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DIREITO INTERNACIONAL
Prof. Dr. Thomás Henrique Welter Ledesma
E-mail: thomas.ledesma@prof.unibalsas.edu.br
PERSONALIDADE INTERNACIONAL
 Sujeitos de Direito Internacional e a Personalidade Internacional
 Quem é detentor de personalidade internacional?
Corrente clássica: Estados Soberanos, Organizações Internacionais, blocos regionais, Santa Sé, Comitê Internacional da Cruz Vermelha, os beligerantes, os insurgentes e algumas nações em luta pela soberania.
Corrente moderna/contemporânea: Empresas e organizações não governamentais (ONG’s).
Obs: Empresas e ONG’s seriam sujeitos fragmentários do DIP.
PERSONALIDADE INTERNACIONAL
Questão: Pessoas Jurídicas de Direito Privado podem ser detentoras de Personalidade Internacional?
Questão 2: Quem são as pessoas jurídicas de Direito Público Externo?
SUJEITOS DE DIREITO INTERNACIONAL
 O ESTADO
Consolidação do Estado e surgimento do Direito das Gentes.
Personalidade internacional originária
Poder Soberano que não depende da anuência de outros membros da sociedade internacional.
SUJEITOS DE DIREITO INTERNACIONAL
 ORGANIZAÇÕES INTERNACIONAIS
 Necessidade de maior cooperação
 Possuem personalidade jurídica própria (derivada)
 Ampla capacidade de ação no Direito Internacional
 Organizações Internacionais são soberanas?
SUJEITOS DE DIREITO INTERNACIONAL
A personalidade jurídica do Estado, em direito das gentes, diz-se originária, enquanto derivada a das organizações. O Estado, com efeito, não tem apenas precedência histórica: ele é antes de tudo uma realidade física, um espaço territorial sobre o qual vive uma comunidade de seres humanos. A organização inter­na­cional carece dessa dupla dimensão material. Ela é produto exclusivo de uma elaboração jurídica resultante da vontade conjugada de certo número de Estados. Por isso se pode afirmar que o tratado constitutivo de toda organização internacional tem, para ela, importância superior à da constituição para o Estado. A existência deste último não parece condicionada à disponibilidade de um diploma básico. 
In: REZEK, Francisco. Direito Internacional Público: Curso Elementar. 18ª ed. São Paulo: GEN, 2022. p. 67.
SUJEITOS DE DIREITO INTERNACIONAL
 SANTA SÉ E ESTADO DA CIDADE DO VATICANO
Entes distintos, com vínculo com a Igreja Católica Apostólica Romana.
 Entidade que comanda a Igreja Católica Apostólica Romana.
Não é um Estado.
Comandada pelo Papa e pela Cúria Romana (conjunto de órgãos que assessora o Pontífice).
Agentes diplomáticos
Obs: concordatas.
SUJEITOS DE DIREITO INTERNACIONAL
 SANTA SÉ E ESTADO DA CIDADE DO VATICANO
 Vaticano é um estado, inclusive exerce direito de legação.
 Possui elementos constitutivos do Estado: povo, soberania e território
 Inclusive possui relações com o Brasil: Estatuto Jurídico da Igreja Católica.
SUJEITOS DE DIREITO INTERNACIONAL
 O INDÍVIDUO
 Personalidade internacional contestada
 Normas direcionadas diretamente aos indivíduos: Tratados de Direitos Humanos e Direito Internacional do Trabalho.
 Possibilidade de reclamar e ser sancionado pelas Cortes Internacionais.
SUJEITOS DE DIREITO INTERNACIONAL
 ORGANIZAÇÕES NÃO GOVERNAMENTAIS (ONG’S)
 Entidades privadas sem fins lucrativos.
Participam de Organizações Internacionais como observadoras.
 Não podem celebrar tratados e nem gozam de imunidade de jurisdição.
Ex: Greenpeace, Médicos Sem Fronteiras (MSF) e Human Rights Wacth.
SUJEITOS DE DIREITO INTERNACIONAL
 AS EMPRESAS
 Qual empresa? Multinacionais e transnacionais.
 Direitos, obrigações e acessos a mecanismos de solução de controvérsias (ex: Mercosul).
 São sujeitos fragmentários de Direito Internacional.
SUJEITOS DE DIREITO INTERNACIONAL
 BELIGERANTES, INSURGENTES E AS NAÇÕES EM LUTA PELA SOBERANIA.
Quem são os beligerantes?
 Como é reconhecida a beligerância? 
Quais as consequências do reconhecimento do estado de beligerância?
SUJEITOS DE DIREITO INTERNACIONAL
BELIGERANTES, INSURGENTES E AS NAÇÕES EM LUTA PELA SOBERANIA.
 Quem são os insurgentes?
Há distinção entre beligerantes e insurgentes?
 NAÇÕES EM LUTA PELA SOBERANIA (Ex: OLP, Autoridade Palestina).
SUJEITOS DE DIREITO INTERNACIONAL
“Em todo caso, independentemente do reconhecimento de beligerância ou de insurgência, ninguém pode eximir-se de respeitar as normas internacionais de Direitos Humanos, de Direito Humanitário e de outros ramos do Direito aplicáveis a qualquer conflito armado ou situação instável. Afirmar o contrário seria negar a universalidade dessas normas, que visam a proteger todas as pessoas em qualquer circunstância”. In: PORTELA, Paulo Henrique Gonçalves. Direito Internacional Público e Privado. 10ª ed. Salvador: JusPODIVM, 2018. p. 166.
SUJEITOS DE DIREITO INTERNACIONAL
 BLOCOS REGIONAIS
Objetivo: Promover maior integração na economia.
Reconhecimento da personalidade jurídica de Direito das Gentes por tratados.
EX: MERCOSUL, UNIÃO EUROPÉIA e NAFTA.
Todo bloco regional terá personalidade jurídica?
Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/radioagencia-nacional/internacional/audio/2025-07/trump-fecha-acordo-comercial-com-uniao-europeia-tarifa-sera-de-15 
QUESTÕES
1- (IRBr – 2014). Apesar de personalidade jurídica internacional, enviar núncios e celebrar concordatas, a Santa Sé é considerada entidade estatal anômala, em razão da exiguidade territorial da Cidade Estado do Vaticano.
2- (TRT- 21ª região). Os Tratados Internacionais somente podem ser firmados pelos Estados, não se admitindo a participação de outros sujeitos.
GABARITO
1 – Falsa. A Santa Sé não é Estado: é a cúpula do governo da Igreja Católica Apostólica Romana, a qual foi atribuída personalidade jurídica de Direito Internacional.
2- Falsa. Os tratados internacionais podem ser celebrados por outros sujeitos internacionais, como Blocos Regionais, Santa Sé e Organizações Internacionais.
QUESTÕES
3. (TRF 5- 2017) Os grupos beligerantes que se organizam politicamente com o intuito de desmembramento ou mudança de governo ou regime vigente, devido ao seu caráter temporário, não se sujeitam às normas de Direito Internacional em matéria de conflito bélico, mas sim ao ordenamento jurídico doméstico.
4. (IRBr- 2017). A fim de manter sua neutralidade, a Santa Sé não é parte de convenções multilaterais no âmbito das Nações Unidas, como convenções sobre direitos humanos.
GABARITO
3. FALSO. Uma das consequências da beligerância é exatamente vincular os beligerantes à observância do Direito Internacional.
4. FALSO. A Santa Sé é parte em vários tratados, multilaterais e bilaterais, inclusive em matéria de direitos humanos.
FONTE
Questões retiradas da obra: PORTELA, Paulo Henrique Gonçalves. Direito Internacional Público e Privado. 10ª ed. Salvador: JusPODIVM, 2018.
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