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Direito Civil - Parte Geral
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PÁGINA INICIAL / MEUS CURSOS / DIREITO CIVIL - PARTE GERAL / UNIDADE DE ENSINO 4
/ U4 - ATIVIDADE DE APRENDIZAGEM
Iniciado em segunda, 3 nov 2025, 10:16
Estado Finalizada
Concluída em segunda, 3 nov 2025, 10:27
Tempo
empregado
11 minutos 23 segundos
Avaliar 7,00 de um máximo de 10,00(70%)
U4 - Atividade de Aprendizagem
  Unidade de Ensino 1
  Unidade de Ensino 2
  Unidade de Ensino 3
  Unidade de Ensino 4
  Unidade de Ensino 4
 
https://www.avaeduc.com.br/mod/url/view.php?id=3811450
https://www.avaeduc.com.br/mod/pde/view.php?id=3811451
https://www.avaeduc.com.br/
https://www.avaeduc.com.br/
https://www.avaeduc.com.br/course/view.php?id=10100
https://www.avaeduc.com.br/mod/quiz/view.php?id=3811478
https://www.avaeduc.com.br/course/view.php?id=10100&topic=167487
https://www.avaeduc.com.br/course/view.php?id=10100&topic=167488
https://www.avaeduc.com.br/course/view.php?id=10100&topic=167489
https://www.avaeduc.com.br/course/view.php?id=10100&topic=167490
https://www.avaeduc.com.br/course/view.php?id=10100&topic=167491
Questão 1
Incorreto
Atingiu 0,00
de 1,00
Texto I 
 
Como dizia o poeta, “o tempo não para...”.
E é justamente sobre os efeitos jurídicos do decurso do tempo que trataremos no
presente capítulo.
O tempo é um fato jurídico natural de enorme importância nas relações jurídicas
travadas na sociedade, uma vez que tem grandes repercussões no nascimento,
exercício e extinção de direitos.
O decurso de certo lapso temporal no exercício de determinadas faculdades
jurídicas pode ser o fato gerador da aquisição de direitos, como, por exemplo, no
usucapião, em que a posse mansa e pacífica – ainda que sem boa-fé – possibilita
a aquisição da propriedade móvel ou imóvel.
Além disso, o tempo tem força modificativa, a exemplo do que ocorre na teoria
das capacidades. Com o passar dos anos, modificamos a nossa situação jurídica
individual: partimos da absoluta incapacidade para a prática dos atos da vida civil
(abaixo dos dezesseis anos), avançamos para a fase interme diária da incapacidade
relativa (entre dezesseis e dezoito anos), e, finalmente, atingimos a plena
capacidade civil ao atingirmos a maioridade (dezoito anos).
Da mesma forma, para poder exercer determinados direitos, a lei, por vezes, pode
condicionar tal prerrogativa ao transcurso de um período de tempo. Era o caso do
divórcio, antes da Emenda Constitucional n. 66/2010, em que o ajuizamento da
ação constitutiva negativa tinha como requisito necessário, para seu êxito,
justamente o passar inexorável do tempo, a partir do qual se poderia exercer, a
qualquer tempo, o direito potestativo, como se verificava do texto original do art.
1.580 do CC/2002 (hoje superado).
Por fim, o tempo também poderá fulminar de morte certos direitos ou as
pretensões decorrentes de sua violação, que é o caso justamente dos institutos,
respectivamente, da decadência e da prescrição, objeto desse capítulo.
Mas qual é o fundamento doutrinário desses institutos?
(...)
O maior fundamento da existência do próprio direito é a garantia de pacificação
social.
De fato, ao fazermos tal afirmação, temos em mente a ideia de que o
ordenamento jurídico deve buscar prever, na medida do possível, a disciplina das
relações sociais, para que todos saibam – ou tenham a expectativa de saber –
como devem se portar para o atendimento das finalidades – negociais ou não –
que pretendam atingir.
Por isso, não é razoável, para a preservação do sentido de estabilidade social e
segurança jurídica, que sejam estabelecidas relações jurídicas perpé tuas, que
podem obrigar, sem limitação temporal, outros sujeitos, à mercê do titular.
O exercício de direitos, seja no campo das relações materiais, seja por ações
judiciais, deve ser uma consequência e garantia de uma consciência de
cidadania, e não uma “ameaça eterna” contra os sujeitos obrigados, que não
devem estar submetidos indefinidamente a uma “espada de Dâmocles” sobre as
suas cabeças.
Ademais, a existência de prazo para o exercício de direitos e pretensões é uma
forma de disciplinar a conduta social, sancionando aqueles titulares que se
mantêm inertes, numa aplicação do brocardo latino dormientibus non sucurrit
jus. Afinal, quem não tem a dignidade de lutar por seus direitos não deve sequer
merecer a sua tutela.
(...)
a.
As normas que impedem, interrompem ou suspendem os prazos
prescricionais se aplicam, como regra, aos prazos decadenciais, eis que
de idêntica natureza.
b.
Prescrição é a perda da pretensão de reparação de um direito violado,
por conta da inércia do titular, após o decurso do prazo previsto no
artigo 205, da Lei 10.406 e artigo 206, da Lei 10.406.
c.
Decadência é a perda de um direito violado, por conta da inércia de seu
titular, após transcorrido o prazo previsto no artigo 205, da Lei 10.406 e
artigo 206, da Lei 10.406.
d.
Enquanto na prescrição o prazo começa a fluir no momento em que o
direito nasce, na decadência a contagem se inicia a partir do instante
em que se viola o direito. 
e.
Tanto o prazo de prescrição como o prazo de decadência, desde que
previstos em lei, podem ser objeto de renúncia, pois são de natureza
individual.
Justamente por tais circunstâncias é que a ordem jurídica estabelece os prazos
de prescrição e decadência, que garantem a relativa estabilidade das relações
jurídicas na sociedade.
Compreendidos os fundamentos sociais dos institutos, resta a pergunta: como
conceituá-los e diferenciá-los?
Sobre a prescrição e a decadência, qual alternativa se apresenta CORRETA? 
Escolha uma:
Questão 2
Correto
Atingiu 1,00
de 1,00
a.
I, II e III, apenas.
b.
II e IV, apenas
c.
I, II, III e IV.
d.
I, II e IV, apenas
e.
I e III, apenas. 
Texto I 
 
João Pedro é casado com Maria Clara no regime de comunhão universal de bens.
Há 25 anos, o casal firmou um contrato bancário com a instituição financeira XYZ.
Recentemente, João Pedro e Maria Clara ajuizaram uma ação de cobrança contra
a instituição financeira XYZ, justamente lastreada em direito supostamente
constante no antigo contrato.
   
Fonte: Saraiva Educação
 
A partir das informações apresentadas, analise as afirmativas a seguir:
 
I. Apesar de caber aos autores (João e Maria) a prova do fato constitutivo do seu
direito, o juiz poderá determinar ao banco XYZ que junte o contrato firmado entre
as partes no processo, redistribuído o ônus da prova.  
II. Os autores (João e Maria) poderão utilizar as provas documentais de que
dispunham previamente ao processo e as provas produzidas na sua tramitação,
não podendo requerer a produção antecipada de prova. 
III. Apesar de a ampla prova ser um direito das partes, cabe ao juiz, de ofício ou a
requerimento delas, fixar as provas necessárias ao julgamento do mérito,
devendo indeferir as que entender inúteis ou protelatórias. 
IV. As provas utilizadas tanto pelos autores (João e Maria) como pelo réu (banco
XYZ) deverão ser produzidas durante a instrução do processo, não se admitindo a
utilização de prova produzida em outra ação judicial.
Considerando o contexto apresentado, é CORRETO o que se afirma em: 
Escolha uma:
Questão 3
Correto
Atingiu 1,00
de 1,00
Texto I 
 
O Código Civil coloca no rol dos defeitos do negócio jurídico a fraude con tra
credores, não como vício do consentimento, mas como vício social, uma vez que
não conduz a um descompasso entre o íntimo querer do agente e a sua
declaração. A vontade manifestada corresponde exatamente ao seu desejo, mas é
exteriorizada com a intenção de prejudicar terceiros, ou seja, os credores. Por essa
razão, é considerada vício social.
A regulamentação jurídica desse instituto assenta -se no princípio do direito das
obrigações segundo o qual o patrimônio do devedor responde por suas
obrigações. É o princípio da responsabilidade patrimonial, previsto no art. 957 do
Código, nesses termos: “Nãohavendo título legal à preferência, terão os credores
igual direito sobre os bens do devedor comum”. O patrimônio do devedor
constitui a garantia geral dos credores. Se ele o desfalca maliciosa e
substancialmente, a ponto de não garantir mais o pagamento de todas as dívidas,
tornando-se assim insolvente, com o seu passivo superando o ativo, configura-se
a fraude contra credores. Esta só se caracteriza, porém, se o devedor já for
insolvente ou tornar-se insolvente em razão do desfalque patrimonial promovido.
Se for solvente, isto é, se o seu patrimônio bastar, com sobra, para o pagamento
de suas dívidas, ampla é a sua liberdade de dispor de seus bens.
Fraude contra credores é, portanto, todo ato suscetível de diminuir ou onerar seu
patrimônio, reduzindo ou eliminando a garantia que este representa para
pagamento de suas dívidas, praticado por devedor insolvente ou por ele reduzido
à insolvência. Tendo em conta que o patrimônio do devedor responde por suas
dívidas, pode-se concluir que, desfalcando-o a ponto de ser suplantado por seu
passivo, o devedor insolvente, de certo modo, está dispondo de valores que não
mais lhe pertencem, pois tais valores se encontram vinculados ao resgate de seus
débitos. Daí permitir o Código Civil que os credores possam desfazer os atos
fraudulentos praticados pelo devedor, em detrimento de seus interesses.
 
Fonte: GONÇALVES, C. R.; LENZA, P. Direito civil esquematizado®. 12. ed. São
Paulo: Saraiva, 2022. E-book. p. 833-835
 
De acordo com as informações apresentadas na tabela a seguir, faça a associação
da Coluna A com a Coluna B.
 
Coluna A  Coluna B 
I. Trata-se de incidente em processo já em andamento,
com devedor já citado, reconhecida por simples petição
nos próprios autos, que torna o negócio fraudulento
ineficaz quanto aos credores.   
1. Fraude Contra
Credores nas
Transmissões
Onerosas 
II. Trata-se de hipótese de vício social cuja anulação
demanda a comprovação apenas do eventus damni (que a
alienação levou o devedor à insolvência), pois a lei presume
o consilium fraudis (má-fé do terceiro adquirente). 
2. Ação Pauliana ou
Revocatória 
III. Trata-se de medida cabível para anulação de vício social,
de natureza desconstitutiva, anulando-se os negócios
fraudulentos e determinando o retorno do bem ao
patrimônio do devedor.  
3. Fraude Contra
Credores nas
Alienações Gratuitas 
IV. Trata-se de hipótese de vício social cuja anulação
demanda a comprovação do eventus damni (que a
alienação levou o devedor à insolvência) e do consilium
fraudis (má-fé do terceiro adquirente). 
4. Fraude à Execução 
a.
I - 1; II - 3; III - 2; IV - 4.
b.
I - 2; II - 1; III - 4; IV - 3.
c.
I - 4; II - 3; III - 2; IV - 1. 
d.
I - 4; II - 1; III - 2; IV - 3.
e.
I - 3; II - 4; III - 1; IV - 2.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA. 
Escolha uma:
Questão 4
Correto
Atingiu 1,00
de 1,00
a.
V – V – V – F. 
Texto I 
 
O decurso do tempo tem grande influência na aquisição e na extinção de direitos.
Distinguem -se, pois, duas espécies de prescrição: a extintiva e a aquisitiva,
também denominada usucapião. Alguns países tratam conjuntamente dessas
duas espécies em um único capítulo. O Código Civil brasileiro regulamentou a
extintiva na Parte Geral, dando ênfase à força extintora do direito. No direito das
coisas, na parte referente aos modos de aquisição do domínio, tratou da
prescrição aquisitiva, em que predomina a força geradora.
Em um e outro caso, no entanto, ocorrem os dois fenômenos: alguém ganha e,
em consequência, alguém perde. Como o elemento “tempo” é comum às duas
espécies de prescrição, dispõe o art. 1.244 do Código Civil que as causas que
obstam, suspendem ou interrompem a prescrição também se aplicam à
usucapião.
O instituto da prescrição é necessário para que haja tranquilidade na ordem
jurídica, pela consolidação de todos os direitos. Dispensa a infinita conservação de
todos os recibos de quitação, bem como o exame dos títulos do alienante e de
todos os seus sucessores, sem limite no tempo. Segundo Cunha Gonçalves, a
prescrição é indispensável à estabilidade e consolidação de todos os direitos. Sem
ela, nada seria permanente; o proprietário jamais estaria seguro de seus direitos, e
o devedor, livre de pagar duas vezes a mesma dívida.
A Lei n. 14.010, de 10 de junho de 2020, dispõe sobre “o Regime Jurídico
Emergencial e Transitório das relações jurídicas de Direito Privado (RJET) no
período da pandemia do coronavírus (Covid-19)” e estatui, no art. 3º:
“Os prazos prescricionais consideram-se impedidos ou suspensos, conforme o
caso, a partir da entrada em vigor desta Lei até 30 de outubro de 2020.
1º Este artigo não se aplica enquanto perdurarem as hipóteses específicas de
impedimento, suspensão e interrupção dos prazos prescricionais previstas no
ordenamento jurídico nacional. 2º Este artigo aplica-se à decadência, conforme
ressalva prevista no art. 207 da Lei n. 10.406, de 10 de janeiro de 2002 (Código
Civil)”.
 
Fonte: GONÇALVES, C. R.; LENZA, P. Direito civil esquematizado®. 12. ed. São
Paulo: Saraiva, 2022. E-book. p. 973-974.  
 
A partir das informações apresentadas e de seu conhecimento, julgue as
afirmativas a seguir em (V) Verdadeiras ou (F) Falsas.
 
(    )    Enquanto a decadência corre para todos, a prescrição não corre entre os
cônjuges, na constância do casamento.
(    )    A prescrição intercorrente ocorre no processo em andamento que
permanece inerte por culpa do autor.
(    )  Apesar de existirem pretensões imprescritíveis, as vantagens econômicas
vinculadas a tais direitos, contudo, prescrevem.
(   )   Os prazos previstos nos artigos 205 e 206, da Lei 10.406, aplicam-se tanto para
a prescrição como para a decadência.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA.  
Escolha uma:
b.
V – F – V – V.
c.
V – V – F – F.
d.
V – F – V – F.
e.
F – F – V – V.
Questão 5
Incorreto
Atingiu 0,00
de 1,00
Texto I 
 
Embora verse o presente capítulo sobre a invalidade do negócio jurídico – ou seja,
já superada a questão de sua existência –, parece-nos relevante tecer algumas
considerações sobre o chamado ato (ou negócio) jurídico inexistente.
A doutrina tradicional, notadamente por meio da obra de AUBRY E RAU,
propunha uma terceira classe de invalidade, além dos atos nulos e anuláveis,
justamente os inexistentes, que seriam os atos que nem chegaram a se constituir
juridicamente, sendo definidos por MARCEL PLANIOL como aqueles “a que falta
um elemento essencial à sua formação, de modo que não se possa conceber a
formação do ato na ausência desse elemento”.
Isso porque parte da doutrina, talvez considerando o fato de o nosso legislador
não haver consagrado em norma expressa a teoria da inexistência, sufragou tese
no sentido de que a nulidade absoluta do ato jurídico prejudicaria a sua própria
existência, de forma que, em sendo nulo, não chegaria nem a se formar...
Nesse sentido, é a doutrina do Prof. ARNOLDO WALD: “O ato jurídico nulo é o que
não chega a se formar em virtude da ausência de um elemento básico que é a
declaração de vontade consciente”.
Com a devida vênia, não aceitamos esse entendimento.
Dentro da divisão metodológica desenvolvida desde PONTES DE MI RANDA para
a análise dos planos de existência, validade e eficácia, claro está que a ausência
de declaração de vontade consciente interferirá, não no plano da validade, mas
sim no existencial, consoante se demonstrou linhas acima.
 
Fonte: GAGLIANO, P. S.; FILHO, R. P. Manual de direito civil. 6. ed. São Paulo:
Saraiva, 2022. E-book. p. 838. 
 
Texto II 
 
A expressão “Da invalidade do negócio jurídico”, dada ao Capítulo V do Código
Civil, abrange a nulidade e a anulabilidade do negócio jurídico. É empregada para
designar o negócio que não produz os efeitos desejados pelas partes, o qual será
classificado pela forma supramencionada de acordo com o grau de imperfeição
verificado. O Código Civil de 2002 deixou de lado, assim,a denominação utilizada
pelo diploma de 1916, que era “Das nulidades”.
 
Fonte: GONÇALVES, C. R.; LENZA, P. Direito civil esquematizado®. 12. ed. São
Paulo: Saraiva, 2022. E-book. p. 873
 
De acordo com as informações apresentadas na tabela a seguir, faça a associação
da Coluna A com a Coluna B.
 
 
 
Coluna A  Coluna B 
I. Classifica-se como o ato jurídico atingido por nulidade
absoluta (ex.: declaração de vontade simulada).  
1. Negócio Jurídico
Ineficaz 
II. Classifica-se como o ato jurídico atingido por condição
suspensiva (ex.: declaração de vontade suspensa) 
2. Negócio Jurídico
Anulável 
a.
I - 1; II - 3; III - 2; IV - 4.
b.
I - 2; II - 1; III - 4; IV - 3.
c.
I - 4; II - 1; III - 2; IV - 3.
d.
I - 3; II - 4; III - 1; IV - 2.
e.
I - 4; II - 3; III - 2; IV - 1. 
III. Classifica-se como o ato jurídico atingido por nulidade
relativa (ex.: declaração de vontade viciada). 
3. Negócio Jurídico
Inexistente 
IV. Classifica-se como o ato jurídico que carece de elemento
estrutural (ex.: ausência de declaração de vontade).  
4. Negócio Jurídico
Nulo 
Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA.  
Escolha uma:
Questão 6
Correto
Atingiu 1,00
de 1,00
a.
a situação que conduz o agente, por urgente necessidade ou por sua
inexperiência, a assumir obrigação evidentemente desproporcional ao
valor da prestação oposta que lhe cabe receber.
b.
a situação que conduz o agente, por constrangimento ou intimidação a
lhe ensejar fundado temor de dano iminente e relevante a si, sua
família ou seus bens, a declarar vontade diversa da desejada.
Texto I
 
Defeitos do negócio jurídico são vícios que maculam a declaração de vontade do
agente, deflagrando a anulabilidade do negócio jurídico celebrado. São
considerados defeitos do negócio jurídico pelo Código Civil brasileiro o erro, o
dolo, a coação, a lesão, o estado de perigo e a fraude contra credores. Verificando-
se qualquer desses defeitos, o negócio jurídico pode ser anulado conforme as
regras que serão estudadas a seguir. A simulação era considerada um defeito do
negócio jurídico pelo Código Civil de 1916, mas a atual codificação trata da
simulação como causa de nulidade, e não de anulabilidade, retirando o instituto
do campo dos defeitos do negócio jurídico.
A doutrina classifica os defeitos do negócio jurídico em duas espécies: (a) os vícios
do consentimento, que revelam divergência entre a vontade declarada e aquela
que seria a real vontade do agente; e (b) os vícios sociais, que revelam divergência
entre a vontade declarada e as exigências sociais. Vícios do consentimento são o
erro, o dolo e a coação. O vício social é a fraude contra credores. Quanto aos
defeitos da lesão e do estado de perigo, não há consenso. Parcela considerável da
doutrina brasileira os insere entre os vícios do consentimento, assemelhando-os à
coação. Para nós, pelo contrário, e por razões que serão detalhadas adiante, a
lesão e o estado de perigo devem ser considerados vícios sociais.
 
Fonte: SCHREIBER, A. Manual de direito civil contemporâneo. 5. ed. São Paulo:
Saraiva, 2022. E-book. p. 463-465.  
 
 
Texto II 
 
São exemplos clássicos de negócios jurídicos atingidos pelo estado de perigo: a) o
náufrago, que promete a outro recompensa gigantesca por seu salvamento; b) o
assaltado por bandidos que, encontrando-se em lugar isolado, dispõe-se a pagar
alto valor para quem vier salvá-lo; c) o doente que, no auge da patologia, concorda
com o alto pagamento ao cirurgião; d) a mãe, que promete dar todo o seu
dinheiro a quem salvar seu filho em afogamento; e) o pai que, diante do
sequestro do seu filho, faz maus negócios para obter dinheiro para pagar o seu
resgate; f) a pessoa que, precisando de tratamento médico urgente, concorda em
pagar quantia desproporcional ao procedimento que será efetuado; g) a pessoa
que, sob risco de violência iminente, aceita pagar preço exorbitante para ser
transportado a outra região.
O estado de perigo, enquanto vício de consentimento a contaminar o negócio
jurídico, é CONCEITUADO como   
Escolha uma:
c.
a situação de nulidade do negócio jurídico firmado pelo agente sob
extrema necessidade, para salvar terceiro de dano grave e atual
desconhecido de outra parte, no qual assume obrigação ordinária.
d.
a situação de extrema necessidade que conduz o agente, para salvar a
si próprio ou a seu familiar de grave e atual dano conhecido pela outra
parte, a assumir obrigação excessivamente onerosa. 
e.
a situação que conduz o agente a prestar declaração de vontade
emanada de erro substancial que poderia ser percebido por pessoa
comum, diante das características do negócio firmado.
Questão 7
Correto
Atingiu 1,00
de 1,00
a.
A perícia (exame, vistoria ou avaliação), caso determinada pelo juiz, será
opcional às partes, não sendo a recusa a sua submissão tida como
suprimento à prova que se pretendia produzir.
b.
O rol de meios de prova do fato jurídico, apresentado pela Lei 10.406 é
meramente exemplificativo, admitindo-se outros meios legais, bem
como os moralmente legítimos. 
c.
A confissão ocorre quando a parte admite a verdade de um fato
favorável ao seu interesse, podendo ser feita por por agente capaz ou
incapaz, caso titular do direito envolvido.
d.
A testemunha substitui a inexistência da prova escrita, mesmo nos
casos em que esta seja exigida, sendo, como regra, admitido o
depoimento do absolutamente incapaz.
e.
Os documentos podem ser formalizados por instrumento público ou
particular, exigindo-se, contudo, quanto ao último, a assinatura por
testemunhas, sob pena de ineficácia.
Texto I 
 
Para Clóvis Beviláqua, a prova é o conjunto de meios empregados para
demonstrar, legalmente, a existência de negócios jurídicos, e deve ser: admissível,
pertinente e concludente.
Se para a validade do negócio jurídico a lei exige forma especial, p. ex.,
instrumento público, sua prova só poderá ser feita pela exibição do documento
exigido pela lei (CPC, art. 366).
Tratando-se de negócio jurídico não formal, qualquer meio de prova é permitido
pela ordem jurídica desde que não seja por ela proibido ou restringido.
 
Fonte: DINIZ, M. H. Manual de direito civil. 4. ed. São Paulo: Saraiva, 2022. E-book.
p. 253.
Sobre as provas em espécie e suas disposições legais, qual alternativa se
apresenta CORRETA?  
Escolha uma:
Questão 8
Correto
Atingiu 1,00
de 1,00
a.
II e IV, apenas. 
b.
I e III, apenas.
c.
I, II e IV, apenas.
d.
I, II, III e IV.
e.
I, II e III, apenas.
Texto I 
 
Judite, de 13 anos de idade, costuma navegar por horas a fio na internet.
Recentemente, realizou uma série de compras e vendas em sites virtuais.
Henrique, com 17 anos de idade, igualmente realizou uma série de compras em
sites virtuais.
Tanto Judite como Henrique não honraram alguns dos compromissos assumidos,
gerando a insatisfação de vendedores virtuais.
 
Fonte: Saraiva Educação.
 
A partir das informações apresentadas, analise as afirmativas a seguir:
 
I. Os negócios firmados por Judite são anuláveis, pois firmados por
absolutamente incapaz, resguardando-se interesse de ordem pública.  
II. Os negócios firmados por Henrique não anuláveis, pois firmados por
relativamente incapaz, permitindo-se sua confirmação pelas partes. 
III. Os negócios firmados por Judite manterão seus efeitos até o momento em
que prolatada sentença desconstitutiva do ato, com efeitos ex nunc. 
IV. Caso Henrique, no ato da contratação, tenha ocultado sua idade ou se
declarado maior ao vendedor, será mantida a validade do negócio jurídico.
Considerando o contexto apresentado, é CORRETO o que se afirma em: 
Escolha uma:
Questão 9
Correto
Atingiu 1,00
de 1,00
Texto I 
 
A expressão “Da invalidade do negócio jurídico”, dada ao Capítulo V do Código
Civil, abrange a nulidade e a anulabilidade do negócio jurídico. É empregada para
designar o negócio que não produz os efeitos desejados pelas partes, o qual será
classificado pela forma supramencionadade acordo com o grau de imperfeição
verificado. O Código Civil de 2002 deixou de lado, assim, a denominação utilizada
pelo diploma de 1916, que era “Das nulidades”.
 
Fonte: GONÇALVES, C. R.; LENZA, P. Direito civil esquematizado®. 12. ed. São
Paulo: Saraiva, 2022. E-book. P. 872.  
 
 
Texto II 
 
Conforme ensina CARVALHO SANTOS, a nulidade é um “vício que retira todo ou
parte de seu valor a um ato jurídico, ou o torna ineficaz apenas para certas
pessoas”.
No mesmo sentido, doutrina MARIA HELENA DINIZ que a nulidade “vem a ser a
sanção, imposta pela norma jurídica, que determina a privação dos efeitos
jurídicos do negócio praticado em desobediência ao que prescreve”.
Desses conceitos tradicionais, podemos extrair a conclusão de que a nulidade se
caracteriza como uma sanção pela ofensa a determinados requisitos legais, não
devendo produzir efeito jurídico, em função do defeito que carrega em seu
âmago.
Como sanção pelo descumprimento dos pressupostos de validade do negócio
jurídico, o direito admite, e em certos casos impõe, o reconhecimento da
declaração de nulidade, objetivando restituir a normalidade e a segurança das
relações sociojurídicas.
Esta nulidade, porém, sofre gradações, de acordo com o tipo de elemento violado,
podendo ser absoluta ou relativa, como a seguir verificaremos.
Com fulcro no pensamento de GRINOVER, CINTRA e DINAMARCO, é correto
afirmar-se que o reconhecimento da nulidade de um ato viciado é uma forma de
proteção e defesa do ordenamento jurídico vigente.
De fato, a previsibilidade doutrinária e normativa da teoria das nulidades impede
a proliferação de atos jurídicos ilegais, portadores de vícios mais ou menos graves,
a depender da natureza do interesse jurídico violado.
Dentro dessa perspectiva, é correto dizer-se que o ato nulo (nulidade absoluta),
desvalioso por excelência, viola norma de ordem pública, de natureza cogente, e
carrega em si vício considerado grave.
O ato anulável (nulidade relativa), por sua vez, contaminado por vício menos
grave, decorre da infringência de norma jurídica protetora de interesses
eminentemente privados.
Tais premissas devem ser corretamente fixadas, uma vez que a natureza da
nulidade determinará efeitos variados, interferindo, até mesmo, na legitimidade
ativa para a arguição dos referidos vícios.
(...)
O Código Civil de 2002, corretamente, adota a expressão “invalidade” como
categoria genérica das subespécies de nulidade: absoluta e relativa, destinando
um capítulo próprio para suas disposições gerais (arts. 166 a 184).
a.
o seu reconhecimento via ação declaratória de nulidade, ocorre por
sentença de natureza declaratória, com efeitos ex tunc (eliminando os
efeitos do ato nulo desde a sua criação).
b.
a possibilidade de sua alegação por qualquer pessoa, em nome próprio,
ou pelo Ministério Público, quando a ele couber intervenção em nome
da coletividade envolvida.
c.
a sua decretação no interesse privado da pessoa prejudicada, não se
vislumbrando interesse público atingido pelo negócio jurídico
relacionado, mas mera conveniência das partes. 
d.
a impossibilidade de seu saneamento por confirmação ou suprimento
judicial, devendo ser pronunciada de ofício pelo julgador,
independentemente de provocação.
e.
a possibilidade de o seu reconhecimento ocorrer a qualquer tempo,
não se sujeitando a prazo prescricional, decadencial ou se validando
com o decurso do tempo.
Conforme se verifica, no que tange à invalidade do negócio jurídico, pode-se
verificar a ocorrência de vícios de maior gravidade (denominados nulidades
absolutas) e de vícios de menor gravidade (denominados nulidades relativas).
Quanto às nulidades relativas (anulabilidades), a PRINCIPAL característica é  
Escolha uma:
Questão 10
Incorreto
Atingiu 0,00
de 1,00
a.
I, II, III e IV .
b.
I e III, apenas.
c.
I, II e IV, apenas.
d.
I, II e III, apenas. 
e.
II e IV, apenas.
Texto I 
 
Mariana é vendedora de pacotes de viagens e, recentemente, por dificuldades
financeiras, não entregou o pacote com destino à França (hotel e hospedagem)
adquirido individualmente pelos amigos Luíza, Bernardo, Juliana e Olívia. Passado
1 ano desde o inadimplemento, nenhuma solução foi acertada entre as partes.
Nesse sentido, ainda indignada, Luíza ajuizou uma ação de ressarcimento contra
Mariana. Bernardo, por ser servidor público da União Federal lotado na
Embaixada Brasileira nos Estados Unidos da América (há muitos anos), até o
momento não conseguiu fazer maiores cobranças contra Mariana.
Por fim, quanto a Juliana e Olívia, por contar com uma relação de maior
proximidade com elas, Mariana tem trocado diversos e-mails, em que confirmou
a devolução parcial do valor pago, bem como pediu prorrogações de prazo para
pagamentos, além de parcelamento do restante do valor a ser devolvido,
negociações que seguem em andamento.
 
Fonte: Saraiva Educação
 
A partir das informações apresentadas, analise as afirmativas a seguir:
 
I. A condição de Bernardo enquanto servidor público lotado no estrangeiro,
enseja a suspensão ou interrupção da prescrição. 
II. As trocas de e-mails, concessão de prazo e pagamento parcial de Juliana e
Olivia para Mariana configuram interrupção da prescrição.  
III. O protocolo da ação judicial de Luíza contra Mariana interrompe a prescrição
da pretensão de Luíza. 
IV. Em razão da provável prática de estelionato (crime) por Mariana, a prescrição
ficará suspensa até a sentença penal definitiva. 
Considerando o contexto apresentado, é CORRETO o que se afirma em: 
Escolha uma:

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