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Lesões Não Cariosas e Hipersensibilidade 
Dentinária 
 Existem milhares de dúvidas quanto a etiologia, diagnóstico 
e tratamento das Lesões Cervicais não Cariosas, com dúvidas 
que abrangem muitos alunos, dentistas e até mesmo os 
próprios pacientes. Através deste guia informamos dados mais 
atuais sobre as LCNC e HSD para o esclarecimento de algumas 
dúvidas mais frequentes.

Soares, 2017; katcburian, 2012 1
Lesões Cervicais Não Cariosas 
 
CENTRO UNIVERSITÁRIO DO PARÁ
Esmalte, dentista e 
periodonto 
Interferem nas Lesões? 
Mecanismo de 
formação 
Qual é a verdadeira 
causa?? 
Tratamento 
Por onde devemos iniciar 
o tratamento??
CONSIDERAÇÕES 
ANATÔMICAS 
Esmalte, dentina 
e periodonto
1
ETIOLOGIA 
Tensão, 
Biocorrosão e 
Fricção
2
DIAGNÓSTICO E 
TRATAMENTO 
3
 Tábata Beckmann, Sílvio Menezes, Patrícia Rodrigues; Erich Tanaka, Carlos Alberto, Jesus Pinheiro
Considerações 
anatômicas 
Esmalte, dentina e periodonto 
“Esmalte” 
 O esmalte recobre toda coroa anatômica do 
dente e protege a dentina e a polpa contra o 
desgaste mecânico e a biocorrosão. O esmalte 
maduro é um tecido não vital e não tem a 
capacidade de regenerar ou de se reparar, e pelo 
fato do esmalte dental ser menos espesso na região 
cervical do dente, essa é a área mais susceptível à 
LCNC. 
“Dentina” 
 A arquitetura Principal, é formada por túbulos 
dentinários de 1 a 2 micrômetros, rodeados por 
dentina peri e intertubular. A estrutura tubular da 
dentina fornece caminhos para permeabilidade de 
fluidos, solventes e bactérias e a medidas que esses 
túbulos se aproximam da polpa, sua densidade e seu 
diâmetro aumentam, se assemelhando a um formato 
de um cone invertido hipermineralizado e podre em 
colágeno, sendo que a dentina que circunda a polpa é 
formada por Dentina intertubular, com uma rica rede 
de fibras de colágeno impregnada de minerais. Sendo 
assim a permeabilidade da dentina regula a taxa de 
difusão de agentes que podem ser irritantes, portanto 
pode-se induzir a inflamação pulpar que dependendo 
do t ipo de dor, pode ser descr ita como 
hipersensibilidade dentinária.. 
“Periodonto” 
 São os tecidos que suportam e recobrem os 
dentes como o osso alveolar, cemento, gengiva e 
ligamento Periodontal. A saúde dessas estruturas são 
essenciais para proteger a região cervical do dente 
frente aos fatores etiológicos da LCNC e da 
hipersensibilidade dentinária. Quando se tem uma 
LCNC já instalada a localização clínica da junção 
cemento esmalte (JCE) pode ser utilizada como uma 
grande área anatômica para a mensuração da 
profundidade de sondagem e do nível de inserção 
clinica, alem de ter suma importância para medir a 
profundidade da recessão e avaliar os resultados do 
tratamento, porém, em outros casos a localização da 
JCE pode-se tornar uma tarefa difícil nas quais as 
recessões gengivais foram atingidas por trauma. 
Soares, 2017; katcburian, 2012 2
LESÕES CERVICAIS NÃO CARIOSAS
1
Etiologia 
 Atualmente é aceito que LCNC tem 
uma etiologia multifatorial compreendendo 
Tensão, fricção e biocorrosão e muitas 
autores afirmam que existem uma forte 
re lação entre as lesões com as 
hipersensibilidades dentinárias e que ambas 
resultam de forças de Carga excêntrica do 
dente. Essas forças resultam em estresse para 
o periodonto e para região cervical do dente 
e são percebidas pela polpa através da dor. 
Dentre os fatores associados o componente 
tensão ou estresse mecânico está presente 
na maioria dos casos, sendo que os fatores de 
B i oco r ro são e F r i cção podem se r 
predominante em alguns grupos de risco. 
 “Fricção” ou Atrito 
 Esse mecanismo Físico refere-se a perda de 
substrato induzido por um fluxo sólido, líquido ou gasoso. O 
uso da escova dental/Dentifrício abrasivo, associado a 
alimentos ingeridos ou ao fluxo de liquido sobre os dentes, 
pode levar a perda da camada de semear layer ou 
cemento. 
 
“Biocorrosão” 
 Condições ácidas endógenas (Placa de bactérias 
acidogênicas, Fluido gengival crevicular e Suco gástrico) ou 
exógenas (Consumos de frutas e sucos/bebidas ácidas; 
Ação enzimática da Cárie, proteases) na boca produzem 
perda da camada de semear layer/cemento de superfícies 
dentárias expostas. 
 “Tensão” 
O estresse mecânico é o resultado de forcas aplicadas 
sobre as superfícies oclusais desencadeando acúmulo de 
tensão na região Cervival como nos casos de 
parafuncões, oclusão, hábitos, Mastigação de alimentos 
duros, aparelhos dentários e músicos que tocam 
instrumentos de sopro. 
Soares, 2017; katcburian, 2012 3
LESÕES CERVICAIS NÃO CARIOSAS
Curiosidade sobre a etiologia 
‣ Pesquisadores afirmam que na maioria dos casos a hipersensibilidade dentinária é o 
primeiro sintoma clínico de uma futura LCNC. 
‣ A fricção causada pela escova dental/Dentifrício de forma isolada, é o fator menos 
preponderante na etiologia das LCNC, porém, torna-se um fator acelerador quando 
associada a substancias ácidas. 
‣ O uso de força Excessiva durante a escovação pode levar uma maior perda de tecido 
duro. 
‣ Dentifrícios mais abrasivos (como pastas clareadoras) levam a um maior desgaste. 
2
Características das lesões 
cervicais não cariosas 
‣ As LCNC apresentam várias morfologias 
Podem ser Profunda angulada 
(quando temos uma tensão mecânica 
na cervical por um longo período de 
tempo) e uma outra que é a 
arredondada ou mistas. 
‣ A profundidade da LCNC indica sua 
severidade e progressão 
- Rasa (< 1mm); Média (1-2mm); 
Profunda (>2mm). 
- As lesões cervicais profundas 
promovem uma progressão de perda 
estrutural adicional dos tecidos duros 
da lesão, o que pode levar a fratura de 
um dente que está em função 
diariamente, principalmente quando 
combinadas com os agentes etiológicos 
‣ As LCNC podem ser localizadas apical ou 
coronariamente em relação a JCE 
• Aspecto Anatômico: Envolvimento da 
JCE e apical a JCE 
‣ As LCNC podem estar localizadas sub ou 
supra-gengival 
• Aspecto Clínico - Quanto a margem gengival: 
Supragengival e Subgengival 
A textura superficial das LCNC pode ser 
lisa ou rugosa. Na maioria dos casos, 
as LCNC lisas são o resultado da 
biocorrosão, ao passo que as 
superfícies Rugosas são resultados 
de tensão e/ou fricção. 
‣ A morfologia da LCNC pode auxiliar no 
cdiagnóstico dos fatores etiológicos e do 
tratamento 
Soares, 2017; katcburian, 2012 4
Soares, 2017; katcburian, 2012 5
 Diagnóstico e Tratamento 
Por onde devemos iniciar o tratamento?? 
Podemos dividir o tratamento em protocolos não restauradores como: Terapias oclusais, agentes dessensibilizantes 
químicos e Laserterapia; Protocolos Restauradores como: Adesão, Materiais e Técnicas; Protocolos 
Cirúrgicos como: Terapia Periodontal e Recobrimento Radicular..
‣ A determinação etiológica é necessária 
antes das estratégias de tratamento para 
HSD e LCNC. 
‣ As estratégias de manejo preventivo devem 
cons iderar háb i tos para - func iona i s , 
prematuridade oclusal, fatores periodontais, 
dieta e outros hábitos orais. 
‣ A terap i a oc lusa l pode m i t i ga r o 
desenvolvimento de HSD e LCNC corrigindo 
o desequilíbrio oclusal e removendo qualquer 
prematuridade desse tipo 
‣ Dessensibilizantes químicos e agentes 
obliteradores podem ser usados para 
prevenir mais HSD e bloquear seu 
mecanismo de ação antes do tratamento 
restaurador ou cirúrgico 
‣ Os agentes dessensibil izastes neurais 
impedem a repolarização das fibras 
nervosas, e os agentes de obstrução 
bloqueiam os túbulos dentinários que 
transmitem as respostas da dor nociceptiva. 
‣ O clareamento dental não deve ser realizado 
em pacientes com HSD e ou LCNC antes 
que os fatores etiológicos sejam controlados, 
e a HSD precisa ser tratada em primeiro 
LUGAR.
PROTOCOLOS NÃO RESTAURADORES 
‣ Os Laseres de alta intensidade são usados para obliterar 
túbulos dentinários por fusão e ressolidificação da 
superfície da dentina. Os laseres de alta intensidade tem o 
poder dedanificar o Tecido pulpar, portanto seus 
protocolos recomendados devem ser seguidos 
‣ O laseres de baixa intensidade são útilizados para reduzir os 
sintomas de dor da HSD(desensibilização), interferindo na 
polaridade da bomba NA+/K+, o que bloqueia a 
transmissão de estímulos dolorosos. 
‣ Um protocolo sugerido para o tratamento de HSD é uma 
combinação de agentes dessensibilizantes químicos neurais 
+ obliteradores + terapia a laser.
 
Soares, 2017; katcburian, 2012 6
Adequada resistência adesiva requer o 
isolamento do campo operatório, a seleção de 
um sistema adesivo apropriado, múltiplas 
camadas do referido adesivo, tempo de 
aplicação prolongado antes da secagem com ar 
e a fotoativação.
‣ As resinas compostas são formadas por 
matriz orgânica, partículas de reforço, agente 
de união silano e agentes químicos que 
promovem a polimerização.
‣ As resinas compostas são classificadas de 
acordo com a consistência (fluidas ou 
condensáveis) e em relação as 
características de partículas de reforços 
(convencionais/macroparticulas, 
microparticulas, nanoparticulas.
‣ Resinas compostas são uma excelente 
escolha para a resturação de LCNC devido a 
suas propriedades biomecânicas semelhantes 
as estruturas dentárias.
‣ Apesar do alto custo de confecção, as 
cerâmicas também podem ser indicadas para 
restaurar LCNC, particularmente aquelas 
associadas com recessão gengival que 
requerem enxertos gengivais. 
Futuros ensaios clínicos controlados são 
indicados para comparar todas as opções de 
técnicas restauradoras.
O sucesso da fotoativação para resinas 
compostos ou cimentos depende da 
eficiência da unidade fotoativadora e da 
profundidade de polimerização
A técnica direta para a restaurações adesivas 
de cavidade de LCNC é um propostas simples, 
acessível e universalmente utilizado para 
reproduzir a estética e função da estrutura 
dentária natural.
Inley em resina pela técnica direta e indireta 
de classe V eliminam algumas das 
desvantagens da técnica direta, dentre elas: 
acabamento extraoral, facilidade de 
manipulação e reduzida tensão de contração 
residual.
A técnica indireta pode ser indicada para 
restaurar LCNC, com cerâmica que tem 
resistência e lisura superiores em 
comparação com resinas compostas. 
‣
PROTOCOLOS PERIODONTAIS E PROTOCOLOS RESTAURADORES 
 
Soares, 2017; katcburian, 2012 7
A classificação de Miller é uma 
classificação útil de recessões 
gengivais baseada na altura do osso 
inter-proximal e na relação da 
margem gengival com a linha 
mucogengival.
 A presença de LCNC pode limitar as expectativas de recobrimento de raiz
O ESTC em combinação com o 
avanço do retalho demostrou 
excelente previsibilidade e é 
considerado o padrão ouro para o 
tratamento de recessões gengivais.
Algumas terapias combinadas retalho 
colocado coronalmente (RCC) com 
colágeno foram relatadas como sendo 
superiores em termos de cobertura 
radicular tradicional e ou dimensões 
gengivais. 
A severidade da recessão gengival 
modula a abordagem de tratamento 
para o defeito
Para todos os casos de 
recobrimento radicular cirúrgico, a 
descontaminação mecânica das 
raizes é essencial para garantir a 
saúde do tecido gengival
Classe I: Não Há perda interproximal e a recessão do 
tecido gengival não ultrapassa a linha mucogengival. 
Classe II: Não há perda interproximal e a recessão 
do tecido gengival ultrapassa a linha mucogengival. 
Classe III: á perda interproximal e a recessão do 
tecido gengival NÃO ultrapassa a linha mucogengival. 
Classe IV: Há perda interproximal e a recessão do 
tecido gengival ultrapassa a linha.
Técnicas como o retalho posicionado coronalmente e 
lateralmente são os mais utilizados e está indicado em margens 
gengivais muito finas, falta de tecido queratinizado(defeitos classe 
III) e LCNC e em defeitos a coroas protéticas, sendo assim, a 
adição de um enxerto, pode ter um impacto positivo tanto na 
estética quanto na estabilidade da margem a longo prazo..
Classe I e II tem até 100% de 
recobrimento, pode ser previsível em 
defeitos classe III e não ha 
previsibilidade na classe IV
A matriz reabsorvível de colágeno suíno 
pode ser considerado uma alternativa viável 
ao ESTC em situações Especificas.
Envelope modificado com ESTC (Superficial). 
RCC Modificado ou RCC em forma de L 
(Moderado). 
RCC tradicional ou retalho colocado Lateralmente 
(severos)
 Defeitos únicos Defeitos 
Envelope com incisões paramarginais 
(Técnica de Zuchelli) 
• Técnica de Tunealização 
É de extrema importância a descontaminação com curetas 
manuais ou instrumentos ultrassônicos, podendo ser 
utilizado o EDTA 24% por dois minutos devendo 
posteriormente ser abundantementte irrigado o local. O 
EDTA é um quelante potente na remoção da camada de 
semear Layer, porém seu benefício clínico é questionável.
 Concluindo 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Concluindo.. 
Soares, 2017; katcburian, 2012 8
Se a Profundidade da lesão for menor que 1MM e tiver 
recessões no dentes(s). Devemos optar pelo 
Enxerto
 Avaliação Clínica do dente e do 
Periodonto
Pesquisar a Etiologia e eliminá-la
Se comprometer apenas dente, sem 
recessões. Optamos apenas pela 
restauração.
Se a profundidade da lesão for maior 
que 1mm e ultrapassar a JCE 
Devemos restaurar e fazer o enxerto
Periodonto
Misto
Dente
1
2
3
4
5
Etiologia
Avaliação

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