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DIREITO CONSTITUCIONAL
DIREITOS E DEVERES
INDIVIDUAIS E COLETIVOS
(VOL. 1)
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• Lei nº 9.609/1998 (Proteção ao Software
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Fala, Caveiras!
 
Vamos iniciar o estudo de um dos temas mais importantes e recorrentes do Direito Constitucional em
provas policiais. É de suma importância que se atenham a cada detalhe desse PDF Interativo,
principalmente, sem menosprezar a boa e velha lei seca. 
 
Por razões didáticas, dividiremos o assunto em 02 Volumes, do seguinte modo:
Volume 01 - Art. 5º, inc. I ao art. 5º, inc. XXXIV, "b" - tema do estudo atual;
Volume 02 - Art. 5º, inc. XXXV ao art. 5º §4º. 
Dito isso, vamos às nossas dicas iniciais (pertinentes a ambos os Volumes):
 
Dica 01 – Decorem o artigo 5º da CF/88. É um dos que mais possui incisos e, definitivamente, é o mais
cobrado;
Dica 02 – É interessante que saibam a doutrina sobre a teoria geral dos direitos fundamentais;
Dica 03 – Jurisprudência é uma ferramenta muito valiosa dentro desse assunto e vamos explorá-la aqui;
Dica 04 – Simulados e mais simulados do Caveira que a aprovação vem!
 
Por fim, um último recado: o foco do nosso estudo sempre será a lei seca, mas aprofundaremos sempre
que necessário com doutrina e jurisprudência relacionadas.
 
Vamos lá!
 
DIREITOS E DEVERES INDIVIDUAIS E COLETIVOS (VOL. 1)
1. Origem:
 
Direto ao ponto: Marcelo Alexandrino e Vicente Paulo afirmam que na doutrina prevalece o
entendimento de que a Carta Magna Inglesa (1215) é o marco inicial dos direitos fundamentais. Porém,
os autores ressaltam que os direitos lá previstos não eram focados nos indivíduos e sim para assegurar
aos barões o poder político necessário para limitar a atuação do rei.
 
Assim, J. J. Canotilho Gomes complementa o tema lecionando que a positivação dos direitos
fundamentais se deu a partir da Revolução Francesa, com a Declaração dos Direitos do Homem e das
declarações de direito formuladas pelos estados americanos, ao firmarem sua independência em
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Material protegido por lei. Cada PDF possui marca d'água única.
O compartilhamento será rastreado e poderá resultar em responsabilização criminal (art. 184, CP).
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relação à Inglaterra (Bill of Rights, em 1776). Originam-se, assim, as Constituições liberais dos estados
ocidentais dos séculos XVIII e XIX.
 
Consenso é que direitos fundamentais são aqueles inerentes à proteção do princípio da dignidade da
pessoa humana, cujo objetivo precípuo é estabelecer condições mínimas à existência da pessoa
humana, limitando os poderes arbitrários do Estado.
�uestão 1 Direito Constitucional -> Direitos e Garantias Fundamentais -> Teoria Geral dos
Direitos Fundamentais
Banca: VUNESP Ano: 2018 Nível: Ensino Superior
É correto afirmar que os direitos humanos fundamentais
A visam estabelecer condições mínimas de vida e desenvolvimento da pessoa
humana.
B são aplicáveis tanto a pessoas naturais quanto a pessoas jurídicas.
C têm por finalidade a proteção contra o arbítrio das empresas multinacionais.
D surgiram após o nascimento da ideia do constitucionalismo.
E consistem em instrumentos de legitimação do poder punitivo do próprio Estado
e de suas autoridades constituídas.
O gabarito da questão está no final do documento.
Clique aqui e acesse a questão na plataforma para ver o comentário do professor e tirar suas dúvidas com o Charlie.
2. Direitos x garantias:
 
Saber essa diferença conceitual pode te garantir aquele ponto precioso na sua prova:
 
DIREITOS   GARANTIAS 
 
 
São estabelecidas pelo texto constitucional como
instrumento de proteção dos direitos
fundamentais e constitucionais.
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São normas de conteúdo declaratório da
existência de um interesse, de uma vantagem. 
 
Ex.: direito à vida, à propriedade, etc.
 
 
 
 
Ex.: mandado de segurança, etc.
 
FRENTE DO CARD
�ual a diferença entre direitos humanos e direitos fundamentais?
VERSO DO CARD
A expressão direitos humanos é utilizada para designar direitos pertencentes ao
homem, universalmente considerado, sem referência a determinado ordenamento
jurídico ou limitações geográficas. Exemplo: Declaração Universal de Direitos Humanos;
Convenção Americana de Direitos Humanos.
Já os direitos fundamentais são aqueles reconhecidos como tais em determinado
ordenamento jurídico de certo Estado. Exemplo: os direitos fundamentais previstos na
Constituição Federal de 1988.
3. Teoria dos status:
 
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Segundo o filósofo do direito e juiz alemão Georg Jellinek temos alguns "status" vinculados a cada tipo
de direito fundamental:
 
⟹ Status passivo (ou status subjectionis):
 
O indivíduo é detentor de deveres perante o Estado. O indivíduo não está em uma posição de ter direitos
exigíveis do Poder Público, mas, ao contrário, está em uma posição de subordinação (por exemplo,
alistamento eleitoral e voto).
⟹ Status negativo (ou status libertatis): 
 
O indivíduo goza de um espaço de liberdade diante das ingerências do Estado. Não pode haver
influência estatal na liberdade do indivíduo. Estão localizados principalmente no art. 5º da Constituição
(por exemplo, direito à inviolabilidade domiciliar).
 
⟹ Status positivo (ou status civitatis): 
 
O indivíduo tem o direito de exigir do Estado determinadas prestações materiais ou jurídicas (por
exemplo, direito de petição).
 
⟹ Status ativo (ou status da cidadania ativa): 
 
O indivíduo possui competências para influenciar a formação da vontade estatal. É o direito que o
indivíduo tem de participar e influenciar nas escolhas políticas do Estado, incluindo, sobretudo, os
direitos políticos (por exemplo, direito ao voto).
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18/03/2026 00:006ausência de prévio aviso para o exercício do direito de reunião não
transforma a manifestação em ato ilícito. 
RE nº 806.339, STF: Para satisfazer a exigência constitucional de prévio aviso relativamente ao
direito de reunião, o grupo interessado em realizar manifestação em local público poderá divulgá-la
nas redes sociais, sem a necessidade de uma notificação formal aos órgãos públicos, desde que a
veiculação da informação permita ao poder público zelar para que o exercício do referido direito se dê
de forma pacífica ou para que não frustre outra reunião no mesmo local.
12. Liberdade de associação (art. 5º, XVII a XIX):
 
Art. 5º (...)
 
XVII - é plena a liberdade de associação para fins lícitos, vedada a de caráter paramilitar;
XVIII - a criação de associações e, na forma da lei, a de cooperativas independem de autorização, sendo
vedada a interferência estatal em seu funcionamento;
XIX - as associações só poderão ser compulsoriamente dissolvidas ou ter suas atividades suspensas por
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decisão judicial, exigindo-se, no primeiro caso, o trânsito em julgado.
 
Marcelo Alexandrino e Vicente Paulo ensinam que as associações pressupõem coligação de pessoas,
mas se diferenciam das meras reuniões, tratadas em tópico precedente, porque aquelas têm caráter de
permanência, de continuidade, ao passo que estas são sempre  temporárias, ocasionais, eventuais.
Ademais, as reuniões nunca são entidades personificadas, enquanto as associações têm possibilidade
de adquirir personalidade jurídica.
 
A Constituição Federal assegura ampla liberdade de associação, independentemente de autorização dos
poderes públicos, além de vedar a. interferência estatal no funcionamento das associações. Tal
liberdade, porém, só alcança as associações para fins lícitos, proibidas expressamente as de caráter
paramilitar. Além disso, "ninguém poderá ser compelido a associar-se ou a permanecer associado" (art.
5º, XX).
Uma vez criadas, as associações só poderão ser compulsoriamente dissolvidas ou ter suas atividades
suspensas por decisão judicial, exigindo-se, no primeiro caso (dissolução compulsória), o trânsito em
julgado (art. 5.º, XIX). Portanto, em qualquer caso, é exigida uma decisão judicial, nunca administrativa.
Para a suspensão de atividade, não é necessário que a decisão judicial seja definitiva; para a dissolução
compulsória, a decisão judicial deve ser definitiva; transitada em julgado. 
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�uestão 22 Direito Constitucional -> Direitos e Garantias Fundamentais -> Direitos e
Deveres Individuais e Coletivos
Banca: CAVEIRA (Inéditas) Ano: 2023 Nível: A definir
A respeito do direito de reunião e de associação, analise as afirmativas abaixo e dê
valores Verdadeiro (V) ou Falso (F).
( ) Todos podem reunir-se pacificamente, sem armas, em locais abertos ao público,
independentemente de autorização, desde que não frustrem outra reunião
anteriormente convocada para o mesmo local, sendo apenas exigido prévio aviso à
autoridade competente.
( ) A criação de associações e, na forma da lei, a de cooperativas dependem de
autorização, sendo vedada a interferência estatal em seu funcionamento.
( ) As associações só poderão ser compulsoriamente dissolvidas ou ter suas
atividades suspensas por decisão judicial, exigindo-se, no primeiro caso, apenas uma
decisão judicial de primeira instância.
( ) As entidades associativas, independentemente de autorização expressa, têm
legitimidade para representar seus filiados judicial ou extrajudicialmente.
( ) Ninguém poderá ser compelido a associar-se ou a permanecer associado.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de cima para baixo.
A V - F - F - V - V.
B F - F - V - F - V.
C F - F - F - V - V.
D V - F - F - F - V.
E F - V - F - V - F.
O gabarito da questão está no final do documento.
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13. Representação processual x substituição processual (art. 5º, XXI e LXX):
 
Art. 5º (...)
 
XXI - as entidades associativas, quando expressamente autorizadas, têm legitimidade para representar
seus filiados judicial ou extrajudicialmente;
 
(...)
 
LXX - o mandado de segurança coletivo pode ser impetrado por:
 
a) partido político com representação no Congresso Nacional;
 
b) organização sindical, entidade de classe ou associação legalmente constituída e em funcionamento
há pelo menos um ano, em defesa dos interesses de seus membros ou associados.
 
Nesse sentido, vejamos esse quadro-resumo:
 
 
REPRESENTAÇÃO JUDICIAL
 
SUBSTITUIÇÃO PROCESSUAL
Necessidade de autorização expressa dos
associados.
Desnecessidade de autorização expressa dos
associados.
Defesa do direito dos associados em outras ações
judiciais (que não o mandado de segurança
coletivo ou recursos administrativos, nos termos
do art. 5º, XXI.
Defesa do direito dos associados mediante
impetração de mandado de segurança coletivo,
nos termos do art. 5º, LXX.
 
Súmula nº 629, STF: A impetração de mandado de segurança coletivo por entidade de classe em favor
dos associados independe da autorização destes.
14. Direito de propriedade (art. 5º, XXII a XXXI):
 
Art. 5º (...)
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18/03/2026 00:0048
 
XXIII - a propriedade atenderá a sua função social;
 
XXIV - a lei estabelecerá o procedimento para desapropriação por necessidade ou utilidade pública, ou
por interesse social, mediante justa e prévia indenização em dinheiro, ressalvados os casos previstos
nesta Constituição;
 
XXV - no caso de iminente perigo público, a autoridade competente poderá usar de propriedade
particular, assegurada ao proprietário indenização ulterior, se houver dano;
 
XXVI - a pequena propriedade rural, assim definida em lei, desde que trabalhada pela família, não será
objeto de penhora para pagamento de débitos decorrentes de sua atividade produtiva, dispondo a lei
sobre os meios de financiar o seu desenvolvimento;
 
XXVII - aos autores pertence o direito exclusivo de utilização, publicação ou reprodução de suas obras,
transmissível aos herdeiros pelo tempo que a lei fixar;
 
XXVIII - são assegurados, nos termos da lei:
 
a) a proteção às participações individuais em obras coletivas e à reprodução da imagem e voz humanas,
inclusive nas atividades desportivas;
 
b) o direito de fiscalização do aproveitamento econômico das obras que criarem ou de que participarem
aos criadores, aos intérpretes e às respectivas representações sindicais e associativas;
 
XXIX - a lei assegurará aos autores de inventos industriais privilégio temporário para sua utilização, bem
como proteção às criações industriais, à propriedade das marcas, aos nomes de empresas e a outros
signos distintivos, tendo em vista o interesse social e o desenvolvimento tecnológicoe econômico do
País;
XXX - é garantido o direito de herança;
 
XXXI - a sucessão de bens de estrangeiros situados no País será regulada pela lei brasileira em
benefício do cônjuge ou dos filhos brasileiros, sempre que não lhes seja mais favorável a lei pessoal do
"de cujus".
 
Deste tópico, é interessante destacar que a Constituição assegura o direito à propriedade (art. 5º, XXII)
de bens móveis  e imóveis, materiais e imateriais (art. 5º, XXVI a XXXI), impedindo intervenções  no
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âmbito de proteção do direito, por parte do Estado ou de particulares, desprovidas de fundamentação
constitucional. 
 
Consoante lições de Marcelo Novelino, "o direito à propriedade possui restrições diretas e indiretas
impostas pela Constituição aos seus caracteres tradicionais. O caráter absoluto é afastado pelo princípio
da função social (art. 5º, XXIII); o exclusivo limitado por requisições civis e militares (art. 5º, XXV c/c art.
139, VII);  o perpétuo, pela possibilidade de desapropriação (art. 5º, XXIV), usucapião (art. 183 c/c art. 191),
expropriação-sanção e confisco (art. 243)".
 
Por fim, Celso Antônio Bandeira de Mello aponta as seguintes diferenças entre a desapropriação e a
requisição:
 
SITUAÇÃO
 
DESAPROPRIAÇÃO
 
RE�UISIÇÃO
Objeto Apenas bens. Bens ou serviços.
Objetivo Aquisição da propriedade. Uso da propriedade.
Fundamento
Necessidades permanentes da
coletividade.
Necessidades transitórias da coletividade.
Efetivação
Depende de acordo ou procedimento
judicial. Autoexecutória.
Pressupostos Necessidade corrente, usual.
Necessidade pública premente,
compulsiva.
Indenização
Obrigatória, prévia, justa e, em regra,
paga em dinheiro.
Depende da existência de dano e ocorre
posteriormente.
 
15. Defesa do consumidor (art. 5º, XXXII):
 
Art. 5º, XXXII - o Estado promoverá, na forma da lei, a defesa do consumidor.
 
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Para Marcelo Alexandrino e Vicente Paulo, a ideia central do texto constitucional, concretizada pelo
Código de Defesa do Consumidor, é que, nas relações de consumo, é presumida a existência de uma
disparidade econômica entre as partes, de sorte que ao consumidor, que representa o lado mais fraco,
hipossuficiente, deve ser assegurado um arcabouço jurídico que compense essa desigualdade fática.
 
Assim, instituem-se medidas de proteção jurídica, como atribuição de responsabilidade objetiva ao
fornecedor por danos ocasionados por seus produtos ao consumidor, inversão de ônus de prova em
determinadas ações contra o fornecedor em que o consumidor seja parte etc. 
 
16. Direito de informação (art. 5º, XXXIII):
 
Art. 5º, XXXIII - todos têm direito a receber dos órgãos públicos informações de seu interesse particular,
ou de interesse coletivo ou geral, que serão prestadas no prazo da lei, sob pena de responsabilidade,
ressalvadas aquelas cujo sigilo seja imprescindível à segurança da sociedade e do Estado.
 
Para Marcelo Novelino, a liberdade de informação abrange os direitos de informar, de se informar e de
ser informado. O direito de informar, enquanto prerrogativa constitucionalmente  assegurada de
transmitir uma informação, não deve ser confundido com a liberdade de manifestação do pensamento
(art. 5º, IV), consistente no direito de emitir uma opinião sobre determinado tema.
 
Por sua importância na construção de uma sociedade democrática, o direito de transmitir informação
recebe uma proteção constitucional específica para os casos em que é exercido profissionalmente por
intermédio dos meios de comunicação social (arts. 220 a 224). A forma institucionalizada deste direito é
conhecida como liberdade de imprensa.
AI 690.841, STF: A liberdade de imprensa, enquanto projeção  das liberdades de comunicação e de
manifestação do pensamento, reveste-se de conteúdo abrangente, por compreender, dentre outras
prerrogativas r-elevantes que lhe são inerentes, (a) o direito de informar,  (b) o direito de buscar a
informação, (c) o direito de opinar e (d) o direito de criticar. 
O exercício do direito de acesso à informação, bem como as hipóteses em que ele pode ser restringido,
está disciplinado na Lei nº 12.527/11, denominada Lei de Acesso à Informação - LAI.
17. Direito de petição (art. 5º, XXXIV, "a"):
 
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Art. 5º, XXXIV - são a todos assegurados, independentemente do pagamento de taxas: a) o direito de
petição aos Poderes Públicos em defesa de direitos ou contra ilegalidade ou abuso de poder.
 
O direito de petição, de natureza eminentemente democrática e informal, assegura ao indivíduo, ao
mesmo tempo, participação política e possibilidade de fiscalização na gestão da coisa pública, sendo um
meio para tornar efetivo o exercício da cidadania. E o instrumento de que dispõe qualquer pessoa para
levar ao conhecimento dos poderes públicos fato ilegal ou abusivo, contrário ao interesse público, para
que sejam adotadas as medidas necessárias. Poderá, também, ser o instrumento para a defesa de
direitos perante os órgãos do Estado. 
É importante destacar as duas situações distintas que podem ensejar a
petição aos poderes públicos:
defesa de direitos;
reparação de ilegalidade ou abuso de poder.
18. Direito de certidão (art. 5º, XXXIV, "b"):
 
Art. 5º, XXXIV - são a todos assegurados, independentemente do pagamento de taxas: b) a obtenção de
certidões em repartições públicas, para defesa de direitos e esclarecimento de situações de interesse
pessoal.
 
Segundo Marcelo Alexandrino e Vicente Paulo, cuida-se de garantia constitucional de natureza
individual, sendo obrigatória a expedição da certidão quando se destine à defesa de direitos e
esclarecimento de situações de interesse pessoal do requerente. Desse modo, tal garantia não pode ser
invocada por quem pretenda obter cópia  de documentos a respeito de terceiro, a menos que este lhe
tenha conferido mandato de representação.
 
O Estado está obrigado a prestar as informações solicitadas, ressalvadas as hipóteses de proteção por
sigilo, sob pena de ofensa a direito líquido e  certo do requerente, por ilegalidade ou abuso de poder,
reparável na via do mandado de segurança.
 
Para fazer jus à certidão, não se exige do administrado a demonstração da finalidade específica do
pedido.
 
O não fornecimento das informações englobadas no pedido de certidão, ressalvadas as hipóteses de
sigilo, poderá ensejar a responsabilização civil do Estado, bem como a responsabilização pessoal da
autoridade que a denegou.
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Uma vez registrado o pedido de certidão, não sendo ele atendido por ilegalidade ou abuso de poder, o
remédio cabível para a devida reparação será o mandado de segurança, e não o habeas data.
�uestões:
 
Finalizada a teoria, vamos ver mais algumas questões e flashcards pertinentes!
 
�uestão 23 Direito Constitucional -> Direitos e Garantias Fundamentais
Banca: CAVEIRA (Inéditas)Ano: 2023 Nível: A definir
Assinale a alternativa correta de acordo com os direitos e garantias.
A São invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas,
assegurado o direito a indenização pelo dano material ou moral decorrente de
sua violação.
B A casa é asilo inviolável do indivíduo, ninguém nela podendo penetrar sem
consentimento do morador, salvo em caso de flagrante delito ou desastre, ou
para prestar socorro, ou, a qualquer tempo, por determinação judicial.
C É plena a liberdade de associação para fins lícitos, inclusive a de caráter
paramilitar.
D A impetração de mandado de segurança coletivo por entidade de classe em
favor dos associados depende da autorização destes.
E Conhece-se de recurso de habeas corpus cujo objeto seja resolver sobre o ônus
das custas.
O gabarito da questão está no final do documento.
Clique aqui e acesse a questão na plataforma para ver o comentário do professor e tirar suas dúvidas com o Charlie.
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�uestão 24 Direito Constitucional -> Direitos e Garantias Fundamentais
Banca: CAVEIRA (Inéditas) Ano: 2023 Nível: A definir
Assinale a alternativa incorreta de acordo com a temática dos direitos e garantias
previstos na Constituição Federal de 1988.
A Todos podem reunir-se pacificamente, sem armas, em locais abertos ao
público, independentemente de autorização, desde que não frustrem outra
reunião anteriormente convocada para o mesmo local, sendo apenas exigido
prévio aviso à autoridade competente.
B As entidades associativas, quando expressamente autorizadas, têm
legitimidade para representar seus filiados judicial ou extrajudicialmente.
C Aos autores pertence o direito exclusivo de utilização, publicação ou
reprodução de suas obras, transmissível aos herdeiros pelo tempo que a lei
fixar.
D Não haverá juízo ou tribunal de exceção.
E É inviolável o sigilo da correspondência e das comunicações telegráficas, de
dados e das comunicações telefônicas, salvo, no primeiro caso, por ordem
judicial, nas hipóteses e na forma que a lei estabelecer para fins de
investigação criminal ou instrução processual penal.
O gabarito da questão está no final do documento.
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�uestão 25 Direito Constitucional -> Direitos e Garantias Fundamentais
Banca: CAVEIRA (Inéditas) Ano: 2023 Nível: A definir
Em que pese a garantia de liberdade religiosa, é inconstitucional lei que permite o
sacrifício de animais em cultos de religiões de matriz africana.
C Certo
E Errado
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�uestão 26 Direito Constitucional -> Direitos e Garantias Fundamentais
Banca: CAVEIRA (Inéditas) Ano: 2023 Nível: A definir
Para fins de inviolabilidade domiciliar, o conceito de “casa” abrange, inclusive, os
quartos de hotéis ocupados.
C Certo
E Errado
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https://app.caveira.com/questions?raw_text=58306
FRENTE DO CARD
O Supremo Tribunal Federal reconheceu aos indivíduos transgêneros,
independente da cirurgia de transgenitalização, ou da realização de
tratamentos hormonais ou patologizantes, o direito à alteração de prenome
e gênero diretamente no registro civil, sem necessidade de autorização
judicial.
Verdadeiro ou falso?
VERSO DO CARD
Verdadeiro.
  Transgênero pode alterar seu prenome e gênero no registro civil mesmo sem fazer
cirurgia de transgenitalização e mesmo sem autorização judicial. informativo: 892 STF
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FRENTE DO CARD
O direito à vida tem dupla acepção, uma negativa e uma positiva.
Verdadeiro ou falso?
VERSO DO CARD
Verdadeiro.
  Negativa: garante o direito de estar vivo, de permanecer vivo, de forma que nem o
Estado, nem o particular poderão intervir na existência física de alguém.
  Positiva: garante a vida digna, de modo que não basta estar vivo, mas viver com a
dignidade própria de um ser da espécie humana. Assim, o Estado deve prover o mínimo
existencial para um vida digna.
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18/03/2026 00:0057
FRENTE DO CARD
A escusa de consciência por motivos religiosos, filosóficos ou políticos é
protegida constitucionalmente, exceto nos casos de invocação para se eximir
de obrigação legal imposta a todos e de recusa de cumprimento de
prestação alternativa fixada em lei.
Verdadeiro ou falso?
VERSO DO CARD
Verdadeiro.
  Art.5º. VIII - ninguém será privado de direitos por motivo de crença religiosa ou de
convicção filosófica ou política, salvo se as invocar para eximir-se de obrigação legal a
todos imposta e recusar-se a cumprir prestação alternativa, fixada em lei.
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18/03/2026 00:0058
FRENTE DO CARD
De acordo com a Constituição Federal e com o entendimento Doutrinário,
discorra sobre o conceito de casa!
VERSO DO CARD
O conceito de casa é abrangente e se estende, inclusive, a qualquer compartimento
privado não aberto ao público, onde alguém exerce profissão ou atividade,
compreendendo, por exemplo, os escritórios e consultórios profissionais, as
dependências privadas da empresa e o quarto de hotel.
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FRENTE DO CARD
Complete a lacuna!
A criação de associações e, na forma da lei, a de cooperativas ____________de
autorização, sendo vedada a interferência estatal em seu funcionamento.
VERSO DO CARD
Art.5º. XVIII - a criação de associações e, na forma da lei, a de cooperativas independem
de autorização, sendo vedada a interferência estatal em seu funcionamento.
Caveiras, finalizamos a primeira parte do tema mais importante e mais cobrado em provas de direito
constitucional. No próximomaterial iremos abordar a segunda parte - Direitos e deveres individuais e
coletivos (Vol. 2). Revisem esse conteúdo constantemente e façam muitas questões.
 
Polícia e nada mais!
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18/03/2026 00:0060
Gabarito das questões:
�uestão 1 : A
�uestão 2 : D
�uestão 3 : E
�uestão 4 : E
�uestão 5 : A
�uestão 6 : B
�uestão 7 : B
�uestão 8 : E
�uestão 9 : E
�uestão 10 : E
�uestão 11 : C
�uestão 12 : C
�uestão 13 : C
�uestão 14 : E
�uestão 15 : B
�uestão 16 : C
�uestão 17 : E
�uestão 18 : E
�uestão 19 : E
�uestão 20 : C
�uestão 21 : C
�uestão 22 : D
�uestão 23 : A
�uestão 24 : E
�uestão 25 : E
�uestão 26 : C
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das Normas Constitucionais
Banca: CAVEIRA (Inéditas) Ano: 2023 Nível: A definir
Analise os itens abaixo:
I. No status passivo, o indivíduo não está em uma posição de ter direitos exigíveis
perante o Estado, mas, pelo contrário, está em uma posição de subordinação perante
ele (por exemplo, alistamento eleitoral e voto).
II. No status ativo, o indivíduo possui competências para influenciar a formação da
vontade estatal.
III. No status negativo, o indivíduo goza de um espaço de liberdade diante das
ingerências do Estado.
Consoante a teoria dos status dos direitos fundamentais, assinale a alternativa
correta.
A Estão corretos os itens I e II, apenas.
B Apenas o item III está correto.
C Estão corretos os itens II e III, apenas.
D Todos os itens estão corretos.
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4. Características dos direitos fundamentais:
 
Abaixo veremos as principais características ok? Nossa pretensão não é esgotá-las, mas trazer a vocês
as que mais são cobradas em provas:
 
 ⟹ Historicidade:
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18/03/2026 00:007
https://app.caveira.com/questions?raw_text=47240
 
O que se entende por direitos fundamentais depende do entendimento de uma sociedade em um
determinado tempo. 
 
⟹ Inalienabilidade:
São direitos sem conteúdo econômico e/ou patrimonial, não podendo ser comercializados ou
permutados.
 
⟹ Imprescritibilidade:
São sempre exigíveis. Não é porque não foram exercidos que deixam de pertencer ao indivíduo.
⟹ Irrenunciabilidade:
O indivíduo pode até não exercer os seus direitos, mas não pode renunciar a eles. Trata-se de
característica que pode ser relativizada pela vida moderna.
 
⟹ Relatividade:
Não são direitos absolutos. Se houver um choque entre os direitos fundamentais, será resolvido por
juízo de ponderação ou pela aplicação do princípio da proporcionalidade.
⟹ Personalidade:
Os direitos fundamentais não se transmitem.
 
⟹ Cumulatividade:
Os direitos fundamentais são direitos que podem ser exercidos ao mesmo tempo.
 
⟹ Universalidade:
Independentemente de as nações terem assinado a Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH),
os direitos fundamentais devem ser reconhecidos em todo o planeta, independentemente da cultura, da
política e da sociedade.
 
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18/03/2026 00:008
⟹ Proibição ao retrocesso:
 
Não se pode retroceder nos avanços históricos conquistados.
FRENTE DO CARD
�uais são as características dos direitos fundamentais?
VERSO DO CARD
imprescritibilidade
inalienabilidade
irrenunciabilidade
inviolabilidade
universalidade
efetividade
interdependência
complementariedade
relatividade
limitabilidade.
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18/03/2026 00:009
�uestão 3 Direito Constitucional -> Direitos e Garantias Fundamentais -> Teoria Geral dos
Direitos Fundamentais
Banca: CAVEIRA (ADAPTADA) Ano: 2022 Nível: A definir
Com relação à teoria dos direitos fundamentais e à sua aplicação no direito
constitucional brasileiro, assinale a opção correta.
 
A Segundo a jurisprudência, os direitos fundamentais são absolutos, inalienáveis
e imprescritíveis, cabendo ao intérprete o dever de concordância prática para
acomodar os eventuais conflitos entre eles.
B Os direitos fundamentais podem ser renunciados definitivamente.
C Os tratados internacionais de direitos humanos, após a EC n.º 45/2004, devem
seguir o mesmo procedimento de emenda à Constituição para que possam ser
incorporados ao direito brasileiro.
D Os direitos fundamentais de primeira geração (ou dimensão) são denominados
de direitos sociais, que demandam um fazer por parte do Estado, e foram
inaugurados com as revoluções burguesas do século XVIII.
E O método de solução de conflitos entre direitos fundamentais
constitucionalmente previstos, em caso de colisão, é a ponderação de
interesses; o legislador, contudo, por força do princípio democrático, pode
resolver conflitos por meio da lei, efetuando a ponderação em abstrato.
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5. Eficácia e aplicabilidade das normas constitucionais:
 
Nos apoiaremos na doutrina de José Afonso da Silva para entendermos o assunto:
 
⟹ Eficácia plena:
 
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Desde a entrada em vigor da Constituição, produz ou tem a possibilidade de produzir todos os
efeitos. Possui aplicabilidade direta, imediata e integral (ex.: remédios constitucionais).
 
⟹ Eficácia contida:
 
O legislador regulou suficientemente, mas ainda pode ser restringida.  Possui aplicabilidade direta,
imediata e não integral (ex.: liberdade profissional).
 
⟹ Eficácia limitada:
 
Não produz seus efeitos desde sua entrada em vigor. Além disso, só manifesta a plenitude dos efeitos
jurídicos pretendidos pelo legislador constituinte após  a emissão de atos normativos previstos ou
requeridos por ela. Possui aplicabilidade indireta, mediata e reduzida (ex.: mandados de criminalização). 
As normas de eficácia limitada dividem-se em:
Princípio institutivo ou organizativo: esquemas gerais sobre estruturação e atribuições de órgãos
e entidades, para que a lei regule futuramente;
Princípio programático: programas a serem realizados pelo Poder Público.
Para Marcelo Alexandrino e Vicente Paulo as normas programáticas possuem “eficácia negativa”, isto
é:
1. Revogam as disposições contrárias ou incompatíveis com os seus comandos;
 
2. Impedem que sejam produzidas normas ulteriores que contrariem os programas por elas
estabelecidos.
Por fim, para Alexandre de Moraes, nas normas programáticas, "o juízo de oportunidade e a avaliação
da extensão do programa incumbem ao Poder Legislativo, no exercício de sua função legiferante, de
modo que a eficácia técnica, neste caso, é limitada". 
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18/03/2026 00:0011
�uestão 4 Direito Constitucional -> Teoria Geral do Direito Constitucional -> Aplicação das
Normas Constitucionais no Tempo
Banca: CAVEIRA (Inéditas) Ano: 2023 Nível: A definir
O direito de propriedade é uma norma de eficácia plena.
C Certo
E Errado
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�uestão 5 Direito Constitucional -> Teoria Geral do Direito Constitucional -> Aplicabilidade
das Normas Constitucionais
Banca: CAVEIRA (Inéditas) Ano: 2023 Nível: A definir
Trata-se de norma constitucional de eficácia plena:
A A gratuidade aos maiores de sessenta e cinco anos nos transportes coletivos
urbanos.
B O livre exercício de qualquer trabalho, ofício ou profissão, atendidas as
qualificações profissionais que a lei estabelecer.
C É assegurada, nos termos da lei, a prestação de assistência religiosa nas
entidades civis e militares de internação coletiva.
D Ninguém será privado de direitos por motivo de crença religiosa ou de
convicção filosófica ou política, salvo se as invocar para eximir-se de obrigação
legal a todos imposta e recusar-se a cumprir prestação alternativa, fixada em
lei.
E Todos têm direito a receber dos órgãos públicos informações de seu interesse
particular, ou de interesse coletivo ou geral, que serão prestadas no prazo da
lei, sob pena de responsabilidade, ressalvadas aquelas cujo sigilo seja
imprescindível à segurança da sociedade e do Estado.
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�uestão 6 Direito Constitucional -> Teoria Geral do Direito Constitucional -> Aplicação das
Normas Constitucionais no Tempo
Banca: CAVEIRA (Inéditas) Ano: 2023 Nível: A definir
De acordo com a Constituição Federal, é livre o exercício de qualquer trabalho, ofício
ou profissão, atendidas as qualificações profissionais que a lei estabelecer. Sendo
assim, estamos diante de um caso de norma constitucional de eficácia:
A Plena.
B Contida.
C Limitada.
D Postergada.
E Suspensiva.
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�uestão 7 Direito Constitucional -> Teoria Geral do Direito Constitucional -> Aplicabilidade
das Normas Constitucionais
Banca: CAVEIRA (Inéditas) Ano: 2023 Nível: A definir
De acordo com o art. 5º, inciso III, da CF/88, “ninguém será submetido a tortura nem
a tratamento desumano ou degradante”. Trata-se de uma norma dotada de eficácia:
A Programática.
B Plena.
C Contida.
D Limitada de princípios constitutivos.
E Exaurida.
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�uestão 8 Direito Constitucional -> Teoria Geral do Direito Constitucional -> Aplicabilidade
das Normas Constitucionais
Banca: CAVEIRA (Inéditas) Ano: 2023 Nível: A definir
A norma de eficácia contida é aquela que, desde a entrada em vigor da Constituição,
produz ou tem a possibilidade de produzir todos os efeitos e possui aplicabilidade
direta, imediata e integral.
C Certo
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6. Dimensões dos direitos fundamentais:
 
Direto ao ponto:
 
⟹ 1ª dimensão: liberdade. Abstenção do Estado.
 
Ex.: direitos civis e políticos.
 
⟹ 2ª dimensão: igualdade. 
 
Ex.: direitos sociais, econômicos e culturais.
 
⟹ 3ª dimensão: fraternidade e solidariedade. 
 
Ex.: meio ambiente, autodeterminação dos povos.
 
⟹ 4ª dimensão: futuro da cidadania.
 
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Ex.: democracia, pluralismo e informação.
 
⟹ 5ª dimensão: direito supremo da humanidade.
 
Ex.: direito à paz.
FRENTE DO CARD
�uais são os direitos fundamentais de primeira geração?
VERSO DO CARD
São os direitos civis e políticos.
Caracterizam por impor ao Estado um dever de abstenção, de não fazer, de não
interferência no espaço de cada indivíduo.
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FRENTE DO CARD
�uais são os direitos fundamentais de segunda geração?
VERSO DO CARD
São os direitos econômicos, sociais e culturais.
  Os direitos de segunda geração identificam-se com as liberdades positivas, reais ou
concretas, e acentuam o princípio da igualdade entre os homens (igualdade material).
fonte: direito constitucional descomplicado.
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FRENTE DO CARD
�uais são os direitos fundamentais de terceira geração?
VERSO DO CARD
Os direitos de terceira geração consagram os princípios solidariedade e da
fraternidade.
São exemplos: o direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, à defesa do
consumidor, ao progresso e ao desenvolvimento, entre outro...
7. Princípios x regras:
 
Nos apoiaremos na doutrina de Robert Alexy:
 
 
PRINCÍPIOS
 
REGRAS
Normas mais amplas, abstratas, genéricas.
Normas mais específicas, delimitadas,
determinadas.
Princípios são mandamentos de otimização, que
devem ser cumpridos na maior intensidade
Regras são mandados de definição, que devem
ser cumpridas integralmente. Regra do tudo ou
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possível.
 
nada – “all or nothing”.
Em caso de colisão, resolve-se pela ponderação.
Ex.: dignidade da pessoa humana.
 
Em caso de colisão, resolve-se pela dimensão de
validade.
Ex.: eleição para o cargo de Presidente da
República.
 
�uestão 9 Direito Constitucional -> Teoria Geral do Direito Constitucional -> Conceito de
Constituição
Banca: CAVEIRA (Inéditas) Ano: 2023 Nível: A definir
Regras são mandamentos de otimização, que devem ser cumpridos na maior
intensidade possível.
C Certo
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Bom, finalizamos aqui o que as bancas mais cobram sobre a parte conceitual dos direitos fundamentais. 
 
De agora em diante vamos analisar os direitos positivados no nosso texto constitucional, dando ênfase
ao que é mais importante, ok?
 
DIREITOS E DEVERES INDIVIDUAIS E COLETIVOS NA CF/88:
 
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18/03/2026 00:0020
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Caveiras, o primeiro passo é situar vocês topograficamente na Constituição Federal de 1988 e,
acreditem, muita gente se perde nesse tema.
 
Os chamados "direitos fundamentais" da CF/88 são um gênero que comporta 05 espécies:
Direitos e deveres individuais e coletivos (art. 5º);
Direitos sociais (arts. 6º a 11);
Direitos de nacionalidade (arts. 12 e 13);
Direitos políticos (arts. 14 a 16);
Partidos políticos (art. 17).
Como notaram, o assunto do nosso estudo hoje é o primeiro da lista. Além disso, já conversamos que
vamos dividi-lo em 02 volumes para otimizar o estudo. 
 
Vamos nessa!
 
1. Direito à vida (art. 5º, caput):
 
Previsto no art. 5º, dentre outros direitos, o direito à vida é o mais elementar dos direitos fundamentais,
haja vista que sem vida, nenhum outro direito pode ser fruído.
 
Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros
e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à
segurança e à propriedade, nos termos seguintes (...)
 
Segundo Marcelo Alexandrino e Vicente Paulo, a Constituição protege a vida de forma geral, não só a
extrauterina, como também a intrauterina. Com isso, de forma genérica, proíbe-se o aborto no Brasil,
permitindo-se o aborto terapêutico (para salvar a vida da gestante) e o aborto humanitário (no caso de
gravidez resultante de estupro).
ADPF nº 54, STF: o Supremo Tribunal Federal estabeleceu que é inconstitucional a interpretação
segundo a qual a interrupção da gravidez de feto anencéfalo constitui aborto.
2. Princípio da igualdade (art. 5º, I):
 
Art. 5º, I - homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações, nos termos desta Constituição.
 
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Trata-se um princípio republicano que determina que seja dado tratamento igual aos que se encontrem
em situação equivalente e que sejam tratados de maneira desigual os desiguais, na medida de suas
desigualdades.
Súmula nº 683, STF: O limite de idade para a inscrição em concurso público só se legitima em face do
art. 7º, XXX, da Constituição, quando possa ser justificado pela natureza das atribuições do cargo a ser
preenchido.
Destaque-se, ainda, que o princípio da igualdade não proíbe tratamento discriminatório em concurso
público, desde que haja razoabilidade para a discriminação, em razão das exigências do cargo.
Jurisprudência recentíssima que vai cair na sua prova!!!
 
Caveiras, em 22/09/2025 o Supremo Tribunal Federal, através do julgamento do RE 1.469.887/AL,
com repercussão geral, assentou o entendimento de que "é inconstitucional - por violar o princípio da
razoabilidade - lei estadual que exige, como requisito para ingresso na Polícia Militar, altura mínima
superior à prevista para ingresso nas carreiras do Exército."
 
Trata-se de uma decisão com grande impacto para as carreiras policiais: a exigência de altura mínima
para ingresso em cargo do Sistema Único de Segurança Pública pressupõe a existência de lei e da
observância dos parâmetros fixados para a carreira do Exército Brasileiro, quais sejam:
1,60m para homens; e 
1,55m para mulheres.
3. Princípio da legalidade (art. 5º, II):
 
Art. 5º, II - ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei.
 
Por um lado, tal princípio consagra ao particular a possibilidade de fazer tudo aquilo que a lei não proíbe.
Por outro, determina ao Poder Público que este só atue quando houver amparo legal, ou seja, não pode
o Estado atuar contrariamente à lei, muito menos na ausência da lei.
Exceções ao princípio da legalidade:
 
1. Estado de defesa (art. 136, CF); 
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2. Estado de sítio (art. 137 a 139, CF); 
3. Medidas provisórias (art. 62, CF).
�uestão 10 Direito Constitucional -> Direitos e Garantias Fundamentais -> Direitos e
Deveres Individuais e Coletivos
Banca: CAVEIRA (Inéditas) Ano: 2023 Nível: A definir
A única exceção ao princípio da legalidade constitucional é a edição das medidas
provisórias.
C Certo
E Errado
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4. Vedação à tortura e a tratamento desumano ou degradante (art. 5º, III):
 
 
Art. 5º, III - ninguém será submetido a tortura nem a tratamento desumano ou degradante.
 
Segundo o autor Pedro Lenza, ninguém será submetido a tortura nem a tratamento desumano
ou degradante, sendo que a lei considerará crime inafiançável a prática da tortura (art. 5.º , XLIII, CF/88).
 
O autor também ensina que a Lei nº 9.455/97 integrou a referida norma constitucional, definindo os
crimes de tortura. Por sua vez, a Lei nº 12.847/2013, além de instituir o Sistema Nacional de Prevenção e
Combate à Tortura, criou o Comitê Nacional de Prevenção e Combate à Tortura e o Mecanismo Nacional
de Prevenção e Combate à Tortura.
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�uestão 11 Direito Constitucional -> Direitos e Garantias Fundamentais -> Direitos e
Deveres Individuais e Coletivos
Banca: CAVEIRA (Inéditas) Ano: 2023 Nível: A definir
O direito de não ser torturado é visto por parcela crescente da doutrina como um
direito fundamental absoluto.
C Certo
E Errado
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Vejamos a jurisprudência correlata:
Informativo nº 666, STF: A omissão injustificada da Administração em providenciar a disponibilização
de banho quente nos estabelecimentos prisionais fere a dignidade de presos sob sua custódia.
 
Informativo nº 794, STF: É lícito ao Poder Judiciário impor à Administração Pública obrigação de fazer,
consistente na promoção de medidas ou na execução de obras emergenciais em estabelecimentos
prisionais para dar efetividade ao postulado da dignidade da pessoa humana e assegurar aos
detentos o respeito à sua integridade física e moral, nos termos do que preceitua o art. 5º, XLIX, da CF,
não sendo oponível à decisão o argumento da reserva do possível nem o princípio da separação dos
poderes.
 
HC 89.429, STF: O uso legítimo de algemas não é arbitrário, sendo de natureza excepcional, a ser
adotado nos casos e com as finalidades de impedir, prevenir ou dificultar a fuga ou reaçãoindevida do
preso, desde que haja fundada suspeita ou justificado receio de que tanto venha a ocorrer, e para
evitar agressão do preso contra os próprios policiais, contra terceiros ou contra si mesmo. O emprego
dessa medida tem como balizamento jurídico necessário os princípios da proporcionalidade e da
razoabilidade.
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5. Liberdade de expressão (art. 5º, IV, V, IX e XIV):
 
Nesse tópico analisaremos 04 incisos da CF/88 que tratam direta ou indiretamente da liberdade de
expressão.
 
Art. 5º, IV - é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato.
 
Segundo Marcelo Alexandrino e Vicente Paulo, trata-se de regra ampla, e não dirigida a destinatários
específicos. �ualquer pessoa, em princípio, pode manifestar o que pensa, desde que não o faça sob o
manto do anonimato. 
FRENTE DO CARD
A CF, ao garantir a liberdade de expressão, vedou o anonimato, prestigiando
o direito de resposta e eventual pleito judicial por indenização em relação a
dano material, moral ou à imagem.
Verdadeiro ou falso?
VERSO DO CARD
Verdadeiro.
 De acordo com Vicente Paulo, a vedação ao anonimato, que abrange todos os meios
de comunicação, tem o intuito de possibilitar a responsabilização de quem cause danos
a terceiros em decorrência da expressão de juízos ou opiniões. Art. 5º. IV - é livre a
manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato. Art. 5º. V - é assegurado o
direito de resposta, proporcional ao agravo, além da indenização por dano material,
moral ou à imagem.
 
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Com vistas à liberdade de expressão, vejamos esses julgados importantes:
RE nº 1.075.412, Plenário, 29/11/2023, STF: Empresas jornalísticas podem ser responsabilizadas
civilmente por fala de entrevistado se à época da publicação havia indícios concretos da falsidade de
imputação e se o veículo deixou de observar o dever de cuidado na verificação da veracidade dos fatos.
 
ADPF nº 187, STF: O Supremo Tribunal Federal indicou a constitucionalidade da “marcha da maconha”,
que consistia em eventos nos quais havia manifestação no sentido da descriminalização da droga (no
caso, a maconha). A Corte considerou legítimo o movimento, encontrando respaldo nos
direitos  fundamentais de livre manifestação do pensamento (art. 5.º, IV) e de  reunião (art. 5.º, XVI),
assegurando, inclusive, o direito das minorias (função contramajoritária da Corte)
 
RE nº 511.961, STF: O Supremo Tribunal Federal  afastou a exigência do diploma de jornalismo e do
registro profissional  no Ministério do Trabalho como condição para o exercício da profissão  de
jornalista. 
 
ADI nº 4.815, STF: O Supremo Tribunal Federal afastou a exigência de autorização prévia (da pessoa
biografada, ou de seus familiares,  em caso de pessoas falecidas) para obras biográficas ou
audiovisuais. 
Por fim, a vedação ao anonimato impede também, como regra, o acolhimento das denúncias anônimas
(delação apócrifa): "os escritos anônimos não podem justificar, por si só, desde que isoladamente
considerados, a imediata instauração da persecutio criminis. Nada impede, contudo, que o Poder
Público, provocado por delação anônima (por exemplo, disque-denúncia), adote medidas informais
destinadas a apurar, previamente, a possível situação de ilicitude penal" (Inq. nº 1.957/PR, STF).
 
Art. 5º V - é assegurado o direito de resposta, proporcional ao agravo, além da indenização por dano
material, moral ou à imagem.
 
Cuida-se de direito orientado pelo princípio da proporcionalidade, de modo que a resposta deve ser
assegurada ao ofendido no mesmo meio de comunicação que o agravo foi veiculado. Frise-se, ainda, que
o direito de resposta não exclui o direito à indenização, ok?
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�uestão 12 Direito Constitucional -> Direitos e Garantias Fundamentais -> Direitos e
Deveres Individuais e Coletivos
Banca: CAVEIRA (Inéditas) Ano: 2023 Nível: A definir
A Constituição assegura expressamente o direito de resposta, proporcional ao agravo,
bem como a indenização por dano material, moral ou à imagem.
C Certo
E Errado
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Marcelo Alexandrino e Vicente Paulo, com base na Lei nº 13.188/15 - que regula o direito de resposta -
afirmam ser de 60 dias o prazo decadencial para o exercício do direito de resposta, contados da data
de divulgação, publicação ou transmissão da matéria ofensiva.
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�uestão 13 Direito Constitucional -> Direitos e Garantias Fundamentais -> Direitos e
Deveres Individuais e Coletivos
Banca: CAVEIRA (Inéditas) Nível: A definir
No tocante ao entendimento dos tribunais superiores e a liberdade de expressão e
direito de imagem, julgue o item a seguir.
Não cabe indenização à família quando o jornal divulga foto de cadáver morto em via
pública.
 
C Certo
E Errado
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Art. 5º, IX - é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação,
independentemente de censura ou licença.
 
Temos aí a disposição constitucional referente à proibição da censura prévia. Contudo, tal disposição não
garante à liberdade de expressão um caráter absoluto, sendo possível haver restrições pertinentes e
pontuais.
 
Com base nesse inciso, o Supremo Tribunal Federal considerou integralmente revogada, por
incompatibilidade material com a CF/88, a antiga Lei de Imprensa, editada ao tempo do regime militar
(Lei nº 5.252/67). Para o Tribunal, havia clara violação à liberdade de expressão, situação incompatível
com um Estado democrático e com a liberdade de imprensa (ADPF nº 130, STF).
 
Art. 5º, XIV - é assegurado a todos o acesso à informação e resguardado o sigilo da fonte, quando
necessário ao exercício profissional.
 
O acesso à informação, assim como os demais direitos previstos no texto constitucional, não é absoluto.
Ele se refere, exclusivamente, a informações de caráter público ou geral e que não contenham dados
relacionados à intimidade e à vida privada do indivíduo, as quais são devidamente protegidas (art. 5º, X).
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https://app.caveira.com/questions?raw_text=22241
 
Por fim, a proteção ao sigilo da fonte, na última parte do inciso XIV, tem como principais destinatários os
profissionais do jornalismo,uma vez que tal medida possibilita que estes tenham informações que, sem
essa garantia, certamente não seriam reveladas.
A garantia de sigilo da fonte não conflita com a vedação ao anonimato, visto que o jornalista divulgará
a notícia em seu nome, e está sujeito a responder pelos eventuais danos indevidos que ela cause.
6. Liberdade de crença religiosa e convicção política e filosófica (art. 5º, VI, VII e VIII):
 
Art. 5º (...)
 
VI - é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos
religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias;
Atenção: temos 02 "novidades" jurisprudenciais sobre o tema que podem cair na sua prova!
 
O Supremo Tribunal Federal decidiu, em 26/11/2024, que a presença de símbolos religiosos, como
imagens e crucifixos, em prédios e órgãos públicos não fere o princípio da neutralidade estatal em
relação às religiões (laicidade) nem a liberdade de crença das pessoas. O entendimento foi firmado
por unanimidade no julgamento do Recurso Extraordinário com Agravo (ARE) 1249095. Como o
processo tem repercussão geral (Tema 1.086), a tese fixada deverá ser aplicada em todas as instâncias
da Justiça.
 
Além disso, o Supremo Tribunal Federal também decidiu, em 25/09/2024, por meio dos Recursos
Extraordinários nº 979742 e nº 1212272, que Testemunhas de Jeová têm direito de recusar
procedimento que envolva transfusão de sangue.
 
O Tribunal destacou que, por questões religiosas, testemunhas de Jeová têm o direito de recusar
tratamentos médicos que envolvam transfusão de sangue. Os ministros também decidiram que as
pessoas que recusam determinado procedimento médico devido à religião têm o direito a tratamentos
alternativos que já estejam disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS), inclusive fora da sua cidade
de residência, se necessário.
 
Para os Ministros, o direito à recusa de transfusão de sangue por convicção religiosa tem fundamento
nos princípios constitucionais da dignidade da pessoa humana e a da liberdade de religião.
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18/03/2026 00:0029
 
Conforme a decisão, existem algumas condições para que uma pessoa recuse determinado
tratamento por motivo religioso:
�. O paciente deve ser maior de idade e a escolha deve ser livre, informada e expressa;
�. A opção deve ser feita antes do ato médico; 
�. A pessoa pode deixar previamente estabelecida a sua decisão;
�. A escolha só vale para o próprio paciente e não se estende a terceiros.
Este último ponto vale também para filhos menores de idade de pais que sigam a religião.  Nesses
casos, os pais só poderão optar pelo tratamento alternativo para os filhos se ele for eficaz, conforme
avaliação médica.
VII - é assegurada, nos termos da lei, a prestação de assistência religiosa nas entidades civis e militares
de internação coletiva;
 
VIII - ninguém será privado de direitos por motivo de crença religiosa ou de convicção filosófica ou
política, salvo se as invocar para eximir-se de obrigação legal a todos imposta e recusar-se a cumprir
prestação alternativa, fixada em lei.
 
De todos os incisos, o mais recorrente em provas é o VIII, pois consagra o direito à denominada escusa
de consciência e possibilita que o indivíduo se recuse a cumprir determinadas obrigações ou praticar
atos que conflitem com suas convicções religiosas, políticas ou filosóficas.
A escusa não permite, portanto, que a pessoa simplesmente deixe de cumprir a obrigação legal a
todos imposta e nada mais faça. 
 
Neste caso, o Poder Público pode impor uma prestação alternativa, compatível com as crenças e
convicções do indivíduo, desde que prevista em lei.
Por fim, Marcelo Alexandrino e Vicente Paulo afirmam que o inciso VIII do art. 5º veicula uma norma
constitucional de eficácia contida, pois a escusa de consciência é plenamente exercitável, sem qualquer
consequência para o indivíduo, enquanto não for editada lei que estabeleça prestação alternativa ao
cumprimento de determinada obrigação.
 
Sobre esse tópico, vejamos os julgados abaixo:
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Informativo nº 935, STF: É constitucional a lei de proteção animal que a fim de resguardar a liberdade
religiosa, permite o sacrifício ritual de animais em cultos de religiões de matriz africana.
 
ARE 1.014.615, STF: É inconstitucional lei ordinária estadual que estabeleça a obrigatoriedade quanto
a manutenção de livro de cunho religioso em unidades escolares e bibliotecas públicas estaduais, uma
vez que fere, dentre outros mandamentos, o princípio da laicidade (não vinculação a qualquer tipo de
religião) da administração pública.
7. Inviolabilidade da intimidade, da vida privada, da honra e da imagem das pessoas (art. 5º,
X):
 
Art. 5º, X - são invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas, assegurado o
direito a indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua violação.
Segundo Marcelo Novelino, temos:
Intimidade: está relacionada ao modo de ser de cada pessoa, ao mundo intrapsíquico aliado aos
sentimentos identitários próprios (autoestima, autoconfiança) e à sexualidade. Compreende os
segredos e as informações confidenciais;
Vida privada: abrange as relações do indivíduo com o meio social nas quais  não há interesse
público na divulgação;
Honra: consiste na reputação do indivíduo perante o meio social em que vive (honra objetiva) ou
na estimação que possui de si próprio (honra subjetiva). A indenização por danos morais
decorrentes de violação à honra deve ser assegurada para pessoas físicas e jurídicas (honra
objetiva);
Direito à imagem: impede, prima facie, sua captação e difusão sem o consentimento da própria
pessoa. A proteção a esse direito é autônoma em relação à honra, devendo ocorrer ainda que
não haja ofensa à estimação pessoal ou à reputação do indivíduo. 
RE 1.010.606/RJ, 2021, STF: É incompatível com a Constituição a ideia de um direito ao esquecimento,
assim entendido como o poder de obstar, em razão da passagem do tempo, a divulgação de fatos ou
dados verídicos e licitamente obtidos e publicados em meios de comunicação social analógicos ou
digitais. Eventuais excessos ou abusos no exercício da liberdade de expressão e de informação devem
ser analisados caso a caso, a partir dos parâmetros constitucionais - especialmente os relativos à
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proteção da honra, da imagem, da privacidade e da personalidade em geral - e das expressas e
específicas previsões legais nos âmbitos penal e cível.
�uestão 14 Direito Constitucional -> Direitos e Garantias Fundamentais -> Direitos e
Deveres Individuais e Coletivos
Banca: CAVEIRA (Inéditas) Ano: 2023 Nível: A definir
A tutela constitucional sobre o direito à privacidade incide sobre a intimidade e a vida
privada, ficando a honra protegida apenas na esfera penal.
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�uestão 15 Direito Constitucional -> Direitos e Garantias Fundamentais -> Direitos e
Deveres Individuais e Coletivos
Banca: CAVEIRA (Inéditas) Ano: 2021 Nível: A definir
Maria, atriz de carreira reconhecida nacionalmente, teve sua vida pessoal devassada
e vasculhada por um “paparazzi”, fotógrafo que capturou e divulgou em grandes
mídias diversas fotos suas em momentos inadequados. Ao se consultar com um
advogado, foi informada de que a Constituição Federal de 1988, mantém,
expressamente assegurado, o direito à indenização pelo dano material ou moral
decorrente da violação da:
Item I - Honra;
Item II - Intimidade;
Item III - Vida privada;
Item IV - Imagem.
Está(ão) correto(s):
A Os itens II e IV, apenas.
B Os itens I, II, III e IV.
C Apenas o item I.
D Os itens I, II e IV, apenas.
E Apenas o item III.
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Feitas essas considerações iniciais, o primeiro destaque quanto ao inciso em estudo é que a indenização
por violação a um desses bens poderá ser cumulativa, ok? Assim, pode ser reconhecido, por exemplo,
indenização pelo dano material e moral, simultaneamente, se a situação ensejar.
 
Além disso, Marcelo Alexandrino e Vicente Paulo destacam que para a condenação por dano moral não
se exige a ocorrência de ofensa  à reputação do indivíduo. A mera publicação não consentida de
fotografias gera o direito à indenização por dano moral, independentemente de ocorrência de ofensa à
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reputação da pessoa, porquanto o uso indevido da imagem, de regra, causa desconforto, aborrecimento
ou constrangimento ao fotografado, que deve ser reparado. 
 
Por fim, frisamos que, para o Supremo Tribunal Federal (RE 218.780/PE), o sigilo bancário é espécie do
direito à privacidade. Porém, nenhum direito é absoluto e esse também comporta exceções. 
 
Em síntese, temos o seguinte:
 SIGILO BANCÁRIO
Os órgãos poderão requerer informações bancárias diretamente das Instituições Financeiras?
 
⟹ CNJ:
 
Sim, com base art. 8º, V, do R.I do CNJ (Informativo nº 1.056, 2022, STF).
⟹ POLÍCIA:
 
Não. É necessária autorização judicial.
 
⟹ MP:
 
Não. É necessária autorização judicial (HC 160.646/SP, 2011, STJ).
Exceção: é lícita a requisição pelo MP de informações bancárias de contas de titularidade de órgãos e
entidades públicas, com o fim de proteger o patrimônio público, não se podendo falar em quebra ilegal
de sigilo bancário (HC 308.493/CE, 2015, STJ).
 
⟹ TCU:
Não. É necessária autorização judicial (MS 22934/DF, 2012, STF).
Exceção: o envio de informações ao TCU relativas a operações de crédito originárias de recursos
públicos não é coberto pelo sigilo bancário (MS 33340/DF, 2015, STF).
⟹ RECEITA FEDERAL:
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Sim, com base no art. 6º da LC nº 105/2001. O repasse das informações dos bancos para o Fisco não
pode ser definido como sendo "quebra de sigilo bancário".
⟹ FISCO dos Estados / DF / Municípios:
Sim, desde que regulamentem, no âmbito de suas esferas de competência, o art. 6º da LC nº 105/2001,
de forma análoga ao Decreto Federal nº 3.724/2001.
⟹ CPI:
Sim (seja ela federal ou estadual/distrital), com base no art. 4º, § 1º da LC nº 105/2001.
 
Atenção: prevalece que CPI municipal não pode.
 
Agora vejamos a jurisprudência correlata:
Informativo nº 1.056, 2022, STF: É constitucional a requisição, sem prévia autorização judicial, de
dados bancários e fiscais considerados imprescindíveis pelo Corregedor Nacional de Justiça para
apurar infração de sujeito determinado, desde que em processo regularmente instaurado mediante
decisão fundamentada e baseada em indícios concretos da prática do ato.
 
Para Márcio André Lopes Cavalcante, o art. 8º, V, do Regimento Interno do CNJ prevê que o Corregedor
Nacional de Justiça possui competência para “requisitar das autoridades fiscais, monetárias e de
outras autoridades competentes informações, exames, perícias ou documentos, sigilosos ou não,
imprescindíveis ao esclarecimento de processos ou procedimentos submetidos à sua apreciação,
dando conhecimento ao Plenário”.
Informativo nº 962, STF: É constitucional o compartilhamento dos relatórios de inteligência financeira
da UIF* e da íntegra do procedimento fiscalizatório da Receita Federal do Brasil (RFB), que define o
lançamento do tributo, com os órgãos de persecução penal para fins criminais, sem a obrigatoriedade
de prévia autorização judicial, devendo ser resguardado o sigilo das informações em procedimentos
formalmente instaurados e sujeitos a posterior controle jurisdicional.
 
Informativo nº 731/2022, STJ: Não há ilicitude das provas por violação ao sigilo de dados bancários,
em razão do compartilhamento de dados de movimentações financeiras da própria instituição
bancária ao Ministério Público.
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18/03/2026 00:0035
 
Informativo nº 724, STJ: É ilegal a requisição, sem autorização judicial, de dados fiscais pelo Ministério
Público.
8. Inviolabilidade domiciliar (art. 5º, XI):
 
Art. 5º (...), XI - a casa é asilo inviolável do indivíduo, ninguém nela podendo penetrar sem consentimento
do morador, salvo em caso de flagrante delito ou desastre, ou para prestar socorro, ou, durante o dia, por
determinação judicial. 
 
A inviolabilidade não alcança somente a "casa", residência do indivíduo. Na verdade, o conceito
normativo de "casa" é bem abrangente e se estende, inclusive, a qualquer compartimento privado não
aberto ao público, onde alguém exerce profissão ou atividade, compreendendo, observada essa
específica limitação espacial (área interna não acessível ao público), os escritórios e consultórios
profissionais, as dependências privativas da empresa, o quarto de hotel, etc.
Além disso, há a conceituação do termo "casa" no Código Penal:
 
Violação de domicílio
 
Art. 150 - Entrar ou permanecer, clandestina ou astuciosamente, ou contra a vontade expressa ou
tácita de quem de direito, em casa alheia ou em suas dependências:
 
Pena - detenção, de um a três meses, ou multa.
 
(...)
 
§ 4º - A expressão "casa" compreende:
 
I - qualquer compartimento habitado;
 
II - aposento ocupado de habitação coletiva;
 
III - compartimento não aberto ao público, onde alguém exerce profissão ou atividade.
 
§ 5º - Não se compreendem na expressão "casa":
 
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I - hospedaria, estalagem ou qualquer outra habitação coletiva, enquanto aberta, salvo a restrição do
n.º II do parágrafo anterior;
 
II - taverna, casa de jogo e outras do mesmo gênero.
 
Após essa conceituação,vamos ao que nos interessa: quais as possibilidades legais de ingresso
domiciliar?
 
Adianto a vocês que o tema é extremamente tormentoso e há diversas jurisprudências permitindo e
vedando o ingresso. Diante disso, abaixo vamos apresentar os julgados do Superior Tribunal de Justiça
que consideramos mais importantes. Obviamente, a jurisprudência não será esgotada com a dica abaixo,
muito menos podemos afirmar qual posicionamento será cobrado na sua prova. 
 
No entanto, é um excelente material para que assimilem o tema:
Ausência de justa causa para ingresso em residência:
 
AgRg no HC 768.905/SP, 2023, STJ: A abordagem apenas no interior do domicílio não é suficiente
para justificar o ingresso na residência.
 
HC 720.178, 2022, STJ: Nos crimes permanentes, tal qual o tráfico de drogas, o estado de flagrância se
protrai no tempo, o que não é suficiente, por si só, para justificar busca domiciliar desprovida de
mandado judicial, exigindo-se a demonstração de indícios mínimos de que naquele momento, dentro
da residência, haveria situação de flagrante delito.
 
Informativo nº 730, 2022, STJ: A violação de domicílio com base no comportamento suspeito do
acusado, que empreendeu fuga ao ver a viatura policial, não autoriza a dispensa de investigações
prévias ou do mandado judicial para a entrada dos agentes públicos na residência.
 
HC 668.512, 2021, STJ: Ao entrar na residência de um cidadão, cabe aos agentes estatais demonstrar,
de modo inequívoco, que o consentimento do morador foi livremente prestado, ou que no imóvel havia
uma clara situação de comércio de droga que poderia autorizar o ingresso domiciliar mesmo, sem
consentimento.
 
Reconhecimento de justa causa para ingresso em residência:
 
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HC 710.416/MT, 2022, STJ: Denúncia anônima – Diligências prévias - Autores que deixaram cair a
droga e, na sequência, empreendem fuga para a residência. 
 
RHC 159/717/GO, 2022, STJ: Campana de policiais que constataram veículo entrando e saindo com
frequência do imóvel. Consulta à PRF acerca da placa do veículo e informação de que já havia sido
abordado com dinheiro escondido em fundo falso.
 
AgRg no HC 721.871/SC, 2022, STJ: Acusado que mostrou aparelho telefônico contendo fotografias de
drogas e artefatos bélicos e informou que possuía entorpecente em sua moradia.
 
HC 720.542/PR, 2022, STJ: Suspeito que foi encontrado em via pública com dinheiro e balança de
precisão, utilizada frequentemente para o tráfico de drogas, confirmando a procedência da denúncia
anteriormente feita.
 
HC 704.956/SP, 2022, STJ: Drogas encontradas em veículo que estava estacionado anteriormente no
interior de uma das casas e apresentava modificações para acondicionar de forma oculta mais drogas.
 
AgRg no HC 741.190/SP, 2022, STJ: Denúncia anônima prévia detalhada do local onde estariam sendo
comercializados entorpecentes e alvo chamado pelo nome pelos policiais civis, ocasião em que gritou
para que fossem dispensadas as drogas.
 
RHC 136.992/SC, 2021, STJ: Fuga para o interior do imóvel após avistamento da guarnição policial e
prévia informação de reunião de integrantes de organização criminosa.
 
AgRg no HC 703.936/SC, 2021, STJ: Monitoração prévia por dias associada à informação de que um
dos alvos entregaria uma sacola contendo entorpecente ao outro e visualização desta entrega.
 
AgRg no RHC 649.700/SP, 2021, STJ: Autores surpreendidos em flagrante e com considerável
quantidade de drogas em via pública. 
 
HC 659.527/SP, 2021, STJ: Presentes as fundadas razões que sinalizavam a ocorrência de crime e
porque evidenciada, já de antemão, hipótese de flagrante delito, é regular o ingresso da polícia no
quarto de hotel ocupado pelo acusado, sem autorização judicial e sem o consentimento do hóspede.
Vejamos, agora, algumas questões sobre esse tópico:
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18/03/2026 00:0038
�uestão 16 Direito Constitucional -> Direitos e Garantias Fundamentais -> Direitos e
Deveres Individuais e Coletivos
Banca: CAVEIRA (Inéditas) Ano: 2023 Nível: A definir
Acerca da inviolabilidade do domicílio, analise as afirmativas a seguir.
I. Para fins do direito à inviolabilidade do domicílio, o conceito de casa não abrange
locais nos quais são exercidas atividades de índole profissional, como consultórios e
escritórios.
II. A casa é asilo inviolável do indivíduo, ninguém nela podendo penetrar sem
consentimento do morador, salvo em caso de flagrante delito ou desastre, ou para
prestar socorro, ou, durante o dia, por determinação judicial.
III. A inviolabilidade domiciliar alcança escritórios de profissionais liberais cujo
acesso seja restrito ao público.
Está(ão) correta(s) a(s) afirmativa(s):
A I, II e III.
B I e II apenas.
C II e III apenas.
D I apenas.
E III apenas.
O gabarito da questão está no final do documento.
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https://app.caveira.com/questions?raw_text=55787
�uestão 17 Direito Constitucional -> Direitos e Garantias Fundamentais -> Direitos e
Deveres Individuais e Coletivos
Banca: CAVEIRA (Inéditas) Ano: 2023 Nível: A definir
Consoante o Superior Tribunal de Justiça, a abordagem apenas no interior do
domicílio é suficiente para justificar o ingresso na residência.
C Certo
E Errado
Conteúdo de apoio 
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�uestão 18 Direito Constitucional -> Direitos e Garantias Fundamentais -> Direitos e
Deveres Individuais e Coletivos
Banca: CAVEIRA (Inéditas) Ano: 2023 Nível: A definir
Segundo entendimento jurisprudencial e doutrinário, o princípio constitucional da
garantia da intimidade e da vida privada assegura que a polícia judiciária não pode,
por afrontar direitos assegurados pela CF, invadir domicílio alheio com o objetivo de
apreender, durante o período diurno e sem ordem judicial, quaisquer objetos que
possam interessar ao poder público.
C Certo
E Errado
Conteúdo de apoio 
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https://app.caveira.com/questions?raw_text=50889
https://app.caveira.com/questions?raw_text=49603
�uestão 19 Direito Constitucional -> Direitos e Garantias Fundamentais -> Direitos e
Deveres Individuais e Coletivos
Banca: IDECAN Ano: 2019 Nível: Ensino Superior
A respeito da garantia constitucional da inviolabilidade do domicílio, assinale a
alternativa correta.
A Em caso de desastre durante a noite, o morador tem o direito de se opor à
invasão do seu domicílio.
B A invasão do domicílio poderá ocorrer durante a noite, desde que precedida de
autorização judicial.
C Sem determinaçãojudicial, ninguém pode penetrar na casa sem o
consentimento do morador.
D A casa não é considerada asilo inviolável do indivíduo, pois há possibilidade de
alguém nela penetrar sem consentimento do morador.
E A Constituição Federal traz a prisão em flagrante como hipótese de exceção à
inviolabilidade domiciliar.
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�uestão 20 Direito Constitucional -> Direitos e Garantias Fundamentais -> Direitos e
Deveres Individuais e Coletivos
Banca: CAVEIRA (Inéditas) Ano: 2022 Nível: A definir
Havendo suspeitas de que exista droga em determinada casa, é lícita a entrada
forçada da polícia no domicílio, sem mandado judicial mesmo que em período
noturno, quando amparada em fundadas razões, devidamente justificadas “a
posteriori”.
C Certo
E Errado
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9. Inviolabilidade das correspondências e comunicações (art. 5º, XII):
 
Art. 5º, XII - é inviolável o sigilo da correspondência e das comunicações telegráficas, de dados e das
comunicações telefônicas, salvo, no último caso, por ordem judicial, nas hipóteses e na forma que a lei
estabelecer para fins de investigação criminal ou instrução processual penal.
 
Preliminarmente, cabe destacar que embora a autorização expressa para a violação excepcional refira-
se,  tão somente, às comunicações telefônicas, a garantia da inviolabilidade das  correspondências
também não é absoluta, visto que não existem direitos e garantias fundamentais de caráter absoluto no
Estado brasileiro.
 
Assim, numa situação concreta, em que estejam em jogo outros valores constitucionalmente protegidos
(direito à vida, por exemplo), poderá ocorrer a violação das correspondências, para salvaguardar o direito
à vida.
 
É importante destacar que a Lei nº 9.296/96 regula o procedimento de interceptação telefônica. 
Conceito de interceptação telefônica:
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18/03/2026 00:0042
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Sob o ponto de vista da Lei nº 9.296/96, a expressão “interceptação telefônica” deve ser
compreendida como o ato de captar a comunicação alheia, tomando conhecimento de seu conteúdo.
Vejamos alguns conceitos doutrinários / jurisprudenciais:
⟹ Interceptação telefônica (ou interceptação em sentido estrito):
 
Consiste na captação da comunicação telefônica alheia por um terceiro, sem o conhecimento de
nenhum dos comunicadores.
Ex.: polícia, com autorização judicial, grampeia os telefones dos membros de uma quadrilha e grava os
diálogos mantidos entre eles.
Segundo Márcio André Lopes Cavalcante, para que a interceptação seja válida é indispensável a
autorização judicial (entendimento pacífico nos tribunais).
⟹ Escuta telefônica:
 
É a captação da comunicação telefônica por terceiro, com o conhecimento de um dos comunicadores e
desconhecimento do outro. 
Ex.: polícia grava a conversa telefônica que o pai mantém com o sequestrador de seu filho.
Segundo Márcio André Lopes Cavalcante, para que seja realizada é indispensável a autorização
judicial (posição majoritária na doutrina).
REsp 1.630.097/RJ, STJ: Sem consentimento do acusado ou prévia autorização judicial, é ilícita a
prova, colhida de forma coercitiva pela polícia, de conversa travada pelo investigado com terceira
pessoa em telefone celular, por meio do recurso "viva-voz ', que conduziu ao flagrante do crime de
tráfico ilícito de entorpecentes no interior de sua residência.
 
Informativo nº 510, STJ: Não é válida a interceptação telefônica realizada sem prévia autorização
judicial, ainda que haja posterior consentimento de um dos interlocutores para ser tratada como
escuta telefônica e utilizada como prova em processo penal.
 
⟹ Gravação telefônica (ou gravação clandestina):
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18/03/2026 00:0043
 
É a gravação da comunicação telefônica por um dos comunicadores, ou seja, trata-se de uma
autogravação (ou gravação da própria comunicação). Normalmente é feita sem o conhecimento do
outro comunicador, daí falar-se em gravação clandestina.
Ex.: mulher grava a conversa telefônica no qual o ex-marido ameaça matá-la.
Segundo Márcio André Lopes Cavalcante, a gravação telefônica é válida mesmo que tenha sido
realizada SEM autorização judicial. A única exceção em que haveria ilicitude se dá no caso em que a
conversa é amparada por sigilo (ex.: advogados x clientes, padres x fiéis, etc).
�uestão 21 Direito Constitucional -> Direitos e Garantias Fundamentais -> Direitos e
Deveres Individuais e Coletivos
Banca: CAVEIRA (Inéditas) Ano: 2023 Nível: A definir
Não é válida a interceptação telefônica realizada sem prévia autorização judicial,
ainda que haja posterior consentimento de um dos interlocutores para ser tratada
como escuta telefônica e utilizada como prova em processo penal.
C Certo
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10. Liberdade de atividade profissional (art. 5º, XII):
 
Art. 5º, XIII - é livre o exercício de qualquer trabalho, ofício ou profissão, atendidas as qualificações
profissionais que a lei estabelecer.
 
Esse inciso constitucional consubstancia norma de eficácia contida, isto é, dotada de aplicabilidade
imediata, porém sujeita a restrições a serem impostas pelo legislador ordinário.
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Assim, enquanto não estabelecidas em lei as qualificações para o exercício de determinada profissão,
qualquer indivíduo poderá exercê-la. �uando  estabelecidas as qualificações profissionais pelo
legislador, somente aqueles que cumprirem tais qualificações poderão exercer a profissão. 
 
11. Liberdade de reunião (art. 5º, XVI):
 
Art. 5º, XVI - todos podem reunir-se pacificamente, sem armas, em locais abertos ao público,
independentemente de autorização, desde que não frustrem outra reunião anteriormente convocada
para o mesmo local, sendo apenas exigido prévio aviso à autoridade competente.
 
Segundo Marcelo Novelino, "a liberdade de reunião é direito individual de exercício coletivo. Apesar de o
exercício desses direitos ter como pressuposto a atuação de uma pluralidade de sujeitos, a titularidade
continua sendo de cada um dos indivíduos. Coletivos, portanto, são os instrumentos de exercício e não a
titularidade dos direitos. Trata-se de um direito de aspecto eminentemente instrumental, que visa a
assegurar a livre expressão das ideias, incluindo-se, em seu âmbito de proteção, o direito de protestar".
RE nº 806.339, STF: A eventual

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