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CADERNO DE 3ª Série REDAÇÃO Imagem criada no aplicativo Canva. Acesso em: 22 jan. 2025. A dissertação é um texto que busca debater minuciosamente sobre um determinado tema, desdobrando-o em vários de seus aspectos – ou em todos, quando for possível. A natureza deste texto é teórica, onde o autor pode defender um ponto de vista, propor debates e reflexões, inserir uma nova forma de pensar e fazer questionamentos que vão instigar e abalar as concepções anteriores do leitor. Tudo isso deve ser ordenado no texto em uma estrutura lógica, que tenha começo, meio e fim. É importante também o autor sempre citar exemplos, para dar mais força aos seus argumentos. Ele deve também buscar respostas e conclusões para a problemática do tema. O autor precisa ter consciência de que, acima de tudo, um texto dissertativo serve para propagar novos conhecimentos e abrir discussões, e não para impor pontos de vista. O Texto Dissertativo é um tipo de texto argumentativo e opinativo, uma vez que expõe a opinião sobre determinado assunto ou tema, por meio de uma argumentação lógica, coerente e coesa. Estrutura do Texto Dissertativo A estrutura de um texto dissertativo está baseada em três momentos: ❖ Introdução: na introdução o autor deve deixar claro qual é o assunto abordado no texto e qual será a "tese"- ou ponto de vista, opinião - que será defendida sobre o tema proposto. É importante expor a ideia central sobre o tema de maneira clara e apresentar os argumentos que serão aprofundados ao longo da argumentação. ❖ Desenvolvimento: Também chamada de "Anti-Tese" ou "Antítese", nessa parte do texto é que se desenvolve os argumentos apresentados na introdução, sendo um parágrafo para cada um deles. ❖Conclusão: Na conclusão há a retomada e reafirmação da tese inicial, já defendida pelos diversos argumentos apresentados no desenvolvimento. Pode ocorrer a apresentação de soluções viáveis ou de propostas de intervenção. A conclusão aparece como um desfecho natural e inevitável visto o pensamento do leitor já ter sido direcionado para a mesma durante a apresentação dos argumentos. Tipos de Dissertação Existem dois tipos de dissertação: a Dissertação Argumentativa e a Dissertação Expositiva. Texto Dissertativo Argumentativo Nessa modalidade, a intenção é persuadir o leitor, convencê-lo de sua tese (ideia central) a partir de coerente argumentação, exemplos, fatos. Texto Dissertativo Expositivo É a exposição de ideias, teorias, conceitos sem necessariamente tentar convencer o leitor. DIFERENÇA ENTRE TEXTO EXPOSITIVO E ARGUMENTATIVO EXPOSITIVO ❖ Apresenta os pontos de vista acerca de um assunto, sem defender qualquer posição. ❖ O objetivo é informar. Exemplo de um parágrafo expositivo: Países mais avançados, tanto economicamente quanto politicamente, são denominados desenvolvidos ou Primeiro Mundo. Os critérios de classificação são dados segundo várias vertentes, entre elas: o Produto Interno Bruto (PIB) per capita, o nível de industrialização, a situação econômica e o índice de Desenvolvimento Humano (IDH). ARGUMENTATIVO ❖ Apresenta a defesa da opinião do autor acerca de um assunto, na tentativa de convencer o leitor. ❖ O objetivo é convencer. Exemplo de um parágrafo argumentativo: Não faz sentido classificar países em d e s e n v o l v i d o s , e m e r g e n t e s o u subdesenvolvidos. Essa denominação traz em si a ideia de que, qualquer relação que essas nações estabelecem entre si, seja marcada pelo desequilíbrio. Embora essa assimetria exista, ela não pode servir de pretexto para sua continuidade. Dito de outro modo, o uso desses termos acaba por criar uma inércia nos países mais pobres e um abismo ainda maior entre eles. TEXTO DISSERTATIVO-EXPOSITIVO O texto dissertativo-expositivo tem como objetivo informar e esclarecer o leitor através da exposição de um determinado assunto ou tema. Não há a necessidade de convencer o leitor, apenas de expor conhecimentos, ideias e pontos de vista. É essencial que o autor domine totalmente o assunto, uma vez que o rigor na análise do conteúdo de um texto dissertativo-expositivo é elevadíssimo. Por se tratar da transmissão de um conhecimento teórico, devidamente legitimado, não pode haver qualquer tipo de incorreção. É um tipo de texto que visa a apresentação de um conceito ou de uma ideia. É muito comum esse tipo de texto ser abordado no contexto escolar e acadêmico, uma vez que inclui formas de apresentação, desde seminários, artigos acadêmicos, congressos, conferências, palestras, colóquios, entrevistas, dentre outros.Este tipo de texto é usado em: livros, aulas e resumos escolares, enciclopédias, textos científicos, verbetes de dicionário, textos para transmissão de conhecimentos em diversos meios de comunicação, como internet, jornais, revistas, dentre outros. Recursos Linguísticos. No texto expositivo, o objetivo central do locutor (emissor) é explanar sobre determinado assunto, a partir de recursos como a conceituação, a definição, a descrição, a comparação, a informação e a enumeração. Classificação dos Textos Expositivos De acordo com seu objetivo central, os textos expositivos são classificados em dois tipos: ❖ Texto Expositivo-argumentativo: Nesse caso, além de apresentar o tema, o emissor foca nos argumentos necessários para a explanação de suas ideias. Dessa forma, recorre aos diversos autores e teorias para comparar, conceituar e defender sua opinião. ❖ Texto Expositivo-informativo: Nesta ocasião, o objetivo central do emissor é simplesmente transmitir as informações sobre determinado tema, sem grandes apreciações e, por isso, com o máximo de neutralidade. Podemos pensar numa apresentação sobre os índices de violência no país, de modo que o conjunto de informações, gráficos e dados sobre o tema, apresentam tão somente informações sobre o problema, sem defesa de opinião. Características do texto dissertativo-expositivo Com o intuito de informar e esclarecer, o texto dissertativo-expositivo é caracterizado por: ❖ utilizar uma linguagem clara e objetiva; ❖ ser de fácil compreensão por diversas pessoas; ❖ apresentar muita informação sobre um determinado assunto; ❖ especificar conceitos e definições; ❖ realizar descrições de características; ❖ recorrer a enumerações, comparações e contrastes para clarificar os conceitos; ❖ mostrar exemplos dos assuntos abordados. Estrutura do texto dissertativo-expositivo O texto dissertativo-expositivo pode ser construído através da estrutura textual típica de introdução, desenvolvimento e conclusão. Contudo, mais importante do que seguir uma estrutura rígida, é que haja a exposição de ideias certas e bem organizadas sobre um determinado tema. ❖ Introdução: Na introdução é feita a apresentação do tema que será abordado, com possível contextualização num universo mais amplo no qual o tema se encontra inserido. Neste momento, é feita também a definição do objetivo do texto. ❖ Desenvolvimento: No desenvolvimento é feita uma explicação pormenorizada, clara e objetiva do tema, havendo uma exploração de todas as suas vertentes e de todos os aspectos principais e secundários relativos ao mesmo. ❖ Conclusão: Na conclusão ocorre a reafirmação do tema, sendo feita a síntese dos conteúdos abordados. Pode haver uma tomada de posição do autor relativamente ao assunto tratado. Exemplo de texto Dissertativo Expositivo: Saiba como se proteger da Dengue A Dengue é uma doença viral transmitida pela picada do mosquito Aedes aegypti. Também há registros de transmissão vertical (gestante – bebê) e por transfusão de sangue. Por ano, são registradas cerca de 50 milhões de infecções pela doença no mundo. No Brasil, ela foi identificada em 1986. A pessoa infectada pelo vírus da Dengue apresenta febre alta (entre 39 °C e 40 °C) que dura de 2 a 7 dias. Essa febre é acompanhada por dor de cabeça, fraqueza, dor atrás dos olhos e erupção e coceira na pele. Também são comuns perda de peso, náuseas e vômitos.para ser lida depois, sem haver a necessidade de acessar os originais resenhados. ❖ Utilização de um método: É importante que, nas resenhas, o autor estruture o texto a partir de um método claro e objetivo. Em geral, duas partes são fundamentais em todas as produções desse tipo: o resumo e a análise de dados. ❖ Uso da norma-padrão da língua: Para manter a clareza e a objetividade, recomenda- se que a norma-padrão seja a variante de linguagem utilizada nas resenhas. Isso não significa, é bom lembrar, que se deve escrever de uma maneira rebuscada ou difícil nas resenhas. Lembre- se: a norma-padrão é aquela variante da linguagem que segue a gramática, mas que também deve ser compreendida pela maioria das pessoas. Os tipos de resenha são: descritivas e críticas. Resenha descritiva Nesse tipo de resenha, o resenhista dá a conhecer ao leitor um pouco sobre o autor e sua obra. O assunto abordado no livro, por exemplo, deve ser feito de forma bastante breve, ou seja, sem detalhar personagens e acontecimentos. A resenha descritiva é informativa, pois consiste em uma forma de expor algo relativo a um conteúdo, sem relatar a sua história e fazer julgamentos. Exemplo de resenha descritiva Obra original: BONADIO, Maria Claudia. Moda e publicidade no Brasil nos anos 1960. São Paulo, SP: Versos, 2014. 272 p. Resenha de: Figueiredo, Joana Bosak de. Doutora em Letras pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Porto Alegre/Brasil). Professora na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Porto Alegre/Brasil). O livro Moda e Publicidade, de Maria Claudia Bonadio, é composto por uma introdução e mais seis capítulos, com prefácio de Roberto Duailibi, que comparece enfatizando o papel fundador de Livio Rangan, responsável pela campanha publicitária da Rhodia, empresa química francesa, na Standard Agência de Publicidade. (...) Na Introdução: "os homens da Praça Roosevelt" mostra-se o entorno da praça como epicentro da publicidade e da cultura em São Paulo: bares, restaurantes, boates e cinemas que tiveram ligação direta com a explosão cultural da época, por “abrigar expoentes da Bossa Nova de São Paulo”, além de grandes músicos do jazz internacional, com apresentações de Dizzie Gillespie, por exemplo. Havia também o Cine Bijú, com filmes de vanguarda, importantes divulgadores de figurinos/moda nos anos 1960. Neste ambiente está a Standard Propaganda, com Livio Rangan, diretor de Publicidade e uma equipe de peso: Alceu Penna, Roberto Duailibi, Otto Stupakoff e Cyro del Nero; ilustradores, artistas, comunicadores que transformaram visualidades e conceitos publicitários em atitude, roupas, produtos. (...) Em capítulos curtos e dinâmicos, repletos de ilustrações e citações de época, recortes de jornais e revistas, que enriquecem o trabalho, vão-se apresentando, a partir de então, a introdução do fio sintético na vida das pessoas, paulatinamente e massivamente. Ao final dos anos 1960, a situação de consumo desse tipo de têxteis já havia mudado significativamente, atingindo cada vez mais diversas camadas da população, com um apelo imenso da publicidade, a exemplo da feita por Rangan, para a Rhodia. (...) Finalmente, Maria Claudia percebe na relação com a música um canal fundamental da existência de uma estética da época, em que convivem o Tropicalismo, o rock, a Jovem Guarda como modelos de juventude nacional, criando música, posturas e comportamentos brasileiros que beberam nas fontes internacionais. Isso, de certa forma, insere a Rhodia sem alardear sua origem: é francesa no que interessa, mas assimila certa brasilidade ao apostar suas fichas na cultura em que se afirma. Por tudo isso e ainda mais, trata-se de bibliografia indispensável para pensar a moda brasileira e a moda no Brasil, fruto de intensa pesquisa às fontes, importante repertório de imagens e reflexões cruciais para a formação de um momento fundador da identidade nacional. Disponível em: . Acesso em: 20 jan. 2025.https://www.todamateria.com.br/resenha Resenha Crítica A resenha crítica é um texto proveniente do universo jornalístico, sendo esse um gênero textual informativo, descritivo e opinativo sobre uma determinada obra, por exemplo: livro, artigo, filme, série, documentário, exposição de artes, peça teatral, apresentação de dança, shows."é um texto proveniente do universo jornalístico". "Ela tem como finalidade persuadir o leitor a consumir ou não aquele produto cultural, e, para isso, faz uso de argumentos e informações para defender seu ponto de vista, sintetizando as ideias e expondo suas apreciações. Assim, ao fazer uma resenha crítica, você precisa ter um embasamento concreto sobre a sua análise crítica, apresentando argumentos coerentes e precisos O autor da resenha crítica informa o leitor sobre o enredo, mas não conta a sua história.. Atualmente, é possível encontrarmos a resenha crítica tanto em textos escritos veiculados em jornais impressos ou mídias digitais quanto em podcasts ou publicações audiovisuais nas redes sociais ou em serviços de mensagem instantânea.’’ Também é muito utilizado no mundo acadêmico, pois eles são lidos pelos pesquisadores para conhecer melhor os aspectos positivos e negativos, expandir a visão sobre o tema explorado e entender a abordagem utilizada pelo autor. Assim, a função da resenha crítica é fazer uma análise interpretativa da obra expondo considerações pessoais sobre o objeto analisado. Disponível em: . Acesso em 20 de jan. 2025.Resenha crítica: o que é e como fazer - Brasil Escola https://www.todamateria.com.br/resenha/ https://brasilescola.uol.com.br/redacao/resenha-critica.htm As principais características da resenha crítica são: ❖ Linguagem concisa e objetiva; ❖ Texto em terceira pessoa, imprimindo neutralidade; ❖ Ideias expostas de maneira organizada; ❖ Fácil entendimento; ❖ Conhecimento completo da obra; ❖ Capacidade de juízo de valor apoiado em fatos, provas, argumentos consistentes; ❖ Fidelidade ao pensamento do autor; ❖ Capacidade de intercalar momentos de descrição com crítica; ❖ Descarte dos detalhes irrelevantes; ❖ Os verbos devem ser conjugados, de preferência, no presente do indicativo; ❖ Há momentos focados na descrição da obra; ❖ Utiliza-se de argumentos consistentes para embasar uma crítica positiva ou negativa; ❖ Texto racional e com cunho científico; ❖ Não há muitos detalhes e subjetividades. Disponível em: . Acesso em: 20 jan. 2025. Disponível em: https://viacarreira.com/resenha-critica https://regrasparatcc.com.br/resenha-critica. Acesso em: 20 jan. 2025. Estrutura da Resenha Crítica A estrutura da resenha crítica segue o modelo dos textos dissertativos-argumentativos, ou seja: introdução, desenvolvimento e conclusão. Introdução Para começar a resenha, é necessário fazer uma exposição inicial sobre a obra, o tema e o autor. Essa parte inicial é mais informativa e tem como intuito situar o leitor para que ele saiba o que vai encontrar no texto. Esse resumo inicial pode ser feito da seguinte maneira: ❖ A obra: título, subtítulo (se houver) e ano de publicação. ❖ O autor: nome, nacionalidade, data de nascimento e morte, algumas características que o destaque. ❖ O tema: o tema central levantado pelo autor da obra e que será apresentado na resenha. No caso de ser uma resenha crítica acadêmica é obrigatório citar a obra nas normas da ABNT e isso deve estar antes da introdução. https://viacarreira.com/resenha-critica/ https://regrasparatcc.com.br/resenha-critica/ Nas normas da ABNT, as citações das obras são feitas da seguinte maneira: sobrenome e nome do autor, título da obra, edição, local, editora e ano da publicação. Exemplo: BOSI, Alfredo. História concisa da literatura brasileira. 38 ed. São Paulo: Cultrix, 1994. Desenvolvimento O desenvolvimento da resenha envolve a maior parte do texto, que inclui os argumentos e as apreciações do resenhista sobre o objeto analisado. Nesse momento, as ideias e as opiniões que surgiramna análise anterior devem estar bem fundamentadas, explicadas e coerentes. Isso porque as resenhas críticas pretendem influenciar os leitores e o resenhista deve utilizar esse espaço para argumentar, indicar os pontos positivos e negativos da obra, sempre explicando o porquê da sua constatação. Se a resenha crítica não tiver a posição do resenhista, ela pode ser considerada uma síntese ou um resumo. Em alguns casos, pode-se recorrer a outras obras que apresentem temas semelhantes para contrapor alguns argumentos do autor, comparar conceitos e ideias, apresentando assim, outro ponto de vista. Conclusão O final da resenha contempla o fechamento das ideias e não é necessariamente uma parte muito grande. Embora a opinião do resenhista tenha sido exposta no desenvolvimento, aqui é hora de sintetizar e opinar sobre alguns aspectos da obra: ❖ A obra e o tema são relevantes no contexto atual? ❖ A linguagem e a abordagem utilizada facilita o entendimento? ❖ Quais os pontos positivos e negativos da obra? ❖ Quais as principais contribuições da obra para o público? ❖ Comparando a obra com outras do mesmo autor, quais as principais conclusões? Resenha Crítica - Exemplo 1 Segue abaixo uma resenha crítica do livro “O Menino Maluquinho” (1980), do escritor Ziraldo Alves Pinto, feita pela professora Daniela Diana. Quem nunca ouviu falar do menino que 'tinha ventos nos pés', o 'olho maior que a barriga', 'fogo no rabo', 'umas pernas enormes (que davam para abraçar o mundo)' e que 'chorava escondido se tinha tristezas'? É assim que caracterizamos um dos personagens de Ziraldo, que com mais de 30 anos de existência corrobora sua atemporalidade. “O Menino Maluquinho”, lançado em 1980 pelo escritor e cartunista Ziraldo, é um clássico da literatura e que continua conquistando o universo infanto-juvenil. Em entrevista ao Diário Catarinense (2011), Ziraldo afirma que a ideia de criar o Menino Maluquinho surgiu de considerações e observações pessoais: “Eu já tinha visto o que tinha acontecido com meninos felizes e infelizes. Os felizes viraram adultos mais bem resolvidos. Os infelizes e desamados, ficaram adultos mais sofridos.” No tocante ao uso da inocência e da simplicidade, muitas obras de arte nos levam a recordar da célebre frase de Leonardo da Vinci quando nos alerta que: “A simplicidade é o último grau de sofisticação”. No livro o “Menino Maluquinho” isso não é diferente e se torna claro no momento em que iniciamos a leitura. De partida, já nos familiarizamos com seus desenhos naif, sua linguagem simples, 'nada de especial', diriam alguns, 'tudo de essencial', afirmariam outros. Assim, o essencial e o especial se mesclam numa narrativa fluida, simples e familiar. Isso porque a obra trata de aspectos do cotidiano, da simplicidade dos momentos, de um menino travesso com uma felicidade contagiante. Interessante notar que o sucesso da obra não fora passageiro, e seu reconhecimento implicou no aumento considerável do número de vendas e edições ao longo desses anos. E, se pensarmos assim, já temos certeza que esse 'personagem lendário' adquiriu uma posição de destaque, já que é considerada uma das maiores obras infanto-juvenis do Brasil. Atualmente, ela é utilizada nas escolas como ferramenta de acesso e, ainda, para disseminar o gosto pela leitura.Além disso, a obra foi adaptada para cinema, série televisiva e desenho animado, expandindo ainda mais os corriqueiros momentos de travessuras desse menino tão maluquinho. Nesse momento, surgem as perguntas: o que torna uma obra literária parte do imaginário de um povo? Como adquire uma posição de destaque? Para responder essas questões, podemos pensar na psicologia e pressupor uma identificação da personagem com a nossa personalidade. Ou ainda, percorrer os caminhos da linguística para explicar que uma linguagem simples e cheia de significados absorve a atenção do público. Entretanto, aqui, a ideia não é esta! Após a leitura fica claro que, com uma linguagem e uma narrativa simples, Ziraldo conseguiu transmitir ao público, a trajetória e os momentos quase universais de uma infância feliz. Talvez por isso houve, durante essas décadas, enorme aceitação do público. Essa obra vendeu cerca de 2,5 milhões de exemplares, ao mesmo tempo que acompanhou nossa era digital. Assim, hoje encontramos sites do Menino Maluquinho, com vídeos, jogos e quadrinhos. “E, como todo mundo, o menino maluquinho cresceu (...) E foi aí que todo mundo descobriu que ele não tinha sido um menino maluquinho, ele era um menino feliz!”. A simplicidade com que o livro termina, nos leva a pensar que como toda criança travessa, sua infância e trajetória de vida está repleta de acontecimentos tão 'humanos'. Destacam-se: fazer travessuras, ter inquietudes, se apaixonar, brincar com os familiares, tirar nota baixa na escola, ter bons amigos, algumas namoradas, segredos, jogar futebol, empinar pipa, se machucar, ter decepções e alegrias… Todos os acontecimentos que resumem uma vida simples e feliz e que o tornam esse 'cara legal', são desvendadas pelo próprio Ziraldo no final da história. O Maluquinho revela diante das coisas boas e nem tão boas da vida que consegue sorrir e ter princípios e valores. Segundo o poeta e filósofo estadunidense Henry Thoreau (1817-1862): “Muitos homens iniciaram uma nova era na sua vida a partir da leitura de um livro”. Essa frase faz sentido na medida em que meu encontro com o “Menino Maluquinho” foi de extrema identificação, percepção, magia, catarse.'Devorei' a obra nos espaçosos corredores de uma feira de livros na década de 90 na cidade de São Paulo. Eu tinha 8 anos. Naquele momento, inebriada com o cheiro de livros, luzes coloridas e brilhantes, vozes em verso e prosa, e as mãos dadas ao papai, eu sabia que iria crescer, igual o Menino Maluquinho. Assim, o meu novo desafio a partir daí foi a busca para me tornar aquele 'cara legal' descrito por Ziraldo. Afinal, 'ventos nos pés', vontade de 'abraçar o mundo' e 'imaginação' eu já tinha, e bastante. Disponível em: . Acesso em: 20 jan. 2025.https://www.todamateria.com.br/resenha-critica/ Resenha Crítica - Exemplo 2 Resenha de filme escrita por Thales de Menezes e publicada no Guia da Folha de São Paulo. https://www.todamateria.com.br/resenha-critica/ Novo longa do Homem-Aranha é a melhor animação de herói já lançada Classificação: 10 anos Produção: EUA, 2018. 116 min Direção: Bob Persichetti, Peter Ramsey e Rodney Rothman “Homem-Aranha no Aranhaverso” é a melhor animação de super-herói já produzida, isso é incontestável. Também é um dos exemplares mais bacanas de filme-gibi, seja desenho animado ou live-action. E já tem nerd defendendo ser o melhor de todos esses filmes. Pisando no freio da empolgação, trata-se de uma produção em que tudo deu certo. Roteiro bem bolado, personagens simpáticos e uma amostra de soluções visuais inventivas. As texturas de imagem são alternadas, lembrando várias técnicas de ilustração. Em algumas cenas, apenas o que está à frente tem foco. Isso reproduz como a visão humana funciona, sem a correção tradicional do desenho animado, que deixa definidas todas as profundidades da imagem.Além do visual prodigioso, o filme carrega a ousadia temática que o Aranhaverso injetou nos quadrinhos de um personagem cinquentão. Aqui ele surge com Miles Morales, Homem-Aranha negro e adolescente que assume o lugar do herói após a morte de Peter Parker. Também picado por uma aranha radioativa, Morales vai tentando combater o crime. No caminho, encontra outros cinco homens-aranha, muito diferentes um do outro. [...] Parece complicado, mas não é. A narrativa é fluida e não exige conhecimento das histórias dos gibis. E traz preocupações inclusivas, com personagens negros e hispânicos, bullying e um discurso de força feminina com Stacy. Inteligente e sofisticado, “Homem-Aranha no Aranhaverso” prova que ainda há muito a ser inventado na animação. Na introdução da resenha, note que o autor apresenta o contexto em que ofilme se estabelece e já mostra sua opinião. No desenvolvimento, dá um breve resumo do conteúdo com avaliações positivas sobre ele, e, na conclusão, um parecer final. Para elaborar o seu texto e sustentar a crítica, o autor utiliza algumas estratégias, como: ❖ uso de termos especializados (texturas de imagem alternadas, técnicas de ilustração); ❖ uso de adjetivos e expressões que valorizam o filme (roteiro bem bolado, personagens simpáticos, visual prodigioso); ❖ uso de linguagem na norma-padrão, porém sem muita formalidade, para aproximar-se do leitor (considerando o site em que a resenha foi publicada e seu público). ❖ ausência de spoilers, para não entregar a trama do filme. Essas técnicas contribuem para convencer o leitor a assistir ao filme e dão credibilidade ao autor. Disponível em: . Acesso em: 20 jan. 2025.https://www.dicio.com.br/resenha-critica https://www.dicio.com.br/resenha-critica/ Atividade 1- Resenha Crítica Leia a resenha. Uma lição de vida Coprodução entre EUA, Quênia e Reino Unido, e dirigido por Justin Chadwick (Mandela: O Caminho para a Liberdade), Uma Lição de Vida promete emocionar com uma história verídica. Num vilarejo do Quênia, Maruge (Oliver Litondo) ouve no rádio o anúncio da educação gratuita para todos. Não tendo tido oportunidade de estudar no passado, o senhor de 84 anos - um veterano da tribo Mau Mau que lutou para libertar o Quênia dos ingleses - bate à porta da escola primária e espera uma chance de poder aprender a ler. Rejeitado de início, Maruge não desiste: já de uniforme escolar e uma pequena bolsa a tiracolo, volta a pedir por uma vaga e insiste até ser aceito pela professora Jane (Naomie Harris). Em meio a lembranças do doloroso passado, Maruge tem de enfrentar a revolta e as ameaças das autoridades, dos moradores da região e dos pais dos alunos, inconformados por um idoso ter sido aceito em uma classe de crianças de seis anos de idade. A despeito da péssima escolha do título em português – seria mais interessante um que se aproximasse do original, The First Grader –, o longa nos brinda com uma trama de superação que, para nosso alívio, está bem distante da fórmula “autoajuda para assistir”. Muito poderia ser dito acerca das belezas deste filme. Seja com relação à trama tocante, sem jamais escorregar no sentimentalismo piegas; ou então sobre os belíssimosplanos fechados, capazes de causar sensações as mais diversas e que exprimem mais que palavras. Prefiro, no entanto, dar ênfase à força dos personagens e à entrega dos atores, aspectos capazes de arrepiar o espectador. Os protagonistas – o idoso Maruge e a professora Jane - colocam a determinação como base para se operar mudanças e apontam a educação como a ferramenta principal para isso. Através de flashbacks bem situados, adentramos o passado de Maruge e somos confrontados com a chocante realidade da luta pela liberdade da ex-colônia britânica. A crueldade extrema e as condições mais desumanas foi o que Maruge encontrou nos campos de detenção na década de 50, após ter tido sua esposa e filhos cruelmente assassinados. Veio a liberdade para o Quênia, a vida continuou. O passado, porém, nunca foi de todo extinto e permanece como uma ferida que dói, além de uma dívida histórica. Uma Lição de Vida é a história de uma luta que atravessa gerações. A luta de Maruge para superar seu passado, ir à escola e aprender a ler; a luta de Jane pelo amor à educação; a luta diária das crianças em face das condições precárias da escola, em que cinco alunos dividem uma carteira e tantos outros estudam sentados no chão. Mas também, trata-se de uma inspiradora história de conquista, portadora de uma verdade incontestável: “o aprendizado só termina quando tivermos terra nos ouvidos”. Ficha Técnica Uma Lição de Vida (The First Grader) - 104 min. EUA / Quênia / Reino Unido - 2010 Direção: Justin Chadwick Roteiro: Ann Peacock Elenco: Naomie Harris, Oliver Litondo, Tony Kgoroge, Vusi Kunene, Alfred Munyua, Shoki Mokgapa. 1. A partir da leitura da resenha, responda. a) Autor (a) da resenha: b) Nome da obra resenhada: c) Objetivo de quem a produziu: d) Público a que se destina: e)Temática explorada pelo autor/autora e sua relevância: f) O (a) autor/autora, apresenta o filme como uma boa indicação para assistir? Escreva trechos da resenha que comprovem sua resposta. g) Quando ela foi publicada, lançada ou apresentada? 2. A resenha apresenta um resumo do filme e comentários da autora sobre ele. Sublinhe em vermelho os trechos que resumem o enredo do filme e em azul os trechos que apresentam comentários da autora sobre o objeto resenhado. 3. Identifique a crítica negativa feita pela autora da resenha acerca do filme. 4. Releia as informações contidas na parte “Ficha técnica”. Em seguida, identifique a finalidade de elas serem apresentadas. Por Denyse Lage Fonseca Graduada em Letras e especialista em educação a distância. Disponível em: https://acessaber.com.br/atividades/interpretacao-de-texto-resenha-de-filme-3o-ano-do-ensino- medio/#go ogle_vignette . Acesso em: 20 jan. 2025. Atividade 2 - Resenha Crítica O que será de nós, os maus alunos? Por Beatriz Vargas Dorneles* O livro de Álvaro Marchesi é instigador em vários sentidos, a começar pelo título. Trata-se de uma obra que retoma os problemas de aprendizagem em suas múltiplas perspectivas, mostrando que é possível estabelecer políticas efetivas para enfrentar o fracasso escolar. O autor descreve as diferentes funções cognitivas que os alunos precisam desenvolver para aprender bem; as formas de ensinar que têm sido eficazes; as constituições familiares que, em sua diversidade, facilitam ou dificultam o acompanhamento escolar; as evidências de que a responsabilidade pelo fracasso escolar é multidimensional. https://acessaber.com.br/atividades/interpretacao-de-texto-resenha-de-filme-3o-ano-do-ensino-medio/ https://acessaber.com.br/atividades/interpretacao-de-texto-resenha-de-filme-3o-ano-do-ensino-medio/ Trabalhando com as compensações entre os vários níveis de fatores que interferem na aprendizagem (social, cultural, familiar, escolar e individual), Marchesi destaca que as políticas educacionais que realmente queiram evitar o fracasso escolar devem atuar em todas as dimensões concomitantemente. Seus reflexos são baseados em autores contemporâneos de diferentes áreas, que servem como suporte para a ideia central do livro: considerando a multidimensionalidade do fenômeno, é preciso encontrar soluções multifacetadas. Essas soluções passam por uma melhor qualificação e atualização de saberes, pela construção de uma rede de apoio aos alunos, formada pela família e pela escola, e por uma reorganização interna da escola a partir de suas formas de ensino até suas possibilidades de avaliação. É sempre instigador pensarmos que, apesar de haver uma enorme quantidade de pesquisas sobre o tema fracasso escolar, tão pouco tenha mudado nas últimas décadas. Álvaro Marchesi ajuda-nos a entender a razão desse fato. As políticas de atendimento às crianças que não aprendem tendem a valorizar um só nível de intervenção, deixando os outros níveis de lado. O autor insiste na ideia de que, considerando que este é um fenômeno multidimensional, somente políticas de intervenção que englobem vários níveis e que tenham continuidade poderão efetivamente diminuir o fracasso escolar em nossa sociedade. Unindo pesquisa na área com possibilidades de intervenção objetiva, o autor oferece-nos uma radiografia do fracasso escolar, com todas as suas nuances, mas também com uma possibilidade de enfrentamento do problema em toda a sua complexidade, o que o torna único no tratamento do tema. (*) Professora do Programa de Pós-Graduação em Educação da UFRGS. Disponível em: http://www.ead.uepb.edu.br/ava/arquivos/cursos/geografia/leitura_interpretacao_e_producao_de_texto s/L e_PT_A14_J_1_.pdf. Acesso em: 14/09/2020. 1. O texto de Beatriz Vargas Dorneles disserta, principalmente, sobre o tema (a) maudesempenho dos estudantes e a relação disso com a evasão escolar. (b) metodologias educacionais diferentes que possam ser atrativas aos estudantes. (c) evasão escolar e os motivos que levam muitos alunos a abandonarem a escola. (d) fracasso escolar dos estudantes e possíveis caminhos para a superação deste problema. 2. O texto da professora Beatriz Vargas Dorneles apresenta qual objetivo comunicativo? 3. Um texto pode ser escrito a partir de várias tipologias textuais, mas quase sempre há uma que é a predominante. No texto escrito por Beatriz Dorneles, pode-se perceber que a tipologia textual que se destaca é (a) narrativa, porque conta uma história baseada em fatos reais da realidade escolar brasileira. (b) descritiva, porque informa as características do processo de aprendizagem dos estudantes no Brasil. http://www.ead.uepb.edu.br/ava/arquivos/cursos/geografia/leitura_interpretacao_e_producao_de_textos/L http://www.ead.uepb.edu.br/ava/arquivos/cursos/geografia/leitura_interpretacao_e_producao_de_textos/L (c) argumentativa, porque a autora tece um comentário crítico sobre o livro do pesquisador Álvaro Marchesi. (d) expositiva, porque explica as dificuldades apresentadas pelos estudantes que não conseguem assimilar os conteúdos. 4. Os gêneros textuais são formas de enunciados produzidas historicamente, que se encontram disponíveis na cultura, permitindo que os interlocutores interajam e estabeleçam uma comunicação rica em sentidos. Ao analisar o texto acima e perceber as suas referências textuais e linguísticas, indique a alternativa que determina o seu gênero discursivo. (a) Artigo de opinião. (b) Resenha crítica. (c) Carta aberta. (d) Editorial. 5. Qual foi a importância do texto da professora Beatriz Vargas Dorneles para o autor Álvaro Marchesi? 6. A tese defendida por Álvaro Marchesi em sua obra consiste no fato de que (a) os alunos que apresentam mau desempenho escolar provavelmente irão desistir dos estudos e até terminarão o Ensino Médio, mas com muitas deficiências. (b) não há investimento político necessário para melhorar as condições de ensino nas escolas brasileiras, o que acaba desestimulando os alunos. (c) a causa do fracasso escolar parte principalmente das famílias que, muitas vezes, não têm condições de fornecer o apoio necessário para o acompanhamento do estudo de seus filhos. (d) deve-se considerar a multidimensionalidade das causas do fracasso e buscar soluções multifacetadas que consigam reverter esse entrave. 7. Para ressaltar a credibilidade da obra de Álvaro Marchesi, a professora Beatriz Dorneles, enfatiza que (a) os dados estatísticos comprovam todas as afirmações feitas por Álvaro Marchesi em seu livro. (b) apesar de um pouco contraditória, a obra comentada denuncia a realidade do ensino brasileiro com base em relatos pessoais dos jovens estudantes. (c) sua explanação teve como suporte pensamentos de autores atuais, de áreas diversas, que contribuem para a solidificação da tese defendida. (d) cita reportagens feitas por alguns meios de comunicação acerca da evasão escolar e do baixo rendimento dos estudantes. 8. Qual é o ponto forte da obra de Álvaro Marchesi, comparando com outras já publicadas em relação ao tema do fracasso escolar, segundo a professora Beatriz Dorneles? 9. A coesão referencial é muito importante para que possamos interligar as ideias de um texto, estabelecendo uma conexão entre elas por meio de palavras e expressões que têm função de retomar conteúdo anterior ou antecipar algo que será mencionado posteriormente. No 3º parágrafo do texto, a autora empregou alguns termos que substituem “fracasso escolar” para evitar a repetição exacerbada dessas palavras. Identifique que outras expressões foram essas e transcreva-as. 10. A coesão sequencial diz respeito aos mecanismos linguísticos que estabelecem diversos tipos de ligação e interdependência entre enunciados, à medida que faz o texto progredir. Em “...o autor oferece-nos uma radiografia do fracasso escolar, com todas as suas nuances, mas também com uma possibilidade de enfrentamento do problema em toda sua complexidade...”, a expressão destacada está interligando enunciados estabelecendo entre eles uma ideia de (a) adição. (b) finalidade. (c) comparação. (d) consequência. 11. Conhecer mecanismos linguísticos de coesão diferenciados é muito importante para estabelecer as relações semânticas entre orações e até entre parágrafos de um texto. Sabendo disso, reescreva o período a seguir, substituindo a locução conjuntiva grifada por outra que apresente o mesmo sentido. “É sempre instigador pensarmos que, apesar de haver uma enorme quantidade de pesquisas sobre o tema do fracasso escolar, tão pouco tenha mudado nas últimas décadas...” Disponível em: https://decifrandotextosecontextos.blogspot.com/2021/08/atividade-de-compreensao- e.html. Acesso em: 28 jan. 2025. https://decifrandotextosecontextos.blogspot.com/2021/08/atividade-de-compreensao-e.html https://decifrandotextosecontextos.blogspot.com/2021/08/atividade-de-compreensao-e.html https://decifrandotextosecontextos.blogspot.com/2021/08/atividade-de-compreensao-e.html GABARITO - ATIVIDADE DE ANÁLISE DO GÊNERO - RESENHA CRÍTICA GABARITO I 1. A partir da leitura da resenha, responda. a. Autor (a) da resenha: Aline T.K.M. b. Nome da obra resenhada: O filme “Uma lição de vida” c. Objetivo de quem a produziu: O objetivo de quem produziu a resenha é convencer as pessoas a assistirem ao filme “Uma lição de vida”, por meio da apresentação geral do enredo e, sobretudo, dos comentários avaliativos (positivos) sobre ele. d. Público a que se destina: A resenha destina-se a todos aqueles que se intencionam conhecer duras realidades que assolaram ou assolam determinado país, buscando compreender o contexto histórico em que elas se inserem. e. Temática explorada pelo autor/autora e sua relevância: a importância da educação, o ato pedagógico, a força da vontade mesmo em meio à dura social, e convivência entre gerações. f. O (a) autor/autora, apresenta o filme como uma boa indicação para assistir? Escreva trechos da resenha que comprovem sua resposta. “o longa nos brinda com uma trama de superação”; “trama tocante”; “belíssimos planos fechados, capazes de causar sensações as mais diversas e que exprimem mais que palavras” g. Quando ela foi publicada, lançada ou apresentada? 2010 2. A resenha apresenta um resumo do filme e comentários da autora sobre esse ele. Sublinhe em vermelho os trechos que resumem o enredo do filme e em azul os trechos que apresentam comentários da autora sobre o objeto resenhado. Resposta Uma lição de vida Coprodução entre EUA, Quênia e Reino Unido, e dirigido por Justin Chadwick (Mandela: O Caminho para a Liberdade), Uma Lição de Vida promete emocionar com uma história verídica. Resumo do filme: Num vilarejo do Quênia, Maruge (Oliver Litondo) ouve no rádio o anúncio da educação gratuita para todos. Não tendo tido oportunidade de estudar no passado, o senhor de 84 anos – um veterano da tribo Mau Mau que lutou para libertar o Quênia dos ingleses – bate à porta da escola primária e espera uma chance de poder aprender a ler. Rejeitado de início, Maruge não desiste: já de uniforme escolar e uma pequena bolsa a tiracolo, volta a pedir por uma vaga e insiste até ser aceito pela professora Jane (Naomie Harris). Em meio a lembranças do doloroso passado, Maruge tem de enfrentar a revolta e as ameaças das autoridades, dos moradores da região e dos pais dos alunos, inconformados por um idoso ter sido aceito em uma classe de crianças de seis anos de idade. Comentários da autora: A despeito da péssima escolha do título em português – seria mais interessante um que se aproximasse do original, The First Grader –, o longa nos brinda com uma trama de superação que, para nosso alívio, está bem distante da fórmula “autoajuda para assistir”. Muito poderia ser dito acerca das belezas deste filme. Seja com relação à trama tocante, sem jamais escorregar no sentimentalismopiegas; ou então sobre os belíssimos planos fechados, capazes de causar sensações as mais diversas e que exprimem mais quepalavras. Prefiro, no entanto, dar ênfase à força dos personagens e à entrega dos atores, aspectos capazes de arrepiar o espectador. Os protagonistas - o idoso Maruge e a professora Jane – colocam a determinação como base para se operar mudanças e apontam a educação como a ferramenta principal para isso. Através de flashbacks bem situados, adentramos o passado de Maruge e somos confrontados com a chocante realidade da luta pela liberdade da ex-colônia britânica. A crueldade extrema e as condições mais desumanas foi o que Maruge encontrou nos campos de detenção na década de 50, após ter tido sua esposa e filhos cruelmente assassinados. Veio a liberdade para o Quênia, a vida continuou. O passado, porém, nunca foi de todo extinto e permanece como uma ferida que dói, além de uma dívida histórica. Uma Lição de Vida é a história de uma luta que atravessa gerações. A luta de Maruge para superar seu passado, ir à escola e aprender a ler; a luta de Jane pelo amor à educação; a luta diária das crianças em face das condições precárias da escola, em que cinco alunos dividem uma carteira e tantos outros estudam sentados no chão. Mas também, trata-se de uma inspiradora história de conquista, portadora de uma verdade incontestável: “o aprendizado só termina quando tivermos terra nos ouvidos”. 3. Identifique a crítica negativa feita pela autora da resenha acerca do filme. A autora critica o título escolhido para a versão em português do filme. Segundo ela, “Uma lição de vida” representa um clichê, algo típico de filmes de “autoajuda”, característica que não se percebe no filme em questão. Para tal, ela sugere um título que se aproximasse do original. 4. Releia as informações contidas na parte “Ficha técnica”. Em seguida, identifique a finalidade de elas serem apresentadas. As informações relativas à parte técnica funcionam como argumento de autoridade, isto é, conferem confiabilidade ao filme. Disponível em: https://acessaber.com.br/atividades/interpretacao-de-texto-resenha-de-filme-3o-ano-do-ensino- medio. Acesso em: 20 jan. 2025. https://acessaber.com.br/atividades/interpretacao-de-texto-resenha-de-filme-3o-ano-do-ensino-medio/ https://acessaber.com.br/atividades/interpretacao-de-texto-resenha-de-filme-3o-ano-do-ensino-medio/ GABARITO - Atividade 2 Resenha Crítica: O que será de nós, os maus alunos? 01. D 02. Apresentar a obra ao público interessado, ressaltando os pontos positivos e contribuição da pesquisa para minimizar o problema da evasão escolar. 03. C 04. B 05. Textos, como o da professora Beatriz Dorneles, são importantes, pois, além de ajudar a divulgar a obra comentada, oferece um resumo sobre o assunto, mostrando também a sua opinião, o que pode contribuir para a leitura e entendimento da obra. 06. D 07. C 08. É o fato de o autor apresentar possibilidades de enfrentamento do problema em toda a sua complexidade. 09. “desse fato” – “crianças que não aprendem” – “este” – “fenômeno multidimensional”. 10. A 11. “É sempre instigador pensarmos que, mesmo que haja uma enorme quantidade de pesquisas sobre o tema do fracasso escolar, tão pouco tenha mudado nas últimas décadas...” COMO FAZER UMA BOA RESENHA CRÍTICA: PASSO A PASSO 1. Conheça muito bem a obra Para começar uma resenha crítica é necessário ler/assistir atentamente à obra analisada. Se necessário, pode-se fazer isso mais de uma vez para que nenhuma parte passe despercebida. Assim, se ficou alguma dúvida, não hesite em ler/ver novamente. 2. Faça anotações sobre a obra Durante a fase inicial, é importante fazer algumas anotações sobre o tema, a estrutura da obra, o autor/autora. ❖ Qual o nome da obra? ❖ Quem é o autor/autora? ❖ Qual a temática explorada pelo autor/autora e sua relevância? ❖ Qual a opinião defendida pelo autor/autora? ❖ Quando ela foi publicada, lançada ou apresentada? ❖ Qual a estrutura e divisão apresentada (partes, capítulos, seções)? ❖ A obra faz parte de outras, por exemplo, é uma trilogia? 3. Pesquise sobre o autor/autora Para fazer uma resenha crítica é importante saber mais sobre o autor ou autora da obra, por exemplo: ❖ Qual o nome completo do autor/autora? ❖ Qual o local e data de nascimento/morte do autor/autora? ❖ O tema da obra produzida é recorrente em outras obras do mesmo autor/autora? 4. Crie sua opinião sobre a obra Para produzir sua opinião sobre a obra analisada, responder algumas questões podem ajudar a definir melhor o caminho a ser seguido: Gostou da obra? ❖ Qual parte foi mais interessante? ❖ Que relações ela pode ter com outras obras? ❖ Quais as principais considerações e apreciações sobre o tema? ❖ Sentiu que teve alguma parte que não ficou muito bem explicada? ❖ Quais as emoções geradas depois de ler/assistir a obra? Produção de Texto Analisando as informações coletadas acima, chegou a hora de produzir o texto. Por isso, recorra a todas as anotações feitas, pois elas serão valiosas e servirão de guia e apoio para desenvolver melhor a resenha crítica. PROPOSTA DE PRODUÇÃO TEXTUAL Produza uma resenha crítica com extensão mínima de 20 e máxima de 30 linhas, sobre um filme, livro ou série de seu conhecimento. Se possível, assista, ou leia novamente prestando atenção na história, nos personagens, cenário, costumes, efeitos especiais, tempo e etc. "Sociedade dos Poetas Mortos" (1989) - Direção: Peter Weir SUGESTÕES DE FILMES "O Menino do Pijama Listrado" (2008) - Direção: Mark Herman SUGESTÕES DE LIVROS "O Primo Basílio" de José de Alencar "Dom Casmurro" de Machado de Assis "O Cortiço" de Aluísio Azevedo "Vidas secas, de Graciliano Ramos O Menino que Descobriu o Vento (2019) "A Vida é Bela" (1997) - Direção: Roberto Benigni FOLHA DE PRODUÇÃO - RASCUNHO Título: FOLHA DE PRODUÇÃO - FINAL Título: A carta aberta é uma modalidade de texto que tem como principal função o direcionamento, questionamento ou solicitação socialmente relevante advinda de um indivíduo ou grupo a outra pessoa ou instituição. De forma distinta da carta pessoal, a carta aberta é publicada na mídia e visa promover um debate público sobre determinado assunto. "Por causa de seu caráter de persuasão direcionada ao destinatário e ao público com acesso ao conteúdo, a carta aberta é argumentativa e se configura de modo estratégico em defesa de um ponto de vista.’’ Resumo sobre a carta aberta A carta aberta é uma modalidade de texto utilizada por uma pessoa ou grupo que quer se manifestar publicamente sobre algum tema. De maneira diferente da carta pessoal, a carta aberta é de âmbito público e, por isso, costuma ser publicada em veículos de comunicação e mídias sociais. Do ponto de vista estrutural, a carta aberta se organiza da seguinte forma: título, introdução, desenvolvimento, conclusão, despedida, assinatura, local e data. Na carta aberta prevalece a argumentação, pois ela deve persuadir o leitor. O que é carta aberta? Carta aberta é um gênero textual predominantemente argumentativo utilizado na manifestação pública da opinião de uma pessoa ou grupo sobre um tema de relevância coletiva. Ou seja, ela é voltada para discussões públicas e possui função social. Além disso, ela é publicada. Qual a diferença entre carta aberta e carta pessoal? Do ponto de vista estrutural, a carta aberta se assemelha à carta pessoal. No entanto, aquela se difere desta em relação ao público e à sua função. A carta aberta é direcionada a uma ou mais pessoas e é divulgada amplamente, enquanto a carta pessoal é direcionada a uma só pessoa e não é publicada. Quanto à sua função, a carta aberta é voltada para questões sociais, portanto ela integra o debate público. O autor da carta pessoal, por outro lado, não tem pretensão de ir além do âmbito particular. Qual a estrutura e características da carta aberta? Podemos compreender a carta aberta a partir de seus elementos específicos. ConceitoTrata-se de um texto escrito em prosa direcionado a um grupo ou figura de autoridade que contém reclamações e reivindicações sobre um determinado tema em debate na sociedade. Estrutura A estrutura da carta aberta é dividida fundamentalmente em sete partes: Título O título é o nome que você dará à sua carta aberta. Comumente, o título é objetivo e pontual (por exemplo, “Carta Aberta ao Ministério da Educação”), indicando tanto o gênero quanto o destinatário. Deve vir centralizado no topo do texto. Introdução A introdução é o início da sua carta, é o momento das apresentações sobre as ideias e temáticas que serão discutidas, do remetente da carta e, diversas vezes, até mesmo do destinatário. A função principal da introdução é situar o leitor a respeito do que será abordado. Nesse sentido, é importante lembrar que, por não ser direcionada somente ao destinatário mas também ao grande público, muitas vezes o autor pode apresentar informações direcionadas aos diversos leitores, no intuito de contextualizá-los a respeito de detalhes que possam não ser conhecidos por todos. A carta aberta é utilizada principalmente para criticar, solicitar ou sugerir algo de caráter social, desse modo, é comum que a introdução também apresente as primeirasinformações a respeito do problema detectado, de modo que, ao final da leitura dessa parte, o leitor consiga identificar as informações principais do texto. Desenvolvimento O desenvolvimento é a parte do texto em que as questões apresentadas na introdução são aprofundadas. É o espaço no qual se pode explicar melhor os conceitos apresentados ou a situação do problema abordado, aprofundar em como isso interfere na vida das pessoas ou por que isso é um problema. Além disso, nessa parte, é essencial que se apresentem e se desenvolvam os argumentos que embasam o posicionamento crítico defendido, podendo, para isso, lançar mão de outros textos, como dados estatísticos, gráficos, reportagens, pesquisas, entre outros, no intuito de fortalecer seu ponto de vista. Conclusão Na conclusão, encerram-se os debates a respeito da questão apresentada e se encaminha a um desfecho, no qual comumente se apresenta uma sugestão para o problema identificado. Além disso, é possível também fazer uma conclusão crítica, sugerindo, ao destinatário e a todos os leitores, uma reflexão a respeito do assunto. Despedida A despedida é uma pequena frase na qual o remetente agradece pela atenção e se despede do destinatário com certo grau de formalidade. Comumente, utiliza-se a forma “Atenciosamente,”. Essa pequena frase fica separada do grande texto e situada na lateral esquerda da folha. Assinatura A assinatura é a identificação oficial do remetente e pode se referir a uma pessoa ou a um grupo ou instituição. Assim, escreve-se o nome que identifica quem endereça a carta, abaixo da linha de despedida e na lateral direita da folha. Disponível em: . Acesso em: 21 jan. 2025.https://brasilescola.uol.com.br/redacao/carta-aberta.htm Data e local: O remetente identifica o local onde a carta foi redigida e a data em que ela foi produzida. Audiência Se na carta pessoal o leitor é uma única pessoa, na carta aberta, o direcionamento é dado a uma ampla audiência, no intuito de promover um debate com a sociedade civil. Linguagem A carta aberta é pública, sendo um instrumento muito utilizado em veículos de comunicação e mídias sociais. Assim, a linguagem utilizada é a norma-padrão da língua, mais adequada para esse fim. Quanto às características da carta aberta, destaca-se seu contexto e produção e a predominância da argumentação, pois é preciso que o autor: ❖ convença os leitores acerca de sua opinião; ❖ embase suas reivindicações e reclamações para que o destinatário possa se sensibilizar e agir em prol de uma resolução. https://brasilescola.uol.com.br/redacao/carta-aberta.htm Como fazer uma carta aberta? Para fazer uma carta aberta, é necessário, antes da produção textual: ❖ identificar e pontuar o destinatário exato ao qual se destinará o texto; ❖ definir a questão que será abordada e os argumentos que serão apresentados. Além disso, é importante refletir sobre a organização desse material, selecionando o que será apresentado e em qual ordem. Primeiro, inicie a carta assinando data e local no canto esquerdo do início da folha, pois toda carta necessita da marcação espaço/temporal. Em seguida, dê um espaço para baixo e, no centro da folha, insira o seu título. Na linha seguinte, inicie o seu grande texto pela introdução. No grande texto, apresente as ideias principais, as perguntas provocativas e os problemas identificados no início do texto, seguidos do aprofundamento dessas questões, no desenvolvimento, e encerrados com uma possível proposta de melhoria ou de reflexão, na conclusão. Encerrando-se a fase anterior, dê um espaço para a linha abaixo e, na lateral esquerda, insira uma pequena marca de despedida, indicando a finalização da carta. Na próxima linha, na lateral direita, insira a sua assinatura ou a do grupo do qual faz parte." Exemplo de carta aberta CARTA ABERTA DE MÉDICAS E MÉDICOS DA ATENÇÃO PRIMÁRIA À SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE DO RIO DE JANEIRO Frente ao avanço da pandemia no Brasil imposto pela variante Ômicron, as unidades da Atenção Primária à Saúde (APS) do município do Rio de Janeiro tem tido suas condições de trabalho ainda mais agravadas com sobrecarga dos serviços, adoecimento físico e psíquico de profissionais e ausência de diálogo por parte da gestão municipal. De maneira diferente das variantes anteriores, a atual foi responsável pela explosão de casos de covid-19 no Rio de Janeiro de forma muito acelerada, com aumento de mais de 6000% dos casos confirmados entre a última semana de 2021 e a primeira semana de 2022. Este cenário veio agravar a sobrecarga dos serviços de APS, que durante quase dois anos tiveram de se readaptar ao surgimento da nova pandemia, ao aumento de casos com necessidade de intervenções médicas avançadas nas unidades, à vacinação em massa da população, a mudanças dos contratos de gestão e ao surto de influenza do final de 2021 com pouco apoio adicional das gestões. [...] Sendo assim, frente ao cenário de avanço ainda sem previsão de diminuição dos casos por variante Ômicron e do adoecimento das trabalhadoras e trabalhadores, com a iminente e necessária campanha de vacinação de crianças contra covid-19, enquanto trabalhadoras e trabalhadores da APS do Rio de Janeiro, exigimos que sejam implantadas novas estratégias de testagem e atendimento que visem reduzir a sobrecarga e o adoecimento de profissionais de saúde e o estabelecimento de diálogo institucional e permanente entre a gestão municipal e as trabalhadoras e trabalhadores. Médicas e médicos da APS do Rio de Janeiro e entidades solidárias a suas demandas Rio de Janeiro, 14 de Janeiro de 2022. Comentário: A carta aberta acima foi escrita por médicos do Rio de Janeiro tendo como destinatário a Secretaria Municipal do Rio de Janeiro. No trecho extraído, destacamos os três elementos essenciais do gênero carta aberta: introdução, desenvolvimento e conclusão. Na introdução, é exposto na carta o que motivou sua escrita. Diante do aumento de casos de covid-19 entre o final de 2021 e início de 2022, os médicos se encontram em situação adversa, com sobrecarga de serviços, o que acarretou em adoecimento dos profissionais de saúde do município. Na segunda parte, no desenvolvimento, são trazidos alguns dados como argumento para convencer o público e o destinatário de que mudanças precisam ser feitas. De acordo com o texto, houve um aumento de mais de 6000% no número de diagnósticos. Além disso, o surto de influenza tem aumentado e dificultado o trabalho dos médicos. Por fim, na conclusão, o texto se encerra com a exigência de que “sejam implantadas novas estratégias de testagem e atendimento que visem reduzir a sobrecarga e o adoecimento dos profissionais de saúde e o estabelecimentode diálogo institucional entre a gestão municipal e as trabalhadoras e trabalhadores”. Em seguida, o grupo de médicos assina a carta e identifica a data e o local de sua produção. O trecho acima evidencia o caráter social da carta aberta, pois a temática da pandemia e dos problemas estruturais no sistema de saúde são de interesse público. Quando os médicos escrevem uma carta aberta ao órgão responsável por tratar da situação, o objetivo é, além de sensibilizar a entidade, convencer e persuadir a população de que a sobrecarga nos serviços e o consequente adoecimento físico e psíquico dos profissionais impedem o combate ao vírus e resulta em um problema ainda maior, que afeta toda a população. Disponível em: . Acesso em: 21 jan. 2025. https://www.portugues.com.br/redacao/carta-aberta-.html Disponível em: . Acesso em: 21 jan. 2025.https://brasilescola.uol.com.br/redacao/carta-aberta.htm Propostas de Atividades Sala de aula invertida ❖ Pesquisem e registrem informações sobre emergência ambiental e sobre o gênero carta aberta. https://www.portugues.com.br/redacao/carta-aberta-.html https://brasilescola.uol.com.br/redacao/carta-aberta.htm ❖ Dividam-se em grupos para discussão e resolução da atividade de contextualização do campo, do gênero e do tema. ❖ Depois apresentem aos demais estudantes suas respostas e considerações. Proposta de contextualização do campo, do gênero e do tema 1. O que seria um assunto de relevância social? 2. Você já ouviu falar sobre a emergência climática pela qual o nosso mundo passa atualmente? Se sim, explique para a turma qual sua visão sobre essa questão. 3. Você considera que a emergência climática é um problema de relevância social? Por quê? 4. Qual a causa dos problemas ambientais que enfrentamos hoje? 5. Quem pode resolver esses problemas? 6. Você já ouviu falar sobre o gênero carta aberta? Se sua resposta for positiva, explique o que seria isso. Caso não saiba, levante hipóteses e as discuta com seus colegas. ANÁLISE DO GÊNERO CARTA ABERTA Partindo da perspectiva de que a forma composicional de um gênero está diretamente atrelada a seu contexto de produção e circulação, a atividade analítica aborda aspectos do contexto produção e circulação do gênero (interlocutores, finalidades, intenções, suporte e tecnologias envolvidas na produção e circulação do discurso), elementos formais do texto (semioses, modalidades de linguagem, organização textual e aspectos linguísticos, lexicais e de registro) e questões referentes ao conteúdo do temático do texto. A partir do reconhecimento da forma composicional do gênero. ATIVIDADE DE ANÁLISE DO GÊNERO CARTA ABERTA Leia a carta de reclamação a seguir. Carta aberta do movimento Cientistas em Rebelião destinada à sociedade civil A carta aberta abaixo foi escrita coletivamente pelo movimento Cientistas em Rebelião e descreve nossas posições e demandas. Somos cientistas e acadêmicos que acreditam que devemos expor a realidade e a gravidade da emergência climática e ecológica por meio da desobediência civil não-violenta. A menos que aqueles em melhor posição para entender esse problema se comportem como se ele fosse realmente uma emergência, não podemos esperar que o público o faça. Alguns acreditam que parecer “alarmista” é prejudicial, mas ficamos aterrorizados com o que vemos. Assim, acreditamos que ser essencial e correto expressar nossos medos abertamente. As populações de mamíferos, aves, peixes, anfíbios e répteis tiveram uma queda média alarmante de 68% desde 1970, juntamente com um aparente colapso nas populações de polinizadores. Nesse ritmo, os ecossistemas ao redor do mundo entrarão em colapso ainda na vida das gerações atuais, com consequências catastróficas para a espécie humana. As mudanças climáticas têm intensificado o aumento da temperatura em climas mais quentes, de modo a produzir um aquecimento adicional. As consequências disso, vistas, por exemplo, no aumento de incêndios florestais, no degelo do permafrost e no derretimento do gelo, ameaçam levar a Terra irreversivelmente a um estado quente e inabitável. Esses efeitos já são observados décadas antes do esperado pelos piores cenários previstos. Ondas de calor cada vez mais severas, secas e desastres naturais estão ocorrendo ano após ano, enquanto o nível do mar pode subir vários metros neste século, deslocando centenas de milhões de pessoas que vivem em áreas costeiras. Há um medo crescente entre os cientistas de que desastres climáticos simultâneos em grandes áreas agrícolas possam causar escassez global de alimentos, desencadeando assim um colapso social. Por exemplo, a seca na Síria (2011-2015) destruiu grande parte da agricultura e pecuária do país, levando milhões para as cidades e provocando uma guerra civil da qual o mundo ainda está se recuperando. Enfrentamos uma crise possivelmente centenas de vezes mais grave. Estar informado é estar alarmado. As ações e planos atuais são totalmente inadequados para combater as mudanças climáticas e mesmo eles não estão sendo cumpridos. Além disso, a taxa de destruição ambiental é proporcional ao crescimento econômico, o que nos leva a extrair mais recursos da Terra do que é possível restaurar. Nesse sentido, governos e corporações visam aumentar o crescimento e os lucros, acelerando, assim, inevitavelmente, a destruição da vida na Terra.Dessa forma, consideramos necessário: ● Alcançar a descarbonização na escala necessária, o que vai exigir decrescimento econômico, pelo menos no curto prazo. Isso não requer necessariamente uma redução nos padrões de vida. ● Atribuir o custo econômico necessário à transição de um sistema que depreda o meio ambiente para outro mais sustentável aos mais ricos. Afinal, foram eles que se beneficiaram enormemente da atual estrutura destrutiva do sistema econômico, enquanto outros, os mais pobres, enfrentaram as consequências. Uma transição justa para um sistema sustentável requer que a riqueza do 1% seja usada para o benefício comum. O meio mais eficaz de alcançar uma mudança sistêmica na história moderna é através da resistência civil não violenta. Convocamos acadêmicos, cientistas e o público a se juntarem a nós na desobediência civil para exigir emergencialmente a descarbonização e a reestruturação do sistema econômico, facilitados pela redistribuição de riqueza. Traduzido e adaptado de https://scientistrebellion.com/our-positions-and-demands/, acesso em 17/09/2022 ATIVIDADE 1 - INTERPRETAÇÃO TEXTUAL 1. O que motivou a escrita da carta aberta? 2. Quais as consequências da emergência climática apontadas pelos autores da carta? Cite ao menos três delas. 3. Leia o texto a seguir. Desobediência civil é uma forma de protesto político feito pacificamente e que se opõe a alguma ordem que possui um comportamento de injustiça ou contra um governo visto como opressor pelos desobedientes. É um conceito formulado originalmente por Henry David Thoreau e aplicado com sucesso por Mahatma Gandhi no processo de independência da Índia e do Paquistão e por Martin Luther King na luta pelos direitos civis e o fim da segregação racial nos Estados Unidos. Na eventualidade de um governo vigente não satisfazer as exigências de sua população, esta, segundo a concepção de desobediência civil, tem o direito de desobedecê-lo. A desobediência civil está no mesmo patamar jurídico do direito de greve (para proteger os direitos dos trabalhadores) e o direito de revolução (para resguardar o direito do povo de exercer a sua soberania quando esta é ofendida). A rigor, a desobediência civil é ilegal. No entanto, segundo o pensamento do filósofo John Rawls, pode ser considerada como ato legítimo, na medida em que se fundamenta no princípio da justiça. Se a lei não for um instrumento de realização da justiça, o seu descumprimento é legítimo. Vale como uma espécie de legítima defesa contra a arbitrariedade e a injustiça. Adaptado de https://pt.wikipedia.org/wiki/Desobedi%C3%AAncia_civil, acessoem 17/09/22. O movimento Cientistas em Rebelião aprova o uso da desobediência civil como forma de protesto. Com base no texto acima, explique o que seria essa concepção. 4. Você concorda com protestos que fazem uso de desobediência civil? Justifique sua resposta. 5. Por que, para os cientistas do movimento, estar alarmado é estar informado sobre o problema da emergência climática? Linhas 3, 4. 5, 6 e 7. 6. Entre os pontos defendidos pela carta encontra-se atribuir o custo econômico da transição da atual economia para a parcela mais rica da população. Como os Cientistas em Rebelião justificam esse posicionamento? 7. Você concorda ou discorda do posicionamento dos cientistas em Rebelião discutido na questão anterior? Por quê? ATIVIDADE 2 - ANÁLISE DO CONTEXTO DE PRODUÇÃO E CIRCULAÇÃO E DA FORMA COMPOSICIONAL DO GÊNERO 1. Qual é a função de uma carta aberta? Para que ela serve? 2. Quem escreveu a carta aberta lida? 3. A quem a carta aberta foi destinada? 4. Imagine que a carta aberta lida não tivesse título. Você acha que isso seria um problema? Discuta essa questão com seus colegas. Depois, com base na discussão realizada, responda à seguinte questão: Qual é a função do título da carta aberta? 5. A carta aberta lida apresenta três reivindicações. Escreva duas delas? Você concorda com essas reivindicações? Por quê? Resposta pessoal. GABARITO - ATIVIDADE DE ANÁLISE DO GÊNERO - CARTA ABERTA Proposta de contextualização do campo, do gênero e do tema 1. O que seria um assunto de relevância social? Um assunto de relevância social é aquele que tem impacto significativo na vida das pessoas e na dinâmica coletiva. 2. Você já ouviu falar sobre a emergência climática pela qual o nosso mundo passa atualmente? Se sim, explique para a turma qual sua visão sobre essa questão. Resposta pessoal. 3. Você considera que a emergência climática é um problema de relevância social? Por quê? Resposta pessoal. 4. Qual a causa dos problemas ambientais que enfrentamos hoje? As maiores causas de problemas ambientais são: crescimento populacional, uso insustentável e ineficiente de recursos, a pobreza e a não inclusão dos custos ambientais da utilização dos recursos nos preços de mercado de bens e serviços. 5. Quem pode resolver esses problemas? Resposta pessoal. 6. Você já ouviu falar sobre o gênero carta aberta? Se sua resposta for positiva, explique o que seria isso. Caso não saiba, levante hipóteses e as discuta com seus colegas. A carta aberta é uma modalidade de texto utilizada por uma pessoa ou grupo que quer se manifestar publicamente sobre algum tema. Resposta pessoal. Atividade 2 1. O que motivou a escrita da carta aberta? A gravidade da emergência climática e ecológica por meio da desobediência civil não- violenta. Quais as consequências da emergência climática apontadas pelos autores da carta? Cite ao menos três delas. Aumento da temperatura em climas mais quentes no aumento de incêndios florestais; As populações de mamíferos, aves, peixes, anfíbios e répteis tiveram uma queda média alarmante de 68% desde 1970. 3. O movimento Cientistas em Rebelião aprova o uso da desobediência civil como forma de protesto. Com base no texto acima, explique o que seria essa concepção. É uma forma de protesto político feito pacificamente e que se opõe a alguma ordem que possui um comportamento de injustiça ou contra um governo visto como opressor pelos desobedientes. Na eventualidade de um governo vigente não satisfazer as exigências de sua população, esta, segundo a concepção de desobediência civil, tem o direito de desobedecê- lo. 4. Você concorda com protestos que fazem uso de desobediência civil? Justifique sua resposta. Resposta pessoal 5. Por que, para os cientistas do movimento, estar alarmado é estar informado sobre o problema da emergência climática? Linhas 3, 4. 5, 6 e 7. Porque aqueles que têm a real noção da gravidade do problema precisam alertar quanto à emergência na tomada de providências. 6. Entre os pontos defendidos pela carta encontra-se atribuir o custo econômico da transição da atual economia para a parcela mais rica da população. Como os Cientistas em Rebelião justificam esse posicionamento? Porque os ricos são os que mais se beneficiaram enormemente da atual estrutura destrutiva do sistema econômico, enquanto outros, os mais pobres, enfrentaram as consequências. 7. Você concorda ou discorda do posicionamento dos cientistas em Rebelião discutido na questão anterior? Por quê? Resposta pessoal ATIVIDADE 2 – ANÁLISE DO CONTEXTO DE PRODUÇÃO E CIRCULAÇÃO E DA FORMA COMPOSICIONAL DO GÊNERO 1. Qual é a função de uma carta aberta? Para que ela serve? Tem como principal função o direcionamento, questionamento ou solicitação socialmente relevante advinda de um indivíduo ou grupo a outra pessoa ou instituição. 2. Quem escreveu a carta aberta lida? O movimento Cientistas em Rebelião. 3. A quem a carta aberta foi destinada? Foi destinada à sociedade civil. 4. Imagine que a carta aberta lida não tivesse título. Você acha que isso seria um problema? Discuta essa questão com seus colegas. Depois, com base na discussão realizada, responda à seguinte questão: Qual é a função do título da carta aberta? Indicar o gênero e o destinatário. 5. A carta aberta lida apresenta três reivindicações. Escreva duas delas? Alcançar a descarbonização na escala necessária, o que vai exigir decrescimento econômico, pelo menos no curto prazo. Isso não requer necessariamente uma redução nos padrões de vida. • Atribuir o custo econômico necessário à transição de um sistema que depreda o meio ambiente para outro mais sustentável aos mais ricos. 6. Você concorda com essas reivindicações? Por quê? Resposta pessoal PROPOSTA DE PRODUÇÃO TEXTUAL Imagine que você é membro do grêmio de sua escola. Após ler a reportagem reproduzida abaixo sobre a crise ambiental no Brasil, você levou a questão aos demais membros. Preocupados com a atual situação e com a intenção de chamar atenção para o problema, vocês decidiram produzir uma carta aberta, em nome do grêmio, destinada aos governantes do país. A carta será publicada no site da escola. Você ficou responsável pela escrita do texto e, nele, deverá obrigatoriamente constar: ❖ Um posicionamento diante da questão; ❖ Uma desenvolvimento que apresente três dos problemas ambientais observados hoje no Brasil; ❖ Uma reivindicação para que os governantes adotem ações para lidar com os problemas ambientais do país. Importante: lembre-se de dar um título adequado a sua carta aberta. Crise ambiental no Brasil pode atingir “ponto de não retorno” 02/06/2022 Por Iara de Andrade O Brasil vem enfrentando consecutivos recordes de desmatamento, períodos de muitas queimadas, além da destruição pelo garimpo. Especialistas apontam para os impactos da crise ambiental na biodiversidade e na vida das pessoas e estudos alertam para possíveis danos permanentes. Disponível em: https://vocativo.com/2022/11/12/brasil-teve-80- mais-incendios-florestais-em-2022-mostra-monitor-do-fo go . Acesso em: 21 jan. 2025. Nos últimos anos, o Brasil tem vivido uma crise ambiental generalizada. São consecutivos recordes de desmatamento, períodos de muitas queimadas, garimpeiros poluindo rios com mercúrio, animais que correm o risco de entrar em extinção e consequências na biodiversidade, na vida das pessoas e comunidades como um todo. Em níveis internacionais, o país lidera o ranking mundial de devastação florestal. Um levantamento da Global Forest Watch (GFW) apontou que, em 2021, 1,5 milhão de hectares de florestas tropicais foram derrubadas no país, o correspondente a 40% da extinção florestal de todo o planeta. Dados do Relatório Luz sobre as demandas da Agenda 2030, apresentado em julho de 2021, na Câmara dos Deputados, apontam que o Brasil não avançou em nenhuma das 169 metas de Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Organização das Nações Unidas (ONU). O país apresenta retrocesso em 54,4% das metas e se encontra estagnado em 16%. Aindade acordo com o estudo, 12,4% delas estão ameaçadas e 7,7% mostram progresso insuficiente. Foto: Christian Braga/ Greenpeace https://vocativo.com/2022/11/12/brasil-teve-80-mais-incendios-florestais-em-2022-mostra-monitor-do-fogo/ https://vocativo.com/2022/11/12/brasil-teve-80-mais-incendios-florestais-em-2022-mostra-monitor-do-fogo/ https://vocativo.com/2022/11/12/brasil-teve-80-mais-incendios-florestais-em-2022-mostra-monitor-do-fogo/ O Desmatamento Entre 1985 e 2019, o Brasil perdeu 87,2 milhões de hectares de áreas de vegetação nativa, o equivalente a pouco mais de 10% do território nacional. Os números, de agosto de 2020, são do MapBiomas e apontam uma aceleração da devastação nos anos de 2018 e 2019, quando a crise ambiental se acentuou em todo o país. As informações indicam que 97% dos alertas de desmatamento emitidos desde 2019 não foram fiscalizados. Constam 199.520 avisos: 9,6 mil na Mata Atlântica; 14,7 mil na Caatinga; 24,5 mil no Cerrado e; o maior número se deu na Amazônia, com 146,9 mil. Números das regiões pantaneira e dos pampas também foram coletados e apresentam 696 e 330 casos, respectivamente. Durante um painel, na 51ª edição do Fórum Econômico Mundial, o país foi cobrado pela crise ambiental, vista especialmente no desmatamento da Amazônia. Foram 589 quilômetros quadrados de destruição só em 2021. À época, especialistas apontaram o desmatamento do bioma, responsável pela formação de chuvas nas demais regiões do país, como uma das causas para a pior crise hídrica do país em 91 anos, somada à estiagem.Há destruição significativa também na Mata Atlântica. A floresta teve mais de 21 mil hectares derrubados entre 2020 e 2021. Números do Atlas Mata Atlântica indicam um aumento de 66% em relação ao período anterior. Foram 9.209 hectares em Minas Gerais; 4.968 na Bahia; 3.299 no Paraná; 1.008 em Mato Grosso do Sul e 750 em Santa Catarina. As Queimadas Queimadas podem acontecer de forma natural, sendo muito comuns em regiões mais áridas. Mas há também as chamadas antrópicas ou artificiais. Essas se dão de forma proposital, causadas por seres humanos, normalmente para preparar o solo para agricultura ou pecuária. São consideradas crimes se não estiverem dentro dos termos das leis ambientais, como por exemplo: se ocorrerem muito próximas a redes de distribuição de energia elétrica ou ocuparem uma faixa a menos de 15 metros de rodovias ou ferrovias. Além disso, toda queimada precisa ser autorizada pelo órgão ambiental dos municípios e/ou dos estados. De acordo com dados divulgados pelo Instituto Nacional de Pesquisa Espacial (INPE), o ano de 2021 foi o terceiro maior em queimadas no Amazonas na história do país. De janeiro a 3 de novembro de 2021, foram registrados 14.617 focos de incêndio no estado, ficando atrás do ano de 2005, com 15.644, e 2020, com 16.729 focos. Um relatório técnico elaborado pelo Ministério Público do Mato Grosso (MPMT) e pelo Ministério Público do Mato Grosso do Sul (MPMS) aponta que quase 60% dos focos de incêndio no Pantanal, no ano de 2020, têm alguma ligação com a agropecuária. A Biodiversidade Pesquisadores do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), do Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Mamíferos Carnívoros (Cenap/Icmbio) e da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) divulgaram, em artigo científico, dados sobre as consequências das frequentes queimadas no Pantanal, no período de janeiro de 2020 a 11 de junho de 2021. Intitulado “Pantanal está pegando fogo e só uma agenda sustentável pode salvar a maior área úmida do mundo”, o documento diz que 4,65 bilhões de animais foramafetados pelos incêndios no bioma. São pelo menos 65 milhões de nativos vertebrados e 4 bilhões de invertebrados, com base na densidade de espécies conhecidas. Onças-pintadas, águia-solitária-coroado, tamanduá-bandeira, cervo-do-pantanal e arara-azul estão entre as espécies mais afetadas. “Os impactos sobre essas espécies podem ser diretos por ferimentos e morte, ou indiretos devido à perda ao habitat e escassez de recursos”, diz um trecho do artigo. O Garimpo Em 25 de maio de 2022, foi comemorado o marco de 30 anos de demarcação das Terras Yanomami, a maior terra indígena do Brasil. Homologada em 1992 pelo então presidente recém- eleito, Fernando Collor, a medida fez cumprir a constituição de 1988 que concede aos yanomami o direito exclusivo de usufruto das terras. À época, 40 mil garimpeiros ocupavam a região. Apesar do decreto, atualmente as Terras Yanomami vivem outra onda de invasão, que já conta com pelo menos 30 mil garimpeiros. Dados de um relatório da Hutukara Associação Yanomami, divulgado em abril deste ano, chamam a atenção para o aumento de 46% do avanço de garimpo ilegal na região no ano de 2021, em comparação com o ano anterior. Em 2020, o salto já era de 30%. O documento denuncia diversos crimes causados pelos garimpeiros. Por causa dos rios contaminados com mercúrio, os indígenas perderam uma de suas maiores fontes de alimento, estão passando fome e passaram a depender dos invasores para comer. Relatos contam que garimpeiros oferecem comida em troca de sexo com crianças Yanomami. Em 2019, o garimpo poluía o Rio Tapajós com altos níveis de mercúrio. O componente, que antes era inofensivo e podia ser encontrado naturalmente no solo amazônico, passou a se tornar motivo de preocupação para a população local, que agora se alimenta dos peixes contaminados. As consequências As consequências da crise ambiental e da destruição dos biomas brasileiros vão desde alterações no clima, que influenciam diretamente na diminuição das chuvas e impactam a produção agrícola, até o aumento na emissão e concentração dos gases de efeito estufana atmosfera, que contribuem para a intensificação de eventos climáticos extremos, como inundações e crises hídricas. Adaptado de: https://observatorio3setor.org.br/noticias/crise-ambiental-no-brasil-pode-atingir-ponto-de-nao- retorno. Acesso em: 17/09/22. FICHA DE PLANEJAMENTO Qual será o título de sua carta aberta? Antes de formulá-lo, lembre-se do modelo de título estudado. Qual a justificativa para a escrita da carta aberta? Qual o primeiro problema ambiental de seu desenvolvimento? Qual o segundo problema ambiental de seu desenvolvimento? Qual o terceiro problema ambiental de seu desenvolvimento? Formule a reivindicação de sua carta aberta? A partir da escolha de um dos temas analisados no estudo desse gênero, produza uma carta aberta. Lembre-se de respeitar a estrutura e as características desse gênero. FOLHA DE PRODUÇÃO - RASCUNHO Título: FOLHA DE PRODUÇÃO - FINAL Título: A carta de leitor é um gênero textual argumentativo presente em diversos meios de comunicação. Como você já deve ter tido contato com revistas, jornais, sites, etc., certamente notou que a maioria desses meios de comunicação possui uma seção destinada à expressão das opiniões de seus leitores, não é mesmo? Os editores utilizam esse espaço para estabelecer um diálogo com o público ao qual destina suas produções e, entre outras coisas, avaliar a qualidade do próprio trabalho. No entanto, para que o leitor se adeque ao meio formal de comunicação, é necessário conhecer a estrutura da Carta do leitor. Para tanto, observe um exemplo desse tipo de texto: Goiânia, 08 de fevereiro de 2018. Caro editor, gostaria de parabenizar os responsáveis pela reportagem sobre a região Centro Oeste, especialmente o destaque feito a Goiânia, capital onde nasci e vivo até hoje. Os aspectos sociais e culturais presentes na cidade foram brilhantemente descritos no texto e muito bem representados por meio das imagens que representam tão bem o nosso povo. Atenciosamente, J.S. Goiânia, 08 de fevereiro de 2018. Não pare agora... Tem mais depois da publicidade ;) Caro editor, impressionante como foi infeliz a abordagem feita na reportagem da edição anterior sobre o estado de Goiás, especialmente sobre a capital, Goiânia. O textomostra a completa falta de conhecimento dos autores, que expressam opiniões estereotipadas sobre o povo que aqui habita. Lamentável que um texto de péssima qualidade tenha sido publicado em uma revista como esta. Atenciosamente, J.S. É possível notar que, nesse caso, o leitor vê-se representado na reportagem realizada pelo meio de comunicação e identifica-se diretamente com as informações passadas pelo texto. Por essa razão, ele parabeniza a equipe responsável e expressa sua opinião de contentamento. Todavia, existem cartas desse tipo que também podem expressar uma opinião contrária a que está sendo defendida pelo meio de comunicação. Veja: Dessa forma, observamos que esse gênero textual possui um aspecto argumentativo, pois tem como objetivo expressar opiniões que confrontam ou confirmam algo anteriormente apresentado. Estrutura da carta de leitor Como podemos perceber, apesar dos diferentes posicionamentos expressos nos textos acima, eles apresentam uma estrutura textual semelhante, não é mesmo? Os elementos que o compõem são: ❖ Local e data; ❖ Cumprimento formal (vocativo, com formas de tratamento adequadas); ❖ Introdução com menção à matéria (texto, reportagem etc.) publicada com o objetivo de contextualizar até mesmo quem não tenha tido contato com o texto ao qual nos referimos, dando importância à crítica que fazemos; ❖ Desenvolvimento com fundamentação da opinião por meio do uso de dados e informações apresentados no texto ao qual se refere; ❖ Conclusão retomando a opinião expressa e expressão cortês de despedida; ❖ Uso de linguagem formal. Assim, nota-se a importância da observação da estrutura textual desse tipo de texto, uma vez que ele será veiculado em um contexto formal de comunicação, que exige a adequação no que diz respeito a sua função expositiva e argumentativa. Disponível em: . Acesso em: 21 jan. 2025.https://mundoeducacao.uol.com.br/redacao/carta-leitor.htm Como se faz uma carta do leitor? Para fazer uma carta do leitor, antes de tudo, é necessário ter uma posição crítica a respeito de algo que foi publicado em algum periódico. É importante considerar os assuntos e temas recentes e relevantes. Além disso, é importante atentar ao veículo no qual a carta será publicada: qual o seu perfil e de seus leitores? Estar atento às questões pertinentes ao gênero textual e ao contexto de produção é essencial para uma boa produção. O autor precisa considerar que a sua argumentação só terá propósito se conseguir se direcionar ao público-alvo, e isso só é conquistado com uma análise anterior sobre as características desse público, para melhor adequação da linguagem. Escolhido o assunto e o periódico que receberá a carta, o autor deve iniciar o seu texto com a exposição do problema que será criticado. Essa apresentação deve considerar quais as informações já são conhecidas pelo grande público, para evitar repetições desnecessárias. Em sequência, apresentam-se as argumentações necessárias para comprovar o ponto de vista defendido. O autor pode apresentar suas críticas de modo objetivo e assertivo, mas deve embasar seus apontamentos, para garantir maior poder de convencimento ao texto. O texto pode ser acompanhado de um pequeno título e sua linguagem deve ser concisa, direta e assertiva. O leitor precisa trabalhar a escrita no intuito de lapidá-la para ocupar pouco espaço, mas dar conta de defender a afirmação pontual do autor." Disponível em: . Acesso em: 21 jan. 2025.https://brasilescola.uol.com.br/redacao/a-carta-leitor.htm Devemos lembrar que a carta do leitor possui um remetente (emissor ou locutor) e destinatário (receptor ou interlocutor). Antes de ser publicada ela passa pela equipe de revisão, a qual adaptará o texto e corrigirá possíveis erros. https://mundoeducacao.uol.com.br/redacao/carta-leitor.htm https://brasilescola.uol.com.br/redacao/a-carta-leitor.htm Por esse motivo, não existe um modelo específico, uma vez que segue o padrão de apresentação e o espaço destinado para esse fim determinado pelo meio de comunicação. Vale lembrar que a carta do leitor é uma pequena seção do veículo de comunicação, a qual pode ser publicada na íntegra, ou somente trechos relevantes. Como será publicada, as expressões de baixo calão, ou posições preconceituosas não devem ser pronunciadas. Além disso, o leitor deve evitar expressões populares, gírias, vícios de linguagem, apresentando seu texto numa linguagem formal, ou seja, que segue a norma culta da língua. Importante destacar que, de acordo com o público, a linguagem pode ser mais descontraída, por exemplo, numa revista para adolescentes. Geralmente as cartas dos leitores não seguem uma estrutura padrão, no entanto, devem apresentar alguns elementos estruturais: ❖ Vocativo: aparece o nome da revista ou do jornal e pode vir acompanhada de local e data (chamado de cabeçalho). ❖ Introdução: pequeno trecho que aborda o assunto que será apresentado e explorado pelo leitor. ❖ Desenvolvimento: desenvolvimento da argumentação do leitor sobre sua ideia central. ❖ Conclusão: o leitor arremata suas ideias, e geralmente inclui uma sugestão para o assunto abordado. ❖ Despedida: representa as saudações finais do leitor, por exemplo: atenciosamente, cordialmente, abraços, etc. ❖ Assinatura: O leitor assina seu nome, o qual pode aparecer em forma de sigla, por exemplo, Afonso Miguel Pereira dos Santos (A.M.P.S.) Exemplos de carta do leitor Para compreender melhor o conceito de carta do leitor, segue abaixo dois exemplos, onde o primeiro apresenta uma linguagem formal e o segundo uma linguagem informal: Exemplo 1 São Paulo, 12 de dezembro de 2013 Caros Editores da Revista Viagens e Lazer, Antes de mais nada, gostaria de agradecer a matéria publicada no mês de outubro intitulada “Lugares Inóspitos do Planeta” pela riqueza de detalhes e beleza das fotos. Após ler a matéria, fiz uma lista dos locais que me interessam conhecer, uma vez que sou antropólogo e um grande viajante explorador de lugares. Quanto a isso, tenho uma sugestão para o próximo mês, a inclusão de uma matéria sobre as ilhas Fiji. Estive ali durante dois anos de minha vida e pude contemplar belezas naturais estonteantes. Parabéns pelo trabalho! Agradeço a atenção! João Ribeiro dos Santos. Exemplo 2 Rio de Janeiro, 15 de setembro de 2012 Olá Pessoal da Revista Teen Feminina, Meu nome é Gisele e tenho 14 anos. Adorei a matéria sobre o primeiro beijo e gostaria de sugerir uma nova matéria sobre o namoro na adolescência. Sou fã da revista, compro todo o mês!!! Além dessas matérias importantes na adolescência, adoro a seção de modas e acessórios. Já pensaram em ter um espaço para a reciclagem de artigos de moda? Tenho feito algumas adaptações nas roupas e acessórios que tenho no guarda-roupa e tem sido um sucesso com a galera. Abraços e até a próxima! Gisele Matias Albuquerque Disponível em: . Acesso em: 21 jan. 2025.https://www.todamateria.com.br/carta-do-leitor CARTA DO LEITOR NOS MEIOS DIGITAIS Hoje em dia a forma de envio de cartas é através de e-mails. O correio eletrônico há algum tempo já faz parte da vida moderna e tem facilitado a comunicação entre as pessoas. Com o aumento da leitura pela internet, também tornou-se comum a divulgação desses textos nos sites das revistas e/ou jornais. Desse modo, apesar de não existir uma regra padrão de formatação para carta do leitor, alguns veículos podem definir quantidade de caracteres. Assim como na forma tradicional, algumas mensagens podem ser publicadas na íntegra e outras podem sofrer edições. Seja por conta de espaços no projeto gráfico ou layout do site, ou seja pela relevância atribuída ao assunto. Vale lembrar que atualmente as mensagens podem ser compartilhadas em tempo real e como consequência gerar uma repercussão imediata da informação. Por isso, deve sempre existir uma moderação textual. Há muitos veículos, inclusive, que ressaltam o não recebimento de textos com palavras de baixo calão ou que ofendam a coletividade.Na forma grave da doença, são comuns dores abdominais intensas, vômitos e sangramento de mucosas. Aos primeiros sintomas da doença, é necessário procurar um serviço de saúde. Como não existe tratamento específico, os médicos buscam aliviar os sintomas. O paciente não deve tomar medicamentos por conta própria e precisa fazer repouso e ingerir bastante líquido.A única forma de prevenção é acabar com o mosquito, pois não existe vacina ou medicamentos contra a Dengue. Assim, é importante manter o domicílio sempre limpo, evitar água parada e eliminar os possíveis criadouros do mosquito. Disponível em: . Acesso em: 07 jan. 2025.https://www.infoescola.com/redacao/texto-dissertativo-expositivo https://www.infoescola.com/redacao/texto-dissertativo-expositivo TEXTO DISSERTATIVO-ARGUMENTATIVO O texto dissertativo-argumentativo tem como objetivo persuadir e convencer, ou seja, levar o leitor a concordar com a tese defendida. É expressa uma opinião crítica acerca de um assunto, sendo defendida uma tese sobre esse assunto através de uma argumentação clara e objetiva, fundamentada em fatos verídicos e dados concretos. Este tipo de texto consiste na defesa de uma ideia por meio de argumentos e explicações, à medida que é dissertativo; bem como seu objetivo central reside na formação de opinião do leitor, ou seja, caracteriza-se por tentar convencer ou persuadir o interlocutor da mensagem, sendo nesse sentido argumentativo. No Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) esse é o tipo de texto solicitado aos alunos, cujo tema ronda questões de ordem social, científica, cultural ou política. Planejamento A produção textual requer planejamento. Assim, antes de começar a escrever, convém elaborar um plano daquilo que será abordado e de que forma (estratégia). Essa planificação servirá de ponte para o sucesso do texto, embora o mais importante para se alcançar esse resultado seja observar atentamente os fatores de coesão e coerência. Para melhor exemplificar, as etapas necessárias para produzir um texto dissertativo- argumentativo são: ❖ Problema: No momento inicial busca-se o problema, ou seja, os fatos sobre o tema pretendido e, ademais a tese (ideia central do texto). ❖ Opinião: A opinião pessoal sobre o tema reforçará a argumentação, por isso é importante buscar uma verdade pessoal ou juízo de valor sobre o assunto abordado. ❖ Argumentos: O mais importante de um texto dissertativo-argumentativo é a organização, clareza e exposição dos argumentos. Para tanto, éimportante selecionar exemplos, fatos e provas a fim de assegurar a validade de sua opinião, sem deixar de justificar. ❖ Conclusão: Nesse momento busca-se a solução para o problema exposto. Assim, é interessante apresentar a síntese da discussão, a retomada da tese (ideia principal) e além disso, a proposta de solução do tema com as observações finais. Estrutura do texto dissertativo-argumentativo A apresentação e defesa da tese desenvolvem-se através da estrutura textual típica de introdução, desenvolvimento e conclusão. ❖ Introdução: Na introdução ocorre a apresentação de um assunto e de uma tese que será defendida sobre esse assunto. Assim, após a identificação de um problema num determinado assunto, é apresentada a tese de forma clara e objetiva, sendo essencial que esta esteja bem definida e delimitada. A reflexão crítica sobre a tese e sua argumentação serão feitas no desenvolvimento do texto. Por exemplo, acerca do assunto “Caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil”, uma tese possível seria “o preconceito contra as religiões de matriz africana dificulta o combate à intolerância religiosa no Brasil.” ❖ Desenvolvimento: No desenvolvimento ocorre a apresentação e a exploração dos diversos argumentos que suportam a tese. Podem ser apresentados através do reconhecimento das causas e consequências do problema, da identificação de seus aspectos positivos e negativos ou da contra-argumentação de uma tese contrária. Pode haver um foco no argumento justificando a tese ou um foco na tese que ocorre por um determinado argumento. O que importa é que se utilize uma linguagem coerente, objetiva e precisa. A apresentação dos argumentos deve seguir uma sequência lógica. Pode haver um argumento principal e argumentos auxiliares ou vários argumentos fortes. O mais importante é que estes sejam objetivos e detalhados e que haja conexão entre eles. Os diversos argumentos deverão ser sustentados com exemplos e provas que os validem, tornando-os indiscutíveis, como: ❖ fatos comprovados; ❖ conhecimentos consensuais; ❖ dados estatísticos; ❖ pesquisas e estudos; ❖ citações de autores renomados; ❖ depoimentos de personalidades renomadas; ❖ alusões históricas; ❖ fatores sociais, culturais e econômicos. Estas estratégias argumentativas validam os argumentos, dotando-os de autoridade, consenso, lógica, competência e veridicidade. Assim, os leitores não só refletem sobre estes, como ficam obrigados a concordar com os argumentos, sem hipótese de os rebater. Além disso, diversos recursos de linguagem podem ser usados para captar a atenção do leitor e convencê-lo da correção da tese, como a utilização de uma linguagem formal, de perguntas retóricas, de repetições, de ironia, de exclamações. Um argumento é composto por duas partes: a fundamentação e a análise do fundamento. Na fundamentação, o autor deve buscar provas de que seu ponto de vista está correto. São considerados fundamentos citações de autoridade, referências históricas, conceitos teóricos consagrados, notícias publicadas em jornais de qualidade, levantamentos estatísticos e etc. Na análise do fundamento, o redator deve explicitamente demonstrar qual é a relação entre a prova levantada e a tese proposta. Um exemplo de argumento para a tese escrita alguns parágrafos acima seria: Segundo a Comissão de Combate à Intolerância Religiosa do Rio de Janeiro, 70% dos 1.014 casos de ofensas, abusos e atos violentos registrados no Estado entre 2012 e 2015 são contra praticantes de religiões de matrizes africanas. Esse dado alarmante comprova que o racismo estrutural brasileiro, advindo da herança escravocrata do país, é um dos fatores que mais dificultam o combate à intolerância religiosa no Brasil. ❖ Conclusão: O último parágrafo do texto dissertativo-argumentativo pode ser feito de duas maneiras: em forma de síntese ou com proposta de solução. No caso da síntese, o autor deve resumir os argumentos e repetir sua tese, concluindo o raciocínio construído desde a introdução.No caso da conclusão com proposta de solução, é preciso que o redator apresente soluções práticas e detalhadas acerca dos problemas levantados no texto. Se, por exemplo, o problema discutido na argumentação foi o preconceito contra religiões de matriz africana, a solução deve ser direcionada a essa questão. Uma proposta detalhada, é importante ressaltar, deve determinar: 1. Agentes (quem executará); 2. Ações (o que será feito); 3. Meios (como a solução será produzida); 4. Efeitos (o que gerará a aplicação da solução). Portanto, sugerir que o Ministério da Educação (agente) produza materiais publicitários combatendo o preconceito contra religiões de matriz africana (ação) por meio de TVs, rádios, jornais e redes sociais (meio) para que os índices de violência contra centros religiosos afros diminuam (consequência) seria uma boa proposta de solução para o Enem. A impessoalidade da dissertação e os tempos verbais O texto dissertativo deve conter a opinião do autor e sua forma de pensar sobre o tema, mas é desnecessário começar as frases com termos como “eu acho que”, “eu acredito que”, etc. Esses tipos de termos são considerados um erro grave nas dissertações, o certo é tentar manter a impessoalidade. Portanto, ao invés de escrever “eu acredito que a desigualdade social é um problema muito sério”, opte por termos mais impessoais, como “percebe-se que a desigualdade social é um problema muito sério” ou “podemos notar que a desigualdade socialDisponível em: . Acesso em:https://www.educamaisbrasil.com.br/enem/lingua-portuguesa/carta-do-leitor 21 jan. 2025. https://www.todamateria.com.br/carta-do-leitor/ https://www.educamaisbrasil.com.br/enem/lingua-portuguesa/carta-do-leitor CARTA DO LEITOR Terminal Até quando os acessos aos pontos de embarque e desembarque dos ônibus, no terminal Rodoviário João Goulart, em Niterói, continuarão a serem ocupados por ambulantes? Isto só atrapalha mais ainda o ir e vir dos passageiros. Como se bastassem, ainda existem pontos para servir a mais de uma linha independentemente. Qual a solução para isto? Cada dia que passa está mais difícil de suportar este terminal. Será que vão esperar mais pessoas ficarem doentes devido ao estresse por motivo desta desordem para depois tomarem alguma providência? Maurício de Souza Guerardt Leia o texto e depois resolva as questões de 1 a 4: ATIVIDADES Disponível em: https://www.tudosaladeaula.com/2020/11/atividade-simulado-de-portugues-genero-carta- do-leitor. Acesso em: 21 jan. 2025. (adaptado) 1. Sendo um gênero textual presente em diversos meios de comunicação, como em revistas, jornais e em sites, a carta do leitor sempre nasce de um anseio do próprio leitor. Neste caso, o que desencadeou a produção da referida carta foi (a) o embarque e desembarque dos passageiros. (b) o estresse dos passageiros no terminal rodoviário. (c) o excesso de ambulantes no terminal rodoviário João Goulart. (d) a falta de atendimento dos responsáveis no momento de embarque. 2. A finalidade do texto é (a) narrar um fato marcante, esclarecendo o conflito e enredo da história. (b) expor um situação com fatos e argumentos para incentivar uma tomada de decisão. (c) promover um produto ou uma ideia para a imprensa na qual foi publicado o texto. (d) obrigar os governantes a tomarem uma decisão de relevância pública. 3. O texto faz (a) uma denúncia. (b) uma calúnia. (c) uma publicidade. (d) uma descrição. 4. No trecho: “Até quando…”, a palavra em destaque estabelece ideia de (a) causa. (b) consequência. (c) modo. (d) tempo. https://www.tudosaladeaula.com/2020/11/atividade-simulado-de-portugues-genero-carta-do-leitor- https://www.tudosaladeaula.com/2020/11/atividade-simulado-de-portugues-genero-carta-do-leitor- Leia o texto abaixo e responda às questões 5 e 6: Campeonato Os campeonatos estaduais deveriam ser jogados às quartas-feiras durante o ano inteiro. (Sobre matéria publicada no caderno Jogada, sob o título “Mudança no calendário ganha apoio”). 5. Sobre a carta do leitor, o fato a que a opinião se relaciona é (a) a matéria publicada no caderno Jogada. (b) o apoio aos campeonatos estaduais. (c) a mudança de calendário em um campeonato. (d) a realização dos jogos às quartas-feiras. Nirez de Azevedo Fortaleza-CE Diário do Nordeste 6. De acordo com a opinião do sobre o fato publicado na matéria, podemos concluir que o leitor (a) incentiva um novo modelo de competição. (b) apoia mudanças dos campeonatos estaduais. (c) discorda do apoio às mudanças. (d) revela desinteresse pelo assunto. Leia a carta de leitor abaixo e resolva às questões de 7 a 9: Olá! Gostamos muito do artigo “Por que o cachorro abana o rabo quando está feliz?”, publicado na CHC 247. Foi de grande importância esta reportagem para nós. Então, a partir de agora não vamos cortar mais o rabo dos cães porque estaremos tirando uma parte importante do seu corpo, sua expressão também. Um grande abraço! Mateus dos Santos e João Pedro Silva Colômbia-SP Revista Ciência Hoje 7. Há uma referência do autor no trecho: (a) “está feliz?” (b) “para nós” (c) “seu corpo” (d) “esta reportagem” 8. A reportagem citada na carta acarretou uma mudança de atitude nos leitores. Essa mudança é revelada no trecho (a) “Gostamos muito do artigo…”. (b) “… porque estaremos tirando uma parte importante do seu corpo…”. (c) “… não vamos cortar mais o rabo dos cães…”. (d) “Foi de grande importância esta reportagem para nós.”. 9. Alguns verbos no texto estão flexionados na 1ª pessoa do plural, pois a carta foi escrita por dois leitores da revista Ciência Hoje. O verbo que indica uma opinião dos autores sobre a reportagem veiculada na revista é (a) “tirando”. (b) “gostamos”. (c) “vamos”. (d) “estaremos”. Leia a carta do leitor abaixo e depois resolva a questão: Olá, Queria parabenizá-los pela belíssima e muito bem elaborada matéria da Revista Capricho nº1259 que fala sobre as tendências da moda. Foi muito útil na hora de sair para aquela 'baladinha' básica! Inclusive essas 'makes' servem para usar em qualquer lugar e em qualquer hora do dia. Todas as minhas amigas ficaram me perguntando se eu tinha contratado um maquiador (hahaha)! Aí eu respondo : - Gente eu peguei de uma matéria fantástica da revista capricho . Com toda sinceridade, Joyce Coling e Carolina Chaves Fortaleza, CE Revista Capricho 10. No trecho “Queria parabenizá-los…” a palavra em destaque faz referência (a) aos leitores da revista. (b) aos autores de cartas de leitor. (c) aos amigos da autora. (d) aos editores da matéria. Disponível em: https://www.tudosaladeaula.com/2020/11/atividade-simulado-de-portugues-genero-carta- do-leitor. Acesso em: 21 jan. 2025. 11. ENEM - 2012 / Questão 119 Nós, brasileiros, estamos acostumados a ver juras de amor, feitas diante de Deus, serem quebradas por traição, interesses financeiros e sexuais. Casais se separam como inimigos, quando poderiam ser bons amigos, sem traumas. Bastante interessante a reportagem sobre separação. Mas acho que os advogados consultados, por sua competência, estão acostumados a tratar de grandes separações. Será que a maioria dos leitores da revista tem obras de arte que precisam ser fotografadas antes da separação? Não seria mais útil dar conselhos mais básicos? Não seria interessante mostrar que a separação amigável não interfere no modo de partilha dos bens? Que, seja qual for o tipo de separação, ela não vai prejudicar o direito à pensão dos filhos? Que acordo amigável deve ser assinado com atenção, pois é bastante complicado mudar suas cláusulas? Acho que essas são dicas que podem interessar ao leitor médio. Disponível em: Acesso em: 26 fev. 2012 (adaptado).http://revistaepoca.globo.com. https://www.tudosaladeaula.com/2020/11/atividade-simulado-de-portugues-genero-carta-do-leitor- https://www.tudosaladeaula.com/2020/11/atividade-simulado-de-portugues-genero-carta-do-leitor- https://www.tudosaladeaula.com/2020/11/atividade-simulado-de-portugues-genero-carta-do-leitor- http://revistaepoca.globo.com/ O texto foi publicado em uma revista de grande circulação na seção de carta do leitor. Nele, um dos leitores manifesta-se acerca de uma reportagem publicada na edição anterior. Ao fazer sua argumentação, o autor do texto (a) faz uma síntese do que foi abordado na reportagem. (b) discute problemas conjugais que conduzem à separação. (c) aborda a importância dos advogados em processos de separação. (d) oferece dicas para orientar as pessoas em processos de separação. (e) rebate o enfoque dado ao tema pela reportagem, lançando novas ideias. Disponível em: . Acesso em: 21 jan. 2025.http://educacao.globo.com/provas/enem-2012/questoes/119.html (ENEM 2011 - 1ª Aplicação). TEXTO I O Brasil sempre deu respostas rápidas através da solidariedade do seu povo. Mas a mesma força que nos motiva a ajudar o próximo deveria também nos motivar a ter atitudes cidadãs. Não podemos mais transferir a culpa para quem é vítima ou até mesmo para a própria natureza, como se essa seguisse a lógica humana. Sobram desculpas esfarrapadas e falta competência da classe política. Cartas. Isto É. 28 abr. 2010 TEXTO II Não podemos negar ao povo sofrido todas as hipóteses de previsão dos desastres. Demagogos culpam os moradores; o governo e a prefeitura apelam para as pessoas saírem das áreas de risco e agora dizem que será compulsória a realocação. Então temos a realocar o Brasil inteiro! Criemos um serviço, similar ao SUS, com alocação obrigatória de recursos orçamentários com rede de atendimentopreventivo, onde participariam arquitetos, engenheiros, geólogos. Bem ou mal, esse “SUS” organizaria brigadas nos locais. Nos casos da dengue, por exemplo, poderia verificar as condições de acontecer epidemias. Seriam boas ações preventivas. Carta do Leitor. Carta Capital . 28 abr. 2010 (adaptado). Os textos apresentados expressam opiniões de leitores acerca de assuntos relevantes para a sociedade brasileira. Os autores dos dois textos apontam para a (a) necessidade de trabalho voluntário contínuo para a resolução das mazelas sociais. (b) importância de ações preventivas para evitar catástrofes, indevidamente atribuídas aos políticos. (c) incapacidade política para agir de forma diligente na resolução das mazelas sociais. (d) urgência de se criarem novos órgãos públicos com as mesmas características do SUS. (e) impossibilidade de o homem agir de forma eficaz ou preventiva diante das ações da natureza. http://educacao.globo.com/provas/enem-2012/questoes/119.html GABARITO - ATIVIDADE DE ANÁLISE DO GÊNERO - CARTA DO LEITOR 1. Letra C. 2. Letra B. 3. Letra A. 4. Letra D. 5. Letra C. 6. Letra B. 7. Letra B. 8. Letra C. 9. Letra B . 10 Letra D. 11. Letra E. A intenção da seção de carta ao leitor é promover um debate acerca de uma determinada reportagem. Isso permite que ocorra uma série de indagações sobre o enfoque da reportagem. Simultaneamente, o leitor-redator toma a liberdade de argumentar favoravelmente a outras ideias ou lançar novas ideias que podem interessar ao leitor. 12. Letra C. PROPOSTA DE PRODUÇÃO TEXTUAL Escreva uma CARTA DO LEITOR, para ser publicada na seção de cartas da Revista Superinteressante, posicionando-se sobre o Exemplo de crônica argumentativa 2 deste caderno - No gênero textual Crônica Argumentativa- “Vingadores: Ultimato, quando os heróis estão do lado dos vilões”. FOLHA DE PRODUÇÃO - RASCUNHO Título: FOLHA DE PRODUÇÃO - FINAL Título: O artigo de opinião é um tipo de texto dissertativo-argumentativo onde o autor apresenta seu ponto de vista sobre determinado tema e, por isso, recebe esse nome. A argumentação é o principal recurso retórico utilizado nos textos de opinião, que tem como característica informar e persuadir o leitor sobre um assunto. Geralmente os artigos de opinião são veiculados nos meios de comunicação de massa - televisão, rádio, jornais ou revistas - e abordam temas da atualidade. Características do artigo de opinião ❖ Textos escritos em primeira e terceira pessoa; ❖ Uso da argumentação e persuasão; ❖ Geralmente são assinados pelo autor; ❖ Produções veiculadas nos meios de comunicação; ❖ Possuem uma linguagem simples, objetiva e subjetiva; ❖Abordam temas da atualidade; ❖Possuem títulos polêmicos e provocativos; ❖Contém verbos no presente e no imperativo. Estrutura do artigo de opinião Geralmente os artigos de opinião seguem o padrão da estrutura dos textos dissertativos- argumentativos: ❖ Introdução (exposição): apresentação do tema que será discorrido durante o artigo; ❖ Desenvolvimento (interpretação): momento em que a opinião e a argumentação são os principais recursos utilizados; ❖ Conclusão (opinião): finalização do artigo com apresentação de ideias para solucionar os problemas sobre o tema proposto. Exemplos de artigo de opinião Exemplo 1: trecho de artigo de opinião sobre educação. A educação no Brasil tem sido discutida cada vez mais, uma vez que ela é o principal aspecto de desenvolvimento de uma nação. Enquanto nosso governo investe na expansão econômica e financeira do país, a educação regride, apresentando, assim, muitos problemas estruturais. É principalmente nas pequenas cidades que o investimento para a educação é mal aplicado e, muitas vezes, as verbas são desviadas. Por esse motivo, o nosso país está longe de ser um país desenvolvido até que o descaso com a educação persista. Os governantes do nosso país precisam ter a consciência de que enquanto a educação estiver à margem, problemas como violência e pobreza persistem. Assim, o lema da nossa bandeira será sempre uma ironia. “Ordem e progresso” ou “Desordem e Regresso”? Nosso grande educador Paulo Freire já dizia: “Se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda”. Exemplo 2: trecho de artigo de opinião sobre drogas. Atualmente, o problema das drogas tornou-se muito recorrente em diversas partes do mundo. O surgimento de novas substâncias entorpecentes tem levado ao aumento do número de dependentes químicos. No Brasil, fica difícil mencionar o problema das drogas e não pensar na cidade de São Paulo, onde a Cracolândia se expande cada vez mais. O crack tem demonstrado a forte dependência que causa nos indivíduos e os problemas estruturais que geram, dentre eles, a pobreza, o desemprego e a proliferação de doenças. Em relação a isso, a negligência do governo é notória. Ou seja, o foco maior está em acabar com o problema do crack, ao invés de oferecer melhoria na vida dos viciados.Sendo assim, os viciados em crack continuam vivendo em péssimas condições e infelizmente, ainda são tratados como "bandidos". Exemplo 3: trecho de artigo de opinião sobre racismo. Embora grande parte da população brasileira seja descendente de negros, o problema do racismo está longe de ser resolvido no país. No período colonial, os negros foram trazidos da África para trabalharem no país em condição de escravos. Desde então, o racismo esteve incutido na mente de muitos brasileiros. Embora a Lei Áurea tenha libertado os africanos do trabalho escravo em 1888, a população negra apresenta os maiores problemas ainda hoje no país. Destacam-se, as condições de vida, acesso ao trabalho, a moradia, dentre outros. Se observarmos as favelas do país ou mesmo as penitenciárias, o número de negros é sem dúvida maior. A grande questão é: até quando o racismo persistirá no nosso país?, pois mesmo séculos depois, ainda é possível nos deparamos com um racismo velado no Brasil. COMO FAZER UM ARTIGO DE OPINIÃO Uma dica muito importante que pode ajudar na escrita de um artigo de opinião é estar familiarizado com sua estrutura. Para isso, leia diversos artigos desse gênero em jornais e revistas, por exemplo. Contudo, não basta ler, é muito importante fazer uma leitura racional e atenta. Analise os títulos, as introduções, os desenvolvimentos (argumentos, opiniões) do texto e as finalizações. Se necessário, faça notas sobre algumas coisas que irão te ajudar na produção desse tipo de texto. 1. Escolha o tema Para fazer um artigo de opinião, o tema deve estar definido. Ele é o assunto sobre o qual o autor dissertará. Para isso, o artigo será feito para um meio de comunicação; já existe uma pauta definida, ou é um tema livre de um trabalho escolar? Obs.: tema e título são duas coisas diferentes. O primeiro está relacionado com o assunto, e o segundo é o nome que será dado ao texto. 2.Pesquisa e busca de argumentos Não basta saber qual o tema, e não possuir argumentos sobre ele. Sendo um texto opinativo, é importante sustentar o ponto de vista baseado em argumentos. Por isso, a pesquisa profunda e atualizada, seja nos livros da biblioteca, ou nos sites da internet, deve ser o próximo passo para escrever um artigo de opinião. Anote tudo o que for interessante e vá, gradualmente, construindo e dando corpo ao texto. Mas, não se esqueça: você deve formar sua opinião sobre o assunto e não copiar a de outros, pois isso é considerado plágio! 3. Recorte do tema Imagine que o artigo de opinião para fazer é um tema dado pela professora e que é super abrangente: racismo no Brasil. Note que podemos falar muitas coisas sobre o racismo no Brasil, por exemplo, a origem, a história, alguns casos, o racismo na atualidade, etc. Assim, é essencial fazer um “recorte” para focar somente em alguns aspectos do tema. Isso facilita a escrita do texto, evitando se perder em tanta informação. 4. Seleção do material Agora que o “recorte” já foi definido, a seleção do materialque será utilizado fica mais clarificada. Não se esqueça de selecionar tudo para depois utilizar, se necessário, a bibliografia, no final do texto. Importante ressaltar que a seleção feita deve conter dados atualizados sobre o tema. 5. Produção de texto De acordo com a estrutura do texto de opinião - introdução, desenvolvimento e conclusão - é a hora de produzir o texto em linguagem formal. A coesão e a coerência são dois mecanismos fundamentais na construção de um texto inteligível. A coesão está relacionada com a utilização correta das palavras na ligação entre frases, períodos e parágrafos, os chamados conectivos. Já a coerência, faz referência à lógica das ideias expostas no texto. ATIVIDADE DE ANÁLISE DO GÊNERO - ARTIGO OPINIÃO PODER PÚBLICO INDIFERENTE E INCAPAZ É O GRANDE CULPADO PELAS ENCHENTES NO RS Por: J.R. Guzzo O governador do Rio Grande do Sul, comentando a tragédia que devasta o seu estado nestes dias, entendeu que deveria passar para a população e as autoridades uma mensagem de harmonia. “Não é hora de procurar culpados”, disse ele. O governador provavelmente falou com boas intenções. É possível, perfeitamente, que tenha razão - não é com bate-boca e fazendo cara de bravo que a água vai baixar. Mas para o cidadão que perdeu sua casa, seus bens e pessoas de suas famílias, fica uma impressão bem amarga. Quando, então, vão encontrar os culpados? Ano após ano os gaúchos, e muitos outros brasileiros, têm suas vidas arruinadas em episódios equivalentes. Mas nunca é hora de identificar os culpados – e é óbvio que alguém tem culpa. Os responsáveis são as pessoas com nome e CPF que mandam na máquina do Estado, hoje, ontem e sempre. Não têm culpa pela chuva – mas têm culpa pela extensão dos desastres que ela provoca. Calamidades naturais ocorrem no mundo inteiro, com consequências dramaticamente diferentes. Onde o Estado tem responsabilidade concreta perante o cidadão, como em geral é o caso no Primeiro Mundo, os efeitos são suportáveis; a Holanda, por exemplo, está abaixo do nível do mar e não tem inundações. Em lugares como o Brasil, a última coisa que passa pela cabeça dos governantes é a vida real dos governados. Não é por acaso. Todos eles sabem que jamais terão de sofrer as consequências das decisões que tomam.] A devastação que as enchentes estão causando no Rio Grande do Sul é o resultado de um século, ou mais, da inação, da inépcia e da indiferença do poder público, em todos os níveis, para lidar com o fenômeno elementar da chuva. Não é possível fazerem com que as chuvas obedeçam aos limites do meteorologicamente correto, porém, sabem com 100% de certeza que elas vão cair - e têm a obrigação, com os impostos que cobram e que estão hoje entre os maiores do mundo, de trabalhar para que seus efeitos sejam minimizados. A catástrofe do Rio Grande do Sul prova mais uma vez que esta obrigação continua sendo ignorada. Ou não fazem as obras que deveriam fazer, ou fazem as obras erradas - o que é tão ruim quanto. O fato é que o gaúcho de carne e osso sente, no seu bolso, que paga muito mais imposto do que pagava – em compensação, sofre muito mais com as enchentes. Não há perspectivas reais de que a coisa possa melhorar. As cheias do Guaíba, pelo que indica a maioria dos registros, foram as piores desde 1941 quando o presidente do Brasil ainda era Getúlio Vargas. Estamos agora com Lula e a nova ideologia do “clima” […]. Havia, há mais de 80 anos, inundações do mesmo tamanho, ou quase. A causa, na época, era a chuva. Hoje se diz que a causa é a “mudança”, ou a “crise”, ou até a “emergência” climática. Eles que estão nos governos acham uma maravilha quando ouvem esse tipo de coisa. Sua conclusão unânime, certificada como verdadeira pela mídia, é: “A culpa não é nossa”. A culpa, então, é do “homem”, do “estilo de vida”, do “capitalismo”. Disponível em: https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/jr-guzzo/poder-publico-indiferente-incapaz- culpado-pelas-enc hentes. Acesso em: 21 jan. 2025. https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/jr-guzzo/poder-publico-indiferente-incapaz-culpado-pelas-enchentes-rs https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/jr-guzzo/poder-publico-indiferente-incapaz-culpado-pelas-enchentes-rs https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/jr-guzzo/poder-publico-indiferente-incapaz-culpado-pelas-enchentes-rs 1. Quais razões você pode apresentar para corroborar a classificação do texto como um artigo de opinião? 2. Qual o tema principal abordado pelo autor do texto? (a) A comparação entre as políticas de prevenção de enchentes no Brasil e em outros países. (b) A falta de medidas eficazes por parte do governo para prevenir as enchentes no Brasil. (c) A indiferença da população em relação aos desastres causados pelas enchentes. (d) A incapacidade do poder público em resolver os problemas causados pelas enchentes no RS. 3. No texto, qual recurso argumentativo é mais evidente na elaboração da posição defendida pelo autor sobre o tema? (a) Argumento explicativo, pois ele destaca as evidências que colaboram com as enchentes. (b) Argumento de comparação, pois enfatiza as falhas do governo como causa dasenchentes. (c) Argumento de autoridade, pois cita especialistas que corroboram sobre as enchentes. (d) Argumento de exemplificação, pois apresenta casos concretos de cidadãos afetados pelas enchentes. 4. Qual trecho do texto, no segundo parágrafo, foi empregado pelo autor para contrapor a declaração do governador? Que palavra desse trecho foi utilizado para introduzir essa oposição à fala? 5. O uso das aspas em: “Não é hora de procurar culpados” (1º parágrafo) tem a função de (a) destacar uma expressão formal. (b) enfatizar a importância da frase no texto. (c) indicar a fala direta do governador. (d) sinalizar uma citação de outra fonte. 6. Indique se os trechos a seguir apresentam fato ou opinião. a) “… e é óbvio que alguém tem culpa.”. b) “Calamidades naturais ocorrem no mundo inteiro…” c) “O gaúcho de carne e osso sente, no seu bolso…” d) “… o que é tão ruim quanto.” e) “As cheias do Guaíba, pelo que indica a maioria dos registros, foram as piores desde 1941…” f) “Eles que estão nos governos acham uma maravilha…” g) “Havia, há mais de 80 anos, inundações do mesmo tamanho, ou quase.” 7. Classifique os termos destacados nos fragmentos retirados do texto de acordo com a função que eles estabelecem, colocando a numeração indicada entre parênteses. a.( ) “Onde o Estado tem responsabilidade…” b.( ) “… prova mais uma vez que esta obrigação… ” c.( ) “… desde 1941 quando o presidente…” d.( ) “… de trabalhar para que seus efeitos sejam ” e.( ) “… mas têm culpa pela extensão…” f. ( ) “Ou não fazem as obras que deveriam…” g.( ) “Todos eles sabem que jamais terão… ” h.( ) “… o que é tão ruim quanto.” i. ( ) “A culpa, então, é do homem…” j. ( ) “… porém, sabem com 100% de certeza…” 1 ) Tempo ( 2 ) Lugar ( 3 ) Oposição ( 4 ) Finalidade ( 5 ) Conclusão ( 6 ) Intensidade ( 7 ) Negação ( 8 ) Alternância 8. Qual exemplo o autor do texto usou para evidenciar ao leitor que as enchentes no Brasil podem ser prevenidas? 9. O autor sugere ser o motivo principal das enchentes no Rio Grande do Sul a (a) negligência do governo em realizar as obras necessárias. (b) mudança climática causada pelo estilo de vida capitalista. (c) falta de interesse dos governantes em resolver o problema. (d) intensidade das chuvas, que estão além do controle humano. 10. Para você, por que o autor do texto escolheu a expressão “carne e osso” (5º parágrafo) para descrever o cidadão gaúcho? 11. No trecho: “Sua conclusão unânime…” (último parágrafo), a palavra destacada significa (a) debate unificado. (b) concordância plena. (c) discussão acalorada. (d) discordância conjunta. 12. Segundo o texto, quem são os verdadeiros responsáveis pelas consequências das enchentes no Brasil? GABARITO - ATIVIDADE DE ANÁLISE DO GÊNERO - ARTIGO DE OPINIÃO 1. O texto pode ser classificado como um artigo de opinião devidoà presença de opiniões e argumentação persuasiva, é um texto jornalístico que apresenta exemplos concretos para sustentar o ponto de vista do autor visando influenciar o sobre um assunto polêmico. 2. D 3. D 4. “Mas para o cidadão que perdeu sua casa, seus bens e pessoas de suas famílias, fica uma impressão bem amarga.” A palavra utilizada como oposição é “mas”. 5. C 6. a) Opinião. b) Fato. c) Fato. d) Opinião. e) Fato. f) Opinião. g) Fato. 7. a(2). b(6). c(1). d(4). e(3). f(8). g(7). h(6). i(5). j(3). 8. O exemplo da Holanda, país que está abaixo do nível do mar, mas não sofre com esse problema, pois o governo estabeleceu soluções preventivas. 9. A 10. Resposta pessoal. (É esperado que os alunos entendam que essa expressão é usada para enfatizar a realidade das pessoas afetadas pelas enchentes, destacando que são indivíduos reais sujeitos às consequências diretas do desastre). 11. B 12. O poder público, ou seja, todas as autoridades eleitas pelo povo responsáveis pela máquina pública. PROPOSTA DE PRODUÇÃO TEXTUAL Texto I A violência na escola, tanto física quanto psicológica, está aumentando consideravelmente e ganhando destaque na mídia. É considerado bullying: chutar, zoar, bater, ameaçar, e várias outras maneiras de humilhação. Essa situação é muito preocupante para toda a sociedade. O que fazer? O bullying é tão antigo quanto a escola. Infelizmente acontece em todo o mundo. A situação é preocupante, muitos alunos sofrem violência por serem diferentes, mas é claro que o problema não está nessas pessoas e sim nos que se sentem superiores, poderosos. Parte dos alunos que sofreram bullying são praticantes. Muitos sofrem calados e se tornam adultos agressivos, é aquela velha história, "violência gera violência". Outros além de não procurarem ajuda acabam se isolando tanto e se sentindo tão humilhados que chegam a cometer suicídio. Baixa autoestima, medo, angústia, diminuição no rendimento escolar, aumento do pedido de dinheiro aos pais, não querer ir à escola, entre inúmeras outras são consequências do bullying que podem refletir em toda a sociedade, esses agressores possuem grandes chances de se tornarem adultos revoltados, criminosos e até mesmo criarem uma gangue perigosa. Disponíveis em: https://www.portaleducacao.com.br/conteudo/artigos/pedagogia/bullying-a-violencia-nas- escolas/15010. Acesso em: 21 jan. 2025. Texto II O bullying não é um fenômeno recente, sempre existiu e sempre foi considerado um problema a ser resolvido pelos envolvidos, isto é, as crianças. Por que agora, e somente agora, a ação tomou contornos de crime? Será que as crianças de hoje são menos ingênuas que as de antigamente? Será que a humanidade, por si só, se tornou mais malévola? Ao perceber-se livre do colo da mãe e do zelo do pai, e ao começar a frequentar a escola e conviver com iguais, a criança percebe que nem tudo pode ser como ela quer, que a casa é diferente da escola e, ainda que isto soe trágico, que a vida não é um mar de rosas. Interromper ou intervir nessa descoberta, tornando tudo mais fácil para a criança e impedindo-a de lidar com os próprios problemas, pode ser simples e reconfortante, mas acabará, inevitavelmente, contribuindo para retardar seu amadurecimento e crescimento pessoal. Por Daniel Stein, Disponível em: Acesso em: 21 jan. 2025.http://papodehomem.com.br/lado-bom-do-bullying. https://www.portaleducacao.com.br/conteudo/artigos/pedagogia/bullying-a-violencia-nas-escolas/15010 https://www.portaleducacao.com.br/conteudo/artigos/pedagogia/bullying-a-violencia-nas-escolas/15010 http://papodehomem.com.br/lado-bom-do-bullying PROPOSTA DE REDAÇÃO: A partir do material de apoio e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija um Artigo de Opinião sobre o tema: “O bullying no ambiente escolar - como rasgar essa página?” FOLHA DE PRODUÇÃO - RASCUNHO Título: FOLHA DE PRODUÇÃO - FINAL Título: O que é Estatuto? O Estatuto é um conjunto de normas jurídicas cuja característica comum é estabelecer regras de organização e funcionamento de uma sociedade, instituição, órgão, estabelecimento, empresa pública ou privada. A palavra “estatutos” significa o conjunto de normas jurídicas que disciplinam um instituto de direito ou os direitos e deveres de uma classe profissional, de uma entidade pública ou privada, nacional, estrangeira ou internacional. Em sentido amplo (De Plácido e Silva, “Vocabulário Jurídico”, vol. II, Forense, RJ, s/d., págs. 634/635), entende-se pela expressão “estatutos”, a Lei ou Regulamento, em que se fixam os princípios institucionais ou orgânicos de uma coletividade ou corporação, pública ou privada. No magistério de M. Merlin, in “Repertoire Universel et Raisonne de Jurisprudente” (5.a èd., Paris, Garnery, 1927/1928, 18 vols.): “Toda disposição de lei é um estatuto, que permite, ordena ou proíbe alguma coisa”. E, portanto, o complexo de normas ou regras observadas por uma instituição jurídica, a serem adotadas como lei orgânica, pelas quais passa ela a ser regida. Tipo de Estatuto Estatuto Pessoal É empregado em direito privado, designa o conjunto de normas legais que regulam as questões de estado e capacidade de uma pessoa, por serem elas encaradas como um atributo da própria pessoa (De Plácido e Silva, op. cit., pág. 634). Ele nos vem do direito romano e acompanha o cidadão em qualquer país. É a lei nacional ou pessoal. Por isso mesmo se conceitua como sendo aquele que tem por objeto principal a pessoa, só cuidando dos bens de forma incidental. Estatuto Real Serve para indicar o conjunto da legislação que se refere ao regime da “propriedade imobiliária” – urbana ou rural – portanto, à disposição e transmissão de bens, com abstração das pessoas, cujas leis se mostram territoriais, não importando as leis pessoais de quem quer que intervenha nos atos jurídicos, de que são os mesmos bens, objeto (ainda De Plácido e Silva, op. cit., pág. 634). Esta classe, também chamada inicialmente de “territorial”, em Roma, significava a aplicação da lei local a todos os cidadãos, até mesmo aos estrangeiros. Desta forma, verificamos que ele visa, primordialmente, as coisas e não cuida das pessoas, senão enquanto se refere à propriedade. Aplica-se ao território para o qual foi promulgado e não tem efeitos extraterritoriais. Estatutos Mistos Misto é o interpolado entre o real e o pessoal. Refere-se ao mesmo tempo à pessoa e à propriedade. Estatuto Legislativo O Estatuto Legislativo é o conjunto de normas aprovadas pelo Poder Legislativo e sancionadas pelo Poder Executivo. Estatuto Social O Estatuto Social é o conjunto de normas que regulam a legislação envolvendo qualquer tipo de entidade que não apresenta fins lucrativos. Estrutura I. Títulos II. Artigos III. Parágrafos IV. Incisos VI. Alíneas As normas são dispostas em artigos, que geralmente se indicam pela abreviatura “art.” Artigos podem adotar divisões em parágrafos, incisos e alíneas, quando necessário. Às vezes se usa o termo caput em textos jurídicos. Significa “cabeça”, em latim. O caput indica a parte principal de um artigo, para diferenciá-la de parágrafos, incisos e alíneas. Parágrafos, incisos e alíneas servem para tratar de aspectos específicos de um artigo em um texto normativo. Quando um artigo possui apenas um parágrafo, este é identificado como “parágrafo único”. Quando possui mais de um parágrafo, estes usam numeração ordinal com o símbolo § (que se lê “parágrafo”): § 1.º, § 2.º etc. Incisos de artigos são numerados com algarismos romanos: incisos I, II, III etc. Alíneas de artigos são identificadas por letras minúsculas, às vezes em itálico (alíneas a, b, c etc.). Dessa forma, por exemplo, a indicação “art. 2.º, § 1.º, III, b” significa “artigo segundo, parágrafo primeiro, inciso terceiro, alínea b”. Disponível em: https://gestaodesegurancaprivada.com.br/estatuto-o-que-e-definicao-tipos. Acesso em 21 jan. 2025. Disponível em: https://wsaraiva.com/2013/06/17/artigos-paragrafos-incisos-e-alineas-como-se-elaboram-as-leis. Acesso em 21 jan. 2025. https://gestaodesegurancaprivada.com.br/estatuto-o-que-e-definicao-tipos https://gestaodesegurancaprivada.com.br/estatuto-o-que-e-definicao-tipos https://wsaraiva.com/2013/06/17/artigos-paragrafos-incisos-e-alineas-como-se-elaboram-as-leis https://wsaraiva.com/2013/06/17/artigos-paragrafos-incisos-e-alineas-como-se-elaboram-as-leis https://wsaraiva.com/2013/06/17/artigos-paragrafos-incisos-e-alineas-como-se-elaboram-as-leis ATIVIDADE DE ANÁLISE DO GÊNERO - ESTATUTO Leia: Estatuto da Criança e do Adolescente O Estatuto da Criança e do Adolescente, também conhecido como ECA, é uma lei federal criada em 1990 para garantir os direitos das crianças e dos adolescentes. Esse documento reconhece que eles são sujeitos de direitos e que estão em uma fase especial de desenvolvimento, por isso, precisam de proteção total e prioritária da família, da sociedade e do Estado. Objetivos gerais do ECA Uma das ideias principais do ECA é que todos os órgãos públicos, instituições e organizações da sociedade civil devem trabalhar juntos para proteger os direitos das crianças e dos adolescentes. Isso significa que eles devem se unir para responsabilizarqualquer pessoa que tenha violado esses direitos e para garantir que os instrumentos previstos pelo sistema sejam aplicados corretamente. É uma verdadeira interação de todos os atores envolvidos nesse processo de cuidado e proteção. Importante De acordo com essa lei, considera-se criança alguém com menos de 12 anos, e adolescente aquele que tem entre 12 e 18 anos. Em situações específicas previstas em lei, pode-se aplicar excepcionalmente essas regras também para pessoas com idade entre 18 e 21 anos. Cidadãos com direitos e deveres Com a criação do ECA, as crianças e adolescentes ganham direitos e deveres garantidos por lei, tornando-se sujeitos ativos na sociedade. No entanto, por estarem em uma fase crucial de desenvolvimento, eles são mais vulneráveis em termos sociais, psicológicos e físicos. Por isso, é fundamental que as crianças e adolescentes conheçam e compreendam o conteúdo do ECA, para que possam construir uma sociedade mais justa e igualitária. Infelizmente, no Brasil, devido ao histórico colonialista, muitas pessoas desconhecem essas leis, o que as torna suscetíveis a abusos de poder. Conselho Tutelar O Conselho Tutelar é um órgão composto de profissionais que se unem para proteger as crianças e adolescentes. São cinco membros, escolhidos através de eleição pela comunidade, com a missão de garantir que esse grupo tenha uma vida feliz e segura, com seus direitos e deveres cumpridos. Responsabilidades Além de direitos importantes a serem garantidos, há também deveres que cabe a esse público cumprir. Como, por exemplo: é dever da criança e do adolescente respeitar pais e responsáveis; frequentar a escola; respeitar os professores e demais funcionários; respeitar o próximo; participar das atividades em família e em comunidade; preservar espaços públicos; proteger o meio ambiente; participar de atividades educacionais. Resumindo Portanto, o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) é uma legislação brasileira que foi promulgada com o objetivo de proteger e garantir os direitos das crianças e dos adolescentes, estabelecendo diretrizes para a promoção e defesa dos direitos fundamentais, como o direito à vida, à saúde, à educação, à convivência familiar e comunitária, além de medidas de proteção contra qualquer forma de violência, abuso ou exploração. 1. Segundo o texto, qual a finalidade do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) na sociedade? 2. Responda: a) Quando o ECA foi criado? 3. De acordo com o ECA, quais são as responsabilidades dos órgãos públicos, instituições e organizações da sociedade civil em relação aos direitos das crianças e dos adolescentes? a) Garantir a proteção total e prioritária da família, permitindo políticas públicas de orientações para pais ou responsável b) Trabalhar em conjunto para responsabilizar os infratores e aplicar corretamente os instrumentos previstos em lei. c) Promover a integração social dos jovens em conflito com a lei, promovendo recursos financeiros para sua manutenção. d) Oferecer apoio financeiro para as famílias vulneráveis e estabelecer diretrizes para os jovens de rua. Leia a tira e responda. 4. Tratar de infância significa falar de um colorido sem fim que cobre o mundo. Não se trata de um único modo de ser, mas de infinitos, tanto quanto crianças há sobre a terra. A diversidade é o que caracteriza a natureza humana. Conforme a tirinha, que direitos são apresentados na narrativa? 5. Qual é a função do Conselho Tutelar em relação à proteção das crianças e dos adolescentes? Leia e responda: Art. 15. A criança e o adolescente têm direito à liberdade, ao respeito e à dignidade como pessoas humanas em processo de desenvolvimento e como sujeitos de direitos civis, humanos e sociais garantidos na Constituição e nas leis. Estatuto da Criança e do Adolescente 6. Segundo o Art. 15º do ECA, quais são os direitos fundamentais que devem ser assegurados às crianças e aos adolescentes? 7. Em sua opinião, os direitos previstos em Lei são realmente assegurados pelos órgãos competentes a todas as crianças e adolescentes? 8. Quais medidas poderiam ser implementadas pelas instituições a fim de reforçar a proteção de crianças e adolescentes em nossa sociedade? GABARITO - ATIVIDADE DE ANÁLISE DO GÊNERO - ESTATUTO 1. Tem a finalidade de garantir os direitos das crianças e dos adolescentes, estabelecendo diretrizes para a promoção e defesa dos direitos fundamentais. 2. a) Foi criada em 13 de julho de 1990. b) Em todo território brasileiro. c) Crianças e adolescentes. d) Porque as pessoas dessa faixa etária estão em fase especial de desenvolvimento físico, mental e social. 3. B 4. Igualdade, respeito e liberdade. (Considerar outras respostas) 5. Garantir que as crianças e adolescentes tenham uma vida feliz e segura, com seus direitos e deveres cumpridos. 6. Direito à liberdade, ao respeito e à dignidade como pessoas humanas em processo de desenvolvimento. 7. Resposta Pessoal Resposta Pessoal PROPOSTA DE PRODUÇÃO TEXTUAL O Estatuto na prática. Convide seus familiares para construírem os artigos juntos. Comece fazendo uma lista de regras. Em seguida, crie três artigos de lei que possam contemplar cada uma das regras. Se atente às características dos artigos do estatuto para escrever: impessoalidade, atemporalidade, vocabulário adequado ao meio jurídico e divisão dos artigos em partes (se necessário). Após a escrita dos artigos, verifique se você não esqueceu algo. Para isso, acompanhe no quadro abaixo. CARACTERÍSTICAS DO ESTATUTO ESTÁ OK DEVE MUDAR Partes do Artigo: Caput, Parágrafo, Inciso e Alínea (se houver) Impessoalidade ( O texto se direciona para qualquer um que lê) Atemporalidade ( O texto se adequa a qualquer época) Vocabulário FOLHA DE PRODUÇÃO - RASCUNHO FOLHA DE PRODUÇÃO - RASCUNHO Título: FOLHA DE PRODUÇÃO - FINAL Título: O texto de divulgação científica é um tipo de texto expositivo e argumentativo mais elaborado. São produzidos mediante pesquisas, aprofundamentos teóricos e resultados de investigações sobre determinado tema. Possuem a finalidade principal de popularizar a ciência, ou seja, difundir o conhecimento científico, transmitindo assim diversas informações de valor indiscutível. Características do texto de divulgação científica. Os textos de divulgação científica apresentam linguagem clara, objetiva e impessoal, geralmente com verbos na terceira pessoa, e de acordo com as normas da língua. Por esse motivo, são evitadas as expressões populares, a linguagem coloquial, gírias e figuras de linguagem como a redundância e a ambiguidade. É notória a presença de termos técnicos da área, essenciais na linguagem científica e ainda, verbos predominantemente no presente do indicativo. Eles são escritos por pesquisadores e especialistas no assunto,dedicados ao ramo da ciência por meio de métodos científicos. Esses textos possuem uma função muito importante para o desenvolvimento da sociedade, porque eles divulgam conhecimentos baseados em experimentos e estudos de caso de forma acessível às pessoas. Os suportes mais utilizados para a divulgação dos textos de divulgação científica são as revistas e jornais científicos, livros, plataformas de divulgação científica, televisão, internet. Estrutura textual do texto de divulgação científica Além do padrão básico estrutural dos textos dissertativos (introdução, desenvolvimento e conclusão), os textos de divulgação científica não possuem uma forma rígida. ATIVIDADE DE ANÁLISE DO GÊNERO - TEXTO DE DIVULGAÇÃO CIENTÍFICA Leia o texto abaixo e resolva as questões: O SONO NO MUNDO MODERNO Texto sobre a insônia Ansiedade, estresse e angústia são alguns dos sintomas ligados a noites mal dormidas. Cientistas demonstram que o contexto sociocultural, a tecnologia e o estilo de vida atuais contribuem significativamente para que ocorram distúrbios do sono, os quais prejudicam o desempenho mental, a segurança e a saúde das pessoas. Recentemente, um artigo da Nature and Science of Sleep (Natureza e Ciência do Sono, março de 2012) sobre “os impactos do estilo de vida e desenvolvimentos da tecnologia sobre o sono” trouxe uma revisão bastante interessante sobre os fatores ambientais e comportamentais que interferem no padrão de sono, duração e qualidade, além das consequências reportadas pela ciência nos últimos anos e possíveis tratamentos para as desordens do sono. Vários problemas são causados por escalas de serviço que alternam os turnos durante dia e noite, por exemplo. Turnos da noite acarretam menor tempo dormido durante o dia subsequente, sonolência que pode durar até vários dias após a noite de trabalho. A escala acaba tornando também o trabalhador propenso a dormir em serviço, principalmente durante as horas que antecedem a manhã. Pesquisas mostram ainda que as escalas flexíveis de trabalho (como em horários noturnos, aos finais de semana ou aqueles em que o trabalhador é chamado por telefone, a qualquer momento do dia) acarretam em piores saúde mental, qualidade de sono e bem-estar pessoal que as escalas tradicionais. Em crianças, adolescentes e adultos, outro fator ambiental que tem contribuído para a ocorrência de distúrbios do sono é a exposição às mídias eletrônicas. A presença de dispositivos midiáticos (televisão ou computador) no quarto de crianças e adolescentes demonstrou que os mesmos vão dormir mais tarde e o tempo de sono fica reduzido. Estudos com adultos mostram que, para as mulheres, o tempo aumentado de navegação na internet, e o aumento das ligações telefônicas e mensagens SMS, para os homens, são fatores que aumentam os riscos de desenvolvimento dos distúrbios do sono. Processos fisiológicos e comportamentais, de estudo das ciências como a biologia e medicina, estão intimamente ligados com o sono. A liberação de hormônios, os ciclos de dormir/acordar e o desenvolvimento de atividades mentais (desempenho) oscilam naturalmente com o ciclo diário, e são controlados pelo “relógio biológico”, localizado no hipotálamo. Sob as condições normais, todos estes processos são controlados pelo ciclo ambiental (claro e escuro) e estão com ele sincronizados. Tendo em vista estes aspectos do mundo moderno, as influências deles sobre o sono e, então, deste sobre a vida das pessoas, saúde, trabalho e bem-estar, é importante que as empresas atentem para os fatores que afetam a vida dos trabalhadores e até mesmo para o que eles alteram no cotidiano destas empresas, com relação ao sono (risco de acidentes, aumento dos gastos e diminuição do desempenho são alguns exemplos). Quem sabe permitir horários de descanso? Estudos mostraram que cochilos de 20 a 40 minutos são o suficiente para aumentar a atenção e desempenho, durante a noite. Finalmente, atingir a quantidade ideal de sono, em um ambiente escuro e quieto, evitar também o consumo de bebidas alcoólicas e cafeína, são condições essenciais para evitar a insônia e distúrbios do sono consequentes dela. Renato Augusto Corrêa dos Santos, Jornal Biosferas (Alguns trechos foram retirados do original pelo site Tudo Sala de Aula) Atividades 1. O texto que você leu é um texto de divulgação científica. Isso se justifica por sua finalidade ser: (a) apresentar um tema de interesse público visando explicá-lo à luz da ciência. (b) narrar um acontecimento científico para comprovar uma opinião ao leitor. (c) mostrar dados científicos e históricos sobre os efeitos do sono prolongado no Brasil. d) relatar fatos e acontecimentos atuais de interesse e importância para a comunidade. 2. O texto foi produzido mediante pesquisas, aprofundamentos teóricos e resultados de investigações sobre um tema. Qual o fato que gerou essas pesquisas e posteriormente a publicação desse texto? (a) O aumento do uso da tecnologia pelos brasileiros. (b) O crescente avanço de problemas socioculturais. (c) Os transtornos relacionados à falta de um bom sono. (d) Os problemas pertinentes ao excesso de trabalho. 3. Releia o 3º parágrafo do texto e depois escreva a que ou a quem as expressões abaixo estão se referindo: a) “outro fator ambiental” b) “dispositivos midiáticos” c) “os mesmos” d) “são fatores” e) “que tem contribuído” 4. Complete a tabela abaixo com a causa ou a consequência das expressões as quais se relacionam uma com a outra. 5. Retire do texto uma expressão que garante que a publicação tem base científica. 6. No trecho: “Sob as condições normais, todos estes processos são controlados pelo ciclo ambiental (claro e escuro) e estão com ele sincronizados.”, o uso dos parênteses tem a finalidade de: a) realizar indicações cênicas. b) mostrar uma citação do autor. c) explicar a expressão anterior. d) marcar uma opinião do narrador. 7. Segundo o texto, quais são os sintomas ligados a noites mal dormidas? 8. Assinale a alternativa cuja palavra grifada no trecho indica ideia de tempo: (a) “Recentemente, um artigo da Nature and Science of Sleep…” (b) “Processos fisiológicos e […] estão intimamente ligados com o sono.” (c) “Finalmente, atingir a quantidade ideal de sono, em um ambiente escuro…” (d) “… a tecnologia e o estilo de vida atuais contribuem significativamente…” 9. Sobre o texto, é FALSA a afirmativa: (a) A exposição às mídias eletrônicas é um fator que prejudica o sono. (b) Escalas flexíveis de trabalho não interferem diretamente na saúde mental. (c) Fatores biológicos influenciam absolutamente no ciclo de dormir e acordar. (d) O cochilo de 20 a 40 minutos melhora a qualidade do trabalho à noite. 10. O texto difunde um conhecimento científico, transmitindo assim diversas informações de valor indiscutível. Entretanto, o autor busca também apresentar para o leitor possíveis soluções para amenizar o problema exposto. Qual alternativa abaixo NÃO é uma solução apontada pelo texto? (a) Evitar o consumo de bebidas alcoólicas e cafeína. (b) Atentar-se para os fatores que afetam a vida do trabalhador. (c) Atingir a quantidade ideal de sono em um ambiente escuro. (d) Observar os riscos de desenvolvimento dos distúrbios do sono. 11. No trecho: “televisão ou computador” a palavra grifada estabelece ideia de: (a) oposição. (b) explicação. (c) alternância. (d) adição. 12. Procure no texto uma palavra que significa: a) Aparelhos: b) Presságios: c) Desordens: d) Ingestão: e) Redução: f) Consentir: Disponível em: https://www.tudosaladeaula.com/2022/04/atividade-de-portugues-texto-de-divulgacao- cientifica-com-gab arito . Acesso em: 28 jan. 2025. Teoria e atividades disponíveis em: SEQUÊNCIA DE ATIVIDADES: GÊNERO TEXTUAL: ARTIGO DE DIVULGAÇÃO CIENTÍFICA.. Acesso em: 28 jan. 2025. GABARITO - ATIVIDADE DE ANÁLISE DO GÊNERO - TEXTO DE DIVULGAÇÃO CIENTÍFICA GABARITO 1. Letra - A. 2. Letra - C. 3. Letra a) “a exposição às mídias eletrônicas.”, b) “televisãoou computador”, c) “crianças e adolescentes”, d) “o tempo aumentado de navegação na internet, e o aumento das ligações telefônicas e mensagens SMS”, e) “outro fator ambiental”. 4. CAUSA: o contexto sociocultural, a tecnologia e o estilo de vida atuais. (Professor, há outras causas apresentadas pelo texto relacionadas aos distúrbios do sono) / CONSEQUÊNCIA: menor tempo dormido durante o dia subsequente, sonolência que pode durar até vários dias após a noite de trabalho. / CONSEQUÊNCIA: pioras na saúde mental, qualidade de sono e bem-estar pessoal. / CAUSA: cochilos de 20 a 40 minutos. / CONSEQUÊNCIA: o aumento de riscos de desenvolvimento dos distúrbios do sono. 5. “um artigo da Nature and Science of Sleep (Natureza e Ciência do Sono, março de 2012)” 6. Letra - C. 7. Ansiedade, estresse e angústia. 8. Letra - A. 9. Letra- B. 10. Letra - D. 11. Letra - C. 12. a) Dispositivos, b) Sintomas, c) Distúrbios, d) Consumo, e) Diminuição, f) Permitir. (Professor, pode haver outras palavras sinônimas) https://www.tudosaladeaula.com/2022/04/atividade-de-portugues-texto-de-divulgacao-cientifica-com-gabarito/ https://www.tudosaladeaula.com/2022/04/atividade-de-portugues-texto-de-divulgacao-cientifica-com-gabarito/ https://www.tudosaladeaula.com/2022/04/atividade-de-portugues-texto-de-divulgacao-cientifica-com-gabarito/ https://observatorio.movimentopelabase.org.br/wp-content/uploads/2022/11/anexo-1-ficha-lp-7o-ano-fundamental-sequexxncia-de-atividade-gexxnero--artigo-de-divulgacxxaxxo-cientixxfica-2022-11-v01.pdf https://observatorio.movimentopelabase.org.br/wp-content/uploads/2022/11/anexo-1-ficha-lp-7o-ano-fundamental-sequexxncia-de-atividade-gexxnero--artigo-de-divulgacxxaxxo-cientixxfica-2022-11-v01.pdf PROPOSTA DE PRODUÇÃO TEXTUAL EFAF - TEXTO DE DIVULGAÇÃO CIENTÍFICA - MOSQUITO DA DENGUE Aedes Aegypti - Mosquito da dengue ID: E6Z O texto de divulgação científica, como o próprio nome adianta, é aquele que tem a finalidade de “popularizar a ciência”, ou seja, difundir, ao público leigo/não especializado, descobertas feitas a partir de experimentos/estudos científicos. No que se refere à estrutura, o texto de divulgação científica é maleável. É preciso focalizar, o quanto possível: o que foi descoberto; quem descobriu; como; quando; onde; para quê – com ênfase não apenas no que foi descoberto, como também na importância da descoberta e nos respectivos impactos sociais. O texto é escrito em 3.ª pessoa, com linguagem simples. Há título e subtítulo para que, desde o início, seja definido o que se vai divulgar. Atualmente, a divulgação científica ocorre em praticamente todos os formatos e meios de comunicação: documentários de televisão, revistas de divulgação científica, artigos em periódicos, websites e blogs. Existem, inclusive, canais de televisão dedicados exclusivamente à divulgação científica, tais como Discovery Channel e National Geographic Channel, evidenciando o grande interesse dos meios de comunicação por fazer da ciência um de seus temas centrais. Leia o texto abaixo: AEDES AEGYPTI - MOSQUITO DA DENGUE Conheça as doenças provocadas pela picada do mosquito Conheça o mosquito da dengue, característ icas físicas, classificação, transmissão da dengue e d a f e b r e a m a r e l a u r b a n a , alimentação, reprodução, as larvas do mosquito. In:http://www.cairnspost.com.au/news/cai rns/health-authorities-await-test-results- over-suspected-dengue-fever-case-in- cairns/news- story/7eb9769019556d252ffac7d46d2550f9 http://www.cairnspost.com.au/news/cairns/health-authorities-await-test-results-over-suspected-dengue- http://www.cairnspost.com.au/news/cairns/health-authorities-await-test-results-over-suspected-dengue- http://www.cairnspost.com.au/news/cairns/health-authorities-await-test-results-over-suspected-dengue- http://www.cairnspost.com.au/news/cairns/health-authorities-await-test-results-over-suspected-dengue- http://www.cairnspost.com.au/news/cairns/health-authorities-await-test-results-over-suspected-dengue- http://www.cairnspost.com.au/news/cairns/health-authorities-await-test-results-over-suspected-dengue- CLASSIFICAÇÃO CIENTÍFICA: Reino: Animalia Filo: Arthropoda Classe: Insecta Ordem: Diptera Subordem: Nematocera Família: Culicidae Subfamília: Culicinae Gênero: Aedes Subgênero: Stegomyia Espécie: Ae. aegypti O Aedes Aegypti é um mosquito que transmite várias doenças perigosas como dengue e febre amarela urbana. O Aedes Aegypti também é o transmissor do Zika vírus, que pode causar a microcefalia, e do vírus causador da febre chikungunya. Estes insetos são típicos de regiões urbanas de clima tropical e subtropical (com presença de calor e chuvas) Não conseguem viver em regiões frias. É de tamanho pequeno, em média, 0,5 cm de comprimento. - É de cor preta com manchas (riscos) brancos no dorso, pernas e cabeça. O ruído deste mosquito é muito baixo, sendo que o ser humano não consegue ouvir. O mosquito macho alimenta-se de frutas ou outros vegetais adocicados. Porém, a fêmea alimenta-se de sangue animal principalmente humano). No momento que está retirando o sangue, a fêmea contaminada transmite o vírus da dengue para o ser humano. Na picada, ela aplica uma substância anestésica, fazendo com que não haja dor na picada. As fêmeas costumam picar o ser humano na parte do começo da manhã ou no final da tarde. Picam nas regiões dos pés, tornozelos e pernas. Isto ocorre, pois costumam voar a uma altura máxima de meio metro do solo. A fêmea deposita seus ovos em locais com água parada (limpa ou pouco poluída). Por isso, é importante não deixar objetos com água parada dentro de casa ou no quintal. Sem este ambiente favorável, o aedes aegypti não consegue se reproduzir. As larvas são brancas quando nascem, mas tornam-se negras depois de algumas horas. Pode ser encontrado em várias regiões da África e América do Sul, inclusive no Brasil. Em nosso país, tem transmitido a dengue a uma grande quantidade de pessoas. A dengue, se não tratada corretamente, pode levar o indivíduo à morte. O mosquito também transmite aos seres humanos outros vírus perigosos: vírus causador da febre chikungunya, além do vírus Zika (que pode causar a microcefalia em bebês de gestantes infectadas). https://www.suapesquisa.com/mundoanimal/mosquito_da_dengue.htm https://www.suapesquisa.com/mundoanimal/mosquito_da_dengue.htm Você deverá extrair dos textos acima informações suficientes para escrever um texto de divulgação científica, destinado a leitores adolescentes, sobre os estudos recentes acerca do mosquito da dengue e as doenças que a picada provoca no ser humano. Não se esqueça: o texto de divulgação científica deve ter vocabulário acessível, uma vez que é o canal para a “popularização da ciência”. Proposta de produção textual - Disponível em: https://www.plataformaredigir.com.br/tema-redacao/texto- de-divulgacao-cientifica-sobre-o-mosquito-da- dengue-indicacao-7o-ano-ef2_texto-de-divulgacao- cientifica. Acesso em: 28 jan. 2025. FOLHA DE PRODUÇÃO - RASCUNHO Título: https://www.plataformaredigir.com.br/tema-redacao/texto-de-divulgacao-cientifica-sobre-o-mosquito-da-dengue-indicacao-7o-ano-ef2_texto-de-divulgacao-cientifica https://www.plataformaredigir.com.br/tema-redacao/texto-de-divulgacao-cientifica-sobre-o-mosquito-da-dengue-indicacao-7o-ano-ef2_texto-de-divulgacao-cientifica https://www.plataformaredigir.com.br/tema-redacao/texto-de-divulgacao-cientifica-sobre-o-mosquito-da-dengue-indicacao-7o-ano-ef2_texto-de-divulgacao-cientifica FOLHA DE PRODUÇÃO - FINAL Título: SUGESTÕES PARA CORREÇÃO E ANÁLISE DOS RESULTADOS Sugestão I A fim de auxiliar nesse processo, disponibilizamos, a seguir, um exemplo de tabela que poderá ser utilizada para avaliação dos textos, com o objetivo de fornecer feedback formativo, por meio do processo avaliativo. Como mencionado, o texto dissertativo-argumentativo é a modalidade de escrita cobrada na prova do Enem. Os estudantes são avaliados em cinco competências, a saber: ❖ Competência 1:demonstrar domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa. ❖ Competência 2: compreender a proposta de redação e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o tema, dentro dos limites estruturais do texto dissertativo-argumentativo em prosa. ❖ Competência 3: selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações, fatos, opiniões e argumentos em defesa de um ponto de vista. ❖ Competência 4: demonstrar conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação. ❖ Competência 5: elaborar proposta de intervenção para o problema abordado. Resumindo: Em uma redação do Enem, os estudantes precisam escrever um texto dissertativo-argumentativo dentro da norma-padrão da língua, tratando de um tema especificado na coletânea, respeitando as estruturas e características do texto dissertativo-argumentativo e apresentando, ao final, uma proposta de solução para o problema exposto. COMPETÊNCIA Níveis 0 1 2 3 4 5 0 40 80 120 160 200 I II III IV V Disponível em: https://s3.glbimg.com/v1/AUTH_8b29beb0cbe247a296f902be2fe08 4b6/2024/links/links-enem-gabarito/1 o-dia-prova-azul.pdf. Acesso em: 17 jan. 2025. https://s3.glbimg.com/v1/AUTH_8b29beb0cbe247a296f902be2fe084b6/2024/links/links-enem-gabarito/1o-dia-prova-azul.pdf https://s3.glbimg.com/v1/AUTH_8b29beb0cbe247a296f902be2fe084b6/2024/links/links-enem-gabarito/1o-dia-prova-azul.pdf https://s3.glbimg.com/v1/AUTH_8b29beb0cbe247a296f902be2fe084b6/2024/links/links-enem-gabarito/1o-dia-prova-azul.pdf https://s3.glbimg.com/v1/AUTH_8b29beb0cbe247a296f902be2fe084b6/2024/links/links-enem-gabarito/1o-dia-prova-azul.pdf https://s3.glbimg.com/v1/AUTH_8b29beb0cbe247a296f902be2fe084b6/2024/links/links-enem-gabarito/1o-dia-prova-azul.pdf https://s3.glbimg.com/v1/AUTH_8b29beb0cbe247a296f902be2fe084b6/2024/links/links-enem-gabarito/1o-dia-prova-azul.pdf Sugestão II A fim de auxiliar nesse processo, disponibilizamos, a seguir, um exemplo de tabela analítica - RUBRICA - que pode ser utilizada para avaliação dos textos, com o objetivo de fornecer feedback formativo, por meio do processo avaliativo. Clareza e objetividade Coesão e coerência: Correção gramatical Criatividade Nome do estudante Nome do estudante Clareza e objetividade O texto é fácil de entender e seguir. As informações estão organizadas de forma lógica. O texto segue a norma padrão da Língua Portuguesa. As ideias são originais e inovadoras. Rubrica de Gênero e aspectos temáticos Sugestão III A fim de auxiliar nesse processo, disponibilizamos, a seguir, um exemplo de tabela analítica - RUBRICA - que pode ser utilizada para avaliação dos textos, com o objetivo de fornecer feedback formativo, por meio do processo avaliativo. O professor pode adaptar a rubrica para outro gênero textual. Insuficiente Nome do estudante Nome do estudante Clareza e objetividade A crônica aborda o assunto preconceito. Além disso, o texto é escrito em primeira pessoa e apresenta todos os elementos da narrativa solicitados: personagem, tempo e lugar. Há os cinco elementos constituintes do enredo: situação inicial, conflito, desenvolvimento , clímax e desfecho. A crônica aborda o assunto preconceito. O texto é escrito em primeira pessoa, mas apresenta apenas dois dos elementos da narrativa solicitados: personagem, tempo ou espaço. Há ao menos quatro elementos constituintes do enredo: situação inicial, conflito, desenvolvimen to, clímax e desfecho. A crônica aborda o assunto preconceito. O texto é escrito em primeira pessoa, mas apresenta apenas um dos elementos da narrativa solicitados: personagem, tempo ou espaço. Há ao menos três elementos constituintes do enredo: situação inicial, conflito, desenvolvimen to, clímax e desfecho. A crônica não aborda o assunto preconceito. Além disso, o texto não é escrito em primeira pessoa. Há dois ou um dos elementos constituintes do enredo: situação inicial, conflito, desenvolvimen to, clímax e desfecho. Rubrica de Gênero e aspectos temáticos Abaixo do básicoBásicoDesejável Página 1 Página 2 Página 3 Página 4 Página 5 Página 6 Página 7 Página 8 Página 9 Página 10 Página 11 Página 12 Página 13 Página 14 Página 15 Página 16 Página 17 Página 18 Página 19 Página 20 Página 21 Página 22 Página 23 Página 24 Página 25 Página 26 Página 27 Página 28 Página 29 Página 30 Página 31 Página 32 Página 33 Página 34 Página 35 Página 36 Página 37 Página 38 Página 39 Página 40 Página 41 Página 42 Página 43 Página 44 Página 45 Página 46 Página 47 Página 48 Página 49 Página 50 Página 51 Página 52 Página 53 Página 54 Página 55 Página 56 Página 57 Página 58 Página 59 Página 60 Página 61 Página 62 Página 63 Página 64 Página 65 Página 66 Página 67 Página 68 Página 69 Página 70 Página 71 Página 72 Página 73 Página 74 Página 75 Página 76 Página 77 Página 78 Página 79 Página 80 Página 81 Página 82 Página 83 Página 84 Página 85 Página 86 Página 87 Página 88 Página 89 Página 90 Página 91 Página 92 Página 93 Página 94 Página 95 Página 96 Página 97 Página 98 Página 99 Página 100 Página 101 Página 102 Página 103 Página 104 Página 105 Página 106 Página 107 Página 108 Página 109 Página 110 Página 111 Página 112 Página 113 Página 114 Página 115 Página 116 Página 117 Página 118 Página 119 Página 120 Página 121 Página 122 Página 123 Página 124é um problema muito sério”. Nesses casos, usa-se principalmente a 3ª pessoa do singular (ele) ou a 1ª pessoa do plural (nós), como está nos dois exemplos citados acima. Mas cuidado. Se você começar o texto na 3ª pessoa do plural, tem que ir até o final usando o mesmo tempo verbal. Se no meio do texto você escrever algo na primeira pessoa do plural haverá uma discordância no texto, e você poderá perder pontos por isso. Exemplo de texto dissertativo-argumentativo INTRODUÇÃO (TESE) Apresentar na introdução: ❖ Repertório; ❖ Tese (seu posicionamento); ❖ Problematização. EXEMPLO DE PRIMEIRO PARÁGRAFO O filme ''Cine Hollywood'' narra a chegada da primeira sala de cinema na cidade de Crato, interior do Ceará. Na obra, os moradores do até então vilarejo nordestino têm suas vidas modificadas pela modernidade que, naquele contexto, se traduzia na exibição de obras cinematográficas. De maneira análoga à história fictícia, a questão da democratização do acesso ao cinema, no Brasil, ainda enfrenta problemas no que diz respeito à exclusão da parcela socialmente vulnerável da sociedade. Assim, é lícito afirmar que a postura do Estado em relação à cultura e a negligência de parte das empresas que trabalham com a ''sétima arte'' contribuem para a perpetuação desse cenário negativo. Legenda: Verde= Repertório sociocultural contextualizado; Amarelo: Tese (posicionamento); Azul: Problemática ( apresentou dois culpados, Estado e negligência das empresas; Cinza: Conectivos. DESENVOLVIMENTO (DESENVOLVER A ARGUMENTAÇÃO E FUNDAMENTÁ-LA) Iniciar o segundo parágrafo da redação preferencialmente com os seguintes conectivos: ❖ Em primeiro plano; ❖ Em primeira análise; ❖ Em primeiro lugar; ❖ Em princípio; ❖ Primeiramente. Em primeiro plano, evidencia-se, por parte do Estado, a ausência de políticas públicas suficientemente efetivas para democratizar o acesso ao cinema no país. Essa lógica é comprovada pelo papel passivo que o Ministério da Cultura exerce na administração do país. Instituído para ser um órgão que promova a aproximação de brasileiros a bens culturais, tal ministério ignora ações que poderiam, potencialmente, fomentar o contato de classes pouco privilegiadas ao mundo dos filmes, como a distribuição de ingressos em instituições públicas de ensino básico e passeios escolares a salas de cinema. Desse modo, o Governo atua como agente perpetuador do processo de exclusão da população mais pobre a esse tipo de entretenimento. Logo, é substancial a mudança desse quadro. Legenda: Verde= Tópico frasal; Amarelo: Exemplificação; Azul: Explicação; Rosa: Conclusão; Cinza: Conectivos. Iniciar o terceiro parágrafo da redação preferencialmente com os seguintes conectivos: ❖ Em segundo plano; ❖ Em segunda análise; ❖ Em segundo lugar; ❖ Nesse contexto; ❖ Ademais; ❖ Destarte; ❖ Outrossim. Outrossim, é imperativo pontuar que a negligência de empresas do setor – como produtoras, distribuidoras de filmes e cinemas – também colabora para a dificuldade em democratizar o acesso ao cinema no Brasil. Isso decorre, principalmente, da postura capitalista de grande parte do empresariado desse segmento, que prioriza os ganhos financeiros em detrimento do impacto cultural que o cinema pode exercer sobre uma comunidade. Nesse sentido, há, de fato, uma visão elitista advinda dos donos de salas de exibição, que muitas vezes precificam ingressos com valores acima do que as classes populares podem pagar. Consequentemente, a população de baixa renda fica impedida de frequentar esses espaços. Legenda: Verde= Tópico frasal; Amarelo: Exemplificação; Azul: Explicação; Rosa: Conclusão; Cinza: Conectivos. CONCLUSÃO (PROPOSTA DE INTERVENÇÃO) Iniciar o quarto parágrafo da redação preferencialmente com os seguintes conectivos: ❖ Portanto; ❖ Em suma; ❖ Em síntese; ❖ Em resumo. É necessário, portanto, que medidas sejam tomadas para facilitar o acesso democrático ao cinema no país. Posto isso, o Ministério da Cultura deve, por meio de um amplo debate entre Estado, sociedade civil, Agência Nacional de Cinema (ANCINE) e profissionais da área lançar . um Plano Nacional de Democratização ao, Cinema no Brasil, a fim de fazer com que o maior número possível de brasileiros possa desfrutar do universo dos filmes. Tal plano deverá focar, principalmente, em destinar certo percentual de ingressos para pessoas de baixa renda e estudantes de escolas públicas. Ademais, o Governo Federal deve também, mediante oferecimento de incentivos fiscais, incentivar os cinemas a reduzirem o custo de seus ingressos. Dessa maneira, a situação vivenciada em ''Cine Hollywood'' poderá ser visualizada na realidade de mais brasileiros." EXEMPLO DE QUARTO PARÁGRAFO: Legenda: Verde= frase conclusiva e retomada do tema; Amarelo: proposta de intervenção; Cinza: Conectivos. Agente: Quem vai solucionar o problema? Rosa Ação: O que será feito para solucionar? Verde Meio/modo: Como a ação será colocada em prática? Azul escuro Efeito: A fim de que ? Vermelho Detalhamento: Uma informação a mais sobre : ação, agente, modo ou efeito. Azul O que é tese? A tese nada mais é do que a sua opinião (o seu posicionamento) a respeito do tema e ela é a ideia principal da redação. Em outras palavras: se você pudesse resumir a sua dissertação inteira (de 30 linhas, talvez) numa única frase, essa frase seria a tese (a ideia principal do texto). Afinal, nós devemos escrever uma dissertação inteira para comprovar a nossa tese. Onde a tese deve aparecer? A dissertação possui três tipos de parágrafos: introdução, desenvolvimento e conclusão. A tese precisa aparecer logo no primeiro parágrafo (introdução). O parágrafo de introdução é composto de duas partes: ❖ apresentação do tema e ❖ apresentação da tese. Isso significa que o leitor, após ler o parágrafo de introdução, deve saber o tema da redação e deve saber qual é o posicionamento do autor em relação a esse tema (ou seja: qual é a ideia central da redação). Por exemplo: vamos supor que o tema proposto para a nossa redação seja "o papel da internet sobre a sociedade contemporânea". Veja como poderia ficar a introdução: Inicialmente desenvolvida pelos militares, a internet ganhou o mundo e inaugurou uma nova cultura, fazendo parte do dia a dia das pessoas e conectando milhões de usuários ao redor do globo. Ela tem o poder de não apenas possibilitar às pessoas a chance de compartilharem as suas ideias em grande escala, como também dá oportunidade aos seus usuários de terem acesso ao conteúdo produzido a nível global. Isso significa que, com a internet, as pessoas se abrem para o mundo e o mundo se abre para elas. 1º Período do parágrafo: Apresentação do tema. 2º Período do parágrafo: Tese. 3º Período do parágrafo: Reafirmação da tese. A sua tese, também conhecida como ideia central ou tópico frasal, pode ser de diferentes tipos: DECLARAÇÃO INICIAL Trata-se de uma frase afirmativa ou negativa que será explicada posteriormente. Exemplos: - A prática de exercícios físicos diminui a incidência de câncer. - A corrupção não deve ser incentivada por nossa negligência política. - A educação pública proporciona o cumprimento de um direito básico estabelecido constitucionalmente. - A educação pública atual tem sido um desrespeito ao nosso direito básico estabelecido constitucionalmente. DEFINIÇÃO Trata-se de uma breve definição de algum conceito que será ampliado posteriormente. Exemplos: - Viver é um ato de coragem. - Ler é um ato que vai além da decodificação das palavras. - A educação pública de qualidade é um direito básico negligenciado pelo governo. Não pare agora... Tem mais depois da publicidade ;) - Os exercícios físicos são uma prática que previne o câncer. DIVISÃO Trata-se da separação do assunto em duas partes. Exemplos: - É possível analisar a prática de exercícios físicos sob dois aspectos: manutenção da saúde e estética. - O crescente número de casos de violência contra mulher é devido à falta de cumprimento das leis e à falta de prevenção com projetoseducacionais que transmitam esses conhecimentos básicos. ALUSÃO HISTÓRICA Introduzir um texto por alusão histórica é recortar um fato, um período histórico, um hábito antigo a fim de comparar com o presente. Essa comparação evidenciará uma permanência, ou não, de determinada situação e isso será base para a problematização do que o tema apresentou para discussão. Assim, a alusão histórica é um tipo de estratégia que tem o objetivo de: ● Contextualizar o assunto; ● Expor a origem do problema; ● Comparar ou traçar semelhanças; ● Exemplificar como a realidade mudou. Exemplos: - A grande depressão de 1929 causou altas taxas de desemprego, quedas do PIB de diversos países, quedas na produção industrial, entre outros fatores que, guardadas as devidas proporções, remetem-nos à atual questão econômica nacional. - “Após a queda do muro de Berlim, acabaram-se os antagonismos leste-oeste e o mundo parece ter aberto de vez as portas para a globalização. (Antonio Carlos Viana) Bibliografia Disponível em: https://querobolsa.com.br/revista/10-alusoes-historicas-coringas-para-usar-na-redacao-d o- enem. Acesso em: 14 fev. 2025. Disponível em: https://www.portugues.com.br/redacao/como-elaborar-uma-tese-redacao-nota-1000.ht ml . Acesso em: 14 fev. 2025. https://querobolsa.com.br/revista/10-alusoes-historicas-coringas-para-usar-na-redacao-do-enem https://querobolsa.com.br/revista/10-alusoes-historicas-coringas-para-usar-na-redacao-do-enem https://www.portugues.com.br/redacao/como-elaborar-uma-tese-redacao-nota-1000.html ATIVIDADE 1. Texto próprio para quem quer expor opiniões ou persuadir de alguma coisa, no qual se emprega o abstrato (conceitos, ideias, concepções). Tipo de texto que tem por objetivo influenciar o leitor/interlocutor com posicionamentos elencados através de uma cuidadosa ordenação lógica. Estamos falando da: a) descrição. b)narração. c) exposição. d) injunção. e) dissertação. 2. (MACKENZIE) "É comum, no Brasil, a prática de tortura contra presos. A tortura é imoral e constitui crime. Embora não exista ainda nas leis penais a definição do 'crime de tortura', torturar um preso ou detido é abuso de autoridade somado à agressão e lesões corporais, podendo qualificar-se como homicídio, quando a vítima da tortura vem a morrer. Como tem sido denunciado com grande frequência, policiais incompetentes, incapazes de realizar uma investigação séria, usam a tortura para obrigar o preso a confessar um crime. Além de ser um procedimento covarde, que ofende a dignidade humana, essa prática é legalmente condenada. A confissão obtida mediante tortura não tem valor legal e o torturador comete crime, ficando sujeito a severas punições." (Dalmo de Abreu Dallan) Pode-se afirmar que esse trecho é uma dissertação: a) que apresenta, em todos os períodos, personagens individualizadas, movimentando-se num espaço e num tempo terríveis, denunciados pelo narrador, bem como a predominância de orações subordinadas, que expressam sequência dos acontecimentos. b) que apresenta, em todos os períodos, substantivos abstratos, que representam as ideias discutidas, bem como a predominância de orações subordinadas, que expressam o encadeamento lógico da denúncia. c) que apresenta uma organização temporal em função do pretérito, jogando os acontecimentos denunciados para longe do momento em que fala, bem como a predominância de orações subordinadas, que expressam o prolongamento das ideias repudiadas. d) que consegue fazer uma denúncia contundente, usando, entre outros recursos, a ênfase, por meio da repetição de um substantivo abstrato em todos os períodos, bem como a predominância de orações coordenadas sindéticas, que expressam o prolongamento das ideias repudiadas. e) que consegue construir um protesto persuasivo com uma linguagem conotativa, construída sobre metáforas e metonímias esparsas, bem como com a predominância de orações subordinadas, próprias de uma linguagem formal, natural para esse contexto. Leia os textos. I. “Viajou meu amigo Pedro. Fui levá-lo ao Galeão, onde esperamos três horas o seu quadrimotor. Durante esse tempo, não faltou assunto para nos entretermos, embora não falássemos da vã e numerosa matéria atual. Sempre tivemos muito assunto, e não deixamos de explorá-lo a fundo. Embora Pedro seja extremamente parco de palavras, e, a bem dizer, não se digne de pronunciar nenhuma. Quando muito, emite sílabas; o mais é conversa de gestos e expressões pelos quais se faz entender admiravelmente. É o seu sistema. […]”. (No aeroporto – Carlos Drummond de Andrade) II. “Peneire a farinha em um bowl e faça um buraco no meio. Junte os ovos, o leite e a manteiga e misture. Se necessário, peneire a mistura. Deixe descansar na geladeira por pelo menos ½ hora (ideal 1 hora). Em uma frigideira antiaderente, derreta um pouco de manteiga (o suficiente para cobrir o fundo da panela) em fogo médio, escorra o excesso de manteiga. [...]”. III. “[...] Se o fenômeno cultural do futebol tem inegável dimensão política, é crucial distinguir as esferas. Do contrário, num contexto de efervescência social, o inocente gesto de apoiar a seleção, nos estádios ou fora deles, acabaria sujeito a reprimendas. Nada mais infeliz do que censurar a felicidade alheia. É de resto um despropósito torcer contra o Brasil. Os únicos que têm a ganhar com nossa derrota são os adversários, pois aos brasileiros restará apenas a tristeza. [...]”. IV. Eu não tinha este rosto de hoje, assim calmo, assim triste, assim magro, nem estes olhos tão vazios,nem o lábio amargo. Eu não tinha estas mãos sem força, tão paradas e frias e mortas; eu não tinha este coração que nem se mostra. Eu não dei por esta mudança, tão simples, tão certa, tão fácil: ● Em que espelho ficou perdida a minha face? (Retrato - Cecília Meireles) V. ”[...] Ainda segundo a Prefeitura, 40% dos ingressos vendidos para os jogos de São Paulo das primeira e segunda fases do mundial foram vendidos para estrangeiros, 8% para turistas brasileiros e 52% para paulistanos. Para a abertura, 22% das entradas foram vendidas para turistas, sendo que 9,9% para croatas, adversários do Brasil no jogo desta quinta-feira (12). [...]”. 3. Classifique os fragmentos acima de acordo com o tipo textual que representam. a) Expositivo – descritivo – narrativo – injuntivo – dissertativo-argumentativo. b) Injuntivo – expositivo – narrativo – dissertativo-argumentativo – descritivo. c) Narrativo – injuntivo – dissertativo-argumentativo – descritivo – expositivo. d) Narrativo – expositivo – dissertativo-argumentativo – injuntivo – descritivo. 4. Sobre as características do texto dissertativo, podemos afirmar que: a) suas principais características são contar uma história ou narrar algum acontecimento, verídico ou não. b) apresentar informações sobre um objeto ou fato específico, enumerando suas características através de uma linguagem clara e objetiva. c) têm por finalidade instruir o leitor/interlocutor, por isso o predomínio dos verbos no infinitivo. d) texto da opinião, no qual as ideias são desenvolvidas com a intenção de convencer o leitor. Disponível em: https://exercicios.mundoeducacao.uol.com.br/exercicios-redacao/exercicios-sobre- dissertacao.htm#respos ta-818. Acesso em: 14 fev. 2025. https://exercicios.mundoeducacao.uol.com.br/exercicios-redacao/exercicios-sobre-dissertacao.htm https://exercicios.mundoeducacao.uol.com.br/exercicios-redacao/exercicios-sobre-dissertacao.htm https://exercicios.mundoeducacao.uol.com.br/exercicios-redacao/exercicios-sobre-dissertacao.htm GABARITO 1. Letra E. 2. Letra B. 3. Letra C. 4. Letra D . PROPOSTA DE REDAÇÃO TEXTO I A deficiência visual é definida no Decreto 5.296/04 como: Deficiência visual: cegueira, na qual a acuidade visual é igual ou menor que 0,05 no melhor olho, com a melhor correção óptica; a baixa visão, que significa acuidade visual entre 0,3 e 0,05 no melhor olho, com a melhor correção óptica; os casos nos quais a somatória da medida docampo visual em ambos os olhos for igual ou menor que 60o; ou a ocorrência simultânea de quaisquer das condições anteriores [BRASIL, 2004]. A visão subnormal pode ser definida como capacidade de visão que uma pessoa possui situada entre 20/40 e 20/200, após correção. Fazendo um comparativo com uma pessoa de visão normal, alguém com visão de 20/200 consegue enxergar algo a 6 metros de distância na proporção em que alguém que não possua esta deficiência, com a capacidade de visão considerada normal que é de 20/20, conseguiria enxergar a 60 metros. FONTE: BRASIL (2004) “Lei de acessibilidade - Decreto lei 5296”. Disponível em: Acesso em: 10 nov. 2020.http://www.planalto.gov.br/ccivil/_ato2004-2006/2004/decreto/d5296.htm. TEXTO II No Brasil, um dos principais textos legais acerca da acessibilidade das pessoas com deficiência é a Lei 10.098/2000. Ela estabelece normas gerais e critérios básicos que devem ser observados para a promoção da inclusão social, inclusive determinando a superação de barreiras que dificultem ou inviabilizem o acesso às informações e mensagens divulgadas pelos sistemas de telecomunicações. Em observância ao disposto na referida norma, para regulamentar os recursos de acessibilidade na programação veiculada nos serviços de radiodifusão de sons e imagens, bem como de retransmissão de TV, o Ministério das Comunicações editou a Portaria 300, de 2006, cujas disposições foram parcialmente alteradas em 2010, pela Portaria 188, do referido órgão. Disponível em https://www.inclusive.org.br/arquivos/18893 Texto III "Porque somos todos iguais... As nossas diferenças não importam. Não andar, não ver, não ouvir, não sentir... Isto não é uma limitação. Limitação é não ter uma oportunidade.” E. Galeano Disponível em: Acesso em: 13 jan. 2025.http://www.ulacdigital.org/. http://www.planalto.gov.br/ccivil/_ato2004-2006/2004/decreto/d5296.htm http://www.inclusive.org.br/arquivos/18893 http://www.ulacdigital.org/ INSTRUÇÕES: ❖ O texto deve ser escrito à caneta em até 30 linhas. ❖ A redação que apresentar cópia dos textos motivadores terá o número de linhas copiadas desconsiderado para efeito de correção. ❖ Será desconsiderada, em qualquer das situações expressas a seguir, a redação que: ❖ Apresentar PLÁGIO DA INTERNET OU DAS REDAÇÕES DE COLEGAS; ❖ Tiver até 7 (sete) linhas escritas, sendo considerada "insuficiente"; ❖ Fugir ao tema ou que não atender ao tipo dissertativo-argumentativo; ❖ Apresentar proposta de Intervenção que desrespeite os direitos humanos; ❖ Apresentar parte do texto deliberadamente desconectada com o tema proposto. Com base na leitura dos textos motivadores acima e nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija um texto dissertativo-argumentativo, em norma-padrão da Língua Portuguesa, sobre o tema: “O papel das tecnologias na inclusão de pessoas com deficiência visual” apresentando uma proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para a defesa de seu ponto de vista. FOLHA DE PRODUÇÃO - RASCUNHO Título: FOLHA DE PRODUÇÃO - FINAL Título: O que é uma crônica? Gênero textual e suas principais características? Texto contemporâneo apresenta fatos do cotidiano em linguagem simples. Dentre os inúmeros gêneros textuais existentes, um dos mais populares e utilizados para descrever situações do cotidiano é a crônica. Mas você sabe identificar esse tipo de texto? Conhece suas principais características? Fica com a gente que vamos te contar tudo o que você precisa saber. Muito usado em textos jornalísticos publicados em jornais e revistas, é escrita com uma linguagem simples e coloquial, que torna a leitura mais fácil e agradável. E também permite que o leitor se sinta amigo do cronista, já que o texto é desenvolvido em tom de conversa informal. A crônica é um tipo de texto que tem a idade delimitada por se tratar de um assunto contemporâneo, geralmente uma crítica ou comentário sobre algo que está sendo debatido no momento. Geralmente são textos mais curtos, bastante objetivos e que expressam a ideia de forma objetiva e sem muitos rodeios. Não costuma ser muito detalhista sobre personagens, e também não é padrão desse tipo textual apresentar personagens. Características da crônica Entre as principais características desse tipo textual, é possível destacar a linguagem simples, objetiva e o texto curto. Além de se tratar de uma abordagem que geralmente retrata temas contemporâneos. Em seu eixo temático, é um texto que retrata acontecimentos do cotidiano, sempre com um caráter crítico (sobre comportamentos sociais, leis, instituições etc). É um gênero textual que passeia entre o jornalístico e o literário, trazendo temas reais trabalhados de forma mais subjetiva. A crônica é um tipo de texto que chama atenção pelo seu tom mais leve, muitas vezes tirônico e humorístico, prendendo a atenção do lei or por contar a história de forma rápida e sem grandes detalhamentos. A essência desse tipo textual é: ❖ Trata de assuntos contemporâneos; ❖ Utiliza linguagem simples e coloquial; ❖ Faz uso de poucos ou nenhum personagem; ❖ Tom irônico e humorístico; ❖ Bastante usado no jornalismo; ❖ Textos rápidos e objetivos. Principais escritores O Brasil tem muitos escritores populares por escrever crônicas. Entre os principais nomes, vale destacar os seguintes autores: ❖ Antônio Prata; ❖ Machado de Assis; ❖ Luís Fernando Veríssimo; ❖ Carlos Heitor Cony; ❖ Rubem Braga. Tipos de crônica Apesar de se tratar de um texto narrativo-descritivo, a crônica pode ser escrita de formas diferentes e tratar os assuntos de formas distintas. Entre os principais tipos de crônica, é possível destacar: ❖ Crônica descritiva: Como o próprio nome diz, se trata de um texto descritivo sobre uma determinada situação do cotidiano, em algum local, contendo ou não personagens. ❖ Crônica narrativa: O texto conta uma história, seja em 1ª ou 3ª pessoa do singular, relacionada a fatos cotidianos. ❖ Crônica humorística: Texto que usa uma linguagem mais humorística para contar a história. ❖ Crônica jornalística: Texto muito utilizado pela imprensa brasileira para contar fatos do cotidiano em uma linguagem um pouco mais leve. ❖ Crônica histórica: Tipo de texto que retrata assuntos reais, contemporâneos, com uma linguagem mais leve e coloquial. ❖ Crônica Argumentativa: "A crônica argumentativa é uma modalidade de texto pertencente ao jornalismo que tem como principal objetivo a construção de textos breves, mesclando elementos argumentativos e narrativos em uma única produção. Além disso, trata-se de uma produção textual com linguagem clara e objetiva, abordando temas cotidianos dedicados a uma ampla audiência." ❖ Crônica na prática: Para entender melhor como é construída uma crônica, segue abaixo um texto escrito por Antônio Prata, referência brasileira nesse tipo de escrita. Perceba como a história transcorre de forma rápida e objetiva, com uma linguagem bastante simples e coloquial. Exemplo de crônica Indo Embora - por Antônio Prata Como em tantas outras madrugadas, acordo com um chorinho na babá eletrônica. É a Olivia, minha filha mais velha, de um ano e oito meses. Na maioria das vezes, ela vira pro lado e volta a dormir, sozinha. Em algumas noites, contudo -e é o caso desta aqui-, ela senta no berço e começa a gritar "Papai! Papai! Papai!" ou "Mamãe! Mamãe! Mamãe!" até que um de nós apareça para ouvir suas reivindicações. São dois filhos, duas babás eletrônicas, cujos sinais se embaralham, de modo que não ouço bem se é "Papai!" -e serei eu a sair tropeçando pela noite fria- ou "Mamãe!" -e caberá à Julia explicar que não é hora de mamar, nem de ir pra escola, nem de brincar com o Senhor Batata, nem de ouvir Galinha Pintadinha, mas hora de dormir. "É papai ou mamãe?", balbucio, de olhos fechados, ao que minha mulher, sem nenhuma compaixão, sem nem sequer segurar a minha mão ou fazer um cafuné preparatório,dispara: "É 'Arthur'". Uma espada samurai atravessa o meu peito. É claro que eu sabia que esse dia iria chegar: o dia em que aquele bebezinho lindo que embalei em meus braços, na maternidade, aquele serzinho indefeso que eu trouxe pra casa, a 30 km/h, com pisca alerta ligado, pela Raposo Tavares, aquelebumbunzinho rechonchudo que tantas vezes limpei, aqueles olhões deslumbrantes diante dos quais expliquei "esse é o leão", "essa é a lua", "esse é o manjericão", "essa é a chuva", iriam me trocar por outro homem. Achava, porém, que esse dia só viria lá por 2030 -2027, na previsão mais pessimista. Pensando bem, nem havia pessimismo na previsão. Imaginava, não sei se do alto do meu narcisismo ou do fundo da minha ingenuidade, que iria encarar tal dia com satisfação. Afinal, eu haveria criado minha filha para o mundo. Que ela saísse por aí se apaixonando e namorando seria um sinal da sua saúde e do nosso acerto. Um pai enciumado? Coisa mais anos 1950 -e, no entanto, meus amigos, quando descubro que não é a mim que ela implora para salvá-la do escuro e da solidão, mas ao Arthur, colega da escola - um rapaz mais velho, diga-se de passagem, já beirando os três anos- um nó de marinheiro se forma na minha garganta. Estirado na cama, trêmulo, me dou conta de que, nas últimas semanas, ela já vinha dando sinais daquela paixão, e, pior, eu os vinha recebendo com patente irritação. Eu pegava o "Marcelo, Marmelo, Martelo", a Olivia punha o dedo na capa e dizia: "Arthur!". "Não, Olivia, não é o Arthur, é o Marcelo!". Aparecia o irmão da Peppa, na TV, ela corria até a tela, sorrindo: "Arthur!". "Não, Olivia, não é o Arthur, é o irmão da Peppa!". Huguinho, Zezinho, Luizinho? "Arthur! Arthur! Arthur!". "Não, Olivia, eles são patos, não são o Arthur!". "Se você não vai, eu vou!", resmunga a Julia, saindo da cama, surpreendentemente insensível ao meu cataclismo emocional. Só, vendo a Olivia na telinha da babá eletrônica, compreendo que não é ciúmes o que eu sinto, é solidão, uma solidão inédita e brutal: aquela menininha sentada no berço já começou a sair de casa, está indo embora, minuto a minuto, desde o dia em que a embalei no colo, na maternidade; logo, logo, ela parte, de braços dados com algum Arthur, depois eu fico velho, aí eu morro, então acabou-se o que era doce, ou agridoce, tão rápido, tão rápido, que coisa mais doida é isso tudo. CRÔNICA ARGUMENTATIVA A crônica argumentativa é um texto pertencente ao meio jornalístico e, por isso, preza pela linguagem clara e objetiva do campo no qual ela está inserida. Ela é considerada por muitos estudiosos como um texto híbrido, pois transita muito bem entre a narração e a argumentação. Porém é preciso estar ciente de que a narração é um elemento importante na construção da argumentação. Características e estrutura da crônica argumentativa A crônica argumentativa é um texto curto e de linguagem simples e clara. Por se tratar de um texto predominantemente jornalístico e publicado em um espaço curto nos jornais e revistas, essa crônica deve atentar-se apenas ao essencial. Ela é também um texto híbrido, isto é, apresenta elementos narrativos mesclados com argumentos. No entanto, deve-se narrar apenas aquilo que é relevante à construção do argumento. Em resumo, a crônica argumentativa apresenta uma temática de relevância social tendo como ponto de partida narrativas (situações) do cotidiano das pessoas. O objetivo do texto é difundir a opinião do autor sem necessariamente tentar convencer o seu leitor. Por causa disso, não há dados precisos, e sim casos e futilidades cotidianas. Se possível, o texto deve trazer uma problematização/reflexão acerca do tema. Como fazer uma crônica argumentativa? A crônica argumentativa está muito presente em seções de opinião e colunas de jornais e revistas. Predominantemente um gênero do domínio jornalístico, a crônica argumentativa possui algumas etapas de elaboração importantes a serem cumpridas. A seguir, veja uma lista com o passo a passo para a produção de uma crônica argumentativa. 1) Definição do tema e da narrativa que embase o argumento Como já foi mencionado, a crônica argumentativa é um texto híbrido. Ela mescla elementos narrativos com argumentos. Sendo assim, o autor precisa ter definido o seu tema, associado ao cotidiano das pessoas, e qual será a construção narrativa para fundamentar sua opinião. Se o autor pretende, por exemplo, falar sobre relações amorosas contemporâneas, ele pode utilizar uma breve narrativa romântica pessoal ou extraída de filmes ou séries conhecidas para, em seguida, mostrar ao leitor se ele está “de acordo” ou “contra” as formas de amar da atualidade. Essa primeira etapa corresponde ao planejamento do texto, isto é, a base de sustentação formada pela narrativa e o argumento principal da crônica argumentativa. 2) Início do texto: apresentação do tema Após planejar e definir o caminho a ser percorrido, o autor inicia o seu texto fazendo uma apresentação do tema. É possível utilizar aqui alguns recursos narrativos ou levar o leitor à reflexão inicial. 3) Desenvolvimento do argumento Após a apresentação do tema e a inclusão de elementos narrativos para introduzir suas principais ideias, o cronista parte para a próxima etapa: o desenvolvimento da argumentação. Se na etapa anterior os argumentos permeavam a narrativa, agora eles aparecem de forma mais direta e com mais consistência. É nesse ponto que o autor aprofunda sua argumentação trazendo, se necessário, mais exemplos, reflexões e associações a fim de afetar/atingir o seu leitor. 4) Conclusão/desfecho Trata-se da última parte do texto. Aqui, há uma retomada das principais ideias defendidas, o que também funciona como um reforço, e o autor faz um encerramento evidenciando o que ele pretendeu defender ou mesmo deixando alguma problematização para que o leitor possa pensar. A crônica argumentativa não precisa ser necessariamente um texto conclusivo com propostas de solução e convite à ação. O seu encerramento pode trazer elementos literários e filosóficos que deixam uma “pulga atrás da orelha” do leitor, e não necessariamente certezas e convicções. Exemplo de crônica argumentativa 1 Análise de uma crônica argumentativa O texto a seguir foi escrito pelo ator e escritor Gregório Duvivier e foi publicado no jornal Folha de S.Paulo. “O maior gesto do nosso imperador foi um berro, o país já nasceu na gritaria” Algumas tecnologias vieram pra acabar com o pouco que nos restava de paz. O bluetooth, por exemplo. Não que eu tenha horror a ele, ele é que tem horror a mim. Trata-se de uma tecnologia voluntariosa, cheia de implicâncias, corpo mole e má-vontade — astrólogos dirão que é geminiana. Responsável por conectar dois aparelhos, o bluetooth faz a ponte quando dá na telha e quando tem química. “Desculpa, mas o encontro do seu Galaxy com sua JBL não deu liga. Estão em momentos diferentes de vida e alegaram incompatibilidade de agenda.” Acontece inclusive de dois aparelhos serem velhos conhecidos e, do dia pra noite, resolverem fingir que não se conhecem. E às vezes rola o contrário: sua caixinha teve um breve caso de uma noite com o celular do vizinho - mas pro resto da vida ela ficará reconhecendo aquele celular, lembrando dele como um ex que não superou o divórcio. Existe apenas uma ocasião em que bluetooth é infalível: quando se trata de perturbar o silêncio da vida em comunidade. O advento da caixinha de som acabou com a paz na esfera pública. Já existia uma solução pra quem gostava de ouvir música na rua: o fone de ouvido. A caixinha é uma espécie de fone que todo o mundo à sua volta é obrigado a colocar no ouvido também. Ir à praia se tornou uma experiência enlouquecedora: os Barões da Pisadinha se misturam aos Aviões do Forró, cada um num tom e num compasso, e de repente você está ouvindo os Aviões da Pisadinha. Comentário do professor: O autor traz, inicialmente, uma situação cotidiana muito conhecida dos leitores: o barulho excessivoque as tecnologias causam. Há, ainda, a utilização do humor como recurso para gerar empatia nos leitores. A associação da caixinha de som com as misturas musicais é um bom exemplo disso. Assim, temos a apresentação de uma narrativa, os aparelhos barulhentos e um argumento de que o barulho excessivo atrapalha a vida em comunidade. Essa parece ser a linha argumentativa que Gregório pretende seguir em seu texto. O problema é que o brasileiro não reconhece o silêncio como um direito. Tenho a impressão de que a caravela de Pedro Álvares Cabral já ancorou por aqui fazendo um furdunço, com o famoso “terra à vista!”. Trezentos anos depois ainda estávamos urrando. Nossa independência, afinal, foi proclamada com um brado, famoso por tersido retumbante. O gesto mais famoso do nosso imperador foi um berro. Nosso país já nasceu na base da gritaria. Tivesse Dom Pedro proclamado a Independência com um sussurro, talvez não tivessem ouvido do outro lado do Ipiranga. Mas tenho certeza de que estaríamos em melhores lençóis. Comentário do professor: Nessa segunda parte, o autor desenvolve um pouco mais o seu argumento, trazendo uma nova referência: a tese do descobrimento do Brasil. Ele associa a ideia de barulho ao descobrimento do Brasil ao dizer que Pedro Álvares Cabral gritou, nada resolveu e foi embora. O país, segundo o autor, nasceu na gritaria, e esse argumento procura demonstrar justamente que “desde o descobrimento se grita e nada se resolve assim por aqui”. O imperador gritou, se esgoelou, e foi embora. Na contramão, nosso produto de maior aclamação internacional foi justamente a voz do João Gilberto. Nossa maior contribuição pro mundo, quem diria, é o sussurro. Foi o cochicho que nos levou ao topo das paradas de sucesso. O Brasil é gigante quando fala baixinho. Nossa independência só vai acontecer quando ela for proclamada ao pé do ouvido. Comentário do professor: No desfecho, Gregório ressalta novamente que gritar e berrar não resolve problemas. Ele faz um outro paralelo para reforçar seu argumento ao final: compara- se o sucesso de João Gilberto com o fim da gritaria. Nesse sentido, segundo o autor, para o Brasil avançar, é preciso parar de tentar impor as vontades aos gritos. Em outras palavras, o autor defende que o diálogo, ou melhor, o “falar baixinho”, é a melhor maneira de se adquirir uma verdadeira independência. Disponível em: https://www.preparaenem.com/portugues/cronica-argumentativa.htm. Acesso em: 28 jan. 2025. https://www.preparaenem.com/portugues/cronica-argumentativa.htm Exemplo de crônica argumentativa 2 Vingadores: Ultimato, quando os heróis estão do lado dos vilões Estreia de filme deve arrebentar corações de fãs, mas parceria da Marvel com junk food também pode, literalmente Por mais de uma década, a Disney parecia ter cortado relações com o McDonald's. Em 2006, depois de anos de parceria, a gigante do entretenimento quebrou o pacto de vendas que tinha com o gigante da junk food. A dona do Mickey Mouse e do Donald dava a entender que não queria conexões com a obesidade infantil e as doenças crônicas promovidas pelo palhaço Ronald. Era 2018, porém, e tudo mudou – ou melhor, voltou a ser como antes. O rato e o pato foram liberados para se empanturrar novamente de Big Mac e companhia. E, agora, com o sucesso dos filmes da Marvel – comprada pela Walt Disney Co. em 2009 – principalmente a explosão da franquia Os Vingadores, o que não falta são super-heróis em miniatura sendo comercializados como “brindes” nos mac lanches da vida. Aliás, o suposto rompimento e a volta da relação tiveram como pivô o McLanche Feliz. E, se em 2006 o motivo da separação era o combo direcionado às crianças que “não cumpria as diretrizes nutricionais da Disney”, algumas sutis alterações no cardápio do McDonald's garantiram que as duas corporações recolocassem as alianças nos dedos. Reatada, a dupla dinâmica entrou em ação já com filmes que dialogam com o heroísmo em Os Incríveis 2, e, depois, na continuação de Detona Ralph. Ambos tiveram, no ano passado, brinquedos no McLanche Feliz. Vamos dar dois passinhos atrás, dois parágrafos, para ser mais preciso, O tal “rompimento” entre as megaempresas foi daqueles bem mais ou menos. Se os brindes não eram parceiros dos lanches gordurosos mundo afora desde 2006, as lojas da cadeia de fast-food nos parques temáticos da Disney seguiram funcionando normalmente. Sem falar que, mesmo com as mudanças no cardápio, os lanches que são os carros-chefe históricos da rede de comida-porcaria continuam sendo bombas de gordura e sódio e, acompanhados do açúcar dos refrigerantes, quase irmãos siameses dos sanduíches, fazem um estrago e tanto no organismo, como você pode ver em português e inglês. Neste 25 de abril, com o lançamento de Vingadores: Ultimato nos cinemas mundiais, com grande possibilidade de quebrar o recorde histórico de bilheteria pertencente a Avatar, filme de 2009, Disney e McDonald's vão jorrar dinheiro (estimativas apontam uma arrecadação de três bilhões de dólares, quase 12 bilhões de reais, só de ingressos nas salas de cinema!) nas contas bancárias e nas ações no mercado financeiro, enquanto milhões de pessoas compram junk food para ter bonequinhos fajutos de Capitão América, Homem de Ferro, Thor, Hulk, Viúva Negra e Gavião Arqueiro – lembrando que, dentre esses milhões de pessoas, muitas certamente têm ou terão doenças crônicas não transmissíveis (diabetes, câncer, hipertensão), a maior causa mundial de mortes, sendo parte significativa associada à má alimentação e ao consumo de ultraprocessados. Assim, à base de um namoro que nunca terminou de fato, fica fácil retomar e turbinar esse casamento. [...] NETO, Moriti. Vingadores: Ultimato, quando os heróis estão do lado dos vilões. Outras Palavras. 25 abr. 2019. Disponível em: EF67LP04 - Crônica argumentativa (jornalística) Atividade 7ºano - Descritor 14 - Gabarito e PDF. Acesso em: 28 jan. 2025. Disponível em: . Acesso em: 28 jan. https://brasilescola.uol.com.br/redacao/a-cronica-argumentativa.htm 2025. ATIVIDADE DE ANÁLISE DO GÊNERO - CRÔNICA ARGUMENTATIVA Atividade 1 Texto: “Revogue-se” – Lya Luft Relacionamentos se constroem ao longo dos anos de sua duração: os dois parceiros vão tramar consciente ou inconscientemente a teia que os vai envolver ou separar, o casulo onde vão abrigar ou sufocar seus filhos. Amor não deveria ser prisão ou dever, mas crescimento e libertação. Porém se gostamos de alguma coisa ou de alguém, queremos que esteja sempre conosco. Perda e separação significam sofrimento, mas não o fim da vida nem o fim de todos os afetos. Certa vez me entregaram um bilhete que dizia: “Se você ama alguém, deixe-o livre.” Poucas afirmações são tão difíceis de cumprir, poucas contêm tamanha sabedoria em relação aos amores, todos os amores: filhos, amigos, amantes. Amor é risco, viver é risco. Pois permitir, até querer que o outro cresça ao nosso lado, pode significar que crescerá afastando-se de nós. Mas – essa é a força e a beleza do desafio de uma vida a dois – o outro, crescendo, pode- se abrir mais para nós, que participaremos dessa expansão. Instaura-se uma instigante parceria amorosa, na qual o tempo não servirá para desgaste mas para construção. É um processo de refinamento da cumplicidade que brilha em algumas relações mesmo depois de muitos anos, muitas perdas, e muitos difíceis recomeços – desde que haja sobre o que reconstruir. […] LUFT, Lya. Pensar é transgredir. Rio de Janeiro: Record, 2005. p. 145-146. Questões 1. Qual é o tema abordado pela cronista Lya Luft no texto “Revogue-se”? 2. A tese de um texto argumentativo reflete a opinião central do autor sobre o tema. Qual é a tese defendida pela autora no texto? 3. Identifique um fato apresentado pela autora para sustentar sua tese. 4.Cite um argumento usado pela autora para reforçar seu ponto de vista sobre a importância da liberdade nos relacionamentos. https://www.portuguescompartilhadoblog.com.br/2023/02/ef67lp04-cronica-argumentativa.htmlhttps://www.portuguescompartilhadoblog.com.br/2023/02/ef67lp04-cronica-argumentativa.html https://brasilescola.uol.com.br/redacao/a-cronica-argumentativa.htm 5. A autora utiliza um bilhete como exemplo no texto: “Se você ama alguém, deixe-o livre”. Explique como essa citação contribui para o desenvolvimento dos argumentos. 6.Segundo Lya Luft, o que pode acontecer com as pessoas envolvidas em relacionamentos nos quais há liberdade para crescer? 7. Qual é o principal propósito da autora ao apresentar o texto “Revogue-se”?Disponível em: https://educarsempre.com/2024/12/01/leitura-e-interpretacao-de-cronica-argumentativa-com-gabarito/. Acesso em: 28 jan. 2025. Atividade 2 Leia a crônica argumentativa. Os descuidados 90 Carol Bensimon 1 Rua Barros Cassal, Porto Alegre, a casa rosa com uma lavanderia no térreo: ali funcionava a Garagem Hermética, o bar definitivo, o grande símbolo de um certo tempo em que a juventude (ou parte outsider dela) cultuava a precariedade, o improviso, o desleixo. Estou falando dos anos 90. Bar bom era música boa, cerveja ruim e parede ruindo. Noite boa era na sarjeta com os amigos bebendo vinho de garrafão. Talvez o espírito da época fosse uma mistura de pegada grunge com situação econômica periclitante. Kurt Coibain morreria em 1994 na distante Seatle, vencido pelo mercado, a mídia, a heroína, as multidões, mas aqui nós demoramos a perceber que os tempos iam mudar. Ainda parecia legítimo usar tênis sujo e jeans rasgado em 1997. Tênis sujo e jeans rasgado eram símbolos fortes, quero dizer, de um lado estavam os rebeldes, de outro as pessoas normais. E depois isso tudo acabou. Acabaram os rebeldes e acabaram as pessoas normais. As pessoas normais agora podiam cometer seus “desvios” e ainda assim seriam aceitas. Aliás, “desvios” viraram algo interessante. Publicitário, mas tem uma banda? Incrível, vá em frente, nós gostamos de profissionais completos, que transitam em vários mundos e trazem referências, que entendam o jovem, estão ligados nas tendências, sua banda não quer tocar na festa de fim de ano da agência? Enquanto isso, dos rebeldes foram tirados as causas e os ícones; não há contracultura possível quando algo que nasce espontâneo vai parar em uma vitrine de shopping em tempo ínfimo. Isso tudo aconteceu em algum ponto dos anos 2000, ainda que seja difícil dizer exatamente quando e como. Na música, as guitarras se limparam, o cuidado com o figurino voltou e, lá por 2004-2005,vimos surgir uma porção de grupos de um milhão de integrantes felizes cantando em coro. A primeira década de 2000 foi um pouco épica, cuidadosa e sofisticada. Atualmente, temos um monte de pastiches na cena do rock independente: pastiche de surf music, de big band, de country rock, de folk, de post-punk. Por mais estranho que pareça, não temos um pastiche de Nirvana. A música, no entanto, é só uma parte da história toda (ou o lugar onde tudo começa?). Vivemos na era da fofura. Dos potes de cerâmica vendidos online. Por jovense para jovens. https://educarsempre.com/2024/12/01/leitura-e-interpretacao-de-cronica-argumentativa-com-gabarito/ O improvisado Garagem Hermética foi substituído pelo bar-inspirado-na-filmografia- de-Wes-Anderson. A cerveja ruim agora é cerveja-artesanal-com-um -rótulo-massa-feito- pelo-amigo-designer. Sentar na sarjeta só se for para comer pastel vegano em um evento relacionado à retomada do espaço público. E o velho show ao vivo é o novo álbum muitíssimo bem gravado disponível no site da banda. Provavelmente estamos melhor, mas o precário, a ingenuidade, o barulho ainda me dão certa nostalgia. Às vezes me lembro de meus pais contando como era difícil conseguir uma calça Lee em Porto Alegre no fim dos anos 60, a calça que todos queriam ter, e tenho a impressão de que boa parte das lembranças das pessoas se relaciona a obstáculos, empenho, insistência. “Era difícil achar tal coisa, mas eu consegui.” Ou: “Era difícil montar uma banda, mas eu consegui”. Torço, sinceramente, para que as coisas difíceis não acabem de uma vez por todas. Carol Bensimon nasceu em Porto Alegre, em 1982. Seu primeiro livro, Pó de Parede (Não Editora), um tríptico de novelas, foi publicado em 2008, enquanto cursava o mestrado em Escrita Criativa, na PUC-RS. Depois, publicou três romances, todos pela Companhia das Letras: Sinuca embaixo d'água (2009), Todos nós adorávamos caubóis (2013) e O clube dos jardineiros de fumaça (2017). Em 2012, foi incluída na edição “Os Melhores Jovens Escritores Brasileiros”, da revista britânica Granta. Saiba mais sobre a autora em >. Conheça outras crônicas da autora em: https://www.carolbensimon.com/bio http://www.blogdacompanhia.com.br/colunistas/visualizar/Carol-Bensimon . Disponível em: . https://www.escrevendoofuturo.org.br/blog/literatura-em-movimento/os-descuidados-90/ Acesso em 28 jan. 2025. 1. Faça uma lista com os vocábulos e os nomes com os quais você não tem familiaridade. Em seguida, pesquise os significados e anote. 2. Releia o primeiro parágrafo e analise as afirmações a seguir. I. O texto apresenta um fato histórico vivido pela autora. II. O texto analisa um momento histórico vivido pela autora. III. Ele inicia revelando uma visão objetiva sobre a realidade. IV. Ele inicia revelando uma visão subjetiva sobre a realidade. Estão corretas as afirmações: (a) I e III, apenas. (b) II e II, apenas. (c) II e III, apenas. (d) II e IV, apenas. 3. Foco narrativo. A autora intercala fatos narrados em terceira pessoa com passagens em primeira pessoa. a) Transcreva trechos do terceiro parágrafo que comprovem essa estratégia. b) Qual efeito essa estratégia pode gerar no leitor? https://www.carolbensimon.com/bio https://www.carolbensimon.com/bio http://www.blogdacompanhia.com.br/colunistas/visualizar/Carol-Bensimon https://www.escrevendoofuturo.org.br/blog/literatura-em-movimento/os-descuidados-90/ https://www.escrevendoofuturo.org.br/blog/literatura-em-movimento/os-descuidados-90/ 1ª pessoa - 2ª pessoa - b) Qual efeito essa estratégia pode gerar no leitor? 4. Ao traçar um percurso histórico, apresentando fatos e aspectos culturais, a autora trata de um tema e busca defender um ponto de vista. Indique: a) O tema: b) A tese: 5. No parágrafo 2, a cronista afirma que “Acabaram os rebeldes e acabaram as pessoas normais”. Como ela justifica essa afirmação? Disponível em: . Acesso em: 14 fev. 2025.https://acervocmsp.educacao.sp.gov.br/98668/537540.pdf https://acervocmsp.educacao.sp.gov.br/98668/537540.pdf GABARITO - ATIVIDADE DE ANÁLISE DO GÊNERO - CRÔNICA Atividade 1 – Crônica argumentativa: “Revogue-se” – Lya Luft Gabarito 1. Qual é o tema abordado pela cronista Lya Luft no texto “Revogue-se”? R: O tema abordado é sobre as dinâmicas dos relacionamentos e como eles podem ser construídos ou destruídos ao longo do tempo, especialmente a partir da liberdade e do crescimento dos envolvidos. 2. A tese de um texto argumentativo reflete a opinião central do autor sobre o tema. Qual é a tese defendida pela autora no texto? R: A tese defendida é que o amor deve ser baseado na liberdade e no crescimento mútuo, não na posse ou no controle. 3. Identifique um fato apresentado pela autora para sustentar sua tese. R: A autora menciona que, ao longo dos anos, os parceiros constroem um ambiente que pode envolver ou separar, influenciando inclusive os filhos. 4. Cite um argumento usado pela autora para reforçar seu ponto de vista sobre a importância da liberdade nos relacionamentos. R: A liberdade permite que o outro cresça e, embora isso possa gerar afastamento, também pode criar uma parceria amorosa mais profunda e duradoura. 5. A autora utiliza um bilhete como exemplo no texto: “Se você ama alguém, deixe-o livre”. Explique como essa citação contribui para o desenvolvimento dos argumentos. R: A citação sintetiza o principal ponto defendido pela autora, reforçando que a liberdade é essencial nos relacionamentos. Ela é usada como base para explicar que o amor verdadeiro envolveaceitação e desapego, mesmo que seja difícil praticar essa ideia. 6. Segundo Lya Luft, o que pode acontecer com as pessoas envolvidas em relacionamentos nos quais há liberdade para crescer? R: Elas podem seguir caminhos diferentes e se afastar, mas também podem fortalecer o vínculo, desenvolvendo uma parceria amorosa baseada na cumplicidade e no crescimento mútuo. 7. Qual é o principal propósito da autora ao apresentar o texto “Revogue-se”? R: O propósito é provocar uma reflexão sobre as relações amorosas, incentivando os leitores a repensarem atitudes de posse e controle, substituindo-as por liberdade, aceitação e crescimento conjunto. Atividade 2 - Crônica argumentativa: Os descuidados 90 Carol Bensimon 1 Gabarito 1. Volte ao texto e faça uma lista com os vocábulos e os nomes com os quais você não tem familiaridade. Em seguida, pesquise os significados e anote. Exemplos: Hermético – Fechado de maneira a impedir a passagem de ar; selado, lacrado. [Por Extensão] De difícil compreensão; obscuro ou pouco claro; enigmático. Outsider - Estrangeiro, estranho, intruso. Grunge - Kurt Coibain - 2. Releia o primeiro parágrafo e analise as afirmações a seguir. I. O texto apresenta um fato histórico vivido pela autora. II. O texto analisa um momento histórico vivido pela autora. III. Ele inicia revelando uma visão objetiva sobre a realidade. IV. Ele inicia revelando uma visão subjetiva sobre a realidade. Estão corretas as afirmações: a. I e III, apenas. b. II e II, apenas. c. II e III, apenas. d. II e IV, apenas. 3. Foco narrativo. A autora intercala fatos narrados em terceira pessoa com passagens em primeira pessoa. a) Transcreva trechos do terceiro parágrafo que comprovem essa estratégia. Primeira pessoa - “Vimos surgir (até) em coro”, “Atualmente, temos um monte (até) pastiche de Nirvana”. Terceira pessoa - “Isso tudo aconteceu (até) o figurino voltou”, “A primeira década (até) sofisticada”. b) Qual efeito essa estratégia pode gerar no leitor? Ao apresentar fatos, personalidades e acontecimentos em terceira pessoa, o efeito é de distanciamento, de objetividade, buscando gerar confiança. Já as passagens em primeira pessoa buscam gerar efeito de proximidade e identificação com os leitores que também viveram esse momento. 4. Ao traçar um percurso histórico, apresentando fatos e aspectos culturais, a autora trata de um tema e busca defender um ponto de vista. Indique: a) O tema: A contracultura dos anos 1990, as mudanças que ocorreram desde lá, e o materialismo/o consumismo dos tempos atuais. b) A tese: A autora defende a ideia de que as pessoas eram mais felizes, mais autênticas, menos materialistas, quando as coisas eram mais difíceis (anos 90) 5. No parágrafo 2, a cronista afirma que “Acabaram os rebeldes e acabaram as pessoas normais”. Como ela justifica essa afirmação? Ela argumenta que tanto os 'rebeldes' quanto os 'normais' foram absorvidos pela cultura dominante. Para isso, exemplifica com o publicitário que tem uma banda e com a roupa “rebelde” (pode estar se referindo ao jeans rasgado, combinação de peças, roupas coloridas, bandanas etc.) sendo vendida no shopping. Planejando sua crônica argumentativa Qual é o assunto da crônica? Como já sabem, as crônicas nascem dos assuntos que circulam no cotidiano. É da simples observação do que acontece à nossa volta que devemos buscar o tema de uma crônica. Este é o primeiro passo de uma produção, seja ela um texto, um desenho, uma pintura ou uma peça de teatro. Ou seja, primeiro é preciso entender e definir aquilo sobre o qual queremos falar. O nosso olhar para o que acontece ao nosso redor pode estar mais atento a alguns temas, como a preocupação com a intolerância, a violência doméstica/urbana/na escola, a questão de gênero, o consumismo (como na crônica lida em sala), o bullying, entre tantos. Na prática Defina o tema sobre o qual você vai escrever. Para encontrar um assunto que está no cotidiano, reflita sobre: ❖ as vivências; ❖ os lugares que frequenta; ❖ as pessoas com as quais convive; ❖ os assuntos que estão circulando na cidade, na comunidade; ❖ algo que tenha ocorrido no dia a dia e chamado a atenção. Definido o tema, pense no enredo (sucessão de ações), isto é, um momento, um acontecimento, um episódio banal do cotidiano sobre o qual você vai narrar para passar uma ideia, provocar uma emoção. Faça um resumo do que vai apresentar. Por exemplo: Vou falar sobre minha experiência no trajeto para a escola, que faço todas as manhãs, de ônibus, e apresentar uma briga que presenciei por causa do assento preferencial, que me fez refletir sobre a comunicação violenta que as pessoas usam. Vou defender a ideia de que, em geral, perdeu-se o respeito pelo próximo, relembrando a educação que recebi dos meus pais. Objetivos da escrita Definidos o tema e o enredo, é importante determinar: Para quem vocês escrevem? – Para colegas de classe? Para a comunidade? Para um público mais amplo na internet? Como vocês podem notar, não escrevemos para o(a)professor(a), porque ele(ela) pediu. Precisamos ter um público-alvo definido e apresentar o nosso texto para esse público. ❖ O texto está sendo escrito para? – Divulgar? Comunicar? Provocar reflexão? Entreter? ❖ Onde ela será publicada? Mural ou jornal da escola; site ou rede social da escola; [fora da escola] jornal do bairro, livro, revista, blog, livro digital, podcast, vídeo no YouTube. Na Prática Definam esses objetivos de escrita: ❖ Para quem vocês escrevem? ❖ O texto está sendo escrito com o objetivo de? ❖ Onde ela será publicada? Definam de que ponto de vista vão escrever, qual será o foco narrativo: ❖ 1ª pessoa (personagem-narrador)? ❖ 3ª pessoa (observador)? ❖ Vai mesclar e usar os dois pontos de vista, como fez Carol Bensimon na crônica Os descuidados 90? Hora da escrita Tudo pronto! Agora é a hora de colocar a mão na massa e produzir uma crônica argumentativa. Não se esqueçam de usar operadores a argumentativos (mas, portanto, pois etc.) para enriquecer sua argumentação e gerar coesão textual. Evitem repetições, usando pronomes e sinônimos... Ao final, pensem num título bacana. Disponível em: . Acesso em: 28 jan. 2025.https://acervocmsp.educacao.sp.gov.br/98672/536625.pdf Proposta 1 Releia a crônica “O maior gesto do nosso imperador foi um berro, o país já nasceu na gritaria”, do escritor Gregório Duvivier, publicada no jornal Folha de S.Paulo, e escreva uma crônica argumentativa que envolva um problema trazido pela tecnologia na atualidade. https://acervocmsp.educacao.sp.gov.br/98672/536625.pdf FOLHA DE PRODUÇÃO - RASCUNHO Título: FOLHA DE PRODUÇÃO - FINAL Título: Resenha é um gênero textual que consiste na descrição de um texto ou de um filme, no qual quem escreve pode expressar a sua opinião. As resenhas são textos lidos por pessoas que desejam obter informações sobre um conteúdo, como o que ele aborda ou se é bem avaliado pela crítica. Elas podem influenciar a decisão do leitor em escolher entre ler um livro ou outro, assim como do espectador em assistir a um filme específico, portanto, as resenhas ajudam as pessoas a decidirem se consomem ou não determinado conteúdo cultural. Esse gênero não é um resumo. Resumo é um texto que tenta reduzir, ao máximo, o que está escrito numa obra. O resumo é uma apresentação fiel do texto, portanto, não pode ser opinativo. As características da resenha são: São textos descritivos, ou seja, o resenhista descreve o texto com suas palavras, oferecendo um apanhado da obra; Podem ser opinativas; ❖ Objetividade: Por se tratar de um gênero científico, a resenha exige certo grau de objetividade em sua linguagem, haja vista que interferências da pessoalidade do autor atrapalhariam o método da ciência. O uso do sentido literal é sempre bem-vindo em textos desse tipo. ❖ Concisão: Uma boa resenha deve procurar dizer o necessário, sem muitos exemplos ou repetições. Isso porque o texto tem como função ser um material de estudo, uma composição