Prévia do material em texto
Instituído em 1824, com a constituição outorgada por Dom Pedro I, o Senado tinha como objetivo aconselhar o imperador em suas deliberações políticas. Com isso em mente, na atual conjuntura brasileira, o Senado desempenha um papel crucial na garantia do Estado democrático de direito. Nesse contexto, no que tange à questão dos desafios para o futuro da democracia, o Senado ainda enfrenta problemas institucionais. Assim, faz-se necessário entender o que os motiva, bem como os seus impactos sociais. Em primeira análise, é valido ressaltar que as causas dos problemas institucionais se configuram como um grave empecilho no que diz a respeito do futuro democrático. Acerca disso, pode-se destacar a fala do escritor português José Saramago, “o grande problema do nosso sistema democrático é permitir fazer coisas nada democráticas democraticamente”. Sob tal perspectiva, grande parte dos desafios existentes acontecem devido à corrupção no Senado, que não só mina a integridade da instituição democrata, mas também enfraquece a legitimidade do governo, o que prejudica a sua própria eficácia e a confiança da população por meio de uma “ilusão cívica”, quando, na verdade, se tem os interesses pessoais acima dos interesses do povo. Consequentemente, tais desafios geram incontáveis impactos negativos tanto na esfera política quanto na social. Segundo o jurista brasileiro Calil Simão, “A corrupção social ou estatal é caracterizada pela incapacidade moral dos cidadãos de assumir compromissos voltados ao bem comum. Vale dizer, os cidadãos mostram-se incapazes de fazer coisas que não lhes tragam uma gratificação pessoal.”. Desse modo, retrata o indivíduo como alguém propenso a utilizar vantagens em função do benefício próprio e desprovido de princípios morais. Visto que a conduta inadequada provoca a má efetividade das resoluções dos problemas sociais e econômicos, como pobreza, desigualdade e crime. Além disso, as instituições políticas se tornam cada vez mais fragilizadas por forças autoritárias, que buscam explorar as fraquezas da instituição, o que leva ao abuso do poder e ao desequilíbrio no sistema de pesos e contrapesos, colocando em risco o futuro da democracia. Portanto, percebe-se a urgência em resolver os desafios supracitados que impedem um futuro democrático. Para isso, é fundamental que o poder executivo Federal, mais especificamente o ministério da educação, promova a discussão sobre ética, cidadania, transparência e responsabilidade, a qual acontecerá no meio escolar. Tal iniciativa ocorrerá por meio da incorporação de conteúdos relacionados a esses temas na grade curricular das escolas, a fim de fortalecer os alicerces de uma sociedade mais justa, ética e democrática, onde cada cidadão compreende seu papel na construção de um futuro democrático pleno. Assim, ressalta- se a relevância de resolver a problemática no momento atual, pois, como defendeu Martin Luther King: “Toda hora é hora de fazer o que é certo".