Logo Passei Direto
Buscar

Urbanismo

ESTÁCIO
A discussão dos idosos como sujeito de direitos deve levar em consideração que as políticas sociais são arenas de interesses que atendem aos interesses da população, mas também do mercado, capital etc. Sendo necessário repensá-las a partir das desigualdades inerentes a esse grupo, que muitas vezes é enquadrado apenas do ponto de vista da idade, mas não de suas especificidades e da desigualdade inerente entre os idosos. Assim, para compreender a pessoa idosa como sujeito de direitos, temos que compreender a abordagem das políticas sociais para este grupo refletindo sobre suas potencialidades e desafios, diante de um grupo tão complexo como os idosos. i) Bering e Boschetti (2011, citado por Netto, 2019) problematizam que é preciso ampliar essa análise, que não considera o Estado e as políticas sociais como arena de luta de classes e na qual "predomina uma visão do Estado como esfera pacífica, desprovido de interesses e luta de classe" (Bering; Boschetti, 2011, p. 37). Entretanto, essa visão pacífica é insuficiente para compreender a complexidade das políticas sociais, pois não apresentam os processos e contradições sociais envolvidos nas mesmas. Dessa forma, é necessário estudar e entender a relação do Estado com os interesses das classes e observar os múltiplos fatores envolvidos nas políticas sociais (Netto, 2019); ii) Netto (2019) afirma que, no campo das políticas públicas para os idosos, devemos explicitar duas de grande importância: a Política Nacional do Idoso (Lei n. 8.842/94) e o Estatuto do Idoso (Lei n. 10.741/03). Todavia, a autora relata que o Estatuto é a legislação que realmente compreende o idoso como sujeito de direitos em sua amplitude, isso quase 10 anos depois da PNI. Uma vez que a PNI iguala todos os idosos, destacando o sucesso das políticas sociais, pois ela foca os trabalhadores, os que não estão institucionalizados, isto é, os que se enquadram no envelhecimento ativo, autônomo, produtivo; iii) a PNI foi a primeira política formal voltada à pessoa idosa e que posteriormente foi ampliada através do Estatuto do Idoso. Mas tais elementos devem ser analisados em um país tão desigual como o Brasil, pois o envelhecimento se desenvolve de formas bem diferentes de acordo com aspectos sociais, econômicos, culturais e de acesso as políticas sociais. Nos países em desenvolvimento, em especial no Brasil, onde o nível de escolaridade ainda é baixo e as desigualdades sociais, econômicas e regionais são acentuadas, é evidente que uma parcela significativa da população mais idosa não usufrui dessa fase da "melhor idade", afinal, com a crise no mercado de trabalho, a renda do idoso acaba sendo o complemento da renda familiar, não sendo raro constituir-se como a única renda (Netto, 2019, p. 5). a) i e ii corretas b) i e iii corretas c) i e ii incorretas d) i e iii incorretas
User badge image
Maria Alice Matsuo Tijon

mês passado

Respostas

Ainda não temos respostas

Você sabe responder essa pergunta?

Crie uma conta e ajude outras pessoas compartilhando seu conhecimento!

Ainda com dúvidas?

Envie uma pergunta e tenha sua dúvida de estudo respondida!

Mais conteúdos dessa disciplina