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No livro “quarto de despejo”, a escritora Carolina Maria de Jesus afirma que no Brasil tudo está 
fraco: a democracia, os políticos e o dinheiro, e tudo que está fraco, morre um dia. Igualmente, 
na atual conjuntura brasileira, percebe-se que mesmo após anos o cenário permanece análogo 
ao da escritora na questão da fragilidade do sistema democrático e de seus representantes 
políticos. Nesse contexto, no que tange à questão dos desafios para o futuro da democracia, o 
Senado ainda enfrenta problemas institucionais que o fragilizam. Assim, faz-se necessário 
entender o que o motiva, bem como os seus impactos sociais. 
Com base nesse cenário, nota-se, dentro do atual modelo político, o quanto os problemas 
institucionais no Senado colaboram para a não efetivação de uma democracia plena. Acerca 
disso, destaca-se a fala do escritor José Saramago, “o grande problema do nosso sistema 
democrático é permitir fazer coisas nada democráticas democraticamente”. Sob tal 
perspectiva, o atual cenário político no Senado federal é dotado de tais práticas ilegais e 
antidemocráticas que não só minam a integridade da instituição, mas também enfraquece a 
legitimidade do governo. Isso acaba por prejudica a sua própria eficácia, ou seja, na criação de 
leis e fiscalização dos poderes, e na confiança da população por meio de uma “ilusão cívica”, ao 
ter os interesses pessoais acima dos interesses do povo. Dessa forma, fica claro, que as 
autoridades precisam mudar, com urgência, seu posicionamento diante do impasse. 
Consequentemente, tal desafio gera incontáveis impactos na Câmara federal que representam 
os estados brasileiros e, por consequência, na esfera política e social. Isso porque, segundo o 
jurista brasileiro Calil Simão, a corrupção social ou estatal é caracterizada pela incapacidade 
moral dos cidadãos de assumir compromissos ao bem comum mesmo que não lhe tragam uma 
gratificação pessoal. Desse modo, se retrata o indivíduo não só desprovido de princípios morais 
e éticos, mas também propenso a utilizar vantagens em função do benefício próprio ou de um 
determinado grupo. Assim, a conduta inadequada provoca a má efetividade das resoluções dos 
problemas sociais e econômico, como pobreza e desigualdade, por exemplo. Além disso, as 
instituições políticas se tornam cada vez mais fragilizadas por forças autoritárias, que buscam 
explorar as fraquezas da instituição para se sobrepor entre os outros poderes, o que leva ao 
abuso do poder e ao desequilíbrio no sistema, colocando em risco o futuro da democracia. 
Portanto, percebe-se uma urgência em resolver os desafios supracitados que impedem um 
futuro democrático. Para isso, é fundamental que o Poder Executivo Federal, mais 
especificamente o Ministério da Educação, promova a discussão sobre ética, cidadania, 
transparência e responsabilidade, a qual acontecerá no âmbito escolar. Tal iniciativa ocorrerá 
por meio da incorporação de conteúdos relacionados a esses temas na grade curricular das 
escolas, a fim de fortalecer os alicerces de uma sociedade mais justa, ética e democrática, na 
qual cada cidadão compreende seu papel na construção de um futuro democrático pleno