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AUMENTO DE COROA 
CONTEÚDO 1: CONCEITOS FUNDAMENTAIS, INDICAÇÕES E AVALIAÇÕES PRÉ-OPERATÓRIAS
O Aumento de Coroa Clínica (ACC) é um procedimento cirúrgico, foco das disciplinas Integrada 1, 2 e 3, que visa 
principalmente reestabelecer o Espaço Biológico.
Para realizar o ACC na disciplina Integrada 1, o planejamento é indispensável e deve incluir:
1.  Planejamento Clínico do caso (avaliação presencial).
2.  Radiografia (periapical ou interproximal).
3.  Moldagem Parcial do paciente no sítio cirúrgico.
4.  Desenho das incisões e retalhos no modelo e descrição do passo a passo da cirurgia.
A cirurgia só deve ser iniciada se o planejamento estiver correto e autorizado. A execução deve seguir os protocolos de cirurgia 
normal, incluindo campo cirúrgico e antissepsia.
⟶ O Espaço Biológico
O conceito central do ACC é o Espaço Biológico, recentemente chamado de espaço de inserção tecidual supracristal. Ele 
representa a distância que vai da crista óssea até a margem (junção cemento-esmalte ou margem da restauração).
Medida Padrão: O espaço biológico padrão gira em torno de 3 milímetros.
Componentes: O espaço biológico é composto pela inserção conjuntiva, epitélio juncional e sulco gengival.
Variação: Embora o padrão seja 3 mm (especialmente em porções interproximais), em casos de sorrisos gengivais 
anteriores e pacientes com gengiva muito fina (fenótipo fino), o espaço biológico vestibular pode ser de 2 milímetros.
Regra Fundamental: A gengiva sempre buscará reestabelecer seu espaço biológico. Se o espaço for invadido (diminuído, 
por exemplo, de 3 mm para 1 mm), a gengiva obrigatoriamente voltará/crescerá (recidiva). A falha em remover osso para 
reestabelecer os 3 mm é a causa da recidiva em procedimentos como a correção de sorriso gengival.
⟶ Indicações e Avaliações Prévias
A indicação clássica do ACC é qualquer procedimento que gere invasão do espaço biológico. Exemplos incluem:
Cáries subgengivais.
Fraturas radiculares.
Preparo de coroa com término subgengival.
Necessidade de expor mais estrutura dentária e viabilizar o isolamento absoluto.
Antes de realizar o ACC, é necessário avaliar dente, gengiva e osso.
Estrutura Aspectos a Avaliar Pontos Chave
Osso Distância entre crista óssea e 
término final (deve ser 3 mm). 
Largura óssea suficiente para 
instrumentação.
É preciso avaliar o término final após 
a remoção de cárie. Se a distância já 
for 3 mm, uma gengivectomia pode 
ser suficiente, e o ACC (com 
osteotomia) é desnecessário.
Relação com estruturas vizinhas (Seio 
Maxilar). Relação com o Ponto de 
Contato (Papila).
Contraindicação Óssea: 
Pneumatização do seio maxilar no local 
da cirurgia; remover osso geraria uma 
comunicação.
Risco de Black Space: Se, após o ACC 
(nova posição óssea), a distância entre 
a crista óssea e o ponto de contato 
for maior que 5 mm (ex: 6 ou 7 mm), 
haverá black space. O paciente deve 
ser informado da repercussão 
estética e potencial acúmulo 
alimentar.
Gengiva Saúde gengival (aspecto de casca de 
laranja). Quantidade de Tecido 
Queratinizado.
É necessário ter pelo menos 2 
milímetros de tecido queratinizado.
Contraindicação Gengival: Ausência 
total de tecido queratinizado (apenas 
mucosa livre); o corte levará a 
inflamação recorrente, flacidez e 
frouxidão do tecido. Nesses casos, 
deve-se buscar outras estratégias 
(como extrusão).
Dente Proporção coroa-raiz. Envolvimento de 
furca em molares.
A proporção coroa-raiz deve ser pelo 
menos 1:1 (limite). O aumento da 
coroa pode comprometer essa 
proporção.
A exposição da furca durante a 
osteotomia é uma contraindicação 
parcial; deve ser avaliada a destruição 
do dente e a viabilidade de outras 
opções.
Questões Objetivas (Professor)
Instrução: Julgue os itens a seguir relativos aos conceitos fundamentais e avaliações pré-operatórias para o Aumento de Coroa 
Clínica (ACC).
1. O principal objetivo da cirurgia de Aumento de Coroa Clínica (ACC) é:
 a) Apenas a remoção do tecido gengival em excesso (gengivectomia).
 b) Restaurar dentes fraturados sem a necessidade de avaliação óssea.
 c) Reestabelecer o Espaço Biológico, garantindo que a distância entre a margem restauradora e a crista óssea seja mantida.
 d) Aumentar a proporção coroa-raiz para garantir retenção sempre acima de 1:1.
 e) Criar espaço estético para a compensação anatômica pelo protesista.
2. O planejamento pré-operatório para o ACC, essencialmente na Integrada 1, deve incluir obrigatoriamente:
 a) Tomografia computadorizada e avaliação estética.
 b) Moldagem do paciente, radiografia e descrição das suturas.
 c) Planejamento clínico, radiografia (periapical ou interproximal) e moldagem parcial do sítio cirúrgico.
 d) Apenas a avaliação da saúde gengival e a medição do espaço biológico.
 e) Apenas o desenho das incisões no paciente antes da antissepsia.
3. Qual é a medida padrão do Espaço Biológico, e o que ocorre se ele for invadido e não restabelecido através da osteotomia?
 a) 2 mm; a gengiva retrai.
 b) 3 mm; a gengiva voltará a crescer (recidiva) para buscar o espaço.
 c) 5 mm; o tecido mole se cicatriza sem problemas.
 d) 3 mm; o osso se regenera rapidamente para compensar o erro.
 e) 2 mm; a tendência é a formação imediata de black space.
4. O Espaço Biológico, corretamente denominado espaço de inserção tecidual supracristal, é composto pelos seguintes elementos, 
EXCETO:
 a) Sulco gengival.
 b) Epitélio juncional.
 c) Inserção conjuntiva.
 d) Osso alveolar (crista óssea).
 e) Todos os itens acima compõem o Espaço Biológico.
5. Segundo o conteúdo das aulas, qual é o requisito MÍNIMO de tecido queratinizado necessário para que seja realizada a 
cirurgia de Aumento de Coroa Clínica com segurança?
 a) 3 milímetros.
 b) 5 milímetros.
 c) 1 milímetro.
 d) 2 milímetros.
 e) A quantidade de tecido queratinizado é irrelevante para o ACC, desde que haja saúde gengival.
6. A principal implicação clínica da descoberta de Tarnow (1992) sobre a relação entre crista óssea e papila é que:
 a) A papila sempre preenche o espaço, independentemente da distância.
 b) Se a distância entre a nova crista óssea e o ponto de contato for maior que 5 mm, a papila pode não preencher, resultando em 
black space.
 c) A distância ideal para preenchimento da papila é de 3 mm.
 d) A papila nunca voltará se o osso for removido corretamente.
 e) O black space é uma ocorrência rara em aumentos de coroa posteriores.
7. Em relação à avaliação óssea prévia, qual das seguintes situações configura uma contraindicação ABSOLUTA para a realização 
da osteotomia (remoção de osso)?
 a) Proporção coroa-raiz de 1:1.
 b) Presença de cárie subgengival.
 c) Distância de 5 mm da crista ao ponto de contato.
 d) Pneumatização do seio maxilar na área onde o osso precisa ser removido.
 e) Paciente com fenótipo gengival fino.
8. Quando se avalia a estrutura dentária antes do ACC, é crucial considerar a Proporção Coroa-Raiz. Qual proporção é 
considerada o limite, devendo o clínico alertar sobre o risco de fratura, especialmente ao se utilizar pino intraradicular?
 a) 2:1.
 b) 3:2.
 c) 1:1.
 d) 4:5.
 e) 5:0.
9. Se, após a remoção de toda a cárie, o término da lesão estiver a 1 milímetro da crista óssea, quantos milímetros de osso o 
cirurgião precisará remover (osteotomia) para reestabelecer o espaço biológico padrão de 3 mm?
 a) 1 milímetro.
 b) 4 milímetros.
 c) Zero milímetro, pois a gengivectomia basta.
 d) 5 milímetros.
 e) 2 milímetros.
10. A presença de envolvimento de furca que será exposta durante o desgaste ósseo (osteotomia) é classificada como uma 
contraindicação:
 a) Absoluta.
 b) Irrelevante.
 c) Parcial, dependendo da necessidade fundamental de manter o dente e da inviabilidade de outras opções.
 d) Relativa apenas para dentes anteriores.
 e) Total, devendo sempre optar pela extração.
CONTEÚDO 2: TÉCNICAS CIRÚRGICAS (INCISÕES, RETALHOS E SUTURAS)
As técnicas de ACC se baseiam em tipos específicos de incisão e retalhos, adaptadas ao tipo de facedentária comprometida 
(livre ou interproximal).
⟶ Incisões e Retalhos
Incisão Descrição Uso Principal
Intrasulcular O bisturi é passado dentro do sulco 
gengival, muitas vezes dividindo a 
papila. Usada como incisão principal na 
técnica de Kirkland.
Regiões Interproximais.
Bisel Interno Incisão inclinada a 45 graus em 
direção à porção incisal.
Usada na técnica de Widman 
Modificada para gerar o "colarinho 
gengival". Preserva o epitélio externo, 
melhorando a cicatrização.
⟶ Regra do Retalho: Incisões relaxantes não são usadas em 99% dos casos de ACC que utilizam as técnicas de Kirkland ou 
Widman Modificada.
⟶ Técnicas de Aumento de Coroa
As técnicas se diferenciam pela forma de acesso e pela remoção do tecido mole excedente.
Técnica Indicação Procedimento Chave Remoção Óssea
Kirkland Comprometimento 
EXCLUSIVAMENTE 
Interproximal (mesial e 
distal). Faces livres 
(vestibular/palatina) estão 
bem expostas.
Incisão intrasulcular no 
dente alvo e nos 
adjacentes, dividindo as 
papilas. Descolamento 
vestibular e palatino. O 
tecido interproximal 
central isolado é removido 
por curetagem (Cureta 
Gracey ou Crânica Plana).
Necessária, feita na região 
interproximal com lima ou 
broca.
Widman Modificada Comprometimento de Faces 
Livres (vestibular e/ou 
palatina), ou envolvimento 
de todas as faces.
Incisão em bisel interno ao 
redor do dente, gerando 
uma faixa circular de 
gengiva (o colarinho 
gengival). Essa faixa é 
removida juntamente com o 
tecido epitelial subjacente.
Necessária, feita na face 
livre e/ou interproximal, 
dependendo do caso.
⟶ Osteotomia e Sutura
A remoção óssea (osteotomia ou osteoplastia) é feita após a remoção do tecido mole e exposição do osso. Instrumentos como 
broca diamantada de eixo longo, cinzel ou lima podem ser usados. O objetivo é sempre criar os 3 mm de espaço biológico.
O material de sutura recomendado é o fio de nylon 5-0. O fio de seda não deve ser usado em cirurgias de ACC, pois capta placa e 
inflama.
Tipo de Sutura Indicação Vantagem/Detalhe
Cochoeiro Vertical Invertido Dentes Anteriores Estéticos. O nó deve ser dado sempre na 
palatina para que a sutura fique 
praticamente invisível na vestibular.
Em "Oito" Dentes Posteriores. Força a papila para baixo, auxiliando 
na exposição do dente e na 
reabilitação.
Questões Objetivas (Professor)
Instrução: Julgue os itens a seguir relativos às técnicas cirúrgicas, incisões e procedimentos de sutura no Aumento de Coroa 
Clínica.
1. A técnica de Widman Modificada é a mais indicada em qual das seguintes situações clínicas?
 a) Compromissos de coroa envolvendo apenas as faces mesial e distal.
 b) Quando o espaço biológico é de 3 mm e não há necessidade de osteotomia.
 c) Casos de fratura radicular em que o fenótipo gengival é fino.
 d) Comprometimento de faces livres (vestibular e/ou palatina) ou envolvimento de todas as faces.
 e) Quando se deseja preservar totalmente o colarinho gengival.
2. Na técnica de Kirkland para Aumento de Coroa Clínica, o tecido interproximal que é isolado após o descolamento do retalho 
deve ser removido utilizando qual instrumento?
 a) Tesoura.
 b) Bisturi em bisel interno.
 c) Fio de nylon.
 d) Cureta (como a Gracey ou Crânica Plana).
 e) Broca diamantada de eixo longo.
3. Qual característica é crucial na confecção do Retalho de Widman Modificada e está diretamente relacionada à incisão em 
bisel interno?
 a) A utilização obrigatória de duas incisões relaxantes.
 b) A total preservação do tecido mole subgengival.
 c) A remoção de um "colarinho gengival" (faixa circular) de tecido mole.
 d) O fechamento primário da ferida sem exposição óssea.
 e) A divisão da papila mesial e distal sem descolamento vestibular.
4. Em 99% dos casos de Aumento de Coroa Clínica que utilizam as técnicas de Kirkland ou Widman, qual tipo de incisão é 
expressamente contraindicada, segundo as fontes?
 a) Incisão intrasulcular.
 b) Incisão em bisel interno.
 c) Incisão relaxante.
 d) Incisão horizontal.
 e) Incisão oblíqua.
5. Qual tipo de incisão é utilizada para gerar uma preservação epitelial externa e uma mínima exposição de tecido conjuntivo 
voltado para o dente, melhorando o processo cicatricial?
 a) Intrasulcular.
 b) Sutura de cochoeiro vertical.
 c) Bisel interno (inclinada a 45 graus).
 d) Relaxante oblíqua.
 e) Gengivectomia pura.
6. Para a osteotomia (remoção óssea), é INCORRETO afirmar que:
 a) Brocas diamantadas de eixo longo podem ser utilizadas.
 b) Limas podem ser usadas, especial mente em regiões interproximais.
 c) Cinzeis são instrumentos possíveis para este fim.
 d) O procedimento é obrigatório se a distância término-crista for inferior a 3 mm.
 e) O osso deve ser removido em todas as cirurgias de ACC, independentemente da distância inicial do término à crista óssea.
7. Em dentes anteriores onde há alta demanda estética (ex: sorriso gengival), qual técnica de sutura é altamente recomendada e 
qual o posicionamento do nó?
 a) Sutura simples; nó na vestibular.
 b) Sutura em "oito"; nó na vestibular.
 c) Sutura Cochoeiro Vertical Invertido; nó na palatina.
 d) Sutura em "oito"; nó na lingual.
 e) Sutura interrompida; nó na vestibular.
8. Qual é a principal vantagem da Sutura em "Oito", recomendada para dentes posteriores?
 a) Ser totalmente invisível.
 b) Evitar qualquer descolamento do retalho.
 c) Forçar a papila para baixo, auxiliando na exposição do dente e na reabilitação.
 d) Permitir a utilização de fio de seda 5-0.
 e) Garantir que o retalho fique em sua posição original.
9. Um caso clínico que apresenta envolvimento de todas as faces (mesial, distal, vestibular e palatina), devido a uma cárie 
extensa, deve ser planejado com o uso da técnica de:
 a) Kirkland, pois prioriza as interproximais.
 b) Gengivectomia pura.
 c) Sutura em oito.
 d) Widman Modificada, pois há envolvimento de face livre, exigindo remoção de colarinho.
 e) Extrusão ortodôntica, devido à complexidade.
10. O material de sutura considerado ideal e recomendado para as cirurgias de Aumento de Coroa é o:
 a) Fio de seda, por ser mais maleável.
 b) Fio reabsorvível, para evitar a remoção.
 c) Fio de nylon 5-0, por não captar placa e inflamar.
 d) Fio de algodão trançado.
 e) Fio de seda 4-0.