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Fábio Diniz
Teoria Geral das Penas
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O que queremos basicamente nesse capítulo?
Entender:
O histórico da Pena.
Os tipos de penas.
Os regimes das penas.
“Se você não sabe pra aonde vai, qualquer
lugar serve.” Shakespeare
Quem já apanhou quando criança?
Como eram as surras no tempo de
seus avós?
Hoje
Mãe – Estado.
Você – Infrator.
O que ela dizia pra não fazer – Tipo Penal - Infração Penal.
Surra – pena. (sanção do Estado).
Surra de antigamente (pena desumanizada – vingança
privada, etc.)
Surra de hoje – (pantufa) pena mais humanizada.
As surras mudavam conforme a gravidade (mais ou
menos pancadas, mais ou menos força, tipo de material
empreendido na surra, etc) – tipos de penas).
SÍMBOLOS.
TEORIA ABSOLUTA OU DA RETRIBUIÇÃO: punir o autor de uma infração
penal.
retribuição do mal injusto, praticado pelo criminoso.
TEORIA RELATIVA, FINALISTA, UTILITÁRIA OU DA PREVENÇÃO:
a pena possui f im prático de prevenção geral e prevenção especial, na
medida em que é aplicada para promover a readaptação do criminoso
à
sociedade e evitar que volte a delinquir. Falase em prevenção geral, na
medida em que intimida o ambiente social (as pessoas não delinquem
porque tem medo de receber punição)
TEORIA MISTA, ECLÉTICA, INTERMEDIÁRIA OU CONCILIATÓRIA
A pena possui dupla função, quais sejam, punir o criminoso e prevenir a
prática do crime seja por sua readaptação seja pela intimidação coletiv
a
QUAL A FINALIDADE DAS PENAS?
LEGALIDADE
Fundamento: artigo 1º, CP e inciso XXXIX, do
artigo 5º da CF
A pena deve estar prevista em lei e, importante,
lei em sentido estrito, não se admitindo que seja
cominada em regulamento ou ato normativo.
CARACTERISTICAS DA PENA
ANTERIORIDADE
Fundamento: artigo 1º CP e inciso XXXIX, do artigo
5º, da CF.
A pena deve já estar em vigor na época em que foi
praticada a infração.
CARACTERISTICAS DA PENA
PERSONALIDADE
Fundamento: inciso XLV, do artigo 5º, da CF
A pena não pode passar da pessoa do condenado.
A pena de multa, por exemplo, embora considerada
dívida de valor, em razão da personalidade, jamais
poderia ser cobrada dos herdeiros do condenado.
CARACTERISTICAS DA PENA
INDERROGABILIDADE
Salvo previsões expressas legais, o Juiz jamais
poderia deixar de aplicar a pena. Por ex, o juiz não
poderia extinguir a pena de multa em razão de seu
irrisório valor.
CARACTERISTICAS DA PENA
INDIVIDUALIDADE
Fundamento: inciso XLVI, do artigo 5º, da CF
A imposição e o cumprimento da pena deverão ser
individualizados de acordo com a culpabilidade e o
mérito de cada sentenciado.
CARACTERISTICAS DA PENA
PROPORCIONALIDADE
Fundamento: incisos XLVI e XLVII, do artigo 5º da CF
A pena deve ser proporcional ao crime praticado
CARACTERISTICAS DA PENA
HUMANIDADE
Fundamento: artigo 75, do Código Penal e inciso
XLVII, do artigo 5º da CF.
Não são admitidas as penas de morte, salvo em caso
d e gu e r ra d e c l a ra d a , d e t ra ba l h o s fo rça d o s,
perpetuas, banimento e cruéis.
CARACTERISTICAS DA PENA
Espécies de Penas –
Art 32 CPB
Estou órfã. Quer ser meu pai?Estou órfã. Quer ser meu pai?
Penas restritivas de direitos
Art. 44. As penas restritivas de direitos são autônomas e
substituem as privativas de liberdade, quando:
I – aplicada pena privativa de liberdade não superior a
quatro anos e o crime não for cometido com violência ou
grave ameaça à pessoa ou, qualquer que seja a pena
aplicada, se o crime for culposo
II – o réu não for reincidente em crime doloso;
III – a culpabilidade, os antecedentes, a conduta social e a
personalidade do condenado, bem como os motivos e as
circunstâncias indicarem que essa substituição seja
suficiente.
PENAS RESTRITIVAS DE DIREITOS�
§ 1o (VETADO)
§ 2o Na condenação igual ou inferior a um ano, a substituição pode ser feita
por multa ou por uma pena restritiva de direitos; se superior a um ano, a pena
privativa de liberdade pode ser substituída por uma pena restritiva de direitos
e multa ou por duas restritivas de direitos.
reincidente§ 3o Se o condenado for reincidente, o juiz poderá aplicar a substituição,
desde que, em face de condenação anterior, a medida seja socialmente
recomendável e a reincidência não se tenha operado em virtude da prática do
mesmo crime.
§ 4o A pena restritiva de direitos converte-se em privativa de liberdade quando
ocorrer o descumprimento injustif icado da restrição imposta. No cálculo da
pena privativa de liberdade a executar será deduzido o tempo cumprido da
pena restritiva de direitos, respeitado o saldo m ínimo de trinta dias de
detenção ou reclusão.
§ 5o Sobrevindo condenação a pena privativa de liberdade, por outro crime, o
juiz da execução penal decidirá sobre a conversão, podendo deixar de aplicá-
la se for possível ao condenado cumprir a pena substitutiva anterior
PENAS RESTRITIVAS DE DIREITOS�





condenações superiores a seis meses de privação da liberdade.
consiste na atribuição de tarefas gratuitas ao condenado.
em entidades assistenciais, hospitais, escolas, orfanatos e outros
estabelecimentos congêneres, em programas comunitár ios ou
estatais.
serão atribuídas conforme as aptidões do condenado, devendo ser
cumpridas à razão de uma hora de tarefa por dia de condenação,
fixadas de modo a não prejudicar a jornada normal de trabalho.
supe r ior a um ano, é facult ado ao conde nado cum prir a pe na
substitutiva em menor tempo (art. 55), nunca inferior à metade da
pena privativa de liberdade fixada.
Prestação de serviços à comunidade ou a
entidades públicas Art. 46

I - proibição do exercício de cargo, função ou atividade pública, bem como
de mandato eletivo;
II - proibição do exercício de prof issão, atividade ou ofício que dependam
de habilitação especial, de licença ou autorização do poder público;
III - suspensão de autorização ou de habilitação para dirigir veículo.
IV – proibição de frequentar determinados lugares.
V - proibição de inscrever-se em concurso, avaliação ou exame públicos.
Limitação de fim de semana art. 48
obrigação de permanecer, aos sábados e domingos, por 5 (cinco) horas
diárias, em casa de albergado ou outro estabelecimento adequado.
Parágrafo único - Durante a permanência poderão ser ministrados ao
condenado cursos e palestras ou atribuídas atividades educativas
Interdição temporária de direitos Art. 47




A prisão domiciliar pode ocorrer nos
seguintes casos:
condenado maior de 70 anos;
condenado acometido de doença grave;
condenada gestante;
condenada com filho menor ou deficiente
físico ou mental.
Obs: a falta de vaga na Casa do Albergado ou
a sua inexistência, em tese, não autoriza a
prisão domiciliar. Por essa razão, nesses
casos, o condenado deve se recolher em
cadeia pública, não permanecendo em inteira
liberdade (posição manifestada pelo STF).
PRISÃO DOMICILIAR
O STJ, porém, vem se posicionando em sentido
contrário sob argumento de que a LEP f ixou o prazo
de 6 meses, a contar de sua publicação, para que
t i v e s s e s i d o p r o v i d e n c i a d a a a q u i s iç ão o u
desapropriação de prédios para instalação de casas
do albergado em número suf iciente (fundamento –
parágrafo 2º, do art. 203, da LEP). Como passados os
anos, praticamente, nada foi providenciado, conclui-
se que o condenado não esta obrigada a arcar com a
inércia do poder público.
DIVERGÊNCIA
V o l t a d o c o n d e n a d o a o
regime mais rigoroso, por ter
descumprido as condições
i mpo stas para i ngre sso e
permanência no regime mais
brando.
Embora a lei não admita a
p r o g r e s são p o r s a l t o , a
regressão por salto, ou seja,
do aberto para o fechado, é
cabível, do mesmo modo, a
d e s p e i t o d a p e n a d e
d e t e nção não c o m po r t a r
regime inicial fechado, este é
perfeitamente c abível em
caso de regressão.
REGRESSÃO DE REGIME
1) PRÁTICA DE CRIME DOLOSO – em se tratando de delito culposo
ou de contravenção, a regressão ficará a cargo do juiz da execução;
2) PRÁTICA DE FALTA GRAVE –art. 50, da LEP, a fuga é consideradafalta grave, embora não tipif ique crime, há violação de deveres
disciplinares do preso, ensejando punição administrativa e autoriza
a regressão de regime, já que o comportamento do condenado não
se adequa ao regime aberto ou semiaberto;
3) Condenação, por crime anterior, cuja pena, somada ao restante
da pena em execução, torne incabível o regime;
4) FRUSTRAR OS FINS DE EXECUÇÃO, no caso de estar em regime
aberto – qualquer conduta que demonstre incompatibilidade com o
regime aberto, como por exemplo, o abandono de emprego;
A lei, ainda, menciona o não pagamento de multa cumulativa, no
caso de regime aberto, porém, esta hipótese foi revogada pela Lei nº
9.268/96, que considerou multa como dívida de valor para f ins de
cobrança, sem qualquer possibilidade de repercutir negativamente
no direito de liberdade do condenado.
HIPÓTESES
MACETE:
ANTES de CULPAR a CONDUTA de uma PESSOA, saiba os
MOTIVOS e as CIRCUNSTÂNCIAS que a levaram a tais
CONSEQUÊNCIAS. Verás que a VITIMA colaborou para tal.
ANTECEDENTES
CULPABILLIDADE
CONDUTA SOCIAL
PERSONALIDADE
MOTIVOS
CIRCUNSTÂNCIAS
CONSEQUÊNCIAS
COMPORTAMENTO DA VÍTIMA
NÃO ESTAMOS ESTUDANDO DOSIMETRIA,
MAS NÃO CUSTA NADA OBSERVAR O ARTIGO
59 CP.
Pagamento ao fundo penitenciário da quantia fixada na
sentença e calculada em dias-multa. mínimo, de 10 e, no
máximo, de 360 dias-multa.
§ 1º dia-multa: f ixado pelo juiz não podendo ser inferior a um trigésimo do
maior salário mínimo mensal vigente ao tempo do fato, nem superior a 5
vezes esse salário.
§ 2º multa será atualizado, quando da execução, pelos índices de correção
monetária.
Pagamento da multa
Art. 50 - paga dentro de 10 dias depois de transitada em julgado a sentença.
A requerimento do condenado e conforme as circunstâncias, o juiz pode
permitir que o pagamento se realize em parcelas mensais.
§ 1º - A cobrança da multa pode efetuar-se mediante desconto no
vencimento ou salário do condenado quando:
a) aplicada isoladamente;
b) aplicada cumulativamente com pena restritiva de direitos
c) concedida a suspensão condicional da pena.
§ 2º - O desconto não deve incidir sobre os recursos indispensáveis ao
sustento do condenado e de sua família
Multa 49 a 52
Art. 51 - Transitada em julgado a sentença condenatória, a multa será considerada
dívida de valor, aplicando-se lhes as normas da legislação relativa à dívida ativa da
Fazenda Pública, inclusive no que concerne às causas interruptivas e suspensivas
da prescrição.
Suspensão da execução da multa
Art. 52 - É suspensa a execução da pena de multa, se sobrevém ao condenado
doença mental.
VÍDEO: Qual é a Função da Pena? (Michel Foucault -
Vigiar e Punir)
Multa 49 a 52

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