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DIREITO�
TEORIA GERAL DA PENA
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TEORIA GERAL DA PENA
PROF. DR. FÁBIO DINIZ LIMA DE MENEZES
PROF. DR. FÁBIO DINIZ LIMA DE MENEZES
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ORIGEM DAS PENAS
Pode-se afirmar que a punição é um dos instrumentos utilizados pelo Estado
para a obtenção da paz. (BITENCOURT, 2012, p. 147).
As leis são condições sob as quais os homens independentes e isolados se
uniram em sociedade, cansados de viver em continuo estado de guerra e de
gozar de uma liberdade inútil pela incerteza de sua conservação. Parte dessa
liberdade foi por eles sacrificada para poderem gozar o restante com
segurança e tranquilidade”. (BECCARIA, 2005, p.41).
VINGANÇA PRIVADAVINGANÇA PRIVADA
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Não há regulamentação
Cada pessoa, grupo ou família deve-se vingar dos acontecimentos do
cotidiano (idade do ouro da vítima)
Fase anterior à fase mágica (início da transcendentalidade na mente
humana)
Não há limite à vingança (não há razoabilidade ou proporcionalidade).
VINGANÇA DIVINAVINGANÇA DIVINA
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Os grupos começam a impor às pessoas ordenações (Código de Hamurabi,
Livros Divinos, Lei das XII tábuas;
Há um mais forte capaz de agregar (Deus/Deuses)
O Direito mescla-se com a religião;
Sacrifícios;
Há tribunais eclesiásticos punitivos;
Há um início de proporcionalidade/razoabilidade.
VINGANÇA DIVINAVINGANÇA DIVINA
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Os grupos começam a impor às pessoas ordenações (Código de Hamurabi,
Livros Divinos, Lei das XII tábuas;
Há um mais forte capaz de agregar (Deus/Deuses)
O Direito mescla-se com a religião;
Há tribunais eclesiásticos punitivos;
Há um início de proporcionalidade/razoabilidade.
DIREITO PENAL CANÔNICODIREITO PENAL CANÔNICO
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Tribunais civis;
Caráter retributivo;
Purgação da alma;
VINGANÇA PÚBLICAVINGANÇA PÚBLICA
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Direito e Religião se separam;
O Estado passa a ser o centro da vida humana;
Ainda há proporcionalidade e razoabilidade;
Há tribunais eclesiásticos punitivos;
Não se visa o ser humano, mas sim o Estado.
PERÍODO HUMANITÁRIOPERÍODO HUMANITÁRIO
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Dos Delitos e das Penas, Marquês de Beccaria (1764);
O ser humano passa a ser a centralidade dos pensamentos e atividades
estatais (iluminismo/racionalismo)
Banimento de penas cruéis
Razoabilidade e proporcionalidade com postulados do Direito (sempre
escrito, para garantia);
O QUE É PENA?O QUE É PENA?
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 Espécie de sanção penal , resposta estatal ao infrator da norma
incriminadora (crime/contravenção penal), consistente na privação de
determinados bens jurídicos do agente.
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O QUE É MEDIDA DE SEGURANÇA?
O QUE É MEDIDA DE SEGURANÇA?
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 É sanção imposta pelo Estado ao agente não imputável, pela violação da
norma penal incriminadora, com finalidade exclusivamente preventiva.
FINALIDADES OU FUNÇÕES DA PENAFINALIDADES OU FUNÇÕES DA PENA
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Teoria absoluta ou da retribuição: a finalidade da pena é a punição do agente;
Teoria relativa, finalista, utilitária ou da prevenção: a pena é um meio para se alcançar
determinados resultados:
a) Prevenção geral negativa: a pena deve coagir toda a sociedade, psicologicamente.
b) Prevenção geral positiva: a pena visa a demonstrar a todos a eficácia da lei.
c) Prevenção especial negativa: a pena busca evitar que o agente volte a delinquir.
d) Prevenção especial positiva: a pena visa à ressocialização do agente.
Teoria mista, eclética, intermediária ou conciliatória: a pena busca punir o agente, ao
mesmo tempo em que visa a coibir a prática de crimes, por meio da ressocialização e
da intimidação.
FINALIDADES DA PENA NO BRASIL
FINALIDADES DA PENA NO BRASIL
 No Brasil, hoje, entende-se que a pena tem as seguintes f inalidades: Retributiva ▪
Preventiva ▪ Reeducativa
Art. 59 - O juiz, atendendo à culpabilidade, aos antecedentes, à conduta social, à
personalidade do agente, aos motivos, às circunstâncias e conseqüências do crime, bem
como ao comportamento da vítima, estabelecerá, conforme seja necessário e suf iciente
para reprovação e prevenção do crime:
LEP, Art. 1º A execução penal tem por objetivo efetivar as disposições de sentença ou
decisão criminal e proporcionar condições para a harmônica integração social do
condenado e do internado.
PRINCÍPIOS APLICADOS ÀS PENAS
PRINCÍPIOS APLICADOS ÀS PENAS
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Princípio da Legalidade
Princípio da Anterioridade
Princípio da Personalidade
Princípio da Individualidade
Princípio da Inderrogabilidade
Princípio da Proporcionalidade
Princípio da Humanidade
JUSTIÇA RESTAURATIVA
JUSTIÇA RESTAURATIVA
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Crime como evento que afeta autor, vítima e sociedade.
Busca-se assistir à vítima.
Representa uma terceira via na função da pena.
Responsabilidade social pelo crime.
Visa à reparação do dano.
Disponibilidade da ação penal.

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