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REVISTA
TRABALHISTA
Direito e Processo
~ L1R
ANAtV\\AliRA
Direito Processual do Trabalho e os
Influxos da Lei Geral de Proteção de
Dados Pessoais na Produção da Prova
em Ambiente Processual Virtual
Leonardo Tibo Barbosa Limal*l
Resumo:
1JJ> O presente artigo tem como objeto a análise das provas produzidas em ambiente virtual
e as regras da Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais, com a finalidade de apresentar
uma reflexão sobre as medidas necessárias ao tratamento de dados pessoais no Processo
do Trabalho.
Palavras-chave:
1JJ> Direito processual do trabalho - Produção de prova em ambiente virtual - Lei Geral
de Proteção de Dados Pessoais.
Abstract:
IJJ> This scientific paper aims to analyze the production of judicial evidence in a context of
virtual environment and the rules o f the General Law on the Protection ofPersonal Data,
in order to understand the reflections on the necessary measures for the treatment of
personal data in Labor Procedural Law.
Keywords:
IJJ> Labor procedurallaw- Judicial evidence in virtual environment- General Law on the
Protection o f Personal Data.
Índice dos Temas:
IJJ> 1. Introdução
IJJ> 2. Teoria geral da prova
1JJ> 3. O ambiente virtual
IJJ> 4. Os influxos da Lei Geral de Proteção de Dados na prova judicial
(*) Doutor em Direito Privado e Mestre em Direito do
Trabalho pela PUC/MG. Especialista em Direito Público
pela UGF/RJ. Juiz do Trabalho substituto do TRT da 3ª Re-
gião. Conselheiro da Escola Judicial do TRT da 3ª Região.
Membro da Comissão Legislativa da Anamatra. Diretor
Cultural da Amatra3.
234 ~ REVISTA TRABALHISTA DIREITO E PROCESSO- ANO 19- N. 64
., 5. Considerações finais
li' 6. Referências
1.1ntrodução
A prova é um signo, um fenômeno da
linguagem que indica ou expressa uma ideia
(significante) sobre a realidade (significado).
Ela conta a história, cria uma ponte entre o
presente e o passado e anseia fazer as vezes da
onisciência. A sua finalidade é, pois, indicar
ou expressar a ideia de verdade sobre os fatos
alegados.
É por meio da prova que o Juiz consegue
percorrer todas as etapas do citado itinerário
cognitivo. Se as provas existentes não forem
capazes de levar o Juiz até a decisão, o fato não
terá sido provado.
Com as restrições à realização das audiên
cias presenciais (Resoluções ns. 313, 314 e 322
do CNJ) e o surgimento do Juízo 100% Digital
(Resolução n. 345 do CNJOl), a produção da
prova em ambiente virtual passou a ser um
desafio, mas vencível, como se pretende de
monstrar.
O artigo inicia apresentando noções gerais
sobre a teoria da prova, avança com a exposi
ção da argumentação teórica sobre a relação
entre as provas produzidas em ambiente virtual
e a Lei Geral de Proteção de Dados e conclui
mostrando um extrato das reflexões do autor.
Como o tema é vasto e flerta com a prática,
foi adotado um estilo objetivo de texto, com
apresentação de argumentação de forma es
quematizada, sempre que possível, a fim de
facilitar a compreensão e a localização dos
pontos de maior interesse do leitor.
(1) No Juízo 100% Digital,"todos os atos processuais serão
exclusivamente praticados por meio eletrônico e remoto
por intermédio da rede mundial de computadores:' (art.
12, parágrafo único). "A escolha pelo 'Juízo 100% Digital'
é facultativa e será exercida pela parte demandante
no momento da distribuição da ação, podendo a parte
demandada opor-se a essa opção até o momento da con
testação:' (art. 3º). "As audiências e sessôes no 'Juízo 100%
Digital' ocorrerão exclusivamente por videoconferência.
(art. Sº).
2. Teoria geral da prova
Tecnicamente, as provas são meios desti
nados a demonstrar a verdade dos fatos. O
princípio do devido processo legal tem como
um dos seus corolários o direito fundamental
à prova (art. 5º , LV e LVI, da CF) .
Os meios de prova podem ser diretos,
quando se referem diretamente ao fato que se
pretende provar, ou indiretos, quando relativos
a outros fatos que, indiretamente, levam ao
conhecimento da verdade do fato principal.
Os meios diretos mais comuns são: a) de
poimento das partes, cuja iniciativa é da parte
contrária; b) interrogatório das partes, cuja
iniciativa é do juiz; c) confissão judicial ou
extrajudicial; d) testemunhal; e) documental;
f) pericial; e g) inspeção judicial.
O Novo CPC também introduziu a ata no
tarial como meio autônomo de prova, a qual
consiste no registro de fatos realizado pelo
Tabelião de cartório em uma ata, a pedido do
interessado (art. 384).
Sem embargo, outros meios podem ser
criados, como é o caso da prova estatística, (Z)
por exemplo.
Já os meios indiretos de prova podem ser
de dois tipos: a) presunção; e b) indício. A
primeira é a certeza da existência de um fato
em função da comprovação de outro, por força
da lei ou da interpretação do Juiz (art. 374, IV,
do CPC) . Ela é dedutiva ("a priori"), isto é, in
depende da experiência e do caso concreto, de
maneira que o simples acontecimento do fato
"!\.' já será capaz de provar a verdade relativa
ao fato "B': Dessa forma, a presunção deriva da
(2) Nessa modalidade de prova, são utilizadas estatísticas
para demonstrar a ocorrência de fatos, como, por exemplo,
no caso de uma empresa que, apesar de ter entre seus
quadros maioria feminina, nunca promoveu uma mulher
a gerente. Em casos assim, a estatística pode provar a
existência de discriminação.
REVISTA TRABALHISTA DIREITO E PROCESSO - ANO 19- N. 64 ... 235
lógica, isto é, da ilação (nexo de causalidade)
que o julgador faz de um fato provado para se
convencer da ocorrência de outro fato.
A presunção pode ser absoluta ("juris et de
iure") ou relativa ("juris tantum"). A primeira
não admite a produção de prova em contrário
e a segunda, sim. É exemplo de presunção
absoluta o fato de o Juiz ser irmão de uma das
partes, gerando a presunção absoluta de par
cialidade (art. 144, IV, do CPC). Já as anotações
constantes da CTPS geram presunção relativa
de veracidade (Súmula n. 12, do TST).
Nos termos do art. 239 do Código de Pro
cesso Penal, indício é a circunstância conhecida
e provada, que, tendo relação com o fato,
autorize, por indução, concluir-se sobre outra
ou outras circunstâncias. Ele é, pois, indutivo
("a posteriori"), isto é, dependerá dos elemen
tos (sinais) do caso concreto, para ser formado.
Não se pode, portanto, estabelecer indícios
previamente, de forma abstrata, como ocorre
com a presunção.
Quaisquer fatos naturais ou humanos que
provoquem efeitos no mundo jurídico podem
ser considerados como fonte da prova.
Em regra, o objeto da prova são os fatos,
uma vez que o Juiz conhece o direito ("juria
novit cu ria"). Constituem exceção a essa regra
o direito municipal, estadual, estrangeiro ou
consuetudinário, os quais devem ter o teor e a
vigência provados pela parte, se assim deter
minar o Juiz (art. 375 do CPC).
No Processo do Trabalho, a mesma regra se
aplica às convenções coletivas de trabalho e aos
acordos coletivos de trabalho, às convenções
da OIT não ratificadas e aos regulamentos de
empresa.
Alguns fatos, no entanto, não precisam ser
provados. É o caso dos seguintes fatos (art. 374
do CPC): a) notórios; b) afirmados por uma parte
e confessados pela parte contrária; c) admitidos,
no processo, como incontroversos (como a con
fissão real ou a ficta); e d) em cujo favor milita
presunção legal de existência ou de veracidade.
Sobre o tema das provas judiciais, os prin
cípios mais relevantes são os enumerados a
seguir.
Necessidade. As provas são necessárias à
elucidação dos fatos, porque o Juiz não possui
o sentido da onisciência. Dessa forma, o fato
não provado será tido como inexistente. De
outra face, em se tratando de fato não alegado
ou de fato tido como incontroverso, notório,
confessado pela parte contrária ou em favor
do qual milite presunção legal de existência ou
de veracidade (art. 374 do CPC), não haverá,
em regra, a necessidade de produzir a prova
sobre ele, razãopela qual a lei autoriza o Juiz
a indeferir as diligências inúteis ou meramente
protelatórias (art. 370, parágrafo único, do
CPC c/c art. 765 da CLT).
Obrigatoriedade. Na classificação dos atos
processuais, a prova tem natureza jurídica de
ônus para a parte, pois elas têm o direito (e não
o dever ou a faculdade) de produzi-las (art. 369
do CPC), sob a consequência de sofrerem
restrições ao direito à prova, que vão desde a
preclusão até a improcedência do pedido por
falta de provas. Do ponto de vista do Juiz e,
bem assim, do devido processo legal, a prova
têm natureza de poder-dever. Se as partes
alegam fatos e manifestam o interesse em
produzir provas, é dever do juiz determiná-las
(arts. 370 do CPC e 765 da CLT), como ocorre,
por exemplo com a perícia, que depende de
ordem judicial para ser realizada.
Oportunidade. Cada prova tem seu momen
to próprio para ser produzida, como é o caso
da prova documental que é pré-constituída,
pelo que deve acompanhar a petição inicial e a
contestação (arts. 787 e 845 da CLT). As provas
orais, por sua vez, devem ser produzidas em
audiência, ao passo que as periciais, no curso
da relação processual, porque dependem de
ordem judicial.
Unidade. As provas formam um todo, o qual
deverá ser analisado como tal, em conjunto.
Em vista disso, existindo vários depoimentos
de testemunhas, cabe ao Juiz considerá-los em
236 ~ REVISTA TRABALHISTA DIREITO E PROCESSO - ANO 19 - N. 64
conjunto, podendo, no entanto, desconstituir o
que se mostrar viciado, como o contraditório,
por exemplo. Isso não impede, ainda, que o Juiz
atribua especial valor a um dos depoimentos,
em que apenas uma das testemunhas, entre ou
tras cinco, presenciou o fato de uma distância
mais próxima.
Proibição de provas ilícitas. Nos termos
do art. 5º, LVI, da CF, "são inadmissíveis, no
processo, as provas obtidas por meios ilícitos." A
doutrina tradicional diz que ilícita é o gênero
da qual são espécies as provas ilegítimas e as
ilegais. A primeira está relacionada à obtenção
da prova (na relação material) e, a segunda, ao
momento em que ela é produzida (na relação
processual).
Com efeito, uma prova ilícita pode servir
de fonte para outra prova, como no caso em
que o documento obtido por furto tenha sido
visualizado por uma testemunha, que em juízo
narra o seu conteúdo. Haveria vício por deri
vação? Pela teoria dos frutos podres da árvore
envenenada (''jruits of the poisonous tree"),
abrigada pelo art. 157 do CPP, o depoimento
da citada testemunha seria ilegítimo, porque
está calcado em prova obtida por meio ilícito.
Essa teoria tem sido aplicada pelo STF, desde
que de fato haja nexo entre as duas provas. (3)
(3) "( ... ]1. As provas ilícitas, bem como todas aquelas delas
derivadas, são constitucionalmente inadmissíveis, mesmo
quando reconduzidas aos autos de forma indireta, deven
do, pois, serem desentranhadas do processo, não tendo,
porém, o condão de anulá-lo, permanecendo válidas as
demais provas lícitas e autônomas delas não decorrentes,
ou ainda, que também decorreram de outras fontes, além
da própria prova ilícita; garantindo-se, pois, a licitude da
prova derivada da ilícita, quando, conforme salientado pelo
Ministro EROS GRAU, "arrimada em elementos probatórios
coligidos antes de sua juntada aos autos". 2. Assentou o
Superior Tribunal de Justiça que, em matéria de provas
ilícitas, o art. 157, § 1 º·do Código de Processo Penal. com a
redação dada pela Lei n. 11 .690/2008, excepciona a adoção
da teoria dos frutos da árvore envenenada na hipótese
em que os demais elementos probatórios não estiverem
vinculados àquele cuja ilicitude foi reconhecida. [ ... ]" (STF
·HC 156.157 AgR/PR, relator Min. Alexandre de Morais, 1ª
Turma, DJe 26.11.2018).
Parte da doutrina entende que a prova ilícita
é sempre inadmissível, sendo esta uma regra
absoluta. Outra corrente, no entanto, entende
que, desde que o conteúdo da prova seja lícito,
ela poderá ser utilizada, mesmo que tenha sido
obtida por meio ilícito (forma) . Em outras
palavras, desde que a prova ateste a verdade
dos fatos, a maneira pelo qual ela foi obtida
não terá relevância, como no exemplo do furto
do documento.
Terceira vertente opta pela aplicação do
princípio da proporcionalidade (art. 8º do
CPC) ou da ponderação, segundo o qual,
os interesses devem ser sopesados, a fim de
que o Juiz dê a decisão mais justa para o caso
concreto.
Em se tratando de direitos fundamentais,
essa parece ser mesmo a melhor tese, mor
mente no Processo do Trabalho, que é regido
pelo princípio da proteção, de maneira que
deverá ser analisada caso a caso. Veja-se que
no próprio Direito Penal, essa regra não é
aplicada à defesa, tendo em vista a proteção
que é destinada ao réu, de forma similar à que
o Direito do Trabalho dispensa ao trabalhador.
Para se ter uma noção de como o tema vem
sendo administrado pelo TST, vale dizer que
este tribunal já considerou válida a gravação
por um dos interlocutores da conversaações
censuráveis sob o prisma ético. No caso concreto, o Tribunal
Regional manifestou-se no sentido de que a prova - gra
vação de imagens em que o trabalhador promove desvio
de mercadorias da empresa- foi produzida no horário de
trabalho, em local público, na presença de terceiros, sem
que fosse utilizado qualquer artifício para indução ao
censurável comportamento que corresponde a ato de im
probidade. A conduta empresarial questionada, longe de
afrontar quaisquer dos direitos imanentes à personalidade
(art. 5º, X, da CF), traduziu exercício regular do direito de
aferir a forma como executados os serviços confiados ao
prestador, que, lamentavelmente, incorreu em tipo penal,
com reflexos trabalhistas, como decidiu a Corte Regional.
Precedentes do STF e desta Corte. Recurso de revista não
conhecido:' (TST-RR- 735-14.2010.5.03.0086, relator Mi
nistro: Douglas Alencar Rodrigues, Data de Julgamento:
15.06.2016, ?ª Turma, Data de Publicação: DEJT 17.06.201 6)
Aquisição. Uma vez produzida, a prova
passa a pertencer ao processo e não à parte
que a produziu, de maneira que o Juiz deverá
apreciá-la independentemente do sujeito que
a tiver promovido (art. 371 do CPC). Por isso,
não é tecnicamente adequado dizer que a
testemunha é do autor ou do réu, mas sim que
ela é do processo.
Imediatidade. Não deve haver obstáculo entre
o Juiz e a prova, razão pela qual é dele o dever de
tomar os depoimentos das partes e testemunhas
(art. 820 da CLT). O CPC de 2015, no entanto,
prevê que a parte possa fazer perguntas direta
mente às testemunhas (art. 459), o que, no nosso
sentir, não se aplica ao Processo do Trabalho, já
que a CLT possui norma específica (art. 820). No
mesmo sentido é o art. 11, da IN n. 39/16, do TST.
A principal decorrência prática desse princípio é
o prestígio do juízo de primeiro grau na interpre
tação dos depoimentos das testemunhas, já que
ele teve contato direto com elas, a ponto de olhar
nos olhos e sentir se falavam a verdade ou não.(?)
Livre convencimento motivado ou persuasão
racional. Ao longo da história da prova no di
reito processual, a fase da valoração da prova
foi responsável por um injustificado solipsismo
do juiz, que fazia a valoração da prova sozinho,
sem a participação das partes. No CPC de
2015, em lugar do livre convencimento, o
art. 371 estabeleceu apenas que "o juiz apreciará
(7) "Prova oral- Valoração- É privilegiada a valoração
da prova testemunhal produzida pelo juízo de origem,
que está em posição privilegiada para avaliar a cred ibi
lidade dos depoimentos, pelo contato direto com partes
e testemunhas, permitindo ao julgador observar, através
do comportamento, modo de falar, etc., qual depoimen
to é verdadeiro em suas alegações, correspondendo à
realidade fática. Tudo isso em atenção aos princípios da
imediatidade, livre convencimento motivado (art. 131 do
CPC). bem como o da oralidade, que assegura ao juiz uma
maior participação na condução do processo e segurança
na análise do complexo probatório. O contato contínuo e
imediato do juiz com as partes e testemunhas permite-lhe
ao inquiri-las perceber a lisura daqueles que prestam seus
depoimentos:' (TRT 3ª Região. Processo: RO 00082-2010-
140-03-00-3. Relator: Desembargador Paulo Roberto de
Castro. ?ª Turma. DEJT: 21.07.2010).
238 -4fl REVISTA TRABALHISTA DIREITO E PROCESSO- ANO 19 - N. 64
a prova(B) A liberdade, portanto, só subsiste
na fundamentação dotada de racionalidade,
lógica e coerência, com aptidão para alcançar
o máximo grau de consenso possível.
Contraditório e ampla defesa. A parte tem
o direito de produzir todas as provas que se
fizerem necessárias, participar da produção
da prova pela parte contrária e manifestar-se
sobre todas as provas realizadas (art. 5º, LV,
da CF). Em outras palavras, os princípios do
contraditório e da ampla defesa garantem às
partes, em relação à prova, o direito de pro
duzir, participar, manifestar e persuadir o Juiz
em todas as etapas do itinerário cognitivo da
prova (art. 369 do CPC).
Verdade real. A prova, por mais qualidade
que tenha, não é capaz de fornecer onisciência,
sendo incapaz de expressar a realidade ou a ver
dade em si, senão uma perspectiva da verdade,
ou seja, uma ideia da verdade. Por isso é que
cabe ao juiz examinar, por exemplo, se uma
testemunha relata o que de fato sabe ou o que
lhe foi ensinado. No primeiro caso, a prova é
legítima, mas está sujeita à valoração, pois uma
testemunha pode conhecer mais os fatos que
outra. No segundo caso, a falta de espontanei
dade torna a prova ilegítima, estando passível
de ser anulada. Esses fragmentos da verdade,
(8) "Confissão real. Valoração. Existência de prova em
contrário. Princípio do livre convencimento do juiz. O
princípio do livre convencimento do juiz, consubstanciado
no art. 131 do CPC, que estabelece a liberdade do julgador
no exame das provas produzidas no curso da instrução
processual, permite concluir que a confissão real não se
sobrepõe, por si só, ao conjunto das demais provas cons
tantes dos autos, cabendo ao juiz definir seu valor, à luz
das circunstâncias de cada caso. Com esse entendimento,
aSBDH, por unanimidade, conheceu dos embargos por
divergência jurisprudencial e, no mérito, por maioria, ne
gou-lhes provimento, mantendo decisão turmária que, na
h1pótese, reconheceu a possibilidade de se elidir os efeitos
da confissão resultante de depoimento pessoal por meio
de prova em contrário juntada aos autos e não impugnada.
Venc1dos os Ministros Milton de Moura França, Horácio
Senna Pires, Renato de Lacerda Paiva, Aloysio Corrêa da
Veiga, Augusto César de Carvalho e Delaíde Miranda
Arantes:· (TST. E-ED-ED-ED-RR-1 12300-51.2000.5.02.0024.
Relator: Ministro Lelio Bentes Corrêa. SDI-1. DEJT: 21 .6.201 2,
Informativo número 1 4).
trazidos aos autos pelas provas, reconstroem
os fatos de maneira formal. Todavia, para além
da forma, existe uma verdade substancial, que
é a que corresponde integralmente à realidade,
chamada, pois, de verdade real. Pode parecer
muita presunção dizer que o Processo do
Trabalho se interessa pela verdade real, em
vez da formal, porque isso gera uma sensação
de utopia. Mas o princípio da verdade real não
é tão audacioso, porque, em verdade, ele está
mais voltado ao próprio exame da verdade
formal. Explica-se. No processo, a verdade
corresponde à quantidade de realidade que as
provas foram capazes de fazer. Mais que isso, o
Juiz só teria acesso por intuição, íntima convic
ção ou algum poder sobrenatural. E, estando
a verdade no processo, pode-se chamá-la de
verdade processual. Um documento assinado
por alguém exprime a vontade desse alguém e,
vindo o documento aos autos, a vontade é a que
consta do documento. Esse é o juízo de valor
sob o prisma da vontade formal, que é a vigente
no Processo Civil. Veja-se que o Código Civil
ainda dispõe de prova legal, como é o caso da
prova plena descrita nos arts. 220 e 225, por
exemplo. Desse modo, o que a verdade real
impõe é o poder-dever de o Juiz do Trabalho de
valorar a prova em seu conjunto, sem precon
cepções de valor. Não há falar, pois, em "prova
plena" na relação de emprego, porque até a
CTPS tem presunção relativa de veracidade
(Súmula n. 12 do TST). Eliminada a hierarquia
entre as provas, o Juiz deve buscar, entre as que
constam dos autos, aquelas que tenham maior
potencial de exprimirem a realidade dos fatos.
Por isso é que a prova testemunhal costuma
ser capaz de desconstituir documentos, por
exemplo, tal qual acontece com o cartão de
ponto, que pode perder valor de prova quando
testemunhas fidedignas relatam que ele contém
registros fictícios e não corresponde com a real
jornada de trabalho cumprida pelo empregado.
3. O ambiente virtual
O meio ambiente é "o conjunto de condições,
leis, influências e interações de ordem física,
química e biológica, que permite, abriga e rege a
REVISTA TRABALHISTA DIREITO E PROCESSO- ANO 19- N. 64 .... 239
vida em todas as suasformas" (art. 3º, I, da Lei
n. 6.938/1981 ), nele estando compreendido do
trabalho (art. 200, VIII, da CF). Tanto o Poder
Público quanto a coletividade possuem o dever
de defendê-lo e preservá-lo (art. 225 da CF).
Paralelamente a esse mundo concreto, a
contemporaneidade tem convivido com um
mundo digital:
Nos dois mundos, o indivíduo nasce, se
constrói e estabelece relacionamentos.
No mundo digital, no entanto, não se
morre. Os dados digitais têm persistên
cia histórica. Ao que parece, enquanto
existir humanidade, eles permanecerão.
Fala-se até em testamento de bens di
gitais para tratar da destinação jurídica
de manifestações voluntárias em mídias
sociais, que acumulam dados pessoais
e têm valor intangível, como contas de
Facebook, Instagram e Twitter. O grande
volume de informações disponíveis di
gitalmente é o que se denomina de Big
Data. Um conjunto de dados de todas as
categorias e formatos que compõe um
universo de múltiplos interesses.354/2020 do CNJ), podendo o
depoimento ser tomado pelo próprio juízo
"deprecante" (art. 7º do Ato CGJT n. 11/20);
d) Os depoimentos prestados de forma
remota equivalem à forma presencial
para todos os fins legais, sem prejuízo da
publicidade dos atos e das prerrogativas
processuais dos advogados (art. 7º, I, Reso
lução n. 354/2020 do CNJ), salvo nos casos
de segredo de justiça (art. 7º, V, Resolução
n. 354/2020 do CNJ);
e) A regra da incomunicabilidade das tes
temunhas (art. 824 da CLT) deve ser pre
servada (art. 7º, II, Resolução n. 354/2020
do CNJ);
f) Os depoimentos serão gravados (art. 7º,
IV, Resolução n. 354/2020 do CNJ), inclu
sive a qualificação dos depoentes (art. 4º do
Ato CGJT n. 11/2020), o que não dispensa
o termo de audiência escrito nos autos
(art. 2º do Ato CGJT n. 11/2020), muito
embora sem a necessidade da respectiva
transcrição (Resolução n. 105/2010 do CNJ
e decisão proferida no PP/CSJT-1001015-
64.2020.5.00.0000);
g) A gravação da audiência pode ser dis
pensada se houver transmissão ao vivo,
por exemplo, pelo YouTube (arts. 2º e 3º do
Ato CGJT n. 11/2020), situação em que a
transcrição dos depoimentos será essencial;
h) Será possível desfocar, desviar ou inabili
tar a imagem de eventual ofensor que estiver
presente na audiência, ou mesmo a deslocá
-lo para o lobby, no caso de a testemunha
se sentir intimidada com a sua presença
(art. 7º, III, Resolução n. 354/2020 do CNJ);
i) A imagem dos juízes e desembarga
dores durante as audiências e sessões de
julgamento telepresenciais deverá ocorrer
durante todo o ato, sendo vedada sua inter
rupção sem justificativa plausível (art. 1 º do
Ato CGJT n. 4/2021);
j) Os sujeitos do processo devem se apre
sentar de forma condizente com a liturgia
dos atos processuais presenciais, quanto à
vestimenta e local da transmissão (art. 7º,
VI, Resolução n. 354/2020 do CNJ), mas
sem a necessidade de utilização de vestes
talares (art. 1º do Ato CGJT n. 4/2021);
k) As audiências por meio telepresencial
devem considerar as dificuldades de intima
ção de partes e testemunhas, realizando-se
esses atos somente quando for possível a
participação, vedada a atribuição de respon
sabilidade aos advogados e procuradores
em providenciarem o comparecimento de
partes e testemunhas a qualquer localidade
fora de prédios oficiais do Poder Judiciário
para participação em atos virtuais (art. 15,
§ 2º, do Ato Conjunto CSJT.GP.GVP n.
6/2020);
I) Se houver prejuízo à participação das par
tes, testemunhas ou advogados, impedidos
de participar da audiência por questões de
ordem técnica devidamente justificada, o
juiz pode determinar a repetição dos atos
(art. 7º, III, Resolução n. 354/2020 do CNJ);
m) Os atos que não puderem ser praticados
na audiência, por questões técnicas, pode
rão ser adiados, mas o juiz pode prosseguir
no interrogatório das partes (art. 5º do Ato
CGJT n. 11/2020);
n) A oposição à realização de audiência
telepresencial deve ser fundamentada,
submetendo-se ao controle judicial (art. 3º,
Resolução n. 354/2020 do CNJ).
Não se olvide de que todas as demais regras
previstas no Processo do Trabalho permane
cem vigentes, como é o caso do número de
testemunhas (arts. 821 e 852-H, § 2º, da CLT),
242está entre elas,
o que leva à conclusão de que os dados
pessoais de pessoas naturais constantes
da prova judicial devem observar as suas
diretrizes protetivas;
b) art. 5º - apresenta conceitos essenciais,
com destaque para o de tratamento, que
muito bem se encaixa na produção da prova
judicial em ambiente virtual;(14
)
c) art. 7º e art. 11 -dispensam a exigência de
consentimento do titular para o tratamento
de dados pessoais destinados ao "exercício
regular de direitos" em processo judicial;
dos dados, de acordo com a necessidade e para o cumpri
mento da finalidade de seu tratamento; VI - transparência:
garantia, aos titulares, de informações claras, precisas e
facilmente acessíveis sobre a realização do tratamento
e os respectivos agentes de tratamento, observados os
segredos comercial e industrial; VIl - segurança: utilização
de medidas técnicas e administrativas aptas a proteger
os dados pessoais de acessos não autorizados e de situa
ções acidentais ou ilícitas de destruição, perda, alteração,
comunicação ou difusão; VIII - prevenção: adoção de
medidas para prevenir a ocorrência de danos em virtude
do tratamento de dados pessoais; IX- não discriminação:
impossibilidade de realização do tratamento para fins
discriminatórios ilícitos ou abusivos; X - responsabiliza
ção e prestação de contas: demonstração, pelo agente,
da adoção de medidas eficazes e capazes de comprovar
a observância e o cumprimento das normas de proteção
de dados pessoais e, inclusive, da eficácia dessas medidas:'
(13)"Art. 23. O tratamento de dados pessoais pelas pessoas
jurídicas de direito público referidas no parágrafo único
do art. 1º da Lei n. 12.527, de 18 de novembro de 2011
(Lei de Acesso à Informação) , deverá ser realizado para o
atendimento de sua finalidade pública, na persecução do
interesse público, com o objetivo de executar as compe
tências legais ou cumprir as atribuições legais do serviço
público, desde que[ ... ]".
(14) Art. Sº,"X- tratamento: toda operação realizada com
dados pessoais, como as que se referem a coleta, produção,
recepção, classificação, utilização, acesso, reprodução,
transmissão, distribuição, processamento, arquivamento,
armazenamento, eliminação, avaliação ou controle da
informação, modificação, comunicação, transferência,
difusão ou extração;"
d) art. 16 - determina a eliminação dos
dados pessoais após o término de seu tra
tamento e enumera exceções, com destaque
para a situação em que a conservação se
destina ao uso exclusivo do controlador;
e) art. 17 - garante a titularidade da pes
soa natural sobre os seus dados pessoais,
abrangendo os direitos fundamentais da
liberdade, da intimidade e da privacidade;
f) art. 18- relaciona providências a serem
requeridas pelo titular em relação ao tra
tamento de seus dados, que vão desde o
acesso até a revogação do consentimento
de tratamento;
g) art. 31 - estabelece que a autoridade
nacional poderá enviar informe com me
didas cabíveis para fazer cessar os vícios
decorrentes de atos de órgãos públicos, que
se assemelha a um "writ" administrativo;
h) art. 37- institui o dever de o controlador
manter o registro das operações de trata
mento de dados pessoais que realizar, situação
que subsume à dos órgãos da Justiça do
Trabalho, jurisdicionais e administrativos;
i) arts. 42 e 43 - impõem a responsabilidade
civil objetiva dos agentes de tratamento
(controlador ou operador) pelos atos que
causarem danos patrimoniais e morais;
j) art. 46 - inicia a seção sobre a segurança
e o sigilo de dados, determinando a ado
ção de medidas de segurança, técnicas e
administrativas, que possuam aptidão para
proteger os dados pessoais de acessos não
autorizados e de situações acidentais ou
ilícitas;
k) art. 64 - enuncia a natureza geral da
LGPD, ressalvando a aplicação das leis
especiais.
Considerando todo esse regramento, a nós
parece salutar a adoção das seguintes práticas
no Processo do Trabalho, do ponto de vista
procedimental, a fim de garantir a proteção
dos dados pessoais:
1) partes e procuradores: considerando a
dispensa de consentimento (arts. 4º, VI,
244 ... REVISTA TRABALHISTA DIREITO E PROCESSO- ANO 19- N. 64
e 11, Il, "d", da LGPD) e o princípio da
publicidade dos atos processuais (art. 93,
IX, da CF), não sendo o caso de segredo de
justiça (art. 189 do CPC), os dados devem
permanecer acessíveis a terceiros, mas
apenas até o arquivamento dos autos (art.
16 da LGPD), quando então as informações
só serão disponibilizadas por autorização
judicial, mantidas a qualquer tempo as prá
ticas já existentes contra a pesquisa em massa
(art. 27 daRes. n. 185/2017 do CSJT), a fim
de evitar a criação de cadastro de litigantes.
Mas isso não impede que, a requerimento,
o juízo determine a atribuição de sigilo a
determinados documentos, como é o caso
do termo de audiência que contiver dados
bancários em função de acordo judicial,
por exemplo;
2) parte pessoa jurídica: muito embora a
LGPD só se aplique à pessoa natural, é
certo que a empresa, no sentido trabalhista
(arts. 2º, 10 e 144 da CLT), é formada pela
universidade de bens, direitos e pessoas
organizadas para a consecução da ativi
dade econômica, também possui direito
à proteção de sua personalidade (art. 5º,
X, da CF) e de sua propriedade imaterial
e industrial (Lei n. 9.279/1996). Por isso, é
razoável estender a ela a proteção de seus
dados, sempre que houver receio de dano a
esses bens jurídicos, inclusive por meio da
decretação do segredo de justiça (art. 27 da
Resolução n. 185/2017 do CSJT);
3) testemunhas e informantes: "o serviço da
Justiça do Trabalho é relevante e obrigatório,
ninguém dele podendo eximir-se, salvo mo
tivo justificado" (art. 645 da CLT). Por isso é
que no caso de testemunhas e de informantes
(inclusive os interrogados por peritos e ofi
ciais de justiça, por exemplo), os dados pes
soais relativos à sua qualificação (art. 828 da
CLT) e sua relação pessoal com os fatos que
interessam à causa (arts. 827 e 829) podem
ser exigidos e devem ser fornecidos, inde-
pendentemente de consentimento. Todavia,
no caso das audiências virtuais, considerando
a eventual exposição da imagem, da voz e do
ambiente privado desses sujeitos, é razoável
exigir que o link dos depoimentos, quando
gravados, conste de certidão específica (e não
do termo de audiência), a qual deverá ficar
em sigilo (art. 27 da Resolução n. 185/2017
do CSJT), com acesso franqueado apenas por
autorização judicial, que poderá ser prévia
para as partes e procuradores, inclusive com
o envio do link para e-mail adrede informado;
4) juiz e auxiliares da justiça: esses sujeitos
atuam no processo como profissionais que
materializam os atos atribuídos ao órgão
judiciário (arts. 139 e 149 do CPC), pelo que
estão na condição de agentes de tratamento.
Dessa formal, via de regra, atuando nesse
mister, eles não informam dados pessoais,
mas profissionais, decorrentes da função
pública, em relação à qual prevalece o in
teresse público da respectiva transparência.
Todavia, com o advento das audiências
virtuais, alguns dados pessoais passaram a
ficar vulneráveis, como é o caso da imagem
dos juízes e servidores, situações em que
será razoável adotar a mesma citada prática
relativa às testemunhas, para evitar o uso
indevido (item 3);
5) prova emprestada: quando a prova em
prestada contiver dados pessoais de pessoas
naturais que não sejam partes no processo,
as respectivas informações deverão ser
mantidas em sigilo, porque quanto a essas
pessoas não se pode presumir que tenham
aquiescido com a sua utilização fora da
relação processual na qual os dados foram
informados na condição do exercício re
gular de direito de ação (arts. 4º, VI, e 11,
Il, ''d", da LGPD), o que pode ser feito na
forma do item 3;
6) prova pericial: as perícias que obtiverem
dados de pessoas naturais (por exemplo,
as médicas) e que possam causar risco à
proteção dos direitos da personalidadeREVISTA TRABALHISTA DIREITO E PROCESSO- ANO 19- N. 64 .. 245
de pessoas jurídicas (mais comum nas de
engenharia), também devem ser mantidas
sob sigilo, salvo se versarem exclusivamente
sobre fatos alegados e relativos às próprias
partes, porque nesse caso estará subenten
dido a necessidade de seu tratamento para
o exercício regular do direito de ação (arts. 4º,
VI, e 11, II, "d", da LGPD);
7) prova documental: quando a prova docu
mental contiver dados das próprias partes,
inclusive na fase de execução (como as de
correntes do uso de ferramentas eletrônicas
de busca patrimonial) está autorizado o
tratamento independentemente de con
sentimento, como decorrência do direito
de ação (arts. 4º , VI, e 11, II, ''d", da LGPD).
Todavia, em se tratando de dados sensíveis,
é salutar que o juízo verifique seu eventual
enquadramento nas hipóteses de segredo
de justiça (art. 189 do CPC);
8) prova ilícita: a prova que não obedece
aos requisitos de proteção da LGPD não
pode ser considerada ilícita, porque o vício
não é de conteúdo (obtenção), mas sim de
produção, pelo que poderá ser considerada
ilegítima. Todavia, trata-se de vício sanável
(arts. 794 a 798 da CLT), de modo que
podem ser preservadas e utilizadas a partir
do momento em que forem devidamente
saneadas, sem prejuízo da responsabilidade
administrativa, civil e criminal daqueles que
delas fizeram uso de forma indevida.
S. Considerações finais
Como visto, todos os meios de prova podem
ser feitos de forma virtual, muito embora al
guns deles necessitem de algumas adaptações.
Foi destacado que o CPC dispõe de regra
menta básico sobre o tema, o qual pavimenta
uma base sólida para que a prova seja produzi
da com segurança (jurídica e física), isonomia
e com observância do devido processo legal
citado no tópico anterior.
Os atos normativos judiciários, notadamente
as Resoluções ns. 313,314, 322,329,337,341
e 345 do CNJ, a Resolução n. 185/2017 do
CSJT e os Atos ns. 6/2020, 11/20 e 4/2021 da
CGJT, por sua vez, regulamentam de forma
detalhada a dinâmica das audiências virtuais,
a bem de garantir o devido processo legal, mas
em especial a isonomia, a acessibilidade e a
segurança jurídica.
Quanto à LGPD, foi apresentada funda
mentação sobre a sua aplicação ao Processo
do Trabalho, sendo certo que a desnecessidade
de consentimento prévio pelas partes e pro
curadores não dispensa a adoção de medidas
protetivas em relação a situações específicas.
Quanto aos demais sujeitos do processo, a
proteção deve ser mais ampla, com a máxima
cautela na exposição dos respectivos dados
pessoais, sob pena de responsabilização dos
agentes de tratamento de dados.
6. Referências
LIMA, Leonardo Tibo Barbosa; RENAULT, Luiz
Otávio Unhares. Iniciativa probatória no segundo
grau. p. 223-240. In: SOARES, Marcelo; FERRAZ,
Felipe de Ávila; SOARES FILHO, Deophanes Araú
jo; FERREIRA; Davidson Malaco. (Orgs.). Belo
Horizonte: D'Plácito, 2018.
RAMOS, Lara Castro Padilha; GOMES, Ana Virgínia
Moreira. Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais e
seus reflexos nas relações de trabalho. Scientia Iuris,
Londrina, v. 23, n. 2, p. 127-146, jul. 2019.
REIS, Émilien Vias Boas; NAVES, Bruno Torquato
de Oliveira. O meio ambiente digital e o direito à
privacidade diante do Big Data. In: Revista Veredas
do Direito, v. 17. n. 37, Belo Horizonte, jan./abri.
2020, p. 147.
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