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Simulado Start Revalida 2025.2 LEIA COM ATENÇÃO AS INSTRUÇÕES ABAIXO. 1 Confira se este caderno contém 50 questões de múltipla escolha (objetivas). 2 Verifique se a prova está completa e se os seus dados pessoais estão corretos. 3 Você terá 3 horas para responder às questões de múltipla escolha. 4 Não realize qualquer espécie de consulta ou comunicação com demais participantes durante o período de prova. 5 Atenção! Você receberá o gabarito depois da finalização da prova Boa sorte! Uma mulher de 23 anos de idade foi internada devido à cefaleia pulsátil bilateral com fono/fotofobia associada. O paciente relatado estava com náuseas intensas naquele momento e solicitou medicamento para o controle dos sintomas. Com base nessa situação hipotética, assinale a alternativa que apresenta o esquema adequado para o controle sintomático, considerando-se que o paciente não possui alergias. dimenidrinato + piridoxina metoclopramida + paracetamol ondansetrona + tramadol metoclopramida + tramadol Um paciente de 34 anos de idade queixou-se de dor inguinal na região esquerda, que piorava após a prática esportiva. Ele negou comorbidades. Apresentava hábito intestinal diário. Ao exame físico, foi evidenciada a presença de hérnia inguinal à esquerda pequena e redutível. Com base nessa situação hipotética, assinale a alternativa incorreta. O tratamento cirúrgico está indicado. O motivo para definir o momento da cirurgia não é o risco de encarceramento ou estrangulamento, mas, sim, o prejuízo na qualidade de vida. Diagnósticos diferenciais incluem linfonodomegalia e hidrocele. O melhor exame de imagem para o diagnóstico é a tomografia computadorizada. Um menino de 4 anos de idade, previamente hígido, foi levado pela mãe ao pronto-socorro com quadro de lesões difusas, pruriginosas, eritematosas, elevadas, com edema central e tamanhos variados há duas horas. O paciente não apresentava sinais de gravidade e mantinha os sinais vitais sem alterações. Com base nessa situação hipotética, assinale a alternativa que apresenta o medicamento que pertence à primeira linha para o tratamento nesse caso hidroxizina adrenalina fexofenadina prometazina Uma paciente de 48 anos de idade realizou uma mamografia de rotina, na qual foi encontrada uma densidade assimétrica na mama esquerda, com diagnóstico radiológico de BI-RADS 3. A paciente também realizou uma ultrassonografia mamária, na qual se constatou um quadro normal. Com base nessa situação hipotética, a conduta adequada será repetir a mamografia em seis meses. repetir a mamografia em um ano. realizar mamotomia na mama esquerda. realizar core biopsy na mama esquerda. 1 A equipe de saúde de uma cidade estava analisando os indicadores de saúde locais para avaliar o impacto das ações de promoção da saúde e prevenção de doenças. Ao revisar os dados, a equipe observou uma alta taxa de incidência de doenças respiratórias em uma área urbana da cidade. Com base nessa situação hipotética, assinale a alternativa que apresenta o indicador recomendado para investigar a associação entre a alta taxa de doenças respiratórias e os possíveis fatores ambientais na região. taxa de mortalidade infantil incidência de doenças transmissíveis nível de poluição do ar na área urbana número de consultas ambulatoriais realizadas por mês Um homem de 26 anos com antecedente de asma procurou o pronto atendimento há duas semanas com queixa de palpitações. Realizado o diagnóstico de fibrilação atrial, com prescrição de metoprolol oral e solicitação de ecocardiograma ambulatorial. Após o uso da medicação, o paciente apresentou sibilância e dispneia, levando-o a suspender o metoprolol por conta própria. Realizado ecocardiograma transtorácico, sem alterações. Hoje, o paciente retorna ao PA com relato de palpitações taquicárdicas nos últimos 3 dias. Sem dor torácica, dispneia ou alterações da consciência no período. Sinais vitais: FC = 136 bpm, FR = 16 irpm, PA = 130 x 80 mmHg, T = 36,5 °C. Ausculta cardíaca com bulhas arrítmicas normofonéticas, sem sopros. Ausculta pulmonar com murmúrio vesicular presente bilateralmente, sem ruídos adventícios. ECG com ritmo de fibrilação atrial com frequência ventricular de 142/min. Assinale a alternativa que apresenta a melhor opção terapêutica a ser utilizada no momento. Esmolol. Cardioversão elétrica sincronizada. Propafenona. Verapamil. Homem, 22 anos, vítima de colisão de carro a 70 km/h contra um caminhão; o condutor estava sem cinto de segurança. Dados locais: PA 100 x 70 mmHg, FC 110 bpm, FR 18 ipm, SatO2 92%. O tempo de resgaste é de 30 minutos. Chega ao serviço de emergência em prancha rígida, colar cervical e máscara de oxigênio a 10 L/min. Queixa-se de muita dor no tórax e dificuldade para respirar. Sinais vitais na admissão: PA 90 x 70 mmHg, FC 130 bpm, FR 24 ipm, SatO₂ 88%. Escoriações e equimoses em face e tórax bilateral. Crepitações em tórax à direita. Murmúrios vesiculares reduzidos à direita. Qual é a conduta correta nesse momento? Infundir 1 litro de cristaloide. Toracocentese descompressiva. Intubação orotraqueal. Realizar o FAST 2 Lactente de 6 meses de idade comparece à unidade de pronto atendimento com queixa de febre há 72 horas, acompanhada de tosse e secreção nasal. Ao exame, encontra-se irritado, em regular estado geral, com hiperemia conjuntival intensa e secreção ocular, otoscopia com membranas timpânicas opacas e hiperemiadas bilateralmente sem abaulamento, presença de linfonodos cervicais anteriores bilaterais de 1 a 1,5 cm móveis e fibroelásticos, exantema maculopapular difuso em tronco, membros e face. Ausculta respiratória com murmúrios vesiculares universalmente audíveis com roncos difusos. Ritmo cardíaco regular em 2 tempos, bulhas normofonéticas sem sopros. Abdômen flácido e indolor à palpação. Considerando a principal hipótese diagnóstica, a conduta adequada é: notificação compulsória imediata do caso. internação e solicitação de ecocardiograma; início de AAS e imunoglobulina endovenosa. prescrição de amoxicilina oral por 10 dias. realização de prova do laço. Mulher com 19 anos de idade, primigesta, com gestação de 22 semanas, procura serviço de Pronto Atendimento obstétrico por apresentar lesões ulceradas, rasas e dolorosas em vulva, iniciadas há um dia, acompanhada de febre não aferida e mal-estar geral. Relata que o quadro se iniciou há três dias, precedido por sensação de queimação no local. Nega qualquer lesão semelhante à anterior. Não se observam alterações em gânglios inguinais. A hipótese diagnóstica e a conduta corretas para a paciente são, respectivamente: cancro mole; iniciar doxiciclina. herpes genital; iniciar aciclovir oral. donovanose; iniciar penicilina benzatina. sífilis primária; iniciar penicilina benzatina. 3 Maquinista de ferrovia, com 36 anos de idade, comparece à Unidade Básica de Saúde com história de lombalgia há seis meses, de início insidioso, com piora progressiva e, mais recentemente, irradiação para o membro inferior esquerdo. Ao exame, notam-se discreta claudicação, supradesnivelamento da escápula esquerda, contratura muscular subescapular e lombar ipsilateral, limitação da flexo-extensão da coluna, com retorno lento à ortostase após fácies de dor. O sinal de Lasègue é positivo. Perguntado sobre suas atividades profissionais, informa que trabalha em ambiente muito quente (próximo à caldeira da locomotiva) e ruidoso, e que a sua tarefa mais frequente é alimentar a caldeira com movimentos repetidos, quando permanece com o tronco abaixado. Sobre a responsabilidade de emissão de Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT) neste caso, é correto afirmar que:O médico da Unidade Básica de Saúde deve emitir a CAT. O médico da Unidade Básica de Saúde deve elaborar um relatório que permita que o médico do INSS emita a CAT. O médico do trabalho da ferrovia já teria emitido a CAT, se houvesse necessidade de tal. A emissão da CAT pode ser assumida pelo médico da UBS, desde haja um exame de imagem que comprove o diagnóstico. Homem com 50 anos de idade foi atendido no ambulatório de Clínica Médica por apresentar dor epigástrica em queimação pós-prandial, de moderada intensidade. Informa que, ocasionalmente, acorda durante a noite por causa da dor. O exame físico é sem alterações. O paciente foi submetido a endoscopia digestiva alta que revelou pequena ulceração em bulbo duodenal, de aspecto endoscópico benigno e teste da urease positivo. A conduta terapêutica indicada para o paciente é prescrever: pantoprazol, tetraciclina e metronidazol por 14 dias. lansoprazol, metronidazol e amoxicilina por 21 dias. prabeprazol por 21 dias, tetraciclina e levofloxacina por 15 dias. omeprazol e claritromicina e amoxicilina por 14 dias 4 Um paciente de 58 anos com história de hipertensão e cirurgia ortopédica recente apresenta-se ao pronto-socorro com dispneia súbita, dor torácica e sinais de choque. O exame físico revela taquicardia, taquipneia e oximetria de pulso de 92% em ar ambiente. A tomografia computadorizada de tórax confirma tromboembolismo pulmonar (TEP) com evidência de hipertensão pulmonar significativa. O paciente está com pressão arterial de 85/50 mmHg e níveis de lactato elevados. Qual é a conduta inicial mais apropriada para o manejo desse paciente? Iniciar anticoagulação com heparina de baixo peso molecular e monitorar a resposta clínica Iniciar trombólise intravenosa com alteplase (rtPA) para tratamento do TEP maciço e estabilização hemodinâmica Realizar intervenção cirúrgica para embolectomia pulmonar devido ao choque. Iniciar terapia com vasopressores para tratamento do choque e monitorar a função cardíaca Lactente de 9 meses com quadro de diarreia aguda há três dias, acompanhada de vômitos pontuais e febre baixa. Ao exame físico, a criança apresenta sinais de desidratação, com mucosas secas, olhos fundos, irritabilidade e diminuição da elasticidade da pele. Restante do exame: FC = 148 bpm, PA = 100 x 55 (74) mmHg, pulsos cheios, presença de lágrimas, fontanela anterior normotensa. Com base nas diretrizes do Ministério da Saúde para manejo da desidratação na criança com diarreia, qual é a conduta inicial mais apropriada para esse caso? Iniciar terapia de reidratação oral e monitorar a resposta clínica. Solicitar exames laboratoriais para avaliar eletrólitos e função renal antes de iniciar qualquer intervenção Iniciar reidratação intravenosa imediatamente com soro fisiológico ou ringer lactato. Iniciar reidratação intravenosa com soro glicosado 5% e soro fisiológico em partes iguais. Paciente de 30 anos, antecedente de hipotireoidismo e hipertensão crônica, encontra-se na primeira hora do puerpério de parto vaginal gemelar sob analgesia. O peso dos neonatos foi de 2430 g e 2290 g. Subitamente passa a apresentar sangramento genital em moderada quantidade. Quais medidas iniciais devem ser realizadas? Misoprostol via retal, ergotamina IM e solicitar balão de tamponamento uterino. Estimativa de perda sanguínea, avaliação do índice de choque e solicitar ajuda. Ácido tranexâmico, transfusão sanguínea e ligadura de artérias hipogástricas. Infusão de ocitocina IV, ergotamina IM e resfriamento abdominal. 5 Em uma comunidade ribeirinha, a equipe de saúde foi informada de um aumento nos casos de doenças gastrointestinais, principalmente em crianças. Durante uma visita, um agente de saúde observou que as famílias utilizavam água de um rio próximo para consumo doméstico, sem tratamento adequado. Com base nessa situação hipotética, é correto afirmar que a intervenção indicada, visando a um efeito imediato e eficaz para a equipe de saúde, na tentativa de reduzir os casos de doenças gastrointestinais na comunidade, será: orientar os moradores sobre a importância de ferver a água antes do consumo. solicitar ao governo local a construção de um hospital próximo. realizar campanhas de conscientização sobre hábitos alimentares saudáveis. distribuir suplementos vitamínicos para as crianças da comunidade. Um paciente do sexo masculino de 37 anos de idade, portador de doença de Crohn, atualmente em uso de adalimumabe 40 mg em infusões quinzenais com bom controle de atividade de doença, perdeu seu cartão de vacinação e comparece ao centro de referência de imunobiológicos para atualização vacinal. Esse paciente pode ser vacinado com todas alternativas a seguir, EXCETO: meningocócica C em dose única. HPV tetravalente em três doses. hepatite B em três doses e com volume dobrado. dengue tetravalente em duas doses. Homem, 22 anos, vítima de queda de motocicleta a 50 km/h, sem capacete, há 30 minutos. Trazido pelo resgate em prancha rígida e com colar cervical. Dados do local: PA 110 x 70 mmHg, FC 90 bpm, FR 16 ipm, escala de coma de Glasgow AO 4, RV 4, RM 6. Chega ao hospital com via aérea pérvia, exame torácico sem alterações, PA 110 x 60 mmHg, FC 85 bpm, FR 15 ipm, SatO2 95%, FAST negativo, sem deformidades em membros inferiores e superiores, ferimento corto-contuso em região parietal direita, com curativo compressivo, midríase à direita, escala de coma de Glasgow AO 2, RV 2, RM 4. O hospital não possui especialidades cirúrgicas. Qual é o diagnóstico e quais condutas devem ser tomadas nesse momento? TCE grave, intubação orotraqueal, e transferir para centro de trauma com neurocirurgião. TCE moderado, intubação orotraqueal e transferir para centro de trauma com neurocirurgião TCE moderado, iniciar manitol endovenoso, observação clínica por 2 horas, e transferir para centro com neurocirurgião TCE grave, realizar tomografia de crânio, e transferir para centro de trauma com centro de neurocirurgia 6 Recém-nascido a termo e adequado para a idade gestacional (39 semanas) apresenta hipotonia e apneia logo após o nascimento. Realizados clampeamento imediato do cordão umbilical e transferência para o berço aquecido. Após as manobras iniciais, verificou-se FC = 80 bpm e ausência de respiração espontânea; iniciada ventilação com pressão positiva (VPP) com máscara facial e balão autoinflável em ar ambiente. Após 30 segundos de VPP, constatou-se FC = 60 bpm e respiração irregular. Qual é a medida indicada neste caso? Ofertar O₂ suplementar à VPP. Corrigir o escape da máscara facial e repetir a VPP. Proceder com a intubação traqueal. Iniciar massagem cardíaca. Paciente IIGIPN, 35 anos, primeira gestação com o atual parceiro, apresenta-se na 35ª semana gestacional com PA: 173 x 121 mmHg, confirmada após repouso em DLE, dor epigástrica e náuseas. A melhor conduta é: internação, coleta de exames da rotina hipertensiva, hidralazina, sulfato de magnésio e realização de cesariana internação, coleta de exames da rotina hipertensiva, metildopa, corticoide, sulfato de magnésio e indução do parto após estabilização internação, coleta de exames da rotina hipertensiva, hidralazina, sulfato de magnésio e indução do parto após a estabilização internação, coleta de exames da rotina hipertensiva, hidralazina e indução do parto após a estabilização Lactente de nove meses, do sexo masculino, é admitido no Pronto-Socorro com história de irritabilidade, febre e choro persistente. Ao exame físico, apresenta-se pálido, discreta hiperemia de orofaringe, discreta limitação à flexão do pescoço e fontanela abaulada. O hemograma realizado no atendimento mostra discreta leucocitose (11.000 leucócitos/mm³) sem desvioà esquerda. Punção lombar mostrou líquor hipertenso e turvo, com 1.250 células, com 95% de neutrófilos; glicorraquia = 15 mg/dL, dosagem de proteínas no líquor = 345 mg/dL, presença de diplococos gram-negativos. Qual a hipótese diagnóstica mais provável? Meningite viral. Meningite bacteriana pneumocócica. Meningite bacteriana meningocócica. Meningite por Mycobacterium tuberculosis. 7 Uma mulher de 32 anos de idade, com antecedentes de ansiedade e enxaqueca, compareceu ao pronto-socorro trazida por uma viatura do SAMU acompanhada por uma amiga, com relato de cefaleia holocraniana intensa, que teve início duas horas antes, além de vômitos intensos, mal-estar e rebaixamento do nível de consciência durante o transporte. Baseado nos dados fornecidos, qual é o mais provável diagnóstico dessa paciente? enxaqueca com aura hemorragia subaracnoidea cefaleia tensional meningite bacteriana Em relação ao abdome agudo (AA), é correto afirmar que: apendicite aguda é um exemplo de AA infeccioso. raios X de abdome não têm utilidade no AA perfurativo e obstrutivo, sendo substituído tomografia AA obstrutivo pode evoluir para AA perfurativo. raio X de abdome, ainda hoje, é um exame fundamental nos casos de exame AA vascular. Recém-nascido, sexo masculino, com 36 horas de vida, nascido de parto normal, a termo, peso adequado, Apgar 8/9. Mãe 23 anos, grupo sanguíneo O Rh negativo, Coombs indireto negativo durante o pré-natal, recebeu imunoglobulina anti-D após o parto anterior. Pai é Rh positivo. No exame físico: bebê ativo, hidratado, sem alterações neurológicas. Icterícia visível em face e tronco. Exames: Bilirrubina total: 12 mg/dL, Bilirrubina directa: 0,5 mg/dL, Teste de Coombs direto: negativo. Qual a conduta mais adequada neste momento? Iniciar a fototerapia imediatamente. Apenas observação, pois é um quadro fisiológico. Iniciar fenobarbital para redução da bilirrubina. Indicar exsanguineotransfusão. 8 Uma paciente de 22 anos, com ciclos menstruais regulares a cada 28 dias e queixa de acne importante há 6 meses, foi encaminhada ao serviço de ginecologia para avaliação. Sua mãe tem diabetes mellitus tipo 2. A paciente adota preservativo masculino como método anticoncepcional, tendo utilizado pílula combinada oral por 3 anos antes de cessar o uso há 8 meses. Ao exame físico, ela apresenta escore de Ferriman-Gallwey de 10, acantose nigricans em axilas e IMC de 24,2. O exame ginecológico é normal. Visando ao adequado diagnóstico, qual é a conduta inicial mais apropriada? Iniciar tratamento com pílula anticoncepcional combinada, considerando o diagnóstico de SOP. Realizar teste oral de tolerância à glicose 75g e tranquilizar o paciente. Realizar ultrassonografia pélvica e exames laboratoriais adicionais para excluir outras causas de hiperandrogenismo. Iniciar tratamento com metformina e progesterona cíclica ou DIU hormonal Maria, 45 anos, vem à consulta relatando dores generalizadas há mais de oito meses, além de sensação de fadiga e sono não reparador. Ela já foi a vários especialistas e realizou múltiplos exames, os quais trouxe à consulta, todos avaliados como normais, incluindo alguns autoanticorpos e provas de atividade inflamatória. Maria chora e expressa preocupação de que os médicos não estão levando suas queixas a sério. Durante o exame físico, percebe-se que Maria tem sensibilidade dolorosa difusa à palpação muscular e articular, mas não se notam sinais inflamatórios articulares. Ao aplicar o método clínico centrado na pessoa, qual deve ser a primeira abordagem? Informar à paciente que, apesar de todos os exames normais, os sintomas indicam claramente uma fibromialgia e iniciar o tratamento com antidepressivos tricíclicos e relaxantes musculares Explorar detalhadamente os sintomas e solicitar novos exames com perfil completo de autoanticorpos para melhor abordar a preocupação de Maria e confirmar o diagnóstico com segurança. Investigar como Maria está vivenciando esses sintomas, seus medos, expectativas e impacto na sua rotina de vida e, somente então, discutir possíveis estratégias para manejo conjunto dos sintomas. Encaminhar a paciente para um especialista em reumatologia, considerando o tempo de duração dos sintomas, o que colabora para a possibilidade de uma condição autoimune não detectada. 9 Paciente feminina, 48 anos, procura atendimento por cansaço progressivo, palpitações aos pequenos esforços e dificuldade de concentração. Refere também formigamentos e sensação de dormência em pés e mãos, além de episódios recorrentes de diarreia. Ao exame físico: apresenta palidez cutânea mucosa, língua lisa e dolorosa (glossite atrófica) e marcha discretamente instável. Considerando o quadro clínico, qual a hipótese diagnóstica mais provável? Anemia ferropriva por sangramento oculto. Anemia megaloblástica por deficiência de vitamina B12. Anemia por deficiência de ácido fólico. Aplasia medular idiopática. O câncer colorretal é o mais incidente dentre as neoplasias malignas gastrointestinais. Sua incidência tem aumentado em muitos países dentre os jovens. Quanto ao rastreamento para câncer colorretal, é correto afirmar: A colonoscopia pode ser utilizada não somente como exame diagnóstico, mas também como intervenção terapêutica em alguns casos de câncer colorretal. Pacientes com doença de Crohn devem iniciar rastreamento para câncer colorretal antes dos 45 anos, enquanto pacientes com retocolite ulcerativa seguem a mesma estratégia de rastreio que a população geral. A colonoscopia virtual pode ser utilizada como exame de rastreio, caso o paciente seja relutante em realizar exames, tais como sangue oculto nas fezes ou colonoscopia. A grande limitação da colonoscopia como exame de rastreamento para câncer colorretal populacional é que este é um exame de baixa sensibilidade, apesar de alta especificidade. Menino de 8 anos com história de edema de face e em membros inferiores há três dias associado à diminuição do débito urinário e urina escurecida. Os pais negam problemas prévios de saúde, referindo apenas que há 1 mês, paciente fez uso de cefalexina para tratar uma infecção de pele no membro inferior direito. Ao exame físico, FC = 88 bpm, PA = 138 x 67 (99) mmHg, FR = 34 ipm, SatO2 = 89% em ar ambiente. Ausculta pulmonar diminuída em ambas as bases, com estertores crepitantes. Sinais de desconforto respiratório leve. Tendo em vista a principal hipótese diagnóstica, assinale a alternativa que contenha, respectivamente, a alteração laboratorial esperada e a conduta inicial adequada para esse paciente. Antiestreptolisina O (ASLO) diminuída; restrição hidrossalina e furosemida. Albumina sérica diminuída; albumina e corticoide. Anticorpos anti desoxiribonuclease B (anti-DNase B) elevados; restrição hidrossalina e furosemida Dismorfismo eritrocitário presente; albumina e corticoide 10 Diante de adolescente de 17 anos, com dismenorreia e episódios de dor pélvica acíclica, sem comorbidades, sexualmente ativa e sem desejo reprodutivo em curto prazo, com ultrassonografia com preparo intestinal para pesquisa de endometriose demonstrando discreto espessamento inespecífico de ligamentos útero sacros, qual é a melhor conduta? Tomografia computadorizada para investigação complementar de endometriose e outras causas de dor pélvica crônica. Iniciar tratamento clínico com contraceptivo oral combinado e reavaliar em 3 meses. Cirurgia laparoscópica para confirmação diagnóstica e remoção de prováveis lesões endometrióticas. Dosagem de CA 125, considerado alterado e marcador de endometriose se maior ou igual a 50 U/mL. Qual das alternativas a seguir descreve, corretamente,as características da população assistida pela Atenção Primária à Saúde (APS) no Brasil em relação à incidência de transtornos de somatização? São mais comuns em homens jovens, principalmente os que vivem em áreas urbanas. Ocorrem igualmente em homens e mulheres, sem diferença significativa entre os sexos. São mais frequentes em mulheres, especialmente as que já têm algum transtorno de saúde mental estabelecido. A prevalência é maior em pessoas com alto nível socioeconômico e elevado grau de escolaridade. Uma mulher de 23 anos de idade, com antecedentes de lúpus eritematoso sistêmico com atividade articular bem controlada, em uso de hidroxicloroquina, compareceu ao pronto socorro com quadro agudo de tosse, dispneia, febre, náusea e mal-estar, desidratação, piora das dores articulares e rash malar. Nos exames admissionais, constatou-se ureia de 88 e creatinina de 2,1. Foi notada a presença de consolidação em base direita nos raios X de tórax. A paciente fez exames ambulatoriais recentes que não apresentaram alteração na função renal. Com base nessa situação hipotética, quanto à investigação da etiologia da injúria renal apresentada, assinale a alternativa que apresenta o tratamento correto. Além de hidratar a paciente, a depender da evolução clínico laboratorial, seria prudente solicitação de C3, C4 e anti-DNA, além da avaliação de possível proteinúria. Além de hidratar a paciente, a depender da evolução clínico laboratorial, seria prudente solicitação de C3, C4 e anti-la, além da avaliação de possível proteinúria. Paciente já possui indicação de biópsia renal para determinar a classe da nefrite lúpica apresentada. Além de hidratar a paciente, a depender da evolução clínico laboratorial, seria prudente solicitação de C3, C4 e P-ANCA, como também de avaliação de possível proteinúria. 11 Mulher de 58 anos procura a Unidade Básica de Saúde relatando dor e sensação de peso em membros inferiores ao final do dia, que melhora com o repouso. Ao exame físico, observa-se presença de varizes visíveis em ambas as pernas, edema leve no tornozelo e hiperpigmentação da pele na região maleolar medial. Com base nesse quadro clínico, qual é o diagnóstico mais provável? Insuficiência arterial periférica Linfedema crônico Insuficiência venosa crônica Trombose venosa profunda Pré-escolar de 5 anos, sexo masculino, com quadro de claudicação, dor na perna direita e redução da mobilidade há 24h. Seu estado geral é bom, sem febre ou sinais de toxemia. Há uma semana apresentou quadro gripal com duração de 5 dias e melhora espontânea, com administração de sintomáticos. Ao exame físico, encontra-se em posição antálgica do joelho direito e rotação externa do membro inferior ipsilateral, sem outras alterações. A abordagem diagnóstico-terapêutica neste caso deve ser: antibioticoterapia com cobertura para S. pyogenes. sintomáticos para alívio dos sintomas. tomografia computadorizada do quadril. ultrassonografia para avaliar deslizamento epifisário Primigesta, com 39 semanas de gestação, encontra-se em trabalho de parto há seis horas. Nas últimas três horas, manteve a dilatação cervical de 6cm, sem que houvesse modificações no colo uterino, que se encontra medianizado e esvaecido em 50%. Quando a paciente foi internada, apresentava três contrações moderadas em 10 minutos. Nas últimas duas horas, tem apresentado dinâmica uterina de duas contrações fracas em 10 minutos. A descida do polo cefálico vem se processando de forma progressiva e agora observa-se que o polo cefálico está no plano zero de De Lee. Com base no quadro clínico, o diagnóstico e a conduta são: fase ativa prolongada, distócia funcional; deambulação e, se necessário, ocitocina. fase de latência prolongada; administrar ocitocina e realizar amniotomia. período pélvico prolongado; realizar amniotomia e administrar ocitocina. desproporção céfalo-pélvica relativa; indicar operação cesariana. 12 Adolescente de 16 anos, eutrófico, procura orientações a respeito das formas de proteção própria e de seus parceiros contra doenças sexualmente transmissíveis, em especial o HIV. O paciente refere ser homoafetivo e sexualmente ativo e relata não utilizar preservativos em todas as relações sexuais, com diferentes parceiros. De acordo com os protocolos atuais do Ministério da Saúde, qual seria a recomendação para o manejo da infecção por HIV nesse paciente? Prescrever profilaxia pré-exposição ao HIV, indicada para adolescentes acima de 15 anos com mais de 35 quilos, sexualmente ativos. Orientar que a profilaxia pós-exposição, se necessária, deve ser iniciada até uma semana após uma possível exposição ao HIV. Informar que a profilaxia pré-exposição só pode ser prescrita com consentimento por escrito do adolescente e dos pais responsáveis. Informar que a profilaxia pós-exposição com antirretrovirais deve ser administrada pelos 6 meses subsequentes à exposição sexual de risco. Um homem de 28 anos procura atendimento médico queixando-se de dor lombar persistente há cerca de 6 meses, pior durante a noite e melhora com atividade física. Refere rigidez matinal de aproximadamente 45 minutos. Ao exame físico, observa-se redução da flexão da coluna lombar e dor à palpação da articulação sacroilíaca. Radiografias mostram erosões nas articulações sacroilíacas e início de fusão vertebral em “bamboo spine”. Considerando o quadro clínico e os achados de imagem, o diagnóstico mais provável é: Espondilite anquilosante Osteoartrite lombar Espondilose degenerativa Lombalgia mecânica inespecífica Um paciente de 55 anos é submetido a uma colectomia eletiva por neoplasia colorretal. No pós-operatório imediato, a equipe segue o Protocolo ACERTO para otimizar sua recuperação. Entre as medidas adotadas estão: mobilização precoce, analgesia adequada, início precoce de dieta oral leve, profilaxia de trombose venosa profunda e alta hospitalar planejada com orientações claras. Qual é o principal objetivo da adoção do Protocolo ACERTO no cuidado pós-operatório desse paciente? Garantir que todos os pacientes recebam a mesma dieta sem individualização. Diminuir o risco de complicações pós-operatórias e acelerar a recuperação funcional. Evitar a necessidade de analgesia e profilaxia de infecção. Substituir cuidados de enfermagem rotineiros e permitir alta imediata. 13 Assinale a alternativa que apresenta fatores de risco para o desenvolvimento de câncer do colo do útero. nuliparidade, iniciação sexual precoce e diabetes hipertensão, obesidade e diabetes multiparidade, elevado nível socioeconômico e antecedente familiar multiparidade, iniciação sexual precoce e baixo nível socioeconômico Durante uma reunião da equipe de APS, a enfermeira relata o caso de um paciente com diabetes não controlado, que frequentemente busca atendimento no pronto-socorro por complicações agudas. A equipe decide discutir como otimizar o cuidado desse paciente e de outros com situação semelhante. Com base no conceito de rede de atenção à saúde, qual seria a estratégia mais eficaz para evitar novas internações e melhorar o controle da doença? Organizar uma abordagem centralizada na APS, com ênfase em consultas frequentes e acompanhamento exclusivo pela sua equipe de forma a abordar os determinantes sociais da saúde. Garantir que o paciente seja encaminhado para o nível secundário de atenção à saúde, para atendimento por um especialista em endocrinologia e melhor manejo medicamentoso do caso. Estabelecer uma linha de cuidado que coordene e monitore o estado de saúde do paciente, desde a atenção primária à saúde até os serviços especializados, quando necessário. Estabelecer um protocolo clínico que facilite o acesso aos demais níveis da rede de atenção àsaúde para todos os pacientes com múltiplas internações por complicações agudas. Uma mulher de 35 anos, hipertensa, chega ao pronto-socorro queixando-se de cefaleia intensa, náuseas, episódios de confusão mental e visão turva nas últimas 24 horas. Ao exame, apresenta pressão arterial de 200/120 mmHg e exame neurológico sem déficit motor focal evidente. A tomografia computadorizada do crânio é normal, mas a ressonância magnética mostra áreas de hipersinal em T2 e FLAIR na região parietal e occipital bilateral, sugerindo edema vasogênico. Considerando o quadro clínico e os achados de imagem, a conduta mais apropriada é: Iniciar anticonvulsivante de manutenção sem tratar hipertensão, pois o quadro é autolimitado. Controle rigoroso da pressão arterial, monitorização neurológica e manejo da causa subjacente. Encaminhar para cirurgia descompressiva imediatamente. Iniciar antibiótico de amplo espectro, pois a causa é infecciosa. 14 Um homem de 62 anos procura o pronto-socorro com dor abdominal intensa em quadrante inferior esquerdo, febre de 38,5 °C e constipação há 3 dias. Refere náuseas leves e perda de apetite. Ao exame físico, apresenta sensibilidade localizada em quadrante inferior esquerdo, defesa muscular discreta e sem sinais de peritonite difusa. Hemograma mostra leucocitose de 14.000/mm³. A tomografia computadorizada de abdome evidenciou espessamento da parede colônica sigmoideana com infiltração da gordura pericólica, sem abscesso ou perfuração. Qual é a conduta inicial mais apropriada para este paciente? Cirurgia de urgência para ressecção do sigmoide. Antibioticoterapia oral, dieta leve e observação ambulatorial, se não houver complicações. Hospitalização obrigatória e antibioticoterapia endovenosa de amplo espectro, independentemente da gravidade. Apenas analgesia e alta imediata, sem antibiótico. Uma menina de 5 anos de idade foi levada ao pronto-socorro pelos pais após sofrer uma queda de patinete. Os pais relatam que, no momento da queda, a criança estava sem capacete e bateu a cabeça. Na entrada do pronto-socorro, a criança encontrava-se irritada, um pouco sonolenta, e com algumas escoriações. Durante a avaliação, a menina apresentou episódios de vômitos. Com base nessa situação hipotética, assinale a alternativa que apresenta a conduta adequada para esse caso. alta hospitalar, orientando os pais a respeito da benignidade do caso orientar retorno em 48 horas para reavaliação e realização de exames de imagem encaminhamento para neurocirurgia de urgência solicitar tomografia de crânio para avaliar possíveis lesões intracranianas Uma gestante de 28 semanas é Rh negativo (D negativo), com parceiro Rh positivo. Ela nunca recebeu imunoglobulina anti-D em gestações anteriores e apresenta anticorpos anti-D não detectáveis no momento. Segundo as diretrizes do Ministério da Saúde do Brasil, qual conduta é mais adequada para prevenir a imunização materna e suas complicações no feto? Solicitar titulação sérica de anticorpos a cada 4 semanas até o parto e somente administrar imunoglobulina anti-D se houver soroconversão. Administrar imunoglobulina anti-D (RhIg) profilática entre 28 e 32 semanas de gestação e após qualquer evento de potencial hemorragia materno-fetal. Prescrever corticoides sistêmicos profiláticos durante o terceiro trimestre para reduzir o risco de aloimunização. Apenas monitorar o feto por ultrassonografia seriada e Doppler da artéria cerebral média, sem intervenção materna. 15 A Atenção Primária à Saúde (APS) é considerada o ponto de entrada preferencial do sistema de saúde, garantindo cuidado integral, contínuo e centrado na pessoa. Entre seus atributos essenciais e derivados, incluem-se longitudinalidade, integralidade, coordenação do cuidado, acessibilidade e orientação familiar e comunitária. Um município deseja avaliar se o serviço de APS local está cumprindo seus atributos essenciais. Um dos indicadores observados é a capacidade da equipe de acompanhar o paciente ao longo do tempo, mesmo em diferentes episódios de saúde, mantendo continuidade no cuidado. Qual atributo da APS está sendo descrito nesse exemplo? Integralidade Coordenação do cuidado Longitudinalidade Acessibilidade Um homem de 45 anos apresenta dor intensa, calor e edema no joelho direito há 24 horas, associada a febre de 38,8 °C. Refere artrite prévia degenerativa no mesmo joelho. Ao exame, há limitação importante da amplitude de movimento e derrame articular. Laboratórios mostram leucocitose de 16.500/mm³ e PCR elevada. A artrocente se revela líquido sinovial turvo, com 85.000 células/mm³ predominantemente polimorfonucleares. Qual é a conduta inicial mais adequada? Início de antibiótico oral de amplo espectro e alta hospitalar. Aspiração articular seriada e antibioticoterapia endovenosa. Apenas analgesia e observação ambulatorial, pois a artrite pode ser auto-limitada. Administração de corticosteroides intra-articulares para reduzir inflamação. Um homem de 30 anos sofre acidente de trânsito e é trazido ao pronto-socorro com dor difusa abdominal e sinais de instabilidade hemodinâmica (PA 85/60 mmHg, FC 130 bpm). Ao exame, apresenta abdome distendido, sensível à palpação, com sinais de defesa difusa. O FAST (ultrassonografia focada) revela líquido livre intraperitoneal. Qual é a conduta mais adequada neste caso? Solicitar tomografia computadorizada de abdome antes de qualquer intervenção. Iniciar apenas hidratação e observação clínica, aguardando evolução. Laparotomia exploradora de emergência, considerando instabilidade hemodinâmica e suspeita de hemorragia intra-abdominal. Administração de antibiótico profilático e alta hospitalar. 16 Sem nada referir anteriormente, lactente de 8 meses dá entrada em serviço de emergência com quadro de vômitos, urticária e angioedema ocular bilateral, iniciados imediatamente após a ingestão de ovo cozido. A criança encontra-se eutrófica, sem história de outras condições patológicas e vem sendo amamentada pelo seio materno sem qualquer restrição alimentar da nutriz. Administrada adrenalina intramuscular com resolução dos sintomas e mantida em observação por algumas horas. Em relação às recomendações necessárias no momento da alta, assinale a alternativa correta. Esse paciente tem contraindicação à aplicação da vacina contra a Febre Amarela nesse momento. A baixa idade contraindica a realização de testes para avaliação de IgE específica para o ovo, que deve ser completamente excluído da dieta. O diagnóstico deve ser necessariamente confirmado por meio de teste de provocação oral. Há necessidade de interromper o aleitamento materno. Mulher com 36 anos de idade, secundigesta, na 27.ª semana de gestação, está realizando pré-natal em Unidade Básica de Saúde. Relata que sua primeira gestação transcorreu de forma tranquila e que seu filho nasceu bem, de parto vaginal, pesando 4.200 gramas. Ao exame físico, nota-se pressão arterial = 120 x 80 mmHg, ausência de edemas. Ao exame obstétrico: altura uterina = 28 cm, batimentos cardíacos fetais = 144 bpm, movimentação fetal presente. Realizou glicemia de jejum na primeira consulta com resultado de 83 mg/dL. Em relação ao rastreamento do diabetes gestacional, é indicado para esta gestante: realizar manejo expectante, já que apresentou glicemia normal na primeira consulta e, portanto, não tem risco de desenvolver diabetes gestacional. repetir a glicemia de jejum com 28 semanas e caso seja normal, refazer o exame com 34 semanas. realizar exame de hemoglobina glicada com 34 semanas, para diagnóstico de diabetes gestacional. solicitar teste oral de tolerância à glicose com 75g, com 28 semanas de gestação. Adolescente, 16 anos de idade, vai à consulta ginecológicabuscando orientação. Relata estar namorando há três meses, nunca teve atividade sexual, mas pretende começar a ter relações com o namorado em alguns meses. Considerando a literatura mais recente, qual medida teria maior impacto na prevenção das lesões induzidas pelo papilomavírus humano para a paciente em questão, incluindo o câncer de colo uterino? iniciar desde já o exame de Papanicolau nessa paciente. investigar a aplicação da vacina contra HPV encaminhá-la para o centro de referência em atendimento aos adolescente acionar os responsáveis legais sobre o início das relações sexuais 17 Uma paciente com transtorno por uso de álcool chega a um Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) solicitando apoio para ficar em abstinência. Cristiane tem 42 anos, é mãe, está desempregada e faz uso de álcool desde os 16 anos; ela conta que aumentou o consumo perto dos 35 anos e, desde então, faz uso diariamente e ao longo de todo o dia, com maior consumo à noite. Faz 10 dias que vem diminuindo, estando há 2 dias sem beber, mas não está se sentido bem; tem insônia, náusea e inquietação, e por isso buscou ajuda. Nega febre, suor, tremor e sintomas psicóticos. É a terceira vez que tenta parar. Nas outras vezes, tentou sozinha e não conseguiu, mas não teve problemas graves de saúde. Não costuma ir à sua UBS de referência e tem receio do que as pessoas podem falar. Na avaliação, a equipe usou o Alcohol Use Disorders Identification Test (AUDIT). O escore da paciente nesse teste foi de 24 pontos, indicando provável transtorno por uso de álcool de moderado a grave. Qual das alternativas a seguir descreve a conduta correta do CAPS frente ao caso? Prescrever ISRS e benzodiazepínicos e encaminhá-la para Atenção Primária. Realizar internação compulsória da paciente pelo risco de desenvolver Delirium Tremens Deve acolher, ouvir a história da paciente e encaminhá-la para cuidado longitudinal na Atenção Primária à Saúde (APS), pois ela deve entrar no sistema de saúde por intermédio da APS, e, se necessário, ser encaminhada ao CAPS. Deve-se fazer observação por algumas horas, avaliar rede de apoio, introduzir Diazepam de até 10 mg de 8/8 horas e tiamina 100 mg IM por 5 dias, orientar sinais de alerta e marcar retorno breve para reavaliação do caso. 18