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Enfermagem Classificação do grande queimado Introdução As queimaduras representam um importante problema de saúde, podendo causar danos graves ao organismo e até levar à morte. O atendimento inicial adequado é essencial para melhorar o prognóstico do paciente. Nesse contexto, destacam-se a Regra dos 9 e a Fórmula de Parkland, ferramentas fundamentais utilizadas por profissionais da saúde para avaliar a gravidade das lesões e orientar o tratamento. Características Queimaduras Grau • Envolvem apenas a epiderme; • Os sintomas são intensa dor e vermelhidão local, mas com palidez na pele quando se toca; • Lesão seca e não produz bolhas; • Recuperação entre 3 e 6 dias, podendo descamar e não deixam sequelas ou cicatrize 2º grau • As queimaduras de 2º grau profundas são aquelas que acometem toda a derme, sendo semelhantes às queimaduras de 3º grau. • Com a destruição das terminações nervosas da pele, este tipo de queimadura, é menos doloroso que as queimaduras mais superficiais . • As glândulas sudoríparas e os folículos capilares também podem ser destruídos, fazendo com a pele fique seca e perca seus pelos. QUEIMADURAS Características 3º grau ▪ Destruição das camadas: Epiderme e derme (espessura total); ▪ Feridas espessas, secas, esbranquiçada e com aspecto de couro. ▪Dor: devido áreas circundadas serem de segundo grau; ▪ Não reepiteliza (enxertia de pele) ▪Obs: De acordo com PHTLS 2017 a de 3º grau tem dor e não atinge a hipoderme, onde o MS 2012 indica. 1º grau 4º grau ▪ Destruição das camadas: Epiderme e derme, tecido subcutâneo, ossos, ou até órgãos internos). ▪ Feridas espessas, secas, escurecidas. ▪Gravíssimo: carbonizado. ▪ Indolores; (PHTLS, 2017) • Líquidos superaquecidos • Combustível • Chama (fogo) direta • Superfície superaquecida • Eletricidade • Agentes químicos • Agentes radioativos • Radiação solar • Frio Principais agentes causais de queimaduras NÃO FAZER: • Não passe no local atingido nenhum produto ou receita caseira (margarina, nistatina, borra de café, açúcar, entre outros). • Não tente estourar as bolhas provocadas pela queimadura; • Não colocar nada que possa grudar na queimadura Ex.: algodão • Caso a roupa da vítima esteja aderida ao corpo, NÃO RETIRAR a roupa que estiver usando, assim só em centro cirúrgico. PRIMEIROS SOCORROS • Extinguir a fonte de calor (impedir que permaneça o contato do corpo com o fogo ou líquidos e superfícies aquecidas • Lavar o local atingido com água corrente em temperatura ambiente, de preferência por tempo suficiente até que a área queimada seja resfriada; Caso for um grande queimado evitar o resfriamento entre 10 a 20 minutos no máximo, devido ao risco de hipotermia • Molhar a vestimenta e permanecer assim até a chegada ao pronto-socorro, caso for um grande não Regra dos Nove Distribuição no adulto: Cabeça e pescoço → 9% Cada braço → 9% (total 18%) Tórax (frente) → 18% Costas (dorso) → 18% Cada perna → 18% (total 36%) Região genital/períneo → 1% Motivo: Avaliar a gravidade da queimadura Ajudar na decisão do tratamento Calcular a quantidade de soro (hidratação) necessária Classificar o paciente (leve, moderado ou grave) Fórmula de Parkland 4 mL × peso (kg) × % de área queimada EX.: Paciente com: 70 kg 20% de área queimada Cálculo: 4 × 70 × 20 = 5.600 mL Distribuição: 2.800 mL nas primeiras 8h 2.800 mL nas próximas 16h A Fórmula de Parkland é usada para calcular quanto soro (líquido) uma pessoa com queimadura precisa receber nas primeiras 24 horas após o acidente. A ideia é simples: quando alguém sofre uma queimadura grande, perde muito líquido, e isso pode levar a choque. Então, a fórmula ajuda a repor essa perda. Impacto Clínico Perda de líquidos:Líquidos saiam da corrente sanguínea para os tecidos Taquicardia: O coração acelera para tentar compensar a falta de volume Choque hipovolêmico: Perda intensa de líquidos e proteínas, Comprometimento respiratório: Inalação de fumaça que leva a lesão pulmonar Edema de vias aéreas risco de insuficiência respiratória Alterações no organismo: Queda da pressão (hipotensão) Casos Clínicos Paciente do sexo masculino, 18 anos, sem comorbidades, vítima de colisão com caminhão, seguida de explosão de tanque de gasolina de sua moto, apresentava queimadura predominantemente de 3º grau com superfície corpórea queimada (SCQ) estimada de 50% em membros inferiores, abdome, dorso inferior e antebraço esquerdo, e queimaduras de 2º grau superficial em antebraço Casos Clínicos criança 2 anos e 7 meses, masculino, deu entrada na emergência do serviço em 26/03/2017, vítima de queimadura por chama direta, 60% de superfície corporal, acometendo face, pescoço, tronco anterior e posterior direito, genitália, membros superior e inferior direito, e coxa esquerda, com 50% sendo de espessura total Referências MIRANDA, H. P. F. de et al. Queimaduras: fisiopatologia das complicações sistêmicas e manejo clínico. Brazilian Journal of Development, [S. l.], v. 7, n. 6, p. 64377–64393, 2021. DOI: 10.34117/bjdv7n6-697. Disponível em: https://ojs.brazilianjournals.com.br/ojs/index.php/BRJD/article/view/32102. Acesso em: 25 mar. 2026. SOCIEDADE BRASILEIRA DE QUEIMADURAS. Terapia nutricional em pacientes grandes queimados – uma revisão bibliográfica. Revista Brasileira de Queimaduras, Florianópolis, v. 12, n. 4, p. 235-244, out./dez. 2013. Disponível em: http://rbqueimaduras.org.br/content/imagebank/pdf/v12n4.pdf. Acesso em: 25 mar. 2026. BRASIL. Ministério da Saúde. Cartilha para tratamento de emergência das queimaduras. Brasília: Editora do Ministério da Saúde, 2012. (Série F. Comunicação e Educação em Saúde). Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/cartilha_tratamento_emergencia_qu eimaduras.pdf. Acesso em: 25 mar. 2026. https://ojs.brazilianjournals.com.br/ojs/index.php/BRJD/article/view/32102 http://rbqueimaduras.org.br/content/imagebank/pdf/v12n4.pdf https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/cartilha_tratamento_emergencia_queimaduras.pdf https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/cartilha_tratamento_emergencia_queimaduras.pdf Enfermagem Introdução NÃO FAZER: PRIMEIROS SOCORROS Distribuição no adulto: Motivo: Avaliar a gravidade da queimadura Ajudar na decisão do tratamento Calcular a quantidade de soro (hidratação) necessária Classificar o paciente (leve, moderado ou grave) Casos Clínicos Casos Clínicos Referências