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CAVEIRA.COM DIREITO CONSTITUCIONAL DIREITOS E DEVERES INDIVIDUAIS E COLETIVOS (VOL. 1) CAVEIRA.COM Todo o conteúdo disponibilizado neste material é protegido pela Lei de Direitos Autorais (Lei nº 9.610/1998) e pela Lei de Software (Lei nº 9.609/1998). A prática de rateio, compartilhamento não autorizado, reprodução, distribuição ou venda deste material sem a devida autorização constitui crime de violação de direito autoral, sujeito a pena de detenção de 2 a 4 anos e multa (art. 184 do Código Penal). Além das sanções penais, o infrator pode responder civilmente por perdas e danos, sendo responsabilizado financeiramente por cada cópia ou acesso irregular identificado. Tecnologia de rastreamento: Todos os materiais em PDF são identificados individualmente por marcas d’água visíveis e ocultas, contendo dados do aluno. Nosso sistema permite rastrear a origem de qualquer arquivo compartilhado ilegalmente. 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XXXV ao art. 5º §4º. Dito isso, vamos às nossas dicas iniciais (pertinentes a ambos os Volumes): Dica 01 – Decorem o artigo 5º da CF/88. É um dos que mais possui incisos e, definitivamente, é o mais cobrado; Dica 02 – É interessante que saibam a doutrina sobre a teoria geral dos direitos fundamentais; Dica 03 – Jurisprudência é uma ferramenta muito valiosa dentro desse assunto e vamos explorá-la aqui; Dica 04 – Simulados e mais simulados do Caveira que a aprovação vem! Por fim, um último recado: o foco do nosso estudo sempre será a lei seca, mas aprofundaremos sempre que necessário com doutrina e jurisprudência relacionadas. Vamos lá! DIREITOS E DEVERES INDIVIDUAIS E COLETIVOS (VOL. 1) 1. Origem: Direto ao ponto: Marcelo Alexandrino e Vicente Paulo afirmam que na doutrina prevalece o entendimento de que a Carta Magna Inglesa (1215) é o marco inicial dos direitos fundamentais. Porém, os autores ressaltam que os direitos lá previstos não eram focados nos indivíduos e sim para assegurar aos barões o poder político necessário para limitar a atuação do rei. Assim, J. J. Canotilho Gomes complementa o tema lecionando que a positivação dos direitos fundamentais se deu a partir da Revolução Francesa, com a Declaração dos Direitos do Homem e das declarações de direito formuladas pelos estados americanos, ao firmarem sua independência em CAVEIRA.COM 202146.18/03/2026 Evandro Cleber PatrÃcio de Sena Cleber 010.582.332-54 190123 evandrocleber1@gmail.com Material protegido por lei. Cada PDF possui marca d'água única. O compartilhamento será rastreado e poderá resultar em responsabilização criminal (art. 184, CP). 18/03/2026 00:003 relação à Inglaterra (Bill of Rights, em 1776). Originam-se, assim, as Constituições liberais dos estados ocidentais dos séculos XVIII e XIX. Consenso é que direitos fundamentais são aqueles inerentes à proteção do princípio da dignidade da pessoa humana, cujo objetivo precípuo é estabelecer condições mínimas à existência da pessoa humana, limitando os poderes arbitrários do Estado. �uestão 1 Direito Constitucional -> Direitos e Garantias Fundamentais -> Teoria Geral dos Direitos Fundamentais Banca: VUNESP Ano: 2018 Nível: Ensino Superior É correto afirmar que os direitos humanos fundamentais A visam estabelecer condições mínimas de vida e desenvolvimento da pessoa humana. B são aplicáveis tanto a pessoas naturais quanto a pessoas jurídicas. C têm por finalidade a proteção contra o arbítrio das empresas multinacionais. D surgiram após o nascimento da ideia do constitucionalismo. E consistem em instrumentos de legitimação do poder punitivo do próprio Estado e de suas autoridades constituídas. O gabarito da questão está no final do documento. Clique aqui e acesse a questão na plataforma para ver o comentário do professor e tirar suas dúvidas com o Charlie. 2. Direitos x garantias: Saber essa diferença conceitual pode te garantir aquele ponto precioso na sua prova: DIREITOS GARANTIAS São estabelecidas pelo texto constitucional como instrumento de proteção dos direitos fundamentais e constitucionais. CAVEIRA.COM 202146.18/03/2026 Evandro Cleber PatrÃcio de Sena Cleber 010.582.332-54 190123 evandrocleber1@gmail.com Material protegido por lei. Cada PDF possui marca d'água única. O compartilhamento será rastreado e poderá resultar em responsabilização criminal (art. 184, CP). 18/03/2026 00:004 https://app.caveira.com/questions?raw_text=19052 São normas de conteúdo declaratório da existência de um interesse, de uma vantagem. Ex.: direito à vida, à propriedade, etc. Ex.: mandado de segurança, etc. FRENTE DO CARD �ual a diferença entre direitos humanos e direitos fundamentais? VERSO DO CARD A expressão direitos humanos é utilizada para designar direitos pertencentes ao homem, universalmente considerado, sem referência a determinado ordenamento jurídico ou limitações geográficas. Exemplo: Declaração Universal de Direitos Humanos; Convenção Americana de Direitos Humanos. Já os direitos fundamentais são aqueles reconhecidos como tais em determinado ordenamento jurídico de certo Estado. Exemplo: os direitos fundamentais previstos na Constituição Federal de 1988. 3. Teoria dos status: CAVEIRA.COM 202146.18/03/2026 Evandro Cleber PatrÃcio de Sena Cleber 010.582.332-54 190123 evandrocleber1@gmail.com Material protegido por lei. Cada PDF possui marca d'água única. O compartilhamento será rastreado e poderá resultar em responsabilização criminal (art. 184, CP). 18/03/2026 00:005 Segundo o filósofo do direito e juiz alemão Georg Jellinek temos alguns "status" vinculados a cada tipo de direito fundamental: ⟹ Status passivo (ou status subjectionis): O indivíduo é detentor de deveres perante o Estado. O indivíduo não está em uma posição de ter direitos exigíveis do Poder Público, mas, ao contrário, está em uma posição de subordinação (por exemplo, alistamento eleitoral e voto). ⟹ Status negativo (ou status libertatis): O indivíduo goza de um espaço de liberdade diante das ingerências do Estado. Não pode haver influência estatal na liberdade do indivíduo. Estão localizados principalmente no art. 5º da Constituição (por exemplo, direito à inviolabilidade domiciliar). ⟹ Status positivo (ou status civitatis): O indivíduo tem o direito de exigir do Estado determinadas prestações materiais ou jurídicas (por exemplo, direito de petição). ⟹ Status ativo (ou status da cidadania ativa): O indivíduo possui competências para influenciar a formação da vontade estatal. É o direito que o indivíduo tem de participar e influenciar nas escolhas políticas do Estado, incluindo, sobretudo, os direitos políticos (por exemplo, direito ao voto). CAVEIRA.COM 202146.18/03/2026 Evandro Cleber PatrÃcio de Sena Cleber 010.582.332-54 190123 evandrocleber1@gmail.com Material protegido por lei. Cada PDF possui marca d'água única. O compartilhamento será rastreado e poderá resultar em responsabilização criminal (art. 184, CP). 18/03/2026 00:006ausência de prévio aviso para o exercício do direito de reunião não transforma a manifestação em ato ilícito. RE nº 806.339, STF: Para satisfazer a exigência constitucional de prévio aviso relativamente ao direito de reunião, o grupo interessado em realizar manifestação em local público poderá divulgá-la nas redes sociais, sem a necessidade de uma notificação formal aos órgãos públicos, desde que a veiculação da informação permita ao poder público zelar para que o exercício do referido direito se dê de forma pacífica ou para que não frustre outra reunião no mesmo local. 12. Liberdade de associação (art. 5º, XVII a XIX): Art. 5º (...) XVII - é plena a liberdade de associação para fins lícitos, vedada a de caráter paramilitar; XVIII - a criação de associações e, na forma da lei, a de cooperativas independem de autorização, sendo vedada a interferência estatal em seu funcionamento; XIX - as associações só poderão ser compulsoriamente dissolvidas ou ter suas atividades suspensas por CAVEIRA.COM 202146.18/03/2026 Evandro Cleber PatrÃcio de Sena Cleber 010.582.332-54 190123 evandrocleber1@gmail.com Material protegido por lei. Cada PDF possui marca d'água única. O compartilhamento será rastreado e poderá resultar em responsabilização criminal (art. 184, CP). 18/03/2026 00:0045 decisão judicial, exigindo-se, no primeiro caso, o trânsito em julgado. Marcelo Alexandrino e Vicente Paulo ensinam que as associações pressupõem coligação de pessoas, mas se diferenciam das meras reuniões, tratadas em tópico precedente, porque aquelas têm caráter de permanência, de continuidade, ao passo que estas são sempre temporárias, ocasionais, eventuais. Ademais, as reuniões nunca são entidades personificadas, enquanto as associações têm possibilidade de adquirir personalidade jurídica. A Constituição Federal assegura ampla liberdade de associação, independentemente de autorização dos poderes públicos, além de vedar a. interferência estatal no funcionamento das associações. Tal liberdade, porém, só alcança as associações para fins lícitos, proibidas expressamente as de caráter paramilitar. Além disso, "ninguém poderá ser compelido a associar-se ou a permanecer associado" (art. 5º, XX). Uma vez criadas, as associações só poderão ser compulsoriamente dissolvidas ou ter suas atividades suspensas por decisão judicial, exigindo-se, no primeiro caso (dissolução compulsória), o trânsito em julgado (art. 5.º, XIX). Portanto, em qualquer caso, é exigida uma decisão judicial, nunca administrativa. Para a suspensão de atividade, não é necessário que a decisão judicial seja definitiva; para a dissolução compulsória, a decisão judicial deve ser definitiva; transitada em julgado. CAVEIRA.COM 202146.18/03/2026 Evandro Cleber PatrÃcio de Sena Cleber 010.582.332-54 190123 evandrocleber1@gmail.com Material protegido por lei. Cada PDF possui marca d'água única. O compartilhamento será rastreado e poderá resultar em responsabilização criminal (art. 184, CP). 18/03/2026 00:0046 �uestão 22 Direito Constitucional -> Direitos e Garantias Fundamentais -> Direitos e Deveres Individuais e Coletivos Banca: CAVEIRA (Inéditas) Ano: 2023 Nível: A definir A respeito do direito de reunião e de associação, analise as afirmativas abaixo e dê valores Verdadeiro (V) ou Falso (F). ( ) Todos podem reunir-se pacificamente, sem armas, em locais abertos ao público, independentemente de autorização, desde que não frustrem outra reunião anteriormente convocada para o mesmo local, sendo apenas exigido prévio aviso à autoridade competente. ( ) A criação de associações e, na forma da lei, a de cooperativas dependem de autorização, sendo vedada a interferência estatal em seu funcionamento. ( ) As associações só poderão ser compulsoriamente dissolvidas ou ter suas atividades suspensas por decisão judicial, exigindo-se, no primeiro caso, apenas uma decisão judicial de primeira instância. ( ) As entidades associativas, independentemente de autorização expressa, têm legitimidade para representar seus filiados judicial ou extrajudicialmente. ( ) Ninguém poderá ser compelido a associar-se ou a permanecer associado. Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de cima para baixo. A V - F - F - V - V. B F - F - V - F - V. C F - F - F - V - V. D V - F - F - F - V. E F - V - F - V - F. O gabarito da questão está no final do documento. Clique aqui e acesse a questão na plataforma para ver o comentário do professor e tirar suas dúvidas com o Charlie. CAVEIRA.COM 202146.18/03/2026 Evandro Cleber PatrÃcio de Sena Cleber 010.582.332-54 190123 evandrocleber1@gmail.com Material protegido por lei. Cada PDF possui marca d'água única. O compartilhamento será rastreado e poderá resultar em responsabilização criminal (art. 184, CP). 18/03/2026 00:0047 https://app.caveira.com/questions?raw_text=56229 13. Representação processual x substituição processual (art. 5º, XXI e LXX): Art. 5º (...) XXI - as entidades associativas, quando expressamente autorizadas, têm legitimidade para representar seus filiados judicial ou extrajudicialmente; (...) LXX - o mandado de segurança coletivo pode ser impetrado por: a) partido político com representação no Congresso Nacional; b) organização sindical, entidade de classe ou associação legalmente constituída e em funcionamento há pelo menos um ano, em defesa dos interesses de seus membros ou associados. Nesse sentido, vejamos esse quadro-resumo: REPRESENTAÇÃO JUDICIAL SUBSTITUIÇÃO PROCESSUAL Necessidade de autorização expressa dos associados. Desnecessidade de autorização expressa dos associados. Defesa do direito dos associados em outras ações judiciais (que não o mandado de segurança coletivo ou recursos administrativos, nos termos do art. 5º, XXI. Defesa do direito dos associados mediante impetração de mandado de segurança coletivo, nos termos do art. 5º, LXX. Súmula nº 629, STF: A impetração de mandado de segurança coletivo por entidade de classe em favor dos associados independe da autorização destes. 14. Direito de propriedade (art. 5º, XXII a XXXI): Art. 5º (...) CAVEIRA.COM 202146.18/03/2026 Evandro Cleber PatrÃcio de Sena Cleber 010.582.332-54 190123 evandrocleber1@gmail.com Material protegido por lei. Cada PDF possui marca d'água única. O compartilhamento será rastreado e poderá resultar em responsabilização criminal (art. 184, CP). 18/03/2026 00:0048 XXIII - a propriedade atenderá a sua função social; XXIV - a lei estabelecerá o procedimento para desapropriação por necessidade ou utilidade pública, ou por interesse social, mediante justa e prévia indenização em dinheiro, ressalvados os casos previstos nesta Constituição; XXV - no caso de iminente perigo público, a autoridade competente poderá usar de propriedade particular, assegurada ao proprietário indenização ulterior, se houver dano; XXVI - a pequena propriedade rural, assim definida em lei, desde que trabalhada pela família, não será objeto de penhora para pagamento de débitos decorrentes de sua atividade produtiva, dispondo a lei sobre os meios de financiar o seu desenvolvimento; XXVII - aos autores pertence o direito exclusivo de utilização, publicação ou reprodução de suas obras, transmissível aos herdeiros pelo tempo que a lei fixar; XXVIII - são assegurados, nos termos da lei: a) a proteção às participações individuais em obras coletivas e à reprodução da imagem e voz humanas, inclusive nas atividades desportivas; b) o direito de fiscalização do aproveitamento econômico das obras que criarem ou de que participarem aos criadores, aos intérpretes e às respectivas representações sindicais e associativas; XXIX - a lei assegurará aos autores de inventos industriais privilégio temporário para sua utilização, bem como proteção às criações industriais, à propriedade das marcas, aos nomes de empresas e a outros signos distintivos, tendo em vista o interesse social e o desenvolvimento tecnológicoe econômico do País; XXX - é garantido o direito de herança; XXXI - a sucessão de bens de estrangeiros situados no País será regulada pela lei brasileira em benefício do cônjuge ou dos filhos brasileiros, sempre que não lhes seja mais favorável a lei pessoal do "de cujus". Deste tópico, é interessante destacar que a Constituição assegura o direito à propriedade (art. 5º, XXII) de bens móveis e imóveis, materiais e imateriais (art. 5º, XXVI a XXXI), impedindo intervenções no CAVEIRA.COM 202146.18/03/2026 Evandro Cleber PatrÃcio de Sena Cleber 010.582.332-54 190123 evandrocleber1@gmail.com Material protegido por lei. Cada PDF possui marca d'água única. O compartilhamento será rastreado e poderá resultar em responsabilização criminal (art. 184, CP). 18/03/2026 00:0049 âmbito de proteção do direito, por parte do Estado ou de particulares, desprovidas de fundamentação constitucional. Consoante lições de Marcelo Novelino, "o direito à propriedade possui restrições diretas e indiretas impostas pela Constituição aos seus caracteres tradicionais. O caráter absoluto é afastado pelo princípio da função social (art. 5º, XXIII); o exclusivo limitado por requisições civis e militares (art. 5º, XXV c/c art. 139, VII); o perpétuo, pela possibilidade de desapropriação (art. 5º, XXIV), usucapião (art. 183 c/c art. 191), expropriação-sanção e confisco (art. 243)". Por fim, Celso Antônio Bandeira de Mello aponta as seguintes diferenças entre a desapropriação e a requisição: SITUAÇÃO DESAPROPRIAÇÃO RE�UISIÇÃO Objeto Apenas bens. Bens ou serviços. Objetivo Aquisição da propriedade. Uso da propriedade. Fundamento Necessidades permanentes da coletividade. Necessidades transitórias da coletividade. Efetivação Depende de acordo ou procedimento judicial. Autoexecutória. Pressupostos Necessidade corrente, usual. Necessidade pública premente, compulsiva. Indenização Obrigatória, prévia, justa e, em regra, paga em dinheiro. Depende da existência de dano e ocorre posteriormente. 15. Defesa do consumidor (art. 5º, XXXII): Art. 5º, XXXII - o Estado promoverá, na forma da lei, a defesa do consumidor. CAVEIRA.COM 202146.18/03/2026 Evandro Cleber PatrÃcio de Sena Cleber 010.582.332-54 190123 evandrocleber1@gmail.com Material protegido por lei. Cada PDF possui marca d'água única. O compartilhamento será rastreado e poderá resultar em responsabilização criminal (art. 184, CP). 18/03/2026 00:0050 Para Marcelo Alexandrino e Vicente Paulo, a ideia central do texto constitucional, concretizada pelo Código de Defesa do Consumidor, é que, nas relações de consumo, é presumida a existência de uma disparidade econômica entre as partes, de sorte que ao consumidor, que representa o lado mais fraco, hipossuficiente, deve ser assegurado um arcabouço jurídico que compense essa desigualdade fática. Assim, instituem-se medidas de proteção jurídica, como atribuição de responsabilidade objetiva ao fornecedor por danos ocasionados por seus produtos ao consumidor, inversão de ônus de prova em determinadas ações contra o fornecedor em que o consumidor seja parte etc. 16. Direito de informação (art. 5º, XXXIII): Art. 5º, XXXIII - todos têm direito a receber dos órgãos públicos informações de seu interesse particular, ou de interesse coletivo ou geral, que serão prestadas no prazo da lei, sob pena de responsabilidade, ressalvadas aquelas cujo sigilo seja imprescindível à segurança da sociedade e do Estado. Para Marcelo Novelino, a liberdade de informação abrange os direitos de informar, de se informar e de ser informado. O direito de informar, enquanto prerrogativa constitucionalmente assegurada de transmitir uma informação, não deve ser confundido com a liberdade de manifestação do pensamento (art. 5º, IV), consistente no direito de emitir uma opinião sobre determinado tema. Por sua importância na construção de uma sociedade democrática, o direito de transmitir informação recebe uma proteção constitucional específica para os casos em que é exercido profissionalmente por intermédio dos meios de comunicação social (arts. 220 a 224). A forma institucionalizada deste direito é conhecida como liberdade de imprensa. AI 690.841, STF: A liberdade de imprensa, enquanto projeção das liberdades de comunicação e de manifestação do pensamento, reveste-se de conteúdo abrangente, por compreender, dentre outras prerrogativas r-elevantes que lhe são inerentes, (a) o direito de informar, (b) o direito de buscar a informação, (c) o direito de opinar e (d) o direito de criticar. O exercício do direito de acesso à informação, bem como as hipóteses em que ele pode ser restringido, está disciplinado na Lei nº 12.527/11, denominada Lei de Acesso à Informação - LAI. 17. Direito de petição (art. 5º, XXXIV, "a"): CAVEIRA.COM 202146.18/03/2026 Evandro Cleber PatrÃcio de Sena Cleber 010.582.332-54 190123 evandrocleber1@gmail.com Material protegido por lei. Cada PDF possui marca d'água única. O compartilhamento será rastreado e poderá resultar em responsabilização criminal (art. 184, CP). 18/03/2026 00:0051 Art. 5º, XXXIV - são a todos assegurados, independentemente do pagamento de taxas: a) o direito de petição aos Poderes Públicos em defesa de direitos ou contra ilegalidade ou abuso de poder. O direito de petição, de natureza eminentemente democrática e informal, assegura ao indivíduo, ao mesmo tempo, participação política e possibilidade de fiscalização na gestão da coisa pública, sendo um meio para tornar efetivo o exercício da cidadania. E o instrumento de que dispõe qualquer pessoa para levar ao conhecimento dos poderes públicos fato ilegal ou abusivo, contrário ao interesse público, para que sejam adotadas as medidas necessárias. Poderá, também, ser o instrumento para a defesa de direitos perante os órgãos do Estado. É importante destacar as duas situações distintas que podem ensejar a petição aos poderes públicos: defesa de direitos; reparação de ilegalidade ou abuso de poder. 18. Direito de certidão (art. 5º, XXXIV, "b"): Art. 5º, XXXIV - são a todos assegurados, independentemente do pagamento de taxas: b) a obtenção de certidões em repartições públicas, para defesa de direitos e esclarecimento de situações de interesse pessoal. Segundo Marcelo Alexandrino e Vicente Paulo, cuida-se de garantia constitucional de natureza individual, sendo obrigatória a expedição da certidão quando se destine à defesa de direitos e esclarecimento de situações de interesse pessoal do requerente. Desse modo, tal garantia não pode ser invocada por quem pretenda obter cópia de documentos a respeito de terceiro, a menos que este lhe tenha conferido mandato de representação. O Estado está obrigado a prestar as informações solicitadas, ressalvadas as hipóteses de proteção por sigilo, sob pena de ofensa a direito líquido e certo do requerente, por ilegalidade ou abuso de poder, reparável na via do mandado de segurança. Para fazer jus à certidão, não se exige do administrado a demonstração da finalidade específica do pedido. O não fornecimento das informações englobadas no pedido de certidão, ressalvadas as hipóteses de sigilo, poderá ensejar a responsabilização civil do Estado, bem como a responsabilização pessoal da autoridade que a denegou. CAVEIRA.COM 202146.18/03/2026 Evandro Cleber PatrÃcio de Sena Cleber 010.582.332-54 190123 evandrocleber1@gmail.com Material protegido por lei. Cada PDF possui marca d'água única. O compartilhamento será rastreado e poderá resultar em responsabilização criminal (art. 184, CP). 18/03/2026 00:0052 Uma vez registrado o pedido de certidão, não sendo ele atendido por ilegalidade ou abuso de poder, o remédio cabível para a devida reparação será o mandado de segurança, e não o habeas data. �uestões: Finalizada a teoria, vamos ver mais algumas questões e flashcards pertinentes! �uestão 23 Direito Constitucional -> Direitos e Garantias Fundamentais Banca: CAVEIRA (Inéditas)Ano: 2023 Nível: A definir Assinale a alternativa correta de acordo com os direitos e garantias. A São invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas, assegurado o direito a indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua violação. B A casa é asilo inviolável do indivíduo, ninguém nela podendo penetrar sem consentimento do morador, salvo em caso de flagrante delito ou desastre, ou para prestar socorro, ou, a qualquer tempo, por determinação judicial. C É plena a liberdade de associação para fins lícitos, inclusive a de caráter paramilitar. D A impetração de mandado de segurança coletivo por entidade de classe em favor dos associados depende da autorização destes. E Conhece-se de recurso de habeas corpus cujo objeto seja resolver sobre o ônus das custas. O gabarito da questão está no final do documento. Clique aqui e acesse a questão na plataforma para ver o comentário do professor e tirar suas dúvidas com o Charlie. CAVEIRA.COM 202146.18/03/2026 Evandro Cleber PatrÃcio de Sena Cleber 010.582.332-54 190123 evandrocleber1@gmail.com Material protegido por lei. Cada PDF possui marca d'água única. O compartilhamento será rastreado e poderá resultar em responsabilização criminal (art. 184, CP). 18/03/2026 00:0053 https://app.caveira.com/questions?raw_text=58604 �uestão 24 Direito Constitucional -> Direitos e Garantias Fundamentais Banca: CAVEIRA (Inéditas) Ano: 2023 Nível: A definir Assinale a alternativa incorreta de acordo com a temática dos direitos e garantias previstos na Constituição Federal de 1988. A Todos podem reunir-se pacificamente, sem armas, em locais abertos ao público, independentemente de autorização, desde que não frustrem outra reunião anteriormente convocada para o mesmo local, sendo apenas exigido prévio aviso à autoridade competente. B As entidades associativas, quando expressamente autorizadas, têm legitimidade para representar seus filiados judicial ou extrajudicialmente. C Aos autores pertence o direito exclusivo de utilização, publicação ou reprodução de suas obras, transmissível aos herdeiros pelo tempo que a lei fixar. D Não haverá juízo ou tribunal de exceção. E É inviolável o sigilo da correspondência e das comunicações telegráficas, de dados e das comunicações telefônicas, salvo, no primeiro caso, por ordem judicial, nas hipóteses e na forma que a lei estabelecer para fins de investigação criminal ou instrução processual penal. O gabarito da questão está no final do documento. Clique aqui e acesse a questão na plataforma para ver o comentário do professor e tirar suas dúvidas com o Charlie. CAVEIRA.COM 202146.18/03/2026 Evandro Cleber PatrÃcio de Sena Cleber 010.582.332-54 190123 evandrocleber1@gmail.com Material protegido por lei. Cada PDF possui marca d'água única. O compartilhamento será rastreado e poderá resultar em responsabilização criminal (art. 184, CP). 18/03/2026 00:0054 https://app.caveira.com/questions?raw_text=58374 �uestão 25 Direito Constitucional -> Direitos e Garantias Fundamentais Banca: CAVEIRA (Inéditas) Ano: 2023 Nível: A definir Em que pese a garantia de liberdade religiosa, é inconstitucional lei que permite o sacrifício de animais em cultos de religiões de matriz africana. C Certo E Errado Conteúdo de apoio O gabarito da questão está no final do documento. Clique aqui e acesse a questão na plataforma para ver o comentário do professor e tirar suas dúvidas com o Charlie. �uestão 26 Direito Constitucional -> Direitos e Garantias Fundamentais Banca: CAVEIRA (Inéditas) Ano: 2023 Nível: A definir Para fins de inviolabilidade domiciliar, o conceito de “casa” abrange, inclusive, os quartos de hotéis ocupados. C Certo E Errado Conteúdo de apoio O gabarito da questão está no final do documento. Clique aqui e acesse a questão na plataforma para ver o comentário do professor e tirar suas dúvidas com o Charlie. CAVEIRA.COM 202146.18/03/2026 Evandro Cleber PatrÃcio de Sena Cleber 010.582.332-54 190123 evandrocleber1@gmail.com Material protegido por lei. Cada PDF possui marca d'água única. O compartilhamento será rastreado e poderá resultar em responsabilização criminal (art. 184, CP). 18/03/2026 00:0055 https://app.caveira.com/questions?raw_text=58307 https://app.caveira.com/questions?raw_text=58306 FRENTE DO CARD O Supremo Tribunal Federal reconheceu aos indivíduos transgêneros, independente da cirurgia de transgenitalização, ou da realização de tratamentos hormonais ou patologizantes, o direito à alteração de prenome e gênero diretamente no registro civil, sem necessidade de autorização judicial. Verdadeiro ou falso? VERSO DO CARD Verdadeiro. Transgênero pode alterar seu prenome e gênero no registro civil mesmo sem fazer cirurgia de transgenitalização e mesmo sem autorização judicial. informativo: 892 STF CAVEIRA.COM 202146.18/03/2026 Evandro Cleber PatrÃcio de Sena Cleber 010.582.332-54 190123 evandrocleber1@gmail.com Material protegido por lei. Cada PDF possui marca d'água única. O compartilhamento será rastreado e poderá resultar em responsabilização criminal (art. 184, CP). 18/03/2026 00:0056 FRENTE DO CARD O direito à vida tem dupla acepção, uma negativa e uma positiva. Verdadeiro ou falso? VERSO DO CARD Verdadeiro. Negativa: garante o direito de estar vivo, de permanecer vivo, de forma que nem o Estado, nem o particular poderão intervir na existência física de alguém. Positiva: garante a vida digna, de modo que não basta estar vivo, mas viver com a dignidade própria de um ser da espécie humana. Assim, o Estado deve prover o mínimo existencial para um vida digna. CAVEIRA.COM 202146.18/03/2026 Evandro Cleber PatrÃcio de Sena Cleber 010.582.332-54 190123 evandrocleber1@gmail.com Material protegido por lei. Cada PDF possui marca d'água única. O compartilhamento será rastreado e poderá resultar em responsabilização criminal (art. 184, CP). 18/03/2026 00:0057 FRENTE DO CARD A escusa de consciência por motivos religiosos, filosóficos ou políticos é protegida constitucionalmente, exceto nos casos de invocação para se eximir de obrigação legal imposta a todos e de recusa de cumprimento de prestação alternativa fixada em lei. Verdadeiro ou falso? VERSO DO CARD Verdadeiro. Art.5º. VIII - ninguém será privado de direitos por motivo de crença religiosa ou de convicção filosófica ou política, salvo se as invocar para eximir-se de obrigação legal a todos imposta e recusar-se a cumprir prestação alternativa, fixada em lei. CAVEIRA.COM 202146.18/03/2026 Evandro Cleber PatrÃcio de Sena Cleber 010.582.332-54 190123 evandrocleber1@gmail.com Material protegido por lei. Cada PDF possui marca d'água única. O compartilhamento será rastreado e poderá resultar em responsabilização criminal (art. 184, CP). 18/03/2026 00:0058 FRENTE DO CARD De acordo com a Constituição Federal e com o entendimento Doutrinário, discorra sobre o conceito de casa! VERSO DO CARD O conceito de casa é abrangente e se estende, inclusive, a qualquer compartimento privado não aberto ao público, onde alguém exerce profissão ou atividade, compreendendo, por exemplo, os escritórios e consultórios profissionais, as dependências privadas da empresa e o quarto de hotel. CAVEIRA.COM 202146.18/03/2026 Evandro Cleber PatrÃcio de Sena Cleber 010.582.332-54 190123 evandrocleber1@gmail.com Material protegido por lei. Cada PDF possui marca d'água única. O compartilhamento será rastreado e poderá resultar em responsabilização criminal (art. 184, CP). 18/03/2026 00:0059 FRENTE DO CARD Complete a lacuna! A criação de associações e, na forma da lei, a de cooperativas ____________de autorização, sendo vedada a interferência estatal em seu funcionamento. VERSO DO CARD Art.5º. XVIII - a criação de associações e, na forma da lei, a de cooperativas independem de autorização, sendo vedada a interferência estatal em seu funcionamento. Caveiras, finalizamos a primeira parte do tema mais importante e mais cobrado em provas de direito constitucional. No próximomaterial iremos abordar a segunda parte - Direitos e deveres individuais e coletivos (Vol. 2). Revisem esse conteúdo constantemente e façam muitas questões. Polícia e nada mais! CAVEIRA.COM 202146.18/03/2026 Evandro Cleber PatrÃcio de Sena Cleber 010.582.332-54 190123 evandrocleber1@gmail.com Material protegido por lei. Cada PDF possui marca d'água única. O compartilhamento será rastreado e poderá resultar em responsabilização criminal (art. 184, CP). 18/03/2026 00:0060 Gabarito das questões: �uestão 1 : A �uestão 2 : D �uestão 3 : E �uestão 4 : E �uestão 5 : A �uestão 6 : B �uestão 7 : B �uestão 8 : E �uestão 9 : E �uestão 10 : E �uestão 11 : C �uestão 12 : C �uestão 13 : C �uestão 14 : E �uestão 15 : B �uestão 16 : C �uestão 17 : E �uestão 18 : E �uestão 19 : E �uestão 20 : C �uestão 21 : C �uestão 22 : D �uestão 23 : A �uestão 24 : E �uestão 25 : E �uestão 26 : C CAVEIRA.COM 202146.18/03/2026 Evandro Cleber PatrÃcio de Sena Cleber 010.582.332-54 190123 evandrocleber1@gmail.com Material protegido por lei. Cada PDF possui marca d'água única. O compartilhamento será rastreado e poderá resultar em responsabilização criminal (art. 184, CP). 18/03/2026 00:0061 Clique aqui para resolver todas as questões desse PDF no banco de questões CAVEIRA.COM 202146.18/03/2026 Evandro Cleber PatrÃcio de Sena Cleber 010.582.332-54 190123 evandrocleber1@gmail.com Material protegido por lei. Cada PDF possui marca d'água única. O compartilhamento será rastreado e poderá resultar em responsabilização criminal (art. 184, CP). 18/03/2026 00:0062 https://app.caveira.com/questions?ids=19052,47240,27673,56514,53015,51142,50444,45286,52887,45292,38525,50883,22241,54640,18057,55787,50889,49603,42579,33384,54084,56229,58604,58374,58307,58306�uestão 2 Direito Constitucional -> Teoria Geral do Direito Constitucional -> Aplicabilidade das Normas Constitucionais Banca: CAVEIRA (Inéditas) Ano: 2023 Nível: A definir Analise os itens abaixo: I. No status passivo, o indivíduo não está em uma posição de ter direitos exigíveis perante o Estado, mas, pelo contrário, está em uma posição de subordinação perante ele (por exemplo, alistamento eleitoral e voto). II. No status ativo, o indivíduo possui competências para influenciar a formação da vontade estatal. III. No status negativo, o indivíduo goza de um espaço de liberdade diante das ingerências do Estado. Consoante a teoria dos status dos direitos fundamentais, assinale a alternativa correta. A Estão corretos os itens I e II, apenas. B Apenas o item III está correto. C Estão corretos os itens II e III, apenas. D Todos os itens estão corretos. O gabarito da questão está no final do documento. Clique aqui e acesse a questão na plataforma para ver o comentário do professor e tirar suas dúvidas com o Charlie. 4. Características dos direitos fundamentais: Abaixo veremos as principais características ok? Nossa pretensão não é esgotá-las, mas trazer a vocês as que mais são cobradas em provas: ⟹ Historicidade: CAVEIRA.COM 202146.18/03/2026 Evandro Cleber PatrÃcio de Sena Cleber 010.582.332-54 190123 evandrocleber1@gmail.com Material protegido por lei. Cada PDF possui marca d'água única. O compartilhamento será rastreado e poderá resultar em responsabilização criminal (art. 184, CP). 18/03/2026 00:007 https://app.caveira.com/questions?raw_text=47240 O que se entende por direitos fundamentais depende do entendimento de uma sociedade em um determinado tempo. ⟹ Inalienabilidade: São direitos sem conteúdo econômico e/ou patrimonial, não podendo ser comercializados ou permutados. ⟹ Imprescritibilidade: São sempre exigíveis. Não é porque não foram exercidos que deixam de pertencer ao indivíduo. ⟹ Irrenunciabilidade: O indivíduo pode até não exercer os seus direitos, mas não pode renunciar a eles. Trata-se de característica que pode ser relativizada pela vida moderna. ⟹ Relatividade: Não são direitos absolutos. Se houver um choque entre os direitos fundamentais, será resolvido por juízo de ponderação ou pela aplicação do princípio da proporcionalidade. ⟹ Personalidade: Os direitos fundamentais não se transmitem. ⟹ Cumulatividade: Os direitos fundamentais são direitos que podem ser exercidos ao mesmo tempo. ⟹ Universalidade: Independentemente de as nações terem assinado a Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH), os direitos fundamentais devem ser reconhecidos em todo o planeta, independentemente da cultura, da política e da sociedade. CAVEIRA.COM 202146.18/03/2026 Evandro Cleber PatrÃcio de Sena Cleber 010.582.332-54 190123 evandrocleber1@gmail.com Material protegido por lei. Cada PDF possui marca d'água única. O compartilhamento será rastreado e poderá resultar em responsabilização criminal (art. 184, CP). 18/03/2026 00:008 ⟹ Proibição ao retrocesso: Não se pode retroceder nos avanços históricos conquistados. FRENTE DO CARD �uais são as características dos direitos fundamentais? VERSO DO CARD imprescritibilidade inalienabilidade irrenunciabilidade inviolabilidade universalidade efetividade interdependência complementariedade relatividade limitabilidade. CAVEIRA.COM 202146.18/03/2026 Evandro Cleber PatrÃcio de Sena Cleber 010.582.332-54 190123 evandrocleber1@gmail.com Material protegido por lei. Cada PDF possui marca d'água única. O compartilhamento será rastreado e poderá resultar em responsabilização criminal (art. 184, CP). 18/03/2026 00:009 �uestão 3 Direito Constitucional -> Direitos e Garantias Fundamentais -> Teoria Geral dos Direitos Fundamentais Banca: CAVEIRA (ADAPTADA) Ano: 2022 Nível: A definir Com relação à teoria dos direitos fundamentais e à sua aplicação no direito constitucional brasileiro, assinale a opção correta. A Segundo a jurisprudência, os direitos fundamentais são absolutos, inalienáveis e imprescritíveis, cabendo ao intérprete o dever de concordância prática para acomodar os eventuais conflitos entre eles. B Os direitos fundamentais podem ser renunciados definitivamente. C Os tratados internacionais de direitos humanos, após a EC n.º 45/2004, devem seguir o mesmo procedimento de emenda à Constituição para que possam ser incorporados ao direito brasileiro. D Os direitos fundamentais de primeira geração (ou dimensão) são denominados de direitos sociais, que demandam um fazer por parte do Estado, e foram inaugurados com as revoluções burguesas do século XVIII. E O método de solução de conflitos entre direitos fundamentais constitucionalmente previstos, em caso de colisão, é a ponderação de interesses; o legislador, contudo, por força do princípio democrático, pode resolver conflitos por meio da lei, efetuando a ponderação em abstrato. O gabarito da questão está no final do documento. Clique aqui e acesse a questão na plataforma para ver o comentário do professor e tirar suas dúvidas com o Charlie. 5. Eficácia e aplicabilidade das normas constitucionais: Nos apoiaremos na doutrina de José Afonso da Silva para entendermos o assunto: ⟹ Eficácia plena: CAVEIRA.COM 202146.18/03/2026 Evandro Cleber PatrÃcio de Sena Cleber 010.582.332-54 190123 evandrocleber1@gmail.com Material protegido por lei. Cada PDF possui marca d'água única. O compartilhamento será rastreado e poderá resultar em responsabilização criminal (art. 184, CP). 18/03/2026 00:0010 https://app.caveira.com/questions?raw_text=27673 Desde a entrada em vigor da Constituição, produz ou tem a possibilidade de produzir todos os efeitos. Possui aplicabilidade direta, imediata e integral (ex.: remédios constitucionais). ⟹ Eficácia contida: O legislador regulou suficientemente, mas ainda pode ser restringida. Possui aplicabilidade direta, imediata e não integral (ex.: liberdade profissional). ⟹ Eficácia limitada: Não produz seus efeitos desde sua entrada em vigor. Além disso, só manifesta a plenitude dos efeitos jurídicos pretendidos pelo legislador constituinte após a emissão de atos normativos previstos ou requeridos por ela. Possui aplicabilidade indireta, mediata e reduzida (ex.: mandados de criminalização). As normas de eficácia limitada dividem-se em: Princípio institutivo ou organizativo: esquemas gerais sobre estruturação e atribuições de órgãos e entidades, para que a lei regule futuramente; Princípio programático: programas a serem realizados pelo Poder Público. Para Marcelo Alexandrino e Vicente Paulo as normas programáticas possuem “eficácia negativa”, isto é: 1. Revogam as disposições contrárias ou incompatíveis com os seus comandos; 2. Impedem que sejam produzidas normas ulteriores que contrariem os programas por elas estabelecidos. Por fim, para Alexandre de Moraes, nas normas programáticas, "o juízo de oportunidade e a avaliação da extensão do programa incumbem ao Poder Legislativo, no exercício de sua função legiferante, de modo que a eficácia técnica, neste caso, é limitada". CAVEIRA.COM 202146.18/03/2026 Evandro Cleber PatrÃcio de Sena Cleber 010.582.332-54 190123 evandrocleber1@gmail.com Material protegido por lei. Cada PDF possui marca d'água única. O compartilhamento será rastreado e poderá resultar em responsabilização criminal (art. 184, CP). 18/03/2026 00:0011 �uestão 4 Direito Constitucional -> Teoria Geral do Direito Constitucional -> Aplicação das Normas Constitucionais no Tempo Banca: CAVEIRA (Inéditas) Ano: 2023 Nível: A definir O direito de propriedade é uma norma de eficácia plena. C Certo E Errado Conteúdo de apoio O gabarito da questão está no final do documento. Clique aqui e acesse a questão na plataforma para ver o comentário do professor e tirar suas dúvidas com o Charlie. CAVEIRA.COM 202146.18/03/2026 Evandro Cleber PatrÃcio de Sena Cleber 010.582.332-54 190123 evandrocleber1@gmail.com Material protegidopor lei. Cada PDF possui marca d'água única. O compartilhamento será rastreado e poderá resultar em responsabilização criminal (art. 184, CP). 18/03/2026 00:0012 https://app.caveira.com/questions?raw_text=56514 �uestão 5 Direito Constitucional -> Teoria Geral do Direito Constitucional -> Aplicabilidade das Normas Constitucionais Banca: CAVEIRA (Inéditas) Ano: 2023 Nível: A definir Trata-se de norma constitucional de eficácia plena: A A gratuidade aos maiores de sessenta e cinco anos nos transportes coletivos urbanos. B O livre exercício de qualquer trabalho, ofício ou profissão, atendidas as qualificações profissionais que a lei estabelecer. C É assegurada, nos termos da lei, a prestação de assistência religiosa nas entidades civis e militares de internação coletiva. D Ninguém será privado de direitos por motivo de crença religiosa ou de convicção filosófica ou política, salvo se as invocar para eximir-se de obrigação legal a todos imposta e recusar-se a cumprir prestação alternativa, fixada em lei. E Todos têm direito a receber dos órgãos públicos informações de seu interesse particular, ou de interesse coletivo ou geral, que serão prestadas no prazo da lei, sob pena de responsabilidade, ressalvadas aquelas cujo sigilo seja imprescindível à segurança da sociedade e do Estado. O gabarito da questão está no final do documento. Clique aqui e acesse a questão na plataforma para ver o comentário do professor e tirar suas dúvidas com o Charlie. CAVEIRA.COM 202146.18/03/2026 Evandro Cleber PatrÃcio de Sena Cleber 010.582.332-54 190123 evandrocleber1@gmail.com Material protegido por lei. Cada PDF possui marca d'água única. O compartilhamento será rastreado e poderá resultar em responsabilização criminal (art. 184, CP). 18/03/2026 00:0013 https://app.caveira.com/questions?raw_text=53015 �uestão 6 Direito Constitucional -> Teoria Geral do Direito Constitucional -> Aplicação das Normas Constitucionais no Tempo Banca: CAVEIRA (Inéditas) Ano: 2023 Nível: A definir De acordo com a Constituição Federal, é livre o exercício de qualquer trabalho, ofício ou profissão, atendidas as qualificações profissionais que a lei estabelecer. Sendo assim, estamos diante de um caso de norma constitucional de eficácia: A Plena. B Contida. C Limitada. D Postergada. E Suspensiva. O gabarito da questão está no final do documento. Clique aqui e acesse a questão na plataforma para ver o comentário do professor e tirar suas dúvidas com o Charlie. CAVEIRA.COM 202146.18/03/2026 Evandro Cleber PatrÃcio de Sena Cleber 010.582.332-54 190123 evandrocleber1@gmail.com Material protegido por lei. Cada PDF possui marca d'água única. O compartilhamento será rastreado e poderá resultar em responsabilização criminal (art. 184, CP). 18/03/2026 00:0014 https://app.caveira.com/questions?raw_text=51142 �uestão 7 Direito Constitucional -> Teoria Geral do Direito Constitucional -> Aplicabilidade das Normas Constitucionais Banca: CAVEIRA (Inéditas) Ano: 2023 Nível: A definir De acordo com o art. 5º, inciso III, da CF/88, “ninguém será submetido a tortura nem a tratamento desumano ou degradante”. Trata-se de uma norma dotada de eficácia: A Programática. B Plena. C Contida. D Limitada de princípios constitutivos. E Exaurida. O gabarito da questão está no final do documento. Clique aqui e acesse a questão na plataforma para ver o comentário do professor e tirar suas dúvidas com o Charlie. CAVEIRA.COM 202146.18/03/2026 Evandro Cleber PatrÃcio de Sena Cleber 010.582.332-54 190123 evandrocleber1@gmail.com Material protegido por lei. Cada PDF possui marca d'água única. O compartilhamento será rastreado e poderá resultar em responsabilização criminal (art. 184, CP). 18/03/2026 00:0015 https://app.caveira.com/questions?raw_text=50444 �uestão 8 Direito Constitucional -> Teoria Geral do Direito Constitucional -> Aplicabilidade das Normas Constitucionais Banca: CAVEIRA (Inéditas) Ano: 2023 Nível: A definir A norma de eficácia contida é aquela que, desde a entrada em vigor da Constituição, produz ou tem a possibilidade de produzir todos os efeitos e possui aplicabilidade direta, imediata e integral. C Certo E Errado Conteúdo de apoio O gabarito da questão está no final do documento. Clique aqui e acesse a questão na plataforma para ver o comentário do professor e tirar suas dúvidas com o Charlie. 6. Dimensões dos direitos fundamentais: Direto ao ponto: ⟹ 1ª dimensão: liberdade. Abstenção do Estado. Ex.: direitos civis e políticos. ⟹ 2ª dimensão: igualdade. Ex.: direitos sociais, econômicos e culturais. ⟹ 3ª dimensão: fraternidade e solidariedade. Ex.: meio ambiente, autodeterminação dos povos. ⟹ 4ª dimensão: futuro da cidadania. CAVEIRA.COM 202146.18/03/2026 Evandro Cleber PatrÃcio de Sena Cleber 010.582.332-54 190123 evandrocleber1@gmail.com Material protegido por lei. Cada PDF possui marca d'água única. O compartilhamento será rastreado e poderá resultar em responsabilização criminal (art. 184, CP). 18/03/2026 00:0016 https://app.caveira.com/questions?raw_text=45286 Ex.: democracia, pluralismo e informação. ⟹ 5ª dimensão: direito supremo da humanidade. Ex.: direito à paz. FRENTE DO CARD �uais são os direitos fundamentais de primeira geração? VERSO DO CARD São os direitos civis e políticos. Caracterizam por impor ao Estado um dever de abstenção, de não fazer, de não interferência no espaço de cada indivíduo. CAVEIRA.COM 202146.18/03/2026 Evandro Cleber PatrÃcio de Sena Cleber 010.582.332-54 190123 evandrocleber1@gmail.com Material protegido por lei. Cada PDF possui marca d'água única. O compartilhamento será rastreado e poderá resultar em responsabilização criminal (art. 184, CP). 18/03/2026 00:0017 FRENTE DO CARD �uais são os direitos fundamentais de segunda geração? VERSO DO CARD São os direitos econômicos, sociais e culturais. Os direitos de segunda geração identificam-se com as liberdades positivas, reais ou concretas, e acentuam o princípio da igualdade entre os homens (igualdade material). fonte: direito constitucional descomplicado. CAVEIRA.COM 202146.18/03/2026 Evandro Cleber PatrÃcio de Sena Cleber 010.582.332-54 190123 evandrocleber1@gmail.com Material protegido por lei. Cada PDF possui marca d'água única. O compartilhamento será rastreado e poderá resultar em responsabilização criminal (art. 184, CP). 18/03/2026 00:0018 FRENTE DO CARD �uais são os direitos fundamentais de terceira geração? VERSO DO CARD Os direitos de terceira geração consagram os princípios solidariedade e da fraternidade. São exemplos: o direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, à defesa do consumidor, ao progresso e ao desenvolvimento, entre outro... 7. Princípios x regras: Nos apoiaremos na doutrina de Robert Alexy: PRINCÍPIOS REGRAS Normas mais amplas, abstratas, genéricas. Normas mais específicas, delimitadas, determinadas. Princípios são mandamentos de otimização, que devem ser cumpridos na maior intensidade Regras são mandados de definição, que devem ser cumpridas integralmente. Regra do tudo ou CAVEIRA.COM 202146.18/03/2026 Evandro Cleber PatrÃcio de Sena Cleber 010.582.332-54 190123 evandrocleber1@gmail.com Material protegido por lei. Cada PDF possui marca d'água única. O compartilhamento será rastreado e poderá resultar em responsabilização criminal (art. 184, CP). 18/03/2026 00:0019 possível. nada – “all or nothing”. Em caso de colisão, resolve-se pela ponderação. Ex.: dignidade da pessoa humana. Em caso de colisão, resolve-se pela dimensão de validade. Ex.: eleição para o cargo de Presidente da República. �uestão 9 Direito Constitucional -> Teoria Geral do Direito Constitucional -> Conceito de Constituição Banca: CAVEIRA (Inéditas) Ano: 2023 Nível: A definir Regras são mandamentos de otimização, que devem ser cumpridos na maior intensidade possível. C Certo E Errado Conteúdo de apoio O gabarito da questão está no final do documento. Clique aqui e acessea questão na plataforma para ver o comentário do professor e tirar suas dúvidas com o Charlie. Bom, finalizamos aqui o que as bancas mais cobram sobre a parte conceitual dos direitos fundamentais. De agora em diante vamos analisar os direitos positivados no nosso texto constitucional, dando ênfase ao que é mais importante, ok? DIREITOS E DEVERES INDIVIDUAIS E COLETIVOS NA CF/88: CAVEIRA.COM 202146.18/03/2026 Evandro Cleber PatrÃcio de Sena Cleber 010.582.332-54 190123 evandrocleber1@gmail.com Material protegido por lei. Cada PDF possui marca d'água única. O compartilhamento será rastreado e poderá resultar em responsabilização criminal (art. 184, CP). 18/03/2026 00:0020 https://app.caveira.com/questions?raw_text=52887 Caveiras, o primeiro passo é situar vocês topograficamente na Constituição Federal de 1988 e, acreditem, muita gente se perde nesse tema. Os chamados "direitos fundamentais" da CF/88 são um gênero que comporta 05 espécies: Direitos e deveres individuais e coletivos (art. 5º); Direitos sociais (arts. 6º a 11); Direitos de nacionalidade (arts. 12 e 13); Direitos políticos (arts. 14 a 16); Partidos políticos (art. 17). Como notaram, o assunto do nosso estudo hoje é o primeiro da lista. Além disso, já conversamos que vamos dividi-lo em 02 volumes para otimizar o estudo. Vamos nessa! 1. Direito à vida (art. 5º, caput): Previsto no art. 5º, dentre outros direitos, o direito à vida é o mais elementar dos direitos fundamentais, haja vista que sem vida, nenhum outro direito pode ser fruído. Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes (...) Segundo Marcelo Alexandrino e Vicente Paulo, a Constituição protege a vida de forma geral, não só a extrauterina, como também a intrauterina. Com isso, de forma genérica, proíbe-se o aborto no Brasil, permitindo-se o aborto terapêutico (para salvar a vida da gestante) e o aborto humanitário (no caso de gravidez resultante de estupro). ADPF nº 54, STF: o Supremo Tribunal Federal estabeleceu que é inconstitucional a interpretação segundo a qual a interrupção da gravidez de feto anencéfalo constitui aborto. 2. Princípio da igualdade (art. 5º, I): Art. 5º, I - homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações, nos termos desta Constituição. CAVEIRA.COM 202146.18/03/2026 Evandro Cleber PatrÃcio de Sena Cleber 010.582.332-54 190123 evandrocleber1@gmail.com Material protegido por lei. Cada PDF possui marca d'água única. O compartilhamento será rastreado e poderá resultar em responsabilização criminal (art. 184, CP). 18/03/2026 00:0021 Trata-se um princípio republicano que determina que seja dado tratamento igual aos que se encontrem em situação equivalente e que sejam tratados de maneira desigual os desiguais, na medida de suas desigualdades. Súmula nº 683, STF: O limite de idade para a inscrição em concurso público só se legitima em face do art. 7º, XXX, da Constituição, quando possa ser justificado pela natureza das atribuições do cargo a ser preenchido. Destaque-se, ainda, que o princípio da igualdade não proíbe tratamento discriminatório em concurso público, desde que haja razoabilidade para a discriminação, em razão das exigências do cargo. Jurisprudência recentíssima que vai cair na sua prova!!! Caveiras, em 22/09/2025 o Supremo Tribunal Federal, através do julgamento do RE 1.469.887/AL, com repercussão geral, assentou o entendimento de que "é inconstitucional - por violar o princípio da razoabilidade - lei estadual que exige, como requisito para ingresso na Polícia Militar, altura mínima superior à prevista para ingresso nas carreiras do Exército." Trata-se de uma decisão com grande impacto para as carreiras policiais: a exigência de altura mínima para ingresso em cargo do Sistema Único de Segurança Pública pressupõe a existência de lei e da observância dos parâmetros fixados para a carreira do Exército Brasileiro, quais sejam: 1,60m para homens; e 1,55m para mulheres. 3. Princípio da legalidade (art. 5º, II): Art. 5º, II - ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei. Por um lado, tal princípio consagra ao particular a possibilidade de fazer tudo aquilo que a lei não proíbe. Por outro, determina ao Poder Público que este só atue quando houver amparo legal, ou seja, não pode o Estado atuar contrariamente à lei, muito menos na ausência da lei. Exceções ao princípio da legalidade: 1. Estado de defesa (art. 136, CF); CAVEIRA.COM 202146.18/03/2026 Evandro Cleber PatrÃcio de Sena Cleber 010.582.332-54 190123 evandrocleber1@gmail.com Material protegido por lei. Cada PDF possui marca d'água única. O compartilhamento será rastreado e poderá resultar em responsabilização criminal (art. 184, CP). 18/03/2026 00:0022 2. Estado de sítio (art. 137 a 139, CF); 3. Medidas provisórias (art. 62, CF). �uestão 10 Direito Constitucional -> Direitos e Garantias Fundamentais -> Direitos e Deveres Individuais e Coletivos Banca: CAVEIRA (Inéditas) Ano: 2023 Nível: A definir A única exceção ao princípio da legalidade constitucional é a edição das medidas provisórias. C Certo E Errado Conteúdo de apoio O gabarito da questão está no final do documento. Clique aqui e acesse a questão na plataforma para ver o comentário do professor e tirar suas dúvidas com o Charlie. 4. Vedação à tortura e a tratamento desumano ou degradante (art. 5º, III): Art. 5º, III - ninguém será submetido a tortura nem a tratamento desumano ou degradante. Segundo o autor Pedro Lenza, ninguém será submetido a tortura nem a tratamento desumano ou degradante, sendo que a lei considerará crime inafiançável a prática da tortura (art. 5.º , XLIII, CF/88). O autor também ensina que a Lei nº 9.455/97 integrou a referida norma constitucional, definindo os crimes de tortura. Por sua vez, a Lei nº 12.847/2013, além de instituir o Sistema Nacional de Prevenção e Combate à Tortura, criou o Comitê Nacional de Prevenção e Combate à Tortura e o Mecanismo Nacional de Prevenção e Combate à Tortura. CAVEIRA.COM 202146.18/03/2026 Evandro Cleber PatrÃcio de Sena Cleber 010.582.332-54 190123 evandrocleber1@gmail.com Material protegido por lei. Cada PDF possui marca d'água única. O compartilhamento será rastreado e poderá resultar em responsabilização criminal (art. 184, CP). 18/03/2026 00:0023 https://app.caveira.com/questions?raw_text=45292 �uestão 11 Direito Constitucional -> Direitos e Garantias Fundamentais -> Direitos e Deveres Individuais e Coletivos Banca: CAVEIRA (Inéditas) Ano: 2023 Nível: A definir O direito de não ser torturado é visto por parcela crescente da doutrina como um direito fundamental absoluto. C Certo E Errado O gabarito da questão está no final do documento. Clique aqui e acesse a questão na plataforma para ver o comentário do professor e tirar suas dúvidas com o Charlie. Vejamos a jurisprudência correlata: Informativo nº 666, STF: A omissão injustificada da Administração em providenciar a disponibilização de banho quente nos estabelecimentos prisionais fere a dignidade de presos sob sua custódia. Informativo nº 794, STF: É lícito ao Poder Judiciário impor à Administração Pública obrigação de fazer, consistente na promoção de medidas ou na execução de obras emergenciais em estabelecimentos prisionais para dar efetividade ao postulado da dignidade da pessoa humana e assegurar aos detentos o respeito à sua integridade física e moral, nos termos do que preceitua o art. 5º, XLIX, da CF, não sendo oponível à decisão o argumento da reserva do possível nem o princípio da separação dos poderes. HC 89.429, STF: O uso legítimo de algemas não é arbitrário, sendo de natureza excepcional, a ser adotado nos casos e com as finalidades de impedir, prevenir ou dificultar a fuga ou reaçãoindevida do preso, desde que haja fundada suspeita ou justificado receio de que tanto venha a ocorrer, e para evitar agressão do preso contra os próprios policiais, contra terceiros ou contra si mesmo. O emprego dessa medida tem como balizamento jurídico necessário os princípios da proporcionalidade e da razoabilidade. CAVEIRA.COM 202146.18/03/2026 Evandro Cleber PatrÃcio de Sena Cleber 010.582.332-54 190123 evandrocleber1@gmail.com Material protegido por lei. Cada PDF possui marca d'água única. O compartilhamento será rastreado e poderá resultar em responsabilização criminal (art. 184, CP). 18/03/2026 00:0024 https://app.caveira.com/questions?raw_text=38525 5. Liberdade de expressão (art. 5º, IV, V, IX e XIV): Nesse tópico analisaremos 04 incisos da CF/88 que tratam direta ou indiretamente da liberdade de expressão. Art. 5º, IV - é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato. Segundo Marcelo Alexandrino e Vicente Paulo, trata-se de regra ampla, e não dirigida a destinatários específicos. �ualquer pessoa, em princípio, pode manifestar o que pensa, desde que não o faça sob o manto do anonimato. FRENTE DO CARD A CF, ao garantir a liberdade de expressão, vedou o anonimato, prestigiando o direito de resposta e eventual pleito judicial por indenização em relação a dano material, moral ou à imagem. Verdadeiro ou falso? VERSO DO CARD Verdadeiro. De acordo com Vicente Paulo, a vedação ao anonimato, que abrange todos os meios de comunicação, tem o intuito de possibilitar a responsabilização de quem cause danos a terceiros em decorrência da expressão de juízos ou opiniões. Art. 5º. IV - é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato. Art. 5º. V - é assegurado o direito de resposta, proporcional ao agravo, além da indenização por dano material, moral ou à imagem. CAVEIRA.COM 202146.18/03/2026 Evandro Cleber PatrÃcio de Sena Cleber 010.582.332-54 190123 evandrocleber1@gmail.com Material protegido por lei. Cada PDF possui marca d'água única. O compartilhamento será rastreado e poderá resultar em responsabilização criminal (art. 184, CP). 18/03/2026 00:0025 Com vistas à liberdade de expressão, vejamos esses julgados importantes: RE nº 1.075.412, Plenário, 29/11/2023, STF: Empresas jornalísticas podem ser responsabilizadas civilmente por fala de entrevistado se à época da publicação havia indícios concretos da falsidade de imputação e se o veículo deixou de observar o dever de cuidado na verificação da veracidade dos fatos. ADPF nº 187, STF: O Supremo Tribunal Federal indicou a constitucionalidade da “marcha da maconha”, que consistia em eventos nos quais havia manifestação no sentido da descriminalização da droga (no caso, a maconha). A Corte considerou legítimo o movimento, encontrando respaldo nos direitos fundamentais de livre manifestação do pensamento (art. 5.º, IV) e de reunião (art. 5.º, XVI), assegurando, inclusive, o direito das minorias (função contramajoritária da Corte) RE nº 511.961, STF: O Supremo Tribunal Federal afastou a exigência do diploma de jornalismo e do registro profissional no Ministério do Trabalho como condição para o exercício da profissão de jornalista. ADI nº 4.815, STF: O Supremo Tribunal Federal afastou a exigência de autorização prévia (da pessoa biografada, ou de seus familiares, em caso de pessoas falecidas) para obras biográficas ou audiovisuais. Por fim, a vedação ao anonimato impede também, como regra, o acolhimento das denúncias anônimas (delação apócrifa): "os escritos anônimos não podem justificar, por si só, desde que isoladamente considerados, a imediata instauração da persecutio criminis. Nada impede, contudo, que o Poder Público, provocado por delação anônima (por exemplo, disque-denúncia), adote medidas informais destinadas a apurar, previamente, a possível situação de ilicitude penal" (Inq. nº 1.957/PR, STF). Art. 5º V - é assegurado o direito de resposta, proporcional ao agravo, além da indenização por dano material, moral ou à imagem. Cuida-se de direito orientado pelo princípio da proporcionalidade, de modo que a resposta deve ser assegurada ao ofendido no mesmo meio de comunicação que o agravo foi veiculado. Frise-se, ainda, que o direito de resposta não exclui o direito à indenização, ok? CAVEIRA.COM 202146.18/03/2026 Evandro Cleber PatrÃcio de Sena Cleber 010.582.332-54 190123 evandrocleber1@gmail.com Material protegido por lei. Cada PDF possui marca d'água única. O compartilhamento será rastreado e poderá resultar em responsabilização criminal (art. 184, CP). 18/03/2026 00:0026 �uestão 12 Direito Constitucional -> Direitos e Garantias Fundamentais -> Direitos e Deveres Individuais e Coletivos Banca: CAVEIRA (Inéditas) Ano: 2023 Nível: A definir A Constituição assegura expressamente o direito de resposta, proporcional ao agravo, bem como a indenização por dano material, moral ou à imagem. C Certo E Errado Conteúdo de apoio O gabarito da questão está no final do documento. Clique aqui e acesse a questão na plataforma para ver o comentário do professor e tirar suas dúvidas com o Charlie. Marcelo Alexandrino e Vicente Paulo, com base na Lei nº 13.188/15 - que regula o direito de resposta - afirmam ser de 60 dias o prazo decadencial para o exercício do direito de resposta, contados da data de divulgação, publicação ou transmissão da matéria ofensiva. CAVEIRA.COM 202146.18/03/2026 Evandro Cleber PatrÃcio de Sena Cleber 010.582.332-54 190123 evandrocleber1@gmail.com Material protegido por lei. Cada PDF possui marca d'água única. O compartilhamento será rastreado e poderá resultar em responsabilização criminal (art. 184, CP). 18/03/2026 00:0027 https://app.caveira.com/questions?raw_text=50883 �uestão 13 Direito Constitucional -> Direitos e Garantias Fundamentais -> Direitos e Deveres Individuais e Coletivos Banca: CAVEIRA (Inéditas) Nível: A definir No tocante ao entendimento dos tribunais superiores e a liberdade de expressão e direito de imagem, julgue o item a seguir. Não cabe indenização à família quando o jornal divulga foto de cadáver morto em via pública. C Certo E Errado O gabarito da questão está no final do documento. Clique aqui e acesse a questão na plataforma para ver o comentário do professor e tirar suas dúvidas com o Charlie. Art. 5º, IX - é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença. Temos aí a disposição constitucional referente à proibição da censura prévia. Contudo, tal disposição não garante à liberdade de expressão um caráter absoluto, sendo possível haver restrições pertinentes e pontuais. Com base nesse inciso, o Supremo Tribunal Federal considerou integralmente revogada, por incompatibilidade material com a CF/88, a antiga Lei de Imprensa, editada ao tempo do regime militar (Lei nº 5.252/67). Para o Tribunal, havia clara violação à liberdade de expressão, situação incompatível com um Estado democrático e com a liberdade de imprensa (ADPF nº 130, STF). Art. 5º, XIV - é assegurado a todos o acesso à informação e resguardado o sigilo da fonte, quando necessário ao exercício profissional. O acesso à informação, assim como os demais direitos previstos no texto constitucional, não é absoluto. Ele se refere, exclusivamente, a informações de caráter público ou geral e que não contenham dados relacionados à intimidade e à vida privada do indivíduo, as quais são devidamente protegidas (art. 5º, X). CAVEIRA.COM 202146.18/03/2026 Evandro Cleber PatrÃcio de Sena Cleber 010.582.332-54 190123 evandrocleber1@gmail.com Material protegido por lei. Cada PDF possui marca d'água única. O compartilhamento será rastreado e poderá resultar em responsabilização criminal (art. 184, CP). 18/03/2026 00:0028 https://app.caveira.com/questions?raw_text=22241 Por fim, a proteção ao sigilo da fonte, na última parte do inciso XIV, tem como principais destinatários os profissionais do jornalismo,uma vez que tal medida possibilita que estes tenham informações que, sem essa garantia, certamente não seriam reveladas. A garantia de sigilo da fonte não conflita com a vedação ao anonimato, visto que o jornalista divulgará a notícia em seu nome, e está sujeito a responder pelos eventuais danos indevidos que ela cause. 6. Liberdade de crença religiosa e convicção política e filosófica (art. 5º, VI, VII e VIII): Art. 5º (...) VI - é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias; Atenção: temos 02 "novidades" jurisprudenciais sobre o tema que podem cair na sua prova! O Supremo Tribunal Federal decidiu, em 26/11/2024, que a presença de símbolos religiosos, como imagens e crucifixos, em prédios e órgãos públicos não fere o princípio da neutralidade estatal em relação às religiões (laicidade) nem a liberdade de crença das pessoas. O entendimento foi firmado por unanimidade no julgamento do Recurso Extraordinário com Agravo (ARE) 1249095. Como o processo tem repercussão geral (Tema 1.086), a tese fixada deverá ser aplicada em todas as instâncias da Justiça. Além disso, o Supremo Tribunal Federal também decidiu, em 25/09/2024, por meio dos Recursos Extraordinários nº 979742 e nº 1212272, que Testemunhas de Jeová têm direito de recusar procedimento que envolva transfusão de sangue. O Tribunal destacou que, por questões religiosas, testemunhas de Jeová têm o direito de recusar tratamentos médicos que envolvam transfusão de sangue. Os ministros também decidiram que as pessoas que recusam determinado procedimento médico devido à religião têm o direito a tratamentos alternativos que já estejam disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS), inclusive fora da sua cidade de residência, se necessário. Para os Ministros, o direito à recusa de transfusão de sangue por convicção religiosa tem fundamento nos princípios constitucionais da dignidade da pessoa humana e a da liberdade de religião. CAVEIRA.COM 202146.18/03/2026 Evandro Cleber PatrÃcio de Sena Cleber 010.582.332-54 190123 evandrocleber1@gmail.com Material protegido por lei. Cada PDF possui marca d'água única. O compartilhamento será rastreado e poderá resultar em responsabilização criminal (art. 184, CP). 18/03/2026 00:0029 Conforme a decisão, existem algumas condições para que uma pessoa recuse determinado tratamento por motivo religioso: �. O paciente deve ser maior de idade e a escolha deve ser livre, informada e expressa; �. A opção deve ser feita antes do ato médico; �. A pessoa pode deixar previamente estabelecida a sua decisão; �. A escolha só vale para o próprio paciente e não se estende a terceiros. Este último ponto vale também para filhos menores de idade de pais que sigam a religião. Nesses casos, os pais só poderão optar pelo tratamento alternativo para os filhos se ele for eficaz, conforme avaliação médica. VII - é assegurada, nos termos da lei, a prestação de assistência religiosa nas entidades civis e militares de internação coletiva; VIII - ninguém será privado de direitos por motivo de crença religiosa ou de convicção filosófica ou política, salvo se as invocar para eximir-se de obrigação legal a todos imposta e recusar-se a cumprir prestação alternativa, fixada em lei. De todos os incisos, o mais recorrente em provas é o VIII, pois consagra o direito à denominada escusa de consciência e possibilita que o indivíduo se recuse a cumprir determinadas obrigações ou praticar atos que conflitem com suas convicções religiosas, políticas ou filosóficas. A escusa não permite, portanto, que a pessoa simplesmente deixe de cumprir a obrigação legal a todos imposta e nada mais faça. Neste caso, o Poder Público pode impor uma prestação alternativa, compatível com as crenças e convicções do indivíduo, desde que prevista em lei. Por fim, Marcelo Alexandrino e Vicente Paulo afirmam que o inciso VIII do art. 5º veicula uma norma constitucional de eficácia contida, pois a escusa de consciência é plenamente exercitável, sem qualquer consequência para o indivíduo, enquanto não for editada lei que estabeleça prestação alternativa ao cumprimento de determinada obrigação. Sobre esse tópico, vejamos os julgados abaixo: CAVEIRA.COM 202146.18/03/2026 Evandro Cleber PatrÃcio de Sena Cleber 010.582.332-54 190123 evandrocleber1@gmail.com Material protegido por lei. Cada PDF possui marca d'água única. O compartilhamento será rastreado e poderá resultar em responsabilização criminal (art. 184, CP). 18/03/2026 00:0030 Informativo nº 935, STF: É constitucional a lei de proteção animal que a fim de resguardar a liberdade religiosa, permite o sacrifício ritual de animais em cultos de religiões de matriz africana. ARE 1.014.615, STF: É inconstitucional lei ordinária estadual que estabeleça a obrigatoriedade quanto a manutenção de livro de cunho religioso em unidades escolares e bibliotecas públicas estaduais, uma vez que fere, dentre outros mandamentos, o princípio da laicidade (não vinculação a qualquer tipo de religião) da administração pública. 7. Inviolabilidade da intimidade, da vida privada, da honra e da imagem das pessoas (art. 5º, X): Art. 5º, X - são invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas, assegurado o direito a indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua violação. Segundo Marcelo Novelino, temos: Intimidade: está relacionada ao modo de ser de cada pessoa, ao mundo intrapsíquico aliado aos sentimentos identitários próprios (autoestima, autoconfiança) e à sexualidade. Compreende os segredos e as informações confidenciais; Vida privada: abrange as relações do indivíduo com o meio social nas quais não há interesse público na divulgação; Honra: consiste na reputação do indivíduo perante o meio social em que vive (honra objetiva) ou na estimação que possui de si próprio (honra subjetiva). A indenização por danos morais decorrentes de violação à honra deve ser assegurada para pessoas físicas e jurídicas (honra objetiva); Direito à imagem: impede, prima facie, sua captação e difusão sem o consentimento da própria pessoa. A proteção a esse direito é autônoma em relação à honra, devendo ocorrer ainda que não haja ofensa à estimação pessoal ou à reputação do indivíduo. RE 1.010.606/RJ, 2021, STF: É incompatível com a Constituição a ideia de um direito ao esquecimento, assim entendido como o poder de obstar, em razão da passagem do tempo, a divulgação de fatos ou dados verídicos e licitamente obtidos e publicados em meios de comunicação social analógicos ou digitais. Eventuais excessos ou abusos no exercício da liberdade de expressão e de informação devem ser analisados caso a caso, a partir dos parâmetros constitucionais - especialmente os relativos à CAVEIRA.COM 202146.18/03/2026 Evandro Cleber PatrÃcio de Sena Cleber 010.582.332-54 190123 evandrocleber1@gmail.com Material protegido por lei. Cada PDF possui marca d'água única. O compartilhamento será rastreado e poderá resultar em responsabilização criminal (art. 184, CP). 18/03/2026 00:0031 proteção da honra, da imagem, da privacidade e da personalidade em geral - e das expressas e específicas previsões legais nos âmbitos penal e cível. �uestão 14 Direito Constitucional -> Direitos e Garantias Fundamentais -> Direitos e Deveres Individuais e Coletivos Banca: CAVEIRA (Inéditas) Ano: 2023 Nível: A definir A tutela constitucional sobre o direito à privacidade incide sobre a intimidade e a vida privada, ficando a honra protegida apenas na esfera penal. C Certo E Errado Conteúdo de apoio O gabarito da questão está no final do documento. Clique aqui e acesse a questão na plataforma para ver o comentário do professor e tirar suas dúvidas com o Charlie. CAVEIRA.COM 202146.18/03/2026 Evandro Cleber PatrÃcio de Sena Cleber 010.582.332-54 190123 evandrocleber1@gmail.com Material protegidopor lei. Cada PDF possui marca d'água única. O compartilhamento será rastreado e poderá resultar em responsabilização criminal (art. 184, CP). 18/03/2026 00:0032 https://app.caveira.com/questions?raw_text=54640 �uestão 15 Direito Constitucional -> Direitos e Garantias Fundamentais -> Direitos e Deveres Individuais e Coletivos Banca: CAVEIRA (Inéditas) Ano: 2021 Nível: A definir Maria, atriz de carreira reconhecida nacionalmente, teve sua vida pessoal devassada e vasculhada por um “paparazzi”, fotógrafo que capturou e divulgou em grandes mídias diversas fotos suas em momentos inadequados. Ao se consultar com um advogado, foi informada de que a Constituição Federal de 1988, mantém, expressamente assegurado, o direito à indenização pelo dano material ou moral decorrente da violação da: Item I - Honra; Item II - Intimidade; Item III - Vida privada; Item IV - Imagem. Está(ão) correto(s): A Os itens II e IV, apenas. B Os itens I, II, III e IV. C Apenas o item I. D Os itens I, II e IV, apenas. E Apenas o item III. O gabarito da questão está no final do documento. Clique aqui e acesse a questão na plataforma para ver o comentário do professor e tirar suas dúvidas com o Charlie. Feitas essas considerações iniciais, o primeiro destaque quanto ao inciso em estudo é que a indenização por violação a um desses bens poderá ser cumulativa, ok? Assim, pode ser reconhecido, por exemplo, indenização pelo dano material e moral, simultaneamente, se a situação ensejar. Além disso, Marcelo Alexandrino e Vicente Paulo destacam que para a condenação por dano moral não se exige a ocorrência de ofensa à reputação do indivíduo. A mera publicação não consentida de fotografias gera o direito à indenização por dano moral, independentemente de ocorrência de ofensa à CAVEIRA.COM 202146.18/03/2026 Evandro Cleber PatrÃcio de Sena Cleber 010.582.332-54 190123 evandrocleber1@gmail.com Material protegido por lei. Cada PDF possui marca d'água única. O compartilhamento será rastreado e poderá resultar em responsabilização criminal (art. 184, CP). 18/03/2026 00:0033 https://app.caveira.com/questions?raw_text=18057 reputação da pessoa, porquanto o uso indevido da imagem, de regra, causa desconforto, aborrecimento ou constrangimento ao fotografado, que deve ser reparado. Por fim, frisamos que, para o Supremo Tribunal Federal (RE 218.780/PE), o sigilo bancário é espécie do direito à privacidade. Porém, nenhum direito é absoluto e esse também comporta exceções. Em síntese, temos o seguinte: SIGILO BANCÁRIO Os órgãos poderão requerer informações bancárias diretamente das Instituições Financeiras? ⟹ CNJ: Sim, com base art. 8º, V, do R.I do CNJ (Informativo nº 1.056, 2022, STF). ⟹ POLÍCIA: Não. É necessária autorização judicial. ⟹ MP: Não. É necessária autorização judicial (HC 160.646/SP, 2011, STJ). Exceção: é lícita a requisição pelo MP de informações bancárias de contas de titularidade de órgãos e entidades públicas, com o fim de proteger o patrimônio público, não se podendo falar em quebra ilegal de sigilo bancário (HC 308.493/CE, 2015, STJ). ⟹ TCU: Não. É necessária autorização judicial (MS 22934/DF, 2012, STF). Exceção: o envio de informações ao TCU relativas a operações de crédito originárias de recursos públicos não é coberto pelo sigilo bancário (MS 33340/DF, 2015, STF). ⟹ RECEITA FEDERAL: CAVEIRA.COM 202146.18/03/2026 Evandro Cleber PatrÃcio de Sena Cleber 010.582.332-54 190123 evandrocleber1@gmail.com Material protegido por lei. Cada PDF possui marca d'água única. O compartilhamento será rastreado e poderá resultar em responsabilização criminal (art. 184, CP). 18/03/2026 00:0034 Sim, com base no art. 6º da LC nº 105/2001. O repasse das informações dos bancos para o Fisco não pode ser definido como sendo "quebra de sigilo bancário". ⟹ FISCO dos Estados / DF / Municípios: Sim, desde que regulamentem, no âmbito de suas esferas de competência, o art. 6º da LC nº 105/2001, de forma análoga ao Decreto Federal nº 3.724/2001. ⟹ CPI: Sim (seja ela federal ou estadual/distrital), com base no art. 4º, § 1º da LC nº 105/2001. Atenção: prevalece que CPI municipal não pode. Agora vejamos a jurisprudência correlata: Informativo nº 1.056, 2022, STF: É constitucional a requisição, sem prévia autorização judicial, de dados bancários e fiscais considerados imprescindíveis pelo Corregedor Nacional de Justiça para apurar infração de sujeito determinado, desde que em processo regularmente instaurado mediante decisão fundamentada e baseada em indícios concretos da prática do ato. Para Márcio André Lopes Cavalcante, o art. 8º, V, do Regimento Interno do CNJ prevê que o Corregedor Nacional de Justiça possui competência para “requisitar das autoridades fiscais, monetárias e de outras autoridades competentes informações, exames, perícias ou documentos, sigilosos ou não, imprescindíveis ao esclarecimento de processos ou procedimentos submetidos à sua apreciação, dando conhecimento ao Plenário”. Informativo nº 962, STF: É constitucional o compartilhamento dos relatórios de inteligência financeira da UIF* e da íntegra do procedimento fiscalizatório da Receita Federal do Brasil (RFB), que define o lançamento do tributo, com os órgãos de persecução penal para fins criminais, sem a obrigatoriedade de prévia autorização judicial, devendo ser resguardado o sigilo das informações em procedimentos formalmente instaurados e sujeitos a posterior controle jurisdicional. Informativo nº 731/2022, STJ: Não há ilicitude das provas por violação ao sigilo de dados bancários, em razão do compartilhamento de dados de movimentações financeiras da própria instituição bancária ao Ministério Público. CAVEIRA.COM 202146.18/03/2026 Evandro Cleber PatrÃcio de Sena Cleber 010.582.332-54 190123 evandrocleber1@gmail.com Material protegido por lei. Cada PDF possui marca d'água única. O compartilhamento será rastreado e poderá resultar em responsabilização criminal (art. 184, CP). 18/03/2026 00:0035 Informativo nº 724, STJ: É ilegal a requisição, sem autorização judicial, de dados fiscais pelo Ministério Público. 8. Inviolabilidade domiciliar (art. 5º, XI): Art. 5º (...), XI - a casa é asilo inviolável do indivíduo, ninguém nela podendo penetrar sem consentimento do morador, salvo em caso de flagrante delito ou desastre, ou para prestar socorro, ou, durante o dia, por determinação judicial. A inviolabilidade não alcança somente a "casa", residência do indivíduo. Na verdade, o conceito normativo de "casa" é bem abrangente e se estende, inclusive, a qualquer compartimento privado não aberto ao público, onde alguém exerce profissão ou atividade, compreendendo, observada essa específica limitação espacial (área interna não acessível ao público), os escritórios e consultórios profissionais, as dependências privativas da empresa, o quarto de hotel, etc. Além disso, há a conceituação do termo "casa" no Código Penal: Violação de domicílio Art. 150 - Entrar ou permanecer, clandestina ou astuciosamente, ou contra a vontade expressa ou tácita de quem de direito, em casa alheia ou em suas dependências: Pena - detenção, de um a três meses, ou multa. (...) § 4º - A expressão "casa" compreende: I - qualquer compartimento habitado; II - aposento ocupado de habitação coletiva; III - compartimento não aberto ao público, onde alguém exerce profissão ou atividade. § 5º - Não se compreendem na expressão "casa": CAVEIRA.COM 202146.18/03/2026 Evandro Cleber PatrÃcio de Sena Cleber 010.582.332-54 190123 evandrocleber1@gmail.com Material protegido por lei. Cada PDF possui marca d'água única. O compartilhamento será rastreado e poderá resultar em responsabilização criminal (art. 184, CP). 18/03/2026 00:0036 I - hospedaria, estalagem ou qualquer outra habitação coletiva, enquanto aberta, salvo a restrição do n.º II do parágrafo anterior; II - taverna, casa de jogo e outras do mesmo gênero. Após essa conceituação,vamos ao que nos interessa: quais as possibilidades legais de ingresso domiciliar? Adianto a vocês que o tema é extremamente tormentoso e há diversas jurisprudências permitindo e vedando o ingresso. Diante disso, abaixo vamos apresentar os julgados do Superior Tribunal de Justiça que consideramos mais importantes. Obviamente, a jurisprudência não será esgotada com a dica abaixo, muito menos podemos afirmar qual posicionamento será cobrado na sua prova. No entanto, é um excelente material para que assimilem o tema: Ausência de justa causa para ingresso em residência: AgRg no HC 768.905/SP, 2023, STJ: A abordagem apenas no interior do domicílio não é suficiente para justificar o ingresso na residência. HC 720.178, 2022, STJ: Nos crimes permanentes, tal qual o tráfico de drogas, o estado de flagrância se protrai no tempo, o que não é suficiente, por si só, para justificar busca domiciliar desprovida de mandado judicial, exigindo-se a demonstração de indícios mínimos de que naquele momento, dentro da residência, haveria situação de flagrante delito. Informativo nº 730, 2022, STJ: A violação de domicílio com base no comportamento suspeito do acusado, que empreendeu fuga ao ver a viatura policial, não autoriza a dispensa de investigações prévias ou do mandado judicial para a entrada dos agentes públicos na residência. HC 668.512, 2021, STJ: Ao entrar na residência de um cidadão, cabe aos agentes estatais demonstrar, de modo inequívoco, que o consentimento do morador foi livremente prestado, ou que no imóvel havia uma clara situação de comércio de droga que poderia autorizar o ingresso domiciliar mesmo, sem consentimento. Reconhecimento de justa causa para ingresso em residência: CAVEIRA.COM 202146.18/03/2026 Evandro Cleber PatrÃcio de Sena Cleber 010.582.332-54 190123 evandrocleber1@gmail.com Material protegido por lei. Cada PDF possui marca d'água única. O compartilhamento será rastreado e poderá resultar em responsabilização criminal (art. 184, CP). 18/03/2026 00:0037 HC 710.416/MT, 2022, STJ: Denúncia anônima – Diligências prévias - Autores que deixaram cair a droga e, na sequência, empreendem fuga para a residência. RHC 159/717/GO, 2022, STJ: Campana de policiais que constataram veículo entrando e saindo com frequência do imóvel. Consulta à PRF acerca da placa do veículo e informação de que já havia sido abordado com dinheiro escondido em fundo falso. AgRg no HC 721.871/SC, 2022, STJ: Acusado que mostrou aparelho telefônico contendo fotografias de drogas e artefatos bélicos e informou que possuía entorpecente em sua moradia. HC 720.542/PR, 2022, STJ: Suspeito que foi encontrado em via pública com dinheiro e balança de precisão, utilizada frequentemente para o tráfico de drogas, confirmando a procedência da denúncia anteriormente feita. HC 704.956/SP, 2022, STJ: Drogas encontradas em veículo que estava estacionado anteriormente no interior de uma das casas e apresentava modificações para acondicionar de forma oculta mais drogas. AgRg no HC 741.190/SP, 2022, STJ: Denúncia anônima prévia detalhada do local onde estariam sendo comercializados entorpecentes e alvo chamado pelo nome pelos policiais civis, ocasião em que gritou para que fossem dispensadas as drogas. RHC 136.992/SC, 2021, STJ: Fuga para o interior do imóvel após avistamento da guarnição policial e prévia informação de reunião de integrantes de organização criminosa. AgRg no HC 703.936/SC, 2021, STJ: Monitoração prévia por dias associada à informação de que um dos alvos entregaria uma sacola contendo entorpecente ao outro e visualização desta entrega. AgRg no RHC 649.700/SP, 2021, STJ: Autores surpreendidos em flagrante e com considerável quantidade de drogas em via pública. HC 659.527/SP, 2021, STJ: Presentes as fundadas razões que sinalizavam a ocorrência de crime e porque evidenciada, já de antemão, hipótese de flagrante delito, é regular o ingresso da polícia no quarto de hotel ocupado pelo acusado, sem autorização judicial e sem o consentimento do hóspede. Vejamos, agora, algumas questões sobre esse tópico: CAVEIRA.COM 202146.18/03/2026 Evandro Cleber PatrÃcio de Sena Cleber 010.582.332-54 190123 evandrocleber1@gmail.com Material protegido por lei. Cada PDF possui marca d'água única. O compartilhamento será rastreado e poderá resultar em responsabilização criminal (art. 184, CP). 18/03/2026 00:0038 �uestão 16 Direito Constitucional -> Direitos e Garantias Fundamentais -> Direitos e Deveres Individuais e Coletivos Banca: CAVEIRA (Inéditas) Ano: 2023 Nível: A definir Acerca da inviolabilidade do domicílio, analise as afirmativas a seguir. I. Para fins do direito à inviolabilidade do domicílio, o conceito de casa não abrange locais nos quais são exercidas atividades de índole profissional, como consultórios e escritórios. II. A casa é asilo inviolável do indivíduo, ninguém nela podendo penetrar sem consentimento do morador, salvo em caso de flagrante delito ou desastre, ou para prestar socorro, ou, durante o dia, por determinação judicial. III. A inviolabilidade domiciliar alcança escritórios de profissionais liberais cujo acesso seja restrito ao público. Está(ão) correta(s) a(s) afirmativa(s): A I, II e III. B I e II apenas. C II e III apenas. D I apenas. E III apenas. O gabarito da questão está no final do documento. Clique aqui e acesse a questão na plataforma para ver o comentário do professor e tirar suas dúvidas com o Charlie. CAVEIRA.COM 202146.18/03/2026 Evandro Cleber PatrÃcio de Sena Cleber 010.582.332-54 190123 evandrocleber1@gmail.com Material protegido por lei. Cada PDF possui marca d'água única. O compartilhamento será rastreado e poderá resultar em responsabilização criminal (art. 184, CP). 18/03/2026 00:0039 https://app.caveira.com/questions?raw_text=55787 �uestão 17 Direito Constitucional -> Direitos e Garantias Fundamentais -> Direitos e Deveres Individuais e Coletivos Banca: CAVEIRA (Inéditas) Ano: 2023 Nível: A definir Consoante o Superior Tribunal de Justiça, a abordagem apenas no interior do domicílio é suficiente para justificar o ingresso na residência. C Certo E Errado Conteúdo de apoio O gabarito da questão está no final do documento. Clique aqui e acesse a questão na plataforma para ver o comentário do professor e tirar suas dúvidas com o Charlie. �uestão 18 Direito Constitucional -> Direitos e Garantias Fundamentais -> Direitos e Deveres Individuais e Coletivos Banca: CAVEIRA (Inéditas) Ano: 2023 Nível: A definir Segundo entendimento jurisprudencial e doutrinário, o princípio constitucional da garantia da intimidade e da vida privada assegura que a polícia judiciária não pode, por afrontar direitos assegurados pela CF, invadir domicílio alheio com o objetivo de apreender, durante o período diurno e sem ordem judicial, quaisquer objetos que possam interessar ao poder público. C Certo E Errado Conteúdo de apoio O gabarito da questão está no final do documento. Clique aqui e acesse a questão na plataforma para ver o comentário do professor e tirar suas dúvidas com o Charlie. CAVEIRA.COM 202146.18/03/2026 Evandro Cleber PatrÃcio de Sena Cleber 010.582.332-54 190123 evandrocleber1@gmail.com Material protegido por lei. Cada PDF possui marca d'água única. O compartilhamento será rastreado e poderá resultar em responsabilização criminal (art. 184, CP). 18/03/2026 00:0040 https://app.caveira.com/questions?raw_text=50889 https://app.caveira.com/questions?raw_text=49603 �uestão 19 Direito Constitucional -> Direitos e Garantias Fundamentais -> Direitos e Deveres Individuais e Coletivos Banca: IDECAN Ano: 2019 Nível: Ensino Superior A respeito da garantia constitucional da inviolabilidade do domicílio, assinale a alternativa correta. A Em caso de desastre durante a noite, o morador tem o direito de se opor à invasão do seu domicílio. B A invasão do domicílio poderá ocorrer durante a noite, desde que precedida de autorização judicial. C Sem determinaçãojudicial, ninguém pode penetrar na casa sem o consentimento do morador. D A casa não é considerada asilo inviolável do indivíduo, pois há possibilidade de alguém nela penetrar sem consentimento do morador. E A Constituição Federal traz a prisão em flagrante como hipótese de exceção à inviolabilidade domiciliar. O gabarito da questão está no final do documento. Clique aqui e acesse a questão na plataforma para ver o comentário do professor e tirar suas dúvidas com o Charlie. CAVEIRA.COM 202146.18/03/2026 Evandro Cleber PatrÃcio de Sena Cleber 010.582.332-54 190123 evandrocleber1@gmail.com Material protegido por lei. Cada PDF possui marca d'água única. O compartilhamento será rastreado e poderá resultar em responsabilização criminal (art. 184, CP). 18/03/2026 00:0041 https://app.caveira.com/questions?raw_text=42579 �uestão 20 Direito Constitucional -> Direitos e Garantias Fundamentais -> Direitos e Deveres Individuais e Coletivos Banca: CAVEIRA (Inéditas) Ano: 2022 Nível: A definir Havendo suspeitas de que exista droga em determinada casa, é lícita a entrada forçada da polícia no domicílio, sem mandado judicial mesmo que em período noturno, quando amparada em fundadas razões, devidamente justificadas “a posteriori”. C Certo E Errado O gabarito da questão está no final do documento. Clique aqui e acesse a questão na plataforma para ver o comentário do professor e tirar suas dúvidas com o Charlie. 9. Inviolabilidade das correspondências e comunicações (art. 5º, XII): Art. 5º, XII - é inviolável o sigilo da correspondência e das comunicações telegráficas, de dados e das comunicações telefônicas, salvo, no último caso, por ordem judicial, nas hipóteses e na forma que a lei estabelecer para fins de investigação criminal ou instrução processual penal. Preliminarmente, cabe destacar que embora a autorização expressa para a violação excepcional refira- se, tão somente, às comunicações telefônicas, a garantia da inviolabilidade das correspondências também não é absoluta, visto que não existem direitos e garantias fundamentais de caráter absoluto no Estado brasileiro. Assim, numa situação concreta, em que estejam em jogo outros valores constitucionalmente protegidos (direito à vida, por exemplo), poderá ocorrer a violação das correspondências, para salvaguardar o direito à vida. É importante destacar que a Lei nº 9.296/96 regula o procedimento de interceptação telefônica. Conceito de interceptação telefônica: CAVEIRA.COM 202146.18/03/2026 Evandro Cleber PatrÃcio de Sena Cleber 010.582.332-54 190123 evandrocleber1@gmail.com Material protegido por lei. Cada PDF possui marca d'água única. O compartilhamento será rastreado e poderá resultar em responsabilização criminal (art. 184, CP). 18/03/2026 00:0042 https://app.caveira.com/questions?raw_text=33384 Sob o ponto de vista da Lei nº 9.296/96, a expressão “interceptação telefônica” deve ser compreendida como o ato de captar a comunicação alheia, tomando conhecimento de seu conteúdo. Vejamos alguns conceitos doutrinários / jurisprudenciais: ⟹ Interceptação telefônica (ou interceptação em sentido estrito): Consiste na captação da comunicação telefônica alheia por um terceiro, sem o conhecimento de nenhum dos comunicadores. Ex.: polícia, com autorização judicial, grampeia os telefones dos membros de uma quadrilha e grava os diálogos mantidos entre eles. Segundo Márcio André Lopes Cavalcante, para que a interceptação seja válida é indispensável a autorização judicial (entendimento pacífico nos tribunais). ⟹ Escuta telefônica: É a captação da comunicação telefônica por terceiro, com o conhecimento de um dos comunicadores e desconhecimento do outro. Ex.: polícia grava a conversa telefônica que o pai mantém com o sequestrador de seu filho. Segundo Márcio André Lopes Cavalcante, para que seja realizada é indispensável a autorização judicial (posição majoritária na doutrina). REsp 1.630.097/RJ, STJ: Sem consentimento do acusado ou prévia autorização judicial, é ilícita a prova, colhida de forma coercitiva pela polícia, de conversa travada pelo investigado com terceira pessoa em telefone celular, por meio do recurso "viva-voz ', que conduziu ao flagrante do crime de tráfico ilícito de entorpecentes no interior de sua residência. Informativo nº 510, STJ: Não é válida a interceptação telefônica realizada sem prévia autorização judicial, ainda que haja posterior consentimento de um dos interlocutores para ser tratada como escuta telefônica e utilizada como prova em processo penal. ⟹ Gravação telefônica (ou gravação clandestina): CAVEIRA.COM 202146.18/03/2026 Evandro Cleber PatrÃcio de Sena Cleber 010.582.332-54 190123 evandrocleber1@gmail.com Material protegido por lei. Cada PDF possui marca d'água única. O compartilhamento será rastreado e poderá resultar em responsabilização criminal (art. 184, CP). 18/03/2026 00:0043 É a gravação da comunicação telefônica por um dos comunicadores, ou seja, trata-se de uma autogravação (ou gravação da própria comunicação). Normalmente é feita sem o conhecimento do outro comunicador, daí falar-se em gravação clandestina. Ex.: mulher grava a conversa telefônica no qual o ex-marido ameaça matá-la. Segundo Márcio André Lopes Cavalcante, a gravação telefônica é válida mesmo que tenha sido realizada SEM autorização judicial. A única exceção em que haveria ilicitude se dá no caso em que a conversa é amparada por sigilo (ex.: advogados x clientes, padres x fiéis, etc). �uestão 21 Direito Constitucional -> Direitos e Garantias Fundamentais -> Direitos e Deveres Individuais e Coletivos Banca: CAVEIRA (Inéditas) Ano: 2023 Nível: A definir Não é válida a interceptação telefônica realizada sem prévia autorização judicial, ainda que haja posterior consentimento de um dos interlocutores para ser tratada como escuta telefônica e utilizada como prova em processo penal. C Certo E Errado Conteúdo de apoio O gabarito da questão está no final do documento. Clique aqui e acesse a questão na plataforma para ver o comentário do professor e tirar suas dúvidas com o Charlie. 10. Liberdade de atividade profissional (art. 5º, XII): Art. 5º, XIII - é livre o exercício de qualquer trabalho, ofício ou profissão, atendidas as qualificações profissionais que a lei estabelecer. Esse inciso constitucional consubstancia norma de eficácia contida, isto é, dotada de aplicabilidade imediata, porém sujeita a restrições a serem impostas pelo legislador ordinário. CAVEIRA.COM 202146.18/03/2026 Evandro Cleber PatrÃcio de Sena Cleber 010.582.332-54 190123 evandrocleber1@gmail.com Material protegido por lei. Cada PDF possui marca d'água única. O compartilhamento será rastreado e poderá resultar em responsabilização criminal (art. 184, CP). 18/03/2026 00:0044 https://app.caveira.com/questions?raw_text=54084 Assim, enquanto não estabelecidas em lei as qualificações para o exercício de determinada profissão, qualquer indivíduo poderá exercê-la. �uando estabelecidas as qualificações profissionais pelo legislador, somente aqueles que cumprirem tais qualificações poderão exercer a profissão. 11. Liberdade de reunião (art. 5º, XVI): Art. 5º, XVI - todos podem reunir-se pacificamente, sem armas, em locais abertos ao público, independentemente de autorização, desde que não frustrem outra reunião anteriormente convocada para o mesmo local, sendo apenas exigido prévio aviso à autoridade competente. Segundo Marcelo Novelino, "a liberdade de reunião é direito individual de exercício coletivo. Apesar de o exercício desses direitos ter como pressuposto a atuação de uma pluralidade de sujeitos, a titularidade continua sendo de cada um dos indivíduos. Coletivos, portanto, são os instrumentos de exercício e não a titularidade dos direitos. Trata-se de um direito de aspecto eminentemente instrumental, que visa a assegurar a livre expressão das ideias, incluindo-se, em seu âmbito de proteção, o direito de protestar". RE nº 806.339, STF: A eventual