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ESQUIZOFRENIA Como lidar com o paciente em surto? ESQUISOFRENIA? O que é A esquizofrenia é uma doença mental caracterizada pela perda de contato com a realidade (psicose), alucinações (é comum ouvir vozes), falsas convicções (delírios), pensamento e comportamento anômalo, redução das demonstrações de emoções, diminuição da motivação, uma piora da função mental (cognição) e problemas no desempenho diário, incluindo no âmbito profissional, nos relacionamentos sociais e no autocuidado. Ela afeta a capacidade da pessoa de pensar, sentir e se comportar com clareza. A causa exata da esquizofrenia não é conhecida, mas combinações de fatores, como genética, ambiental, estrutural e química cerebrais alteradas. SINTOMAS Quem sofre de Esquisofrenia, pode apresentar alucinações e delírios, perdendo o contato com a realidade e começando a contruir ideias falsas de uma vida que não existe. Alterações do comportamento Falta de atenção e concentração Anormalidades na forma de se movimentar Delírios Alucinações Pensamentos desorganizados e negativos. Alterações na memória e dificuldades de aprendizado SINTOMAS Positivos e negativos Sintomas positivos da esquizofrenia são comportamentos psicóticos adicionados à realidade, como alucinações (ouvir vozes) e delírios (perseguição). Sintomas negativos representam a diminuição de funções normais, incluindo apatia, isolamento social, falta de motivação (avolição) e expressão emocional reduzida. DIAGNÓSTICO O médico psiquiatra faz o diagnóstico da doença a partir dos sinais e sintomas. Não há nenhum tipo de exame de laboratório que permita confirmar o diagnóstico da doença. Geralmente, a esquizofrenia começa a se manifestar por volta dos 20 anos. Em adolescentes, o diagnóstico pode ser mais difícil, pois alguns sintomas são parecidos com sentimentos e situações que podem ser comuns da fase, tais como: Afastamento de amigos e familiares; baixa no desempenho na escola; dificuldade para dormir; irritabilidade ou humor deprimido; falta de motivação. TRATAMENTO O tratamento da esquizofrenia tem como objetivo o controle dos sintomas e a retomada da rotina, trabalho e relacionamento com amigos e familiares. O controle da esquizofrenia é feito por meio de duas abordagens: medicamentosa e psicossocial. Tratamento medicamentoso: utiliza a medicação de forma contínua para não ter novas crises. Os medicamentos se dividem em antipsicóticos ou neurolépticos. Tratamento psicossocial: utilizam as terapias para atingir os benefícios do tratamento, junto com os medicamentos e reintegrar a pessoa com esquizofrenia à sociedade. PACIENTE EM SURTO Como lidar Lidar com um surto de esquizofrenia exige manter a calma, garantir a segurança e buscar ajuda médica imediata (SAMU 192 ou psiquiatra). Não confronte delírios ou alucinações, pois são reais para o paciente. Acolha com empatia, reduza estímulos ambientais e evite deixá-lo sozinho ou isolado. Mantenha a Calma: Sua postura influencia o desfecho. Fale baixo, de forma lenta e frases curtas. Não Confronte: Não discuta, negue ou tente convencer o paciente de que suas alucinações/delírios não existem. Reconheça o medo dele sem validar o delírio. Reduza Estímulos: Leve a pessoa para um lugar calmo, com poucas pessoas e ruídos. Verifique a Medicação: Cheque se o paciente tomou os medicamentos corretamente e entre em contato com o médico responsável. Postura Física: Evite movimentos bruscos, contato visual intenso e não toque na pessoa, pois pode ser interpretado como agressão. PACIENTE EM SURTO O que Não Fazer Gritar, discutir ou entrar em conflito. Tentar conter o paciente fisicamente se não for treinado. Tratar o surto com sarcasmo ou deboche. Esperar o surto passar sozinho sem auxílio profissional. Nota: Se a pessoa já está em tratamento, o contato com o CAPS (Centro de Atenção Psicossocial) ou o psiquiatra assistente é o primeiro passo para o manejo clínico. Obrigado! “O que melhora o atendimento é o contato afetivo de uma pessoa com outra. O que cura é a alegria, o que cura é a falta de preconceito.” Nise da Silveira.