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IESVAP – Instítuto de Ensino Superior do Vale do Parnaíba.
Faculdade Afya Parnaíba – PI
Disciplina: Clínicas integradas III.
Aluno (a): Ana Darla Mendes Figueira.
TIC’S – SEMANA 4
Transtorno obsessivo-compulsivo
· Quais são os critérios diagnósticos utilizados para definir se um paciente é portador de transtorno obsessivo-compulsivo?
O transtorno obsessivo-compulsivo (TOC) é definido pela presença de obsessões e/ou compulsões, onde a obsessão é caracterizado por pensamentos, impulsos ou imagens recorrentes e persistentes que são vivenciados como intrusivos e indesejados. Enquanto que a compulsão, são comportamentos repetitivos ou atos mentais que um indivíduo se sente compelido a executar em resposta a uma obsessão ou de acordo com regras que devem ser aplicadas rigidamente. Desse modo, o transtorno obsessivo-compulsivo (TOC) é uma combinação de obsessões e compulsões.
Os transtornos obsessivos-compulsivos se diferem das preocupações e rituais típicos das diferentes fases de desenvolvimento por serem excessivos e persistirem além dos períodos apropriados ao nível de desenvolvimento. A distinção entre a presença de sintomas subclínicos e um transtorno clínico requer a avaliação de inúmeros fatores, incluindo nível de sofrimento do indivíduo e o prejuízo no funcionamento. Nessa pesperctiva, de acordo com o DSM V, os critérios de diagnóstico para o TOC são:
(A) Presença de obsessões, compulsões ou ambas.
Obsessões são definidas por (1) e (2):
1. Pensamentos, impulsos ou imagens recorrentes e persistentes que, em algum momento durante a perturbação, são experimentados como intrusivos e indesejados e que, na maioria dos indivíduos, causam acentuada ansiedade ou sofrimento; 
2. O indivíduo tenta ignorar ou suprimir tais pensamentos, impulsos ou imagens ou neutraliza-los com algum outro pensamento ou ação.
Compulsões são definidas por (1) e (2):
1. Comportamentos repetitivos (ex: lavar as mãos, verificar) ou atos mentais (ex: orar, contar ou repetir palavras em silêncio) que o indivíduo se sente compelido a executar em resposta a uma obsessão ou de acordo com regras que devem ser rigidamente aplicadas; 
2. Os comportamentos ou atos mentais visam prevenir ou reduzir a ansiedade ou o sofrimento ou evitar algum evento ou situação temida; entretanto, esses comportamentos ou atos mentais não tem uma conexão realista com o que visam neutralizar ou evitar ou são claramente excessivos.
(B) As obsessões ou compulsões tomam tempo (mais de uma hora por dia) ou causam sofrimento clinicamente significativo ou prejuízo no funcionamento social, profissional ou em outras áreas importantes da vida do indivíduo. 
(C) Os sintomas obsessivo-compulsivos não se devem aos efeitos fisiológicos de uma substância (ex: droga de abuso) ou a outra condição médica.
(D) A perturbação não é mais bem explicada pelos sintomas de outro transtorno mental (ex: preocupações excessivas, como na TAG; preocupação com aparência, como no transtorno dismórfico corporal; dificuldade de descartar ou desfazer pertences, como transtorno de acumulação; arrancar os cabelos, como na tricotilomania; beliscar a pele, como no transtorno de escoriação [skin-picking]; estereotipias, como no transtorno de movimento estereotipado; comportamento alimentar ritualizado, como nos transtornos alimentares; preocupação com substâncias ou jogo, como nos transtornos relacionados a substâncias e transtornos aditivos; preocupação com ter uma doença, como no transtorno de ansiedade de doença; impulsos ou fantasias sexuais, como nos transtornos parafílicos; impulsos, como nos transtornos disruptivos, do controle de impulsos e da conduta; ruminações de culpa, como no transtorno depressivo maior; inserção de pensamento ou preocupações delirantes, como nos transtornos do espectro da esquizofrenia e outros transtornos psicóticos; ou padrões repetitivos de comportamento, como no transtorno do espectro autista). 
Ainda segundo o DSM-5-TR, é necessário caracterizar o grau de compreensão que o paciente tem sobre seus sintomas, ou seja, avaliar se o doente reconhece que tais comportamentos são de ordem patológica ou se acredita que os rituais são realmente necessários para que sejam evitadas tragédias, como a morte de alguém ou a queda de um avião. Além disso, pode-se especificar se é com insight bom ou razoável; com insight pobre; insight ausente/crenças delirantes; relacionado a tique.
REFERÊNCIAS:
MANUAL DIAGNÓSTICO E ESTATÍSTICO DE TRANSTORNOS MENTAIS: DSM-5 / [American Psychiatric Association – 5. ed. – Dados eletrônicos. – Porto Alegre: Artmed, 2014.
CANTILINO, Amaury; MONTEIRO, Dennison C. Psiquiatria clínica . Rio de Janeiro: MedBook Editora, 2017. E-book. pág.157. ISBN 9786557830031. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9786557830031/. Acesso em: 04 mar. 2026.
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