Prévia do material em texto
Programas de Desenvolvimento Formal, Treinamento, Tutoria, Acompanhamento e Evento de Aprendizagem entre Pares como Fatores Individuais, Relacionais e Organizacionais de Aprendizagem LE A RN IN G T H EO RI ES A N D T H E D ES IG N O F E- LE A RN IN G E N V IR O N M EN TS - ED U 62 0- 3. 5 Programas de Desenvolvimento Formal, Treinamento, Tutoria, Acompanhamento e Evento de Aprendizagem entre Pares como Fatores Individuais, Relacionais e Organizacionais de Aprendizagem • 2/15 • Refletir sobre possibilidades para fortalecer os pilares de aprendizagem em ambientes e-learning. Programas de Desenvolvimento Formal, Treinamento, Tutoria, Acompanhamento e Evento de Aprendizagem entre Pares como Fatores Individuais, Relacionais e Organizacionais de Aprendizagem Conteúdo organizado por Tatiana dos Santos em 2018 do livro Learning Environments by Design, publicado em 2015 por Catherine Lombardozzi. Revisão 2020 Objetivos de Aprendizagem Ter colegas, tutores, treinadores e outros que apoiem e catalisem sua aprendizagem é muito importante, não é verdade?! Principalmente, se considerarmos as teorias de aprendizagem que discutimos desde o início da disciplina. Os ambientes de aprendizagem têm mais impacto quando as pessoas contribuem significativamente para a aprendizagem e quando podemos projetar elementos que promovam esse tipo de intercâmbio. Uma das maneiras pelas quais desenvolvemos a aprendizagem social em um ambiente de aprendizagem é a elaboração de Programas de Desenvolvimento Formal, Treinamento, Tutoria, Acompanhamento e Evento de Aprendizagem entre Pares como Fatores Individuais, Relacionais e Organizacionais de Aprendizagem • 3/15 programas de desenvolvimento formal, como programas de tutoria, treinamento, acompanhamento e eventos de aprendizagem entre pares (como estudo de livros, grupos de discussão, grupos de action learning, fóruns de discussão). A partir desses fatores, há uma série de ações que podemos desenvolver para garantir o sucesso desses programas. Ferramentas de Design para a Motivação e a Autodireção do Aluno • Ajudar os alunos e desenvolvedores a tomar consciência de seus pontos fortes e fracos e identificar metas. Isso pode ser facilitado pela autoavaliação e pelo planejamento de ações. • Fornecer atividades que incentivem os alunos a procurar outras pessoas para conversas, aprendizagem específica ou conselhos. • Promover a motivação e a autodireção. • Se você estiver desenvolvendo um programa, não se esqueça de definir seu propósito e considerar a seleção de pessoas, com base na sua disposição e habilidade de se envolver dessa maneira. • Apoiar o desenvolvimento das habilidades interpessoais e comunicacionais necessárias para os relacionamentos. Para solidificar os fatores relacionais: Garantir níveis de compatibilidade ao analisar metas, áreas de especialização, trajetórias de carreira, tipos de personalidade e outros fatores. Fornecer orientação para objetivos específicos de interação, listas de verificação e tópicos de discussão, por exemplo, especialmente para relacionamentos de tutoria e/ ou orientação e treinamento. Incentivar e permitir que os pares se encontrem com frequência. Recomendar intervalos de tempo específicos, frequências e locais sem distração para atender e fornecer ferramentas de qualidade de conferência on-line, quando necessário. Em um ambiente de trabalho agitado, este pode ser um ponto crítico. Programas de Desenvolvimento Formal, Treinamento, Tutoria, Acompanhamento e Evento de Aprendizagem entre Pares como Fatores Individuais, Relacionais e Organizacionais de Aprendizagem • 4/15 Para solidificar os fatores organizacionais: Trabalhar com a liderança organizacional para fortalecer a cultura de aprendizagem global, identificar e remover barreiras à aprendizagem. Fornecer suporte para desenvolvimento de práticas de melhoria contínua e habilidades de feedback em geral, caso necessário. O papel das mídias sociais A mídia social tem contribuído muito para a aprendizagem relacional, uma vez que permite que ocorram os processos descritos até agora. Por meio da internet, as pessoas podem se conectar com outras mesmo que nunca se encontrem face a face. Elas cosneguem interagir com líderes, aprender o que outras organizações fazem, ouvir conversas sobre a área em que se inserem e descobrir novos recursos, artigos e oportunidades de aprendizado. Algumas das conexões feitas através das mídias sociais decorrem de “laços tênues” com pessoas que podem ser influentes e que podem compartilhar recursos de aprendizagem, mas com as quais não há conexão pessoal profunda. Ao mesmo tempo, as mídias sociais tornaram possível a construção de relacionamentos fortes, com pessoas que, talvez, tenham poucas oportunidades de se encontrar e se envolver. Assim como o desenvolvimento de relacionamentos no mundo físico, o aprofundamento das conexões cibernéticas com “amigos” e “seguidores” requer interação consistente e maior divulgação pessoal. Programas de Desenvolvimento Formal, Treinamento, Tutoria, Acompanhamento e Evento de Aprendizagem entre Pares como Fatores Individuais, Relacionais e Organizacionais de Aprendizagem • 5/15 Tanto os “laços tênues” quanto os “relacionamentos profundos” podem ser promovidos e nutridos através do uso das mídias sociais. Ao criar um ambiente de aprendizagem, é importante ter uma variedade de ferramentas de mídia social, através das quais as pessoas podem interagir. Algumas dessas ferramentas podem ser acessadas fora da organização (como blogs, Twitter, fanpage, Facebook e diversos sites de redes sociais que surgem a cada dia), enquanto outras precisam se limitadar a conexões dentro do firewall de segurança de uma organização. Quando explicam como suas redes são valiosas para a aprendizagem, os defensores das redes sociais citam uma lista substancial de benefícios. No seu núcleo, as mídias sociais ajudam os alunos a se conectarem com outros em seus campos, discutindo as tendências emergentes e enfrentando desafios semelhantes. O uso pedagógico das redes oferece aos alunos e professores, neste processo, a chance de esclarecer suas dúvidas a distância, promovendo, ainda, o estudo em grupo com estudantes separados geograficamente, permitindo-lhes a discussão de temas do mesmo interesse. Mediante essa tecnologia, o aluno sairá de seu isolamento, enriquecendo seu conhecimento individualmente ou em grupo. Ele poderá fazer perguntas, manifestar ideias e opiniões, fazer uma leitura de mundo mais global, assumir a palavra, confrontar ideias e pensamentos e, definitivamente, na sala de aula não ficará mais confinado a quatro paredes. Isso quer dizer que o uso dessa tecnologia poderá criar uma nova dinâmica pedagógica interativa, a qual, se inserida num projeto pedagógico sólido, sem dúvida, contribuirá e muito para a formação dos alunos (GARCIA, 2000, p.5) Programas de Desenvolvimento Formal, Treinamento, Tutoria, Acompanhamento e Evento de Aprendizagem entre Pares como Fatores Individuais, Relacionais e Organizacionais de Aprendizagem • 6/15 Essas conexões geralmente apontam recursos relevantes (artigos, sites, livros, eventos e conferências) e propiciam a participação em discussões on-line sobre ideias e problemas emergentes. Uma rede social pode ser a fonte mais rápida de respostas para questões urgentes. Mesmo sem publicar na web, um aluno pode ter acesso a ideias e novidades importantes. Os benefícios também se acumulam baseado no que os alunos compartilham, assim como no que são capazes de encontrar nas mídias sociais. O aprendizado de mídia social vem do que você oferece, divulga ou compartilha, bem como do que você obtém por meio das suas conexões. O ato de escrever obriga as pessoas a exercitar seus pensamentos, transformando um conjunto de impressões e ideias, por vezes aleatórias, em uma narrativa coesa. Ao interagir dessa maneira, as pessoas aumentam a probabilidadede receberem feedbacks sobre suas ideias e suporte para o seu trabalho. Além disso, uma linha de tempo de postagens fornece um registro de anotações que podem ser pesquisadas mais tarde. Essa pode ser uma maneira rápida de garantir que as ideias não sejam esquecidas. O uso das mídias sociais também ajuda a consolidar a reputação profissional de uma pessoa. Programas de Desenvolvimento Formal, Treinamento, Tutoria, Acompanhamento e Evento de Aprendizagem entre Pares como Fatores Individuais, Relacionais e Organizacionais de Aprendizagem • 7/15 A seguir, apresentamos algumas perguntas que você pode fazer ao considerar a estratégia de mídia social para seu ambiente de aprendizagem: • Que ferramentas de mídia social os alunos já utilizam e como podemos usá-las para propiciar aprendizagem? • Que ferramentas de mídia social estão disponíveis para que os alunos as explorem? • Quem são as pessoas que os alunos devem “seguir” ou das quais devem se tornar “amigos”? Quais ferramentas eles usam? • Quais são as melhores maneiras de ativar e promover interações assíncronas que oferecem suporte à aprendizagem? • Quais conversas on-line podem ser mais públicas (na internet) e quais precisam ser limitadas a ferramentas dentro da empresa (por razões de privacidade e segurança)? • Como podemos promover o uso das mídias sociais entre os alunos que têm pouca experiência com esse recurso de aprendizagem? • Que políticas de mídia social estão em vigor e foram desenvolvidas com a aprendizagem em mente? Liderando uma Comunidade de Aprendizes Quando você tem um grupo de alunos que já tem um relacionamento uns com os outros, apoiando sua aprendizagem contínua em um ambiente robusto; esse contexto pode ser um impulso real para a consolidação desse ambiente como comunidade de aprendizado. Através do design deste ambiente, você pode disponibilizar materiais adicionais, espaço para documentação compartilhada e novos canais de comunicação que serão bem-vindos e bem utilizados. A ferramenta de construção de comunidades mais importante é a conversa direta. Por essa razão, é fundamental abrir canais que permitam que na comunidade haja o envolvimento de uns com os outros. Esses canais podem ser diretos e eletrônicos: reuniões, comunicação de vídeo e áudio, fóruns de discussão, mensagens instantâneas e outros meios de interação de forma síncrona e assíncrona. Programas de Desenvolvimento Formal, Treinamento, Tutoria, Acompanhamento e Evento de Aprendizagem entre Pares como Fatores Individuais, Relacionais e Organizacionais de Aprendizagem • 8/15 Pode ser importante ter, para seu ambiente de aprendizagem, um administrador de comunidade (ou uma equipe de consultoria) que assuma o papel de promover ativamente a interação e o compartilhamento entre os membros do grupo. Um administrador auxilia na construção de uma comunidade porque: • conhece os membros da comunidade um a um e se familiariza com seus projetos e necessidades de aprendizagem; • apresenta as pessoas umas as outras, especialmente quando elas têm necessidades ou projetos específicos em comum; • leva os membros da comunidade a publicar ideias, perguntas e recursos para o espaço da comunidade; • garante que os membros da comunidade respondam suas perguntas em tempo hábil; • convida especialistas para contribuições e interações; • compartilha histórias sobre o que os indivíduos da comunidade realizam; • estimula conversas entre membros da comunidade deliberadamente, publicando conteúdo provocativo ou convincente, fazendo perguntas interessantes e reunindo membros que trabalham em desafios semelhantes; • atenta para as necessidades emergentes da comunidade e, proativamente, encontra e cura recursos que podem ser úteis; • modera a experiência on-line, gerencia problemas técnicos; • obtém apoio de líderes, principais interessados e outros defensores necessários; • mede e informa os resultados da comunidade. Permitir que os alunos auxiliem no desenvolvimento do ambiente também ajudará a garantir seu sucesso. Ao envolver ativamente os alunos no planejamento e no ambiente, você aumenta, consideravelmente, as chances de que eles endossem os materiais e as atividades que você montou. Os alunos podem ajudar a marcar os melhores recursos e identificar aqueles que são inúteis ou se tornaram Programas de Desenvolvimento Formal, Treinamento, Tutoria, Acompanhamento e Evento de Aprendizagem entre Pares como Fatores Individuais, Relacionais e Organizacionais de Aprendizagem • 9/15 desatualizados. Mais importante ainda: os membros da comunidade também podem ser autores dos artigos, folhas de dicas, vídeos e outros recursos de aprendizagem para a base de conhecimento compartilhado dessa comunidade. Quando um grupo de pessoas já tem relações umas com as outras, os aspectos sociais do ambiente de aprendizagem podem receber fortes críticas e os alunos podem responder bem a novas formas de interagir, especialmente quando o ambiente fornece conexão com especialistas. Por outro lado, pode ser mais difícil promover a atividade da comunidade quando os alunos têm apenas “laços tênues” entre si. Nesse caso, o designer deve ir além da construção da infraestrutura para a interação da comunidade. Se você simplesmente agrupar e/ou ordenar recursos, abrindo um fórum de discussão para alunos que ainda não têm uma relação de trabalho, não é provável que você obtenha sucesso, pelo menos não na geração de discussão entre alunos. Eles, provavelmente, não vão se conhecer a ponto de interagir efetivamente em um fórum público. É importante considerar, por exemplo, para que (ou para quem) você montou o ambiente de aprendizagem. Se você montou esse ambiente para apoiar o desenvolvimento do administrador, este, por vezes, pode deixar de perceber o potencial que existe em todos os que dependem uns dos outros neste processo. Você pode desenvolver um ambiente para os recém-chegados que mal se conheceram ainda. Ou o seu ambiente de aprendizagem pode ser direcionado a um grupo de usuários geograficamente dispersos que trabalham em diferentes organizações e indústrias, que não sabem quem são os usuários e não têm certeza se confiam uns nos outros. Nesses casos todos, você está a montar um Programas de Desenvolvimento Formal, Treinamento, Tutoria, Acompanhamento e Evento de Aprendizagem entre Pares como Fatores Individuais, Relacionais e Organizacionais de Aprendizagem • 10/15 ambiente para atender às necessidades de um grupo de alunos que ainda não possui conexões profundas. Muitos teóricos advertem contra a tentativa de criar uma comunidade onde não exista interação, embora algumas organizações tenham tido sucesso nesse tipo de construção ao longo do tempo. O papel do administrador da comunidade é fundamental e todas as atividades descritas precisam ser implementadas de forma consistente. Estudo de Caso As pessoas são fundamentais para a aprendizagem. O design dos ambientes de aprendizagem não apenas propicia as conexões entre as pessoas, como também incentiva interações que promovem o aprendizado e o desenvolvimento. Para cada projeto de design de ambiente de aprendizagem, você precisará determinar as formas que têm mais impacto na promoção e no suporte à interação. Em alguns casos, esse trabalho será bastante fácil, na medida em que você aproveita os relacionamentos que já existem ou são simples de serem fortalecidos. Em outros projetos, no entanto, você pode precisar se esforçar para descobrir como incorporar mais componentes e pessoas de acordo com a sua visão. Embora relacionamentos sólidos de aprendizagem produtiva não possam ser criados à força, fornecemos uma base a partir da qual você pode começar a desenvolver suas estratégias para promover a aprendizagem social. Então, para isso, imagine uma empresa que necessite de um ambiente que propicie esse tipo de relação e que mantém filiais em várias partes do continente. Por onde começar? Quais serão as suas estratégias iniciais? Saiba Mais Leiao artigo seguinte para aprofundamento do tema: Utilização Pedagógica da Rede Social Instagram. Disponível em: https:// www.researchgate.net/profile/Florbela-Rodrigues/ publication/349854706_Utilizacao_pedagogica_da_rede_social_Instag ram/links/65cb495534bbff5ba70cb29d/Utilizacao-pedagogica-da- rede-social-Instagram.pdf. Acesso em 25 de fevereiro de 2025 As redes sociais aliadas à extensão universitária e sua contribuição na qualificação educacional. Disponível em: https:// periodicos.ufpel.edu.br/index.php/expressaextensao/article/ view/21738/13936. Acesso em 25 de fevereiro de 2025 https://www.researchgate.net/profile/Florbela-Rodrigues/publication/349854706_Utilizacao_pedagogica_da_rede_social_Instagram/links/65cb495534bbff5ba70cb29d/Utilizacao-pedagogica-da-rede-social-Instagram.pdf https:// periodicos.ufpel.edu.br/index.php/expressaextensao/article/ view/21738/13936 Na ponta da língua https://player.vimeo.com/video/244031783 Programas de Desenvolvimento Formal, Treinamento, Tutoria, Acompanhamento e Evento de Aprendizagem entre Pares como Fatores Individuais, Relacionais e Organizacionais de Aprendizagem • 12/15 Referências Bibliográficas CAMPOS, D. M. de S. Psicologia da aprendizagem. Petrópolis: Vozes, 1987. LOMBARDOZZI, C. Learning Environments by Design. Alexandria: Association for Talent Development, 2015. NÉRICI, I. G. Didática: uma introdução. São Paulo: Atlas, 1993. THOMAS, D., SEELY BROWN, J. A New Culture of Learning: cultivating the imagination for a world of constant change. Self-published, 2011. Programas de Desenvolvimento Formal, Treinamento, Tutoria, Acompanhamento e Evento de Aprendizagem entre Pares como Fatores Individuais, Relacionais e Organizacionais de Aprendizagem • 15/15 Você pode acessar o livro base deste tema na Biblioteca Lirn: Learning Environments by Design Catherine Lombardozzi Alexandria: Association for Talent Development, 2015 Im ag en s: Sh utt er st oc k