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TEMPLATE PADRÃO ÚNICO DO DESAFIO PROFISSIONAL 
 
ETAPA 2: 
1) Irregularidades no uso de defensivos agrícolas 
Observou-se que a cooperativa enfrenta penalidades ambientais decorrentes 
do uso inadequado de agrotóxicos, incluindo a aplicação de produtos sem 
registro oficial e a inexistência de receituário agronômico, caracterizando falhas 
técnicas e descumprimento da legislação vigente. 
 
2) Ausência de práticas preventivas no manejo de pragas 
A falta de rotação de culturas e de monitoramento sistemático das lavouras 
contribuiu para o aumento populacional da Helicoverpa armigera, intensificando 
os danos à cultura da soja e provocando expressiva redução da produtividade. 
 
3) Necessidade de adoção do controle biológico 
A utilização do controle biológico destacou-se como alternativa fundamental 
para reduzir a dependência do controle químico, promovendo maior equilíbrio 
ambiental e sustentabilidade ao sistema produtivo. 
 
ETAPA 3: 
Manejo Integrado de Pragas (MIP): Estratégia que combina práticas culturais, 
biológicas e químicas de forma planejada, visando manter as populações de 
pragas em níveis que não causem prejuízos econômicos à produção. 
Nível de Dano Econômico (NDE): Indicador técnico que determina o momento 
adequado para a adoção de medidas de controle, considerando a relação entre 
custo do manejo e prejuízo causado pela praga. 
Receituário Agronômico: Documento legal obrigatório, elaborado por 
profissional habilitado, que orienta a correta utilização de agrotóxicos, 
assegurando segurança ao aplicador, ao meio ambiente e conformidade com a 
legislação. 
 
 
ETAPA 4: 
O conceito de Manejo Integrado de Pragas demonstra que a adoção isolada do 
controle químico não é suficiente para o manejo eficiente, sendo necessária a 
integração de diferentes práticas. 
O Nível de Dano Econômico evidencia que o controle químico deve ser 
realizado apenas quando tecnicamente justificado, evitando aplicações 
excessivas. 
O receituário agronômico garante respaldo legal às recomendações técnicas, 
contribuindo para a segurança ambiental e produtiva. 
 
ETAPA 5: 
 
Resumo 
A situação analisada evidencia que a redução da produtividade da soja está 
associada ao aumento da infestação de Helicoverpa armigera, aliado ao uso 
inadequado de defensivos agrícolas e ao não cumprimento das normas 
fitossanitárias. A inexistência de um plano estruturado de manejo comprometeu 
a eficiência produtiva e resultou em impactos econômicos e ambientais 
negativos. 
Contextualização 
O desafio refere-se a uma cooperativa de produtores de soja localizada no 
município de Sorriso, onde a produtividade média caiu de aproximadamente 
80 para menos de 55 sacas por hectare nos últimos anos. O cenário é marcado 
pela ausência de rotação de culturas, falhas no manejo de pragas e 
irregularidades no uso e descarte de agrotóxicos. 
Análise 
A partir dos princípios do Manejo Integrado de Pragas, verifica-se que a falta de 
monitoramento populacional e de adoção do Nível de Dano Econômico levou 
ao uso excessivo de inseticidas. Além disso, a inexistência do receituário 
 
agronômico comprometeu a legalidade da produção, contrariando as 
exigências da legislação agrária e ambiental. 
Propostas de Solução 
Propõe-se a implementação de um Plano Integrado de Manejo de Pragas, 
contemplando a rotação de culturas, o monitoramento contínuo da Helicoverpa 
armigera e a priorização do controle biológico, conforme recomendações 
técnicas da Embrapa. 
O controle químico deve ser adotado de forma complementar, apenas quando 
necessário, respeitando o nível de controle, a alternância de princípios ativos e 
a obrigatoriedade do receituário agronômico. 
Também se torna essencial orientar os produtores quanto ao uso adequado de 
Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) e à correta devolução das 
embalagens vazias em locais autorizados, assegurando conformidade legal e 
sustentabilidade ambiental. 
O desenvolvimento deste desafio permitiu compreender que o manejo 
adequado das pragas é indispensável para conciliar produtividade agrícola, 
responsabilidade ambiental e cumprimento da legislação. 
Conclusão 
A realização do trabalho possibilitou aprimorar a capacidade de análise crítica e 
a aplicação prática dos conhecimentos adquiridos na disciplina. O estudo 
reforçou a importância do Manejo Integrado de Pragas e evidenciou o papel do 
profissional de Agronomia como agente essencial na promoção de uma 
agricultura sustentável, segura e legalmente responsável. 
 
Referências 
WAURECK, A.; ROTERS, D. F.; SILVA, L. M. A. Legislação agrária, controle integrado 
e receituário agronômico. Florianópolis: Arché, 2023. 
EMBRAPA. Controle biológico de pragas na cultura da soja. 2019.

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