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Mini curriculum 
Advogado militante especializado em Direito Civil e Processo Civil, Professor em Pós 
Graduação e Cursos Preparatórios para o Exame de Ordem dos Advogados do Brasil 1ª e 
2ª Fases da OAB/FGV. 
Contatos: 
E‐mail: prof.custodionogueira@gmail.com 
Facebook: fb.com/custodio.nogueira 
2ª FASE OAB GRÁTIS (site do Legale) 
www.custodionogueira.com.br 
Instagram - prof.custodionogueira 
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AUDIÊNCIA TRABALHISTA 
 
DOS PODERES DO JUÍZO 
 
O Magistrado conta com ampla liberdade de formar seu convencimento diante das 
provas produzidas: 
 
Art. 765 - Os Juízos e Tribunais do Trabalho terão ampla liberdade na direção do 
processo e velarão pelo andamento rápido das causas, podendo determinar 
qualquer diligência necessária ao esclarecimento delas. 
 
O moderno conceito de prova não está vinculado à ideia de busca da prova do fato 
(verdade real), e sim da prova das alegações do fato (verdade formal). 
 
Portanto o FATO narrado nos autos, não é um evento da realidade, mas sim, uma 
construção teórica que representa a interpretação da pretensão do reclamante e 
também da resistência do reclamado. 
 
Art. 9º - Serão nulos de pleno direito os atos praticados com o objetivo de 
desvirtuar, impedir ou fraudar a aplicação dos preceitos contidos na presente 
Consolidação. 
 
José Aparecido dos Santos adverte, com razão, que: 
 
“Seria muita pretensão imaginar que no processo a verdade real pudesse ser 
apreendida, pois a verdade que ali se obtém, por mais adequada que seja, é sempre 
uma verdade dirigida exclusivamente ao próprio processo e à decisão pretendida. 
Não é por outro motivo que os "fundamentos", ou seja, a "verdade dos fatos" 
admitida na sentença, não transitam em julgado (art. 469, II, do CPC). Isso não 
representa desprezo da verdade, mas honestidade para com ela. Há, de fato, uma 
exigência ética de busca da verdade, mas essa busca está em relação direta com as 
afirmações das partes e, qualquer que seja, essa verdade só é produzida no próprio 
processo ( ... ) Em resumo: a verdade real corresponde ao interesse de adequar a 
verdade construída no processo com outros discursos existentes fora dele, como o 
de interesse social”. 
 
Art. 504. Não fazem coisa julgada: 
II - a verdade dos fatos, estabelecida como fundamento da sentença. 
 
 
Dos PROTESTOS 
 
Por não existir previsão legal de recursos face a decisões interlocutórias, a parte deve 
requerer seja consignado os PROTESTOS como forma de marcar o processo para 
posterior discussão no Triunal. 
 
Art. 794 - Nos processos sujeitos à apreciação da Justiça do Trabalho só haverá 
nulidade quando resultar dos atos inquinados manifesto prejuízo às partes 
litigantes. 
 
Art. 795 - As nulidades não serão declaradas senão mediante provocação das 
partes, as quais deverão argüi-las à primeira vez em que tiverem de falar em 
audiência ou nos autos. 
 
Durante a produção da prova oral, atentar para que se faça a transcrição fiel na ata de 
audiência dos depoimentos das partes e testemunhas. Analogicamente aplicando: 
 
Art. 360, V do CPC - registrar em ata, com exatidão, todos os requerimentos 
apresentados em audiência. 
 
DO JUS POSTULANDI 
 
Art. 839, “a” da CLT - A reclamação poderá ser apresentada: 
a) pelos empregados e empregadores, pessoalmente, ou por seus representantes, e 
pelos sindicatos de classe; 
 
Art. 847 - Não havendo acordo, o reclamado terá vinte minutos para aduzir sua 
defesa, após a leitura da reclamação, quando esta não for dispensada por ambas 
as partes. 
 
Do juz postulandi: 
 
Art. 791 - Os empregados e os empregadores poderão reclamar pessoalmente 
perante a Justiça do Trabalho e acompanhar as suas reclamações até o final. 
§ 1º - Nos dissídios individuais os empregados e empregadores poderão fazer-se 
representar por intermédio do sindicato, advogado, solicitador, ou provisionado, 
inscrito na Ordem dos Advogados do Brasil. 
 
Limite do Jus Postulandi? 
 
Súmula 425. JUS POSTULANDI NA JUSTIÇA DO TRABALHO. ALCANCE. O jus 
postulandi das partes, estabelecido no art. 791 da CLT, limita-se às Varas do 
Trabalho e aos Tribunais Regionais do Trabalho, não alcançando a ação rescisória, 
a ação cautelar, o mandado de segurança e os recursos de competência do Tribunal 
Superior do Trabalho. 
 
AUDIÊNCIA TRABALHISTA 
 
Segundo a CLT, a audiência é UNA, ou seja, para atender os Princípios da Celeridade e da 
concentração de atos, tudo deve ocorrer num só ato. 
 
 
DAS AUDIÊNCIAS 
 
Art. 813 - As audiências dos órgãos da Justiça do Trabalho serão públicas e realizar-
se-ão na sede do Juízo ou Tribunal em dias úteis previamente fixados, entre 8 (oito) 
e 18 (dezoito) horas, não podendo ultrapassar 5 (cinco) horas seguidas, salvo 
quando houver matéria urgente. 
§ 1º - Em casos especiais, poderá ser designado outro local para a realização das 
audiências, mediante edital afixado na sede do Juízo ou Tribunal, com a 
antecedência mínima de 24 (vinte e quatro) horas. 
§ 2º - Sempre que for necessário, poderão ser convocadas audiências 
extraordinárias, observado o prazo do parágrafo anterior. 
 
Dos Tipos de Audiência 
 
INICIAL: busca a conciliação tão somente e em caso negativo, recebe a defesa da 
reclamada, abrindo-se vista ao reclamante, designando-se nova audiência em 
continuidade (de instrução) Súmula 74 TST. 
 
INSTRUÇÃO E JULGAMENTO: realizada na sequência da audiência inicial ou então 
quando designada como audiência UNA, visando a oitiva das partes, das testemunhas do 
reclamante e reclamado, ou o inverso em caso de inversão do ônus da prova, e demais 
provas necessárias, julgando ou não o feito. 
 
Esta também poderá parar na entrega da defesa quando de pedido de produção de 
prova via perícia ou vistoria. Daí se designará nova audiência, como visto acima. 
 
JULGAMENTO: Destinado somente ao Juízo para o julgamento do processo, sem a 
presença das partes, sendo que as partes terão ciência da decisão, via postal, oficial de 
justiça, imprensa oficial ou pela Súmula 197, que declara que as partes dão-se por 
notificadas no dia e hora marcados para a publicação da decisão. 
 
Súmula nº 197 do TST. PRAZO 
O prazo para recurso da parte que, intimada, não comparecer à audiência em 
prosseguimento para a prolação da sentença conta-se de sua publicação. 
 
Para melhor entender a dinâmica das Audiências: 
 
AUDIÊNCIA UNA. Regra Geral 
 
• 1. Comparecimento. 
• 2. Primeira tentativa de Conciliação 
• 3. Defesa do Reú 
• 4. Prova oral 
• 5. Debates Orais Finais 
• 6. Última tentativa de conciliação 
• 7. Sentença 
 
 
 
 
AUDIÊNCIA UNA. (BIpartida) 
 
• 1. Comparecimento. 
• 2. Primeira tentativa de Conciliação 
• 3. Defesa do Reú 
• 4. Prova oral 
• 5. Debates Orais Finais 
• 6. Última tentativa de conciliação 
7. Sentença 
 
 
AUDIÊNCIA UNA. (TRIpartida) 
 
• 1. Comparecimento. 
• 2. Primeira tentativa de 
Conciliação 
• 3. Defesa do Reú 
• 4. Prova oral 
• 5. Debates Orais Finais 
• 6. Última tentativa de 
conciliação 
7. Sentença 
 
 
AUDIÊNCIA INICIAL 
 
• 1. Comparecimento. 
• 2. Primeira tentativa de Conciliação 
• 3. Defesa do Reú 
 
Ainda no saquão, ANTES de adentrar a Sala de Audiência - Cautelas 
 
1ª - Dica. 
 
Oitiva das Partes na Inicial? 
 
Ao chegar no Fórum, faça contato imediatamente com seu cliente e testemunhas, 
conheça todos pelo nome, faça comentários sobre o processo, identifique visualmente 
todos da parte contrária, mantendo-os sob sua vigilância. 
 
Momento de preparar a contradita, afinaro “discurso” e apresentar a sala de audiência 
para o cliente. 
 
REFORMA TRABALHISTA - NOVIDADE QUANTO A TESTEMUNHA 
 
Art. 793-D. Aplica-se a multa prevista no art. 793-C desta Consolidação à 
testemunha que intencionalmente alterar a verdade dos fatos ou omitir fatos 
essenciais ao julgamento da causa. 
 
Art. 793-C. De ofício ou a requerimento, o juízo condenará o litigante de má-fé a 
pagar multa, que deverá ser superior a 1% (um por cento) e inferior a 10% (dez por 
cento) do valor corrigido da causa, a indenizar a parte contrária pelos prejuízos que 
esta sofreu e a arcar com os honorários advocatícios e com todas as despesas que 
efetuou. 
§ 1º Quando forem dois ou mais os litigantes de má-fé, o juízo condenará cada um 
na proporção de seu respectivo interesse na causa ou solidariamente aqueles que 
se coligaram para lesar a parte contrária. 
 
 
Ao ser apregoada a audiência em que irá atuar, adentre a sala, cumprimente o juízo e 
demais pessoais presentes, ocupe o lugar adequado, e apresente a Carteira da OAB e os 
documentos da parte que represente, tendo sempre às mãos, uma boa caneta, 
ORIENTANDO o cliente desligar os telefones celulares e qualquer aparelho eletrônico. 
 
2ª – Dica. 
 
POSSIBILIDADE DE GRAVAR A AUDIÊNCIA? 
 
Art. 367 do CPC - O servidor lavrará, sob ditado do juiz, termo que conterá, em 
resumo, o ocorrido na audiência, bem como, por extenso, os despachos, as decisões 
e a sentença, se proferida no ato. 
§ 5o A audiência poderá ser integralmente gravada em imagem e em áudio, em 
meio digital ou analógico, desde que assegure o rápido acesso das partes e dos 
órgãos julgadores, observada a legislação específica. 
§ 6o A gravação a que se refere o § 5o também pode ser realizada diretamente por 
qualquer das partes, INDEPENDENTEMENTE de autorização judicial. 
 
3ª – Dica. 
 
Do Pregão! 
 
Art. 815 - À hora marcada, o juiz ou presidente declarará aberta a audiência, sendo 
feita pelo secretário ou escrivão a chamada das partes, testemunhas e demais 
pessoas que devam comparecer. 
 
Atraso? 
 
Parágrafo único - Se, até 15 (quinze) minutos após a hora marcada, o juiz ou 
presidente não houver comparecido, os presentes poderão retirar-se, devendo o 
ocorrido constar do livro de registro das audiências. 
 
A previsão acima é para o juízo. 
 
OJ 245 da SDI-1: Inexiste previsão legal tolerando atraso no horário de 
comparecimento da parte na audiência. 
 
Há julgados na SDI-1 confirmando a revelia da parte que se atrasou oito minutos – 
processo 626385-60.2005.5.12.0014. 
 
 
4ª – Dica. 
 
DA COMPETÊNCIA MATERIAL DA JUSTIÇA DO TRABALHO 
 
Art. 114 da CF - Compete à Justiça do Trabalho processar e julgar: 
I as ações oriundas da relação de trabalho, ... 
 
5ª – Dica. 
 
DA ACOMODAÇÃO DAS PARTES NA MESA DE AUDIÊNCIA 
 
 
 
 
 
 
 
 
DEPOIS de adentrar a Sala de Audiência - Cautelas 
 
 
VERIFICAR AUSÊNCIA DAS PARTES NA 1ª AUDIÊNCIA 
 
NOVIDADE – REFORMA TRABALHISTA 
 
Da Ausência do Trabalhador na 1ª Audiência quer UNA ou Inicial 
 
Art. 844 - O não-comparecimento do reclamante à audiência importa o 
arquivamento da reclamação, e o não-comparecimento do reclamado importa 
revelia, além de confissão quanto à matéria de fato. 
 
 
EFEITOS – Da Ausência do Reclamante na 1ª audiência UNA ou INICIAL? 
 
( ) Arquivamento OU ( ) Confissão 
 
Art. 841, § 3º da CLT - Oferecida a contestação, ainda que eletronicamente, o 
reclamante não poderá, sem o consentimento do reclamado, DESISTIR da ação. 
 
Art. 847, Parágrafo único da CLT - A parte poderá apresentar defesa escrita pelo 
sistema de processo judicial eletrônico até a audiência. 
 
1º Tese - Reclamada: 
 
O arquivamento da RT equivale a desistência da ação, pois o reclamante poderá distribuir 
novamente a ação. 
 
Art. 485 do CPC - O juiz não resolverá o mérito quando: 
VIII - homologar a DESISTÊNCIA da ação; 
 
2º Tese - Reclamante: 
 
Antes do oferecimento da defesa deve, necessariamente, tentar o acordo. 
 
Art. 846 - Aberta a audiência, o juiz ou presidente proporá a conciliação. 
 
Art. 847 - Não havendo acordo, o reclamado terá vinte minutos para aduzir sua 
defesa, após a leitura da reclamação, quando esta não for dispensada por ambas 
as partes. 
 
Art. 841, § 3º da CLT - Oferecida a contestação, ainda que eletronicamente, o 
reclamante não poderá, sem o consentimento do reclamado, DESISTIR da ação. 
 
O termo, ainda que eletronicamente, significa que, seja qual for a modalidade da defesa, 
eletrônica (PJE), física ou ainda verbal, depois de oferecida, não poderá o reclamante 
desistir. 
 
Ainda que eletrônica, a defesa continua vindo aos autos, SOMENTE após a frustração da 
tentativa de acordo! 
 
Art. 844, § 1º - Ocorrendo motivo relevante, poderá o juiz suspender o julgamento, 
designando nova audiência. 
 
§ 2º Na hipótese de ausência do reclamante, este será condenado ao pagamento 
das custas calculadas na forma do art. 789 desta Consolidação, AINDA que 
beneficiário da justiça gratuita, salvo se comprovar, no prazo de quinze dias, que 
a ausência ocorreu por motivo legalmente justificável. 
 
§ 3º O pagamento das custas a que se refere o § 2º É CONDIÇÃO para a 
propositura de nova demanda. 
 
Preliminar em Contestação: 
 
 
Art. 330. A petição inicial será indeferida quando: 
 
IV - não atendidas as prescrições dos arts. 106 e 321. 
 
Art. 321. O juiz, ao verificar que a petição inicial não preenche os requisitos dos 
arts. 319 e 320 ou que apresenta defeitos e irregularidades capazes de dificultar o 
julgamento de mérito, determinará que o autor, no prazo de 15 (quinze) dias, a 
emende ou a complete, indicando com precisão o que deve ser corrigido ou 
completado. 
 
Art. 320. A petição inicial será instruída com os documentos indispensáveis à 
propositura da ação. 
 
Da Ausência do Empregador na 1ª Audiência 
 
A ausência da Reclamada, seja INICIAL ou UNA, importa em revelia e confissão da 
matéria de fato (art. 844 da CLT) sendo importante ressaltar que, se a ação se funda em 
matéria de fato, o reclamante deverá na ocasião, reafirmar os fatos em depoimento 
pessoal. 
 
Art. 844 - O não-comparecimento do reclamante à audiência importa o 
arquivamento da reclamação, e o não-comparecimento do reclamado importa 
revelia, além de confissão quanto à matéria de fato. 
 
Da Revelia e da Confissão 
 
No Processo Civil: 
 
Art. 344. SE O RÉU NÃO CONTESTAR A AÇÃO, será considerado revel e presumir-se-
ão verdadeiras as alegações de fato formuladas pelo autor. 
 
No Processo do Trabalho a REVELIA e a CONFISSÃO, podem ocorrer no mesmo instante 
 
Art. 844 - O não-comparecimento do reclamante à audiência importa o 
arquivamento da reclamação, e o NÃO-COMPARECIMENTO DO RECLAMADO 
IMPORTA REVELIA, ALÉM DE CONFISSÃO QUANTO À MATÉRIA DE FATO. (tudo 
que demanda prova) 
 
NOVIDADE – REFORMA TRABALHISTA. 
 
Art. 844, § 5º AINDA QUE AUSENTE O RECLAMADO, presente o advogado na 
audiência, serão aceitos a contestação e os documentos eventualmente 
apresentados. 
 
POR OUTRO LADO - A Reforma Trabalhista, NÃO deixa expresso se a defesa será aceita 
QUANDO ausente o Reclamado e também seu Advogado(a)! 
 
O Conselho Superior da Justiça do Trabalho (CSJT) baixou a Resolução nº 136/2014, por 
meio da qual foi instituído o Sistema Processo Judicial Eletrônico da Justiça do Trabalho 
(PJe-JT) como sistema de processamento de informações e prática de atos processuais 
 
no âmbito desta Especializada. 
 
Art. 29 da Resolução - Os advogados credenciados deverão encaminhar 
eletronicamente contestação, reconvençãoou exceção, e respectivos 
documentos, antes da realização da audiência designada para recebimento da 
defesa. 
 
§ 1º A parte reclamada poderá, JUSTIFICADAMENTE, atribuir sigilo à contestação, 
reconvenção ou exceção e aos respectivos documentos juntados. 
 
§ 2º Fica facultada a apresentação de defesa oral, por 20 (vinte) minutos, conforme 
o disposto no art.847 da CLT. 
 
E a Confissão: 
 
REFORMA TRABALHISTA 
 
Art. 844, § 4º da CLT - A revelia não produz o efeito (CONFISSÃO) mencionado no 
caput deste artigo se: 
I – havendo pluralidade de reclamados, algum deles contestar a ação; 
II – o litígio versar sobre direitos indisponíveis; 
III – a petição inicial não estiver acompanhada de instrumento que a lei considere 
indispensável à prova do ato; 
IV – as alegações de fato formuladas pelo reclamante forem inverossímeis ou 
estiverem em contradição com prova constante dos autos. 
 
Súmula nº 74 do TST. CONFISSÃO. 
II - A prova pré-constituída nos autos pode ser levada em conta para 
confronto com a confissão ficta (arts. 442 e 443, do CPC de 2015 - art. 400, I, 
do CPC de 1973), não implicando cerceamento de defesa o indeferimento de 
provas posteriores. (ex-OJ nº 184 da SBDI-1 - inserida em 08.11.2000) 
 
DA AUSÊNCIA DAS PARTES NA AUDIÊNCIA EM CONTINUAÇÃO 
 
E agora quais os efeitos da ausência do Reclamante e da Reclamada. Ambos sofrerão a 
pena de confissão. 
 
Súmula nº 74 do TST. CONFISSÃO. 
Aplica-se a confissão à parte que, expressamente intimada com aquela cominação, 
não comparecer à audiência em prosseguimento, na qual deveria depor. 
 
Jurisprudência: 
 
AUDIÊNCIA EM CONTINUAÇÃO. NÃO COMPARECIMENTO DO RECLAMANTE. 
CONFISSÃO FICTA CONFIGURADA. O não comparecimento da Autora à audiência 
de instrução a confissão ficta quanto à matéria fática a qualquer das partes, Autor 
ou Réu, que, devidamente intimada, não comparece à audiência em que deveria 
depor. Entendimento consolidado nas Súmulas nº 9 e 74 do C. TST. Recurso da 
Reclamante a que se nega provimento. 
Processo: 30391200928900 PR 30391-2009-28-9-0-0 - TRT-PR - 1A. TURMA - 25/01/2011 
 
 
Porém se as 02 (duas) partes faltarem na Audiência em Continuação ocorrerá o 
julgamento da lide de acordo com as regras de ônus da prova (art. 818 da CLT). 
 
Uma vez presentes as Partes,... 
 
DA REPRESENTAÇÃO DAS PARTES 
Capacidade de Ser Parte 
 
 Capacidade de ser parte (reclamante X reclamado); 
 Capacidade de estar em juízo (dependentes X sócios/responsável) e, 
 Capacidade de postular (pedir e resistir). 
 
Empregado na CLT: 
 
Art. 3º - Considera-se empregado toda pessoa física que prestar serviços de 
natureza não eventual a empregador, sob a dependência deste e mediante salário. 
 
Da Representação do Empregado na 1ª Audiência 
 
Lei 6.858/80 - Art. 1º - Os valores devidos pelos empregadores aos empregados e os 
montantes das contas individuais do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e do 
Fundo de Participação PIS-PASEP, não recebidos em vida pelos respectivos titulares, 
serão pagos, em quotas iguais, aos dependentes habilitados perante a 
Previdência Social ou na forma da legislação específica dos servidores civis e 
militares, e, na sua falta, aos sucessores previstos na lei civil, indicados em alvará 
judicial, independentemente de inventário ou arrolamento. 
 
Oportunidade para advogado(a) da Reclamada questionar a representação obreira. 
 
Empregador para a CLT: 
 
Art. 2º - Considera-se empregador a empresa, individual ou coletiva, que, 
assumindo os riscos da atividade econômica, admite, assalaria e dirige a prestação 
pessoal de serviço. 
§ 1º - Equiparam-se ao empregador, para os efeitos exclusivos da relação de 
emprego, os profissionais liberais, as instituições de beneficência, as associações 
recreativas ou outras instituições sem fins lucrativos, que admitirem trabalhadores 
como empregados. 
 
Da Representação do Empregador na 1ª Audiência 
 
A pessoa jurídica deverá ser representada pelo sócio ou preposto com carta de 
preposição, nos termos do art. 843, § 1º da CLT, não sendo obrigatório a condição de 
empregado. 
 
Art. 843, § 1º da CLT - É facultado ao empregador fazer-se substituir pelo gerente, 
ou qualquer outro preposto que tenha conhecimento do fato, e cujas declarações 
obrigarão o proponente. 
 
 
 
NOVIDADE – REFORMA TRABALHISTA 
 
Art. 843, § 3º - CLT - O preposto a que se refere o § 1º deste artigo NÃO PRECISA 
SER EMPREGADO DA PARTE RECLAMADA. 
 
A Reforma Trabalhista derrubou a Súmula 377 do TST. 
 
Súmula 377 do TST Exceto quanto à reclamação de empregado doméstico, ou 
contra micro ou pequeno empresário, o preposto deve ser necessariamente 
empregado do reclamado. Inteligência do art. 843, § 1º, da CLT e do art. 54 da Lei 
Complementar nº 123, de 14 de dezembro de 2006. 
 
Ter conhecimento dos fatos não é sinônimo de ser empregado, podendo ocorrer com um 
representante comercial autônomo, com o contador que presta serviços para a empresa, 
com consultores e outras pessoas ali relacionadas 
 
Jurisprudência: 
 
PREPOSTO EX-EMPREGADO. REGULARIDADE DA REPRESENTAÇÃO. REVELIA. A 
empregadora deve se fazer representar por gerente ou qualquer outro preposto 
que tenha conhecimento dos fatos. A regra do § 1º do artigo 843, da CLT, tem o 
escopo de assegurar o máximo aproveitamento dos atos praticados em audiência, à 
luz do princípio da oralidade e da concentração, evitando-se, assim, a utilização de 
prepostos profissionais, que nada ou muito pouco contribuem com a busca da 
verdade real. 
TRT-1 - Recurso Ordinário RO 00007317020125010018 RJ (TRT-1) Data de publicação: 07/05/2014 
 
Preposto Único. Possibilidade: 
 
Em caso de tese comum de defesa para duas ou mais reclamadas que façam parte de 
GRUPO ECONÔMICO, nos termos do art. 2º, § 2º da CLT, ou seja, uma única defesa 
aproveita a todas as reclamadas. 
 
ADVOGADO PREPOSTO: 
 
É infração disciplinar a atuação simultânea de advogado e preposto, no mesmo processo, 
para o mesmo empregador - art. 23 do Código de Ética da OAB. 
 
É defeso ao advogado funcionar no mesmo processo, simultaneamente, como 
patrono e preposto do empregador ou cliente. 
 
Outra situação, o advogado também é empregado da Reclamada, poderá adentrar à sala 
de audiência e NÃO exibir procuração, juntará defesa e se manifestará como preposto. 
 
Só não poderá juntar procuração em seu nome, nem assinar nenhum ato. 
 
E a Carta de Preposição: 
 
Verificar na notificação da Reclamada. 
 
Jurisprudência: 
 
 
CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA. AUSÊNCIA DE COMINAÇÃO REFERENTE A 
NÃO APRESENTAÇÃO DA CARTA DE PREPOSIÇÃO. REVELIA AFASTADA E 
NULIDADE DA SENTENÇA CONFIGURADA. A apresentação da carta de preposição, 
por não se fundar em previsão legal, mas em prática processual, só se faz 
obrigatória quando da alegação pela parte contrária de que o preposto não faz 
parte do quadro da empresa, nos termos da Súmula nº. 377 do c. TST, o que não 
ocorreu no caso em tela. Destarte, se ao entendimento do Juízo é necessária a 
apresentação do referido documento, deve fazer constar a cominação legal 
expressa de que na falta deste, incorrerá em reconhecimento de confissão ficta, 
nos termos do item 1 da Súmula nº. 74 do TST. No caso em tela, a revelia foi 
aplicada e a audiência de instrução encerrada, o que incorre no cerceamento do 
direito de defesa, razão pela qual acolho a preliminar e declaro a nulidade da 
sentença para determinar a remessa dos autos à Vara do Trabalho originária, 
reabertura da instrução processual, colhimento do depoimento pessoal das partes e 
oitiva das testemunhas e prolação de nova sentença. Preliminar acolhida. 
TRT-23 - RECURSO ORDINARIO TRABALHISTA RO 175201107123000 MT 00175.2011.071.23.00-0Grupo Econômico. 
 
NOVIDADE – REFORMA TRABALHISTA 
 
Art. 2º, § 2º da CLT - Sempre que uma ou mais empresas, tendo, embora, cada 
uma delas, personalidade jurídica própria, estiverem sob a direção, controle ou 
administração de outra, ou ainda quando, mesmo guardando cada uma sua 
autonomia, integrem grupo econômico, serão responsáveis solidariamente pelas 
obrigações decorrentes da relação de emprego. 
 
§ 3º Não caracteriza grupo econômico a mera identidade de sócios, sendo 
necessárias, para a configuração do grupo, a demonstração do interesse 
integrado, a efetiva comunhão de interesses e a atuação conjunta das empresas 
dele integrantes. 
 
DA REPRESENTAÇÃO PROCESSUAL DAS PARTES 
 
Da Representação PROCESSUAL do Empregador na 1ª Audiência 
 
Caso processo físico, a reclamada deverá neste momento apresentar o instrumento 
procuratório caso esteja representada por advogado, a carta de preposição e cópia do 
contrato ou estatuto social. 
 
Caso processo eletrônico bastará apenas, JUNTA-LOS quando da Habilitação e na 
audiência apresentar os documentos pessoais. 
 
OJ 255 SDI-1. MANDATO. CONTRATO SOCIAL. DESNECESSÁRIA A JUNTADA. 
(atualizada em decorrência do CPC de 2015) – Res. 208/2016, DEJT divulgado em 
22, 25 e 26.04.2016. O art. 75, inciso VIII, do CPC de 2015 (art. 12, VI, do CPC de 
1973) não determina a exibição dos estatutos da empresa em juízo como condição 
de validade do instrumento de mandato outorgado ao seu procurador, salvo se 
houver impugnação da parte contrária. 
 
 
Súmula nº 456 do TST 
REPRESENTAÇÃO. PESSOA JURÍDICA. PROCURAÇÃO. INVALIDADE. IDENTIFICAÇÃO 
DO OUTORGANTE E DE SEU REPRESENTANTE. (inseridos os itens II e III em 
decorrência do CPC de 2015) - Res. 211/2016, DEJT divulgado em 24, 25 e 
26.08.2016 
I - É inválido o instrumento de mandato firmado em nome de pessoa jurídica que 
não contenha, pelo menos, o nome do outorgante e do signatário da procuração, 
pois estes dados constituem elementosque os individualizam. 
II – Verificada a irregularidade de representação da parte na instância originária, o 
juiz designará prazo de 5 (cinco) dias para que seja sanado o vício. Descumprida a 
determinação, extinguirá o processo, sem resolução de mérito, se a providência 
couber ao reclamante, ou considerará revel o reclamado, se a providência lhe 
couber (art. 76, § 1º, do CPC de 2015). 
 
Presentes as Partes devidamente representadas, poderão surgir alguns Incidentes,…. 
 
COMO PEDIR O ADIAMENTO DA AUDIÊNCIA 
 
Caso surta interesse no adiamento da audiência, pela ausência de testemunhas (art. 825, 
parágrafo único ou art. 852 (sumaríssimo), “H”, §3º da CLT), ou por qualquer outro 
motivo, manifeste-se imediatamente à instalação da audiência, sob pena de preclusão, 
inclusive sobre oitiva de testemunhas por carta precatória. 
 
Art. 825 - As testemunhas comparecerão a audiência independentemente de 
notificação ou intimação. 
 
Art. 852 § 3º - Só será deferida intimação de testemunha que, comprovadamente 
convidada, deixar de comparecer. Não comparecendo a testemunha intimada, o 
juiz poderá determinar sua imediata condução coercitiva. 
 
E no CPC? 
 
Art. 455. Cabe ao advogado da parte informar ou intimar a testemunha por ele 
arrolada do dia, da hora e do local da audiência designada, dispensando-se a 
intimação do juízo. 
§ 1o A intimação deverá ser realizada por carta com aviso de recebimento, 
cumprindo ao advogado juntar aos autos, com antecedência de pelo menos 3 
(três) dias da data da audiência, cópia da correspondência de intimação e do 
comprovante de recebimento. 
§ 2o A parte pode comprometer-se a levar a testemunha à audiência, 
independentemente da intimação de que trata o § 1o, presumindo-se, caso a 
testemunha não compareça, que a parte desistiu de sua inquirição. 
§ 3o A inércia na realização da intimação a que se refere o § 1o importa 
desistência da inquirição da testemunha. 
§ 4o A intimação será feita pela via judicial quando: 
I - for frustrada a intimação prevista no § 1o deste artigo; 
 
Cuidado com regulamentos do seu TRT! 
 
Pedir para ligar para a testemunha! 
 
 
Como Pedir para EMENDAR ou ADITAR a Peça Inicial 
 
Súmula nº 263 do TST. PETIÇÃO INICIAL. INDEFERIMENTO. INSTRUÇÃO 
OBRIGATÓRIA DEFICIENTE (nova redação em decorrência do CPC de 2015) – Res. 
208/2016, DEJT divulgado em 22, 25 e 26.04.2016 
Salvo nas hipóteses do art. 330 do CPC de 2015 (art. 295 do CPC de 1973), o 
indeferimento da petição inicial, por encontrar-se desacompanhada de documento 
indispensável à propositura da ação ou não preencher outro requisito legal, 
somente é cabível se, após intimada para suprir a irregularidade em 15 (quinze) 
dias, mediante indicação precisa do que deve ser corrigido ou completado, a parte 
não o fizer (art. 321 do CPC de 2015). 
 
Emenda à Inicial – significa adequar a inicial à forma legal e a previsão para a prática 
deste ato está no art. 321 CPC. Ocorre, por exemplo, quando o Juiz considerar que o 
pedido não está claro – determina que o reclamante melhor esclareça o pleito. 
 
Assim, se o Juiz determinar que você esclareça algo, devemos nomear a 
petição/manifestação de EMENDA À INICIAL e não aditamento à inicial. 
 
Art. 321. O juiz, ao verificar que a petição inicial não preenche os requisitos dos 
arts. 319 e 320 ou que apresenta defeitos e irregularidades capazes de dificultar o 
julgamento de mérito, determinará que o autor, no prazo de 15 (quinze) dias, a 
emende ou a complete, indicando com precisão o que deve ser corrigido ou 
completado. 
Parágrafo único. Se o autor não cumprir a diligência, o juiz indeferirá a petição 
inicial. 
 
Aditamento à Inicial – significa acrescer algo ao pedido e a previsão para a prática deste 
ato está no art. 329 do CPC. Poderá o reclamante alterar o pedido ou a causa de pedir, 
ou seja, quando se verificar após a distribuição da RT que o reclamante trouxe novas 
informações ou que houve equívoco na confecção da peça inicial. É uma falha processual 
que devemos corrigir. 
 
Art. 329. O autor poderá: 
I - até a citação (notificação), aditar ou alterar o pedido ou a causa de pedir, 
independentemente de consentimento do réu; 
II - até o saneamento do processo, (na 1ª audiência) aditar ou alterar o pedido e a 
causa de pedir, com consentimento do réu, assegurado o contraditório mediante a 
possibilidade de manifestação deste no prazo mínimo de 15 (quinze) dias, facultado 
o requerimento de prova suplementar. 
Parágrafo único. Aplica-se o disposto neste artigo à reconvenção e à respectiva 
causa de pedir. 
 
Se necessitar ADITAR ou EMENDAR A INICIAL, faça imediatamente à instalação da 
audiência, antes da tentativa conciliatória e sempre antes da entrega da contestação. 
 
O juízo, poderá, redesignar a audiência para que a reclamada tenha prazo para adequar a 
defesa. 
 
DA PROVA EMPRESTADA 
 
 
É possível que a parte apresente como prova, elementos de outro processo judicial, que 
pela semelhança de fatos, poderá ajudar na elucidação das situações apresentadas no 
processo em que se atua. 
 
Caso a parte contrária apresente o documento em audiência, deve o advogado pedir 
prazo para manifestação. 
 
Até que momento poderemos juntar provas nos autos: 
 
Art. 845 - O reclamante e o reclamado comparecerão à audiência acompanhados 
das suas testemunhas, apresentando, nessa ocasião, as demais provas. 
 
DA CARTA PRECATÓRIA 
 
Poderá a testemunha ser ouvida em outro Juízo Trabalhista, por meio de carta 
precatória, devendo ser requerida logo na abertura da audiência de instrução. 
 
Deve formar a Carta Precatória, apresentado cópias dos autos ou ao menos das 
principais peças. Sendo facultado as partes comparecerem na audiência da Carta 
Precatória para oitivada testemunha no Juízo deprecado. Requisitos previstos no art. 
260 do CPC. 
Superados Incidentes, começará a Audiência... 
 
DA 1ª - TENTATIVA DE CONCILIAÇÃO 
 
A 1ª tentativa conciliatória ocorrerá logo na abertura da audiência art. 846 CLT: 
 
Art. 846 – Aberta a audiência, o juiz ou presidente proporá a conciliação. 
 
E ainda no Rito Sumaríssimo Art. 852-E CLT: 
 
Art. 852-E. Aberta a sessão, o juiz esclarecerá as partes presentes sobre as 
vantagens da conciliação e usará os meios adequados de persuasão para a solução 
conciliatória do litígio, em qualquer fase da audiência. Não havendo qualquer 
impedimento para a conciliação entre as partes em qualquer fase do processo. 
 
ORIENTAÇÕES FACE A CONCILIAÇÃO EM AUDIÊNCIA 
 
FUNDAMENTAL para um bom desempenho nesta fase, é importante que as partes 
saibam antecipadamente os valores de suas pretensões e as prováveis formas de 
pagamento ou recebimento. 
 
Durante a conciliação, usar de todos os argumentos possíveis para sustentar a pretensão, 
usando frases afirmativas e jamais de indagações. 
 
NUNCA decida pelo cliente, mas apenas indique as vantagens e desvantagens de cada 
caso. Interessante pedir para sair da sala de audiência para alinhar os desdobramentos 
do acordo, sempre deixando muito claro que a decisão é do cliente e nunca do 
advogado. 
 
Nos casos de acordo, considerar os seguintes pontos: 
 
 
I) A possibilidade de provar o alegado; 
II) A capacidade financeira da parte contrária e a necessidade do cliente. 
III) As vantagens financeiras para ambos os lados, onde o reclamante beneficia-se com o 
recebimento antecipado, e a reclamada com a redução do valor principal, tendo em 
vista, o prazo do regular andamento do processo. 
 
CAUTELAS NO MOMENTO DE CONCILIAR 
 
Acordo realizado antes de entrar na sala de audiência: 
 
Provavelmente o Juízo determinará o comparecimento do reclamante na sala de 
audiência para validar o ato e para que o reclamante ratifique o acordo, evitando assim 
simulações de acordos em prejuízo ao empregado. 
 
Acordo sem a presença da parte, mesmo em audiência: 
 
É possível aos advogados, sem a anuência de seus clientes chegarem a um acordo, vez 
que possui poderes para tanto. 
 
Todavia, na JT não é recomendado, porque o cliente que não participou do acordo, pode, 
não se satisfazer com os valores estabelecidos. 
 
Acordo realizado antes do dia da audiência: 
 
Caso já tenha feito e protocolizado o acordo antes da audiência, observar se o acordo foi 
homologado e sobretudo, se a audiência foi retirada de pauta. 
 
Simulações de processos e acordos: 
 
Jamais participar de simulações de processos trabalhista com objetivo de obter a 
homologação em Juízo de acordo realizado extrajudicialmente, podendo estar 
caracterizado o crime de tergiversação previsto no art. 355 do Código Penal, além de 
infração ética gravíssima. 
 
DO ALCANCE DO ACORDO: 
 
 – “....o reclamante outorga quitação do OBJETO DO PRESENTE PROCESSO...” Aqui 
poderá propor outra RT para discutir outros direitos. 
 
OU 
 
_ “...o reclamante outorga QUITAÇÃO DO EXTINTO CONTRATO DE TRABALHO E DA 
RELAÇÃO JURÍDICA HAVIDA ENTRE AS PARTES...” Aqui será dado quitação para o 
processo e eventual outros pedidos que poderiam ser realizados 
 
Cautela com processos de reclamantes que possuem dois processos trabalhistas contra 
a mesma reclamada, porque, realizando conciliação em um dos processos estará 
outorgando quitação dos demais, exceto se houver ressalva expressa. 
 
Depósito de valores do acordo: 
 
 
Sempre, em conta bancária do Advogado do reclamante. 
 
ALCANÇADA A CONCILIAÇÃO 
 
Interrompe-se a Audiência seja que ponto estiver. 
 
Art. 846, § 1º da CLT – Se houver acordo lavrar-se-á termo, assinado pelo 
presidente e pelos litigantes, consignando-se o prazo e demais condições para seu 
cumprimento. 
§ 2.º Entre as condições a que se refere o parágrafo anterior, poderá ser 
estabelecida a de ficar a parte que não cumprir o acordo obrigada a satisfazer 
integralmente o pedido ou pagar uma indenização convencionada, sem prejuízo do 
cumprimento do acordo. 
 
Limites da Multa pela inadimplência no cumprimento do acordo: 
 
OJ 54 da SDI-1 – MULTA. CLÁUSULA PENAL. VALOR SUPERIOR AO PRINCIPAL. O 
valor da multa estipulada em cláusula penal, ainda que diária, não poderá ser 
superior à obrigação principal corrigida, em virtude da aplicação do artigo 412 do 
Código Civil de 2002. 
 
Art. 412 CC – O valor da cominação imposta na cláusula penal não pode 
exceeder o da obrigação principal. 
 
A Ata do Acordo com os termos da conciliação será homologada pelo juízo, tal valerá 
como decisão que extingue o processo com exame de mérito irrecorrível. 
 
Art. 831 – A decisão será proferida depois de rejeitada pelas partes a proposta de 
conciliação. 
Parágrafo único. No caso de conciliação, o termo que for lavrado valerá como 
decisão irrecorrível, salvo para a Previdência Social quanto às contribuições que 
lhe forem devidas. 
 
Este termo somente poderá ser atacado por via da ação rescisória (art. 836 da CLT e art. 
966 do CPC). 
 
Súmula 100, inciso V do TST: O acordo homologado judicialmente tem força de 
decisão irrecorrível, na forma do art. 831 da CLT. Assim sendo, o termo conciliatório 
transita em julgado na data da sua homologação judicial. 
 
Súmula 259 do TST: TERMO DE CONCILIAÇÃO. AÇÃO RESCISÓRIA. Só por ação 
rescisória é impugnável o termo de conciliação previsto no parágrafo único do art. 
831 da CLT. 
 
A conciliação, benéfica para ambas as partes, jamais poderá ter caráter fraudulento ou 
simulado. 
 
Súmula 418 do TST. MANDADO DE SEGURANÇA VISANDO À CONCESSÃO DE 
LIMINAR OU HOMOLOGAÇÃO DE ACORDO. A concessão de liminar ou a 
homologação de acordo constituem faculdade do juiz, inexistindo direito líquido e 
 
certo tutelável pela via do mandado de segurança. 
 
NÃO ALCANÇADA A CONCILIAÇÃO 
 
INSTRUÇÃO PROCESSUAL 
 
ÔNUS DA PROVA 
 
Art. 818. O ônus da prova incumbe: 
 
I – ao reclamante, quanto ao fato constitutivo de seu direito; 
 
II – ao reclamado, quanto à existência de fato impeditivo, modificativo ou extintivo 
do direito do reclamante. 
 
§ 1º Nos casos previstos em lei ou diante de peculiaridades da causa relacionadas 
à impossibilidade ou à excessiva dificuldade de cumprir o encargo nos termos 
deste artigo ou à maior facilidade de obtenção da prova do fato contrário, poderá 
o juízo atribuir o ônus da prova de modo diverso, desde que o faça por decisão 
fundamentada, caso em que deverá dar à parte a oportunidade de se desincumbir 
do ônus que lhe foi atribuído. 
 
§ 3º A decisão referida no § 1º deste artigo não pode gerar situação em que a 
desincumbência do encargo pela parte seja impossível ou excessivamente difícil. 
 
DA INVERSÃO DA ORDEM DA PROVA 
 
Art. 775, § 2o Ao juízo incumbe dilatar os prazos processuais e alterar a ordem de 
produção dos meios de prova, adequando-os às necessidades do conflito de 
modo a conferir maior efetividade à tutela do direito. (Incluído dada pela Lei nº 
13.467, de 2017) 
 
 
DOS PEDIDOS QUE DEMANDAM PROVA PERICIAL 
 
Pedidos que demandam realização de perícia médica ou vistoria técnica, devem ser 
imediatamente requeridos quando do início da 1ª audiência (UNA ou Inicial) 
 
Insalubridade e Periculosidade: 
 
Art. 195 – A caracterização e a classificação da insalubridade e da periculosidade, 
segundo as normas do Ministério do Trabalho, far-se-ão através de perícia a cargo 
de Médico do Trabalho ou Engenheiro do Trabalho, registrados no Ministério do 
Trabalho. 
§ 2º - Argüida em juízo insalubridade ou periculosidade, seja por empregado, seja 
por Sindicato em favor de grupo de associado, o juizdesignará perito habilitado 
na forma deste artigo, e, onde não houver, requisitará perícia ao órgão 
competente do Ministério do Trabalho. 
 
Acidente de Trabalho – Lei 8.213/91 e Decreto 3.048/99: 
 
 
Art. 21-A. A perícia médica do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) considerará 
caracterizada a natureza acidentária da incapacidade quando constatar ocorrência 
de nexo técnico epidemiológico entre o trabalho e o agravo, decorrente da relação 
entre a atividade da empresa ou do empregado doméstico e a entidade mórbida 
motivadora da incapacidade elencada na Classificação Internacional de Doenças 
(CID), em conformidade com o que dispuser o regulamento. 
 
§ 1o A perícia médica do INSS deixará de aplicar o disposto neste artigo quando 
demonstrada a inexistência do nexo de que trata o caput deste artigo. 
 
§ 2o A empresa ou o empregador doméstico poderão requerer a não aplicação do 
nexo técnico epidemiológico, de cuja decisão caberá recurso, com efeito suspensivo, 
da empresa, do empregador doméstico ou do segurado ao Conselho de Recursos da 
Previdência Social. 
 
Caso o Juízo venha estabelecer Depósito Prévio de Honorários Periciais: 
 
OJ-SBDI-2 nº 98. MANDADO DE SEGURANÇA. CABÍVEL PARA ATACAR EXIGÊNCIA 
DE DEPÓSITO PRÉVIO DE HONORÁRIOS PERICIAIS. 
É ilegal a exigência de depósito prévio para custeio dos honorários periciais, dada a 
incompatibilidade com o processo do trabalho, sendo cabível o mandado de 
segurança visando à realização da perícia, independentemente do depósito. 
 
NOVIDADE – REFORMA TRABALHISTA. 
 
Art. 790-B, § 3º - O juízo não poderá exigir adiantamento de valores para 
realização de perícias. 
 
Caso o Juízo venha redesignar Audiência por conta da perícia, pedir para as testemunhas 
saírem cientes da próxima audiência. 
 
Do contrário, segue a Audiência com a entrega/liberação da Contestação… 
 
 
RÉPLICA ou IMPUGNAÇÃO À DEFESA 
 
No processo do trabalho, não há previsão legal para a prática da réplica. Daí, o 
advogado(a) do reclamante poderá pedir prazo com fundamento art. 351 do CPC e na 
grande quantidade de laudas e documentos da contestação. 
 
Art. 351 - Se o réu alegar qualquer das matérias enumeradas no art. 337, o juiz 
determinará a oitiva do autor no prazo de 15 (quinze) dias, permitindo-lhe a 
produção de prova. 
 
Se restar indeferido, faça a manifestação oralmente. 
 
Ex.: Em caso de preliminares: 
 
Meritíssimo Juiz, as preliminares processuais arguidas pela Reclamada não merecem 
acolhimento, vez que desprovidas de fundamentos fáticos e jurídicos, aliado ao fato de 
 
que confundem-se com o mérito da causa, devendo ser julgadas improcedentes. Desta 
forma, requer o Reclamante o afastamento das preliminares suscitadas, pelos motivos 
expostos, prosseguindo-se o feito em seus ulteriores trâmites processuais, eis que a peça 
inicial obedece, fielmente, o § 1º do art. 840 da CLT. E mais, basta verificar que a 
Reclamada impugnou exaustivamente, no mérito, todos os pedidos da peça inicial. Razão 
pela qual este d. juízo não deve acolher nenhuma das preliminares arguidas. É o que se 
requer. 
 
Ex.: Quanto ao mérito: 
 
Meritíssimo Juiz, a contestação apresentada pela reclamada não merece prosperar, vez 
que avessa a fiel relação empregatícia vivida entre as partes mostrando-se carecedora de 
fundamentos fáticos e, sobretudo jurídicos, denotando apenas o intuito de defender o 
indefensável por meio de meras alegações desprovidas de amparo legal, sendo em tese, 
peça procrastinatória, restando inclusive impugnados todos os documentos juntados. 
Razão pela qual, ratifica o Reclamante, os termos da inicial, protestando pela 
procedência da ação. 
 
Ex.: Do Protesto: 
 
Insta consignar o inconformismo do Reclamante com a decisão deste d. juízo que não 
concedeu prazo para a apresentação de réplica à contestação da Reclamada, 
fundamentando tal asserção no art. 351 do CPC. Consigna-se que a celeridade processual 
JAMAIS poderá ceder aos princípios da ampla defesa e do contraditório. Registra-se que a 
decisão ora hostilizada fere estes princípios constitucionais. Esclarecendo que a falta de 
concessão de prazo para réplica, sobretudo, no rito ordinário, impede o manejo técnico 
do processo pelo que resta consignados os protestos do trabalhador. 
 
Interessante verificar no TRT da sua Região sobre eventual Portaria regulando a matéria. 
 
No TRT da 2ª Região, o art. 33 da Consolidação das Normas da Corregedoria, também 
conhecida como GP/CR Nº 23/2006, publicado em 01/09/2006 prevê que a parte 
reclamante terá ciência da defesa, antes do início da instrução processual: 
 
Art. 33. Nas Varas do Trabalho em que funciona a sistemática de audiência UNA, 
para evitar a ocorrência de nulidade processual, os Magistrados darão ciência 
expressa à parte reclamante dos termos da defesa, antes de dar início à instrução 
processual, em razão dos princípios da paridade de tratamento e da reciprocidade 
do contraditório. 
 
1º Ato – Interrogatório Pessoal das Partes = Confissão. 
 
No Processo Civil: 
 
Art. 385 do CPC - Cabe à parte requerer o depoimento pessoal da outra parte, a 
fim de que esta seja interrogada na audiência de instrução e julgamento, sem 
prejuízo do poder do juiz de ordená-lo de ofício. 
 
No Processo do Trabalho: 
 
 
Art. 848 - Terminada a defesa, seguir-se-á a instrução do processo, podendo o 
presidente, ex officio ou a requerimento de qualquer juiz temporário, interrogar 
os litigantes. 
 
A interpretação gramatical afasta a possibilidade das partes requererem o depoimento 
pessoal da parte contrária. 
 
Todavia, a interpretação mais razoável face o Princípio da Primazia da Realidade é a 
interpretação sistemática do art. 848 com o art. 820 da CLT que garante: 
 
Art. 820 - As partes e testemunhas serão inquiridas pelo juiz ou presidente, 
podendo ser reinquiridas, por seu intermédio, a requerimento dos vogais, das 
partes, seus representantes ou advogados. 
 
Inquirir (art. 820) tem o mesmo significado de interrogar (art. 848). 
 
Portanto, se o juiz não interrogar (art. 848) as partes poderão requerer, por seu, 
intermédio, o interrogatório recíproco (art. 820). 
 
Inquirir: 
1. transitivo direto e bitransitivo 
fazer perguntas; interrogar, perguntar, indagar. 
"após inquiri-lo devidamente, despachou-o" 
2. transitivo direto e transitivo indireto 
procurar ou tomar informações sobre (algo); pesquisar, investigar. 
"inquirindo velhos documentos, conseguiu descobrir a verdade" 
 
Interrogar: 
verbo 
1. transitivo direto e bitransitivo e pronominal 
fazer perguntas (a alguém ou a si mesmo); indagar(-se), perguntar(-se). 
"preferiu não i. o marido" 
2. transitivo direto e bitransitivo 
apresentar questões acadêmicas a; arguir, examinar. 
"interrogou o aluno (sobre a Segunda Guerra)" 
 
Tudo ao fundamento no Princípio da Ampla Defesa e do Contraditório: 
 
Art. 5º, LV da CF - aos litigantes, em processo judicial ou administrativo, e aos 
acusados em geral são assegurados o contraditório e ampla defesa, com os meios e 
recursos a ela inerentes; 
 
O juízo poderá indeferir, devendo a parte Protestar. (art. 795 da CLT) 
 
Em sentença deverá o juízo fundamentar a decisão por conta de outros elementos 
probatórios contantes dos autos. 
 
Do contrário, restará configurado cerceamento de defesa, pois impedirá a parte de 
consigar a confissão da parte contrária. 
 
Jurisprudência: 
 
 
INDEFERIMENTO DE REQUERIMENTO DO DEPOIMENTO PESSOAL DA PARTE 
CONTRÁRIA. CERCEAMENTO DE DEFESA. CONFIGURAÇÃO. NULIDADE. A 
observância dos princípios da ampla defesa e do contraditório, decorrentes do 
princípio baluarte do devido processo legal, implica, entre outrosfatores, assegurar 
às partes o direito de produzirem as provas necessárias à resolução do litígio. Nessa 
perspectiva, há que se reconhecer a ocorrência de cerceamento de defesa quando 
demonstrado que o acervo fático-probatório dos autos não fornece elementos 
suficientes para a composição da lide estabelecida em torno da maioria dos pedidos 
formulados na exordial, e a Reclamada foi obstada de obter o depoimento pessoal 
da parte contrária. Nesse contexto, vale ressaltar que, a partir de uma 
interpretação sistemática dos arts. 848 e 820 da CLT, concluí-se que a tomada do 
depoimento pessoal da parte ex adversa, quando requerida pela outra parte, não 
se trata de uma mera faculdade do magistrado, mas, sim, de um autêntico direito 
fundamental desta à produção de prova, pois, a partir deste meio de prova, se 
pode granjear a confissão real do adversário e, quando não muito, um melhor 
esclarecimento acerca dos fatos controvertidos. 
TRT-23 - RECURSO ORDINARIO TRABALHISTA RO 1321200903623002 MT 01321.2009.036.23.00-2 
 
Atenção I: Depoimento Pessoal 
 
Art. 387 do CPC - A parte responderá pessoalmente sobre os fatos articulados, não 
podendo servir-se de escritos anteriormente preparados, permitindo-lhe o juiz, 
todavia, a consulta a notas breves, desde que objetivem completar esclarecimentos. 
 
Jurisprudência: 
 
O fato de o preposto admitir que estava estudando o processo, não causa surpresa, 
pois ele deve ter conhecimento dos fatos, pois suas declarações obrigarão o réu. 
Além do que, a parte pode comparecer em juízo e prestar depoimento auxiliado por 
notas, como assegura o artigo 346 do CPC, subsidiariamente aplicável. 
O fato de o preposto ter se preparado para prestar depoimento produzindo um 
questionário não pode ser interpretado como se houve a intenção de mentir em 
juízo, como entendeu o Magistrado. Importante lembrar que a parte não presta 
compromisso e a ela não cabe a imputação de falso testemunho. 
A oitiva das partes no processo tem como objetivo principal a obtenção da 
confissão. E a leitura do teor do depoimento que se seguiu ao incidente envolvendo 
o documento confiscado, revela que foi esse o objetivo do juízo ao inquirir a parte. 
Diante deste quadro, estou convencido de que o depoimento de preposto restou 
comprometido, não podendo ser considerado como meio de prova, muito mais 
ainda, pode ser tido em conta para agravar a situação da parte, que foi tida por 
confessa. 
Assim, tenho por caracterizado o cerceamento de defesa, e como consequência, 
dou provimento ao recurso do Banco reclamado para declarar a nulidade dos atos 
decisórios que se seguiram à audiência de instrução (sentença e decisão de 
embargos de declaração), determino, o retorno dos autos para retomada da 
audiência de instrução com a coleta de novo depoimento do preposto e a oitiva das 
testemunhas das partes. 
TRT-4 - Inteiro Teor. Recurso Ordinário: RO 4161820115040851 RS 0000416-18.2011.5.04.0851 
 
Atenção II: Depoimento Pessoal 
 
 
Em regra, não é permitido aos advogados intervirem quando do interrogatório das partes 
ou testemunhas. 
 
Art. 361, Parágrafo único CPC - Enquanto depuserem o perito, os assistentes 
técnicos, as partes e as testemunhas, não poderão os advogados e o Ministério 
Público intervir ou apartear, sem licença do juiz. 
 
Todavia, nos termos do art. 7º, X da lei 8.906/94 o Advogado poderá: 
 
X - usar da palavra, pela ordem, em qualquer juízo ou tribunal, mediante 
intervenção sumária, para esclarecer equívoco ou dúvida surgida em relação a 
fatos, documentos ou afirmações que influam no julgamento, bem como para 
replicar acusação ou censura que lhe forem feitas; 
 
Dispensa do Depoimento Pessoal: 
 
É possível a parte requerer a dispensa do depoimento pessoal da parte contrária. 
 
Contudo, perderá a oportunidade de conseguir a CONFISSÃO REAL. 
 
DA CONFISSÃO REAL e DA CONFISSÃO FICTA 
 
Da Confissão Real: 
 
Goza de presunção absoluta. 
 
Art. 393 do CPC - A confissão é irrevogável, mas pode ser anulada se decorreu de 
erro de fato ou de coação. 
 
Art. 389 do CPC - Há confissão, judicial ou extrajudicial, quando a parte admite a 
verdade de fato contrário ao seu interesse e favorável ao do adversário. 
 
Ensina o Prof. Carlos Henrique Bezerra Leite. 
 
O objetivo principal do depoimento pessoal das partes é a obtenção da confissão 
real, que é a principal prova, a chamada rainha das provas. 
 
Na confissão real, portanto, visa-se ao reconhecimento da veracidade dos fatos 
alegados pelas partes, obtida com seu próprio depoimento ou feita por procurador 
com poderes expressos para tal ato, no processo do trabalho, em regra, pelo 
preposto. 
 
A confissão real goza de presunção absoluta, portanto: 
 
a) a parte a quem ela aproveita retira de si o onus probandi do fato confessado; 
 
b) o juiz tem o dever de acatá-la como fator determinante para o deslinde da 
questão, sendo-lhe lícito, inclusive, relevar pequenos defeitos formais da petição 
inicial ou da defesa se improcedente o pedido; 
 
 
c) é indivisível, isto é, deve ser considerada por inteiro, não podendo ser aceita no 
tópico em que beneficia a parte e rejeitada no que lhe for desfavorável (CPC, art. 
395). 
 
Art. 395 do CPC - A confissão é, em regra, indivisível, não podendo a parte que 
a quiser invocar como prova aceitá-la no tópico que a beneficiar e rejeitá-la 
no que lhe for desfavorável, porém cindir-se-á quando o confitente a ela 
aduzir fatos novos, capazes de constituir fundamento de defesa de direito 
material ou de reconvenção. 
 
Jurisprudência: 
 
DEPOIMENTO PESSOAL DA RECLAMANTE. CONFISSÃO REAL. Nos termos do art. 
348, do CPC, aplicável subsidiariamente ao processo do trabalho (art. 769, da CLT), 
há confissão quando a parte admite a verdade de um fato, contrário ao seu 
interesse e favorável ao do adversário. O objetivo principal do depoimento pessoal 
das partes é a obtenção da confissão real, considerada a rainha das provas, pela 
doutrina majoritária. Na confissão real, que goza de presunção absoluta, visa-se ao 
reconhecimento da veracidade dos fatos alegados pelas partes. 
TRT-1 - Recurso Ordinário RO 00000173420135010032 RJ (TRT-1) 
 
Da Confissão Ficta: 
 
Esta goza de presunção relativa, ou seja, admite prova em sentido contrário. 
 
Por isso é que a confissão ficta prevalece enquanto não houver outros meios probatórios 
constantes os autos capazes de ilidila, como a prova documental, a prova testemunhal e, 
até mesmo a confissão real. 
 
 Empregador, eventual revelia e com certeza, confissão; (audiência UNA) 
 
 Empregado, na audiência em continuação, confissão. (audiência em Continuação) 
 
Portanto, ausente as partes na audiência em continuação, a Confissão Ficta será aplicada 
a parte ausente. 
 
Súmula nº 74 do TST. CONFISSÃO. (atualizada em decorrência do CPC de 2015) 
I - Aplica-se a confissão à parte que, expressamente intimada com aquela 
cominação, não comparecer à audiência em prosseguimento, na qual deveria 
depor. 
 
Jurisprudência: 
 
REVELIA E CONFISSÃO FICTA. PRESUNÇÃO RELATIVA. A presunção advinda da 
confissão ficta é relativa, podendo ser confrontada pela prova pré-constituída nos 
autos (Súmula nº 74 do C. TST), bem como não implica em procedência automática 
dos pedidos contidos na inicial, competindo ao juízo analisar o caso concreto e pela 
consagração do princípio do livre convencimento e da persuasão racional, apreciar 
livremente a prova, atendendo aos fatos e circunstâncias constantes dos autos, 
ainda que não alegados pelas partes, podendo aplicar as regras de experiência 
comum subministradas pela observação do que ordinariamente acontece, 
 
indicando na sentença, os motivos que lhe formaram oconvencimento. (arts. 131 e 
335 do CPC). 
TRT-2 - RECURSO ORDINÁRIO RO 00000404720135020033 SP 00000404720135020033 A28 (TRT-2) 
 
Confissão Ficta ocorre somente na ausência da parte? 
 
Art. 385, § 1º do CPC - Se a parte, pessoalmente intimada para prestar depoimento 
pessoal e advertida da pena de confesso, não comparecer ou, comparecendo, se 
recusar a depor, o juiz aplicar-lhe-á a pena. 
 
A recusa a depor, equivale a ausência da parte sendo aplicada a pena de Confissão Ficta. 
 
Jurisprudência: 
 
DESCONHECIMENTO DOS FATOS PELO PREPOSTO. CONFISSÃO FICTA. PRESUNÇÃO 
RELATIVA DE VERACIDADE NÃO ELIDIDA POR OUTRAS PROVAS. Em face ao 
disposto no § 1º, do artigo 843, da CLT, o preposto deve ter conhecimento dos fatos 
deduzidos em juízo, cujas declarações obrigarão o preponente. Caso oposto, a 
consequência jurídica é a confissão ficta, que pode ser elidida por prova em 
contrário, ausente, contudo, nos autos, acolhendo-se como verdadeira a alegação 
da reclamante, visto que o desconhecimento dos fatos articulados na demanda 
equivale à recusa de depor, fazendo incidir na hipótese a regra do § 2º do artigo 
343 do Código de Processo Civil, de aplicação supletiva ao processo do trabalho. 
TRT-1 - Recurso Ordinário RO 00020398820125010262 RJ (TRT-1) 
 
2º Ato - Depoimento das Testemunhas. 
 
A testemunha deverá ser presencial, ou seja, que presenciou pessoalmente os fatos que 
se pretende provar, mas em caso de impossibilidade da testemunha presencial, é aceito 
o depoimento de testemunhas indiretas, que presenciaram a mudança no 
comportamento do reclamante ou reclamado, levando o Juiz ao entendimento de que 
provavelmente ocorreu o fato narrado pelas partes. 
 
Cada parte poderá apresentar até três testemunhas, salvo em caso de inquérito judicial 
para apuração de falta grave, quando poderá ser elevado a seis (art. 821 CLT) sendo que 
as ações reguladas pelo rito sumaríssimo, as partes poderão apresentar somente duas 
testemunhas (lei 9957/2000 - Art. 852-H da CLT). 
 
Art. 442 do CPC - A prova testemunhal é sempre admissível, não dispondo a lei de 
modo diverso. 
 
Art. 444 do CPC - Nos casos em que a lei exigir prova escrita da obrigação, é 
admissível a prova testemunhal quando houver começo de prova por escrito, 
emanado da parte contra a qual se pretende produzir a prova. 
 
Art. 446 do CPC - É lícito à parte provar com testemunhas: 
I - nos contratos simulados, a divergência entre a vontade real e a vontade 
declarada; 
II - nos contratos em geral, os vícios de consentimento. 
 
A prova testemunhal é o meio de prova mais inseguro. 
 
 
TODAVIA é o meio mais utilizado no processo do trabalho. 
 
Muitas vezes, torna-se o único meio de prova, sobretudo, pelo empregado. 
 
Como os fatos comportam inúmeras versões, as testemunhas geralmente carregam a 
marca da subjetividade em seus relatos, razão pela qual a verificação da valoração da 
autenticidade ou não do depoimento da testemunha constituem elementos que irão 
formar o convencimento motivado do magistrado (art. 765 da CLT, e art. 371 do CPC). 
 
Livre convencimento é a possibilidade do juízo atribuir mais valor a uma prova do que a 
outra, independentemente de sua natureza (oral, documental, pericial). 
 
Da Possibilidade de Gravação dos Depoimentos das Testemunhas: 
 
Art. 460 do CPC - O depoimento poderá ser documentado por meio de gravação. 
§ 1o Quando digitado ou registrado por taquigrafia, estenotipia ou outro método 
idôneo de documentação, o depoimento será assinado pelo juiz, pelo depoente e 
pelos procuradores. 
§ 2o Se houver recurso em processo em autos não eletrônicos, o depoimento 
somente será digitado quando for impossível o envio de sua documentação 
eletrônica. 
§ 3o Tratando-se de autos eletrônicos, observar-se-á o disposto neste Código e na 
legislação específica sobre a prática eletrônica de atos processuais. 
 
Lei nº 11.419/2006 - Dispõe sobre a informatização do processo judicial. 
 
Art. 1o O uso de meio eletrônico na tramitação de processos judiciais, comunicação 
de atos e transmissão de peças processuais será admitido nos termos desta Lei. 
§ 1o Aplica-se o disposto nesta Lei, indistintamente, aos processos civil, penal e 
trabalhista, bem como aos juizados especiais, em qualquer grau de jurisdição. 
 
Da Ordem na Colheita dos Testemunhos: 
 
Art. 824 da CLT - O juiz ou presidente providenciará para que o depoimento de uma 
testemunha não seja ouvido pelas demais que tenham de depor no processo. 
 
Art. 456 do CPC - O juiz inquirirá as testemunhas separada e sucessivamente, 
primeiro as do autor e depois as do réu, e providenciará para que uma não ouça o 
depoimento das outras. 
 
São Incapazes para Depor: 
 
Art. 447 do CPC - Podem depor como testemunhas todas as pessoas, EXCETO as 
incapazes, impedidas ou suspeitas. 
§ 1o São incapazes: 
I - o interdito por enfermidade ou deficiência mental; 
II - o que, acometido por enfermidade ou retardamento mental, ao tempo em que 
ocorreram os fatos, não podia discerni-los, ou, ao tempo em que deve depor, não 
está habilitado a transmitir as percepções; 
III - o que tiver menos de 16 (dezesseis) anos; 
 
IV - o cego e o surdo, quando a ciência do fato depender dos sentidos que lhes 
faltam. 
 
São Impedidos para Depor: 
 
§ 2o São impedidos: 
I - o cônjuge, o companheiro, o ascendente e o descendente em qualquer grau e o 
colateral, até o terceiro grau, de alguma das partes, por consanguinidade ou 
afinidade, salvo se o exigir o interesse público ou, tratando-se de causa relativa ao 
estado da pessoa, não se puder obter de outro modo a prova que o juiz repute 
necessária ao julgamento do mérito; 
II - o que é parte na causa; 
III - o que intervém em nome de uma parte, como o tutor, o representante legal da 
pessoa jurídica, o juiz, o advogado e outros que assistam ou tenham assistido as 
partes. 
 
São Suspeitos para Depor: 
 
§ 3o São suspeitos: 
I - o inimigo da parte ou o seu amigo íntimo; 
II - o que tiver interesse no litígio. 
§ 4o Sendo necessário, pode o juiz admitir o depoimento das testemunhas menores, 
impedidas ou suspeitas. 
§ 5o Os depoimentos referidos no § 4o serão prestados independentemente de 
compromisso, e o juiz lhes atribuirá o valor que possam merecer. 
 
Art. 829 da CLT - A testemunha que for parente até o terceiro grau civil, 
amigo íntimo ou inimigo de qualquer das partes, não prestará compromisso, 
e seu depoimento valerá como simples informação. 
 
Da Advertência à Testemunha pelo Juízo: 
 
Art. 828 da CLT - Toda testemunha, antes de prestar o compromisso legal, será 
qualificada, indicando o nome, nacionalidade, profissão, idade, residência, e, 
quando empregada, o tempo de serviço prestado ao empregador, ficando sujeita, 
em caso de falsidade, às leis penais. 
 
Art. 458 do CPC - Ao início da inquirição, a testemunha prestará o compromisso de 
dizer a verdade do que souber e lhe for perguntado. 
Parágrafo único. O juiz advertirá à testemunha que incorre em sanção penal quem 
faz afirmação falsa, cala ou oculta a verdade. 
 
Da Contradita: 
 
Art. 457 do CPC - Antes de depor, a testemunha será qualificada, declarará ou 
confirmará seus dados e informará se tem relações de parentesco com a parte ou 
interesse no objeto do processo. 
§ 1º É lícito à parte contraditar a testemunha, arguindo-lhe a incapacidade, o 
impedimento ou a suspeição, bem como, caso a testemunha negue os fatos que 
lhe são imputados, provar a contradita com documentos ou com testemunhas, 
até 3 (três), apresentadas no ato e inquiridas em separado. 
 
§ 2º Sendo provados ou confessados os fatos a que se refere o § 1º, o juiz 
dispensará a testemunha ou lhe tomará o depoimento como informante. 
§ 3º A testemunhapode requerer ao juiz que a escuse de depor, alegando os 
motivos previstos neste Código, decidindo o juiz de plano após ouvidas as partes. 
 
Art. 829 da CLT - A testemunha que for parente até o terceiro grau civil, amigo 
íntimo ou inimigo de qualquer das partes, não prestará compromisso, e seu 
depoimento valerá como simples informação. 
 
Jurisprudência: 
 
CERCEAMENTO DE DEFESA. CONTRADITA ACOLHIDA. SUBSTITUIÇÃO DE 
TESTEMUNHA. POSSIBILIDADE. Os princípios constitucionais do devido processo 
legal, da ampla defesa e do contraditório garantem à parte o direito de produzir a 
prova de suas alegações, cujo intuito é o de influenciar o convencimento do 
julgador, de modo que compete ao órgão judicial fornecer as condições necessárias 
para que tal direito se materialize. Por conseguinte, uma vez acolhida a contradita 
em relação à única testemunha conduzida pela autora à audiência de instrução, 
deve ser garantida à parte a possibilidade de sua substituição. 
TRT-1 - Recurso Ordinário RO 00000355320125010044 RJ (TRT-1) 
 
Do Direcionamento das Perguntas às Testemunhas: 
 
Art. 11 da IN 39 do TST - Não se aplica ao Processo do Trabalho a norma do art. 459 
do CPC no que permite a inquirição direta das testemunhas pela parte (CLT, art. 
820). 
 
Art. 459 do CPC - As perguntas serão formuladas pelas partes diretamente à 
testemunha, começando pela que a arrolou, não admitindo o juiz aquelas 
que puderem induzir a resposta, não tiverem relação com as questões de fato 
objeto da atividade probatória ou importarem repetição de outra já 
respondida. 
 
Art. 820 da CLT - As partes e testemunhas serão inquiridas pelo juiz ou presidente, 
podendo ser reinquiridas, por seu intermédio, a requerimento dos vogais, das 
partes, seus representantes ou advogados 
 
Das Perguntas Indeferidas: 
 
Art. 795 da CLT - As nulidades não serão declaradas senão mediante provocação 
das partes, as quais deverão argüi-las à primeira vez em que tiverem de falar em 
audiência ou nos autos. 
 
Art. 459, § 3º do CPC - As perguntas que o juiz indeferir serão transcritas no termo, 
se a parte o requerer. 
 
Terceiros mencionados nos Depoimentos das Partes ou Testemunhas podem ser 
intimados: 
 
Art. 461 do CPC - O juiz pode ordenar, de ofício ou a requerimento da parte: 
 
I - a inquirição de testemunhas referidas nas declarações da parte ou das 
testemunhas; 
 
Da Acareação: 
 
Art. 461 do CPC - O juiz pode ordenar, de ofício ou a requerimento da parte: 
II - a acareação de 2 (duas) ou mais testemunhas ou de alguma delas com a 
parte, quando, sobre fato determinado que possa influir na decisão da causa, 
divergirem as suas declarações. 
§ 1º Os acareados serão reperguntados para que expliquem os pontos de 
divergência, reduzindo-se a termo o ato de acareação. 
 
Da Comprovação de que a Testemunha compareceu em audiência: 
 
Art. 822 da CLT - As testemunhas não poderão sofrer qualquer desconto pelas faltas 
ao serviço, ocasionadas pelo seu comparecimento para depor, quando devidamente 
arroladas ou convocadas. 
 
Art. 463 do CPC - O depoimento prestado em juízo é considerado serviço público. 
Parágrafo único. A testemunha, quando sujeita ao regime da legislação trabalhista, 
não sofre, por comparecer à audiência, perda de salário nem desconto no tempo de 
serviço. 
 
Art. 462 do CPC - A testemunha pode requerer ao juiz o pagamento da despesa que 
efetuou para comparecimento à audiência, devendo a parte pagá-la logo que 
arbitrada ou depositá-la em cartório dentro de 3 (três) dias. 
 
Do Número de Testemunhas que Poderão ser Ouvidas: 
 
 No Rito Ordinário. 
 
Art. 821 - Cada uma das partes não poderá indicar mais de 3 (três) testemunhas, 
salvo quando se tratar de inquérito, caso em que esse número poderá ser elevado a 
6 (seis). 
 
 No Rito Sumaríssimo. 
 
Art. 852-H, § 2º - As testemunhas, até o máximo de duas para cada parte, 
comparecerão à audiência de instrução e julgamento independentemente de 
intimação. 
 
Da Troca de Favores: 
 
Súmula nº 357 do TST. TESTEMUNHA. AÇÃO CONTRA A MESMA RECLAMADA. 
SUSPEIÇÃO (mantida) - Res. 121/2003, DJ 19, 20 e 21.11.2003 
Não torna suspeita a testemunha o simples fato de estar litigando ou de ter litigado 
contra o mesmo empregador. 
 
Jurisprudência: 
 
 
TESTEMUNHA - TROCA DE FAVORES - NÃO CARACTERIZAÇÃO Não caracteriza 
troca de favores o fato de os empregados, que se virem lesados em seus direitos 
trabalhistas, utilizarem-se de testemunha que demanda contra mesmo empregador 
para comprovar a lesão denunciada. Ilógico exigir do empregado que, nesses casos, 
conte apenas com o testemunho de empregado que não possua ação contra a 
empresa. Isso importaria em retirar-lhe as poucas condições de comprovar suas 
alegações em juízo, haja vista que a prova testemunhal é a principal prova de que o 
empregado se vale para tal mister. O mero exercício do direito de agir não 
configura ou potencializa a suspeição daquele que é chamado a prestar 
depoimento em querela de outro, cabendo ao Juízo valorar tal depoimento dentro 
do conjunto probatório do processo. 
TRT-3 - RECURSO ORDINARIO TRABALHISTA RO 783609 01140-2008-018-03-00-2 (TRT-3) 
 
DAS ALEGAÇÕES ou RAZÕES FINAIS 
 
Art. 850 - Terminada a instrução, poderão as partes aduzir razões finais, em prazo 
não excedente de 10 (dez) minutos para cada uma. Em seguida, o juiz ou 
presidente renovará a proposta de conciliação, e não se realizando esta, será 
proferida a decisão. 
 
Em geral as alegações finais são REMISSIVAS e facultativas, ou são concedidos prazos 
para as partes manifestarem-se por escrito, mas, em algumas varas poderá o juiz 
requerer ao advogado que faça suas alegações oralmente, nos termos do artigo 850 da 
CLT, e para tanto, sugerimos o texto abaixo: 
 
Pelo Reclamante: 
 
Douto Magistrado, reporta-se o reclamante aos termos de sua inicial, evidenciando 
a este respeitável Juízo que o reclamante confirmou a tese lançada na peça de 
entrada, por meio da oitiva de suas testemunhas e pelos documentos juntados, 
notadamente pelo depoimento da testemunha “X” que comprovou robustamente 
os fatos narrados na peça inicial. A reclamada não teve melhor sorte, eis que não 
conseguiu comprovar os fatos modificativos apresentados na peça de resistência, 
ou seja, não conseguiu se desvencilhar do ônus da prova, merecendo o feito, o 
decreto de total procedência, nos termos da exordial, para condenar a reclamada 
nos pedidos lançados na peça vestibular, bem como para condenar a reclamada 
nas custas e demais cominações legais. Consigna-se pois, a ratificação dos 
protestos lançados na presente ata. 
 
Pela Reclamada: 
 
Excelência, reporta-se a reclamada aos termos de sua contestação, ressaltando a 
este r. Juízo, de que a mesma comprovou robustamente os fatos modificativos, 
tanto que a testemunha “Y” comprovou satisfatoriamente a tese da defesa, bem 
como pelo fatos extintivos do direito do reclamante, pois a reclamada confirmou o 
pagamento das verbas “X, Z e W”, denotando-se que a peça inicial não vai além de 
mera aventura jurídica, cuja pretensão não pode ser acolhida pelo Poder Judiciário. 
Assim sendo, protesta pela improcedência da ação, vez que o reclamante nada 
provou na fase instrutória, devendo pois, suportar as custas processuais. Consigna-
se pois, a ratificação dos protestos lançados na presente ata. 
 
 
DA SENTENÇA 
 
Art. 850 - Terminada a instrução, poderão as partes aduzir razões finais, em prazo 
não excedente de 10 (dez) minutos para cada uma. Em seguida, o juiz ou 
presidente renovará a proposta de conciliação, e não se realizando esta, será 
proferida a decisão. 
 
Antes de proferir a sentença, deve o magistrado renovar a tentativa conciliatória,nos 
termos do artigo 850 da CLT. 
 
O magistrado poderá proferir sentença na própria audiência ou designar nova data para 
prosseguimento, sendo que da decisão judicial, somente caberá recursos por escrito, já 
que a fase da oralidade encerra-se com a audiência de primeira instância. 
 
Merece atenção a intimação das partes da sentença, pela SÚMULA 197 do Egrégio TST. 
 
Súmula TST nº 197 - PRAZO - O prazo para recurso da parte que, intimada, não 
comparecer à audiência em prosseguimento para a prolação da sentença, conta-se 
de sua publicação. (RA 3/85 - DJU 01.04.85).

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