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Ciências Morfofuncionais dos Sistemas Imune e Hematológico Aula Prática 02 Prof. Dra. Cristiane M Leite Procedimento 1 – estudo de caso • Leitura individual (roteiro da aula); • Registrar sinais clínicos, sintomas, evolução e alterações laboratoriais; • Organizar em grupos (4 a 5 alunos); • Identificação dos problemas; • Hipóteses diagnósticas; • Síntese: discussão e aprofundamento dos conceitos. • Diagnóstico mais provável; • Mecanismos imunológicos envolvidos; • Relação entre os achados clínicos, laboratoriais e a condição do paciente. Procedimento 1 - Estudo de caso “João Marcos, 22 anos, masculino, estudante universitário, previamente saudável, sem doenças crônicas conhecidas. Há dois dias, após brincar com o gato da namorada, o paciente sofreu um arranhão superficial no antebraço esquerdo. Lavou o local rapidamente apenas com água da torneira e não aplicou antisséptico. Desde então, evoluiu com: mal-estar generalizado, sensação de cansaço incomum, febre baixa (37,8°C) no primeiro dia, dor leve e calor local no antebraço, relatou ter dormido mal devido ao desconforto. Procedimento 1 - Estudo de caso “Sintomas pioraram nas últimas 24 horas: febre atual 38,1°C, dor pulsátil no local do arranhão, área avermelhada maior, quente e mais sensível ao toque, aumento de um linfonodo axilar esquerdo, que está doloroso, • Alimentação desequilibrada (alto consumo de industrializados; refeições irregulares); • Nega alergias, nega uso de medicamentos contínuos; • Não tomou anti-inflamatórios ou analgésicos nas últimas 24h; • Relata ter tido “gripe forte” duas semanas atrás (possível infecção viral prévia). Procedimento 1 - Estudo de caso Hemograma: • Hemoglobina: 14,1 g/dL (13,5–17,5) • Hematócrito: 41% (40–54%) • Leucócitos totais: 12.800/mm³ (4.000–10.000) • Neutrófilos segmentados: 72% (45–65%) • Neutrófilos bastonetes: 7% (até 5%) • Linfócitos: 17% (20–40%) • Monócitos: 3% (2–8%) • Eosinófilos: 1% (1–4%) • Basófilos: 0% (0–1%) • PCR: 18 mg/L (elevada) • Glicemia: normal • Plaquetas: normais • Funções renais/hepáticas: normais Procedimento 1 - Estudo de caso Evolução após 72h • Febre diminui para 37,5°C; • Eritema começa a regredir; • Linfonodo menos doloroso; • Paciente relata melhora geral. Análise do caso clínico – em grupo Identificar sinais e sintomas; Registrar a evolução clínica do paciente; Reconhecer alterações nos achados laboratoriais; Destacar informações do exame físico. Procedimento 2 – Missão imunológica (Game) • Você deverá, junto aos demais integrantes do seu grupo, participar da dinâmica de gamificação disponibilizada no Wordwall e mediada pelo tutor. Atividade em grupo; Acessar QR code disponibilizado no roteiro de aula; Ler a missão exibida e discutir com o grupo as respostas; Registrar as respostas; Devolutiva do tutor; Comparar as respostas com o vídeo explicativo. Resolução do estudo de caso Primeira linha de defesa do organismo • Barreiras físicas: pele, mucosas (epitélio); • Barreiras químicas (muco, saliva, ácido estomacal, lágrimas e urina) Fonte: Adaptado de SIVERTHORN, D.U. Fisiologia humana: uma abordagem integrada. 7. ed. Porto Alegre: Artmed, 2017. Imunidade inata Neutrófilo Macrófago Célula dendrítica .. .. . . .. Mastócito Monócito • Leucócitos totais: 12.800/mm³ (4.000–10.000) • Neutrófilos segmentados: 72% (45–65%) • Neutrófilos bastonetes: 7% (até 5%) Achados laboratoriais: Leucocitose com neutrofilia e desvio à esquerda Recrutamento das células do sistema inato Ocorre por meio do processo inflamatório, que envolve: • Vasodilatação; • Aumento da permeabilidade vascular; • Expressão de moléculas de adesão endotelial. Principais mediadores: • Citocinas pró-inflamatórias, quimiocinas, histamina e prostaglandinas. Recrutamento das células do sistema inato Neutrófilo Mastócito Citocinas Histamina Vaso sanguíneo Fonte: Adaptado de TheBartgry/Wikimedia Commons. Macrófago Microrganismo Sistema complemento Complexo antígeno- anticorpo C1 Complexo antígeno- anticorpo-C1 C4 Complexo C4 + C2C2 C3 C5 C6 C7 C8 C9 Substâncias estranhas e fatores B, D e P Via clássica Via alternativa IMUNIDADE INATA • Formação de complexo de ataque à membrana (MAC); • Opsonização; • Inflamação. Reconhecimento de substâncias estranhas Patógeno e PAMPs associados PAMP PRR associados à células DAMP Lesão grave Necrose Liberação de DAMP (sinais de perigo) PRR associados à células Resposta imune Fonte: Adaptado de DELVES, P. J. et al. Fundamentos de imunologia. 13. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2018. Caso houvesse contaminação por um patógeno, em que momento a resposta imune adaptativa seria ativada? A imunidade adaptativa é ativada dias após o contato inicial, geralmente entre 3 a 7 dias, quando: • O patógeno persiste; • A imunidade inata não é suficiente; • O antígeno é apresentado aos linfócitos nos linfonodos. No caso de João, a melhora clínica em 72h indica que a imunidade inata foi eficaz, sem necessidade de ativação plena da resposta adaptativa. Complexo principal de histocompatibilidade (MHC) Papel central na resposta imune por permitir que o sistema imunológico reconheça antígenos de forma específica. Atua na interface entre a imunidade inata e a imunidade adquirida. Mas seu papel funcional é essencial para a imunidade adaptativa. MHC → conjunto de moléculas de superfície celular cuja função principal é apresentar fragmentos de antígenos aos linfócitos T. Tipos de MHC e funções MHC classe I • Presente em todas as células nucleadas; • Apresenta antígenos intracelulares (ex.: vírus); • Reconhecido por linfócitos T CD8⁺ → leva à destruição de células infectadas. MHC classe II • Presente apenas em células apresentadoras de antígeno; • Apresenta antígenos extracelulares fagocitados; • Reconhecido por linfócitos T CD4⁺; • Coordena e regula a resposta imune. Fonte: ABBAS, A. K.; LICHTMAN, A. H.; PILLAI, S. Imunologia Celular e Molecular. 10. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2023. Interação de uma molécula do MHC, expressa na superfície de uma célula hospedeira, com o peptídeo ligado, e sua ligação a um TCR (receptor para célula T). Fonte: COICO, Richard; SUNSHINE, Geoffrey. Imunologia. 6. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2019. Fonte: Immcarle105/Wikimedia Commons. Patógeno fagocitado Macrófago Peptídeo antigênico TCR Receptor co-estimulador: CD28 Ligante co- estimulador: B7 Célula T auxiliar ou CD4+ MHC-II MHC-II Receptor co-estimulador: CD40 Ligante co-estimulador: CD40L TCR Peptídeo antigênico Patógeno estranho IgM IgD Célula B Célula T auxiliar ou CD4+ MHC-I/CD8⁺ Fonte: OpenStax College - Anatomy & Physiology/Wikimedia Commons. Peptídeo antigênico TCR MHC-I Célula T citotóxica ou CD8+ Perforinas Granzimas Célula T citotóxica ou CD8+ CD8 Imunidade adquirida humoral Fonte: Adaptado de NORRIS, T. L. Porth: fisiopatologia. 10. Ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2021. Imunidade adquirida celular Fonte: Adaptado de NORRIS, T. L. Porth: fisiopatologia. 10. Ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2021. Imunidade inata • Reconhece o patógeno; • Elimina parcialmente o patógeno; • Fornece sinais inflamatórios; • Apresenta o antígeno; • Direciona a resposta específica. Memória imunológica Somente na imunidade adquirida; Primeiro contato com patógeno Linfócitos B → produzem an corpos e células B de memória; Linfócitos T → coordenam a resposta (CD4⁺) ou eliminam células infectadas (CD8⁺) e formação de células T de memória. Memória imunológica Próximo contato com patógeno Linfócitos B memória → produzem an corpos de forma rápida e em maior quantidade; Linfócitos T de memória → se a vam prontamente, eliminando células infectadas e coordenando a resposta imune. “gripe forte” ocorrida duas semanas antes pode ter induzido a formação de memória imunológica contra aquele vírus específico.Histologia dos tecidos linfoides Procedimento 3 - Análise de lâminas histológicas 1. Lâmina de linfonodo • Cápsula de tecido conjuntivo e trabéculas; • Zona cortical (nódulos linfáticos e tecido linfoide difuso); • Zona medular (cordões medulares). • Objetivas: 20x, 40x, 100x. Observar corte ao M.O.: Esquematizar por meio de um desenho. 100x Análise de lâminas histológicas 2. Lâmina de timo • Cápsula de tecido conjuntivo e trabéculas; • Lóbulos; • Zona cortical (linfócitos); • Zona medular (linfócitos e corpúsculos de Hassall). • Objetivas: 20x, 40x, 100x. Observar corte ao M.O.: Esquematizar por meio de um desenho. 100x Análise de lâminas histológicas 3. Lâmina de baço • Cápsula de tecido conjuntivo e septos; • Lóbulos. • Objetivas: 20x, 40x, 100x. Observar corte ao M.O.: Esquematizar por meio de um desenho. 100x Procedimento 4 – Estação por rotação • Estação 1 — Linfonodo Estação 1 Estação 2 Estação 3 • Estação 2 — Timo • Estação 3 — Baço Fonte: Imagem gerada por Gemini AI. Procedimento 4 – Estação por rotação • Observe a lâmina com atenção e siga apenas as tarefas descritas para a estação (roteiro da aula); • Registre as estruturas identificadas e realize um esboço no papel. Relacionar as estruturas identificadas às funções imunológicas básicas de cada órgão. Discussão em grupo;