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Umidade, cinzas e sólidos totais Disciplina: Bromatologia e tecnologia dos alimentos Cursos de Farmácia e Nutrição Profª Me. Flávia Noeli de Souza Infante Resumo Água Atividade de água Umidade Água nos alimentos Importante análise de composição de um alimento A água presente no alimento afeta sua Estocagem Embalagem Processamento Umidade Água total dos alimentos Umidade dos alimentos Estabilidade, qualidade e composição Afeta e deve ser controlada Estocagem • Alta e baixa umidade – crescimento de fungos - aflotoxinas Embalagem • Frutas secas – escurecimento - umidade • Ovo em pó – escurecimento - oxigênio Processamento • Umidade – proteína – carboidratos – pão • Água e glúten Água A água pode se ligar por diversas maneiras: Pontes de hidrogênio Ligações covalentes Imagem extraída do livro: Ciência dos alimentos – Princípios da Bromatologia Água Imagem extraída do livro: Ciência dos alimentos – Princípios da Bromatologia A imagem ao lado apresenta as formas que a água é encontrada nos alimentos Ligações polares – covalentes entre o átomo de hidrogênio e pequenos átomos de alta eletronegatividade (carbono, oxigênio, nitrogênio, flúor) Água Esta capacidade da molécula de água de interagir com outras moléculas (de água ou não) é determinante para a definição de sua ação solvente. Componentes dos alimentos capazes de interagir através de pontes de hidrogênio como sais, açúcares, álcoois e alguns aminoácidos serão solúveis em água, enquanto moléculas incapazes disso (como as gorduras e os aminoácidos com cadeia lateral apolar) terão sua solubilidade muito baixa em água Água Polar - hidrofílico Natureza dipolar – dissolve várias substâncias Sal – Na+ e Cl- tendência a se ligar Açúcares Componentes anfipáticos (hidrofílicos e hidrofóbicos) Alguns componentes lipídicos Pensando sobre o abacate 8,4 - lipídeos 83,8 - umidade Água nos alimentos Livre • Está fracamente ligada ao substrato • Presente nos espaços intergranulares e poros • Congela e desidrata • Solvente • Crescimento de microorganismos e reações químicas Ligada • Também chamada de água de hidratação • Está ligada fortemente (quimica) com outras substâncias do alimentos • Não é eliminada nos métodos de determinação de umidade • Não atua como solvente, não auxilia em reações químicas Absorvida • Ligada nas moléculas superficiais dos alimentos • Associada a amido, pectina, celulose e proteína • Interações de Van der Waals e pontes de hidrogênio Umidade Conceitos importantes Quantidade de água no alimento Água livre, água ligada e absorvida Umidade Técnicas para determinação Diversas e imparciais Dificuldades Separação incompleta de água do produto Decomposição do produto – formação de água além do original Perda de substâncias voláteis Formação de fungos Reações de Maillard Métodos variáveis Com certeza água livre Umidade Técnicas de determinação Diretos: Diferença de peso Indiretos: Densidade, refratometria, polarimetria, Aw Químicos: reação com a água do alimento. Uso de um reagente chamado Karl Fisher e eletrodos de platina ou a técnica que usa carbeto de cálcio e hidreto de cálcio Físicos: resposta das moléculas de água por influência da física. Infravermelho, microondas ou ressonância magnética Técnicas de determinação umidade Secagem em estufa • Convecção (atm) • Forçada • Vácuo Radiação infravermelho • Lâmpada gera calor que penetra no alimento – 200 a 700ºC • Não reconhecida pela AOAC Fornos microondas • Radiação eletromagnética • Moléculas de água são dipolo e interagem com o campo eletromagnético Métodos por destilação • Aquecimento da amostra em óleo mineral • Aquecimento, evaporação e condensação Técnicas de determinação umidade Karl Fischer • Alimentos com baixo teor de umidade • Reagente com iodo, dióxido de enxofre e piridina Hidrometria • Densidade • Alimentos líquidos • Picnômetros Picnômetro e refratômetro Leitura de um refratômetro Atividade de água Definição Relação existente entre a pressão de vapor de uma solução ou alimento com a relação à pressão do vapor de água pura Depende da quantidade de água, solutos e temperatura Indica a intensidade das forças que unem a água com outros componentes não aquosos Água disponível para o crescimento de microrganismos, reações químicas, bioquímicas Água livre Atividade de água Pode ser expressa em umidade relativa de equilibrio Exemplificando Quando a umidade relativa do ambiente for baixa e a atividade de água do alimento for alta • Alimento perde água • Murcha Atividade de água Sofre influência da temperatura Aumento da temperatura leva a aumento da atividade de água Aquecimento durante processamento Atividade de água Maior atividade de água – água pura 1 Matematicamente > AW - > perecibilidade do alimento - > água livre Os microrganismos que causam os maiores problemas na área de alimentos preferem atividades de água superiores 0,85. AW inferior a 0,6 são considerados sanitariamente seguros. Atividade de água e microbiota alimentos Aw Principais alimentos Microrganismos 0,98 ou maior Carnes e pescados frescos, verduras, leite Multiplicação da maioria dos microrganismos que alteram os alimentos e dos patógenos 0,93 a 0,98 Leite evaporado, pão, embutidos cozidos Multiplicaçao de enterobactérias, inclusive Salmonella 0,85 a 0,93 Carne bovina seca, leite condensado Multiplicação de Staphylococcus aureus e fungos produtos de micotoxinas. Leveduras e fungos 0,6 a 0,85 Farinhas, cereais, frutos secos Multiplicação de microorganismos não patogênicos Menor que 0,6 Confeitos, massas, biscoitos, leite em pó, ovos em pó Não há multiplicação microbiana Atividade de água Tem correlação direta com a deterioração dos alimentos Empresas reduzem a atividade de água dos alimentos Atividades de água abaixo de 0,2 inibi reações • Exceto oxidação de lipídeos • Aw menor 0,1 – aumento da oxidação – redução água dos metais e aumento radicais livres Atividade de água na faixa deInteração entre componentes Importância na determinação Composição centesimal Minerais específicos Qualidade Processamento Padrão Identidade qualidade Cinza total Várias propriedades Índice de refinamento • Açúcar • Cana de açúcar e clarificação Indicador de propriedades funcionais • Geleias – conteúdo de frutas • Gelatina – propriedades funcionais Valor nutricional em rações • Areia – alto nível de cinza insolúvel em ácido • Chás Cinzas Alimentos Conteúdo Cereais 0,3 a 3,3% Produtos lácteos 0,7 a 6% Peixes e produtos marinhos 1,2 a 3,9% Frutas frescas 0,3 a 2,1% Vegetais frescos 0,4 a 2,1% Nozes 1,7 a 3,6% Açúcares e xaropes 0 a 1,2% Cinzas Componentes individuais das cinzas Indispensáveis a saúde Sem função ou tóxicos • Solo, agrotóxicos, processos industriais • Chumbo e mercúrio Cinza solúvel • Quantificação em geléias e conservas Alcalinização das cinzas • Presença de sais de ácidos – cítrico, tartárico e málico • Adulteração origem animal e vegetal Cinza insolúvel em ácidos • Sujeira – areia - talco Cinzas Secagem em estufa Etapa previa Cinzas Cinza úmida Etapa preliminar para a análise individual dos minerais Técnica para determinação de elementos traços e metais tóxicos Técnica: Digestão – ácidos – ácido sulfúrico e ácido nítrico • Usada em vegetais; volatilização - selênio Baixas temperaturas Rápido Pouca perda de minerais por volatilização Cinza úmida Técnica de determinação Adição de ácidos (súlfúrico, ácido nítrico, ácido perclórico) associado ou não a agentes oxidantes Não há perda/baixa por volatilização Equipamentos caros Técnica mais sofisticada Menor temperatura Comparação cinzas Cinzas úmidas Cinzas secas É mais comum para a determinação de minerais específicos Técnica mais sofisticada pois exige equipamentos caros Mais rápido Utilização de temperaturas baixa; menor perdas por volatilização e retenção Maior supervisão da amostra Há utilização de reagentes para a prova de branco É mais comum para cinzas totais Técnica simples que exige apenas a utilização do forno mufla É demorado Utiliza altas temperaturas – perdas por volatilização e retenção Menor supervisão da amostra Não há prova de branco Cinzas Análise individual de cada elemento mineral Absorbância atômica Emissão de chama Colorimetria Turbidimetria Titulometria Perdas por volatilização Referencias Livro: Fundamentos téoricos e práticos em análise de alimentos Autora: Heloisa Mascia Cecchi Editora Unicamp Livro: Ciência dos alimentos Princípios de bromatologia (apenas para imagens) Editora: Rúbio Livro: Análises físico-químicas de alimentos Autores: Jose Carlos Gomes e Gustavo Fonseca Oliveira Referencias COULTATE, T. P. Alimentos: a química de seus componentes. 3. ed. Porto Alegre: ArtMed, 2004. INSTITUTO ADOLFO LUTZ. Métodos físico-químicos para análise de alimentos. São Paulo: Instituto Adolfo Lutz, 2008. LEHNINGER, A. L. Princípios de bioquímica. São Paulo: Edgard Blucher, 2002. MELO FILHO, A. B. Química de Alimentos. Recife: UFRPE, 2011 Livro: Fundamentos téoricos e práticos em análise de alimentos Autora: Heloisa Mascia Cecchi Editora Unicamp Livro: Ciência dos alimentos Princípios de bromatologia (apenas para imagens) Editora: Rúbio Livro: Análises físico-químicas de alimentos Autores: Jose Carlos Gomes e Gustavo Fonseca Oliveira