para desenvolver o tema, dentro dos limites estruturais do texto 
dissertativo-argumentativo em prosa.
❖ Competência 3: selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações, fatos, 
opiniões e argumentos em defesa de um ponto de vista.
❖ Competência 4: demonstrar conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários 
para a construção da argumentação.
❖ Competência 5: elaborar proposta de intervenção para o problema abordado.
Resumindo: Em uma redação do Enem, os estudantes precisam escrever um texto 
dissertativo-argumentativo dentro da norma-padrão da língua, tratando de um tema especificado na 
coletânea, respeitando as estruturas e características do texto dissertativo-argumentativo e 
apresentando, ao final, uma proposta de solução para o problema exposto.
COMPETÊNCIA
Níveis
0 1 2 3 4 5
0 40 80 120 160 200
I
II
III
IV
V
Disponível em: https://s3.glbimg.com/v1/AUTH_8b29beb0cbe247a296f902be2fe08
4b6/2024/links/links-enem-gabarito/1 o-dia-prova-azul.pdf. Acesso em: 17 jan. 2025. 
https://s3.glbimg.com/v1/AUTH_8b29beb0cbe247a296f902be2fe084b6/2024/links/links-enem-gabarito/1o-dia-prova-azul.pdf
https://s3.glbimg.com/v1/AUTH_8b29beb0cbe247a296f902be2fe084b6/2024/links/links-enem-gabarito/1o-dia-prova-azul.pdf
https://s3.glbimg.com/v1/AUTH_8b29beb0cbe247a296f902be2fe084b6/2024/links/links-enem-gabarito/1o-dia-prova-azul.pdf
https://s3.glbimg.com/v1/AUTH_8b29beb0cbe247a296f902be2fe084b6/2024/links/links-enem-gabarito/1o-dia-prova-azul.pdf
https://s3.glbimg.com/v1/AUTH_8b29beb0cbe247a296f902be2fe084b6/2024/links/links-enem-gabarito/1o-dia-prova-azul.pdf
https://s3.glbimg.com/v1/AUTH_8b29beb0cbe247a296f902be2fe084b6/2024/links/links-enem-gabarito/1o-dia-prova-azul.pdf
Sugestão II
A fim de auxiliar nesse processo, disponibilizamos, a seguir, um exemplo de tabela analítica - 
RUBRICA - que pode ser utilizada para avaliação dos textos, com o objetivo de fornecer 
feedback formativo, por meio do processo avaliativo.
Clareza e
objetividade
Coesão e
coerência:
Correção
gramatical
Criatividade
Nome do
estudante
Nome do
estudante
Clareza e
objetividade
O texto é fácil 
de entender e 
seguir.
As informações 
estão 
organizadas de 
forma lógica.
O texto segue a 
norma
padrão da 
Língua 
Portuguesa.
As ideias são 
originais e 
inovadoras.
Rubrica de 
Gênero e
aspectos 
temáticos
Sugestão III
A fim de auxiliar nesse processo, disponibilizamos, a seguir, um exemplo de tabela analítica - 
RUBRICA - que pode ser utilizada para avaliação dos textos, com o objetivo de fornecer feedback 
formativo, por meio do processo avaliativo.
O professor pode adaptar a rubrica para outro gênero textual.
Insuficiente
Nome do
estudante
Nome do
estudante
Clareza e
objetividade
A crônica aborda 
o assunto
preconceito. 
Além disso, o 
texto é escrito 
em primeira 
pessoa e 
apresenta todos 
os elementos da 
narrativa 
solicitados: 
personagem, 
tempo e lugar. 
Há os cinco
elementos 
constituintes do 
enredo: situação 
inicial, conflito, 
desenvolvimento
, clímax e
desfecho.
A crônica
aborda o 
assunto 
preconceito. O 
texto é escrito 
em primeira 
pessoa, mas 
apresenta 
apenas dois dos 
elementos da 
narrativa 
solicitados: 
personagem, 
tempo ou 
espaço. Há ao 
menos quatro 
elementos 
constituintes do 
enredo: situação 
inicial, conflito, 
desenvolvimen 
to, clímax e 
desfecho.
A crônica 
aborda o 
assunto 
preconceito. O 
texto é escrito 
em primeira 
pessoa, mas 
apresenta 
apenas um dos 
elementos da 
narrativa 
solicitados: 
personagem, 
tempo ou 
espaço. Há ao 
menos três 
elementos 
constituintes do 
enredo: situação 
inicial, conflito, 
desenvolvimen 
to, clímax e 
desfecho.
A crônica não 
aborda o 
assunto 
preconceito.
Além disso, o 
texto não é 
escrito em 
primeira pessoa. 
Há dois ou um 
dos elementos 
constituintes do 
enredo: situação 
inicial, conflito, 
desenvolvimen 
to, clímax e 
desfecho.
Rubrica de 
Gênero e
aspectos 
temáticos
Abaixo do básicoBásicoDesejável
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	Página 123
	Página 124é um problema muito sério”.
Nesses casos, usa-se principalmente a 3ª pessoa do singular (ele) ou a 1ª pessoa do 
plural (nós), como está nos dois exemplos citados acima. Mas cuidado. Se você começar o texto 
na 3ª pessoa do plural, tem que ir até o final usando o mesmo tempo verbal. Se no meio do texto 
você escrever algo na primeira pessoa do plural haverá uma discordância no texto, e você poderá 
perder pontos por isso.
Exemplo de texto dissertativo-argumentativo INTRODUÇÃO (TESE)
Apresentar na introdução:
❖ Repertório;
❖ Tese (seu posicionamento);
❖ Problematização.
EXEMPLO DE PRIMEIRO PARÁGRAFO
O filme ''Cine Hollywood'' narra a chegada da primeira sala de cinema na cidade de Crato, 
interior do Ceará. Na obra, os moradores do até então vilarejo nordestino têm suas vidas 
modificadas pela modernidade que, naquele contexto, se traduzia na exibição de obras 
cinematográficas. De maneira análoga à história fictícia, a questão da democratização do acesso 
ao cinema, no Brasil, ainda enfrenta problemas no que diz respeito à exclusão da parcela 
socialmente vulnerável da sociedade. Assim, é lícito afirmar que a postura do Estado em relação 
à cultura e a negligência de parte das empresas que trabalham com a ''sétima arte'' contribuem 
para a perpetuação desse cenário negativo.
Legenda: Verde= Repertório sociocultural contextualizado; Amarelo: Tese 
(posicionamento); Azul: Problemática ( apresentou dois culpados, Estado e negligência das 
empresas; Cinza: Conectivos.
DESENVOLVIMENTO (DESENVOLVER A ARGUMENTAÇÃO E FUNDAMENTÁ-LA)
Iniciar o segundo parágrafo da redação preferencialmente com os seguintes conectivos:
❖ Em primeiro plano;
❖ Em primeira análise;
❖ Em primeiro lugar;
❖ Em princípio;
❖ Primeiramente.
Em primeiro plano, evidencia-se, por parte do Estado, a ausência de políticas públicas 
suficientemente efetivas para democratizar o acesso ao cinema no país. Essa lógica é 
comprovada pelo papel passivo que o Ministério da Cultura exerce na administração do país. 
Instituído para ser um órgão que promova a aproximação de brasileiros a bens culturais, tal 
ministério ignora ações que poderiam, potencialmente, fomentar o contato de classes pouco 
privilegiadas ao mundo dos filmes, como a distribuição de ingressos em instituições públicas de 
ensino básico e passeios escolares a salas de cinema. Desse modo, o Governo atua como 
agente perpetuador do processo de exclusão da população mais pobre a esse tipo de 
entretenimento. Logo, é substancial a mudança desse quadro.
Legenda: Verde= Tópico frasal; Amarelo: Exemplificação; Azul: Explicação; Rosa: 
Conclusão; Cinza: Conectivos.
Iniciar o terceiro parágrafo da redação preferencialmente com os seguintes conectivos:
❖ Em segundo plano;
❖ Em segunda análise;
❖ Em segundo lugar;
❖ Nesse contexto;
❖ Ademais;
❖ Destarte;
❖ Outrossim.
Outrossim, é imperativo pontuar que a negligência de empresas do setor – como 
produtoras, distribuidoras de filmes e cinemas – também colabora para a dificuldade em 
democratizar o acesso ao cinema no Brasil. Isso decorre, principalmente, da postura capitalista 
de grande parte do empresariado desse segmento, que prioriza os ganhos financeiros em 
detrimento do impacto cultural que o cinema pode exercer sobre uma comunidade. Nesse 
sentido, há, de fato, uma visão elitista advinda dos donos de salas de exibição, que muitas vezes 
precificam ingressos com valores acima do que as classes populares podem pagar. 
Consequentemente, a população de baixa renda fica impedida de frequentar esses espaços.
Legenda: Verde= Tópico frasal; Amarelo: Exemplificação; Azul: Explicação; Rosa: 
Conclusão; Cinza: Conectivos.
CONCLUSÃO (PROPOSTA DE INTERVENÇÃO)
Iniciar o quarto parágrafo da redação preferencialmente com os seguintes conectivos:
❖ Portanto;
❖ Em suma;
❖ Em síntese;
❖ Em resumo.
É necessário, portanto, que medidas sejam tomadas para facilitar o acesso democrático 
ao cinema no país. Posto isso, o Ministério da Cultura deve, por meio de um amplo debate entre 
Estado, sociedade civil, Agência Nacional de Cinema (ANCINE) e profissionais da área lançar . 
um Plano Nacional de Democratização ao, Cinema no Brasil, a fim de fazer com que o maior 
número possível de brasileiros possa desfrutar do universo dos filmes. Tal plano deverá focar, 
principalmente, em destinar certo percentual de ingressos para pessoas de baixa renda e 
estudantes de escolas públicas. Ademais, o Governo Federal deve também, mediante 
oferecimento de incentivos fiscais, incentivar os cinemas a reduzirem o custo de seus ingressos. 
Dessa maneira, a situação vivenciada em ''Cine Hollywood'' poderá ser visualizada na realidade 
de mais brasileiros."
EXEMPLO DE QUARTO PARÁGRAFO:
Legenda: Verde= frase conclusiva e retomada do tema; Amarelo: proposta de 
intervenção; Cinza: Conectivos.
Agente: Quem vai solucionar o problema? Rosa
Ação: O que será feito para solucionar? Verde
Meio/modo: Como a ação será colocada em prática? Azul escuro
Efeito: A fim de que ? Vermelho
Detalhamento: Uma informação a mais sobre : ação, agente, modo ou efeito. Azul
O que é tese?
A tese nada mais é do que a sua opinião (o seu posicionamento) a respeito do tema e ela é 
a ideia principal da redação. Em outras palavras: se você pudesse resumir a sua dissertação 
inteira (de 30 linhas, talvez) numa única frase, essa frase seria a tese (a ideia principal do texto). 
Afinal, nós devemos escrever uma dissertação inteira para comprovar a nossa tese.
Onde a tese deve aparecer?
A dissertação possui três tipos de parágrafos: introdução, desenvolvimento e conclusão. A 
tese precisa aparecer logo no primeiro parágrafo (introdução). O parágrafo de introdução é 
composto de duas partes:
❖ apresentação do tema e
❖ apresentação da tese.
Isso significa que o leitor, após ler o parágrafo de introdução, deve saber o tema da 
redação e deve saber qual é o posicionamento do autor em relação a esse tema (ou seja: qual é a 
ideia central da redação).
Por exemplo: vamos supor que o tema proposto para a nossa redação seja "o papel da 
internet sobre a sociedade contemporânea". Veja como poderia ficar a introdução:
Inicialmente desenvolvida pelos militares, a internet ganhou o mundo e inaugurou uma 
nova cultura, fazendo parte do dia a dia das pessoas e conectando milhões de usuários ao redor 
do globo. Ela tem o poder de não apenas possibilitar às pessoas a chance de compartilharem as 
suas ideias em grande escala, como também dá oportunidade aos seus usuários de terem 
acesso ao conteúdo produzido a nível global. Isso significa que, com a internet, as pessoas se 
abrem para o mundo e o mundo se abre para elas.
1º Período do parágrafo: Apresentação do tema.
2º Período do parágrafo: Tese.
3º Período do parágrafo: Reafirmação da tese.
A sua tese, também conhecida como ideia central ou tópico frasal, pode ser de 
diferentes tipos:
DECLARAÇÃO INICIAL
Trata-se de uma frase afirmativa ou negativa que será explicada posteriormente. 
Exemplos:
- A prática de exercícios físicos diminui a incidência de câncer.
- A corrupção não deve ser incentivada por nossa negligência política.
- A educação pública proporciona o cumprimento de um direito básico estabelecido 
constitucionalmente.
- A educação pública atual tem sido um desrespeito ao nosso direito básico 
estabelecido constitucionalmente.
DEFINIÇÃO
Trata-se de uma breve definição de algum conceito que será ampliado posteriormente. 
Exemplos:
- Viver é um ato de coragem.
- Ler é um ato que vai além da decodificação das palavras.
- A educação pública de qualidade é um direito básico negligenciado pelo governo. Não 
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- Os exercícios físicos são uma prática que previne o câncer.
DIVISÃO
Trata-se da separação do assunto em duas partes.
Exemplos:
- É possível analisar a prática de exercícios físicos sob dois aspectos: manutenção da 
saúde e estética.
- O crescente número de casos de violência contra mulher é devido à falta de cumprimento 
das leis e à falta de prevenção com projetoseducacionais que transmitam esses conhecimentos 
básicos.
ALUSÃO HISTÓRICA
Introduzir um texto por alusão histórica é recortar um fato, um período histórico, um hábito 
antigo a fim de comparar com o presente. Essa comparação evidenciará uma permanência, ou 
não, de determinada situação e isso será base para a problematização do que o tema apresentou 
para discussão.
Assim, a alusão histórica é um tipo de estratégia que tem o objetivo de:
● Contextualizar o assunto;
● Expor a origem do problema;
● Comparar ou traçar semelhanças;
● Exemplificar como a realidade mudou.
Exemplos:
- A grande depressão de 1929 causou altas taxas de desemprego, quedas do PIB de 
diversos países, quedas na produção industrial, entre outros fatores que, guardadas as devidas 
proporções, remetem-nos à atual questão econômica nacional.
- “Após a queda do muro de Berlim, acabaram-se os antagonismos leste-oeste e o mundo 
parece ter aberto de vez as portas para a globalização. (Antonio Carlos Viana)
Bibliografia
Disponível em:
https://querobolsa.com.br/revista/10-alusoes-historicas-coringas-para-usar-na-redacao-d o- 
enem. Acesso em: 14 fev. 2025.
Disponível em:
https://www.portugues.com.br/redacao/como-elaborar-uma-tese-redacao-nota-1000.ht ml . 
Acesso em: 14 fev. 2025.
https://querobolsa.com.br/revista/10-alusoes-historicas-coringas-para-usar-na-redacao-do-enem
https://querobolsa.com.br/revista/10-alusoes-historicas-coringas-para-usar-na-redacao-do-enem
https://www.portugues.com.br/redacao/como-elaborar-uma-tese-redacao-nota-1000.html
ATIVIDADE
1. Texto próprio para quem quer expor opiniões ou persuadir de alguma coisa, no qual se 
emprega o abstrato (conceitos, ideias, concepções). Tipo de texto que tem por objetivo influenciar 
o leitor/interlocutor com posicionamentos elencados através de uma cuidadosa ordenação 
lógica. Estamos falando da:
a) descrição.
b)narração.
c) exposição.
d) injunção.
e) dissertação.
2. (MACKENZIE) "É comum, no Brasil, a prática de tortura contra presos. A tortura é imoral 
e constitui crime.
Embora não exista ainda nas leis penais a definição do 'crime de tortura', torturar um preso 
ou detido é abuso de autoridade somado à agressão e lesões corporais, podendo qualificar-se 
como homicídio, quando a vítima da tortura vem a morrer. Como tem sido denunciado com 
grande frequência, policiais incompetentes, incapazes de realizar uma investigação séria, usam 
a tortura para obrigar o preso a confessar um crime. Além de ser um procedimento covarde, que 
ofende a dignidade humana, essa prática é legalmente condenada. A confissão obtida mediante 
tortura não tem valor legal e o torturador comete crime, ficando sujeito a severas punições." 
(Dalmo de Abreu Dallan)
Pode-se afirmar que esse trecho é uma dissertação:
a) que apresenta, em todos os períodos, personagens individualizadas, movimentando-se 
num espaço e num tempo terríveis, denunciados pelo narrador, bem como a predominância de 
orações subordinadas, que expressam sequência dos acontecimentos.
b) que apresenta, em todos os períodos, substantivos abstratos, que representam as 
ideias discutidas, bem como a predominância de orações subordinadas, que expressam o 
encadeamento lógico da denúncia.
c) que apresenta uma organização temporal em função do pretérito, jogando os 
acontecimentos denunciados para longe do momento em que fala, bem como a predominância 
de orações subordinadas, que expressam o prolongamento das ideias repudiadas.
d) que consegue fazer uma denúncia contundente, usando, entre outros recursos, a 
ênfase, por meio da repetição de um substantivo abstrato em todos os períodos, bem como a 
predominância de orações coordenadas sindéticas, que expressam o prolongamento das ideias 
repudiadas.
e) que consegue construir um protesto persuasivo com uma linguagem conotativa, 
construída sobre metáforas e metonímias esparsas, bem como com a predominância de orações 
subordinadas, próprias de uma linguagem formal, natural para esse contexto.
Leia os textos.
I. “Viajou meu amigo Pedro. Fui levá-lo ao Galeão, onde esperamos três horas o seu 
quadrimotor. Durante esse tempo, não faltou assunto para nos entretermos, embora não 
falássemos da vã e numerosa matéria atual. Sempre tivemos muito assunto, e não deixamos de 
explorá-lo a fundo. Embora Pedro seja extremamente parco de palavras, e, a bem dizer, não se 
digne de pronunciar nenhuma. Quando muito, emite sílabas; o mais é conversa de gestos e 
expressões pelos quais se faz entender admiravelmente. É o seu sistema. […]”. (No aeroporto – 
Carlos Drummond de Andrade)
II. “Peneire a farinha em um bowl e faça um buraco no meio. Junte os ovos, o leite e a 
manteiga e misture. Se necessário, peneire a mistura. Deixe descansar na geladeira por pelo 
menos ½ hora (ideal 1 hora). Em uma frigideira antiaderente, derreta um pouco de manteiga (o 
suficiente para cobrir o fundo da panela) em fogo médio, escorra o excesso de manteiga. [...]”.
III. “[...] Se o fenômeno cultural do futebol tem inegável dimensão política, é crucial 
distinguir as esferas. Do contrário, num contexto de efervescência social, o inocente gesto de 
apoiar a seleção, nos estádios ou fora deles, acabaria sujeito a reprimendas. Nada mais infeliz do 
que censurar a felicidade alheia. É de resto um despropósito torcer contra o Brasil. Os únicos que 
têm a ganhar com nossa derrota são os adversários, pois aos brasileiros restará apenas a 
tristeza. [...]”.
IV. Eu não tinha este rosto de hoje, assim
calmo, assim triste, assim magro, nem
estes olhos tão vazios,nem o lábio amargo.
Eu não tinha estas mãos sem força,
tão paradas e frias e mortas;
eu não tinha este coração que nem se mostra.
Eu não dei por esta mudança,
tão simples, tão certa, tão fácil:
● Em que espelho ficou
perdida a minha face?
(Retrato - Cecília Meireles)
V. ”[...] Ainda segundo a Prefeitura, 40% dos ingressos vendidos para os jogos de São 
Paulo das primeira e segunda fases do mundial foram vendidos para estrangeiros, 8% para 
turistas brasileiros e 52% para paulistanos. Para a abertura, 22% das entradas foram vendidas 
para turistas, sendo que 9,9% para croatas, adversários do Brasil no jogo desta quinta-feira (12). 
[...]”.
3. Classifique os fragmentos acima de acordo com o tipo textual que representam.
a) Expositivo – descritivo – narrativo – injuntivo – dissertativo-argumentativo.
b) Injuntivo – expositivo – narrativo – dissertativo-argumentativo – descritivo.
c) Narrativo – injuntivo – dissertativo-argumentativo – descritivo – expositivo.
d) Narrativo – expositivo – dissertativo-argumentativo – injuntivo – descritivo.
4. Sobre as características do texto dissertativo, podemos afirmar que:
a) suas principais características são contar uma história ou narrar algum acontecimento, 
verídico ou não.
b) apresentar informações sobre um objeto ou fato específico, enumerando suas 
características através de uma linguagem clara e objetiva.
c) têm por finalidade instruir o leitor/interlocutor, por isso o predomínio dos verbos no 
infinitivo.
d) texto da opinião, no qual as ideias são desenvolvidas com a intenção de convencer o 
leitor.
Disponível em: https://exercicios.mundoeducacao.uol.com.br/exercicios-redacao/exercicios-sobre-
dissertacao.htm#respos
ta-818. Acesso em: 14 fev. 2025.
https://exercicios.mundoeducacao.uol.com.br/exercicios-redacao/exercicios-sobre-dissertacao.htm
https://exercicios.mundoeducacao.uol.com.br/exercicios-redacao/exercicios-sobre-dissertacao.htm
https://exercicios.mundoeducacao.uol.com.br/exercicios-redacao/exercicios-sobre-dissertacao.htm
GABARITO
1. Letra E.
2. Letra B.
3. Letra C.
4. Letra D .
PROPOSTA DE REDAÇÃO
TEXTO I
A deficiência visual é definida no Decreto 5.296/04 como:
Deficiência visual: cegueira, na qual a acuidade visual é igual ou 
menor que 0,05 no melhor olho, com a melhor correção óptica; a 
baixa visão, que significa acuidade visual entre 0,3 e 0,05 no 
melhor olho, com a melhor correção óptica; os casos nos quais a 
somatória da medida docampo visual em ambos os olhos for 
igual ou menor que 60o; ou a ocorrência simultânea de 
quaisquer das condições anteriores [BRASIL, 2004].
A visão subnormal pode ser definida como capacidade de visão que uma pessoa possui 
situada entre 20/40 e 20/200, após correção. Fazendo um comparativo com uma pessoa de visão 
normal, alguém com visão de 20/200 consegue enxergar algo a 6 metros de distância na 
proporção em que alguém que não possua esta deficiência, com a capacidade de visão 
considerada normal que é de 20/20, conseguiria enxergar a 60 metros.
FONTE: BRASIL (2004) “Lei de acessibilidade - Decreto lei 5296”. Disponível em:
 Acesso em: 10 nov. 2020.http://www.planalto.gov.br/ccivil/_ato2004-2006/2004/decreto/d5296.htm. 
TEXTO II
No Brasil, um dos principais textos legais acerca da acessibilidade das pessoas com 
deficiência é a Lei 10.098/2000. Ela estabelece normas gerais e critérios básicos que devem ser 
observados para a promoção da inclusão social, inclusive determinando a superação de 
barreiras que dificultem ou inviabilizem o acesso às informações e mensagens divulgadas pelos 
sistemas de telecomunicações.
Em observância ao disposto na referida norma, para regulamentar os recursos de 
acessibilidade na programação veiculada nos serviços de radiodifusão de sons e imagens, bem 
como de retransmissão de TV, o Ministério das Comunicações editou a Portaria 300, de 2006, 
cujas disposições foram parcialmente alteradas em 2010, pela Portaria 188, do referido órgão.
Disponível em https://www.inclusive.org.br/arquivos/18893
Texto III
"Porque somos todos iguais...
As nossas diferenças não importam.
Não andar, não ver, não ouvir, não sentir... Isto não é uma limitação.
Limitação é não ter uma oportunidade.”
E. Galeano
Disponível em: Acesso em: 13 jan. 2025.http://www.ulacdigital.org/. 
http://www.planalto.gov.br/ccivil/_ato2004-2006/2004/decreto/d5296.htm
http://www.inclusive.org.br/arquivos/18893
http://www.ulacdigital.org/
INSTRUÇÕES:
❖ O texto deve ser escrito à caneta em até 30 linhas.
❖ A redação que apresentar cópia dos textos motivadores terá o número de linhas 
copiadas desconsiderado para efeito de correção.
❖ Será desconsiderada, em qualquer das situações expressas a seguir, a redação que:
❖ Apresentar PLÁGIO DA INTERNET OU DAS REDAÇÕES DE COLEGAS;
❖ Tiver até 7 (sete) linhas escritas, sendo considerada "insuficiente";
❖ Fugir ao tema ou que não atender ao tipo dissertativo-argumentativo;
❖ Apresentar proposta de Intervenção que desrespeite os direitos humanos;
❖ Apresentar parte do texto deliberadamente desconectada com o tema proposto.
Com base na leitura dos textos motivadores acima e nos conhecimentos construídos ao longo de 
sua formação, redija um texto dissertativo-argumentativo, em norma-padrão da Língua Portuguesa, sobre 
o tema: “O papel das tecnologias na inclusão de pessoas com deficiência visual” apresentando uma 
proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma 
coerente e coesa, argumentos e fatos para a defesa de seu ponto de vista.
FOLHA DE PRODUÇÃO - RASCUNHO
Título:
FOLHA DE PRODUÇÃO - FINAL
Título:
O que é uma crônica? Gênero textual e suas principais características? Texto 
contemporâneo apresenta fatos do cotidiano em linguagem simples. Dentre os inúmeros 
gêneros textuais existentes, um dos mais populares e utilizados para descrever situações do 
cotidiano é a crônica. Mas você sabe identificar esse tipo de texto? Conhece suas principais 
características? Fica com a gente que vamos te contar tudo o que você precisa saber.
Muito usado em textos jornalísticos publicados em jornais e revistas, é escrita com uma 
linguagem simples e coloquial, que torna a leitura mais fácil e agradável. E também permite que o 
leitor se sinta amigo do cronista, já que o texto é desenvolvido em tom de conversa informal. A 
crônica é um tipo de texto que tem a idade delimitada por se tratar de um assunto contemporâneo, 
geralmente uma crítica ou comentário sobre algo que está sendo debatido no momento.
Geralmente são textos mais curtos, bastante objetivos e que expressam a ideia de forma 
objetiva e sem muitos rodeios. Não costuma ser muito detalhista sobre personagens, e também 
não é padrão desse tipo textual apresentar personagens.
Características da crônica
Entre as principais características desse tipo textual, é possível destacar a linguagem 
simples, objetiva e o texto curto. Além de se tratar de uma abordagem que geralmente retrata 
temas contemporâneos.
Em seu eixo temático, é um texto que retrata acontecimentos do cotidiano, sempre com 
um caráter crítico (sobre comportamentos sociais, leis, instituições etc). É um gênero textual que 
passeia entre o jornalístico e o literário, trazendo temas reais trabalhados de forma mais 
subjetiva.
A crônica é um tipo de texto que chama atenção pelo seu tom mais leve, muitas vezes 
tirônico e humorístico, prendendo a atenção do lei or por contar a história de forma rápida e sem 
grandes detalhamentos. A essência desse tipo textual é:
❖ Trata de assuntos contemporâneos;
❖ Utiliza linguagem simples e coloquial;
❖ Faz uso de poucos ou nenhum personagem;
❖ Tom irônico e humorístico;
❖ Bastante usado no jornalismo;
❖ Textos rápidos e objetivos.
Principais escritores
O Brasil tem muitos escritores populares por escrever crônicas. Entre os principais nomes, 
vale destacar os seguintes autores:
❖ Antônio Prata;
❖ Machado de Assis;
❖ Luís Fernando Veríssimo;
❖ Carlos Heitor Cony;
❖ Rubem Braga.
Tipos de crônica
Apesar de se tratar de um texto narrativo-descritivo, a crônica pode ser escrita de formas 
diferentes e tratar os assuntos de formas distintas. Entre os principais tipos de crônica, é possível 
destacar:
❖ Crônica descritiva: Como o próprio nome diz, se trata de um texto descritivo sobre uma 
determinada situação do cotidiano, em algum local, contendo ou não personagens.
❖ Crônica narrativa: O texto conta uma história, seja em 1ª ou 3ª pessoa do singular, 
relacionada a fatos cotidianos.
❖ Crônica humorística: Texto que usa uma linguagem mais humorística para contar a 
história.
❖ Crônica jornalística: Texto muito utilizado pela imprensa brasileira para contar fatos do 
cotidiano em uma linguagem um pouco mais leve.
❖ Crônica histórica: Tipo de texto que retrata assuntos reais, contemporâneos, com uma 
linguagem mais leve e coloquial.
❖ Crônica Argumentativa: "A crônica argumentativa é uma modalidade de texto 
pertencente ao jornalismo que tem como principal objetivo a construção de textos breves, 
mesclando elementos argumentativos e narrativos em uma única produção. Além disso, trata-se 
de uma produção textual com linguagem clara e objetiva, abordando temas cotidianos dedicados 
a uma ampla audiência."
❖ Crônica na prática: Para entender melhor como é construída uma crônica, segue 
abaixo um texto escrito por Antônio Prata, referência brasileira nesse tipo de escrita. Perceba 
como a história transcorre de forma rápida e objetiva, com uma linguagem bastante simples e 
coloquial.
Exemplo de crônica
Indo Embora - por Antônio Prata
Como em tantas outras madrugadas, acordo com um chorinho na babá eletrônica. É a 
Olivia, minha filha mais velha, de um ano e oito meses. Na maioria das vezes, ela vira pro lado e 
volta a dormir, sozinha. Em algumas noites, contudo -e é o caso desta aqui-, ela senta no berço e 
começa a gritar "Papai! Papai! Papai!" ou "Mamãe! Mamãe! Mamãe!" até que um de nós apareça 
para ouvir suas reivindicações.
São dois filhos, duas babás eletrônicas, cujos sinais se embaralham, de modo que não 
ouço bem se é "Papai!" -e serei eu a sair tropeçando pela noite fria- ou "Mamãe!" -e caberá à Julia 
explicar que não é hora de mamar, nem de ir pra escola, nem de brincar com o Senhor Batata, 
nem de ouvir Galinha Pintadinha, mas hora de dormir.
"É papai ou mamãe?", balbucio, de olhos fechados, ao que minha mulher, sem nenhuma 
compaixão, sem nem sequer segurar a minha mão ou fazer um cafuné preparatório,dispara: "É 
'Arthur'". Uma espada samurai atravessa o meu peito.
É claro que eu sabia que esse dia iria chegar: o dia em que aquele bebezinho lindo que 
embalei em meus braços, na maternidade, aquele serzinho indefeso que eu trouxe pra casa, a 30 
km/h, com pisca alerta ligado, pela Raposo Tavares, aquelebumbunzinho rechonchudo que 
tantas vezes limpei, aqueles olhões deslumbrantes diante dos quais expliquei "esse é o leão", 
"essa é a lua", "esse é o manjericão", "essa é a chuva", iriam me trocar por outro homem. Achava, 
porém, que esse dia só viria lá por 2030 -2027, na previsão mais pessimista.
Pensando bem, nem havia pessimismo na previsão. Imaginava, não sei se do alto do meu 
narcisismo ou do fundo da minha ingenuidade, que iria encarar tal dia com satisfação. Afinal, eu 
haveria criado minha filha para o mundo. Que ela saísse por aí se apaixonando e namorando 
seria um sinal da sua saúde e do nosso acerto.
Um pai enciumado? Coisa mais anos 1950 -e, no entanto, meus amigos, quando descubro 
que não é a mim que ela implora para salvá-la do escuro e da solidão, mas ao Arthur, colega da 
escola - um rapaz mais velho, diga-se de passagem, já beirando os três anos- um nó de 
marinheiro se forma na minha garganta.
Estirado na cama, trêmulo, me dou conta de que, nas últimas semanas, ela já vinha dando 
sinais daquela paixão, e, pior, eu os vinha recebendo com patente irritação. Eu pegava o 
"Marcelo, Marmelo, Martelo", a Olivia punha o dedo na capa e dizia: "Arthur!". "Não, Olivia, não é 
o Arthur, é o Marcelo!". Aparecia o irmão da Peppa, na TV, ela corria até a tela, sorrindo: "Arthur!". 
"Não, Olivia, não é o Arthur, é o irmão da Peppa!". Huguinho, Zezinho, Luizinho? "Arthur! Arthur! 
Arthur!". "Não, Olivia, eles são patos, não são o Arthur!".
"Se você não vai, eu vou!", resmunga a Julia, saindo da cama, surpreendentemente 
insensível ao meu cataclismo emocional. Só, vendo a Olivia na telinha da babá eletrônica, 
compreendo que não é ciúmes o que eu sinto, é solidão, uma solidão inédita e brutal: aquela 
menininha sentada no berço já começou a sair de casa, está indo embora, minuto a minuto, 
desde o dia em que a embalei no colo, na maternidade; logo, logo, ela parte, de braços dados com 
algum Arthur, depois eu fico velho, aí eu morro, então acabou-se o que era doce, ou agridoce, tão 
rápido, tão rápido, que coisa mais doida é isso tudo.
CRÔNICA ARGUMENTATIVA
A crônica argumentativa é um texto pertencente ao meio jornalístico e, por isso, preza pela 
linguagem clara e objetiva do campo no qual ela está inserida. Ela é considerada por muitos 
estudiosos como um texto híbrido, pois transita muito bem entre a narração e a argumentação. 
Porém é preciso estar ciente de que a narração é um elemento importante na construção da 
argumentação.
Características e estrutura da crônica argumentativa
A crônica argumentativa é um texto curto e de linguagem simples e clara. Por se tratar de 
um texto predominantemente jornalístico e publicado em um espaço curto nos jornais e revistas, 
essa crônica deve atentar-se apenas ao essencial.
Ela é também um texto híbrido, isto é, apresenta elementos narrativos mesclados com 
argumentos. No entanto, deve-se narrar apenas aquilo que é relevante à construção do 
argumento.
Em resumo, a crônica argumentativa apresenta uma temática de relevância social tendo 
como ponto de partida narrativas (situações) do cotidiano das pessoas. O objetivo do texto é 
difundir a opinião do autor sem necessariamente tentar convencer o seu leitor.
Por causa disso, não há dados precisos, e sim casos e futilidades cotidianas. Se possível, 
o texto deve trazer uma problematização/reflexão acerca do tema.
Como fazer uma crônica argumentativa?
A crônica argumentativa está muito presente em seções de opinião e colunas de jornais e 
revistas. Predominantemente um gênero do domínio jornalístico, a crônica argumentativa possui 
algumas etapas de elaboração importantes a serem cumpridas. A seguir, veja uma lista com o 
passo a passo para a produção de uma crônica argumentativa.
1) Definição do tema e da narrativa que embase o argumento
Como já foi mencionado, a crônica argumentativa é um texto híbrido. Ela mescla 
elementos narrativos com argumentos. Sendo assim, o autor precisa ter definido o seu tema, 
associado ao cotidiano das pessoas, e qual será a construção narrativa para fundamentar sua 
opinião.
Se o autor pretende, por exemplo, falar sobre relações amorosas contemporâneas, ele 
pode utilizar uma breve narrativa romântica pessoal ou extraída de filmes ou séries conhecidas 
para, em seguida, mostrar ao leitor se ele está “de acordo” ou “contra” as formas de amar da 
atualidade.
Essa primeira etapa corresponde ao planejamento do texto, isto é, a base de sustentação 
formada pela narrativa e o argumento principal da crônica argumentativa.
2) Início do texto: apresentação do tema
Após planejar e definir o caminho a ser percorrido, o autor inicia o seu texto fazendo uma 
apresentação do tema. É possível utilizar aqui alguns recursos narrativos ou levar o leitor à 
reflexão inicial.
 3) Desenvolvimento do argumento
Após a apresentação do tema e a inclusão de elementos narrativos para introduzir suas 
principais ideias, o cronista parte para a próxima etapa: o desenvolvimento da argumentação.
Se na etapa anterior os argumentos permeavam a narrativa, agora eles aparecem de 
forma mais direta e com mais consistência. É nesse ponto que o autor aprofunda sua 
argumentação trazendo, se necessário, mais exemplos, reflexões e associações a fim de 
afetar/atingir o seu leitor.
4) Conclusão/desfecho
Trata-se da última parte do texto. Aqui, há uma retomada das principais ideias defendidas, 
o que também funciona como um reforço, e o autor faz um encerramento evidenciando o que ele 
pretendeu defender ou mesmo deixando alguma problematização para que o leitor possa pensar.
A crônica argumentativa não precisa ser necessariamente um texto conclusivo com 
propostas de solução e convite à ação. O seu encerramento pode trazer elementos literários e 
filosóficos que deixam uma “pulga atrás da orelha” do leitor, e não necessariamente certezas e 
convicções.
Exemplo de crônica argumentativa 1
Análise de uma crônica argumentativa
O texto a seguir foi escrito pelo ator e escritor Gregório Duvivier e foi publicado no jornal 
Folha de S.Paulo.
“O maior gesto do nosso imperador foi um berro, o país já nasceu na gritaria”
Algumas tecnologias vieram pra acabar com o pouco que nos restava de paz. O bluetooth, 
por exemplo. Não que eu tenha horror a ele, ele é que tem horror a mim. Trata-se de uma 
tecnologia voluntariosa, cheia de implicâncias, corpo mole e má-vontade — astrólogos dirão que 
é geminiana.
Responsável por conectar dois aparelhos, o bluetooth faz a ponte quando dá na telha e 
quando tem química. “Desculpa, mas o encontro do seu Galaxy com sua JBL não deu liga. Estão 
em momentos diferentes de vida e alegaram incompatibilidade de agenda.”
Acontece inclusive de dois aparelhos serem velhos conhecidos e, do dia pra noite, 
resolverem fingir que não se conhecem. E às vezes rola o contrário: sua caixinha teve um breve 
caso de uma noite com o celular do vizinho - mas pro resto da vida ela ficará reconhecendo 
aquele celular, lembrando dele como um ex que não superou o divórcio.
Existe apenas uma ocasião em que bluetooth é infalível: quando se trata de perturbar o 
silêncio da vida em comunidade. O advento da caixinha de som acabou com a paz na esfera 
pública. Já existia uma solução pra quem gostava de ouvir música na rua: o fone de ouvido.
A caixinha é uma espécie de fone que todo o mundo à sua volta é obrigado a colocar no 
ouvido também. Ir à praia se tornou uma experiência enlouquecedora: os Barões da Pisadinha se 
misturam aos Aviões do Forró, cada um num tom e num compasso, e de repente você está 
ouvindo os Aviões da Pisadinha.
 Comentário do professor: O autor traz, inicialmente, uma situação cotidiana muito 
conhecida dos leitores: o barulho excessivoque as tecnologias causam. Há, ainda, a utilização 
do humor como recurso para gerar empatia nos leitores. A associação da caixinha de som com as 
misturas musicais é um bom exemplo disso. Assim, temos a apresentação de uma narrativa, os 
aparelhos barulhentos e um argumento de que o barulho excessivo atrapalha a vida em 
comunidade. Essa parece ser a linha argumentativa que Gregório pretende seguir em seu texto.
O problema é que o brasileiro não reconhece o silêncio como um direito. Tenho a 
impressão de que a caravela de Pedro Álvares Cabral já ancorou por aqui fazendo um furdunço, 
com o famoso “terra à vista!”. Trezentos anos depois ainda estávamos urrando.
Nossa independência, afinal, foi proclamada com um brado, famoso por tersido 
retumbante. O gesto mais famoso do nosso imperador foi um berro. Nosso país já nasceu na 
base da gritaria.
Tivesse Dom Pedro proclamado a Independência com um sussurro, talvez não tivessem 
ouvido do outro lado do Ipiranga. Mas tenho certeza de que estaríamos em melhores lençóis.
Comentário do professor: Nessa segunda parte, o autor desenvolve um pouco mais o 
seu argumento, trazendo uma nova referência: a tese do descobrimento do Brasil. Ele associa a 
ideia de barulho ao descobrimento do Brasil ao dizer que Pedro Álvares Cabral gritou, nada 
resolveu e foi embora. O país, segundo o autor, nasceu na gritaria, e esse argumento procura 
demonstrar justamente que “desde o descobrimento se grita e nada se resolve assim por aqui”.
O imperador gritou, se esgoelou, e foi embora. Na contramão, nosso produto de maior 
aclamação internacional foi justamente a voz do João Gilberto. Nossa maior contribuição pro 
mundo, quem diria, é o sussurro. Foi o cochicho que nos levou ao topo das paradas de sucesso.
 O Brasil é gigante quando fala baixinho. Nossa independência só vai acontecer quando 
ela for proclamada ao pé do ouvido.
Comentário do professor: No desfecho, Gregório ressalta novamente que gritar e berrar 
não resolve problemas. Ele faz um outro paralelo para reforçar seu argumento ao final: compara-
se o sucesso de João Gilberto com o fim da gritaria. Nesse sentido, segundo o autor, para o Brasil 
avançar, é preciso parar de tentar impor as vontades aos gritos. Em outras palavras, o autor 
defende que o diálogo, ou melhor, o “falar baixinho”, é a melhor maneira de se adquirir uma 
verdadeira independência.
Disponível em: https://www.preparaenem.com/portugues/cronica-argumentativa.htm. Acesso em: 28 jan. 
2025.
https://www.preparaenem.com/portugues/cronica-argumentativa.htm
Exemplo de crônica argumentativa 2
Vingadores: Ultimato, quando os heróis estão do lado dos vilões
Estreia de filme deve arrebentar corações de fãs, mas parceria da Marvel com junk food 
também pode, literalmente
Por mais de uma década, a Disney parecia ter cortado relações com o McDonald's. Em 
2006, depois de anos de parceria, a gigante do entretenimento quebrou o pacto de vendas que 
tinha com o gigante da junk food. A dona do Mickey Mouse e do Donald dava a entender que não 
queria conexões com a obesidade infantil e as doenças crônicas promovidas pelo palhaço 
Ronald. Era 2018, porém, e tudo mudou – ou melhor, voltou a ser como antes.
O rato e o pato foram liberados para se empanturrar novamente de Big Mac e companhia. 
E, agora, com o sucesso dos filmes da Marvel – comprada pela Walt Disney Co. em 2009 – 
principalmente a explosão da franquia Os Vingadores, o que não falta são super-heróis em 
miniatura sendo comercializados como “brindes” nos mac lanches da vida.
Aliás, o suposto rompimento e a volta da relação tiveram como pivô o McLanche Feliz. E, 
se em 2006 o motivo da separação era o combo direcionado às crianças que “não cumpria as 
diretrizes nutricionais da Disney”, algumas sutis alterações no cardápio do McDonald's 
garantiram que as duas corporações recolocassem as alianças nos dedos.
Reatada, a dupla dinâmica entrou em ação já com filmes que dialogam com o heroísmo 
em Os Incríveis 2, e, depois, na continuação de Detona Ralph. Ambos tiveram, no ano passado, 
brinquedos no McLanche Feliz.
Vamos dar dois passinhos atrás, dois parágrafos, para ser mais preciso, O tal 
“rompimento” entre as megaempresas foi daqueles bem mais ou menos. Se os brindes não eram 
parceiros dos lanches gordurosos mundo afora desde 2006, as lojas da cadeia de fast-food nos 
parques temáticos da Disney seguiram funcionando normalmente.
Sem falar que, mesmo com as mudanças no cardápio, os lanches que são os carros-chefe 
históricos da rede de comida-porcaria continuam sendo bombas de gordura e sódio e, 
acompanhados do açúcar dos refrigerantes, quase irmãos siameses dos sanduíches, fazem um 
estrago e tanto no organismo, como você pode ver em português e inglês.
Neste 25 de abril, com o lançamento de Vingadores: Ultimato nos cinemas mundiais, com 
grande possibilidade de quebrar o recorde histórico de bilheteria pertencente a Avatar, filme de 
2009, Disney e McDonald's vão jorrar dinheiro (estimativas apontam uma arrecadação de três 
bilhões de dólares, quase 12 bilhões de reais, só de ingressos nas salas de cinema!) nas contas 
bancárias e nas ações no mercado financeiro, enquanto milhões de pessoas compram junk food 
para ter bonequinhos fajutos de Capitão América, Homem de Ferro, Thor, Hulk, Viúva Negra e 
Gavião Arqueiro – lembrando que, dentre esses milhões de pessoas, muitas certamente têm ou 
terão doenças crônicas não transmissíveis (diabetes, câncer, hipertensão), a maior causa 
mundial de mortes, sendo parte significativa associada à má alimentação e ao consumo de 
ultraprocessados.
Assim, à base de um namoro que nunca terminou de fato, fica fácil retomar e turbinar esse 
casamento. [...]
NETO, Moriti. Vingadores: Ultimato, quando os heróis estão do lado dos vilões. Outras Palavras. 25 abr. 
2019.
Disponível em: EF67LP04 - Crônica argumentativa (jornalística) Atividade 7ºano - Descritor 14 - Gabarito e 
PDF. Acesso em: 28 jan. 2025.
Disponível em: . Acesso em: 28 jan. https://brasilescola.uol.com.br/redacao/a-cronica-argumentativa.htm
2025.
ATIVIDADE DE ANÁLISE DO GÊNERO - CRÔNICA ARGUMENTATIVA
Atividade 1
Texto: “Revogue-se” – Lya Luft
Relacionamentos se constroem ao longo dos anos de sua duração: os dois parceiros vão 
tramar consciente ou inconscientemente a teia que os vai envolver ou separar, o casulo onde vão 
abrigar ou sufocar seus filhos.
Amor não deveria ser prisão ou dever, mas crescimento e libertação. Porém se gostamos 
de alguma coisa ou de alguém, queremos que esteja sempre conosco. Perda e separação 
significam sofrimento, mas não o fim da vida nem o fim de todos os afetos.
Certa vez me entregaram um bilhete que dizia:
“Se você ama alguém, deixe-o livre.”
Poucas afirmações são tão difíceis de cumprir, poucas contêm tamanha sabedoria em 
relação aos amores, todos os amores: filhos, amigos, amantes. Amor é risco, viver é risco. Pois 
permitir, até querer que o outro cresça ao nosso lado, pode significar que crescerá afastando-se 
de nós.
Mas – essa é a força e a beleza do desafio de uma vida a dois – o outro, crescendo, pode-
se abrir mais para nós, que participaremos dessa expansão. Instaura-se uma instigante parceria 
amorosa, na qual o tempo não servirá para desgaste mas para construção. É um processo de 
refinamento da cumplicidade que brilha em algumas relações mesmo depois de muitos anos, 
muitas perdas, e muitos difíceis recomeços – desde que haja sobre o que reconstruir. […]
LUFT, Lya. Pensar é transgredir. Rio de Janeiro: Record, 2005. p. 145-146.
Questões
1. Qual é o tema abordado pela cronista Lya Luft no texto “Revogue-se”?
2. A tese de um texto argumentativo reflete a opinião central do autor sobre o tema. Qual é 
a tese defendida pela autora no texto?
3. Identifique um fato apresentado pela autora para sustentar sua tese.
4.Cite um argumento usado pela autora para reforçar seu ponto de vista sobre a 
importância da liberdade nos relacionamentos.
https://www.portuguescompartilhadoblog.com.br/2023/02/ef67lp04-cronica-argumentativa.htmlhttps://www.portuguescompartilhadoblog.com.br/2023/02/ef67lp04-cronica-argumentativa.html
https://brasilescola.uol.com.br/redacao/a-cronica-argumentativa.htm
5. A autora utiliza um bilhete como exemplo no texto: “Se você ama alguém, deixe-o livre”. 
Explique como essa citação contribui para o desenvolvimento dos argumentos.
6.Segundo Lya Luft, o que pode acontecer com as pessoas envolvidas em 
relacionamentos nos quais há liberdade para crescer?
7. Qual é o principal propósito da autora ao apresentar o texto “Revogue-se”?Disponível em:
https://educarsempre.com/2024/12/01/leitura-e-interpretacao-de-cronica-argumentativa-com-gabarito/. 
Acesso em: 28 jan. 2025.
Atividade 2
Leia a crônica argumentativa.
Os descuidados 90
Carol Bensimon 1
Rua Barros Cassal, Porto Alegre, a casa rosa com uma lavanderia no térreo: ali funcionava 
a Garagem Hermética, o bar definitivo, o grande símbolo de um certo tempo em que a juventude 
(ou parte outsider dela) cultuava a precariedade, o improviso, o desleixo. Estou falando dos anos 
90. Bar bom era música boa, cerveja ruim e parede ruindo. Noite boa era na sarjeta com os 
amigos bebendo vinho de garrafão. Talvez o espírito da época fosse uma mistura de pegada 
grunge com situação econômica periclitante. Kurt Coibain morreria em 1994 na distante Seatle, 
vencido pelo mercado, a mídia, a heroína, as multidões, mas aqui nós demoramos a perceber 
que os tempos iam mudar. Ainda parecia legítimo usar tênis sujo e jeans rasgado em 1997. Tênis 
sujo e jeans rasgado eram símbolos fortes, quero dizer, de um lado estavam os rebeldes, de outro 
as pessoas normais. E depois isso tudo acabou.
Acabaram os rebeldes e acabaram as pessoas normais. As pessoas normais agora 
podiam cometer seus “desvios” e ainda assim seriam aceitas. Aliás, “desvios” viraram algo 
interessante. Publicitário, mas tem uma banda? Incrível, vá em frente, nós gostamos de 
profissionais completos, que transitam em vários mundos e trazem referências, que entendam o 
jovem, estão ligados nas tendências, sua banda não quer tocar na festa de fim de ano da 
agência? Enquanto isso, dos rebeldes foram tirados as causas e os ícones; não há contracultura 
possível quando algo que nasce espontâneo vai parar em uma vitrine de shopping em tempo 
ínfimo.
Isso tudo aconteceu em algum ponto dos anos 2000, ainda que seja difícil dizer 
exatamente quando e como. Na música, as guitarras se limparam, o cuidado com o figurino voltou 
e, lá por 2004-2005,vimos surgir uma porção de grupos de um milhão de integrantes felizes 
cantando em coro. A primeira década de 2000 foi um pouco épica, cuidadosa e sofisticada. 
Atualmente, temos um monte de pastiches na cena do rock independente: pastiche de surf 
music, de big band, de country rock, de folk, de post-punk. Por mais estranho que pareça, não 
temos um pastiche de Nirvana.
A música, no entanto, é só uma parte da história toda (ou o lugar onde tudo começa?). 
Vivemos na era da fofura. Dos potes de cerâmica vendidos online. Por jovense para jovens.
https://educarsempre.com/2024/12/01/leitura-e-interpretacao-de-cronica-argumentativa-com-gabarito/
O improvisado Garagem Hermética foi substituído pelo bar-inspirado-na-filmografia-
de-Wes-Anderson. A cerveja ruim agora é cerveja-artesanal-com-um -rótulo-massa-feito-
pelo-amigo-designer. Sentar na sarjeta só se for para comer pastel vegano em um evento 
relacionado à retomada do espaço público. E o velho show ao vivo é o novo álbum muitíssimo 
bem gravado disponível no site da banda.
Provavelmente estamos melhor, mas o precário, a ingenuidade, o barulho ainda me dão 
certa nostalgia. Às vezes me lembro de meus pais contando como era difícil conseguir uma calça 
Lee em Porto Alegre no fim dos anos 60, a calça que todos queriam ter, e tenho a impressão de 
que boa parte das lembranças das pessoas se relaciona a obstáculos, empenho, insistência. 
“Era difícil achar tal coisa, mas eu consegui.” Ou: “Era difícil montar uma banda, mas eu 
consegui”.
Torço, sinceramente, para que as coisas difíceis não acabem de uma vez por todas.
Carol Bensimon nasceu em Porto Alegre, em 1982. Seu primeiro livro, Pó de
Parede (Não Editora), um tríptico de novelas, foi publicado em 2008, enquanto cursava o 
mestrado em Escrita Criativa, na PUC-RS. Depois, publicou três romances, todos pela 
Companhia das Letras: Sinuca embaixo d'água (2009), Todos nós adorávamos caubóis (2013) e 
O clube dos jardineiros de fumaça (2017). Em 2012, foi incluída na edição “Os Melhores Jovens 
Escritores Brasileiros”, da revista britânica Granta.
Saiba mais sobre a autora em >. Conheça outras crônicas da autora em: https://www.carolbensimon.com/bio
http://www.blogdacompanhia.com.br/colunistas/visualizar/Carol-Bensimon .
Disponível em: . https://www.escrevendoofuturo.org.br/blog/literatura-em-movimento/os-descuidados-90/
Acesso em 28 jan. 2025.
1. Faça uma lista com os vocábulos e os nomes com os quais você não tem familiaridade. 
Em seguida, pesquise os significados e anote.
2. Releia o primeiro parágrafo e analise as afirmações a seguir.
I. O texto apresenta um fato histórico vivido pela autora.
II. O texto analisa um momento histórico vivido pela autora.
III. Ele inicia revelando uma visão objetiva sobre a realidade.
IV. Ele inicia revelando uma visão subjetiva sobre a realidade. Estão corretas as 
afirmações:
(a) I e III, apenas.
(b) II e II, apenas.
(c) II e III, apenas.
(d) II e IV, apenas.
3. Foco narrativo. A autora intercala fatos narrados em terceira pessoa com passagens em 
primeira pessoa.
a) Transcreva trechos do terceiro parágrafo que comprovem essa estratégia.
b) Qual efeito essa estratégia pode gerar no leitor?
https://www.carolbensimon.com/bio
https://www.carolbensimon.com/bio
http://www.blogdacompanhia.com.br/colunistas/visualizar/Carol-Bensimon
https://www.escrevendoofuturo.org.br/blog/literatura-em-movimento/os-descuidados-90/
https://www.escrevendoofuturo.org.br/blog/literatura-em-movimento/os-descuidados-90/
1ª pessoa -
2ª pessoa -
b) Qual efeito essa estratégia pode gerar no leitor?
4. Ao traçar um percurso histórico, apresentando fatos e aspectos culturais, a autora trata 
de um tema e busca defender um ponto de vista. Indique:
a) O tema:
b) A tese:
5. No parágrafo 2, a cronista afirma que “Acabaram os rebeldes e acabaram as pessoas 
normais”. Como ela justifica essa afirmação?
Disponível em: . Acesso em: 14 fev. 2025.https://acervocmsp.educacao.sp.gov.br/98668/537540.pdf
https://acervocmsp.educacao.sp.gov.br/98668/537540.pdf
GABARITO - ATIVIDADE DE ANÁLISE DO GÊNERO - CRÔNICA
Atividade 1 – Crônica argumentativa: “Revogue-se” – Lya Luft
Gabarito
1. Qual é o tema abordado pela cronista Lya Luft no texto “Revogue-se”?
R: O tema abordado é sobre as dinâmicas dos relacionamentos e como eles podem ser 
construídos ou destruídos ao longo do tempo, especialmente a partir da liberdade e do 
crescimento dos envolvidos.
2. A tese de um texto argumentativo reflete a opinião central do autor sobre o tema. Qual é a 
tese defendida pela autora no texto?
R: A tese defendida é que o amor deve ser baseado na liberdade e no crescimento mútuo, 
não na posse ou no controle.
3. Identifique um fato apresentado pela autora para sustentar sua tese.
R: A autora menciona que, ao longo dos anos, os parceiros constroem um ambiente que pode 
envolver ou separar, influenciando inclusive os filhos.
4. Cite um argumento usado pela autora para reforçar seu ponto de vista sobre a importância 
da liberdade nos relacionamentos.
R: A liberdade permite que o outro cresça e, embora isso possa gerar afastamento, também 
pode criar uma parceria amorosa mais profunda e duradoura.
5. A autora utiliza um bilhete como exemplo no texto: “Se você ama alguém, deixe-o livre”. 
Explique como essa citação contribui para o desenvolvimento dos argumentos.
R: A citação sintetiza o principal ponto defendido pela autora, reforçando que a liberdade é 
essencial nos relacionamentos. Ela é usada como base para explicar que o amor verdadeiro 
envolveaceitação e desapego, mesmo que seja difícil praticar essa ideia.
6. Segundo Lya Luft, o que pode acontecer com as pessoas envolvidas em relacionamentos 
nos quais há liberdade para crescer?
R: Elas podem seguir caminhos diferentes e se afastar, mas também podem fortalecer o 
vínculo, desenvolvendo uma parceria amorosa baseada na cumplicidade e no crescimento 
mútuo.
7. Qual é o principal propósito da autora ao apresentar o texto “Revogue-se”?
R: O propósito é provocar uma reflexão sobre as relações amorosas, incentivando os leitores 
a repensarem atitudes de posse e controle, substituindo-as por liberdade, aceitação e 
crescimento conjunto.
Atividade 2 - Crônica argumentativa: Os descuidados 90
Carol Bensimon 1
Gabarito
1. Volte ao texto e faça uma lista com os vocábulos e os nomes com os quais você não tem 
familiaridade. Em seguida, pesquise os significados e anote.
Exemplos: Hermético – Fechado de maneira a impedir a passagem de ar; selado, lacrado. 
[Por Extensão] De difícil compreensão; obscuro ou pouco claro; enigmático.
Outsider - Estrangeiro, estranho, intruso. Grunge - Kurt Coibain -
2. Releia o primeiro parágrafo e analise as afirmações a seguir.
I. O texto apresenta um fato histórico vivido pela autora.
II. O texto analisa um momento histórico vivido pela autora.
III. Ele inicia revelando uma visão objetiva sobre a realidade.
IV. Ele inicia revelando uma visão subjetiva sobre a realidade. Estão corretas as afirmações:
a. I e III, apenas.
b. II e II, apenas.
c. II e III, apenas.
d. II e IV, apenas.
3. Foco narrativo. A autora intercala fatos narrados em terceira pessoa com passagens em 
primeira pessoa.
a) Transcreva trechos do terceiro parágrafo que comprovem essa estratégia.
Primeira pessoa - “Vimos surgir (até) em coro”, “Atualmente, temos um monte (até) pastiche 
de Nirvana”. Terceira pessoa - “Isso tudo aconteceu (até) o figurino voltou”, “A primeira 
década (até) sofisticada”.
b) Qual efeito essa estratégia pode gerar no leitor?
 Ao apresentar fatos, personalidades e acontecimentos em terceira pessoa, o efeito é 
de distanciamento, de objetividade, buscando gerar confiança. Já as passagens em primeira 
pessoa buscam gerar efeito de proximidade e identificação com os leitores que também 
viveram esse momento.
4. Ao traçar um percurso histórico, apresentando fatos e aspectos culturais, a autora trata de 
um tema e busca defender um ponto de vista. Indique:
a) O tema: A contracultura dos anos 1990, as mudanças que ocorreram desde lá, e o 
materialismo/o consumismo dos tempos atuais.
b) A tese: A autora defende a ideia de que as pessoas eram mais felizes, mais autênticas, 
menos materialistas, quando as coisas eram mais difíceis (anos 90)
5. No parágrafo 2, a cronista afirma que “Acabaram os rebeldes e acabaram as pessoas 
normais”. Como ela justifica essa afirmação?
Ela argumenta que tanto os 'rebeldes' quanto os 'normais' foram absorvidos pela cultura 
dominante. Para isso, exemplifica com o publicitário que tem uma banda e com a roupa 
“rebelde” (pode estar se referindo ao jeans rasgado, combinação de peças, roupas coloridas, 
bandanas etc.) sendo vendida no shopping.
Planejando sua crônica argumentativa Qual é o assunto da crônica?
Como já sabem, as crônicas nascem dos assuntos que circulam no cotidiano. É da 
simples observação do que acontece à nossa volta que devemos buscar o tema de uma crônica. 
Este é o primeiro passo de uma produção, seja ela um texto, um desenho, uma pintura ou uma 
peça de teatro. Ou seja, primeiro é preciso entender e definir aquilo sobre o qual queremos falar. 
O nosso olhar para o que acontece ao nosso redor pode estar mais atento a alguns temas, como 
a preocupação com a intolerância, a violência doméstica/urbana/na escola, a questão de gênero, 
o consumismo (como na crônica lida em sala), o bullying, entre tantos.
Na prática
Defina o tema sobre o qual você vai escrever. Para encontrar um assunto que está no 
cotidiano, reflita sobre:
❖ as vivências;
❖ os lugares que frequenta;
❖ as pessoas com as quais convive;
❖ os assuntos que estão circulando na cidade, na comunidade;
❖ algo que tenha ocorrido no dia a dia e chamado a atenção.
Definido o tema, pense no enredo (sucessão de ações), isto é, um momento, um 
acontecimento, um episódio banal do cotidiano sobre o qual você vai narrar para passar uma 
ideia, provocar uma emoção. Faça um resumo do que vai apresentar.
Por exemplo: Vou falar sobre minha experiência no trajeto para a escola, que faço todas as 
manhãs, de ônibus, e apresentar uma briga que presenciei por causa do assento preferencial, 
que me fez refletir sobre a comunicação violenta que as pessoas usam. Vou defender a ideia de 
que, em geral, perdeu-se o respeito pelo próximo, relembrando a educação que recebi dos meus 
pais.
Objetivos da escrita
Definidos o tema e o enredo, é importante determinar:
Para quem vocês escrevem? – Para colegas de classe? Para a comunidade? Para um 
público mais amplo na internet? Como vocês podem notar, não escrevemos para 
o(a)professor(a), porque ele(ela) pediu. Precisamos ter um público-alvo definido e apresentar o 
nosso texto para esse público.
❖ O texto está sendo escrito para? – Divulgar? Comunicar? Provocar reflexão? Entreter?
❖ Onde ela será publicada? Mural ou jornal da escola; site ou rede social da escola; [fora 
da escola] jornal do bairro, livro, revista, blog, livro digital, podcast, vídeo no YouTube.
Na Prática
Definam esses objetivos de escrita:
❖ Para quem vocês escrevem?
❖ O texto está sendo escrito com o objetivo de?
❖ Onde ela será publicada?
Definam de que ponto de vista vão escrever, qual será o foco narrativo:
❖ 1ª pessoa (personagem-narrador)?
❖ 3ª pessoa (observador)?
❖ Vai mesclar e usar os dois pontos de vista, como fez Carol Bensimon na crônica Os 
descuidados 90?
Hora da escrita Tudo pronto! Agora é a hora de colocar a mão na massa e produzir uma 
crônica argumentativa. Não se esqueçam de usar operadores a argumentativos (mas, portanto, 
pois etc.) para enriquecer sua argumentação e gerar coesão textual. Evitem repetições, usando 
pronomes e sinônimos... Ao final, pensem num título bacana.
Disponível em: . Acesso em: 28 jan. 2025.https://acervocmsp.educacao.sp.gov.br/98672/536625.pdf
Proposta 1
Releia a crônica “O maior gesto do nosso imperador foi um berro, o país já nasceu na 
gritaria”, do escritor Gregório Duvivier, publicada no jornal Folha de S.Paulo, e escreva uma 
crônica argumentativa que envolva um problema trazido pela tecnologia na atualidade.
https://acervocmsp.educacao.sp.gov.br/98672/536625.pdf
FOLHA DE PRODUÇÃO - RASCUNHO
Título:
FOLHA DE PRODUÇÃO - FINAL
Título:
Resenha é um gênero textual que consiste na descrição de um texto ou de um filme, no 
qual quem escreve pode expressar a sua opinião.
As resenhas são textos lidos por pessoas que desejam obter informações sobre um 
conteúdo, como o que ele aborda ou se é bem avaliado pela crítica.
Elas podem influenciar a decisão do leitor em escolher entre ler um livro ou outro, assim 
como do espectador em assistir a um filme específico, portanto, as resenhas ajudam as pessoas 
a decidirem se consomem ou não determinado conteúdo cultural.
Esse gênero não é um resumo. Resumo é um texto que tenta reduzir, ao máximo, o que 
está escrito numa obra. O resumo é uma apresentação fiel do texto, portanto, não pode ser 
opinativo.
As características da resenha são:
São textos descritivos, ou seja, o resenhista descreve o texto com suas palavras, 
oferecendo um apanhado da obra;
Podem ser opinativas;
❖ Objetividade: Por se tratar de um gênero científico, a resenha exige certo grau de 
objetividade em sua linguagem, haja vista que interferências da pessoalidade do autor 
atrapalhariam o método da ciência. O uso do sentido literal é sempre bem-vindo em textos 
desse tipo.
❖ Concisão: Uma boa resenha deve procurar dizer o necessário, sem muitos exemplos 
ou repetições. Isso porque o texto tem como função ser um material de estudo, uma composição

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