Prévia do material em texto
SÍNDROMES GERIÁTRICAS SÍNDROMES GERIÁTRICAS Síndromes GeriátricasSíndromes Geriátricas O envelhecimento traz consigo... Comorbidades Sintomas atípicos Omissão de sintomas Mitos do que é normal para a idade As sindrome geriatricas caracterizam-se por múltiplas etiologias ( multicausal) , não tendo, portanto, uma causa única. Geralmente, não causa risco iminente de morte, mas comprometem, de forma significativa, a qualidade de vida da pessoa acometida Idoso com qualquer síndrome geriátrica ⟶ Levar em consideração todos os aspectos: biopsicossocioespiritual ⟶ O instrumento para essa avaliação é o que se convencionou chamar de AVALIAÇÃO GERIÁTRICA AMPLA (AGA). Classificação da pessoa idosa: 60 - 69 IDOSO JOVENS 70-75 ( Ou 80) IDOSOS 75+ MAIS IDOSOS ⟶ Multimorbidades a ocorrência em um mesmo indivíduo de duas ou mais doenças crônicas. Acomete principalmente os muito idosos ⟶ Um dos maiores desafios dos sistemas de saúde, pois resulta em aumento das hospitalizações Múltiplas doenças crônicas ⟶ manifestam-se de forma atípica ⟶ retarda diagnóstico e dificulta tratamento Prevalência aumenta consideravelmente com a idade ⟶ 65% dos indivíduos entre 65 e 84 anos e 82% daqueles com 85 ou mais anos têm duas ou mais doenças crônicas INTRODUÇÃO INTRODUÇÃO Condições clínicas comuns entre pacientes idosos não se enquadram em categorias distintas de doenças OU SEJA condições frequentes no idoso, de origem multifatorial, que não correspondem a uma doença específica isolada. Em vez de ser algo tipo: “Diabetes” (que é uma doença bem definida) “Hipertensão” (também tem diagnóstico claro) ⟶ As síndromes geriátricas são mais tipo: Um conjunto de alterações Que surgem por fragilidade, envelhecimento, múltiplas doenças, medicamentos AO TODO TEMOS 8 SINDROMES GERIÁTRICAS ( Os 8 i’s) 👵🏼 8 I’s da Geriatria Modelo mais antigo. Foca nas síndromes geriátricas (problemas comuns no idoso). São: Insuficiência cognitiva Iatrogenia Incontinência Instabilidade postural (quedas) Imobilidade Incapacidade comunicativa Insuficiência Familiar ‘’Idoso frágil’’ - fragilidade 👉 São condições multifatoriais, não são doenças isoladas. Deve ser levada em considerações as individualidade TEMOS TAMBEM UMA NOVA ATUALIZAÇÃO QUE DE FORMA MAIS AMPLA, CLASSIFACA COMO ‘’OS 5 m’s da geriatria ) 👴🏼 5 M’s da Geriatria Modelo mais atual. Foca no cuidado integral e centrado no paciente. São: 1. Mind (Mente) → Cognição, humor, delirium, demência. 2. Medications (Medicamentos) → Polifarmácia, efeitos adversos. 3. Multicomplexity (Multicomplexidade/multicomorbidades ) → Múltiplas doenças + contexto social. 4. Mobility (Mobilidade) → Marcha, risco de quedas, funcionalidade. 5. Matters Most ( mais importa para o idoso) → Valores do paciente, objetivos de vida. A SBGG (Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia) trás apenas 7 sidromes , entretanto novas atualizações trazem a ‘’ sidrome do idoso frágil’’ CARACTERÍSTICAS DAS SÍNDROMES GERIÁTRICAS CARACTERÍSTICAS DAS SÍNDROMES GERIÁTRICAS 5 principais características das síndromes geriátricas: 1⃣ Contribuição de múltiplos fatores de risco. Causa principal geralmente difícil de ser determinada. ⟶ Elas não têm uma causa única. Normalmente surgem por vários fatores juntos (idade, doenças crônicas, medicamentos, fraqueza, ambiente). Por isso é difícil dizer “foi só isso que causou”. 2⃣ Maior mortalidade e importante comprometimento da qualidade de vida. ⟶ Essas síndromes aumentam o risco de morte e prejudicam muito a vida do idoso, diminuindo autonomia e bem-estar. 3⃣ Aumentam o risco de que doenças, em especial as afecções agudas, manifestem-se de forma atípica. ⟶ No idoso, as doenças podem aparecer de forma diferente do esperado. Exemplo: infecção sem febre, ou confusão mental como único sintoma. 4⃣Podem ocorrer concomitantemente e compartilham fatores de risco entre si. ⟶ Uma síndrome pode favorecer outra, porque elas têm fatores de risco em comum. Exemplo: imobilidade pode levar a úlcera por pressão e infecção. 5⃣ Perda funcional, incapacidade, dependência, necessidade de cuidados de longa duração, hospitalizações e morte. ⟶ O maior impacto é a perda da independência. Pode levar à dependência, necessidade de cuidador, internações frequentes e maior risco de morte. A enfermagem tem o papel de preservar :Independencia ; Autonomia;Funcionalidade da pessoa idosa 01 - INCAPACIDADE COGNITIVA01 - INCAPACIDADE COGNITIVA A CAPACIDADE COGNITIVA É COMPOSTA POR: Memória Função executiva Capacidade de compreender e expressar a linguagem Capacidade de executar atos motores Capacidade de reconhecer os estímulos visuais, táteis e auditivos Capacidade de localização no espaço e da percepção das relações entre objetos ⟶ Falhas ⟶ Prejudicam as AVD ( Atividades de Vida Díária Incapacidade Cognitiva É a perda ou alteração das funções mentais, como memória, atenção e raciocínio. Ela é avaliada por meio de testes cognitivos, que ajudam a identificar possíveis alterações clínicas. Papel da enfermagem: Identificar e quantificar ( nivel e número por meio de escalas ) o declínio cognitivo Determinar o nível de comprometimento que acarreta a vida do indivíduo Possível causa e plano de cuidados ( Etapa de planejamento) AVALIAÇÃO: ⟶ Avaliação da capacidade cognitiva ⟶ É realizada por meio de testes para verificação de alterações clínicas TESTE DO RELÓGIO Teste do Relógio → avalia função executiva e organização. MEEM (Mini Exame do Estado Mental) → avalia orientação, memória, atenção, cálculo e linguagem. Fluência Verbal → avalia linguagem e função executiva. Teste de Trilhas → avalia atenção e velocidade de processamento. . Maior ou igual a 3 MINI EXAME DO ESTADO MENTAL-MEEM Testa funções executivas e a linguagem. “Vou marcar 1 minuto no relógio, e quero que nesse tempo o/a Sr./a. me fale o nome de todos os animais que você puder se lembrar”. Solicitar o comando: “Pode começar” O escore final corresponde ao número total de respostas TESTE DE FLUÊNCIA VERBAL https://www.saudedireta.com.br/docsupload/1341144719mini_exame_do_estado_mental.pdf Resaltando que a incapacidade cognitva é quando o idoso passa a ter dificuldade em funções mentais importantes, como pensar, lembrar ou tomar decisões. Isso pode aparecer como: História clínica: investigar quando começaram os problemas e como evoluíram. Dificuldade de aprender e reter novas informações: esquece coisas recentes, recados, onde colocou objetos. Dificuldade em tarefas mais complexas: por exemplo, pagar contas, usar celular, organizar remédios. Orientação: pode ficar confuso sobre tempo, lugar ou pessoas. Linguagem: dificuldade para encontrar palavras ou entender conversas. Comportamento: pode ocorrer irritação, apatia, mudança de personalidade. Também é importante investigar: Quando começaram os sintomas Se houve piora recente Fatores associados (doenças, medicamentos, estresse) Impacto nas AVDs (Atividades de Vida Diária), como banho, alimentação, vestir-se. TESTE DE TRILHAS Em média 4 minutos As perdas funcionais e psicossociais que acompanham o envelhecimento podem frequentemente, resultar em depressão Sem incidência precisa, a depressão é um dos transtornos mentais mais comuns em idosos A formulação da pergunta: Você se sente triste ou desanimado frequentemente? AVALIAÇÃO DO HUMOR Escala de depressão geriantrica ( GDS-15) Avalia a sintomatologia depressiva menor ou igaul a 5 respostas negaivas ⚠ Não são os ‘’NÃOS’’ e sim respostas negativas Causas da incapacidade cognitiva os 4D’s Habilidadee limitações no desempenho de tarefas necessárias na vida diária AVALIAÇÃO DA CAPACIDADE FUNCIONAL Escala de Katz: avalia as Atividades Básicas da Vida Diária (AVD),ou seja mais amplas como banho, vestir-se, alimentação e ir ao banheiro. Escala de Lawton: avalia as Atividades Instrumentais de Vida Diária (AIVD), ou seja mais complexas e espesificas como usar telefone (discar), fazer compras, cuidar da casa e administrar dinheiro. 6 (independente; 4 (dependência moderada);2 ou menos: muito dependente 02 - IATROGENIA02 - IATROGENIA ⟶ ``A palavra Iatrogenia provém do grego e se refere a qualquer alteração patológica provocada no paciente pela prática dos profissionais de saúde, seja ela certa ou errada, justificada ou não, mas da qual resultam consequências prejudicais para a saúde do paciente.`` ⟶ Resumindo: Erro de alguma prática proissional que compromoteu a saúde do paciente Erro do profissional Negligência, imprudência, imperícia Efeitos secundários a tratamentos Efeitos colaterais de medicações ⟶ TIPOS DE IATROGENIAS Situações relacionadas ao cuidado do idoso (com exemplo): Iatrofarmacogenia: problemas causados pelo uso de medicamentos, principalmente polifarmácia e interações medicamentosas. Exemplo: idoso usa vários remédios e a interação causa tontura e queda. Internação hospitalar: pode gerar imobilidade, lesão por pressão e infecção hospitalar. Exemplo: idoso fica muito tempo acamado no hospital e desenvolve lesão por pressão. Subdiagnóstico: quando os sintomas do idoso são atribuídos apenas “à idade”, atrasando o diagnóstico de doenças. Exemplo: idoso com falta de ar recebe a explicação de que é “da idade”, mas depois descobre-se problema cardíaco. Prescrição sem comprovação científica: uso de intervenções sem evidência, trazendo risco desnecessário ao paciente. Exemplo: prescrever suplementos ou vitaminas sem necessidade clínica. Iatrogenia da palavra: ocorre por falhas na comunicação, como não saber dar más notícias ou explicar adequadamente ao paciente. Exemplo: profissional comunica o diagnóstico de forma brusca, causando ansiedade no idoso. 03 -INCONTINÊNCIAS03 -INCONTINÊNCIASCascata propedêutica: solicitação excessiva ou desnecessária de exames, que podem gerar outros procedimentos ou riscos. Exemplo: um exame simples mostra pequena alteração e o paciente passa a fazer vários exames desnecessários. ⚠ Paciente que faz o uso concomitante ( crôrnico) de 5 ou mais medicamentos é considerado ‘’polifarmacia ‘’( polifarmaciado ) CRITÉRIOS DE BEERS (AGS 2023) São critérios usados para identificar medicamentos potencialmente inapropriados para idosos, pois podem causar mais riscos do que benefícios. Eles são divididos em 5 categorias: Categoria 1: medicamentos potencialmente inadequados para todos os idosos e que devem ser evitados. Categoria 2: medicamentos que devem ser evitados em idosos com certas doenças, como problemas cardiovasculares, neurológicos, Parkinson, histórico de quedas, fraturas, problemas gastrointestinais, urinários ou renais. Categoria 3: medicamentos que devem ser usados com cautela, principalmente em idosos acima de 70 anos. Categoria 4: medicamentos que podem interagir entre si, aumentando o risco de efeitos adversos. Categoria 5: medicamentos que precisam de ajuste de dose, principalmente em idosos com insuficiência renal. É a perda involuntária de urina. Alterações que favorecem no idoso Espessamento da bexiga, o que diminui a capacidade de expansão e armazenamento de urina. Diferenças entre homens e mulheres Homens: pode ocorrer pelo aumento do volume da próstata, que dificulta o fluxo urinário. Mulheres: ocorre redução da pressão de fechamento da uretra, devido à atrofia dos tecidos ao redor da bexiga. Frequência A prevalência aumenta com a idade. Cerca de 30 a 34% dos idosos apresentam algum tipo de incontinência urinária. Aproximadamente 50% dos idosos que vivem em instituições de longa permanência (ILPI) apresentam o problema. Causas multifatoriais da Incontinência Urinária no idoso A incontinência pode ocorrer por vários fatores ao mesmo tempo: Imobilidade: dificuldade de se levantar ou chegar ao banheiro a tempo. Medicamentos: alguns remédios podem aumentar a produção de urina ou relaxar a bexiga. Demência: o idoso pode não perceber ou não lembrar de ir ao banheiro. Infecção do Trato Urinário (ITU): pode causar urgência urinária e perda de urina. AVC (Acidente Vascular Cerebral): pode afetar o controle neurológico da micção. Consequências da Incontinência Urinária no idoso Institucionalização: em alguns casos o idoso precisa ir para instituições de longa permanência por dificuldade de cuidado em casa. Isolamento social: o idoso pode evitar sair ou conviver com outras pessoas por medo de perder urina. Vergonha Ansiedade Depressão 04 -INSTABILIDADE POSTURAL04 -INSTABILIDADE POSTURALDeclínio funcional: perda gradual da capacidade de realizar atividades do dia a dia. Lesões por pressão: a umidade constante da urina pode lesionar a pele. Infecção do trato urinário (ITU): maior risco de infecção. Aumento do risco de quedas e fraturas: o idoso pode correr ao banheiro ou escorregar, aumentando o risco de queda. Abordagem Comportamental na Incontinência Urinária Diminuir ingestão de líquidos e cafeína (como café e refrigerantes). ⚠ Cuidado: não reduzir demais os líquidos para evitar desidratação. Esvaziamento completo da bexiga: orientar o idoso a urinar até esvaziar bem a bexiga. Treinamento vesical: Não ir ao banheiro em intervalos muito curtos (isso é errado). O ideal é aumentar gradualmente o tempo entre as micções, treinando a bexiga a segurar mais urina. Tratamento da Incontinência Urinária Abordagem comportamental: mudanças de hábitos, como controle da ingestão de líquidos( até 2 hrs antes dormi)., treinamento vesical e ida programada ao banheiro Exercícios de Kegel ou pompoarismo : exercícios que fortalecem os músculos do assoalho pélvico, ajudando no controle da urina. Anticolinérgicos: medicamentos que reduzem as contrações da bexiga, diminuindo a urgência urinária. Exemplos: Oxibutinina Tolterodina Imipramina As quedas em idosos são um problema frequente e grave. São a 6ª causa de morte em idosos. São responsáveis por cerca de 40% das internações e 40% das admissões em casas de repouso. Incidência de quedas A frequência aumenta com a idade: 70 anos: cerca de 25% dos idosos sofrem quedas 75 anos: cerca de 35% Acima de 80 anos: cerca de 40% Idosos institucionalizados: cerca de 50% apresentam quedas QUEDAS ⟶ Entre os idosos que sofrem uma queda, cerca de 2/3 terão outra queda no ano seguinte. ⟶ A complicação mais comum é o medo de cair novamente. ⟶ Isso faz com que o idoso evite andar, ficando mais restrito ao leito ou à cadeira, o que leva ao descondicionamento físico (perda de força e mobilidade). Outras consequências Fraturas: ocorrem em cerca de 20 a 30% dos casos. Morte: aproximadamente 2,2% dos casos. Quedas em idosos – causas e complicações Causas das quedas 1. Causas intrínsecas (do próprio idoso): Condições médicas: doenças como AVC, Parkinson, hipotensão, etc. Alterações sensoriais: problemas de visão, audição ou equilíbrio. Alterações fisiológicas do envelhecimento: perda de força muscular, equilíbrio e mobilidade. 2. Causas extrínsecas (do ambiente): Medicamentos: alguns podem causar tontura ou sonolência. Ajuda inadequada ao idoso: falta de apoio ao caminhar ou uso incorreto de dispositivos. Perigos do ambiente: tapetes soltos, piso escorregadio, pouca iluminação. Possíveis complicações da queda Fraturas e imobilidade → podendo levar à institucionalização ou morte. Hematomas, traumas e feridas. Perda da autoconfiança e medo de cair novamente. Diminuição da qualidade de vida. Em alguns casos, pode não haver consequência grave. CASCATA : INCONTINÊNCIA ⟶ QUEDA ⟶ FRATURA ⟶ IMOBILIDADE VISÃO Com o envelhecimento, é comum ocorrer diminuição da acuidade visual, porque acontecem alterações nas lentes dos olhos, no campo visual e na retina. Cerca de 60% das pessoas entre 75 e 84 anos têm algum problema visual. Cerca de 27% dos idosos com mais de 85 anos podem estar cegos ou não conseguir ler, mesmo usando óculos. 🔎 Relação com quedas: Quando o idoso enxerga mal, ele pode não perceber obstáculos, degraus ou objetos no chão, aumentando o risco de queda. AVALIAÇÃO DA VISÃO – CARTÃO DE JAEGER É um teste simples para avaliar visão de perto. O cartão fica a 35 cm de distância. Testa-se um olho de cada vez e depois os dois juntos. O valor considerado normal é até20/40. AUDIÇÃO Cerca de 1/3 dos idosos relata algum grau de perda auditiva. A causa mais comum é a presbiacusia, que é a perda progressiva da audição causada pelo envelhecimento. O uso de aparelho auditivo pode melhorar: comunicação interação social bem-estar emocional cognição 🔎 Relação com quedas: Problemas auditivos podem estar associados a alterações de equilíbrio e menor percepção do ambiente, contribuindo para instabilidade postural. AVALIAÇÃO DA AUDIÇÃO – TESTE DO SUSSURRO É um teste simples: O examinador fica fora do campo visual do idoso, a cerca de 33 cm. Ele sussurra perguntas simples (ex.: “Qual seu nome?”) em cada ouvido. Se o idoso não responder: 1. Deve-se examinar o conduto auditivo para ver se há cerume (cera). 2. Se não houver obstrução, o idoso deve ser encaminhado para audiometria. Avaliação após uma queda Quando um idoso cai, é importante investigar o que aconteceu. Algumas perguntas importantes são: Onde ocorreu a queda? O que o idoso estava fazendo no momento? Alguém viu a queda? Quais medicamentos ele usa? Ele consumiu bebida alcoólica? Houve perda de consciência ou convulsão? Já teve outras quedas nos últimos 3 meses? Essas perguntas ajudam a descobrir a causa da queda e prevenir novos episódios. TESTE SENTAR E LEVANTAR EM 30 SEGUNDOS Avaliar RISCO DE QUEDAS 05 -IMOBILIDADE05 -IMOBILIDADE ⟶ Incapacidade de se deslocar sem o auxílio de outra pessoa, com finalidade de atender às necessidades de vida diária. Pode o paciente estar restrito a uma poltrona ou ao leito. ⟶ Entende-se qualquer limitação do movimento: Fatores Predisponentes: Osteoartrose Doenças reumáticas Sequelas de fraturas ICC, AVC e infecções Desnutrição e Desidratação Parkinson, Demência e Depressão Consequências: Depressão Confusão mental Hipotensão e Constipação intestinal Incontinência e Infecção urinária Trombose venosa Lesões por pressão Atrofia muscular - sarcopenia Imobilidade - intervenções Comprometimento da mobilidade - Passos a seguir A) Quantificar a imobilidade (Escala de KATZ) - Avaliar o nível de dependência usando a Escala de Katz, que analisa a capacidade do idoso de realizar atividades básicas da vida diária (banho, vestir-se, alimentação, etc.). ⟶ Exame clínico ⟶ Exames complementares, de acordo com as suspeitas levantadas no exame clínico Desnutrição: albumina Distúrbio metabólico: Na, k, TSH, T4, Ca, Glicemia em jejum Anemia: hemograma e ferritina Síndromes infecciosas: Hemograma, Urina ( urocultura) ⚠ Para solicitar o exames deve levar em consideração as portarias do municipio, para ser respaldado a solicitar ⚠ Pode se realizado a suplmetação de proteina ( para auxuliar na cictrização - whey e nutren ) 06 -INCAPACIDADE COMUNICATIVA 06 -INCAPACIDADE COMUNICATIVA Problemas de comunicação podem fazer o idoso perder autonomia e sentir-se desconectado do mundo, dificultando a interação com outras pessoas. ( perda da independencia e sentimentos) 1⃣ Deficiência auditiva Pode dificultar a comunicação. Por isso é importante verificar o aparelho auditivo: se está limpo, se a bateria está funcionando, e se está bem posicionado. Como falar com o idoso com perda auditiva Ficar de frente para a pessoa. Não comer ou beber enquanto fala. Não cobrir o rosto com as mãos. Repetir a informação de outra forma se ele não entender. Falar devagar e um pouco mais alto. Evitar exagerar nos movimentos da boca. 2⃣ Afasia É a perda total ou parcial da capacidade de falar ou compreender palavras. Pode ocorrer por: AVC lesões na cabeça demência Estratégias para melhorar a comunicação Usar frases simples e claras. Usar comunicação não verbal (gestos, expressões). Utilizar recursos visuais (imagens, apontar objetos). Fazer perguntas específicas. Evitar corrigir ou criticar os erros do idoso, para não gerar frustração. 07-INSUFICIÊNCIA FAMILIAR07-INSUFICIÊNCIA FAMILIAR A dimensão sociofamiliar é muito importante na avaliação do idoso, porque a família geralmente é quem oferece apoio, cuidado e ajuda nas atividades do dia a dia. Fragilidade familiar ( O aumenoto dos idoso e diminuição de filhos dna sociedade pode levare a essa Insuficiência Familiar) Algumas mudanças na sociedade podem diminuir esse apoio: Redução da taxa de fecundidade: famílias menores → menos pessoas para cuidar do idoso. Maior participação das mulheres no mercado de trabalho: historicamente elas eram as principais cuidadoras, então pode haver menos disponibilidade para cuidar. Consequências Isolamento social do idoso Menor apoio familiar Maior chance de institucionalização (idosos que passam a viver em instituições de longa permanência) 08- IDOSO FRÁGIL - FRAGILIDADE08- IDOSO FRÁGIL - FRAGILIDADE 1. O que é a Síndrome do Idoso Frágil (Fragilidade) A fragilidade é uma condição clínica do idoso caracterizada pela redução das reservas fisiológicas do organismo, o que faz com que ele tenha maior vulnerabilidade a estressores (doenças, quedas, infecções, hospitalização). Ou seja, o organismo do idoso perde a capacidade de se adaptar e recuperar de situações que antes seriam toleradas. ➡ Pequenos problemas podem gerar grandes consequências, como: perda da autonomia hospitalizações frequentes incapacidade funcional maior risco de morte 2. Componentes principais da fragilidade (mostrados no slide) O slide mostra três fatores principais que contribuem para a fragilidade: 1⃣ Sarcopenia É a perda progressiva de massa e força muscular que ocorre com o envelhecimento. Consequências: fraqueza dificuldade para caminhar maior risco de quedas diminuição da mobilidade A sarcopenia é considerada um dos principais pilares da fragilidade. 2⃣ Disfunção imunológica O sistema imunológico do idoso sofre alterações chamadas de imunossenescência. Devido diminuição dos Linfocitos T ( algo comum enre os idosos- fisiologico do envelhecimento ) Isso leva a: maior risco de infecções resposta inflamatória crônica recuperação mais lenta de doenças 3⃣ Desregulação neuroendócrina Ocorrem alterações hormonais e do sistema nervoso que afetam o equilíbrio do organismo. Exemplos: alterações hormonais pior controle metabólico redução da capacidade de adaptação ao estresse fisiológico A fragilidade ocorre devido a: redução significativa da massa muscular estado inflamatório crônico redução da ingestão alimentar inatividade física Esses fatores levam a um declínio acumulativo dos sistemas fisiológicos, o que dificulta a homeostase. 📌 Homeostase = capacidade do organismo de manter o equilíbrio interno. ⟶ IMPACTO DAS SÍNDROMES GERIÁTRICAS Em resumo essas sidromes: ✔ Estão frequentemente associadas à incapacidade funcional ✔ Reduzem a qualidade de vida do idoso e da família ✔ Geram alto custo para o sistema de saúde IMPORTANTE LEMBRAR QUE ... Mesmo com fragilidade, é possível melhorar a condição do idoso quando: o problema é identificado cedo há intervenção adequada Intervenções comuns: atividade física nutrição adequada controle de doenças reabilitação acompanhamento multiprofissional Isso ajuda a recuperar parte da capacidade funcional e melhorar a qualidade de vida. 08- IDOSO FRÁGIL - FRAGILIDADE08- IDOSO FRÁGIL - FRAGILIDADE 1. O que é a Síndrome do Idoso Frágil (Fragilidade) A fragilidade é uma condição clínica do idoso caracterizada pela redução das reservas fisiológicas do organismo, o que faz com que ele tenha maior vulnerabilidade a estressores (doenças, quedas, infecções, hospitalização). Ou seja, o organismo do idoso perde a capacidade de se adaptar e recuperar de situações que antes seriam toleradas. ➡ Pequenos problemas podem gerar grandes consequências, como: perda da autonomia hospitalizações frequentes incapacidade funcional maior risco de morte